Rildo Hora (Rildo Alexandre Barreto da Hora), instrumentista, compositor e cantor, nasceu em Caruaru PE em 20/4/1 939. Começou a tocar gaita-de-boca aos seis anos, quando foi morar no subúrbio carioca de Madureira.Marcadores: cantor, compositor, instrumentista, rildo hora
"As escolas de samba vivem um paradoxo: são um celeiro de cantores, popularmente chamados de "puxadores", mas raros fazem sucesso fora das quadras. Uma das exceções é José Bispo Clementino dos Santos, Jamelão, da Mangueira, cantor, intérprete de samba-enredo – jamais um "puxador", como se recusa a ser chamado.Marcadores: cantor, escola de samba, roberto ribeiro, samba

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Não são poucos os violonistas canhotos no Brasil. Alguns deles, com status de estrelas de primeiríssima grandeza (como o paulista Américo Giacomino, o Canhoto, o maior nome do instrumento no início do século), deram importantes contribuições para a fixação do violão como o mais brasileiro dos nossos instrumentos populares. Mas todos eles necessitavam inverter as cordas para aprender; primas para cima, bordões para baixo, de maneira que somente canhotos pudessem dedilhar o instrumento. Todos, menos um.Marcadores: canhoto da paraiba, instrumentista, violonista

Capítulos anteriores desta saga: A história da Bossa Nova - Parte 1; A história da Bossa Nova - Parte 2; A história da Bossa Nova - Parte 3. Veja também em Bossa Nova: Agostinho dos Santos / Alaíde Costa / Aloysio de Oliveira / Baden Powell / Billy Blanco / Bossa Nova, Dicionário da / Bossa Nova, mais letras / Cariocas, Os / Carlos Lyra / Chico Feitosa / Edu Lobo / Elizeth Cardoso / João Gilberto / Johnny Alf / Leila Pinheiro / Luiz Bonfá / Lula Freire / Maysa / Nara Leão / Newton Mendonça / Roberto Menescal / Ronaldo Bôscoli / Sylvia Telles / Tom Jobim / Vinícius de Moraes.
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Monarco (Hildemar Diniz), compositor e cantor, nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 17/8/1933. Criado no subúrbio de Osvaldo Cruz, onde o pai trabalhava como marceneiro, estudou apenas até o terceiro ano primário. Quando criança conheceu Paulo da Portela e, desde cedo, freqüentou rodas de sambistas, compondo aos 11 anos seus primeiros sambas para os blocos do subúrbio.Marcadores: cantor, compositor, monarco, samba
Aquiles Medeiros, compositor, nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 30/7/1925 e faleceu em 12/9/1971. Nascido no bairro da Glória, ainda menino mudou-se para o subúrbio de Brás de Pina, onde completou seus primeiros estudos. Desde garoto compunha músicas e liderava pequenos blocos carnavalescos.
Com seu irmão, Elton Medeiros , e outros jovens, integrou o bloco Unidos de Sintra, depois União do Amor, que saía da parada do ônibus Penha Circular. Ali conheceu Joacir Santana, que mais tarde o convidou para fundar o Bloco Carnavalesco Tupi de Brás de Pina, depois transformado em escola de samba. Também a convite de Joacir, transferiu-se para a escola de samba Aprendizes de Lucas, que mais tarde se associou à Unidos da Capela, para formarem o G.R.E.S. Unidos de Lucas, onde fez parte da ala de compositores.
Formou-se técnico em contabilidade e trabalhou como bancário, tendo sido funcionário da Caixa Econômica Federal. Teve gravados seus sambas Pedra no meu caminho (com Raul Marques e Estanislau Silva) e Boêmio sofredor (com Aguinaldo da Cuíca), pela etiqueta Rádio, com a Aprendizes de Lucas. Foi também passista e tocava vários instrumentos de percussão.
Obras: Boêmio sofredor (c/Aguinaldo da Cuíca), samba, s.d.; Pedra no meu caminho (c/Raul Marques e Estanislau Silva), samba, 1952.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira – Art Editora e PubliFolha.
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Arnaldo Batista (Arnaldo Dias Baptista), cantor e compositor, nasceu em São Paulo-SP no dia 6 de julho de 1948. É mais conhecido por seu trabalho com Os Mutantes. Sua carreira musical tem início em 1962, quando ele forma com seu irmão Cláudio César o grupo The Thunders.Marcadores: arnaldo batista, cantor, compositor, mutantes, rita lee, tropicalismo
Aymoré (José Alves da Silva), instrumentista e compositor, nasceu em Redenção da Serra-SP (24/6/1908) e faleceu em São Caetano-SP (5/6/1979). Começou tocando machete (cavaquinho) e depois aprendeu a tocar viola, com o pai, e violão prático, pelo método Paraguaçu.Marcadores: aimore, aymore, aymore biografia, compositor, instrumentista
Armandinho (Armando Neves), instrumentista e compositor, nasceu em Campinas-SP (28/11/1902) e faleceu em São Paulo-SP (12/10/1976). Freqüentava na infância a casa do professor de violino Antônio Paula de Sousa, e já tocava violão, de ouvido, pois nunca aprendeu a ler e escrever uma nota musical. Quem transcrevia suas composições para o papel era o seu professor.Marcadores: armandinho, compositor, instrumentista

Marcadores: antonio rago, antonio rago biografia, compositor, instrumentista
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Antônio Adolfo Maurity Sabóia, compositor, instrumentista e cantor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 10/2/1947. Aos sete anos começou a estudar violino e teoria musical no Conservatório de Música Lorenzo Fernandez. Entre os 11 e os 14 anos estudou em colégio interno, retomando, após esse período, o aprendizado musical com Ayrton Vallim.Marcadores: antonio adolfo, antonio adolfo biografia, cantor, compositor, instrumentista, tiberio gaspar
A F#m
Meu domingo alegre vai ser
A F#m
Pois pretendo sair com você
D E7 A
Yê, yê, yê que dia feliz
A F#m
De mãos dadas vamos andar
A F#m
Muitos beijos iremos trocar
D E7 A
Yê, yê, yê que dia feliz
D A
Ah! Ah! Ah! Hoje é meu dia
E7 A
Eu vou ter, ter, ter o seu amor
D A
Para ser, ser, ser feliz ao seu lado
B7 E7
Oh! Oh! Oh! Ah! Ah! Ah!
A
Que dia feliz
A F#m
Tudo aquilo que eu quero vou ter
A F#m
Só você vai me compreender
D E7 A
Yê, yê, yê que dia feliz
A F#m
Nosso sonho de amor vai durar
A F#m
Pois pra sempre eu vou lhe adorar
D E7 A
Yê, yê, yê que dia feliz
D A
Ah! Ah! Ah! Hoje é meu dia... Marcadores: angelo maximo, cifra, letra
Ângelo Máximo (Ângelo Ismael Máximo), cantor, nasceu em Goiânia-GO em 6/5/1948. Tem como seu grande sucesso Domingo feliz, da década de 1970. Vendeu milhares de discos e participou de uma série de fotonovelas.Marcadores: angelo maximo, angelo maximo biografia, cantor
G D
Eu me lembro que era tarde de Domingo
C D
Eu passeava no meu carro com meu bem
C G
Fazendo planos tão bonitos pra nós dois
C G
Eu não sabia que era a nossa despedida
D G
Alí naquela avenida, aconteceu logo depois
C G
Num cruzamento tão normal de uma cidade
D G
Em alta velocidade alguém veio sobre mim
C G
Tentei fugir saindo pra todo o lado
D G
Mas fiquei desesperado quando vi que era o fim
C
O acidente
G
Tão de repente
D G
Acaba toda a alegria de alguém
C G
E é nessa hora que a gente vê
D G
Não vale nada o dinheiro que se tem
G D
Meio confuso acordei num hospital
C D
A dor maior eu sentí no coração
C G
Entre soluços arrisquei a perguntar
C G
Mas já sabia pela cara das pessoas
D G
Que não eram nada boas as notícias pra me dar
C G
Num cruzamento tão normal de uma cidade
D G
Em alta velocidade a morte veio e a levou
C G
Tentei fugir da minha realidade
D G
Pensei na felicidade que pouco tempo durou
(repetir refrão)
Marcadores: amado batista, cifra, letra
D A D
Há como eu queria, voltar, ao passado.
