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Zaíra Cavalcanti

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Zaíra Cavalcanti, cantora, nasceu em Santa Maria, RS e faleceu em 12/9/1981. Iniciou a carreira teatral na cidade de Santos, SP, atuando na Companhia Arruda. Durante muito tempo atuou como atriz de teatro de revistas e sua beleza chegou a merecer do poeta e compositor Orestes Barbosa as seguintes palavras: "Ave rara, doce morena, ave pernalta com olhar de corsa mansa".
Foi corista da Companhia de Revistas Tro-ló-ló e atuou nos teatros Carlos Gomes e Glória e no cabaré Alcazar. Em 1927, atuou com a Companhia Tro-lóló na revista Você quer é carinho, de Nelson de Abreu, Luís Iglézias e Geysa Bôscoli com músicas de Paraguassu e Sinhô.
Era uma das vedetes da Companhia Brasileira de Revistas Tro-ló-ló com a qual embarcou em 1928 para uma tounée pela Argentina, Chile e Uruguai que durou quase três meses. Em 1929, fez parte o elenco da revista Pátria amada, apresentada no teatro Recreio, RJ. Na ocasião, recebeu do crítico Mário Nunes o seguinte comentário: "Sabe cantar expressivamente, sublinhando tudo com meneios quentes".
Gravou pela primeira vez em 1930, pela Odeon, o samba-canção Diga, de Gonçalves de Oliveira e Lamartine Babo, e a Canção dos infelizes, de Donga, Luiz Peixoto e Marques Porto, com acompanhamento da Orquestra Pan American. Nesse ano, gravou na Parlophon os sambas Pedaço de mau caminho, de Eduardo Souto e Osvaldo Santiago, e Gongá, de José Luiz da Costa, com acompanhamento da Simão Nacional Orquestra, e os sambas Tem moamba, de Eduardo Souto e João de Barro, e Vou pedir à paroeira, de Américo de Carvalho, com acompanhamento da Orquestra Guanabara.
Ainda em 1930, participou de um concurso musical promovido pelo jornal Diário Carioca, como uma das principais cantoras da época. Ainda em 1930, atuou na revista Dá nela, de Marques Porto e Luiz Peixoto apresentada no Teatro Recreio fazendo sucesso com a interpretação da música título, de Ary Barroso, que foi gravada logo em seguida por Francisco Alves.
Pouco depois, estreou no mesmo teatro a revista Eu sou do amor, música de Ary Barroso, peça escrita por Aricles França e Elieser de Barros. Estrelou em seguida, com grande sucesso a revista Pau-brasil, de Marques Porto e Luiz Peixoto com músicas de Ary Barroso e Júlio Cristóbal. Atuou também na revista Vai dar o que falar, de Marques Porto e Luiz Peixoto com músicas de Ary Barroso e Antônio Neves apresentada no Teatro João Caetano.
Em 1931 gravou com acompanhamento da Orquestra Guanabara, os sambas Caranguejo também sobe no arvoredo, de Mário Barros e Sem querer... de Ary Barroso, Marques Porto e Luiz Peixoto.
Em 1932, voltou para a Odeon e gravou com acompanhamento da Orquestra Copacabana o fox Quando escuto você cantar, de Milton Amaral e Jerônimo Cabral, e o samba Quando tu fores bem velhinho, de Paulo Orlando e Jerônimo Cabral. Com a mesma orquestra gravou de Oscar Cardona o samba Nossas cores e o choro Não terás perdão.
Em 1933, viajou com a Companhia Tro-lóló para apresentações em Portugal. Gravou somente sete discos pelas gravadoras Odeon e Parlophon, tendo sua carreira se restringido depois somente ao Teatro de Revista.
Em 1949, atuou com sucesso na revista Confete na boca, apresentada no Teatro Glória ao lado de nomes como Dercy Gonçalves e Dircinha Batista. Na ocasião, o crítico Antônio Accioly Neto assim escreveu a seu respeito nas páginas da revista O Cruzeiro: "Zaíra Cavalcanti, sem embora cantar aqueles seus antigos sambas tão cheios de dengues, que fizeram época, ainda é um grande elemento no gênero".
Em 1952, participou na Rádio Tupi da festa pelos 49 anos do compositor Ary Barroso e interpretou na ocasião o samba Dá nela .

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Zeca Ivo

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Zeca Ivo, compositor, nasceu no Rio de Janeiro (19/5/1894 - 19/2/1964), mas viveu durante muito tempo no Rio Grande do Sul, onde incorporou valores da cultura gaúcha, compondo músicas típicas da região.

Sua primeira composição foi Tristeza de trovador. Em 1926, Arthur Castro gravou pela Odeon Tristezas de gaúcho, sua primeira composição gravada. No mesmo ano gravou pela Odeon a canção Gaúcho velho, de sua autoria, de Cardoso de Menezes a toada fado Oração e de J. Fonseca Costa, o samba O mundo sem mulher.

Em 1927, gravou na Odeon as canções Primavera e Triste violeiro, ambas de sua autoria. No mesmo ano, gravou a canção Luar do Sul pela Odeon. Em 1929 Pedro Celestino gravou pela Parlophon a canção O guasca e o fado-toada A vida é um inferno onde as mulheres são os demônios, em parceria com Lamartine Babo. Laís Areda gravou a canção Órfã do amor. No mesmo ano, Lamartine Babo compôs a toada Zeca Ivo em homenagem ao compositor, gravada por Benício Barbosa pela Parlophon.

Em 1930, Max Cardoso gravou a canção Proeza de gaúcho pela Victor. Em 1933, Francisco Alves gravou de Zeca e Jota Machado a canção Mês de Maria, Augusto Calheiros gravou "Flor do mato (c/ Francisco de Freitas) e César Pereira Braga gravou a rancheira Guasco velho.

Em 1935, compôs com Custódio Mesquita a marcha Jardineiro do amor, gravada por Aurora Miranda, e com Kid Pepe a marcha Ondas curtas, gravada por Orlando Silva em seu primeiro disco. Em 1936, Aurora Miranda gravou a marcha Ano novo e Sílvio Caldas gravou o samba Última carta de amor, composto em parceria com Benedito Lacerda.

Em 1937 compôs com João de Freitas a valsa Quero-te cada vez mais, gravada por Augusto Calheiros. Em 1956, Augusto Calheiros gravou a canção Flor do mato.

Foi um dos primeiros parceiros de Ary Barroso em seu começo de carreira, com quem compôs a canção Meu pampa lindo. Percorreu o Brasil integrando grupos teatrais ou sozinho, realizando recitais de poemas e canções.

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Zé Pretinho

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O compositor Zé Pretinho (Manuel do Espírito Santo) nasceu na cidade de Capela, SE, em 15/11/1909. Filho de um lavrador fez os primeiros estudos com professora particular e mais tarde na Escola de Aprendizes Marinheiros.
Aos 16 anos foi para o Rio de Janeiro RJ, ingressou na Marinha e começou a compor, entrando em contato com o meio musical, onde foi auxiliado por Kid Pepe, Noel Rosa e Manuel Ferreira.
Sua primeira composição gravada foi Tenho raiva de quem sabe (com Kid Pepe e Noel Rosa), lançada na voz de Mano Reis, pela Victor, em 1934. Três anos depois compôs para o Carnaval Amar é muito bom (com Manuel Ferreira), gravada por Jaime Vogeler, na Odeon.
Em 1938 fez com Reis Saint-Clair, Uma dor e uma saudade, tida como sua principal música, gravada na Victor por Orlando Silva, em 1939. Um ano depois, Carmen Barbosa gravou pela Odeon, Quem é que não chora.
Dividia suas atividades musicais com o emprego na Marinha, de onde mais tarde deu baixa, passando a trabalhar em casas comerciais
Obras:
Uma dor e uma saudade (c/Reis Saint-Clair), samba 1939; Eu não sou Deus (c/Murilo Caldas), samba, 1941 Tenho raiva de quem sabe (c/Kid Pepe e Noel Rosa,, samba, 1934.

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Zumbi

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Jorge Ben Jor
e----------------------------------------
B----------------------------------------
G--7-10-10-7-10-10-7------10-7-10-10-10--
D-------------------10-8-8---------------
A----------------------------------------
E----------------------------------------

Bb
Angola gongô benguela
D#
Monjolo capinda nina
F E D#
Quiloa rebolo
Bb
Aqui onde estão os homens
D# Bb
Há um grande leilão
D#
Dizem que nele há
Bb
Um princesa à venda
D# Bb
Que veio junto com seus súditos
D# Bb
Acorrentados num carro de boi


D#
Eu quero ver
Bb
Eu quero ver
D#
Eu quero ver
Bb D# F
Eu quero ver


Bb
Angola gongô benguela
D#
Monjôlo capinda nina
F E D#
Quiloa rebolo
Bb
Aqui onde estão os homens
D# Bb
Dum lado cana de açúcar
D# Bb
Do outro lado o cafezal
D# Bb
Ao centro senhores sentados
D# Bb
Vendo a colheita do algodão branco
D# Bb
Sendo colhidos por mãos negras

D#
Eu quero ver
Bb
Eu quero ver
D#
Eu quero ver
Bb
Eu quero ver

D# F Bb
Quando Zumbi chegar
D# F Bb
O que vai acontecer
D#
Zumbi é senhor das guerras
F Bb
È senhor das demandas
D# F
Quando Zumbi chega e Zumbi
Bb D# F
É quem manda

Bb
Eu quero ver
D# F
Eu quero ver
Bb
Eu quero ver

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Zazueira

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Zazueira (1969) - Jorge Ben
E
Ela vem chegando (ela vem chegando)
E feliz vou esperando (e feliz vou esperando)
(eu sei que)A espera é difícil (a espera é difícil)
Mas eu espero sonhando (mas eu espero sonhando)

F#m
Pois uma flor é uma rosa
G#m F#m E
Uma rosa é uma flor
F#m
É um amor esta menina
G#m F#m E
Esta menina é meu amor

E
Ela vem chegando (ela vem chegando)
E feliz vou esperando (e feliz vou esperando)
(eu sei que)A espera é difícil (a espera é difícil)
Mas eu espero sonhando (mas eu espero sonhando)

F#m
Pois menina bonita é um céu azul
G#m F#m E
É um colírio, é um mar de rosa
F#m
É olímpica sua beleza
G#m F#m E
Ela é alegria na minha tristeza

E7
Zazueira
F#m7
Zazueira
B7
Zazueira
E E7
Zazueira
F#m7
Zazueira
B7
(Eu disse) Zazueira
E E7
Zazueira
F#m7
ZazueiraB7
Za, za, za, za, za, za, za, za, za
E7/9
Do meu Brasil

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Zagueiro

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Jorge Ben Jor
Introd.:
e-0-3-7-5-3-5-3--12-10-12-----------
3x B-0-3-7-5-3-5-3--12-10-12-----------
G-----------------------------------


Am7 D7
Arrepia, zagueiro
Em7
Zagueiro
Am7 D7
Limpa a área, zagueiro
Em7
Zagueiro
Am7 D7
Sai jogando, zagueiro
Em7
Zagueiro
Am7
Ele é bom um zagueiro
D7 Em7
É o anjo da guarda da defesa
Am7
Mas para ser um bom zagueiro
D7 Em7
Não pode ser muito sentimental
Am7
Tem que ser sutil e elegante
D7
Ter sangue frio, acreditar em si
Em7
E ser leal
Am7 Em7
Zagueiro tem que ser malandro
Am7 Em7
Quando tiver perigo com a bola no chão
Am7
Pensar rápido e rasteiro
Em7
Ou sai jogando ou joga bola pro mato
Am7 Em7
Pois o jogo é de campeonato
Am7
Tem que ser ciumento
Em7
E ganhar todas as divididas
Am7 Em7
E não deixar sobras pra ninguém
Am7
Tem que ser o rei e o dono da área
Em7
Nessa guerra maravilhosa de 90 minutos
Am7 D7
De 90 minutos
Em7
Zagueiro
Am7 D7
Arrepia, zagueiro
Em7
Zagueiro
Am7 D7
Limpa a área, zagueiro
Em7
Zagueiro
Am7 D7
Sai jogando, zagueiro
Em7
Zagueiro

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Xica da Silva

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Xica da Silva (1976) - Jorge Ben Jor
Intro: Gm F

(Gm F)
Refrão: Xica da, Xica da
Xica da Silva
a negra(2x)

Verso 1:
Xica da silva a nega, a negra,
de escrava amante mulher,
mulher, do fical do tratador
João fernandes, ai ai ai

Refrão

Verso 2:
A imperatriz do Tijuco, a dona de Diamantina,
morava com a sua corte cercada de belas mucamas,
num castelo na chacára da palha
de arquitetura sólida e requintada,
onde tinha até um lago artificial
e uma luxuosa galera
que seu amor João Fernandes o tratador
mandou fazer só para ela
ai ai ai

Refrão

Verso 3:
Muito rica e invejada, temida e odiada,
pois com as suas perucas
cada uma de uma cor, jóias, roupas, exóticas
das índias, Lisboa e Paris
a negra era obrigada, a ser recebida
como uma grande senhora
da corte do rei Luís
da corte do rei Luís
ai ai ai ai ai

Refrão

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W/Brasil

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Jorge Ben Jor
Tom: C
Intro: C F


C F C F C F C F
Alô alô W/Brasil, alô alô W/Brasil,
C F C F C F C
Jacarezinho, avião, Jacarezinho, avião
F C F C
Cuidado com o disco voador, tira essa escada daí..
F C
Essa escada é pra ficar aqui fora
F C F C
Eu vou chamar o síndico Tim Maia! Tim Maia!
F C F C F
Tim Maia! Tim Maia!
C F C F
O trem corre no trilho da Central do Brasil,
C F C F
o trem corre no trilho da Central do Brasil
C F
Incluindo paixão antiga e aquele beijo quente
C F
que eu ganhei de sua amiga
C F C
E o que que deu, funk na cabeça, e o que que deu,
F C
funk na cabeça


C F C F
E o que que deu, funk na cabeça,
C F C F
e o que que deu, funk na cabeça
C F C F C F
Deu no New York Time , Fernando o belo não sabe se vai
C F C F
Participar do próximo campeonato de surf ferroviário

C F C F
Surfista de trem, surfista de trem
C F C F C F
Deu no New York Times a feira de acari é um sucesso,
C F C F
tem de tudo é um mistério
C F C F C
Deu no New York Times,dizem que Cabral
F C F C
descobriu a filial, dizem que Cabral
C F
tentou e se deu mal


C F C F C F C
Amor, dor dor, lá da rampa mandaram avisar
F C F
que todo dinheiro será devolvido quando
C F
setembro chegar
C F C F C F C
Num envelope azul indigo, num envelope azul indigo
F C F C F C F C
F
Chama o síndico, Tim Maia, Tim Maia, Tim Maia, Tim Maia
C F C F C F C F
Alô alô W/Brasil, alô alô W/Brasil,
C F C
Da central passando pela mangueira,
F C F C
dando uma volta na Pavuna e chegando em Madureira
F C F C F
E lá que o samba rola de primeira,
C F C F
é lá que o samba rola de primeira
C F C
Alô Alô tia Léia, se tiver ventando muito
F C F
não venha de helicóptero
C F C
Alô Alô tia Léia se tiver ventando
F C F
muito não venha de helicóptero
C F C F C F C F
Alô alô W/Brasil, alô alô W/Brasil,
C F
Alô telefonista, me desperte as 7:15 por favor,
C F C
rádio táxi 9:30 senão o bicho pega
F C
Eu também quero graves, médios e agudos
F C F C
eu vou chamar.....Jacarezinho, avião
F C F C
Cuidado com o disco voador, tira essa escada daí,
F C
essa escada é pra ficar aqui fora eu
F C F C
Vou chamar o síndico Tim Maia Tim Maia
F C F C
Tim Maia Tim Maia
F C
Em cima Tim Maia

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Umbabarauma

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     E                    Riff
E---------------------------------------
B---------------------------------------
G-------------------------3--2----------
D---2-2--2-2-----2-2-2----3--2--0-------
A---2-2--2-2--2--2-2-2----1--0--2-------
E---0-0--0-0--3--0-0-0----------3-------


E Riff E Riff
Umbabarauma, homem gol
Umbabarauma, homem gol
Umbabarauma, homem gol
Umbabarauma, homem gol
G Riff
Joga bola, joga bola, jogador
G Riff
Joga bola, joga bola, corócondô.
G
Pula, cai, levanta, mete, gol, falta,
Riff
cabeçeia, chuta e agradeçe.
G
Olha que a cidade toda ficou vazia
Riff
nessa tarde de domingo só para lhe ver jogar.
E Riff E Riff
Umbabarauma, homem gol
Umbabarauma, homem gol
Umbabarauma, homem gol
Umbabarauma, homem gol


Joga bola, joga bola, jogador
Joga bola, joga bola, corócondô.


