domingo, outubro 21, 2007

Tibério Gaspar


Tibério Gaspar Rodrigues Pereira, compositor, produtor musical e violonista, nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 11/9/1943. Ingressou na Faculdade de Engenharia, mas abandonou o curso para dedicar-se à música.

Iniciou sua carreira profissional em 1967, trabalhando em parceria com Antônio Adolfo. As primeiras composições da dupla foram Caminhada, finalista do II Festival Internacional da Canção (FIC), Tema triste e Rosa branca. Ainda nesse ano, teve registrado pela primeira vez seu trabalho de compositor, com a gravação da canção Caminhada, por Agostinho dos Santos

Em 1968, sua canção Sá Marina (com Antonio Adolfo) foi gravada, com enorme sucesso, por Wilson Simonal. Também nesse ano, trabalhou na produção e direção musical do evento Música Nossa (Teatro Santa Rosa, RJ), ao lado de Roberto Menescal, Mário Telles, Ugo Marotta e Paulo Sérgio Valle. No ano seguinte, participou do IV Festival Internacional da Canção com Juliana (com Antonio Adolfo), defendida pelo conjunto A Brasuca e classificada em 2º lugar no evento. 

Em 1970, representou o Brasil na Olimpíada da Canção de Atenas (Grécia), com Teletema (com Antonio Adolfo), defendida por Evinha e classificada em 2º lugar. Nesse mesmo ano, venceu o V Festival Internacional da Canção com BR-3 (com Antonio Adolfo), defendida por Toni Tornado e Trio Ternura.
Participou, como compositor, de trilhas sonoras para o cinema, com destaque para os filmes O matador profissional, Balada dos infiéis, Ascenção e queda de um paquera, Memórias de um gigolô, O enterro da cafetina, Romualdo e Juliana e Beth Balanço. Ainda como compositor, teve músicas incluídas em trilhas sonoras de novelas da TV Globo, como O cafona, Véu de noiva, Assim na terra como no céu, Verão vermelho e Irmãos Coragem

Classificou canções em vários festivais, como II Canta Rio-Sul, Festival de Alegre, Festival de São Silvério, Festival de São Simão, Festival de Pinheiros, Festival de Boa Esperança, XV Festival Antense da Canção, Festival de Ilha Solteira, Festival de Piraí, Festival de Juiz de Fora, Festival de Diamantina, Festival de Itumbiara e Festival de Montanha, além dos já citados. 

Participou da produção de discos de artistas como Antonio Adolfo & A Brazuca, Ruy Maurity, Toni Tornado, Cristina Conrado e Eudes, entre outros, além de ter assinado, para a Prefeitura de Sapucaia, a produção do CD do XV Festival Antense da Canção. 

Trabalhou também na área publicitária, tendo ocupado, em 1977 e 1978, o cargo de diretor geral da Aquarius Produções, responsável pela produção de inúmeras peças publicitárias para todo o Brasil. Compôs jingles para clientes como Leite Gogó, Sérgio Dourado, Caixa Econômica Federal, Adidas, Caderneta de Poupança Letra, Caderneta de Poupança Delfim, Carrocerias Randon, Sudantex, Lanjal e Coca-Cola, entre outros. 

Criou e produziu, em 1986, o jingle institucional de fim de ano da Rede Manchete de Televisão. Como produtor de televisão, atuou, com Lúcio Alves, no III Festival Universitário (TV Tupi) e no programa Som Livre Exportação (TV Globo), no qual participou também como apresentador, ao lado de Elis Regina, Rita Lee, Susana de Moraes e Ivan Lins. 

Trabalhou na produção e direção de shows de artistas como Ruy Maurity e Belchior (Teatro Carioca), Antonio Adolfo & A Brazuca (Teatro Casa Grande), Johnny Alf (Teatro de Bolso), Tony Tornado (Teatro Copacabana Palace), Maria Alcina (Teatro Copacabana Palace), Nonato Buzar (Hotel Intercontinental), Leonardo Ribeiro (Vinicius Piano Bar), Cristina Conrado (People e Mistura Fina), além de ter dirigido a cantora Elza Soares no show Passaporte (Teatro Rival). 

Como intérprete de suas canções, lançou, em 2002, o CD Tibério canta Gaspar. Em 2005, representou o Brasil no Festival Internacional de Viña del Mar com sua canção Matilde (com Guto Araújo), interpretada pela cantora Cristina Conrado. 

Fonte: Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira.

Antônio Adolfo

Antônio Adolfo Maurity Sabóia, compositor, instrumentista e cantor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 10/2/1947. Aos sete anos começou a estudar violino e teoria musical no Conservatório de Música Lorenzo Fernandez. Entre os 11 e os 14 anos estudou em colégio interno, retomando, após esse período, o aprendizado musical com Ayrton Vallim.