A D
Cantar com meus amigos, pra você fazer serenata.
A D
Nas madrugadas vazias, de sereno meu violão molhado.
A G A D
Eu cantava em sua janela, eu era, o seu namorado.
A D
A lua descia do céu, eu cantando você acordava,
A D
Com os olhos cheios de amor, abria a janela e me beijava.
G A D
Depois de te dar uma flor, quase chorando eu ia embora.
G A D
A se voltasse este tempo, de poesia sem dor de outrora.
D A D
O tempo passou como as nuvens, sopradas pela tempestade.
A D
Onde está a minha alegria, já não tenho mais felicidade.
A
Vou cantar outra vez pra você,
D
Jogar fora essa dor que me mata.
A G A D
Vou chamar meu melhor amigo, e pra você fazer serenata Marcadores: amado batista, cifra, letra
D G
Amor perfeito existia entre nós dois,
A D
sem esperar que depois fosse tudo se acabar
D G
Mas neste mundo em que o perfeito não tem vida,
A D
não merecemos querida viver juntos e amar
D G
Nosso senhor para sempre te levou
A D
nem ao menos me deixou o fruto do nosso amor
D G
Aquele filho seria a nossa alegria,
A D
eu senti naquele dia ser um pai, ser um senhor
D G
No hospital, na sala de cirurgia,
A D
pela vidraça eu via você sofrendo a sorrir
D G
E seu sorriso aos poucos se desfazendo,
A D
então eu te vi morrendo sem poder me despedir
Marcadores: amado batista, cifra, letra
Tom-A
Intodução:A E D A
A
Rosto que beijei
Corpo que abracei
E B E
Olhos de fazer sonhar
E7
São coisas que eu
D
Não posso esquecer
E A
Mas pretendo abandonar
Juras que ouvi
Frases que escrevi
A7 D
Pra enfeitar nossa ilusão
Não importam mais
A
Ficam para trás
E A A7 (Intro:)
Talvez em seu coração
{Bis}
A
Tudo que cantei
Que já lhe mostrei
E B E
Faz parte de uma canção
E7
Que eu quis compor
D
Porém me faltou
E7 A
Certa imaginação
O que eu consegui
Ou não consegui
A7 D
Vivendo junto a você
Já se acabou
A
O vento levou
E A A7 (Introdução)
Você sabe bem por que
{Bis}
A
A vida é assim
Tudo tem um fim
E B E
Não precisa se guardar
E7
Pois se eu sofrer
D
Não culparei você
E A
Isso o tempo fará
Vou dizer adeus
Para os sonhos meus
A7 D
E a tudo que construí
Adeus meu amor
A
Sabes bem que sou
E A A7
Obrigado a desistir
{Bis}
E A
Obrigado a desistir...
Marcadores: amado batista, cifra, letra
Amado Batista (Amado Rodrigues Batista), cantor / compositor, nasceu em 17/2/1951 na cidade de Catalão (GO ), onde seus pais trabalhavam na lavoura. Aos 14 anos, foi para a capital e lá trabalhou em diversos ofícios, de faxineiro a balconista, chegando a subgerente de uma livraria.
Em 70, aplicou suas economias comprando uma pequena loja de discos, conseguindo nos anos seguintes abrir mais três lojas na capital goiana. Nessa época já compunha e cantava, influenciado principalmente por Roberto Carlos, e foi representante de um pequeno selo de música regional, o Chororó. Suas composições caracterizam-se por melodias simples e letras sentimentais, numa variação do rock-balada.
O primeiro sucesso foi Desisto (com Reginaldo Sodré), em 1976. No ano seguinte, lançou seu primeiro LP, Amado Batista canta o amor, ainda pela Anhembi Chororó. Em 1978 foi contratado pela Continental, gravadora da qual se tornaria o campeão de vendagem, e no ano seguinte obteve sucesso nacional com O fruto do nosso amor (Vicente Dias e Praião II).
Sempre fiel ao rock-balada, em 1987 passou a gravar na RCA/BMG. Seus outros êxitos incluem Serenata (com José Fernandes dos Santos), 1978, O julgamento (Walter José e Sebastião Ferreira da Silva), 1979, O acidente (Roberto Ney e Deny Wilson), 1981, Ah! se eu pudesse (Vicente Dias), 1982, e Hospício (com Reginaldo Sodré), 1987.
Um dos campeões de vendagem da música brasileira, em 22 anos de carreira totalizou mais de 12 milhões de cópias vendidas.
CD: O melhor de Amado Batista, 1997, RCA/BMG 7432-52025-2.
Algumas músicas cifradas: Desisto, O fruto do nosso amor, O acidente, Serenata.
Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora; CliqueMusic.
Marcadores: amado batista, amado batista biografia, cantor, compositor
Nascida no Mato Grosso do Sul, em uma família de músicos, iniciou-se profissionalmente no grupo Lírio Selvagem, onde tocava com seus irmãos — inclusive a cantora Tetê Espíndola.Marcadores: alzira espindola, cantora, compositora, instrumentista, tete espindola
Nelson Sargento (Nelson Mattos), compositor e cantor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 25/7/1924. Aos dez anos já saía na antiga escola de samba Azul e Branco, do morro do Salgueiro, e aos 12 foi com a mãe para a Mangueira, indo depois morar na casa do padrinho, Alfredo Português.Marcadores: alfredo portugues, cantor, cartola, compositor, escola de samba, nelson sargento
Candeia (Antônio Candeia Filho), compositor, cantor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 17/8/1935 e faleceu em 16/11/1978. O pai era tipógrafo e sambista, tocava flauta, gostava muito de chorinho e foi o criador das “comissões de frente” (grupo de representantes da diretoria da escola de samba) que saíam nos desfiles carnavalescos.Marcadores: candeia, cantor, compositor, escola de samba, instrumentista
Alcides Dias Lopes, também chamado de ‘Malandro Histórico da Portela’, foi um dos mais lendários nomes da Portela, responsável pela resposta de improviso na segunda parte das composições (mestre de canto) durante os desfiles e as rodas de samba.Marcadores: alcides dias lopes, escola de samba, malandro historico
G
Você jamais vai entender
Am
O amor que eu lhe dei
D7
Talvez estranho pra você
G
Mas só eu sei o quanto amei
No mundo triste de onde eu vim
G7 C
Nada disso tem valor
Cm G
Nele tudo se embrutece
Em Am
Mas o coração esquece
D7 G C G
Quando tem um grande amor
Dm G7
Você não devia esperar
C
Que eu fosse diferente do que sou
A7
Com amor seria fácil entender
D7
O meu jeito meio rude de querer
G
Que pena tudo terminar
Am
Da maneira que acabou
D7
O seu amor não foi bastante
G
Pra querer-me como eu sou
Você um dia vai saber
G7 C
Que eu te amei como ninguém
Cm G
Minhas lágrimas reclamam
Em Am
Elas dizem no meu pranto
D7 G C G
Que os brutos também amam
Dm G7
Você não devia esperar... Marcadores: agnaldo timoteo, cifra, letra
E
Se algum dia
A E
À minha terra eu voltar
Quero encontrar
B
As mesmas coisas que deixei
E E7 A
Quando o trem parar na estação
Am E
Eu sentirei no coração
B7 E
A alegria de chegar
E7 A
De rever a terra em que nasci
Am E
E correr como em criança
B7 E B7
Nos verdes campos do lugar
E
Quero encontrar
A E
A sorrir para mim
B
O meu amor na estação a me esperar
E E7 A
Pegarei novamente a sua mão
Am E
E seguiremos com emoção
B7 E
Pros verdes campos do lugar
E7 A
E revivo os momentos de alegria
Am E
Com meu amor a passear
B7 E
Nos verdes campos do meu lar. Marcadores: agnaldo timoteo, cifra, letra
