sexta-feira, abril 14, 2006

Sylvia Telles

Sylvia Telles, cantora, nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 27/8/1934 e faleceu em Maricá RJ , em 17/12/1966. Irmã do letrista e cantor Mário Telles, iniciou carreira em 1955 na revista Gente bem e champanhota, encenada no Teatro Follies, em Copacabana, no Rio de Janeiro, cantando o samba Amendoim torradinho (Augusto Garcez e Ciro de Sousa), gravada no mesmo ano. Seu primeiro LP Carícia, de 10 polegadas, foi lançado pela Odeon em 1957 com Chove lá fora (Tito Madi), Se todos fossem iguais a você (Tom Jobim e Vinícius de Moraes) e Canção da volta (Ismael Neto e Antônio Maria).

Com a efervescência da bossa nova, alcançou seu momento de maior sucesso. Em julho de 1959 gravou, ainda na Odeon, o LP Sylvia, que incluía Estrada do sol (Tom Jobim e Dolores Duran) e Mágoa (Tito Madi). Em outubro do mesmo ano gravou o LP Amor de gente moça, com A felicidade, Sem você, O que tinha de ser (todas de Tom Jobim e Vinícius de Morais) e Só em teus braços (Tom Jobim). Consagrada definitivamente a partir desse disco (que usava orquestra ao invés dos pequenos conjuntos característicos da bossa nova), Sylvia tornou-se a primeira cantora profissional do grupo, ainda amador, de bossa nova.

Em 1961 viajou para os EUA, onde gravou o LP Sylvia Telles USA com Canção que morre no ar (Carlos Lira e Ronaldo Bôscoli e Manhã de Carnaval (Luiz Bonfá e Antônio Maria), entre outras. A produção e direção do disco ficou a cargo de Aloysio de Oliveira, com quem casou em 1963.

No decorrer de sua carreira, gravou músicas dos principais compositores ligados à bossa nova, entre as quais Corcovado (Tom Jobim), Se é tarde, me perdoa (Ronaldo Bôscoli e Carlos Lyra), ambas no LP Sylvia Telles-Amor em hi-fi, Philips, Amor e paz e Insensatez (ambas de Tom Jobim e Vinícius de Morais), no LP Bossa, balanço & balada, Elenco; Você ( Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli), Balanço Zona Sul (Tito Madi) e Eu preciso aprender a ser só (Marcos Vale e Paulo Sérgio Vale), no LP The Face I love, da Kapp, não editado no Brasil; e Eu preciso de você (Tom Jobim e Aluísio de Oliveira), no LP The music of Mr. Jobim, Elenco.

Em 1966 excursionou à República Federal da Alemanha com Edu Lobo e grupo. De volta ao Brasil, preparava-se para viajar para os EUA quando, na Rodovia Amaral Peixoto, sofreu desastre automobilístico.

Algumas músicas


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Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

Sérgio Murilo

Sérgio Murilo (2/8/1941-19/2/1992). Carioca, começa na carreira artística aos 12 anos, como apresentador infantil da TV Rio. Poucos anos depois ganha prêmios como cantor em programas de rádio, participando do elenco do programa Trem da Alegria, da Rádio Tamoio.

Em 1958 estréia no cinema, com o filme "Alegria de Viver", e no ano seguinte canta na Rádio Nacional e é contratado pela Columbia, que lança "Menino Triste" e "Mudou Muito". Em seguida, graças a outros sucessos como Broto legal, "Rock de Morte" e "Marcianita" (regravada mais tarde por Caetano Veloso), surge o primeiro LP, "Sergio Murilo".

A Revista do Rock o elegeu Rei do Rock por suas versões de sucessos norte-americanos, notadamente de Paul Anka e Neil Sedaka. Nos anos 60 apresentou o programa Alô Brotos com Sônia Delfino da TV Tupi, mas depois perdeu espaço no meio artístico e morou por uma época no Peru.

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Secos e Molhados


Secos e Molhados. Conjunto vocal formado em 1971 por Ney Matogrosso, cantor; Gérson Conrad (São Paulo SP 1952-), cantor e compositor; João Ricardo (João Ricardo Carneiro Teixeira Pinto, Ponte do Lima, Portugal 1949-), cantor e compositor.

Ney já havia se apresentado como amador em Brasília DF, onde morava, e tentara o rádio e a televisão, além de cantar em boates. O grupo surgiu no início de 1973 em São Paulo SP, e em agosto do mesmo ano gravou o LP Secos e Molhados, pela Continental, com Sangue latino (João Ricardo e Paulo Mendonça), O vira (João Ricardo e Luli) e Rosa de Hiroshima (Gérson Conrad e Vinícius de Moraes).