Rererere, jogador
Rererere, corócondô
Rererere, jogador
Rererere, corócondô


Tererê, Tererê, Tererê, Tererê, Tererê, Homem Gol
Tererê, Tererê, Tererê, Tererê, Tererê, Homem Gol


Umbabarauma quero ver você jogar
Umbabarauma quero ver você marcar
Umbabarauma quero ver você jogar
Umbabarauma quero ver você marcar


A galera quer sorrir, a galer que cantar
A galera tá feliz, ela quer comemorar


Umbabarauma
Umbabarauma
Umbabarauma quero ver você jogar
Umbabarauma quero ver você marcar
Umbabarauma quero ver você jogar
Umbabarauma quero ver você marcar


Arerê, Arerê, Arerê Bapá
Arerê, Arerê, Arerê Bapá
Arerê, Arerê, Arerê Bapá
Arerê, Arerê, Arerê Bapá


Ponta de lança africano, quero ver a rede balançar
A galera quer sorrir, a galer que cantar
A galera tá feliz, ela quer comemorar


Umbabarauma, homem gol
Umbabarauma, homem gol
Umbabarauma, homem gol
Umbabarauma, homem gol
(ensino mais)
Umbabarauma, homem gol

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Turba Philosoforum

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Jorge Ben Jor
intro: F#m  C#m  Bm

F#m C#m Bm F#m
Turba_____ philosoforum
F#m C#m Bm F#m
Ocu___latus abis
F#m C#m Bm F#m
O tempo alfa é igual ao tempo ômega
F#m C#m Bm F#m
O tempo ômega é igual ao tempo alfa

F#m C#m
O tempo perguntou pro tempo
Bm F#m
Quanto tempo o tempo tem
F#m C#m
O tempo respondeu pro tempo
Bm F#m
Que tem o mesmo tempo que o tempo tem
F#m C#m Bm F#m
O tempo alfa é igual ao tempo ômega
F#m C#m Bm F#m
O tempo ômega é igual ao tempo alfa
F#m C#m Bm F#m
Princípio e precisão
F#m C#m Bm F#m
Precisão__ e princípio
F#m
O que está no alto
C#m Bm F#m
É como o que está embaixo
F#m
O que está embaixo
C#m Bm F#m
É como o que está no alto
F#m C#m Bm F#m
Turba_____ philosoforum
F#m C#m Bm F#m
Ocu___latus abis

F#m C#m
Precisamos salvar os velhos
Bm F#m
Precisamos salvar as flores
F#m C#m Bm F#m
Precisamos salvar as criancinhas e os cachorros
F#m C#m
Precisamos salvar os velhos
Bm F#m
Precisamos salvar as flores
F#m C#m Bm F#m
Precisamos salvar as criancinhas e os cachorros
F#m C#m Bm F#m
O tempo alfa é igual ao tempo ômega
F#m C#m Bm F#m
O tempo ômega é igual ao tempo alfa

F#m
Tá chegando a hora
C#m Bm F#m
A hora tá chegando
F#m C#m Bm F#m
Do homem parar para pensar
F#m
Tá chegando a hora
C#m Bm F#m
A hora tá chegando
F#m C#m Bm F#m
Do homem ser amigo de si mesmo
F#m
Pois o que está no alto
C#m Bm F#m
É como o que está embaixo
F#m
O que está embaixo
C#m Bm F#m
É como o que está no alto

F#m C#m
O tempo perguntou pro tempo
Bm F#m
Quanto tempo o tempo tem
F#m C#m
O tempo respondeu pro tempo
Bm F#m
Que tem o mesmo tempo que o tempo tem

F#m C#m Bm F#m
Ocu___latus abis
F#m C#m
Precisamos salvar os velhos
Bm F#m
Precisamos salvar as flores
F#m C#m Bm F#m
Precisamos salvar as criancinhas e os cachorros
F#m C#m
Precisamos salvar os velhos
Bm F#m
Precisamos salvar as flores
F#m C#m Bm F#m
Precisamos salvar as criancinhas e os cachorros

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Tupinambás

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Jorge Ben Jor
intro: Em  F

Em
Corocondo,____ corocondo
F
Tupinambás

Goleiro é pra defender
Em
Defesa é pra marcar

Meio-de-campo é pra criar
F Em
O ataque é pra atacar

Joga bola jogador
F
Joga bola jogador

Joga bola com amor
Em
Joga bola com amor
F Em
Carioca, bom de bola, é Tupinambás
F Em
Carioca, bom de bola, é Tupinambás

Joga bola jogador
F
Joga bola jogador

Joga bola com amor
Em
Joga bola com amor
F
Joga na grama, na terra, no barro
Em
Na areia e no asfalto
F
Onde der pra jogar
Em
Para bonitos gols marcar
F
Se você quiser ser feliz
Em
Ser idolatrado e comemorar


Joga bola jogador
F
Joga bola jogador

Joga bola com amor
Em
Joga bola com amor
F Em
Carioca, bom de bola, é Tupinambás
F Em
Carioca, bom de bola, é Tupinambás
F
Ele mandou avisar
Em
Que está precisando urgentemente
F
De ponta-direita e ponta-esquerda
Em
Centro avante, meia-direita e meia-esquerda
F
E um meio-de-campo criativo
Em
Puro futebol-arte

F
Goleiro é pra defender

Defesa é pra marcar
Em
O meio-de-campo é pra criar
F
O ataque, é pra atacar
Em
E muitos gols marcar

Joga bola jogador
F
Joga bola jogador

Joga bola com amor
Em
Joga bola com amor
F Em
Carioca, bom de bola, é Tupinambás
F Em
Carioca, bom de bola, é Tupinambás

Joga bola jogador
F
Joga bola jogador

Joga bola com amor
Em
Joga bola com amor

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Jorge Ben Jor
(Bbm7  C#7  F#7  Bm7)
Take it easy my brother Charlie
Take it easy meu irmão de cor

Pois a rosa é uma flor
A rosa é uma dor
A rosa é um nome de mulher

Rosa é a flor da simpatia
É a flor escolhida no dia
Do primeiro encontro do nosso dia
Com a vida querida
Com a vida mais garrida
Take it easy Charlie

Take it easy my brother Charlie
Take it easy meu irmão de cor

Depois que o primeiro homem
Maravilhosamente pisou na lua
Eu me senti com direitos, com princípios
E dignidade
De me libertar

Por isso, sem preconceitos eu canto
Eu canto a fantasia
Eu canto o amor, eu canto a alegria
Eu canto a fé, eu canto a paz
Eu canto a sugestão
Eu canto na madrugada
Take it easy my brother Charlie
Pois eu canto até prá minha amada
Esperada, desejada, adorada

Take it easy my brother Charlie
Take it easy meu irmão de cor
Charlie, take it easy my boy
Take it easy my friend
Olha como o céu é azul
Olha como é verde o mar
Olha que sol bonito, Charlie

Take it easy my boy
Take it easy my friend
Tenha calma meu amigo

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Taj Mahal

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Jorge Ben Jor
(Bm7  C#m7  F#m) 
Essa é a história de uma linda história de amor
Que me contaram e agora eu vou contar
Do amor do príncipe Xá-Jehan, pela princesa Nunts Mahal
Do amor do príncipe Xá-Jehan, pela princesa Nunts Mahal

Tê tê teteretete, (4x)

Foi uma linda história de amor
Que me contaram e agora eu vou contar
Do amor do príncipe Xá-Jehan, pela princesa Nunts Mahal
Do amor do príncipe Xá-Jehan, pela princesa Nunts Mahal

Pê pê pê pe pepeperepê
(Piano play, piano play...)
Uou uou, pê pê pê pe pepeperepê
(Bass play, bass play...)
Uou uou, pê pê pê pe pepeperepê
(Drum play, drum play...)
Pê pê pê pe pepeperepê
(Violino play...)
Uou uou, pê pê pê pe pepeperepê
(A percursão...)
Uou uou, pê pê pê pe pepeperepê
(Guitarra play...)
Uou uou, pê pê pê pe pepeperepê
Contagem regressiva para o fim:
10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1...

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Spyro Gyra

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Jorge Ben Jor
Em   Em/D   C     D    Em
Spyro gyra,_____é spyro gyra
Em/D C D
É spyro gyra
Em Em/D C
É um bichinho bonito verdinho
D Em Em/D C D
Que dá na água
Em Em/D C
É um bichinho bonito verdinho
D Em Em/D C D
Que dá na água

Em7
Que plânctum é esse
A7
Que plânctum é esse
C D
É spyro gyra, é spyro gyra (2x)

Em Em/D C D Em
Spyro gyra,_____é spyro gyra
Em/D C D
É spyro gyra
Em Em/D C
É um bichinho bonito verdinho
D Em Em/D C D
Que dá na água
Em Em/D C
É um bichinho bonito verdinho
D Em Em/D C D
Que dá na água

Em Em/D C D
Você sabe o que é um___plânctum
Em Em/D C D
Um plânctum é uma___alga
Em Em/D C D
De água doce ou de água salgada
Em Em/D C
Mas o spyro gyra é doce
D Em
doce, doce, doce, doce
Em/D C D
_____De água doce
Em Em/D C
Mas o spyro gyra é doce
D Em
doce, doce, doce, doce
Em/D C D
_____De água doce, spyro gyra

Em Em/D C D Em
Spyro gyra,_____é spyro gyra
Em/D C D
É spyro gyra
Em Em/D C
É um bichinho bonito verdinho
D Em Em/D C D
Que dá na água
Em Em/D C
É um bichinho bonito verdinho
D Em Em/D C D
Que dá na água

Em Em/D
Um encontro amoroso
C D
Do zigoto masculino
Em Em/D C D
Com o gameta feminino
Em Em/D C D
Formam novas células
Em Em/D C D
Um fio vege____tal
Em Em/D C D
Brilhoso e esverde___ado
Em Em/D C D
Igual a cor da espe____rança
Em Em/D C D
Igual a cor da espe____rança, spyro gyra

Em Em/D C D Em
Spyro gyra,_____é spyro gyra
Em/D C D
É spyro gyra
Em Em/D C
É um bichinho bonito verdinho
D Em Em/D C D
Que dá na água
Em Em/D C
É um bichinho bonito verdinho
D Em Em/D C D
Que dá na água

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Senhora dona da casa

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Jorge Ben Jor
Tom: F
Intro: Gm Fm Gm Fm F G F G

F G F G
Parapapa__ parapapapapapapapa

F G
Senhora dona da casa
F G
Vem me vê e vê e vê
F G
Vem me vê e vê e vê
F G
O presente que eu trago pra você
F G
Veja, eu trago a minha bandeira
F G
Com certeza colorida de purezas
F G
Cheia de sol, carinho, paixão e estrelas
F G
Vem me vê e vê e vê

F
Abre a porta, por favor
G
Que eu quero entrar, com licença
F
Com a minha alegria
G
Com a minha música
F
Com a minha energia
G
Com o meu amor
F
Com a minha fantasia
G
Com a minha certeza
F G
Que a minha bandeira
F G
Lhe traga sugestão
F G
Lhe traga solução
F G
Lhe traga sugestão
F G
Lhe traga solução

F G
A minha bandeira
F G
É azul da cor do céu
F G
Amarela como a cor dos campos de trigo
F G
Vermelha como a cor do planeta Marte
F G
As três cores básicas do arco-íris
F G
As três cores básicas da sua íris
F G
As três cores básicas do arco-íris
F G
As três cores básicas da sua íris

F G F G
Parapapa__ parapapapapapapapa
F G F G
Parapapa__ parapapapapapapapa

F
Abre a porta, por favor
G
Que eu quero entrar, com licença
F
Com a minha alegria
G
Com a minha música
F
Com a minha energia
G
Com o meu amor
F
Com a minha fantasia
G
Com a minha certeza
F G
Que a minha bandeira
F G
Lhe traga sugestão
F G
Lhe traga solução
F G
Lhe traga sugestão
F G
Lhe traga solução

F G F G
Parapapa__ parapapapapapapapa, senhora
F G F G
Parapapa__ parapapapapapapapa, senhora

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Santa Clara clareou

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Jorge Ben Jor
Intro: E F#m(7)

E F#m
Santa Clara, clareou
E F#m E F#m E F#m
E aqui quando chegar vai clarear
E F#m
Santa Clara, clareou
E F#m E F#m
E aqui quando chegar vai clarear

G#m F#m
Os meus caminhos
G#m F#m
Os meus caminhos

E F#m E F#m
Salve Santa Clara
E F#m E F#m
Salve Santa Clara

B C# E B

B
De manhã bem cedinho com despertar alegre
C#
Do canto dos passarinhos
E B
Bonito como Deus gosta

B
O sol nasceu para bem do amor
C#
Deixou tão sereno com seus raios solares
E B
Cheio de esplendor

A
Com toda a beleza
E
Celestial
B
Em homenagem a Santa Clara
E
ô ô ô ô
B
Santa Clara
E
ô ô ô ô
B
Santa Clara


E F# A

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Salve Simpatia

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Jorge Ben Jor
Tom: F#m
Intro: Gm Gbm Gm Gbm

Bm C#m Bm
Com sorriso, carinho, suavidade simpatia e amor,
Gbm Bm Gbm
esbanjando saúde e alegria
Bm Gbm C#m
Ele vai chegar, ele vai chegar
Gbm Bm C#m Gbm Bm C#m Gbm Bm C#m Gbm
Para animar a festa salve simpatia, para animar a festa,
Bm C#7
boa noite,boa noite bom dia
Gbm Bm Gbm Bm
Da ciência arcaica a filosofia oculta e moderna
Gbm Bm
pode perguntar que ele responderá
Gbm Bm Gbm Bm
Sem pestanejar as vezes as suas respostas
Gbm Bm
ferem como uma flecha ponteaguda e certeira
Gbm Bm Gbm Bm C#7
Por muito que você não acredite é só esperar ele chegar
Gbm Bm C#m Gbm C#m
para animar a festa

Gbm Bm C#m Gbm Bm C#m
Para animar a festa salve simpatia,
Gbm Bm C#m Gbm
para animar a festa,
Bm C#7
boa noite, boa noite bom dia
Gbm Bm C#m Gbm Bm
A Banda do Zé Pretinho chegou........
C#m Gbm Bm C#m Gbm
Paraaaa animar a festa

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Roberto, corta essa

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Jorge Ben Jor
intro: Gm  C9  Gm  C9 (2x)

Gm C9
Roberto, corta essa
Gm C9
Roberto, corta essa
Gm C9 Eb F
Pois lugar de dragão
Gm C9
É na caverna

Gm Cm F
Você trocou uma princesa, uma princesinha
Bb
Pelo dragão
Fm Bb7
Me desculpe meu amigo
Eb
Pois você merece um beliscão

Deixou a princesa esperando
F Bb
Toda bonita e cheia de vida
G7 Cm
Vai ver que isso coisa feita
F Gm C9
Ou você está precisando de um oculista, Roberto

Gm C9
Roberto, corta essa
Gm C9
Roberto, corta essa
Gm C9 Eb F
Pois lugar de dragão
Gm C9
É na caverna

Gm Cm
Pois você é meu amigo
F Bb
E como está, assim não pode ficar
Fm Bb7
Vou levar você numa rezadeira
Eb
Que é pra sua cabeça endireitar
F
Se você passar novamente, por aqui
Bb
Com esse dragão
G7 Cm
Eu vou telefonar pra São Jorge
F Gm C9
Para ele espantar essa assombração, Roberto

Gm C9
Roberto, corta essa
Gm C9
Roberto, corta essa
Gm C9 Eb F
Pois lugar de dragão
Gm C9
É na caverna

Gm Cm
Papo vai, papo vem
F Bb
Nem vem, que não tem
Fm Bb7
Isso não é uma bonequinha, Roberto
Eb
Isso é um espanta neném

Se você está
F Bb
Afim de fazer hora
G7 Cm
Leva esse dragão pra dentro
F Gm C9
Que eu levo a princesa pra comer fora, Roberto

Gm C9
Roberto, corta essa
Gm C9
Roberto, corta essa
Gm C9 Eb F
Pois lugar de dragão
Gm C9
É na caverna

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Por causa de você menina (samba, 1963) - Jorge Ben
Tom: Am7
Intro: Am7 D7/9

Am7 D7/9
Por causa de você bate em peito
Dm7/9 G7 Am7
Baixinho quase calado coração apaixonado por você
D7/9 Am7 D7/9 Am7 D7/9
Menina.....menina que não sabe quem eu sou
Am7 D7/9 Am7 D7/9
Menina que não conhece meu amor
Dm7/9
Pois você passa não me olha.....
G7 Am7
Mas eu olho pra você
Dm7/9
Você não me diz nada
G7 Am7
Mas eu digo pra você
Dm7/9
Você por mim não chora
G7 Am7
Mas eu choro por você 2X

Dm7/9 G7 Am7
Saiubá, saiubá.....

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País tropical

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“País Tropical” nasceu de um telefonema de Jorge Ben para a sua musa (na época) Teresa. O compositor, rubro-negro doente, acabara de assistir a uma vitória do Flamengo e telefonara para dividir com a musa a sua alegria — daí a presença da “nega Teresa” nos versos da canção.

A ser verdadeira esta história, contada pelo dissimulado Ben, estaria plenamente justificada a euforia de “País Tropical”, uma composição espirituosa e otimista, que passa a idéia de um poeta exultante com a vida e a terra onde vive: “Moro / num país tropical / abençoado por Deus / e bonito por natureza [mas que beleza] / em fevereiro [em fevereiro] / tem carnaval [tem carnaval] / tenho um fusca e um violão / sou Flamengo, tenho uma nega chamada Teresa...”

Tudo isso é cantado no inconfundível estilo Jorge Ben, aqui incorporando uma nova bossa, a das palavras pronunciadas sem a última sílaba. Esta brincadeira com as síncopes gerou um efeito pitoresco, aumentando a curiosidade sobre a canção, uma das mais populares de Ben: “Mó / num pá tropi / abençoá por Dê / e boni por naturê...”

Adotado, como foi dito, pelo tropicalismo, Jorge Ben incorpora a “País Tropical” influências do movimento, sendo uma de suas primeiras gravações a do trio Caetano-Gil-Gal, e sucesso na voz de Wilson Simonal (A Canção no Tempo – Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

País tropical (1969) - Jorge Ben
Tom: G
Intro: G Em C D7

G Em C D7 G Em C D7 G Em
Moro num país tropical abençoado por Deus
C D7 G Em C
E bonito por natureza mas que beleza,
D7 G Em C
em fevereiro, em fevereiro
D7 G Em C D7 G Em
Tem carnaval, tem carnaval, tenho um fusca e um violão
C D7 G Em C D7
Sou Flamengo e tenho uma nega chamada Tereza

C7 G
Sambaby Sambaby sou um menino de mentalidade mediana
D7
Mas assim mesmo feliz da vida
G
pois eu não devo nada a ninguém
C7 D7
Pois sou feliz, muito feliz, comigo mesmo

Repetir Refrão

C7 G
Sambaby Sambaby eu posso não ser um band leader, pois é
C7 G
Mas lá em casa todos meus camaradas me respeitam, pois é
C7
E essa é a razão da simpatica de poder
D7
do algo mais e da alegria

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Os alquimistas estão chegando

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Oa alquimistas estão chegando (1974) - Jorge Ben Jor
Intro:  D7  



A7 D7 A7 D7 A7
Oooo Oooo Oooo

G7 A7 D7
Os alquimistas estão chegando
G7 A7 D7
Estão chegando os alquimistas
G7 A7 D7
Os alquimistas estão chegando
G7 A7 D7
Estão chegando os alquimistas
A7 D7 A7 G7 A7
Oooo Oooo Ee Ee

G7 A7
Eles são discretos e silenciosos
G7 A7
Moram bem longe dos homens
G7
Escolhem com carinho a hora
A7
E o tempo de seu precioso trabalho
G7 A7
São pacientes, passivos e perseverantes
G7 A7
Executam, segundo as regras herméticas
G7 A7
Desde a trituração à fixação
G7 A7
A destilação e a coagulação
G7 A7
Trazem consigo cadinhos
G7 A7
Vasos de vidro, potes de louça
G7 A7
Todos bem e iluminados
G7 A7
Evitam qualquer relação com pessoas
G7
De temperamento sórdido
A7
De temperamento sórdido
G7 A7 G7 A7
Ee Ee Ee Ee

G7 A7 D7
Os alquimistas estão chegando
G7 A7 D7
Estão chegando os alquimistas
G7 A7 D7
Os alquimistas estão chegando
G7 A7 D7
Estão chegando os alquimistas
A7 D7 A7 D7 A7
Oooo Oooo Oooo...

