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Inteirinha

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Inteirinha (samba-canção, 1960) - Luís Vieira
Pery Ribeiro

Quero amar você inteirinha
Abraçar você inteirinha
Viver uma vida inteirinha
De felicidade inteirinha

E em sua vida inteirinha
Repousar meu sonho inteirinho
E depois morrer inteirinho
Mas morrer risonho inteirinho

Gostoso é viver
Gostando de alguém
Gostar de quem gosta
Da gente também
Amar sem temer
O gosto de amar
Se o amor faz sofrer
Eu quero só ver
Onde vou parar

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Trapo de gente

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Orlando Silva

Trapo de gente (samba-canção, 1953) - Ary Barroso

Aconteceu
Justamente o que mais eu temia
Apesar do trabalho
Que me deu sua educação
Fui buscá-la, na triste miséria
De um barracão
Para as noites boêmias
De Copacabana
Este mundo de sonhos
E desilusão
Mas, incapaz de entender
Este prisma da vida
Procurou disfarçar na bebida
A mais torpe e cruel traição
Saia comigo
Bebia comigo
Depois
Se entregava a um amigo
Trapo de gente
Sem alma e sem coração


Pela primeira vez

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Orlando Silva

Pela primeira vez (samba, 1936)
- Noel Rosa e Cristóvão de Alencar

Pela primeira vez na vida
sou obrigado a confessar que amo alguém
Chorei quando ela deu a despedida
Ela me vendo a chorar chorou tambem
Meu Deus,faça de mim o que quiser
mas não me faça perder o amor dessa mulher

Na estação na hora de partir o trem
ela me vendo chorar chorou também
Depois fiquei olhando a janela
até sumir numa esquina o lenço dela

Se meu amor nao regressar irei também
á estação na hora de partir o trem
E nunca mais assisto a uma partida
pra nao lembrar mais aquela despedida

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Obrigado, Maria

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Orlando Silva

Obrigado, Maria (samba-canção, 1954)
- Herivelto Martins e Mário Rossi

Obrigado, Maria
Pelo bem que me fizeste chegando
Obrigado, Maria
Pelo bem que me fazes partindo

Sinto-me bem porque fico cantando
Sinto-me bem porque partes sorrindo
Obrigado, Maria
É o que mais é lindo

Obrigado, Maria
Pelo mal que podias fazer
E não fizeste
Obrigado Maria
Pelas horas de amor e de prazer
Que tu me deste

Não me importa que leves contigo
Toda minha alegria
O que desejo é que sejas feliz
Obrigado, Maria!

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Não e sim

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Orlando Silva

Não... e sim (samba, 1954) -
Altamiro Carrilho e Armando Nunes

Quando alguém me pergunta
Se ainda trago você dentro do coração
Digo que não, digo que não, que não e não

Quando alguém me pergunta
Se ainda seria capaz de te dar meu perdão
Digo que não, digo que não, digo não

Mas o que ninguém sabe
É que eu gostaria que você voltasse
Tão feliz eu seria
Se esse amor recomeçasse

Se você quisesse viver
Novamente juntinho de mim
Eu diria que sim, eu diria que sim,
eu diria que sim...

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Orlando Silva

De que vale a vida sem amor (valsa, 1954)
- Leonel Azevedo e Sá Róris

No céu azul da minha louca fantasia
Ergui castelos de ilusões e de venturas
Cheios de esplendor

Em ânsias transportei minh'alma
Aos pés do eterno criador
Pedindo em doce prece
Para abençoar o meu sincero amor

Sonhando assim viver
Com isso longe do mundo
Sem ter no coração o espinho
De um pesar negro e profundo

Fugindo da realidade
Dessa vida cheia de amargor
Eu que sempre na vida
Fui um sonhador

Porém, o vendaval cruel
Do meu destino
Em breve destruiu
Meu sonho peregrino

E hoje sou a imagem triste
De um passado de recordação
De tudo nada mais existe
Só restam mágoas no meu coração

Ó Deus fazei cessar o meu tormento
Fazendo reviver meu sonho lindo, encantador
Pois eu tenho dentro d'alma
A luz do firmamento
E de que vale a vida sem amor....

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Chora cavaquinho

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Orlando Silva

Chora Cavaquinho (samba, 1935)
- Dunga (Waldemar de Abreu)

Chora cavaquinho, chora
Chora violão tambem
que o nosso amor foi embora
deixando saudades em alguem

Quantas vezes ele cantava
alegrando o meu coração
O seu cantar redobrava
fazendo sentir o violão

E não tendo mais esperança
na morte vive pensando
parece inocente criança
o pobre cavaquinho, triste chorando

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Canta, cigana

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Orlando Silva

Canta, cigana ( valsa-canção, 1954)
- Ciro Monteiro e Dias da Cruz

Canta, canta, cigana / Canta cigana, canta
Canta, canta, cigana / Canta cigana, canta

Era assim que eu pedia / Para a cigana cantar
Aquela canção dolente / Eu ficava a contemplar
Seu bailado / Seu pandeiro / Suas mãos / Seu meigo olhar
Era assim que eu pedia / Para a cigana dançar

Canta, canta, cigana / Canta cigana, canta
Canta, canta, cigana / Canta cigana, canta

A tribo foi-se um dia / Levou a minha alegria
E os sonhos que eu sonhava / As noites de luar
E hoje na saudade / Não sonho como outrora
Meu coração soluça / Com saudade daquele cantar

Canta, canta, cigana / Canta cigana, canta
Canta, canta, cigana / Canta cigana, canta

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Aquela mascarada

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Orlando Silva

Aquela mascarada (fox-bolero, 1953)
- Ciro Monteiro e Dias da Cruz

Aquela mascarada no / carnaval passado
De olhos tentadores / ternos, sonhadores
Lábios de pecado

Na sensação de um beijo / encheu-me de desejo
Mente-se de mulher / amor feito quimera
Sol de primavera e dor

Aquela mascarada / deixou-me na retira
Na sombra querida / de uma saudade imensa
E na harmonia / dessa minha canção
Deixo a mascarada / da minha ilusão

Aquela mascarada / deixou-me na retira
Na sombra querida / de uma saudade imensa
E na harmonia / dessa minha canção
Deixo a mascarada / da minha ilusão

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Alegria

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Orlando Silva

Alegria (samba, 1937) - Assis Valente e Durval Maia

Alegria
Pra cantar a madrugada
As morenas vão sambar
Quem samba tem alegria

Minha gente
Era triste amargurada
Inventou a batucada
Pra deixar de padecer

Salve o prazer
Salve o prazer

Da tristeza não quero saber
A tristeza me faz padecer
Vou deixar a cruel nostalgia
Vou cantar noite e dia

Esperando a felicidade
Para ver se eu vou melhorar
Vou cantando, fingindo alegria
Para a humanidade
Não me ver chorar

Alegria
Pra cantar a batucada
As morenas vão cantar
Tem samba tem alegria

Minha gente
Era triste amargurada
Inventou a batucada
Pra deixar de padecer

Salve o prazer
Salve o prazer

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Zé Carioca

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Moreira da Silva

Zé Carioca (samba, 1959) - Zé da Zilda (José Gonçalves)
e Zilda do Zé (Zilda Gonçalves)

História de papagaio
Eu conheco bastante
Vou contar nesse instante uma bem interessante
Quando eu cheguei aqui
Fui tomar um café
Na Praça Tiradentes
No botequim do seu Vicente
Vi um pássaro verde
Em cima de um palanque
Que eu não conhecia
Eu perguntei a freguesia
Me disseram que era
O papagaio Zé Carioca
Professor de português
(Fala francês, italiano e até inglês, um bom freguês)
Ele ficou meu amigo,
E me levou consigo a uma gafieira
(Onde eu sambei a noite inteira)
De madrugada uma dama fuleira fez um tempo quente
E o papagaio pulou na frente
Deixa comigo que eu sou carne de pescoço
Quem mexer com meu amigo tem que mastigar um osso
Nao tenha medo isso á café pequeno eu resolvo so
(Pulou pra trás e arrancou o paletó, meu Deus que nó
eu vou fugir, pra Maceió, com minha vó)*
E, mas de repente a polícia chegou e o baile acabou
E todo mundo se pirou
E o papagaio saiu debaixo da mesa todo rasgado
Completamente depenado
Os dançarinos ficaram com pena de ver seu estado
(Disseram: coitado)
Ele saiu gingando se rebolando todo cheio de visagem
É dos pelados que elas gostam mais
É dos depenados que elas gostam mais.

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O seqüestro de Ringo

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O ciclo mais notório de continuações na música brasileira foi o dos sambas de breque de Miguel Gustavo para Moreira da Silva, em que o cantor era apresentado inicialmente como um herói de faroeste (passando depois para agente secreto e até cangaceiro!), Kid Morengueira, em gravações que pareciam capítulos de radionovela, com atores, narrador e sonoplastia. São seis os sambas: O rei do gatilho (1962), O último dos moicanos (1963), Os Intocáveis (1968), Morengueira contra 007 (1968), O Seqüestro de Ringo (1970) e Rei do Cangaço (1973).

O seqüestro de Ringo (samba, 1970) - Miguel Gustavo

Filme estrelado por: Moreira da Silva

Correu pela Itália o grito de guerra
O Ringo está preso, quem foi que prendeu
O Ringo famoso sofrendo torturas
Nas celas escuras, quase morreu

Mandaram uma carta pedindo resgate
Sua noiva tão linda tem que ser entregue
Exigem em troca montanhas de liras, procuram os tiras
E o filme prossegue

Ringo é aquele pão de ló
Que já esteve no Brasil
Dólar de prata que exibiu-se
Na buzina do Chacrinha
Criatura sem frescura
Meia porção de simpatia
Apaixonado pela Beth Faria.

Tá na Cecília aquela ilha
Onde a máfia predomina
Mão assassina, traição
Tem um canhão na sua boca
Comida pouca, sem bebida
A trinta dias maltratado
Pelos bandidos da Calábria
Mas não dá o recado.

Moreira da Silva embarcou pela Varig
Depois do apelo que o papa lhe fez
Prá ver se salvava o Ringo da morte
Cuidado Moreira!
Chegou tua vez.

Levou na garupa montanhas de liras
Falou com os bandidos na língua de gang
Salvou Juliano e já ia saindo
Com a cara feliz de quem está triunfante.

Mas os bandidos começaram a contar a dinheirama
E foram vendo que os pacotes estavam cheios de jornal
Foram no papo do Moreira e começou o tiroteio
Com estampido e ruído espacial
Tiro prá cá, tiro prá lá
Ringo só tinha uma bala
Mas não se cala é quando a bomba ia cruzando pelo ar
Atira certo, a bomba cai
Morremos todos na explosão
Esta é a razão porque eu não posso mais cantar.

Tá morto o Ringo
Grande herói
Com toda a Itália a soluçar.

Mas já no próximo domingo
Aguardem a volta de Ringo.

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O último dos moicanos

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Moreira da Silva

O último dos moicanos (samba, 1963) - Miguel Gustavo

Tinha jurado à minha mãe por toda vida
Não me meter em mais nenhuma trapalhada
Depois daquela do bandido em que o índio me salvara
Eu decidi levar a vida sossegada

Comprei um sítio e já ia criar galinhas
Quando a notícia no jornal me encheu de ódio
Um bandoleiro aprisionara aquele índio
Que me salvara no primeiro episódio
"Cuidado Moreiraaaaaaaa"

E tal viúva do bandido que eu matara
Com quem case perante o padre no local
Roubou meu sítio e fugiu para Nevada
Apaixonada por um velho marginal

E minha noiva por quem tanto eu lutara
Estava dançando em um saloon fora da linha
Como é que pode um pistoleiro aposentado
Comprar um sítio e querer criar galinhas

"pó, pó pó po´, pó ó "

Montei de novo num cavalo mais ligeiro
Em Hollywood Harry Stone me esperava
E Moacyr chamava os extras para a cena
Enquanto a câmera já me focalizava

A luta agora era com os indios Moicanos
Que pelos canos nos empurram devagar
Me disfarcei, pintei a cara e apanhei a machadinha
E com a princesa comecei a namorar

"Indio cara-pálida chamar Morengueira"
"Morengueira que não é mané vai dar no pé"

Voltei à vila e arrasei os inimigos
Salvei o índio, minha dívida paguei
Dei uma surra na viúva e minha noiva
Naquele mesmo cabaré a desposei

E assim termina mais um filme americano
Com Hollywood já meio desminliguida
Eu vou passar para o cinema italiano
Pra descansar eu vou filmar La Dolce Vita

Não filme agora que a censura está sendo proibida
Perto de mim o Mastroianni não dá nem pra partida
Sofia Loren vem chegando mas já estou de saída
Arrivederti Roma ....

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Morengueira contra 007

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O ciclo mais notório de continuações na música brasileira foi o dos sambas de breque de Miguel Gustavo para Moreira da Silva, em que o cantor era apresentado inicialmente como um herói de faroeste (passando depois para agente secreto e até cangaceiro!), Kid Morengueira, em gravações que pareciam capítulos de radionovela, com atores, narrador e sonoplastia.

São seis os sambas: O rei do gatilho (1962), O último dos moicanos (1963), Os Intocáveis (1968), Morengueira contra 007 (1968), O seqüestro de Ringo (1970) e Rei do Cangaço (1973).

Em Morengueira contra 007, além de Moreira da Silva e o agente britânico, estrelam Pelé e Cláudia Cardinale. James Bond dá um flagrante em Pelé, que beijava a estrela italiana. Moreira dá um soco em Bond e livra a cara do rei. Mais tarde, ela confessa ser apaixonada pelo sambista e diz que só esteve no Brasil para seqüestrar Pelé e evitar que ele jogasse contra a seleção inglesa.

Morengueira contra 007 (samba, 1968) - Miguel Gustavo

(Só a parte inicial do "filme")

Começa o filme com o 007 /
Saltando em Santos com a Cláudia Cardinale /
Com seu decote italiano ela é tão bela /
Que ninguém vê o James Bond junto dela /
Os dois se hospedam na concentração do Santos /
E entre tantos ninguém sabe por que é /
Que ela desfila de biquini na piscina /
E na maior intimidade com o Pelé /

A bonitinha não percebe a tabelinha /
que ele faz. Pelé controla a Cardinale /
e dá-lhe um beijo e avança mais... /
Goool do Brasil! /

(Temperamento latino é fogo...)

O James Bond nesse instante dá o flagrante /
Diz que Pelé tem pagar pelo que fez /
Então em luta corporal e o 07 /
Vai abater o jogador com um soco inglês /
Porém Moreira que assistia toda a cena /
Entra sem pena vai no 7 manda o pé....

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Malandro não vacila

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Bezerra da Silva

Malandro não vacila - Julinho


Tom: Am

Am Dm G7 C
Já falei pra você, que malandro não vacila
Am Dm G7 C
Já falei pra você, que malandro não vacila
Am Dm
Malandro não cai, nem escorrega
G7 C
Malandro não dorme nem cochila
Am Dm
Malandro não carrega embrulho
G7 C
E tambem não entra em fila

Am Dm
É mas um bom malandro
G7 C
Ele tem hora pra falar gíria
Am Dm
Só fala verdade, não fala mentira
G7 C
Você pode acreditar

Am Dm
Eu conheço uma pá de otário
G7 C
Metido a malandro que anda gingando
Am Dm G7 C
Crente que tá abafando, e só aprendeu a falar:

Am Dm
Como é que é? Como é que tá?
G7 C
Moro mano? É, chega pra cá!

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Juracy

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Juracy (samba, 1941) - Antônio Almeida e Ciro de Souza
Moreira da Silva

G                      D7
Desde o dia em que eu te vi Juracy
G
Nunca mais tive alegria
D7
Meu coração ficou daquele jeito
G
dando pinote dentro do meu peito
D7
Mas agora eu quero, eu quero saber
G
qual a sua opinião
D7
Pra resolver nossa situação
C D7 G
pode ser ou tá difícil coração

D7
Eu trabalhei durante um ano inteiro
G
pra conseguir juntar algum dinheiro
D7
fiz uma casa que é um amor
G
pois tem rádio, geladeira e ventilador

D7
Nossa casinha lá na Marambaia
B7 Em
fica a dois passos da beira da praia
C C#7 D7
e se você achar que lhe convém
C D7 G
eu lhe garanto tudo isso e o céu também

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Judia rara

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De origem humilde, as polacas trabalhavam quase sempre no baixo meretrício - locais de prostituição freqüentados por quem tinha poucos recursos. Nos cabarés e bordéis de luxo, a soberania era das francesas, que exerciam na época grande fascínio no imaginário masculino. Atentas a esse fato, algumas judias aprendiam palavras em francês para tentar melhorar de vida.

Motorista de lotação e sambista, o cantor Moreira da Silva (foto) namorou por 18 anos uma polaca: a russa Estera Gladkowicer, que chegou ao Brasil com 20 anos em 1927, foi dona de bordel no Mangue e se matou em 68, ingerindo barbitúricos.

Para ela, Moreira compôs Judia Rara: "A rosa não se compara / A essa judia rara / Criada no meu país / Rosa de amor sem espinhos / Diz que são meus seus carinhos / E eu sou um homem feliz" (Fonte: Homenagens em músicas e poemas - Aventuras na História ).

Judia rara (samba, 1964) - Jorge Faraj e Moreira da Silva


A rosa não se compara
A essa judia rara
Criada no meu país

Rosa de amor sem espinhos
Diz que são meus seus carinhos
E eu sou um homem feliz

Nos olhos dessa judia
Cheios de amor e poesia
Dorme o mistério da noite
Brilha o milagre do dia

A sua boca vermelha
É uma flor singular
E o meu desejo uma abelha
Encanto dela a bailar

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Esta noite eu tive um sonho

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De Wilson Batista é o samba-de-breque Esta noite eu tive um sonho, feita em parceria com Moreira da Silva. A composição, de 1941, foi lançado numa gravação antológica de Kid Morengueira, e ambienta o malandro em plena Alemanha da Segunda Guerra, entre Graaf Zeppelins e salsichas, com direito à possivelmente única citação do mundo do samba na língua de Goethe: Ich nag dich.

Esta noite eu tive um sonho (samba, 1941) -
Wilson Batista e Moreira da Silva

Saltei em Berlim, entrei num botequim,
Pedi café, pão e manteiga pra mim,
O garçom respondeu: não pode ser não !
Fiquei furioso e fui "hablar" ao patrão,
Que me recebeu com duas pedras na mão,
E me disse quatro frases em Alemão,
Néris disso, sou doutor em samba,
Venho de outra nação !

Tive vontade de comer uns bifes,
Ich nag dich, seu Fritz,
Não se resolve assim não,
Venho do Brasil,
Trago um presente pro senhor,
Esta ganha e esta perde,
Na voltinha que eu dou,
Já tinha ganho todos os marcos para mim,
Quando ouvi o ruído de um Zeppelin,
Eu acordei, tinha caído no chão,
Salsicha à noite, não faz boa digestão.

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Idade não é documento

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Idade não é documento (samba) -
Cyro Aguiar e Moreira da Silva

No domingo passado / eu fui tomar um banho
na Barra da Tijuca / Pra esfriar a minha cuca
puxei meu carango no buteco
eu fiz uma rango e mandei pendurar:
(-Escuta qui meu camarada eu estou escovando
no burro / chamando o pavão de meu louro)

Camisa listrada, piteira francesa e anel de doutor
pra dar mais pinta de credor
Calção rosa choque, chapéu de palinha
Que retirei do penhor
(estava dando uma de horror)

No meio da praia fui logo cercado por lindas garotas
umas gostosas outras marotas
enquanto os playboys de água na boca paqueravam de lado
(olhos de jacaré dopado)

E eu e seu Silva num papo avançado
com o seu Lapa sorrindo aquele grupo feminino
convidei a primeira para dar um mergulho na água gelada
(para acalmar minha vanguarda)

Enquanto na praia as outras pequenas se inspiravam
dizendo: -Esse Moreira é um veneno
Sai todo prosa convidei a segunda e deopis a terceira
para entrar na brincadeira beijei todas elas peguei
meu carango e sai do local
(foi um tremendo carnaval)

Enquando a moçada de longe me olhava
com água na boca
Deixei a turma quase louca
( muitos anos de vivência corpo limpo sem varizes
já enfrentei o leão da metro e com ele eu posso).

