segunda-feira, julho 30, 2007

Sucessos de 1970

1859 1866 1880 1901 1902 1903 1904 1905 1906 1907 1908 1909 1910 1911 1912 1913 1914 1915 1916 1917 1918 1919 1920 1921 1922 1923 1924 1925 1926 1927 1928 1929 1930 1931 1932 1933 1934 1935 1936 1937 1938 1939 1940 1941 1942 1943 1944 1945 1946 1947 1948 1949 1950 1951 1952 1953 1954 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985

1970

O Brasil ganha a IX Copa do Mundo, vencendo a Itália por 4 a 1 - 21/6/1970.
Apesar de você
Assim na terra como no céu
Azul da cor do mar
Bandeira branca
Br-3
Cento e vinte, 150, 200 kms p/hora
Coqueiro verde
É de lei
Eu amo você
Eu te amo meu Brasil
Foi um rio que passou em minha vida
Gente humilde
Hotel das estrelas
Irmãos Coragem
Jesus Cristo
London, London
Madalena
Menina
Meu laia-raiá
Meu pequeno Cachoeiro
O amor é o meu país
O Cabeção
Paixão de um homem
Pra frente Brasil
Pra você
Primavera
Primeiro clarim
Procurando tu
Quero voltar pra Bahia
Se eu pudesse conversar com Deus
Teletema
Tudo se transformou
Universo do teu corpo
Vai ser assim
Verão vermelho
Vista a roupa meu bem
Vou deitar e rolar
Chico Buarque
Roberto Menescal e Paulinho Tapajós
Tim Maia
Max Nunes e Laércio Alves
Tibério Gaspar e Antônio Adolfo
Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Baden Powell e Paulo César Pinheiro
Cassiano e Sílvio Rochael
Dom (Eustáquio Gomes de Farias)
Paulinho da Viola
Garoto, Vinícius e Chico Buarque
Jards Macalé e Duda Machado
Nonato Buzar e Paulinho Tapajós
Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Caetano Veloso
Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza
Paulinho Nogueira
Martinho da Vila
Raul Sampaio
Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza
Roberto Correia e Sílvio Son
Waldick Soriano
Miguel Gustavo
Sílvio César
Cassiano e Sílvio Rochael
Klécius Caldas e Rutinaldo
Antônio Barros e J. Luna
Paulo Diniz
Nelson Ned
Antônio Adolfo e Tibério Gaspar
Paulinho da Viola
Taiguara
Martinha
Nonato Buzar
Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Baden Powell e Paulo César Pinheiro

Músicas estrangeiras de sucesso no Brasil

A B C, Deke Richards, Berry Gordy Jr., Freddy Perren e Fonce Mizell
Airport Love Theme, Alfred Newman e Paul Francis Webster
The Boxer, Paul Simon
Bridge Over Troubled Water, Paul Simon
Everybody’s Talkin, Fred Neil
I Want You Back, Deke Richards, Berry Gordy Jr., Freddy Perren e Fonce Mizell
Je t’Aime Moi Non Plus, Serge Gainsbourg
Let It Be, John Lennon e Paul McCartney
Let It Bleed, Mick Jagger e Keith Richard
Marie Jolie, E. Papathanassiou e B. Bergman
Midnight Cowboy, John Berry
My Pledge of Love, Joseph Stafford Jr.
Picking up Pebbles (Adeus Solidão), Curtis
Raindrops Keep Failin’ on My Head, Burt Bacharach e Hal David
Something, George Harrison
Superstar, Leon Russell e Bonnie Bramlett
Ti voglio tanto bene, E. Curtis e D. Furnó
Venus, R. V. Leeuwen
Yellow River, Jeff Christie
Zambullite de Cabeza (Fumacê), C. A. Fernandez

Cronologia

08.05: É lançado o último álbum dos Beatles (o elepê Let it be), que em seguida iniciam carreiras individuais.

21.06: O Brasil ganha na Cidade do México o IX Campeonato Mundial de Futebol, vencendo na final a Itália por 4 a 1.

11.07: Morre em Lisboa o cançonetista Geraldo Magalhães, muito popular no início do século como integrante da dupla Os Geraldos.

12.07: Morre em São Paulo (SP) o cantor/compositor Raul Torres.

18.09: Morre em Londres o guitarrista Jimi Hendrix.

24.09 a 05.10: Realiza-se o V Festival Internacional da Canção, promovido pela TV Globo do Rio de Janeiro e vencido pela canção “Pedro Nadie”, de Piero, representante da Argentina. Na fase nacional, venceu “BR-3”, de Antônio Adolfo e Tibério Gaspar.

