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Dona Ivone Lara

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É tão cristalino quanto sua maravilhosa voz lírica, já elogiada nos anos 30 por Heitor Villa-Lobos, o merecimento de Dona Ivone Lara de trazer definitivamente incorporada ao nome a distinção honorífica.
Carioca nascida em 1921 (13 de abril), ela só se projetou como cantora e compositora profissional no início dos anos 70, cumprido já meio século de vida, uma experiência riquíssima que incluía as provações da orfandade na infância e a dedicação de enfermeira e assistente social formada e concursada, nessa condição auxiliar valiosa de Nise da Silveira, a médica pioneira na utilização da arte para o tratamento dos doentes mentais.
Dona Ivone também abriria caminhos: foi a primeira mulher a compor samba-enredo (seu currículo aqui é o de co-autora do clássico Cinco Bailes na História do Rio, constante de todas as listas de melhores da especialidade, e parceira de Silas de Oliveira e Mano Décio da Viola, dois dos criadores que poderiam reivindicar a paternidade do gênero).
Compunha desde os 12 anos, quando ainda integrava corais infantis e escolares, alguns sob a direção de Lucila Villa-Lobos, a primeira mulher do gênio. Também ainda menina começou a tocar cavaquinho, quando ganhou o instrumento de presente de um tio, Dionísio, chorão de saraus freqüentados por nomes como Pixinguinha e Candinho Trombone.
O samba, em Dona Ivone, está nas veias e nas circunstâncias. Seu sogro, Alfredo Costa, foi presidente do Prazer da Serrinha, embrião do Império Serrano, e presidente também do próprio Império, escola da qual Dona Ivone é uma eloqüente representação (vê-la rainha do desfile principal, como em 1983, protagonizando a Mãe Baiana do enredo imperiano daquele ano, foi uma emoção inesquecível).
Durante anos, a jovem e então inédita sambista morou em casa ao lado da sede do Prazer da Serrinha. Nos primeiros tempos da sede do Império, quando mulheres ainda não eram admitidas na ala de compositores, ela mandava seus sambas à quadra por intermédio dos primos parceiros, Hélio e Antônio, este o Mestre Fuleiro, lendário diretor de harmonia da escola.
Hoje o principal parceiro na harmonia elaboradíssima das composições é Délcio Carvalho, também imperiano. O palco da estrela – oitentona conservada na voz privilegiada, no dengue natural de rosa faceira do povo e na miraculosa destreza dos passos do miudinho – é que se ampliou para muito além da Serrinha e de Madureira: Dona Ivone Lara é diva de agenda internacional repleta.
Moacyr Andrade - ENSAIO - 11/2/2002
Algumas músicas cifradas de Dona Ivone Lara:
Alguém me avisou, Sonho meu.
Fonte: SESC SP

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Raphael Rabello

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Grande entre os grandes, numa terra de violonistas formidáveis, Raphael Rabello foi um daqueles raros instrumentistas merecedores do título de gênio. Nascido em Petrópolis, Estado do Rio de Janeiro, em 31 de outubro de 1962, numa família musical, começou a tocar violão aos sete anos e, aos 12, era profissional.

Corriam os anos 70 e ainda havia espaço na grande mídia para a boa música. Raphael se viu conhecido como o gênio mirim, o menino prodígio, o virtuose precoce - e era tudo isso. Não gostava que o chamassem de precoce, muito menos de gênio. Afirmava que a técnica perfeita, a sonoridade límpida, a pronúncia impecável eram frutos do esforço e do estudo incansáveis - o que também era verdade. Raphael integrou o primeiro grupo de choro, Os Carioquinhas, quando tinha 14 anos.

Há alguns anos, tinha batido à porta do professor Jaime Florence, o Meira, que havia sido mestre de outro gênio, Baden Powell. Meira olhou o moleque louro, cabeludo, pré-adolescente e não acreditou que ali estivesse um músico sério. Rendeu-se. Pouco tempo depois, não tinha mais o que ensinar a ele.

Em 1979, com o bandolinista Joel Nascimento, Raphael criou o conjunto Camerata Carioca, iniciando contato com outro mestre - Radamés Gnattali. Viria a ser, em pouco tempo, o mais importante intérprete da obra violonística de Radamés.

Gravou, em 20 anos de carreira, 16 discos, alguns deles homenagens a outros mestres de seu instrumento, como o Tributo a Garoto (com Radamés, em 1982) e Relendo Dilermando Reis (1994). Fez discos em duo com cantores (Elisete Cardoso, Ney Matogrosso) e, estima-se, participou como instrumentista em mais de 400 elepês e CDs de artistas diversos.

Ao morrer, trágica e precocemente, aos 32 anos, em abril de 1995, Raphael deixou semi-acabados alguns projetos que, aos poucos, estão vindo à luz. Compôs pouco, e suas 18 canções (com letras de Paulo César Pinheiro) foram lançadas, no início de 2002, no disco Todas as Canções, de sua irmã, Amélia Rabello. Tratam-se de registros ao vivo de shows da cantora, na maior parte das faixas acompanhada por Raphael.

Outro projeto era um tributo ao compositor Capiba, com participações de Chico Buarque, Paulinho da Viola, Milton Nascimento e outros nomes de igual importância. Ao morrer, Raphael tinha boa parte das faixas gravadas e os arranjos de todas as músicas elaborados. O CD Mestre Capiba - por Raphael Rabello e Convidados foi lançado no fim de 2002. Seria o primeiro volume de uma séria intitulada Orgulhos do Brasil, dedicada a mestres da MPB, como ele o foi.

Mauro Dias – ENSAIO - 29/4/1993

Fonte: SESC SP

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Meira

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Meira (Jaime Tomás Florence), instrumentista e compositor, nasceu em Paudalho PE em 1/10/1909 e faleceu no Rio de Janeiro RJ em 8/11/1982. Aprendeu a tocar violão com o irmão Robson, com quem seguiu para o Rio de Janeiro em 1928 no conjunto Voz do Sertão, organizado por Luperce Miranda ainda em Recife, em 1927, e integrado também por Minona Carneiro (cantor) e José Ferreira (cavaquinho).
Foi vizinho de Noel Rosa, que compunha os primeiros sambas. No início da década de 1930 teve editada uma musica sua, Falando ao teu retrato (com De Chocolat), gravada em 1935 por Augusto Calheiros. Sua estréia em disco, porém, ocorreu em 1934, quando Benedito Lacerda e seu regional lançaram o choro Primavera.
Em 1937 substituiu o violonista Carlos Lentine no Regional de Benedito Lacerda, o qual, com Dino (violão de sete cordas), formou uma das mais duradouras duplas violonistas da música popular brasileira. Com o regional, acompanharam os grandes cantores populares da época, em apresentações e gravações.
Na década de 1940, apareceu com algumas composições que alcançaram êxito, como Aperto de mão (com Dino e Augusto Mesquita), gravada por Isaura Garcia na Victor, em 1943; Deixa pra lá (com Augusto Mesquita), choro gravado pela mesma cantora em 1945; e Amar foi minha ruína (com Augusto Mesquita), lançado por Gilberto Alves em 1947.
Em 1950, quando Benedito Lacerda abandonou as atividades artísticas, permaneceu no grupo, que passou a se chamar Regional do Canhoto, realizando durante a década de 1950 muitas gravações com choros dos seus integrantes, além de acompanhar outros artistas. Novamente com Augusto Mesquita, lançou samba-canção Molambo, grande sucesso nas gravações de Roberto Luna e Cauby Peixoto.
Em 1965 tomou parte no show Samba pede passagem, organizado por Sidney Muller, e participou da gravação do LP Rosa de Ouro, pela Odeon. Atuou em gravações de novos sambistas e, a partir de 1970, também de discos de choro, além de lecionar violão no Rio de Janeiro.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora

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Simone

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Simone-1985

Simone Bittencourt de Oliveira nasceu em Salvador BA em 25 de Dezembro de 1949. Cresceu num ambiente musical: o pai havia sido cantor de ópera e a mãe tocava piano. Aos 16 anos mudou-se para São Paulo SP, onde estudou e começou a jogar basquete, chegando a integrar a seleção brasileira.
Em 1973, depois de ouvi-la cantar entre amigos, Moacir Machado convidou-a para um teste na Odeon. Aprovada, assinou contrato de quatro anos e, a 20 de março de 1973, gravou seu primeiro LP, Simone, estreando no mesmo dia em um programa da TV Bandeirantes.
Em outubro do mesmo ano, a convite de Hermínio Bello de Carvalho, viajou para a Bélgica com o espetáculo Panorama brasileiro, apresentado na Feira Brazil Export, de Bruxelas, e no Olympia, de Paris. De volta ao Brasil, foi novamente convidada para uma tourneé, agora pelo Canadá e EUA.
Em 1975 gravou no Brasil seu segundo LP, Quatro paredes. Seus maiores sucessos dessa época são as gravações de De frente pro crime e Bodas de Prata (ambas de João Bosco e Aldir Blanc). Intérprete de canções românticas, firmou-se como cantora ao gravar Começar de novo.
Em 1980 incluiu em seu repertório a canção Caminhando (Prá não dizer que não falei das flores) (Geraldo Vandré), que se tornou um de seus maiores sucessos. Foi a primeira cantora a lotar sozinha um estádio, o Maracanãzinho, em 1981, consagrando-se como grande estrela.
Em 1982, com o show Canta Brasil, levou ao estádio do Morumbi, em São Paulo, 15 mil pessoas a cada noite do espetáculo. Nesse mesmo ano, assinou contrato com a CBS, gravou nos EUA, recebendo o reconhecimento da crítica especializada e, em dezembro, estreou o show Corpo e alma, no Canecão do Rio de Janeiro, com direção de Flávio Rangel, no qual interpretou sucessos como o bolero Me Deixas Louca (Me Vuelves Loco) (Armando Manzanero), Vida (Chico Buarque), Alma (Sueli Costa e Abel Silva), Tô que tô (Kleyton e Kledir), entre outros.
Lançou pela Polygram, em 1996, o CD Café com leite, disco inteiramente dedicado às composições de Martinho da Vila. Em 1997 apresentou-se no Metropolitan, Rio de Janeiro, no show Brasil, dirigido por José Possi Neto, com músicas de Paulinho da Viola, Dorival Caymmi , Ary Barroso, Gonzaguinha e Cazuza, entre outros.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira – Art Folha

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O amor é o meu país

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O amor é o meu país (1970) - Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza
[Intro:] E9 D9 C9 D9

E E7M E7M(6) E7M
Eu queria, eu queria, eu queria
D9/F# E7 B/A A A#º
Um segundo lá no fundo de você
E/B C#m7(9) E/D D D/E E7
Eu queria me perder, ah! me perdoa
F7M(9) F/G G7 C9
Porque eu ando a toa sem chegar
G/C C F/G G7(13) C7M G/C C
Quão mais longe se torna o cais, lindo é voltar
F/G G7(13) C7M
É difícil meu caminhar, mas vou tentar
B7(4) B7
Não importa qual seja a dor,
E7M/B
Nem as pedras que eu vou pisar
Bbm7(b5) D#7(b9)
Não me importa se pra chegar
G#m7M G#m7/F#
Eu sei, eu sei
Fm7(b5) E7M
De você fiz o meu país
B9/D# C#m7 B9/D# E7M E/F#
Vestindo, festa e final feliz

B9 F#/B A/B B7
Eu vi, eu vi
E7M B9/D# C#m7
O amor
E/F# F#9/Bb
É o meu país
B9 F#/B A/B B7
Sim, eu vi
E7M B9/D# C#m7
O amor
E/F# B9 A9 G9 A9 B9
É o meu país

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Somos todos iguais nesta noite (1977) - Ivan Lins e Vítor Martins
Tom: F#7/9+

F#7/9+ Bm7/9 Am7/9
Somos todos iguais nesta noite
D7/9 G7+ C7+ F#7/9+
Na frieza de um riso pintado
Gm7/9 C7/13 C#m7/5-
Na certeza de um sonho acabado
F#7/9- Bm7/9 F#7/9+
É o circo de novo
Bm7/9 Am7/9
Nós vivemos debaixo do pano
D7/9 G7+ C7+ F#7/9+
Entre espadas e rodas de fogo
Gm7/9 C7/13 C#m7/5-
Entre luzes e a dança das cores
F#7/9- Bm7/9 B7/5+
Onde estão os atores
Em7/9 A7 D7+ B7/5+
Pede a banda pra tocar um dobrado
Em7/9 A7 D7+ B7/5+
Olha nós outra vez no picadeiro
Em7/9 A7 D7+ B7/5+
Pede a banda pra tocar um dobrado
Em7/9 A7 D7/4 F#7/9+
Vamos dançar mais uma vez
Bm7/9 Am7/9
Somos todos iguais nesta noite
D7/9 G7+ C7+ F#7/9+
Pelo ensaio diário de um drama
Gm7/9 C7/13 C#m7/5-
Pelo medo da chuva e da lama
F#7/9- Bm7/9 F#7/9+
É o circo de novo
Bm7/9 Am7/9
Nós vivemos debaixo do pano
D7/9 G7+ C7+ F#7/9+
Pelo truque malfeito dos magos
Gm7/9 C7/13 C#m7/5-
Pelo chicote dos domadores
F#7/9- Bm7/9 B7/5+
E o rufar dos tambores
Em7/9 A7 D7+ B7/5+
Pede a banda pra tocar um dobrado
Em7/9 A7 D7+ B7/5+
Olha nós outra vez no picadeiro
Em7/9 A7 D7+ B7/5+
Pede a banda pra tocar um dobrado
Em7/9 A7 D7/4 F#7/9+
Vamos entrar mais uma vez

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Meu país

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Ivan Lins e Vítor Martins
[Intro:] Bb F7(4)

Bb F7(4) Bb F7(4)
Aqui é o meu país
Bb F7(4) Bb F7(4)
Nos seios da minha amada
Bb F7(4) Bb F7(4)
Nos olhos da perdiz
Am7(11) D7 Eb7M
Na lua, na invernada
Em7(b5) A7(b13) Dm7(9) G7
Nas trilhas, estradas e veias que vão
Cm7 F7(4) Bb F7(4)
Do céu ao coração

Aqui é o meu país
De botas, cavalos, estórias
De yaras e sacis
Violas cantando glórias
Vitórias, ponteios e desafios
No peito do Brasil

D#m7(9) Eb/F
Me diz, me diz
F#7M G#7(4) Cm7(9) Bb/D Eb7M F7(4)
como ser feliz em outro lugar

Aqui é o meu país
Dos sonhos sem cabimento
Aqui sou um passarim
Que as penas estão por dentro
Por isso aprendi a cantar
Voar, voar, voar

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Novo tempo

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Ivan Lins e Vítor Martins
[Intro:] A9 A7M(9) G/A D9/F#


A9 A7M(9) G/A D9/F#
No novo tempo, apesar dos castigos
A7M C#m7(9) F#m7(9)
Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos
Bm7 G#m7(b5)
Pra nos socorrer,
C#7(b9) F#m7 D#m7(b5)
Pra nos socorrer,
D/E D9/F# D/E
Pra nos socorrer

No novo tempo, apesar dos perigos
Da força mais bruta, da noite que assusta,
estamos na luta
Pra sobreviver,
Pra sobreviver,
Pra sobreviver

E/D D7M E/D D7M A/C#
Pra que nossa esperança seja mais que a vingança
F#7(4) F#7
Seja sempre um cami...nho
B/A C#7M F#/C# C#7M F#/C# E7M D/E
que se deixa de herança

No novo tempo, apesar dos castigos
De toda fadiga, de toda injustiça,
estamos na briga
Pra nos socorrer,
Pra nos socorrer,
Pra nos socorrer

No novo tempo, apesar dos perigos
De todos os pecados, de todos enganos,
estamos marcados
Pra sobreviver,
Pra sobreviver,
Pra sobreviver

No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos em cena, estamos nas ruas,
quebrando as algemas
Pra nos socorrer,
Pra nos socorrer,
Pra nos socorrer

No novo tempo, apesar dos perigos
A gente se encontra cantando na praça,
fazendo pirraça
Pra sobreviver,
Pra sobreviver,
Pra sobreviver

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Começar de novo

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Convidados a criar um tema musical para a série “Malu Mulher”, estrelada por Regina Duarte, na TV Globo, Ivan Lins e Vitor Martins compuseram “Começar de Novo”, uma grande canção. O assunto liberação, vida nova de uma mulher recém-separada que tenta sair de uma condição de dependência, foi habilmente desenvolvido por Vitor, podendo ser aplicado a qualquer pessoa, independendo de sexo: “Começar de novo e contar comigo / vai valer a pena ter amanhecido / ter me rebelado, ter me debatido / ter me machucado, ter sobrevivido / ter virado o barco, ter me conhecido...”