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De qualquer maneira

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Moreira da Silva

De qualquer maneira (samba, 1939)
- Ary Barroso e Noel Rosa

Quem tudo olha… / Quase nada enxerga
Quem não quebra se enverga / A favor do vento
Eu não sou perfeito / Sei que tenho de pecar
Mas arranjo sempre jeito / De me desculpar…

Eu lá na Penha agora vou "estifa"
Mas não vou como um "cacifa"
Que foi lá desacatar / Mas a força falha
Ele teve um triste fim / Agredido a navalha
Na porta de um botequim!

Pra ver a minha santa Padroeira
Eu vou à Penha de qualquer maneira
Pra ver a minha santa Padroeira
Eu vou à Penha de qualquer maneira

Faz hoje um mês que fui naquele morro
E a Juju pediu socorro / Lá na ribanceira
Toda machucada / Saturada de pancada
Que apanhou do seu mulato / Por contar boato

Meu coração bateu a toda pressa
E eu fiz uma promessa / Pra mulata não morrer...
Pela padroeira / Ela foi bem contemplada
Levantou do chão curada / Saiu sambando fagueira!

Pra ver a minha santa Padroeira
Eu vou à Penha de qualquer maneira
Pra ver a minha santa Padroeira
Eu vou à Penha de qualquer maneira

Eu vou à Penha de qualquer maneira
Pois não é por brincadeira / Que se faz promessa
E... o tal mulato / Para não entrar na lenha
Fêz comigo um contrato / Para sumir da Penha
Quem faz acordo não tem inimigo / A mulata vai comigo
Carregando o violão / E com devoção junto à santa milagrosa
Vai cantar meu samba prosa / Numa primeira audição.

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Cachorro de madame

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Cachorro de Madame - Moreira da Silva e Wilson Pires

Há cachorro que tem
Vida melhor do que a minha
Enquanto eu tomo caldo de baleia
É,seu Zé, o seu menu é galinha

Há cachorro que tem
Para dormir no macio colchão
Enquanto eu trabalho no duro, Zé pão duro
E a noite vou dormir no chão

Há dias eu não tenho no bolso
Cinco cruzeiros pra tomar um bonde
E ao passo que um cachorro tem um automóvel
Para passear não sei aonde

É por isso que eu quero ser cachorro
Agora quero ser o meu patrão
Pra quando chegar as cinco horas
Eu vou lhe esperar com latido no portão

Eu quero ter o meu reclame... Au, au, au
Vou ser cachorro de madame... Au, au, au

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Vou te abandonar

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Em março de 1930, um mês depois do sucesso de Na Pavuna, de Almirante e Homero Dornellas, Heitor dos Prazeres lança , sem grande sucesso, uma composição chamada Vou te abandonar. Ela é gravada por um conjunto nomeado “Grupo Prazeres” que apresenta flauta, violões, batucada, coro e solista e interpretado na época por Paulo da Portela.

Esta composição é um dos exemplos mais antigos de um procedimento que se tornou corrente nas gravações de samba, que é a “chamada” do coro pelo solista, no último verso da estrofe, para a retomada do refrão. Tal “chamada” se faz pela antecipação do primeiro verso do refrão. Assim, como o refrão deste samba começa com “Eu vivo...”, o solista, depois de terminar a estrofe, adiciona a frase: “Agora eu vivo...”, dando a deixa para a volta do coro.

Tal procedimento originou-se sem dúvida das necessidades práticas de disciplinar o canto em coro nas situações de ensaio ou desfiles dos blocos no carnaval. Mas ela se incorporou às normas do samba como uma espécie de pontuação musical, cantada e não apenas gritada, feita mesmo em gravações, situação que em princípio dispensa a prática de chamar a atenção do coro (fonte: Dois Sambas de 1930 e a Constituição do Gênero - Carlos Sandroni - cadernos do coloquio2001.p65).

Vou te abandonar (samba, 1930)
- Heitor dos Prazeres (Intérprete: Jorge Veiga)

Eu vivo
Perdido
Vou contar só a verdade, mas
Odete
Eu digo
Eu é que vou te abandonar (x2)

Eu sinto na verdade
Mas sou forçado a fazer assim
Esta vida é falsidade, meu bem
Ainda zombas de mim
Agora eu digo:

Eu vivo
Perdido
Vou contar só a verdade, mas
Odete
Eu digo
Eu é que vou te abandonar (x2)

Eu vou enganado
Mas essa dor, por Deus do céu
Hoje eu vivo envergonhado assim
Pobre passado cruel
Agora eu digo:

Eu vivo
Perdido
Vou contar só a verdade, mas
Odete
Eu digo
Eu é que vou te abandonar (x2)

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Senhor Comissário

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Jorge Veiga

Senhor Comissário (samba, 1945)
- Benedito Lacerda e Haroldo Lobo

Ai, senhor comissário
Roubaram meu tamborim
Venho pedir ao senhor, seu doutor
Pra fazer qualquer coisa por mim
Ai, senhor comissário
Por isso vou lhe contar tintim por tintim

Só porque deixei a porta
Do meu barracão aberta
Fizeram uma limpeza geral
Roubaram até a baiana da Mariana
E agora sem tamborim
Vou passar mal no Carnaval

Ai, senhor comissário
Roubaram meu tamborim
Eu venho pedir ao senhor, seu doutor
Pra fazer qualquer coisa por mim
Ai, senhor comissário
Por isso vou lhe contar tintim por tintim

Só porque deixei a porta
Do meu barracão aberta
Fizeram uma limpeza geral
Roubaram até a baiana da Mariana
E agora sem tamborim
Vou passar mal no Carnaval

Ai, senhor comissário
Roubaram meu tamborim
Eu venho pedir ao senhor, seu doutor
Pra fazer qualquer coisa por mim
Ai, senhor comissário
Por isso vou lhe contar tintim por tintim

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Noiva da gafieira

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O samba Noiva da gafieira, interpretado por Jorge Veiga, é dono de uma abertura instrumental singela e de uma letra que refaz os passos de um cantor casanova que é autuado por um guarda indisposto. “Essa pequena que o senhor está vendo comigo, aqui sentada, é minha namorada / Fique sabendo que entre nós dois não acontece nada”.

Mas, na delegacia, o comissário-de-dia o reconhece, pede um samba, e o liberta em tom disfarçadamente hostil: “Parece bobo, sô! Vá dando o pirandelo logo depressa!” (LP Alô! Alô! Canta Jorge Veiga com Jorge Veiga e conjunto Copacabana, 1959 - CLP . 11052).

Noiva da gafieira (samba, 1946) -
Domingos Ludovic, Guimarães Santos e Waldemar Pujol)

Fui autuado como contraventor
Na lei do meu país
Porque sou muito infeliz
Eu estava sentado
Num banco alinhado
Lá na Praça da Bandeira
Venha cá brocha faceira

Chegou seu municipa
Lançando o cassetete
Me mandou levantar
Eu disse: Ô moço, espera lá!
Que isso não são horas
De ninguém namorar

Eu me queimei e respondi
Espera lá, seu guarda
É que o senhor está muito enganado
Não seja assim tão aprovado
Fique sabendo que eu sou moço-família
E sou rapaz direito
Nunca faltei com o respeito

Esta pequena que o senhor está vendo
Aqui comigo sentada
Pois é a minha namorada
Fique sabendo que entre nós dois
Não acontece nada
Ela é sabida, é escolada

Diz que então por isso mesmo
Disse o guarda pra mim
É que eu vou lhe autuar
Chega pra mim, vamo até lá
O comissãrio-de-dia
É que vai resolver sua situação
Seu atrevido, intrujão

Ah, pelo que vejo
Você é um vago-mestre
Que nem casa tem
Vive dormindo lá no trem
Eu sou da brincadeira
Eu vim da gafieira
Minha noiva também
Eu nunca fiz mal à ninguém

Quando eu cheguei no distrito
Muito aflito
Para me justificar
Pedi, minha gente onde falar
O comissário-de-dia já me conhecia
E era um bom homem
Já ouviu falar pelo meu nome
E disse assim pra mim:
Pois vai cantando alguma coisa
Que eu quero escutar
O seu coisinha, mete lá!

Quando larguei o velho samba
Ele ficou de pernas bambas
E disse: eu vou lhe soltar
Se espiga, vá-se embora,
Vá pro China, pra Japã..
Parece bobo, sô!
Vá dando o pirandelo logo depressa!
Vâmo!

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Perdeu-se uma valise

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Perdeu-se uma valise, de Jorge Veiga com Daniel Lustoza, conta a história de uma figura que, animado com a recompensa divulgada nos jornais, decide entregar uma bolsa que encontrou com 200 mil cruzeiros. No entanto, sua honestidade é recompensada com apenas 2 cruzeiros (imagem: LP Alô! Alô! Canta Jorge Veiga com Jorge Veiga e conjunto Copacabana, 1959 - CLP . 11052).

Perdeu-se uma valise (samba, 1959)
- Jorge Veiga e Daniel Lustoza

Perdeu-se uma valise
Com 200 mil cruzeiros
Quem entregar dá-se uma boa gratificação
Não é que a soma seja bondosa
Sim, porque a valise é de estimação

Li o anúncio e fui entregar
No 1028, Rua Escobar
Apareceu um cara tão mal-encarado
Que até deu-me receio de lhe confessar

Estava numa loura muito pendurado
Miséria no meu bolso era de amargar
Abriu uma carteira deu-me dois cruzeiros
Compre um metro de cordas para se enforcar
Eu perdi a minha sogra
E quem achou veio entregar
Fiquei contrariado, não quis aceitar
Porque livrei-me de uma bomba que ia estourar
(breque)

"Dinheiro achado não tem dono
Quem mandou entregar?" (fim do breque)
É que tenho o passo do rapaz pagado
Alguém me chama de pato sem poder provar

Eu peço mil desculpas
A quem tiver me ouvindo
E quem nasceu pra ser cachorro
Há de morrer latindo

"Au, au, au, au,
Passa fora cachorro!
Vai morder a perna do Paulo Gracindo."

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Brigitte Bardot

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Brigitte Bardot (marcha / carnaval, 1961) - Miguel Gustavo

Brigitte Bardot, Bardot
Brigitte beijou, beijou
Lá dentro do cinema
Todo mundo se afobou

Brigitte Bardot, Bardot
Brigitte beijou, beijou
Lá dentro do cinema
Todo mundo se afobou

BB, BB, BB
Por que é que todo mundo
Olha tanto pra você ?
Será pelo pé ? -Não é
Será o nariz ? -Não é
Será o tornozelo ? -Não é
Será o cotovelo ? -Não é

Jorge Veiga

Você que é boa e que é mulher
Me diga então porque que é....

BB, BB, BB
Por que é que todo mundo
Olha tanto pra você ?
Será pelo pé ? -Não é
Será o nariz ? -Não é
Será o tornozelo ? -Não é
Será o cotovelo ? -Não é

Você que é boa e que é mulher
Me diga então porque que é....

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Pisei num despacho

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Pisei num despacho (samba) - Geraldo Pereira

Desde o dia em que passei
Numa esquina e pisei no despacho
Entro no samba e meu corpo está duro
Bem que procuro a cadência e não acho

Meu samba e meu verso não fazem sucesso
Há sempre um porém
Vou à gafieira
Fico a noite inteira
E no fim não dou sorte com ninguém

Mas eu vou num canto
Vou num pai de santo pedir
Qualquer dia
Que me dê um despacho
Um banho de erva e uma guia

Tenho aqui um endereço
Um senhor que eu conheço me deu
Há três dias
O mais velho é batata diz tudo na exata
É uma casa em Caxias

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Menina

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Menina - Juca Chaves



Menina, ouça o que eu digo
O meu castigo
Tive-o só por te adorar

Menina, ouça, eu te imploro
O que hoje eu choro
São preces do coração
Que só pecou por soluçar

Por ti, menina
Que eu amo tanto
Por quem meu pranto
De tombar, quase secou

Quisera, ouvir-te um dia, flor
Dizer-me: "eu te amo, amor
Como jamais, nunca se amou".

Mas que tristeza!
Tua beleza
Não deste a mim
E eu inda não sei por que tal razão

Agora eu vivo amargurado
Sem ter teu vulto ao lado
Desde jovem coração
Já caducando de paixão

Por ti, menina
Que bom seria
Se eu fosse um dia
Contemplado por um beijo teu

Assim a minha lira
Que por ti não mais suspira
Não teria o fim que teve
Pois morreu...

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Pequena marcha para um grande amor - Juca Chaves

A lua vai dormir encabulada
na passarela da madrugada
meus olhos vão sonhar sob a janela
dos olhos dela, dos olhos dela.

Meu amor, de amor se esconde
se esconde aonde por teu não vê
e o teu não vê não vê porque,
meu amor não é segredo,
morre de medo do segredo que é você.

A lua vai dormir encabulada
na passarela da madrugada
meus olhos vão sonhar sob a janela
dos olhos dela, dos olhos dela.

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Dois amigos

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Dois amigos (1960) - Ary Barroso

Vês, a noite é de luar
Vem comigo...
Vês, podemos conversar
Vem comigo...

Recordemos coisas passadas
Que embalaram meus sonhos de amor
Horas que passamos juntos, neste bar
Sem sofrer, sem chorar

Vês, no bar nada mudou
Nós mudamos
Sem querer modificamos nossas vidas
Nossas brigas foram naturais
Hoje estamos juntos outra vez amor
Batendo os copos como dois amigos
Nada mais...

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Poema do adeus

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Poema do Adeus (samba-canção, 1961) - Luís Antônio
Miltinho


E então eu fiz um bem
Dos males que passei
Fiz do amor uma saudade de você
E nunca mais amei
Deixei nos olhos teus
Meu último olhar
E ao bem do amor
Eu disse adeus

Caminho o meu caminho
E nos lugares que passei
As pedras do caminho
São o pranto que chorei
Escondo em minhas mãos
Carinhos que eram teus
E guardo tua voz
No poema do adeus

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Take Me Back To Piauí

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Take Me Back To Piauí - Juca Chaves

Hey hey, dee dee, take me back to Piauí,
hey hey, dee dee, take me back to Piauí

Adeus Paris tropical, adeus Brigite Bardot
o champanhe me fez mal, caviar já me enjoou
Simonal que estava certo, na razão do patropi,
eu também que sou esperto vou viver no Piauí!

hey hey, dee dee, take me back to Piauí,
hey hey, dee dee, take me back to Piauí

Na minha terra tem Chacrinha que é louco com ninguém
tem Juca, tem Teixeirinha, tem dona Hebe também
tem maçã, laranja e figo
banana quem não comeu,
manga não, manga é um perigo
quem provou quase morreu!

hey hey, dee dee, take me back to Piauí,
hey hey, dee dee, take me back to Piauí

Mudo meu ponto de vista, mudando de profissão,
pois a moda agora é artista
ser júri em televisão
tomar banho só de cuia
comer jaca todo mês,
aleluia, aleluia vou morrer na BR-3!

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Sou sim e daí

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Sou sim e daí - Juca Chaves

Eu sou baixinho, feio e narigudo
dizem que eu sirvo só pra dar recado
mas na verdade eu sirvo para tudo
até chifrudo eu sou se ser casado!
eu tenho chifre mas não tenho queixa,
se bem que a testa fique bem maior
até que é bom quando a mulher ns deixa,
a gente sempre arruma outra melhor.

Essa é a vida que eu sempre quis,
eu sou cornudo mais eu sou feliz,
essa é a vida que eu sempre quis,
eu sou cornudo mas eu sou feliz,

"Pode rir mas mulher quando quer trair trai mesmo,
vocês podem trancar ela dentro do armario
que ela te trai com o cabide!"

"Sábio ditado aquele de pernambuco que diz:
Água de morro abaixo, fogo de morro acima
e mulher quado quer dar ninguem segura!"

Mas infeliz é aquele que acredita
que nunca foi traído por mulher
seja ela, seja ela bonita,
mulher nos trai quando ela bem quiser
mas quem é macho e nunca foi enganado
não trocará de esposa ou de patroa
e com uma só terá sempre passado,
acreditando que ela ainda é boa.

Essa é a vida que eu sempre quis,
eu sou cornudo mais eu sou feliz,
essa é a vida que eu sempre quis,
eu sou cornudo mas eu sou feliz,

Infelizmente existem as amélias
que sendo sérias pela vida a fora
ficam com a gente até ficarem velhas,
quando já é tarde pra mandar-se embora
porém não tarda o dia da verdade,
que escapará de um grito em nossa boca
a frase amarga dessa realidade:
tira os teus seios do prato de sopa.

Essa é a vida que eu sempre quis,
eu sou cornudo mais eu sou feliz!

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Presidente Bossa Nova

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Presidente Bossa Nova (samba bossa, 1960)- Juca Chaves
Juca Chaves

Bossa nova mesmo é ser presidente
Desta terra descoberta por Cabral
Para tanto basta ser tão simplesmente
Simpático, risonho, original.

Depois desfrutar da maravilha
De ser o presidente do Brasil,
Voar da Velhacap pra Brasília,
Ver a alvorada e voar de volta ao Rio.

Voar, voar, voar, voar,
Voar, voar pra bem distante, a
Té Versalhes onde duas mineirinhas valsinhas
Dançam como debutante, interessante!

Mandar parente a jato pro dentista,
Almoçar com tenista campeão,
Também poder ser um bom artista exclusivista
Tomando com Dilermando umas aulinhas de violão.

Isto é viver como se aprova,
É ser um presidente bossa nova.
Bossa nova, muito nova,
Nova mesmo, ultra nova!

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Políticos de cordel

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Políticos de cordel - Juca Chaves

"políticos de cordel, qualquer semelhança com políticos
vivos ou mortos é mera coincidência premeditada"

Esse brasil é um puteiro a quiaína dá de novo,
pois a puta é o próprio povo,
o freguês ou é banqueiro,
comerciante ou ladrão.

Político é o cafetão, a polícia cafetina,
a imprensa a cocaína que vicia o cidadão.
Um médico é o charlatão, charlatão é o doutor,
o estudante é um professor,o professor um vilão
e o artista um marginal.

Ontem, hoje tudo igual e amanhã será o que,
se a justiça é um crupiê? Vence a banca é natural!

Afinal quem é que fez essa grande confusão?
Foi um herói português que expulsando outro francês
afundou essa nação.
Pois agora a solução é embrulha-la num jornal,
devolve-la à Portugal e depois pedir perdão.

Presidente é quem preside,
governador, quem governa.
Como aqui é uma baderna,
um cantador do nordeste disse uma frase batuta:

"Se bicudo vem de bica e se grota vem de gruta,
conforme a palavra indica, deputado vem de puta"!
Deus ajude que não morra o jeitinho brasileiro.
Somos putas então, porra, que viva o nosso putero!

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Pena preta de urubu

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Pena preta de urubu - Juca Chaves

ah! coitada dela
mente, mente pra chuchu
diz a toda gente que é donzela,
que tem um palacete em Pacaembú
isto, é presunção só dela
tentar com classe o golpe do baú,
ninguem pode ser pavão de cauda bela,
verde amarela,
se nasceu com a pena preta do urubu

É muito normal que uma menina,
queira acontecer na sociedade,
a própria vida nos ensina
que a pobreza é triste de verdade
mas a sociedade compromete,
aquilo que se chama de moral
pois quem não nasce pra manchete,
tem que ser notinha social.

Aí! coitada dela! mente, mente pra chuchu
diz a toda gente que é donzela
que tem um palacete em pacaembú
isso, é presunção só dela
tentar com classe o golpe do baú,
ninguem pode ser pavão de cauda bela,
verde amarela,
se nasceu com a pena preta do urubu.

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Nasal sensual

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Nasal sensual - Juca Chaves

Nariz, ai, meu nariz,
Como falam mal deste nasal
que é tão normal,
Ouço diariamente muita gente infeliz,
Dizer que ele é maior
do que a miséria do país,
E que ele é maior ainda que o Pelé,
Dizem até que é maior que o busto da Lolô,
Maior ainda que o sorriso do Nonô.