04.10: Morre em Hollywood (Califórnia, EUA) a cantora Janis Joplin.

09.10: É iniciada a construção da Rodovia Transamazônica.

06.11: Morre no México o compositor Agustín Lara

03.12: Morre em São Paulo (SP) o compositor Luiz Carlos Paraná.

sexta-feira, julho 27, 2007

Sucessos de 1969

1859 1866 1880 1901 1902 1903 1904 1905 1906 1907 1908 1909 1910 1911 1912 1913 1914 1915 1916 1917 1918 1919 1920 1921 1922 1923 1924 1925 1926 1927 1928 1929 1930 1931 1932 1933 1934 1935 1936 1937 1938 1939 1940 1941 1942 1943 1944 1945 1946 1947 1948 1949 1950 1951 1952 1953 1954 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985

1969

Realiza-se o V Festival de MPB, promovido pela TV Record de São Paulo e
vencido pelo samba Sinal fechado, de Paulinho da Viola - Novembro/1969
Ando meio desligado
Aquele abraço
As curvas da estrada de Santos
As flores do jardim da nossa casa
Atrás do trio elétrico
Avenida iluminada
Bahia de todos os deuses
Bloco de Sujo
Cadê Teresa
Cantiga por Luciana
Casa de bamba
Casaco marrom (Bye, bye, Ceci)
Charles Anjo 45
Eu disse adeus
Hoje
Iaiá do Cais Dourado
Irene
Juliana
Levanta a cabeça
Meia-volta (Ana Cristina)
Mustang cor de sangue
Não identificado
Não vou ficar
O conde
O pequeno burguês
Oh! Meu imenso amor
País tropical
Pra que dinheiro
Que maravilha
Que pena
Sentado à beira do caminho
Sentinela
Será, será
Sinal fechado
Socorro, nosso amor está morrendo
Sua estupidez
Tudo passará
Zazueira
Arnaldo Baptista, Rita Lee e Sérgio Dias
Gilberto Gil
Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Caetano Veloso
Newton Teixeira e Brasinha
Bala e Manoel Rosa
Luiz Reis e Luís Antônio
Jorge Ben
Edmundo Souto e Paulinho Tapajós
Martinho da Vila
R. Correia, Guarabira e Danilo Caymmi
Jorge Ben
Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Taiguara
Martinho da Vila e Rodolfo de Souza
Caetano Veloso
Antônio Adolfo e Tibério Gaspar
Osvaldo Nunes e Ivan Nascimento
Antônio Adolfo e Tibério Gaspar
Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle
Caetano Veloso
Tim Maia
Evaldo Gouveia e Jair Amorim
Martinho da Vila
Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Jorge Ben
Martinho da Vila
Jorge Ben e Toquinho
Jorge Ben
Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Milton Nascimento e Fernando Brant
Nelson Ned
Paulinho da Viola
Fábio
Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Nelson Ned
Jorge Ben

Músicas estrangeiras de sucesso no Brasil

Aquarius, James Rado, Galt MacDermot e Gerome Ragni
The Ballad of John and Yoko, John Lennon e Paul McCartney
Crimson and Clover, Peter Lucia e Tommy James
F... Comme Femme”, Adamo
For Once in My Life, Ronaid Miller e Orlando Murden
Get Back, John Lennon e Paul McCartney
Good-Morning Starshine, James Rado, Galt MacDermot e Gerome Ragni
Un Jour un Enfant, E. Stern e E. Mornay
Let the Sunshine In, James Rado, Gat MacDermot e Gerome Ragni
Light My Fire, Jim Morrison, John Densmore, Robert Krieger e Ray Manzarek
Love Is All, Les Reed e Barry Mason
Mrs. Robinson, Paul Simon
My Way (Comme d’Habitude), J. Revaux, C. François, G. Thibault e Paul Anka
Ob-la-di, Ob-la-da, John Lennon e Paul McCartney
Sugar, Sugar, Jeff Barry e Andy Kim
Those Were the Days, Gene Raskin
A Time for Us (Love theme from ‘Romeo and Juliet'), Rotta, Kosik e Snyder
To Sir With Love, Don Black, Marc London e R. Granier
Tomorrow, Tomorrow, Barry Gibb e Maurice Gibb
Zingara, Albertelli e Riccardi

Cronologia

30.04: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor/cantor Ataulfo Alves.

