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Sucessos de 1970

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1970

Apesar de você (samba), Chico Buarque
Assim na terra como no céu, Roberto Menescal e Paulinho Tapajós
Azul da cor do mar, Tim Maia
Bandeira branca (marcha-rancho/carnaval), Max Nunes e Laércio Alves
BR-3, Tibério Gaspar e Antônio Adolfo
Cento e vinte, 150, 200 kms p/hora, Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Coqueiro verde, Roberto Carlos e Erasmo Carlos
É de lei, Baden Powell e Paulo César Pinheiro
Eu amo você, Cassiano e Sílvio Rochael
Eu te amo meu Brasil (marcha), Dom (Eustáquio Gomes de Farias)
Foi um rio que passou em minha vida (samba), Paulinho da Viola
Gente humilde, Garoto, Vinícius de Moraes e Chico Buarque
Hotel das estrelas, Jards Macalé e Duda Machado
Irmãos Coragem, Nonato Buzar e Paulinho Tapajós
Jesus Cristo, Roberto Carlos e Erasmo Carlos
London, London, Caetano Veloso
Madalena, Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza
Menina, Paulinho Nogueira
Meu laia-raiá (samba), Martinho da Vila
Meu pequeno Cachoeiro, Raul Sampaio
O amor é o meu país, Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza
O Cabeção, Roberto Correia e Sílvio Son
Paixão de um homem, Waldick Soriano
Pra frente Brasil (hino/marcha), Miguel Gustavo
Pra você, Sílvio César
Primavera, Cassiano e Sílvio Rochael
Primeiro clarim (marcha–rancho), Klécius Caldas e Rutinaldo
Procurando tu, Antônio Barros e J. Luna
Quero voltar pra Bahia, Paulo Diniz
Se eu pudesse conversar com Deus, Nelson Ned
Teletema, Antônio Adolfo e Tibério Gaspar
Tudo se transformou, Paulinho da Viola
Universo do teu corpo, Taiguara
Vai ser assim, Martinha
Verão vermelho, Nonato Buzar
Vista a roupa meu bem, Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Vou deitar e rolar, Baden Powell e Paulo César Pinheiro
Músicas estrangeiras de sucesso no Brasil:
A B C, Deke Richards, Berry Gordy Jr., Freddy Perren e Fonce Mizell
Airport Love Theme, Alfred Newman e Paul Francis Webster
The Boxer, Paul Simon
Bridge Over Troubled Water, Paul Simon
Everybody’s Talkin, Fred Neil
I Want You Back, Deke Richards, Berry Gordy Jr., Freddy Perren e Fonce Mizell
Je t’Aime Moi Non Plus, Serge Gainsbourg
Let It Be, John Lennon e Paul McCartney
Let It Bleed, Mick Jagger e Keith Richard
Marie Jolie, E. Papathanassiou e B. Bergman
Midnight Cowboy, John Berry
My Pledge of Love, Joseph Stafford Jr.
Picking up Pebbles (Adeus Solidão), Curtis
Raindrops Keep Failin’ on My Head, Burt Bacharach e Hal David
Something, George Harrison
Superstar, Leon Russell e Bonnie Bramlett
Ti voglio tanto bene, E. Curtis e D. Furnó
Venus, R. V. Leeuwen
Yellow River, Jeff Christie
Zambullite de Cabeza (Fumacê), C. A. Fernandez
Cronologia:
08.05: É lançado o último álbum dos Beatles (o elepê Let it be), que em seguida iniciam carreiras individuais.
21.06: O Brasil ganha na Cidade do México o IX Campeonato Mundial de Futebol, vencendo na final a Itália por 4 a 1.
11.07: Morre em Lisboa o cançonetista Geraldo Magalhães, muito popular no início do século como integrante da dupla Os Geraldos.
12.07: Morre em São Paulo (SP) o cantor/compositor Raul Torres.
18.09: Morre em Londres o guitarrista Jimi Hendrix.
24.09 a 05.10: Realiza-se o V Festival Internacional da Canção, promovido pela TV Globo do Rio de Janeiro e vencido pela canção “Pedro Nadie”, de Piero, representante da Argentina. Na fase nacional, venceu “BR-3”, de Antônio Adolfo e Tibério Gaspar.
04.10: Morre em Hollywood (Califórnia, EUA) a cantora Janis Joplin.
09.10: É iniciada a construção da Rodovia Transamazônica.
06.11: Morre no México o compositor Agustín Lara
03.12: Morre em São Paulo (SP) o compositor Luiz Carlos Paraná.

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Sucessos de 1969

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1969

Ando meio desligado, Arnaldo Baptista, Rita Lee e Sérgio Dias
Aquele abraço (samba), Gilberto Gil
As curvas da estrada de Santos, Roberto Carlos e Erasmo Carlos
As flores do jardim da nossa casa, Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Atrás do trio elétrico, Caetano Veloso
Avenida iluminada (marcha-rancho/carnaval), Newton Teixeira e Brasinha
Bahia de todos os deuses (samba-enredo/carnaval), Bala e Manoel Rosa
Bloco de Sujo (samba/carnaval), Luiz Reis e Luís Antônio
Cadê Teresa (samba), Jorge Ben
Cantiga por Luciana, Edmundo Souto e Paulinho Tapajós
Casa de bamba (samba), Martinho da Vila
Casaco marrom (Bye, bye, Ceci), Renato Correia, Guarabira e Danilo Caymmi
Charles Anjo 45, Jorge Ben
Eu disse adeus, Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Hoje, Taiguara
Iaiá do Cais Dourado (samba-enredo/carnaval), Martinho da Vila e Rodolfo de Souza
Irene, Caetano Veloso
Juliana, Antônio Adolfo e Tibério Gaspar
Levanta a cabeça (samba/carnaval), Osvaldo Nunes e Ivan Nascimento
Meia-volta (Ana Cristina), Antônio Adolfo e Tibério Gaspar
Mustang cor de sangue, Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle
Não identificado, Caetano Veloso
Não vou ficar, Tim Maia
O conde (samba), Evaldo Gouveia e Jair Amorim
O pequeno burguês (samba), Martinho da Vila
Oh! Meu imenso amor, Roberto Carlos e Erasmo Carlos
País tropical, Jorge Ben
Pra que dinheiro (samba), Martinho da Vila
Que maravilha, Jorge Ben e Toquinho
Que pena, Jorge Ben
Sentado à beira do caminho, Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Sentinela, Milton Nascimento e Fernando Brant
Será será, Nelson Ned
Sinal fechado, Paulinho da Viola
Socorro, nosso amor está morrendo, Fábio
Sua estupidez, Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Tudo passará, Nelson Ned
Zazueira, Jorge Ben

Músicas estrangeiras de sucesso no Brasil:

Aquarius, James Rado, Galt MacDermot e Gerome Ragni
The Ballad of John and Yoko, John Lennon e Paul McCartney
Crimson and Clover, Peter Lucia e Tommy James
F... Comme Femme”, Adamo
For Once in My Life, Ronaid Miller e Orlando Murden
Get Back, John Lennon e Paul McCartney
Good-Morning Starshine, James Rado, Galt MacDermot e Gerome Ragni
Un Jour un Enfant, E. Stern e E. Mornay
Let the Sunshine In, James Rado, Gat MacDermot e Gerome Ragni
Light My Fire, Jim Morrison, John Densmore, Robert Krieger e Ray Manzarek
Love Is All, Les Reed e Barry Mason
Mrs. Robinson, Paul Simon
My Way (Comme d’Habitude), J. Revaux, C. François, G. Thibault e Paul Anka
Ob-la-di, Ob-la-da, John Lennon e Paul McCartney
Sugar, Sugar, Jeff Barry e Andy Kim
Those Were the Days, Gene Raskin
A Time for Us (Love theme from ‘Romeo and Juliet'), Rotta, Kosik e Snyder
To Sir With Love, Don Black, Marc London e R. Granier
Tomorrow, Tomorrow, Barry Gibb e Maurice Gibb
Zingara, Albertelli e Riccardi

Cronologia:

30.04: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor/cantor Ataulfo Alves.

20.07: O homem chega à lua. O feito pioneiro é realizado pelos astronautas americanos Neil Armstrong e Erwin Aldrin.

08.08: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Hekel Tavares.

12.08: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o flautista/compositor Dante Santoro.

13.08: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o bandolinista/compositor Jacob do Bandolim (Jacob Pick Bittencourt).

16.08: Morre em São Paulo (SP) o compositor Denis Brean (Augusto Duarte Ribeiro).

15 a 17.08: Realiza-se o Festival de Woodstock (Nova York, EUA), assistido por cerca 400 mil pessoas, um marco na história do rock.

31.08: Vitimado por um derrame cerebral, Costa e Silva deixa a presidência da República, assumindo o poder uma junta constituída pelo general Lira Tavares, almirante Augusto Radmaker e o marechal-do-ar Márcio de Souza Melo. 183.341 pessoas assistem ao jogo Brasil x Paraguai, batendo o recorde de público no Estádio do Maracanã. Nesta partida a seleção brasileira classificou-se para a Copa do Mundo, vencendo por 1 x 0.

09: Realiza-se o IV Festival Internacional da Canção, promovido pela TV Globo do Rio de Janeiro e vencido pela composição Cantiga por Luciana, de Edmundo Souto e Paulinho Tapajós.

01.09: Estréia na TV Globo do Rio de Janeiro o “Jornal Nacional”.

01.10: Realiza-se o vôo inaugural do Concorde, o primeiro avião comercial capaz de atingir velocidade supersônica.

22.10: O Congresso Nacional é reaberto, após dez meses de recesso, a fim de eleger presidente da República o general Emilio Garrastazu Médici.

27.10: Morre em Niterói (RJ) o compositor Gadé (Osvaldo Chaves Ribeiro).

30.10: O general Médici toma posse na presidência da República.

11: Realiza-se o V Festival de Música Popular Brasileira, promovido pela TV Record de São Paulo e vencido pelo samba Sinal fechado, de Paulinho da Viola.

19.11: Pelé marca no Maracanã, em partida Santos x Vasco da Gama, o milésimo gol de sua carreira.

08.12: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor/instrumentista Augusto Vasseur.

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Numa reunião no Hotel Danúbio, em São Paulo, o produtor Manoel Barenbein e o arranjador Júlio Medaglia discutiam com Caetano Veloso a ordem de localização das músicas de seu primeiro elepê, praticamente concluído, quando ouviram no rádio a notícia da morte de Ernesto Che Guevara. Imediatamente, Caetano ligou para Capinan e pediu uma letra sobre o assunto. Horas depois estava pronta “Soy Loco por Ti América”, com melodia de Gilberto Gil.

Esta canção-homenagem ao revolucionário Che é um baião, enxertado de ritmos latino-americanos, com letra no mais castiço portunhol, onde palmeiras tropicais se misturam a trincheiras “del hombre muerto”: “Soy loco por ti America / soy loco por ti de amores / estou aqui de passagem / sei que adiante / um dia vou morrer / de susto, de bala ou vício.”

O arranjo rumbado e o piano percussivo remetem a uma ambientação sonora — estilo latin America — dos filmes de Carmen Miranda, um dos símbolos do tropicalismo, disfarçando com perspicácia a referência a Guevara e, por extensão, à revolução cubana. Assim, incluída no disco à última hora, “Soy Loco por Ti América” salientou-se, sobretudo, pelo contraste com as demais faixas, apesar de sua melodia trivial.

Foi, de certa forma, o primeiro sinal de futuras incursões realizadas por Caetano no universo da música hispano-americana, cultivada em discos e shows e acumulando um considerável repertório do gênero (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Soy loco por ti, América (1968) - Gilberto Gil e Capinam

Soy loco por ti, América, yo voy traer una mujer playera
Que su nombre sea Marti, que su nombre sea Marti
Soy loco por ti de amores tenga como colores
la espuma blanca de Latinoamérica
Y el cielo como bandera, y el cielo como bandera
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores

Sorriso de quase nuvem, os rios, canções, o medo
O corpo cheio de estrelas, o corpo cheio de estrelas
Como se chama a amante desse país sem nome, esse tango, esse rancho,
Esse povo, dizei-me, arde o fogo de conhecê-la, o fogo de conhecê-la
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores

El nombre del hombre muerto ya no se puede decirlo, quién sabe?
Antes que o dia arrebente, antes que o dia arrebente
El nombre del hombre muerto antes que a definitiva noite
se espalhe em Latinoamérica
El nombre del hombre es pueblo, el nombre del hombre es pueblo
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores

Espero a manhã que cante, el nombre del hombre muerto
Não sejam palavras tristes, soy loco por ti de amores
Um poema ainda existe com palmeiras, com trincheiras, canções de guerra
Quem sabe canções do mar, ai, hasta te comover, ai, hasta te comover
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores

Estou aqui de passagem, sei que adiante um dia vou morrer
De susto, de bala ou vício, de susto, de bala ou vício
Num precipício de luzes entre saudades, soluços, eu vou morrer de bruços
Nos braços, nos olhos, nos braços de uma mulher, nos braços de uma mulher
Mais apaixonado ainda dentro dos braços da camponesa, guerrilheira
Manequim, ai de mim, nos braços de quem me queira,
nos braços de quem me queira
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores

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Geléia geral

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A canção “Geléia Geral” representa uma síntese dos cânones do próprio movimento tropicalista, além de ser modelo de seu contorno poético. Seus versos contêm arremedos de ufanismo patriótico (“Formiplac e céu de anil / (...) / salve o lindo pendão dos seus olhos”) e citações, as mais diversas, explícitas ou implícitas, distribuídas por suas estrofes e o trecho declamado entre elas.

Há também alusões sarcásticas a passagens da literatura brasileira como o Manifesto Antropófago, de Oswald de Andrade (“Pindorama, país do futuro / (...) / com o roteiro do sexto sentido”), a “Canção do Exílio”, de Gonçalves Dias (“Minha terra é onde o sol é mais limpo”), ou a Memórias sentimentais de João Miramar, também de Oswald, conforme salienta o brasilianista Charles Perrone (em Masters of contemporary brazilian song).

No refrão são abordados, no mesmo estilo destrambelhado, do folclore brasileiro ao rock and roll: “Ê, bumba-yê-yê-boi / ano que vem, mês que foi / É, bumba-yê-yê-yê / é a mesma dança meu boi.”

No aspecto musical, vale mencionar que este refrão é construído sobre a repetição de seis compassos, divididos em ternários e binários, fazendo o arranjo de Rogério Duprat citações de O Guarany, de Carlos Gomes (sob o verso declamado sobre as “relíquias do Brasil”) e da canção “All the Way”, após o verso “um elepê de Sinatra”. Essas considerações mostram a relevância da extensa e discutida letra que Torquato Neto, o teórico do tropicalismo, fez para “Geléia Geral”, composição gravada por Gilberto Gil em Panis et circensis, o disco básico da relativamente escassa discografia do movimento.

A expressão “Geléia Geral”, que também seria título de uma coluna de Torquato no jornal carioca Última Hora, em 71/72, tem sua origem anterior à canção: Décio Pignatari havia escrito para revista de literatura Invenção um artigo sobre os princípios da linguagem concretista, que terminava afirmando que “na geléia geral brasileira alguém tem que fazer o papel de medula e de osso”, referindo-se à postura do grupo concretista.

A ligação de Décio e dos irmãos Augusto e Haroldo de Campos com Caetano Veloso ensejou o aproveitamento da expressão (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Geléia geral (1968) - Gilberto Gil e Torquato Neto

Um poeta desfolha a bandeira e a manhã tropical se inicia
Resplandente, cadente, fagueira num calor girassol com alegria
Na geléia geral brasileira que o Jornal do Brasil anuncia
Ê, bumba-yê-yê-boi ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê é a mesma dança, meu boi

A alegria é a prova dos nove e a tristeza é teu porto seguro
Minha terra é onde o sol é mais limpo e Mangueira é onde o samba é mais puro
Tumbadora na selva-selvagem, Pindorama, país do futuro
Ê, bumba-yê-yê-boi ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê é a mesma dança, meu boi

É a mesma dança na sala, no Canecão, na TV
E quem não dança não fala, assiste a tudo e se cala
Não vê no meio da sala as relíquias do Brasil:
Doce mulata malvada, um LP de Sinatra, maracujá, mês de abril
Santo barroco baiano, superpoder de paisano, formiplac e céu de anil
Três destaques da Portela, carne-seca na janela, alguém que chora por mim
Um carnaval de verdade, hospitaleira amizade, brutalidade jardim
Ê, bumba-yê-yê-boi ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê é a mesma dança, meu boi

Plurialva, contente e brejeira miss linda Brasil diz "bom dia"
E outra moça também, Carolina, da janela examina a folia
Salve o lindo pendão dos seus olhos e a saúde que o olhar irradia
Ê, bumba-yê-yê-boi ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê é a mesma dança, meu boi

Um poeta desfolha a bandeira e eu me sinto melhor colorido
Pego um jato, viajo, arrebento com o roteiro do sexto sentido
Voz do morro, pilão de concreto tropicália, bananas ao vento
Ê, bumba-yê-yê-boi ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê é a mesma dança, meu boi

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Sucessos de 1968

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1968

A pobreza , Renato Barros
A rã (The Frog), João Donato e Caetano Veloso
Alvorada (samba), Cartola, Carlos Cachaça e Hermínio Bello de Carvalho
Amor de carnaval (samba/carnaval), Zé Keti
Andança, Danilo Caymmi, Edmundo Souto e Paulo Tapajós
As canções que você fez pra mim, Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Até quarta-feira (marcha/carnaval), Paulo Sette e H. Silva
Baby, Caetano Veloso
Bom tempo (samba), Chico Buarque
Caminhando (Prá não dizer que não falei das flores), Geraldo Vandré
Ciúme de você, Luiz Ayrão
Coisas do mundo, minha nega, Paulinho da Viola
Dá nela, saudade (samba/carnaval), Carlos Imperial e Adilson Silva
Divino maravilhoso, Caetano Veloso e Gilberto Gil
Eu daria a minha vida, Martinha
Eu te amo, te amo, te amo, Roberto Carlos
Eu tenho um amor melhor que o seu, Roberto Carlos
Geléia geral, Gilberto Gil e Torquato Neto
Helena, Helena, Helena, Alberto Land
Januária (samba), Chico Buarque
Lapinha (samba), Baden Powell e Paulo César Pinheiro
Lindonéia, Caetano Veloso
Modinha, Sérgio Bittencourt
Mudando de conversa (samba), Maurício Tapajós e Hermínio Bello de Carvalho
Nem vem que não tem, Carlos Imperial
Parabéns, querida, Roberto Correia e Sílvio Son
Perto dos olhos, longe do coração, Dori Edson e Marcos Roberto
Pra nunca mais chorar, Carlos Imperial e Eduardo Araújo
Pressentimento (samba), Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho
Quero lhe dizer cantando, Reinaldo Rayol e Renato Correia
Retrato em branco e preto (samba) Tom Jobim e Chico Buarque
Sá Marina, Antônio Adolfo e Tibério Gaspar
Sabiá , Tom Jobim e Chico Buarque
Samba do crioulo doido, Sérgio Porto
Se você pensa, Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Se você voltar, Nenéo
Segura esse samba, ogunhê, Osvaldo Nunes
Sei lá, Mangueira (samba), Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho
Só o ôme, Edenor Rodriguez
Soy loco por ti, América, Gilberto Gil e Capinam
Superbacana, Caetano Veloso
Tempos idos (samba), Cartola e Carlos Cachaça
Tive sim (samba), Cartola
Tropicália, Caetano Veloso
Útima canção, Carlos Roberto
Vesti azul (Anjo azul), Nonato Buzar
Viola enluarada, Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle
Você passa, eu acho graça (samba), Ataulfo Alves e Carlos Imperial
Voltei (samba / carnaval) Osvaldo Nunes, Denis Lobo e Celso de Castro
Wave (Vou te contar), Tom Jobim

Músicas estrangeiras de sucesso no Brasil:

Aranjuez Mon Amour, Joaquin Rodrigo
The Good, the Bad and the Ugly, Enio Morricone
The Ballad of Bonnie and Clyde, Mitch Murray e Peter Callander
Le Bruit des Vagues, Pascal Seuran, Serge Lebrall e Romuald
Canzone per te, Bardotti e Sergio Endrigo
The Fool on the Hill, John Lennon e Paul McCartney
Free Again, Armand Canfora, Jess Baselli, Michel Jourdan e Robert Colby
Hello, Goodbye, John Lennon e Paul McCartney
Hey Jude, John Lennon e Paul McCartney
Honey, Bobby Russsell
Lady Madonna, John Lennon e Paul McCartney
The Last Waltz, Les Reed e Barry Mason
Love is Blue, Andre Popp e Pierre Cour
Pata Pata, Minam Makeba e Jerry Ragovoy
La Pretendida, Pepe Avila
Revolution, John Lennon e Paul McCartney
San Francisco, John Philips
Summer Rain, James Hendricks

Cronologia:

07.01: Vai ao ar pela última vez o programa “Jovem Guarda”, da TV Record.