Nariz, ai, meu nariz,
Vende-se este apêndice
ou então se dá de graça,
Pedùnculo antiestético, grosseira massa,
Que nada tem de belo ou de poético,
E é uma desgraça o dito cujo narigão,
Ao qual só há uma solução, que é drástica,
Preciso urgentemente de uma plástica.

Perdão, Senhor, perdão,
Perdão pra tal narigão que é a sensação mais atual,
Porque se ele caísse um dia ao chão, que dramalhão,
Causaria a hecatombe universal.

Nariz, ai, meu nariz,
Ria o mundo imundo, não faz mal, eu sou feliz,
Não sabem o porquê desta felicidade,
A minha personalidade está neste nariz,
Que além de lindo, é um romântico sensual,
Pois toda vez que beija a namorada, idolatrada,
Quem chega na vanguarda é o meu nasal,
E ponto final.

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Melô da merda

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Melô da merda - Juca Chaves

Cagar é bom quando a gente está em paz
Ouvindo o nado ao som que a merda caindo faz
Caga molinho, caga durinho, caga soltinho
De qualquer jeito de qualquer maneira
Até quanto é caganera

Cagar é bom é muito bom
Cagar é bom demais
Dim, dim, dim, dim,
dim, dim,dim, dim, dim,
dim, dim, dim, dim,dim.

Tblof, Tblof, tblof,
tblof-bum, tblof-bum

Pssssss oia o gas oia o gás
oia o gas vai gas? Olha o gás

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Legalidade

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Legalidade - Juca Chaves

Constituiçao, constituição
acabou-se que tormento
já temos o parlamento falta o rei que papelão.

Que papelão, que papelão
o canhão foi superado, pois brizola,
com machado foi fazer revolução.

Revolução, revolução
foi as armas, o gaúcho
o lacerda deu o repuxo e o dennis ficou na mão.

Ficou na mão, ficou na mão
pois prendia todo mundo
o regime foi pro fundo,
marechal foi pra prisão.

Foi pra prisão, foi pra prisão
e o brizola nem deu bola,
o Jango botou cartola
e acabou a revolução.

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Jeová, Jeová

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Jeová, Jeová - Juca Chaves

Jeová, Jeová
Olhe também prá mim que estou mais pra lá do que prá cá.

Olhe pra mim menina de bikini em Cabo Frio,
Olhe pro cão vira-lata que agora se mata no Estado do Rio,
Ajude Waldick Soriano ser Sinatra nacional,
Abençoe a Maristela que pecou o Imperial.

Jeová, Jeová
Olhe também prá mim que estou mais prá lá do que pra cá.

Ajude a arrumar marido, prá linda Florinda Bulcão
Ajude esse cantor traído, receber cachê da televisão,
Ajude o senhor o strick, nosso grito perdoar,
E o pão nosso de cada dia dar lugar pro caviar.

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Dona Maria Tereza

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Dona Maria Tereza - Juca Chaves

Dona Maria Tereza,
diga a seu Jango Goulart,
que a vida está uma tristeza,
que a fome está de amargar,

E o povo necessitado,
precisa um salário novo,
mais baixo pro deputado,
mais alto pro nosso povo.

Dona Maria Tereza,
assim o Brasil vai pra trás,
quem deve falar, fala pouco,
Lacerda já fala demais.
Enquanto feijão dá sumiço,
e o dólar se perde de vista,
o Globo diz que tudo isso,
é culpa de comunista.

Dona Maria Tereza,
diga a seu Jango porque,
o povo vê quase tudo,
só o parlamento não vê,

Dona Maria Tereza,
diga a seu Jango goulart,
lugar de feijão é na mesa,
Lacerda é noutro lugar háháhá!

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Cantiga para Iara dormir e sonhar - Juca Chaves

Dorme Iara, sonha Iara
fecha os olhos, sonha em paz
dorme e sonha sobre a fronha
de algodao lilaz.

Nosso leito já desfeito
ja sem jeito de assistir
meu abraço, meu cansaço
nosso amor dormir.

Dorme Iara, sonha Iara
fecha os olhos, sonha em paz
dorme e sonha sobre a fronha
de algodao lilaz.

Nosso leito já desfeito
ja sem jeito de assistir
meu abraço, meu cansaço
nosso amor dormir.

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Caixinha obrigado

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Caixinha obrigado (samba, 1960) - Juca Chaves
Juca Chaves

A mediocridade é um fato consumado
na sociedade onde o ar é depravado
marido rico, burguesão despreocupado
que foi casado com mulher burra mas bela
o filho dela é político ou tarado
Caixinha, obrigado!

A situação do brasil vai muito mal;
Qualquer ladrão é patente nacional;
Um policial, quase sempre, é uma ilusão
E a condução é artigo racionado.
Porém, ladrão... isso tem pra todo o
Lado!
Caixinha, obrigado!

O rock'n'roll, nesta terra é uma doença,
e o futebol, é o ganha pão da imprensa
vença ou não vença, o Brasil é o maioral
e até da bola, nós já temos general
que hoje é nome de estádio municipal
Caixinha, nacional!

a medicina está desacreditada
penicilina, já é coisa superada
tem curandeiro nesta terra pra chuchu
Rio de Janeiro tá pior que Tambaú
e de outro lado, onde está o delegado
Caixinha, obrigado!

Dramalhão, reunião de deputado
é palavrão que só sai pra todo lado
Se um deputado abre a boca, é um
atentado
E a mãe de alguém é quem sofre toda vez
No fim do mês... cento e vinte de ordenado.
Caixinha, obrigado!

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Brasil já vai a guerra

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Brasil já vai a guerra - Juca Chaves

Brasil já vai a guerra, comprou um porta-avioes
um viva pra inglaterra de oitenta e dois bilhões
ahhhh! mas que ladrões

comenta o zé povinho,
governo varonil,
coitado coitadinho,
do banco do brasil
há há, quase faliu.

a classe proletária
na certa comeria
com a verba gasta diaria
em tal quinquilharia
sem serventia.

alguns bons idiotas,
aplaudem a medida,
e o povo sem comida,
escuta as tais lorotas
dos patriotas.

porém há uma peninha
de quem é o porta avião
é meu diz a marinha,
é meu diz a aviação
ahhhh! revolução!

Brasil, terra adorada
comprou um porta aviões
oitenta e dois bilhões
Brasil, oh pátria amada,
que palhaçada.

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Auto-retrato

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Auto-retrato - Juca Chaves

Simpático, romantico, solteiro,
autodidata, poeta, socialista,
da classe 38 reservista
de outubro 22 Rio de Janeiro.

Com a bossa de qualquer bom brasileiro,
possuo um sangue quente de um artista,
sou milionário,
incenso de humorista,
mas juro que estou duro e sem dinheiro.

Aqui julgo um poeta e referente,
mentira é reaçao da burguesia que não vive
e vegeta falsamente,
dando de doente, hipocrisia,
mas o meu mundo é belo e diferente,
vivo do amor ou vivo de poesia
e assim eu viverei eternamente
senão morrer por outra Ana maria.

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Atraso ou solução

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Atraso ou solução -Juca Chaves

Já meia hora atrasada
o que em ti é natural.
Até pareces, querida,
com os nossos trens da central
isto ainda acaba mal.

Não brinques assim comigo,
com este teu vem ou não vem,
não faças de estação meu coração,
nem faças o teu de trem, tá bem?

Ai, ai, amor, ai que dor
eu sinto o ar esperar
até a chuva já veio,
mas não vens, ai, por que?
quem me dera, minha amada
se tu fostes viatura
cá da nossa prefeitura
pois te dava uma pedrada
muito bem dada.

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Assim é o Rio

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Assim é o Rio - Juca Chaves

Tem muita gente roubando
muita gente enriquecendo
de modo vil, a policia vai e prende
e a justiça vem e solta
isto é o Brasil.

Os de cima tão com sede
e os de baixo tão com fome
onde se viu?
A marmita pelo meio
e o maracanã bem cheio
assim é o Rio.

Mesmo assim o pobre vai levando
vai levando, ao Deus ajuda
nada muda, nem tanta promessa
que depressa chega ao fim
como a coroa, como adelfim.

Não é fácil de aguentar
nem difícil de esquece-la
viva inflação!
Como o saco do Bernard
e a jornada nas estrelas,
não cai mais não.

São piadas ou fracassos
nossas dívidas externas?
Ninguém ri, ninguém ri
o ministro abriu seus braços
e o país abriu suas pernas
ao FMI.

Tem muita gente roubando
muita gente enriquecendo
de modo vil, a policia vai e prende
e a justiça vem e solta
Assim é o Rio, Assim é o Rio
Assim é o Rio, Assim é o Rio.

Se bicha fosse uma bala
e maconheiro um fuzil,
na guerra o Rio de Janeiro
defenderia o Brasil.

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Aquarela de sonhos

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Aquarela de sonhos - Juca Chaves

É noite, inda brilha a lua
Na rua do amor
O cenário é uma aquarela
Pintada a sonho
Tristonho de dor

E eu vejo surgir na esquina
A menina
Que vive em mim
Tão linda e divina, ao vê-la
Uma estrela
Desmaia enfim...

Tu, criança formosa
Ó rosa da perfeição!
És o meu desejo
O beijo da inspiração
Não há o que a consagre
Mas as lágrimas
Que eu já verti
São sonhos desfeitos
Dos amores feitos
Com orgulho para ti
Só para ti!

Meiga criatura
Imagem pura
Que a estética imagina
Tens, ó flor da natureza
As formas e a beleza
De uma estátua de menina!

É noite inda brilha a lua
Na rua do amor
O cenário é uma aquarela
Pintada a sonho
Tristonho de dor...

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Amor non sense

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Amor non sense - Juca Chaves

Na linha do horizonte pendurei tua saia
E a minha mão pegou na tua contra-mão
À sombra de uma dúvida eu dormi na praia
E construí meu lar na casa do botão
Levei meu olho-mágico pr’um oculista
Do teu ponto de vista fiz ponto final
No rabo do foguete eu encontrei tua pista
E enchi de novidade o furo do jornal.

Que idéia, que idéia
A lâmpada apagou a luz
O Léia, ó Léia
A Aliança do Progresso eu pus.

Mandei pintar o sete por Juarez Machado
Adormeci meu braço no leito do rio
Curei este soneto que tem pé quebrado
Tomei um caldo verde com sabor de anil
Passei a ouvir estrelas no céu de tua boca
Com a vela do meu barco iluminei o mar
Num disco de fricção gravei minha voz tão rouca
E derrubei a tarde com golpes de ar.

Que idéia, que idéia
A lâmpada apagou a luz
O Léia, ó Léia
A Aliança do Progresso eu pus.

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Ah! Se o Seu Fusca Votasse -Juca Chaves

Já foi um vice agora presidente é,
muda ministro como a taxa da inflação
bate com força a porta do seu chevrolet,
é o mauricinho enfrentando maurição.

O wolkswagen é seu sonho de regresso,
e o seu sucesso seu terninho de tercal,
só falta ordem na bandeira do progresso
e a greve é breve na polícia federal,
que por sinal ganha bem mal.

Mora sozinho, assim não se compromete,
com a namorada não namora apenas fica,
amor caipira que a imprensa reivindica,
mostra porque ainda está em pé o seu topete.

É mineirice o seu desejo não tem beijo,
faz novo plano pra manter a velha forma,
recebe um beijo enquanto come um pão de queijo,
é coisa boca mas a boca era da norma,
como diz o pavarocci no planalto nessum dorna

O presidente Itamar, como disse o Chico Anísio no ar,
o povo só tem três problemas:
café, almoço e jantar!

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A situação

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A situação - Juca Chaves

Política confusa, ninguém chega a conclusão,
um lado diz que sim, e o outro diz que não.

Feijão aumenta o preço,
cofap tem razão,
governo diz que sim,
o povo diz que não.

Se continuar assim haverá revolução,
o povo diz que sim
governo diz que não.

O parlamentarismo, é util pra nação,
governo diz que sim,
o povo diz que não.

Sairá vitorioso Francisco Julião,
o povo diz que sim,
Lacerda diz que não.

Aqui não há problemas, pra que tanta confusao?
o povo passa fome, mas Brasil é campeão!

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Mula baia

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Mula baia - Raul Torres, Serrinha e Rieli

Fazenda Belo Horizonte/ Uma tropa ali chegou/ Que vinha do Indaiá
Ali a tropa pousou/ Nego Plácido viu a tropa/ Da mula baia gostou
Criola de São Junqueira/ Fechou negócio e comprou

E foi nessa hora mesmo/ Nego Plácido falou/ Pregue o sêlo no recibo
O dinheiro ele puchou/ Botou a besta no pasto/ Êle mesmo que amansou
E no fim de quinze dias/ Na cidade ele passeou
Levou a besta na cidade/ Foi ferrar lá no ferreiro/ Lá na cidade de Franca
O povo ficou banzê/ De vêr a marcha da besta/ Pisando muito ligeira
Batia a ferragem nas pedras/ Parecia fogo de isqueiro

No lugar que ele passava/ Causava adimiração/ Nego Plácido montado
Parecia o Napoleão/ No pescoço lenço branco/ Bombacha de gorgurão
Era de marcha trotada/ Ferradura de rompão

Lá na cidade de Franca/ êle é um grande fazendeiro/ Tem fazenda com invernada
Ele é um grande boiadeiro/ No estado de Goiás/ No Triângulo Mineiro
Prá comprar treis mil cabeça/ Ele tem muito dinheiro
Na barranca do Rio Grande/ Uma boiada chegou/ Tinha quase mil cabeça
Nego Plácido comprou/ No fazer a travessia/ A correnteza levou
No meio daquele rio/ A boiada esparramou

O nego vendo o perigo/ Co'a mula baia gritou/ Atirou a baia n'água
E o laço na mão levou/ Mesmo no meio do rio/ Muitos bois ele laçou
No lombo da mula baia/ A sua boiada ele salvou.

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Do lado que o vento vai

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Do lado que o vento vai (1939) - Raul Torres e Serrinha

Adeus, morena! Eu vou
Do lado que o vento vai
Amanhã, muito cedinho,
Peço a bênção dos meus pais.

Me fizeram judiação,
É coisa que não se faz!
Adeus, morena! Eu vou,
Adeus, eu vou pro sertão de Goiás!

Na passagem da porteira
Quem achar um lenço é meu,
Que caiu da algibeira
No pulo que o macho deu.

Quando de ti me afastei,
No Riacho da Alegria,
Tanto os meus olhos choravam,
Como o riacho corria...

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Boiada cuiabana

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Boiada cuiabana (1937) - Raul Torres e Serrinha

Vou contar a minha vida
Do tempo que eu era moço
Duma viagem que eu fiz
Lá no sertão do Mato Grosso
Fui buscar uma boiada
Isto foi no mês de agosto.

Meu patrão foi embarcado
Na linha Sorocabana
Capitais da comitiva
Era o Juca Flor da Grama
Foi tratado pra trazer
Uma boiada cuiabana.

Eu sai de Lambary
Na minha besta Ruana
Só depois de 30 dias
Que cheguei em Aquidauana
Lá fiquei enamorado
Duma malvada baiana.

No baio foi João Negrão
No tordilho Severino
Zé Garcia no Alazão
No Pampa foi Catarino
A madrinha e o cargueiro
Quem puxava era um menino.

Na volta de Campo Grande
No cassino foi entrando
Uma linda paraguaia
Na mesa estava jogando
Botei a mão na gibeira
Dinheiro estava sobrando.

Ela mandou me dizer
Pra mim que fosse chegando
Eu virei e disse pra ela
Vai bebendo eu vou pagando
Eu joguei nove partida
Meu dinheiro foi andando.

De Campo Grande parti
Com a boiada cuiabana
Meu amor veio na anca
Da minha besta Ruana
Hoje eu tenho quem me alegre
Na minha velha choupana.

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Cigana

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Cigana (1937) - Raul Torres e Serrinha


A
Um dia uma cigana leu a minha mão -------
F#m dedilhado
Falou que o destino do meu coração -------
D A E
Daria muitas voltas, mas ia encontrar você
A
Eu confesso que na hora duvidei
F#m
Lembrei de quantas vezes eu acreditei
D A
Mas não dava certo, não era pra acontecer
F#m C#m
Foi só você chegar, pra me convencer
D A Ab
Estava escrito nas estrelas, que eu ia te conhecer
F#m C#m
Foi só você me olhar, que eu me apaixonei
D Bm
Valeu a pena esperar, esse é o grande amor,
E
Que eu sempre sonhei
A F#m
Vou te amar, pra sempre vou te amar
D A E
Quero seu carinho, sua boca pra beijar
A F#m
Vou te amar, pra sempre vou te amar
D A
Tudo que eu preciso, só você pode me dar

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Chorei, chorei

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Chorei, chorei (1955) - Adoniran Barbosa, J. Nunes e Raguinho

Chorei, chorei
Quando perdi
Seu grande amor

Agora volta
A me querer
Pra seu castigo
Não quero mais você

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Amor de rica

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Amor de rica (1954) - Almeidinha, Otolino Provesano e Magalhães

Eu só me caso,
Com mulher rica,
Amor de rica,
Sempre fica.

A rica quando morre,
Deixa sempre hum milhão,
Radio, geladeira,
Deixa até televisão.

A pobre quando morre,
Minha gente, é de amargar,
É a despesa do enterro,
E prestação pra se pagar....

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Trabalhar, eu não

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Trabalhar, eu não (samba/carnaval, 1946) - Aníbal Alves (Almeidinha)
Joel de Almeida

Quem quiser suba o morro
Venha apreciar a nossa união
Trabalho, não tenho nada
De fome não morro não
Trabalhar, eu não, eu não !

(bis)

Eu trabalhei como um louco
Até fiz calo na mão
O meu patrão ficou rico
E eu, pobre sem tostão
Foi por isso que agora
Eu mudei de opinião

Trabalhar, eu não, eu não !
Trabalhar, eu não, eu não !