Se eu demoro
E7
Mas aqui eu vou morrer
D
Isso é bom
A
Mas eu não vivo sem você
A7
Eu não penso mais em nada
D Dm
A não ser, só em voltar
A E7
Vou depressa e levo o meu amor nas mãos
Para lhe dar
A
Já não durmo
E7
Morro até só em pensar
D
E se canto
A
Só o seu nome quero gritar
A7
Mas seu grito todo mundo
D Dm
De repente vai saber
A E7
Que eu morro de saudade
A D A
E de amor por você
E7
Aí, que vontade de gritar
A
Seu nome bem alto e no infinito
E7
Dizer que o meu amor é grande
A
Bem maior do que meu próprio grito
A7
Mas só falo bem baixinho
D Dm
E não conto pra ninguém
A E7
Pra ninguém saber seu nome
A D A
Eu grito só meu bem.Marcadores: agnaldo timoteo, cifra, letra
Agnaldo Timóteo, cantor, nasceu em Caratinga (MG) em 16/10/1936. Era torneiro-mecânico na cidade natal quando se apresentou pela primeira vez num programa de calouros; gongado, continuou exibindo-se em circos, onde ganhava brindes de alimentos.Marcadores: agnaldo timoteo, cantor
Agnaldo Rayol (Agnaldo Coniglio Rayol), cantor, nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 03/05/1938. Aos oito anos apresentou-se cantando no programa Papel Carbono, de Renato Murce, na Rádio Nacional, do Rio de Janeiro. Transferiu-se com a família para Natal (RN), atuando na Emissora Natalense, mudando-se em seguida para a Rádio Araripe, de Crato (CE), e depois para a Rádio Poti, de Natal, em que também foi radioator.Marcadores: agnaldo rayol, cantor
Dm
Não lhe peço nada
Gm Dm Dm7+ Dm Dm7+
Mas se acaso você perguntar
Dm Gm Dm Dm7+ Dm Dm7+
Por você não há o que eu não faça
Gm
Guardo inteira em mim
A casa que mandei
Um dia
Dm Dm7+ Dm Dm7+
Pelos ares
Gm
E a reconstruo em todos os detalhes
Dm Dm7+ Dm Dm7+
Intactos e implacáveis
Gm
Eis aqui
Dm Dm7+ Dm Dm7+
Bicicleta, planta, céu,
Gm
Estante cama e eu
Logo estará
Dm Gm Dm
Tudo no seu lugar
Eis aqui
Chocolate, gato, chão,
Espelho, luz, calção
No seu lugar
Pra ver você chegar
Marcadores: adriana calcanhotto, cifra, letra
(Dm7 G7)
O parangolé pamplona você mesmo faz
O parangolé pamplona a gente mesmo faz
Com um retângulo de pano de uma cor só
E é só dançar
E é só deixar a cor tomar conta do ar
Verde
Rosa
Branco no branco no peito nu
Branco no branco no peito nu
O parangolé pamplona
Faça você mesmo
E quando o couro come
É só pegar carona
Laranja
Vermelho
Para o espaço estandarte
"Para o êxtase asa-delta"
Para o delírio porta aberta
Pleno ar
Puro Hélio
Mas
O parangolé pamplona você mesmo faz
Marcadores: adriana calcanhotto, cifra, letra
Dm E7
Você falou que junto comigo não mais desfilava
Gm A7 Dm BIS
E se a minha escola perdesse você nem ligava
Gm
Ensaiei, fiz meu samba enredo pra minha escola ganhar
C7 F A7
E na ala de porta bandeira você não quis desfilar
Dm D7 Gm
O meu povo inteiro chorou e você sorria
C7
Pois trocou nossa escola de tempos
F A7
Por um simples amor de três dias
Dm D7 Gm
Sufoquei minha dor em sorrisos para não chorar
A7 Dm
Tudo isso ajudou minha escola a ganhar
E7
Mas esse orgulho eu vou levar comigo pro resto da vida
Gm A7 Dm A7 BIS
Me contaram que você chorou quando eu passei na avenida
Gm
Eu vi outra de porta bandeira desfilando em seu lugar
C7 F A7
Comissão julgadora presente falou que meu samba ia ganhar
D A7 F#m B7
Meu bem o azar foi seu
E7 A7 D A7
Ganhei o carnaval e você me perdeu
D A7 F#m B7
Meu bem o azar foi seu
E7 A7 Dm
Ganhei o carnaval e você me perdeu
Marcadores: adriana calcanhotto, cifra, letra
D
Por que você é Flamengo
E meu pai Botafogo?
G
O que significa
"Impávido Colosso"?
D
Por que os ossos doem
Enquanto a gente dorme?
A
Por que os dentes caem?
G D G
Por onde os filhos saem?
D
Por que os dedos murcham
Quando estou no banho?
G
Por que as ruas enchem
Quando está chovendo?
D
Quanto é mil trilhões
Vezes infinito?
A
Quem é Jesus Cristo?
G D G
Onde estão meus primos?
D G
Well, well, well... Gabriel
D
Well, well, well...
A G
Well
D
Por que o fogo queima?
Por que a lua é branca?
G
Por que a Terra roda?
Por que deitar agora?
D
Por que as cobras matam?
Por que o vidro embaça?
A
Por que você se pinta?
G D G
Por que o tempo passa?
D
Por que que a gente espirra?
Por que as unhas crescem?
G
Por que o sangue corre?
Por que que a gente morre?
D
Do que é feita a nuvem?
Do que é feita a neve?
A
Como é que se escreve
Bb A G
Reveillon?
D G
Well, well, well... Gabriel (4x)
FINAL: D A/C# Bm A G F#m Em A
D A/C# Bm A G Em D
Marcadores: adriana calcanhotto, cifra, letra
Am
Eu não sou eu
Em
Nem sou outro
Am
Sou qualquer coisa
Em
De intermédio
Am
Pilar
Em
Da ponte de tédio
Am Em
Que vai de mim para o outro
Vocalização: Am Em
Marcadores: adriana calcanhotto, cifra, letra
Marcadores: adriana calcanhotto, cifra, letra
A
Nada ficou no lugar
D D7+
Eu quero quebrar essas xícaras
A A7+
Eu vou enganar o diabo
D D7+
Eu quero acordar sua família
A A5+
Eu vou escrever no seu muro
D Dm
E violentar o seu gosto
A A7+
Eu quero roubar no seu jogo
Dm E7 A
Eu já arranhei os seus discos
D7+ Dm
Que é pra ver se você volta
A A7+
Que é pra ver se você vem
D Dm
Que é pra ver se você olha
A
pra mim
A A7+
Nada ficou no lugar
D D7+
Eu quero entregar suas mentiras
A A7+
Eu vou invadir sua aula
D D7+
Queria falar sua língua
A A5+
Eu vou publicar seus segredos
D Dm
Eu vou mergulhar sua guia
A A7+
Eu vou derramar nos seus planos
Dm E7 A
O resto da minha alegria
D7+ Dm
Que é pra ver se você volta
A A7+
Que é pra ver se você vem
D Dm
Que é pra ver se você olha
A A7+
pra mim
Marcadores: adriana calcanhotto, cifra, letra
Intro: B B7+ B B7+
B
Você diz que eu te assusto
B7+
Você diz que eu te desvio
A
Também diz que eu sou um bruto
E E4 E
E me chama de vadio
Você diz que eu te desprezo
Que eu me comporto muito mal
Também diz que eu nunca rezo
Ainda me chama de animal
B
Você não tem medo de mim
C#
Você não tem medo de mim
A
Você tem medo é do amor
E E4 E
Que você guarda para mim
Você não tem medo de mim
Você não tem medo de mim
Você tem medo de você
Você tem medo de querer
B
Você diz que eu sou demente
D#m
Que eu não tenho salvação
A
Você diz que simplesmente
E E4 E
Sou carente de razão
Você diz que eu te envergonho
Também diz que eu sou cruel
Que no teatro do teu sonho
Para mim não tem papel
Marcadores: adriana calcanhotto, cifra, letra
C7+
Pela orla, pela beira,
pela areia afora a tarde inteira
D7/9
Pela borda, pedra portuguesa
F7+ B7(b9)
Pelo pepê, pelo copa, pela costeira
F7+ B7(b9)
Pelo recorte do mapa, pela restinga
F7+ B7(b9)
Pela praia até Marambaia até onde vai a vista
F7+ B7(b9) C9
No posto nove a onda revolta devolve o surfista
F7+ B7(b9)
Pelo posto nove, nove e meia
F7+ B7(b9)
A onda branca, preta, branca, preta, a praia vermelha
F7+ B7(b9) F7+ B7(b9)
Cobalto, no alto, o azul marinho
F7+ B7(b9) C7+/9
A nuvem prata, a espuma pérola, a areia marfim.