O disco foi sucesso nacional, possibilitando ao conjunto apresentar-se numa série de espetáculos, entre os quais se destacam os shows no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro RJ, e no Ginásio Presidente Médici, em Brasília.

No ano seguinte, o grupo exibiu-se na televisão mexicana, gravou seu segundo LP, Secos e Molhados, com Flores astrais (João Ricardo e João Apolinário), e Tercer mundo (João Ricardo e Julio Cortázar). Ainda em 1974 o conjunto se desfez, passando seus integrantes a atuar individualmente.

João Ricardo lançou um disco em 1975, João Ricardo, pela Philips, com suas composições Vira safado, Janelas verdes e Salve-se quem puder; apresentou-se no Teatro Bandeirantes, de São Paulo; e tentou depois ressuscitar o Secos e Molhados pelo menos quatro vezes, com diferentes formações, nenhuma incluindo qualquer outro membro original do grupo.

Gérson Conrad ligou-se ao letrista Paulo Mendonça, à atriz e cantora Zezé Mota e a uma banda de oito elementos e gravou pela Som Livre Gérson Conrad e Zezé Mota, com Trem noturno e A dança do besouro (ambas com Paulo Mendonça). Gravou outros discos solo e continua compondo e fazendo shows.

Algumas músicas cifradas



Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

Rosemary

Rosemary (Rosemeire Gonçalves) nasceu no bairro de Bonsucesso, Rio de Janeiro (RJ), em 7/12/1945. Aos oito anos, cantou no programa O Clube do Guri, da TV Tupi do Rio Janeiro. Atuou como amadora até seus 14 anos, em 1959, quando adotou o nome artístico de Rosemary.

Em junho de 62 gravou seu primeiro disco 78 na Continental, Eu Sei, uma versão do sucesso de Bárbara George, I Know. Em seguida, assinou contrato com a RCA, onde gravou vários compactos e lançou em português os sucessos de Rita Pavone.

Em 1964, gravou seu primeiro LP, intitulado Igual a ti não há ninguém (RCA). Até meados da década de 70 atuou em temporadas no Rio em boates como Sucata (no show Nossa Escola de Samba) e Night and Day, ao lado de Pery Ribeiro.

A partir de 1976, sua carreira nos palcos tomou impulso por conta de seus shows dirigidos por Abelardo Figueiredo, como Rose Rose Rosemary, no Beco (SP), ficando oito meses em cartaz, excursionando pelo exterior. Em 79, voltou ao Beco com o show Meu Brasil Brasileiro, levado posteriormente a Paris, Londres, Lisboa, Bonn e Estados Unidos, onde no ano seguinte apresentou-se para ex-presidente Jimmy Carter, nas dependências da Casa Branca, cantando Manhã de Carnaval, Feelings e Aquarela do Brasil.

Em 1982, voltou a ter uma música nas paradas: a balada pop Jóia (“Sou uma mulher/ Preciso ser amada”), de Roberto e Erasmo Carlos, gravada em compacto. Na década de 80 realizou shows como Rosemary Paixão e Rosemary Mulher e trabalhou em novelas, como Ti-ti-ti e Cambalacho, da TV Globo.

Em 1989, lançou Na Trilha dos Amores, gravado em plena temporada da cantora no Palladium (SP). Gravou também em dueto com Amado Batista e em 1996, lançou o CD Espelho. Em 2000, fez uma turnê por 17 cidades chinesas.

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Fonte: Cliquemusic.

Ronnie Von


Ronnie Von (Ronaldo Nogueira), cantor e compositor, nasceu em Niterói RJ em 17/7/1947. Sua formação musical incluiu os clássicos (principalmente músicas renascentistas e barrocas) e o jazz. Fez o curso ginasial no Rio de Janeiro RJ, foi ator amador e estudou literatura e pintura. Cursou a Escola Superior de Aeronáutica e a Faculdade de Economia, trabalhando, por volta de 1963, com parentes, em mercado de capitais.

Em 1966, costumava freqüentar o Beco das Garrafas, no Rio de Janeiro, cantando nas suas boates gospels, blues e spirituals. Começou a se interessar por rock em 1964 e no ano seguinte, através de Eli Barra, integrante dos Brazilian Beetles, participou do programa de televisão de Glauco Pereira - BBC no Rio -, cantando You've Got to Hide your Love Away, dos Beatles. Vendo o vídeo-tape de sua apresentação no BBC no Rio, Agnaldo Rayol e o produtor Manuel Carlos se interessaram por ele, convidando-o para participar, em São Paulo SP, do Corte-Rayol Show, programa da TV Record que tinha grande audiência. Apresentou-se cantando a canção dos Beatles John Lennon e Paul McCartney, Michelle, começando então a chamar a atenção do público.