Ivan completou a música em menos de duas horas, sobre uma letra que o parceiro ainda pretendia alongar, mas teve que deixar como estava, em virtude da data de estréia da série. Faltava então escolher a cantora: Nana Caymmi acabara de gravar “Velas Içadas”, Elis pretendia gravar “Moças” (o que acabou não acontecendo) e Simone gravara “Saindo de Mim”, num disco praticamente concluído, sendo todas essas músicas de Ivan e Vitor.

Ao ser procurada, Maria Bethânia não quis nem ouvir “Começar de Novo”, pois, estando com o repertório de seu novo disco definido, “não podia se arriscar à tentação de ter que mudá-lo”. O jeito foi retornar a Simone e convencê-la a gravar às vésperas da estréia de “Malu Mulher”. Graças à mencionada sutileza do tratamento dado por Vitor Martins, a canção teve êxito tanto na interpretação de Simone (disco Pedaços), como na do próprio Ivan Lins, gravadas quase que simultaneamente, com arranjos diferentes de um mesmo músico, o tecladista Gilson Peranzzetta.

Foi também gravada no exterior por Patti Austin e Sarah Vaughan, com o título de “Island”. Ao ouvir “Começar de Novo” na voz de Simone, Maria Bethânia confessou aos autores que, a partir de então, “jurava jamais considerar fechado o repertório de um disco seu” (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Começar de novo (1979) - Ivan Lins e Vítor Martins
[Intro:] Em7(9) E/F#

Em7(9) G/A A7(13) C/D
Começar de novo e contar comigo
D7(b9) G7M C7M(#11) C7M/G
Vai valer a pena ter amanhecido,
F#m7(b5) B7(b9) Fm7(9) Ab/Bb Bb7(9) Eb7M(#5)
Ter me rebelado, ter me debatido
Eb7M Dm7(b5)(9) G7(b13) Cm7M Cm7 F7(4) F7(13) Bbm7(9)
Ter me machuca...do, ter sobrevivido
Db/Eb Eb7(b9) Ab7M(#5)
Ter virado a me...sa,
C7(#9) Fm7(9) Dbm7(9) Dm7(9)
ter me conhe...ci...do
G7(9)(b13) C7M F#m7(9) B7(b9)
Ter virado o barco, ter me socorrido


Em7(9) G/A A7(13) C/D
Começar de novo e contar comigo
D7(b9) G7M C7M(#11) C7M/G7
Vai valer a pena ter amanhecido
F#m7(b5) B7(b9) Fm7(9) Ab/Bb Bb7(9) Eb7M(#5)
Sem as tuas garras sempre tão seguras
Eb7M Dm7(b5)(9) G7(b13) Cm7M Cm7 F7(4) F7(13) Bbm7(9)
Sem o teu fantas...ma, sem tua moldura
Db/Eb Eb7(b9)
Sem tuas esco...ras,
Ab7M(#5) C7(#9) Fm7(9) Dbm7(9) Dm7(9)
sem o teu domí....nio
G7(9)(b13) C#7M Gm7(9) C7(b9)
Sem tuas esporas, sem o teu fascínio

Fm7(9) Ab/Bb Bb7(13) Db/Eb
Começar de novo e contar comigo
Eb7(b9) Ab7M Db7M
Vai valer a pena ter amanhecido
Gm7(b5) C7(b9) F#m7(9) A/B B7(13)
Sem as tuas garras sempre tão seguras
E7M(#5) E7M Ebm7(b5)(9) Ab7(b13)
Sem o teu fantas...ma,
C#m7M C#m7(9) F#7(4) F#7(13)
sem tua moldura
Bm7(9) D/E E7(b9)
Sem tuas esco...ras,
A7M(#5) C#7(#9) F#m7(9) Em7(9) Ebm7(9)
sem o teu domí....nio
G#7(b13) D7M G#m7(9) C#7(b9)
Sem tuas esporas, sem o teu fascínio

F#m7(9) A/B B7(9)
Começar de novo e contar comigo
D/E Dm/E A7M D7M F/G G/F
Vai valer a pena já ter te esquecido
A/E C#9/F F#m7(9)
Começar de novo

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Bilhete

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Bilhete (1980) - Ivan Lins e Vítor Martins

A7+ D/E
Quebrei o teu prato, tranquei o meu quarto
C#5+/7 F#m7+ F#m7 F#m6
Bebi teu licor
D/E E/G
Arrumei a sala, já fiz tua mala
B/C# F#m7
Pus no corredor
F#m/E D7+ D#m7/9
Eu limpei minha vida, te tirei do meu corpo
G#5+/7 A/C# F/C
Te tirei das entranhas
C7+ Bm7/9
Fiz um tipo de aborto
D6/7 G#m5-/7 C#5+/7 F#m7+ F#m7 Fm7
E por fim nosso caso acabou-se, está morto
A7/9 F#/D D D#m7/9
Jogue a cópia da chave por debaixo da porta
G#5+/7 A/C# F/C
Que é pra não ter motivo
C7+ Bm7/9
De pensar numa volta
D6/7 G#m5-/7
Fique junto dos teus
C#5+/7 F#m7+ F#m7
Boa sorte, adeus


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Abre alas

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“Divido a minha carreira em duas fases, antes e depois de Vitor Martins”, costuma dizer Ivan Lins a respeito do parceiro, com quem passou a compor a partir de 1974. A verdade é que ele vinha de uma crise séria, quando descobriu Martins e readquiriu o entusiasmo para prosseguir em sua carreira.

Causara a crise as críticas que recebera por sua atuação no programa “Som Livre Exportação”, da TV Globo, considerado alienante numa época de forte patrulhamento ideológico. “Abre Alas” foi assim a primeira canção da dupla, lançada em maio de 74 no elepê Modo livre, que marcou a estréia do compositor na RCA.

Tudo começou quando, ao procurar aliviar suas tensões, Ivan passou a pescar com Martins, um entendido em pescarias, que trabalhava em editoras musicais. Um dia, sabendo-o letrista esporádico, Ivan entregou-lhe uma melodia gravada em fita cassete, pedindo-lhe para letrá-la, sem maior compromisso. Devia-se a proposta ao fato de Ronaldo Monteiro de Souza, seu parceiro original, não gostar de fazer versos para melodias prontas, preferindo ter os seus poemas musicados.

Superando a expectativa do amigo, Vitor Martins compôs então uma bela letra contra a repressão política vigente, poeticamente disfarçada em versos de impressionante maturidade, que complementaria a melodia de Ivan, concebida como sempre sobre originais concepções harmônicas: “Abre alas pra minha folia / já está chegando a hora / abre alas pra minha bandeira / já está chegando a hora / apare teus sonhos / que a vida tem dono / ela vem te cobrar / a vida não era assim / (...) / não corra o risco / de ficar alegre / pra nunca chorar...”

Ao revelar um entrosamento só alcançado em raras parcerias, o texto desta canção, e de outras que se seguiram, mostra uma identificação perfeita do poeta com o compositor. Gravada com o característico piano percutido de Ivan Lins, “Abre Alas” puxou o sucesso desse disco, tendo recebido, ainda em 74, uma boa versão do Quarteto em Cy. Com o título de “Smiling Hours”, foi uma das nove composições escolhidas por Sarah Vaughan para o seu álbum Brasil exclusivamente (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Abre alas (1974) - Ivan Lins e Vítor Martins


F#m B7
Abre alas pra minha folia
C#m
Já está chegando a hora
F#m B7
Abre alas pra minha bandeira
C#m
Já está chegando a hora
A7+ Bb7 G#m
Apare os teus sonhos que a vida tem dono
C#m
E ela vem te cobrar
F#m B7 E7+
A vida não era assim, não era assim
A7+ B7b G#m
Não corra o risco de ficar alegre
C#m
Pra nunca chorar
F#m B7 E7+
A gente não era assim, não era assim

...
A7+ B7b G#m
Encoste essa porta que a nossa conversa
C#m
Não pode vazar
F#m B7 E7+
A vida não era assim, não era assim
A7+ B7b G#m
Bandeira arriada, folia guardada
C#m
Pra não se usar
F#m B7 E7+
A festa não era assim, não era assim

