sábado, julho 07, 2007

Dori Caymmi


Dori Caymmi (Dorival Tostes Caymmi), compositor, arranjador, instrumentista e cantor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 26/8/1943. Filho do cantor e compositor Dorival Caymmi e da ex-cantora Stella Maris (Adelaide Tostes Caymmi), estudou piano dos oito aos 11 anos, inicialmente com Lúcia Branco e depois com Nise Poggi Obino.

Nesse período, estudou também teoria musical no Conservatório Lorenzo Fernandez e, mais tarde, harmonia com Paulo Silva e Moacir Santos. Seu primeiro trabalho como profissional foi acompanhar ao piano sua irmã Nana Caymmi, em 1959. Um ano depois trabalhou com o Grupo dos Sete, que fazia trilhas sonoras para peças apresentadas pela televisão.

Foi diretor musical da peça Opinião, encenada no teatro do mesmo nome, no Rio de Janeiro, em 1964, e da montagem carioca de Arena conta Zumbi, em 1966. De 1964 a 1966 trabalhou para a gravadora Philips, na produção de discos de artistas como Edu Lobo, Eumir Deodato e Nara Leão.

Como violonista e arranjador apresentou-se, em 1965, com Francis Hime em show da boate carioca Bottle’s. No ano seguinte, participou de espetáculo no Teatro de Bolso, com Francis Hime, Vanda Sá e Vinícius de Moraes.


Em parceria com Nelson Mota, participou de vários festivais de música realizados no Brasil. Ainda em 1966, venceram a parte nacional e ficaram em segundo lugar na parte internacional do 1 FIC, da TV-Rio, do Rio de Janeiro, com a música Saveiros, interpretada por Nana Caymmi. No ano seguinte classificaram-se em nono lugar no II FIC, da TV Globo, com Cantiga, cantada pelo MPB-4, conseguindo também colocação entre os dez primeiros no III FMPB, da TV Record, de São Paulo SP, com a música O cantador, defendida por Elis Regina, um dos maiores sucessos da parceria, gravada no exterior por Sérgio Mendes e Carmen Mc Rae.

Outros êxitos da dupla, nessa época, foram De onde vens, gravada por Elis Regina e Nara Leão, e Festa, gravada por Jair Rodrigues, Elis Regina e Sérgio Mendes.

Como violonista e arranjador, integrou o sexteto do saxofonista Paul Winter, com quem excursionou pelos EUA e Canadá. Foi o responsável, em 1967, pela direção musical do primeiro LP de Caetano Veloso e Gal Costa, Domingo, e do de Gilberto Gil.

Fez trilhas sonoras para filmes, entre eles Casa assassinada, do diretor Paulo César Sarraceni, 1971, contando com a parceria de Tom Jobim; Tati, a garota, de Bruno Barreto, em 1973, trabalhando com Paulo César Pinheiro; e O duelo, de Paulo Tiago, em 1974.

Trabalhou também na TV Globo, fazendo a trilha sonora da novela Gabriela (1975), entre outras. Radicado em Los Angeles, E.U.A., desde 1989, em setembro de 1997 esteve no Rio de Janeiro para compor, orquestrar e gravar a trilha sonora de Bela Donna, filme de Fábio Barreto.

Em Los Angeles grava com Qwest, que pertence a Quincy Jones, tendo sido indicado para receber o Grammy.

Obras: O cantador (c/Nelson Mota), 1967; Cantiga, 1967; De onde vens (c/Nelson Mota), s.d.; Saveiros (c/Nelson Mota), 1966.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

Danilo Caymmi


Danilo Caymmi (Danilo Cândido Tostes Caymmi), instrumentista, compositor e cantor nasceu no Rio de Janeiro RJ em 7/3/1948. Filho de Dorival Caymmi e da ex-cantora Stella Maris (Adelaide Tostes Caymmi), começou a estudar flauta com Lenir Siqueira, aos 15 anos, época em que também aprendeu a tocar violão com o irmão Dori.

Depois, cursou música na Pró-Arte, do Rio de Janeiro, com as professsoras Odete Ernest Dias (flauta) e Felicia Wang (teoria musical). Sua primeira composição gravada foi De brincadeira, em 1967, num disco de Mário Castro-Neves.