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Jorge Ben Jor
Tom: Em


Em7 Bm
O telefone tocou novamente
Em7 Bm
Fui atender e não era o meu amor
Em7 Bm
Será que ela ainda está muito zangada comigo
Am D
Que pena há,há,há
Em7
Que pena
Am D
Que pena há,há,há
Em7
Que pena

Bm
Pois só ela / me entende e me acode
Em7
Na queda ou na ascensão
Bm
Ela é a paz da minha guerra
Em7
Ela é meu estado de espírito
Bm
Ela é a minha proteção
Am D
Que pena há,há,ha
Em7
Que pena
Am D
Que pena há,há,ha
Em7
Que pena



D Em
Com ela eu sou mais eu
D Em
Com ela eu sou um anjo
D Em
Com ela eu sou criança
Am
Eu sou a paz,
Eu sou o amor
Bm
E a esperança.
Em7
O telefone tocou novamente

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O rei é Rosa Cruz

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Jorge Ben Jor
intro: Gm  Am7  Dm


Gm Am7 Dm
Nena,_____ nena, pendagron
Gm Am7 Dm
Nena,_____ nena, pendagron
Gm Am7 Dm
Camelot,_____ camelot
Gm Am7 Dm
Camelot,_____ camelot


Gm Am7 Dm
Mandou avisar, que vai chegar o rei
Gm Am7 Dm
Mandou avisar, que vai ter festa para o rei
Gm Am7
Que Deus conserve a sabedoria
Dm
E a bondade do rei
Gm
Que Deus salve o rei
Am7 Dm
Vida longa para o rei
Gm
Eu fui convidado
Am7 Dm
Para nela tomar parte
Gm Am7 Dm
Agradeço à Deus por essa alegria
Gm Am7 Dm
Eu vou ao castelo com bons pensamentos
Gm Am7 Dm
Pois nesse grande curto espaço de tempo
Gm
Eu poderei testemunhar
Am7 Dm
Belos acontecimentos


F G
Vou me cuidar, e me guardar
F
Pensar, refletir, examinar
G
Meu dia-a-dia
F G
Com objetividade, amor e confiança
F
Pois o rei e a sua corte
G
Podem não gostar
F
Se eu negligenciar
G
Se eu não me aprimorar
F G
Infeliz daquele, que é demasiado fútil
F G
Infeliz daquele, que chega sempre por último
F G
Não saberá, não saberá
Gm Am7
Que no manto sagrado do rei
Dm
Tem uma rosa e um cruz
Gm Am7
Que no manto sagrado do rei
Dm
Tem uma rosa e uma cruz
Gm Am7 Dm
Ô nena, nena, nena, pendagron
Gm Am7
O rei é Rosa Cruz
Dm
O rei é Rosa Cruz
Gm Am7
O rei é Rosa Cruz
Dm
O rei é Rosa Cruz
Gm Am7 Dm
Camelot, camelot, camelot
Gm Am7 Dm
Ô nena, nena, nena, pendagron
Gm Am7
O rei é Rosa Cruz
Dm
O rei é Rosa Cruz
Gm Am7
O rei é Rosa Cruz
Dm
O rei é Rosa Cruz
Gm Am7 Dm
Camelot, camelot, camelot

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O circo chegou

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Jorge Ben Jor
intro: Am7  D9/7

Am7 D9/7
Olha que o circo chegou
Am7 D9/7
Não custa nada você ir até lá
Am7 D9/7
O circo é alegria de viver
Am7 D9/7
O circo é alegria que você precisa conhecer

Am7 D9/7
Tem um macaco cientista
Am7 D9/7
Um urubu que toca flauta e violão
Am7 D9/7
Uma orquestra de sapos
Am7
A cabra ciclista
D9/7
E a girafa celesteira
Am7 D9/7
Tem um anão gigante
Am7 D9/7
A mulher barbada e o homem avestruz
Am7 D9/7
Tem o homem foguete
Am7 D9/7
Que entra em órbita a qualquer hora
Am7 D9/7
E quando menos você espera supense
Am7 D9/7
O leão foge da jaula
Am7 D9/7
Mas calma minha gente que o leão é sem dente
Am7 D9/7
Mas calma minha gente que o leão é sem dente
Am7 D9/7
O mágico que engole espada e come fogo
Am7 D9/7
Vira elefante e sai voando
Am7 D9/7
Vinda diretamente de Paris
Am7 D9/7
Uma sexy, linda bailarina
Am7 D9/7
Dançando ao som da escaldante banda
Am7 D9/7
Do seu Tião Brilhantina
Am7 D9/7
E quando não está roubando mulher
Am7 D9/7
Aparece o palhaço Tereré
Am7 D9/7
Distribuindo goiabada e requeijão
Am7 D9/7
Ingressos pra domingo que vem
Am7 D9/7
E anunciando a grande atração

Bm E
A grande atração
Am7 D9/7
É uma grande vidente
Bm E
Uma grande vidente
Am7 D9/7 Bm E
Que tudo sabe, que tudo vê, que tudo sente
Am7 D9/7
E agora com vocês
Bm E
A grande cartomante, a internacional
Am7 D9/7 Bm E
Dayse, a mulher do homem que come raio laser
Am7 D9/7
E agora com vocês
Bm E
A grande cartomante, a internacional
Am7 D9/7 G
Dayse, a mulher do homem que come raio laser

C G
O circo chegou, vamos todos até lá
C
O palhaço que é
G
É ladrão de mulher
C G
O circo chegou, vamos todos até lá
C
O palhaço que é
G
É ladrão de mulher
C
Oh, oh, oh, oh!

G
Banacuca
C
gum, gum, gum
G
Banacuca
C
gum, gum, gum
G
Banacuca
C
gum, gum, gum
G C
Banacuca
G C G
Olha que o circo chegou!

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Jorge Ben Jor
Intro.: C F


C F
Se ela disser que não lhe quer mais,
Há há há há
Arranje outra, meu rapaz
Hum hum
Se ela disser que não volta mais
Há há há há
Arranje outra, meu rapaz
Hum hum


F7 G7
Pois neste mundo maravilhoso vive mal
Quem não vive de amor
Ô ô ô
Olha as margaridas na janela
Você querendo também pode conquistar uma delas
Há há há há
É a tristeza que some


F C F C F C
Morre o burro, fica o homem
Morre o burro, fica o homem


C F
Se ela disser que não lhe quer mais,
Há há há há
Arranje outra, meu rapaz
Hum hum
Se ele disser que não volta mais
Há há há há
Arranje outra, meu rapaz
Hum hum
Hum hum
Hum hum
Hum hum
Hum hum
Hum hum
Tá tá tá rá
Tá tá tá rá
Tá tá tá rá
Tá tá tá rá
Tá tá tá rá

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Jorge Ben Jor
Introd.: G#7 Cm7 F#7 Bbm7


G#7 Cm7 F#7 Bbm7 G#7 Cm7 F#7 Bbm7
Lalalala...


G#7 Cm7 F#7 Bbm7 G#7 Cm7 F#7 Bbm7
A minha teimosia é uma arma pra te conquistar
G#7 Cm7 F#7
Eu vou vencer pelo cansaço
Bbm7 G#7 Cm7 F#7 Bbm7 D#
Até você gostar de mim, mulher, mulher
Bbm7 Cm7
Mulher graciosa, alcança a honra
Bbm7 Cm7
Você alcançou, mulher
Bbm7 Cm7
Minha amada, minha querida, minha formosa
Bbm7
Vem e me fala que eu sou o seu lírio
Cm7 Bbm7
E você é minha rosa, ahhh..
Cm7 Bbm7
Mostra-me teu rosto, ahhh..
Cm7
Fazei-me ouvir a tua voz
G#7 Cm7 F#7 Bbm7 G#7 Cm7 F#7 Bbm7
Põe estrelas em meus olhos
G#7 Cm7 F#7 Bbm7
Músicas em meus ouvidos
G#7 Cm7 F#7 Bbm7
Põe alegria em meu corpo
G#7 Cm7 F#7 Bbm7
Junto com amor de você
D#
Mulher, mulher
G#7 Cm7 F#7 Bbm7 G#7 Cm7 F#7 Bbm7
Lalalala...

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Minha menina

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Jorge Ben Jor
Tom: G
Intro: G C G C
Bb A G Bb A G

(G C)
Ela é minha menina
E eu sou o menino dela
Ela é o meu amor
E eu sou o amor todinho dela
G A
A lua prateada se escondeu
B C G
E o sol dourado apareceu
A
Amanheceu um lindo dia
B
Cheirando alegria
C
Pois eu sonhei e acordei
D
Pensando nela
(G C)
Pois ela é minha menina
E eu sou o menino dela
Ela é o meu amor
E eu sou o amor todinho dela
G A
A roseira já deu rosa
B C G
E a rosa que eu ganhei foi ela
A
Por ela eu ponho meu coração
B
Na frente da razão
C
Pois vou dizer pra todo mundo
D
Como gosto dela
(G C)
Porque ela é minha menina
E eu sou o menino dela
Ela é o meu amor
E eu sou o amor todinho dela
Minha menina
Minha menina

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Mexe mexe

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Jorge Ben Jor
intro: A D


A D
Mexe, mexe mexe (tô mexendo)
A D
Mexe, mexe mexe (tô mexendo)


A D
Quando você pára de brincar de mexer
A D
Você envelhece (lhece)
A D
Quando você pára de brincar de mexer
A D
A sua barba cresce (cresce)
A D
Quando você pára de brincar de mexer
A D
Seu coração ao invés de bater padece (dece)
A D
Irmão, irmã
A
Pare, pense, brinque e mexa
D
Pare, pense, brinque e mexa
A D
Pois a vida, é bela
A
Tem gente que não sabe
D
Brincar e mexer com ela
A D
Pois a vida, é bela
A
Tem gente que não sabe
D
Brincar e mexer com ela
A D
Por isso, mexe mexe


A D
A arte de mexer
A
Vem desde os tempos da pedra lascada
D
Todo mundo mexia
A
Todo mundo balançava
D
Todo munda sacudia
A D
Todo mundo requebrava e cantava
A D
Mexe, mexe, mexe, mexe (tô mexendo)
A D
Mexe, mexe, mexe, mexe (tô mexendo)
A D
Pois quando você pára de brincar de mexer
A D
Você envelhece (lhece)
A D
Mexe mexe, por favor
A D
Mexe mexe, meu amor
A D
É um, é dois, é três, la vai
A
Todo mundo mexendo
D
Todo mundo mexendo
A
em cima, embaixo
D
Embaixo, em cima
A D
Pa, pa, pa, pa, pa, pa, pa, pa, pa
A
Quero ver mexer


A D A D

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Mas que nada

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Na própria letra de “Mas Que Nada”, Jorge Ben afirma que seu samba é um “misto de maracatu” (“Este samba que é misto de maracatu / é samba de preto velho / samba de preto tu”). Com efeito, “Mas Que Nada” e as outras composições de seu elepê de estréia, Samba esquema novo — que vendeu cem mil cópias em dois meses —, são um misto de samba e maracatu, com melodias e harmonias simplórias, quase primitivas, concentrando-se a ênfase no ritmo, que ele comanda com seu violão percussivo.

Complementam o estilo as letras também muito simples, cheias de palavras inventadas, de função apenas rítmica, que o compositor canta com voz personalíssima, absolutamente adequada ao repertório.

“Mas Que Nada” tornou-se conhecida no exterior pela versão americanizada de Sérgio Mendes e seu grupo Brasil 66, ao qual faltava exatamente o forte de Ben, ou seja, o balanço. Sem ser antigo nem moderno, mas exibindo influências de rock e bossa nova, Jorge Ben teve no início de carreira trânsito livre nos programas de maior sucesso na tevê como “O Fino da Bossa” e “Jovem Guarda”. Já na terceira década de atividade, ele mudaria o nome para Jorge Ben Jor (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Mas que nada (samba, 1963) - Jorge Ben Jor
intro: Gm7 Cm7 F7


(Gm7 Cm7 F7)
Oh.............O Ariá raiou oba oba oba
Gm7 D7(#9)
Mas que nada sai da minha frente
Gm7
Que eu quero passar
D7(#9) Gm7
Pois o samba está animado
D7(#9) Gm7
O que eu quero é sambar
Cm7 F7 Gm7
Este samba que é misto de maracatu
Cm7
É samba de preto velho
F7 Gm7
Samba de preto tú
Gm7 D7(#9) Gm7
Mas que nada um samba como este tão legal
D7(#9) Gm7 D7(#9) Gm7
Você não vai querer que eu chegue no final

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Jorge da Capadócia

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Jorge Ben Jor
Intro: Em  F#m7  G  F#m7       4x 


Em F#m7 G F#m7 Em F#m7 G F#m7
Jorge, da Capadócia,
Em F#m7 G F#m7 Em F#m7 G F#m7
Jorge, da Capadócia,
         

Solo: Em/D C#m7/5- C7+ Em 4x
   

Em/D C#m7/5- C7+ Em
Jorge sentou praça, na cavalaria
Em/D C#m7/5-
Eu estou feliz porque
C7+ Em
eu também sou da sua companhia
Em/D C#m7/5- C7+
Eu estou vestido com as roupas
Em
e as armas de Jorge
Em/D C#m7/5- C7+
Para que meus inimigos tenham pés
Em
E não me alcancem
Em/D C#m7/5- C7+
Para que meus inimigos tenham mãos
Em
E não me peguem e não me toquem
Em/D C#m7/5- C7+
Para que meus inimigos tenham olhos
Em
E não me vejam
Em/D C#m7/5- C7+
E nem mesmo pensamentos eles possam ter
Em
Para me fazerem mal
Em/D C#m7/5- C7+ Em
Armas de fogo, meu corpo não alcançará
Em/D C#m7/5- C7+
Facas lanças se quebrem
Em
Sem o meu corpo tocar
Em/D C#m7/5- C7+
Cordas correntes se arrebentem


Em
Sem o meu corpo amarrar
Em/D C#m7/5-
Pois eu estou vestido com as roupas
C7+ Em
e as armas de Jorge
Em/D C#m7/5- C7+ Em
Jorge é da Capadócia, viva Jorge!
Em/D C#m7/5- C7+ Em
Jorge é da Capadócia, salve Jorge!
Em/D C#m7/5- C7+ Em
Perseverança ganhou do sórdido fingimento
Em/D C#m7/5- C7+ Em
E disso tudo, nasceu o amor
         

Em/D C#m7/5- C7+ Em 2x


Em/D C#m7/5- C7+ Em
Ogã, toca pra Ogum
Em/D C#m7/5- C7+ Em
Ogã, Ogã, toca pra Ogum
Em/D C#m7/5- C7+ Em
Jorge é da Capadócia, Jorge é da Capadócia
Em/D C#m7/5-
Ogã, toca pra Ogum,
C7+ Em
Ogã, toca pra Ogum
Em/D C#m7/5- C7+ Em
Jorge sentou praça, na cavalaria
Em/D C#m7/5- C7+
E eu estou feliz porque
Em
eu também sou da sua companhia
Em/D C#m7/5- C7+ Em
Ogã, toca pra Ogum, Ogã, toca pra Ogum
Em/D C#m7/5- C7+ Em
Jorge da Capadócia, Jorge da Capadócia


Solo: Em/D C#m7/5- C7+ Em 6x


Em/D C#m7/5-
Ogã, toca pra Ogum, Ogã,
C7+ Em
toca pra Ogum
Em/D C#m7/5- C7+ Em
Ogã, toca pra Ogum, Ogã, toca pra Ogum
Diz Jorge,
Em/D C#m7/5- C7+ Em
Jorge da Capadócia, Jorge da Capadócia

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Jesualda

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Jorge Ben Jor
(Am7 Bm7 Em7)

Jesualda parou com o morro
Pois ela estava no alto
Mas não estava por cima
Moça simpática prendada ano ginasial completo
Toda certinha ainda donzela
Prá ninguém botar defeito
Cheia de afeto
Desceu pra ver de perto o asfalto quente
Sentir a brisa e a água salgada do mar
Molhando seu corpo delgado
Procurou um emprego e achou
Foi trabalhar num duplex na zona sul
De cozinheira de forno e fogão
La, la, la, la, la, la, la, la, la
La, la, la, la, la, la, la, la, la
Na flor da idade
Tão pura tão linda tão meiga
No ponto do ônibus
Num domingo à tarde
Sua felicidade pintou
Pois um moço simpático
Que ia no seu carro meio apressado
Com bandeira e tudo
Com bandeira e tudo ao Maracanã
No que olhou pro lado, parou
Saltou levou um papo
E a linda simpática donzela ele amarrou
Hoje Jesualda é feliz
Casou de véu e grinalda
E agora espera baby
Espera baby no exterior
Espera baby no exterior
Salve simpatia
La, la, la, la, la, la, la, la, la

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Ive Brussel

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Jorge Ben Jor
Tom: A
Intro: D7M C7M A#7M A7M ( 3x )


D7M C7M A#7M A7M D7M C7M A#7M A7M
Você com essa mania sensual ....de sentir e me olhar
D7M C7M A#7M A7M
Você com esse seu jeito contagiante....
D7M C7M A#7M A7M
fiel e sutil de lutar
Bm E/G# C#m F#7
Não sei não, assim você acaba me conquistando
Bm E/G# C#m F#7
Não sei não, assim eu acabo me entregando
D7M C7M A#7M A7M
Pois está fazendo uma ano e meio amor
D7M C7M A#7M A7M
Que eu estive por aqui
D7M C7M A#7M A7M
Desconfiado, sem jeito e quase calado
D7M C7M A#7M A7M
Quando fui bem recebido e desejado por você
D7M C7M A#7M A7M
Nunca como eu poderia esquecer amor
Bm E/G# C#m F#7
Ai, ai se naquele dia você foi tudo, foi demais pra mim
Bm E/G# C#m F#7
Ai, ai se naquele dia você foi tudo, fez de mim um anjo


Bm E/G# C#m F#7 Bm E/G# C#m7 F#7
Ive, Ive Ive Brussel, Brussel, Brussel, Brussel

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Gabriel, Rafael, Miguel

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Jorge Ben Jor
intro: F  C  G  Bb  C  G


F C G
Ôô, Ôô, Ôô
Bb C G
Ôô, Ôô, Ôô
F C G
Flap, flap, flap, fly, fly
Bb C G
Flap, flap, flap, fly, fly
F C G
Eles chegaram pra bombar
Bb C G
Eles chegaram pra bombar


F C G
Viram a nave-mãe pousando
Bb C G
Viram os três saltando
F C G
Tocando, cantando, dançando
Bb C G
Tocando, cantando, dançando
F C G
Flap, flap, flap, fly, fly
Bb C G
Flap, flap, flap, fly, fly
F C G
Ôô, Ôô, Ôô
Bb C G
Ôô, Ôô, Ôô



F C G Bb C G F C G
Gabriel,___ Rafael,___ Mi__guel
Bb C G
Gabriel, Rafael e Miguel



F C G
Estão na área pra limpar e harmonizar
Bb C G
Esse trio desfaz e espanta qualquer coisa ruim
F C G
Qualquer coisa fútil, qualquer baixo astral
Bb C G
Neutraliza ataques____ traiçoeiros
F C G
Derruba qualquer defesa braba
Bb C G
Em nome do amor, em nome do Pai
F C G
Ôô, Ôô, Ôô
Bb C G
Ôô, Ôô, Ôô
F C G
Flap, flap, flap, fly, fly
Bb C G
Eles chegaram pra bombar
F C G
Eles chegaram pra bombar


Bb C G
Gabriel
F C G
Alegria, educação, comunicação e graça
Bb C G
Rafaeeeeel
F C G
Esplendor, glória, cura e fraternidade
Bb C G
Migueeeeel
F C G
Beleza, harmonia, fé e esperança



Bb C G
Flap, flap, flap, fly, fly
F C G
Eles chegaram pra bombar
Bb C G
Eles chegaram pra bombar
F C G
Ôô, Ôô, Ôô
Bb C G
Ôô, Ôô, Ôô



F C G
Gabriel, Rafael e Miguel
Bb C G
Estão na área pra limpar e harmonizar



F C G
Hey, hey, hey, hey, hey...
Bb C G
Hey, hey, hey, hey, hey...


