sábado, novembro 22, 2008

Eu te amo meu Brasil



Eu te amo meu Brasil (marcha, 1970) - Dom (Eustáquio Gomes de Farias) - Intérprete: Os Incríveis
F                     C
As praias do Brasil ensolaradas cha la la la
                          F
O chão onde o país se elevou cha,la,la,la
  Bb                F
A mão de Deus abençoou
                                  D7    G7 C
Mulher que nasce aqui tem muito mais amor
   F                             C
O céu do meu Brasil tem mais estrelas cha,la,la,la
                              F
O sol do meu país mais esplendor cha,la,la,la
  Bb                F
A mão de Deus abençoou
                G7                  C
Em terras brasileiras vou plantar amor

(refrão)
        F          D7          Gm         
Eu te amo meu Brasil, eu te amo                 
         C7                     F            C7  
Meu coração é verde, amarelo, branco, azul anil 
       F           D7          Gm                   
Eu te amo meu Brasil, eu te amo                 
           F            C7         F             
Ninguém segura a juventude do Brasil   

    F                             C
As tardes do Brasil são mais douradas cha,la,la,la
                            F
Mulatas brotam cheias de calor cha,la,la,la
   Bb               F
A mão de Deus abençoou
                           D7      G7 C
Eu vou ficar aqui porque existe amor
    F                          C
No carnaval os gringos querem vê-las cha,la,la,la
                           F
No colossal desfile multi-cor cha,la,la,la
   Bb               F
A mão de Deus abençoou
                G7                  C
Em terras brasileiras vou plantar amor

(refrão)

  F                        C
Adoro meu Brasil de madrugada cha,la,la,la
                                 F
Nas horas que eu estou com meu amor cha,la,la,la
  Bb                F
A mão de Deus abençoou
                           D7      G7 C
A minha amada vai comigo aonde eu vou
    F                           C
As noites do Brasil tem mais beleza cha,la,la,la
                            F
A hora chora de tristeza e dor cha,la,la,la
     Bb            F
Porque a natureza sopra
                G7                       C
E ela vai se embora enquanto eu planto amor

(refrão)


Andorinha

Dalva de Oliveira
Andorinha (marcha/carnaval, 1946) - Haroldo Barbosa e Herivelto Martins

Disco 78 rpm / Título: Andorinha / Autoria: Barbosa, Haroldo (Compositor) / Martins, Herivelto (Compositor) / Dalva de Oliveira (Intérprete) / Francisco Alves (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1945 / Nº Álbum 12660 / Lado A / Lançamento: 1946 / Gênero: Marcha /

Andorinha
Teu verão está longe
Longe está o meu amor
Eu canto, eu choro
E a saudade me traz
Andorinha
Bailarina serena
A saudade de alguém que partiu
Como andorinha que fugiu

Bailarina serena que traça no espaço
Uma doce esperança
Esperança brejeira que traz
A saudade primeira
De alguém que partiu
Andorinha feliz
Que o destino não quis
Devo me conformar
Sou andorinha ferida na estrada da vida
Não posso voar

Boca negra

Boca negra (marcha/carnaval, 1949) - Antônio Almeida e Alberto Ribeiro

Disco 78 rpm / Título da música: Boca negra / Autoria: Ribeiro, Alberto, 1902-1971 (Compositor) / Almeida, Antônio (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Orquestra Tabajara (Acompanhante) / Araújo, Severino (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1948 / Nº Álbum 15980 / Lado A / Data de lançamento: 1949 / Gênero musical: Marcha /

Boca-Negra deixou a maloca
Saiu da toca
E veio ao Rio passear
Chegou, olhou, provou mas não gostou
Seu Carioca, pra maloca eu vou voltar

[2x]

Lá na minha tribo é bem melhor do que aqui
Vivo cantando o Guarani
Trá-lá-lá-lá-lá
Pra viver assim de tanga
Eu vivo lá!

