segunda-feira, setembro 25, 2006

Osvaldo Farrés


Osvaldo Farrés, compositor, nasceu em Quemado de Guines, Cuba, em 13 de janeiro de 1902, e faleceu em Nova Jersey, EUA, em 22 de dezembro de 1985. Foi um conhecido animador de um programa de rádio (e depois chegou na televisão) chamado "Bar melódico de Osvaldo Farrés", pelo qual passaram os mais importantes artistas cubanos dos anos 50. Não sabia escrever música, nem tocava nenhum instrumento, era um jovem inexperiente nesse ramo.

Em Havana foi carteiro, estofador, decorador, vidraceiro e pintor de paisagens. Destacou-se, contudo, como publicitário e, entre outras coisas, dirigiu a promoção da cerveja "Polar".

Seus boleros foram interpretados por grandes nomes como Nat King Cole, Doris Day, Bing Crosby, Johnny Mathis, Maurice Chevalier, Plácido Domingo, Edith Piaff, Katina Ranieri, Pedro Vargas, Toña La Negra, Lucho Gatica, Olga Guillot e Sarita Montiel.

Passou residir nos EUA em 1962. Muitas de suas obras alcançaram popularidade em Cuba e no exterior, com versões de cantores latinos e, mesmo, norte-americanos.



Fonte: SonCubano

Bienvenido Granda

Bienvenido Granda (Bienvenido Rosendo Granda Aguilera), cantor, nasceu em Havana, Cuba, em 30 de agosto de 1915 e faleceu na Cidade do México, México, em 9 de julho de 1983. Orfão de pai desde os seis anos de idade, desde criança mostrou afinidade pelos ritmos cubanos e os tangos, que cantava nos ônibus.

Começou pouco a pouco a consolidar sua carreira e atuou em emissoras de rádio dos anos 40 e 50, como CMQ, RHC Cadena Azul, Rádio Cadena Suaritos e Rádio Progreso. Um momento importante em sua vida foi o seu ingresso a Sonora Matancera, em 1940. Com este grupo permaneceu durante muitos anos como cantor, até 1954, e posteriormente passou a cantar como solista.

Apresentou-se na Colômbia e outros países, até fixar residência na Cidade do México, México. Interpretou vários gêneros musicias cubanos e do Caribe, cultivando especialmente o bolero com um original estilo e timbre pessoal.

Era conhecido pelo apelido de "El bigote que canta". Entre suas composições se destacam Todo el mundo canta e México (guaguancós); Pasión extraña, Perfume de gardenia, En la orilla del mar, Angustia, Oración de amor e Ten piedad (boleros).





Fonte: SonCubano

Arsenio Rodríguez

Arsenio Rodríguez (Arsenio Travieso Scull), compositor, nasceu em Güira de Macurijes, Matanzas, Cuba, em 30 de agosto de 1911, e faleceu em Los Angeles, EUA, em 1972. Desde muito cedo começou a se dedicar à música. Perdeu a visão aos treze anos de idade, e por esta condição, quando já músico muito popular, ganhou o apelido de "O cego maravilhoso".

Em 1930, aproximadamente, mudou-se para Havana onde conheceu os artistas (soneros) da capital cubana. Iniciou, nessa época como "tresero" no Sexteto Boston, e posteriormente formou parte da Bellamar.

Em 1940 fundou seu conjunto de sons, que obteve uma extraordinária popularidade. Durante a década de 40 obteve fama entre os dançarinos que visitavam cada domingo os jardins de fábrica de cerveja "La Tropical".

Nos anos 50 viajou para Nova York onde formou um grupo, já que em Havana havia ficado seu conjunto, que passou a ser dirigido pelo trompetista Félix Chapottín. Autor dos conhecidos "sones" El Guayo de Catalina, Bruca Manigüá, Güira de Macurijes, Fuego en el 23, Laborí, Vacuno, Lo dicen todas; e dos boleros, entre outros, En su partir, Camagüey, Nos estamos alejando, Acerca el oído e La vida es un sueño.