Como flautista, tocou ao lado do pai no LP Caymmi visita Tom (Elenco). Sua canção Andança (com Edmundo Souto e Paulinho Tapajós) obteve o terceiro lugar no III FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro, em 1968; e em 1969 foi o vencedor do festival de Juiz de Fora MG com Casaco marrom (com Renato Correia e Gutemberg Guarabira). Descontente com problemas de direitos autorais, gravou pouco, preferindo trabalhar em shows com a família e Edu Lobo.

Gravou na Odeon, em 1973, disco em que canta as próprias composições, com participação de Toninho Horta, Novelli e Beto Guedes. No ano seguinte, ao lado do pai e irmãos, apresentou-se em shows durante a Feira da Bahia, no Anhembi, em São Paulo.

Em 1983 passou a integrar a banda de Tom Jobim, participando da maioria dos arranjos. Em 1989, convidado pelo produtor Mariozinho Rocha, começou a compor para séries, minisséries e novelas da TV Globo, como Riacho Doce, Teresa Batista, Corpo e Alma, Mulheres de Areia e outras.

No início da década de 1990, continuou sua carreira de cantor, gravando na RGE em 1993. Um ano depois passou para a EMI, onde gravou três CDs Danilo Caymmi (1994), Sol moreno (1995) e Mistura brasileira (1997).

Obras: Andança (c/Edmundo Souto e Paulinho Tapajós), 1968; Brasil nativo (c/Paulo César Pinheiro), 1985; Casaco marrom (c/Renato Correia e Gutemberg Guarabira), 1968; Meu menino (c/Ana Terra), 1974; O que é o amor (c/Dudu Falcão), 1993; Vamos falar de Tereza (c/Dorival Caymmi), 1994.

CDs: Sol moreno, 1995, EMI 8357912; Mistura brasileira, 1997, EMI 8574822.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora PubliFolha.

Carlito Jazz

Conjunto instrumental organizado no Rio de Janeiro em 1926 pelo baterista Carlito (Carlos Blassifera ?—Rio de Janeiro 1956), a pedido da senhora Rasimi, proprietária da companhia francesa Bataclan, para acompanhar as apresentações da companhia no Teatro Lírico.

Além de Carlito, baterista e líder, o conjunto era integrado por Donga, que tocava violão e banjo, pelo trompetista Sebastião Cirino, pelo pianista Augusto Vasseur, pelo violinista João Wanderley, pelo saxofonista Orosino e pelo trombonista Zé Povo.

O grupo apresentou-se com a companhia em São Paulo, Salvador e Recife, de onde seguiu para Paris, França. Na capital francesa, através do embaixador Sousa Dantas, atuou durante três meses no cabaré Palermo, com o nome de Carlito et son Orchestre. Apresentaram-se em outros cabarés, até que, ainda em 1926, depois de uma temporada no café Anglais, Donga e Wanderley deixaram o grupo e voltaram ao Brasil.

Vários instrumentistas europeus substituíram os brasileiros que foram se desligando do conjunto; viajando para a Itália, novamente foi contratado pela companhia Bataclan, que realizava uma tournée. Retornando a Paris, Carlito, junto com Sebastião Cirino e o trombonista Leonel, substituto de Zé do Povo, exibiram-se tocando antigos sucessos brasileiros no cabaré Ermitage, de emigrados russos; passaram alguns anos na Turquia e voltaram à França em 1930 a tempo de se apresentar na Grande Exposição Colonial de Paris, acompanhando a famosa vedete negra Josephine Baker.

Após uma temporada no cabaré Eve e vários anos no Chez les Nudistes, de Montmartre, em fins de 1939, com o início da Segunda Guerra Mundial, Carlito e seus companheiros voltaram para o Brasil, depois de 14 anos na Europa.

Contratada pela Rádio Ipanema, do Rio de Janeiro, a 15 de agosto de 1940, a orquestra Carlito Jazz dissolveu-se pouco tempo depois. A partir de 1940, o líder, Carlito, atuou ainda como empresário de revistas teatrais. Quando morreu, em 1956, era funcionário do Teatro Municipal, do Rio de Janeiro.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira: erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Ed., 1977. 3p.