Can-can no carnaval



Emilinha Borba
Can-can no carnaval (marcha/carnaval, 1966) - Carlos Cruz e Haroldo Barbosa - Interpretação de Emilinha Borba

Tem francesinha, no salão
Tem francesinha, no cordão
Ela é um sonho de mulher
Vem do Folie Berger.

Ulá, lá, tre biam
Maestro ataca o Can-Can
Ulá, lá, tre biam
Maestro ataca o Can-Can.

(bis)



Catarina

Carlos Galhardo
Catarina (marcha/carnaval, 1940) - Roberto Martins e Osvaldo Santiago

Disco 78 rpm / Título da música: Catarina / Autoria: Santiago, Osvaldo, 1902-1976 (Compositor) / Martins, Roberto (Compositor) / Carlos Galhardo, 1913-1985 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1939 / Nº Álbum 34508 / Lado A / Gênero musical: Marcha /

Eu fiz com a Catarina
Um negócio da China
Vendi meu bangalô
Que herdei do meu avô
Ó Catarina! Ó Catarina!
Se moro nele é porque você chamou

Catarina me deu jantar
Catarina me deu amor
Catarina não quer que eu pense em trabalhar
Catarina já prometeu
Que será novamente meu
O bangalô que ela veio me comprar

Choro do bebê




Orlando Silva
Choro do bebê (marcha/carnaval, 1955) - Maria Gomes e Eratóstenes Frazão - Interpretação: Orlando Silva

Casamento é bom
É, é, é
Mas o que chateia
É o choro do bebe.

(bis)

Dandá-dandá
Dandá pra ganhar tem tem
Ai, que belezinha
Que gracinha de neném
Dandá-dandá
Dandá pra ganhar tem tem
Ele chora ele grita
Ele apita como trem.

Cidade brinquedo

Orlando Silva
Cidade brinquedo (marcha/carnaval, 1939) - Silvino Neto e Plínio Bretas

Disco 78 rpm / Título: Cidade brinquedo / Autoria: Bretas, Plínio (Compositor) / Silvino Neto (Compositor) / Orlando Silva (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 09/05/1939 / Nº Álbum 34466 / Lado B / Lançamento: 08/1939 / Gênero: Marcha

O Cristo Redentor é uma medalha pequenina
No rosário imenso da colina
Bonecas delicadas, quase todas moreninhas
Alegram tuas ruas, qual um bando de andorinhas

Rio, és pequeno para os olhos meus
Olhos que veneram os encantos teus
Adoro o teu céu da cor anil
És cidade brinquedo
No bazar do meu Brasil.

Coitado do Abdala




César de Alencar
Coitado do Abdala (marcha/carnaval, 1954) - Haroldo Lobo e Milton de Oliveira - Interpretação: César de Alencar

Rala, rala, rala
Coitado do Abdala.

(bis)

Sobe e desce o morro
Carregando a sua mala
Chega o fim do mês
Ninguém paga o Abdala.

Pra comprar fiado
Todo o mundo quer comprar
Mas no fim do mês
Como é duro de cobrar. ( oi )

Colibri

Odete Amaral
Colibri (marcha/carnaval, 1937) - Ary Barroso

Disco 78 rpm / Título da música: Colibri / Autoria: Barroso, Ary (Compositor) / Odete Amaral (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1936 / Nº Álbum 34120 / Gênero musical: Marcha /

Assim como o colibri - i, i, i, i, i,
Que vai de flor em flor - ô, ô, ô, ô,
Pelo meu jardim
Você também vai
De amor em amor
Não sobra nem um tiquinho pra mim

Pelo amor de seu amor
O meu coração
Tem sofrido em vão
Agora posso acreditar
Que o seu maior prazer
É me ver penar.

sexta-feira, novembro 21, 2008

Desfolhei a margarida




Mário Augusto
Desfolhei a margarida (marcha/carnaval, 1961) - Elzo Augusto e J. Saccomani - Intérprete: Mário Augusto

Desfolhei a Margarida
Pra ver se meu bem me quer
Desfolhei a Margarida
Margarida, mal me quer.

Ai... Margarida
Margarida meu amor
Ai... Margarida
Quero ser teu beija-flor.



