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Hermínio Bello de Carvalho nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 1935. Neto de violeiro e filho de ator, morava no bairro da Glória quando começou a freqüentar reuniões na casa do músico Burle Marx, onde conheceu Claudete Soares e Helena de Lima. Marcadores: compositor, escritor, herminio bello de carvalho, radio
Paulo Soledade (Paulo Gurgel Valente do Amaral) nasceu em 1919 Paranaguá, PR, e morreu em 1999 no Rio de Janeiro, RJ. Compositor, produtor de shows, empresário. Interessou-se por música desde a infância, mas sua primeira atividade artística foi como ator. Marcadores: compositor, paulo soledade, produtor
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"O Zé ficou quietinho?" - A pergunta da mãe, quando voltava do trabalho, era infalível. E como o moleque Zé sempre ficava quietinho, virou Zé Quieto, logo em seguida, Zé Keti.Marcadores: compositor, samba, ze keti

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Cláudia Barroso, cantora e compositora, iniciou carreira no disco nos anos 60, gravou Nenhum de vocês e Dio como ti amo, sem muito sucesso. No início dos anos 70 ficou nacionalmente conhecida como jurada do programa Sílvio Santos. Marcadores: cantora, claudia barroso
A7+ E7/5+ A7+
Toró . . . . de lágrimas
Abm7 Db7 Gbm7
Foi o retrato doído que você deixou
B7 Bm7
Foi um momento de sede que a fonte secou
E7
Ai de mim
A7+ E7/5+ A7+
Toró . . . . de lágrimas
Abm7 Db7 Gbm7
Foi o amor programado por computador
B7 Bm7
Tanta lembrança bonita e você não guardou
E7
Ai de mim
A7+ Dbm7 G6 Gb7
O seu amor fabricado que fez por fazer
Bm Gb7 Bm7
Angústia e desprezo, desmancha prazer
E7 A7+ E7/5+
No fundo, no fundo você não prestou
A7+ Dbm7 G6 Gb7
Um sentimento emprestado perdeu seu valor
Bm Gb7 Bm7
Eu compro esta briga e não faço favor
E7 A
No fundo, no fundo, você não prestou
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C C7 F
dona da casa, ando adoentado
G7 C
ressabiado, sem o seu amor
E7 Am Dm
ah, agora é tarde, a inês é morta
G7 C G7
abre essa porta, vem se apaixonar
C C7 F
dona da casa, destino malvado
G7 C
tá do meu lado, não tente escapar
E7 Am Dm
ah,agora é tarde, a inês é morta
G7 C
abre essa porta, vem se apaixonar
G7 C Dm
ó...dona da casa, por nossa senhora
G7
dai-me o que beber
C
senão eu vou-me embora
Marcadores: antonio carlos e jocafi, cifra, letra
G C G
Ei, Shazam, herói de revista em quadrinhos
C D7
Ei, Shazam, valete de espadas do amor
G C D7
Ei, Shazam, aprendi a sorrir com você
G C D7
Nada sei, o que sei foi você que ensinou
Em C G
Escapei por milagre, você me ajudou
C G
Do perigo você me salvou
C D7
Ei, Shazam, meu herói é você
G C D7
Ei, Shazam, é que a vida lhe fez professor
G C D7
Com você é que o mundo precisa aprender
Em C G
As matérias que todos deviam saber
C G
Pois você tem diploma de amor
C D7
Ei, Shazam, meu herói é você
Marcadores: antonio carlos e jocafi, cifra, letra
F Gm C F
Para viver um grande amor faria
Dm Gm C F
Todo e qualquer sacrifício faria
Dm Gm C F C7
São os ossos do ofício sabia
F Em A7 Dm Em Dm
Saiu sexta-feira da paixão pediu ao amigo um gole de café
Gm C F Gm C F Em A7 Dm Em
Perguntou pelo jornal sorriu um sorriso que não convenceu
A7 Dm Gm C F Gm C F C7
Deu-lhe um beijo e desapareceu pela porta principal segura
F
Para viver...
F Em A7 Dm Em A7 Dm
Saiu sexta-feira da paixão fugiu na bagagem levou sua fé
Gm C F Gm C
um vestido e um colar
F Em A7 Dm Em A7 Dm
Deixou um recado como explicação um retrato como recordação
Gm C F Gm C F C7
não deu bola pro azar
F
Para viver...Marcadores: antonio carlos e jocafi, cifra, letra
F#7 Bm7 E7 A6
Errei, quero uma chance pra recomeçar
C#m F#7 Bm
Dizem que pau que nasce torto morre torto
Bm7 E7 A6 E7/9+
Ah! Eu não sou pau posso me regenerar
A Em3b F#7 Bm Bm6b C#7
Aceitei tudo que você falou
F#m Bm6b C#7 F#m
Ouvi pelo menos dessa vez
B7 E7
Perdoa um malandro ciente dos erros que teve na vida
A Em3b F#7 Bm Bm6b C#7
Judiei, mas como eu sofri demais
F#m Bm6b C#7 F#m
Paguei pelo menos dessa vez
B7 E7
Perdoa um malandro ciente dos erros que teve na vidaMarcadores: antonio carlos e jocafi, cifra, letra
G
Adeus, namorada
Em Am D7 G D7
Que, encabulada, pediu licença e saiu
G
Adeus, madrugada
Em Am D7 G
Que, encabulada, pediu licença e partiu
B7 Em
Ah! Você tem manias de segredo
A7
Se empolgou e fez brinquedo
D7
Se enturmou no desamor
G Am G
Ah! Você, com esse amor mal assombrado,
Am
Já não vale os meus trocados
D7 G
Nem merece a minha dor.Marcadores: antonio carlos e jocafi, cifra, letra
A7M
Inofensivo aquele amor
Que nem sequer se acomodou
Bbº Bm7
Já morreu
Quem destratou a ilusão
E7
Quem freqüentou meu coração
A7M
Não fui eu
Não adianta me envolver
Nas artimanhas que você
Bbº Bm7
Preparou
E vá tratando de esquecer
E7
Leve os breguetes com você
A7M
Me zangou
E7 F#m C#m7
Por isso agora deixa estar
Bbº Bm7 E7 A7+
Deixa estar que eu vou entregar você.Marcadores: antonio carlos e jocafi, cifra, letra
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Sua voz desliza numa implausível freqüência entre a síncope maliciosa de Ciro Monteiro e o romântico veludo de Orlando Silva. Na síntese, está no timbre de nobreza desse que, num dia perdido dos anos 40, foi ungido pelo locutor oficial da Rádio Tupi do Rio, Carlos José, como "O Príncipe do Samba" e que entre os plebeus Roberto e Silva esconde o imperial Napoleão de batismo.Marcadores: cantor, compositor, roberto silva
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Reinold Correia de Oliveira, o Nuno Roland (1/03/1913 – 20/12/1975) foi um dos grandes cantores da época de ouro do rádio brasileiro. Natural de Joinville, SC, começou a cantar profissionalmente em 1931 num cassino de Passo Fundo, RS e depois em Porto Alegre. Durante sua passagem pelo Rio Grande do Sul conheceu Lupicínio Rodrigues, de quem se tornou amigo.Marcadores: cantor, nuno roland, radio
Aquela antológica abertura, em solo de flauta, de Chega de saudade, que, ao lado do violão de João Gilberto, lançou a bossa nova em 1957, foi feita pelo engenheiro paulista Nicolino Cópia, mestre do instrumento (e de todos os de sopro) desde os tempos em que tocava acompanhando filmes no cinema mudo.
Genial, eclético, atualizado, Copinha foi acima de tudo um músico. Seu som está em centenas - milhares, sem exageros - de gravações de cantores e cantoras brasileiros, de todos os gêneros e estilos, ao longo de seus mais de cinqüenta anos de carreira (nasceu em 3/3/1910 e morreu em 4/3/1984, um dia depois de completar 74 anos).
"Engenheirou" poucos meses em São Paulo e foi ser músico na vida. Trabalhando com outros maestros ou liderando suas próprias orquestras, apresentou-se nos mais variados cenários e cidades. Teve como companheiros gênios a sua altura, como Garoto, Aimoré, Armandinho, Spartaco Rossi, Gaó, Tom Jobim, Dom Salvador, Chico Batera e, no apagar das luzes de tão exuberante carreira, um trabalho majestoso ao lado de Paulinho da Viola.
Desde o início dos anos 30, Copinha teve lugar de destaque em São Paulo, no Rio de Janeiro e no mundo. Na música feita nas rádios, nos cassinos, nos shows, nas gravações de discos, foi figura obrigatória. Em 1931, tocava na Alemanha, em 32, na Companhia de Revistas de Margarida Max, no Rio.
Nos anos seguintes, na Orquestra Columbia e ao lado de Pixinguinha na noite carioca. Tocou no Copacabana Palace com Simon Boutman e Carlos Machado, até formar a própria orquestra. Passou pela TV Rio, Rádio Nacional, TV Globo. Apresentou-se com sua orquestra no cassino de Monte Carlo, em Dallas, Miami, Minneapolis. Gravou três discos solo e acompanhou três gerações de cantores brasileiros.
Morreu no Carnaval. Em seu velório, Paulinho da Viola e mais quatro ou cinco pessoas. Nas ruas, o Rio de Janeiro brincava.Concedeu esta entrevista ao programa MPB Especial, da TV Cultura de São Paulo, em 1974, aos 64 anos.
Arley Pereira - MPB ESPECIAL- 2/10/1974
"Essa música (Abismo de Rosas) é de um senhor, para mim um senhor exímio violonista, chamado Giacomino, apelido de Canhoto. Eu conheci o Canhoto em 1918, 1919, que foi a época em que ele fez essa valsa, e eu adorava esse homem tocando violão. Aliás, fazíamos serenatas, eu, um garotinho, só "sapeava", eu tocava uma coisinha ou outra. Meus irmãos mais velhos é que tocavam com ele, João, Vicente, Joaquim e Alexandre.
Eu nasci na rua Santa Efigênia, antigamente bairro Santa Efigênia. Hoje é Centro. Atravessava a ponte (1), era o bairro Santa Efigênia. Hoje atravessa a ponte e é cidade mesmo. São Paulo cresceu de uma maneira... São Paulo nesse tempo era um Estado formidável de se viver. Poluição não existia. Eram aqueles bondinhos, eram bondes. Eu não alcancei bonde de burro, não, eu não alcancei isso, porque também não sou tão velho. Mas eram aqueles bondes caradura. Tinha o bonde condutor na frente, todo fechado, pintado de verde, da esperança, que levava o reboque atrás, feito uma jardineira, tudo aberto, chovia dentro. Esse caradura era um tostão. Tomei muito bonde caradura.
No bairro de Santa Efigênia a coisa mais importante era a igreja. Sem contar a ponte. A ponte foi um acontecimento, os dois viadutos: Santa Efigênia e viaduto do Chá. Tinha casas baixinhas. Naquele tempo, São Paulo todo devia ter um milhão e duzentos mil habitantes. O Rio de Janeiro era mais habitado do que São Paulo, tinha mais população. São Paulo era um lugar formidável. Nasci aqui, gostava muito, né? Hoje não, hoje São Paulo está difícil, está fogo. O Rio de Janeiro está mais devagar, está mais calmo.
Eu comecei a estudar com 7 anos de idade, em 1917. Mas estudava direito, estudava música primeiro. Hoje a gurizada pega um instrumento e vai tocar de ouvido. Estudei música, solfejo, depois mais tarde harmonias, essa coisa toda. Com 9 anos é que eu peguei a flauta. Com nove anos eu já fazia serenata com o Canhoto. Toquei muitas vezes. Ele gostava e dizia: "Esse garoto é bom". Fiz muitas serenatas e valsas. Aliás, muita gente está enganada com serenata, dizem que serenata é só música dolente. Não é não. Eu tinha uma "pequena" que gostava de tango e fiz serenata com tango. Tinha uma garota que gostava de um choro (não me lembro o nome).
Eu tocava choro para ela na serenata. E daí todo muito pensa que serenata é só valsa, dolente. Não é nada disso, não. Tudo que você gostava, eu ia tocar para você, e acabou-se, gostasse do que gostasse".(1) Refere-se ao Viaduto Santa Efigênia.
Fonte: Autores e Intérpretes - SESC-SP
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Neide Fraga (Neide Hor-meyll Fraga), cantora, nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 17/12/1924 e faleceu em São Paulo/SP em 14/12/1987. Iniciou carreira em 1942 no programa de calouros Hora da Peneira, da Rádio Cultura, de São Paulo, trabalhando também nos programas matinais da Rádio Cruzeiro do Sul.Marcadores: cantora, neide fraga, radio
Neusa Maria (Vasilíki Purchio), cantora, 1/12/circa 1928, São Paulo/SP. Filha de uma família italiana radicada em São Paulo, começou a cantar em apresentações para a vizinhança, ainda menina, aos 12 anos. Marcadores: cantora, neusa maria, radio

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Marilu, cantora, nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 8/10/1918. Embora bastante reconhecida nos anos iniciais da década de 1940, ficaria esquecida nos tempos posteriores, até pelo fato de morar fora do Brasil. Nascida no bairro carioca de Vila Isabel, lá conheceu o compositor Noel Rosa.Marcadores: letra, manezinho araujo
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Max Nunes (Max Newton Figueiredo Pereira Nunes), humorista e compositor brasileiro, nascido em 1922 no bairro de Vila Isabel, na cidade do Rio de Janeiro. Começou a carreira na Rádio Guanabara ainda menino, como cantor e violonista. Marcadores: compositor, humorista, max nunes, radio
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Mário Gennari Filho, multiinstrumentista (acordeom, violão, piano, solovox, guitarra havaiana), professor e compositor, nasceu em São Paulo/SP em 07/07/1930 e faleceu em junho de 1989. Estreou com apenas oito anos, descoberto pelo Capitão Barduíno, que o lançou em seu programa na Rádio Bandeirantes, de São Paulo.Marcadores: acordeon, compositor, mario gennari filho, pianista, professor, violonista
Tom: C7+
C7+ E7 Am Am/G
Você é isso, uma beleza imensa
F G7 C7+ C7
Toda a recompensa de um amor sem fim
F A7 Dm7 Dm/C
Você é isso, uma nuvem calma
Bm7/5- D7/9
No céu de minh'alma
F/G G7/9-
É ternura em mim
Dm7 G7
Você é isso, estrela matutina
Em7 Bb7/13 A7/5+
Luz que descortina um mundo encantador
Dm7 G7 C7+
Você é isso, parto de ternura
A7/5+ Dm7
Lágrima que é pura
G7 C7+
Paz do meu amor!
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C E7 Am Dm
Quando es...tou nos braços teus
G7 C B7
Sinto o mundo bocejar...ar
Em Em7+ Em7 F#m
Quan...do es...tás nos braços meus
B7 Em
Sinto a vida descansar
F A7 Dm Gm
No ca...lor do teu carinho
A F
Sou menino passarinho...
G7 C C7
Com vontade de voar...
F Mbo C Am7
Sou me...nino passarinho
Dm G7 C
Com vontade ... de voar
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Luís Vieira (Luís Rattes Vieira Filho), compositor e cantor, nasceu em Caruaru/PE em 12/10/1928. Deixou Caruaru antes dos dez anos de idade, indo para o Rio de Janeiro, onde exerceu profissões como chofer de caminhão, engraxate, lapidário e guia de cego. Marcadores: cantor, compositor, luis vieira
Luís Barbosa (Luís dos Santos Barbosa), cantor e compositor, nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 7/7/1910 e faleceu em 8/1 0/1938. Irmão do compositor Paulo Barbosa, do humorista e cantor Barbosa Júnior e do radialista Henrique Barbosa, começou sua carreira na Radio Mayrink Veiga, no Esplêndido Programa, de Valdo Abreu, em 1931, logo se destacando por sua personalidade na interpretação de sambas, reforçada pela novidade da utilização de “breques”. Marcadores: barbosa junior, cantor, compositor, luis barbosa, paulo barbosa, radio
O compositor pernambucano Luiz Bandeira lançou alguns sucessos nos anos 50, entre os quais sua composição mais conhecida, "Na Cadência do Samba", utilizada como tema do cinejornal Canal 100, sobre futebol. Também conhecida como "Que Bonito É", um dos versos, a música tornou-se sinônimo de futebol, apesar de não ter sido composta com essa intenção (Figura: o jogador Garrincha em mais um cinejornal do Canal 100).Marcadores: letra, luis bandeira
Luiz Bandeira, cantor, músico e compositor, nasceu a 25 de dezembro de 1923, no Recife/PE, onde iniciou a carreira artística em 1939, em um programa de calouros da Rádio Clube de Pernambuco, que o contratou em seguida. Marcadores: cantor, compositor, luiz bandeira
Lolita França, cantora, estreou em disco em 1939 na Victor, gravando o samba Olha lá um balão, de Murilo Caldas e a marcha O que é da chave?, de Murilo Caldas e Luiz Bittencourt. Marcadores: cantora, lolita frança, murilo caldas, radio
Lírio Panicali, regente, arranjador compositor e instrumentista, nasceu em Queluz/SP em 26/6/1906 e faleceu em Niterói/RJ em 29/11/1984. Filho de imigrantes italianos, aos 12 anos transferiu-se para São Paulo SP, ingressando no Liceu Coração de Jesus e depois no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. Marcadores: arranjador, compositor, instrumentista, lirio panicali, lirio panicalli, regente
Linda Rodrigues, compositora e intérprete, foi uma das cantoras que mais celebraram a dor-de-cotovelo. Gravou pela primeira vez em 1945, pela Continental, os sambas Enxugue as lágrimas (Elpídeo Viana e Correia da Silva) e Abaixo do nível (Osvaldo dos Santos e Odaurico Mota). 
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Getúlio Macedo (Getúlio Benício), compositor e produtor, nasceu em 13/11/1922 na cidade de Sabino Pessoa - ES. Em 1938 mudou-se para o Rio de Janeiro e em 1942, ingressou na UBC, da qual ocupou entre outros, o cargo de conselheiro.Marcadores: compositor, getulio macedo, produtor
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Jorge Fernandes (Jorge de Oliveira Fernandes), cantor, nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 5/6/1907 e faleceu em 19/3/1989. De família tradicional, cresceu em ambiente artístico e desde pequeno cantava musicas francesas, aprendendo piano e violão com os pais.
Quando começou a cantar músicas brasileiras, caracterizou seu estilo pela dicção cuidadosa, especializando-se em canções de inspiração folclórica. Apresentou-se pela primeira vez em público em 1929, cantando e acompanhando-se ao violão, no salão do Hotel Silva, em Cambuquira/MG, interpretando canções de Eduardo Souto, Denza e Tosti.
Em fevereiro do ano seguinte, começou a atuar na Rádio Sociedade, do Rio de Janeiro, onde também se apresentavam Inácio Guimarães, Ana de Albuquerque Melo, Gastão Formenti, Sílvio Salema e Paulo Rodrigues.
Em fins de 1929 gravou seu primeiro disco, na Odeon, A cabocla do arraiá (Pachequinho) e Amô de caboclo (Edite Lacerda e Celeste Gomes Filho), acompanhado ao violão por Tute e Luperce Miranda.
Formado em arquitetura em 1930, trabalhou como funcionário público até montar escritório com um amigo. Sem abandonar a carreira, em janeiro do ano seguinte deu seu primeiro recital, com Sônia Barreto e Homero Dornellas, acompanhado ao piano por Arnaldo Estrela.
Em 1932 lançou com sucesso e gravou na Columbia a canção Pierrot (Joubert de Carvalho e Pascoal Carlos Magno). A música foi apresentada como prólogo da peça de mesmo nome, de Pascoal Carlos Magno, estreada no Teatro João Caetano, do Rio de Janeiro. Nesse ano gravou várias músicas na Columbia, entre as quais os foxes-canção O dia em que te conheci (Aluísio da Silva Araújo) e Querer bem (Silvan Castelo Neto), as canções Dor (Joubert de Carvalho) e Pestinha (Silvan Castelo Neto), a valsa-canção Eu tinha um beijo para sua boca (Joubert de Carvalho e Cleomenes Campos).
Ainda nesse ano transferiu-se para a Victor, onde gravou, entre outras, a canção Caboclinho (Joubert de Carvalho e Olegário Mariano). No mesmo ano foi convidado a participar, como destaque, do Broadway Cocktail, no Cine Broadway, ao lado de Ary Barroso e Marília Batista. Apresentava-se também nas rádios Philips e Clube do Brasil.
Em 1933 casou e foi para São Paulo, gravando novamente na Odeon, onde ficou cinco anos, O que eu queria dizer ao teu ouvido (Hekel Tavares e Mendonça Júnior) e Minha terra (Valdemar Henrique).
Fez varias apresentações no Norte do país e em 1935 viajou para a Argentina, atuando na Rádio Stentor e em recitais em Buenos Aires. Retornou ao Rio de Janeiro para estrear na Rádio Tupi, gravando no ano seguinte, ainda na Odeon, as canções Querer bem não é pecado e Pingo d’água (ambas de Osvaldo de Sousa) e Pregões cariocas (João de Barro).
Em 1938 deixou a Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, para trabalhar na emissora do mesmo nome, de São Paulo, transferindo-se depois para a Rádio Cultura. Por essa época resolveu mudar seu nome artístico para George Fernandes e no ano seguinte, 1939, gravou na Columbia um de seus maiores êxitos, Meu limão, meu limoeiro (do folclore), em arranjo de Gaó.
Em 1942 gravou para a Columbia outro êxito, a canção Rolete de cana (Osvaldo Santiago e Dilu Melo). Deixou a Rádio Cultura dois anos depois e foi para a Rádio Globo, do Rio de Janeiro, transferindo-se mais tarde para a Rádio Nacional.
Em 1954 excursionou, a convite do Itamarati, por alguns países da América Latina, ao lado de Valdemar Henrique. No mesmo ano gravou para a Sinter o LP Essa nega fulô (sobre texto de Jorge de Lima e em parceria com Valdemar Henrique).
Quatro anos mais tarde lançou na Columbia outro LP Momentos românticos, no qual interpretava composições de seu irmão Armando Fernandes. Em 1959 percorreu vários paises da Europa, apresentando-se na televisão em Portugal e U.R.S.S., gravando canções brasileiras.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
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Hebe Camargo nasceu no dia 08 de março de 1929, em Taubaté, São Paulo. Filha de Ester e Fego Camargo, que era violinista do Cinema Politeama em Taubaté na época dos filmes mudos, Hebe teve uma infância humilde, principalmente depois da chegada do cinema falado, quando seu pai perdeu o emprego.Marcadores: apresentadora, atriz, cantora, hebe camargo, radio

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Vinícius explicou detalhadamente o projeto e justificou a importância cultural do mesmo, para mais impressionar e logo convencer o jovem maestro a dele participar. Tom ouviu a explicação toda e ao fim da fala do poeta perguntou: “Tudo bem, mas tem um dinheirinho nisso aí?”. No dia seguinte já estavam trabalhando na casa de Vinícius.
Em depoimento a Almir Chediak, Tom Jobim lembrou que “no início havia uma certa timidez e as primeiras músicas ficaram umas porcarias. Fizemos três sambas horríveis. Mas Vinícius, pacientemente, queria que fôssemos trabalhando até sair alguma coisa direita”. A primeira “coisa direita” que saiu foi Se Todos Fossem Iguais a Você. Depois vieram Mulher Sempre Mulher, Um Nome de Mulher, Lamento no Morro e Valsa de Orfeu.
Orfeu da Conceição estreou no Teatro Municipal em setembro de 1956, com cenários de Oscar Niemeyer, figurinos de Lila Bôscoli, direção de Léo Jusi, Luiz Bonfá no violão, regência de Léo Peracchi e com um belo elenco negro encabeçado por Haroldo Costa (Orfeu), Léa Garcia (Mira) e Dayse Paiva (Eurídice). O espetáculo foi um acontecimento na vida cultural do Rio. Após uma semana em cartaz no Municipal, a peça foi transferida para o Teatro República, onde cumpriu temporada com casa lotada por mais um mês.
Naquela época a casa de Vinícius, na Avenida Henrique Dumont, em Ipanema, era a própria open house. Chico Feitosa, que trabalhava com o poeta, lembra que entrava e saía gente de manhã até a noite. Eram artistas e intelectuais como Elizeth Cardoso, Ciro Monteiro, Lúcio Alves, Doris Monteiro, Emilinha Borba, Paulo Mendes Campos, Fernando Sabino, Rubem Braga, Augusto Frederico Schmidt.
Terminada a temporada da peça, Tom e Vinicius começaram a trabalhar nas músicas da versão cinematográfica de Orfeu Negro. Roberto Menescal lembra-se do dia em que foi procurado por Tom. Estava em sua academia de violão, ensinando alguns acordes para uma menina, quando tocaram a campainha. Menescal deixou a garota esperando e foi atender. Na porta, ninguém menos do que Tom Jobim. Menescal, fã incondicional do maestro achou que estava sonhando. “Todas as vezes que tentava ver um show dele, ficava tão nervoso que acabava enchendo a cara e sempre saía carregado. Eu simplesmente não conseguia chegar perto do Jobim”, conta Roberto. E, de repente. lá estava ele frente a frente com o mito. “Você é o Menescal?”, perguntou Tom. “Sou”, respondeu o incrédulo compositor. “É que eu vou gravar um negócio pro filme Orfeu Negro, e queria ver se você fazia o violão, porque o João não pode e disse que você faz um violão mais ou menos parecido com o dele”. Menescal nem voltou para avisar à aluna: dali mesmo acompanhou Tom ao estúdio.
“Naquele mesmo dia já fizemos uma gravação”, lembra, No mesmo dia, Tom convidou o novo amigo para tomar um chope. No bar, perguntou a Menescal o que ele fazia, além de tocar violão. Menescal disse que tinha resolvido estudar Arquitetura. “Vai ser músico que é melhor”, foi o conselho de Tom. Não era um conselho de se jogar fora. Na mesma hora, Menescal resolveu se dedicar à música.
Orfeu Negro, dirigido pelo francês Marcel Camus, foi o grande vencedor do Festival de Cannes de 1959. Entre as novas canções compostas e utilizadas no filme estavam A Felicidade e O Nosso Amor, de Tom e Vinícius, e Manhã de Carnaval, de Luiz Bonfá e Antonio Maria, sendo esta música um grande sucesso internacional e decididamente um outro marco na história e na divulgação da música brasileira no mundo. A repercussão causada por Orfeu foi mais um elemento a contribuir fortemente para o clima de euforia que reinava no Brasil.
Como não poderia deixar de ser, paralelamente à efervescência musical que acontecia na zona sul a zona norte do Rio não ficaria imune às novidades musicais que encantavam o outro lado da cidade. Também em Vila Isabel o jazz era o ingrediente principal das reuniões musicais e lá já se tinha o hábito, mais tarde popularizado por João Gilberto, de se tocar violão no banheiro, devido à excelente acústica criada pelos ladrilhos.
Quando chegou ao Rio, em 1950, João Gilberto cantava como Orlando Silva, seu grande ídolo. Nascido em Juazeiro, no interior da Bahia, João chegou à capital aos 19 anos para ser crooner do grupo Garotos da Lua. Durante algum tempo morou na Tijuca com Alvinho Senna, violonista do grupo, formado ainda por Acyr Bastos Mello, Milton Silva (arranjador) e Toninho Botelho (bateria). Com Alvinho, João freqüentava a noite de Vila Isabel, ao lado de músicos como João Donato, Johnny Alf e Bebeto, do futuro Tamba Trio. O guitarrista Durval Ferreira, que morava por lá, lembra que não era difícil encontrar João Gilberto tocando seu violão em plena Praça Noel Rosa, talvez rendendo homenagem a um dos maiores compositores da música popular brasileira de todos os tempos.
Um ano e meio depois de chegar ao Rio, João Gilberto deixou os Garotos da Lua: já era então uma pessoa absolutamente imprevisível que, apesar do inegável talento, faltava demais aos ensaios e apresentações da banda. Nesta época, João namorava a jovem Sylvia Telles, que tinha 18 anos e em breve se transformaria numa das grandes cantoras dos anos 50 e uma das maiores incentivadoras e mais importantes personalidades da Bossa Nova.
Em 1955, convidado pelo amigo Luís Telles para passar uma temporada em Porto Alegre, resolveu ir conhecer a capital gaúcha. Passou ao todo sete meses no Sul, onde conquistou grande parte dos boêmios da cidade com seu violão. Após esta temporada, João foi para Diamantina, onde morava sua irmã Dadainha. Lá ficou oito meses, até maio de 1956. Passava todo o tempo trancado no quarto ou no banheiro estudando violão sem parar. Dadainha resolveu devolvê-lo para a casa de seu pai, em Juazeiro. Incompreendido em sua própria terra, João resolveu voltar ao Rio para mostrar o que tinha descoberto. Uma nova “batida” de violão, que iria mudar os destinos dos músicos brasileiros e influenciar a música do mundo inteiro.
Quando terminou o namoro com João Gilberto, Sylvinha Telles ainda não cantava profissionalmente, mas resolveu se apresentar, sem o conhecimento de seu pai, no programa Calouros em Desfile, apresentado por Ary Barroso. Fez sucesso e acabou convencendo a família a aceitar sua opção profissional Sylvia foi, ao lado de Dolores Duran e Maysa, uma das três grandes cantoras dos anos 50.
Em 1956, o 78 rpm Foi a Noite, em que interpretava a bela canção de Tom Jobim e Newton Mendonça, era item obrigatório nas discotecas modernas. A suavidade das interpretações de Sylvinha era um retrato da própria cantora no trato com seus inúmeros amigos. Grande amiga de Roberto Menescal e de todos os músicos da Bossa Nova deixou um enorme vazio no coração do grupo ao desaparecer tragicamente num desastre de automóvel junto com seu namorado, Horacinho de Carvalho, pessoa muita querida na sociedade carioca.
Do seu primeiro casamento com o violonista Candinho, Sylvinha Telles deixou uma filha, a cantora Cláudia Telles. Seu irmão, o compositor Mário Telles, foi parceiro do maestro Moacyr Santos, outro nome admirável entre os arranjadores brasileiros.
Dolores Duran, que também compunha (é autora do clássico A Noite do Meu Bem) em parceria com Ribamar, contagiava a todos com suas canções, interpretadas com tal emoção que lembrava as grandes divas dos blues americanos.
Já Maysa vinha do extremo oposto: paulista, casou-se aos 18 anos com André Matarazzo, sobrinho do conde Francisco Matarazzo e 20 anos mais velho do que ela. Cantava divinamente nos saraus da aristocracia paulistana. Mas, se no Rio de Janeiro as famílias de classe média desprezavam a profissão de músico ou cantora, numa família quatrocentona paulista a coisa era bem pior. O casamento durou menos de um ano, pois, ajudada por seu pai, Maysa conseguiu gravar um disco e acabou se desligando da família Matarazzo.
O novo jeito de tocar e cantar de João Gilberto rapidamente contagiou toda a turma, que finalmente encontrou seu caminho musical. Tocar violão virara uma febre. Naquela época, Carlinhos Lyra e Roberto Menescal já haviam aberto uma academia de violão em Copacabana, onde ensinavam as técnicas do instrumento para um sem-número de jovens alunos interessados na nova batida.
Há controvérsias quanto à origem da expressão Bossa Nova. Uns defendem que Noel Rosa já a utilizava bem antes do aparecimento de João Gilberto. Outros a atribuem ao cronista Sérgio Porto, que por sua vez a teria ouvido de um engraxate. Mas a versão mais aceita é a de que o jornalista Moysés Fuks, do jornal Última Hora, seria o responsável por sua criação.
Fuks, cuja irmã estudava na academia de Lyra e Menescal, era diretor artístico do Grupo Universitário Hebraico do Brasil, uma associação estudantil no Flamengo. O jornalista resolveu convidar a turma para fazer um show no Grupo, no primeiro semestre de 1958. Ele, ou alguém cuja identidade é um enigma, escreveu no cartaz: “Sylvinha Telles e um grupo Bossa Nova”. O show, cuja divulgação foi feita apenas no boca-a-boca, foi um enorme sucesso. Faziam parte do “grupo Bossa Nova” Carlos Lyra, Roberto Menescal, Chico Feitosa, Ronaldo Bôscoli, Nara Leão e outros.
A partir dali, o termo começou a ser usado pelo próprio grupo para definir a música que faziam. Poucos meses depois, Tom Jobim e Newton Mendonça compuseram Desafinado, cujos antológicos versos "Isso é Bossa Nova / isso é muito natural” ajudaram a consolidar a expressão. João Gilberto, ao ouvir Desafinado na casa de Tom, pediu para gravá-la e o fez em novembro de 1958, em seu segundo disco. Este tinha, de um lado, a música de Tom e Newton Mendonça, que viria a se tornar um dos hinos da Bossa Nova, e do outro uma composição sua, Ô-ba-la-lá.
No início de 1959, Tom Jobim convenceu Aloysio de Oliveira, então diretor da Odeon, a gravar um LP com João. Neste entraram Chega de Saudade (que deu nome ao LP), Bim-bom, Ô-ba-la-lá (de João), Desafinado, Brigas Nunca Mais ( de Tom e Vinícius), Lobo Bobo e Saudade Fez Um Samba (de Lyra e Bôscoli). Maria Ninguém, de Lyra, Rosa Morena, de Caymmi, É Luxo Só, de Ary Barroso e Luís Peixoto, e Aos Pés da Santa Cruz, de Marino Pinto e Zé da Zilda. Tom Jobim assinou o texto da contracapa no qual previa a importância de João, que segundo ele, já havia, em pouquíssimo tempo, influenciado “toda uma geração de arranjadores, guitarristas, músicos e cantores”.
Além da música, a grande paixão de Menescal, Bôscoli e sua turma eram as pescarias submarinas que promoviam no litoral de Cabo Frio e Arraial do Cabo, praias que nos anos 50 eram um verdadeiro paraíso praticamente intocado pelo homem.
Numa dessas ocasiões foi criado O Barquinho, outro clássico da Bossa Nova. É Menescal quem conta: “Nesse dia a gente estava num barco alugado, fora da Ilha do Cabo, num lugar em que eu nem devia ter levado a turma, porque era bastante perigoso. Estávamos Ronaldo, Nara, Bebeto, Luizinho, eu e mais algumas pessoas, talvez umas oito, no total. O barco enguiçou e o pessoal ficou muito apavorado, porque ali a profundidade era grande e a âncora não alcançava o fundo.
O barco foi indo para fora e o barqueiro, acostumado com aquilo, foi deixando. Eu comecei a brincar, dizendo que a gente podia pegar uns peixes e comer crus, que fome a gente não ia passar. Aí eu comecei, de brincadeira, a cantarolar uma melodia que me veio à cabeça na hora. O barquinho fazia toc-toc-toc, não pegava, e eu cantarolando, brincando. Alguém começou a brincar também, dizendo ‘O barquinho vai, a tardinha cai, o barquinho vai...’. Até que vimos um barco que estava vindo de Abrolhos e rebocou a gente. Aí ficou todo mundo alegre de novo. No dia seguinte, já na casa da Nora, no Rio, o Ronaldo me perguntou: ‘Como é aquele negócio que você estava cantarolando mesmo?’ Então eu me lembrei mais ou menos da melodia e a gente fez O Barquinho.”
Mergulhar, na época, era um esporte novo, e Menescal foi um dos primeiros a dominar o mar, chegando a virar notícia de jornal quando capturou um enorme mero nas águas de Cabo Frio. Além de Menescal também eram freqüentadores assíduos das pescarias Ronaldo Bôscoli, Chico Feitosa, Chico Pereira, Toninho Botelha e Normando Santos. Eventualmente, também Luiz Carlos Vinhas e Luizinho Eça. E Nara Leão, enquanto namorava Bôscoli. Menescal mantinha alugada em Cabo Frio, com o fotógrafo Chico Pereira, uma pequena casa de sala e quarto, onde às vezes dormiam mais de dez pessoas.
Na única vez que conseguiram arrastar João Gilberto para Cabo Frio, ele se recusou a entrar no barco e ficou esperando na praia, com o violão, No fim da tarde, quando voltaram, ele estava na mesma posição, muito vermelho e reclamando muito: “Por que vocês fazem isso comigo?”. Desta época de pescarias, além de O Barquinho, Menescal e Bôscoli compuseram, entre outras, Rio, Nós e o Mar, Ah, se Eu Pudesse, A Morte de Um Deus de Sal.
Entre 1958 e 1959, Tom Jobim lançou diversas canções que se tornaram clássicos da Bossa Nova: Meditação, Discussão, Samba de Uma Nota Só (com Newton Mendonça), Dindi, Demais e Eu Preciso de Você (com Aloysio de Oliveira), Este Seu Olhar, Fotografia (só dele), A Felicidade, O Nosso Amor, Eu Sei Que Vou Te Amar (com Vinícius). Sylvinha Telles cantou a maioria delas nos dois LPs que gravou em 1959: das 24 canções, 18 eram de Jobim.
Em agosto de 1959, os estudantes de Direito da PUC resolveram organizar um show com os artistas da Bossa Nova. As principais atrações seriam as já consagradas Sylvia Telles e Alaíde Costa, além da vedete Norma Bengell, que mostraria além de seus dotes físicos os seus dotes de cantora. Os músicos convidados seriam Roberto Menescal, Luiz Carlos Vinhas, Carlos Lyra, Nara Leão, Normando Santos, Chico Feitosa e os irmãos Castro Neves, entre outros. Ronaldo Bôscoli, que seria o apresentador, prometera levar também Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Billy Blanco e Dolores Duran.
Os padres da PUC autorizaram a realização do show, mas com uma condição: a saída de Norma Bengell, cuja presença na universidade católica havia sido vetada. Como os organizadores não queriam abrir mão da presença dela (“turma era turma...”) o show acabou sendo transferido para a Faculdade de Arquitetura, na Praia Vermelha.
O episódio do veto a Norma ganhou as páginas dos jornais, que o noticiaram com fartura. O resultado é que, no dia do espetáculo, 22 de setembro, centenas de pessoas se aglomeravam na porta da Arquitetura para assistir ao “show proibido”. Apesar do amadorismo gritante do espetáculo, a noite foi um sucesso. Norma Bengell apresentou-se toda de negro e foi aplaudida de pé, mostrando cinco canções do disco Ooooooh Norma! que ela gravara pela Odeon.
Alaíde Costa interpretou brilhantemente Chora Tua Tristeza, de Oscar Castro Neves e Luvercy Fiorini. Até Luiz Carlos Vinhas e Ronaldo Bôscoli cantaram. O primeiro entoou Desafinado e Chega de Saudade, enquanto o segundo mostrou Mamadeira Atonal, composição sua que nunca chegou a ser gravada.
Os prometidos Vinícius, Tom, Billy Blanco e Dolores compareceram para prestigiar, mas não subiram ao palco. Os jornalistas Ronaldo Bôscoli e Moysés Fuks encarregaram-se da repercussão do evento na imprensa, respectivamente na revista Manchete e no jornal Última Hor