Foi João Araújo, diretor artístico da Philips, que lhe deu a primeira oportunidade de gravar num compacto, ao lado de Maritza Fabiani, Cláudio Faissal e Brazilian Bitles; cantou nesse disco You've Got to Hide your Love Away e Meu bem, a versão que fez de Girl, música de John Lennon e Paul McCartney

Em outubro de 1966, começou a apresentar na TV Record um programa seu, O Pequeno Mundo de Ronnie Von, produzido por Solano Ribeiro, cujo título era alusivo a seu apelido, Pequeno Príncipe. Ainda em 1966, lançou pela Polydor seu primeiro LP com Pequeno Príncipe (Tommy Standen e Fred Jorge), entre outras. No final do ano, recebeu o prêmio Roquete Pinto, como revelação do ano, e assinou contrato com a Agência de Publicidade Jovem Guarda, para o lançamento de produtos com o seu nome (camisetas, vestidos, vitrolas etc.) e também participou do programa Jovem Guarda.

Gravou, em 1967, outro LP, pela Polydor, no qual cantou entre outras músicas o sucesso A praça (Carlos Imperial) e Escuta meu amor (Arnaldo Sacomani). No ano seguinte gravou novo LP pela Polydor com Jardim da infância (Nelson e Fábio Luís); lançando anualmente pelo menos um LP, alcançou sucesso com Cavaleiro de Aruanda (Tony Osanah), do LP de 1972, e com Deus sul-americano (com Tony Osanah), do LP de 1973.

Excursionou por todo o Brasil e também pela América Latina e E.U.A. Além de Tony Osanah, tem parcerias com Arnaldo Sacomani, Sam Martim e Terry Winter. Um de seus últimos sucessos foi Tranquei a vida (com Tony Osanah), lançada pela RCA em 1976.

Continua se apresentando em shows e gravando esporadicamente; em 1995 participou do disco ao vivo O novo de novo, comemorando 30 anos da Jovem Guarda. Lançou na década de 1990 uma autobiografia, Mãe de gravata.

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Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

Ronnie Cord

Ronnie Cord (Ronald Cordovil), cantor e compositor, nasceu em Manhuaçu MG em 22/1/1943. Filho do maestro e compositor Hervé Cordovil, aos seis anos começou a aprender violão.

Em 1959 fez um teste na Copacabana Discos, no Rio de Janeiro RJ e, no ano seguinte, realizou sua primeira gravação, lançada em LP que reunia vários outros cantores.

Ainda em 1960, gravou o primeiro disco individual, um 78 rpm, com Pretty Blue Eyes (Teddy Randazy) e You're Knochin'me Out (Neil Sedaka e H. Greenfieid).

Seu grande sucesso foi outra música norte-americana, Itsy Bitsy Teenie Weenie Yellow Polkadot Bikini (Lee Pockriss e Paul Vance), com a qual se manteve, durante seis meses, em primeiro lugar nas paradas de sucesso, e que lhe valeu o troféu Chico Viola do ano.

Em 1961 estreou como compositor lançando Sandy, pela Copacabana. Com Rua Augusta (Hervé Cordovil), lançada pela RCA Victor, recebeu, em 1964 e em 1965, vários troféus. Ainda em 1965 fez muito sucesso com a versão Biquini de bolinha amarelinha (seu sucesso de 1960 em versão de Hervé Cordovil), gravada na RCA Victor.

Em 1965 e 1966, com seus irmãos Norman e Hervé Júnior (1950-1992), participou dos conjuntos The Cords e Os Cords, que gravou alguns compactos na RCA. Por essa época, atuou em televisão e rádio, no Rio de Janeiro e São Paulo, inclusive no programa Jovem Guarda, da TV Record, do qual participou como contratado nos anos de 1965 e 1966.

Em 1969 lançou as marchas Mulher e meia (Hervé Cordovil e Manoel Vitório) e Um brinde à lua (Hervé Cordovil). Gravou quatro LPs, sendo os três primeiros em inglês. Abandonou a carreira artística no início da década de 1970, embora participasse esporadicamente de shows de pioneiros do rock brasiteiro.