Fonte: SonCubano

Gonzalo Roig

Gonzalo Roig, compositor e diretor de orquestra e banda, nasceu em Havana, Cuba, em 20 de julho de 1890 e faleceu em 13 de junho de 1970. Em 1902 iniciou estudos de piano, teoria e solfejo na Asociación de Dependientes del Comercio de La Habana, com Agustín Martín Mullor e posteriormente com Gaspar Agüero Barreras. Tomou lições de violino com Vicente Alvarez. Depois realizou estudos superiores de música no Conservatório Carnicer.

Em 1907 integrou como pianista um trio que se apresentava no Cine Monte Carlo. Desta maneira iniciava sua carreira profissional e nesse ano, ainda, compôs uma canção para voz e piano intitulada "La voz del infortunio".

Em 1909 começou a se apresentar como violinista no Teatro Martí. Em 1911 fez estudos de contrabaixo de maneira autodidata. O tenor Mariano Meléndez lançou então seu bolero Quiéreme mucho, que resultaria na sua mais conhecida obra, que vendeu a um editor por 5 pesos.

Em 1917 viajou ao México, e trabalhou na companhia de María Guerrero. Regressou a Cuba nesse mesmo ano. Foi fundador e diretor, em 1922, junto a Ernesto Lecuena, César Pérez Sentenat e outros renomados músicos, da Orquestra Sinfônica de Havana, que realizou um importante trabalho na divulgação de compositores cubanos. É considerado, com justiça, o pioneiro do “sinfonismo” em Cuba.

Em 1927 foi diretor da Escola e da Banda Municipal de Música de Havana (depois Banda Nacional de Concertos). Este cargo ele manteve até sua morte. Seu trabalho a frente da Banda foi fundamental e importante, já que escreveu uma enorme quantidade de adaptações de obras de autores estrangeiros e cubanos, o que repercutiu em uma nova sonoridade que tanto peso teve na formação de executantes e no desenvolvimento da música cubana desde o século XIX. Como mostra disso, está o feito de que a banda acompanhou a diversos cantores, o que não havia sucedido antes em toda a história musical cubana.

En 1929 criou a Orquestra Ignacio Cervantes e em 1930 recebeu convite da União Pan-americana para conduzir uma série de concertos nos EUA. Realizou então uma uma bem-sucedida turnê como diretor de bandas de música norteamericanas, como U.S. Army Band, U.S. Soldier's Home Military Band, U. S. Marine Band e U. S. Navy Band, e desta maneira conseguiu difundir internacionalmente a exuberância rítmica cubana.

Em 1931 organizou com Agustín Rodríguez uma companhia de teatro vernáculo no Teatro Martí, com apresentações que duraram mais de cinco anos. Em 1932 lançou Cecilia Valdés, universalmente considerada como a opereta cubana mais importante do teatro lírico nacional.

Em 1936 integrou a Academia Nacional de Artes e Letras, e seu discurso de ingresso, que foi contestado por Sánchez de Fuentes, saiu publicado na revista dessa instituição como "Anotações históricas sobre nossas bandas militares e orquestras".

En 1938 fundou e foi diretor de concerto da Ópera Nacional. Nesse mesmo ano fez a música do filme "Sucedió en La Habana", lançado em 1939. Durante toda sua vida se ocupou de gestões sindicais em prol dos músicos, e foi fundador da Sociedade de Autores Cubanos, da Federação Nacional de Autores de Cuba, da União Nacional de Autores de Cuba e da Sociedade Nacional de Autores de Cuba.

Escreveu alguns ensaios e artigos sobre música. Entre suas obras mais representativas se encontram, além da opereta Cecilia Valdés e da canção Quiéreme mucho, já citadas, Soledad, Amalia Batista, Mosaico cubano, Fantasía cubana, Hoy son día de reyes, e outras mais.

Bobby Collazo

Bobby Collazo (Roberto Collazo Peña), compositor e pianista nasceu em Marianao, Cuba, em 2 de Novembr0 de 1916 e faleceu em Nova York, em 9 de novembro de 1980. Cursou estudos musicais em sua cidade natal, e mesmo estudando Direito, se inclinou de maneira definitiva pela música.