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Embrulho que eu carrego

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Embrulho que eu carrego - Alvaiade e Djalma Mafra

Enquanto você não for eu não sossego
Você é um embrulho que eu carrego
Darei doces a Cosme e velas a Nossa Senhora
Se amanhã você me disser que vai embora

Na sua vida eu sempre fui a tábua de salvação
E você finge não entender a situação
Vai na paz, minha escurinha
Infelizmente você não pode ser minha

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O que vier eu traço

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O que vier eu traço (1926) - Alvaiade e Zé Maria

Quando eu canto meu sambinha
Batucada
A turma fica abismada
Com a bossa que eu faço
Faço, não me embaraço
Porque não há tempo
Marco o meu contra-tempo
Dentro do compasso
Quem não tiver o ritmo na alma
E nem cantando com mais calma
Faz o que eu faço
Samba-canção, samba de breque,
Batucada
Para mim não é nada
O que vier eu traço

Não tenho veia poética
Mas canto com muita tática
Não faço questão de métrica
Mas não dispenso a gramática
Não me atrapalho na música
Nem mesmo sendo sinfônica
Procuro tornar simpática
A minha voz microfônica

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Vida de Fidalga

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Vida De Fidalga - Alvaiade e Francisco Santana

Tu, que tinhas vida de fidalga
Hoje vive a pão e água
Coisa que me comoveu

Tu mudaste tanto, tanto, tanto
Que até provocas pranto
Em um homem como eu

Ao ver tua descida, feriu-me o coração
Quem passava a pão e vinho, hoje vive a água e pão
Foi tão pesado o castigo que o destino te deu
Que até provocas pranto
Em um homem como eu

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A noite que tudo esconde (1952) - Chico Santana e Alvaiade

Noite que tudo esconde
Onde está o meu amor
Estou cansado de procurar
Mas não há meio de encontrar

Noite que tudo esconde por favor
Devolva meu primeiro amor
A noite foi-se embora veio o dia
Levando minha alegria

Deixando comigo a dor
Hoje só me resta a nostalgia
Canto nessa melodia
Mais um drama de amor

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Não tive intenção

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Wilson Miranda



G Bm
Não, não tive intenção
Am7
Não vê que eu estou
D7
Te pedindo perdão

G Bm
Não, não vá me deixar
Am7
Não vê que com isso
D7
Sou capaz de chorar

G
Meu erro foi
B7
Foi te amar demais
Em
Ciúmes veio então
C Am7 D7
Pra me tirar a paz

G
Não sei porque
B7
Eu fiz você chorar
Em
Mas mesmo assim você
C Am7 D7
Não pode me deixar

G
Não...
Bm
Não vá me deixar
Am7 D7
Não vê que eu estou
G
Começando a chorar,
C Am7 D7 G
A c -h-o-r-a-r

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Wilson Miranda



Tom: A


A D
O que eu chorei por ti dá um oceano
E A
De lágrimas perdido em solidão
D
Se acreditei em ti foi um engano
A E A
Porque te ofereci meu coração
D
Alguém é sempre bobo de alguém
E A
Se amor não há entre os dois
D
Um dia me passaste para trás
A E A
Não quero mais ser bobo meu bem
D
Talvez fosse melhor se eu te esquecesse
E A
Se estou longe de ti quero voltar
D
Seria bem melhor se eu pudesse
A E A
Fugir do amor que só me faz chorar
D
Alguém é sempre bobo de alguém
E A
Se amor não há entre os dois
D
Um dia me passaste para trás
A E A
Não quero mais ser bobo meu bem

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A estrada e o violeiro

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A estrada e o violeiro - Sidney Miller



Tom: A

A E A G A
Sou violeiro caminhando só, por uma estrada caminhando só
G A C Bm A
Sou uma estrada procurando só levar o povo pra cidade só
B E A
Parece um cordão sem ponta, pelo chão desenrolado
B E A
Rasgando tudo que encontra, a terra de lado a lado
F#m C#m F#m C#m
Estrada de Sul a Norte, eu que passo, penso e peço
F#m A A7 D
Notícias de toda sorte, de dias que eu não alcanço
B E A
De noites que eu desconheço, de amor, de vida e de morte
B E A
Eu que já corri o mundo cavalgando a terra nua
B E A
Tenho o peito mais profundo e a visão maior que a sua
F#m C#m F#m C#m
Muitas coisas tenho visto nos lugares onde eu passo
F#m A A7 D
Mas cantando agora insisto neste aviso que ora faço
B E A G A
Não existe um só compasso pra contar o que eu assisto
E A G A
Trago comigo uma viola só, para dizer uma palavra só
G A C Bm A
Para cantar o meu caminho só, porque sozinho vou à pé e pó
B E A
Guarde sempre na lembrança que esta estrada não é sua
B E A
Sua vista pouco alcança, mas a terra continua
F#m C#m F#m C#m
Segue em frente, violeiro, que eu lhe dou a garantia
F#m A A7 D
De que alguém passou primeiro na procura da alegria
B E A
Pois quem anda noite e dia sempre encontra um companheiro
B E A
Minha estrada, meu caminho, me responda de repente
B E A
Se eu aqui não vou sozinho, quem vai lá na minha frente?
F#m C#m F#m C#m
Tanta gente, tão ligeira, que eu até perdi a conta
F#m A A7 D
Mas lhe afirmo, violeiro, fora a dor que a dor não conta
B E A
Fora a morte quando encontra, vai na frente um povo inteiro
E A G A
Sou uma estrada procurando só levar o povo pra cidade só
G A
Se meu destino é ter um rumo só,
C Bm A
choro em meu pranto é pau, é pedra, é pó
B E A
Se esse rumo assim foi feito, sem aprumo e sem destino
B E A
Saio fora desse leito, desafio e desafino
F#m C#m F#m C#m
Mudo a sorte do meu canto, mudo o Norte dessa estrada
F#m A A7 D
Em meu povo não há santo, não há força, não há forte
B E A
Não há morte, não há nada que me faça sofrer tanto
B E A
Vai, violeiro, me leva pra outro lugar
B E A
Eu também quero um dia poder levar
F#m C#m F#m C#m
Toda gente que virá
F#m A A7 D
Caminhando, procurando
B E A
Na certeza de encontrar

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Circo

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Sidney Miller


Tom: Dm
Intro: A D


Dm C7 C
Vai, vai, vai começar a brincadeira
A7 D
Tem charanga tocando a noite inteira
B7 Em
Vem, vem, vem ver o circo de verdade
Dm G7 C
Tem, tem, tem picadeiro de qualidade
C G7
Corre, corre, minha gente que é preciso ser esperto
C
Quem quiser que vá na frente, vê melhor quem vê de perto
A7 Dm
Mas no meio da folia, noite alta, céu aberto
E7 Am
Sopra o vento que protesta, cai no teto, rompe a lona
Dm G7 C
Pra que a lua de carona também possa ver a festa
...
C G7
Bem me lembro o trapezista que mortal era seu salto
C
Balançando lá no alto parecia de brinquedo
A7 Dm
Mas fazia tanto medo que o Zezinho do Trombone
E7 Am
De renome consagrado esquecia o próprio nome
Dm G7 C
E abraçava o microfone pra tocar o seu dobrado
...
C G7
Faço versos pro palhaço que na vida já foi tudo
C
Foi soldado, carpinteiro, seresteiro e vagabundo
A7 Dm
Sem juízo e sem juízo fez feliz a todo mundo
E7 Am
Mas no fundo não sabia que em seu rosto coloria
Dm G7 C
Todo encanto do sorriso que seu povo não sorria
...
C G7
De chicote e cara feia domador fica mais forte
C
Meia volta, volta e meia, meia vida, meia morte
A7 Dm
Terminando seu batente de repente a fera some
E7 Am
Domador que era valente noutras feras se consome
Dm G7 C
Seu amor indiferente, sua vida e sua fome
...
C G7
Fala o fole da sanfona, fala a flauta pequenina
C
Que o melhor vai vir agora que desponta a bailarina
A7 Dm
Que o seu corpo é de senhora, que seu rosto é de menina
E7 Am
Quem chorava já não chora, quem cantava desafina
Dm G7 C
Porque a dança só termina quando a noite for embora
Dm G7 C
Vai, vai, vai terminar a brincadeira
A7 D
Que a charanga tocou a noite inteira
B7
Morre o circo, renasce na lembrança
Dm G7 C Dm G7 C
Foi-se embora e eu ainda era criança

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Alvaiade

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Alvaiade (Osvaldo dos Santos), compositor e instrumentista, nasceu e faleceu no Rio de Janeiro RJ (21/11/1913—23/06/1981). Órfão de pai aos cinco anos, aos 13 sustentava a familia, como empregado numa tipografia. Interessado por música desde criança, sua primeira composição, O que vier eu traço (com Zé Maria), é de 1926.

Em 1928 deixou o pequeno bloco carnavalesco de que participava, no bairro de Osvaldo Cruz, para integrar, a convite de Paulo da Portela, a escola de samba que este dirigia. Inicialmente apresentava-se fazendo um cavaquinho de centro, acompanhando o samba, e mais tarde passou a compor para a escola. Tocava diversos instrumentos de percussão.

Além de desempenhar funções administrativas, foi também o responsável pelo lançamento de compositores como Manacéia, Walter Rosa, Candeia, Chico Santana etc. De sua obra destacam- se Marinheiro de primeira viagem (gravada por Jorge Veiga em 1961), Embrulho que eu carrego e Banco de réu, todos em parceria com Djalma Mafra, além de Vida de Fidalga (com Chico Santana), samba incluído no LP Portela passado de glória, de 1970.

Tocava cavaquinho de ouvido e apresentou-se em rodas de samba do Teatro Opinião, do Rio de Janeiro. O apelido — Alvaiade — lhe foi dado por companheiros de futebol, atividade a que esteve ligado durante muito tempo, no time da própria Portela.

Aposentado como tipógrafo e pela UBC, quando morreu seu corpo permaneceu dois dias no Instituto Médico Legal antes de ser reconhecido. Foi enterrado no dia 26 de junho de 1981, no cemitério de Irajá.

Obras

A noite que tudo esconde, samba, 1952 (c/Chico Santana); Deus me ajude (c/Estanislau Silva e Humberto de Carvalho), samba, 1943; Eu chorei (c/Alcides Loque), samba, 1940; Marinheiro de primeira viagem (c/Djalma Mafra), samba, 1961; O que vier eu traço (c/Zé Maria), choro, 1945.

CD Portela passado de glória, 1997, RGE 60942.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora / PubliFolha.

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Almeidinha

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Almeidinha (Aníbal Alves de Almeida), compositor e instrumentista, nasceu em Petrópolis RJ em 01/9/1913. Trabalhou como artista de circo, teatro e cinema, diretor de produções da Atlântida Cinematográfica e proprietário da agência Almeidinha Produções e Promoções Artísticas. Tocou diversos instrumentos de percussão e sua primeira música composta foi o samba Trabalhar, eu não, sucesso do Carnaval de 1946, na gravação de Joel de Almeida.

Em 1954, compôs a marcha Amor de rica (com Otolino Provesano e Magalhães), gravada na Continental pelos Vocalistas Tropicais. A música foi lançada no mesmo ano, mas, considerada imoral por facilitar alterações pornográficas na letra, foi retirada de circulação. Ainda em 1954, compôs com Telly Ribeiro e Agenor Lourenço o samba Tens que penar, gravado por Araci Costa, na Columbia, para o Carnaval do ano seguinte.

Em 1955 Adoniran Barbosa, J. Nunes e Raguinho utilizaram a melodia de Tens que penar para compor Chorei, chorei, gravada por Isaura Garcia. Após uma noticiada disputa judicial, os direitos autorais de Chorei, chorei foram divididos entre todos os envolvidos.

Em 1958 compôs com Tito Mendes e Elias Cortes os sambas Orelha quente e Não vou perdoar, este último incluído no filme Quem roubou meu samba, de José Carlos Burle. Criou o conjunto Embaixadores do Ritmo, que atuou durante algum tempo ma TV Tupi, do Rio de Janeiro, e a banda do Almeidinha, que se apresentou em programas de televisão com Chacrinha e Chico Anísio.

Compôs o samba Chorando sim para o filme francês O homem do Rio, de Philipe de Broca (1963), e Uma rosa para todos, para o filme italiano do mesmo nome, de Franco Rossi (1965), rodado no Brasil.

Autor de diversos sambas e marchinhas, foi gravado por Cartola (Bobagem, 1965), Oscarito (Gosto de mulher feia, 1965) e Clara Nunes (A noite (Quando cai a noite), 1968), entre outros.

Obras

Chorando sim, samba, 1963; A noite (Quando cai a noite), 1968; Uma rosa para todos, 1965; O sheik de Copacabana (c/Blecaute e Brasinha), marcha, 1967; Trabalhar, eu não, samba, 1946.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

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Henrique de Almeida

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Henrique de Almeida (Henrique Gonçalves da Silva), compositor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro RJ (10/02/1917) e faleceu em São Paulo SP (12/02/1985). Órfão de pai e mãe aos sete anos, foi criado primeiro por uma tia-avó, em Niterói RJ, onde fez o curso primário, e após a morte desta, pela avó materna, no Rio de Janeiro.

Trabalhando durante o dia e estudando à noite, aos 19 anos aprendeu o ofício de pintor de paredes, empregando-se nos hotéis Vera Cruz e Rio, situados perto da Praça Tiradentes, principal ponto de reunião dos músicos e artistas da época. Ali conheceu Zé Pretinho, Ataulfo Alves, Herivelto Martins, Wilson Batista, Donga, Nelson Cavaquinho, entre outros.

Em 1938 já era freqüentador do Café Nice, famoso quartel-general do samba, e em 1940 via a sua primeira composição gravada: Gargalhei (com Arnô Canegal e Augusto Garcez), por Carlos Galhardo, na Victor.

Instrumentista, em 1940 formou, com alguns companheiros, o conjunto Os Ritmistas, que durou dez anos. Com esse grupo, em 1941 participou pela primeira vez de uma gravação, a do samba Praça Onze (Herivelto Martins e Grande Otelo), interpretado pelo Trio de Ouro.

Em 1942, com Raul Marques, formou a dupla vocal Os Poetas da Voz, que gravou o samba É aqui (J. Correia da Silva). De 1944 a 1945, atuou como crooner com Napoleão Tavares e sua Orquestra. Integrando o conjunto Os Ritmistas, em 1947 foi para Montevidéu, Uruguai, tendo-se apresentado durante 30 dias no Teatro Solís. Nessa época atuou ao lado de Fon-Fon e sua Orquestra.

Em 1952 lançou na Rádio Guarani, de Belo Horizonte MG, o programa O Clube da Meia-Noite, que se manteve até 1957. Trabalhou ainda como locutor-animador na Rádio Mauá, do Rio de Janeiro, e nas rádios Piratininga, Marconi e Apoio, de São Paulo SP.

Foi sócio-fundador da SBACEM e membro vitalício de seu conselho deliberativo.

Obras

Baião de Diamantina (c/Rômulo Pais), baião, 1953; Balão apagado (c/José Roy e Carlos Gonzaga), marcha, s.d.; Coitadinho do papai (c/Augusto Garcez), marcha, s.d.; Exaltação à mulher (c/José Roy e José Lima), marcha, s.d.; Gargalhei (c/Arnô Canegal e Augusto Garcez), samba, 1940; Louco (Ela é seu mundo)(c/Wilson Batista), samba, 1946; Tim-tim-ó-Lalá (c/Rômulo Pais), baião, 1953.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

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Eumir Deodato

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Eumir Deodato

Eumir Deodato (Eumir Deodato de Almeida), instrumentista, compositor, arranjador e regente, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 22/6/1943. Já tocava acordeom, quando, aos 14 anos, entrou para a Academia de Mário Mascarenhas, onde estudou música com Hilda Comeira. Dedicando-se também ao piano, começou a participar de concertos e a tocar em bailes, festas de formatura, clubes e boates.

Em 1959 trocou o acordeom pelo piano e passou a fazer parte do conjunto de Roberto Menescal, atuando em shows de bossa-nova, ao mesmo tempo que começou a compor. Durante algum tempo tocou com o guitarrista Durval Ferreira e, em 1962, formou seu próprio conjunto, ao qual Roberto Menescal se integrou.

Tendo deixado o grupo, voltou a fazer arranjos, trabalhando nos primeiros discos de Marcos Valle e no Lobo bobo, primeiro sucesso de Wilson Simonal, tendo sido também arranjador free-lancer e organista exclusivo da Odeon.

Em 1964 fez os arranjos e regencia do LP Inútil paisagem, da etiqueta Forma, apresentando músicas de Tom Jobim, e também gravou o LP Os gatos, lançado pela Philips. Dois anos depois, gravou o LP Os catedráticos/ataque, pela Equipe, com Ataque (de sua autoria) e Razão de viver (com Paulo Sérgio Valle).

Em 1967 foi para New York, EUA, a convite de Luiz Bonfá, para fazer arranjos de um disco seu com Maria Helena Toledo. A seguir, fez os arranjos para o disco Beach samba
de Astrud Gilberto, ocasião em que conheceu Creed Taylor, que lhe confiou seus outros contratados: Tom Jobim, Walter Wanderley, Paul Desmond, Aretha Franklin, Frank Sinatra, Tony Benett, Roberta Flack. Nessa época voltou-se para os estilos fusion e R&B (Rhytlim and Blues). No mesmo período, passou a criar jingles de grande sucesso.

Em 1972 gravou com João Donato o LP Donato/Deodato, considerado um clássico da fusão bossa-nova/latin jazz. Com a etiqueta Equipe lançou, em 1973, os LPs Prelude, no qual fez grande sucesso seu arranjo para Assim falou Zaratustra, de Richard Strauss (1864—1949), vendendo mais de 5 milhões de cópias; e Os catedráticos/73.

De 1979 a 1983 trabalhou com sucesso com o grupo KooI and The Gang. Em sua carreira artística, já acumulou mais de 15 discos de platina.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

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Cláudia

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Cláudia (Maria das Graças Rallo), cantora, nasceu no Rio de Janeiro-RJ em 10 de maio de 1948. Foi criada em Juiz de Fora-MG onde começou a cantar aos oito anos de idade, participando de um programa de calouros na Rádio Sociedade de Juiz de Fora. Aos 13 anos, atuou como crooner do conjunto Meia-Noite, que se apresentava em festas e bailes daquela cidade.

Desenvolveu sua carreira em São Paulo-SP na década de 60, no início participando do programa O Fino da Bossa. Em 1969 venceu o I Festival Fluminense da Canção defendendo a música Razão de paz para não cantar (Eduardo Lage/ Alésio de Barros).

Participou de diversos festivais no exterior, inclusive Japão, Grécia, México e Venezuela, tornando-se mais premiada fora do Brasil. Emplacou alguns sucessos como Jesus Cristo (Roberto Carlos) e Mais de 30 (Marcos Valle/ Paulo Sérgio Valle).

O maior momento de sua carreira se deu em 1983, quando estrelou o musical Evita, uma superprodução mundial encenada em vários países e que ficou mais de dois anos em cartaz no Rio e São Paulo.

Depois de Evita, continuou se apresentando em casas noturnas e participando de shows e gravações. Tem mais de 20 discos gravados. Também conhecida como "Claudya".

Fontes: Clic Music; Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

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Célia

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Célia, cantora, nasceu em 08/09/1947 na cidade de São Paulo-SP. Aos 13 anos começou a se interessar por música. Estudou violão clássico e popular, harmonia, teoria e composição. Incentivada por diversos amigos, decidiu dedicar-se ao canto.

Em 1970, foi lançada no programa Um Instante Maestro, de Flávio Cavalcanti, obtendo grande êxito. Tanto que em 1971 já gravava seu primeiro LP na Continental, Célia, celebrado com vários prêmios. No ano seguinte, gravou novo disco, com canções como Detalhes e A hora é essa (ambas de Roberto Carlos e Erasmo Carlos) e a partir de então participou de alguns festivais da canção na Venezuela e no Uruguai.

Em 1975, lançou seu terceiro LP, com Camisa amarela (Ary Barroso), Onde estão os tamborins (Pedro Caetano) e Não há porque (Ivan Lins e Vitor Martins). Em 77 gravou o quarto LP, dedicado a renomados autores de samba, e estreou o show Por um Beijo, no Teatro Pixinguinha (SP), ficando em cartaz por seis meses.

Em 1979, excursionou pelo Brasil com o projeto Pixinguinha, ao lado de Paulo Moura. Nos anos seguintes, continuou fazendo shows em teatros e boates para seu público cativo - especialmente em São Paulo, sua cidade natal -, tais como Toda Delícia (80), Fogo, Por Favor (82), Força (83) - este ao lado de Rosa Maria e Miriam Batucada -, Vento Bravo (84), A Louca do Bordel (91), entre outros.

Nos anos 80 lançou mais dois discos. Depois, só voltaria aos estúdios em 1993, com Louca de Saudade. Em 95, estrelou o show Os Gordos Também Amam em dupla com o empresário e dublê de cantor José Maurício Machline.

No ano seguinte, comemorou 25 anos de carreira com o show Célia e Banda Son Caribe, no Espaço Vinicius de Moraes (SP), com repertório de salsas, mambos e merengues. Em 98, realizou o show Ame em dupla com o cantor Zé Luiz Mazziotti no Tom Brasil, cantando clássicos da MPB.

Ao lado do mesmo Zé Luiz, gravou em 2000 o CD Pra Fugir da Saudade (Jam), dedicado aos sambas de Paulinho da Viola.

Apesar de ter vários discos gravados, nunca obteve grandes sucessos radiofônicos, destacando-se como cantora da noite paulistana.

Fonte: Clic Music.

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Serrinha

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Serrinha (Antenor Serra), cantor e compositor, nasceu em Botucatu SP no dia 26 de Junho de 1917, e faleceu em 19 de Agosto de 1978. Aprendeu a tocar viola com Lopinho, famoso violeiro da região. Aos 15 anos já fazia serenatas e animava as festas de seu bairro. Em 1935 foi trabalhar na antiga estrada de ferro sorocabana.

Transferiu-se para São Paulo SP a pedido de seu tio, que também trabalhava na estrada de ferro, mas que se apresentava em rádios e shows. Aí se hospedou em uma das pensões no bairro de Santa Cecília, tendo como companheiro de quarto Marino Rabelo, o Caboclinho com quem formaria dupla. Tempos depois começou cantando emboladas na Rádio Cosmos, fazendo a segunda voz para Raul Torres.