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Ronaldo Bôscoli

Ronaldo Bôscoli (Ronaldo Fernando Esquerdo Bôscoli), produtor e compositor nasceu no Rio de Janeiro RJ em 28/10/1928 e faleceu em 18/11/1994. Descendente de família ligada ao teatro e cinema, estreou no jornalismo assim que saiu do colégio, em 1951, no Diário da Noite, como repórter esportivo.

No mesmo ano, conheceu Vinícius de Moraes, que viria a se casar com sua irmã Lila. A seguir, foi para o jornal Última Hora, do Rio de Janeiro, onde se aproximou de Nelson Rodrigues. Em 1958 transferiu-se para a recém-fundada Manchete Esportiva e, posteriormente, para a revista Manchete.

Fez parte do pequeno grupo que deu início ao movimento da bossa nova, organizando e apresentando seus primeiros shows na Faculdade de Arquitetura e no Clube Israelita, além de escrever crônicas na Última Hora, propagando o movimento.

Em 1959, ligado a Miéle, que conhecera em 1956 e com quem formara a dupla de produtores Miéle e Bôscoli, idealizou seu primeiro pocket-show, expressão lançada por ele, apresentando, no Little Club, Odete Lara acompanhada de Sérgio Mendes e Conjunto, seguido por outros, nas boates do Beco das Garrafas, com Nara Leão, Sylvia Telles, Elis Regina, Copa Trio etc. Sua primeira música, gravada em 1957, foi Sente (com Chico Feitosa), para o LP Oh Norma, de Norma Benguel, na Odeon.

Com Carlos Lira escreveu Lobo bobo e Saudade fez um samba, também gravados na Odeon em 1959, no LP Chega de saudade, de João Gilberto, mas seu parceiro mais constante foi Roberto Menescal, que também conhecera em 1956 e com quem fez O barquinho - música de sucesso com diversas gravações no Brasil e no exterior -, Nós e o mar, Telefone, e Vagamente. Suas composições apareceram também no LP Balançamba, gravado por Lúcio Alves, na Elenco, com arranjos de Carlos Monteiro de Sousa.

Em 1962 Miele e Boscoli realizaram seu último pocket-show no Beco das Garrafas, com a dupla Wilson Simonal e Rosinha de Valença. Seguiram-se o show de bossa nova, no Golden Room do Copacabana Palace Hotel, o show de Joan Crawford em 1967, a excursão da Rhodia que levou Wilson Simonal e Luís Carlos Vinhas à Europa, além da última fase do programa de Elis Regina, na TV Record, O Fino da Bossa.

No final de 1967, casou-se com Elis Regina, casamento que durou até 1972. Em 1971 montou o show de Wilson Simonal e Sarah Vaughan no TUCA. A maior produção artística com Miele foi a transformação de Roberto Carlos em cantor romântico, no início da década de 1970. A parceria com Roberto Carlos obteve tanto êxito que a dupla dirigiu por 24 anos os seus shows no Canecão, no Rio de Janeiro.

Em 1994 foi publicado com sucesso o livro de memórias Eles e eu - Memórias de Ronaldo Bôscoli, depoimento feito a Luís Carlos Maciel e Ângela Chaves (Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1994); e, em 1997, saiu o livro Ronaldo Bôscoli, o senhor bossa nova, depoimento de José Jorge Pessanha, que trabalhou 17 anos com ele.

Algumas músicas


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Roberto Menescal

Roberto Menescal (Roberto Batalha Menescal), compositor e instrumentista nasceu em Vitória ES, em 25/10/1937. Estudou piano com Irma Menescal, em 1950, e teoria, harmonia e violão com Moacir Santos, em 1958. No mesmo ano, organizou um dos primeiros conjuntos instrumentais de bossa nova e fundou, com Carlos Lyra, uma academia de violão, responsável pela divulgação do instrumento que mais se adaptou à expressão do espírito intimista desse movimento musical.

Com seu conjunto, participou da gravação do LP Garotos da bossa nova, na Odeon, em 1959. Sua primeira composição gravada foi Jura de pombo (com Ronaldo Bôscoli ), por Alaíde Costa, também em 1959. Seu primeiro sucesso, O barquinho, que em 1960 teve gravações simultâneas de Maysa, Peri Ribeiro e Paulinho Nogueira, tornou-se uma das músicas mais conhecidas e representativas da bossa nova, com várias gravações também no exterior.

Em 1962, com o conjunto de Eumir Deodato, atuou no programa de Marlene na TV-Rio. Grande incentivador dos shows realizados nas universidades cariocas em 1959, 1960 e 1961, a 21 de novembro de 1962 participou do Festival de Bossa Nova, no Carnegie Hall, New York, EUA.