13.01: Morre em São Paulo (SP) o cantor Arnaldo Pescuma.

15.01: Estréia no Teatro Princesa Isabel, no Rio de Janeiro, a peça “Roda Viva”, de Chico Buarque.

12.02: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista/arranjador Astor Silva.

19.02: Realiza-se no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, o histórico recital de Elizeth Cardoso, Jacob do Bandolim, Zimbo Trio e Época de Ouro, produzido por Hermínio Bello de Carvalho e em benefício do Museu da Imagem e do Som.

28.03: O estudante Edson Luís de Lima Júnior é morto pela polícia, em conflito no restaurante do Calabouço, no Rio de Janeiro.

04.04: É assassinado numa varanda do Hotel Lorraine, em Memphis (Tennesee, EUA), o líder negro Martin Luther King.

05: Realiza-se a I Bienal do Samba, promovida pela TV Record de São Paulo e vencida pela composição Lapinha, de Baden Powell e Paulo César Pinheiro, cantada por Elis Regina. Estudantes franceses apoiados por intelectuais, políticos e trabalhadores, revoltam- se em Paris contra o governo, provocando grave crise.

06.06: É assassinado em Los Angeles (Califórnia, EUA) o senador Robert Kennedy.

26.06: Realiza-se no Rio de Janeiro (RJ) a chamada Passeata dos Cem Mil contra a ditadura.

07.07: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Wilson Batista.

07.08: É realizada no Dancing Avenida, no Rio de Janeiro, a festa de lançamento do elepê Tropicália ou panis et circencis. Cinco dias depois, a festa seria repetida no Avenida Danças, lançando o disco em São Paulo.

20.08: Tropas do Pacto de Varsóvia invadem a Tcheco-Eslováquia.

23.08: Morre em São Paulo o cantor/compositor Vicente Celestino.

09: Realiza-se o III Festival Internacional da Canção, promovido pela TV Globo do Rio de Janeiro e vencido pela composição Sabiá, de Tom Jobim e Chico Buarque.

29.09: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o jornalista/compositor Sérgio Porto.

12 a 27.10: Realizam-se na Cidade do México os XIX Jogos Olímpicos da Era Moderna.

13.10: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o poeta Manuel Bandeira.

28.10: Estréia na TV Tupi de São Paulo o programa tropicalista “Divino, Maravilhoso”, com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Os Mutantes.

01.11: Chega ao Rio de Janeiro a Rainha Elizabeth da Inglaterra em visita oficial ao Brasil.

04.11: Estréia na TV Tupi de São Paulo “Beto Rockfeller”, uma telenovela que reformulou a história do gênero.

11 e 12: Realiza-se o IV Festival de Música Popular Brasileira, promovido pela TV Record de São Paulo e vencido pela composição “São São Paulo, Meu Amor”, de Tom Zé.

13.12: É promulgado cm Brasília (DF) o Ato Institucional n° 5, que fecha o Congresso, suspende as liberdades individuais, elimina o equilíbrio entre os Poderes e dá atribuições excepcionais ao presidente da República.

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Sucessos de 1967

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1967

Acorda Maria Bonita - Volta Seca (Antônio dos Santos)
A praça, Carlos Imperial
Alegria, alegria, Caetano Veloso
Carolina, Chico Buarque
Com açúcar e com afeto, Chico Buarque
Como é grande o meu amor por você, Roberto Carlos
Coração de papel, Sérgio Reis
Coração vagabundo, Caetano Veloso
Doce de coco, Cláudio Fontana e Wanderley Cardoso
Domingo no parque, Gilberto Gil
Eu e a brisa, Johnny Alf
Eu sou terrível, Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Eu te amo mesmo assim, Martinha
Linda mascarada (marcha-rancho), João Roberto Kelly e David Nasser
Lunik 9, Gilberto Gil
Mancada (samba), Gilberto Gil
Margarida, Gutemberg Guarabira
Maria, carnaval e cinzas, Luiz Carlos Paraná
Máscara negra (marcha-rancho/carnaval), Zé Keti e Hildebrando P. Matos
Meu grito, Roberto Carlos
Não presto mas eu te amo, Roberto Carlos
Noite dos mascarados (marcha), Chico Buarque
O bom rapaz, Geraldo Nunes
O caderninho, Olmir Stocker
Palmas no portão, Valter Dionísio e D’Acri Luís
Pára Pedro, João Mendes e José Portela Delavy
Ponteio, Edu Lobo e Capinam
Prova de fogo, Erasmo Carlos
Quando, Roberto Carlos
Quem te viu quem te vê (samba), Chico Buarque
Roda viva, Chico Buarque
Ronda (samba-canção), Paulo Vanzolini
Só vou gostar de quem gosta de mim, Rossini Pinto
Tijolinho, Wagner Benatti
Travessia, Milton Nascimento e Fernando Brant
Triste madrugada (samba), Jorge Costa
Vem quente que eu estou fervendo, Carlos Imperial e Eduardo Araújo

Músicas estrangeiras de sucesso no Brasil:

Alfie, Burt Bacharach e Hal David
All You Need Is Love, John Lennon e Paul McCartney
Black is Black (Quem Não Quer), Tony Hayes, Steve Wadey e M. Grainger
Born Free (Livre), John Barry e Don Black
C'era un ragazzo che come me amava i Beatles e i Rolling Stones, Migliacci e Lusini
For Your Love (Vivo Só), Graham Gouldman
Guantanamera, José Marti e H. Angulo
Ho Capito che ti Amo, Luigi Tenco
Un Homme et une Femme, Francis Lai e Pierre Barouh
Lucy in the Sky With Diamonds, John Lennon e Paul McCartney
Music to Watch Girls By, Tony Velona e Sidney Ramin
No Milk Today, Graham Gouldman
Penny Lane, John Lennon e Paul McCartney
Run for Your Life (Dona do Meu Coração), John Lennon e Paul McCartney
See You in September, Sherman Edwards e Sid Wayne
Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, John Lennon e Paul McCartney
Something Stupid (Coisinha estúpida), C. Carson Parks
Sunny, Bobby Hebb
There’s a Kind of Hush, Les Reed e Geoff Stevens
This Is My Song, Charles Chaplin
A Whiter Shade of Pale, Keith Reid e Gary Brooker
What Does It Take (Vivendo Sem Você), James Glaser
Winchester Cathedral, Geoff Stevens

Cronologia:

24.01: O Congresso Nacional promulga a nova Constituição.

11.02: Morre em São Paulo (SP) o maestro/compositor Alberto Marino.

15.03: Artur da Costa e Silva toma posse na presidência da República.

01.07: Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Marisa Monte.

04.09: É constituída a chamada Frente Ampla, que reune políticos de diversas tendências como Juscelino Kubitschek, João Goulart e Carlos Lacerda.

10: Realiza-se o III Festival da Música Popular Brasileira, promovido pela TV Record de São Paulo e vencido por Ponteio, de Edu Lobo e Capinan. Realiza-se o II Festival Internacional da Canção, promovido pela TV Globo do Rio de Janeiro e vencido pela composição “Per una Donna”, de Marcello, Martino e Perreta, representante da Itália. Na fase nacional venceu “Margarida”, de Gutemberg Guarabira, interpretada pelo Grupo Manifesto.

09.10: Ernesto “Che” Guevara é morto na Bolívia.

03.12: O cirurgião Christian Barnard realiza na Cidade do Cabo (África do Sul) o primeiro transplante de coração humano.

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Disparada

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Em 1966, o compositor Geraldo Vandré participou vitoriosamente de três grandes festivais musicais promovidos pela televisão: em junho, foi 1° lugar na TV Excelsior, com “Porta Estandarte” (parceria de Fernando Lona); em outubro, tirou o 10º lugar na TV Record, com “Disparada” (parceria de Téo de Barros); e ainda em outubro, ficou em 2° lugar na TV Rio (1° Festival Internacional da Canção), com “O Cavaleiro” (parceria de Tuca).

Dessas três composições, a de maior repercussão seria inegavelmente “Disparada”, a mais vigorosa canção de protesto surgida até então, um verdadeiro cântico revolucionário. Musicado por Téo sobre uma versalhada que Vandré havia escrito durante uma viagem, “Disparada” é uma moda-de-viola com sotaque nordestino. “A intenção era compor uma moda-de-viola baseada no folclore da região Centro-Sul, porém nossas raízes se infiltraram no processo e resultou uma catira de chapéu de couro”, esclarece Téo na contracapa de seu primeiro elepê.

Para apresentar “Disparada”, os autores escolheram Jair Rodrigues, então no auge da popularidade, entregando o acompanhamento ao Trio Novo — Téo (viola), Heraldo do Monte (violão) e Airto Moreira (percussão) — reforçado pelo Trio Marayá. O Trio Novo atuou na eliminatória e na gravação de estúdio, mas não pôde participar da final (por já ter compromisso agendado para a data), sendo os seus músicos substituídos por Aires (viola), Gianulo (violão) e Manini (percussão).

Mas nas duas fases o resultado foi excelente, com a canção sendo ruidosamente aclamada pela facção mais politizada da platéia — principalmente em trechos como “Mas o mundo foi rodando / nas patas do meu cavalo / e já que um dia montei / agora sou cavaleiro / laço firme, braço forte / de um reino que não tem rei...” — que rivalizava em número e entusiasmo com os partidários de “A Banda”. Em vista disso, embora “A Banda” tenha ganho pelos votos dos jurados, a direção da Record resolveu considerar as duas concorrentes empatadas na primeira colocação, a fim de evitar um confronto entre os torcedores.

Uma nota pitoresca na apresentação de “Disparada” foi a utilização de uma queixada de burro como instrumento de percussão. A novidade, descoberta por Airto Moreira numa loja em Santo André, emprestou maior rusticidade ao acompanhamento, além de evocar uma visão forte da seca (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Disparada - (moda-de-viola, 1966), Geraldo Vandré e Theo de Barros
    D             G          D                  G
Prepare o seu coração pras coisas que eu vou contar
C Bm C Am D G
Eu venho lá do sertão, eu venho lá do sertão
B7 Em C Am D G
Eu venho lá do sertão e posso não lhe agradar
D G D G
Aprendi a dizer não, ver a morte sem chorar
C Bm C Am D G
E a morte, o destino tudo, a morte o destino tudo
B7 Em C Am D G
Estava fora de lugar, eu vivo pra consertar
G7 C A7 D
Na boiada já fui boi, mas um dia me montei
B7 Em D G
Não por um motivo meu ou de com quem comigo houvesse
B7 Em B7 C
Que qualquer querer tivesse porém por necessidade
Am D G C Am D G
Do dono de uma boiada cujo vaqueiro morreu
D G D G
Boiadeiro muito tempo, laço firme, braço forte
C Bm C Am D G
Muito gado, muita gente pela vida segurei
B7 Em C Am D G
Seguia como num sonho que boiadeiro era um rei
D G D G
Mas o mundo foi rodando nas patas do meu cavalo
C G Am D G
E nos sonhos que fui sonhando as visões se clareando
B7 Em C Am D G
As visões se clareando, até que um dia acordei
D G D G
Então não pude seguir, valente em lugar tenente
C G Am D G
E o dono de gado e gente, porque gado a gente marca
B7 Em C Am D G
Tange, ferra, engorda e mata, mas com gente é diferente
D G D G
Se você não concordar, não posso me desculpar
C Bm Am D G
Não canto pra enganar, vou pegar minha viola
B7 Em C Am D G
Vou deixar você de lado, vou cantar noutro lugar
G7 C A7 D
Na boiada já fui boi, boiadeiro já fui rei
B7 Em C Am D G
Não por mim nem por ninguém que junto comigo houvesse
B7 C B7 C
Que quisesse ou que pudesse, por qualquer coisa de seu
B7 C Am D G
Por qualquer coisa de seu querer ir mais longe que eu
D G D G
Mas o mundo foi rodando nas patas do meu cavalo
C Bm C G
E já que um dia montei agora sou cavaleiro
B7 Em C Am D G
Laço firme, braço forte de um reino que não tem rei


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Sucessos de 1966

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1966

A banda (marcha), Chico Buarque
A Rita (samba), Chico Buarque
A volta, Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Apelo (samba), Baden Powell e Vinícius de Moraes
Brigas (bolero), Evaldo Gouveia e Jair Amorim
Can-can no carnaval (marcha/carnaval), Carlos Cruz e Haroldo Barbosa
Canto de Ossanha (samba), Baden Powell e Vinícius de Moraes
Cinderela, Adelino Moreira
Coruja, Deny e Dino
Devo tudo a você, Renato Barros
Devolva-me, Renato Barros e Lilian Knapp
Dia das rosas, Luiz Bonfá e Maria Helena Toledo
Disparada (toada), Theo de Barros e Geraldo Vandré
É papo firme, Renato Correia e Donaldson Gonçalves
Eu te agradeço, Sílvio César
Eu te darei o céu, Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Guarânia da saudade, Luís Vieira
Louvação, Gilberto Gil e Torquato Neto
Mamãe passou açúcar em mim, Carlos Imperial
Morena dos olhos d'água, Chico Buarque
Namoradinha de um amigo meu, Roberto Carlos
Negro gato, Getúlio Côrtes
No balanço do jequibau, Mário Albanese e Ciro Pereira
Nossa canção (canção), Luiz Ayrão
O carango, Nonato Buzar e Carlos Imperial
O cavaleiro, Geraldo Vandré e Tuca
Olê, olá, Chico Buarque
Pede passagem (samba), Sidney Miller
Porta estandarte (samba), Geraldo Vandré e Fernando Lona
Pra dizer adeus, Edu Lobo e Torquato Neto
Procissão (baião), Gilberto Gil
Roda, Gilberto Gil e João Augusto
Saveiros, Dori Caymmi e Nelson Mota
Tempo feliz, Baden Powell e Vinícius de Moraes
Tristeza (samba/carnaval), Haroldo Lobo e Niltinho
Upa, neguinho (samba), Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri
Vem chegando a madrugada (samba), Zuzuca e Noel Rosa de Oliveira

Músicas estrangeiras de sucesso no Brasil:

Aline, Christophe
California Dreamin, John E. A. Phillips e Michelle Phillips
Day Tripper, John Lennon e Paul McCartney
Forget Him (Esqueça), Marc Anthony (pseudônimo de Tony Hatch)
Gina, Les Reed e Mitch Murray
Girl (Meu Bem), John Lennon e Paul McCartney
Hang on Sloopy (Pobre menina), Bert Russell e Wes Farrell
Io te Daró di Piu, Mano Remigi e Alberto Testa
It’s Gonna be All Right (Você Não Soube Amar), Gerrard Marsden
Juanita Banana, T. Howard e M. Kenton
La Mamma (Mamãe), Charles Aznavour, Robert Gall e Black
Michelle, John Lennon e Paul McCartney
Il Mondo, Meccia, Pes e Jimmy Fontana
Satisfaction, Mick Jagger e Keith Richards
The Shadow of Your Smile (Adeus às Ilusões), Mandel e Webster
Strangers in the Night, B. Kaempfert, C. Singleton e Eddie Snyder
Il Silenzio, R. Celeste, Brezza e Rosso
Somehow It Got To Be Tomorrow (Ternura), E. Levitt e K. Karen
Somewhere My Love (Tema de Lara), M. Jarre e P. Francis Webster
Stop the Wedding (Pare o Casamento), Resnick e Young
Whipped Cream (Creme Batido), Naomi Neville
Yesterday, John Lennon e Paul McCartney

Cronologia:

11.05: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor José Maria de Abreu.

06: Realiza-se o Festival Nacional de Música Popular, promovido pela TV Excelsior (São Paulo/Rio), vencido pela canção “Porta Estandarte”, de Geraldo Vandré e Fernando Lona, interpretada por Tuca.

30.07: A Inglaterra ganha em Londres o VIII Campeonato Mundial de Futebol, derrotando na final a Alemanha Ocidental por 4 a 2.

15.08: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o poeta/jornalista Orestes Barbosa.

27.09: Morre no Rio de Janeiro (RJ) a cantora lírica Cristina Maristany

09 e 10: Realiza-se o II Festival de Música Popular Brasileira, promovido pela TV Record de São Paulo. Ganham o primeiro lugar, empatadas, as composições A banda, de Chico Buarque, e Disparada, de Téo de Barros e Geraldo Vandré, defendidas, respecrivamente, por Nara Leão e Jair Rodrigues.

03.10: O Congresso Nacional elege o marechal Artur da Costa e Silva presidente da República.

04.10: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor/pintor Heitor dos Prazeres.

22 a 30.10: Realiza-se o I Festival Internacional da Canção (FIC), promovido pela TV Rio (Rio de Janeiro), ganho pela composição “Frag den Wind”, de Helmut Zacharias e Carl J. Scuauble, representante da Alemanha Ocidental. Na fase nacional, a vencedora foi “Saveiros”, de Dori Caymmi e Nelson Mota, interpretado por Nana Caymmi.

03.11: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Nelson Lins e Barros.

17.12: Morre em desastre de automúvel em Maricá (RJ) a cantora Sílvia Telles.

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O neguinho e a senhorita

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O “Noel” e o “Rosa” do Noel Rosa de Oliveira fazem parte de seu nome verdadeiro, não sendo, como poderia parecer, uma homenagem a Noel Rosa. Também compositor, esse outro Noel pertence ao morro do Salgueiro, onde nasceu em 15 de julho de 1920, quando o xará de Vila Isabel tinha apenas nove anos. Aliás, ali nasceu, viveu e aprendeu, pois foi o Salgueiro que lhe deu notoriedade.

Embora com um sucesso no carnaval de 49 (“Falam de Mim”), ele realmente só se projetaria fazendo para os Acadêmicos do Salgueiro sambas-enredo como “Quilombo dos Palmares” (com Nescarzinho e Valter Moreira, em 60) e “Chica da Silva” (com Nescarzinho, em 63). Esses dois sambas abriram-lhe as portas da mídia, dando-lhe oportunidade de aparecer e gravar suas músicas, entre as quais “O Neguinho e a Senhorita”, a primeira a levá-lo às paradas, cantada por Noite Ilustrada.

Uma composição ingênua, este samba descreve o romance do Neguinho com a filha da madame” (“O Neguinho gostou da filha da madame / que nós tratamos de Sinhá”), um caso de preconceito racial leve, com final feliz, pois, à revelia de madame, “senhorita foi morar lá na colina com o Neguinho que é compositor”, e até acabou se tornando “rainha da escola”.