No final dos anos de 1930, antes de formar definitivamente a dupla gravou ao lado de Caboclinho uma primeira música, Cavalo Zaino. Em 1937 lançou pela Odeon em parceria de Nhá Zefa as músicas A coisa mió do mundo e Coração dos meus penares ambas de sua autoria. No mesmo ano em dupla com Raul Torres gravou na Victor a moda de viola Cigana e em seguida Boiada cuiabana que se transformou em grande sucesso da dupla Tonico e Tinoco.

Ainda em 1937 formou um trio com Raul Torres e Caboclinho exclusivamente para fazer a primeira gravação de Saudades de Matão (Francana). Em 1938 a dupla foi contratada pela Rádio Record de São Paulo, lançando em disco no ano seguinte, as toadas Do lado que o vento vai e Meu cavalo zaino.

Em seguida formou o conjunto sertanejo Torres, Serrinha e Rieli, que atuou por cinco anos na Rádio Record e lançou inúmeras canções, entre as quais Chora morena, chora, Caboclo magoado, Caipira namorador, Zé turuna e Mula baia, todas pela RCA Victor. Na mesma época, na Odeon, gravou com Raul Torres Mourão de porteira, Campo Grande, Sexta – feira 13 e O rei mandou me chamar, entre outras.

Em 1943 fizeram na Continental as últimas gravações como dupla: A Copa do mundo, Meus padecimentos, Moda do viaduto e Quero vê . . . quero oiá todas de sua autoria. Nesse mesmo ano rompeu parceria com Raul Torres e formou dupla com Marino Rabelo, a dupla Serrinha e Caboclinho. A dupla se consagrou logo de início, obtendo o primeiro lugar no programa A hora da peneira na rádio Excelsior. Com o prêmio gravou um disco na RCA – Victor do Rio de Janeiro.

Depois a dupla passou a se apresentar acompanhada do acordeonista Riellinho, ganhando o apelido de “O trio mais querido do Brasil”. Entre 1944 e 1961 , a dupla apresentou um programa na Rádio Tupi. Um dos maiores sucessos da dupla foi Bom Jesus de Pirapora.

Em 1954 Serrinha e Caboclinho gravaram na Continental o tango brejeiro Abandonado. Ainda neste ano, com a morte prematura de Caboclinho, Serrinha e Riellinho passaram a se apresentar com o Zé do Rancho, até Serrinha se aposentar em 1968.

Fonte: Revivendo Músicas - Biografias.

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Sivuca

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Sivuca

Sivuca (Severiano Dias de Oliveira, ), instrumentista, arranjador e compositor, nasceu na cidade de Itabaiana-PB (26/05/1930) e faleceu em João Pessoa-PB (14/12/2006). Começou a carreira aos 9 anos, tocando em feiras e festas populares. Aos 15, mudou-se para Recife, onde adotou seu nome artístico.

Em 1945, se inscreveu num programa de calouros da Rádio Clube de Pernambuco e foi selecionado pelo maestro Nelson Ferreira, que o indicou para tocar num programa da Rádio do dia seguinte. Foi Nelson Ferreira quem lhe deu o nome de Sivuca.

Na Rádio Clube de Pernambuco, em 1946, Sivuca conheceu Luiz Gonzaga, que ofereceu um contrato de trabalho para ele na Rádio Nacional. Na época, ele não pôde afastar-se do Recife por ter compromisso assinado com a Rádio Clube. Entretanto, quatro anos depois, estreou na Rádio Record, em São Paulo, com a grande Orquestra Record, dirigida pelo maestro Gabriel Migliori.

O primeiro grande sucesso de Sivuca, Adeus, Maria Fulô, foi lançado em 1950 e regravado numa versão psicodélica pelos Mutantes, nos anos 60. Em 1955, foi morar no Rio de Janeiro. Após apresentações na Europa como arcodeonista num grupo chamado Os Brasileiros, chegou a morar em Lisboa e Paris. Também morou em Nova York de 1964 a 1976, onde foi autor do arranjo do grande sucesso Pata Pata, de Miriam Makeba, com quem então excursionou pelo mundo até o fim da década de 60.

Em 1969, desligou-se do conjunto da cantora e retornou a Nova York. Nessa época foi convidado por Oscar Brown Jr. para dirigir e representar o musical "Joy", que estreou no ano seguinte. Em 1970 lançou LP pela RCA e apresentou-se na televisão de San Francisco. Em 1971 atuou em Chicago. De volta novamente a Nova York, recebeu convite do cantor Harry Belafonte para acompanhá-lo, permanecendo com este cantor até 1975.

Em 1975 a Copacabana lançou no Brasil os LPs Sivuca e Live from Village Gate, lançados originalmente pelo selo americano Vanguard. No LP Village Gate, Sivuca interpreta, entre outras, Adeus Maria Fulô, de sua autoria e Humberto Teixeira, Berimbau, de Baden Powell e Vinícius de Moraes, No Rancho Fundo, de Ary Barroso, e Marina, de Dorival Caymmi.

Em 1977, de volta ao Brasil, apresentou-se no Teatro João Caetano no Rio de Janeiro, no Projeto Seis e Meia, juntamente com a violonista Rosinha de Valença, gravando ao vivo na ocasião um disco lançado pela RCA: o LP Sivuca e Rosinha de Valença, onde interpretam, entre outras, Quando me lembro, de Luperce Miranda, Tema do boneco de palha, de Vera Brasil e Sivan Castelo Neto, Lamentos de Pixinguinha e Vinícius de Morais e Asa branca de Luis Gonzaga e Humberto Teixeira.

Em 1978 lançou o LP Sivuca, no qual interpretou, entre outras, o sambaião O dia em que El Rey voltou à terra de Santa Cruz, parceria com Paulinho Tapajós, a upakanga Mãe África, em parceria com Paulo César Pinheiro, Samburá de peixe miúdo, um arrasta-pé, e a upakanga - um ritmo da África do Sul - Barra vai quebrando, ambas em parceria com a mulher Glorinha Gadelha.

No mesmo ano, obteve grande sucesso com a composição João e Maria, feita em parceria com Chico Buarque e gravada por este e a cantora Miúcha. Também em 1978, fez os arranjos para o LP Eu Waleska, da cantora Waleska, no qual teve gravada a música Passado, presente e amor, com Glorinha Gadelha.

No ano seguinte, fez os arranjos para o LP Palavras amigas, da cantora Waleska, que gravou a composição Comigo só, com Glorinha Gadelha. Outro grande sucesso de sua autoria em parceria com a esposa foi Feira de Mangaio, na voz da cantora Clara Nunes.

Em 1980 lançou o disco Cabelo de milho, no qual interpretou, entre outras, Cabelo de milho, em parceria com Paulinho Tapajós, Cantador latino, com Paulo Cesar Pinheiro, No tempo dos quintais, com Paulinho Tapajós e que contou com a participação especial do cantor Fagner, além de Se te pego na mentira, em parceria com Glorinha Gadelha.

Em 1984 lançou, com Chiquinho do Acordeom, o disco Sivuca e Chiquinho, com a participação especial do maestro Radamés Gnattali. Foram gravadas, entre outras, as composições Pé de moleque de Radamés Gnattali, O eterno jovem Bach de Altamiro Carrilho, Valsa verde de Capiba, Aquariana do próprio Sivuca e Rabo de fita, parceria de Sivuca e Chiquinho do Acordeon.

Em 1985 lançou três discos na Suécia, Som Brasil, Rendez-vous in Rio e Chico's Bar - Sivuca e Toots Thielemans, os três pela gravadora Sonet. Em 1987 lançou com o gaitista Rildo Hora o LP Sanfona e realejo, que obteve boa receptividade por parte da crítica especializada, e no qual foram registradas, entre outras, as composições San Vicente, de Milton Nascimento e Fernando Brant, Doce de coco, de Jacob do Bandolim, Os meninos da Mangueira, de Rildo Hora e Sergio Cabral, e Sanfona e realejo, de Sivuca.

Em 1990, lançou o LP Um pé no asfalto, um pé na buraqueira, com a participação especial de Rildo Hora e de Glorinha Gadelha, interpretando, entre outras, Bom e bonito, de Osvaldinho do Acordeon, Forró da gente, de Cecéu, Guararema, em parceria com Glorinha Gadelha e Quem disse que o forró acabou?, de Moraes Moreira e Glorinha Gadelha.

Em 1997, lançou pela Kuarup o CD Enfim solo, no qual interpreta composições de Pixinguinha, Luperce Miranda e Johann Sebastian Bach. No mesmo ano fez, juntamente com o compositor e violonista Baden Powell, duas apresentações em Paris.

Continuando a realizar apresentações no Brasil e no exterior e participando de festivais e recebendo a reverência internacional por seu trabalho instrumental, em 2000 apresentou-se no Teatro Municipal do Rio de Janeiro ao lado da Orquestra Petrobras Pró Música e do arranjador Wagner Tiso.

Em 2002 participou de shows em comemoração aos 25 anos de fundação da gravadora Kuarup, com apresentações no Canecão, no Rio de Janeiro e no Teatro da UFF em Niterói. No início de 2003 gravou, com Dominguinhos e Oswaldinho do Acordeom, um disco que registrou o encontro de três dos maiores sanfoneiros em atividade no país, produzido por José Milton.

Faleceu em 14 de dezembro de 2006, aos 76 anos, no Hospital Memorial São Francisco, em João Pessoa. Estava internado e lutava contra um câncer na garganta.

Fontes: Revivendo Músicas - Biografias; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

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Ado Benatti

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Ado Benatti, compositor e poeta (Taquaritinga SP 23/09/1908 - Pirapora do Bom Jesus SP 04/11/1962), começou a carreira artística compondo emboladas e cantando em programas de calouros. Em 1939 passou a atuar na Rádio Educadora Paulista de São Paulo, com o Regional de Caxangá, como cantor de emboladas. Mais tarde passou a atuar na Rádio Difusora, de São Paulo.

Em 1940 deixou de cantar e passou a compor. Caxangá, e Chico Carretel (Durvalino Peluzo) foram os primeiros a interpretar poesias suas pelo rádio, reunidas mais tarde em Musa cabocla. Popularizou-se com o pseudônimo de Zé do Mato e em 1947 teve sua primeira composição gravada, a moda-de-viola Destino de um caboclo (com Tonico), gravada por Tonico e Tinoco na Continental. Desde então dedicou-se exclusivamente ao gênero sertanejo, com inúmeras composições gravadas por quase todas as duplas de São Paulo, Rio de Janeiro e outros estados.

Algumas de suas composições fizeram grande sucesso, como Chofer de estrada (com Luisinho), gravada por Palmeira e Biá, na Victor, 1948: Bom Jesus de Pirapora (com Serrinha), gravada por Serrinha, Caboclinho e Riellinho, 1951, obra que o consagrou como compositor, com várias regravações, Sucuri (com Zé Carreiro), gravada por Zé Carreiro e Carreirinho, na Continental, 1951-1952, Mão criminosa e A morte do Dr. Laureano (com Tonico), gravada por Tonico e Tinoco na Continental, 1952, Gosto de caipira, catira (com Luís Lauro, 1953-1954), gravada por Inezita Barroso na Copacabana, Mandamentos do chofer (com Sulino), gravado por Sulino e Marrueiro na RCA, 1955, Encontro do divino, (com Américo Campos), gravada pela dupla Irmãos Divino na Chantecler, 1958, As Duas jóias e Encontro da Aparecida (com Teddy Vieira) gravadas na Chantecler por Leôncio e Leonel.

Ainda na década de 1950 destacam-se as composições Filha de Maria (com Mário Vieira), gravada pelo Duo Guarujá,, na Continental, a valsa Santa Cecília (com Carlos Piazzoli), gravada na Todamérica por Cascatinha e Inhana, Transporte de boiada (com Rui Oliveira), gravada por Vieira e Vieirinha, na Continental.

Foi autor de inúmeras peças caipiras que fazem sucesso até, hoje, como O Filho do sapateiro, Sindicato dos malucos, Arma secreta (em colaboração com Humberto Pelegrini) e Mão criminosa (em colaboração com Tonico e Tinoco).

Publicou os livros Musa cabocla e Alma da terra, poemas, Contos do Zé do Mato, histórias populares, Os Crimes de Dioguinho, A Morte de Dioguinho, Bom Jesus de Pirapora, Tambaú, cidade dos milagres, versos populares.

Letras e cifras de Ado Benatti: A dama de vermelho.

Fontes: Enciclopédia da música brasileira: erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Editora, 2000.

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Edu da Gaita

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Edu da Gaita (Eduardo Nadruz), de ascendência síria, nasceu em Jaguarão, RS, na fronteira com o Uruguai, em 13.10.1916, e faleceu em 23.08.1982, na cidade do Rio de Janeiro. Era o primogênito de 3 filhos. Seu pai desfrutava de boa posição na cidade como arrendatário de um cinema.

Em 1925, foi estudar em colégio interno de padres, na cidade de Pelotas, o São Luiz Gonzaga. Nesse ano , o representante local das famosas gaitas Hohner, da Alemanha, promoveu entre a criançada um concurso e o menino Eduardo, dentre os mais de 300 concorrentes, ganhou o primeiro prêmio, sem que a vitória significasse para ele algum interesse particular pelo instrumento ou pela música.

Continuou seus estudos ginasianos em Porto Alegre e, como tantos brasileiros, seu pai não conseguiu escapar da crise mundial. Eduardo pouco colaborava, a ponto de abandonar os estudos e levar uma vida sem definição. Seu pai entendeu que era chegada a hora dele trilhar um rumo mais responsável e esse rumo apontava para São Paulo: "São Paulo é uma grande cidade. Lá ele vai aprender a ser gente!"

Deu 300 mil-réis ao filho, que embarcou para Santos num Ita, o Itassucê. Como tocasse razoavelmente plano de ouvido, ganhou do comandante as passagens com a condição de tocar durante a viagem. Em Santos permaneceria poucos dias sem conseguir emprego. Em São Paulo, para onde foi em seguida, pretendia trabalhar na rua Vinte e Cinco de Março em alguma loja de comerciante árabe, mas também nada arranjou.

O ano era de 1933, logo depois da Revolução Constitucionalista, e o fato de ser gaúcho precisava ser escondido para não prejudicá-lo, pois os paulistas ainda estavam muito ressentidos com a derrota.

Na pensão, por falta de pagamento, foi avisado de que, se não acertasse as contas, seria despejado em 15 dias. Andando pelas ruas em busca de uma saída, na ladeira da avenida São João, viu alguém tocar gaita e passar o pires. Lembrou-se então dos seus tempos de pelotas e do concurso de gaitas. Sentiu que esse podia ser um meio para minorar sua situação. Não tinha porém o instrumento, ou melhor não tinha a gaita e nem a "gaita" para comprá-la.

Perto ficava a Casa Manon, loja de músicas e instrumentos. O gerente queixou-se a ele de que as gaitas não atraíam compradores e o estoque estava encalhado. Eduardo teve a idéia de propor-lhe um trato: ganharia uma porcentagem por gaita que conseguisse vender. Foi então para a porta da loja e começou a tocar. Resultado: não demorou a vender aos passantes 24 gaitas, com direito à porcentagem e uma gaita para si.

E assim Eduardo foi levando a vida na capital paulista, a tocar gaita e a fazer o que aparecesse, inclusive sendo camelô. Chegou a tocar na Rádio Cruzeiro do Sul. Aí resolveu partir para o Rio de Janeiro, onde chegou no Sábado do carnaval de 1934. Sem revelar que era gaúcho, foi à Rádio Mayrink Veiga em busca de uma oportunidade junto a César Ladeira, diretor-artístico da mesma, que se notabilizara em São Paulo como o "speaker" da Revolução Paulista ao microfone da Rádio Record.

César o aceitou e o escalou para tocar no programa Desenhos Animados. Só que não gostou do seu nome Eduardo Nadruz, nada artístico, e o apresentou como Edu e Sua Gaita. O "da Gaita" viria bem depois. Pouco duraria esse seu início radiofônico, porquanto seu repertório não passava de 2 tangos e 1 rancheira.

Eis Eduardo der volta às mesmas dificuldades, com a diferença de que passou a levar a gaita a sério, estudando sem parar, embora sem nunca ter aprendido a ler música, que compensava com o ouvido absoluto de que era possuidor. O grande empecilho é que as gaitas encontradas no Brasil não dispunham de recursos e ele pressentia que, em algum lugar, devia haver modelos mais avançados.

Então, em 1939, dar-se-ia o verdadeiro início de sua carreira. Conversava com o pianista Nonô, no Café Nice, quando chega o cantor e violonista Fernando (de Albuquerque), que havia chegado há pouco de Nova Iorque, onde estivera com a Orquestra de Romeu Silva na feira Mundial.

Fernando tinha começado na casa Edison (Odeon) nos anos 20. Pois fernando contou aos presentes que havia trazido de Nova iorque uma gaita diferente, com uma "chave". Edu, vivamente interessado, não sossegou enquanto Fernando não foi buscar a tal gaita. A "chave cromática" era tudo o que ele vinha imaginando e correspondia às teclas pretas do piano. Emocionadíssimo, levou-a aos lábios e tocou como se a conhecesse há anos. Era a solução definitiva.

Ainda como músico de rua e bares, foi ouvido por Sílvio Caldas e por ele levado à Rádio Mayrink Veiga, onde permaneceria sob contrato por 10 anos, transferindo-se a seguir para a Rádio Nacional. Nesse mesmo ano de 1939, faz seu primeiro disco, na Colúmbia, neste CD., com Canção da Índia e Violino Cigano. Em Canção da Índia teve o acompanhamento dos Swing-Maníacos, ou seja, os irmãos Dick e Cyll Farney e Hélio Beltrão, futuro ministro no governo Figueiredo.

Sua carreira, a partir daí, foi se solidificando cada vez mais no rádio, cassinos e através de excursões. No seu instrumento, era o maior do Brasil, O Mago da Gaita. Por ser muito magro não escapava dos brincalhões: O Magro da Gaita.

O fim do jogo, em 1946, e fechamento dos cassinos, também não o pouparia. Uma excursão à Argentina, que deveria durar o tempo normal de 4 semanas, estender-se-ia por quase dois anos. Já estava casado com Hercília, com a qual teve um único filho, Eduardo como ele, médico.

Nessa ocasião, começou a cultivar o sonho de gravar o Moto Perpétuo, do célebre violinista e compositor italiano Niccolo Paganini (1782-1840), obra tida como impossível de ser executada em instrumento de sopro. Seu interesse em ser o primeiro no mundo a realizar a proeza foi despertado quando ouviu, na Mayrink veiga, o violinista João Correia de Mesquita fazer uns exercícios com a música durante um ensaio.

Não foi difícil para Edu aprender os 150 compassos sem pausa do Moto Perpétuo, mesmo não lendo música, mas se passariam 11 longos anos de obsessivos estudos até que se sentisse pronto para gravá-lo. O público sempre teve, desde o início, conhecimento desse seu objetivo. Assim, em 1956, quando chegou ao estúdio da Continental, havia jornalistas para acompanhar o grande acontecimento e observar se não haveria alguma montagem indevida.

O primeiro registro, com Leo Peracchi ao piano, saía sem qualquer falha até que alguém deixou cair ao chão uma máquina de escrever. Só na 39ª tentativa, já à noite, foi que o Moto Perpétuo resultou perfeito.

Sua façanha de tocar pela primeira vez, em todo o mundo, o Moto Perpétuo em instrumento de sopro seria mais tarde repetida, entre outros, por Paulo Moura ao saxofone e pelo trumpetista mexicano Rafael Mendez.

O perfeccionismo era o traço predominante do artista Edu, que se autodefinia como uma "pilha de nervos". Mas sempre foi bem e cordial amigo, capaz de frases como "Edu e sua gaita e o Láfer (ministro da Fazenda de Getúlio) com a "nossa".

Em 1960, participou da 3ª Caravana Oficial da Música Popular Brasileira, organizada por Humberto Teixeira e capitaneada por Joraci Camargo, da qual; fazia parte o Sexteto de Radamés Gnattali com Chiquinho do Acordeom. Apresentaram-se em Portugal, França, Itália, Inglaterra e Alemanha. Na Alemanha, aproveitou para conhecer a fábrica da Hohner em Trossingen. Ao examinar os modelos, tocou uma parte do Moto Perpétuo. Foi o bastante para a direção presenteá-lo com uma coleção de gaitas.