Compôs seu primeiro bolero en 1938, intitulado Retornarás. Em 1940 surge seu primeiro sucesso com Rumba Matunga, obra interpretada pela cantora Aurora Lincheta que obteve o segundo prêmio em um concurso promovido pela emissora RHC Cadena Azul.

Viajou ao México em 1947 junto com Julio Gutiérrez e permaneceu algum tempo nesse país. No momento da volta compõe sua mais famosa canção, em que estreou Pedro Vargas: La última noche que pasé contigo.

Viaja a Santo Domingo de regresso a Cuba. Participou de concertos organizados pelo maestro Ernesto Lecuona, entre eles um que teve grande repercussão, com oito pianistas de primeira como ele: Julio Gutiérrez, Orlando de la Rosa, Juan Bruno Tarraza, Mario Fernández Porta, Felo Bergaza, Humberto Suárez e Fernando Mulens. Fundou trios, como o Antilano, e quartetos vocais.

Em 1952 se radica em Nova York, com visitas freqüentes a Cuba. Nesses anos escreve canções que se convertem em sucessos inesquecíveis, como Vivir de los recuerdos, Tenía que ser así, Tan lejos y sin embargo te quiero, Qué te has creído, La última noche que pasé contigo, Lejanía, Luna de varadero, Esto es felicidad (com Orlando de la Rosa) e Nostalgia habanera. Compõe também a rumba Serenata mulata.

Seus intérpretes foram os mais destacados de Cuba e América Latina. Publicou um livro: "La última noche que pase contigo", onde faz uma resenha da vida musical cubana entre 1920 e 1960, década por década.


Fonte: SonCubano

Nilo Menéndez

Nilo Menéndez, compositor, pianista e diretor de orquestra, nasceu em Matanzas, Cuba, em 26 de setembro de 1902 e faleceu em Los Angeles, EUA, em 15 de setembro de 1987.

Estudou música em seu povoado natal e em sua adolescência, trabalhou como pianista no Cine Velasco em filmes mudos. No fim da década de 20 viaja a Nova York, onde faz amizade com o músico espanhol José Lacalle, que lhe consegue emprego na gravadora Columbia.

Em 1929 compõe sua famosa canção Aquellos ojos verdes, com letra de Adolfo Utrera, e dedicada a irmã deste, Conchita, do qual era vizinho. Esta obra foi gravada por Ernesto Lecuona (em cuja companhia havia atuado antes) e interpretada pelo próprio Utrera. Suas primeiras gravações foram feitas em 1925.

Trabalhou com a orquestra de Xavier Cugat e foi pianista acompanhante do cantor mexicano Tito Guízar. Musicou várias filmes nos Estados Unidos. Em 1990 suas cinzas foram transladadas para Havana pela sobrinha do músico, Perla Negrete.

Entre suas obras, além da citada Aquellos ojos verdes, se encontram Su mamá tuvo la culpa (foxtrot); Julieta (danzón); Viniste del cielo, El chicharronero (pregón); Negra soy (rumba bembé); e Bajú fiesta, entre outras.


Fonte: SonCubano

Adolfo Utrera

Adolfo Utrera, compositor e poeta, nasceu em Havana, Cuba, em 28 de maio de 1901 e faleceu em Nova York, em 3 de dezembro de 1931. Foi o mais velho de dez irmãos e desde cedo teve que enfrentar a vida, pois seu pai morreu em 1922.

Tomou aulas de canto em Havana e depois com uma professora chilena em Nova York. De dezembro de 1926 a novembro de 1931, gravou 126 discos pela etiqueta Columbia, sem contar outras gravações com diferentes artistas.

Entre elas está o histórico Aquellos ojos verdes, canção escrita pelo próprio, com música de Nilo Menéndez. Adolfo era poeta e a dedicou aos olhos de sua irmã mais nova Conchita, que passava a temporada naquela época em Nova York com ele.

Por razões desconhecidas, se suicidou, acabando assim uma promissora carreira. Conchita gravou algumas canções como intérprete (1929-30) mas dedicou-se mais a poesia.

Fonte: SonCubano