Israel



Israel (marcha/carnaval, 1973) - João Roberto Kelly e Rachel - Interpretação: Emilinha Borba

Israel,
Israel,
Uma canção, uma lágrima,
Israel.

Um violinista no telhado,
Tocando a canção que vem do céu,
Meu sentimento, minha saudade,
Israel....


Marcha do tambor

Marlene
Marcha do tambor (marcha/carnaval, 1954) - Hianto de Almeida, Jurandyr Prates e Evaldo Rui

Disco 78 rpm / Título da música: Marcha do tambor / Autoria: Rui, Evaldo, 1913-1954 (Compositor) / Almeida, Hianto de (Compositor) / Prates, Jurandir (Compositor) / Marlene (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Gnattali, Radamés (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, Outubro/1953-Janeiro/1954 / Nº Álbum 16892 / Lado B / Gênero musical: Marcha /

Zé Pequeno
Era um soldado de morte
Batia na mulher
E no tambor.

Era pequeno
Mas sempre deu sorte
Com mulher
Com mulher
De qualquer cor.

Desfilando em parada
Pequenino enganador
Todo mundo se espantava
Com o tamanho do tambor.

Tão pequenino
Com um tambor tão grande
Tão pequenino
Com um tambor tão grande
Tão pequenino
Com um tambor tão grande....

Marcha do Kung-Fu

Djalma Dias
Marcha do Kung-Fu (marcha/carnaval, 1975) - Brasinha - Intérprete: Djalma Dias

Kung, Kung, Kung, Kung-Fu
Chinês valente
Homem pra chuchu
Kung, Kung, Kung, Kung-Fu
Quando ele briga
Pula mais que um Canguru
A sua filosofia
É fazer o bem a quem puder
O Kung só está errado
Porque não é ligado em mulher.

Kung, Kung, Kung, Kung-Fu
Chinês valente
Homem pra chuchu
Kung, Kung, Kung, Kung-Fu
Quando ele briga
Pula mais que um Canguru
A sua filosofia
É fazer o bem a quem puder
O Kung só está errado
Porque não é ligado em mulher...

Não faz marola




Jorge Goulart
Não faz marola (marcha/carnaval, 1958) - Antônio Almeida e José Batista - Interpretação: Jorge Goulart

Ê, ê
Ê, á
Não faz marola
Pra canoa não virar.

Ê, ê
Ê, á
Não faz marola
Pra canoa não virar.

Marinheiro, marinheiro
Toma cuidado com o mar
A vida é tão boa
Viaja na proa
Não faz marola
Pra canoa não virar...

O doutor não gosta

"Na década de 50, houve, no Rio, um delegado arbitrário – com isso quero dizer que ele fugindo à regra, era muito arbitrário, brutal mesmo – que tinha como uma das suas atitudes mais gratas agredir prostitutas, espancando-as com requinte de crueldade. Metido a moralista, baixou norma que era proibido rapazes dirigirem gracejos às moças. Dirigir piada, como se dizia na época. Por aquela época foi instituído o princípio que para ser delegado era exigido o diploma de bacharel em direito, por essa via, doutor era sinônimo de delegado.

Ora, todos sabemos, que há gracejos e gracejos. Alguns envaidecem as mulheres outros são grosseiros; outros ainda são de um mau gosto a toda prova. Entretanto, comportamento humano não se combate com leis, mas com educação, porém o doutor Padilha – esse era seu nome – queria educar a população na pancada. Suas arbitrariedades foram toleradas por algum tempo pelas autoridades que lhe eram superiores, até que ele caiu no ridículo, como essa marchinha de carnaval..."

O doutor não gosta (marcha/carnaval, 1952) - Arnô Provenzano e Otolindo Lopes - Interpretação de Risadinha



Não se pode mais mexer
Com uma mulher
O Doutor não gosta
O Doutor não quer
A cadeia para o inconveniente
Mas será gozado
Se a mulher mexer com a gente.

Que branco bonito
Que morenão
Que preto frajola
Que mulatão
Desse jeito, minha gente
É um chuá
O homem ir passando
E a mulher assoviar (assovio!).