Quando estudava no Colégio São Fernando, integrou como pianista, um conjunto que se apresentava em festinhas; nessa época passou a dedicar-se inteiramente ao piano e, em 1963, integrando o conjunto Samba Cinco, começou a freqüentar o Beco das Garrafas e a participar de sessões de jazz e bossa nova.

Em janeiro de 1964, convidado por Carlos Lyra para fazer parte do elenco musical da peça Pobre menina rica (Vinícius de Moraes e Carlos Lyra), para a encenação do Teatro de Bolso, formou o Trio 3-D, que se manteve até 1968, chegando a gravar quatro LPs. É desse ano sua primeira composição, o Tema 3-D.

Em 1967 conheceu Tibério Gaspar, seu parceiro mais constante. As primeiras composições da dupla foram Caminhada (finalista do II FIC, da TV Globo, Rio de Janeiro, em 1967), Tema triste e Rosa branca. Em 1968 obtiveram sucesso com Sá Marina, interpretada por Wilson Simonal. No mesmo ano, no III FIC, concorreu com Visão, também em parceria com Tibério Gaspar.

Em 1969 foi à Europa, como pianista da cantora Elis Regina, e, de volta ao Brasil, no mesmo ano fez ainda músicas para novelas da TV Globo e participou do IV FIC (1969) com a música Juliana (com Tibério Gaspar), que obteve o segundo lugar, música interpretada pelo conjunto A Brazuca, organizado por ele, com o qual, além de muitas apresentações na televisão, excursionou ao Peru e gravou dois LPs na Odeon.

Em 1970, inscreveu Teletema (com Tibério Gaspar) no festival de Atenas, Grécia, que, interpretada por Evinha, obteve a segunda colocação. Ainda em 1970 venceram a fase nacional do V FIC com BR-3, cantada por Toni Tornado.

Quando A Brazuca se desfez em 1971, foi para os EUA, contratado pela Jerry Shayne Music lnc. Em março de 1972 retornou ao Brasil, passando a compor sozinho e a interpretar as suas músicas, lançando pela Philips o LP Antônio Adolfo. Em setembro desse ano viajou para os EUA, para fazer um curso com David Baker, na Indiana University of Music.

De volta ao Brasil, passou a trabalhar como músico, arranjador e professor do Centro Musical Antônio Adolfo, no Rio de Janeiro. Também organiza cursos e oficinas em universidades dos E.U.A. e Europa. Publicou no Brasil diversos livros de iniciação musical e lançou, internacionalmente, o vídeo didático Secrets of Brazilian Music e o livro e CD Brazilian Music Workshop. Gravou discos no Brasil e no mercado internacional.

Em 1996 recebeu o Prêmio Sharp pela composição instrumental Cristalina. Tem trabalhado na releitura de pioneiros da música popular brasileira, como João Pernambuco, Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga, trabalho exemplificado no CD Chiquinha com jazz, de 1997.

Obras: BR-3 (c/Tibério Gaspar), 1970; Caminhada (c/Tibério Gaspar), 1967; Emaú, 1995; Glória, Glorinha (c/Tibério Gaspar), 1970; Juliana (c/Tibério Gaspar), 1969; Meia-volta (c/Tibério Gaspar), 1969; Quem viu Helô (c/Tibério Gaspar), 1970; Rosa branca (c/Tibério Gaspar), 1967; Sá Marina (c/Tibério Gaspar), 1968; Teletema (c/Tibério Gaspar), 1970; Visão (c/Tibério Gaspar), 1968; Zabumbaia, 1995.

CD: Chiquinha com jazz, 1997, Artesanal.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora / PubliFolha.

Domingo feliz

Ângelo Máximo

Domingo feliz (Beautiful Sandy)
- D. Boone / Rod Macquen / versão: Rossini Pinto

A             F#m
Meu domingo alegre vai ser
A              F#m
Pois pretendo sair com você
D       E7            A
Yê, yê, yê que dia feliz
A              F#m
De mãos dadas vamos andar
A              F#m
Muitos beijos iremos trocar
D       E7            A
Yê, yê, yê que dia feliz
D                       A
Ah! Ah! Ah! Hoje é meu dia
E7                   A
Eu vou ter, ter, ter o seu amor
D                          A
Para ser, ser, ser feliz ao seu lado
B7      E7
Oh! Oh! Oh! Ah! Ah! Ah!
A
Que dia feliz
A                   F#m
Tudo aquilo que eu quero vou ter
A           F#m
Só você vai me compreender
D       E7            A
Yê, yê, yê que dia feliz
A               F#m
Nosso sonho de amor vai durar
A                  F#m
Pois pra sempre eu vou lhe adorar
D       E7            A
Yê, yê, yê que dia feliz
D                       A
Ah! Ah! Ah! Hoje é meu dia...  