F C G Bb C G (até o final da música

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Funk Astrid

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Jorge Ben Jor
Olha o funk Astrid

Olha o funk, olha o funk
D
Olha o funk Astrid
G
Olha o funk, olha o funk

Olha o funk Astrid

D D7 G
Parabéns,____ Astrid
D
Miss símpatia
D7 G
Parabéns, pra você
D
Alô Astrid, como é que é?

Vai descer ou não vai descer?
G
Tá todo mundo esperando pra ver

Eu também quero ver, quero ver
D
Eu quero ver você dançar o funk miudinho

Eu quero ouvir você falar

Eu quero ouvir você cantar
G
Eu quero ver você apresentar Astrid
D
Dona da tarde

Emoções cativas, mentais
G
Vibrações alegres, sensuais e positivas
D D7 G
Parabéns,_____ Astrid
D
Miss símpatia
D7 G
Parabéns, pra você

D
Eu quero ver você dançar o funk miudinho

Eu quero ouvir você falar

Eu quero ouvir você cantar
G
Eu quero ver você apresentar Astrid
D
Dona da tarde

Emoções cativas, mentais
G
Vibrações alegres, sensuais e positivas
D D7 G
Parabéns,_____ Astrid
D
Miss símpatia
D7 G
Parabéns, pra você

D
Eu quero ver você dançar o funk miudinho

Eu quero ouvir você falar

Eu quero ouvir você cantar
G
Eu quero ver você apresentar Astrid
D
Dona da tarde

Emoções cativas, mentais
G
Vibrações alegres, sensuais e positivas

D
Olha o funk

Olha o funk, olha o funk
G
Olha o funk Astrid

Olha o funk, olha o funk
D
Olha o funk Astrid

Olha o funk, olha o funk

G D G D

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Eu bem que lhe avisei

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Jorge Ben Jor
intro: Am  Em7  Am  Em7


Em7 Am
Vai entrando, vai saindo
Em7 Am
Vai saindo, vai entrando
Em7 Am Em7 Am
Cuidado,____ olha o robô olhando
Em7
Pois em terra de Tarbossaurus
Am Em7 Am
Espinossaurus,___ Herrerassaurus, Tiranossaurus
Em7 Am Em7 Am
Não existem,___ Maracutaissaurus
Em7
Por isso é muito justo
Am
Que o mais querido mengão
Em7 Am
Seja a melhor equipe da nação
Em7 Am
Deu no rádio, na TV e no jornal
Em7 Am
Meu irmão
Em7 Am Em7
Rosana, que cachorro grande que você tem
Am
Que cachorrão
Em7
Bem criado, bem tratado
Am Em7 Am
Cuidado com a carrocinha meu bem
Em7 Am Em7 Am
Cuidado menina,____ que o bicho pode pegar
Em7
A vizinha faladeira
Am Em7 Am
Pode ver e espalhar
Em7 Am
Você anda pulando a cerca
Em7 Am
Pra lá e pra cá
D
Dando bandeira


C C
Eu bem que lhe avisei, eu bem que lhe avisei
D D
Eu bem que lhe avisei, eu bem que lhe avisei
C C
Eu bem que lhe avisei, eu bem que lhe avisei
D
Eu bem que lhe aviseeeei


Am Em7
Gentes, eloqüentes
Am Em7
Jogam pelas tangentes
Am Em7
Palavras e atos indecentes
Am Em7
Sem se importar
Am Em7
Com os erros contundentes
Am Em7
Que possam machucar
Am Em7
Pessoas alegres e inocentes
Am
Ô, ô
Em7
Eu bem que lhe avisei
Am
Ô, ô
Em7
Eu bem que lhe avisei
Am
Ô, ô
Em7 Am
Vai entrando, vai saindo
Em7 Am
Vai saindo, vai entrando
Em7 Am Em7 Am
Cuidado,____ olha o robô olhando
Em7
Eu bem que lhe avisei
Am
Ô, ô


Em7 Am Em7 Am

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Emílio

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Jorge Ben Jor
Tom: A


Intro: F#m7 Bm7 C#m7
F#m7 Bm7 C#m7
Não vai dar, vai dar
F#m7 Bm7 C#m7
Não vai dar, vai dar
F#m7
O guerenguê, o guerenguê
Bm7 C#m7
O guerenguê
F#m7
O guerenguê, o guerenguê
Bm7 C#m7
O guerenguê
F#m7 Bm7 C#m7
O Emílio quer comer acarajé
F#m7 Bm7 C#m7
Mas sara baiana não quer dá
F#m7 Bm7 C#m7
O Emílio está indócil está de pé
F#m7 Bm7 C#m7
Está com água na boca, atrás dessa coisa louca
F#m7 Bm7 C#m7
Mas Sara Baiana não quer dá
F#m7 Bm7 C#m7
Seu acarajé, seu munguzá
F#m7 Bm7
Ela diz que pra comer tem que conquistar
C#m7
Ou tem que pagar
F#m7 Bm7
Ela diz que pra comer tem que conquistar
C#m7
Ou tem que pagar
F#m7 Bm7 C#m7
Ondina avisa Amaralina
F#m7 Bm7 C#m7
Que o Emílio está na Pituba
F#m7
Chorando de fome
Bm7 C#m7
Chorando de paixão
F#m7 Bm7 C#m7
Comendo com os olhos este acarajé tentação
F#m7 Bm7 C#m7
Ai, ai, ai
F#m7 Bm7 C#m7
Ai, ai, ai
F#m7 Bm7 C#m7
Ui, ui, ui,
F#m7
Eh, eh, eh
Bm7 C#m7
Oh, oh, oh

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Comanche

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Jorge Ben Jor
intro: E G A B (2x)

E
Enquanto existir Deus no céu

Urubu não come folhas
E
Enquanto existir Deus no céu

Vou cantando numa boa


E
Enquanto existir Deus no céu

Urubu não come folhas
E
Enquanto existir Deus no céu

Vou cantando gente boa



E G
La la la la la la la
A
La la la la la
B
La la la la (2x)


E G
A minha mãe me chama,
A B
Comanche
E G
A minha mãe me disse,
A B
Comanche



E G
Descobriram a lua
A B
E querem descobrir o sol
E
Você o comanche
G
É um guerreiro
A B
Fique de olho aberto perdigueiro



E G
A minha mãe me chama,
A B
Comanche
E G
A minha mãe me disse,
A B
Comanche


E G
Você nasceu pra viver contente
A B
Com você e com toda gente
E G
Deus está no céu olhando
A B
E lhe passando harmonia
E G
Só depende de você
A B
Viver essa alegria



E G
A minha mãe me chama,
A B
Comanche
E G
A minha mãe me disse,
A B
Comanche (lá, lá, lá, lá, lá)
                

E G
La la la la la la la
A
La la la la la
B
La la la la (2x)


E G
A minha mãe me chama,
A B
Comanche
E G
A minha mãe me disse,
A B
Comanche
E G
A minha mãe me chama,
A B
Comanche
E G
A minha mãe me disse,
A B
Comanche (diz!)


E G
Enquanto existir Deus no céu
A B
Urubu não come folhas
E G
Enquanto existir Deus no céu
A B
Vou cantando gente boa


E G
Enquanto existir Deus no céu
A B
Urubu não come folhas
E G
Enquanto existir Deus no céu
A B
Eu vou cantando gente boa


E G A B
Comanche, comanche, comanche, comanche
E G A B
Comanche, comanche, comanche, comanche


Só a cozinha, só a cozinha!

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Chove chuva

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Chove chuva (samba, 1963) - Jorge Ben

Tom: Am
Intro: Am D7


Dm G7 Am
Chove chuva, chove sem parar,
Dm G7 Am
chove chuva, chove sem parar
A7 Dm G7 Am7
Pois eu vou fazer uma prece pra Deus nosso senhor,
Dm G7 Am7
Pra chuva parar de molhar o meu divino amor
D7 Am7
Que é muito lindo, é mais que o infinito,
Dm G7 Am7
é puro e belo inocente como a flor
Dm G7 Am7
Por favor chuva ruim, não molhe mais o meu amor assim
A7 Dm G7 Am7
Por favor chuva ruim, não molhe mais o meu amor assim

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Jorge Ben Jor
(Bm Em)

Disseram que ele não vinha, olha ele aí
Ai, ai caramba, ai, ai caramba
Ai, ai caramba, ai, ai caramba
E como já dizia Galileu na Galiléia
Malandro que é malandro não bobéia
Se malandro soubesse como é bom ser honesto
Seria honesto só por malandragem, caramba
Ai, ai caramba, ai, ai caramba
Ai, ai caramba, ai, ai caramba
Diziam também que a terra era quadrada
Mas ficou provada que a terra é redonda, caramba
Ai, ai caramba, ai, ai caramba
Ai, ai caramba, ai, ai caramba
Quem ama quer casa, quem quer casa quer criança
Quem quer criança quer jardim
Quem quer jardim quer flor
E como já dizia Galileu, isso é que é amor
Ai, ai caramba, ai ai caramba
Ai, ai caramba, ai, ai caramba

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Camisa 10 da Gávea

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Jorge Ben Jor
Tom: Am
Intro: Am - G

Am G
É falta na entrada da área
Am G
Adivinha quem vai bater
Am G
É o camisa 10 da Gávea
Am G
É o camisa 10 da Gávea
F G
Ele tem uma dinâmica
F G
Física rica e rítmica
F G
Seus reflexos lucidos
F G
Lançamentos e dribles desconsertantes
F G
Chutes maliciosos
F G
São como Flash eletrizante
Am G
Estufando a rede num possível gol de placa
Am G
Estufando a rede num possível gol de placa É GOL , É GOL
Am G
É falta na entrada da área
Am G
Adivinha quem vai bater
Am G
É o camisa 10 da Gávea
Am G
É o camisa 10 da Gávea
F G
O Galinho de Quintino, Chegou
F G F G
Com garra, fibra e amor
F G
Pode não ser o jogador perfeito
F G
Mas a sua malícia o faz com que seja lembrado
F G
Pois mesmo quando não está inspirado
F G
Ele procura a inspiração
Am G
E cada gol, cada toque, cada jogada
Am G
É um deleite para os apaixonados do esporte bretão
Am G
É falta na entrada da área
Am G
Adivinha quem vai bater
Am G
É o camisa 10 da Gávea
Am G
É o camisa 10 da Gávea
Etc.

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Bicho do mato

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Bicho do mato (samba, 1964) - Jorge Ben
Intro: G7M Am7 G7M Am7 G7M Am7 Bm7 Bbm7 Am7


G7M Am7 G7M Am7
Bicho do mato, nego teve aí
G7M Am7 G7M Am7
Bicho do mato, devagar pra não cair
G7M Am7 G7M Am7
Bicho do mato, nego teve aí
G7M Am7 G7M Am7
Bicho do mato, devagar pra não cair
Bm7 Am7 Bm7 Am7
Bicho do mato, bicho bonito danado
Bm7 Am7 Bm7 Bbm7 Am7
Bicho do mato, nego teve aí e disse assim
G7M Am7 G7M Am7
Bicho do mato, quero você pra mim
G7M Am7 G7M Am7
Eu só vou embora, se você disser que sim
G7M Am7 G7M Am7
Mas eu só ponho meu boné onde eu posso apanhar
G7M Am7 G7M Am7
Devagar se vai ao longe, devagar eu chego lá

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Bebete vãobora

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Jorge Ben Jor
Introdução: F#m E F#m G#m  2X


F#m E F#m G#m
Bebete vãobora pois já está na hora
F#m E F#m G#m
Bebete vãobora pois já está na hora
F#m E F#m
Olha que o galo canto e sol vai raiar
G#m
E você não parou de sambar
F#m E
Eu sei que você me é fiel
F#m G#m
Mas é que os vizinhos já estão a olhar e falar
F#m E F#m G#m
Eu sou o seu homem e você minha mulher
F#m E
Mas quem não chora não mama
F#m G#m
E o nosse nenêm já ta chorando querendo mamar
F#m E F#m
E você sabe muito bem que logo mais eu tenho que
G#m
trabalhar
F#m E F#m
Já não posso mais chegar atrasado e nem pensar em
G#m
faltar
F#m E F#m G#m
Pois o novo gerente não é lá muito meu amigo
F#m E F#m
E depois como é que eu posso comprar estando a perigo
G#m F#m
Novas Sandálias pra você sabar
E F#m G#m
Bebete oh Bebete
F#m E F#m G#m
Bebete vãobora pois já está na hora
F#m E F#m G#m
Bebete vãobora pois já está na hora


F#m E F#m
Olha que o galo canto e sol vai raiar
G#m
E você não parou de sambar
F#m E
Eu sei que você me é fiel
F#m G#m
Mas é que os vizinhos já estão a olhar e falar
F#m E F#m G#m
Eu sou o seu homem e você minha mulher
F#m E
Mas quem não chora não mama
F#m G#m
E o nosse nenêm já ta chorando querendo mamar
F#m E F#m
E você sabe muito bem que logo mais eu tenho que
G#m
trabalhar
F#m E F#m
Já não posso mais chegar atrasado e nem pensar em
G#m
faltar
F#m E F#m G#m
Pois o novo gerente não é lá muito meu amigo
F#m E F#m
E depois como é que eu posso comprar estando a perigo
G#m F#m
Novas Sandálias pra você sabar
E F#m G#m
Bebete oh Bebete
F#m E F#m G#m
Bebete vãobora pois já está na hora
F#m E F#m G#m
Bebete vãobora pois já está na hora

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Balança pema

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Jorge Ben Jor
Introd.: G6 Am7


G6
Balança Pema
Am7 G6
Balança sem parar
Am7 G6
Arrasta as sandálias
Am7 G6 Am7
Arrasta até gastar
G6 Am7
Pois quando você sambalança
Bm7 Am7
Sambalança meu coração também
G6 Am7
Ele sambalança certinho
Bm7 Bbm7 Am7 D7(9)
Juntinho com o seu vai e vem


G6
Balança Pema
Am7 G6
Balança sem parar
Am7 G6
Arrasta as sandálias
Am7 G6 Am7
Arrasta até gastar
G6 Am7
Se você jurar
Bm7
Me ensinar
Am7
A sambalançar assim
G6 Am7
Eu lhe darei uma sandália de prata
Bm7 Bbm7 Am7 D7(9)
Pra você sambalançar só pra mim.



G6
Balança Pema
Am7 G6
Balança sem parar
Am7 G6
Arrasta as sandálias
Am7 G6 Am7
Arrasta até gastar



Bm7 Bbm Am7 D7(9)
Din din don don don din din din don

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Jorge Ben Jor
intro: E  (G A B) (G A B) (G A) (G A) (G A)  E


E G
Chorava todo mundo,
A B E
Mais agora ninguém chora mais
G A
Chora mais, chora mais
B E G
Chorava todo mundo,
A B E G A B
Mais agora ninguém chora maaaaaaaais
E G A B
Chora maaaaaaaais


E
Chorava mãe
G A B
Ô, ô, ô, ô,
E
Chorava pai
G A B
Ô, ô, ô, ô,
E G A
Na hora da partida
B E G A
Mais era um beleza
B E G A
em vez de tristeza
B E G A
Mais era uma beleza
B E G A B
em vez de tristezaaaaaaaaaa


E
Chorava mãe
G A B
Ô, ô, ô, ô,
E
Chorava pai
G A
Ô, ô, ô, ô,


B E G
Chorava todo mundo,
A B E
Mais agora ninguém chora mais
G A
Chora mais, chora mais
B E G
Chorava todo mundo,
A B E
Mais agora ninguém chora mais
G A
Chora mais, chora mais


B E G
Pois o menino voltou. Ô, ô
A B E G A B
Voltou homem, voltou doutor
E G
Pois o menino voltou. Ô, ô
A B E G A B
Voltou homem, voltou doutor
E G A B
Menino que é bom não cai
E G
Pois já nasceu com a estrela
A B
E sempre a mente sã
E G A B
Menino que é bom não cai
E G A
Pois é protegido
B E G A B
De Iansã
E G A
Pois é protegido
B E G A
De Iansã (deixa cair)


B E G
Chorava todo mundo,
A B E
Mais agora ninguém chora mais
G A
Chora mais, chora mais
B E G
Chorava todo mundo,
A B E G A B
Mais agora ninguém chora maaaaaaaais
E G A B
Chora maaaaaaaais




E G A B (até o final da música)

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A banda do Zé Pretinho

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Jorge Ben Jor
intro: F#m 


F#m Bm C#m F#m Bm C#m
Para,____ animar a festa. Salve símpatia
F#m Bm C#m F#m
Para,____ animar a festa
Bm C#m
Boa noite, boa noite, bom dia
F#m Bm C#m F#m Bm C#m
Para,____ animar a festa. Salve símpatia
F#m Bm C#m F#m
Para,____ animar a festa
Bm C#m
Boa noite, boa noite, bom dia


F#m
A banda do Zé Pretinho chegou
F#m Bm C#m F#m Bm C#m
Para,____ animar a festa. Ô, ô


F#m Bm C#m F#m Bm C#m
Zambá, zambé, zambi, zambó, zambu. Zambá
F#m Bm C#m F#m Bm C#m
Zambá, zambé, zambi, zambó, zambu. Zambá


Bm
Samba Zé Pretinho
C#m
Samba, rei bonito
F#m
Crioulo que eu quero ver
Bm
Anima a festa, crioulo rei

Pôe alegria
C#m F#m
Bota a tristeza pra correr
Bm
Peça à banda pra tocar
C#m F#m
Que todos nós dançamos com você
Bm C#m
Mistura bumbo com violino, pandeiro, cuíca, trambone,
F#m
ganzá, guitarra e violão
Bm
E salta de banda pra gente ver
C#m F#m
Que nós queremos aprender com você, hei
Bm
Com você, hei
F#m
Com você, hei
Bm
Com você, hei
F#m
Com você, hei
Bm C#m
Com vocêêêê
F#m Bm C#m
Crioulo rei, crioulo
F#m Bm C#m
Crioulo rei, crioulo
F#m
Esse, esse, esse, esse, esse

É Zé Pretinho zé, zé, zé, zé

Esse, esse, esse, esse, esse

É Zé Pretinho zé, zé, zé, zé


F#m Bm C#m F#m Bm C#m
Para,____ animar a festa. Salve símpatia
F#m Bm C#m F#m
Para,____ animar a festa
Bm C#m
Boa noite, boa noite, bom dia
F#m Bm C#m F#m Bm C#m
Para,____ animar a festa. Salve símpatia
F#m Bm C#m F#m
Para,____ animar a festa
Bm
Boa noite, boa noite, bom dia
C#m
De olho no play, de olho no play!