20.07: O homem chega à lua. O feito pioneiro é realizado pelos astronautas americanos Neil Armstrong e Erwin Aldrin.

08.08: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Hekel Tavares.

12.08: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o flautista/compositor Dante Santoro.

13.08: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o bandolinista/compositor Jacob do Bandolim (Jacob Pick Bittencourt).

16.08: Morre em São Paulo (SP) o compositor Denis Brean (Augusto Duarte Ribeiro).

15 a 17.08: Realiza-se o Festival de Woodstock (Nova York, EUA), assistido por cerca 400 mil pessoas, um marco na história do rock.

31.08: Vitimado por um derrame cerebral, Costa e Silva deixa a presidência da República, assumindo o poder uma junta constituída pelo general Lira Tavares, almirante Augusto Radmaker e o marechal-do-ar Márcio de Souza Melo. 183.341 pessoas assistem ao jogo Brasil x Paraguai, batendo o recorde de público no Estádio do Maracanã. Nesta partida a seleção brasileira classificou-se para a Copa do Mundo, vencendo por 1 x 0.

09: Realiza-se o IV Festival Internacional da Canção, promovido pela TV Globo do Rio de Janeiro e vencido pela composição Cantiga por Luciana, de Edmundo Souto e Paulinho Tapajós.

01.09: Estréia na TV Globo do Rio de Janeiro o “Jornal Nacional”.

01.10: Realiza-se o vôo inaugural do Concorde, o primeiro avião comercial capaz de atingir velocidade supersônica.

22.10: O Congresso Nacional é reaberto, após dez meses de recesso, a fim de eleger presidente da República o general Emilio Garrastazu Médici.

27.10: Morre em Niterói (RJ) o compositor Gadé (Osvaldo Chaves Ribeiro).

30.10: O general Médici toma posse na presidência da República.

11: Realiza-se o V Festival de Música Popular Brasileira, promovido pela TV Record de São Paulo e vencido pelo samba Sinal fechado, de Paulinho da Viola.

19.11: Pelé marca no Maracanã, em partida Santos x Vasco da Gama, o milésimo gol de sua carreira.

08.12: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor/instrumentista Augusto Vasseur.

Soy loco por ti, América



Capinam
Numa reunião no Hotel Danúbio, em São Paulo, o produtor Manoel Barenbein e o arranjador Júlio Medaglia discutiam com Caetano Veloso a ordem de localização das músicas de seu primeiro elepê, praticamente concluído, quando ouviram no rádio a notícia da morte de Ernesto Che Guevara. Imediatamente, Caetano ligou para Capinan e pediu uma letra sobre o assunto. Horas depois estava pronta “Soy Loco por Ti América”, com melodia de Gilberto Gil.

Esta canção-homenagem ao revolucionário Che é um baião, enxertado de ritmos latino-americanos, com letra no mais castiço portunhol, onde palmeiras tropicais se misturam a trincheiras “del hombre muerto”: “Soy loco por ti America / soy loco por ti de amores / estou aqui de passagem / sei que adiante / um dia vou morrer / de susto, de bala ou vício.”

O arranjo rumbado e o piano percussivo remetem a uma ambientação sonora — estilo latin America — dos filmes de Carmen Miranda, um dos símbolos do tropicalismo, disfarçando com perspicácia a referência a Guevara e, por extensão, à revolução cubana. Assim, incluída no disco à última hora, “Soy Loco por Ti América” salientou-se, sobretudo, pelo contraste com as demais faixas, apesar de sua melodia trivial.

Foi, de certa forma, o primeiro sinal de futuras incursões realizadas por Caetano no universo da música hispano-americana, cultivada em discos e shows e acumulando um considerável repertório do gênero (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Soy loco por ti, América (1968) - Gilberto Gil e Capinam

Soy loco por ti, América, yo voy traer una mujer playera
Que su nombre sea Marti, que su nombre sea Marti
Soy loco por ti de amores tenga como colores
la espuma blanca de Latinoamérica
Y el cielo como bandera, y el cielo como bandera
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores

Sorriso de quase nuvem, os rios, canções, o medo
O corpo cheio de estrelas, o corpo cheio de estrelas
Como se chama a amante desse país sem nome, esse tango, esse rancho,
Esse povo, dizei-me, arde o fogo de conhecê-la, o fogo de conhecê-la
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores

El nombre del hombre muerto ya no se puede decirlo, quién sabe?
Antes que o dia arrebente, antes que o dia arrebente
El nombre del hombre muerto antes que a definitiva noite
se espalhe em Latinoamérica
El nombre del hombre es pueblo, el nombre del hombre es pueblo
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores

Espero a manhã que cante, el nombre del hombre muerto
Não sejam palavras tristes, soy loco por ti de amores
Um poema ainda existe com palmeiras, com trincheiras, canções de guerra
Quem sabe canções do mar, ai, hasta te comover, ai, hasta te comover
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores

Estou aqui de passagem, sei que adiante um dia vou morrer
De susto, de bala ou vício, de susto, de bala ou vício
Num precipício de luzes entre saudades, soluços, eu vou morrer de bruços
Nos braços, nos olhos, nos braços de uma mulher, nos braços de uma mulher
Mais apaixonado ainda dentro dos braços da camponesa, guerrilheira
Manequim, ai de mim, nos braços de quem me queira,
nos braços de quem me queira
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores

quinta-feira, julho 26, 2007

Geléia geral



Torquato e Gil
A canção “Geléia Geral” representa uma síntese dos cânones do próprio movimento tropicalista, além de ser modelo de seu contorno poético. Seus versos contêm arremedos de ufanismo patriótico (“Formiplac e céu de anil / (...) / salve o lindo pendão dos seus olhos”) e citações, as mais diversas, explícitas ou implícitas, distribuídas por suas estrofes e o trecho declamado entre elas.

Há também alusões sarcásticas a passagens da literatura brasileira como o Manifesto Antropófago, de Oswald de Andrade (“Pindorama, país do futuro / (...) / com o roteiro do sexto sentido”), a “Canção do Exílio”, de Gonçalves Dias (“Minha terra é onde o sol é mais limpo”), ou a Memórias sentimentais de João Miramar, também de Oswald, conforme salienta o brasilianista Charles Perrone (em Masters of contemporary brazilian song).

No refrão são abordados, no mesmo estilo destrambelhado, do folclore brasileiro ao rock and roll: “Ê, bumba-yê-yê-boi / ano que vem, mês que foi / É, bumba-yê-yê-yê / é a mesma dança meu boi.”

No aspecto musical, vale mencionar que este refrão é construído sobre a repetição de seis compassos, divididos em ternários e binários, fazendo o arranjo de Rogério Duprat citações de O Guarany, de Carlos Gomes (sob o verso declamado sobre as “relíquias do Brasil”) e da canção “All the Way”, após o verso “um elepê de Sinatra”. Essas considerações mostram a relevância da extensa e discutida letra que Torquato Neto, o teórico do tropicalismo, fez para “Geléia Geral”, composição gravada por Gilberto Gil em Panis et circensis, o disco básico da relativamente escassa discografia do movimento.

A expressão “Geléia Geral”, que também seria título de uma coluna de Torquato no jornal carioca Última Hora, em 71/72, tem sua origem anterior à canção: Décio Pignatari havia escrito para revista de literatura Invenção um artigo sobre os princípios da linguagem concretista, que terminava afirmando que “na geléia geral brasileira alguém tem que fazer o papel de medula e de osso”, referindo-se à postura do grupo concretista.

A ligação de Décio e dos irmãos Augusto e Haroldo de Campos com Caetano Veloso ensejou o aproveitamento da expressão (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Geléia geral (1968) - Gilberto Gil e Torquato Neto

Um poeta desfolha a bandeira e a manhã tropical se inicia
Resplandente, cadente, fagueira num calor girassol com alegria
Na geléia geral brasileira que o Jornal do Brasil anuncia
Ê, bumba-yê-yê-boi ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê é a mesma dança, meu boi

A alegria é a prova dos nove e a tristeza é teu porto seguro
Minha terra é onde o sol é mais limpo e Mangueira é onde o samba é mais puro
Tumbadora na selva-selvagem, Pindorama, país do futuro
Ê, bumba-yê-yê-boi ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê é a mesma dança, meu boi

É a mesma dança na sala, no Canecão, na TV
E quem não dança não fala, assiste a tudo e se cala
Não vê no meio da sala as relíquias do Brasil:
Doce mulata malvada, um LP de Sinatra, maracujá, mês de abril
Santo barroco baiano, superpoder de paisano, formiplac e céu de anil
Três destaques da Portela, carne-seca na janela, alguém que chora por mim
Um carnaval de verdade, hospitaleira amizade, brutalidade jardim
Ê, bumba-yê-yê-boi ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê é a mesma dança, meu boi