Ângelo Máximo

Ângelo Máximo (Ângelo Ismael Máximo), cantor, nasceu em Goiânia-GO em 6/5/1948. Tem como seu grande sucesso Domingo feliz, da década de 1970. Vendeu milhares de discos e participou de uma série de fotonovelas.

Começou como calouro no programa do Sílvio Santos, onde teve seu lugar reconhecido na música. E assim em diante emplacou uma série de sucessos vendendo centenas de milhares de cópias e conquistando discos de ouro.

Músicas de maior sucesso como Domingo Feliz, A Primeira Namorada, Vem Me Fazer Feliz, dentre outras tocaram sem parar nos primeiros lugares da audiência das rádios.

Chegou a gravar versões das músicas de seu ídolo absoluto Elvis Presley, o qual também era uma fonte em seu estilo de vestimenta e as famosas costeletas dos anos 70 que Ângelo Máximo usou junto as roupas.

Além de se apresentar por praticamente todo o Brasil, Ângelo Máximo chegou a fazer também shows no exterior, nos Estados Unidos e Canadá.

Em 1999, teve a música Domingo feliz relançada no CD A discoteca doi Chacrinha volume 2 da Universal Music. Em 2000, lançou o CD Ângelo Máximo visita o sertão interpretando entre outras, Tô diferente, Ainda dói demais, Meu destino, Perdoa por te amar assim, De bem com a vida e Feitiço.

Continua se apresentando em programas de televisão e fazendo shows pelo país e além de cantor é hoje empresário, proprietário, junto à sua esposa Ana Clara, de dois restaurantes na Vila São Francisco (ao lado do Morumbi Shopping).

Fontes: Wikipédia; Dicionário Cravo Albin da MPB.

O acidente

Amado Batista
Amado Batista

O acidente (1981) - Roberto Ney e Deny Wilson

 G    D
Eu me lembro que era tarde de Domingo
C                         D
Eu passeava no meu carro com meu bem
C                          G
Fazendo planos tão bonitos pra nós dois
C                         G
Eu não sabia que era a nossa despedida
D                      G
Alí naquela avenida, aconteceu logo depois

C                        G
Num cruzamento tão normal de uma cidade
D                      G
Em alta velocidade alguém veio sobre mim
C                     G
Tentei fugir saindo pra todo o lado
D                        G
Mas fiquei desesperado quando vi que era o fim
C
O acidente
G
Tão de repente
D                    G
Acaba toda a alegria de alguém
C               G
E é nessa hora que a gente vê
D                      G
Não vale nada o dinheiro que se tem
G                     D
Meio confuso acordei num hospital
C                    D
A dor maior eu sentí no coração
C                       G
Entre soluços arrisquei a perguntar
C                    G
Mas já sabia pela cara das pessoas
D                       G
Que não eram nada boas as notícias pra me dar
C                         G
Num cruzamento tão normal de uma cidade
D                       G
Em alta velocidade a morte veio e a levou
C                G
Tentei fugir da minha realidade
D                       G
Pensei na felicidade que pouco tempo durou

(repetir refrão) 

Serenata

Amado Batista
Serenata (1978) - José Fernandes dos Santos e Amado Batista
 D           A                    D
Há como eu queria, voltar, ao passado.
A                        D
Cantar com meus amigos, pra você fazer serenata. 
A                             D
Nas madrugadas vazias, de sereno meu violão molhado. 
A        G      A        D
Eu cantava em sua janela, eu era, o seu namorado.

A                       D
A lua descia do céu, eu cantando você acordava,
A                            D
Com os olhos cheios de amor, abria a janela e me beijava. 
G              A              D
Depois de te dar uma flor, quase chorando eu ia embora.
G          A                   D
A se voltasse este tempo, de poesia sem dor de outrora.

D                         A                         D
O tempo passou como as nuvens, sopradas pela tempestade. 
A                             D
Onde está a minha alegria, já não tenho mais felicidade.
A
Vou cantar outra vez pra você,
D
Jogar fora essa dor que me mata.
A           G    A        D
Vou chamar meu melhor amigo, e pra você fazer serenata   

O fruto do nosso amor

Amado Batista
Amado Batista

O fruto do nosso amor (1978) - Vicente Dias e Praião II
        D                      G                      
Amor perfeito existia entre nós dois,
A                   D
sem esperar que depois fosse tudo se acabar
D                                        G 
Mas neste mundo em que o perfeito não tem vida,
A                    D
não merecemos querida viver juntos e amar
D                            G   
Nosso senhor para sempre te levou
A                      D
nem ao menos me deixou o fruto do nosso amor
D                             G    
Aquele filho seria a nossa alegria,
A                          D
eu senti naquele dia ser um pai, ser um senhor
 D       G                        
No hospital, na sala de cirurgia,
A                      D
pela vidraça eu via você sofrendo a sorrir
D                             G      
E seu sorriso aos poucos se desfazendo,
A                       D
então eu te vi morrendo sem poder me despedir