F#m Bm C#m


F#m Bm C#m
Zé Pretinho. Zé, zé
F#m Bm C#m
Zé Pretinho. Zé, zé
F#m Bm C#m
Zé Pretinho. Zé, zé
F#m Bm C#m F#m Bm C#m
Para,____ animar a festa. Salve símpatia
F#m Bm C#m F#m
Para,____ animar a festa
Bm C#m
Boa noite, boa noite, bom dia


F#m
A banda do Zé Pretinho chegou, em cima
F#m Bm C#m F#m
Paraaa____ animar a festa


Oh! Velho, velho, velho!

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Mano Caetano

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Jorge Ben Jor
Tom: G
Int.:
G7


C7
Lá vem o mano, meu mano Caetano
G7 C7
Lá vem o mano, meu mano Caetano
Eb7 D7
Ele vem sorrindo, ele vem cantando
G7 C7
Ele vem feliz, pois ele vem voltando
G7 F7
Lá vem meu mano Caetano
Bb7 Eb7 Ab7
Menino adorado, menino encantado
C7 G7
É o mano Caetano
C7
Lá vem o mano, meu mano Caetano
G7 C7
Lá vem o mano, meu mano Caetano

Lá vem o mano Caetano
F7 Bb7
Vem numa linda estrada verde
F7 Bb7
Cheia de sol e rosas amarelas
Eb7 Ab7
Lá vem o menino de camisolas brancas
C7
Debaixo de um lindo céu azul
G7
Verde e amarelo, azul e branco
C7
Lá vem o mano, meu mano Caetano
G7 C7
Lá vem o mano, meu mano Caetano
(G7 C7)
Lá vem o mano Caetano

Cae, Cae, é Caetano

Cae, Cae, é Caetano

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Cinco minutos

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Jorge Ben Jor
Intr.: F  E  Eb  D C#  G  F#  Dm


C
Pedi você
F#
Prá esperar 5 minutos só

Você foi embora
Dm
sem me atender
G
Não sabe o que perdeu
F#
Pois você não viu,

você não viu...
Dm
Como eu fiquei
G
Pedi Você
F#
Prá esperar 5 minutos só

você foi embora,

embora, embora
Dm
sem me atender...
G
pois você não viu,

não viu, não viu
Dm
como eu fiquei
F E
dizem que foi chorando,
Eb D C#
sorrindo, cantando
F
Os meus amigos,
E
meus amigos, até disseram
E D
Que foi amando, amando
G
Pois você não sabe,

você não sabe
F#
E nunca, e nunca,

E nunca, e nunca,

E nunca, e nunca,
Dm
Vai saber porque
C
Pois você não sabe
F#
quanto vale cinco minutos,
Dm
Cinco minutos na vida

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Fio Maravilha

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Foto: O jogador Fio e Jorge Ben

Futebol e música popular, duas paixões brasileiras, sempre conviveram bem, com cantores e compositores pretendendo mostrar habilidades de craques (Chico Buarque, Paulinho da Viola) em suas peladas e craques de verdade (Pelé, Júnior) se arriscando vez por outra em canções ou cantorias.

Houve até um jogador Roberto Cunha ponta-direita do Flamengo e do São Cristóvão, que chegou a titular da seleção brasileira, atuando no Sul-Americano de 37 e na Copa do Mundo de 38 (marcou o gol da vitória do Brasil contra a Tchecoslováquia) e que é autor de um samba de relativo sucesso, “Fui a Paris”, gravado por Moreira da Silva em 1942.

Essa mútua admiração acabaria gerando um bom repertório de canções que enaltecem as glórias da seleção, dos clubes e de um sem número de heróis futebolísticos como Leônidas da Silva, Pelé, Garrincha, Zico e... Fio (João Batista de Sales), inspirador de “Fio Maravilha”, que nem seria tão herói assim, jamais tendo se firmado nos times por onde passou. Mas, o flamenguista “doente” Jorge Ben se encantou com a figura desse atacante rubro-negro, dentuço e desengonçado, capaz de mesclar gols de mestre com jogadas bisonhas de principiante.

Então, Ben o colocou nas alturas, homenageando-o com uma criação, cujo refrão empolgante reafirma o seu decantado suíngue: “Fio Maravilha / nós gostamos de você / (...) / Fio Maravilha / faz mais um pra gente ver.” Este último verso se refere a um gol espetacular (“gol de anjo, um verdadeiro gol de placa”), descrito, lance por lance, na primeira parte da composição: “Aos trinta e três minutos do segundo tempo / depois de fazer uma jogada celestial em gol / tabelou, driblou dois zagueiros / deu um toque, driblou o goleiro / só não entrou com bola e tudo / porque teve humildade em gol.”

Só mesmo Jorge Ben para transformar uma narrativa de locutor esportivo em música e Fio em um novo Garrincha... O fato é que “Fio Maravilha” ganhou em 1972 o VII Festival da Canção da Rede Globo, fase nacional, empatado com “Diálogo”, de Baden Powell e Paulo César Pinheiro. Na ocasião a música foi muito bem defendida pela cantora mineira Maria Alcina, até então praticamente desconhecida, que impressionou a platéia com seu jeito extravagante, sua voz andrógina e seu físico, que lembra a antiga vedete Josephine Baker.

Já o VII FIC foi o último do ciclo dos festivais, encerrando assim uma fase auspiciosa da MPB na televisão, com grande proveito para ambas as partes. O mais curioso da história desta canção, porém, ainda estava por acontecer: o homenageado processou o compositor (perdeu a ação em 1973), ocasionando a mudança do título, que passou para “Filho Maravilha”, e a troca do verso “a galera agradecida assim cantava” por “a magnética agradecida assim cantava”.

Jorge Ben, que ainda em 72 lançou o sucesso “Taj Mahal”, depois plagiado por Rod Stewart em “Do Ya’ Think I’m Sexy” tem outras composições futebolísticas — “Zagueiro”, “Camisa 10 da Gávea” (Zico) e “Umbabarauma”, esta sobre o futebol africano (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Fio Maravilha (1972) - Jorge Ben Jor

Tom: F#m
Int.:
A7+ E5+/7 A7+



F#m D E F#m D E
E novamente ele chegou com inspiração
F#m D
Com muito amor, com emoção
E F#m D E
Com explosão e gol, gol
F#m D E
Sacudindo a torcida aos 33 minutos
F#m D E
Do segundo tempo
F#m D E
Depois de fazer uma jogada celestial
F#m D E
Em gol, gol
F#m D E
Tabelou, driblou dois zagueiros
F#m D E
Deu um toque driblou o goleiro
F#m D
Só não entrou com bola e tudo
E F#m D E
Porque teve humildade em gol, gol
F#m
Foi um gol de classe
D E F#m D E
Onde ele mostrou sua malícia e sua raça
F#m
Foi um gol de anjo
D E
Um verdadeiro gol de placa (2x)
F#m D E
Que a galera agradecida assim cantava
F#m Bm C#m
Fio Maravilha, nós gostamos de você
F#m Bm C#m F#m Bm C#m
Fio Maravilha faz mais um pra gente ver (2x)

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Jorge Ben Jor

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Jorge Ben Jor
Jorge Duílio Lima Meneses nasceu no Rio de Janeiro RJ em 22 de Março de 1942. Filho de Augusto Meneses, estivador, feirante, pandeirista do bloco carioca Cometas do Bispo, cantor e compositor carnavalesco, e de Silvia Saint Ben Lima, etíope, morava numa favela da Rua do Bispo, no bairro de Rio Comprido.
Aos 13 anos ganhou um pandeiro e começou a tocar num regional; aos 15, cantava no coro da igreja do Colégio Diocesano São José, onde fez o ginásio. Gostava muito de jogar futebol e chegou, inclusive, a integrar a equipe infanto-juvenil do Flamengo. Aos 18 anos, quando servia o Exército, a mãe lhe deu um violão e um método para principiantes.
Tocando e cantando bossa nova, rock e twist, costumava apresentar-se em festinhas de amigos. Por 1961, o contrabaixista do Copa Trio, Manuel Gusmão, convidou-o para ensaiar com seu conjunto. Nessa época, Zé Maria, organista e líder de conjunto que se apresentava no Beco das Garrafas, descobriu-o e levou-o como pandeirista para se apresentar no Little Club, e, logo depois, no Bottle’s, tocando violão e cantando suas musicas. Ainda por volta de 1961, atuou como cantor de rock na boate Plaza, em Copacabana.
Em 1963 voltou ao Bottle’s, acompanhado pelo Copa Cinco (Meireles no sax, Pedro Paulo no trompete, Toninho no piano, Dom Um na bateria e Manuel Gusmão no baixo) e Zé Maria colocou duas músicas suas – Mas que nada e Por causa de você –, no LP Tudo azul, de cuja gravação o compositor participou como ritmista e como cantor do coro. No dia seguinte foi contratado pela Philips e lançou o primeiro 78 rpm, com essas músicas, acompanhado pelo Copa Cinco, obtendo grande êxito. Também desse ano e o primeiro LP, Samba esquema novo, também de grande sucesso, e o segundo, Sacudin Ben samba.
Em 1964 sua composição Chove chuva foi gravada ao vivo, no Teatro Paramount, e incluída no terceiro LP, Ben é samba bom. No ano seguinte, a convite do Ministério das Relações Exteriores, foi aos EUA, onde, durante três meses, se apresentou em universidades e clubes. De volta ao Brasil, encontrou dificuldades em se situar no panorama musical brasileiro, dividido entre o iê-iê-iê da Jovem Guarda e os sambas e marchas carregados de conteúdo social.
Essa situação, agravada pelo relativo fracasso de seus dois últimos LPs, provocou incidentes embaraçosos: depois de ensaiar para o programa da TV Record O Fino da Bossa, foi excluído pouco antes de entrar no palco, por ter se apresentado, no dia anterior, a convite de Roberto Carlos, no programa Jovem Guarda da mesma emissora, cantando Agora ninguém chora mais, bem recebida pelo publico do auditório.
Enquanto Mas que nada e Chove chuva chegavam as paradas de sucesso, nos EUA, lançados por Sérgio Mendes, e, em seguida, suas músicas Zazueira e Nena naná eram gravadas, respectivamente, por Herp Albert e José Feliciano, sua carreira atravessava momento difícil: os três compactos seguintes, lançados pela Mocambo, foram recebidos com frieza pelo público e pela crítica.
Um dos responsáveis pela fixação do funk na cultura carioca e pela injeção da soul music no samba, gravou em 1967 o LP O Bidu – Silêncios no Brooklin, que incluía maracatus misturados ao rock’n roll. Somente no final de 1968 suas composições reencontraram o caminho do sucesso, depois de apresentação como convidado no programa Divino Maravilhoso, de Caetano Veloso e Gilberto Gil, na TV Tupi.
Nos primeiros meses de 1969 teve êxito com Cadê Teresa, Que pena, Que maravilha (com Toquinho), Minha menina, Domingas, País tropical. No mesmo ano participou do IV FIC, da TV Globo, no Rio de Janeiro, com Charles Anjo 45 e, em 1970, apresentou Eu também quero mocotó, no V FIC, interpretada pelo maestro Erlon Chaves, a Banda Veneno e o Trio Mocotó.
Ainda nesse ano sua musica Domingas foi muito aplaudida no MIDEM, em Cannes, França. Em 1972 fez temporadas na Itália, Portugal e Japão, onde chegou a gravar um LP ao vivo. Participou em 1972 do VII FIC, com a música Fio Maravilha, classificada em primeiro lugar na interpretação de Maria Alcina.
Em 1974 lançou dois LPs bem sucedidos: Jorge Ben – dez anos depois e Os alquimistas estão chegando. No ano seguinte gravou, com Gilberto Gil, um álbum duplo intitulado Gil-Jorge, e realizou apresentação única no Teatro Sistina, em Roma, Itália, gravada ao vivo pela televisão italiana. Nos anos de 1980, popularizou-se no exterior.
Em 1989 lançou o LP Alô, alô, como vai?, pela Som Livre, que alem da canção-título inclui Cae, cae, Caetano, Lady Benedicta e A cegonha me deixou em Madureira. Em 1989, por problemas de direitos autorais, alterou seu sobrenome para Jorge Ben Jor. Em 1990 lançou W Brasil e, em 1991, Jorge Ben Jor ao vivo no Rio.
Em 1995 lançou o CD World dance, pela WEA, com os sucessos Pisada de elefante, W/ Brasil e Alcohol, todas de sua autoria. No mesmo ano, foi contratado pela Sony e lançou Homo Sapiens, que inclui o sucesso Gostosa, além de Rabo preso e da música em espanhol Maria Luísa.
Em novembro de 1997, lançou o CD Músicas para tocar em elevador (Sony), com participações de Carlinhos Brown, Paralamas do Sucesso e Fernanda Abreu, entre outros artistas. (Página dedicada ao amigo Simone Morini, Itália).
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha
Algumas músicas cifradas:
A banda do Zé Pretinho, Agora ninguém chora mais, Balança pema, Bebete vãobora, Bicho do mato, Camisa 10 da Gávea, Caramba... Galileu da Galiléia, Carolina Carol Bela, Charles Anjo 45, Chove chuva, Cinco minutos, Comanche, Emílio, Eu bem que lhe avisei, Fio Maravilha, Funk Astrid.
Gabriel, Rafael, Miguel, Ive Brussel, Jesualda, Jorge da Capadócia, Mano Caetano, Mas que nada, Mexe mexe, Minha menina, Minha teimosia, uma arma pra te conquistar, Morre o burro, fica o homem, O circo chegou, O rei é Rosa Cruz, O telefone tocou novamente, Os alquimistas estão chegando.
País tropical, Por causa de você menina, Que maravilha, Que pena, Roberto, corta essa, Salve Simpatia, Santa Clara clareou, Senhora dona da casa, Spyro Gyra, Taj Mahal, Take it easy my brother Charles, Tupinambás, Turba Philosoforum, Umbabarauma,W/Brasil, Xica da Silva, Zagueiro, Zazueira, Zumbi.

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Elza Laranjeira

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Elza Laranjeira
A cantora Elza Laranjeira nasceu em Bauru, SP, e faleceu em São Paulo em 22/7/1986. Aos dez anos já se apresentava cantando na Rádio Clube de Bauru. Professora pela escola normal de Bauru, foi mais tarde para São Paulo SP, onde começou a cantar na Rádio Cruzeiro do Sul, substituindo Leny Eversong num programa de Blota Júnior.
Em 1945 transferiu-se, com Blota Júnior, para a Rádio Record. Suas primeiras gravações, na antiga Star (depois Copacabana), foram as dos sambas Foi sem querer (Simonetti e Maragliano) e Quando eu era pequenina (Simonetti e Donato), e das canções Dia das mães e Poema das duas mãozinhas, passando depois a lançar vários sucessos.
Teve êxito em países latino-americanos, principalmente no Uruguai. Em 1951 conquistou o prêmio Roquete Pinto de melhor cantora. Durante longo período atuou em shows das boates paulistanas, sendo considerada uma das maiores intérpretes de Dolores Duran.
Entre suas principais gravações estão A noite do meu bem (Dolores Duran) e Eu sei que vou te amar (Tom Jobim e Vinícius de Moraes), ambas pela RGE.
No início da década de 1960 deixou a Rádio Record, transferindo-se para o Rio de Janeiro e passando a se apresentar na Rádio Nacional. Mais tarde, afastou-se da vida artística, só retornando em 1975, quando voltou a cantar na boate Samba Enredo, de São Paulo.

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Altamiro Carrilho

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O instrumentista e compositor Altamiro Carrilho (Altamiro Aquino Carrilho) nasceu em Santo Antônio de Pádua, RJ, em 21/12/1924. Ainda menino, começou a tocar numa flautinha de bambu. Concluiu apenas o curso primário, pois, quando tinha nove anos, seu pai ficou muito doente e ele precisou trabalhar numa tamancaria para ajudar a família.
Aos onze anos empregou-se como prático de farmácia, passando a tocar tarol na Banda Lira de Árion, formada quase que por inteiro de seus parentes. Em 1940 mudou-se para Niterói RJ com a família, continuando a trabalhar em farmácia e passando a estudar música a noite, com o flautista amador Joaquim Fernandes. Por essa época, começou a freqüentar, no Rio de Janeiro RJ, os programas de rádio dos flautistas Dante Santoro e Benedito Lacerda, e, com uma flauta de segunda mão, iniciou suas apresentações em programas de calouros, conseguindo tirar o primeiro lugar no programa de Ary Barroso.
Sua grande capacidade de improvisação chamou a atenção de muitos artistas, o que o levou a participar de vários grupos. Estreou em disco em 1943, participando da gravação de um 78 rpm de Moreira da Silva, na Odeon.
Em 1946 integrou o conjunto de Ademar Nunes, na Rádio Sociedade Fluminense; um ano depois, entrou para o conjunto de César Moreno, tocando nas rádios Tamoio e Tupi; e, em 1948, passou a fazer parte do conjunto de Rogério Guimarães, na Radio Tupi. No ano seguinte, gravou na Star seu primeiro disco, Flauteando na chacrinha, choro de sua autoria.
Em 1950 formou conjunto próprio para tocar na Rádio Guanabara, onde permaneceu até maio de 1951, quando foi convidado a integrar o Regional do Canhoto, substituindo Benedito Lacerda. O regional tocava na Radio Mayrink Veiga e acompanhava, em gravações, cantores como Orlando Silva, Vicente Celestino, Sílvio Caldas e outros.
Apareceu, em 1951, no filme Mulher do Diabo (direção de Milo Marbisch), e formou em 1955 a Bandinha de Altamiro Carrilho, com ele na flauta ou flautim, e mais acordeom, pistom, clarineta, tuba, bateria e pratos. Um ano depois, a bandinha ja gravava seu maxixe Rio antigo, que fez grande sucesso.
De 1956 a 1958, a bandinha ganhou prestígio e popularidade com seu programa Em Tempo de Música, na TV Tupi. Em 1957 deixou o Regional do Canhoto, sendo substituído por Carlos Poyares. Na década de 1960, passou grandes periodos excursionando pelo exterior: em 1963, apresentou se em Portugal, Espanha e França; em 1964, na Inglaterra (onde gravou para a BBC), Alemanha, Libano e Egito; em 1966, na entao U.R.S.S.; em 1968, no México, onde ficou um ano; em 1969, nos E.U.A.
Com a redescoberta do choro a partir da década de 1970, tornou-se um dos flautistas mais requisitados, como solista e como acompanhante em gravações de choro e samba tradicional.
Apesar de ser músico popular, tocou, em novembro de 1972, no Teatro Municipal, do Rio de Janeiro, o Concerto em sol, de Wolfgang Amadeus Mozart (1756—1791). Nos anos de 1974 e 1975, fez o arranjo musical e o acompanhamento dos discos 100 anos de música popular brasileira 1, 2 e 3, da série MPB 100 ao vivo — Projeto Minerva, lançados pela Tapecar.
Em 1977 lançou pela Philips o LP Antologia da flauta. Em 1985 participou do álbum triplo Velhos sambas... Velhos bambas, produzido pela EENAB, e, dois anos depois, acompanhou Elisete Cardoso em sua tournee pelo Japão. Em 1997, a gravadora Tom Brasil lançou a série Música Viva, incluindo o CD Brasil musical, parceria com Arthur Moreira Lima. Toca vários tipos de flauta e ja gravou 69 discos.