Plurialva, contente e brejeira miss linda Brasil diz "bom dia"
E outra moça também, Carolina, da janela examina a folia
Salve o lindo pendão dos seus olhos e a saúde que o olhar irradia
Ê, bumba-yê-yê-boi ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê é a mesma dança, meu boi

Um poeta desfolha a bandeira e eu me sinto melhor colorido
Pego um jato, viajo, arrebento com o roteiro do sexto sentido
Voz do morro, pilão de concreto tropicália, bananas ao vento
Ê, bumba-yê-yê-boi ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê é a mesma dança, meu boi


Sucessos de 1968

1859 1866 1880 1901 1902 1903 1904 1905 1906 1907 1908 1909 1910 1911 1912 1913 1914 1915 1916 1917 1918 1919 1920 1921 1922 1923 1924 1925 1926 1927 1928 1929 1930 1931 1932 1933 1934 1935 1936 1937 1938 1939 1940 1941 1942 1943 1944 1945 1946 1947 1948 1949 1950 1951 1952 1953 1954 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985

1968

Realiza-se a I Bienal do Samba, promovida pela TV Record de São Paulo e vencida por
Lapinha, de Baden Powell e Paulo César Pinheiro, cantada por Elis Regina.- maio/1968

A pobreza
A rã (The frog)
Alvorada
Amor de carnaval
Andança
As canções que você fez pra mim
Até quarta-feira
Baby
Bom tempo
Caminhando (Prá não dizer que não..)
Ciúme de você
Coisas do mundo, minha nega
Dá nela, saudade
Divino maravilhoso
Eu daria a minha vida
Eu te amo, te amo, te amo
Eu tenho um amor melhor que o seu
Geléia geral
Helena, Helena, Helena
Januária
Lapinha
Lindonéia
Modinha
Mudando de conversa
Nem vem que não tem
Parabéns, querida
Perto dos olhos, longe do coração
Pra nunca mais chorar
Pressentimento
Quero lhe dizer cantando
Retrato em branco e preto
Sá Marina
Sabiá
Samba do crioulo doido
Se você pensa
Se você voltar
Segura esse samba, ogunhê
Sei lá, Mangueira
Só o ôme
Soy loco por ti, América
Superbacana
Tempos idos
Tive sim
Tropicália
Útima canção
Vesti azul (Anjo azul)
Viola enluarada
Você passa, eu acho graça
Voltei
Wave (Vou te contar)
Renato Barros
João Donato e Caetano Veloso
Cartola, C. Cachaça e H. B. de Carvalho
Zé Keti
Danilo Caymmi, E. Souto e Paulo Tapajós
Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Paulo Sette e Humberto Silva
Caetano Veloso
Chico Buarque
Geraldo Vandré
Luiz Ayrão
Paulinho da Viola
Carlos Imperial e Adilson Silva
Caetano Veloso e Gilberto Gil
Martinha
Roberto Carlos
Roberto Carlos
Gilberto Gil e Torquato Neto
Alberto Land
Chico Buarque
Baden Powell e Paulo César Pinheiro
Caetano Veloso
Sérgio Bittencourt
Maurício Tapajós e H. Bello de Carvalho
Carlos Imperial
Roberto Correia e Sílvio Son
Dori Edson e Marcos Roberto
Carlos Imperial e Eduardo Araújo
Elton Medeiros e H. Bello de Carvalho
Reinaldo Rayol e Renato Correia
Tom Jobim e Chico Buarque
Antônio Adolfo e Tibério Gaspar
Tom Jobim e Chico Buarque
Sérgio Porto
Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Nenéo
Osvaldo Nunes
Paulinho da Viola e H. B. de Carvalho
Edenor Rodriguez
Gilberto Gil e Capinam
Caetano Veloso
Cartola e Carlos Cachaça
Cartola
Caetano Veloso
Carlos Roberto
Nonato Buzar
Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle
Ataulfo Alves e Carlos Imperial
Osvaldo Nunes, D. Lobo e C. de Castro
Tom Jobim