Noel Rosa de Oliveira, que morreu em 18.3.88, emplacou novo sucesso na trilha do “Neguinho”, a batucada “Vem Chegando a Madrugada” (com Zuzuca), desta vez na voz de Jair Rodrigues (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

O neguinho e a senhorita - (samba, 1965), Noel Rosa de Oliveira e Abelardo Silva
E
O Neguinho gostou da filha da Madame
C#7 F#m
Que nós tratamos de sinhá
B7
Senhorita também gostou do Neguinho
Mas o Neguinho não tem dinheiro pra
E
Gastar
C#7
A Madame tem preconceito de cor
F#m
Não pôde evitar esse amor
A B7 E
Senhorita foi morar lá na Colina
F#m B7 E
Com o Neguinho que é compósito
A B7 E
Senhorita foi morar lá na Colina
F#m B7 E
Com o Neguinho que é compósito
O Neguinho gostou da filha da Madame
C#7 F#m
Que nós tratamos de sinhá
B7
Senhorita também gostou do Neguinho
Mas o Neguinho não tem dinheiro pra
E
Gastar
C#7
A Madame tem preconceito de cor
F#m
Não pôde evitar esse amor
A B7 E
Senhorita foi morar lá na Colina
F#m B7 E
Com o Neguinho que é compósito
A B7 E
Senhorita foi morar lá na Colina
F#m B7 E
Com o Neguinho que é compósito
F#m B7 E
Senhorita ficou com nome na história
G# C#m
E agora é a rainha da escola
A Am
Gostou do samba e hoje vive muito
E
Bem
F#m B7 E
Ela devia nascer pobre também
A Am
Gostou do samba e hoje vive muito
E
Bem
F#m B7 E
Ela devia nascer pobre também


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Sucessos de 1965

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1965

A garota do baile, Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Acender as velas (samba), Zé Keti
Arrastão, Edu Lobo e Vinícius de Moraes
Carcará, João do Vale e José Cândido
Das rosas, Dorival Caymmi
Eu preciso aprender a ser só, Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle
Festa de arromba, Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Festa do Bolinha, Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Folhas no ar (samba), Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho
Garota moderna, Evaldo Gouveia e Jair Amorim
Gatinha manhosa, Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Joga a chave, meu amor (marcha/carnaval), João Roberto Kelly e J. Rui
Malvadeza Durão (samba), Zé Keti
Mascarada (samba), Zé Keti e Elton Medeiros
Mexericos da Candinha, Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Minha namorada, Carlos Lyra e Vinícius de Moraes
Minhas madrugadas (samba), Paulinho da Viola e Candeia
Mulata iê iê iê (marcha/carnaval), João Roberto Kelly
Não me esquecerás, Oto Borges
Não quero ver você triste, Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Nunca mais brigarei contigo (bolero), Elias Soares e Sebastião Rodrigues
O neguinho e a senhorita (samba), Noel Rosa de Oliveira e Abelardo Silva
O trovador (marcha-rancho), Evaldo Gouveia e Jair Amorim
Opinião (samba), Zé Keti
Os cinco bailes da história do Rio, Silas de Oliveira, Bacalhau e Dona Ivone Lara
Parei olhei, Rossini Pinto
Pau de arara, Carlos Lyra e Vinícius de Moraes
Pedro Pedreiro (samba), Chico Buarque
Primavera, Carlos Lyra e Vinícius de Moraes
Quero que vá tudo para o inferno, Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Rancho da Praça Onze (marcha-rancho), João Roberto Kelly e Chico Anísio
Reza, Edu Lobo e Rui Guerra
Rosa de ouro, Elton Medeiros, Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho
Samba de verão, Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle
Saravá (samba/carnaval), Carvalhinho, Jorge Silva e Zilda do Zé
Sentimental demais, Evaldo Gouveia e Jair Amorim
Sinfonia da mata, Adelino Moreira
Terra de ninguém, Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle
Trem das onze (samba), Adoniran Barbosa
Um par de alianças (bolero), Leonel Cruz e Gentil Gilberto

Músicas estrangeiras de sucesso no Brasil:

Abbracciami forte, Mogol e Donida
Amore, scusami, Pallavicini e Mescoli
A casa d'Irene, Maresca e Pagani
Don’t Let them Love (Querida), C. Garret e C. Howard
Eight Days a Week, John Lennon e Paul McCartney
Fais Attention (Preste Atenção), Jean Loup Chauby e Bob Du Pac
Fallaste corazón (Falhaste coração)”, Cuco Sanchez
A Hard Day’s Night, John Lennon e Paul McCartney
Help, John Lennon e Paul McCartney
The House of the Rising Sun, Alan Price
Io che non vivo (Senza te), Pino Donaggio e Vito Pallavicini
Ma Vie, Alain Barriere
Michael (Row the Boat Ashore), David Fisher
Ol’Man Mose (História de um Homem Mau)”, Armstrong e Randolph
Que c'est triste Venise, F. Dorin e Charles Aznavour
Red Roses for a Blue Lady, Sid Tepper e Ray Brodsky (lançado em 1948)
Sabor a mí, Alvaro Carrillo
Se Piangi, se Ridi, Mogol, Marchetti e Satti
Shame and Scandal in Family, Donaldson e Brown
Theme from Zorba the Greek, Mikis Theodorakis
The Wanderer (Lobo Mau)”, Ernest Maresca

Cronologia:

28.01: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Marino Pinto.

15.02: Morre em Santa Mônica (Califórnia, EUA) o cantor/pianista Nat King Cole.

01.03: É comemorado o IV Centenário da cidade do Rio de Janeiro.

18.03: Estréia no Teatro do Jovem, no Rio de Janeiro, o espetáculo “Rosa de Ouro”, de de Hermínio Bello de Carvalho, com Clementina de Jesus, Araci Cortes e vários compositores ligados às escolas de samba.

04: Realiza-se o I Festival de Música Popular Brasileira, promovido pela TV Excelsior (Rio de Janeiro e São Paulo) e vencido pela composição Arrastão, de Edu Lobo e Vinícius de Moraes, cantada por Elis Regina.

26.04: É inaugurada a TV Globo do Rio de Janeiro.

01.05: Estréia no Teatro de Arena de São Paulo a peça “Arena Conta Zumbi”, de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri, música de Edu Lobo, com o próprio Guarnieri, Lima Duarte e grande elenco.

02.05: O “Pássaro Madrugador”, satélite americano para comunicação comercial, é utilizado pela primeira vez para a transmissão de programas de televisão.

19.05: Estréia na TV Record de São Paulo o programa “O Fino da Bossa”, apresentado por Elis Regina e Jair Rodrigues.

28.07: Nasce em Salvador (BA) a cantora/compositora Daniela Mercury (Daniela Mercury de Almeida Póvoas).

16.08: É transmitido diretamente do ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, o capítulo final da telenovela “O Direito de Nascer”.

22.08: Estréia na TV Record de São Paulo o programa “Jovem Guarda”, comandado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia.

03.09: É inaugurado o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro.

03.10: Nasce em Porto Alegre (RS) a cantora/compositora Adriana Calcanhoto.

27.10: É promulgado pelo presidente Castelo Branco o Ato Institucional n° 2, que extingue os partidos políticos existentes e cria o sistema do bi-partidarismo.

13.11: É instituído o Cruzeiro Novo, nova moeda que equivaleria a mil cruzeiros antigos.

12: Estréia no Teatro de Arena, no Rio de Janeiro, o espetáculo “Samba Pede Passagem”, de Oduvaldo Viana Filho e Armando Costa, com Araci de Almeida, Ismael Silva e a participação do MPB-4.

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Deixa isso pra lá

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O samba “Deixa Isso pra Lá”, que tornou conhecido Jair Rodrigues, tem apenas uma metade cantada, sendo a outra falada. Por isso era “música para ser vista”, pois ao recitar sua primeira parte — “Deixa que digam / que pensem / que falem / deixa isso pra lá / vem pra cá / o que é que tem / eu não estou fazendo nada / você também...” — Jair aproximava-se da platéia gingando e gesticulando com a mão direita espalmada. Esta encenação, um tanto maliciosa, foi a razão do sucesso.

Musicalmente inexpressivo, “Deixa Isso pra Lá” é, pode-se dizer, um rap precursor em ritmo de samba (A Canção no Tempo - Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34).

Deixa isso pra lá (samba, 1964) - Alberto Paz e Edson Menezes

Deixa que digam
Que pensem
Que falem

Deixa isso pra lá
Vem pra cá
O que que tem
Eu não estou fazendo nada
Você tambem
Faz mal bater um papo
Assim gostoso com alguém ?

Vai, vai, por mim
Balanço de amor, é assim
Mãozinhas com mãozinhas pra lá
Beijinhos com beijinhos pra cá

Vem balançar
Amor é balanceiro meu bem
Só vai no meu balanço que tem
Carinho pra dar

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Sucessos de 1964

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1964

A índia vai ter neném (marcha/carnaval), Haroldo Lobo e Milton de Oliveira
Amigo, palavra fácil (samba), Jorge de Castro e Verinha Falcão
Aquarela brasileira (samba-enredo/carnaval), Silas de Oliveira
Beijo gelado (bolero), Rubens Machado
Berimbau (samba), Baden Powell e Vinícius de Moraes
Bicho do mato (samba), Jorge Ben
Bigorrilho (samba-coco/carnaval), Paquito, Romeu Gentil e Sebastião Gomes
Cabeleira do Zezé (marcha/carnaval), João Roberto Kelly e Roberto Faissal
Cansei de pedir (bolero), Nuno Soares
Consolação (samba), Baden Powell e Vinícius de Moraes
Deixa isso pra lá (samba), Alberto Paz e Edson Menezes
Diz que eu fui por aí (samba) Zé Keti e Hortênsio Rocha
É fácil ser feliz (samba), Fernando César e Aloísio Silva Araújo
É proibido fumar (rock), Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Formosa (samba), Baden Powell e Vinícius de Moraes
Inútil paisagem, Tom Jobim e Aloysio de Oliveira
Lado a lado (bolero), Jerônimo Bragança e Nóbrega de Souza
Luz negra (samba), Nelson Cavaquinho e Amâncio Cardoso
Marcha da cegonha (marcha/carnaval), José Messias
Marcha do remador (marcha/carnaval), Antônio Almeida e Oldemar Magalhães
Matriz ou filial (samba-canção), Lúcio Cardim
Nanã, Moacir Santos e Mário Teles
O menino das laranjas, Theo de Barros
O sol nascerá (samba), Cartola e Elton Medeiros
Minha história de amor (*), José Messias
Que queres tu de mim (bolero), Evaldo Gouveia e Jair Amorim
Rua Augusta, Hervé Cordovil
Serenata da chuva, Evaldo Gouveia e Jair Amorim
Somente uma saudade, Hélio Justo e Daisy Justo
Telefone (samba), Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli

(*) Em meados dos anos sessenta, as gravadoras deixaram de informar o gênero das composições nos rótulos dos discos.

Músicas estrangeiras de sucesso no Brasil:

America, Leonard Bernstein
La bamba, Tema popular
Can’t Buy Me Love, John Lennon e Paul McCartney
Dominique, Soeur Sourire
Encadenados (Acorrentados), Carlos A. Briz
The Hully Gully, Smith e Goldsmith
I Want to Hold Your Hand, John Lennon e Paul McCartney
If I Had a Hammer (Datemi un Martello), Lee Hays e Pete Seeger
Io che amo solo te, Sergio Endrigo
Una lacrima sul viso, Lunero e Mogol
My Boy Lollipop, Morris Levy e Johnny Roberts
Road Hog (O Calhambeque), Loudermilk e Gwen
Scrivi, Ross e Rich
She Loves You, John Lennon e Paul McCartney
Twist and Shout, Bert Russeli e Phil Medley

Cronologia:

07.01: É promulgada a lei n°488, que torna a marcha Cidade maravilhosa, de André Filho, hino oficial do Estado da Guanabara.

31.01: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Getúlio Marinho.

09.02: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Ary Barroso.

18.02: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o arranjador/compositor Vicente Paiva.

19.02: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Zeca Ivo (José Ivo da Costa).

25.02: Cassius Clay ganha o título de Campeão Mundial de Boxe, categoria peso pesado, ao derrotar em Miami (Florida, EUA) Sonny Liston.

10.03: A estilista inglesa Mary Quant lança a moda da minissaia.

13.03: Estréia no Rio de Janeiro o filme “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, de Glauber Rocha.

31.03: Inicia-se em Minas Gerais um movimento militar contra o governo João Goulart.

02.04: João Goulart deixa a presidência e viaja para o Uruguai, onde pede refúgio político. Ranieri Mazzilli, presidente da Câmara dos Deputados, assume interinamente a presidência da República.

15.04: O marechal Humberto de Castelo Branco assume a presidência da República.

15.05: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Armando Cavalcanti.

27.09: Morre em Natal (RN) o compositor Hianto de Almeida.

10 a 24.10: Realizam-se em Tóquio (Japão) os XVIII Jogos Olímpicos da Era Moderna.

15.10: Nikita Khruschev é derrubado do poder na URSS, sendo substituído por Leonid Brezhnev (como secretário do Partido Comunista) e Alexei Kossigin (como primeiro- ministro). Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor/jornalista Antônio Maria. Morre em Santa Mônica (Califórnia, EUA) o compositor Cole Porter.

28.10: Nasce em Niterói (RJ) a cantora/compositora Zélia Duncan.

23.11: Nasce em Salvador (BA) o compositor/cantor Carlinhos Brown.

10.12: Estréia no Rio de Janeiro (RJ) o show “Opinião”, de Oduvaldo Viana Filho, Paulo Pontes, Armando Costa e Ferreira Gullar, com Nara Leão, Zé Keti e João do Vale.

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Sucessos de 1963

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1963

A lua é camarada (marcha/carnaval), Klécius Caldas e Armando Cavalcanti
Amor sincero (bolero), Silvinho e Roberto Muniz
Ave Maria dos namorados (samba-canção), Evaldo Gouveia e Jair Amorim
Balanço Zona Sul (samba), Tito Madi
Baby, meu bem (rock), Hélio Justo e Tito Santos
Bolinha de sabão (samba), Adilson Azevedo e Orlandivo
Chica da Silva (samba-enredo/carnaval), Anescar e Noel Rosa de Oliveira
Chove chuva (samba), Jorge Ben
Deixa (samba), Baden Powell e Vinícius de Moraes
Ela é carioca (samba), Tom Jobim e Vinícius de Moraes
Enigma (samba-canção), Adelino Moreira
Esta noite eu queria que o mundo acabasse (bolero), Silvinho
Eu agora sou feliz (samba/carnaval), Mestre Gato e Jamelão
Foi assim (samba-canção), Lupicínio Rodrigues
Garota de Ipanema (samba), Tom Jobim e Vinícius de Moraes
Marcha da quarta-feira de cinzas (marcha-rancho), Carlos Lyra e Vinícius de Moraes
Mas que nada (samba), Jorge Ben
Mulher (bolero), Getúlio Macedo
O morro não tem vez (samba), Tom Jobim e Vinícius de Moraes
O que eu gosto de você (samba), Sílvio César e Ed Lincoln
Parei na contramão (rock), Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Piedosa mentira (tango), Adelino Moreira
Pó-de-mico (marcha/carnaval) - Haroldo Lobo e Milton de Oliveira
Por causa de você menina (samba), Jorge Ben
Quem tudo quer nada tem (bolero), Evaldo Gouveia e Jair Amorim
Rio (samba), Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli
Samba do avião (samba), Tom Jobim
Samba em prelúdio (samba-canção), Baden Powell e Vinícius de Moraes
Só danço samba (samba), Tom Jobim e Vinícius de Moraes
Sonhar contigo (bolero), Adilson Ramos e Armelindo Leandro
Tem bobo pra tudo (samba), Manoel Brigadeiro e João Correia da Silva
Triste e abandonado (balada), Hélio Justo e Erly Muniz
Tudo de mim (bolero), Evaldo Gouveia e Jair Amorim
Twist no carnaval (marcha/carnaval), João de Barro
Zé da Conceição (samba), João Roberto Kelly
Uirapuru (toada), Murilo Latini e Jacobina

Músicas estrangeiras de sucesso no Brasil:

Afrikaan Beat, Bert Kaempfert
Al di la, Mogol e Donida
Baby Elephant Walk (O Passo do Elefantinho), Henry Mancini e Hal David
Baby Sittin’ Boogie, J. Parker
Blame It on the Bossa Nova, Cynthia Weil e Barry Mann
Chariot, Jacques Plante, J. W. Stole e Del Roma
Cuando calienta el sol, Carlos Rigual e Mario Rigual
Days of Wine and Roses, Henry Mancini e Johnny Mercer
Hava Nagila, A. Z. Idelsohn
I Can’t Stop Loving You, Don Gibson
Papa-Oom-Mow-Mow, Al Frazier, Cari White, Wilson Jr. e John Harris
Roberta, Falella, Nadeo e Lepore
Sabrá Dios, Alvaro Carrillo
Splish splash, Bobby Darin e Jean Murray
Te Guardaró nel Cuore
(Doce Amargura), R. Ortoloni, R. Ciorciolini e N. Oliviero

Cronologia:

06.01: Realiza-se o plebiscito que determina o fim do parlamentarismo e a volta do presidencialismo no Brasil.

04.04: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Ari Kerner Veiga de Castro

22.04: O governo do Estado da Guanabara adquire o Arquivo Almirante, o maior acervo de documentos sobre a música popular brasileira existente na época.

25.05: O Brasil sagra-se Campeão Mundial de Basquetebol masculino. Na partida final, realizada no Rio de Janeiro, vence os Estados Unidos por 85 a 81.

14.06: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Jorge Faraj.

16.06: A soviética Valentina Tereshkova torna-se a primeira mulher a realizar uma viagem espacial. Morre no Rio de Janeiro o compositor Lamartine Babo.

23.07: Nasce em Porto Alegre (RS) o instrumentista Renato Borghetti.

10.10: Morre em Paris a cantora/compositora Edith Piaf.

12.11: Nasce em São Paulo (SP) a cantora Sula Miranda (Suely Brito de Miranda).

22.11: É assassinado em Dallas (Texas, EUA) John Fitzgerald Kennedy, presidente dos Estados Unidos.
10.12: Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora/compositora Cássia Eller.

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Sucessos de 1962

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1962

A mesma rosa amarela (samba), Capiba e Carlos Pena Filho
Amor (tango), Antenógenes Silva e Ernâni Campos
Amor em cha-cha-chá (cha-cha-chá), Fernando Costa e Rossini Pinto
E a vida continua (bolero), Evaldo Gouveia e Jair Amorim
Esta noite ou nunca (samba-canção), Adelino Moreira
Estão voltando as flores (marcha-rancho), Paulo Soledade
Garota de Saint-Tropez (marcha/carnaval), João de Barro e Jota júnior
Garota solitária (cha-cha-chá), Adelino Moreira
Influência do jazz (samba), Carlos Lyra
Lembranças (samba-canção), Raul Sampaio e Benil Santos
Leva eu (Sodade) (toada), Tito Neto e Alventino Cavalcanti
Malena (rock), Fernando Costa e Rossini Pinto
Meu nome é ninguém (samba), Luiz Reis e Haroldo Barbosa
Meu querido lindo (cha-cha-chá), Moacir Franco e Canarinho
Na cadência do samba (samba), Ataulfo Alves e Paulo Gesta
Não me perguntes (samba-canção), Adelino Moreira
Ninguém gostou de alguém como eu gosto de ti (bolero), Valdir Machado
O que é que eu faço (samba), Dolores Duran e Ribamar
Oba (samba/carnaval), Osvaldo Nunes
Palavras de amor (bolero), Paulo Borges
Poema (bolero), Fernando Dias
Poema do olhar (samba-canção), Evaldo Gouveia e Jair Amorim
Pouca duração (samba), Pacífico Mascarenhas
Prelúdio para ninar gente grande (Menino passarinho) (balada), Luís Vieira
Quem é (bolero), Silvinho e Maurício Lopes
Quem eu quero não me quer (bolero), Raul Sampaio e Ivo Santos
Se a vida parasse (bolero), Romeu Nunes e Milton Nunes
Tamanco no samba (samba), Orlandivo e Helton Menezes
Tu és o maior amor da minha vida (bolero), Silvinho e De Carvalho
Volta por cima (samba), Paulo Vanzolini
Vou ter um troço (marcha/carnaval), Provenzano, O. Lopes e Jackson do Pandeiro

Músicas estrangeiras de sucesso no Brasil:

L’Arlequin de Tolede, Hubert Giraud e Jean Drejac
Come September (Quando Setembro Vier), Bobby Darin
Dónde estás corazón, L. Martinez Serrano e A. P. Berto
Escandalo, Rubén Fuentes e Rafael Cardenas
Et Maintenant, Gilbert Becaud e P. Delanoe
Let’s Twist Again, Kal Mann e David Appell
Moon River, Henry Mancini e Johnny Mercer
Multiplication, Bobby Darin
Recuerdo, Chucho Martinez Gil
Rock-a-hula baby, Fred Wise, Ethel Lee e David Hill
Las Secretarias, Pepe Luiz
Speedy Gonzalez, Buddy Kaye, Ethel Lee e David Rui
Tender Is the Night, Sammy Francis Webster

Cronologia:

11.03: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Zé Dantas.

