sexta-feira, setembro 29, 2006

Manuel Esperón

Manuel Esperón, músico, argumentista e ator, nasceu na Cidade do México, México, em três de agosto de 1911. Realizou estudos de desenho, pintura e escultura na Academia de San Carlos, e de música na Escola Superior de Música do Instituto Nacional de Belas Artes. 

Começou sua vida profissional acompanhando cantores como Juan Arvizu e como pianista de cinema mudo (musicando os filmes do Cine Mina). Foi diretor artístico de várias estações de rádio, e assim conheceu cantores famosos como Pedro Infante e Jorge Negrete.

Com a colaboração de Ernesto Cortázar como letrista, Esperón compôs uma grande quantidade de canções famosas, entre elas Ay Jalisco no te rajes, Amor con amor se paga, Cocula, Traigo un amor; e com Pedro de Urdimalas, Amorcito corazón, canções que foram ouvidas em uma infinidade de filmes mexicanos.

Seu trabalho no cinema começou com as canções La mujer del puerto de Arcady Boytler (1933). Desde então, seu nome tem estado ligado a mais de 500 filmes em que participou como músico; além do que, foi também um ator esporádico.

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Ernesto Cortázar

Ernesto Cortázar, compositor, nasceu em 10 de dezembro de 1897, em Tampico, Tamaulipas, México e faleceu em 1953. Desde sua infância foi atraído pela arte e jovem ainda teve a oportunidade de dar forma as suas inquietudes ao integrar-se no grupo Los Trovadores Tamaulipecos com Lorenzo Barcelata, José Agustín Ramírez e Carlos Peña, percorrendo grande parte do país e EUA.

Pouco depois se separou do grupo para buscar novos horizontes. Conheceu Manuel Esperón e com ele formou uma inesquecível dupla de compositores, já que ambos trabalharam incansavelmente, Esperón como músico e Cortázar como letrista, surgindo numerosas canções de essência regional e nacionalista que encontraram em Jorge Negrete o seu melhor intérprete.

A maioria de suas canções foi utilizada no cinema, desenvolvendo-se nesta área como argumentista. A ele se devem as letras de canções famosas como A la orilla del mar, El corrido villista, Cuando tú me quieras, La palomita, Espejito, Ay Jalisco no te rajes, No volveré, Cocula, Esos altos de Jalisco, El queretano, Que lindo es Michoacán, Tampico, El toro coquito, Arandas, Así se quiere en Jalisco, Que te cuesta, para mencionar algumas.

Quando presidente da Sociedade de Autores e Compositores do México, morreu em um acidente automobilístico em 30 de novembro de 1953, em Lagos de Moreno, Jalisco, ao viajar a Guadalajara para presidir um congresso.

Adrian Flores Albán

Voz inconfundible de Rómulo Varillas
Adrian Flores Albán, compositor, nasceu em Bellavista, Sullana, Peru, em 08 de setembro de 1926. Filho de dom José Eusebio Flores e de dona Felicita Albán, desde muito moço gostava de cantar e tocar violão.

Compôs a famosa valsa Alma, corazón y vida. Conta-nos: “Nessa época tive um amor impossível, uma garota muito linda, da alta classe, a que dediquei e cantei uma melodia na qual, dada minha humildade franciscana, não poderia ser outra senão minha Alma, Corazón y Vida”.

Flores Albán tem muitos temas “criollos” como "Que viva Sullana", "Como una visión", "Recordando Sullana". Alguns destes temas tem sido sucesso em outros países.


Luis Kalaff

Luis Kalaff, compositor e violonista, nasceu em Pimentel, província de Duarte, República Dominicana, em 10/11/1916. É o compositor dominicano mais produtivo de todos os tempos, com mais mil composições.

Primeiro foi carpinteiro em sua terra natal, depois trabalhou como peão na construção do Hotel Jaraguá ganhando 60 centavos diários por uma jornada de 12 horas. Atualmente vive itinerante metade do ano em seu país e a outra metade em Nova York aos seus 89 anos.

Seus boleros mais conhecidos são Amor sin esperanzas, Mi gloria, Acuérdate de mí, Olvídate de mi, Cuando vuelvas conmigo, Demasiado corazón, Aunque me cueste la vida, Corazón de Acero, El que robó tu amor, Porque no tengo dinero.

Pepe Sánchez

Pepe Sánchez, compositor e violonista, nasceu em Santiago de Cuba, Cuba, em 19 de março de 1856 e faleceu em 3 de janeiro de 1918. José "Pepe" Sánchez é considerado o criador do bolero cubano, expressão da canção trovadoresca da Ilha.

Foi maestro dos cantores dessa cidade oriental, em especial de Sindo Garay, a quem conheceu desde menino e pôs em suas mãos um violão pela primeira vez. Não teve estudos regulares de música, mas era autodidata e tinha grande intuição e sensibilidade para com a mesma.

Muitas de suas canções eram conhecidas na Santiago de Cuba do final do século XIX e começo do século XX, e algumas delas, que não estavam escritas, foram resgatadas por seus alunos e admiradores. Sua voz de barítono se escutava em muitas serenatas da cidade cubana, acompanhado por seu violão, que manejava com habilidade, a mesma com que cortava e costurava trajes para sua clientela como alfaiate.

Era freqüentador de todas as óperas e zarzuelas que se apresentavam em Santiago. Integrou o Quinteto de Trovadores no começo do século XX. Entre suas obras se destacam Me entristeces, mujer (Tristezas), Pobre artista, Rosa I, Rosa II, Rosa III, De profundis, Elvira, Cuando la expresión de tu canto, Cuba, mi patria querida, Caridad, Adán y Eva, Esperanza, Redondilla, Angeles e Naturaleza, assim como Himno a Maceo.


