segunda-feira, agosto 06, 2007

Manacéia

Manacéia (Manacé José de Andrade), compositor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro em 26 de agosto de 1921 e faleceu em 10/11/1995. Irmão dos sambistas Aniceto e Mijinha, com cinco anos já freqüentava os grupos que deram origem ao G.R.E.S. da Portela, e aos oito já participava dos desfiles. Pouco depois passou a tocar tamborim na bateria.

Começou a compor aos 18 anos e, graças à influência de Mijinha, teve seu primeiro samba cantado na Portela. Sua primeira música gravada foi Minha querida (com Francisco Santana), em 1957. No período entre 1942 e 1952, compôs alguns sambas-enredo para a Portela, entre os quais Descoberta do Brasil (com Risadinha), 1952.

Chegou às paradas de sucesso em 1974, com a regravação feita por Cristina de seu samba Quantas lágrimas, que havia passado despercebido quando gravado por Paulinho da Viola, em 1970, no LP da RGE Portela, passado de glória, que reunia a velha guarda da escola.

Participou de shows no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Seus maiores sucessos incluem Sempre teu amor (1962), Volta meu amor (1977), Carro de boi (1978), Quando quiseres (1981) e A natureza (1983).

Obras: Amor proibido, 1990; Brasil de ontem, 1952; Flor do interior, 1990; Inesquecível amor, l99l; Manhã brasileira, 1977; Nascer e florescer, 1962; Pagode do Lima, 1987; Portela, você me trouxe a paz, 1977; Quantas lágrimas, 1970; Sem teu amor, 1962; Vem, amor, 1976.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora / PubliFolha.

Quantas lágrimas

Em setembro de 1970, a RGE lançou o antológico elepê Portela, passado de glória, produzido por Paulinho da Viola, no qual a Velha Guarda de Portela registrou uma seleção de composições de seus mais ilustres integrantes. Uma das faixas do disco era o samba “Quantas Lágrimas”, de Manacéia (Manacéia José de Andrade), que com os irmãos Aniceto e Mijinha, também sambistas históricos, pertenceu ao núcleo que fundou o Grêmio Recreativo Escola de Samba da Portela.

Quatro anos depois, incluído pela cantora Cristina, irmã de Chico Buarque, em seu elepê de estréia, “Quantas Lágrimas” tornou-se o grande sucesso do disco. Com sua letra romântico-ingênua (“Ai, quantas lágrimas eu tenho derramado / só em saber que não posso mais / reviver o meu passado...”) e uma melodia bem ao estilo da dupla Alcebíades Barcelos-Armando Marçal, que representa o que de melhor se fez em matéria de samba na década de trinta, a composição ficou conhecida do público “uns vinte anos depois de pronta”, segundo o autor.

A boa gravação de Cristina tem no acompanhamento músicos como César Faria e trio de percussionistas Elizeu, Luna e Marçal. Manacéia morreu em 10 de novembro de 1995 (A Canção no Tempo – Vol .2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Quantas lágrimas (samba, 1974) - Manacéia
G                                 E7 
Ah!...Quantas lágrimas eu tenho derramado 
        Am                    D7 
Só em saber, que eu não posso mais 
                   G 
Reviver...o meu passado 
E7                   Am 
Eu vivi cheio de esperança 
        G             Am7          G 
E de alegria....eu cantava...eu sorria ** 
            G7               C 
Mas hoje em dia eu não tenho mais 
Am        D7            G 
A alegria....de tempos atrás 
       Am7      D7               G 
A melancolia...que os meus olhos trazem 
               Am       C7         B7 
Ai!...quantas saudades, a lembrança tras 
     E7                   Am 
Se houvesse retrocesso na idade 
                A7                 D7 
Eu não teria saudade...da minha mocidade 
REPETE ATÉ ** E SEGUE 
            G7               C 
Mas hoje em dia eu não tenho mais 
Am        D7             G 
A alegria....dos tempos atrás 
            G7               C 
Mas hoje em dia eu não tenho mais 
Am        D7            C 
A alegria....dos tempos atrás 
            G7               C 
Mas hoje em dia eu não tenho mais 
Am        D7             C 
A alegria....dos tempos atrás...