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Ivan Lins

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Ivan Guimarães Lins nasceu no Rio de Janeiro RJ em 16 de Junho de 1945. Filho do militar Geraldo Lins e de Leia Guimarães Lins. Aos dois anos de idade, mudou-se com a família para Massachusetts, EUA, ai permanecendo por três anos.
De volta ao Brasil, foi matriculado no Colégio Militar, onde, aos 12 anos, teve seu primeiro contato com a música, por intermédio da banda do colégio. Aos 18 anos, aprendeu piano de ouvido, passando a tocar jazz e bossa nova.
Em 1968, chegou a final do Festival Universitário da TV Tupi com a musica Até o amanhecer (com Valdemar Correia). Formou-se em química industrial pela UFIU em 1969. Nesse mesmo ano, Elis Regina gravou com enorme êxito a canção Madalena (com Ronaldo Monteiro); e, em 1970, obteve o segundo lugar no V FIC cantando O amor é o meu país (com Ronaldo Monteiro), música usada nos aviões da Varig na subida a bordo dos passageiros de vôos internacionais. Por essa época, foi convidado, com Aldir Blanc, Gonzaguinha e outros, para comandar o programa Som Livre Exportação, da TV Globo.
Em 1974 lançou o álbum Modo livre, pela RCA, com o sucesso Abre alas, que inaugurava a parceria com o letrista Víctor Martins. No ano seguinte, ainda pela RCA, lançou Chama acesa. Em 1977 conseguiu outro grande sucesso com a música Somos todos iguais nesta noite (com Víctor Martins), lançada em disco homônimo pela Odeon.
No ano seguinte, lançou o LP Nos dias de hoje e, em 1979, A noite, ambos pela Odeon. No inicio da década de 1980, sua música Começar de novo (composta em 1979, com Víctor Martins) obteve êxito na interpretação de Simone. Na mesma ocasião, fez sucesso com o LP Novo tempo (Odeon). Transferiu-se em 1981 para a Polygram e lançou o disco Daquilo que eu sei. Dois anos depois, gravou o LP Depois dos temporais (Polygram).
A partir de 1985, passou a gravar nos EUA e a realizar tournées internacionais. A repercussão alcançada o levou a criar uma editora nos EUA, a Dinorah Music, ligada a produtora de Quincy Jones. Com o reconhecimento internacional, suas músicas foram gravadas por George Benson, Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald, entre outros.
Em 1989 gravou pela WEA o disco Love dance, todo em inglês. Nesse mesmo ano, lançou no Brasil o disco Amar assim (Polygram). Ao comemorar 20 anos de carreira, em 1990, realizou uma tourneé pelo Brasil e lançou o disco Ivan Lins: 20 anos (Som Livre).
Criou em 1991 a gravadora Velas, graças ao amigo, parceiro e sócio Victor Martins, com o objetivo exclusivo de lançar novos talentos e de resgatar as raízes da musica brasileira. Como produtor e empresário, lançou cantores como Chico César, Lenine e Belô Veloso.
Em 1993 lançou no Brasil e nos EUA, Japão e Europa, o CD Awa Yio, todo em parceria com Victor Martins, tendo a música Meu país obtido grande sucesso. Em 1995 lançou o CD Anjo de mim (Velas), uma vez mais com músicas em parceria com Victor Martins. No ano seguinte, gravou com a banda Irakere o disco Ao vivo em Cuba. Em 1997 lançou o CD duplo Vivanoel - Tributo a Noel Rosa (Velas), com a participação de diversos convidados.
Algumas músicas cifradas:
A bandeira do Divino, Abre alas, Aos nossos filhos, Cartomante, Bilhete, Começar de novo, Madalena, Meu país, Novo tempo, O amor é o meu país, Renata Maria, Somos todos iguais nesta noite.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha


Lúcio Cardim

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Houve um tempo no qual as madrugadas paulistanas tinham mais estrelas na terra que no céu. A música - sempre de qualidade - temperava a alegria das pessoas e a felicidade se traduzia em sorrisos, amores, amigos.
As portas eram sempre abertas pela simpatia do Souza (casa de qualidade tinha que tê-lo na recepção) e vozes como as de Pedro Miguel, Fabião, Geraldo Cunha, Adauto Santos, Luiz Carlos Paraná, Roberto Luna, José Domingos, Noite Ilustrada, Cláudia Barroso, Ana Maria Brandão, Ellen Blanco - entre tantas - tornavam as conquistas mais fáceis, os romances mais bonitos.
O violão de Makumbinha; os pianos de Mário Edson e Moacir Peixoto; o pistão de seu irmão Araken; o contrabaixo de mil histórias de Xu Viana, representavam os músicos que sublinhavam talentos com seus sons.
De Santos - nas pegadas de Mauricy Moura - subiu um rapaz, compositor e cantor, que somaria seu brilho às vozes noturnas. Romântico e boêmio, como de lei, Lúcio Cardim era dono de uma história pitoresca.
Autor de Matriz e filial, composta na linha dor-de-cotovelo de Lupicínio Rodrigues ("Quem sou eu / pra ter direitos exclusivos sobre ela ? / se eu não posso sustentar os sonhos dela / se nada tenho, e cada um vale o que tem…"), dizia sempre que ganhava mais dinheiro com apostas, que com direito autoral. Acontece que os leigos acreditavam piamente ser a música de Lupicínio e só acreditavam ser Lúcio o autor depois de conferir nos discos. Aí era tarde, tinham que pagar a aposta.
Mas Lúcio tinha um sem número de coisas bonitas, uma bagagem que fazia dele um dos principais compositores românticos de sua geração. Êta Dor de Cotovelo é um dos melhores exemplos, sempre na linha lupiciniana, somava-se aos versos clássicos de Obra Prima (Levar você de mim é muito fácil / Difícil é fazer você feliz…"), entre tanta coisa que fazia a delícia da boêmia, embora não o transformasse em grande vendedor discos.
Suas tiradas filosóficas, suas soluções harmônicas, seus versos certeiros como flechas, garantiram a ele um lugar permanente não apenas entre os notívagos, mas na própria história da música popular brasileira, naquilo que lhe foi tão característico entre os anos 50 e 70.
Arley Pereira - MPB ESPECIAL - 12/3/1975
“Aqui em São Paulo havia um dos maiores letristas que já conheci, mas não era muito boêmio. Bebia café, água mineral, outras perfumarias. De não beber, morreu de cirrose. Este é o meu catecismo: quem bebe morre, quem não bebe morre também. Por isso de vez em quando dou um tapa no beiço.” Jamelão falando do seu amigo, parceiro e compositor, antes de interpretar Matriz e Filial, composição de Cardim.
Fontes: Overmundo e Sesc SP.com.br

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Leci Brandão

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Leci Brandão
Leci Brandão, cantora e compositora, nasceu no Rio de Janeiro em 12 de setembro de 1944. Original da estrada da Portela, foi criada em Vila Isabel, concluindo o curso colegial no Colégio Pedro II. Começou a compor em 1963.
Cinco anos depois, quando funcionária da Companhia Telefônica, apresentou-se como compositora no programa de televisão A Grande Chance, de Flávio Cavalcanti, obtendo primeiro lugar. Trabalhou em seguida em uma fábrica em Realengo e mais tarde conseguiu bolsa de estudos para cursar direito na Universidade Gama Filho, onde participou de dois festivais de música.
Em 1973, com o samba Quero sim (com Darci da Mangueira), na interpretação de Renata Lu, venceu o II Encontro Nacional do Compositor de Samba. Lançou em 1974 seu primeiro disco, um compacto duplo, para a gravadora Marcus Pereira, com as músicas de sua autoria Benedito de Lima, Deixa pra lá, Preferência e Quero sim. No mesmo ano entrou para a ala de compositores da Mangueira e seu samba-enredo obteve o segundo lugar.
Em 1975 classificou a música Antes que eu volte a ser nada, defendida por ela mesma, no Festival Abertura, da TV Globo, e lançou seu primeiro LP, Antes que eu volte a ser nada, pela Marcus Pereira. Gravou ainda os LPs Questão de gosto, 1976, Coisas do meu pessoal, 1977, Metades, 1979, Essa tal criatura, 1980.
Em seguida rescindiu seu contrato com a Polygram, ficando sem gravar por 5 anos. Nesse período, intensificou sua participação em campanhas políticas, realizou shows em defesa de minorias, apresentou-se no exterior a convite (Dinamarca, França, Angola), atuou no Projeto Pixinguinha ao lado da cantora Joyce. Voltou a gravar em 1985, com o LP Leci Brandão, pela Copacabana, e no ano seguinte retornou ao Projeto Pixinguinha, com o Grupo Fundo do Quintal.
Gravou em 1987 o LP Dignidade, com destaque para Só quero te namorar e Me perdoa, poeta e, em 1988, Um beijo no seu coração, que incluía Olodum força divina, sucesso em todo o Brasil.
Em 1990 recebeu dois prêmios Sharp pelo disco Cidadã brasileira. Em 1993 e 1995 lançou pela RGE os CDs Atitudes e Anjos da Guarda. Em 1996 transferiu-se para a gravadora Movieplay, lançando o CD Somos da mesma tribo.
Obras: Anjos da guarda, 1995; Antes que eu volte a ser nada, 1975; Atitude (c/Zé Maurício), 1993; Bate tambor (c/Zé Maurício), 1992; Benedito de Lima, 1974; Deixa pra lá, 1974; Preferência, 1974; Quero sim (c/Darci da Mangueira), samba, 1973; Só quero te namorar, 1987; Somos da mesma tribo (c/Dionísio Santos), 1996.
CDs: Somos da mesma tribo, 1996, Movieplay BS275; Sucessos de Leci Brandão, 1996, Copacabana 99102.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora

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Jair Rodrigues

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Jair Rodrigues
O cantor Jair Rodrigues (Jair Rodrigues de Oliveira) nasceu em Igarapava, São Paulo, em 06/2/1939. Em criança, cantava hinos sacros na igreja de Nova Europa SP, para onde se mudara com um ano de idade. Trabalhou como engraxate, mecânico, servente de pedreiro e ajudante de alfaiate, antes de se apresentar várias vezes num programa de calouros, em São Carlos SP, em 1958.
Transferiu-se então, para São Paulo, trabalhando na Alfaiataria Primor como ajudante. Depois de classificar-se em primeiro lugar como calouro no Programa de Cláudio de Luna, na Rádio Cultura, começou a cantar nas boates paulistas Asteca, Urca, São Bento, Djalma e La Vie en Rose.
Em 1962 estreou na Rádio Tupi, em São Paulo, e gravou pela Philips, especialmente para ser tocada pela Rádio Record, a música Marechal da vitória (Alfredo Borba), dedicada a Paulo Machado de Carvalho, chefe da delegação brasileira que foi bicampeã mundial de futebol. Lançou ainda um compacto simples pela mesma gravadora, com Balada do homem sem Deus (Fernando César e Agostinho dos Santos) e Coincidência (Venâncio e Corumbá).
No ano seguinte, gravou na Philips seu primeiro LP O samba como ele é, e por volta de 1964, quando se apresentava na boate paulista Stardust, conheceu Alberto Paz e Edson Meneses, compositores de Deixa isso pra lá, música que, ao ser gravada em 1964, no LP Vou de samba com você (Philips), se tornou grande sucesso, lançando seu nome nas paradas de disco.
Em abril do ano seguinte, foi convidado às pressas pelo produtor Walter Silva para participar de um show no Teatro Paramount, em São Paulo, substituindo Baden Powell. Participou do espetáculo, ao lado de Elis Regina e do Jongo Trio, sendo pouco depois lançado o LP Dois na bossa, gravado ao vivo nessa ocasião pela Philips e que se tornou um dos LPs mais vendidos no Brasil.
Com Elis Regina, foi contratado em maio de 1965 pela TV Record, de São Paulo, para o programa O Fino da Bossa, no qual os dois funcionavam como intérpretes principais e apresentadores. Defendeu ao lado do Trio Marayá (vocal) e Trio Novo (instrumental), no II FMPB, da TV Record, de São Paulo, em 1966, a música Disparada (Geraldo Vandré e Teo de Barros), incluída no seu LP O sorriso do Jair, dividindo o primeiro lugar com A banda(Chico Buarque). Nesse ano, lançou pela Philips um de seus maiores sucessos, o samba Tristeza (Niltinho e Haroldo Lobo).
Ao lado de Elis Regina e do Zimbo Trio, excursionou, no ano seguinte, por Portugal (Cassino Estoril), Argentina (Teatro Famoso), Angola (Cine Ávis) e ainda pelo Uruguai e Brasil. Com Elis, gravou ao vivo ainda mais dois volumes na série Dois na bossa (1966 e 1967) e lançou sozinho o LP Jair, que incluía o samba Triste madrugada (Jorge Costa), que fez muito sucesso.
Sua primeira composição foi Na brincadeira do mundo, feita em 1969 com Carlos Odilon e incluida no mesmo ano no LP Jair de todos os sambas, no qual outro grande sucesso foi Casa de bamba (Martinho da Vila).
Em 1971, com Os Originais do Samba, apresentou- se no MIDEM, em Cannes, França, e em Estocolmo, Suécia, participando, no ano seguinte, do Festival de Carnaval, do Waldorf Astoria, em New York, EUA. Em 1972, seu sucesso foi Tengo-tengo (ou Mangueira, minha querida madrinha), samba-enredo do Salgueiro, de Zuzuca, que repetiu o êxito do ano anterior, Festa para um rei negro, do mesmo autor e escola.
Ainda em 1972, sua composição Se Deus quiser (com Wando) foi gravada em seu LP Com a corda toda. Tendo gravado novos LPs em 1973 (Orgulho de um sambista) e 1974 (Abra um sorriso novamente e Jair Rodrigues dez anos depois), participou novamente do MIDEM, em 1975, ano em que cantou no Teatro Olympia, em Paris, França, espetáculo de que resultou um disco gravado ao vivo. No mesmo ano, gravou seu 17° LP Eu sou o samba, que incluía Vai, meu samba (Ari do Cavaco e Otacílio de Sousa).
Nas décadas seguintes continuou sendo um dos cantores que mais vendeu discos no Brasil, gravando: Minha hora e vez (1976); Estou com o samba e não abro (1977); Pisei chão (1978); Couro comendo e Antologia da seresta n 1 (1979); Estou lhe devendo um sorriso (1980); Antologia da seresta n 2 e Alegria de um povo (1981); Jair Rodrigues de Oliveira (1982); Carinhoso (1983); Luzes do prazer (1984); Jair Rodrigues (1985); Jair Rodrigues (1988); Lamento sertanejo (1991); Viva meu samba (1994); Eu sou (1996).
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.

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Viola no paletó

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Paulo Diniz
Tom: A
Intro: A Bm E7 A F#7 Bm E7 A


A (A7) Bm
Minha gente eu vim de longe
E7 A
Estou aqui cansado e só (2x)
A7 Bm
Tenho muito prá contar
E7 A
Do que vi, por onde andei
F#7 Bm
Das estradas dos caminhos
E7 A
Dos lugares que passei
A7 Bm
Tô chegando e trouxe pouco
E7 A
Porque muito eu não ganhei (2x)
A7 Bm
Trouxe forças pra lutar
E7 A
Por um bem que já se fez
F#7 Bm
Trouxe uma vontade imensa
E7 A
De ficar de uma vez
A7 Bm
Trouxe um canto e um desencanto
E7 A
E um sorriso que consola
F#7 Bm
Muito amor dentro do peito
E7 A
Pouca coisa na sacola
A7 Bm
Trouxe o cansaço da vinda
E7 A A7
De quem anda a pé e só
D A
E uma viola sofrida
E7 A A7
Pendurada no paletó (repete até acabar)

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Um chope pra distrair

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Paulo Diniz
51 52 Em7 A7    Em7       A7         D7+ A D7+ 51 52
Intro:25 23 34 23 34 32 45 44 44 42 44
Em7 A7 Em7 A7 D7+ A D7+ 51 52
34 23 25 12 25 34 23 34 32 44 34 32 44


Em7 A7 Em7 A7 Em7 A7 Em7 A7 D7+ A
ELA PASSOU DEIXANDO UM SORRISO NO CHÃO DEU UM BANHO
D7+ A Bm Bm7 G7+ F#m7
DE BELEZA EM MEUS OLHOS AÍ COMEÇOU O VERÃO MIL
G7+ F#m7 Em7 A7 51 52
CORES PINTANDO O PAINEL COPACABANA
Em7 A7 Em7 A7 Em7 A7 Em7 A7 D7+ A
ELA PAROU NA LOJA DE DISCO E ESCUTOU A CANÇÃO QUE EU
Bm Bm7 G7+ F#m7 G7+
FIZ PRA ELA A MINHA MESAGEM DE AMOR É TUDO QUE EU
F#m7 Em7 A7 D7+ Em7 A7
TENHO PRA DAR CHOREI DE AMOR EU SEI UM CHOPE PRA
Em7
DISTRAIR.