Fonte: SonCubano

Ricardo López Méndez

Ricardo López Méndez, compositor e poeta, nasceu em Izamal, Yucatán, México, em sete de fevereiro de 1903 e faleceu em 28 de dezembro de 1989. Filho de Don Juan López e Dona Francisca Méndez. Residiu até os 23 anos de idade em Mérida, Yucatán, e depois na Cidade do México.

Sua carreira como compositor se iniciou em Mérida, Yucatán. Sua primeira obra foi Languidece una Estrellita. Foi também publicitário, locutor, radialista e escritor. Suas obras musicais mais importantes foram Amor, amor, amor, Mar e Nunca.

Compôs em co-autoria letras para os maestros Gabriel Ruíz, Gonzalo Curiel, Guty Cárdenas, Ricardo Palmerín e Esparza Oteo.


Fonte: Sociedad de Autores y Compositores de Música (SACM) - México.

quinta-feira, setembro 28, 2006

Pedro Flores

Pedro Flores, compositor, nasceu em Naguabo, Porto Rico, em nove de março de 1894 e faleceu em julho de 1979. Foi um dos expoentes máximos do bolero e da guaracha na história musical do continente americano.

Ao longo da vida nossas penas e dores são amenizadas com algumas de suas imortais melodias, já presas a nossa forma de amar e sentir. Quem não tem buscado conforto a seus pesares na sua romântica inspiração Bajo un palmar? Que mãe não revive a esperança inútil de ver partir o seu filho para a guerra aos primeiros acordes de Despedida? Qual homem que não teve um Amor perdido, apaixonado por uma Linda? E quem não estremece de patriotismo ao escutar o hino Sin bandera na voz do "Inquieto Anacobero" Daniel Santos?

A vida do compositor porto-riquenho Pedro Flores foi sempre uma luta campal junto à dor, "única amiga e companheira na trajetória inacreditável de minha existência", ao falar de suas próprias lembranças. Nasceu sob o signo de Peixes, em nove de março de 1894, na humilde vila pesqueira de Naguabo, ao amparo de uma família extremamente pobre. Seus pais, Julián e Eulalia Córdova, lutavam para sustentar 12 filhos durante os anos difíceis do transpasse colonial.

Aos nove anos ficou órfão de pai e começou a trabalhar em diferentes ofícios para ajudar a família, ganhando alguns reais que entregava a sua mãe. Quando menino se destacou por suas habilidades no esporte, particularmente no beisebol amador, onde representou a sua escola em Fajardo a troco de uma bolsa de estudos. Foi, também, um destacado cronista esportivo no jornal "El Tiempo", lá pelos anos 20.

Cursou estudos primários em seu povoado natal, até completar o sétimo grau. Posteriormente se mudou para Fajardo para prosseguir seus estudos orientados para o ensino da língua inglesa. Depois de se formar professor escolar da Universidade de Porto Rico, aos 16 anos, dedicou-se ao ingrato ofício do magistério nas áreas rurais de Yabucoa, Humacao e Gurabo. Cumprida sua missão escolar em 1918, por vontade própria, ocupou o cargo de administrador na Central Esperanza em Vieques, mas no ano seguinte foi convocado para servir nas forças armadas do exército norte-americano. Ali serviu como oficial no Regimento de Infantaria.

Aos 24 anos, depois de licenciar-se, começou a trabalhar em diferentes ofícios alheios à sua sensibilidade artística, como inspetor de trens, cobrador de impostos e secretário da Junta de San Juan. Dois anos mais tarde, procurando abrir seus horizontes, embarcou para Nova York, onde trabalhou como operário cavando o túnel da Oitava Avenida. Depois foi pintor de paredes, funcionário do metrô da cidade, e empregado do correio até 1928, quando conheceu um patrício que já se destacava na música com o Trio Borinquen, "El Cumbanchero" Rafael Hernández.

Assim começou a acompanhar Rafael em suas apresentações com o Trio Borinquen. Aos 34 anos e sem conhecimento musical algum, a exceção de três notas mal tocadas no violão, decidiu formar um grupo para competir com Hernández, cujos temas eram fundamentalmente românticos. Assim nasceu o Trio Galón para apresentar-se em locais onde atuava o Trio Borinquen, e que, por causa disto e de fofocas, iniciou-se certa rivalidade entre esses dois grupos, que depois foi diminuindo. Recorda Don Pedro, que a conseqüência desses boatos levou Rafael a acusá-lo de invejoso.

Pedro Flores formou seu primeiro Quarteto Flores com Pedro Marcano, Ramón Quirós, Davilita, Yayito y Pellín, e a partir de 1930 registra suas primeiras gravações, entre elas "Adelita", "Nieves", "Contigo", "Palomita", "Azucena", "En secreto" e "El retrato". De quarteto passou a sexteto e posteriormente a orquestra, sem deixar de se chamar Quarteto Flores. Além dos mencionados, passaram pelo grupo Cándido Vicenty, Plácido Acevedo, Antonio Machín, Diosa Costelo, Panchito Reset e Johnny Rodríguez, entre outros.

Devido a problemas com a casa editora, Don Pedro abandonou o ambiente musical e mudou-se para o México, onde então, tinha sucesso seu compatriota Rafael Hernández. Também viveu muitos anos em Cuba. Mas não teve a mesma sorte e permaneceu um tempo longe das atividades artísticas.