Marcadores: adriana calcanhotto, cifra, letra
Intro: D#7 D#7/4 D#7 D7 C7 B7
E
O meu amor me deixou
Bbm7/b5
Levou minha identidade
A7/b5 G#7+ G#m6
Não sei mais bem onde estou
F#7+
Nem onde a realidade
Bb7/9 D#7
Ah, se eu fosse marinheiro
D#7/4 D#7 G#7+
Era eu quem tinha partido
G#m6 F7/4 F7
Mas meu coração ligeiro
F7/4 F7 Bb B7
Não se teria partido
Ou se partisse colava
Com cola de maresia
Eu amava e desamava
Sem peso e com poesia
Ah, se eu fosse marinheiro
Seria doce meu lar
Não só o Rio de Janeiro
A imensidão e o mar
E
Leste oeste norte e sul
Bbm7/b5
Onde um homem se situa
A7/b5 G#7+ G#m6
Quando o sol sobre o azul
F#7+ Bb7/9
Ou quando no mar a lua
D#7 D#7/4 D#7 G#7+
Não buscaria conforto nem juntaria dinheiro
G#m6 Eb7+/9
Um amor em cada porto
Bb7/9 D#7
Ah, se eu fosse marinheiro
D#7/4 D#7 G#7+
Nem pensaria em dinheiro
G#m6 Eb7+/9
Um amor em cada porto
Bb7/9 D#7+
Ah...
Marcadores: adriana calcanhotto, cifra, letra
Intro: G7
G7
Un, Deux
S'il vous Plait
2x G7
Montrez ma chérie
Que vous savez danser
G7
Jogue o corpo pra lá
Jogue o corpo pra cá
2x D7/#9
O corpo e...
G7
Tudo legal pra começar
G7
O seu Renato, o professor
C7/9
Já vai chegar pra lhe esplicar
2x G7
E os defeitos seu Renato
C7/9
Logo os corrigirá
G7
Apprenez la leçon
2x Dancez le baion
Allons-y dansons
D7/#9
Ah! Que c'est bon!
Marcadores: adriana calcanhotto, cifra, letra
Cm7/9
Eu ouvi dizer
G#7+
Que você assim
Fm6
Como quem não quer nada
Cm7/9
Perguntou por mim
G#7+ G#m6
Agora
Cm7/9
Logo agora
G#7+ G#m6
Justo agora
Eu ouvi você
me dizer que sim
Mas era silêncio que se ouvia
Quando dei por mim
Marcadores: adriana calcanhotto, cifra, letra
{Intro:} F Em Dm Em F Em Dm C
Dm7 G/D
Gm7
Por meus passos velozes
A7(b13) Dm7 G7 Dm7 Gm7
Vapores, suores, sotaques
A7(b13) Dm7 G7 Dm7
Antenas, antunes, stones
Gm7
Por meus passos ligeiros,
A7(b13) Dm7 G7 Dm7
Graffitis, mau cheiro
Gm7 A7(b13) Dm7 G7 Dm7
Não fosse por você eu não notava essa cidade
Gm7 A7(b13)
O meu amor pelas misérias, me leva
Bb7 A7(b13) Gm7
Me trouxe, roça o que interessa
A7(b13) Dm7 G7 Dm7
E fez de mim alguém que eu sou hoje
Em meus passos, sapatos,
Poeiras, postes, postos, poetas
Profetas, projetos, notícias, negócios
Por meus passos rápidos,
Meus alvos, meu norte
Por minha lente, meu olhar, meu foco, meus olhos
A vida não é filme, você não entendeu...
Marcadores: adriana calcanhotto, cifra, letra
Bb7+ Dm7
Avião sem asa, fogueira sem brasa
Cm7 F4 F7
Sou eu assim sem você
Bb Dm7
Futebol sem bola. Piu-Piu sem Frajola
Cm7 F7
Sou eu assim sem você
Eb F7
Por que é que tem que ser assim?
Gbº Gm7
Se o meu desejo não tem fim
Cm7
Eu te quero a todo instante
C7/9
Nem mil alto-falantes
F4 F7
Vão poder falar por mim
Bb7+
Amor sem beijinho,
Dm7
Buchecha sem Claudinho
Cm7 F7
Sou eu assim sem você
Bb7+ Dm7
Circo sem palhaço, namoro sem amasso
Cm7 F7
Sou eu assim sem você
Eb F7
To louco pra te ver chegar
Gbº Gm7
To louco pra te ter nas mãos
Cm7 C7/9
Deitar no teu abraço, retomar o pedaço
F4 F7
Que falta no meu coração
Gm7 Dm7
Eu não existo longe de você
Eb7+ Bb7+ Gbº
E a solidão é o meu pior castigo
Gm7 Dm7
Eu conto as horas pra poder te ver
Eb7+ F7 Bb7+ Dm7 Eb7 F7
Mas o relógio tá de mal comigo, por que?
Bb7+ Dm7
Neném sem chupeta, Romeu sem Julieta
Cm7 F4 F7
Sou eu assim sem você
Bb7+ Dm7
Carro sem estrada, queijo sem goiabada
Cm7 F4 F7
Sou eu assim sem você
Eb F7
Por que é que tem que ser assim?
Gbº Gm7
Se o meu desejo não tem fim
Cm7
Eu te quero a todo instante
C7/9
Nem mil alto-falantes
F4 F7
Vão poder falar por mim
Gm7 Dm7
Eu não existo longe de você
Eb7+ Bb7+ Gbº
E a solidão é o meu pior castigo
Gm7 Dm7
Eu conto as horas pra poder te ver
Eb7+ F7
Mas o relógio tá de mal comigo
Gm7 Dm7
Eu não existo longe de você
Eb7+ Bb7+ Gbº
E a solidão é o meu pior castigo
Gm7 Dm7
Eu conto as horas pra poder te ver
Eb7+ F4 F7 Bb7+ Dm7 Eb7+ F7
Mas o relógio tá de mal comigo, por que?
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Intro: Para pa pa.....
(Dm7 – G7 – Dm7 – G7 – F – G7 – Dm7 – G7) 2x
Dm7
Dm7 F
Entre nós
Dm7 G7
O desejo
Dm7 F
Entre nós
G7
Nosso tempo
Dm7 F
Não vá me deixar
G7
Sem seu beijo
Dm7 F
Se tudo o que há
G
Não é muito mais do que um momento
Dm7
Quanto mais
F
Eu te quero
G7
Mais sei esperar
E eu espero
(intro)
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D7+ Bm7
No dia em que fui mais feliz
G7+
eu vi um avião
Em A7 Bm7/9
se espelhar no seu olhar até sumir
D7+ Bm7
De lá pra cá não sei
G7+
caminho ao longo do canal
Em
faço longas cartas pra ninguém
A7 Bm7/9
e o inverno no Leblon é quase glacial
D7+ Bm7 G7+
Há algo que jamais esclareceu
Em A7
onde foi exatamente que larguei
Bm7/9
naquele dia mesmo
o leão que sempre cavalguei
D7+ Bm7
Lá mesmo esqueci que o destino
G7+
sempre me quis só
Em A7 Bm7/9
no deserto sem saudade, sem remorso só
sem amarras, barco embriagado ao mar
D7+ Bm7
Não sei o que em mim
G7+
só quer me lembrar
Em A7
que um dia o céu
Bm7/9
reuniu-se à terra um instante por nós dois
pouco antes do ocidente se assombrar
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Intr.: Am7/9 E7/G# (4 vezes)
Am7/9 F7+/9
O nosso amor não vai parar de rolar
Bb7/9 E7
De fugir e seguir com um rio
Am7/9 F7+/9
Como uma pedra que divide o rio
Bb7/9 E7
Me diga coisas bonitas
Am7/9 F7+/9
O nosso amor não vai olhar para trás
Bb7/9 E7
Desencantar nem ser tema de livro
Am7/9 F7+/9
A vida inteira eu quis um verso simples
Bb7/9 E7
Pra transformar o que eu digo
Dm7/9
Rimas fáceis, calafrios
E7
Furo o dedo, faz um pacto comigo
Dm7/9
Num segundo teu no meu
E7 Am7/9
Por um segundo mais feliz
Am7/9 F7+/9
O nosso amor não vai parar de rolar
Bb7/9 E7
De fugir e seguir com um rio
Am7/9 F7+/9
Como uma pedra que divide o rio
Bb7/9 E7
Me diga coisas bonitas
Am7/9 F7+/9
O nosso amor não vai olhar para trás
Bb7/9 E7
Desencantar nem ser tema de livro
Am7/9 F7+/9
A vida inteira eu quis um verso simples
Bb7/9 E7
Pra transformar o que eu digo
Dm7/9
Rimas fáceis, calafrios
E7
Furo o dedo, faz um pacto comigo
Dm7/9
Num segundo teu no meu
E7 Am7/9
Por um segundo mais feliz
Dm7/9
Rimas fáceis, calafrios
E7
Furo o dedo, faz um pacto comigo
Dm7/9
Num segundo teu no meu
E7 Am7/9
Por um segundo mais feliz
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A
Eu ando pelo mundo prestando atenção
Em cores que eu não sei o nome
F#m
Cores de Almodóvar
Bm E7
Cores de Frida Kahlo, cores
A
Passeio pelo escuro
F#m
Eu presto muita atenção no que meu irmão ouve
Bm E7
E como uma segunda pele, um calo, uma casca
A
Uma cápsula protetora
F#m
Eu quero chegar antes
Bm E7
Pra sinalizar o estar de cada coisa
Filtrar seus graus
A F#m
Eu ando pelo mundo divertindo gente
Chorando ao telefone
Bm E7
E vendo doer a fome dos meninos que têm fome
Am
Pela janela do quarto
Dm
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Am
(Quem é ela? Quem é ela?)