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Tambá-Tajá

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Waldemar Henrique
E7+    Fº   F#m4/7   F7/5-

Tamba-Tajá, me faz feliz

E7+ Fº F#m B7

Que meu amor me queira bem

G#m Gm6/5+ F#m4/7 F7/5-

Que meu amor seja só meu, de mais ninguém

G#m7 Gm6/4+ F#m4/7 F7/5-

Que seja meu, todinho meu, de mais ninguém

E C#7/9- F#m B7

Tamba-Tajá me faz feliz

G#m7 Gm6/5+ F#m

Assim o índio carregou

B7

Sua macuxy

G#m7 Gm6/5+ F#m B7 G#m

Para o roçado, para a guerra, para a morte

Gm6/5+ F#m B4/7

Assim carregue o nosso amor à boa sorte

G#m Gm6/5+ F#m4/7 F7/5-

Tamba-Tajá...

G#m7 Gm6/5+ F#m B7

Que ninguém mais possa beijar o que beijei

G#m7 Gm6/5+ F#m B7 G#m

Que ninguém mais escute aquilo que escutei

Gm6/5+ F#m B7/9-

Nem possa olhar dentro dos olhos que olhei

G#m Gm6/5+ F#m4/7 F7/5-

Tamba-Tajá...

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Uirapuru - Waldemar Henrique

Certa vez de montaria
Eu descia um "paraná"
O caboclo que remava
Não parava de falar, ah, ah
Que caboclo falador!

Me contou do "lobishomi"
Da mãe-d'água, do tajá
Disse do juratahy
Que se ri proluar, ah, ah
Que caboclo falador!

Que mangava de visagem
Que matou surucurú
E jurou com pavulagem
Que pegou uirapuru, ah, ah
Que caboclo tentadô

Caboclinho, meu amor
Arranja um pra mim
Ando roxo pra pegar
Unzinho assim...

O diabo foi-se embora
Não quis me dar
Vou juntar meu dinheirinho
Pra poder comprar

Mas no dia que eu comprar
O caboclo vai sofrer
Eu vou desassossegar
O seu bem querer, ah, ah
Ora deixa ele pra lá...

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Sem seu

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Sem seu - Waldemar Henrique

Sem Seu
É de Congoricó, miriti tome lá
É de Congoricó, miriti tome lá
Não posso te amar

Sem Seu
É de Congoricó, miriti tome lá
É de Congoricó, miriti tome lá
Não posso te amar

Sem Seu sou de Maionghê
Sem Seu não posso te amar
Neto de Aruanda
Filho de Yemanjá
Lá no meu sertão, ó bujanjo
Sou Ogã de Ori
Lá no meu sertão, ó bujanjo
Sou Ogã de Ori

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No Jardim de Oeira

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No Jardim de Oeira - Waldemar Henrique

No Jardim de Oeira
Onde eu me criei
Lá tinha uma rosa
Nela eu me encantei
Aruê de minha São Benedito
Na coroa de anjo
Tem congá
Auê, auê, auá
Na coroa de anjo
Tem congá

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Manha-Nungara

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Manha-Nungara - Waldemar Henrique

Do alto palmar d'uma juçara
Vem o triste piar da iumara
Os tajás pelos terreiro estão chorando
E no rio, resfolegando
O boto-branco boiou
Sentada na rede, cunha está rezando
A reza que Manha-Nungara ensinou...

Tupã, quem foi que me enfeitiçou?

- Manha-Nungara!
O grito rolou pela caiçara
Mãe-Velha se espantou
Embaixo, na treva do rio
Dois corpos em cio
Lutando, enxergou...

E pelo barranco
De novo soou
O grito de angústia
Que a cria soltou:
-Manha-Nungara!

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Hei de morrer cantando

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Hei de morrer cantando - Waldemar Henrique

Oh! Dan dan
Oh! Dan dan
Eu hei de morrê cantando
Agarrado no meu cotcho

Quando me vires chorando, menina
É meu amor que vai s'imbora
Cajueiro já deu flor
Toda a mata s'enfeitou
É meu bem que vai chegar
É meu bem que já chegou

Oh! Dan dan
Oh! Dan dan
Eu hei de morrê cantando
Agarrado no meu cotcho

Oh! Dan dan
Oh! Dan dan

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Foi boto, sinhá!

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Foi boto, sinhá! (Tajá-panema)
(Waldemar Henrique e Antônio Tavernard)

Tajá-panema chorou no terreiro
Tajá-panema chorou no terreiro
E a virgem morena fugiu pro costeiro

Foi boto, sinhá
Foi boto, sinhô
Que veio tentá
E a moça levou
E o tal dancará
Aquele doutô
Foi boto, sinhá
Foi boto, sinhô

Tajá-panema se pôs a chorar
Tajá-panema se pôs a chorar
Quem tem filha moça é bom vigiá!

Tajá-panema se pôs a chorar
Tajá-panema se pôs a chorar
Quem tem filha moça é bom vigiá!

O boto não dorme
No fundo do rio
Seu dom é enorme
Quem quer que o viu
Que diga, que informe
Se lhe resistiu
O boto não dorme
No fundo do rio...

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Curupira

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Curupira - Waldemar Henrique

Já andei três dias e três noites pelo mato
Sem parar
E no meu caminho não encontrei nenhuma
Caça pra matar
Só escuto pela frente pelo lado o Curupira
Me chamar
Ora aqui, ora ali, se escondendo sem
Parar num só lugar
Por esse danado muitas vezes me perdi
Na caminhada
E nem padre nosso me livrou desse
Danado da estrada
Curupira feiticeiro
Sai de trás do castanheiro
Pula pra frente
Defronta com a gente
Negrinho covarde matreiro
Deixa o caboclo passar

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Coco peneruê

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Coco peneruê - Waldemar Henrique

Olha'o coco peneruê
Olha'o coco peneruá

'Sta nega é o coco de stambiro biro biro
Sta nega é o coco do stambiro biro á

Olha'o coco peneruê
Olha'o coco peneruá
Olha'o coco peneruê
Sacode o coco e olha o coco peneruá

Roda volante puxa avante manivela
Meu mano carrega nela e bota o azeite
No mancá
Tenho uma faca, uma pistola, uma riuna
Quando o cabra se arripuna
Bole em baixo o tiro pá!!!

Olha'o coco peneruê
Olha'o coco peneruá
Olha'o coco peneruê
Sacode o coco e olha o coco peneruá

Coco peneruê
Coco penuruá

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Boi-bumbá

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Boi-bumbá - Waldemar Henrique

Ele não sabe que seu dia é hoje
Ele não sabe que seu dia é hoje
Ele não sabe que seu dia é hoje
Ele não sabe que seu dia é hoje

O céu forrado de veludo azul-marinho
Venho ver devagarinho
Onde o Boi ia dançar
Ele pediu pra não fazer muito ruído
Que o Santinho distraído
Foi dormir sem celebrar

E vem de longe o eco surdo do bumbá
Sambando
A noite inteira encurralado
Batucando
E vem de longe o eco surdo do bumbá
Sambando
A noite inteira encurralado
Batucando

Bumba meu Pai do Campo
Bumba meu boi bumbá

A Estrela Dalva lá no céu já vem surgindo
Para ouvir galo cantar
Na minha rua resta cinza da fogueira
Que passou a noite inteira
Fagulhando para o ar

E vem de longe o eco surdo do bumbá
Sambando
A noite inteira encurralado
Batucando

Bumba meu Pai do Campo
Bumba meu boi bumbá

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Abaluaiê

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Abaluaiê - Waldemar Henrique

Ó rei do mundo
Perdão Abaluaiê
Ele veio do mar, Abaluaiê
Ele é forte, ele veio, Abaluaiê
Salvar...

A tô tô li, Abaluaiê
Cambône sala na muxila gôlô-ê
Cambône sala na muxila gôlô-ô
Bença meu pai!

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Abá-Logum

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Abá-Logum - Waldemar Henrique

Amanquê ojarê Abá-Logum ia coroa onirê
Abá-Logum ia coroa onirê
Abá-Logum ia coroa onirê

Abá-Logum ia coroa aiô
Ia manquera, ia manquerea
Ia manquera, undá
Abá-Logum ia coroa aiô

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Waldemar Henrique

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O compositor e pianista Waldemar Henrique (Waldemar Henrique da Costa Pereira) nasceu em Belém do Pará (15/2/1905) e faleceu na mesma cidade em 28/3/1995. Depois de passar a infância na cidade do Porto, Portugal, regressou ao Brasil e iniciou-se na música.
Começou a estudar solfejo e piano com Nicote de Andrade, em 1918, em Belém. Em seguida, fez cursos de violino, harmonia, composição e canto. Seu primeiro sucesso, Minha terra, é de 1923. Em 1929 ingressou no Conservatório Carlos Gomes, onde foi aluno de Filomena Brandão Baars e do maestro Ettore Bosio e de Beatriz Simões.
Em fins de 1933 transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde estudou piano, composição, orquestração e regência com Barroso Neto, Newton Pádua, Athur Bosmans, Lorenzo Fernandez e Outros. Dedicou-se especialmente à composição, sobretudo de canções, de inspiração folclórica principalmente amazônica, mas também indígena, nordestina e afro-brasileira.
Trabalhou em rádios, teatros e cassinos do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, além de haver realizado excursões por todo o Brasil, Argentina, Uruguai, França, Espanha e Portugal. Nessas viagens, apresentava-se com sua irmã, a cantora Mara Costa Pereira (Mara Henrique Ferraz, 1916—1975).
Durante alguns anos, no Rio de Janeiro, dedicou-se ao magistério e produziu programas para diversas emissoras, como a Rádio Roquette Pinto, de que foi diretor da seção de música orquestral. Por comissionamento do Itamaraty, realizou excursões artísticas pela França, Espanha e Portugal, em 1949 e 1955, e pelo Paraguai, Uruguai e Argentina, em 1953 e 1954.
Em 1956 gravou seu primeiro LP, com interpretaçao vocal de Jorge Fernandes. Em 1958, sua música-tema para Morte e vida Severina, poema dramático de João Cabral de Meio Neto (1920—), obteve o prêmio Jornal do Comércio, como o melhor do ano. Dirigiu por mais de dez anos o Teatro da Paz, de Belém.
Até 1967 trabalhou no Departamento de Cultura e no Teatro Municipal, do Rio de Janeiro. Em 1978 a Funarte publicou Waldemar Henrique: o canto da Amazônia, de José Claver Filho, volume 2 da Coleção MPB. Foi eleito em 1981 para a Academia Brasileira de Música.
Ao completar 80 anos, em 1985, foi homenageado em desfile de escola de samba, em Belém, cidade onde há um teatro que leva seu nome. Escreveu mais de 120 canções ao longo de sua carreira.
Obras
Abá-Logum, 1948; Abaluaiê, 1947; Adeus, 1961; Boi-bumbá, 1934; Cabocla malvada, 1932; Canção dos remadores, 1938; Cobra grande, 1934; Coco peneruê, 1934; Curupira, 1934; Essa negra fulô, 1935; Eu me agarro na viola, 1936; Matintaperera, 1933; Meu boi vai-se embora, 1936; Meu último luar, 1934, Minha terra, 1923; Morena, 1935; No jardim de Oeira, 1948; Rolinha, 1935; Sem seu, 1952; Senhora dona Sancha, 1932; Sonho de curumim, 1937; Tamba-Tajá, 1934, Trem de Alagoas, 1939; Uirapuru, 1934; A vela que passou, 1936.
CD
O canto da Amazônia, Projeto Uirapuru vol. 2, 1997, Secult Pará PA0010.
Algumas letras do compositor:

Abá-Logum, Abaluaiê, Boi-bumbá, Coco peneruê, Curupira, Foi boto, sinhá!, Hei de morrer cantando, Manha-Nungara, No Jardim de Oeira, Sem seu, Tambá-Tajá, Uirapuru.

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General Gasparino

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General Gasparino (Gasparino de Castro Carneiro Leão), instrumentista e compositor, morou em São Paulo, capital, e faleceu, na mesma cidade, no ano de 1919. Oficial do Exército e músico, freqüentava as rodas dos chorões da época. Foi professor de flauta e também compôs, destacando-se a polca Ibiapina, a modinha A flor do ipê, com letra de Catulo da Paixão Cearense, e o tango Indígena, que também ganhou versos de Catulo, com o título Ave Maris do sertanejo.
Reminiscencias dos chorões antigos - Por Alexandre Gonçalves Pinto:
"... musico de cultura, e valor. Era professor de flauta e de grande saber. De uma educação finissima e posição elevada. Occupou cargo de grande responsabilidade. Nos seus labios a sua flauta era um primor, conhecia bem as musicas dos velhos chorões, que tocava com grande facilidade, conhecia tambem o classico com grande maestria. Tem em diversos cadernos de alguns chorões, composições suas de alta belleza. Infelizmente tambem como muitos de seus companheiros já dorme o somno eterno. Felizmente ainda tenho em meu archivo uma bella e chorosa polka, com o nome "Ipibiana".

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Licas

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O instrumentista Licas viveu no Rio de Janeiro entre os fins dos séculos XIX e XX. Tipógrafo, residente no subúrbio da Piedade, começou carreira musical como flautista. Integrou a banda do Corpo de Bombeiros, sob a direçao de Anacleto de Medeiros, destacando-se como executante de bombardino e bombardão.
Freqüentou as rodas de choro mais famosas de sua época, ao lado de Candinho Trombone, Anacleto de Medeiros, Cupertino de Menezes, Catulo da Paixão Cearense, Mano Cavaquinho e Sátiro Bilhar.
Ficaram famosos os contracantos que fazia no bombardino, imitando os baixos melódicos do violao.
Reminiscencias dos chorões antigos - Por Alexandre Gonçalves Pinto:
"Lica, era typographo, morava na rua Sá, em Piedade, foi um grande bohemio e um grande chorão, bombardão falado e conquistado, fazia gosto vel-o tocar, por esta razão era deveras apreciado pelos amantes dos "chôros" pela sua sympathia, conhecia o seu instrumento demais, por este motivo executava com muita cadencia, conhecedor de seu mecanismo, dava sempre preferencia em acompanhar flauta, cavaquinho e violão, sendo pelos mesmos acclamado tal era a macieza de seu sôpro e suavidade das notas melodiosas de seu bombardão.
Houve um tempo em que elle se dedicou á flauta e com este instrumento fez prodigios no meio dos chorões, depois Lica, foi fazer parte da banda de musica do Corpo de Bombeiros debaixo dabatuta do prestigioso e inesquecivel maestro Anacleto de medeiros, de quem se tornou um fervoroso amigo.
Lica, tinha verdadeiro amor e devotamento á arte musical, nos chôros onde elle fazia parte e dispunha de liberdade, pedia a palavra em louvor sempre de Santa Cecilia, tal era o seu enthusiasmo, tambem tinha muita habilidade nas representações de scenas comicas.
Ninguem como o Lica, fazia um anão nos intervallos dos chôros pondo um cesto na cabeça coberto com um pannobranco, fazendo uma carranca na barriga, entrava nos salões arrancando applausos da assistencia.
Elle ia longe a procura de seus companheiros de "chôro" com um bombardão velho e enzinhavrado cumprindo assim a sua palavra, a chegada de Lica, nos "chôros" á ultima hora tinha radiante recepção, pela anciedade de sua presença. Lica, foi um "chorão"inveterado que deixou saudades aos chorões da velha guarda.
Tal a macieza de seu sôpro, como contra baixo de cordas. Acompanhando muitas vezes com o seu velho bombardão até modinhas, fazendo nas suas notas um violão".

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Capitão Rangel

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O Capitão Rangel, compositor, viveu na segunda metade do século XIX. Chorão da velha guarda, era contemporâneo de Joaquim Antônio da Silva Callado.

Obras: Alice, s.d.; Camponesa, polca, s.d.; Emília, s.d.; Futuro risonho, s.d.; Geralda, quadrilha, s.d.; Não machuca a gente, s.d.; Olhos de Candinha, s.d.; Saudades de Primeiro de Agosto de 1888, s.d., Simpatia, s.d.; Ternura, s.d.; Vivi, s.d.; Você me prometeu, s.d.

Reminiscencias dos chorões antigos - Por Alexandre Gonçalves Pinto:

"...musicista, autor de innumeras composições, como sejam:"Geralda", "Alice", "Futuro Risonho", "Ternura", "Não machuca a gente", "Amelia", "Vivi", "Olhos de Candinha", "Saudades de 1° de Agosto de1888", "Você me prometteu", "Emilia" e "Sympathia"; não estando aqui descriptas nem a terça parte de suas musicas. Rangel foi um dos principes dos Chorões da Velha Guarda".