Músicas estrangeiras de sucesso no Brasil

Aranjuez Mon Amour, Joaquin Rodrigo
The Good, the Bad and the Ugly, Enio Morricone
The Ballad of Bonnie and Clyde, Mitch Murray e Peter Callander
Le Bruit des Vagues, Pascal Seuran, Serge Lebrall e Romuald
Canzone per te, Bardotti e Sergio Endrigo
The Fool on the Hill, John Lennon e Paul McCartney
Free Again, Armand Canfora, Jess Baselli, Michel Jourdan e Robert Colby
Hello, Goodbye, John Lennon e Paul McCartney
Hey Jude, John Lennon e Paul McCartney
Honey, Bobby Russsell
Lady Madonna, John Lennon e Paul McCartney
The Last Waltz, Les Reed e Barry Mason
Love is Blue, Andre Popp e Pierre Cour
Pata Pata, Minam Makeba e Jerry Ragovoy
La Pretendida, Pepe Avila
Revolution, John Lennon e Paul McCartney
San Francisco, John Philips
Summer Rain, James Hendricks

Cronologia

07.01: Vai ao ar pela última vez o programa “Jovem Guarda”, da TV Record.

13.01: Morre em São Paulo (SP) o cantor Arnaldo Pescuma.

15.01: Estréia no Teatro Princesa Isabel, no Rio de Janeiro, a peça “Roda Viva”, de Chico Buarque.

12.02: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista/arranjador Astor Silva.

19.02: Realiza-se no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, o histórico recital de Elizeth Cardoso, Jacob do Bandolim, Zimbo Trio e Época de Ouro, produzido por Hermínio Bello de Carvalho e em benefício do Museu da Imagem e do Som.

28.03: O estudante Edson Luís de Lima Júnior é morto pela polícia, em conflito no restaurante do Calabouço, no Rio de Janeiro.

04.04: É assassinado numa varanda do Hotel Lorraine, em Memphis (Tennesee, EUA), o líder negro Martin Luther King.

05: Realiza-se a I Bienal do Samba, promovida pela TV Record de São Paulo e vencida pela composição Lapinha, de Baden Powell e Paulo César Pinheiro, cantada por Elis Regina. Estudantes franceses apoiados por intelectuais, políticos e trabalhadores, revoltam- se em Paris contra o governo, provocando grave crise.

06.06: É assassinado em Los Angeles (Califórnia, EUA) o senador Robert Kennedy.

26.06: Realiza-se no Rio de Janeiro (RJ) a chamada Passeata dos Cem Mil contra a ditadura.

07.07: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Wilson Batista.

07.08: É realizada no Dancing Avenida, no Rio de Janeiro, a festa de lançamento do elepê Tropicália ou panis et circencis. Cinco dias depois, a festa seria repetida no Avenida Danças, lançando o disco em São Paulo.

20.08: Tropas do Pacto de Varsóvia invadem a Tcheco-Eslováquia.

23.08: Morre em São Paulo o cantor/compositor Vicente Celestino.

09: Realiza-se o III Festival Internacional da Canção, promovido pela TV Globo do Rio de Janeiro e vencido pela composição Sabiá, de Tom Jobim e Chico Buarque.

29.09: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o jornalista/compositor Sérgio Porto.

12 a 27.10: Realizam-se na Cidade do México os XIX Jogos Olímpicos da Era Moderna.

13.10: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o poeta Manuel Bandeira.

28.10: Estréia na TV Tupi de São Paulo o programa tropicalista “Divino, Maravilhoso”, com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Os Mutantes.

01.11: Chega ao Rio de Janeiro a Rainha Elizabeth da Inglaterra em visita oficial ao Brasil.

04.11: Estréia na TV Tupi de São Paulo “Beto Rockfeller”, uma telenovela que reformulou a história do gênero.

11 e 12: Realiza-se o IV Festival de Música Popular Brasileira, promovido pela TV Record de São Paulo e vencido pela composição “São São Paulo, Meu Amor”, de Tom Zé.

13.12: É promulgado cm Brasília (DF) o Ato Institucional n° 5, que fecha o Congresso, suspende as liberdades individuais, elimina o equilíbrio entre os Poderes e dá atribuições excepcionais ao presidente da República.

terça-feira, julho 24, 2007

Sucessos de 1967

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1967

Realiza-se o III Festival da MPB, vencido por Ponteio, de Edu Lobo e Capinan - Outubro/1967.