Nunca quis se radicar e fazer carreira no exterior. Nacionalista, entendia que no Brasil podia fazer mais por sua cultura. A própria gravação do Moto Perpétuo continha o desejo de mostrar ao mundo que os brasileiros eram gente de talento. Seu sonho era também provar que a gaita merecia uma cátedra nas escolas de música por ser um instrumento completo, definido.

Não há dúvida de que, mais do que qualquer outro, conseguiu demonstrá-lo, tanto que a história da gaita, no Brasil, pode ser dividida em antes e depois dele (Texto de Abel Cardoso Júnior).

Fonte: Revivendo Músicas.

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Sabor do sol

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Biquini Cavadão



E E7M
Mesmo que nunca
F#m7
se perceba
A B4/7/9
A nossa coragem
E E7M
Vai brotar de todos
F#m7
os lugares
A B4/7/9
Como plantas num jardim
E E7M
Vai enfeitar a
F#m7
nossa mente
A B4/7/9 C#m
De razões e ide-ais
F# A
E ninguém mais além de nós
B7
Nos poderá deter.


E E7M F#m7
O vento quando sopra contra alguém
A B4/7/9
É mais fácil se deixar levar
E E7M F#m7
E não remar a favor do que se tem
A B4/7/9
E de onde se possa chegar
C#m B
Toda derrota é iminente
F#m7 A B7
Se o medo está presente
C#m B A
Assim como o frio é o sabor do sol
B C#m
Quando não é quente
C#m B
Toda derrota é iminente
F#m7 A B7
Se o medo está presente
C#m B A
Assim como o frio é o sabor do sol
B E
Quando não é quente


E E7M
Mesmo que nunca
F#m7
se perceba
A B4/7/9
A nossa coragem
E E7M
Vai brotar de todos
F#m7
os lugares
A B4/7/9
Como plantas num jardim
E E7M
Vai enfeitar a
F#m7
nossa mente
A B4/7/9 C#m
De razões e ide-ais
F# A
E ninguém mais além de nós
B7
Nos poderá deter.


E E7M F#m7
O vento quando sopra contra alguém
A B4/7/9
É mais fácil se tentar buscar
E E7M F#m7
O culpado fora de quem tem
A B4/7/9
A culpa de estar aonde está

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Janaína

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Biquini Cavadão



A
Janaina acorda todo dia às quatro e meia
A7M
E já na hora de ir pra cama, Janaina pensa
Bm7
Que o dia não passou
Dm6
Que nada aconteceu


A
Janaina é passageira
A7M
Passa as horas do seu dia em trens lotados
Bm7
Filas de supermercados, bancos e repartições
Dm6
Que repartem sua vida


F#m7
Mas ela diz
F#m7
Que apesar de tudo ela tem sonhos
Bm7
Mas ela diz
D7M
Que um dia a gente há de ser feliz
F#m7
Ela diz
F#m7
Que apesar de tudo ela tem sonhos
Bm7
Ela diz
D7M
Que um dia a gente há de ser feliz
A
Se Deus quiser.....


A A7M Bm7 Dm6


A
Janaina é beleza de gestos, abraços,
A7M
Mãos, dedos, anéis e labios
Bm7
Dentes e sorriso solto
Dm6
Que escapam do seu rosto


A
Janaina é só lembrança de amores guardados
A7M
Hoje é apenas mais uma pessoa
Bm7
Que tem medo do futuro- que aconteceu ? -
Dm6
Se alimenta do passado


F#m7
Mas ela diz
F#m7
Que apesar de tudo ela tem sonhos
Bm7
Mas ela diz
D7M
Que um dia a gente há de ser feliz
F#m7
Diz
F#m7
Que apesar de tudo ela tem sonhos
Bm7
Ela diz
D7M
Que um dia a gente há de ser feliz
A
Se Deus quiser.....

D#m7(b5)
Já não imagina
D7M
Quantos anos tem
C#m7
Já na iminência

De outro aniversário
D7M
Janaina acorda todo dia às quatro e meia
C#m7
Já na hora de ir pra cama, Janaina pensa
Bm7
Que o dia não passou
Dm6 E4/7/9-
Que nada aconteceu

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Biquini Cavadão



Intro: E A9

E
Deu vontade de te escrever sem
A9 E A9
Gramática, ortografia ou caligrafia
E
Deu vontade de desenhar o seu
A9
Rosto em uma folha branca
F#7
Mas as cores nunca seriam
B7(9) E A9
Iguais as da sua tez, deu vontade...
E
Vontade de cobrir as linhas
A9 E A9
De um caderno, só por saudade
E
Pra que essa saudade pudesse
A9
Contar pros cadernos do mundo
F#7
Como eu tenho me sentido tão infeliz
B7(9) E E
Tudo porque você não estava aqui.
F#m D
Tudo porque você não estava aqui.
F#m A9
Tudo, tudo, tudo tão longe
F#m
Tudo porque você não estava
D B7
E eu perguntava, eu perguntava a você
E4/7/9
Tudo porque ? Tudo porque ?
E A9
Deu vontade de confessar meus segredos
E A9
Pras orelhas dos meus livros
E A9
Já não sei se o que vivo é verdade ou não,
Eu pergunto pro meu coração
F#7
Como faz pra parar esta dor que me assalta
B7(9) E A9
Toda vez que sinto sua falta
E A9 E A9
Vontade de dar meu corpo pedaço por pedaço em cartas lacradas
E A9
Apenas com seu nome, endereçadas, postadas ao sol, ao céu
F#7
Com um grito louco sem poder te ouvir
B7(9) E E
Tudo porque você não estava aqui.
E
Tudo porque eu acordei com esta louca vontade
A9
De abraçar, beijar, telefonar de qualquer lugar para você.
F#7
Tudo porque eu acordei com esta louca vontade
B7(9)
De abraçar, beijar, telefonar de qualquer lugar para você

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Arcos

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Biquini Cavadão



Intro: A7M(9)
A7M(9)
O que se esconde
F#m7
Atrás dos arcos ?
Bm7 D7M
Será; um índio
G#m7(b5) G7
Ou um Circo Voador ?
A7M(9)
O que se esconde
F#m7
Atrás dos monumentos
Bm7 D7M G#m7(b5)
A não ser pedra sobre pedra
G7
Um amor feito às pressas
E uma estátua
F#m7 G7(#11)
Que ninguém conhece
F#m7 G7(#11)
Cada rua da cidade
F#m7
Esconde um desconhecido
G7(#11) F#m7
Sem um mapa, estou perdido
G7(#11) G#m7(b5)
Sem você não faz sentido
C#7(#9)
Melhor ficar parado
A6
Pra que alguém no mesmo estado em que estou
G7
Possa me achar
A7M(9) F#m7
Mas o que se esconde atras dos arcos ?
Bm7 D7M G#m7(b5) G7
Será o triunfo ou então a Lapa ?
A7M(9) F#m7
O que restou de todos nossos momentos
Bm7 D7M G#m7(b5)
A não ser pedra sobre pedra
G7
Um amor feito às pressas
F#m7 G7(#11)
E uma estátua que ninguém conhece
F#m7 G7(#11) F#m7
Cada rua da cidade esconde um desconhecido
G7(#11) F#m7
Sem um mapa, estou perdido
G7(#11) G#m7(b5)
Sem você não faz sentido
C#7(#9)
Melhor ficar parado
A6
Pra que alguém no mesmo estado em que estou
G7
Possa me achar
Am7 F6/7M
O que restou dos obeliscos,
D/F# G7(b13)
Fontes, pontes sobre o rio
Am7
O que restou dos bustos, dos arbustos
F6/7M D/F#
E principalmente, o que restou de tanto amor ?
G7(b13)
Só um centro vazio...

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Cai água, cai barraco

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Biquini Cavadão



Intr: Am F Am F


Am
Cai agua
Cai barraco
Desentra todo mundo
F
Cai agua
Cai montanha
Am F
E enterra quem morreu
Am
É sempre assim todo verão
O tempo fecha
Inunda tudo
F
É sempre assim todo verão
Um dia acaba o mundo
Am F
todo
Am
Derreba o muro
O prédio podre
A casa velha

F
Empurra a velha
Pega a bolsa
E sai batida
C Bm
E sobe o morro, sobe o pau
Am
sobe o diabo
Em Bm
Desce o pau em toda gente,
Am
a gente "temo" que "corrê
C Bm
Corre pra cima e pra baixo,
Am Em
se enfia num buraco
Bm
Manda fogo na policia pr' esses
Am
caras "aprendê"
C Bm
E sobe o morro, sobe o pau
Am
sobe o diabo
Em Bm
Desce o pau em toda gente,
Am
a gente "temo" que "corrê
C Bm
Corre pra cima e pra baixo,
Am Em
se enfia num buraco
Bm
Manda fogo na policia pr' esses
Am
caras
Am F Am F
"aprendê"
Am
Tem mais um filho na barriga
Outra criança pra mamar
F
Vai ser criado pela rua
Am F
Vai ter muito que ralar
Am
O povo anda armado

O povo anda armado
F
O povo todo anda armado
E esta cansado de sofrer
C Bm
E sobe o morro, sobe o pau
Am
sobe o diabo
Em Bm
Desce o pau em toda gente,
Am
a gente "temo" que "corrê
C Bm
Corre pra cima e pra baixo,
Am Em
se enfia num buraco
Bm
Manda fogo na policia pr' esses
Am
caras "aprendê"
C Bm
E sobe o morro, sobe o pau
Am
sobe o diabo
Em Bm
Desce o pau em toda gente,
Am
a gente "temo" que "corrê
C Bm
Corre pra cima e pra baixo,
Am Em
se enfia num buraco
Bm
Manda fogo na policia pr' esses
Am Am F Am F
caras "aprendê"
Am
Bate no filho, bate boca, bateria
bate palma
E não para de bater
F
Bate filho, bate boca
bateria, bate uma
E não para de bater
Am
Bate no filho, bate na boca
bateria, bate bola
E não para de bater
F
Bate no filho, bate na boca,
bateria, bate bola
C Bm Am
E não para de bater
Em Bm
Desce o pau em toda gente,
Am C Bm Am
a gente "temo" que "corrê
C Bm
Corre pra cima e pra baixo,
Am Em
se enfia num buraco
Bm
Manda fogo na policia pr' esses
Am
caras "aprendê"
C Bm
E sobe o morro, sobe o pau
Am
sobe o diabo
C Bm
Corre pra cima e pra baixo,
Am Em
se enfia num buraco
Num buraco

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Vento, ventania

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Biquini Cavadão


Intr.: (B B7+ E)


B B7+ E
Vento, ventania, me leve para as bordas do céu
B E
Pois vou puxar as barbas de Deus
B B7+ E
Vento, ventania, me leve para onde nasce a chuva
B B7+ E
Pra lá de onde o vento faz a curva


C#m
Me deixe cavalgar nos seus desatinos
F#7 B
Nas revoadas, redemoinhos
G#m C#m E G#m
Vento, ventania, me leve sem destino
B B7+ E
Quero juntar-me a você e carregar os balões pro mar
B B7+
Quero enrolar as pipas nos fios
E B
Mandar meus beijos pelo ar
B7+
Vento, ventania,
E G#m
Me leve pra qualquer lugar
B B7+
Me leve para qualquer canto do mundo
E G#m SOLO
Ásia, Europa, América


B B7+ E
Vento, ventania, me leve para as bordas do céu
B E
Pois vou puxar as barbas de Deus
B B7+ E
Vento, ventania, me leve para os quatro cantos do mundo
B B7+ E
Me leve pra qualquer lugar


C#m
Me deixe cavalgar nos seus desatinos
F#7 B
Nas revoadas, redemoinhos
G#m C#m E G#m
Vento, ventania, me leve sem destino


B B7+
Quero mover as pás dos moinhos
E
E abrandar o calor do sol
B B7+
Quero emaranhar o cabelo da menina
E B
Mandar meus beijos pelo ar
B7+
Vento, ventania,
E G#m
Me leve pra qualquer lugar
B B7+
Me leve para qualquer canto do mundo
E B B7+ E
Ásia, Europa, América


C#m
Me deixe cavalgar nos seus desatinos
F#7 B
Nas revoadas, redemoinhos
G#m C#m E G#m
Vento, ventania, me leve sem destino


B B7+ E
Quero juntar-me a você e carregar os balões pro mar
B B7+
Quero enrolar as pipas nos fios
E B
Mandar meus beijos pelo ar
B7+ E G#m
Vento, ventania, agora que estou solto na vida
B B7+
Me leve pra qualquer lugar


E G#m B B7+
Me leve mas não me faça voltar. (3X)

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Impossível

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Biquini Cavadão



Intr.: A Bm A Bm E


A Bm
Tudo bem quando termina bem
A Bm E
E os seus olhos(e os seus olhos) não estão rasos d'água
A Bm
Mas eu sei que no coração
F#m Bm D
Ficaram muitas palavras
E F#m E
Um vocabulário inteiro de ilusão


A Bm
Tudo que viceja , também pode agonizar
A Bm E
E perder seu brilho em poucas semanas
A Bm
E não podemos evitar que a vida
F#m Bm D
Trabalhe com os seu relógio invisível
E F#m
Tirando o tempo de tudo que é perecível


E A D/F#
Oh, oh, oh ... é impossível, é impossível esquecer você
A
É impossível esquecer o que vivi
D/F# G A Intr.
É impossível esquecer o que senti


A Bm
Tudo que morre fica vivo na lembrança
A Bm E
Como é difícil viver carregando um cemitério na cabeça
A Bm
Mas antes que eu me esqueça,
F#m Bm
Antes que tudo se acabe
D E F#m
Eu presciso, eu presciso dizer a verdade


E A D/F#
Oh, oh, oh ... é impossível, é impossível esquecer você
A
É impossível esquecer o que vivi
D/F# G A Intr.
É impossível esquecer o que senti


E A D/F#
É impossível, é impossível, é impossível esquecer você
A
É impossível esquecer o que vivi
D/F# G A SOLO
É impossível esquecer o que senti


A Bm
Tudo que morre fica vivo na lembrança
A Bm E
Como é difícil viver carregando um cemitério na cabeça
A Bm
Mas antes que eu me esqueça, antes que eu me esqueça
F#m Bm
Antes que tudo se acabe
D E F#m
Eu presciso, eu presciso dizer a verdade


E A D/F#
Oh, oh, oh ... é impossível, é impossível esquecer você
A
É impossível esquecer o que vivi
D/F#
É impossível esquecer o que senti
E
É impossível!
A D/F#
É impossível, é impossível esquecer você
A
É impossível esquecer o que vivi
D/F# G
É impossível esquecer o que senti
A D/F# A D/F# E A
Lá, lá, lá...

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Zé Ninguém

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Biquini Cavadão



Intr.: Bm A G



Bm A E Bm A G
Quem foi que disse que amar é sofrer?
Bm A E Bm
Quem foi que disse que Deus é brasileiro,
A G
Que existe ordem e progresso,
Em Bm A G
Enquanto a zona corre solta no congresso?
Bm A E Bm A G
Quem foi que disse que a justiça tarda mas não falha?
Bm A E Bm A G
Que se eu não for um bom menino, Deus vai castigar!


Em
Os dias passam lentos
Aos meses seguem os aumentos
Bm
Cada dia eu levo um tiro
A
Que sai pela culatra
Em
Eu não sou ministro, eu não sou magnata


D Em D
Eu sou do povo, eu sou um Zé Ninguém
D G
Aqui embaixo, as leis são diferentes
A D Em D
Eu sou do povo, eu sou um Zé Ninguém
D G A (Intr.)
Aqui embaixo, as leis são diferentes



Bm A E Bm A G
Quem foi que disse que os homens nascem iguais?
Bm A E Bm
Quem foi que disse que dinheiro não traz felicidade
A G Em
Se tudo aqui acaba em samba?
Bm A G
(no país da corda bamba, querem me derrubar!!)
Bm A E Bm A G
Quem foi que disse que os homens não podem chorar?
Bm A E Bm
Quem foi que disse que a vida começa aos quarenta?
A G Em
A minha acabou faz tempo, agora entendo por que ....
Bm
Cada dia eu levo um tiro
A
Que sai pela culatra
Em
Eu não sou ministro, eu não sou magnata


D Em D
Eu sou do povo, eu sou um Zé Ninguém
D G A
Aqui embaixo, as leis são diferentes (4X)


Em
Os dias passam lentos
Os dias passam lentos
Bm
Cada dia eu levo um tiro
A
Cada dia eu levo um tiro
Em
Eu não sou ministro, eu não sou magnata


D Em D
Eu sou do povo, eu sou um Zé Ninguém
D G A
Aqui embaixo, as leis são diferentes...

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Biquini Cavadão



D G
Você vem e chega com esse papo
D G
De que o mundo é tão feio A vida é tão cruel
Em A
Há quanto tempo isso já não é novidade
Em A
Passada certa idade você tem
(D G)
Tem nojo de tudo UHUHUHUHUHUHUHUHUHU


Eu digo:
D
Bem vindo ao mundo adulto
g
Não creia em ingenuidades
D G
Amigos sempre fomos, negócios sempre a parte
D G D (D G)
Você que descobriu tudo isso um pouco tarde ! (BIS)



D G
Você agora é que vem com esse papo:
D G
"Está tudo um tédio, não tenho um programa"
Em A Em
Rima tudo com remédio e ainda ganha uma grana
A
Ainda te acho sincero,
D G
Mas não perdoo os seus erros
D G
Agüente agora os conchavos
Em A
As trocas de favores, jabás e chantagens
Em A
Você esta formalmente apresentado a falsidade



refrão2x + vocalização


(D G)
Coitadinho de você, não sabia o que fazer,
Olha o mundo a sua volta, só acredita na revolta
Não sabe uma oração ?
O que está a sua volta nunca mais se interrompe:
Nada se cria , tudo se corrompe ,
Bem vindo ao mundo adulto !



REFRÃO 2X

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Meu reino

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Biquini Cavadão



G7M
Atrás da porta
C7M
Guardo os meus sapatos
G7M
Na gaveta do armário
C7M
Coloco minhas roupas
G7M
Na estante da sala
C7M
Vejo muitos livros
G7M
E a geladeira conserva o sabor das
C7M
refeições
C7M Am7 Bm7 Bm7/E Am7
Minha casa é meu reino
G7M
Mas eu preciso de outros sapatos
C7M
De outras roupas, outros temperos
G7M C7M
Para formar minhas ideias e meus sentimentos
G7M
Eu sou a soma de tudo que vejo
C7M
E minha casa é um espelho
G7M C7M
Onde a noite eu me deito e sonho com as coisas mais loucas
Am7 Bm7 Bm7/E Am7
Sem saber porque
G7M
É porque trago tudo de fora
C7M
Violência e dúvida, dinheiro e fé
G7M C7M
Trago a imagem de todas as ruas por onde passo
G7M
E de alguém que nem sei quem é
C7M
E que provavelmente eu não vou mais ver
G7M
Mas mesmo assim ela sorriu pra mim
C7M G7M (solo em G7M C7M)
Ela sorriu e ficou na minha casa que é meu reino
G7M
É porque trago tudo de fora
C7M
E minha casa é um espelho
G7M
Trago a imagem de todas as ruas
C7M
Eu sou a soma de tudo que vejo
G7M C7M
Mas mesmo assim, ela sorriu pra mim
G7M
Ela sorriu e ficou na minha casa que é meu reino

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Teoria

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Biquini Cavadão

Teoria - Alvaro, Bruno, Miguel, Sheik, Coelho



Intr.: D G D G



D
Eu sei que a vida inteira
G
Vou procurar desculpas pra mim mesmo
D
Pra tudo que eu faço, e o que fizer,
G
Das culpas me desfaço


D
Razões, as mais sinceras,
G
Vou formular, como se fosse teoria
D
E terei uma certeza que eu criei
G
E a mim mesmo explicaria


Bb A7
Mas tudo que eu faço hoje
Dm C
Não é diferente do que antes eu fazia
Bb A7
Eu convencia o mundo inteiro
Dm C
Só a mim mesmo, não convencia
Bb Am (intr.)
Se tudo fosse teoria....