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Candinho Trombone

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Candinho Trombone (Cândido Pereira da Silva), instrumentista e compositor nasceu no Rio de Janeiro RJ em 30/1/1879 e faleceu na mesma cidade em 12/12/1960. Viveu parte da infância no Asilo de Meninos Desvalidos (depois Instituto João Alfredo).
Integrou a banda de música da Fábrica de Tecidos Confiança, de Vila Isabel, chegando a contramestre. Depois serviu na Brigada Policial, na banda de música do Primeiro Batalhão de Infantaria, sendo também seu contramestre no posto de sargento. Alem de trombone, tocava bombardão e bombardino, ingressando mais tarde na orquestra do Teatro São José.
Começou a compor e participar dos chorões a partir de 19 anos, tendo como companheiros mais constantes Irineu de Almeida, Licas, Luís Gonzaga e Anacleto de Medeiros. Organizou e manteve, por muitos anos, grupos de músicos em Vila Isabel e outros bairros. Alguns membros desses grupos se tornaram famosos, como Amora Cavaquinho e Nolasco.
Conviveu com os grandes chorões das primeiras três décadas do século XX, entre os quais Carramona, Luís de Sousa, Mano Cavaquinho, Cupertino de Menezes, Quincas Laranjeiras, Juca Kalut, General Gasparino, Paulino Sacramento, Catulo da Paixão Cearense, Donga e Pixinguinha, fazendo parte dos grupos Carioca e Malaquias.
Em 1933 ingressou por concurso na orquestra do Teatro Municipal, do Rio de Janeiro, onde permaneceu até 1951, quando se aposentou. Compôs uma obra extensa, mas pouco editada, formada em sua maior parte por choros, entre os quais se tornou famoso O nó, tido como modelo no gênero por suas modulações imprevistas.
Obras: Abigail, polca, s.d.; Aldeiazinha, valsa, s.d.; Aniversario do Alarico, polca, s.d.; Artur virou bode, polca, s.d.; Bismarck brincando, polca, s.d.; Brandão no choro, polca, s.d.; Brincando, valsa, s.d.; Brincando de escrever, choro, s.d.; Candinho no choro, polca, s.d.; Carioca, polca, s.d.; Chorando, polca, s.d.; Colar de pérolas, valsa, s.d.; Coralina, valsa, s.d.; Dalba, valsa, s.d.; Dança do urso, polca, s.d.; Deixai-os penar, polca, s.d.; Deliciosa, xotis, s.d.; Um dia em Petrópolis, polca, s.d.; Dulcinéia leal, valsa, s.d.; É isso mesmo, polca, s.d.; Edelvira, valsa, s.d.; Elazir, valsa, s.d.; Floriano brincando, polca, s.d.; Glorinha, polca, s.d.; Graças a Deus, valsa, s.d.; Gratidão de um beijo, valsa, s.d.; Isaura, polca, s.d.; Ivone, valsa, s.d.; Leonila, valsa, s.d.; O Licas procurando, polca s.d.; Martirizando, tango, s.d.; Nadir, polca, s.d.; Não chores, valsa, s.d.; Não digas, polca, s.d.; Não escapa, polca, s.d.; Não se meta, polca, s.d.; O nó, choro, s.d.; Preludiando, xotis, s.d.; Queixosa, valsa, s.d.; Raios de sol, valsa, s.d.; Sapeca, polca, s.d.; Uma saudade, valsa, s.d.; Sílvia, valsa, s.d.; Solicitando, polca, s.d.; Soluçando, polca-marcha, s.d.; Sonho divinal, valsa, s.d.; Súplica, valsa, s.d.; O teu sinal, polca, s.d.; Tinguaciba, polca, s.d.; Trinta janeiros, valsa, s.d.; Triste alegria, polca, s.d.; Uianinha, valsa, s.d.; Vai levando, polca, s.d., Violinista, valsa, s.d.; Ziza, polca, s.d.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.

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Alfredo da Rocha Viana

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Alfredo da Rocha Viana (circa 1860, Rio de Janeiro RJ - 1917, Rio de Janeiro RJ), flautista e compositor, era o pai de Pixinguinha e funcionário da Companhia de Correios Telégrafos. Consta ter sido uma pessoa de grande coração, tendo acolhido muitos amigos em sua casa.
Reunia em sua casa, conhecida como a Pensão Viana, os grandes chorões da época, como Irineu de Almeida, Candinho Trombone, Viriato Figueira da Silva, Neco, Bonfiglio de Oliveira, Heitor Villa-Lobos, Quincas Laranjeiras e Mário Cavaquinho.
Abandonou sua flauta de cinco chaves por uma Boehm, que deu ao filho. Tocava de primeira vista e deixou a Pixinguinha um grande arquivo musical de choro.
Obras: Tristezas não pagam dívidas (ou Serenata).
Reminiscencias dos chorões antigos - Por Alexandre Gonçalves Pinto:
"Melodioso flauta que podiase comparar com os acima descriptos. Tocava de primeira vista, a principio, na sua flauta amarella, de cinco chaves e ultimamente em uma, de novo systema. Deixou elle um grande archivo de musicas antigas e modernas que deve achar-se em poder de seu filho Pixinguinha, maestro e talentoso flauta que repercutiu as nossas glorias musicaes no Estrangeiro, e que, deixo de innumeral-as pois, que o publico conhece-a todas não só pelo Radio, como tambem em muitas festas de Chôros que se exhibem nesta Cidade Maravilhosa onde é apreciado e ovacionado pela maneira admiravel com que sabe executar o que é nosso, quero dizer com isto que é um filho que sabe honrar a tradição de seu pae no circulos dos Chorões".

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Vocalistas Tropicais

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O conjunto vocal-instrumental Vocalistas Tropicais foi organizado em 1942, em Fortaleza CE, passando por diversas formações, até fixar-se com Nilo Xavier da Mota (Fortaleza 1922—), líder, arranjador, violonista e cantor; Arlindo Borges (Recife PE 1921—), solista de violão, Raimundo Evandro Jataí de Sousa (Fortaleza 1926—), cantor, arranjador e violeiro; Artur de Oliveira (Fortaleza 1922), cantor e afoxê; e Danúbio Barbosa Lima (Fortaleza 1921), tantã.
Atuaram na Rádio Clube do Ceará e em 1944 excursionaram pelo Maranhão, seguindo depois para Manaus AM. Em 1945 foram para o Rio de Janeiro Ri, onde cantaram em festas, até serem contratados pela Rádio Mundial.
No ano seguinte, lançaram seu primeiro disco, pela Odeon, com o fox Papai, mamãe, você e eu (Paulo Sucupira) e Tão fácil, tão bom (Lauro Maia). Paulo Sucupira (Fortaleza 1924—) pertenceu ao conjunto, chegando a gravar vários dos primeiros discos como crooner, tendo depois abandonado o grupo. Transferiram-se, então, para a Radio Tupi, atuando também nos cassinos cariocas, depois fechados, quando passaram a se apresentar em shows, alem de participarem de filmes.
Em 1948 lançaram pela Odeon os sucessos Exaltação a Noel (Valdemar Ressurreição) e Não manche o meu panamá (Alcibíades Nogueira). Obtiveram grande sucesso no Rio de Janeiro com músicas carnavalescas, como a marcha Jacarepaguá (Paquito, Romeu Gentil e Marino Pinto), lançada para o Carnaval de 1949; e as marchas de Paquito e Romeu Gentil Daqui não saio, para o Carnaval de 1950, e Tomara que chova, para o Carnaval de 1951, todos pela Odeon.
Também obtiveram êxito com o fox Trevo de quatro folhas (Harry Wood e Morton Dixon, versão de Nilo Sérgio), de 1949, e Não fale mal de ninguém (Dias da Cruz e Ciro Monteiro), de 1952, ambos gravados na Odeon.
Em 1953 lançaram na Continental, com o cantor Rui Rei, para as festas Juninas, a marcha Pedido a São João (Herivelto Martins e Darci Oliveira) e o baião Marieta vai (Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti), gravando ainda o Samba, maestro (Alcibíades Nogueira).
No ano seguinte, lançaram em disco Continental a marcha Guarda-chuva de pobre (Raul Sampaio, Francisco Anísio e Rubens Silva) e o samba O lugar da solteira (Clemente Moniz e Guilherme Neto). Para o Carnaval de 1956 gravaram na Copacabana a marcha Turma do funil (Mirabeau, Milton de Oliveira e Urgel de Castro), desfazendo-se o conjunto por essa mesma época.

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Victor Bacelar

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Victor Bacelar, cantor, nasceu em 28/7/1911, em Salvador (BA) e faleceu no Rio de Janeiro em 10/6/2005. Seu maior privilégio é o de ter sido o primeiro cantor baiano a vir para o Rio de Janeiro e daqui projetar a Bahia no cenário radiofônico nacional; isto no ano de 1932.
Contratado pela Rádio Mayrink Veiga para atuar ao lado de Francisco Alves, Orlando Silva, Carmen Miranda, Sílvio Caldas e outros nomes famosos, Victor logo ascendeu a fama. A Mayrink era na época, a emissora de maior audiência do país e César Ladeira, seu principal apresentador, anunciava Victor Bacelar como "A voz de ouro que a bahia nos mandou de presente!".
A seguir vieram os contratos nas Rádios Nacional, Tupi, Transmissora e Globo e apresentações nos shows de gala dos extintos cassinos da Urca e de Icaraí onde dividiu o palco com grandes astros internacionais como : Pedro Vargas, Tito Guizar e Afonso Ortiz Tirado.
Suas primeiras gravações em disco foram na RCA Victor e as demais na Odeon, Columbia (Atual Sony), Continental, Copacabana, Mocambo, Sinter (Atual Philips) e Caravelle. Das inúmeras gravações em LPs, compacto e 78 rotações, várias tornaram-se sucesso: Miss Brasil, de Wilson Batista e Jorge de Castro (Marcha em homenagem a Marta Rocha, a baiana eleita miss Brasil em 1954), Não sei se é castigo, de Heitor dos Prazeres, O grito de uma raça, que fez parte da trilha sonora do filme Rio Zona Norte, um clássico do cinema nacional, Valsa da formatura, de Lamartine Babo e José Maria de Abreu.
Sua última gravação foi Namorado da Lua de autoria de Geraldo Nunes, Miguel Lima e Alvimar Leal em disco Caravelle em 1963. Embora sempre gravando composições de autores famosos: Ataulfo Alves, Lamartine Babo, Heitor dos Prazeres, Jose Maria de Abreu, Jair Amorim, Peter Pan, Kid Pepe e outros, Victor também lançou novos compositores que mais tarde viriam a se consagrar, dentre eles Nelson Cavaquinho e Adelino Moreira, cujo primeiro sucesso foi o samba-canção Meu Castigo de parceria com Ari Vieira gravado por Victor Bacelar na década de 50.
Fonte: Collector's

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Violeta Cavalcanti

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Violeta Cavalcanti, cantora, nasceu em 1/7/1923, em Manaus, Amazonas. Foi para o Rio de Janeiro, juntamente com a família, aos 9 anos. Estudava na Escola Paraná, no bairro carioca de Madureira, quando, com apenas 10 anos, conheceu Heitor Villa-Lobos, sendo selecionada pelo maestro para cantar no Conjunto Orfeônico Infantil organizado por ele, integrado por crianças das escolas públicas da capital, onde se apresentou no Teatro Municipal.
Em 1940, com apenas 14 anos, participou do programa de calouros de Ary Barroso, onde se apresentou cantando O samba e o tango, um sucesso de Carmen Miranda, cantora de quem era fã. A interpretação impecável, sem imitar Carmen, lhe garantiu o primeiro lugar, contestado pelo próprio Ary Barroso, que afirmou: "Ganhou, mas não leva. Você já é herdeira de Carmen Miranda, portanto, profissional, e o prêmio é para calouros." Foi grande a dificuldade para convencer Ary Barroso de que aquela era a primeira vez que a moça se apresentava no rádio.
A ida de Carmen Miranda para os Estados Unidos favoreceu o início de sua carreira no rádio, onde a jovem passou a cantar os sucessos da "Pequena Notável", compensando o espaço deixado e a saudade dos fãs de Carmen.
Trabalhou nas Rádios Tupi, Educadora, Ipanema, onde assinou seu primeiro contrato, consagrando-se principalmente pela interpretação original de Camisa listrada, outro sucesso de Carmen, de autoria de Assis Valente.
Gravou o primeiro disco em 1940, com Vou sair de Pai João, marcha de J. Cascata e Leonel Azevedo e Pulo do gato, de J. Cascata e Correia da Silva pela Victor. Assinou contrato com a Rádio Nacional em 1941, onde permaneceu até 1957.
Em 1955, fez sucesso com o samba-canção Cartas, composição de Antônio Maria, gravado pela Odeon, com arranjos do então jovem maestro Tom Jobim. Destacou-se como intérprete das canções de Dorival Caymmi, com destaque para o samba-canção Só louco, gravado em 1956 na Odeon. O maior sucesso veio com o samba "Fita meus olhos", de Peterpan, gravado no mesmo ano pela Odeon.
Abandonou a carreira em 1957, para casar-se. Depois de longo afastamento da vida artística, convidada por Albino Pinheiro para shows da série "Seis e meia", retomou a carreira 20 anos mais tarde, incentivada por Paulinho da Viola, se apresenando no projeto ao lado de Paulinho.
Em 1987, passou a integrar o grupo vocal As Cantoras do Rádio, juntamente com Nora Ney, Rosita Gonzalez, Zezé Gonzaga, Ellen de Lima, Carmélia Alves e Ademilde Fonseca. Gravou com outros cantores os Lps Velhos sambas - velhos bambas, Vols. 1 e 2 e Ary Barroso - 90 anos, em 1992, ambos editados pela Fenab.
No fim da década de 1980 e início da de 1990, com As Cantoras do Rádio, gravou dois CDs e fez vários shows pelo Brasil. Participou ainda em 1988 do LP duplo Há sempre um nome de mulher, produzido por Ricardo Cravo Albin e que alcançou a tiragem de 600 mil cópias, em benefício da Campanha do Aleitamento Materno (LBA/ Banco do Brasil).
Em 13 de junho de 2001, estreou, ao lado de Carmélia Alves, Carminha Mascarenhas e Ellen de Lima o show As Cantoras do Rádio: Estão voltando as flores, com roteiro e direção de Ricardo Cravo Albin, no Teatro-Café Arena, em Copacabana, no Rio. Nesse show, Violeta personificava Elizeth Cardoso, Aracy de Almeida, Nora Ney e Dalva de Oliveira, cantando alguns dos sucessos que marcaram as carreiras dessas cantoras, como Mulata Assanhada (Ataulfo Alves) e Não me diga adeus ( Paquito/ L. Soberano/ J.C. Silva).

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Chacrinha

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Abelardo Barbosa / tá com tudo e não tá prosa / ....
Chacrinha (1917-1988), nome pelo qual o irreverente comunicador pernambucano Abelardo Barbosa de Medeiros ficou conhecido a partir da década de 1940, quando, entediado com a mesmice da programação de rádio da época, criou um programa de Carnaval para a Rádio Clube de Niterói, instalada em uma chácara próxima ao cassino de Icaraí, chamado Rei Momo na Chacrinha.
A idéia foi o maior sucesso e, com o nome de Cassino do Chacrinha, introduziu o conceito de programa de auditório no país. Fez também um grande sucesso na televisão, onde começou a trabalhar desde os seus primórdios, comandando programas como Rancho Alegre e Discoteca do Chacrinha para a TV Tupi e a Rede Globo.
Com roupas espalhafatosas, a sua inseparável buzina e as sensuais chacretes (nome com o qual batizou suas dançarinas), atraiu também o interesse da intelectualidade, particularmente dos tropicalistas, que viam nele uma das mais perfeitas traduções da brasilidade (é citado, por exemplo, em Aquele abraço, de Gilberto Gil).
Quando morreu, uma multidão, calculada em 30 mil pessoas pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, se apertou pelos corredores do Cemitério São João Batista para se despedir do “Velho Guerreiro”.
Em 1997, sua viúva, Florinda Barbosa, lançou a biografia Quem não se comunica se trumbica, assim titulado em referência a um dos inúmeros bordões criados por Chacrinha.

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César da Alencar

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César de alencar, Dircinha e Linda batista (Foto do Arquivo da Rádio Nacional do Rio de Janeiro)
César de Alencar (1917-1990), apresentador brasileiro de rádio e televisão foi uma das peças fundamentais para o sucesso de nossa música popular apresentando os futuros "monstros" da MPB, na época calouros ou já famosos.
Com voz e estilo cativantes, foi campeão de audiência no rádio por mais de 15 anos, popularizando, no Brasil, fórmulas que faziam sucesso nos Estados Unidos, como a parada de sucessos, em Parada dos maiorais, e o programa de calouros, em Cantinho dos novos.
Entre as inovações que trouxe para o rádio brasileiro está a entrevista ao vivo por telefone, recurso usado até hoje. Fez a transição para a TV logo nos primeiros momentos do novo veículo, no início da década de 1950, mas nunca conseguiu igualar o imenso sucesso de seus programas de rádio.
Desde 1993, com a publicação do livro César de Alencar: a voz que abalou o rádio, de Jonas Vieira, vem sendo lembrado mais por sua colaboração com os órgãos de repressão a partir do golpe militar de 1964 do que por seus feitos no rádio.

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Vassourinha

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O cantor Vassourinha (Mano Ramos) nasceu em São Paulo SP 16/5/1923, e faleceu na mesma cidade em 3/8/1942. A origem de seu apelido é confusa, mas já era assim conhecido quando foi registrado como contínuo da Rádio Record, de São Paulo, em 1935, onde iniciou também carreira de cantor, no horário noturno.
Ainda nesse ano, participou do filme Fazendo fita, dirigido por Vittorio Capellaro. Na Rádio Record formou dupla com a cantora Isaura Garcia, apresentando-se em shows e circos. Em 1941 foi para o Rio de Janeiro, onde gravou na Columbia e atuou na Rádio Clube do Brasil.
Nos anos de 1941 e 1942, gravou os seis únicos discos que deixou. O primeiro incluía Juracy (Antônio Almeida e Ciro de Sousa) e Seu Libório (João de Barro e Alberto Ribeiro), que fez grande sucesso e o projetou nacionalmente como herdeiro do sambista Luís Barbosa.
Entre os demais, destaca-se o samba Emília (Haroldo Barbosa e Wilson Batista), que ratificou seu êxito inicial, Amanhã tem baile (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira) e Olga (Alberto Ribeiro e Sátiro de MeIo).
Morreu com apenas 19 anos, ao que parece de uma osteomielite, deixando nessa diminuta díscografia (reeditada mais tarde num LP da Musicolor) o suficiente para ser tido como um dos maiores sambistas brasileiros.