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Sabiá na seca

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Paulo Diniz
Introdução: ( Am  E  Am  E  Am ) 2x  ( E Am )


Am Dm E
Vem cantar na minha terra, sabiá
Am
Vem cantar pelo verão
Dm E
Por que é que tu na seca, sabiá
Am
Abandona o sertão
Dm E
Vem cantar somente um dia, sabiá
Am
Lá no galho do chorão
Dm E
Prá tanger minha tristeza, sabiá
Am
E matar minha paixão
E
Eu também sou como tu, sabiá
Am
Também sinto a mesma dor
Dm E
Eu cantava todo dia, sabiá
Am
Quando tinha meu amor
E
Esse um dia foi-se embora, sabiá
Am
Só a tristeza deixou
Dm E
Foi um tempo traiçoeiro, sabiá
Am
Veio a seca e carregou

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Quero voltar pra Bahia

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Quero voltar pra Bahia (1970) - Paulo Diniz
Tom: E
E A E
: I don't want to stay here
B7 E
I wanna to go back to Bahia :

A E
Eu tenho andado tão só
B7 E
Quem me olha nem vê
A E
Silêncio em meu violão
B7 E
Nem eu mesmo sei porque

D A
De repente ficou frio
B7 E
Eu não vim aqui para ser feliz
D A
Cadê o meu sol dourado?
B7 E
Cadê as coisas do meu país?

E A E
: I don't want to stay here
B7 E
I wanna to go back to Bahia :

D A
Via Intelsat eu mando
B7 E
Notícias minhas para "O Pasquim"
D A
Beijos pra minha amada
B7 E
Que tem saudades e pensa em mim

E A E
: I don't want to stay here
B7 E
I wanna to go back to Bahia :


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Piri Piri

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Paulo Diniz
Tom: F
Introdução: (F Bb) C7


F Bb
Cana de canavial
F
Dá licença de chegar
Am7
Eu vim de Piri Piri
Gm7
Eu vim de Piri Piri
F Am7
Vim pra ver como é que é
F
O amor que existe aqui
Am7
Será que é como é
Gm7
O amor de Piri Piri, hã
Cm7 F
Lá, não há distinção de cor
Bb Am7
Lá, cada amigo é um irmão
Dm7 Dm7+ Dm6
Lá, galo canta é madrugada
G7
Caminhante faz parada
C7
Se apaixona pelo ar
Bb Am7
Lá, vagalume enfeita as noites de amor
Bb Am7
Lá, violeiro faz cantiga ao luar
Dm7 Dm7+ Dm6
Lá, sussurrando pela estrada
G7
Ficou minha namorada
C7
Uma lágrima a rolar
Bb F
Eu vim de Piri Piri
C7 F
Eu vim de Piri Piri
Bb F
Eu vim de Piri Piri,
C7 F
De Piri Piri, de Piri Piri, eu
Bb F
Vim de Piri Piri
C7 F
Eu vim de Piri Piri
Bb F
Eu vim de Piri Piri
C7 F
De Piri Piri, de Piri Piri
Bb
Cana de canavial
F
Dá licença de chegar
Am7
Eu vim de Piri Piri
Gm7
Eu vim de Piri Piri

Bb F
Eu vim de Piri Piri
C7 F
Eu vim de Piri Piri
Bb F
Eu vim de Piri Piri
C7 F
De Piri Piri, de Piri Piri

Bb F
Eu vim de Piri Piri
C7 F
Eu vim de Piri Piri
C7 F
De Piri Piri, de Piri Piri

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Pingos de amor

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Kid Abelha

Pingos de amor - Paulo Diniz
Tom: C7+
Intro: C7+


C7+
A vida passa, eu telefono
Dm7
E você já não me atende mais
Será que já não temos tempo
C7+
Nem coragem de dialogar

Ainda ontem pela praia
Dm7
Alguma coisa me lembrou você
E veio a noite e namorados se beijando
C7+
E eu estava só


Em7 F7+ C7+
Vamos ser outra vez nós dois
Em7 F7+ Fm/Ab C7+
Vai chover pingos de amor... ooo
Dm7
de amor
C7+ Dm7
Pingos de amor, pin pin pin

Do Início
Pingos de amor...

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O chorão

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Paulo Diniz
Introdução: E F#m B E B7


E
Vejam só que coisas engraçadas
F#m
A vida tem pra nos dar
B
Vou pedir que prestem atenção
E
A história que vou contar, hum
E
Outro dia a vinha pela rua
F#m
Quase morri de rir
B
Pois um cara que passou por mim
E
Chorava fazendo assim:

F#m B
Hã, ram ram ram ram ram ram (hop hop hop hop
E
Hã, ram ram ram ram ram ram (hop hop hop hop
F#m B
Hã, ram ram ram ram ram ram (hop hop hop hop
E
Hã, ram ram ram ram ram ram (hop hop hop hop


É demais, é demais
F#m
Como chora esse rapaz
B
Não conheço outro cara assim
E
Chorar como ele faz


(solo) E F#m B E (3x) B7


(repete tudo)

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Meu amor chorou

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Paulo Diniz
Tom: Am
Introdução: Am


Am B7 E7
O meu amor chorou,
Am
não sei por que razão
Am B7 E7
O meu amor chorou,
A7
não sei porque razão

Dm G7 C
Também pudera eu não estava acostumado à vida de casado
F Dm
Faço força pra ficar em casa sossegado
E7 Am A7
Mas amor é tão difícil a gente se conter

Dm G7
Antigamente a minha vida era de bar em bar
C F
Pelas ruas da cidade a lua quando sai
Dm
Saudade vem e a gente vai
E7 A7
E fica pela rua até o amanhecer

Dm
Mas te prometo um dia meu amor
E7 Am
Mudar de vida pra te consolar
Bb
E pra fazer seu gosto embora morra de desgosto
E7 A7
Trocarei tudo o que tenho pr'ocê não chorar

Dm
Mas te prometo um dia meu amor
E7 Am
Mudar de vida pra te consolar
Bb
E pra fazer seu gosto embora morra de desgosto
E7 Am
Trocarei tudo o que tenho pr'ocê não chorar
E7 Am
Não chorar, não chorar

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Maria das Dores

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Paulo Diniz
Tom: A

A A7+ F#7 Bm
Maria das Dores cadê aquela rosa que eu te dei?
C#7 F#m
Eu até notei que você nem a usa mais
B7 Bm
Também já sei que você tem outro rapaz
E7 Bm E7 A
E por causa dele em mim não pensa mais
C#7 F#m
Você bem sabe que eu sou considerado
C#7 F#m A7
Não dou bola pr'o azar e não sou de reclamar
D F#° A F#7
A maior derrota é não saber perder
Bm E7 A A7 BIS
Vou arranjar outra Maria pra esquecer você Laiá, laiá...)

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E agora José?

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Paulo Diniz
Introdução: Dm  Am  E  Am (2x)


Am
E agora José?
Bm7/5- Am
A festa acabou a Luz apagou
E Am
O povo sumiu, a noite esfriou.
E Am
E agora José?
E
E agora você?
Bm7/5- Am
Você que é sem nome, que zomba dos outros,
E Am
Você que faz versos que ama protesta.
E Am E Am
E agora José?
Bm7/5- Am
Está sem mulher, está sem carinho,
E Am
Está sem discurso, já não pode beber.
Bm7/5- Am
Já não pode fumar, cuspir já não pode,
E Am
A noite esfriou, o dia não veio.
Bm7/5- Am
O bonde não veio, o riso não veio,
E Am
Não veio a utopia e tudo acabou
Bm7/5- Am
E tudo fugiu e tudo mofou
E Am
E agora José?
Bm7/5- Am
Sua doce palavra, seu instante de febre.
E Am
Sua gula e jejum sua biblioteca
Bm7/5- Am
Sua lava de ouro seu terno de vidro
E Am
Sua incoerência seu ódio e agora?
Bm7/5- Am
Com a chave na mão quer abrir a porta
E Am
Não existe porta, quer morrer no mar.
Am Bm7/5-
Mas o mar secou, quer ir para Minas.
E Am
Minas não há mais José e agora?
Bm7/5- Am
Se você gritasse se você gemesse,
E Am
Se você tocasse a valsa vienense.
Bm7/5- Am
Se você dormisse se você cansasse
E Am C E
Se você morresse, mas você não morre.
Am Bm7/5-
Você é duro José sozinho do escuro.
Am E
Qual bicho do mato, sem teogonia,
Am E Am
Sem parede nua para se encostar
Bm7/5- Am
Sem cavalo preto que fuja a galope,
E Am
Você marcha José, José para onde?
E Am
(Você marcha José, José para onde?).
E Am
(Marcha José, José para onde?).
E Am E
(José para onde?).
Am
(Para onde?).
E Am
E agora José, José para onde?
E Am
E agora José, para onde?
E Am
E agora José, José para onde?
E Am
E agora José, para onde?
E Am
E agora José, para onde?