Fonte: Valença Agora Online - Notícias

O soro e os velhinhos

Linda Batista
O soro e os velhinhos (marcha/carnaval, 1950) - Haroldo Lobo e Milton de Oliveira

Disco 78 rpm / Título da música: O soro e os velhinhos / Autoria: Lobo, Haroldo (Compositor) / Oliveira, Milton de, 1919-1986 (Compositor) / Linda Batista, 1919-1988 (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1949 / Nº Álbum 800631 / Lado A / Lançamento: 1950 / Gênero musical: Marcha /

Quá, quá, quá, quá
O sôro, vai ser um maná
Os velhos, velhinhos
Vão ser outra vez brotinhos.

(bis)

Tem velhos assim na fila
Doidinhos pro soro chegar
Cansados e aposentados
Querendo outra vez brilhar.

O velho gagá




Jackson do Pandeiro
O velho gagá (marcha, 1961) - Almira Castilho e Paulo Gracindo - Interpretação de Jackson do Pandeiro

O velho gagá já deu o que tinha que dar
O velho gagá já deu o que tinha que dar

(bis)

O velho gagá gagueja
No baile do Municipal
Quando arranja um broto
Que parece uma pimenta
O velho se arrebenta
E noutro dia passa mal....

O velho gagá já deu o que tinha que dar
O velho gagá já deu o que tinha que dar

(bis)



sábado, novembro 15, 2008

Pescador



Pescador (marcha/carnaval, 1953) - Haroldo Lobo e Milton de Oliveira - Intérprete: Quatro Ases e um Coringa

Domingo é dia, de pescaria, oi
Lá vou eu, de caniço e samburá
Maré tá cheia
Fico na areia
Porque na areia dá mais peixe, que no mar.

(bis)

Todo bom pescador, ama o sol
Todo bom pescador, pesca em pé
Não precisa pescar de anzol
É só com os olhos, feito, jacaré... é.

Pó-de-mico



Emilinha Borba
Pó-de-mico (marcha/carnaval, 1963) - Dora Lopes, Renato Araújo e Arildo de Sousa
Vem cá seu guarda
Bota pra fora este moço
Que está no salão brincando
Com pó de mico no bolso

Vem cá seu guarda
Bota pra fora este moço
Que está no salão brincando
Com pó de mico no bolso

Foi ele
Foi ele sim
Foi ele quem jogou o pó em mim
Foi ele
Foi ele sim
Foi ele quem jogou o pó em mim


Twist no carnaval

Twist no carnaval (marcha/carnaval, 1963) - João de Barro e Jota Júnior 

Disco 78 rpm / Título: Twist no carnaval / Autoria: João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Jota Júnior (Compositor) / Marlene (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, Janeiro/1963 / Nº Álbum 78178 / Lado A /

Twist, twist,
tu fostes ao Municipal
Twist, twist,
twist no carnaval

Todo mundo no twist
é vapt, vupt, vapt
A moçada não resiste
é vapt, vupt, vapt
que rififi, que futebol
quem se remexe
é minhoca no anzol.

Zum zum




Zum-zum (marcha/carnaval, 1951) - Paulo Soledade e Fernando Lobo - Interpretação de Dalva de Oliveira

Oi zum, zum, zum, zum, zum, zum, zum
Tá faltando um

[bis]

Bateu asa, foi embora, não apareceu
Nos vamos sair sem ele
Foi a ordem que ele deu

Oi zum, zum, zum, zum, zum, zum, zum
Tá faltando um

[bis]

Ele que era o porta-estandarte
E que fazia alaúza e zum-zum
Hoje o bloco sai mais triste sem ele
Tá faltando um

Boi da cara preta

Em 1959 os jornais noticiam que a ingestão de carne bovina, onde foi usado algum tipo de hormônio, pode influenciar na masculinidade dos "machões". Paquito, Romeu Gentil e José Gomes fazem sucesso no Carnaval deste ano, numa vitoriosa interpretação de Jackson do Pandeiro.