(repete desde início)


(SOLO) Dm Em D F

Dm
Eu quero explicar a todos o que sinto
Em
Mas pareço acreditar que o tempo todo estou mentindo
D
Se Deus me explicasse, ao menos me conformaria
F
Mas como acreditar se Deus também é teoria.


Bb A7
Tudo que eu faço hoje
Dm C
Não é diferente do que antes eu fazia
Bb A7
Eu convencia o mundo inteiro
Dm C
Só a mim mesmo, não convencia
Bb Am
Se tudo fosse teoria...

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Ida e volta

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Biquini Cavadão



Intro: A A9 D D9

A A9 D
Não sei mais o que fazer
D9 A A9 D D9
A noite acabou
A A9 D
As luzes já vão acender
D9 F#m G
E com elas, solidão
A A9 D
A vida aqui nesta cidade
D9 A A9 D D9
É buscar a diversão
A
Nos bares vendem
A9 D D9
Mil venenos
F#m G Bm7 G
E as pessoas estão fantasiadas
Bm7 G
E eu não sei se o que vivi foi ilusão
Bm7 G
Ou teve mesmo importância
Bm7 G A9
Acho que não me deram atenção
E E/G# A A9 D D9 A A9 D D9
Não me deram atenção, não!
A A9 D D9
Volto pra casa sentindo frio
A A9 D D9
Sem saber se, hoje, choro ou sorrio
F#m G
Amanhã, quando acordar, eu decido
A A9 D D9
Mas a vida ainda me pertence
A A9 D D9
Embora todos possam ir embora
F#m G
Ainda que estejam na vinda e eu na volta

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1/4

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Biquini Cavadão

1/4 - Alvaro, Bruno, Miguel Sheik, Coelho





Intro: Em D
Solo violão:610 610 68 610 68 67 610 610 67


Em D Em D
Não esperava ser o único a romper a barreira do som
Em D Em D
Em D Em D
Superei o medo da distorção das palavras
G A G A Em D Em D Em D Em D
Fui sincero muito cedo


2ª PARTE
Em D Em D
Tem horas em que eu lembro com saudade todo o tempo
Em D Em D
de minha vida

Em D Em D G A
E perplexo, vejo que já 1/4 dela se passou em felicidade
G A G A
Desapercebida



Dm C Em
SE O TEMPO HOJE PARASSE
Dm C Em
OU ENTÃO NÃO MAIS VIVESSE
Dm C Em
ESTARIA ME TRAINDO AO PENSAR
Dm C Em
QUE O TEMPO PARARIA SE MEU CORAÇÃO NÃO MAIS BATESSE

Em D Em D
Anotei inutilmente experiências no caderno por
Em D Em D
temer tornar a repeti-las
Em D Em D
E descobri que o amor precisava de estratégia
G A G A
E eu não sabia tudo se
Em D Em D Em D Em D
perdia
  


2ª parte
Refrão
A G A G A G A G


Em D Em D
Agora basta de besteira cansado de me procurar
Em D Em D
achei que devia me perder
Em D Em D
E não notei que fiz de todo o tempo uma tragédia a
G A
minha vida
G A Em D Em D C Am B
eu nem conhecia


SOLO SOBRE A INTRODUÇÃO


Em D Em D
E se pensava que o jovem não tinha medo da morte
Em D Em D
Em D Em D
Eu noto só agora que a sorte se inverte
G A G A
ou então estou mais velho


Refrão


A G A G A G A G

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Múmias

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Biquini Cavadão

Múmias - Alvaro, Bruno, Miguel, Sheik, Coelho



Em G C D


INTRO Em G C D9 (4x)

Em G C D
E----0------3-------0---------2----------
B----0------3-------1---------3----------
G----0------0-------0---------2----------
D----2------0-------2---------0----------
A----2------2-------3---------0----------
E----0------3-------0---------0----------



(Em G C D)
Bem aventurados sejam aqueles que amam essa desordem
Nós viemos a reboque, este mundo é um grande choque
Mas, não somos desse mundo
De cidades em torrentes
De pessoas em correntes



BASE: Em A (2x)
RIFF (2x)


E-------15------10-----5-----0--
B---12------12------8-----3-----
G-------------------------------
D-------------------------------
A-------------------------------
E-------------------------------


(Em G C D)
Errar não é humano
Depende de quem erraRefrão
Esperamos pela vida (4x)
Vivendo só de guerra



INTRO (1x)



(Em G C D)
Viemos preparados pra almoçar soldados
Chegamos atrasados, sumiram com a cidade antes de nós
Mesmo assim, basta esquecê-la no outro dia
Transformando em lataria,
tudo que estiver ao nosso alcance



RIFF (2x)


REFRÃO (4x)



(Em G C D)
"Chega de marra, chega de farra, chega de guerra
Quem nunca falha, fala, erra
Só que te joga a primeira pedra
Aqui na terra, bicho te pega fica violento
Meu raciocínio transformado em racionamento
Só que tá lento é minha forma de reprodução
Corta câmera, corta luz que eu continuo em ação
Aproveitando nossa liberdade de expressão
Renato Russo, o Eu Suave e o Biquini Cavadão"




Bem aventurados sejam os senhores do progresso RIFF
Esses senhores do regresso (3x)


REFRÃO (4x)


(Em G C D)
Vivendo só de guerra
Vivendo só de guerra
Viemos espalhar discórdia
(Esperamos pela vida, vivendo só de guerra)
Conquistar muitas vitórias
(Esperamos pela vida, vivendo só de guerra)
Conquistar muitas derrotas
(Esperamos pela vida, vivendo só de guerra)
(Esperamos pela vida, vivendo só de guerra)

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Inseguro de vida

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Biquini Cavadão

Inseguro de vida - alvaro, bruno, miguel, sheik, coelho




D G
É normal que num fim de semana
D G
Ao viajar muita gente morra
D G
Preso nas ferragens de um fusca
D G
Sem que ninguém socorra
Em
Quero dizer somente
Bm A
Que só se afoga quem nada
Em
É mais conveniente
Bm G
Ficar na beira da praia ôôôô


D G
Esquece o carro, fica em casa,
D G
Lê um livro, vê televisão
D G D
A segurança de uma poltrona é bem melhor que
G
Uma contramão (BIS)


D G
Mas é normal, também num fim de semana,
D G
Que ao ficar em casa muita gente morra
D G
Baleada durante um assalto
D G
Sem que ninguém socorra
Em
Quero dizer somente
Bm A
Que se ficar, o bicho come
Em
É mais conveniente
Bm G
Correr que o bicho passa fome ôôôô


D G
Esquece a casa, pegue um carro,
D G
Sai do rio, vai pra cubatão
D G D
A liberdade de um automóvel é bem melhor que
G
Uma precaução. (BIS)


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Timidez

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Biquini Cavadão



E A
Toda vez que te olho,
E
Crio um romance
A
Te persigo, mudo
E
todos instantes
Falo pouco pois não
A E
sou de dar indiretas
A
Me arrependo do que digo
E
em frases incertas
A B9
Se eu tento ser direto, o medo me ataca
A9
sem poder nada fazer
B9 A9
Sei que tento me vencer e acabar com a mudez
B9
Quando eu chego perto, tudo esqueço
A9
e não tenho vez
B9 A9
Me consolo, foi errado o momento, talvez,
B9 C#m
Mas na verdade, nada esconde essa minha timidez
B9 A9
Eu carrego comigo a grande agonia
B9 C#m
De pensar em você, toda hora do dia
B9 A9
Eu carrego comigo, a grande agonia
B9 C#m B9 A9
Na verdade nada esconde essa minha timidez
B9 C#m
Na verdade nada esconde essa minha timidez

B9 A9 B9 A9 E


F Am
Talvez escreva um poema
F Am
No qual grite o seu nome
F Am
Nem sei se vale a pena
F Am
Talvez só telefone
F Am
Eu me ensaio, mas nada sai
F Am
O seu rosto me distrai
B9
E, como um raio,
A9
eu encubro , eu disfarço ,
B9
eu camuflo, eu desfaço
A9
Eu respiro bem fundo,
B9
hoje eu digo pro mundo
A9
Mudei rosto e imagem,
B9
mas você me sorriu,
A9
Lá se foi minha coragem,
B9 A E
você me inibiu...ooo

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No mundo da lua

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Biquini Cavadão

No mundo da lua - Bruno / Sheik / Miguel / Alvaro



Intr.: (Em Am Em C) (G D C) (Gm Am D)



G Em Am D G
Quando os astronautas foram a Lua
Em Am D
Que coincidência, eu também estava lá
G Em Am D G
Fugindo de casa, do barulho da rua
Em Am D
Pra recompor meu mundo bem devagar



G Em Am D
Que lugar mais silencioso
G Em Am D
Eu poderia no universo encontrar
G Em Am D G
Que não fossem os desertos da lua
Em Am D
Pra recompor meu mundo bem devagar


Em Am Em Am
Não quero mais ouvir a minha mãe reclamar
Em Am
Quando eu entrar no banheiro
C D
Ligar o chuveiro, mas não me molhar
Em Am Em Am
Não quero mais ouvir a minha mãe reclamar
Em Am
Quando eu entrar no banheiro
C D G Em Am D
Ligar o chuveiro, mas não me molhar
  


G Em Am D G
Quando os astronautas foram a lua
Em Am D
Eu fugi com eles, me joguei por aí
G Em Am D G
Fugindo de casa, do barulho da rua
Em Am D
Me esquecendo de tudo pra me divertir.


G Em Am D
Que lugar mais silencioso
G Em Am D
Eu poderia no universo encontrar
G Em Am D G
Que não fossem os desertos da lua
Em Am D
Pra recompor meu mundo bem devagar


Em Am Em Am
Não quero mais ouvir a minha mãe reclamar
Em Am
Quando eu entrar no banheiro
C D
Ligar o chuveiro, mas não me molhar
Em Am Em Am
Não quero mais ouvir a minha mãe reclamar
Em Am
Quando eu entrar no banheiro
C D
Ligar o chuveiro, mas não me molhar
Em Am
Não, não quero mais ouvir.

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Tédio

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Biquini Cavadão



Intr.: Em D


Em
Sabe esses dias em que horas dizem nada
Em
E você nem troca o pijama, preferia estar na cama
G Em
O dia , a monotonia tomou conta de mim
G Em
É o tédio , cortando os meus programas, esperando o meu fim
Am
Sentado no meu quarto
Em
O tempo voa
Am
Lá fora a vida passa
Em
E eu aqui a toa
Am
Eu já tentei de tudo
Bm
Mas não tenho remédio
Em D
Pra livrar-me deste tédio


Em
Vejo um programa que não me satisfaz
Em
Leio o jornal que é de ontem , pois pra mim , tanto faz
G Em
Já tive esse problema, sei que o tédio é sempre assim
G Em
Se tudo piorar, não sei do que sou capaz (repete refrão)


Am Em
Tédio, não tenho um programa
Am Em
Tédio , esse é o meu drama
Am
O que corrói é o tédio
Bm
Um dia, eu fico sério
Em Am Em Am Em Am Bm Em
Me atiro deste prédio.

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Biquini Cavadão

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Em 1983, Bruno, Álvaro e Miguel, colegas de terceiro ano do Colégio São Vicente de Paulo, decidiram tocar, junto com mais alguns amigos, num sarau, uma espécie de festival de música. Com o sucesso de sua apresentação, eles decidiram fazer daquela ousadia um habito. Após muitas formações, receberam do amigo Herbert Vianna a sugestão do nome "Biquini Cavadão". Bruno passou apenas a cantar, Miguel assumiu totalmente o teclado e Alvaro foi novamente chamado para o grupo, desta vez tocando bateria, ao invés de violão.

Após vários meses fizeram Tédio, e esta música foi o chamariz para que Carlos Beni (ex-Kid Abelha) insistisse em gravá-los.A demo, que contou com Herbert na guitarra, foi parar na Rádio Fluminense FM , berço de várias bandas de rock nos anos 80. O sucesso da demo, os levou à Polygram para gravar um compacto no começo de 85.

Faltava um guitarrista: Carlos Coelho apareceu logo após o segundo show profissional realizado pela banda. A sua integração se deu rapidamente colaborando nas composições e gravando todos os programas de TV. Era como se ele apenas tivesse faltado no dia de tirar fotos para a capa do compacto...

No meio de 85, lançam um Mix com Tédio (remix) e No mundo da lua, que também chega às paradas de sucesso. No final daquele ano eles gravam o primeiro lp: Cidades em Torrente. Além dos dois hits iniciais, eles ainda emplacam Timidez, Inseguro de vida e Múmias. O disco chega a atingir a marca de 60 mil cópias vendidas em fevereiro de 86. São eleitos a revelação de 85 e excursionam por quase todo o país.

Em 87, lançam o lp A Era da Incerteza. Apesar de não ter tantos sucessos quanto o primeiro disco, chegam a marca de 50 mil copias, embalados por músicas como Ida e volta e 1/4.

O terceiro disco só viria em 1989. Mesmo sendo considerado o mais fraco de todos os discos do Biquini (apenas 25 mil cópias), emplaca três hits nas rádios: Teoria, Meu reino e Bem vindo ao mundo adulto.

Em 90 o remix de Bem Vindo põe o grupo de volta às paradas no Rio. No ano seguinte é a vez de Meu Reino '91 (um lar em Brixton) fazer sucesso alguns meses antes do lançamento do lp Descivilização. Zé Ninguém dá a partida para uma série de primeiros lugares em várias rádios do Brasil.

Em 92, Impossível e Vento, ventania arrancam o lp para as 70 mil cópias. Vento, ventania é eleita a música do ano e o Biquini, novamente, grupo revelação. Outras faixas como, Cai água, cai barraco, Arcos e Vesúvio também estouram pelo país.

No começo de 93 eles participaram do Hollywood Rock abrindo a noite de Red Hot Chilli Peppers e Alice in Chains. No meio do ano, se transferem para a Sony Music e lançam, como aperitivo para o novo lp, a regravação de Chove chuva, de Jorge Ben Jor.

No começo de 94, a Polygram lança O Melhor do Biquini Cavadão contendo um resumo dos 9 anos carreira enquanto a banda se tranca em uma velha casa para compor o seu novo disco Agora. Músicas como O idiota eletrônico, Sobrancelhas e Por que você não estava aqui começam a despontar. Eles fecham o ano de 94 regravando Ilegal, imoral ou engorda para o disco Rei em homenagem a Roberto Carlos.

Passam o ano de 95 excurcionando comemorando os dez anos com shows no Brasil e Estados Unidos. Preparam-se para lançar um songbook e criam o primeiro e-mail de um conjunto de rock no Brasil: biquinicav@ax.ibase.org.br, passando a se comunicar também pela Internet.

No ano de 96, como conseqüencia deste fato, foram a primeira banda a ter um site oficial no Brasil. Foram visitados constantemente por brasileiros espalhados pelos quatro cantos do país e diversos pontos do mundo, como Europa, Japão, Costa Rica, Argentina e Tailandia.

Também neste ano o Biquini esteve presente em dois lançamentos literários. Sheik lançou seu livro de poesias Borboletas no Estômago do Cachorro Louco e a banda finalmente lançou o seu RockBook, livro de partituras com biografia e dados estatísticos. Rescindiram o contrato com a Sony Music e passaram o final do ano compondo e gravando o novo disco previsto para sair em 97.

Começam o ano de 97 gravando e mixando o disco biquini.com.br. Durante os meses de março e Abril, negociam com gravadoras e acabam fechando com a BMG. Entram novamente em estúdio e regravam algumas faixas, além de incluir outras inéditas. Bruno viaja para New York e grava vozes para alguns remixes. Enquanto isso, o disco O Melhor do Biquini Cavadão ultrapassa as 100 mil cópias. O departamento de marketing da BMG sugere o lançamento em 98 e o grupo passa a ensaiar um novo show.

Em parceria com a UNISYS do Brasil, biquini.com.br apresenta uma faixa interativa desenvolvida pela 10Minutos e se torna o primeiro disco de audio lançado no país com um kit de acesso à Internet. Janaína estréia nas rádios se tornando um sucesso nacional. O clip é indicado para a categoria "escolha da audiência" e é super bem votado. O disco cresce nas vendagens ao mesmo tempo em que a Polygram lança um projeto especial contendo Remixes da banda. Tédio e Sabor do sol entram com força nas rádios do país a partir do segundo semestre.

O Biquini lança o disco biquini.com.br no Canecão, com direção de Ernesto Piccolo e cenários de Analu Prestes. O show incluiu 4 bailarinas backing vocals sobre uma passarela e um fundo inspirado em placas de computador. A tour seguiu pelos estados do sul e sudeste. O Biquini encerrou o ano de 98 com À vontade, um projeto no Ballroom, Rio de Janeiro, onde durante as quartas de novembro contaram com convidados especiais. Jorge Benjor, Zé Ramalho, Kid Abelha, Herbert Vianna e Frejat foram alguns dos nomes presentes da festa. Em dezembro, voltaram a entrar em estúdio para compor novas faixas para o novo disco previsto para 99.

O ano de 2002 começou com uma tour pelo Nordeste, presença no Planeta Atlântida, férias em Fevereiro e a continuidade do trabalho lançado em 2001. A banda excursionou por todo país se apresentando também em grandes festivais como o de Lençóis na Bahia e o de Crato, no Ceará. No meio do ano, Bruno, junto com o produtor Luis Carlos "Meu Bom", gravaram o CD Superfantástico - Quando Eu Era Pequeno, um tributo às músicas infantis com presença de diversos artistas. O Biquini Cavadão compareceu gravando Carimbador maluco (Raul Seixas) do especial Plunct Plact Zummm.

No começo de Outubro, a banda marco presença no Ceará Music 2002, encerrando o festival às 7 da manhã para mais de 30 mil pessoas. O evento foi gravado e depois editado e dirigido por Carlos Coelho para sua estréia como diretor de um clipe: Toda Forma de Poder, clássico dos Engenheiros do Hawaii. Fecharam o ano com mais de 100 shows pela tour 80, 77 deles só em 2002.

Com 18 anos de estrada, o Biquini Cavadão tem hoje metade de sua vida dedicada à musica.

Fonte: Site Oficial

Algumas músicas cifradas:

1/4, Arcos, Bem vindo ao mundo adulto, Cai água, cai barraco, Carimbador maluco, Chove chuva , Ida e volta, Ilegal, imoral ou engorda, Impossível, Inseguro de vida, Janaína, , Meu reino, Múmias, No mundo da lua, Por que você não estava aqui, Sabor do sol, Tédio, Teoria, Timidez, Vento, ventania, Zé Ninguém.

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Alfredo

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Alfredo (Alfredo José de Alcântara), instrumentista e compositor. Fl. Rio de Janeiro RJ 1910-1927. Nascido no bairro de São José, em Recife PE, aprendeu a tocar pandeiro, freqüentando forrós locais. Transferindo-se para o Rio de Janeiro, foi morar no bairro do Estácio, logo integrando-se nas rodas de sambistas.

Pelo fim da década de 1910, Caninha, ouvindo-o tocar, convidou-o a integrar o grupo Sou Brasileiro, que se apresentava nas festas da Penha e durante o Carnaval. Logo se destacou entre os grandes pandeiristas do Rio de Janeiro, criando maneira pessoal de tocar o instrumento, na qual, além de marcar o ritmo, realizava floreios de percussão e fazia malabarismos, equilibrando o pandeiro na ponta do indicador, atirando-o para o alto etc.

Conhecido como “pandeirista infernal”, foi solicitado por vários conjuntos, chegando a apresentar-se no elegante cabaré Assírio, do Rio de Janeiro, com Oito Batutas, grupo liderado por Pixinguinha e Donga, recém-chegado de apresentações em Paris, frança.

Em 1927 participava do bloco O Que É Nosso, chefiado pelo sambista Caninha, vencendo naquele ano um concurso carnavalesco. Ainda em 1927 integrou o grupo Cutubas de Macaé, formado pelo violonista Josué de Barros.

Célebre também no teatro, depois de participar de várias revistas da época, viajou a Buenos Aires, Argentina, onde se exibiu em teatros e casas noturnas como “el negro panderista brasileño”, acrescentando ao seu número evoluções de passista e bailarino.