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Chutando pedra

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Paulo Diniz
Introdução: F C G C C7 F C G C


C F C F C F
Ah se eu fosse você, não me deixava não
C F Bb G
Eu faria até chover, pra quem me deu a mão, a mão
F C F C F
Eu faria o sol chegar, em pleno anoitecer, er
C F Bb G
E o coração lutar, pra gente não morrer, er
F C
Descalço eu dava bico em pedras
G C C7
E o mundo não teria final
F C
Descalço eu dava bico em pedras
G C
E o mundo não teria final


Solo: C G C C7 F C G C

C F C F C F
Se você pudesse ler, agora em meu olhar, ar
C F Bb G
O que eu tenho pra dizer, e quando vou falar, ar
F C F C F
Um soluço logo vem, e eu não digo nada, nada
C F
Sem você não sou ninguém,
Bb G
Minha amiga amada, amada uohhh
F C
Descalço eu dava bico em pedras
G C C7
E o mundo não teria final não, não, não, não
F C
Descalço eu dava bico em pedras
G C C7
E o mundo não teria final, não, não, não
F C
Descalço eu dava bico em pedras
G C C7
E o mundo não teria final
F C
Descalço eu dava bico em pedras
G C C7
E o mundo não teria final, ah
F C
Descalço eu dava bico em pedras
G C
E o mundo não teria final, não, não, não.

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Paulo Diniz

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Paulo Diniz, cantor e compositor, nasceu em 1940, em Pesqueira, Pernambuco. Órfão de pai, dos 12 aos 16 anos trabalhou numa fábrica de doces da sua cidade. Depois, mudou-se para o Recife, onde tentou ganhar a vida engraxando sapatos, como locutor de casas comerciais e, em seguida, locutor da Rádio Jornal do Commercio, de onde foi demitido por pronunciar um nome errado.
Do Recife, seguiu para Caruaru, e, depois, para Fortaleza, Ceará. Em meados da década de 60 vai para o Rio de Janeiro e é contratado pela Rádio Globo.

No Rio de Janeiro, gravou seu primeiro disco - um compacto simples com as músicas Quem desdenha quer comprar e O chorão; esta última estourou nas emissoras de rádio de todo o Brasil e ele passou a freqüentar o programa de maior sucesso na televisão à época, o Jovem Guarda, comandado por Roberto Carlos.
Outros grandes sucessos que vieram depois: Quero voltar pra Bahia; Um chope pra distrair; Pingos de amor; E agora José? (poema de Carlos Drummond de Andrade); Ciranda do Mar (lançada em 30 países). Musicou, também, trechos do Poema sujo, de Ferreira Gullar.
Foi um dos poucos cantores/compositores que seguiram carreira com sucesso depois de passado o modismo da Jovem Guarda. Entre 1987/1996, não gravou nenhum disco, em decorrência de graves problemas de saúde que quase o deixaram paralítico.
Recuperado, em 1997 retomou a carreira, quando novamente já tinha residência fixa no Recife; grava um especial para a TV Educativa da Bahia e prepara-se para lançar novo CD com canções a partir de poemas de grandes poetas brasileiros, como Drummond, Augusto dos Anjos, Gonçalves Dias, Ferreira Gullar, Manuel Bandeira e outros.
Algumas músicas cifradas para violão:
Chutando pedra, E agora José?, Maria das Dores, Meu amor chorou, O chorão, Pingos de amor, Piri Piri, Quero voltar pra Bahia, Sabiá na seca, Um chope pra distrair, Viola no paletó.
Fonte: Pernambuco de A/Z

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Voa liberdade

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Jessé

Voa liberdade - Mário Maranhão, Mário Marcos e Eunice Barbosa
Gm   D/F#           Gm
Voa, voa minha liberdade
Bb F/A F/Eb Bb/D Bb F/A Gm7
Entra se eu servir como morada
D7/F# D/C Gm7
Deixa eu voar na sua altura
Eb Bb/D Cm7 Am7(b5) D7(#5)
Agarrado na cintura da eterna namorada


Gm D/F# Gm
Voa, feito um sonho desvairado
Bb F/A F/Eb Bb/D Bb F/A Gm7
Desses que a gente sonha acordado
D7/F# D/C Gm7
Voa coração esvoaçante
Eb Bb/D
Feito um pássaro gigante
Cm7 G/D D D4
Contra os ventos do pecado


G D/F# D D#°
Voa nas manhãs ensolara____das
Em Em/D C Bm
Entra, faz verdade essa ilusão
D Bb F/A
Voa, voa no estalo do meu grito
F#° Gm7 Eb D4 D
Quero ver teu infinito Nesse azul sem dimensão
Bb F/A
Voa no estalo do meu grito
F#° Gm7 Eb D4 D
Quero ver teu infinito Nesse azul sem dimensão

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Solidão de amigos

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Jessé

Solidão de amigos - Eunice Barbosa e Mário Maranhão
Tom: D
Intro: D


D Em
Lenha na fogueira , lua na lagoa
A7 D
Vento na poeira , vai rolando à toa
D Em
A cantiga espera quem lhe dê ouvidos
A7 D D7
A viola entoa , solidão de amigos


G G#º D
A saudade lembra de lembranças tantas
Bm D D7
Que por si navegam nessas águas mansas
G G#º D
A saudade lembra de lembranças tantas
Bm D E
Que por si navegam nessas águas mansas


E F#m
Quando a cachoeira desce nos barrancos
B7 E
Faz a várzea inteira se encolher de espanto
E F#m
Lenha na fogueira , luz de pirilampos
B7 E E7
Cinzas de saudades voam pelos cantos


A A#º E
A saudade lembra de lembranças santas
B7 E E7
Que por si navegam nessas águas mansas
A A#º E
A saudade lembra de lembranças tantas
B7 E
Que por si navegam nessas águas mansas

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Porto Solidão

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Jessé

Porto Solidão (1980) - Zeca Bahia e Gincko
Tom: Am


Am A7 Dm
Se um veleiro repousasse na palma da minha mão
E4/7
Sopraria com sentimento e deixaria seguir sempre
E7 A7 Dm
Rumo ao meu coração, meu coração
Bm7/5- Am Am/G
A calma de um mar que guarda tamanhos segredos
B7/F# F7/5- E7 Am
De versos naufragados e sem tempo


A7 Dm G/B C G/B
Rimas de ventos e velas, vida que vem e que vai
Am Bm7/5-
A solidão que fica e entra
E7 Am
Me arremessando contra o cais

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Campo minado

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Jessé
Tom: Gm


Gm Gm/F
Já andei por tantas terras
Cm
Já venci mil guerras
Cm/Bb F/A
Já levei porradas dominei meu medo
F7 Bb D7
Já cavei trincheiras no meu coração
Gm Gm/F Cm
Descobri nos pesadelos sonhos mutilados
Cm/Bb F/A
E acordei no meio de anjos cansados
F7 Bb D7
De serem usados pela solidão
Gm Gm/F Cm
Ah! Meu coração é um campo minado
F7 Bbm
Muito cuidado ele pode explodir
Bbm/G# Ebm
E se depois de tão dilacerado
G#7 C#m
For desarmado por quem há de vir
C#m/B Bb° (ou C#m/Bb)
Alguém que queira compensar a dor
B/A F#m
Plantar o sonho e ver nascer a flor
F#m/E F#m/Eb
Alguém que queira então me residir
G#7 C#m
E explodir meu coração de amor

