segunda-feira, outubro 02, 2006

Ernesto Duarte

Ernesto Duarte (no teclado, à esquerda) e sua orquestra.


Ernesto Duarte, pianista, compositor, diretor e adaptador de peças teatrais. Nasceu em Matanzas, Cuba, em sete de novembro de 1922 e faleceu em Madri, Espanha, em quatro de março de 1988.

Iniciou estudos de música em sua cidade natal e, ao mudar-se para a capital quando contava com 15 anos, os concluiu no Conservatório Municipal de Havana. Trabalhou como pianista em emissoras de rádio e em 1943 entrou para a orquestra dos Hermanos Lebatard.

Começou a estudar Filosofia e Letras, que não concluiu, mas criou sua própria orquestra que durante a década de 50 foi uma das principais de Cuba. Foi integrada por grandes músicos e cantores, como Rolando Laserie, Fernando Alvarez, Celeste Mendoza, Rolo Martínez e Tata Ramos.

Fundador de gravadoras como a da etiqueta GEMA, com Guillermo Alvarez Guedes, que lançou no mundo do disco importantes cantores como Elena Burke. Autor de boleros como Anda, dilo ya, Codicia, Cómo fue, Ven aquí a la realidad (conhecido também como Bájate de esa nube) e No lo digas.

Don Fabián

Don Fabián (Domingo Fabiano), pianista, diretor de orquestra e compositor nascido em Córdoba, Argentina. Sua mãe, Isabel, era filha de um flautista italiano e o incentivou para a música, comprando-lhe um piano.

Começou sua carreira, ainda menino, acompanhando ao piano filmes mudos nos cines. Logo se integrou à orquestra Los Diablos Rojos, dirigida Vicente Saturnini, que era formada por Pablo e Berto Turini, Julio Ceballos, Miguel Ángel Barrera e Onías Aguirre. Atuava freqüentemente no luxuoso hotel Éden, de La Falda, muito conhecido nessa época.

Aos 24 anos se mudou para Buenos Aires, para tocar Jazz e temas melódicos. Formou sua própria orquestra denominada "Don Fabián y su Trío Vocal", verdadeira sensação da metade dos anos 40 até os primeiros anos da de 50.

Dirigiu de 1946 até 1955, também, a Orquestra Estable da Rádio El Mundo. É autor de grandes composições como: Cobardía, Corazón de Dios e Dos almas. Compôs também tangos e o sucesso Cumbia que vas de ronda.

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Fonte: Intérpretes Argentinos

Carmelo Larrea

Carmelo Larrea, compositor e instrumentista, nasceu em Bilbao, Espanha, em 1908. Estudou música na Sociedade Filarmônica, com Jesús Guridi. Mais tarde, trabalhou como empregado em uma loja de bicicletas e como desenhista.

Atuou durante cinco anos no circo, integrando um trio de piano, violino e concertina. Estréiam em Donostia-San Sebastián formando parte do circo dos irmãos Carrey, depois atuam em Barcelona e Madri e passam para os circos Corzana e Feijoo. Carmelo tocava o piano e era um fã do «jazz». Também toca saxofone em um estabelecimento do bairro de Santa Cruz de Sevilha.

Começa a escrever música, incentivado por um companheiro da orquestra. Seu primeiro grande sucesso foi ¡Que buena soy!. Em 1941 compõe Noche triste, que é interpretada Antonio Machín em Sevilha. A partir de então, Larrea compõe novas canções, tais como: Las doce en punto, Un año más e o pasodoble No te puedo querer.

Muda-se para Madri e compõe uma canção para um festival, Dos cruces, da qual foram feitas mais de oitenta versões (inglês, francês e japonês), aparecendo em cinco filmes. Seguem os sucessos de Larrea: Camino verde.

Posteriormente, se muda para a América e, depois de visitar vários países durante nove anos, regressa para a Espanha. Vai para Londres e se integra a uma orquestra do barco «Nili», de Israel, que faz cruzeiros turísticos pelos países nórdicos. Em 1965 volta para a Espanha residindo em Madri onde morre em dois de fevereiro de 1980.

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Fonte: La Coctelera

Claudio Estrada

Claudio Estrada (Claudio Estrada Baez) nasceu em Veracruz, em 31 de julho de 1910, e três dias após, seus pais, Tirso Estrada Quezada e Teresa Baez Camacho, o levaram para Cidade do México e o registraram.

Claudio viveu, na capital, seus primeiros dezoito anos. Depois em Jalapa durante vinte anos. Regressou para a Cidade do México, onde residiu até seu falecimento em 1984. Fez estudos de solfejo na Escola de Música da Secretaria da Educação Pública.

Compôs sua primeira canção em 1929 e em 1930 conheceu Mario del Valle e com ele formou um dueto atuando numa feira vestidos como gaúchos. Cláudio tocava violão e Mario cantava. Um ano mais tarde conheceu, nesse local, Mario Moreno, também conhecido como Cantinflas, surgindo uma grande amizade.

Com a construção do Teatro Follies, onde atuaria Cantinflas, foi contratado para compor para algumas revistas. Em 1949 sua canção Contigo, interpretada pelo Trio Los Panchos, se tornou famosa. O México inteiro a cantava.

Posteriormente vieram outros sucessos, como: Una traición, Albricias, Todavía no me muero, Compasión, Yo te quise, e muitas outras, que foram interpretadas por cantores famosos da época.

Alfredo Gil

Alfredo Gil (Alfredo Bojalil Gil) nasceu em Teziutlan, Puebla, México, em cinco de agosto de 1915 e faleceu em 10 de setembro de 1999. Seu pai era libanês e sua mãe mexicana. Até sete anos viveu em sua terra natal, depois se mudou para Veracruz.

No período de 1930 a 1937 residiu na Cidade do México. Estudou música com um professor particular e iniciou sua carreira artística em 1932, e como compositor, em 1942, em Nova York. Sua primeira composição foi Un siglo de ausencia.

Na década de 30 fez amizade com o compositor e violinista Chucho Navarro com quem viajou para Nova York para tentar a sorte como artistas. Mais tarde formaram com o cantor porto-riquenho Hernando Avilés o Trío los Panchos, fazendo sua estréia em 14 de maio de 1944 no Teatro Hispânico de Nova York.