21.05: Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista/compositor Roberto Frejat.

23.05: O filme “O Pagador de Promessas”, de Anselmo Duarte, ganha a Palma de Ouro no Festival de Cannes.

11.06: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor/arranjador Vadico (Osvaldo Gogliano).

17.06: O Brasil ganha em Santiago do Chile o VII Campeonato Mundial de Futebol, vencendo na partida final a Tcheco-Eslováquia por 3 x 1.

24.07: A Globo e a Time Life assinam acordo de cooperação técnica para a instalação de uma emissora de televisão no Rio de Janeiro.

02.08: Estréia na boate Au Bon Gourmet, no Rio de Janeiro, o show “Encontro”, que reúne João Gilberto, Tom Jobim, Vinícius de Moraes e o conjunto Os Cariocas.

05.08: Morre em Los Angeles (EUA), aparentemente por ingestão de uma overdose de barbitúricos, a atriz Marilyn Monroe.

23.08: Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Paula Toller (Paula Toller Amora).

23.09: Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor Paulo Ricardo (Paulo Ricardo Oliveira Nery de Medeiros).

10: É lançado o primeiro disco de Bob Dylan.

05.10: A gravadora inglesa Parlophone lança o primeiro disco dos Beatles (“Love Me Do” e “P.S. I Love You”).

31.10: Nasce em Petrópolis (RJ) o violonista Raphael Rabello (Rafael Batista Rabello).

21.11: Realiza-se no Carnegie Hall, em Nova York, o famoso show de bossa nova (com Tom Jobim, João Gilberto e outros), que lançou o movimento nos Estados Unidos.

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Tenho ciúme de tudo

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Até o final dos anos cinqüenta, havia em nossa música popular cantores ecléticos, que gravavam para todos os gostos, dos mais refinados aos menos exigentes. Foi nessa ocasião que começaram a surgir os primeiros especialistas num tipo de música popularesca, de sentimentalismo exagerado que, tempos depois, passou a ser rotulada de brega-romântico.

Entre eles salientou-se a figura do pernambucano José Adauto Michiles, que com o nome artístico de Orlando Dias tornou-se um dos mais populares cantores bregas de sua geração. Com voz, físico e postura cênica ideais para o gênero — canto
Orlando Dias
emocionado, mímica espalhafatosa, roupas em desalinho —, Orlando apresentava-se em toda parte, vendendo aos milhares discos em que interpretava composições como “Tenho Ciúme de Tudo” — “Sou louco por ti / eu sofro por ti / te amo em segredo (...) Tenho ciúme do sol, do luar, do mar / tenho ciúme de tudo” — e num rompante: “tenho ciúme até da roupa que tu vestes...”.

Um dos quinze ou vinte boleros que Valdir Rocha fez para o seu repertório, “Tenho Ciúme de Tudo” era o carro-chefe de Orlando Dias em 1961 (A Canção no Tempo - Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34).

Tenho ciúme de tudo (bolero, 1961) - Valdir Rocha
F                      Dm
Tu és a criatura mais linda
Gm
Que os meus olhos já viram
C7
Tu tens a boca mais linda
F
Que a minha boca beijou
F Dm
São meus os teus lábios esses lábios
Gm
Que os meus desejos mataram
C7
São minhas as tuas mãos essas mãos
F Dm
Que as minhas mãos apagaram
Gm
Sou louco por ti
C7
Eu sofro por ti
F
Te amo em segredo
Gm
Adoro teu corpo divino
C7
Que pelas mãos do destino
F
A mim tu viestes
Dm Gm C7
Tenho ciúme do sol, do luar e do mar
F
Tenho ciúme de tudo
Dm Gm C7
Tenho ciúme até da roupa
F C F
Que tu vestes.

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Índio quer apito

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Inspirado em uma anedota irreverente, meio escatológica, Haroldo Lobo escreveu a marcha “Índio Quer Apito”: “Ê ê ê ê / índio quer apito / se não der / pau vai comer...” Como a anedota era muito conhecida e se referia a um político famoso, “Índio Quer Apito” fez sucesso e acabou entrando para o rol das marchinhas que são repetidas em todos os bailes de carnaval. Bom conhecedor do gosto popular, Haroldo tinha a capacidade de transformar em músicas de sucesso fatos do cotidiano brasileiro, reinando por quase trinta anos como compositor carnavalesco.

Índio quer apito (marcha/carnaval, 1961) - Haroldo Lobo e Milton de Oliveira

Ê ê ê ê ê índio quer apito
Se não der pau vai comer

Lá no bananal mulher de branco
Levou pra pra índio colar esquisito
Índio viu presente mais bonito
Eu não quer colar
Índio quer apito

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Sucessos de 1961

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1961

A lua é dos namorados (marcha/carnaval), Klécius Caldas e Armando Cavalcanti
Água de beber (samba), Tom Jobim e Vinícius de Moraes
Boato (samba) João Roberto Kelly
Brigitte Bardot (marcha/carnaval), Miguel Gustavo
Coisa mais linda (samba), Carlos Lyra e Vinícius de Moraes
Desfolhei a margarida (marcha/carnaval), Elzo Augusto e J. Saccomani
Eu já fiz tudo (bolero), Romeu Nunes e Almeida Serra
Fica comigo esta noite (samba-canção), Adelino Moreira e Nelson Gonçalves
Fiz o bobão (samba), Luiz Reis e Haroldo Barbosa
Índio quer apito (marcha/carnaval), Haroldo Lobo e Milton de Oliveira
Insensatez (samba), Tom Jobim e Vinícius de Moraes
Maria Chiquinha (canção cômica) Guilherme Figueiredo e Geysa Bôscoli
Ninguém chora por mim (bolero), Evaldo Gouveia e Jair Amorim
Nossos momentos (samba-canção), Luiz Reis e Haroldo Barbosa
O amor em paz (samba), Tom Jobim e Vinícius de Moraes
O barquinho (samba), Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli
O velho gagá (marcha/carnaval), Jackson do Pandeiro
Onde estarás (bolero), Evaldo Gouveia e Jair Amorim
Palhaçada (samba), Luiz Reis e Haroldo Barbosa
Perdão para dois (balada), Palmeira e Alfredo Corletto
Perdoa-me pelo bem que te quero (bolero), Valdir Machado
Poema das mãos (samba-canção), Luís Antônio
Poema do adeus (samba-canção), Luís Antônio
Quem quiser encontrar o amor (samba), Carlos Lyra e Geraldo Vandré
Quero morrer no carnaval (samba/carnaval), Luís Antônio e Eurico Campos
Rancho das flores (marcha-rancho), Vinícius de Moraes
Seria tão diferente (samba-canção), Adelino Moreira e Tônio Luna
Só vou de mulher (samba), Luiz Reis e Haroldo Barbosa
Solidão (samba-canção), Adelino Moreira
Tenho ciúme de tudo (bolero), Valdir Rocha
Ternura antiga (samba-canção) Dolores Duran e Ribamar
Você e eu (samba), Carlos Lyra e Vinícius de Moraes

Músicas estrangeiras de sucesso no Brasil:

Ansiedad, Sarabia Rodríguez
Bat Masterson, Bart Corwin e Havens Wray
Calcutta, Reino Gaze
The Exodus Song, Ernest Gold e Pat Boone
G. I. Blues, F. Tepper e R. C. Bennett
Greenfields, Terry Gilkynson, Frank Milier e Richard Deher
Me Da Risa (Faz-me Rir), F. Yoni e E. Arias
My Home Town, Paul Anka
Never on Sunday, Manos Hadjidakis
La novia (A noiva ) , Joaquin Prieto
Pepe, Hans Wittstatt
Run Samson Run, Neil Sedaka e Howard Greenfield

Cronologia:

20.01: John Kennedy toma posse na presidência dos Estados Unidos.

27.01: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor J. Cascata (Álvaro Nunes).

31.01: Jânio Quadros toma posse na presidência da República.

03: É lançado o primeiro disco de Elis Regina (Continental, 17894, “Dá Sorte” e “Sonhando”). Os fonogramas deste disco seriam aproveitados no elepê inicial da cantora (na ocasião com 16 anos), lançado ainda em 1961.

12.04: O soviético Iuri Gagarin torna-se o primeiro homem a realizar uma viagem espacial.

16.06: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Caninha (José Lins de Morais)

13.08: É erguido o Muro de Berlim.

25.08: Jânio Quadros renuncia à presidência da República. O presidente da Câmara, Ranieri Mazzilli, assume a presidência da República, interinamente, em razão da ausência do vice João Goulart, em missão no exterior.

0.08: É divulgado manifesto dos ministros militares contra a posse de João Goulart.

02.09: O Congresso aprova emenda constitucional instituindo o regime parlamentarista no Brasil.

07.09: João Goulart toma posse na presidência da República, sendo o cargo de primeiro ministro ocupado por Tancredo Neves.

08.09: Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Fernanda Abreu (Fernanda Sampaio de Lacerda Abreu).

21.11: Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o músico/ator Tim Rescala (Luís Augusto Rescala).

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Sucessos de 1960

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1960

A canção dos seus olhos (samba-canção), Pernambuco e Antônio Maria
Alguém me disse (bolero), Evaldo Gouveia e Jair Amorim
Cacareco é o maior (marcha/carnaval), Risadinha e José Roy
Caixinha, obrigado (samba), Juca Chaves
Carinho e amor (samba), Tito Madi
Cheiro de saudade (samba), Djalma Ferreira e Luís Antônio
Chora tua tristeza (samba), Oscar Castro-Neves e Luverci Fiorini
Coração de luto (toada-milonga), Teixeirinha
Corcovado (samba bossa), Tom Jobim
Doidivana (samba-canção), Adelino Moreira
Esmeralda (toada), Filadélfio Nunes e Fernando Barreto
Estou pensando em ti (bolero), Raul Sampaio e Benil Santos
Fantoche (samba-canção), Adelino Moreira
Fechei a porta (samba/carnaval), Sebastião Mota e Ferreira dos Santos
Fim de noite (samba), Chico Feitosa e Ronaldo Bôscoli
Inteirinha (toada), Luís Vieira
Leva-me contigo (samba-canção), Dolores Duran
Mambo da Cantareira (mambo), Barbosa da Silva e Eloíde Warthoi
Me dá um dinheiro aí (marcha/carnaval), Homero, Glauco e Ivan Ferreira
Meditação (samba bossa), Tom Jobim e Newton Teixeira
Menina moça (samba), Luís Antônio
Mulher de trinta (samba), Luís Antônio
Negue (samba-canção), Adelino Moreira e Enzo de Almeida Passos
Ninguém é de ninguém (bolero), Umberto Silva, Toso Gomes e Luís Mergulhão
O amor e a rosa (samba), Pernambuco e Antônio Maria
O pato (samba bossa), Jaime Silva e Neuza Teixeira
Por quem sonha Ana Maria (modinha), Juca Chaves
Presidente Bossa Nova (samba bossa), Juca Chaves
Samba triste (samba), Baden Powell e Billy Blanco
Se é tarde, me perdoa (samba), Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli
Serenata suburbana (guarânia), Capiba
Sua Majestade o Neném (balada), Klécius Caldas e Armando Cavalcanti
Súplica cearense (baião-toada), Gordurinha
Tome continha de você (samba), Dolores Duran e Edson Borges

Músicas estrangeiras de sucesso no Brasil:

I’ll Never Fail in Love Again, Johnnie Ray
I’m in Love (Broto legal), H. Barnhart
It's Now or Never, Aaron Schroeder e Wally Gold
Long Tall Sally, Enotris Johnson, Richard Penniman e Robert A. Blackwell
Marcianita, J. I. Marcone e G. V. Alderete
Marina, Rocco Granata
One Way Ticket to the Blues (Trem do Amor), H. Hunter e J. Keller
Pillow Talk (Conversa ao Telefone), Buddy Pepper e Inez James
Pretty Blue Eyes, Teddy Randazzo e Bob Weinstein
Romantica, Renato Rascel e Dino Verde
Tintarella di Luna (Banho de lua), Fillipi e Migliacci
La violetera, José Padilla e Eduardo Montesinos (lançada em 1918)

Cronologia:

19.02: Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Clara Sandroni.

09.03: Morre no Rio de Janeiro o instrumentista/compositor Luís Americano.

13.04: Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Dulce Quental.

21.04: É iuaugurada a cidade de Brasília, nova capital do país.

O município do Rio dejaneiro, até então Distrito Federal, passa a ser o Estado da Guanabara.

25.07: Morre em Tibagi (PR) o cantor Cadete (Manoel Evêncio da Costa Moreira).

25.08 a 11.09: Realizam-se em Roma (Itália) os XVII Jogos Olímpicos da Era Moderna.

03.10: Jânio Quadros é eleito presidente da República.

16.10: Nasce em Belém (PA) a cantora Leila Pinheiro.

11.11: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Newton Mendonça (Newton Ferreira de Mendonça).

18.11: Eder Jofre sagra-se campeão mundial de boxe, na categoria peso galo, ao derrotar Eloy Sanchez, em Los Angeles (EUA).

05.12: Carlos Lacerda é empossado como primeiro governador eleito do Estado da Guanabara.

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Quem é

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Quem é (fox, 1959) - Oldemar Magalhães e Osmar Navarro
Trio Nagô

     C     Am      F
Quem é . . .
G7 C Am F
Que lhe cobre de beijos
G7 C Am F
Satisfaz seus desejos
G7 C Am F G7
E que muito lhe quer . . . . quem é
C Am F
Quem é . . .
G7 C Am F
Que esforços não mede
G7 C Am F
Quando você lhe pede
G7 C Fm C C7
Uma coisa qualquer
F Fm
Quem é . . .
C C7
Que de você tem ciúmes
Fm G7
Quem é que lhe ouve os queixumes

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Sucessos de 1959

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1859 1866 1880 1901 1902 1903 1904 1905 1906 1907 1908 1909 1910 1911 1912 1913 1914 1915 1916 1917 1918 1919 1920 1921 1922 1923 1924 1925 1926 1927 1928 1929 1930 1931 1932 1933 1934 1935 1936 1937 1938 1939 1940 1941 1942 1943 1944 1945 1946 1947 1948 1949 1950 1951 1952 1953 1954 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985

1959

A felicidade (samba), Tom Jobim e Vinícius de Moraes
A noite do meu bem (samba-canção), Dolores Duran
Baiano burro nasce morto (baião), Gordurinha
Boi da cara preta (marcha/carnaval) - Paquito, Romeu Gentil e José Gomes
Brigas nunca mais (samba bossa), Tom Jobim e Vinícius de Moraes
Chiclete com banana (samba), Gordurinha e Almira Castilho
Chora Doutor (samba/carnaval), J. Piedade, Orlando Gazzaneo e J. Campos
Desafinado (samba bossa), Tom Jobim e Newton Mendonça
Deusa do asfalto (samba-canção), Adelino Moreira
Dindi (samba-canção), Tom Jobim e Aloysio de Oliveira
E daí? (samba), Miguel Gustavo
Ela disse-me assim (samba-canção), Lupicínio Rodrigues
Este seu olhar (samba), Tom Jobim
Eu sei que vou te amar (samba-canção), Tom Jobim e Vinícius de Moraes
Êxtase (samba-choro), Adelino Moreira e Nelson Gonçalves
Fim de caso (samba-canção), Dolores Duran
Ho-ba-la-lá (bolero), João Gilberto
Idéias erradas (samba), Ribamar e Dolores Duran
Lamento (samba), Djalma Ferreira e Luís Antônio
Levanta Mangueira (samba/carnaval), Luís Antônio
Lobo bobo (samba bossa), Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli
Manhã de Carnaval (samba), Luiz Bonfá e Antônio Maria
Maria Ninguém (samba), Carlos Lyra
Minha saudade (samba), João Donato e João Gilberto
O milagre da volta (fox), Fernando César e Armando Cavalcanti
O nosso olhar (samba-canção), Sérgio Ricardo
O samba é bom assim (samba), Norival Reis e Hélio Nascimento
Pela rua (canção), Dolores Duran
Quem é (fox), Osmar Navarro e Oldemar Magalhães
Quero beijar-te as mãos (guarânia), Arsênio de Carvalho e Lourival Faissal
Recado (samba), Luís Antônio e Djalma Ferreira
Samba de Orfeu (samba), Luiz Bonfá e Antônio Maria
Vai, mas vai mesmo (samba), Ataulfo Alves
Vai ver que é (marcha/carnaval), Carvalhinho e Paulo Gracindo

Músicas estrangeiras de sucesso no Brasil:

Ave Maria Lola, Sérgio Siaba
La barca, Roberto Cantoral
Come Prima, Panzeri, Taccani e Di Paola
The Diary, Neil Sedaka e Howard Greenfield
Donde estará mi vida, A. Lopez,Q. Segovia, F. N. Caldera e L R. Jimenez
Hymne a l‘Amour (Hino ao amor), Edith Piaf e Marguerite Monnot
I Believe (Creio em ti), Ervin Drake, Jimmy Shirl, Ai Stillman e Irvin Graham
I Need Your Love Tonight, Sid Wayne e Bix Reichner
Oh! Carol, Neil Sedaka e Howard Greenfield
Perfume de gardenia, Rafael Hernández
Piccolissima Serenata, A. Amurri e G. Fierro
Pink Shoelaces (Lacinhos Cor de Rosa), Mickie Grant
Piove, Domenico Modugno e Verde
Siete Notas de Amor, Santiago Alvarado
Stupid Cupid (Estúpido Cupido), Neil Sedaka e Howard Greenfield

Cronologia:

08.01: Vitória da Revolução Cubana, com a entrada de Fidel Castro e as forças revolucionárias em Havana.

02.02: Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista/compositor Henrique Cazes.

04.02: É lançado pela Odeon o elepê Chega de saudade (MOFB 3073), o primeiro da bossa- nova. Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor/compositor Zeca Pagodinho (Jessé Gomes da Silva Filho).

04.07: Maria Esther Bueno sagra-se campeã do Torneio de Tênis de Wimbledon, vencendo na final a americana Darlene Hard.

06.07: Inauguração dos serviços da ponte aérea Rio/São Paulo.

09: Roberto Carlos grava seu primeiro disco (Polydor, 330, “João e Maria” e “Fora do Tom”).

24.10: Morre no Rio de Janeiro (RJ) a cantora/compositora Dolores Duran (Adiléia Silva da Rocha).

17.11: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Heitor Villa-Lobos.

30.11: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o violonista/compositor Josué de Barros.

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A Taça do Mundo é nossa (marcha, 1958) - W. Maugeri, Maugeri S., V. Dagô e L. Müller
Titulares do Ritmo

A taça do mundo é nossa
Com brasileiro não há quem possa
Êh eta esquadrão de ouro
É bom no samba, é bom no couro

A taça do mundo é nossa
Com brasileiro não há quem possa
Êh eta esquadrão de ouro
É bom no samba, é bom no couro

O brasileiro lá no estrangeiro
Mostrou o futebol como é que é
Ganhou a taça do mundo
Sambando com a bola no pé
Goool!

A taça do mundo é nossa
Com brasileiro não há quem possa
Êh eta esquadrão de ouro
É bom no samba, é bom no couro

A taça do mundo é nossa
Com brasileiro não há quem possa
Êh eta esquadrão de ouro
É bom no samba, é bom no couro

O brasileiro lá no estrangeiro
Mostrou o futebol como é que é
Ganhou a taça do mundo
Sambando com a bola no pé
Goool!