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América

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Jessé
Tom: C
Intro: (G7) C


C G/B
Esse sol que brilha forte
Am Em
Essa luz que não tem fim
F C/E
A saudade é que me faz voltar
Dm F/G G7
Eu te quero junto a mim
C G/B
Tua gente carinhosa
Am Em/G
Sabe dar e receber
F C/E
Jeito novo de se apaixonar
Dm7 F/G
Eu não vivo sem te ver
C G7
América... a terra que faz sonhar
Dm Am G
América.........a minha razão de amar, me faz chorar
REFRÃO
C G7
América... eu quero te ouvir cantar
Dm Am G
América... eu quero te ouvir falar, te ouvir gritar
F C
América...
C G/B
Tua pele é tão morena
Am Em
É latina a tua voz
F C
Eu te lembro para não perder
Dm7 F/G
O que existe entre nós
C G/B
Tua força que me invade
Am Em/G
Eu te quero ver em paz
F C/E
Eu não posso mais te ver sofrer
Dm7 F/G G7
Não te deixo nunca mais

REFRÃO

C/E
Em minha memória
Dm
Eu guardo na história
F/G C
Que fala de eterno querer
F
E quando estou perto
C/E
Teus braços abertos
Dm7
Me esperam, querendo dizer
F/G
Não vou te esquecer
G7
Não vou te esquecer
Não vou te esquecer
F/G
Não vou te esquecer

REFRÃO

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Jessé

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O cantor e compositor Jessé Florentino Santos nasceu em Niterói-RJ, em 25/4/1952, e foi criado em Brasília. Mudou-se para São Paulo, e atuou como crooner em boates. Depois, integrou os grupos Corrente de Força e Placa Luminosa, animando bailes por todo o Brasil.
Ainda nos anos 70, também chegou a gravar em inglês com o pseudônimo de Tony Stevens. Foi revelado ao grande público em 1980, no Festival MPB Shell da Rede Globo com a música Porto Solidão (Zeca Bahia/ Ginko), seu maior sucesso, ganhando prêmio de melhor intérprete.
Em 1983, ganhou o XII Festival da Canção Organização (ou Televisão Ibero-Americana) (OTI) realizado em Washington, com os prêmios de melhor intérprete, melhor canção e melhor arranjo para Estrelas de Papel (Jessé/ Elifas Andreato).
De voz muito potente, no decorrer de sua carreira Jessé gravou 12 discos (como os álbuns duplos O Sorriso ao Pé da Escada e Sobre Todas as Coisas) mas nunca conseguiu os louros da crítica especializada.
Morreu aos 41 anos, em março de 1993 de traumatismo craniano sofrido num acidente de carro em Ourinhos (interior de SP), quando se dirigia para o Paraná para fazer um show.
Algumas músicas cifradas:
América, Campo minado, Porto Solidão, Solidão de amigos, Voa liberdade.
Fonte: CliqueMusic

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Isolda

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Isolda Bourdot nasceu em 9 de janeiro de 1957 na cidade de São Paulo-SP. Seu bisavô e avó maternos foram maestros e compositores. Desde criança interessou-se por artes em geral. Sua aproximação da música começou em brincadeiras com o irmão e futuro parceiro Milton Carlos, fazendo músicas e histórias para teatrinhos de boneca.
Queria ser jornalista mas, ainda na adolescência, começou a participar, juntamente com o irmão, de festivais de música, muito em moda nas décadas de 60 e 70, pelos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Ganharam alguns prêmios e assim que o irmão gravou seu primeiro LP como cantor em 1970, tornaram-se conhecidos e passaram a receber encomendas de músicas de alguns cantores que sentiram na dupla de irmãos grande sensibilidade artística.
Em 1973 através do amigo comum Eduardo Araújo, Roberto Carlos gravou Amigos amigos de Isolda e Milton. Foi o primeiro grande sucesso de público da dupla de compositores. Repetiu-se o sucesso no ano seguinte com o mesmo Roberto Carlos gravando Jogo de damas; no mesmo ano Roberto gravou Elas por elas e Wando gravou Na boca do povo, todas de Isolda e do irmão Milton; em 1976 novamente Roberto Carlos gravou com grande sucesso Um jeito estúpido de te amar e Pelo avesso; Milton Carlos gravou também da dupla Um acalanto, Uma valsa por favor, Último samba canção, Me mata e Vexame; ainda em 1976 Ângela Maria gravou Nunca mais e Agnaldo Rayol Eu levo uma cruz na corrente.
Dessa forma o sucesso da dupla de compositores foi sendo ampliado e reconhecido no meio musical brasileiro, principalmente pelas músicas gravadas por Roberto Carlos.
Prematuramente o irmão Milton faleceu num acidente em 1977; mesmo muito abalada com a morte do irmão e parceiro, Isolda compôs nesse mesmo ano sua primeira música sem a parceria do irmão: Outra vez que tornou-se seu grande sucesso na gravação de Roberto Carlos e que teria inúmeras gravações de outros artistas como Altemar Dutra, Simone, Emílio Santiago e outros além das gravações no exterior de Pepino de Capri, Armando Manzanero e Ray Conniff.
Nessa fase de músicas brasileiras populares, prevaleciam os versos geralmente muito românticos com apelos melodramáticos sobre a melodia de modo geral pobre. Isolda sempre se revelou compositora de imenso talento e sensibilidade muito apurada.
Apesar do grande sucesso alcançado através de 90 músicas compostas em parceria com o irmão e solo, Isolda sempre teve comportamento sóbrio e discreto, chegando mesmo a evitar contatos com a mídia.
O grande sucesso de Outra vez entre outras qualidades deve-se à maneira como Isolda com muita sensibilidade e talento escreveu os versos de modo que a maioria de quem viveu um grande amor gostaria de poder falar para sua ex-amada(o) e à magnífica interpretação de Roberto Carlos. "Outra vez" foi um dos maiores senão o maior sucesso da carreira do cantor Roberto Carlos.
Algumas músicas cifradas:
Memórias do Café Nice, Outra vez, Samba quadrado, Um jeito estúpido de te amar.
Fonte: Paixão e Romance

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Eunice Barbosa

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Mãe do cantor Antonio Marcos e do compositor Mário Marcos. Sua primeira composição gravada foi Resumo, musicada por Mário Marcos e transformada em sucesso por Roberto Carlos. Entre diversos parceiros, fez composições com Mário Maranhão, Tivas, Neno Meyer e Zequinha Rodrigues.
Outros sucessos de sua autoria foram: Voa liberdade e Solidão de amigos com Jessé. Também teve composições gravadas por Gilliard, Zé Geraldo, João Mineiro e Marciano, Antonio Marcos, Dalvan, Sula Miranda e Chrystian e Ralf.
Discografia
Bom dia solidão em CAPRICHOSO - Nelson Ned (1984)
Canção do 3º milênio em TRIBUTO A LEANDRO - Leandro & Leonardo (1998)
De Belém a Pirapora em NALVA AGUIAR - Nalva Aguiar (1981)
Diga-me em CAPRICHOSO - Nelson Ned (1984)
Fim de primavera em FELICIDADE - Antônio Marcos (1976)
Há de ser por esta estrada em ZÉ GERALDO - Zé Geraldo (1981)
Intimidade em TODOS OS CAMINHOS - Antônio Marcos (1988)
Livro aberto em SOBRE TODAS AS COISAS - Jessé (1984)
Meu desejo em MULHER - Perla (1996)
Meu segredo em NASCE UM COMPOSITOR - João de Barro (1997)
O amor em CONTADOR DE ESTRELAS - Fábio Jr. (1999)
Olhai por nós em TODOS OS CAMINHOS - Antônio Marcos (1988)
Resumo em ROBERTO CARLOS - Roberto Carlos (1974)
Sedução em PÉROLAS - JESSÉ - Jessé (2000)
Solidão de amigos em PÉROLAS - JESSÉ - Jessé (2000)
Solidão de amigos em CAMINHO DO SOL - Amelinha (1985)
Solidão de amigos em O SORRISO AO PÉ DA ESCADA - Jessé (1983)
Solidão de amigos em JESSÉ - Jessé (1982)
Todos os caminhos em TODOS OS CAMINHOS - Antônio Marcos (1988)
Um grito pelos ares em JESSÉ - Jessé (1982)
Voa liberdade em PÉROLAS - JESSÉ - Jessé (2000)
Voa liberdade em O SORRISO AO PÉ DA ESCADA - Jessé (1983)
Voa liberdade em JESSÉ - Jessé (1980)
Fontes: CliqueMusic e Dicionário Cravo Alvim da Música Popular Brasileira.
Contribuição enviada por Larissa Carla Coelho em 03/01/2007.

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