Desisto

Amado Batista
Desisto (1976) - Amado Batista e Reginaldo Sodré
Tom-A
Intodução:A E D A 
A
Rosto que beijei

Corpo que abracei
E   B   E
Olhos de fazer sonhar
E7
São coisas que eu
D
Não posso esquecer
E                   A
Mas pretendo abandonar

Juras que ouvi

Frases que escrevi
A7                    D
Pra enfeitar nossa ilusão

Não importam mais
A
Ficam para trás
E                  A A7  (Intro:)
Talvez em seu coração
{Bis}
A
Tudo que cantei

Que já lhe mostrei
E   B   E
Faz parte de uma canção
E7
Que eu quis compor
D
Porém me faltou
E7           A
Certa imaginação

O que eu consegui

Ou não consegui
A7                D
Vivendo junto a você

Já se acabou
A
O vento levou
E                  A A7 (Introdução)
Você sabe bem por que
{Bis}

A
A vida é assim

Tudo tem um fim
E  B   E
Não precisa se guardar
E7
Pois se eu sofrer
D
Não culparei você
E              A
Isso o tempo fará

Vou dizer adeus

Para os sonhos meus
A7                 D
E a tudo que construí

Adeus meu amor
A
Sabes bem que sou
E                A  A7
Obrigado a desistir
{Bis}

E                A
Obrigado a desistir...

Amado Batista

Amado Batista (Amado Rodrigues Batista), cantor / compositor, nasceu em 17/2/1951 na cidade de Catalão (GO ), onde seus pais trabalhavam na lavoura. Aos 14 anos, foi para a capital e lá trabalhou em diversos ofícios, de faxineiro a balconista, chegando a subgerente de uma livraria. 

Em 70, aplicou suas economias comprando uma pequena loja de discos, conseguindo nos anos seguintes abrir mais três lojas na capital goiana. Nessa época já compunha e cantava, influenciado principalmente por Roberto Carlos, e foi representante de um pequeno selo de música regional, o Chororó. Suas composições caracterizam-se por melodias simples e letras sentimentais, numa variação do rock-balada. 

O primeiro sucesso foi Desisto (com Reginaldo Sodré), em 1976. No ano seguinte, lançou seu primeiro LP, Amado Batista canta o amor, ainda pela Anhembi Chororó. Em 1978 foi contratado pela Continental, gravadora da qual se tornaria o campeão de vendagem, e no ano seguinte obteve sucesso nacional com O fruto do nosso amor (Vicente Dias e Praião II).

Sempre fiel ao rock-balada, em 1987 passou a gravar na RCA/BMG. Seus outros êxitos incluem Serenata (com José Fernandes dos Santos), 1978, O julgamento (Walter José e Sebastião Ferreira da Silva), 1979, O acidente (Roberto Ney e Deny Wilson), 1981, Ah! se eu pudesse (Vicente Dias), 1982, e Hospício (com Reginaldo Sodré), 1987. 

Um dos campeões de vendagem da música brasileira, em 22 anos de carreira totalizou mais de 12 milhões de cópias vendidas. 

CD: O melhor de Amado Batista, 1997, RCA/BMG 7432-52025-2. 

Algumas músicas cifradas

Desisto
O fruto do nosso amor
O acidente
Serenata


Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora; CliqueMusic.

Alzira Espíndola

Nascida no Mato Grosso do Sul, em uma família de músicos, iniciou-se profissionalmente no grupo Lírio Selvagem, onde tocava com seus irmãos — inclusive a cantora Tetê Espíndola.

Com o fim do grupo, começa uma carreira solo como cantora, compositora e instrumentista. Tocou com o violeiro Almir Sater antes de lançar seu primeiro disco solo, "Alzira Espíndola", pelo selo 3M.

Em 1990 excursionou por diversos países com Itamar Assumpção e a banda Isca de Polícia, gravando em seguida seu segundo disco, "AMME" pelo selo Baratos Afins. Com esse disco foi indicada ao prêmio Sharp de 1992, categoria Melhor Cantora Pop.

Pela mesma gravadora lança em 1996 "Peçamme", que tem no repertório parcerias com Itamar, Luli e Lucina. Em 1999 grava com a irmã Tetê um CD de clássicos da música regional, "Anahí" (Dabliú).

2000 foi o ano de "Ninguém Pode Calar" (Dabliú), disco baseado no repertório da cantora Maysa.