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Sucessos de 1958

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Copa 58

1859 1866 1880 1901 1902 1903 1904 1905 1906 1907 1908 1909 1910 1911 1912 1913 1914 1915 1916 1917 1918 1919 1920 1921 1922 1923 1924 1925 1926 1927 1928 1929 1930 1931 1932 1933 1934 1935 1936 1937 1938 1939 1940 1941 1942 1943 1944 1945 1946 1947 1948 1949 1950 1951 1952 1953 1954 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985

1958

A Taça do Mundo é nossa (marcha), W. Maugeri, Maugeri S., V. Dagô e L. Müller
Atiraste uma pedra (samba-canção), Herivelto Martins e David Nasser
Balada triste (samba-canção), Dalton Vogeler e Esdras Silva
Cabecinha no ombro (rasqueado), Paulo Borges
Castigo (samba-canção), Dolores Duran
Chega de saudade (samba), Tom Jobim e Vinícius de Moraes
Covarde (bolero), Getúlio Macedo e Lourival Faissal
Deixe que ela se vá (samba-canção), Evaldo Gouveia e Gilberto Ferraz
Engole ele paletó (samba/carnaval), J. Audi
Escultura (samba-canção), Adelino Moreira e Nelson Gonçalves
Estrada do sol (samba-canção), Tom Jobim e Dolores Duran
Eu chorarei amanhã (samba/carnaval), Raul Sampaio e Ivo Santos
Eu não existo sem você (samba-canção), Tom Jobim e Vinícius de Moraes
Fanzoca de rádio (marcha/carnaval), Miguel Gustavo
Incerteza (tango), Eduardo Patané e Di Veras
Interesseira (bolero), Bidu Reis e Murilo Latini
Madureira chorou (samba/carnaval), Carvalhinho e Júlio Monteiro
Meu mundo caiu (samba-canção), Maysa
Não faz marola (marcha/carnaval) - Antônio Almeida e José Batista
Nono mandamento (samba-canção), Raul Sampaio e René Bittencourt
O apito no samba (samba), Luiz Bandeira e Luís Antônio
Olhe-me, diga-me (valsa), Tito Madi
Os rouxinóis (marcha-rancho/carnaval), Lamartine Babo
Serenata do adeus (canção), Vinícius de Moraes
Suas mãos (samba-canção), Pernambuco e Antônio Maria
Tudo ou nada (samba-canção), Fernando César
Vendedor de caranguejo (coco), Gordurinha
Vitrine (samba-canção), Adelino Moreira
Viva meu samba (samba), Billy Blanco

Músicas estrangeiras de sucesso no Brasil:

An Affair to Remember (H. Warren, Harold Adamson e L. McCarey)
Alone (Selma Craft e Morton Craft)
Around the World (Victor Young e Harold Adamson)
Ay Cosita Linda (Pacho Galan)
Cachito (Consuelo Velazquez)
Diana (Paul Anka)
Jailhouse Rock (Jerry Leiber e Mike Stoller)
Love Me Forever (Beverly Guthrie e Gary Lynes)
March from the River Kwai (M. Arnold e K. J. Alford)
Nel blu dipinto di blu (Volare) (Domenico Modugno e F. Migliacci)
Patricia (Perez Prado)
Tequila (Chuck Rio)
You Are My Destiny (Paul Anka)

Cronologia:

17.01: Morre em São Paulo (SP) Cornélio Pires, pioneiro do disco caipira.

21.01: É lançado pelos Estados Unidos o Pioneer I, primeiro satélite artificial americano.

16.02: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o flautista/compositor Benedito Lacerda.

20.02: Nasce em Buenos Aires (Argentina) o violonista Victor Biglione.

10.03: Suicida-se no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Assis Valente.

27.03: Nikita Kruschev torna-se primeiro ministro da União Soviética.

04.04: Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor/cantor Cazuza (Agenor de Miranda Araújo Neto).

01.05: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o saxofonista/chefe-de-orquestra Romeu Silva.

06.05: Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a compositora/cantora Fátima Guedes (Maria de Fátima Guedes).

29.06: O Brasil ganha em Estocolmo (Suécia) o VI Campeonato Mundial de futebol, derrotando na final a Suécia por 5 a 2.

16.08: Nasce em Rochester (Michigan, EUA) a cantora Madonna (Madonna Louise Ciccone).

10: Morre o Papa Pio XII, sendo eleito seu sucessor João XXIII (Angelo Giuseppe Roncali).

25.11: Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o violonista/compositor Carlos Sandroni.

28.11: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o poeta Olegário Mariano.

12: O romance Gabriela, cravo e canela, de Jorge Amado, bate recordes de vendagem, tornando-se o livro brasileiro mais vendido no ano.

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Ary Cordovil

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Ary Cordovil (Nicanor de Paula Ribeiro Filho), cantor e compositor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 5/5/1923. Cantava sambas desde a época em que estudava no Colégio Arte e Instrução. Concluído o ginásio, começou a trabalhar no ministério da Justiça, quando já cantava em gafieiras e circos.

Em 1944 teve sua primeira composição gravada - Olha ela aí, Valdemar (com Gil Lima) - por Araci de Almeida, na Odeon. Trabalhou na extinta Polícia Especial até 1948, quando passou a se apresentar em programas de calouros da Rádio Transmissora.

De 1949 a 1951, atuou na Rádio Mayrink Veiga. Por 1949, Jorge Veiga gravou sua composição Fui um louco, com muito sucesso. De 1950 a 1958, integrou o Conjunto Pereira Filho. Em 1954 fez uma excursão à Argentina e, em 1956, gravou Formiga que quer se perder cria asas (Raimundo Olavo).

Em 1957 começou a apresentar-se em programas de televisão. Um de seus maiores sucessos foi a marchinha Pistoleira (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira), lançada no Carnaval de 1964 pela CBS. No Carnaval de 1966, lançou pela CBS o samba Tristeza (Haroldo Lobo e Niltinho), que seria o mais cantado do ano.

Em 1967 gravou outro grande sucesso na CBS, a música do tempo dos cangaceiros de Lampião, Maria Bonita, assinado pelo ex-cangaceiro Volta Seca, e lançou, também pela CBS, o LP Ari Cordovil em ritmo contagiante. Ainda em 1967, por iniciativa de um entusiasmado diretor norte-americano da CBS, em visita à fábrica no Brasil, este LP foi lançado nos E.U.A. com o título The Sound of Ary Cordovil.

Fonte: Enciclopédia da música brasileira: erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Editora, 2000.

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Araci Costa

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Araci Cortes Costa de Almeida, cantora, nasceu no Rio de Janeiro (3/12/1932-id.29/10/1976). Quando criança trabalhou em circo, e em 1948 inscreveu-se no Concurso A Procura de uma Lady Crooner, promoção da Rádio Clube do Brasil para a orquestra de Napoleão Tavares.

Dois meses depois, venceu o programa de calouros Papel Carbono, de Renato Murce, e obteve contrato com a Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, de onde saiu no ano seguinte para integrar o quadro da Rádio Guanabara. Algum tempo depois foi levada por Haroldo Barbosa para a Rádio Tupi carioca.

Seu primeiro disco data de 1950, quando gravou pela Todamérica os baiões Oba lá lá (Xerém e Guará) e Rio Vermelho (Guará e José Batista). Um de seus maiores sucessos foi a marchinha de Peterpan e José Batista Papai me disse, do Carnaval de 1952. No ano seguinte viajou pela Argentina e Uruguai com a orquestra do maestro Carioca e depois, pelos E.U.A. com a orquestra de Ary Barroso.

Em 1955 foi eleita A Melhor Cantora das Associadas. Em 1960, com o sucesso do samba Favela amarela (Jota Júnior e Oldemar Magalhães), foi eleita Rainha do Carnaval.

Fonte: Enciclopédia da música brasileira: erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Editora, 2000.

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Anastácia

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Anastácia (Lucinete Ferreira), cantora e compositora, nasceu no Recife, PE, em 30/5/1941. Seu interesse pela música surgiu muito cedo, aos sete anos de idade. Nessa época, acompanhava um cantador de cocos no bairro Macaxeira, onde ela vivia.

Iniciou a carreira no ano de 1954, cantando na Rádio Jornal do Comércio no Recife. Interpretava canções do sul do país, principalmente sucessos de Celly Campello. Em 1960, transferiu-se para São Paulo, onde passou a cantar gêneros nordestinos.

Fez shows pelo interior paulista, participando da "Caravana do peru que fala", com Sílvio Santos. Em seguida apresentou-se com a dupla nordestina Venâncio e Corumba. Ganhou nessa época o nome artístico de Anastácia, dado pelo produtor, cantor e compositor Palmeira, então diretor da gravadora Chantecler.

Gravou em 1960 seu primeiro disco, um compacto com as músicas Noivado longo, de Max Nunes, Chuleado, A Dica do Deca e Forró fiá, todas de Venâncio e Corumbá. Em 1961 gravou o primeiro LP pela Chantecler.

Em 1963, o cantor Noite Ilustrada gravou a primeira composição de Anastácia, Conselho de amigo, feita em parceria com Italúcia. Passou, em seguida, para a gravadora Continental onde gravou quatro LPs, que obtiveram sucesso especialmente no Nordeste.

Em meados da década de 60, conheceu o cantor Dominguinhos num programa de Luiz Gonzaga na extinta TV Continental no Rio de Janeiro, com quem se casou e fez parceria musical. Com Dominguinhos participou de uma caravana artística com o "Rei do baião".

Em 1969, participou com Dominguinhos do Festival de Música Regional Nordestina, promovido pela TV Bandeirantes, com as composições Um mundo de amor, que não foi classificada e De amor eu morrerei, que chegou em segundo lugar, as duas defendidas pela cantora nordestina Marinês. Com Dominguinhos compôs mais de 50 músicas.

Em 1969, lançou pela RCA Victor o disco Caminho da roça, com a participação de Luiz Gonzaga nas faixas Minha gente, eu vou me embora, de Antônio Barros e Feira do pobre, de Onildo Almeida.

Em 1970, lançou o LP Canto do sabiá, apenas com composições próprias. No mesmo ano, gravou duas composições, De amor eu morrerei e Um mundo de amor, no LP Festival nordestino, ambas de sua autoria e Dominguinhos. Em 1971, lançou o LP Torrão de ouro.

Em 1973, Gilberto Gil gravou sua composição Eu só quero um xodó, parceria com Dominguinhos, em gravação clássica. Essa música recebeu mais de 20 regravações. O mesmo Gilberto Gil gravou com sucesso a canção Tenho sede, regravando-a em 1994 no disco Unplugged.

Em 1974, teve duas de suas músicas gravadas por duas das maiores cantoras brasileiras, Gal Costa, que regravou De amor eu morrerei e Ângela Maria que gravou Amor que não presta não serve pra mim.

Anastácia gravou cerca de 30 discos, constituindo-se numa das maiores nomes do forró. Outros intérpretes que gravaram composições suas foram Nana Caymmi, Cláudia Barroso, Jane Duboc, Doris Monteiro, José Augusto, Ângela Maria e outros, além dos internacionais Paul Murriat, Timy Thomas e Ornela Vanoni.

Fonte: http://br.geocities.com/cantorasdobrasil/cantoras/anastacia.htm

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Aniceto do Império

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Carioca do Estácio, Aniceto de Menezes e Silva Junior (11/3/1912-19/7/1993) começou a freqüentar os ambientes do samba, jongo e partido alto aos 16 anos, tendo travado amizade com Paulo da Portela, Xangô da Mangueira, Alberto Lonato e outros bambas.

Freqüentador da agremiação Prazer da Serrinha, foi fundador da escola de samba Império Serrano, em 1947, ao lado de Antonio Fuleiro, Molequinho, Mocorongo e outros. Entretanto, nunca fez parte da Ala dos Compositores da escola, por não gostar de compor sambas-enredo.

Destacou-se no estilo partido-alto, firmando-se como um dos grandes partideiros da história, sem economizar nas construções gramaticais rebuscadas e no vocabulário pouco usual. Por causa deste talento, era o orador oficial da escola. Grande conhecedor do jongo, gênero disseminado na região da Serrinha, dominava a ciência de outras manifestações musicais-religiosas da tradição africana, como o caxambu.

Em 1977 gravou o disco O Partido Alto de Aniceto & Campolino (MIS) ao lado de Nilton Campolino, produzido por Elton Medeiros, com nove composições de sua autoria. Considerado pelos sambistas como um dos últimos mestres do partido-alto de raiz, tinha mais de 600 composições catalogadas, mas poucas foram gravadas.

Seu único disco individual saiu em 1984 pela CID, Partido Alto Nota 10, com participações de sambistas famosos como Martinho da Vila, Dona Ivone Lara, Roberto Ribeiro, João Nogueira, Zezé Motta e Clementina de Jesus.

Já idoso e reverenciado como referência para os mais jovens, apresentava-se ao lado de outros representantes do partido-alto, como Wilson Moreira e Nei Lopes.

Fonte: CliqueMusic.

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Flávio Venturini

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Flávio Venturini, cantor e compositor, nasceu em Belo Horizonte-MG em 23/07/1949. Foi revelado pelo chamado Clube da Esquina nos anos 60. Participou do grupo musical O terço, antes de se formar o 14 Bis e pelo qual fez sucesso durante o início dos anos 80.

Posteriormente seguiu carreira solo. Compôs e interpretou sucessos como Linda juventude, Planeta sonho, Nuvens, Caçador de mim e Clube da Esquina. Espanhola, composta em conjunto com Guarabyra, é sua música mais conhecida e foi um grande hit em 1986/87, sendo gravada por um grande número de cantores em vários países.

Da carreira-solo, destacam-se, entre outras músicas, Princesa, além de participações mais recentes em trilhas-sonoras de novelas, como Mais uma vez (com Renato Russo) e Todo azul do mar.

Fonte: wikipedia - Flávio Venturini

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Manuel

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Ed Mota
Tom: Cm7/9

Intro: Cm7/9 F7 G7


Cm7//9 F7 G7(#5) Cm7/9 F7 G7(#5)
Manuel ...... Foi pro céu ..............Manuel.......
Cm7/9 F7 G7 Cm7/9 F7 G7(#5)
Foi pro céu


Cm7/9
Ia pro trabalho cansado, às 6 da manhã,
Ouvia no seu rádio, calcinhas e sutiã
Cm7/9 F7 G7(#5)
No rádio era um funk, o trem tava lotado,
Cm7/9 F7 G7(#5)
pensou no seu salário, ficou desanimado
Cm Cm7+ Cm7 Cm7/Bb G#6 F G7(#5)
Se eu fosse americano minha vida não seria assim


REFRÃO


Cm7/9
Dia após dia, ouvia a sua vó lhe falar,
o mundo é fabuloso, o ser humano é que não é lugal
Cm7/9 F7 G7(#5)F7 G7(#5)
No rádio era um funk, o trem tava lotado,
Cm7/9
pensou no seu salário, ficou desanimado
Cm Cm7+ Cm7+
Se eu fosse um político, minha vida
Cm7 Cm7/Bb G#6 F G7(#5)
não seria assim, não,não, não, não



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Dez mais um amor

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Ed Mota
C#7+             C9-/7
Sem querer, por te querer
Fm7 Bb7/13 Bbm7 (Bbm7 Am7 Abm7)
Transpiro desejo, te quero demais
Gm7 Cm5-/7 C#7+
Cada vez fica mais
C9-/7
Por querer, em te querer
Fm7 Bb7/13 Bbm7 (Bbm7 Am7 Abm7)
Projeto calado teus beijos roubar
Gm7 CM5-/7 Fm7
Nunca mais devolver
Bb7/13 Fm7 Bb7/13 (Cm6 Bm7)
Cada beijo que eu roubei fez um bem pra mim
Bbm7 Eb7/9
Meu amor eu te dou dez
G#7+
Mais um
G#7+ C#5- C C#7
Dez com louvor
G#7+
Mais um
G#7+ C#5- C C#7
Um novo amor
G#7+
Te dou
G#7+ C#5- C C#7
Dez com louvor
G#7+
Mais um
G#7+ C#5- C Cº
Um novo amor

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Daqui pro Méier

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Ed Mota

Introdução: B4sus B7(13) B4sus B7(13)
A4sus A7(13) A4sus A7(13)


B4sus B7(13)
Ainda tenho que andar
E7+(9) A4sus
do Leblon ao Catete, daqui pro Méier
B4sus B7(13) E7+(9)
Imagina a cidade que se vê do meu táxi,
A4sus
há que se estar aqui
B4sus B7(13) E7+(9)
Porque a gente conhece o retrato da espécie
A4sus
Quantas semanas também....
B4sus B7(13) E7+(9) A4sus
Se eu contasse as memórias tinha belas estórias, ouso dizer
B4sus B7(13) E7+(9) A4sus
Sinal um casal do sul ao museu
B4sus B7(13) E7+(9) A4sus
Final do canal, errei, me lembrei
B4sus B7(13) E7+(9) A4sus
Te vi no jornal, gostei do jogo, e agora quem vai admitir?
B4sus B7(13) E7+(9) A4sus
Sei que os bancos não vão, absurdos, curdos.



B4sus B7(13)
Ainda tenho que andar
E7+(9) A4sus
do Leblon ao Catete, daqui pro Méier
B4sus B7(13) E7+(9)
Imagina a cidade que se vê do meu táxi,
A4sus
há que se estar aqui
B4sus B7(13)
Hoje eu quero jantar bem,
E7+(9) A4sus
e o rádio me chama, daqui pro Méier, não dá!
B4sus B7(13)
tem o bar do uruguaio,
E7+(9) A4sus
Feijão preto com paio, mais tarde eu saio amor



B4sus B7(13) E7+(9) A4sus
Túnel um casal do sul, ao museu
B4sus B7(13) E7+(9) A4sus
Final do canal dobrei, e errei
B4sus B7(13) E7+(9)
Te vi no jornal, gostei da música,
A4sus
e agora quem eles vão demitir
B4sus B7(13) E7+(9) A4sus
Sei que é difícil explicar, absortos, tortos.

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Como dois cristais

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Ed Mota

Am7 G7 C7+
Eu já sonhei alguém pra mim
Bm7/5- E7
E vi de cara
Am7 G7 C7+ E7/9+ E7/9-
Que esse alguém parece demais você
Am7 G7 C7+
O som do seu nome lembra o mar
Bm7/5- E7
Batendo no cais
Am7 G7 C7+
Exposta na imagem film-noir
Bm7/5- E7/9- Am7
Que se mostra e me atrai
G7 C7+ Bm7/5- E7/9+
Me atraiu o dom de sorrir ficando séria
Am7 G7 C7+ E7/9+ E7/9-
De atrair a luz e de ser feliz
Am7 G7 C7+
Os olhos nos olhos eu pensei
B7/5- E7/9-
Conheço esse olhar
Am7 G7 C7+
Enquanto me olha fico high
E7/9+ Am7
E os sonhos são reais
G7 Am7 (A9 na última vez - são 4 vezes)
Olhos como dois cristais
Am7 G7 C7+
Não esperei a cena acabar
Bm7/5- E7
Pra ir embora
Am7 G7 C7+ E7/9+ E7/9-
Fora de lá podia tocar você
Am7 G7 C7+
É que o cinema era ali
Bm7/5- E7
Na vida real
Am7 G7 C7+
Exposta na imagem film-noir
Bm7/5- E7 Am7
Que se mostra e me atrai
G7 Am7 (A9)
Olhos como dois cristais

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Caso sério

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Ed Mota

Bm7 B7(4/9) B(b5/b9) Em7(9)
Eu fico pensando em nós dois cada um na sua
Em(7M/9) G#m7(b5) C#7(b5/b9) F#7(4/b9)
Perdidos na cidade nua
F#7(b13) Bm7(9) Bm7(11) B7(4/9)
Empapuçados de amor numa noite de verão


B(b5/b9) Em7(9) / / Em(7M/9)
Ah! que coisa boa!
G#m7(b5) C#7(b5/b9) C#7(4/9) / / F#7(b13)
À meia-luz, à sós, à to-a



B7(4/9) B7(b9) Em7(9) / D7(9) A7(13)
Você e eu somos um caso sério
Em7(9) / D7(9) A7(13) Em7(9) / D7(9) A7(13)
Ao som de um bolero dose dupla
Em7(9) D7(9) A7(13) Em7(9) / D7(9) A7(13)
Românticos de Cuba Libre misto quente
C#m7(b5) / / F#6(b9) / F#7(b13)*
Sanduíche de gente


62 50 52 52 Bm7 62 50 52 C#m7 62 50 52 52 Bm7 62 50 52 C#m7
62 50 52 52 Bm7 62 50 52 C#m7 62 50 52 52 Bm7 62 50 C7M(9)



Bm7 B7(4/9) B(b5/b9) Em7(9)
Eu fico pensando em nós dois cada um na sua
Em(7M/9) G#m7(b5) C#7(b5/b9) F#7(4/b9)
Perdidos na cidade nua
F#7(b13) Bm7(9) Bm7(11) B7(4/9)
Empapuçados de amor numa noite de verão


B(b5/b9) Em7(9) / / Em(7M/9)
Ah! que coisa boa!
G#m7(b5) C#7(b5/b9) C#7(4/9) / / F#7(b13)
À meia-luz, à sós, à to-a



B7(4/9) B7(b9) Em7(9) / D7(9) A7(13)
Você e eu somos um caso sério
Em7(9) / D7(9) A7(13) Em7(9) / D7(9) A7(13)
Ao som de um bolero dose dupla
Em7(9) D7(9) A7(13) Em7(9) / D7(9) A7(13)
Românticos de Cuba Libre misto quente
C#m7(b5) / / F#6(b9) / F#7(b13)*
Sanduíche de gente

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Baixo Rio

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Ed Mota

B7M
Duas da manhã
Em7
Não fiz nada até agora,
B7M
Vou sair fora

Mais um dia se passou
Em7
E eu não posso parar
B7M
Essa é a hora


C#m7 Ebm7 Dm7
Vou caminhar na cidade
C#m7 D/E
Vou ver o luar
C#m7 Ebm7
Rompendo a madrugada
C#m7 D7M D/E B7M Em7 B7M
Em7
Sentindo o que a noite, tem pra me dar


B7M
Essa vida é tão igual
Em7
Tanta gente a vagar
B7M Em7
Pro mesmo lugar
B7M
Já não vejo mais sentido,
Em7 B7M
Em7
Onde esta estrada vai me levar.