De 1958 a 1965, o Conjunto de Roberto Menescal apresentou-se como acompanhante em shows de Sylvia Telles, Maysa, Vinícius de Moraes e Dorival Caymmi, na boate Zum-Zum, e de Araci de Almeida e Billy Blanco. Em 1966 estudou teoria, harmonia e contraponto com Guerra-Peixe, na Pró-Arte. Participou da gravação de trilhas sonoras de filmes, como Joana, a francesa (1973), de Carlos Diegues, e Vai trabalhar, vagabundo (1974), de Hugo Carvana, entre outras.

Realizou shows em teatros e teve algumas de suas composições incluídas em peças de teatro e novelas de televisão. Gravou com Sílvia Teles, Jair Rodrigues, Elis Regina, Gal Costa, Lúcio Alves, Beth Carvalho, Maysa e Claudete Soares. Excursionou pelo Uruguai, com Norma Benguel, e pela Argentina, com Sílvia Teles e Maísa. Com Elis Regina, que acompanhou de 1968 a 1970, viajou pela Europa, apresentando-se no MIDEM, em Cannes, França.

Foi diretor artístico da TV Excelsior cargo que passou a ocupar depois na Phonogram (Philips). Gravou na Elenco os LPs A bossa nova de Roberto Menescal e seu sexteto e A nova bossa de Roberto Menescal.

Entre 1971 e 1986 foi diretor artístico da gravadora Polygram e, em 1997, fundou a produtora e gravadora Albatroz. Vários de seus LPs, gravados pela etiqueta Elenco, foram relançados como CD, entre eles Conjunto Roberto Menescal (Polygram), Ditos e feitos (Warner), Eu e a música, com participação de Wanda Sá (CID) e Uma mistura fina, com Wanda Sá e Miele (Albatroz).

Algumas músicas


Obras

Ah! se eu pudesse (c/Ronaldo Boscoli), samba, 1963; Além da imaginação (c/Ronaldo Boscoli), 1963; Amanhecendo (c/Lula Freire), samba, 1964; Amiga (c/Paulinho Tapajós), 1972; Assim na terra como no céu, 1971; Ave-Maria (c/Paulinho Tapajós), 1972; Balansamba (c/Ronaldo Boscoli), samba, 1963; O barquinho (c/Ronaldo Boscoli), samba, 1961; Branca paz (c/Ronaldo Boscoli), 1963; Canta (c/Ronaldo Boscoli), 1968; Danchá-chá-chá (c/Ronaldo Boscoli), chá-chá-chá, 1963; Errinho à-toa (c/Ronaldo Boscoli), samba, 1961; Luluzinha bossa nova (c/Ronaldo Boscoli), samba, 1961; Negro (c/Ronaldo Boscoli), samba, 1963; Nós e o mar (c/Ronaldo Boscoli), samba, 1963; Rio (c/Ronaldo Boscoli), samba, 1963, Telefone (c/Ronaldo Boscoli), samba, 1966; Vagamente (c/Ronaldo Boscoli), samba, 1963; Você (c/Ronaldo Boscoli), samba, 1966; A volta (c/Ronaldo Boscoli), 1968.

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Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

Roberto Carlos


Roberto Carlos Braga nasceu em 19 de abril de 1941, na cidade capixaba de Cachoeiro do Itapemirim, e aos 9 anos já chamava a atenção na rádio local imitando o cantor Bob Nelson. Aos 12 mudou-se para Niterói com a família, e começou a fazer amizades com outros rapazes que gostavam de música, especialmente o rock'n'roll que vinha dos Estados Unidos. Em 1957 formou com alguns amigos, inclusive Tim Maia, o conjunto "Os Sputniks".

No ano seguinte já era integrante do "The Snakes", junto com Erasmo Carlos. Com esse grupo chegou a participar do programa Clube do Rock, de Carlos Imperial, na TV Continental. Gravou alguns compactos no final da década de 50 e em 1961 lançou o primeiro LP, "Louco por Você".

A partir daí passou a investir, com apoio da gravadora CBS, no incipiente mercado de música jovem. Para isso juntou-se ao amigo Erasmo e passou a fazer versões e compor músicas como "Splish splash", "O calhambeque", "É proibido fumar" e outras que visavam ao filão juventude transviada, criando o primeiro movimento de rock feito no Brasil.

Em 1965 estreou, ao lado de Erasmo e Wanderléia, o programa Jovem Guarda, na TV Record, que daria nome ao movimento. O desafio do programa era manter a elevada audiência das tardes de domingo, até então garantida pela transmissão dos jogos de futebol e agora ameaçada, já que as transmissões haviam sido proibidas.