Boi da cara preta (marcha/carnaval, 1959) - Paquito, Romeu Gentil e José Gomes

Como não encontrei o vídeo, acessem esse link para escutar a música: Boi da Cara Preta

Olha o boi da cara preta
Olha o boi da cara preta
(Menino)

Olha o boi da cara preta
Olha o boi da cara preta

Coitado do Valdemar
Tá dando o que falar
Comeu carne de boi e falou fino
E deu pra se rebolar
(Que azar!)

Aladim

Aladim (marcha/carnaval, 1951) - Herivelto Martins e Raul Sampaio

Disco 78 rpm / Título da música: Aladim / Autoria: Martins, Herivelto (Compositor) / Sampaio, Raul (Compositor) / Isaura Garcia (Intérprete) / Regional (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1950 / Nº Álbum 800738 / Lado A / Gênero: Marcha /

Muita gente não conhece o Aladim
E sua lâmpada maravilhosa
Dessas lâmpadas que não se encontram em armazém
Que só ele tem
Só ele e mais ninguém

Ò egoísta oriental
Eu sou um Aladim de carnaval
Tenho uma lâmpada de funileiro
Porém lhe falta o gênio feiticeiro

Aladim, Aladim
Vem trazer esse tesouro para mim
Em troca eu lhe darei no outro carnaval
Um cabrocha, um pandeiro e um tamborim.

sexta-feira, novembro 14, 2008

A índia vai ter neném



Dircinha Batista
A índia vai ter neném (marcha/carnaval, 1964) - Haroldo Lobo e Milton de Oliveira

Disco 78 rpm / Título da música: A índia vai ter neném / Autoria: Lobo, Haroldo (Compositor) / Oliveira, Milton de, 1919-1986 (Compositor) / Batista, Dircinha, 1922-1999 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Mocambo, Indefinida / Nº Álbum 15543 / Lado B / Lançamento: Janeiro/1964 / Gênero musical: Marcha /

A índia vai ter neném!
Mais um, mais um
Mais um que vem! (bis)

Depois que vem o "baby",
Chefe pinta "baby" de urucum,
E fica a tribo toda só na boca:
Mais um, mais um, mais um! 


 

A água lava tudo




Emilinha Borba
A água lava tudo (marcha/carnaval, 1955) - Jorge Gonçalves, Paquito e Romeu Gentil - Interpretação: Emilinha Borba

Você notou
Que eu estou tão diferente
Você notou
Que eu estou tão diferente

A água lava lava lava tudo
A água só não lava
A língua dessa gente

Já vieram me contar
Que lhe viram por aí
Em lugar tão diferente

A água lava lava lava tudo
A água só não lava
A língua dessa gente.

Cacareco é o maior

Risadinha
A eleição do rinoceronte Cacareco para vereador em São Paulo, gesto que se tornou assunto em todas as rodas ao longo de todo o país, ensejou que Risadinha e José Roy compusessem a marchinha Cacareco, que, na voz do próprio Risadinha (1921 - 1976), se transformou em um dos sucessos desse carnaval.

Cacareco é o maior (marcha/carnaval, 1960) - Risadinha José Roy



Ca-ca-ca-ca-re-co
Cacareco, Cacareco é o maior
Ca-ca-ca-ca-re-co
Cacareco de ninguém tem dó

Eu encontrei o Cacareco
Tomando chope com salsicha e rabanada
Mas lá no bloco da vitória ele gritava
Aqui, Gerarda, aqui, Gerarda.




Fontes: Década de 50: Carnaval dos Cômicos; Carnaval - Escuta Isso!.

A dança do funiculí

Francisco Alves
A dança do funiculí (marcha/carnaval, 1941) - Benedito Lacerda e Herivelto Martins

Disco 78 rpm / Título: A dança do funiculi / Autoria: Lacerda, Benedito, 1903-1958 (Compositor) / Martins, Herivelto (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1941 / Nº Álbum 16680 / Gênero: Marcha /

Passei um Carnaval em Veneza
Com muitas saudades daqui
Tentei cantar a Tirolesa
A Jardineira, mas não consegui

O povo de lá só cantava
A sua canção popular
E eu vendo que nada arranjava
Entrei no cordão e comecei a cantar assim:

Iamo, iamo, iamo, iamo, iamo
Iamo, iamo, iamo, iamo, iá
Funiculí, funiculá
Funiculí, funiculá
Atacaram a Tarantela
E não quiseram mais parar!