Tema de amor

Carlinhos Brown

Tema de amor - Carlinhos Brown e Marisa Monte

Intr.: Gm Cm Eb Gm
Gm          Dm
Eu conheço todo jeito
Cm            Gm
Todo o vício, sem te tocar
Cm           Dm
Chôro indo, chôro vindo
C#m      Cm
Conheço o fascínio,
Bm        Gm
alto de altar
Gm          Eb
Desconheço a certeza
Ebm         Dm
Que te fez exagerar,
C7        Cm
e abrir meus poros
Ebm            Dm
Cavar flores sem lhe ver
G7           Cm7
Seda pra envolver,
F7            Bb
envolver querer
Ebm                Dm
Com as cores que te dei
G7         Cm
Pedra tua cor,
F7        Bb
seja pelo amor
Gm         Cm 
Meu amor, meu amor
Eb         Gm
Meu amor, meu amor
Ebm                  D
Lavar flores sem lhe ver 
C7             Cm
Chega pra envolver,
F7       Bb
envolver querer
Ebm         Dm
Lavrador ou semideus
G7         Cm
Queima de amor,
F7         Ebm
seja como for
F7       Bb
Tema de Amor

Perdão você

Carlinhos Brown

Perdão você - Carlinhos Brown e Alaim Tavares
C      C#
Cores imagens
C      C#
Cores imagem
C      C#
Cores imagens
C
Cores 
F       F#
Originais as cores
F#     F
Demais as flores
F#      F
E mais amores
E°7
Não me ensina a morrer
Dm
Que eu não quero
C            Bb
Há diferença abstinente
Dm
No prosseguir da gente
C
Sei que a tendência
Bb
Anda nas frestas
Dm
No decidir da mente
E°7
É como se perder de deus
Dm
E eu não quero  
C             C#o7
Eu não quero perder
Dm                F
Eu não quero te perder
C     F
Perdão Você

Não é fácil

Carlinhos Brown

Não é fácil - Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown
    A7m
Não é fácil
E7m
Não pensar em você
A7m
Não é fácil
E7m
É estranho 
A7m
Não te contar meus planos
A/B
Não te encontrar
E7m
Todo dia de manhã

Enquanto eu
A/B
tomo meu café amargo
E7m
É ainda boto fé

De um dia
A/B
te ter ao meu lado
A7m
Na verdade
E7m
eu preciso aprender
A7m   A/B     E7m
Não é fácil, não é fácil
E7m
Onde você anda

Onde está você

Toda vez que saio

Me preparo

para talvez te ver
A7m
Na verdade
E7m
eu preciso esquecer
A7m  A/B     E7m
Não é fácil, não é fácil
E7m
Todo dia de manhã

Enquanto eu tomo
A/B
meu café amargo
E7m
Eu ainda boto fé

De um dia
A/B 
ter você ao meu lado
A7m
O que eu faço
E7m
O que posso fazer?
A7m  A/B       Em7
Não é fácil, Não é fácil
E7m
Se você quisesse 

ia ser tão legal

Acho que eu seria  

mais feliz

Do que qualquer mortal
A7m
Na verdade
E7m
não consigo esquecer
A7m  A/B
Não é fácil
E7m
É estranho

Na estrada

Carlinhos Brown
Na estrada - Marisa Monte, Nando Reis e Carlinhos Brown

Intr.: A  E7(4)
A(9)            Bm7(9) 
Ela vai voltar, vai chegar 
A(9)               Bm7(9) 
E se demorar, I'll wait for you 
A(9)                     Bm7(9) 
Ela vem, e ninguém mais bela 
A(9)             Bm7(9) 
Baby, I wanna be yours tonight 
Cm#7                 G    F#7     Bm7 
Sem botão, no tempo, no topo, no chão 
E7           Cm#7 
em cada escada, a caminhada a pé, de caminhão 
G      F#7    Bm7 
Seu horário nunca é cedo aonde estou 
E7 
e quando escondo a minha olheira 

é prá colher amor 
A(9)               Bm7(9) 
Sala sem ela tem janela 

inclina em cerca de atenção 
A(9) 
Ela vem, e ninguém mas 
Bm7(9) 
ela vem em minha direção 
A(9)               Bm7(9) 
Sala sem ela tem janela 

inclina em cerca de atenção 
A(9) 
Ela vem, e ninguém mais 
Bm7(9) 
bela vem em minha direção 

Maria de verdade

Carlinhos Brown
Intr.: Db  Ab  Bbm  Db  Ab 

Ab              Db 
Pousa-se toda Maria 
            Ab                 Db 
no varal das 22 fadas nuas lourinhas 
Ab                Db 
Fostes besouro Maria 
               Ab                   Db 
e a aba do Pierrot descosturou na bainha 
      Ab          Gb        Db/F 
Farinhar bem, derramar a canção 
     Ab              Gb      Db/F 
Revirar trens, louco mover paixão 
     Bb7          Db7 
Nas direções, programado e emoldurado 
     Bb7  Ab        Gb/Ab  Ab 
Esperarei romântico 
Ab              Db 
 Sou a pessoa Maria 
                 Ab              Db 
Na água quente e boa gente tua Maria 
Ab               Db 
 Voa quem voa Maria 
                Ab                 Db 
e a alma sempre boa sempre vou à Maria 
      Ab          Gb        Db/F 
Farinhar bem, derramar a canção 
     Ab              Gb      Db/F 
Revirar trens, louco mover paixão 
     Bb7          Db7 
Nas direções, programado e emoldurado 
     Bb7  Ab        Gb/Ab  Ab 
Esperarei romântico 
                    Db 
Tou vitimado no profundo poço 
            Eb 
na poça do mundo 
                   Fm 
do céu amor vai chover 
Db            Ab 
 Tua pessoa Maria 
Db            Ab 
 Mesmo que doa Maria 
Db            Ab 
 Tua pessoa Maria 
Db            Ab 
 Mesmo que doa Maria

Magamalabares

Carlinhos Brown
Intr.: Db    Db    Bbm    B
Db 
Magamalabares 
Gb 
Acqua Marã 
B    Db 
O parquinho oxáiê 

Quem esteve aqui 
Gb 
via barquinho de gazeta 
B         Db 
Ancorar no mistério 

Notas musicais 
Gb 
Dentre bolas de sabão 
B                Db 
que de nossas serenatas vieram 

Flores que ofertamos 
Gb 
e que nunca morrerão 
B                   Db 
em vasos e jarros se bronzeiam 
Gb    Gbm   Db     B        Db 
Os anjos de onde vem sua vida bem-vinda 
Gb               Db 
Os livros não são sinceros 
Gb             Db 
Quem tem Deus como império 
B7       Bb7  Ebm7 
No mundo não está sozinho 
Ab7     Db 
Ouvindo sininhos

E.C.T.

Carlinhos Brown

E.C.T. - Marisa Monte, Nando Reis e Carlinhos Brown

Tava com um cara que carimba postais
E
E por descuido abriu uma carta que encontrou
Dm
Tomou um susto que lhe abriu a boca
E
Esse recado veio pra mim, não pro senhor
F
Recebo crack, crocante, dinheiro farto embrulhado
E                       F
Em papel carbono e barbante e até cabelo cortado
E              F
Retrato de 3x4 pra batizado distante
E
Mas isso aqui, meu senhor, é uma carta de amor
E                      F
Levo o mundo e não vou lá    4x
E                    Dm
Mas este cara tem a língua solta
E
A minha carta ele musicou
Dm
Tava em casa, a vitamina pronta
E
Ouvi no rádio a minha carta de amor

Dizendo "eu caso contente,
F                      E
papel passado e presente desembrulhado
F
Vestido, eu volto logo me espera
E                  F
Não brigue nunca comigo eu quero ver nosso filho
E
O professor me ensinou a fazer uma carta de amor...

Amor I love you

Carlinhos Brown

Amor I love you - Carlinhos Brown e Marisa Monte
D
Deixa eu dizer que te amo
F#m
Deixa eu pensar em você
Em  
Isso me acalma
A7
me acolhe a alma
G      Gm     D
Isso me ajuda a viver
D
Hoje contei pra as paredes
F#m
Coisas do meu coração
Em
Passeei no tempo
A7
Caminhei nas horas
G           Gm         D
Mais do que passo a paixão
G  Gm      D
É um espelho sem razão
G Gm       D
Quer amor fique aqui
D7                Em
Meu peito agora dispara
A7                  D
Vivo em constante alegria
G    Gm        D
É o amor quem está aqui
D
Amor I love you
A7
Amor I love you
G
Amor I love you
Gm           D
Amor I love you

Água também é mar

Carlinhos Brown

Água também é mar - Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes
Intr.: G  F#°7

G        F#°7   G
Água também é mar
F       G
E aqui na praia
F#°7      G    F#o7
também é margem
G         F#°7  G
Já que não é urgente
F#°7      G  
Agüente e sente
F#°7    G  F#°7
aguarde o temporal
G         F#°7
Chuva também
G         F#°7    G
é água do mar lavada
F#°7      G   F#°7
No céu imagem
G       F#°7     G
Há que tirar o sapato
F#°7
e pisar
G       F#°7    G
Com tato nesse litoral
G          Bb#7
Gire a torneira,
Am
perigas ver
G           Bb#7 Am
Inunda o mundo,
C7
o barco é você
C#7     C#°7     D#°7
Na distância, há de sonhar
C#7
Há de estancar
C#7      C#°7        D#°7
Gotas tantas não demora
G
Sede estranha
G          Bb#7
Gire a torneira,
Am
perigas ver
G           Bb#7 Am
Inunda o mundo,
C7
o barco é você




Carlinhos Brown


Carlinhos Brown (Antônio Carlos Santos de Freitas), compositor, cantor e instrumentista, nasceu em. Salvador BA em 23/11/1964. Criado no Candeal Pequeno, antigo quilombo e hoje bairro pobre da periferia de Salvador, foi discípulo do motorista aposentado Osvaldo Alves da Silva, o Mestre Pintado do Bongô, que lhe ensinou tudo o que sabia sobre percussão.

No início da década de 1980, na gravadora WR, em Salvador, assimilou técnicas de gravação e produção em estúdio. Sensível ao movimento mundial da música contemporânea (adotou seu nome artístico inspirado em James Brown, papa da soul music norte-americana), passou a pesquisar e codificar os ritmos da tradição afro-brasileira.

Em 1984, Luís Caldas gravou Visão do ciclope, sua primeira composição a fazer sucesso nas rádios. No ano seguinte, já integrava a banda de Caetano Veloso, que gravou no LP Estrangeiro (1989) sua composição Meia lua inteira, depois incluída na trilha sonora da novela Tieta, da TV Globo.

No início dos anos de 1990, criou e passou a liderar a Timbalada, banda de tambores de origem africana (timbaus) com mais de 120 instrumentistas e cantores, que depois do sucesso alcançado no carnaval baiano, gravou cinco discos na Polygram — o último foi Mãe de samba, lançado em 1997.

Outros de seus projetos são a Bolacha Maria, uma banda só de mulheres, e a Lactomia, banda percussiva formada por crianças e adolescentes do Candeal e de bairros vizinhos de Salvador.

Em 1993 assinou cinco das 13 músicas do disco Brasileiro, de Sérgio Mendes, ganhador de um prêmio Grammy, no mesmo ano. Em 1996 lançou seu primeiro CD solo, Alfagamabetizado.

Gravou com músicos das mais diferentes tendências como Herbie Hancock e o grupo Sepultura; artistas como Gal Costa, Daniela Mercury, Nando Reis, Marisa Monte, Cássia Eller e Herbert Viana, entre outros, gravaram suas composições ou foram seus parceiros.

CD: Alfagamabetizado, 1996, EMI 364838269-2.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora PubliFolha.

Cósmica

Baby Consuelo
Tom: B
Intro: (D  G/D)  (E  A/E)  (G  C/G) D  F# 
B             F# 
Vejo o sol e penso em ti 
E             B 
Mandes prana para mim 
F# 
Que esses raios de ouro cor 
E 
Penetrem nos meus chacras me 
B              C  C#  D 
Colorindo de amor 
A7  G 
Vejo o mar e penso em ti 
D 
Mandes prana para mim 
A7    G 
Que esse espelho - luz fulgor 

Penetre nos meus chacras 
D        Em 
Numa onda de amor 
A7 
Fecho os olhos entrego o ser 
D     D7+   Em 
Para ser telúrica 
A7 
Alma e corpo compreender 
D 
Para ser telúrica 
D7         G 
Penso em ti no meu agir 
A7          Bm 
Para ser telúrica 
D   D7      G 
Não aceito preconceito 
E7          A 
Para ser telúrica 
A7         D 
Para ser telúrica 
D5+ 
A idéia ilumina 
G        Bb 
Dá o toque e anima 
D           D5+ 
O aroma do perfum
G          Bb 
O lume do vagalume 
C                D 
O pensamento das flores 
E7                D 
Significado das cores 
E7            A 
Para ser telúrica 
A7            D 
Para ser telúrica 