O programa não só manteve a audiência, como conseguiu aumentá-la. Roberto Carlos foi um dos primeiros ídolos jovens da cultura brasileira. Além do programa e dos discos, estrelou filmes, inspirados no modelo lançado pelos Beatles nos anos 60. O primeiro longa, "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura", foi lançado em 1967, seguido por "Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-rosa" e "Roberto Carlos a 300km por Hora".

Nos anos 70, com o esmorecimento do movimento da Jovem Guarda, muda de estilo e torna-se um cantor e compositor basicamente romântico. Foi a partir daí que seu público-alvo deixou de ser o jovem e passou a ser o público adulto. Nessa linha, seus grandes sucessos são "Detalhes", "Emoções", "Café da manhã", "Força estranha", "Guerra dos meninos", "Fera ferida", "Caminhoneiro", "Verde e Amarelo". Recentemente passou a dedicar-se mais ao filão religioso de sua obra, com o sucesso da música "Nossa Senhora". A carreira de Roberto Carlos é superlativa.

Desde 1961 conseguiu a incrível façanha de lançar um disco inédito por ano, interrompida apenas em 1999 por causa da doença de sua então esposa, Maria Rita, que viria a falecer. Nos últimos anos esse lançamento acontece invariavelmente no Natal. Seus discos já venderam milhões de cópias e bateram recordes de vendagem (em 1994 bateu a marca de 70 milhões de discos vendidos).

Fez milhares de shows em centenas de cidades, no Brasil e no exterior. Seu fã-clube é um dos maiores de todo o mundo. Dezenas de artistas já fizeram regravações de suas músicas. Já lançou discos em espanhol e inglês, em diversos países. Atualmente continua se apresentando com freqüência e todo ano produz um especial que vai ao ar na semana do Natal pela TV Globo, mesma época do lançamento dos seus discos anuais.

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Rita Pavone

Rita Pavone nasceu em Torino, ao norte da Itália, em 23 de agosto de 1945, e já desde cedo chamou a atenção de toda a família, pois chorava sem parar e demonstrava seus dotes artísticos cantando para toda família.

Em 1962 foi organizado em Ariccia o "Festival dos Desconhecidos" pelo já famoso produtor Teddy Reno. Neste festival, Rita foi destaque e imediatamente assinou seu primeiro contrato com a RCA Itália, onde gravou seu primeiro single "La Partita Di Pallone", que vendeu 1 milhão de cópias.

Sua popularidade aumentou e se consolidou através das constantes aparições no programa de televisão Studio Lino, que era o maior espetáculo musical italiano dos anos 60. Lá se lançaram inúmeros astros como The Rokes, Edoardo Vianello, Patty Pravo, Michelle, Equipe 84 e toda a legião de novos valores que até hoje fazem parte da trilha sonora dos bailes dos anos 60.

Logo a seguir, em 63, gravou seu segundo disco "Come Te Non C'è Nessuno", que lhe abriu as portas do mundo inteiro. A partir daí, Rita gravou em vários idiomas e entrou nas paradas da Espanha, Alemanha, Inglaterra, Japão e toda América do Sul.

Participou de inúmeras tornées pelo mundo, tendo se apresentado inclusive no famoso "Ed Sullivan Show", nos Estados Unidos.No mesmo ano, ainda, debutou no cinema com "Rita, o mosquito". Sua carreira sempre foi muito forte no Brasil, onde esteve já por duas vezes, com enorme sucesso.

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Fonte: Bella Italia
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Rita Lee


Rita Lee Jones, cantora, compositora e instrumentista, nasceu em São Paulo no dia 31 de dezembro de 1947. Desde criança conviveu com a música, pois sua mãe tocava piano. Sem ter aprendido a tocar nenhum instrumento, aos dezoito anos formou um conjunto com mais quatro garotas, as Teen Age Singers, que participavam de shows e de festas colegiais.

Descobertas pelo cantor Tony Campello, passaram a fazer coro para as gravações dos Jet Blacks, Demetrius e Prini Lopez. Depois de conhecer Arnaldo Dias Batista, que tinha um conjunto, o Wooden Faces, começou a aprender contrabaixo, integrando mais tarde o grupo, que passou a se chamar Six Sided Rockers. Com a saída de três elementos, mudaram o nome para O Conjunto, gravando um compacto com o rock Suícida (com Arnaldo e Sérgio Dias Batista).

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Rita Lee no Rock in Rio, em 1984.