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Trio Nagô

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O conjunto vocal e instrumental Trio Nagô foi formado em Fortaleza CE em 1950 por Evaldo Gouveia, Mário Alves (Fortaleza 1914—), e Epaminondas de Sousa (Fortaleza 1928—).
Com repertório folclórico e temas nordestinos, Evaldo Gouveia e Mário Alves, ao violão, e Epaminondas, no atabaque, apresentaram-se inicialmente com o nome de Trio Iracema, na Rádio Clube do Ceará, fazendo programas também nas Rádio Poti, de Natal RN, Araripe, do Crato CE, Borborema, de Campina Grande PB, e na Rádio Tamandaré, de Recife PE.
O trio recebeu convite para participar dos festejos de aniversário da TV Tupi, de São Paulo SP, representando o Ceará, permanecendo na cidade por um mês, seguindo depois para uma temporada na Rádio Farroupilha, de Porto Alegre RS.
De volta ao Ceará, passou pelo Rio de Janeiro, onde cantou no programa de César de Alencar, com grande êxito. Terminando o contrato que o prendia à Rádio Clube do Ceará, o trio se estabeleceu no Rio de Janeiro, onde foi contratado pela Rádio Jornal do Brasil e pela gravadora Sinter.
Apresentou-se nas boates Vogue, do Rio de Janeiro, e Oásis, de São Paulo. Gravou no primeiro disco o rasqueado Moça bonita (Gilvan Chaves e Alcir Pires Vermelho) e o maracatu Paisagem sertaneja (Hortênsio Aguiar).
Em 1952 iniciou programa semanal na Rádio Record, de São Paulo, que ficou no ar até 1957. Em 1953 o conjunto foi contratado pela Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, prosseguindo as gravações na Sinter, destacando-se o baião Mulatinha sarará (Walter Tourinho e Isaias Ferreira) e a toada Aquarela cearense (Valdemar Ressurreição).
Na Continental, gravou Aquarela cearense em ritmo de samba e Boiadeiro (Armando Cavalcanti e Klécius Caldas). Para a Victor, gravou os LPs Um passeio com o Trio Nagô e Ouvindo o Trio Nagô.
Em 1956, o trio excursionou pela Europa, representando o Brasil na festa do conhaque e do café em Paris, França. Com a saída de Mário Alves, em 1962, o conjunto se desfez, sendo reorganizado meses depois, com a entrada de Manuel Batista.

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Trio Surdina

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O Trio Surdina surgiu em 1952, produzido por Paulo Tapajós, então diretor artístico da Rádio Nacional. Formado por Fafá Lemos (violino e solos de assobio), Chiquinho (acordeom) e ele próprio (violão), o trio gravou dois LPs de 10 polegadas, a convite de Nilo Sérgio, pela Musidisc.
Realizadas no próprio estúdio da Rádio Nacional, nessas gravações foram incluídos mais dois elementos no grupo, o contrabaixista Vidal e o ritmista Bicalho.
Lançado em 1953, o primeiro LP, Trio Surdina, trazia, entre outras, suas músicas O relógio da vovó (com Fafá Lemos e Chiquinho do Acordeom) e Duas contas (Garoto), e ainda Na madrugada (Nilo Sérgio).

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Trio Mocotó

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Trio Mocotó
O conjunto instrumental Trio Mocotó foi formado em São Paulo SP por Fritz Escovão (Luís Carlos de Sousa, Rio de Janeiro RJ 1943—), Nereu Gargalho (Nereu de São José, Rio de Janeiro 1945—) e Joãozinho Paraíba (João Carlos Fagundes Gomes, São Paulo 1951—).
Fritz Escovão tocava cuíca desde menino e participara de regionais e escolas de samba; Nereu Gargalho começou a tocar pandeiro aos cinco anos foi componente do G.R.E S Império Serrano; Joãozinho Paraíba chegou a bateria através do jazz, embora também integre o Império Serrano, no Rio de Janeiro.
O trio organizou-se quando os sambistas se conheceram na boate Jogral, acompanhando outros artistas, mas a carreira começou mesmo ao lado de Jorge Ben, com o grande sucesso da apresentação de Charles Anjo 45, no IV FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro, em 1969.
O trio gravou, então, um compacto com a música Coqueiro verde (Roberto Carlos e Erasmo Carlos), partindo logo depois para Cannes, França, onde acompanhou Jorge Ben em sua apresentação no MIDEM. Seguiu para a Itália e em 1972 excursionou pelo Japão com grande sucesso.
De volta ao Brasil, acompanhou Vinícius de Moraes, Toquinho e Marília Medalha no circuito universitário por estes organizado, e depois seguiu para o México, onde fez temporada de dois meses.
O conjunto gravou, em 1973, um LP na RGE que incluía Maior é Deus (Felisberto Martins e Fernando Martins) e Desapareça (Fritz Escovão), realizando a partir de então numerosas apresentações em shows de boate ou com o cantor Jorge Ben.

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Trio Melodia

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O conjunto vocal Trio Melodia foi formado na Rádio Nacional do Rio de Janeiro RJ em 1943, a fim de suprir as necessidades do programa Um Milhão de Melodias. Era constituído por Paulo Tapajós, chefe de departamento da emissora e ex-integrante do duo Irmãos Tapajós, e pelos cantores Nuno Roland e Albertinho Fortuna, que continuaram suas carreiras paralelamente.
O trio gravou apenas na Continental e estreou em disco em 1945, com a toada De papo pro á (Joubert de Carvalho e Olegário Mariano) e o samba Pregões cariocas (João de Barro ).
Nuno Roland e Albertinho Fortuna também cantaram solos nas gravações do conjunto, caso de Nuno Roland no grande sucesso Lancha nova, marcha de João de Barro e Antônio Almeida, no Carnaval de 1950.
Entre os sucessos do trio, destacou-se o rojão Catirina (Jararaca), no mesmo ano. Até 1955 gravaram, em 78 rpm, 37 discos com 62 músicas.

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Trio Madrigal

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O conjunto vocal Trio Madrigal era formado pelo maestro Alceu Bocchino na Rádio Mayrink Veiga, em 1946, com Edda Cardoso (Rio de Janeiro RJ 1925—), Magda Marialba (Rio de Janeiro 1921—), ex-integrante do coro clássico do Cassino da Urca, e Margarida Oliveira, irmã de Dalva de Oliveira, que, seis meses depois, retirou-se para casar, substituída por Lolita Koch Freire (Pernambuco 1915—), cantora de música sacra e de câmara.
Capaz de interpretar os mais difíceis e sugestivos arranjos, em 1947 o trio foi convidado pela Rádio Nacional a ocupar o lugar das Três Marias, que tinham se transferido para a Rádio Tupi. Em 1949 estrearam em disco, gravando na Continental com Ivon Curi a valsa Mademoiselle Hortensia (Louiguy e Jacques Plante). Em 1951 obtiveram sucesso com o baião Chuva miudinha (Manezinho Araújo e Fernando Lobo).
Cantavam em todos os programas da Rádio Nacional, sozinhas, acompanhando cantores ou junto com o Trio Melodia, com o qual gravaram 38 músicas. Os dois trios reunidos lançaram pela Continental seleções de grande sucesso: Cantigas de roda, Cantigas de São João e Cantigas de Natal (1951); Festa de São João (1952), com Almirante e Jorge Goulart Cantigas populares (1952) e Tudo é baião (1954). Cantigas de roda ganhou o prêmio de honra da Associação Brasileira de Discos.
No ano seguinte, o Trio Madrigal obteve o mesmo prêmio com o fox Bom-dia Mister Eco (Bill Pitman e Belinda Pitman), cuja gravação exigiu muitos ensaios e a criatividade do técnico Norival Reis, que idealizou uma câmara de eco. A partir da gravação da valsa Lili (Deutsche e Kaper), em 1953, Magda foi substituída por Yelda Tavares Gomes da Silva (Niterói RJ 1929—), soprano, que mais tarde cantaria óperas e daria recitais.
Gravaram até 1955, em 78 rpm, um total de 49 discos com 81 músicas, dentro de um repertório bem variado, que incluiu canções folclóricas, regionais e internacionais, bem como jingles. Em 1956 participaram do filme Tira a mão daí, de J. Rui. Nesse ano, o conjunto dissolveu-se.

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Trio de Ouro

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O conjunto vocal Trio de Ouro originou-se da Dupla Preto e Branco, formada em 1934 por Herivelto Martins e Francisco Sena (? - Rio de Janeiro RJ 1935), depois substituído por Nilo Chagas (Barra do Piraí RJ 1917 - Rio de Janeiro RJ 1973).
Em 1936 conheceram a cantora Dalva de Oliveira, quando ensaiavam para se apresentar no Cine Pátria, em São Cristóvão. Passaram, então, a se apresentar como Dupla Preto e Branco com a cantora Dalva de Oliveira, embora mantendo o nome da dupla. Depois foram batizados por César Ladeira de Trio de Ouro, que lançou, em 1937, o primeiro sucesso, com o batuque Itaquari e a marchinha Ceci e Peri (ambas de Príncipe Pretinho), gravadas na Victor. Nesse ano, contratado pela Radio Mayrink Veiga, o trio atuou no programa de César Ladeira.
Em 1938, cantou na Rádio Tupi, do Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, casavam-se Dalva e Herivelto. Em 1940, o conjunto transferiu se para a Rádio Clube do Brasil, atingindo nessa década o auge do sucesso, com o lançamento de músicas como Ave Maria do morro (Herivelto Martins), em 1942, na Odeon, e Praça Onze (Herivelto Marfins e Grande Otelo), gravada para o Carnaval de 1942, na Columbia, com o cantor Castro Barbosa.
Em 1950, com o desquite do casal, o trio se desfez. Herivelto refez o trio com a cantora Noemi Cavalcanti (Cachoeiro de Itapemirim ES 1926 ), mas no ano de 1952 Noemi e Nilo Chagas passaram a atuar em dupla. Nesse ano, o Trio de Ouro reapareceu com nova formação: Herivelto, Raul Sampaio (Raul Coco, Cachoeiro de Itapemirim 1928—) e Lourdinha Bittencourt (Lourdes Bittencourt, Campinas SP 1928—Rio de Janeiro RJ 1979).
Sua estréia foi marcada pela regravação de antigo sucesso, Ave Maria no morro, na Victor. Assinou contrato com a Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, onde permaneceu por dois anos. Excursionou pelo Norte do país, Minas Gerais e São Paulo. Fez temporadas na Argentina, Chile, Uruguai e Peru.
O trio atuou também, por longo tempo, como atração da Rádio Clube de Pernambuco e lançou, na Victor, musicas carnavalescas, como os sambas Noite enluarada (Herivelto Martins e Heitor dos Prazeres) e Sereno (Herivelto Martins e Nelson Gonçalves), gravado na Victor, em 1952, ao lado do cantor Nelson Gonçalves.
Gravou ainda a guarânia Índia (J. A. Flores e M. O Guerrero, versão de José Fortuna); o baião Caboclo abandonado (Herivelto Martins e Benedito Lacerda), a catira História cabocla (Herivelto Martins e Jose Messias), a rancheira Festa no Sul (Raul Sampaio e Rubens Silva), Negro telefone (Herivelto Martins e David Nasser), todos na Victor, em 1953; Saudades de Mangueira (Nelson Trigueiro e Bartolomeu Silva), Me deixa em paz (Jovelino Marques), ambas na Victor, para o Carnaval de 1954, e Boca fechada (Lupicínio Rodrigues), também na Victor em 1954.
Em 1957 o trio foi novamente dissolvido, por problemas de saúde da cantora.
CD Trio de Ouro, 1994, Revivendo RVCD 054.

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Vamos ao trabalho

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Titãs
Tom: B
Solo: B D A F#

B
Vamos ao trabalhooo
D
Vamos ao trabalhooo
A
E só há uma maneira de faze-lo
Direito, bem feito
F#
Senão é melhor não começar

Ok, não vamos nem começar
B
Vamos pra baladaaaaaa
D
Vamos pra baladaaaaaa ha
A
Mas se não for pra detonar
Botar a casa abaixooo
F#
Então, é melhor nem me chamar

Tá bom, deixa pra lá
B
Vamos ao trabalhooo
D
Vamos ao trabalhooo ehh
A
E só há uma maneira de faze-lo
Direito, bem feito
F#
Senão é melhor não começar

Tá bom, não vamos nem começar
B
Vamos pra baladaaaaaa
D
Vamos pra baladaaaaaa ha
A
Mas se não for pra detonar
Botar a casa abaixooo
F#
Então, é melhor nem me chamar

Tá bom, deixa pra lá

B D A F#
B
Vamos ao trabalhooo
D
Vamos ao trabalhooo ha
A
E só há uma maneira de faze-lo
Direito, bem feito
F#
Senão é melhor nem começar
B
Vamos pra baladaaaaaa
D
Vamos pra baladaaaaaa ha
A
Mas se não for pra detonar
Botar a casa abaixooo
F#
Então, é melhor nem me chamar

Tá bom, deixa pra lá

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Um morto de férias

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Titãs
Introd. (F5 Bb5)


(F5 Bb5)
Eu sou um morto de férias
No sol em pleno verão
Eu sou um morto de férias
Cigarro, um copo na mão
Eu sou um morto de férias
Na mais total solidão
Não pulsam minhas artérias
Não bate o meu coração
Eu sou um morto de férias
Na sala deste cinema
Rindo e comendo pipoca
Cansei de ser um problema
Fazendo compra em Miami
Hotel de frente pro mar
Aqui estirado na areia
Esperando alguém me enterrar


(F5 D#5)
Sei que não sou mais jovem
Que não sou velho também
Provável é que nem me notem
Queriam que eu fosse alguém
Queriam que eu fosse magro
Que fosse um pouco mais alto
Eu fui ficar no meu canto
E saiu mais caro o barato


Introd. (F5 Bb5)


(F5 Bb5)
Eu sou um morto de férias
A bordo de um avião
Eu sou um morto de férias
Andando na contra mão
Aqui tomando sorvete
Tratando da minha asma
Atravessando paredes
Como se fosse fantasma


(F5 D#5)
Eu sei que eu não me encaixo
E já sou pai de família
Querem que eu compre outro carro
E troque toda a mobília
Eu sei que eu não aprendo
Querem me ver melhorar
Eu sei e mesmo sabendo
Não sei onde vou parar


(G#5 D#5)
Voltei, vou trabalhar
Vou ter que trabalhar
Voltei, vou trabalhar

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Um copo de pinga

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Titãs
A
Na segunda eu planto a cana
E
Na terça amanhece nascendo

Na quarta eu colho a cana
A
Na quinta eu faço o engenho

Na sexta eu faço a pinga
A7 D
No sábado eu amanheço bebendo
A E A
No domingo minha mãe disse meu filho pára de beber
D A E A
Essa sina eu vou cumprir até morrer
A
Da garrafa eu faço a vela
A7 D
Da prateleira eu faço o caixão
A E
Eu quero é que me enterrem com um copo de pinga na
A
mão
D A E
Eu quero é que me enterrem com um copo de pinga na
A
mão

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Um certo alguém

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Titãs

Um certo alguém (1983) - Lulu Santos e Ronaldo Bastos
Intro: (A Bm/A) 


A C#7 F#m
Quis evitar teus olhos
F#m7+ G Bm
Mas não pude reagir
G E7/11 E7 E7/11 E7
Fico à vontade então
A C#7 F#m
Acho que é bobagem
F#m7+ G Bm
A mania de fingir
G E7/11 E7 E7/11 E7
Negando a intenção


Bm Dm
Quando um certo alguém
A F#m
Cruzou o teu caminho
C#m E7/11 E7 E7/11 E7
E mudou a direção



A C#7 F#m
Chego a ficar sem jeito
F#m7+ G Bm
Mas não deixo de seguir
G E7/11 E7 E7/11 E7
A tua apa...rição


Bm Dm
Quando um certo alguém
A F#m
Desperta o sentimento
C#m E7/11 E7 E7/11
É melhor não resistir
E7 A
E se entregar


F#m
Me dê a mão
C#m E7/11 E7
Vem ser a minha estre...la
A F#m
Complicação
C#m E7/11 E7
Tão fácil de entender
A F#m
Vamos dançar,
C#m E7/11 E7
Luzir a madruga...da
A F#m
Inspiração
C#m E7/11 E7
Pra tudo que eu vi...ver

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Tudo o que você quiser

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Titãs
E-----5-5----------10-10---9-9-----------
B-----------5-5--------------------------
G----------------------------------------
D----------------------------------------
A----------------------------------------
E----------------------------------------


E-----5-5----------10-10---12-12---------
B-----------5-5--------------------------
G----------------------------------------
D----------------------------------------
A----------------------------------------
E----------------------------------------


Tom: A
Intro: (A E D Db)



A E D Db
Pode escolher
A E D Db
Pode escolher por mim
Pode resolver
Pode resolver por mim


A E
O que fazer
D Db A
O que falar e quando ouvir
A E
O que dizer
D Db A
Com quem andar e aonde ir


O que fazer
O que falar e quando ouvir
O que dizer
D Db D E
Com quem andar e aonde ir


A Db D
Tudo que você quiser
Tudo que você disser
A Db D A
Tudo que você quiser
A Db D
Tudo que você quiser
Tudo que você disser
A Db D E
Tudo que você quiser


A E D Db
Pode responder
A E D Db
Pode responder por mim
Pode decidir
Pode decidir por mim


A E
O que fazer
D Db A
O que falar e quando ouvir
A E
O que dizer
D Db A
Com quem andar e aonde ir


O que fazer
O que falar e quando ouvir
O que dizer
D Db D E
Com quem andar e aonde ir


A Db D
Tudo que você quiser
Tudo que você disser
A Db D A
Tudo que você quiser
A Db D
Tudo que você quiser
Tudo que você disser
A Db D E
Tudo que você quiser


(E Ab A B Db D) - 1ª Guitarra
(E7 D Db B Db A) - 2ª Guitarra
(A Ab A B Db D) - Final 2ª Guitarra


Repete Intro: (A E D Db)


A E
O que fazer
D Db A
O que falar e quando ouvir
A E
O que dizer
D Db A
Com quem andar e aonde ir


O que fazer
O que falar e quando ouvir
O que dizer
D Db D E
Com quem andar e aonde ir


A Db D
Tudo que você quiser
Tudo que você disser
A Db D A
Tudo que você quiser
A Db D
Tudo que você quiser
Tudo que você disser
A Db D E A
Tudo que você quiser

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Toda cor

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Titãs
Tom: Bb

Intr.:( G Am7 )

Em
O telefone tocou
Bm
Fui atender
C D
Na madrugada
Em
O telefone tocou
Bm
Fui atender
C
Na madrugada
D
Quero estar com você
G Em Am7
Eu preciso de você agora
G Em
Por favor meu bem não vá
Am7
Embora
Eb F Gm
O tempo vai passando nos relógios
Eb F Gm
Encontro os seus beijos todos horas
Eb F Gm
Segundo por segundo na memória
Em
Toda cor
Bm
Me lembra os seus olhos
C D
Eu sei que eu vou, eu quero te
Encontrar
G Em Am7
Eu preciso de você agora
G Em
Por favor meu bem não vá
Am7
Embora

(Eb F Gm ) -> 3x

G Em Am7
Eu preciso de você agora
G Em
Por favor meu bem não vá
Am7
Embora


( G Em Am7 )

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Tô cansado

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Titãs
Intro: Ab E (2x)


Ab E
to cansado, to cansado de tudo

Ab
to cansado do meu cabelo
E
to cansado da minha cara
Ab
to cansado de coisa vulgar
E
to cansado de coisa rara


Ab E
to cansado-o
Ab E
to cansado


to cansado de me dar mal
to cansado de ser igual
to cansado de moralismo
to cansado de bacanal


to cansado-o
to cansado


solo: Ab Ab F# Ab Ab F# Ab Ab F# Ab Ab F#


to cansado de trabalhar
to cansado de me ferrar
to cansado de me cansar
to cansado de descansar


to cansado-o
to cansado

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