Eu vejo tudo enquadrado
F7+ E7
Remoto controle
A
Eu ando pelo mundo
F#m
E os automóveis correm para quê?
Bm E7
As crianças correm para onde
A
Transito entre dois lados, de um lado
F#m
Eu gosto de opostos
Bm
Expondo meu modo, me mostro
E7
Eu canto para quem?
A F#m Bm
Eu ando pelo mundo e meus amigos, cadê?
E7
Minha alegria meu cansaço?
A F#m
Meu amor, cadê você?
Bm
Eu acordei
E7
Não tem ninguém ao lado
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Intro: Bb6/9 Eb6/9 Bb6/9 Eb6/9
Bb6/9 Eb6/9 Bb6/9 Eb6/9
Procurando bem todo mundo tem pereba
Bb6/9 Eb6/9 Bb6/9 F7/9
Marca de bexiga ou vaci.......na
Bb6/9 Eb6/9 Bb6/9 Eb6/9
E tem piriri, tem lombriga, tem ameba
Bb6/9 F7/9 Gm7
Só a bailarina que não tem
Cm7 Bº Cm7 Bº
E não tem coceira, berruga nem frieira,
Cm7 Bº F7/9
Nem falta de maneira ela não tem
Bb6/9 Eb6/9 Bb6/9 Eb6/9
Futucando bem todo mundo tem piolho
Bb6/9 Eb6/9 Bb6/9 F7/9
Ou tem cheiro de creoli......na
Bb6/9 Eb6/9 Bb6/9 Eb6/9
Todo mundo tem um irmão meio zarolho
Bb6/9 F7/9 Gm7
Só a bailarina que não tem
Cm7 Bº Cm7 Bº
Nem unha encardida, nem dente com comida
Cm7 Bº F7/9
Nem casca de ferida ela não tem
Bb6/9 Eb6/9 Bb6/9 Eb6/9
Não livra ninguém, todo mundo tem remela
Bb6/9 Eb6/9 Bb6/9 F7/9
Quando acorda às seis da mati....na
Bb6/9 Eb6/9 Bb6/9 Eb6/9
Teve escarlatina ou tem febre amarela
Bb6/9 F7/9 Gm7
Só a bailarina que não tem
Cm7 Bº
Medo de subir, gente
Cm7 Bº
Medo de cair, gente
Cm7 Bº F7/9
Medo de vertigem quem não tem
Cm7 Bº Cm7 Bº
Sujo atrás da orelha, bigode de groselha
Cm7 Bº F7/9
Calcinha um pouco velha ela não tem
Bb6/9 Eb6/9 Bb6/9 Eb6/9
O padre também pode até ficar vermelho
Bb6/9 Eb6/9 Bb6/9 F7/9
Se o vento levanta a bati......na
Bb6/9 Eb6/9 Bb6/9 Eb6/9
Reparando bem, todo mundo tem pentelho
Bb6/9 F7/9 Gm7
Só a bailarina que não tem
Cm7 Bº Cm Bº
Sala sem mobília, goteira na vasilha
Cm7 Bº F7/9
Problema na família quem não tem
Bb6/9 Eb6/9 Bb6/9 Eb6/9
Procurando bem Todo mundo tem...
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C7+
Depois de ter você
Am7/9 Dm7/9
Pra quê querer saber
G7
Que horas são?
C7+
Se é noite ou faz calor
Am7/9
Se estamos no verão
Dm7/9
Se o sol virá ou não
G7 Am6/9
Ou pra que é que serve uma canção
G7
Como essa?
C7+
Depois de ter você
Am7/9
Poetas para quê? G7
Dm7/9
Os deuses, as dúvidas?
C7+ Am7/9
Pra quê amendoeiras pelas ruas?
Dm7/9 G7
Para que servem as ruas
C7+
Depois de ter você?
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C9 C5+/9
Que bela sopa
C6/9 C7/9
De osso ou aveia
F Bb7/9
A ferver na panela cheia
C9 C5+/9
Que bela sopa
C6/9 C7/9
De osso ou aveia
F Fm C
A ferver na panela cheia
Refrão: (2x)
C Bb7/9
Quem não diz: - Ave!
Am D7/9
Quem não diz: - Eia!
F Bb7/9
Quem não diz: - Opa!
C
Que bela sopa!
C9
Sopa das sopas
C5+/9
Que bela sopa
C6/9
Sopa das sopas
C7/9
Que bela sopa
F Bb7/9
Que bela so...
C9
Opa!
C5+/9
So-pá!
C6/9
Só! Ó!
C7/9
So-opa!
F C
Que bela sopa!
{Refrão} 2x
C9 C5+/9
Que bela sopa
C6/9 C7/9
Quem não se baba?
F
Quem não a papa?
Bb7/9
Quem não a gaba?
C9 C5+/9
Que bela sopa
C6/9 C7/9
Quem não se baba?
F
Quem não a papa?
Fm C
Quem não a gaba?
C Bb7/9
Quem não daria
Am D7/9
Tudo só para
F Bb7/9
Beliscar essa
C
Bela sopa?
C Bb7/9
Quem não daria
Am D7/9
Tudo só para
F Bb7/9
Beliscar essa
C
Bela sopa?
C9
Beliscar essa bela sopa
C5+/9
Beliscar essa bela sopa
C6/9
Beliscar essa bela sopa
C7/9
Beliscar essa bela sopa
F Bb7/9
Que bela so...
C9
Opa!
C5+/9
Que bela so...
C6/9
Opa!
C7/9
Sopa. Só ó. So-opa!
F Fm C
Que bela so-sopa!
{Refrão} 4x
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F#m
Não quero mudar você
Nem mostrar novos mundos
Bm
Porque eu meu amor
F#m
Acho graça ate mesmo em clichês
F#m
Adoro esse olhar blasé
Que não só já viu quase tudo
Bm A
Mas acha tudo tão deja vu
C#7/9 C#7
Mesmo antes de ver
Bm F#m
Só proponho alimentar seu tédio
Bm A C#7/4 C#7
Para tanto exponho a minha admiração
Bm
Você em troca sério
F
E seu olhar sem sonhos
Em E7
A minha contemplação
C#7/4 C#7
Aí eu componho uma nova canção
F#m
Adoro sei lá porque
Esse olhar meio escudo
Bm
Em vez de álcool forte
F#m
Pede água perrier
F#m
Adoro sei lá porque
Esse olhar meio escudo
Bm
Que não quer meu álcool forte
F#m
E sim água perrier
Bm
Em vez de álcool forte
F#m
Pede água perrier
Bm
Que não quer meu álcool forte
F#m
E sim água perrier
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C A#
Aconteceu quando a gente não esperava
Dm G
Aconteceu sem um sino pra tocar
Am
Aconteceu diferente das histórias
D7 G
Os romances e a memória têm costume de contar
C A#
Aconteceu sem que o chão tivesse estrelas
Dm G
Aconteceu sem um raio de luar
Am
O nosso amor foi chegando de mansinho
D
Se espalhou devagarinho,
G
Foi ficando até ficar
F Em
Aconteceu sem o que o mundo agradecesse
Dm
Sem que as rosas florescessem,
G C
Sem um canto de louvor
F Em
Aconteceu sem que houvesse nem um drama
Dm
Só o tempo fez a cama
G C
Como em todo grande amor
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Adelaide Chiozzo, instrumentista, cantora e atriz, nasceu em São Paulo/SP, em 08/5/1931. Aos oito anos começou a aprender acordeom e aos 15, por sugestão de Irani de Oliveira, participou do programa Papel Carbono, de Renato Murce, na Rádio Clube do Brasil (hoje Mundial), imitando o sanfoneiro e cantor Pedro Raimundo.Marcadores: adelaide chiozzo, adelaide chiozzo biografia, atriz, cantora, instrumentista

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Intro:
(F Eb)
Um-de-a-dá
F
Urubu tá com raiva do boi,
Bb
E eu já sei que ele tem razão
F
É que o urubu tá querendo comer
Gm
Mais o boi não quer morrer
Eb
Não tem alimentação
Urubu tá com raiva do boi,
E eu já sei que ele tem razão
É que o urubu tá querendo comer
Mais o boi não quer morrer
C F
Não tem alimentação
F
O mosquito é engolido pelo sapo,
Bb
O sapo a cobra lhe devora.
F
Mas o urubu não pode devorar o boi:
C7 F
Todo dia chora, todo dia chora.
(bis)
(F Eb)
Um-de-a-dá
(sobe 1/2 tom daqui pra frente)
(refrão)
Gavião quer engolir a socó,
Socó pega o peixe e dá o fora.
Mas o urubu não pode devorar o boi,
Todo dia chora, todo dia chora.
(bis)
(F# E)
Um-de-a-dá
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Intro: G D A7 Bbº D
G D A7 Bbº
D A D D7
Ai...andar, andei
G A
Ai...como eu andei
D D7
E aprendi
G
A nova lei
G D
Alegria em nome da rainha (2x)
F#m Bm
E folia em nome de rei
G D A7 Bbº (1x)
Ai no mar, marujei
Ai eu naveguei
E aprendi
A nova lei
Se é de terra que fique na areia
O mar bravo só respeita rei (2x)
Ai voar, voei
Ai como eu voei
E aprendi
A nova lei
Alegria em nome das estrelas
E folia em nome de rei (2x)
Ai eu partilhei
Ai eu voltarei
Vou confirmar
A nova lei
Alegria em nome de Cristo
Porque Cristo foi o rei dos reis (4x)
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Intro: (E A)
1:
E
Sou Pedro Silva de Vera
Odeio selva de fera
C#m
A natureza me espera
F#m
Verde mãe minha cor
F#m
O meu cavalo é de osso
Eu lhe beijando o pescoço
B7
Ele me leva no dorso
E
Aonde o sol vai se por
2:
Eu só preciso de um prato
E pouco mais que um trapo
E o nosso amor será um trato
Que jamais terá fim
Arruma tudo vambora
Ora vambora se embora
E a sanfona de fora
Vai tocando pra mim
Solo: (F#m E/G# F#m E) 2x
3:
É tombo é chuva caindo
É lombo é burro subindo
O vento venta zunindo
E a carroça quebrou
O vento roda moinho
A casa de um passarinho
Um kitnet de ninho
Nosso filho salvou
4:
Afia o fio da faca
E faz um feixe de estaca
E finca pé na barraca
A chuva passa passou
E vem a noite estiada
E vem a lua molhada
E a sanfona danada
E nós vivendo de amor
Solo.
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Intro.: (E7/9+)
E7/9+
Vou Bate pra tu bate pra tu
Pra tu bate (4x)
A7
Pra manha rapa não me dize
B7
Queu não bati pra tu
E7/9+
Pra tu pode bate
A7
O caso é esse
E7/9+
Dizem que falam que não sei o que
A7
Ta pra pintar ou t a pra acontecer
B7
É papo de altas transações
A7
Deduração
E7/9+
Um cara louco que dançou com tudo
A7
Entregação do dedo de veludo
B7 E7/9+
Com quem não tenho grandes ligações
(Repete toda a música)
Solo: E7/9+
(Repete toda a música)
E7/9+
Vou Bate pra tu bate pra tu
Pra tu bate (repete e fade out)
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3° Festival da MPB - TV Record (outubro, 1967)
1º - Ponteio, de Edu Lobo e Capinan, com Edu Lobo e Marília Medalha, Quarteto Novo e Momento Quatro; 2º - Domingo no parque, de Gilberto Gil, com Gilberto Gil e Os Mutantes; 3º - Roda viva, de Chico Buarque, com Chico Buarque e MPB-4; 4º - Alegria, alegria, de Caetano Veloso, com Caetano Veloso e Beat Boys; 5º - Maria, carnaval e cinzas, de Luiz Carlos Paraná, com Roberto Carlos.
"...O festival de 1967 foi, talvez, o mais rico musicalmente. Mais uma vez recorde de audiência, não somente para musicais, mas atingiu um número de espectadores jamais igualado até hoje por qualquer programa da TV brasileira. Era o ponto culminante do trabalho de todo aquele elenco, que tinha a platéia ideal para exercitar suas ousadias.
O júri prévio teve grande trabalho. Reunido mais uma vez nos fundos da casa dos Medaglia, teve dificuldade em definir as 36 eleitas. Sérgio Cabral defendeu com unhas e dentes a classificação de um samba estranho do Sérgio Ricardo, Beto Bom de Bola, que mais tarde iria dar o que falar. Gil, para fugir do regulamento, inscreveu como de autoria da Nana Caymmi Bom Dia, mais um tema urbano que chamou a atenção do júri prévio. Johnny Alf classificou Eu e a Brisa; Edu Lobo, Ponteio; Chico Buarque veio com Roda Viva.
Convocando Elis para defender sua música, Dori Caymmi e Nelson Motta classificaram O Cantador; Luiz Carlos Paraná convenceu Roberto Carlos a cantar Maria, Carnaval e Cinzas; O Combatente era uma triste tentativa de Walter Santos e Tereza Souza de entrar no clima festivalesco, contrariando todo o seu trabalho anterior, que o júri prévio deixou passar muito provavelmente por respeito aos autores. O Vandré, buscando um tema que não ferisse suas posições e representasse a classe que presumia ser seu eleitorado, classificou uma coisa estranha, movida a buzinas iluminadas, em uma tentativa de repetir o efeito causado pela queixada de burro, que falava do chofer de caminhão, De como um Homem Perdeu seu Cavalo e Continuou Andando, ou Ventania.
As gravadoras, percebendo o grande veículo em que o festival havia se transformado para seus artistas, passaram a incentivar a formação das torcidas, o que viria a perturbar o desenvolvimento normal da competição, desviando-a do caminho político,que havia ocupado até então, para o do marketing de artistas e gravadoras.
Em 1967, logo na primeira eliminatória, uma imensa torcida foi organizada para “apoiar” O Combatente, cantada pelo Jair Rodrigues. Sua desclassificação foi merecida no meu entender, pois era um trabalho que nada tinha a ver com o que o Walter Santos e a Tereza Souza haviam feito até então, que buscava nitidamente a reação da platéia através de recursos festivalescos. Foi a primeira. grande vaia dos festivais, o que deu início a uma seqüência de acontecimentos desagradáveis.
Mais grave foi a rejeição, pela platéia, ao samba de Sérgio Ricardo, Beto Bom de Bola, que mais uma vez, ajudado pelo jurado Sérgio Cabral, conseguiu ser uma das classificadas para a finalíssima. Era um samba mal-ajambrado que, a não ser pelo lado social, com argumento de Sérgio Cabral, nada tinha a ver com o talento de Sérgio Ricardo, que por sinal cantou muito mal.
Quando a música foi apresentada na final, Sérgio, que já tinha sido mal recebido, pediu a atenção para o “novo” arranjo, o que desagradou ainda mais a platéia, além de contrariar o regulamento, que não permitia que a música sofresse qualquer modificação entre uma apresentação e outra. Sérgio tentou cantar, mas a manifestação foi tão ruidosa que ele nem sequer conseguia ouvir o acompanhamento. Interrompeu a música e tentou argumentar. Como a vaia era ininterrupta, passou a ameaçar a platéia. Era ele contra uns três mil, mais ou menos. Em determinado momento, perdendo totalmente o controle, gritou: “Está bem, vocês venceram”, quebrou o violão no banquinho e o atirou na platéia. Foi desclassificado. Nem precisava.
Nesse festival o júri deixou passar em brancas nuvens Eu e a Brisa, do Johnny Alf, lindamente defendida pela Márcia, felizmente descoberta pelo público, que a transformou num dos maiores sucessos de 67. Fico pensando no que teria acontecido se a linda melodia de Johnny Alf tivesse sido cantada pela Elis. O júri prévio também andou dando suas mancadas, não percebendo Máscara Negra, do Zé Keti, que arrasou no carnaval seguinte.
Aos que protestaram contra o júri prévio, alegando que suas músicas não tinham sido ouvidas com a atenção merecida, abrimos o Teatro Record e permitimos que fosse feita uma apresentação das músicas dos compositores que se julgavam injustiçados. Demos aos insatisfeitos todas as condições técnicas e tempo para que ensaiassem. Depois de alguma divulgação, na noite dos revoltados, o Teatro Paramount estava lotado. O clima era de hostilidade, afinal cada compositor inscrito achava ser a sua a melhor música jamais composta. Era só apresentá-la e esperar pela entrega do cheque. Foi uma noite cheia de manifestações de novas torcidas a defender parentes e amigos. Por momentos chegou até a lembrar um festival de verdade.
A manchete do Jornal da Tarde, no dia seguinte, foi a melhor resposta que poderíamos ter tido: “O Júri Tinha Razão”. Edu Lobo, com um trabalho impecável, venceu o festival de 1967 com Ponteio, que tinha a parceria de Capinan. Era de uma competência impressionante e de uma força irresistível, sem apelar para os chavões que levantavam as platéias. Edu, Marília Medalha, o vocal do Momento Quatro e o Quarteto Novo fizeram uma apresentação que dificilmente outra música poderia superar, mas foi também exemplo de que, em geral, um júri, por mais que apregoe modernidade, tem sempre uma tendência conservadora.
Era um período de mudanças. O mundo jovem se agitava. Na Europa, o som dos rapazes de Liverpool, de Jimi Hendrix e Janis Joplin quebrava tabus e as novas gerações questionavam o que lhes era servido como moral. A primeira vez que ouvi o disco Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles, foi na cabine do Teatro Record.
Zuza Homem de Mello, então principal engenheiro de som da emissora, havia recebido um exemplar e, tendo aparecido na minha sala com a novidade, onde eu fazia uma reunião com Caetano Veloso, não conseguiu mais se livrar de nós, até que, vencido pelos vários apelos e algumas ameaças, nos levou para que finalmente pudéssemos conhecer o que viria a ser um dos marcos dos anos 60. Após A Day In The Life, a última faixa do LP, saí da cabine como se tivesse sido dopado, tal a impressão que o disco causou. Caetano e eu descemos em silêncio até a minha sala e assim ficamos por muitos minutos, pois nada havia para ser dito naquele momento de espanto.
She’s Living Home, um marco contra a hipocrisia e a intolerância dos pais ante a nova postura dos jovens. George Martill, o produtor musical e arranjador do disco, utilizando as experiências contemporâneas de Stockhausen em A Day In The Life, rompia os limites da música pop. Lucy In The Sky With Diamonds abria mentes e permitia que, sem lenço e sem documento, Alegria Alegria sugerisse esse tipo de sutileza quase subliminar. Embora Caetano negue que tenha sido intencional, e ele deve falar a verdade, a associação é inevitável.
Domingo no Parque, com sua cinematográflca abordagem do drama do João, que amava Juliana, que amava José, tão bem arranjada pelo Rogério Duprat, que se lembrou do talento dos The Six Sided Rockers, significativamente rebatizados de Mutantes, derrubou a barreira do preconceito que os tradicionalistas erguiam contra uma linguagem universal para a música brasileira. A reação da platéia diante de Gilberto Gil foi de delírio total, transformando em sussurro as eventuais vaias que tentavam impedir que guitarras elétricas acompanhassem uma das manifestações mais significativas da cultura brasileira da época. Já na tarde de sua primeira apresentação, o ensaio foi arrasador.
Era o assunto de todos os que acompanhavam os trabalhos no Teatro Record, mas principalmente assunto do próprio Gil, que falava tanto e tão alto que atrapalhava os ensaios das outras músicas que seriam apresentadas. Fui obrigado a chamar sua atenção, o que o fez sair meio ressabiado. Algumas horas depois, recebo um telefonema do Paulinho de Carvalho. apavorado, dizendo que o Gil se recusava a apresentar a música naquela noite, por ter sido destratado por mim na frente de todo mundo. O Paulinho foi ao hotel Danúbio, onde Gil estava hospedado com Nana Caymmi, então sua mulher, tentar convencê-lo a desistir da desistência. Paulinho encontrou o Gil deitado, com rosto coberto por uma grande toalha enrolada na cabeça e outra nos pés, dizendo que já estava feliz pelo resultado da gravação do Domingo no Parque, que tinha acabado de registrar, e que não set sentia com condições psicológicas para cantar naquela noite.
É evidente que Gil estava pressionado por uma tremenda insegurança afinal, estava quebrando tabus e limites sem saber qual seria a reação da ala conservadora da MPB à sua ousadia. Lá fui eu me desculpar com o tagarela, que estava quase perdendo a oportunidade de dar um salto fantástico em sua carreira, além de transformar aquela noite em história para a MPB.
Em outra eliminatória encontro o Guilherme Araújo, muito apreensivo antes da apresentação de Alegria Alegria. Caetano havia escolhido para acompanhá-lo um grupo de músicos chamado Beat Boys, que tocavam absolutamente imóveis e, em suas apresentações no Beco, uma casa noturna de grande sucesso na época, então dirigida com grande competência e classe por Abelardo Figueiredo, emocionavam os que já amavam os Beatles e os Rolling Stones. Grandes cabeleiras, armados de guitarras e baixos elétricos, mais poderiam parecer os inimigos do Fino do que defensores da MPB tão amada.
Caetano estava longe do tímido baiano que arrasava ao ouvir do Blota: “...e a palavra é...”. Naquela noite, sua boa palavra seria julgada naquele teatro lotado de gente emocional e emocionada. Sua entrada no palco, cabelos encaracolados, o mesmo terno quadriculado e o sorriso irônico que mais parecia o do Coringa, saído das histórias em quadrinhos do Batman, acompanhado daqueles estranhos seres, que carregavam instrumentos até então proibidos, chocou a platéia, que, parecia, iria rechaçá-lo ao primeiro acorde. A vaia foi monumental.
Caetano entrou no palco enfurecido, caminhando contra o vento, sem lenço e sem documento. Mas os sons e o ritmo alegre e descontraído da marchinha Alegria Alegria acabaram por fazer aquela gente ouvir a pergunta crucial que a letra sugeria para aquele momento maravilhoso: “Por que não?” e repetia “por que não?”, e mais uma vez ainda: “por que não?” Aquela gente então deve ter se perguntado: “Ora, e por que não?”, e aplaudiu em delírio o assustado Caetano, que, de tão surpreso com a ovação inesperada, caiu de bunda no palco, sorrindo, consagrado, maravilhado. Ele, o filho abusado de dona Canô, o exibido de Santo Amaro da Purificação, o irmão da Berré, que, se dependesse de seu empresário, nem deveria cantar.
Guilherme Araújo, com lágrimas nos olhos, invadiu os bastidores. Ao passar por mim, agarrou os meus braços e, parecendo não acreditar no que tinha acontecido, perguntava sem parar: — Meu querido, você viu? Você viu? — Viu o que, Guilherme? — Viu o que aconteceu com o Caetano? — Claro que vi, Guilherme. E o Brasil inteiro também viu".
Fonte: Prepare seu Coração (A História dos Grandes Festivais) – Solano Ribeiro – Geração Editorial, 2002
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I Bienal do Samba - TV Record (maio, 1968):
1º - Lapinha, de Baden Powell e Vinícius de Moraes, com Elis Regina; 2º - Bom tempo, de Chico Buarque, com Chico Buarque e MPB-4; 3º - Pressentimento, de Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho, com Elza Soares.
“O protesto dos sambistas, endossado pelos jornalistas, críticos de música, principalmente os do Rio de Janeiro, reclamando que o samba não tinha tido uma presença marcante no festival, fez com que criássemos a Bienal do Samba.
O sucesso do programa “Bossaudade”, apresentado por Ciro Monteiro e Elizete Cardoso, com um elenco basicamente “velha guarda”, justificava mais esta experiência. Um evento competitivo, cujos participantes foram escolhidos por uma comissão especial. Cada compositor indicado inscrevia a música que quisesse, sem julgamento prévio, desde que foss inédita, cláusula do regulamento que, para meu desespero, causou a desclassificação da belíssima Wave de Tom Jobim, porque já tinha sido gravada nos Estados Unidos por Sérgio Mendes.
Chico Buarque inscreveu um maxixe, Bom Tempo; Ataulfo Alves veio com Laranja Madura; Paulinho da Viola trouxe Coisas do Mundo, minha Nega; Baden Powell inscreveu Lapinha, em parceria com Vinícius de Moraes, que seria cantada por Elis Regina.
Enquanto eram concluídos os preparativos para a Bienal, em uma tarde de ensaios, pelos corredores do Teatro Record, ouvia-se o eco de uma batucada irresistível. Um bando de sambistas irradiando uma alegria contagiante ensaiava um número no qual faziam a base rítmica para algum samba a ser apresentado no “Bossaudade”. Eram Os Originais do Samba.
Imediatamente os convoquei para participarem da Bienal, e qual não foi a minha surpresa quando a maioria dos compositores inscritos, à medida que iam ouvindo o grupo, fazia questão de tê-los participando de seus números. Foi difícil deixar de atender. O resultado final foi de uma lógica cristalina: Lapinha, de Baden Powell e Vinícius de Moraes, cantada pela Elis e com o apoio dos Originais do Samba, dominou a Bienal desde a sua primeira apresentação e se tornou um número imbatível. Além de levar Lapinha ao primeiro lugar, Elis foi a melhor intérprete.
Em segundo lugar ficou Bom Tempo, de Chico Buarque, em terceiro Pressentimento, de Élton Medeiros e Hermínio Belo de Carvalho, em quarto Canto Chorado, de Billy Blanco, em quinto Tive Sim, do Cartola, em sexto Coisas do Mundo, minha Nega, de Paulinho da Viola, e em sétimo Marina, de Sinval Silva.
Na preparação da Bienal do Samba a necessária convivência com o elenco do programa “Bossaudade”, além de uma experiência humana maravilhosa, às vezes nos levava a momentos engraçados. Era comum a turma liderada pelo Ciro Monteiro, e sempre na companhia de Araci de Almeida, sair para jantar depois do programa. Antes e durante a gravação era regra que ninguém bebesse, mas depois...
Após um ruidoso jantar, aquele grupo alegre e descontraído de sambistas perdidos na noite da paulicéia desvairada saía a pé pelas ruas do centro, caminhando e sambando, em uma verdadeira crucis pelos bares onde ainda existia música ao vivo rolando. De canja em canja, e de gole em gole, a noite ia passando e o time aumentando. Era comum aquele bando acabar no café da manhã do Hotel Normandie, na avenida Ipiranga, onde a Record tinha permuta para hospedar seus artistas.
Certa madrugada, com os primeiros lampejos do dia nos ameaçando, ao passarmos pela esquina da avenida Ipiranga com a São João, Araci de Almeida, com seu jeito autoritário, disparou com solenidade: “Agora, em homenagem ao Paulinho Vanzolini, que fez a fama desta avenida, eu convido todo mundo para uma última rodada”. Assumiu então a frente do grupo, que, obediente, não . tinha outra alternativa senão segui-la. Uma dose a mais ou a menos já não faria muita diferença. Para surpresa geral, a Araca levou a turma para uma farmácia e foi logo ordenando a um espantado atendente: “Manda uma vitamina B12 na veia dessa moçada, senão ninguém vai chegar em casa com o figado inteiro”, e acrescentou: “Essa quem paga sou eu!”.
Na verdade, tanto nos festivais da Excelsior como no da Record, o samba mostrou que não tinha como competir, pelo menos naquele momento, com os novos ritmos que dominavam a música popular brasileira, principalmente com as novas formas dinâmicas dos arranjos feitos especialmente para obter reações emocionais das platéias, já condicionadas a eleger sua favorita e torcer por ela.
A competição trouxe muitas deformações, mas era o que atraía a atenção para o espetáculo do festival, sempre construído de forma a ser, desde as eliminatórias, um simples mas atraente programa musical de televisão. Minha intenção sempre foi utilizar o festival como um painel do que estava sendo feito na música popular em todo o país. Isso resultou em uma diversidade muito grande de ritmos e estilos, do regional ao experimental, que eu fazia questão de manter sempre presente.
A possibilidade de apresentar um novato ao lado de um nome consagrado em igualdade de condições fazia do festival a única porta de entrada para um novo compositor e também para o lançamento de novos cantores e grupos, pois o seu extraordinário sucesso atraía todas as atenções, não só do público, dos críticos e da imprensa em geral, mas também dos responsáveis pelo mercado do disco, em geral incompetentes para lançar qualquer coisa que não preencha as expectativas do que costumam rotular de comercial ou, como se usa hoje, de mercado.
Confundem popular com vulgar e esquecem que a platéia brasileira responde de imediato e com entusiasmo toda vez que é colocada diante de uma música de boa qualidade. Hoje o peso da televisão é muito grande, mas infelizmente a maioria dos seus dirigentes está mais preocupada com os índices de audiência e não com qualquer compromisso coerente com a cultura do país, considerando a música brasileira mero subproduto.
Raras foram as vezes em que a MPB foi utilizada como um trabalho especialmente composto para o seu principal instrumento de faturamento que são as novelas. É impressionante constatar que o veículo que poderia ser importantíssimo para a divulgação do trabalho de compositores brasileiros e da nossa música em geral, popular ou erudita, é utilizado para o lançamento de coletâneas desconexas, aproveitando ou até fazendo o sucesso do que já foi testado como comercial.
A tal trilha internacional então é aberração definitiva. Assistimos, em um contexto brasileiro, a um personagem brasileiro ser brindado com um tema completamente dissociado de seu caráter, a serviço do lançamento de algum novo fonograma que tenha aparecido com algum destaque na parada de sucesso internacional.
A esperança é que a TV a cabo consiga valorizar a segmentação e que a força do mercado convença as Emitivis a aumentar ainda mais a participação da música brasileira nas suas programações e não tenhamos mais de assistir aos DJs falando nomes absolutamente desconhecidos do nosso público, com tal naturalidade e intimidade, como se tivessem acabado de encontrá-los na esquina. Quem sabe ainda teremos alguma EmePeBeTV. E não pensem que eu não gosto da música americana. Mas isso fica para depois.”
Fonte: Prepare seu Coração - A História dos Grandes Festivais - Solano Ribeiro - Geração Editorial.
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Com a imposição do Ato Institucional n° 5, seus efeitos fizeram-se sentir na sociedade como um todo. As expressões culturais em geral, e a música em particular, já eram vistas como espaços possíveis de resistência e subversão. O IV Festival de MPB da TV Record mal havia terminado, quase coincidindo com a edição do AI5 e, a 27 de dezembro de 1968, Gilberto Gil e Caetano Veloso foram detidos em São Paulo, em princípio para prestar depoimentos. Numa perua Veraneio, veículo de transporte da polícia, os dois compositores terminaram no Rio de Janeiro no Regimento de Pára-quedistas, de onde só cinco meses depois seriam soltos para, a “conselho” das autoridades, deixarem o país. Do exílio, em Londres, só voltariam quase três anos depois. Para justificar a prisão desses artistas, o DOPS buscou outros indícios para reforçar a medida:Marcadores: artigo, festivais da mpb

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