Em 1966 estrearam no programa O Pequeno Mundo de Ronnie Von, já com o nome de Os Mutantes. Em 1969 gravou seu primeiro LP individual, Build-up, pela Philips, sem deixar entretanto suas atividades no grupo, ao qual permaneceu ligada até 1972. Nesse ano, gravou seu segundo LP individual, Hoje é o primeiro dia do resto de sua vida, pela PhiIips.

No ano seguinte apresentou-se no show Phono 73, em dupla com a guitarrista e compositora Lúcia Turnbull, e formou o conjunto Tutti Frutti, com Lúcia e outros músicos, montando o show Tutti Frutti, dirigido pelo dramaturgo Antônio Bivar.

Em 1974 o novo grupo lançou o LP Atrás do porto tem uma cidade, pela Philips. Ainda nesse ano realizou um show no Teatro Teresa Raquel, no Rio de Janeiro, e percorreu o Brasil apresentando o disco. No ano seguinte, sem Lúcia Turnbull, o Tutti Frutti gravou seu segundo LP, Fruto proibido, na Som Livre, com as músicas de um show realizado em várias regiões do país.

Em 1977 o Tutti Frutti se desfez; gravou então, com Gilberto Gil o LP Refestança (Som Livre) incluindo suas parcerias com o compositor É proibido fumar, Refestança, De leve (versão de Get back, dos Beatles).

No final da década de 1970 e início da de 1980, com um estilo pop-rock característico, lançou seus maiores sucessos. Em 1979 passou a ter como parceiro o músico Roberto de Carvalho; lançaram o LP Rita Lee (Som Livre), com Doce vampiro, Chega mais e Mania de você, estas duas da dupla.

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Em 1980 atingiu enorme sucesso com o LP Rita Lee, que incluiu, entre outras, Lança perfume e Caso sério, ambas em parceria com Roberto de Carvalho, além de Ôrra meu! e Baila comigo. Ainda no início dos anos de 1980, gravou Joujou e balangandãs, ao lado de João Gilberto.

Em 1982 lançou o LP Rita Lee & Roberto de Carvalho (Som Livre), que incluía os sucessos Flagra e Cor-de-rosa-choque, além da homenagem a João Gilberto, Brasil com S, todas composições da dupla. Em 1983, o LP Bombom, todo em parceria com Roberto de Carvalho, obteve grande repercussão. Nesse mesmo ano, realizou tournée por todo o Brasil, dando início aos mega-shows.

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Em 1987 transferiu-se para a EMI, lançando o LP Flerte fatal. Em 1988 participou do filme Dias melhores virão, com Cacá Diegues, e gravou o LP Zona zen, sem muita repercussão.

Em 1992 fez sozinha o show e o LP Bossa and Roll, em que se aventurou pela bossa nova mas, em 1995, retornou ao rock debochado e apresentou o espetáculo A marca da Zorra, em parceria com Roberto de Carvalho. Em 1996, foi homenageada por Ná Ozzetti, que gravou o CD Lovelee Rita, só com suas músicas.

Em maio de 1997 recebeu o Prêmio Sharp de personalidade da música brasileira, pelo conjunto de sua obra tornando-se a primeira mulher a ganhar este prêmio. Em julho de 1997 lançou seu vigésimo sexto disco, Santa Rita de Sampa, pela Polygram.

Algumas músicas




Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998; MPB Compositores - Editora Globo.

Renato e Seus Blue Caps


Renato e Seus Blue Caps. Conjunto de música jovem formado por volta de 1960, no Rio de Janeiro RJ, pelo líder Renato Barros (Renato Cosme Vieira de Barros, Rio de Janeiro 1944-); Carlinhos (Carlos Alberto da Costa Vieira, Rio de Janeiro 1943-), guitarra-base; Tony (Carlos Antônio Pinheiro), bateria; Cid (Cid Rodrigues Chaves), sax-tenor; e Paulo César (Paulo César Vieira de Barros, Rio de Janeiro 1947-), baixo elétrico.

Apresentou-se inicialmente em clubes e festinhas no bairro da Piedade, onde moravam, procurando em seguida Jair de Taumaturgo, na Rádio Mayrink Veiga, passando a se apresentar em seu programa. Tempos depois, o conjunto foi convidado por Carlos Imperial para se apresentar em seu programa Os Brotos Comandam, na TV-Rio e na Rádio Guanabara.

Seu primeiro compacto duplo (33 rpm), gravado na CBS, incluiu Bigorrilho (Sebastião Gomes, Romeu Gentil e Paquito), We Like Birdland, Noturno em mi bemol e Vera Lúcia (os três de Renato Barros e Paulo C. V de Barros), conseguindo com esta última seu primeiro sucesso.