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Amor e saudade

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Ed Mota

Amor e Saudade - Ed Mota - Jair Oliveira
Introd.: B7M ...C7M,B7M,...C7(13), B7M..(2 vezes)

Em7(b5) A7/5+ C/D
Certa vez / uma saudade veio me apertar ,
D7(b9)
pra saber
Em7(b5) A7/5+ D7M(9) Dbm7(b5) Gb7/5+
Pense bem / vai querer/ me guardar ou
C7M B7M
esque...cer
Em7(b5) A7/5+ C/D
E me fez / pensar que tudo que passou, passou ,
D7(b9)
de uma vez
Em7(b5) A7/5+ D7M(9) Dbm7(b5) Gb7/5+
Outra vez / nem pensar/ só se for pra
C7M B7M
cho...rar
Em7(9), A7(13),A7/5+ Gbm7 B7(b9)
Então respon...di : o amor é mesmo assim
Em7(9) A7/5+ D7M
saudade pense bem
D7M Db7M C7M Bm7 G7M Gb7/5+
Pen...se se já viu alguém que amou /
Bm7 Am7 , D7(9)
não sofreu e não sentiu
Db7/9+ G7M Gb7 , Bm7 (introd)
Saudade / se disse: não! / mentiu ...
D7M Db7(9) C7(9) ...C7M, B7M
(refrão)Amor de verdade bate saudade
D7M Db7(9) C7(9) ...C7M, B7M
Amor de verdade bate saudade
D7M Db7(9) C7(9) ...C7M, B7M
Amor de verdade bate saudade
D7M Db7(9) C7(9) ...C7M, B7M
Amor de verdade bate ....


(Introd:) (repete tudo) + refrão ( 2 vezes)

B7M D7M Db7(9) C7(9) B7M
Um amor de verda...de
D7M Db7(9) C7(9) B7M
Bate muita sauda...de
D7M Db7(9) C7(9) B7M
Um amor de verda...de
D7M Db7(9) C7(9) B7M
Bate muita sauda...de ...


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Ed Mota

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Ed Mota

Ed Mota, cantor e compositor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 17/8/1971. Sobrinho de Tim Maia, quando criança não gostava de música dirigida ao público infantil, preferindo ouvir artistas pop como Stevie Wonder. Ao sete anos, tornou- se grande fã do movimento pop então dominante, a disco-music.

Em 1982-1983 passou a ouvir rock pesado, até descobrir o LP Blow by blow (1976), no qual o guitarrista inglês Jeff Beck fundia o rock ao jazz e à soul music. Abandonou então o colégio, no meio da sétima série, dedicando-se totalmente à música, até mesmo editando um fanzine sobre música negra, trabalhando como disc-jóquei e organizando, junto com uma amiga, uma semana sobre soul e funk no MIS, do Rio de Janeiro.

Pouco depois, conheceu o guitarrista Comprido (Luís Fernando) e fundou com ele o grupo Expresso Realengo, que logo mudou o nome para Conexão Japeri e foi contratado, em 1988, pela gravadora Warner. Nesse ano, gravaram o primeiro disco, Ed Mota e Conexão Japeri, do qual saíram dois grandes sucessos: Manuel e Vamos dançar.

Em 1990 desligou-se do Conexão Japeri e gravou seu primeiro disco solo, Um contrato com Deus, no qual ele e um amigo, Bombom, tocaram todos os instrumentos, por influência do instrumentista norte-americano de funk-soul, Prince.

Em meados da década de 1990, residiu durante um ano em New York, EUA, onde chegou a gravar um disco que foi muito elogiado por músicos como Paul Griffin (grupo Steely Dan) e o guitarrista de rhythm & blues Bo Diddley, e jornais como o New York Times.

Com o tempo, seu trabalho foi assimilando outras influências, como o erudito finlandês Jan Sibelius (1865—1957) e compositores brasileiros diversos, como Heitor Villa-Lobos e Guinga.

Gravou os discos: Entre e ouça (1992, Warner), Ao vivo (1993, Warner) e Manual prático para bailes, festas e afins (1997, Universal). Participou dos dois primeiros discos de Marisa Monte, do CD Salamandra, do grupo Blues Etilicos, e a da trilha sonora nacional do desenho animado da Disney O corcunda de Notre Dame (1997). Compôs, em 1997, a trilha sonora do filme Pequeno dicionário amoroso, de Sandra Werneck.

CD: Manual prático para bailes, festas e afins vol. 1, 1997, Universal UMD 51047.

Músicas cifradas: Amor e saudade, Baixo Rio, Caso sério, Como dois cristais, Daqui pro Méier, Dez mais um amor, Manuel.

Fonte: Enciclopédia da música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

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Passional

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Fátima Guedes

Já vai embora...
não diga adeus toda hora.
Diga só um que tente cortar
esse meu ar de sua senhora,
insuportavelmente um ar que te explora.
Não morra de pena de mim.
O que eu sinto
é coisa que passa e não mora.
Seja feliz pela vida.
pra mim é questão de tempo ou bebida.
Pode ser de tempo ou ser de temporal,
daquele que arrasa e que a tudo faz mal...
Depois tudo fica igual.
Esqueça meu pranto
e o meu rosto arrastando
esse amargo terror passional.
Veja meu caro,
nosso amor não foi nada de raro.
Teve um magro final.
O fim de toda trama
que começa na cama
e termina metade carnal.
Já vai embora...
Me deixe sozinha agora.
Que eu quero me despentear e me desesperar
pela casa afora,
sumir no rubor de quem chora,
clamar a explosão do desgosto
e acabar com esse meu ar
de sua senhora.

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Onze fitas

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Fátima Guedes

Por engano, vingança ou cortesia
Tava lá morto e posto, um desgarrado
Onze tiros fizeram a avaria
E o morto já tava conformado
Onze tiros e não sei porque tantos
Esses tempos não tão pra ninharia
Não fosse a vez daquele um outro ia
Deus o livre morrer assassinado
Pro seu santo não era um qualquer um
Três dias num terreno abandonado
Ostentando onze fitas de Ogum
Quantas vezes se leu só nesta semana
Essa história contada assim por cima
A verdade não rima
A verdade não rima
A verdade não rima...

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Condenados

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Fátima Guedes
Tom: A
Int.: [A7+ D/E]

A7+ C/E
Ah, meu amor, estamos condenados
F#m/G# F#m7+ F#m7 B7/9/11+
Nós já podemos dizer que somos um
D7+
Nós somos um
Dm7/9 G7/13 C#m7 F#5-/7 F#7
E nessa fase do amor em que se é um
Bm D/E A7+
É que perdemos a metade cada um
D/E
Ah, meu amor, estamos mais safados
F#m/G# F#m7+ F#m7 B7/9/11+
Hoje tiramos mais proveito do prazer
D7+
E somos um
Dm7/9 G7/13 C#m7 F#5-/7 F#7
Quando dormimos juntos, sonhos separados
Bm D/E A7+
Que nós não vamos confessar de modo algum
Am7 C/E
Ah, meu amor, ah, meu amor
D7/9- G7+
Quantas pequenas traições
Bm7-/7 E7/9- Am7 C/D
Pobres mentiras diplomáticas de puras intenções
D/C Bm D/E
Estamos condenados
E7/9 A7+ A5+/7+ D/E
Ah, meu amor, de discretos pecados
A7+ C#7/9- F#m B7/9/11+
Formamos esse ser tão uno divisível
D7+
Parece incrível
Dm7/9 G7/13 C#m7 F#m
Que nós tentemos que ele dure eternamente
Bm C/E
Nessas metades incompletas
A7+
Mas decentes

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Bicho medo

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Fátima Guedes

Tira a roupa do vento, ó filha
De madrugada vem chuva
Tira a roupa do vento, ó nega
Põe meu xale de viúva

Mãe, por favor não me mande
No quintal a essa hora
Vai sujar meu linho, ó filha
Tem que ser agora

Tira a roupa do vento...

Eu tenho medo do bicho
Que o meu medo mesmo inventa
E em noite de ventania
Parece que o cão atenta...
É hoje, ai meu Deus do céu
Meu coração se arrebenta

Tira a roupa do vento...

Quando eu me mexo parece
Que tem gente atrás de mim
E essas folhas se roçando
É uma agonia sem fim
Na minha cabeça passa
Um bando de coisa ruim

Eu fico escutando passos
Eu prendo a respiração
Sai pensamento, sai fora
Ai minha mãe, minha mãe
Que isso já, meu Deus, é hora
De assombração estar na cama

Tira a roupa do vento...

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Fátima Guedes

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Fátima Guedes, cantora e compositora, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 6/5/1958. Criada entre a Zona Norte e o subúrbio carioca, iniciou carreira como compositora em 1973.
Em 1976, sua música Passional venceu o Festival de Música da Faculdade Hélio Alonso. Autora de trilhas sonoras para teatro, compôs Onze fitas, para a peça O dia da caça, de José Louzeiro. Sua música Bicho medo foi gravada por Wanderléia e Meninas da cidade interpretada no show Transversal do tempo, por Elis Regina.
Participou, em 1980, do Festival da Nova Música Popular Brasileira, com Mais uma boca. Lançou seu primeiro disco, Fátima Guedes, em 1979, com as composições Onze fitas, Meninas da cidade e Passional. Em 1980 lançou outro disco, também com o nome Fátima Guedes, contendo Cheiro de mato e Mais de uma boca, também suas.
Em 1981 lançou Lápis de cor, com a composição Arco-íris, e chamou a atenção de toda a crítica musical. Em 1983 saiu Muito prazer, em que se destaca Absinto; e, em 1985, Sétima arte, com a composição de mesmo nome. Seu segundo CD, Pra bom entendedor, conta com composições suas (Minha senhora e Mãos de jardineiro) e da dupla Guinga e Aldir Blanc.
Tem músicas gravadas por Elis Regina (Onze fitas), Nana Caymmi (Chora brasileira), Zizi Possi, Joanna e Simone (Condenados).
CDs: Pra bom entendedor, 1993, Velas 11-V017; Grande tempo, 1995, Velas 11-V114.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

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O medo de amar é o medo de ser livre - Beto Guedes e Fernando Brant

Am7 G7+
O medo de amar é o medo de ser
Dm G7
livre para o que der e vier
C7+
livre para sempre estar
F7+ E4
onde o justo estiver


Am7 G7+
O medo de amar é medo de ter
Dm G7
de todo momento escolher
C7+ Am
com acerto e precisão
F7+ E4
a melhor direção


F Fm C7+ Dm Em F
O sol levantou mais cedo e quis
F/C Fm/C C7+ D/C F/G Am7
em nossa casa fechada entrar - pra ficar


Am7 G7+
O medo de amar é não arriscar
F/G Dm G7
esperando que façam por nós
C7+ F7+ E4
o que é nosso dever - recusar o poder


F Fm C7+ Dm Em F
O sol levantou mais cedo e cegou
F/C Fm/C C7+ D/C F/G F/C Fm/C C7+
O medo nos olhos de quem foi ver - tanta luz

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Beto Guedes

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Beto Guedes (Alberto de Castro Guedes), compositor, instrumentista e cantor nasceu em Montes Claros MG em 13/8/1951. É filho de Godofredo Guedes, seresteiro e compositor, que tem músicas gravadas pela cantora portuguesa Eugênia Melo e Castro (a valsa Noite sem luar).

Suas principais influências foram os Beatles, a música regional mineira e os choros que seu pai tocava, de quem inclusive gravou composições. Na adolescência, integrou os grupos The Beevers, ao lado de seus irmãos e de Lô Borges, e Os Brucutus. Sua primeira música gravada foi Feira moderna (com Fernando Brant), participante do V FIC, em 1970, e gravada pelo grupo Som Imaginário.

Ligado ao Clube da Esquina, de Minas Gerais, participou dos discos Clube da esquina e Minas, de Milton Nascimento, além de gravar o LP Beto Guedes, Danilo Caymmi, Novelli e Toninho Horta (EMI, 1973).

Estreou carreira solo em 1977, com um show em que era acompanhado por Flávio Venturini, Vermelho, Hely e Zé Eduardo (o futuro 14 Bis, que também o acompanharia no disco Viagem das mãos, de 1984). No mesmo ano lançou o disco A página do relâmpago elétrico (EMI, 1977).

Seus sucessos incluem Lumiar (com Ronaldo Bastos), 1977; O medo de amar é o medo de ser livre (com Fernando Brant), 1978; e Luz e mistério (com Caetano Veloso), 1978. O medo de amar é o medo de ser livre foi regravada por Elis Regina, O sal da terra por Simone e Canção do Novo Mundo (com Ronaldo Bastos) por Milton Nascimento.

Em dezembro de 1997, a EMI lançou, pela série Portfolio, uma caixa contendo três CDs com capas e encartes que reproduzem os discos originais em vinil: A página do relâmpago elétrico, Amor de índio (1978) e Andaluz (1991).

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

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Luiz Vicentini

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Luiz Vicentini

O cantor, compositor e violonista Luiz Vicentini nasceu na cidade de Itajaí – SC em 16/08/1962. Autodidata, aprendeu a tocar violão aos doze anos de idade, em um colégio interno, onde ficou por quatro anos e onde compôs suas primeiras canções. Quando deixou o colégio, no final do ano de 1978, com dezessete anos de idade, participou de vários festivais em sua cidade e região, recebendo destaque por suas composições, conquistando assim sua melhor premiação: a confiança para compor cada vez mais, aprimorando seus versos com histórias cantadas com paixão e cercadas de poesia.

Nas duas décadas posteriores têm contato com os músicos Zé Geraldo, Alceu Valença, Oswaldo Montenegro, Belchior, Zé Ramalho, Fagner e outros dessa geração de grandes compositores. Nestas canções que Vicentini recebe toda a influência musical e encontra sua identidade. Toda sua inspiração vem à tona, num ímpeto de criação musical, compondo canções em vários estilos, buscando o seu caminho.

Em 1999, entre 140 composições de sua autoria, escolhe algumas para gravar seu primeiro CD, "Styllos", (produção independente), o qual tem a música Meu violão e eu, classificada na fase estadual, para o Programa "Novos Talentos", do programa do Faustão (Rede Globo).

Incentivado por inúmeros elogios recebidos por esse primeiro trabalho, reúne treze canções de seu vasto repertório e parte para o segundo CD, também independente, intitulado Um dia a gente se vê.

Em 2000 conhece pessoalmente dois de seus maiores ídolos da MPB: Oswaldo Montenegro e Zé Geraldo, pra quem mostra algumas de suas canções, convidando-os a participarem de seu novo CD, o que de fato acontece, tendo a belíssima interpretação de Oswaldo na canção Que eu ame, e o carisma de Zé Geraldo em Um dia a gente se vê, ambas de autoria de Luiz Vicentini. Este CD também conta com a participação da cantora e compositora Nana Toledo, talento regional, em Sem medo, e o Coral da Fundação Universitária de Blumenau - FURB, em Passarinhos, sob a regência do maestro Eusébio Kohler.

Lançado no ano de 2002 , Um dia a gente se vê contém um clip com Luiz e Zé Geraldo, bem como o making-off da gravação. Neste CD, percebe-se ainda mais sua afinidade e perseverança com as raízes daqueles que o influenciaram, tornando presente em suas canções aquela que seria sua marca mais forte: o conteúdo expressivo de suas letras em melodias simples, traduzindo a vida em seu cotidiano, com o requinte da poesia em sua essência.

Em 2004, lança o DVD do show Um dia a gente se vê, gravado ao vivo no Galpão das Artes, em Itajaí - SC.

No dia 31 de Maio de 2007, no palco do Teatro Carlos Gomes, em Blumenau - SC apresenta para seu público seu mais recente trabalho, intitulado Novas Canções, um CD que reúne quatorze músicas de sua autoria, incluindo duas 'faixas interativas', nas quais participam o exímio guitarrista Jean Trad e a intérprete Nana Toledo. Para valorizar ainda mais esse novo trabalho e deixá-lo mais eclético, é que apresenta também, grandes talentos como Louise Lucena, Renato Borghetti e coral da Univali.

CDs: Styllos (1999); Um dia a gente se vê (2002); Novas Canções (2007).

Músicas cifradas: A saudade, Acredito em ETs, Antes que o sol desapareça, Bicho da paz, Bola sete, Bons tempos, Canções de Raimundo, Côco de Maracatú, Como um punhal, Da semente à raiz, Diamantina brasileira, Essa menina, Eu quero, Fim do mundo, Inspiração, Laços e nós, Lua velha, Luzes de neon, Meu coração, Meu violão e eu, Namoro em prestação, O sapo, Paraíso, Passarinhos, Pode crer, Quando amanhecer, Que eu ame, Se acaso, Sem eira, nem beira, Sem medo, Sinfonia dos bichos, Teu perfume, Tio Duda, Toda vez que canto, Um dia a gente se vê, Vício.

Fonte: Luiz Vicentini - Site Oficial

(Publicação dedicada a todos os fãs deste grande artista itajaiense, em especial a Larissa Carla Coelho pela sugestão).

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Toda vez que canto

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Luiz Vicentini

C
Cantar,
E
Se canto é porque preciso
F
Deixar que minha alma beba
C
Um pouco de cada canto,
G
Um pouco dessa magia,
F
Que habita em cada verso,
C
Confesso que me fascina
G C
Toda vez que canto.



Expresso todo o sentimento que há,

Que existe em tantas melodias,

Em cada pauta que a orquestra

Com maestria vai compondo

No que ainda resta do silêncio,

A mais bela das sinfonias,

Toda vez que canto,

Toda vez que...

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Luzes de neon

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Luiz Vicentini

D
Quero saber se você vem, se voce vai,
E-
Sei que preciso desse amor.
G
Quero saber se você vem ficar comigo,
D
Que me venha como for.


F#
Quero saber se você vem de manhanzinha,
B-
Pra gente ganhar a rua e ver o sol nascer;
E
Quero saber se você tem tanta coragem
A
Pra seguir viagem e sair por aí.


G
Vou aprender a te gostar de qualquer jeito,
D
Tiro os defeitos, fico só com o que é bom.
E
Vou apagar todas as luzes da cidade,
A
E escrever teu nome em luzes de néon.

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Côco de Maracatú

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Luiz Vicentini

D
E leva o côco de maracatú,
E-
E leva a dança do Pernambucano.
G
E o trem que passa pelo trilho
D
Conduzindo todo o pessoal.


D
Se fosse levar com um caminhão,
E-
Ou a cavalo, pelas campinas,
G
Não se chegaria a tempo não,
D
Pois não haveria tempo pra mais uma corrida.



E o trem no matagal entrou sozinho,
E o teu olhar, num brilho se fechou.
O apito e a fumaça negra
Saindo da boca...


E nisso o trem já desaparecia,
E a espora no cavalo se ferrava,
E o cavaleiro que andava solto
Não viu mais o trem que subia a colina.


E finalmente o trem entra no Mato Grosso,
Trazendo o côco de maracatú,
E no canto e na dança do Pernambucano
Se canta e se dança com todo o pessoal.


De norte a sul se leva o côco de maracatu,
Se traz o canto do pernambucano;
E o trem lotado que chegou do Mato Grosso, assim,
Trazendo de longe os meninos do canto.

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Da semente à raiz

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Luiz Vicentini

C
Eu agora vou cantar em verso e prosa,
G
As coisas boas que a natureza nos diz;

O bem que nos faz as folhas, frutos e rosas,
C
As ervas que vêm e vão da semente à raiz.



Essa história começa há muito, muito tempo atrás,
G
Quando a água e o solo somente supriam o homem.

Quando ainda nem havia farmácia com PH,
C
E nem, sequer, se ouvia notícia de gente morrendo de fome.


D
No tempo que os índios curavam usando poções e mistérios,
F G
E toda a tribo falava com Deus, fazendo sinais de fumaça.
C D
Momento que a história preserva e conta através dos milênios,
F G
Em cada grão, cada semente, todo o segredo que a vida guarda.


C D
Hoje a ciência já está bem mais consciente de que há
F G
Razão pra medicina popular, andar lado a lado, sempre mais;
C D
Com a tecnologia há de criar uma parceria pra se encontrar
F G
Em cada povo, em cada praça, em cada rosto, em cada raça,
F
E cultivar toda a cultura,
G C
a pura essência das ervas medicinais.
F
E cultivar toda a cultura,
G C
a pura essência que há nas ervas medicinais.

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Tio Duda

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Luiz Vicentini

C
Sob a sombra da figueira apeava da égua Pampa;
G
Preparava a fogueira, enquanto a tarde ainda caía.
F C
Reunia a peãozada ao som de moda de viola,
G
Contava boas e velhas histórias,
F G C
Nas tantas cavalgadas que fazia.


Em sua simplicidade e com alma de um poeta,
Quis bondade e alegria transformada em verso e prosa.
Fez da vida sua escola, e sua casa : a natureza,
Como a luz de um lampião com sua beleza,
Mantém acesa a chama vida afora.


F C
Este homem ainda hoje é quem conduz toda a boiada,
G
É quem está com as mãos nas rédeas, nessa estrada,
F G C C7
Que somente os olhos da alma podem perceber agora...
F C
E onde houver boas histórias e peões de boiadeiro
G
Ao redor de uma fogueira, cavalgadas, violeiros,
F G C C7
Tio Duda vai estar pra sempre.


(Tio Duda vai estar com a gente).

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Sem eira, nem beira

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Luiz Vicentini

C G F G C
Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.
C G
Não se dá murro em ponta de faca,
Gº A-
nem se cutuca onça com vara curta,
F C
Nem se dá nó em pingo d’água,
G C
o que arde cura, o que aperta segura.
C G
Quem cochicha o rabo espicha,
Gº A-
pra quem vê cara, não vê coração,
F C
Quem não arrisca, não petisca,
G C
a pressa é inimiga da perfeição.



Pobre é cachimbo, só leva fumo,
é como parafuso, só vive apertado,
Só vai pra frente quando tropeça,
enche a barriga se morre afogado.
Não há bem que pra sempre dure,
nem há mal que nunca se acabe,
Nem sempre, quem cala consente,
quem semeia vento colhe tempestade.



Quem não tem cão, caça com gato,
e quem espera sempre alcança,
É tudo farinha do mesmo saco,
relógio que atrasa não adianta.
Aqui se faz, aqui se paga,
toda cara feia, pra mim, é só fome,
Pois se correr o bicho pega,
mas se ficar o bicho também come.


Tu nunca viu, cara de pavio?

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A saudade

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Luiz Vicentini

C C7
Às vezes a saudade mata,
F
Às vezes, a saudade engana.
G
Quando bate em nossa porta,
F
A gente vê que ainda ama.
C C7
Quando a saudade vai embora,
F
E nem sequer nos telefone,
G
Daí, então, a gente grita e chora,
F
Rolam as lágrimas e o coração reclama.


Às vezes a saudade aperta,
Outras vezes, nos parece estranha,
Quase sempre chega em hora incerta,
Desperta o sono e nos tira da cama.


Quando a saudade, à noite, aflora,
E traz à tona todas as boas lembranças,
Daí, então, a gente vê velhas histórias,
O tempo pára lá nos bons tempos de criança.


Às vezes a saudade é boa,
Quando parte, sem levar sua bagagem,
A gente então fica sorrindo à toa,
Porque percebe que será breve essa viagem.


Saudade vai e vem a todo instante,
Há quem cante pra espantar toda saudade;
Não tem jeito, vai estar sempre presente.
A gente bem sabe, não dá pra viver sem ter saudade.

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Essa menina

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Luiz Vicentini

E B
É cor de rosa o cheiro que tu espalha,
B7
Tão quente que nem fornalha,
E
Tão prosa que nem jasmim.
E B
É flor dengosa, que passa e nem me dá bola,
B7
Me olha e nem me namora,
E E7
Me deixa só mais a fim.


A E
Essa menina é fogo de lenha em brasa,
B7 E
Quando me abraça, aperta mais que nó de laço.
A E
Essa menina tem jogo, jeito e pirraça,
B7 E
Cheia de graça, beija e me deixa em pedaços.
A E B7 E

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Lua velha

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Luiz Vicentini

D
A lua velha no sertão é bem melhor
A
que um lampião de aguardente;
G
Aquece o coração,
Gº D
iluminando a vastidão dessa planície.
B-
Lá vem o caminhão,
A
tão conhecido pau-de-arara, com aqueles homens;
F#
Lá vai o sol, levando o céu pra escuridão,
B-
por quê de mim se esconde.
F#
Traga amanhã de manhanzinha
um pouco dessa água corrente,
B-
Vê se me acorda bem mais cedo,
pra que eu toque pra essa gente
A
Uma canção antiga, minha,
F# B-
mais que predileta do eterno poeta.


F#
Faça de conta que o Nordeste é forte,
B-
tem mata verde e água em abundância,
A D
Laço vermelho pras moças que gostam de cabra-macho,
cavalo e arreio.
F#
A noite é festa ao redor da fogueira,
B-
a prenda dança até raiar o dia,
A D
Bota a sanfona no lombo da velha e cai na folia.


F#
A lua velha do sertão faz parte,
B-
como a aguardente ta pro boiadeiro,
A
Se o trovador tem sua viola,
D
meu coração tem seus segredos,
F#
E não tem medo de chorar baixinho,
B-
quando o sertão inteiro silencia,
A D
Pra contemplar no céu o sol da noite: a velha lua.

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Luiz Vicentini

C A#
Eu quero falar, manifestar os meus desejos,
F C
Fazer minhas vontades mesmo em sonhos.
C A# F
Andar de carro zero importado, jantar à luz de velas,
C
Caviar e outros babados.


G F
Eu quero aprender a falar inglês e espanhol,
C G
Pois português, dizem que eu já sei...
G F
Eu quero aprender a dançar tango,
C G
Um bolero assim mais ou menos, só pra dizer que sei...
F C F C
Daí então eu vou passar na sua casa pra gente sair...
F Fº
Mas depois de madrugada, vê se me agarra e não me arranha,
G
Na hora de dormir.


Eu quero aprender a tocar sax,
Pra ficar numa sacada,
décimo-sexto andar, em noite de lua...
Eu quero acordar lá pelas quatro,
E no silêncio do meu quarto fazer poesia.
Eu quero hoje discutir política
E amanhã jogar conversa fora com os amigos,
Numa mesa de bar.
Eu quero poder sentar com meus filhos,
Netos, bisnetos e tantos etos
que a vida me quiser dar.


Daí então posso dizer a todo mundo
Que eu já fiz de tudo um pouco...
E aconteça o que aconteça,
eu vou mergulhar nessa de cabeça,
Antes que o sol desapareça.

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Passarinhos

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Luiz Vicentini
Introdução: Introdução:  D  A  Bm  F  Bm  E  A

(Tocar as cifras entre parênteses na repetição)

D (E) A (B)
O sabiá, o Curió
D (E) F# (G)
Será que cantam em RÉ ou DÓ maior
Bm (C#m) E (F#)
Será quem dorme numa perna só
A (E) G (A)
O Sabiá, o Curió
D (E) A (B) D (E) Bm E A
Encantam com seu canto só (C#m) (F) (B)


D (E) A (B)
O Colibri ou Beija-flor
D (E) F# (G#)
Será que voa com vento a favor
Bm (C#m) E (F#)
Sabe o sabor que tem o mel da flor
A (B) G (A)
O Colibri ou Beija-flor
D (E) A (B) D (E)
Voa com o vento que for

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Bola sete

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Luiz Vicentini
(Tocar cifras entre parênteses na repetição)

Cm (Dm)
Pega no taco, bate com o taco na bola,
G# (A#)
Oh meu, vê se mata essa bola
Fm (Gm)
Senão te quebro esse taco nessa cachola vazia,
G (A)
Tem dia que não tem jeito, a gente diz que é defeito,

A caçapa é torta, não presta.


Cm (Dm)
Bota essa bola branca no ponto, parceiro,
G# (A#)
Que eu dou um efeito ciclone, mato esse sete no meio,
Fm (Gm)
Não sou Gerboni mas tenho métodos infalíveis,
G (A)
Se dou uma porrada

Não penso em suicídio.


Cm (Dm)
Conto com a sorte eu vou sair dessa,
G# (A#)
Vou na tabela direto não passa,
Fm (Gm)
Passo uma graxa no taco, sem pressa,
G (A)
E espero que a bola caia na caçapa...
Cm (Dm)
E mato a primeira, a segunda e a terceira,
G# (A#)
Dou uma tragada e um golinho na cerveja
Fm (Gm)
Estilo Chimello no jogo da vida,
G (A) Cm(Dm)
Espero pra ver e encerro a partida.

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Laços e nós

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Luiz Vicentini
Introdução: Am  G  Am  G

A- G
Não pertenço ao passado, tudo o que sei vi na TV
A# Am
Velhos livros, pergaminhos, pedacinhos de jornais
A-
Não caminho disfarçado
G
Se não devo nada, nada tenho a esconder
A# Am
Sou permanentemente transparente, pedacinhos de cristais



C G
Vivo o sol e o som do meu coração, eu sei
A- G
Que não serei eu quem irá pilotar os aviões
C G
Digo sempre sim à voz da minha intuição,
A-
Pra que amanhã eu possa ser
F
Um pouco não, mas muito mais feliz


C G
Não navego em mar que não me leve a um lugar seguro
A- G
Não existem muros que possam aprisionar minhas canções
C G
Não espero por ninguém, quando quero eu mesmo faço
A- F
Desato meus laços e nós, traço os planos pelos sonhos

Que me invadem a cabeça,
C G
deixo que amanheça pra me aventurar


Solo: C G Am F C G F

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Sem medo

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Luiz Vicentini

C C7
Você pode amar sem medo, porque amor nunca é demais
F
Deve se olhar no espelho, se amar cada vez mais
G Gº Am F
Isso faz com que o coração abra portas e janelas
C G F G
E guarde em si tudo o que é bom

C
Você pode acreditar sem medo,
C7
porque a fé está em todos nós
F
Não existe nenhum segredo, basta acreditar que você tem
G Gº Am F
Eu duvido que haja quem duvide com total convicção
C G F G
Que não há motivo algum pra tanta perfeição

C
Você pode até chorar sem medo
C7
não há quem diga que um dia nunca chorou
F
Quando a voz aqui dentro do peito diz a nós:
é de alegria ou dor
G Gº
E é assim que a gente vai levando a vida,
Am F
e é assim que a vida sempre nos conduz
C
Sem medo de ser feliz,
G F C F G F
e acreditando no amor, sem medo

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Pode crer

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Luiz Vicentini
Introdução: D  C  G  D  D  C  G  A

D C
Pode crer, de hoje em diante sou um cara sério
G
Não bebo e nem mais fumo, apenas tolero
D
Quem fala pelos "cutuvelo", é chato, puta que o pariu
D C
Pode crer, toda essa bandalheira que assola o país
G
Faz bem só para quem tem bem muito mais e diz
D
Que o caso não é sério, isto é Brasil


D C
Pode crer, do jeito que avança a tecnologia
G
Não haverá ciclone, se clonará comida
D
A fome será tema e peça rara de museu, e eu, e eu, e eu
C D
E eu, o que posso fazer, me diz, pra amenizar a dor
C G D
E nós, o que vamos fazer, me diz, por todos nós
C G D
Se a paz é tudo o que afinal sempre se quis
C G
Tá mais bem mais do que na hora
D
Da gente ser feliz

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Bicho da paz

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Luiz Vicentini
Introdução: Am  F  E  Am 

Am F
Toda mentira há de morrer sob a luz da verdade.
Am F
Todo escuro há de ceder espaço pra claridade.
Dm Am
Todo amor será platônico, não haverá dor e lamento,
G
E todos teremos um só desejo:
E Am E Am E Am
Que neste momento nos morda o Bicho da Paz.


Am F
Toda esperança há de ampliar o que parece absurdo.
Am F
Todo progresso há de provar que nunca fomos os únicos
Dm Am
Neste universo sem limite, não há lugar que não se habite.
G
Pena que não haverá mais tempo
E Am E Am E Am F Am F E
Pra ver com alegria quando esse dia chegar.


Am F
Toda mentira, todo escuro, todo amor, todo desejo,
Am
Toda esperança, todo progresso,
F Dm
Todo absurdo, em todo universo há de existir bem mais
E E7 Am
Que possa conceber o pensamento.
G
É pena que não haverá mais tempo
E Am F Am F E F Am
Pra ver com alegria quando esse dia chegar.

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Bons tempos

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Luiz Vicentini
Introdução:   E  A  E  B7  E  B7  E  A  E  B7  E  B7

E
O sabiá na goiabeira cantou chamando o bemmtemvi,
E7 A
Anunciando um novo dia de saudade...
Am E C#m
Do violeiro na janela, da moça bela no jardim,
F#m B7 E B7
Da molecada que brincava pela manhã.


E
E da varanda eu via a praça, e o meu velho pé de figueira,
E7 A
Cobrindo um pedaço da história da cidade
Am E C#m
Do sanfoneiro já cansado, da roupa velha no varal,
F#m B7 E E7
Do vagabundo que sonhava acordado.


A Am
Queria ver de perto a poeira
E C#m
Que o gado faz quando passa nas ruas,
F#m B7
Queria ver de perto a lua cheia
A E
Com a minha namorada.
A Am
Queria ter nas mãos a poesia
E C#m
Do trovador que já não canta mais,
F#m B7
Queria ter nas mãos a ousadia
A B7 A
De um dia ainda poder voltar.


Solo: A B7 E C#m A B7 E

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Canções de Raimundo

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Luiz Vicentini
Introdução: E  B7  E  B7  E  B7 C* C#m  A  E  B7  E

E
No FORRÓ DO GONZAGÃO
É PROIBIDO COCHILAR
Sob a LUA DO LEBLON
E7 A
ME DIZ o SABIÁ:
F#m
ME LEVE na CONTRAMÃO,
B
Repare o SINAL FECHADO,
C* C#m
Pelo RETROVISOR vejo o ASTRO VAGABUNDO,
A
NOTURNO AMOR ESCONDIDO,
E
CONFLITO ALÉM DO CANSAÇO,
B
SAUDADE COMO SE FOSSE
E
PROMESSA EM CORDA DE AÇO


B
POBRE SANFONEIRO, AMANHÃ EU VOU
E
Vou pra JUAZEIRO, eu vou, eu vou
B A
De SORRISO NOVO, CHAMEGO CIGANO,
E
SÓ VOCÊ no PENSAMENTO.



B
POBRE SANFONEIRO, AMANHÃ EU VOU
E
Vou pra JUAZEIRO ver UM GRANDE AMOR,
B
DONA DA MINHA CABEÇA,
A
MULHER, SINA E BELEZA
E
De um CABOCLO SONHADOR.


Introdução


É, a saudade é feito faca, morena,
Machuca o coração e fere a alma.
Mas, se devagar se vai ao longe
Donde a vista não avista,
Eu não vou me apressar, vou com calma,
Pra modo da gente se namorar.
Tenho todo o tempo do mundo,
Não tenho dia e nem hora pra voltar



É, AMANHÃ EU VOU pra JUAZEIRO.
CUSTE O QUE CUSTAR,
ESPERE POR MIM, MORENA,
Por que AMANHÃ EU VOU.

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Que eu ame

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Luiz Vicentini
Introdução:  C  G  Am  G  F  C  D7  G

C G Am G
Caminhei como caminharia qualquer um que viva nessa confusão
C G
Esbarrei naquele que dormia,
Am G
enquanto a mãe fazia a cama pelo chão
F G
Não olhei pra aquele que corria,
C Am
sangrando e gritando: "Pega esse ladrão!"
F D7 G
Nem parei pro velho que morria, pedindo minha mão


C G
Me sentei como quem sentaria,
Am G
pensando na vida, será que é em vão
C G Am G
E chorei por tudo que havia, tantas alegrias, risos sem razão
F G
Me afastei de tudo que era belo,
C Am
com medo de ficar só, com a solidão
F D7 G
E acabou ficando sem saída o meu coração


C G Am G
Vou fazer uma viagem, quero saber na verdade tudo o que não sei
F D7
Aprender que ter uma amizade
G
e não se ter coragem de ferir alguém
C G
Vou levar de volta pra cidade
Am G
uma felicidade que não tem mais fim
F D7
E acabar de vez com essa vaidade,
G
que não tem piedade do que faz em mim
C G
Vou voltar a ser o que era antes,
Am F
alguém que só cante por simples prazer
C G F G
E pedir a DEUS que me acompanhe, e toda vez que ande por aí
C
Que eu ame

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Fim do mundo

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Luiz Vicentini
Introdução: C  G  Am  F  C  G  Am  F

C
Se o fim do mundo é amanhã,
G
Eu tenho que acordar bem cedo, amigo,
F C G
Fazer em 24 horas o que não fiz nos meus trinta e seis.
C
Levar meu filho ao cinema,
G
Cantar uma canção antiga do Raul,
F C G
Aposentar os meus problemas e viajar pro Sul


E
Hoje não quero compromisso,
Am
Não tenho tempo pra isso,

Preciso mais é viver...
D7
Tive o tempo todo do mundo,
G
Meu coração lá no fundo só agora percebeu,


E
Que existem bancos de praças,
Am
Ser feliz é de graça, basta você querer,
D7
E que a vida passa num segundo,
G
Amigo, eu sei que no fundo
F
Você sabe que a gente
C
Geralmente vai levando a vida
G F C
Sem saber viver.