Quando regressou para Nova York voltou a organizar o Quarteto sob a direção musical do músico e compositor Moncho Usera, com Doroteo Santiago e o barítono Chencho Moraza na parte vocal. Também formaram parte a 'Gorda de Oro', Myrta Silva e Clarisa Perea. Só faltava um cantor à altura de Panchito Reset, que abandonara seu grupo para unir-se ao Cuarteto Caney, e o encontrou na inconfundível voz de Daniel Santos.

Entre seus sucessos figuram Perdón, Obsesión, Irresistible, Bajo un palmar, Despedida, Amor perdido, Margie, Esperanza inútil, Querube, e outras canções popularizadas por Daniel Santos, Don Pedro Vargas e Benny Moré, Virginia López, Marco Antonio Muñiz e a Rondalla Tapatía, Bobby Capó e a Orquestra Zarzosa, entre outros.

O Maestro morreu em 13 de julho de 1979 e seus restos descansam no antigo cemitério Santa Maria Magdalena de Pazzis no Velho San Juan.

(texto parcial de Josean Ramos, traduzido do espanhol)


Fonte: Fundación Nacional para la Cultura Popular - San Juan, Puerto Rico

Noel Estrada

Noel Estrada (Noel Estrada Suárez), compositor, nasceu em Isabela, Porto Rico, em 4 de junho de 1918 e faleceu em 1º de dezembro de 1979. Embora o compositor tenha nascido no povoado de Isabela, criou-se em San Juan, cidade que lhe deu renome através da mais conhecida de suas obras, a canção En mi viejo San Juan.

A famosa composição foi escrita por Estrada como resposta a um pedido que fizera seu irmão que se encontrava destacado no Panamá com o exército durante a Segunda Guerra Mundial. Este lhe pediu para escrever uma canção para amenizar a saudade que ele e seus companheiros sentiam pela sua pátria. Um dia olhando o mar de uma sacada em San Juan, Estrada transformou em canção os sentimentos dos porto-riquenhos ausentes.

En mi viejo San Juan foi gravada pela primeira vez em 1943 pelo Trio Vegabajeño para depois ser regravada em muitas versões e interpretações nas vozes de Libertad Lamarque, Marco Antonio Muñiz, Ginamaría Hidalgo, Felipe Pirela y Javier Solís, entre outros. É precisamente a Javier Solís, cantor mexicano, que Noel Estrada responsabiliza a internacionalização do tema, que junto à Verde luz e Preciosa, é considerada como um dos hinos de Porto Rico.

O compositor porto-riquenho teve nesta melodia sua máxima criação, mas este não foi o seu único sucesso. Na Espanha e América Latina composições como El amor del jibarito e Llévame a ver a Jesús foram difundidas pelas ondas do rádio com sucesso.

De 600 composições feitas por Estrada em todos os gêneros musicais, somente se conhecem algumas dezenas. Entre elas se encontram Pobre amor, Pedacito de Borinquen, Lo nuestro terminó, gravada por Pérez de Córdova, Amor del alma, Sería una locura, Flor de jibarita, Cuba en la lejanía, Mi romántico San Juan (primeiro lugar no Festival do Compositor Porto-Riquenho em 1964), Viva la amistad (segundo lugar no Festival Internacional da Canção e Voz de Porto Rico em 1976), Rumor de llanto e Romance del cafetal.

Em 1966 foi declarado filho adotivo de San Juan e lhe foi entregue a chave da cidade. O governo espanhol lhe condecorou com a Cruz de Cavaleiro da Ordem de Isabel A Católica em 1972. Cinco anos mais tarde lhe foi rendido uma grande homenagem para arrecadar fundos no Coliseu Roberto Clemente na qual participaram figuras como Julio Iglesias, Wilkins, Ednita Nazario e Ruth Fernández.

Mesmo gozando de amplo reconhecimento no campo musical, Noel Estrada profissionalmente se desempenhou como chefe de protocolo e etiqueta do Departamento de Estado durante 35 anos. Também contava com um bacharelato em Administração de Empresas pela Universidade de Porto Rico.

(texto parcial de Clarissa Santiago Toro, traduzido do espanhol)


Fonte: Fundación Nacional para la Cultura Popular - San Juan, Puerto Rico

Orlando De La Rosa

Orlando De La Rosa
Orlando De La Rosa, compositor e pianista, nasceu em Havana, Cuba, em 15 de abril de 1919 e faleceu em 15 de novembro de 1957. Iniciou seus estudos de piano aos nove anos de idade com sua mãe. Aprendeu lições de solfejo com um professor denominado "Pachencho". Foi neto materno do notável dançarino Raimundo Valenzuela.

Realizou estudos de bacharelato no Instituto de Havana. Acompanhou diversos cantores e participou da orquestra de Ernesto Lecuona em seus concertos com diversos pianistas. Fundou um reconhecido quarteto vocal (com várias trocas entre os integrantes em seus 15 anos de trajetória até 1955) que em 1948 fez turnês pelos EUA.

Trabalhou em muitos meios de comunicação, como rádio, TV, cabarés, gravação de vários discos, filmes (que musicou) assim como na tarefa de acompanhar cantores, no que sua saúde se ressentiu muito. Foi do grupo de pianistas-compositores que na década de 40 dotaram o cancioneiro cubano de grande quantidade de excelentes obras.