O conjunto gravou, em 1965, o LP Viva a Juventude, com o grande sucesso Menina linda (I Should Have Known Better, John Lennon e Paul McCartney, versão de Renato Barros). Apresentou-se no programa Jovem Guarda, de Roberto Carlos, lançando com sucesso O escândalo, (Shame and Scandal in the Family, Huon Donaldson e S. H. Brown, versão de Renato Barros).

Em 1966, saiu pela CBS novo LP, Um embalo com Renato e seus Blue Caps, destacando-se Até o fim (You Won't See Me, John Lennon e Paul McCartney, versão de Lilian Knapp).

Com o encerramento do programa Jovem Guarda, o grupo prosseguiu uma bem sucedida carreira como banda de bailes, continuando a gravar para a CBS. Paulo César Barros atua também como músico de estúdio em diversas gravadoras, principalmente na Philips, onde participou em todos os LPs de Raul Seixas. Renato Barros tem composições que fizeram sucesso com outros intérpretes, como Não há dinheiro que pague (Roberto Carlos) e A pobreza (Leno).

No início da década de 1980 o grupo passou a gravar apenas esporadicamente, tocando e cantando em bailes por todo o Brasil.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.

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Música Regional


Os compositores profissionais urbanos, a partir do início da segunda década do séc. XX, designaram o nome "música sertaneja" as estilizações de ritmos rurais que denominavam arbitrariamente de modas, toadas, cateretês, chulas, emboladas e batuques, que se identificavam por letras invariavelmente evocativas de beleza bucólica e romântica da paisagem, da vida e da gente do interior, e que, por serem nascidas e criadas longe das grandes cidades, eram tão livres quanto possível das influências norte-americanas e européias (jazz, fox-trot, música francesa, canção napolitana) sofridas pela cultura urbana.

A aceitação dessas chamadas canções sertanejas começou na área popular a partir do sucesso carnavalesco, em 1914, da toada Caboca di Caxangá (João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense), e entre as classes média e alta desde o sucesso da apresentação, na noite de 28 de dezembro de 1915, no Teatro Municipal, de São Paulo SP, por iniciativa do escritor Afonso Arinos, de algumas cenas do "antigüíssimo bumba-meu-boi, conhecido em todo 0 Brasil".

Posteriormente, denominação mais genérica e usual para toda música popular com características rurais, notadamente uso de violas caipiras e acordeons, vocalização em terças paralelas (ou seja, as melodias das duas vozes se mantêm separadas pela mesma distância na escala) e atmosfera geral interiorana. O termo costuma ser utilizado como sinônimo de música caipira, ou seja, a música da região Centro-Sul (também chamada "Paulistânia").

Mais amplamente, música sertaneja seria também o baião, o xaxado, enfim, toda música produzida nas regiões Norte-Nordeste, onde efetivamente há. sertão e que têm em comum o fato de não serem cultura de cidade grande.

Desde o começo do séc. XX, temos música urbana produzida com sotaque interiorano, caracterizando até gêneros como samba sertanejo e valsa sertaneja. Tanta confusão é aumentada pelo fato de muitos estudiosos fazerem distinção entre caipira e sertanejo. Música sertaneja é, para eles, a música caipira feita nos grandes centros urbanos por não-caipiras, "fabricada" por imitação, humorismo ou comércio puro e simples; ou, como diz José Ramos Tinhorão: "a música caipira é manteiga, e a sertaneja é margarina".

Um bom exemplo desta última é a valsinha Sereno, de Antônio Almeida (sobre motivo folclórico), lançada pelos Anjos do Inferno em 1943 e que inclui brincadeira com o caipira do Sul: "Ô dona Maricota, quer me dar o prazer desta contradança? / Pois não, seu Janjão! ".

Inesita Barroso aponta um fator que diferencia definitivamente a música caipira da sertaneja: aquela só canta sobre a vida no campo, incluindo histórias de bichos, chegando muitas vezes a ser fábula musicada (embora, acrescentamos, possa falar também de "causos" ligados à religião e de entreveros resultantes do contraste entre pessoas ou coisas caipiras e urbanas). Já a música sertaneja, feita na cidade, só fala de temas da cidade, sendo, em geral, mais dramática e negativa, com perdições, traições, adultérios.

Na Beira da Tuia - Tonico e Tinoco (17/05/1960)

Alguns representantes das músicas regionais antigas inclusos neste blog:


Algumas músicas cifradas:






Outras páginas com músicas sertanejas: Luiz Gonzaga. Abaixo a relação atualizada (09/10/2007) dos artistas da Música Regional publicados: