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César Camargo Mariano (Antônio César Camargo Mariano), arranjador / instrumentista, nasceu em São Paulo SP em 19/9/1943. Autodidata, começou a tocar piano aos 13 anos e aos 17 iniciou carreira na orquestra de William Fourneau. A partir dessa época, passou a estudar, por conta própria, instrumentação, orquestração e arranjos. Marcadores: arranjador, cesar camargo mariano, instrumentista
Parte Final: O Luxo e a Decadência
A outra metade tinha favorita diferente. Uma que contava com as preferências de ninguém menos que Getúlio Vargas, presidente da República, que assistia a todas as revistas do Recreio e tinha pendor especial por Virgínia Lane (foto ao lado), a quem deu o apelido que ela adotou para sempre: a Vedete do Brasil. Procedente dos cassinos, tarimbadíssima no “número de platéia”, a pequenina Virgínia tinha tal presença em cena que parecia crescer a quase um metro e oitenta e ombrear-se com as espigadas coristas que Walter Pinto importava do outro lado do mundo, mas que acabavam por servir apenas de moldura à baixinha, dentucinha, mas talentosíssima estrela do Recreio, de mais ou menos 20 anos.Marcadores: artigo, teatro, teatro de revista
Ademar Casé (1902-1993), radialista brasileiro, pai do diretor de teatro e TV Geraldo Casé e avô da atriz Regina Casé. Criador da primeira grande atração do rádio no Brasil, o Programa Casé, começou sua carreira vendendo aparelhos radiofônicos de porta em porta.Marcadores: ademar case, ademar case biografia, apresentador, radio
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Jota Efegê (João Ferreira Gomes), jornalista, pesquisador, cronista, musicólogo e escritor, nasceu no Rio de Janeiro-RJ em 27/1/1902, e faleceu na mesma cidade em 25/5/1987.Marcadores: cronista, escritor, jornalista, jota efege, musicologo, pesquisador
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Abigail Maia, atriz, cantora e bailarina, nasceu em Porto Alegre, RS,em 17/10/1887 e faleceu no Rio de Janeiro RJ, em 20/12/1981. Estreou no teatro aos 15 anos de idade, na peça FadaMarcadores: abigail maia, abigail maia biografia, atriz, bailarina, cantora, teatro, teatro de revista
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Ovídio Chaves (Ovídio Moojen Chaves), compositor, escritor e instrumentista, nasceu em Lagoa Vermelha RS em 29/7/1910 e faleceu no Rio de Janeiro RJ em 2/8/1978. O pai, comerciante, tocava bandônio e o incentivou no gosto pela música, que começou a estudar aos sete anos. Marcadores: compositor, escritor, instrumentista, ovidio chaves
Francisco Egídio (Francisco Egídio dos Santos), cantor e compositor, nasceu em São Paulo SP em 17/1/1927 e faleceu em 17/10/2007 na mesma cidade. Dos 14 aos 24 anos participou de programas de calouros em várias emissoras de rádio, entre os quais o Peneira Rodhine, da Rádio Cultura, de São Paulo, onde cantava sucessos da época, principalmente de Nelson Gonçalves, Francisco Alves e Orlando Silva.Marcadores: cantor, francisco egidio
Cassiano (Genival Cassiano dos Santos), cantor, compositor e guitarrista, nasceu em Campina Grande PB em 16/9/1943. Aos seis anos, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde aprendeu as primeiras noções de violão e bandolim com o pai. Marcadores: cantor, cassiano, compositor, violonista
Abel e Caim é uma dupla sertaneja formada pelos primos José Vieira (Itajobi SP 1929—) e Sebastião Silva (Monte Azul Paulista SP 1944—). Sebastião, o Caim, iniciou carreira na infância, integrando o Trio Mirim, que em 1955 tinha um programa próprio, de muito sucesso, na Rádio Clube de Marília SP.Marcadores: abel e caim, abel e caim biografia, cantor, dupla, regional, sertanejo
Albertino Ignácio Pimentel, instrumentista, regente e compositor (Rio de Janeiro RJ 12/4/1874 – id. 6/8/1929), foi o primeiro mestre militar da Banda de Música do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, substituiu o maestro Agostinho Luiz de Gouvêa. Amigo particular de Anacleto de Medeiros e de Agostinho Pereira, fazia parte de orquestras e bandas civis do Rio de Janeiro.Marcadores: anacleto de medeiros, carramona, compositor, corpo de bombeiros, instrumentista, regente
De: Flávio Lemos / Renato Russo
Intro: Cm Ab Bb
Cm
Vocês esperam uma intervenção divina
Ab
Mas não sabem que o tempo agora
Bb
está contra vocês
Cm
Vocês se perdem no meio de tanto medo
Ab
De não conseguir dinheiro pra
Bb
comprar sem se vender
Cm
E vocês armam seus esquemas ilusórios
Ab
Continuam só fingindo que o mundo
Bb
ninguém fez
Cm
Mas acontece que tudo tem começo
Ab
Se começa um dia acaba, eu tenho pena
Bb
de vocês
(Cm Bb Cm Eb) 2XMarcadores: capital inicial, cifra, letra
Tom: B
Intro: ( B E )
SOLO:
B---5---6-5---------5-5--------5---6-5-------------
G-----7-----7-5-7-7-----7-5------7-----7-5-7-7-7-7-2x
D-7-------------------------7----------------------
B E
Papai morreu
B E
Mamãe também
B E
Estou sozinho
B E
Eu não tenho ninguém
B D B D
Esta vida me maltrata
B D E ( B E )
Estou virando um psicopata
( B E ) junto com o solo
B E
Quebrei as janelas
B E
Da minha casa
B E
Rasguei a roupa
B E
Da empregada
B D B D
Esta vida me maltrata
B D
Estou virando um
E
Psicopata
( B E )junto com o solo
( E G E Bm7)
E G
Quero soltar bombas no Congresso
E Bm7
Fumo Hollywood para o meu
sucesso
E G
Sempre assisto à rede Globo
E Bm7
Com uma arma na mão
E G
Se aparece o Francisco Cuoco
E Bm7
Adeus televisão
( B E )Marcadores: capital inicial, cifra, letra
Tom: Em
Intr..: (Em Bm7 C7+ Am7)2X
Bm7 C7+ Am7
Não consigo mais me concentrar
Bm7 C7+ Am7
Vou tentar alguma coisa para melhorar
Bm7 C7+ Am7
É importante, todos me dizem
Bm7 C7+ Am7
Mas nada me acontece como eu queria
Bm7 C7+ Am7
Estou perdido, sei que estou
Bm7 C7+ Am7
Cego para assuntos banais
Bm7 C7+ Am7
Problemas do cotidiano
Bm7 C7+ Am7
Já não sei como resol...ver
Em D
Sob um leve desespero
Am7 C
Que me leva, que me leva daqui
(Em D Am7 C) (Em D Am7 C)
Bm7 C7+ Am7
Então é outra noite num bar
Bm7 C7+ Am7
Um copo atrás do outro
Bm7 C7+ Am7
Procuro trocados no meu bolso
Bm7 C7+ Am7
Dá pra me arrumar um cigarro?
Bm7 C7+ Am7
Não consigo mais me concentrar
Bm7 C7+ Am7
Vou tentar alguma coisa para melhorar
Bm7 C7+ Am7 Bm C7+ Am7
Já estou vendo TV como companhia
Refrão
Bm7 C7+ Am7 Bm7 C7+ Am7
Tal...vez se você entende....sse..
Bm7 C7+
O que está acontecendo
Am7 Bm7 C7+ Am7
Poderia me explicar
Bm7 C7+
Eu não saio do meu canto
Am7
As paredes me impedem
Bm7 C7+ Am7
Eu só queria me divertir
Bm7 C7+ Am7
As paredes me impedem
Bm7 C7+ Am7
Já estou vendo TV
Bm7 C7+ Am7
como companhi..a
Refrão 2x
Termina com EmMarcadores: capital inicial, cifra, letra
De: Fê / Flávio / Dinho / Loro
Tom: Dm
Intro: Dm7 C Dm7 C
Dm7
A Europa está um tédio
C
Vamos transar com estilo
Dm7
Nós só temos um remédio
C
Descendo o Rio Nilo
Dm7
Descendo o Rio Nilo
C Dm7
Eu fico pensando no que você faria
C
Se tivesse visto aquilo
G F Em Dm G F Em Dm
O que? O que?
G F Em Dm
Amor de crocodilo descendo o Rio Nilo
G F Em Dm
Amor de crocodilo descendo o Rio Nilo
(Dm7 C Dm7 C)
Dm7
A Europa está um tédio
C
Vamos transar com estilo
Dm7
Nós só temos um remédio
C
Descendo o Rio Nilo
Dm7
Descendo o Rio Nilo
C Dm7
Eu fico pensando no que você faria
C
Se tivesse visto aquilo
G F Em Dm G F Em Dm
O que? O que?
G F Em Dm
Amor de crocodilo descendo o Rio Nilo
G F Em Dm
Amor de crocodilo descendo o Rio Nilo
(Dm7 C Dm7 C)
Dm7 C
Estou ouvindo tambores, tremores
Dm7 C
Vindos da África
Dm7
Canibais passando fome
C Dm7
Cadê o Dr. Livingstone?
Dm7 C
Estou ouvindo tambores, tremores
Dm7 C
Vindos da África
Dm7
Canibais passando fome
C Dm7
Cadê o Dr. Livingstone?
Marcadores: capital inicial, cifra, letra
B C A B
Cuidado, pessoal, lá vem vindo a veraneio
B C A B
Toda pintada de preto, branco, cinza e vermelho
E F D E
Com números do lado, dentro dois ou três tarados
B C A B
Assassinos armados, uniformizados
G A B D
Veraneio vascaína vem dobrando esquina
(B A C B) 4x - solo 02
B C A B
Porque pobre quando nasce com instinto assassino
B C A B
Sabe o que vai ser quando crescer desde menino
E F D E
Ladrão pra roubar, marginal pra matar
G A
Papai eu quero ser policial quando eu crescer
(B A C B) 4x - solo 03
B C A B
Cuidado, pessoal, lá vem vindo a veraneio
B C A B
Toda pintada de preto, branco, cinza e vermelho
E F D E
Com números do lado, dentro dois ou três tarados
B C A B
Assassinos armados, uniformizados
G A B D
Veraneio vascaína vem dobrando esquina
(B A C B) 4x - solo 04
B C A B
Se eles vem com fogo em cima, é melhor sair da frente
B C A B
Tanto faz, ninguém se importa se você é inocente
E F D E
Com uma arma na mão eu boto fogo no país
G A
E não vai ter problema eu sei estou do lado da lei
(B A C B) 4x - solo 05
B C A B
Cuidado, pessoal, lá vem vindo a veraneio
B C A B
Toda pintada de preto, branco, cinza e vermelho
E F D E
Com números do lado, dentro dois ou três tarados
B C A B
Assassinos armados, uniformizados
G A B D
Veraneio vascaína vem dobrando esquina
G A B D
Veraneio vascaína vem dobrando esquina
G A B D D
Veraneio vascaína vem dobrando esquinaMarcadores: capital inicial, cifra, letra
Carlinhos Vergueiro (Carlos de Campos Vergueiro), compositor e cantor, nasceu em São Paulo-SP em 27/3/1952. Até os 12 anos estudou piano com o avô, o pianista Guilherme Fontainha; foi também aluno de Osvaldo Lacerda (composição musical) e Tumiko Kavanani (teoria musical). Começou a compor pelos 16 anos, quando já tocava violão. Marcadores: cantor, carlinhos vergueiro, compositor

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Capinam (José Carlos Capinam) nasceu em Esplanada, Bahia, e é considerado um dos grandes letristas de sua geração, tendo participado ativamente do movimento tropicalista no fim da década de 60. Poeta desde a adolescência, mudou-se para Salvador aos 19 anos, onde iniciou o curso de Direito, na Universidade Federal da Bahia.Marcadores: capinam, compositor, edu lobo, festivais da mpb
Alfredo Português (Alfredo Lourenço), compositor, nasceu em Portugal no ano de 1885 e faleceu no Rio de Janeiro RJ em 10/9/1957. Marinheiro mercante, quando vivia em Portugal era fadista no bairro da Alfama, em Lisboa.
Veio para o Brasil como contratado da Marinha Mercante Brasileira, indo morar em Santo Antônio, bairro do Morro da Mangueira, no Rio de Janeiro, onde logo começou a freqüentar rodas de sambistas.Por volta de 1936, adotou Nelson Matos (que mais tarde seria conhecido como Nelson Sargento) como afilhado, que na época tinha 12 anos. Com ele começou a freqüentar a extinta escola Unidos da Mangueira, para a qual passou a comporem parceria com Moçoró. Nessa época já era conhecido como Alfredo Português.
Em 1941 atuava no programa A Voz do Morro, de Paulo Roberto, na Rádio Cruzeiro do Sul, do qual participavam também Cartola e Paulo da Portela, que conhecera na escola de samba Lira do Amor, do subúrbio carioca de Bento Ribeiro.
Por volta de 1947, convidado por Carlos Cachaça, foi para o G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira, tornando-se seu compositor. Em 1948 compôs Rio São Francisco, em parceria com seu afilhado, Nelson Sargento, e em 1950, com o mesmo parceiro, fez Apologia dos mestres.
O samba-enredo, homenagem de Mangueira a Miguel Couto, Osvaldo Cruz, Rui Barbosa e Ana Néri, não chegou a ser cantado na avenida. Uma semana antes do Carnaval, a direção da escola resolveu alterar o enredo, que passou a ser Saúde, Lavoura, Transporte e Educação, para o qual foi composto outro samba que acompanhou o desfile da Mangueira.
Em 1954, compôs o samba-enredo Aspectos do Rio e, em 1955, ainda com Nelson Sargento, fez Cântico à natureza, grande sucesso da escola, gravado por Jamelão, na Continental. Essa música seria regravada, mais tarde, ainda por Jamelão e, mais recentemente, por Renata Lu, sendo aclamada, em 1975, como um dos dez melhores sambas da escola.
Autor de muitos sambas, a maioria inédita em disco e só conhecida nos morros, era pintor de profissão. Obras: Apologia dos mestres (c/Nelson Sargento), samba-enredo, 1950; Aspectos do Rio, samba-enredo, 1954; Cântico à natureza (c/Nelson Sargento), samba-enredo, 1955; Rio São Francisco (c/Nelson Sargento), samba-enredo, 1948.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora / PubliFolha.
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Um dos mais famosos programas musicais do rádio brasileiro. Um Milhão de Melodias estreou no dia 6 de janeiro de 1943 e foi um marco importante no processo de alienação cultural dos brasileiros através da música.Marcadores: artigo, radio, um milhao de melodias

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O samba baiano teve em Batatinha o seu maior poeta e compositor de mais de 100 canções. O gráfico aposentado Oscar da Penha, ou melhor "Batatinha", faleceu em Salvador, em 3/01//97, aos 72 anos, sem nunca ter conseguido em vida o sucesso relativo à qualidade da sua obra. Apenas teve registrado dois álbuns em toda sua trajetória artística.Marcadores: batatinha, batatinha biografia, compositor, samba
Carlos José (Carlos José Ramos dos Santos), cantor e compositor, nasceu em São Paulo SP em 22/9/1 934. Filho de um funcionário público e irmão do violonista Luís Cláudio Ramos, em 1939 transferiu-se com a família para o Rio de Janeiro RJ, indo morar no bairro de Santa Teresa. Marcadores: cantor, carlos jose, compositor

Numa noite de 18 de julho de 1915, na cidade de Rio Bonito, Estado do Rio de Janeiro, a aramista e trapezista Elisa Savalla, durante uma apresentação noturna no Circo Peruano, sente as primeiras dores do parto. O seu marido, Lázaro Gomes, em pleno picadeiro, pede para ela descer do arame. Assim, num barraco de circo, nasce George Savalla Gomes, mais conhecido como Carequinha. Logo após o parto, seguindo uma bela tradição circense, ele recebe dos artistas os primeiros dos muitos aplausos, que se tornariam uma constante em sua vida.
O pai, que largou a batina pela atriz circense, morreu quando Carequinha tinha dois anos. Sua mãe casou-se novamente, com Ozório Portilho. Aos cinco anos, na cidade de Carangola, Minas Gerais, sua família trabalhava no Circo Peruano de seu avô, José Rosa Savalla, quando o padrasto Ozório, após alguns ensaios, colocou uma careca no pequeno menino e disse: “Hoje você vai entrar ( no picadeiro ) carequinha" e profético determinou que “de agora em diante você será o Carequinha”. Naquela ocasião tinha um palhaço que se chamava Careca e não podiam existir dois palhaços com nomes iguais. Então, dos cinco anos em diante, ele nunca mais deixou de ser o Carequinha.
Devidamente batizado, o contato com o público foi imediato e pouco a pouco transformou seu caminho em sinônimo de alegria. Foram muitas viagens pelo Brasil, com o Circo Peruano, da família Savalla, depois o Circo Ocidental (comprado pelo padrasto ), sendo palhaço oficial do circo aos 12 anos, o Atlântico e o Olimecha, até chegar no Rio de Janeiro o Circo Alemão Sarrazani.
Isso foi em 1951. Eles queriam uns palhaços brasileiros e Carequinha e o companheiro Fred tornaram-se então uns dos raros palhaços do Brasil contratados por um circo estrangeiro. O circo era uma bola de alumínio, uma coisa extraordinária, para o veterano palhaço que nunca tinha aquilo. O circo ficou três meses defronte da Central do Brasil e depois, com Carequinha e Fred, foi para São Paulo. Os dois palhaços ficaram 4 meses e meio nesse espetáculo.