Seu primeiro bolero foi Ya sé que es mentira (1940) ao que se seguiram Vieja Luna, Cansancio, Tu llegada, No vale la pena, Mi corazón es para ti, Nuestras vidas, La canción de mis canciones, No vayas a pensar, Anoche hablé con la luna, La mazucamba (rumba desaforada), Te lo ruego, no me abandones, Esto es felicidad (com Bobby Collazo), e outras.


Fonte: SonCubano

Miguel Matamoros

Miguel Matamoros, compositor, violonista e diretor, nasceu em Santiago de Cuba, Cuba, em oito de maio de 1894 e faleceu em 15 de abril de 1971. De origem humilde, teve que trabalhar em diversas profissões para ajudar sua mãe, Nieve Matamoros.

Em Santiago, no início do século XX, foi carpinteiro, pintor de paredes e chofer. Seu pai Marcelino Verdecia, com que teve pouca relação, era marinheiro e aficionado em cantar "reginas" ou quartetos sonoros. Aprendeu violão e trabalhou em festas e serenatas por toda a cidade.

Em 1912 realizou sua primeira atuação profissional no Teatro Heredia de Santiago de Cuba. Em 1920 já era um compositor e cantor conhecido em toda a cidade. Em uma de suas festas de aniversário, em oito de maio de 1925, formou com Siro Rodríguez e Rafael Cueto, o Trío Matamoros.

Em 1928 fez suas primeiras gravações em Nova York para a etiqueta Victor, que tiveram um sucesso sem precedentes. Fez turnês por diferentes países da América e Europa, em uma intensa atividade que duraram 35 anos. Sua viagem ao México com o conjunto Matamoros em 1945 serviu de plataforma para o lançamento de Beny Moré.

Retirou-se da vida musical em 1960 e residiu por uns tempos em Regla, junto a sua única filha Seve Matamoros e sua esposa Juana María Casas, "La Mariposa" da qual se divorciou e foi residir em Santiago de Cuba com um antigo amor de juventude, Mercedes, "la santiaguera de mi amor", casado com ela até sua morte.

Em seu vasto catálogo de obras, destacam-se boleros e sons como Juramento, Lágrimas negras, Olvido, El que siembra su maíz, Reclamo místico, Mariposita de primavera, Mientes, Mamá, son de la loma, Que te están mirando, Alegre conga, El paralítico, ¿Quién tiró la bomba?, Tu boca e outros temas inesquecíveis.

Mario Alvarez

Mario Alvarez, compositor e pianista, nasceu em Güines, Cuba, em 19 de março de 1911 e faleceu em Havana em 25 de Junho de 1970. Fixou-se na capital cubana nos anos 20. Ingressou depois na universidade e formou-se em Direito.

Na década de 30 integrou a Orquestra Siboney de Julio Brito. Era muito amigo de Laureano Suárez, Suaritos, em cuja emissora colaborou com gravações de artistas mexicanos (muitos dos quais seus amigos e que haviam gravado suas obras) com exclusividade.

Em 1935 viajou para a Cidade do México como pianista em companhia de Ernesto Lecuona e resolveu estabelecer-se por ali, com freqüentes viagens para a ilha cubana, onde ficou ao final até falecer.

No México trabalhou em edições musicais e teve sua própria editora. Entre seus boleros mais conhecidos, de um catálogo de cerca de 600 obras, se encontram Rumbo perdido, Vuélveme a querer, Sabor de engaño, Tú no mereces, Ansias, Luna de plata, Temor sublime, Y eres culpable, Rumbo perdido, Aprende a olvidar, Estás mintiendo, Tarde o temprano e No esperes.

Na discografia de Diaz Ayala encontramos uma outra informação: em 1940 o maestro Ernesto Lecuona estava numa turnê com sua companhia pelo país asteca e seu pianista-acompanhante, Alvarez, resolve permanecer neste país, onde vive o resto de seus dias, compondo belíssimos boleros como Vuélveme a querer.

Segundo outra fonte, que dá seu segundo sobrenome como Jiménez, o compositor nasceu em Havana em 19 de março de 1898, chegou a dominar onze instrumentos e em meados da década de 30 se integrou a Orquestra Siboney do maestro Brito, viajando ao México com Lecuona em 1935 onde ficou. Seu primeiro trabalho foi com a orquestra de Rafael de Paz, e em 1939 se dedicou ao aspecto editorial da música chegando a ter sua própria editora. Compôs cerca de 600 canções e faleceu no México em 10 de Agosto de 1988.

Margarita Lecuona

Margarita Lecuona, cantora e compositora, nasceu em Havana, Cuba, em 18 de abril de 1910 e faleceu em Nova Jersey, EUA, em 1981. Teve uma infância de muitas viagens, por seu pai ser diplomata.

Já adolescente regressa e se estabelece em Havana e faz seus estudos regulares. Começa a estudar música, primeiro com a professora Clara Romero, que lhe ensina o manejo do violão.

Suas primeiras composições datam de 1930. Escreve Tabú, inspirado em um antigo escravo, muito velho, que conheceu desde menina, escutando seus contos. O trovador Guyún dá a conhecer essa composição, popularizando-a. Quando a gravam com a orquestra de Rosa e Antonio Machín em Nova York, em 1934, e a orquestra Lecuona Cubans Boys na Europa, em 1935, rapidamente se converte numa compositora internacional.

Igual se sucede com Babalú da mesma inspiração litúrgica afrocubana e com o mesmo sabor exótico, gravada pela orquestra Casino de la Playa, cantando Miguelito Valdés.