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Inspiração

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Luiz Vicentini
Introdução:  Dm  C  Dm  C  Dm  C  A#  A  F  C  A# A7

F C
Era uma noite escura, sem lua, segunda-feira
F C
Peguei a viola, como sempre faço e fui pra rua
Dm
Desliguei a chave de contato
C
Que mantém acesa a chama
Dm
E acendi as luzes
C
Dentro do meu pensamento


F C C7
E foi neste momento que a inspiração bateu à porta
F
E eu, como quem não soubesse quem era
C
Pedi que entrasse
Dm
Sentou-se ao meu lado como sempre
C
E pediu-me com seus olhos
G G7 C C7
Permissão pra vasculhar minhas lembranças


F C C7
E foi então, que fui parar sem perceber na infância
F
Num tempo em que pra se brincar
C
Usava-se a imaginação
Dm
Quando ainda havia nos olhares
C
Os anjos da inocência
G G7 C C7
E foi, então, que perguntei ao coração


F C C7
Onde estão essas crianças que corriam por aí
F C
Onde estão as borboletas que pousavam em meu jardim
Dm C
Onde estão essas meninas que brincavam de bonecas
Dm C C7
Onde estão esses meninos que pedalavam suas bicicletas
F
Onde estão os trens e os trilhos
C C7
e as velhas canções e as serenatas
F C
Onde estão todas as pipas, petecas, piões, carrinhos de lata
Dm C
Onde estão as tardes de domingo, à espera do filme,
na fila do cinema
G G7 C
Hoje a vida faz outros caminhos

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Se acaso

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Luiz Vicentini
Introdução: Dm  Gm  C  F  A7

Tocar as cifras entre parênteses na repetição

Dm
Olha você aí o que eu vou dizer agora
Gm
Pode escrever, porque pode acontecer
C
Amanhã de manhã
C7 F A7
Quando o sol bater em sua janela


Dm (F)
Se acaso o chão tremer e se a casa balançar
Gm (C)
Não perca tempo, não vá se maquiar
C (Gm)
Nem tire o seu pijama
C7
Nem faça a sua cama
F (Dm)
Simplesmente deixe tudo, tudo, tudo
A7 (C7)
Como está


Dm (F)
Se acaso não chover e se a coisa desandar
Gm (C)
Não perca tempo, não tranque a porta, atenda o celular
C (Gm)
Sou eu quem tá chamando: "Alô"
C7
Estou lhe esperando amor
F (Dm) A7 (C)
Por favor, atenda


F C Gm Dm C (2x)

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Um dia a gente se vê

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Luiz Vicentini
Introdução: D (E)

D (E)
A vida guarda milhões de mistérios

Que há milhões de anos
Em (F#m)
Todo ser humano quer desvendar
A7 (B7)
A vida parece que desconhece

O enorme desejo aqui dentro do peito,
Em (F#m) A (B) D (E)
Que todo aquele que a gente mais ama nunca se vá


D (E)
Mas é preciso que a gente perceba

Que DEUS é perfeito
D7 (E7)
E que tudo acontece de um jeito que a vida
G (A)
Possa renascer
Gm (Am)
Tantas perguntas sem muitas respostas
D (E) Bm (C#m)
Isso pra mim amigo, pouco importa
Em (F#m) A (B) D (E) D7 (E7)
Minha alegria é saber que um dia a gente se vê

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Meu coração

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Luiz Vicentini

D A Bm
Meu coração é um balaio de recordações
G D
É um barco cheio de boas lembranças
A D D7
Nunca se cansa de sonhar


G D
Meu coração é um avião veloz e sem destino
A
Bicho feroz, capaz de ser menino
G A D D7
Chorando às vezes, pra sorrir depois


G D
Meu coração é uma paixão que eu trago no peito
Em
Sem ele eu sei, seria de outro jeito
A G D
Jamais seria do jeito que sempre foi

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O sapo

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Luiz Vicentini


G C
Se o sapo teima dizendo que a sapa é chata
D G
É porque a sapa é chata mesmo e haja saco pra aturar
G C D
Vive dizendo que o sapo que é meu vizinho fica fazendo sapinho
G
Pra não ter que trabalhar
F C
E baixa o santo no velho sapo sapeca
D G
Diz que viu a perereca da vizinha na lagoa
F C
De namorico com o sapo do seu Tonico
D G
Aquele sapo sabido, fica de papo à toa

G C
E quando a fome aperta o sapo na garganta
D G
Ele não coaxa e nem canta, dói a pança e fica aflito
G C
E sai o sapo magro pro meio da mata
D G
Pedindo pra santa sapa, um pedaço de mosquito
F C
E é esquisito que um bicho lento e pequeno
D G
Fica lendo a "Sapo Rodas" toda manhã de domingo
F C
De pingo em pingo essa estória enche o saco
D G
Não tão somente do sapo, mas também de todo mundo

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Quando amanhecer

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Luiz Vicentini

G D Em D C G D
Nada foge do olhar quando em tudo se vê beleza
G D Em D C D G
É tão fácil se ter o que se quer é só acreditar

G D Em Am C D
Vou assim que amanhecer, viajar, ficar contigo
G D Em C D G D
Despedida sem chorar (sofrer), porque amor, cê vai comigo
C D G
Porque amor cê vem comigo

G D Em C G D
Espero o sol cair, vem chegando as estrelas
G D Em D C D G D
Parece que o tempo não quer deixar meu coração sem vê-la

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Namoro em prestação

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Luiz Vicentini

E
Eu não me amarro faz tempo, namoro em prestação
B
Guardo uma em cada canto do meu coração

Eu nem sei se ele tem canto, se não tem fica melhor
A E
Então posso dar um beijo em todas de uma vez só.



E é por isso que eu não caso, não crio caso nem filho
E7 A
Não tenho casa, me abrigo nos braços de uma mulher
E
E quando a coisa começa a ficar meio perigosa
B
Mudo logo de conversa, falo só em verso e prosa
A B E B7
E quando ela se descuida eu pico a mula e dou no pé

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Eu quero

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Luiz Vicentini
Introdução: A  G  Bm  A  G  D

D C
Eu quero falar, manifestar os meus desejos,
G D
fazer minhas vontades mesmo em sonhos.
C G
Andar de carro zero importado, jantar à luz de vela,
D
caviar e outros babados.
A G
Eu quero aprender a falar inglês e espanhol,
D A
Pois português, dizem que eu já sei...
A G
Eu quero aprender a dançar tango,
D
um bolero assim mais ou menos,
A
Só pra dizer que sei...
G D
Daí então eu vou passar na sua casa pra gente sair...
G
Mas depois de madrugada,
vê se me agarra e não me arranha,
A
Na hora de dormir.

D C
Eu quero aprender a tocar sax,
G
pra ficar numa sacada décimo-sexto andar,
D C
Em noite de lua...eu quero acordar lá pelas quatro,
G D
E no silêncio do meu quarto fazer poesia.
A G
Eu quero hoje discutir política
D
e amanhã jogar conversa fora com os amigos
A G
Numa mesa de bar. Eu quero poder sentar com meus filhos,
D A
Netos, bisnetos e tantos etos que a vida me quiser dar.

G
Daí então posso dizer a todo mundo
D
que eu já fiz de tudo um pouco...
G
E aconteça o que aconteça, eu vou mergulhar nessa de cabeça,
A G D
Antes que o sol desapareça.

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Teu perfume

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Luiz Vicentini

E A G#m
O teu perfume está sempre comigo, tô doido, sim
F#m D B7
Espero que essa loucura não tenha mais fim
E A
Juro que brindo a todo instante esse amor
F# B7
Bebo, sentindo sabor do amor que tem você

E
Quero saber se você me ama
C#m
Espero você, coração reclama
A
Desligo a TV, me ligo no fim de semana
B7
Vejo você dentro do cinema

E
Segunda-feira, lá na escola
C#m
A gente se vê, vê se me dá bola
A
Espero você na hora de ir embora
B E
Já disse a todo mundo meu amor, que você me namora

C#m A B7

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Vício

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Luiz Vicentini


E E7
Bem mais que isso o meu amor é um vício
A E
E não deixo de lado, tô envelhecendo
B7 E
Mas não tomo jeito, morro apaixonado

E
Quem dera me fosse meu amor um doce
B7
Da fruta mais doce com gosto de mel

Uma gata manhosa, meu botão de rosa
A E
Quando me namora me leva pro céu


Ah! Mas que delícia ter suas carícias
E7 A
Ser tua ametista feito jóia rara
E B7
Sou teu louco desejo, és meu primeiro beijo
E
Não troco por nada

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Paraíso

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Luiz Vicentini
Introdução: E  B7  E  B7  E  B7  E  A  B7

E C#m G D
Vejo assim o meu paraíso: bate-bola na areia da praia Atalaia
E B7
Bebo uma bem gelada, caminho à beira-mar

E B7 E B7
No bar do Cao, um papo legal com os amigos
E B7 E B7
No farol da Barra, sinal de navio que vem vindo
E B7 E B7
Bico do Papagaio, para-pentes no céu, Cabeçudas
E B7 E A B7
Loiras e morenas com sabor de mel, absurdas

E B7 E B7
No bar do Zizo perco o juízo e viajo
E B7 E B7
Balanço na rede e bebo um coco verde gelado
E B7 E B7
Frescobol na Brava, o sol tava pra lá de mil
E B7
Bronze, batons, biquínis
E A B7
Itajaí, Brasil

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Como um punhal

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Luiz Vicentini
Introdução: E  A  E  A

E A E
Me faz feliz,

Me dê uma chance apenas
B
Pra que eu possa lhe mostrar como eu te amo

Não faz assim,

Você machuca o meu coração que luta
E E7
Por você em desespero.
A
O que será de mim,

Se nos teus olhos a verdade aparecer
E A E
Como um punhal,

Vejo em meus olhos o desejo em ter você
B
Em meu lençol,
A B7
Eu só sei que sem você na minha vida
E E7
Não sou ninguém

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Acredito em ETs

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Luiz Vicentini
Introdução:  D  Bm  A#  A   A#  A


D
Se eu lhe disser que vi um disco voador
Bm
Pousar num fim de tarde no quintal da minha casa,
G A A# A
Será que você vai acreditar, será...
D
E se eu ainda lhe disser que uns homenzinhos verdes
Bm
Me convidaram pra umas voltas por aí,
G A G#
Será que você vai acreditar, será...

G
E enquanto você pensa, já fui ao Pólo Norte,
D
Passei por Nova Iorque, assisti tango em Paris,
G
Não fui a nenhuma agência, nem tirei o passaporte,
E A
Foi a sorte que pousou no meu nariz.
G
Vi de perto a lua cheia, voei sobre o Saara,
D
Sobre a China, as muralhas, andei com os canibais.
G
Escalei o Aconcágua, vi Matusalém mais velho,
E A
Na Europa vi castelos, na América os Moais, mas...

REFRÃO

G
E enquanto ainda você pensa mergulhei nas Cataratas,
D
Pelas matas do Amazonas vi Xavantes no Xingu,
G
Pingüins na Patagônia, Babilônia é um labirinto,
E A
Fui à cidade perdida dos Incas, no Peru.
G
Num segundo fui a Marte, a nave-mãe que me conduz,
D
E essa foi a melhor parte, à velocidade da luz,

G
E encontrei a Apollo 11 transformada em restaurante,
E A
E um pouco mais adiante um céu azul...
D Bm G
Mas e você aí, enquanto ainda pensa, eu já tô de volta,
A D Bm
Tô cheio de respostas, amanhã quero saber de você
G
O que será que ainda pensa,
A D
Você tem a sua crença, eu acredito nos ET`s.

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Diamantina brasileira

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Luiz Vicentini

E B
Plantei um pé de Jacarandá
A E
No sertão da Paraíba,
B
Pra modo de poder agasalhar
A E
O coração das meninas.


B7
Pintei a pincel um pé de araçá,
A E
E a feroz jaguatirica,
B
Num brejo coberto de samambaia
A E
Ao som de águas cristalinas.


B A E
Subi o morro do Baú e a Serra da Mantiqueira,
A B E
Descobri Diamantina puramente Brasileira.
B A E
Comi paçoca e caruru nos terreiros da Bahia,
A B E
Conheci Luiz Vieira num pagode à luz do dia.

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Sinfonia dos bichos

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Luiz Vicentini
Introdução: G   F  C  G  C  D  G  D

G D
Eu moro onde a natureza mantém sua beleza desde o início

Eu bebo d'água de cascata, ando só pela mata,
G
Observando os bichos
G7
Assim que o sol vai se escondendo
C
sento na varanda e pego minha viola
Cm G
Assim que nasce a poesia que nesses
D G C G
versos tô cantando agora

G
Eu gosto de tocar viola, amor,
D
vem me namora, vem cantar comigo

Gosto quando a viola chora e vai noite afora,
G
sonhar é preciso

Mais uma vez o sol me chega,
D
vem de manhãzinha e diz que tá na hora
C G
De ouvir o som da sinfonia
D G
que os bichos na mata tão compondo agora

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Meu violão e eu

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Luiz Vicentini
Introdução: Bm  G  Bm  E  Bm  G  Bm  F#

Bm G
Meu violão fala comigo feito gente,
Bm
entendo ele, ele me entende
A
E a gente se dá bem demais...
Bm G
Eu canto aquilo que ele canta e vice-versa,
Bm
e a gente vai nessa conversa,
F# Bm
Até que um dos dois não agüenta mais.

A D F#
Meu violão é um sujeito viajado, acompanhou saxofone,
Bm G D
Violoncelo e bandolim...Tocou seresta, festa de aniversário,
G A
Já se apresentou em vários cabarés e botequins.
G D
Meu violão tem os nervos de aço,
F# Bm
Pena que só tem um braço pra um abraço me dar.
G D
Quando ele toca encosta o corpo no meu peito,
E A
E a gente assim arruma um jeito de estar juntos pra cantar.
G D
Quando ele toca encosta o corpo no meu peito,
E A D A D
E isso é só mais um pretexto pra gente se conversar.


Solo: A Bm A Bm G D E A

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Francis Hime

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Francis Hime

Rio de Janeiro, 31 de agosto de 1939. Foi nesse dia que nasceu Francis Victor Walter Hime. Neto de pianista e filho de pintora, o carioca teria mesmo que ser artista. Tanto que aos seis anos de idade começou a fazer aulas de piano. Com 16 foi pra Suíça, onde estudou música durante quatro anos.

Francis Hime começou a despontar no cenário musical brasileiro na década de 60. Logo de cara, o artista teve um importante parceiro: Vinícius de Moraes. A primeira composição de Francis com o Poetinha foi "Sem Mais Adeus", em 1962. Nessa mesma época, Francis conhecia uma moça muito especial, que anos mais tarde passou a se chamar Olívia Hime.

Música era a sua paixão. Apesar disso, o artista resolveu cursar engenharia. E seguiu assim, dividindo o tempo entre a faculdade e os shows. Participou de festivais, sempre como compositor, tendo como intérpretes de suas músicas Elis Regina (Por um Amor Maior, com Ruy Guerra), MPB-4 (Anunciação, com P. C. Pinheiro), Jair Rodrigues (Samba de Maria, com Vinícius de Moraes).

Nos anos 70 suas parcerias com Chico Buarque o fizeram mais conhecido. São da dupla alguns clássicos da MPB, como Trocando em miúdos, Passaredo, Meu caro amigo, Vai passar, Quadrilha, Atrás da porta e Pivete.

Sempre atual, Francis está presente na carreira de importantes intérpretes brasileiros, de várias gerações.Sob forte influência de música clássica, é reconhecido também como excelente arranjador. Aproveitando os diversos talentos, lançou o primeiro disco individual, em 1973.

Na mesma época atuava ainda em cinema. Aliás, na década de 70, era um dos compositores preferidos dos cineastas brasileiros. Compôs trilhas para diversas produções nacionais, entre elas “Dona Flor e Seus Dois Maridos”.

Fontes: Francis Hime; Dicionário Cravo Albin da MPB; CliqueMusic.

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Nelson Mota

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Nelson Mota (Nelson Cândido Mota Filho), compositor, nasceu em São Paulo SP em 29/10/1944. Fez estudos no Rio de Janeiro, para onde se mudou com a família aos seis anos. Chegou a cursar a Faculdade de Direito e a Escola Superior de Desenho Industrial.

Aos 20 anos ligou-se ao pessoal da bossa nova, amigo de compositores de sucesso como Edu Lobo, Francis Hime, Luís Eça, Sérgio Mendes e Dori Caymmi. Nessa época trabalhava como jornalista no Jornal do Brasil.

Em 1966 classificou em primeiro lugar, na fase nacional do 1 FIC, da TV-Rio do Rio de Janeiro, a composição Saveiros (com Dori Caymmi). Foi então convidado por Flávio Cavalcanti para integrar o júri do programa Um Instante, Maestro, o que lhe valeu grande popularidade.

Em 1967, inscreveu no III FMPB, da TV Record, de São Paulo, a composição O cantador (com Dori Caymmi), que se tornou outro grande sucesso. Convidado a assinar a coluna “Roda viva” no jornal Última Hora, nele permaneceu até 1969 passando no ano seguinte a trabalhar no jornal O Globo e na Rede Globo de Televisão.

Fez durante muito tempo o programa diário Papo Firme e depois o programa semanal Sábado Som. Criador da primeira trilha sonora especial para novelas (Pigmalião 70), foi também produtor de discos da fábrica Philips.

Em 1973 casou com a atriz Marília Pêra, produzindo no ano seguinte a peça Apareceu a Margarida, de Roberto Ataíde, que foi grande sucesso da atriz. Em seguida, escreveu e produziu especialmente para Marília Pêra a peça Feiticeira, cujas músicas são também de sua autoria e de Guto Graça Melo.

Grande incentivador do rock no Brasil produziu o festival Hollywood Rock, no Rio de Janeiro.

Obras: O cantador (c/Dori Caymmi), 1967; De onde vens (c/Dori Caymmi), s.d.; Saveiros (c/Dori Caymmi), 1966.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

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Mário de Andrade

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Mário de Andrade (Mário Raul de Morais Andrade). Poeta, escritor, musicólogo, folclorista, crítico, jornalista. São Paulo SP 9/10/1893—id. 25/2/1945. Filho de Carlos Augusto de Andrade e de Maria Luísa de Morais Andrade fez estudos secundários no Ginásio do Carmo, dos irmãos maristas, em São Paulo.

Em 1911, matriculou-se no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo nos cursos de música, piano e canto, diplomando-se em 1917. Publicou os primeiros ensaios de crítica de arte em jornais e revistas, e seu primeiro livro, Há uma gota de sangue em cada poema (São Paulo, 1917). Foi o início de uma atividade intelectual das mais vigorosas da história literária e artística do país.

Em 1922 tornou-se professor de história da música e de estética musical do conservatório onde se diplomara e publicou Paulicéia desvairada, obra pioneira da poesia modernista do Brasil. A crítica conservadora cobriu o livro e seu autor de insultos e ápodos, ressalvando-se, entretanto, os pronunciamentos de Amadeu Amaral e João Ribeiro, que demonstraram compreensão para o “movimento modernista” que se iniciava e que culminou com a realização da Semana de Arte Moderna, no Teatro Municipal, de São Paulo, em fevereiro de 1922, e da qual terá sido, possivelmente, a figura principal.

Em 1924 assumiu no conservatório a cátedra de história da música e de piano. Somente depois de ter publicado algumas Obras de literatura — poesia, prosa e crítica — voltou-se para a música, com uma série de Obras em que fixou as bases teóricas para a formação de uma consciência musical brasileira. Com o Ensaio sobre a música brasileira (São Paulo, 1928) esboçou os rumos para a sistematização dos estudos musicológicos no Brasil.

No ano seguinte publicou o Compêndio de história da música (São Paulo, 1929), depois reescrito e reintitulado Pequena história da música (São Paulo, 1942), e a seguir Modinhas imperiais (São Paulo, 1930), antologia de peças do século XIX, precedida de um prólogo e de notas bibliográficas em que aborda em profundidade a história da modinha brasileira de salão. Em Música, doce música (São Paulo, 1933) reuniu escritos, conferências e crítica.

Em 1935 foi nomeado pelo prefeito Fábio Prado para a direção do então criado Departamento de Cultura, da prefeitura de São Paulo. Teve nesse encargo a colaboração de Paulo Duarte, que o indicara ao prefeito. Criou os parques infantis, a Discoteca Pública Municipal, e, para incentivar o cultivo da música, empregou recursos oficiais na criação da Orquestra Sinfônica de São Paulo, do Quarteto Haydn (depois Quarteto Municipal), do Coral Paulistano e de um Coral Popular.

Desligou-se do Departamento de Cultura em 1936 e assumiu, no Rio de Janeiro, o Instituto de Artes, da Universidade do Distrito Federal, onde também passou a reger a cátedra de filosofia e história da arte. Desse ano é o ensaio A música e a canção populares no Brasil, editado pelo Serviço de Cooperação Intelectual do Ministério das Relações Exteriores, e depois incluído no volume VI das Obras completas.

Ainda em 1936 efetuou o tombamento dos monumentos históricos paulistas para o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que ajudara a projetar. Em 1937 fundou a Sociedade de Etnografia e Folclore d