Acorda Maria Bonita
A praça
Alegria, alegria
Carolina
Com açúcar e com afeto
Como é grande o meu amor por você
Coração de papel
Coração vagabundo
Doce de coco
Domingo no parque
Eu e a brisa
Eu sou terrível
Eu te amo mesmo assim
Linda mascarada
Lunik 9
Mancada
Margarida
Maria, carnaval e cinzas
Máscara negra
Meu grito
Não presto mas eu te amo
Noite dos mascarados
O bom rapaz
O caderninho
Palmas no portão
Pára Pedro
Ponteio
Prova de fogo
Quando
Quem te viu quem te vê
Roda viva
Ronda
Só vou gostar de quem gosta de mim
Tijolinho
Travessia
Triste madrugada
Vem quente que eu estou fervendo
Volta Seca
Carlos Imperial
Caetano Veloso
Chico Buarque
Chico Buarque
Roberto Carlos
Sérgio Reis
Caetano Veloso
Cláudio Fontana e Wanderley Cardoso
Gilberto Gil
Johnny Alf
Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Martinha
João Roberto Kelly e David Nasser
Gilberto Gil
Gilberto Gil
Gutemberg Guarabira
Luiz Carlos Paraná
Zé Keti e Hildebrando P. Matos
Roberto Carlos
Roberto Carlos
Chico Buarque
Geraldo Nunes
Olmir Stocker
Valter Dionísio e D’Acri Luís
João Mendes e José Portela Delavy
Edu Lobo e Capinam
Erasmo Carlos
Roberto Carlos
Chico Buarque
Chico Buarque
Paulo Vanzolini
Rossini Pinto
Wagner Benatti
Milton Nascimento e Fernando Brant
Jorge Costa
Carlos Imperial e Eduardo Araújo

Músicas estrangeiras de sucesso no Brasil

Alfie, Burt Bacharach e Hal David
All You Need Is Love, John Lennon e Paul McCartney
Black is Black (Quem Não Quer), Tony Hayes, Steve Wadey e M. Grainger
Born Free (Livre), John Barry e Don Black
C'era un ragazzo che come me amava i Beatles e i Rolling Stones, Migliacci e Lusini
For Your Love (Vivo Só), Graham Gouldman
Guantanamera, José Marti e H. Angulo
Ho Capito che ti Amo, Luigi Tenco
Un Homme et une Femme, Francis Lai e Pierre Barouh
Lucy in the Sky With Diamonds, John Lennon e Paul McCartney
Music to Watch Girls By, Tony Velona e Sidney Ramin
No Milk Today, Graham Gouldman
Penny Lane, John Lennon e Paul McCartney
Run for Your Life (Dona do Meu Coração), John Lennon e Paul McCartney
See You in September, Sherman Edwards e Sid Wayne
Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, John Lennon e Paul McCartney
Something Stupid (Coisinha estúpida), C. Carson Parks
Sunny, Bobby Hebb
There’s a Kind of Hush, Les Reed e Geoff Stevens
This Is My Song, Charles Chaplin
A Whiter Shade of Pale, Keith Reid e Gary Brooker
What Does It Take (Vivendo Sem Você), James Glaser
Winchester Cathedral, Geoff Stevens

Cronologia

24.01: O Congresso Nacional promulga a nova Constituição.

11.02: Morre em São Paulo (SP) o maestro/compositor Alberto Marino.

15.03: Artur da Costa e Silva toma posse na presidência da República.

01.07: Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Marisa Monte.

04.09: É constituída a chamada Frente Ampla, que reune políticos de diversas tendências como Juscelino Kubitschek, João Goulart e Carlos Lacerda.

10: Realiza-se o III Festival da Música Popular Brasileira, promovido pela TV Record de São Paulo e vencido por Ponteio, de Edu Lobo e Capinan. Realiza-se o II Festival Internacional da Canção, promovido pela TV Globo do Rio de Janeiro e vencido pela composição “Per una Donna”, de Marcello, Martino e Perreta, representante da Itália. Na fase nacional venceu “Margarida”, de Gutemberg Guarabira, interpretada pelo Grupo Manifesto.

09.10: Ernesto “Che” Guevara é morto na Bolívia.

03.12: O cirurgião Christian Barnard realiza na Cidade do Cabo (África do Sul) o primeiro transplante de coração humano.

segunda-feira, julho 23, 2007

Disparada

Geraldo Vandré
Em 1966, o compositor Geraldo Vandré participou vitoriosamente de três grandes festivais musicais promovidos pela televisão: em junho, foi 1° lugar na TV Excelsior, com “Porta Estandarte” (parceria de Fernando Lona); em outubro, tirou o 10º lugar na TV Record, com “Disparada” (parceria de Téo de Barros); e ainda em outubro, ficou em 2° lugar na TV Rio (1° Festival Internacional da Canção), com “O Cavaleiro” (parceria de Tuca).