Morou na Argentina e fez apresentações em vários países, com atuações em um trio como cantora solista. Radicou-se nos EUA em 1960. Compôs mais de 300 obras, entre as que se destacam, os boleros Eclipse, De nada vale, Tú lo eres todo, Bienvenido, Cariño bueno, Por eso no debes En confianza, Otoño e Mi último amor, e as guarachas Contentura e Mi muñeco.

Luis Marquetti

Luis Marquetti, compositor, nasceu em Alquizar, Cuba, em 24 de agosto de 1901 e faleceu em 30 de julho de 1991. Graduou-se na Escola Normal de Maestros, onde fez alguns estudos musicais.

Foi maestro durante quase toda sua vida em seu povoado natal. Na década de 40 se destacou como compositor e conseguiu colocar suas canções nas melhores vozes da América hispânica.

Entre seus sucessos destacam-se os boleros Plazos traicioneros, Allí donde tú sabes, Amor qué malo eres, Deuda (1945), Amor de cobre, Un pedazo de pan, Entre espumas, Me robaste la vida, Llevarás la marca, Cita en el platanal e A ti madrecita (sua primeira composição em 1941).

quarta-feira, setembro 27, 2006

Lorenzo Barcelata

Lorenzo Barcelata (Lorenzo Barcelata Castro), compositor e ator, nasceu em 30 de julho de 1898 em Tlalixcoyan, Veracruz, México. Morreu na Cidade do México em 13 de julho de 1943. Desde muito pequeno se viu atraído pela música e assim iniciou seus estudos com o violão. Aos 14 anos compôs a canção “Arroyito”, mas a canção que lhe deu fama foi “Lirio azul de la montana”, com letra de Luis Rosado Vega em 1925.

Em 1926 com Manuel Esperón e Ernesto Cortázar, formou o grupo Tlalixcoyano. Trabalhou ao lado de Augusto Medina, Víctor Monreal e Andrés Cortés Castillo, com quem formou um quarteto que em 1926 se chamou “Los ruiseñores tampiqueños. Posteriormente, o grupo trocou de nome e de integrantes, e se fizeram chamar “Los trovadores Tamaulipecos”, formado, então por Barcelata, Ernesto Cortázar, Alberto Caballero, Antonio García Planes e Andrés Cortés Castillo. Juntos tiveram enorme sucesso nas cidades de Veracruz, Tamaulipas, Yucatán, em Cuba e nos EUA.

Em 1930, foi designado como diretor da Rádio XETA e posteriormente da XEFO, do Partido Nacional Revolucionário. Nessa época sua canção María Elena alcançou fama internacional, que foi tema musical do filme homônimo dirigida por Raphael J. Sevilla em 1935. Seu sucesso lhe permitiu realizar uma turnê por todo o continente americano. De regresso à Cidade do México, assinou um contrato com a emissora Rádio Mil, onde desenvolveu novos valores para a música mexicana.

A maioria de suas composições se encontra em discos de gravadoras tanto mexicanas como estrangeiras, principalmente dos EUA e algumas de suas canções são María Elena, Por ti aprendí a querer, La bamba, El coconito, El cuerudo, La palomita, El toro coquito e Jalisco nunca pierde.

Em 1938, Ernesto Cortázar e Lorenzo Barcelata criaram a Companhia Produtora de Cine Produções Barcelata-Cortázar, com o que gravaram La reina del rio.

O trabalho de Barcelata no cinema aparece em filmes como La zandunga (Fernando de Fuentes, 1937), Jalisco nunca pierde (Chano Urueta, 1937), Allá en el rancho grande (Fernando de Fuentes, 1936), María Elena (Raphael J. Sevilla, 1935), Bajo el cielo de México (Fernando de Fuentes, 1937), Almas encontradas (Raphael J. Sevilla, 1933), Enemigos (Chano Urueta 1933), Tiburón (Ramón Peón, 1933) e Una vida por otra (John H. Auer / Fernando de Fuentes, 1932).

Foi ator em alguns filmes antes mencionados e em Tierra brava (René Cardona, 1938), ¡Ora Ponciano! (Gabriel Soria, 1936) e Mano a mano (Dir. Arcady Boytler / Ramón Peón, 1932).


Julio Brito

Julio Brito, compositor e diretor de orquestra, nasceu em Havana, Cuba, em 21 de Janeiro de 1908 e faleceu em 30 de julho de 1968. Foi aluno do maestro Pedro Sanjuán. Em 1924 integrou a orquestra de Don Aspiazu como saxofonista, e posteriormente se dedicou a tocar drum, violão e vibrafone.

Em 1931 compôs Ilusión china, com a qual obteve alguma popularidade. Esteve entre os primeiros artistas que trabalharam em programas musicais da rádio cubana. Entre suas obras se encontram Trigueñita, Oye mi guitarra, Flor de ausencia, Mira que eres linda, Serenata guajira, Si yo pudiera hablarte e seu sucesso internacional de 1937 El amor de mi bohío.

A maior parte de seu trabalho em músicas esteve no de dirigir orquestras. Musicou filmes como Tam Tam e Embrujo antillano. Em 1946 foi presidente da Sociedade de Autores de Cuba.


Fonte: SonCubano

María Grever

María Grever (1885-1951), compositora, segundo alguns, nasceu em León, Guanajuato, México, em 16 de agosto de 1885, mas alguns historiadores não aceitam essa versão. Segundo eles a compositora nasceu em águas internacionais no ano de 1884.

Seu nome de solteira era María Joaquina de la Portilla y Torres. Estudou no Colégio do Sagrado Coração e desde menina recebeu educação musical. Aos quatro fez sua primeira composição com versos escritos por ela mesma.