Ai, morena

Nelson Gonçalves
Ai, morena (marcha/carnaval, 1951) - Herivelto Martins e Benedito Lacerda

Disco 78 rpm / Título: Ai morena / Autoria: Lacerda, Benedito, 1903-1958 (Compositor) / Martins, Herivelto (Compositor) / Nelson Gonçalves, 1919-1998 (Intérprete) / Trio de Ouro (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1950 / Nº Álbum 800733 / Lado A / Gênero: Marcha /

Ai, morena
Seria o meu maior prazer
Passar o Carnaval contigo
Beijar a tua boca e depois morrer

Morena nem queira saber
Se um dia isso acontecer
Serás uma rainha, mais rainha do que és
E o Rei Momo beijará teus pés!

Ali Babá

Odete Amaral
Ali Babá (marcha, 1938) - Roberto Roberti e Arlindo Marques Júnior

Disco 78 rpm / Título da música: Ali Babá / Autoria: Marques Júnior, Arlindo (Compositor) / Roberti, Roberto (Compositor) / Odete Amaral (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1937 / Nº Álbum 34269 / Lado B / Lançamento 1938 / Gênero musical: Marcha /

Ali, Ali Babá
Ali, Ali Babá
Ali Babá e seus quarenta ladrões
Formaram um bloco, iaiá
Formaram um bloco, iaiá
Para dançar uma quadrilha nos salões

Achei a chave, a chave do tesouro
Que há muito tempo eu vivo a cobiçar
É só dizer baixinho ao teu ouvido
Abre-te Sésamo que eu quero entrar.

Telefone




Roberto Menescal
Telefone (samba bossa, 1964), Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli - Intérpretes: Lúcio Alves e Sylvia Telles

Tuém tuém, ocupado pela décima vez
Tuém, telefono e não consigo falar
Tuém tuém, tô ouvindo há mais de um mês
Tuém, já começa quando eu penso em discar


Eu já estou desconfiado
Que ela deu meu telefone pra mim


Tuém tuém, e dizer que a vida inteira esperei
Tuém, que dei duro e me matei pra encontrar
Tuém tuém, toda lista quase que eu decorei
Tuém, dia e noite não parei de discar


E só vendo com que jeito
Pedia pra eu ligar


Tuém tuém, não entendo mais nada
Pra que que eu fui topar?
Trim trim, não me diga que agora atendeu
Será que eu, eu consegui agora encontrar
A moça atendeu
"Alô" 


Minha história de amor



Minha história de amor (rock, 1964) - José Messias - Interpretação: Roberto Carlos

Minha história de amor
Eu não posso nem contar
Se eu contar você vai rir
E eu sei que vou chorar

Minha história de amor
Eu não posso nem contar
Se eu contar você vai rir
E eu sei que vou chorar

Ela falava, que não me amava
Ela dizia, que não me queria
Eu penava, eu sofria
Eu chorava ela sorria
Mesmo assim eu insistia!....


quarta-feira, novembro 12, 2008

O menino das laranjas



Theo - 1966
O menino das laranjas (canção, 1964) - Theo de Barros - Intérprete: Geraldo Vandré

Menino que vai pra feira
Vender sua laranja até se acabar
É filho de mãe solteira
Cuja ignorância tem que sustentar

É madrugada, vai sentindo frio
Porque se o cesto não voltar vazio
A mãe já arranja um outro pra laranja
Esse filho vai ter que apanhar

Compra laranja, doutor,
Ainda dou uma de quebra pro senhor!
Compra laranja, laranja, laranja, doutor,
Ainda dou uma de quebra pro senhor!