Todo dia era dia de Índio

Baby Consuelo

Todo dia era dia de índio - Jorge Ben Jor
TOM:Dm
INTROD.: Dm7   Gm7

Dm7
CURUMIM CHAMA
Gm7
CUNHATÂ QUE EU VOU CONTAR
Dm7        Gm
TODO DIA ERA DIA DE ÍNDIO
Dm7       Gm
TODO DIA ERA DIA DE ÍNDIO

Am7      Bb7+
CURUMIM,  CUNHATÃ
Am7      Bb7+
CUNHATÃ,CURUMIN

Dm7
ANTES QUE O HOMEM AQUI CHEGASSE
Gm7
ÀS TERRAS BRASILEIRAS
Dm7
ERAM HABITADAS E AMADAS
Gm7
POR MAIS DE TRÊS MILHÕES DE ÍNDIOS
Dm7
PROPRIETÁRIOS FELIZES
Gm7
DA TERRA BRASILIS

Dm7                 Gm
POIS TODO DIA     ERA DIA DE ÍNDIO
Dm7                 Gm
TODO DIA      ERA DIA DE ÍNDIO

Am7
MAS AGORA ELES SÓ TEM
Bb7+
O DIA DEZENOVE DE ABRIL

Dm7
AMANTES DA NATUREZA
Gm7
ELES SÃO INCAPAZES COM CERTEZA
Dm7
DE MALTRATAR UMA FÊMEA
Gm7
OU DE POLUIR O RIO E O MAR
Dm7
PRESERVANDO O EQUILÍBRIO ECOLÓGICO
Gm7
DA TERRA, FAUNA E FLORA

Am7                     Bb7+
POIS EM SUA GLÓRIA,    UM ÍNDIO
Am7                  Bb7+
ERA EXEMPLO PURO E PERFEITO
Am7
PRÓXIMO DA HARMONIA

Bb7+
DA FRATERNIDADE E DA ALEGRIA

Dm7
DA ALEGRIA DE VIVER!
Gm7
DA ALEGRIA DE VIVER!
Dm7
E NO ENTANTO  HOJE
Gm7
O SEU CANTO TRISTE
Dm7
É O LAMENTO DE UMA RAÇA
Gm7
QUE JÁ FOI MUITO FELIZ
POIS ANTIGAMENTE

Dm7                Gm
TODO DIA      ERA DIA DE ÍNDIO
Dm7                 Gm
TODO DIA      ERA DIA DE ÍNDIO
Am7        Bb7+
CURUMIM,  CUNHATÃ
Am7        Bb7+
CUNHATÃ,  CURUMIM
Dm7
TERÊRÊ,   OH  YEAH!
Gm7
TERÊREÊ,OH!

Baby Consuelo

Baby Consuelo (Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade), cantora e compositora, nasceu em Niterói RJ em 18/7/1952. Aos nove anos, ganhou da mãe o primeiro violão; cresceu ouvindo Vinícius de Moraes, Dorival Caymmi Beatles e João Gilberto.

Em 1966 mudou seu nome para Baby Consuelo; dois anos depois, foi morar em Salvador BA, onde ficou conhecendo Pepeu, guitarrista do recém-formado conjunto Os Novos Baianos, que passou a integrar como vocalista e percussionista.

Em 1978 iniciou carreira solo com o disco O que vier eu traço, que incluía Menino do Rio (Caetano Veloso), um de seus maiores êxitos. Lançou ainda os discos Pra enlouquecer (1980), Canceriana telúrica (1981) — com o sucesso Todo dia era dia de Índio —, Cósmica (1982), Krishna Baby (1984), Sem pecado e sem juízo (1985), Ora pro nobis (1991).

Depois de uma peregrinação a Santiago de Compostela, Espanha, mudou seu nome para Baby do Brasil. Em 1997, reencontrou Os Novos Baianos, para gravar o CD duplo Infinito circular (Globo/Polydor); no mesmo ano, lançou o CD Um, que marcou seu ingresso na dance music.

CD: Um, 1997, BMG/Ariola 7432145483.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora PubliFolha