Emigrou para a Europa (Espanha) com seus pais; foi quando teve oportunidade de viajar para a França. Então estudou com Claude Debussy e com Franz Lenhard em Paris; este último lhe sugeriu não se sujeitar às técnicas musicais para poder conservar sua espontaneidade. Quando voltou ao México ingressou na escola de canto de sua tia Cuca Torres. Viajou a Nova York em 1916 onde se casou com Léon Grever.

Seu primeiro sucesso como compositora foi Júrame, cantada por José Mojica, quando ela ainda não era conhecida. A Paramount a contratou em 1920 para compor musicas para vários de seus filmes com temas hispano-americanos. Em 1941 se encarregou dos arranjos da comédia musical Viva O'Brien que foi apresentado na Broadway. Foi autora de um método chamado “Aprenda Ud”: Espanhol por meio da música, que posibilitava cantores norte-americanos darem recitais de música hispânica sem saber falar espanhol.

Paralítica, regressou ao México em 1949 e recebeu a Medalha ao Mérito Civil e a Medalha do Coração do México; foi convidada para trabalhar na Rádio XEW onde fez 14 apresentações; relatou sua vida no rádio e escreveu um livro autobiográfico que serviu de base para o filme “Cuando me vaya” (1953), protagonizada por Libertad Lamarque. O tenor Nicolás Urcelay, Néstor Mesta Chaires e Alfonso Ortiz Tirado, figuraram entre seus principais intérpretes, sem deixar de mencionar, também, Antonio Aguilar, Alberto Ángel "El Cuervo", Chucho Avellanet, "Bola de Nieve" e até o Grupo La Pandilla.

Compôs em torno de 860 canções como Así, Volveré, Para qué recordar, , Yo canto para ti, Te quiero dijiste (Muñequita linda), Bésame, Tipitín, A una ola, Tú, tú y tú, Amor, amor, México canta, Cuando me vaya, Cuando vuelva a tu lado, De dónde, Lamento gitano, Alma mía (Si yo encontrara una alma), Tulipán, Mi burro y yo, En la noche, Por qué, Amor latino, Atardecer en España, Por si no te vuelvo a ver, etc.

Esta insigne compositora faleceu em Nova York em 15 de dezembro de 1951 e, por vontade sua, seus restos foram transladados para o México.


Elena Burke

Elena Burke (Romana Burgues), cantora, nasceu em Havana, Cuba, em 28 de fevereiro de 1928 e faleceu em junho de 2002. Em 1941 estreou em programa de calouros na CMQ Rádio.

Profissionalizou-se como cantora em 1942 com atuações nas emissoras Mil Diez, Cadena Roja, COCO e Rádio Progreso, assim como nos cabarés Sans Souci e Zombie.

Em 1945 se apresentou nos teatros Encanto, Alcázar, América, Riviera y Fausto, todos de Havana. Viajou ao México e a Jamaica, como cantora da produção de "Las Mulatas de Fuego". Quando regressou a Cuba integrou os cuartetos Facundo Rivero, Orlando de la Rosa y D'Aida. Com eles fez turnês pelos EUA, Canadá, Venezuela e México.

Esteve por vários anos e se destacou no Quarteto D'Aida, que deixou em 1958 para fazer carreira de solista. Foi acompanhada pelo violinista Froilán Amézaga e também por notáveis pianistas como Frank Domínguez, Meme Solís e Enriqueta Almanza.

Foi uma intérprete singular das canções do “feeling”. Viajou praticamente por toda a Europa e América. Em 1964 participou por Cuba no Festival de Cannes. A partir de 1962 manteve, por muitos anos, um programa na rádio chamado "A solas contigo". Gravou numerosos LPs. Participou de dois filmes cubanos: "Llanto de luna" e "Nosotros la música". Deu recitais por todo o país, e atuou constantemente em rádio, televisão e teatro.

Foi uma das cantoras mais regulares e mais populares da música cubana. Ao final de sua vida, com AIDS, continuou se apresentando em alguns programas.

Fonte: SonCubano

Isolina Carrillo

Isolina Carrillo, compositora e pianista, nasceu em Havana, Cuba, em 1907. Na década de 40 suas canções alcançaram popularidade. Trabalhou muitos anos como pianista-acompanhante, criadora de repertórios e diretora de coros, nos anos 50 e posteriormente, a partir de 1959, igualmente na televisão.

Entre suas composições mais importantes se encontram Canción sin amor, Sombra que besa, Increíble e sua internacional Dos gardenias, composta no final da década de 40, e que é o nome, há muitos anos, de um centro noturno dedicado ao bolero em Havana.


Fonte: SonCubano

Daniel Santos

Daniel Santos, compositor e cantor, nasceu em 5/2/1916 em Santurce de Acuario, Porto Rico, e faleceu em 27/11/1992. Uma das mais enigmáticas personagens da música popular latino-americana Daniel Santos, "El Inquieto Anacobero", era filho de Don Rosendo de los Santos, carpinteiro, e María Betancur, costureira.

Passou sua infância em um bairro de Santurce, conhecido como Trastalleres. Ali viveu seus primeiros anos com suas três irmãs Sara, Rosalilia e Lucy. Aos cinco anos aprendeu o abecedário com a maestrina do bairro conhecida como Dona Ana, e aos sete iniciou sua educação formal na escola pública de Las Palmitas, na Rua Aguacate.