Lá, no morro, o mundo acorda cedo
E é só trabalhar
Comida é muito pouca e muito a roupa
Que a cidade manda pra lavar

E já madrugada, ele, menino, vem pra feira
Tentando encontrar
Um pouco pra comer, viver até crescer
E a vida melhorar

Compra laranja doutor,
Ainda dou uma de quebra pro senhor!
Compra laranja, laranja, laranja, doutor,
Ainda dou uma de quebra pro senhor!

É madrugada, vai sentindo frio
Porque se o cesto não voltar vazio
A mãe já arranja um outro pra laranja
Esse filho vai ter que apanhar

Compra laranja, doutor,
Ainda dou uma de quebra pro senhor!
Compra laranja, laranja, laranja, doutor,
Ainda dou uma de quebra pro senhor!

Lá, no morro, a gente acorda cedo
E é só trabalhar
Comida é muito pouca e muito a roupa
Que a cidade manda pra lavar

E já madrugada, ele, menino, vem pra feira
Tentando encontrar
Um pouco pra comer, viver até crescer
E a vida melhorar

Compra laranja, doutor,
Ainda dou uma de quebra pro senhor!
Compra laranja, laranja, laranja, doutor,
Ainda dou uma de quebra pro senhor!


Nanã



Moacir Santos
Nanã (canção, 1964) - Moacir Santos e Mário Teles - Intérprete: Wilson Simonal

Esta noite, quando eu vi Nanã
Vi a minha deusa ao luar
Toda noite eu olhei Nanã
A coisa mais linda de se olhar
Que felicidade achar, enfim
Essa deusa vinda só pra mim, Nã...
E agora eu só sei dizer
Tada a minha vida é Nanã
É Nanã, é Nanã, é Nanã, é Nanã

Nesta noite dos delírios meus
Vi nascer um outro amanhã
Veio o dia com um novo sol
Sol da luz que vem de Nanã
Adorar Nanã é ser feliz
Tenho a paz, o amor e tudo o que eu quis
E agora eu só sei dizer
Toda a minha vida é Nanã
É Nanã, é Nanã, é Nanã, é Nanã 


Marcha da cegonha




José Messias
Marcha da cegonha (marcha/carnaval, 1964) - José Messias - Interpretação: Clério Moraes

Quem vai querer
Dona Cegonha tem boneca pra vender
Quem vai querer
Dona Cegonha tem boneca pra vender

Dona Cegonha / É camarada
Vende boneca / Financiada
Pra facilitar a quem comprar
Quem quiser / Tem nove meses pra pagar!

Quem vai querer
Dona Cegonha tem boneca pra vender
Quem vai querer
Dona Cegonha tem boneca pra vender


Lado a lado



Carlos Alberto
Lado a lado (bolero, 1964) - Jerônimo Bragança e Nóbrega de Souza - Intérprete: Carlos Alberto

Lado a lado meu amor mas tão longe
Como é grande a distância entre nós
O que foi que se passou
Entre nós dois que nos separou
Porque foi que os meus ideais morreram
Assim dentro de mim

Ombro a ombro tanta vez mas tão longe
Indiferença entre nós quem diria
Custa a crer que tanto amor
Tão profundo amor tenha acabado
E nós ambos sem amor lado a lado

Fomos no passado um só destino
Somos um amor desencontrado
Doidos que nós somos
Loucos que nós fomos
Não sei qual é de nós mais desgraçado 


Beijo gelado




José Augusto
Beijo gelado (bolero, 1964) - Rubens Machado - Intérprete: José Augusto

Já não sinto em teus braços
O mesmo calor / Já não sinto
Em teus lábios / O mesmo sabor

Tua voz / Já não tem a mesma ternura
Teu olhar indiferente / Me tortura
Teu carinho onde está
O teu carinho de outrora

Se já não me queres amor
Por favor / Manda-me embora
Não, / Eu não quero
Viver ao teu lado
E nem quero / Teu beijo gelado

Destruístes os sonhos meus
Vai, segue o teu caminho
Dá a outro o teu carinho
Sejas feliz / Adeus