Naquela época o circo também era teatro, como relembra o palhaço: “Eu era o galã, rapaz novo, fazia o palhaço na primeira parte e depois o galã das peças. O circo tinha palco, a primeira parte era no picadeiro e a segunda no palco, levava aqueles dramalhões". Foi na segunda parte que Carequinha conheceu o grande companheiro Fred, um alfaiate que nas horas vagas trabalhava em teatros dos subúrbios carioca.
Depois, radicado na cidade de São Gonçalo, Rio de Janeiro, Carequinha optou por apresentar-se fora do circo, na qual as apresentações eram diárias. Carequinha gostava de fazer três, quatro, cinco apresentações por semana. Então, ele se limitou a fazer shows de aniversários, clubes e viagens para o interior do país.
Ele representou o nosso país quatro vezes no Exterior, ganhando uma medalha de ouro na Itália como o Palhaço Moderno do Mundo. O recebimento da medalha ocorreu na Cidade de Campione D’itália, credenciado ao concurso pela Superintendência do IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro, para representar o Brasil no I Festival Internacional de Clow, que foi realizado nos dias 13 e 14 do mês de dezembro de 1964, disputando com palhaços de 20 países. Também esteve em Portugal, na América do Norte duas vezes, na Argentina e no Reino Unido.
Em certa ocasião, enquanto viajava de avião para Florianópolis, o diretor de um show passou um rádio para o avião em que se encontrava Carequinha pedindo que ele descesse maquiado porque tinha umas três mil pessoas no aeroporto esperando para vê-lo. Neste dia, ele recebeu a chave da cidade num carro do Corpo de Bombeiro e foi até o centro da cidade para o primeiro show numa praça que estava lotada.
A mesma receptividade ocorreu em Porto Alegre e Portugal. A partir do convite de Getúlio Vargas para apresentar o seu circo para seus filhos no Palácio do Catete, Carequinha passou a ser considerado o Palhaço dos Presidentes. Os seus shows eram quase que obrigatórios para todos os presidentes da República, desde de Getúlio Vargas passando por JK incluindo os Generais do governo militar. Ele tomou parte da inauguração da Praça dos Três Poderes, na então recém criada Brasília (1960), convidado pelo amigo Juscelino Kubitschek.
Durante suas viagens de trabalho, Carequinha encontrou tempo para namorar e casar-se. “O Circo Ocidental foi a Poços de Caldas, Minas Gerais ( 1940 ). Lá, eu me casei e depois voltamos para São Gonçalo. Minha esposa, Elpídia, era professora e gostou do Carequinha. Eu bem que lhe contei como era a minha vida. Mesmo assim ela decidiu se casar comigo”.
Carequinha também tinha tempo para os estudos, tendo estudado até o 3o ano da faculdade de Direito. Desde criança, sua mãe o matriculava na escola de cada cidade por onde o circo passava. Assim foi sua vida escolar.
O rádio estava em sua Época de Ouro. Carequinha integrou o elenco do Programa Barbosa Júnior, na Rádio Mayrink Veiga ( RJ ), e do show de variedades de César de Alencar, na Rádio Nacional ( RJ ). Trabalhou ao lado de cantores como Francisco Alves, Emilinha Borba e Ângela Maria. As músicas interpretadas por Carequinha, Fanzóca do Rádio ( brincadeira com as fãs de Emilinha Borba ) e A Burrinha foram as mais tocadas nos carnavais de 1958 e 1960, respectivamente.
Além das marchinhas carnavalescas, Ele gravou várias músicas infantis, muitas acompanhado pelo flautista Altamiro Carrilho e sua bandinha. Em 1962, com Carrilho, Carequinha gravou O Bom Menino ( “O Bom Menino não Faz Pipi Na Cama/ O Bom Menino não Faz Mal-criação/ O Bom Menino Vai Sempre a Escola....” ) que vendeu 2 milhões e 500 mil cópias.
Ele foi o primeira a gravar a música de roda Atirei o Pau no Gato, além de outras velhas cantigas infantis. O jornal Folha de São Paulo publicou certa vez que Carequinha foi o primeiro a gravar um rock infantil no Brasil: O Rock do Ratinho. No início da década de 80, Carequinha, juntamente com Pelé, participou do primeiro disco de Xuxa Meneghel: O Clube da Criança. Ao todo ele gravou 27 LP’s e 184 compactos, mas poucos sabem que ele foi um seresteiro.
Fonte: O Palhaço Carequinha
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