Ao concluir o terceiro grau foi para a Escola Rafael Cordero, na Parada 15 de Santurce, mas não pode se matricular porque a situação econômica em seu lugar era desesperadora tendo, inclusive, que trabalhar como engraxate para ajudar a família. Nessa época sua família mudou-se para a cidade dos arranha-céus, onde Daniel teve que voltar a estudar no primeiro grau já que não sabia falar inglês e conseguiu completar seu segundo ano de escola superior, onde já cantava no coro.

Aos 14 anos abandonou o lugar devido ao pouco que ganhava seu pai, mudando-se para um quartinho por três dólares semanais e iniciou sua vida de “Inquieto Anacobero”. Um dia, enquanto se banhava, começou a cantar as únicas canções que sabia de memória: uma guaracha de Rafael Hernández e Te quiero dijiste, de María Grever. Estava na mais profunda de sua inspiração quando ouviu que batiam em sua porta. Era um dos integrantes do Trio Lírico, um conjunto musical que tocava em bailes, batizados e outras atividades.

Terminou seu banho e se reuniu com o resto dos integrantes, que lhe convidaram a participar em várias apresentações do conjunto. Assim se fez profissional e cobrava um dólar para interpretar canções várias vezes. Logo aumentaram para um peso e meio para cantar aos sábados no Borinquen Social Club de Nova York. Passou, então, a alternar entre o Trio Lírico e o Conjunto Yumurí, até 1938, quando teve um encontro histórico com o compositor Pedro Flores.

Neste ano estava trabalhando em um pequeno cabaré chamado Los Chilenos, onde cantava nos finais de semana por dez dólares e toda bebida que pudesse tomar. Depois foi cantar no Cuban Casino, um cabaré latino localizado na Oitava Avenida. Ali tocavam a orquestra do maestro Augusto Cohen, que alternava com o conjunto Escalera, uma artista espanhola de nome Consuelo Moreno, e um casal de bailarinos mexicanos. Daniel Santos cantava com as duas orquestras, passava-se por mestre de cerimônias, fazia o espetáculo, e quando faltava algum integrante, também o substituía. Por tudo isso ganhava a quantia de 17 dólares semanais.

Uma noite chegou ao cabaré o maestro don Pedro Flores que escutou Daniel interpretar várias canções, entre elas seu bolero Amor perdido. Ao concluir, o compositor lhe convidou para sentar-se à sua mesa que compartilhava com várias personagens e disse-lhe que tinha gostado muito da sua forma de cantar e o convidou para ensaiar com seu grupo Quarteto Flores, em Manhattan.

Com o Quarteto de Pedro Flores gravou muitas das canções que o fariam famoso, entre elas, Tú serás mía, Irresistible, Esperanza inútil, Perdón, Mayoral, Venganza, Amor, Olga, Yo no sé nada, Hay que saber perder, La número 100, Bella mujer, Margie, Prisionero del mar, El último adiós, Borracho no vale, Bella mujer, Guaracha amorosa, e muitas outras.

Em 1941, período da Segunda Guerra Mundial, Daniel gravou o disco mais popular de Don Pedro Flores, Despedida. No ano seguinte substituiu Miguelito Valdés na orquestra de Xavier Cugat e pouco depois abandonou o Hotel Waldorf Astoria para cumprir o serviço militar obrigatório com o exército norte-americano.

Por essa época começou a cobrar consciência nacionalista e se identifica com o pensamento do maestro Don Pedro Albizu Campos, ideais que lhe trazem problemas com o FBI e com o Departamento de Estado norte-americano cada vez que viajava. Mais tarde, recordando as atrocidades da guerra, gravou vários discos com canções de protesto contra esse mesmo exército que utiliza as praias de sua pátria para exercícios militares.

Essa vida de “Inquieto Anacobero” que lhe levou ao cárcere várias vezes começou em Cuba no final de 1946, quando Bobby Capó o apresentou ao Guajiro Amado Trinidad e este lhe contratou para trabalhar durante oito dias no programa "Bodas de Prata Portagás" na RHC Cadena Azul de Rádio, onde se apresentavam os melhores artistas da época. Ali sempre iniciava seu programa com a canção "Anacobero" do pianista porto-riquenho Andrés Tallada. O locutor Luis Villarder sempre o apresentava: “Com vocês Daniel Santos e o tema Anacobero”. Um dia Daniel surpreendeu a audiência no estúdio ao vestir-se com traje de “chuchero” e entrar no estúdio dançando.

Quando o locutor foi anunciar se equivocou e disse: “Com vocês o Anacobero Daniel Santos". A partir desse dia se transformou em "El Anacobero", que na língua ñáñigo significa diabinho. O de 'Inquieto' é por causa da intensa vida de boêmio impenitente que haveria de levá-lo a várias prisões.

Esteve viajando entre Cuba e Nova York durante uns 15 anos, até escutar que Fidel estava recrutando meninos para adestrá-los na milícia, e nunca mais retornou a Cuba. Durante esses anos lhe ocorreram coisas que inspiraram muitas de suas 400 composições, entre elas, "El columpio de la vida", "Patricia", "Amnistía", "El preso", "El que canta" y "Bello mar". Foi também o autor da canção "Sierra Maestra", hino do Movimento 26 de Julho, com a qual Fidel Castro iniciava a transmissão da Rádio Rebelde lá da Sierra Maestra.

Além de grande cantor e compositor, Daniel Santos se deu a conhecer pela vida desordenada que sempre viveu, entre bebidas, mulheres e brigas de rua que lhe fizeram cumprir penas em várias prisões da América Latina, entre elas de Cuba, Equador e República Dominicana. Mesmo assim, muitos países do continente americano o disputavam, chegando ao extremo de confundir sua verdadeira nacionalidade.