Dessas três composições, a de maior repercussão seria inegavelmente “Disparada”, a mais vigorosa canção de protesto surgida até então, um verdadeiro cântico revolucionário. Musicado por Téo sobre uma versalhada que Vandré havia escrito durante uma viagem, “Disparada” é uma moda-de-viola com sotaque nordestino. “A intenção era compor uma moda-de-viola baseada no folclore da região Centro-Sul, porém nossas raízes se infiltraram no processo e resultou uma catira de chapéu de couro”, esclarece Téo na contracapa de seu primeiro elepê.

Para apresentar “Disparada”, os autores escolheram Jair Rodrigues, então no auge da popularidade, entregando o acompanhamento ao Trio Novo — Téo (viola), Heraldo do Monte (violão) e Airto Moreira (percussão) — reforçado pelo Trio Marayá. O Trio Novo atuou na eliminatória e na gravação de estúdio, mas não pôde participar da final (por já ter compromisso agendado para a data), sendo os seus músicos substituídos por Aires (viola), Gianulo (violão) e Manini (percussão).

Mas nas duas fases o resultado foi excelente, com a canção sendo ruidosamente aclamada pela facção mais politizada da platéia — principalmente em trechos como “Mas o mundo foi rodando / nas patas do meu cavalo / e já que um dia montei / agora sou cavaleiro / laço firme, braço forte / de um reino que não tem rei...” — que rivalizava em número e entusiasmo com os partidários de “A Banda”. Em vista disso, embora “A Banda” tenha ganho pelos votos dos jurados, a direção da Record resolveu considerar as duas concorrentes empatadas na primeira colocação, a fim de evitar um confronto entre os torcedores.

Uma nota pitoresca na apresentação de “Disparada” foi a utilização de uma queixada de burro como instrumento de percussão. A novidade, descoberta por Airto Moreira numa loja em Santo André, emprestou maior rusticidade ao acompanhamento, além de evocar uma visão forte da seca (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).



Disparada - (moda-de-viola, 1966), Geraldo Vandré e Theo de Barros
    D             G          D                  G
Prepare o seu coração pras coisas que eu vou contar
C           Bm        C     Am D    G
Eu venho lá do sertão, eu venho lá do sertão
B7      Em      C      Am D      G
Eu venho lá do sertão e posso não lhe agradar
D             G          D          G
Aprendi a dizer não, ver a morte sem chorar
C               Bm       C    Am  D     G
E a morte, o destino tudo, a morte o destino tudo
B7      Em        C    Am    D   G
Estava fora de lugar, eu vivo pra consertar
G7          C          A7        D
Na boiada já fui boi, mas um dia me montei
B7        Em     D                      G
Não por um motivo meu ou de com quem comigo houvesse
B7              Em         B7        C
Que qualquer querer tivesse porém por necessidade
Am      D   G C      Am     D   G
Do dono de uma boiada cujo vaqueiro morreu
D              G          D              G
Boiadeiro muito tempo, laço firme, braço forte
C          Bm    C     Am  D   G
Muito gado, muita gente pela vida segurei
B7       Em       C     Am   D      G
Seguia como num sonho que boiadeiro era um rei
D          G         D             G
Mas o mundo foi rodando nas patas do meu cavalo
C                G        Am   D       G
E nos sonhos que fui sonhando as visões se clareando
B7          Em      C         Am  D    G
As visões se clareando, até que um dia acordei
D            G        D               G
Então não pude seguir, valente em lugar tenente
C              G            Am      D      G
E o dono de gado e gente, porque gado a gente marca
B7      Em       C              Am D      G
Tange, ferra, engorda e mata, mas com gente é diferente
D             G          D           G
Se você não concordar, não posso me desculpar
C         Bm          Am      D      G
Não canto pra enganar, vou pegar minha viola
B7            Em   C    Am       D     G
Vou deixar você de lado, vou cantar noutro lugar
G7          C        A7           D
Na boiada já fui boi, boiadeiro já fui rei
B7             Em         C      Am  D    G
Não por mim nem por ninguém que junto comigo houvesse
B7              C            B7               C
Que quisesse ou que pudesse, por qualquer coisa de seu
B7                C               Am    D   G
Por qualquer coisa de seu querer ir mais longe que eu
D          G         D              G
Mas o mundo foi rodando nas patas do meu cavalo
C               Bm      C            G
E já que um dia montei agora sou cavaleiro
B7            Em       C       Am      D   G
Laço firme, braço forte de um reino que não tem rei