Durante seus últimos anos seguiu se apresentando em turnês e concertos nos EUA e América Latina, onde o público lotava os salões para ver o seu ídolo, a lenda do bolero e da guaracha, e escutar suas inumeráveis anedotas e aventuras.

Daniel Santos teve doze filhos e viveu seus últimos anos em Ocala, Flórida, junto a sua duodécima esposa, Ana Rivera, onde morreu em 27 de novembro de 1992, vítima de um ataque cardíaco.

(texto parcial de Josean Ramos, traduzido do espanhol)



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Fonte: Fundación Nacional para la Cultura Popular - San Juan, Puerto Rico.

Bobby Capó

Bobby Capó (Félix Manuel Rodríguez Capó), compositor, cantor, diretor de televisão e funcionário público, nasceu em Coamo, Porto Rico, em 1/1/1922, e faleceu em 18/12/1989. Ao terminar seus estudos na escola superior mudou-se para San Juan para tentar a sorte no mundo da música, onde participou do programa de calouros de Rafael Quiñones Vidal, no qual foi aprovado.

Sua fama internacional começou quando outro artista porto-riquenho, Pedro Ortiz Dávila (Davilita), abandonou o quarteto Victoria que dirigia Rafael Hernández e Bobby o substituiu.

Depois de sua saída do quarteto Victoria, Capó adotou Nova York como sua residência e base de operações. Em plena década de 40, converteu-se num ídolo em Cuba, e sua fama transcendeu rapidamente pelo mundo hispânico.

Tomou parte da orquestra do reconhecido músico Xavier Cougat, mas foram suas gravações como solista que lhe deram fama internacional. Considerado um dos pioneiros entre os cantores-autores hispânicos, entre suas composições destacam-se: Piel canela, El negro bembón, El bardo, Luna de miel en Puerto Rico, Sin fe, Triángulo e María Luisa. A saudade pelo seu lar nativo lhe inspirou clássicos como: Soñando con Puerto Rico e também lhe levou a fazer denúncias com canções como Despierta borincano.

Seu domínio de gêneros musicais foi impressionante. Sua composição Llorando me dormí tem sido reconhecida como a primeira balada escrita por um porto-riquenho. Esta transcendeu internacionalmente em meio da invasão da Nova Onda na década de 60. Por esses anos a sua composição Jacqueline, dedicada a então primeira-dama dos EUA, Jacqueline Kennedy Bouvier, causou controvérsias no México.

No começo da década de 70, Bobby trabalhou na Oficina de Porto Rico em Nova York, na Divisão de Migração e finalmente na Junta de Libertad Bajo Palabra.


Fonte: Fundación Nacional para la Cultura Popular - San Juan, Puerto Rico.

terça-feira, setembro 26, 2006

Alvaro Carrillo

Alvaro Carrillo (Alvaro Carrillo Alarcón) nasceu em Cacahuatepec, Oaxaca, México, em 2 de dezembro de 1921, seus pais eram Jesús Carrillo e Teodora Alarcón. Passou sua juventude na terra natal, trabalhando na propriedade de seus pais.

Em 1940 ingressou na Escola Nacional de Agricultura em Chapingo, onde teve a oportunidade de ler um pouco de literatura que lhe estimulou a compor suas primeiras canções, surgindo assim "Celia".

Alvaro Carrillo contava que, com seus companheiros de estudos, levava serenata para as jovens, nos povoados vizinhos de sua escola, trocando o nome da canção conforme a mocinha. Entre estudos, atividades agrícolas e inquietudes próprias de sua idade levou uma vida cheia de alegrias e de satisfação.

Em 1945 formou-se engenheiro agrônomo e abandonou a escola para radicar-se na Cidade do México, onde trabalhou na Comisión del Maiz.

Com passar do tempo fez amizade com Antonio Pérez Mesa, que integrava o Trío Los Duendes e lhe deu sua canção Amor mío para ser gravada e sua popularidade logo lhe chegou, motivo pelo qual trocou a engenharia pela música.

Cabe fazer menção que Yoshiro Hiroishi, cantor de fama entre o público japonês, gravou Sabor a mí, canção com que Alvaro Carrillo obteve o triunfo definitivo. Foi assim que quando Yoshiro Hiroishi visiou a Cidade do México, localizou nosso compositor que atuava numa casa noturna da cidade, vestiu-se com indumentária tradicional japonesa, foi ao local antes mencionado e se apresentou com sua guitarra e cantou Sabor a mí com muito sucesso.

Esta canção deu a volta ao mundo, foi gravada no México, França, Bélgica, Grécia, Áustria, Inglaterra, Itália, Holanda, Espanha, Estados Unidos, etc. Algumas canções de sua autoria que constam no site: Amor mío, Cachito, Eso, La mentira, Sabor a mí e Sabrá Dios.

Sua última atuação pública foi na Cardini Internacional de Ciudad Juárez, Chihuahua. Compôs mais de 300 canções e trabalhou em vários programas de rádio, televisão, teatro de revista e casas noturnas durante 15 anos. Entre seus principais intérpretes temos Pepe Jara, Trío Los Santos, Trío Los Duendes e Linda Arce.

Faleceu de forma trágica em 3 de abril de 1969 e foi velado junto com sua esposa Ana María Inchaústegui no Teatro de los Compositores, para logo ser sepultado no Panteón Jardín da Cidade do México.