Formando uma pequena companhia de variedades, excursionou pela Europa e em seguida por New York, E.U.A. Sempre alcançando êxitos, voltou à Argentina para nova temporada, antes de regressar ao Brasil.

Seu estilo teve vários seguidores, entre os quais Russo do Pandeiro, incorporando-se definitivamente à forma de execução adotada em grande parte pelos instrumentistas das escolas de samba.

Obras: Lavadeira, s.d.; Minha promessa, samba, 1928; Vem, meu bem, s.d.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

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Velha Guarda

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Conjunto vocal e instrumental organizado em 1954 em São Paulo SP. O conjunto surgiu quando o cantor e radialista Almirante promoveu em São Paulo o Primeiro Festival da Velha Guarda, na Rádio Record, reunindo artistas como Pixinguinha, João da Baiana, Donga, Benedito Lacerda, Ismael Silva, Alfredinho Flautim, Caninha e outros.
Apresentaram-se em abril de 1954 no Teatro Colombo, no Clubinho dos Artistas e, ao ar livre no Ibirapuera. Na ocasião foi distribuído, entre os jornalistas, um disco com duas antigas gravações de Pixinguinha, em solo de flauta: os choros de sua autoria Lamentos e Chorei. Semanas depois o espetáculo repetiu-se no Rio de Janeiro RJ, na Noite da Velha Guarda, na boate Beguin, do Hotel Glória.
Em 1955, novamente por iniciativa de Almirante, realizou-se em São Paulo o II Festival da Velha Guarda, com espetáculos que contaram com a participação de artistas populares das décadas anteriores, como Paraguassu, Elisa Coelho, Sebastião Cirino, Augusto Calheiros, Bororó, Paulo Tapajós, Gilberto Alves, Radamés Gnattali, Carolina Cardoso de Meneses e outros, além dos participantes do primeiro festival, que constituíram o conjunto Velha Guarda, integrado por Pixinguinha (sax-tenor), Donga (violão e prato e faca), João da Baiana (pandeiro), Bide (flauta), Alfredinho (flautim), J. Cascata (afoxê e canto), Rubem, Mirinho e Carlos Lentine (violões) e Valdemar (cavaquinho), além de Almirante (canto).
Ainda em 1955 atuaram com sucesso na boate Casablanca, do Rio de Janeiro, no show de Zico Ribeiro O samba nasce no coração, e gravaram na Sinter dois LPS 10 polegadas: A Velha Guarda, em julho, e O Carnaval da Velha Guarda, em novembro.
Em 1956 lançaram, também pela Sinter, o LP Festival da Velha Guarda. Dois anos depois o conjunto se desfez.

Velha Guarda _1955.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

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Alfredinho Flautim

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Alfredinho Flautim (Alfredo José Rodrigues), instrumentista e compositor, nasceu em Juiz de Fora MG em 24/07/1884 e faleceu no Rio de Janeiro RJ em 03/09/1958.

No Rio de Janeiro aos 12 anos, residia no bairro do Catumbi, onde conheceu o flautista Alfredo da Rocha Viana, pai de Pixinguinha, com quem se iniciou em música.

Dedicou-se ao estudo do flautim (instrumento musical de sopro, semelhante à flauta, porém menor e mais fino, e que dá a oitava superior da nota escrita), passando a freqüentar as rodas boêmias da época, bailes nos subúrbios e serenatas.

Integrou o grupo do bairro Cidade Nova, sendo também músico de orquestras de ranchos carnavalescos, além de acompanhar blocos de sujos que se formavam na Galeria Cruzeiro, no centro da cidade.

Realizou inúmeras gravações. Integrou ainda o Grupo da Velha Guarda, em sua segunda fase, em 1954.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

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Se há alguém no Brasil que simboliza a alegria dos primeiros carnavais, essa pessoa é Lamartine Babo. Exímio compositor de marchinhas de carnaval, Lamartine foi um dos primeiros humoristas do país. Em meados da década de 30, quando o que contava ainda era a brincadeira nas ruas e não o desfile das escolas, o carioca, nascido em 1904, reinava absoluto nas festas do Rio de Janeiro. De 1932 a 1936 emplacou os maiores sucessos da Folia de Momo na Cidade Maravilhosa.

Não é difícil compreender o sucesso de Lamartine no Carnaval. Data marcada por uma grande festa no país, o Carnaval é considerado por muitos - especialmente fora do país - como o símbolo da alegria dos brasileiros. Bem humorado, com canções que apelavam para o humor puro, o compositor logo conquistou os cariocas.

"Ele era muito engraçado, e tirava sarro das pessoas com algumas letras. Inclusive, tirava sarro dele mesmo. Até por ser Carnaval, não tinha como fazer letra séria. E ele se destacava", explica o professor de Arte e Cultura da Universidade Metodista de São Paulo, Heron Vargas.

O humor escrachado - por algumas vezes maldoso - se tornou a marca principal da produção de Lalá, como era conhecido. "Nesse ponto ele é praticamente único na música brasileira. Ele mesmo era humorista, trabalhava assim no rádio, apresentando programas. Outros faziam mais sátira, o que é diferente do humor", compara o pesquisador Suetônio Soares Valença, autor do livro Tra-la-lá : Lamartine Babo. "O Lamartine fazia humor puro. Levava tudo mais ou menos na brincadeira, fazendo humor o tempo todo."

Ainda assim, não era apenas o humor que levava Lamartine ao sucesso. Com uma formação musical diferenciada dos demais compositores da época, conseguia resultados mais expressivos com as marchinhas, chegando a emplacar seis grandes sucessos em um mesmo Carnaval.

"Lamartine não teve uma formação musical como a do Noel Rosa, por exemplo. Noel subia os morros e ia ao Estácio para conhecer o samba. O Lamartine não teve essa passagem pelos morros. E por isso que ele fazia muita marcha, que se aproxima mais das operetas e das músicas americanas dos anos 20, que era o que ele acompanhava", complementa Valença.

A fama de Lamartine nos carnavais rapidamente fez com que fosse requisitado pelo rádio e pela TV, ainda nascente nos anos 50. Lá, também alcançaria sucesso, com programas como o "Baú do Lamartine". No rádio, foi pioneiro em usar uma ferramenta que conhecia bem: novamente, o humor.

"Ele é o precursor do humor no rádio. Não era um humorista como o Chico Anysio, mas tinha uma verve, era muito engraçado. Através desse humor, ele foi mais que um compositor, foi um dos responsáveis pelo que se considerou o "Espírito Carioca". É essa coisa do bom humor, da verve, da graça", afirma Valença.

Por Renato Marques

Fonte: http://www.universia.com.br/especiais/carnaval/lamar.jsp

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Edigar de Alencar

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Edigar de Alencar, musicólogo, jornalista, poeta e teatrólogo. Nasceu em 06/11/1901 na cidade de Fortaleza-CE e faleceu no Rio de Janeiro-RJ em 24/04/1993. Foi para o Rio de Janeiro em 1926, dedicando-se ao comércio.

Escreveu a revista Doce de coco, estrelada por Alda Garrido, no Teatro São José, e foi crítico de teatro, chegando a presidir o Ciclo Independente dos Críticos Teatrais.

Em 1932 publicou seu primeiro livro de poesias, Carnaúba. Cronista do jornal carioca O Dia desde sua fundação, onde assinava sob o pseudônimo de Dig, foi conselheiro de música popular brasileira do MIS, do Rio de Janeiro.

Publicou O Carnaval carioca através da música, 2 volumes, Rio de Janeiro, 1965; A modinha cearense, Rio de Janeiro, 1967; Nosso Sinhô do samba, Rio de Janeiro, 1968.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

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Chiquinho do Acordeom

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Chiquinho do Acordeom (Romeu Seibel), instrumentista e compositor, nasceu em Santa Cruz do Sul RS em 07/11/1928, e faleceu no Rio de Janeiro RJ em 13/02/1993. Começou a estudar acordeom na cidade natal, em 1937, com Maneta Heuser.

Gravou pela primeira vez, em 1951, com o Regional Claudionor Cruz, no estúdio Star, no Rio de Janeiro RJ. Ao lado de Garoto (violão) e Fafá Lemos (violino), trabalhou no programa Música em Surdina, na Rádio Nacional, do qual nasceu, em 1952, o Trio Surdina, composto pelos três, que gravou LPs na Musidisc.

Trabalhou, ainda em 1953, na Grande Orquestra Brasileira, da Rádio Nacional, regida por Radamés Gnattali e no mesmo ano fundou seu próprio grupo denominado Chiquinho e seu Conjunto. Em 1954 integrou o Sexteto de Radamés Gnattali

Além de ter feito arranjos para jingles, participou da gravação de trilhas sonoras para cinema, com diversos maestros, entre os quais Radamés Gnattali, Lírio Panicali, Edino Krieger, Remo Usai, Guerra-Peixe e outros. Em 1960 excursionou pela Europa com o Sexteto de Radamés Gnattali, na III Caravana de Música Brasileira.

Foi diretor musical da TV Excelsior de 1963 a 1967. Um dos mais solicitados acordeonistas para gravações, já acompanhou, entre outros, Elisete Cardoso, Carmélia Alves, Martinho da Vila, Carlos Lyra, Maria Creuza e MPB-4.

Como compositor, é autor de São Paulo Quatrocentão (com Garoto), uma de suas obras mais conhecidas, Esquina da saudade (com Radamés Gnattali e Alberto Ribeiro), gravada por Jamelão, Relógio da vovó (com Fafá Lemos e Garoto), Um baile em Santa Cruz, Sinimbu, Polquinha gaúcha, Estrela, Dobrado 27 de Fevereiro (com Radamés Gnattali), entre outras.

CD: Radamés Gnattali: três concertos e uma brasiliana, Orquestra Sinfônica Nacional, reg. Alceu Bocchino, 1996, SOARMEC S004.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

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Astrud Gilberto

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Astrud Gilberto (Astrud Weinert), cantora, nasceu em Salvador BA (29/3/1940). Em 1948 transferiu-se com a família para o Rio de Janeiro RJ. Trabalhou como funcionária do Ministério da Agricultura e, em 1959, casou com João Gilberto, que conhecera na casa de amigos e com quem cantara como amadora em shows de bossa nova.

Por 1963, foi para Nova Iorque, Estados Unidos, com o marido. Participou como cantora da gravação do LP de João Gilberto com Stan Getz, e este a convidou para gravar a versão em inglês de Garota de Ipanema.

Em novembro de 1963, foi contratada como crooner do grupo de Stan Getz. No início do ano seguinte, obteve sucesso com The Girl from Ipanema (versão para o inglês de Garota de Ipanema, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes), lançada em compacto pela etiqueta Verve. Nessa época, ao lado de Stan Getz, trabalhou no filme The Swinging Set.

Separou-se de João Gilberto em fins de 1964. Em janeiro de 1965, gravou seu primeiro LP, Astrud Gilberto, também pela Verve. Fez ainda várias gravações de jingles. Apresentou-se em shows em diversas cidades norte-americanas, e continuou morando nos EUA.

Esteve no Brasil em 1966, quando fez uma temporada no Teatro Record, de São Paulo. Entre seus discos lançados nos EUA, destacam-se Astrud Gilberto Plus James Last Orchestra (Verve, 1986) e The Astrud Gilberto Album (The Silver Collection,Verve, s.d.).

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

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Benê Nunes

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Benê Nunes (Benedito Francisco José de Sousa da Penha Nunes da Silva), instrumentista e compositor nasceu no Rio de Janeiro RJ em 16/11/1920 e faleceu em 07/06/1997. Começou a tocar piano aos quatro anos de idade, mas estudou música apenas seis meses, continuando a aperfeiçoar-se de ouvido.

Aos sete anos apresentou-se no programa Hora Infantil, da Rádio Cajuti, executando Pé de anjo(Sinhô) e foi contratado pela emissora, onde permaneceu durante seis meses. Voltou a atuar profissionalmente aos 14 anos, tocando em gafieiras.

Em 1945 integrou o conjunto Milionários do Ritmo, de Djalma Ferreira, e estreou no cinema no ano seguinte, aparecendo na produção da Atlântida Mãe, de Teófilo de Barros. Participou de vários filmes, tendo ficado conhecido como o pianista-galã do cinema e do rádio brasileiros.

Sob a direção de Watson Macedo, apareceu em Carnaval no fogo, em 1949, e em Aí vem o barão, em 1951, ambos da Atlântida. Em 1952 participou de Barnabé, tu és meu, de José Carlos Burle, e foi o ator principal do filme O rei do samba, de Luís Santos, interpretando o papel do compositor Sinhô. Ainda em 1952, atuou ao lado de Adelaide Chiozzo no filme É fogo na roupa, de Watson Macedo.

Formou uma orquestra, considerada a maior da América do Sul, com 32 figuras. Um de seus grandes sucessos foi o choro-maxixe Gostosinho, gravado na Continental.

No início do movimento da bossa nova, promoveu em sua casa várias reuniões musicais. Em 1984 apresentou-se profissionalmente pela última vez, na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, num recital em companhia da pianista Laís de Sousa Brasil. Depois tocou somente em espetáculos beneficientes.

Aposentado como delegado fiscal do governo, viveu seus últimos anos, com a família, em seu apartamento no bairro carioca de Botafogo.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

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Afonso Rui

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Afonso Rui (Afonso Rui de Sousa), escritor, historiador, jornalista e revistógrafo, nasceu em Salvador BA em 28/08/1893 e faleceu em 20/07/1970. Completou os primeiros estudos no ginásio São Salvador, em Salvador, e bacharelou-se em direito, pela Faculdade da Bahia, em 1915.

Em 1914 fundou com outros colegas de curso o Grupo Dramático Xisto Bahia. Um ano antes, já iniciara sua carreira jornalística no O Correio, seguindo-se A Época, A Semana. Posteriormente atuou em outros jornais, como Diário da Bahia, O Imparcial, Gazeta do Povo.

Dirigiu diversas revistas, como Renascença, Artes e Artistas. Além de exercer profissão de advogado, escreveu várias peças que foram musicadas: Por dentro e por fora, Depois das doze, Sem pé nem cabeça.

Em 1951 foi feito membro da Academia Baiana de Letras.

Em área afim da musical publicou os livros Seresteiros e boêmios baianos do século passado, Salvador, 1954; História do teatro na Bahia, Salvador, 1959; e Conservatório Dramático da Bahia, Salvador, s.d.

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Perinho Albuquerque

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Perinho Albuquerque (Péricles de Albuquerque), instrumentista e arranjador, nasceu em Salvador BA em 25/04/1946. Aprendeu sozinho violão e guitarra, e no início da década de 1960 atuou no conjunto de Raul Seixas, Os Panteras, em Salvador.

De 1963 a 1967 tocou com Carlito e sua Orquestra, passando em 1972 a acompanhar Caetano Veloso em shows e gravações, ano em que estreou como arranjador e músico no LP Drama, da cantora Maria Bethânia, lançado pela Philips.

Em 1974, fez os arranjos para os LPs Cantar, de Gal Costa, Sinal fechado, de Chico Buarque, e Temporada de verão, de Gal Costa, Gilberto Gil e Caetano Veloso.

Em 1975, no LP Jóia, de Caetano Veloso, estreou como compositor, em parceria com o cantor, na música Guá, e foi diretor de produção desse disco e do LP Qualquer coisa, também de Caetano Veloso, ambos lançados na mesma época.

Também arquiteto, é armador de navios em ltapuã BA.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

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Alfredo Albuquerque

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Alfredo Albuquerque, cantor e compositor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 11/02/1884 e faleceu em 03/07/1934. Ator e humorista no início deste século, estudou na Universidade de Coimbra, em Portugal, adquirindo o sotaque português, que o caracterizou no palco.

Ingressou no teatro musicado do Rio de Janeiro na primeira década do século, lembrando-se o compositor Buci Moreira de tê-lo conhecido na casa de Tia Ciata, baiana da Cidade Nova, que promovia festas em que se reuniam os pioneiros do samba carioca.

Foi o autor da versão brasileira do one-step norte-americano Caraboo (Sam Marshall), trazido ao Brasil em 1913 pelo jamaicano Sam Lewis. Adaptada por Alfredo Albuquerque, a canção foi o maior sucesso do Carnaval de 1916. Gravada pelo cantor Roberto Roldán, na Odeon, tornou-se também um dos números de êxito da dupla Os Geraldos, cançonetistas que se apresentavam em casa de chope da Lapa e no teatrinho do Passeio Público.

Entre 1928 e 1930, gravou na Odeon diversos discos de cançonetas, paródias, monólogos e cenas cômicas, muitos de sua autoria. Gravou também na Parlophon em 1930, inclusive em parceria com o cômico Pinto Filho (por exemplo as cenas comicas Sou de circo, de Pinto Filho, e O barbeiro Ananias, de Bastos Tigre — Parlophon 13.164) e como intérprete lançou, em 1928, o samba Olha ele, cuidado (Heitor dos Prazeres), cuja letra se referia ao pianista e compositor Sinhô.

Autor da valsa Ave Maria, morou algum tempo em Belém PA, onde se apresentou em teatros como humorista e cantor, em dupla com Isabel Lopes. Na mesma cidade atuou como diretor artístico do Teatro Bar Paraense.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.

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Morris Albert

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Morris Albert (Maurício Alberto Kaiserman), cantor, compositor e instrumentista nasceu em São Paulo SP em 07/09/1951. Após apresentações esporádicas como cantor, violonista e membro de diversos conjuntos, obteve seu primeiro grande sucesso em 1973 como compositor: sua canção Feelings popularizou-se como tema da novela Corrida do ouro, da TV Globo.

Por exigência da gravadora, Copacabana Beverly Discos, viu-se compelido a adotar nome inglês, que passou a ser seu nome profissional. Feelings vendeu mais de 300 mil exemplares no Brasil, na América Latina e nos EUA. Uma versão em castelhano, gravada pelo autor com o título Sentimientos, vendeu 25 mil exemplares de uma tiragem inicial no México e valeu ao autor um Disco de Ouro.

Feelings foi ainda a faixa-tftulo de um LP gravado pelo autor nos EUA, onde também lhe conferiram um Disco de Ouro; na Inglaterra obteve um Disco de Prata com a mesma produção. Entre os cantores que gravaram Feelings nos EUA estão Frank Sinatra, Johnny Mathis, Bobby Winton, Andy Williams, Dionne Warwick, e, entre as orquestras, Paul Mauriat, Ray Connif, e Percy Faith. Ao todo, Feelings vendeu cerca de 10 milhões de discos no mundo e rendeu ao autor cerca de 4 milhões de dólares.

Em julho de 1975, gravou nos EUA outro compacto, pela Charger Records Beverly, com novo sucesso de linha melódica semelhante a Feelings: Leave me. Também foram sucessos Conversation (1977), She's my girl (1978) e Gonna love you more, regravada pelo guitarrista norte-americano George Benson em 1979.

Radicado em Toronto, Canadá, continua compondo, gravando discos e se apresentando emshows, inclusive no Brasil; em 1977 lotou o Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, e em 1996 apresentou-se no Dinho’s Place em São Paulo SP.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora / PubliFolha.

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She's my girl

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Morris Albert



INTRO : Dm7 G7 :C7+ Am7 :Dm7 G7 :C7+ Am7


Dm7 G7
She's my girl
C7+ Am7
When the sun goes down
Dm7 G7
When the moon comes up
C7+ A :
When the light is off.


Dm7 G7
She's my friend
C7+ Am7
When I need a friend
Dm7 G7
When I want her love
Gm A A/G F#7/11+ :
I can have.__


F7+ Em7
OOH!!____ We've got everything we need [WE NEED]
Dm7
We share everything we have
F/G C7+
We have sadness and happiness
A4/7 A7 :
Oh! Darling.


F7+ Em7
OOH!!____ We cry and laugh everytime [EVERYTIME]
Dm7
We love all the love we feel
F/G Bb/C :
And we feel all the love we make.


C7+
NA NA NA NA NA NA
Dm7 :
NA NA NA NA NA NA NA NA
Em7 Ebm7:
NA NA NA NA NA NA NANA__
Dm7 :
NA NA NA NA NA NA
C7+
NA NA NA NA NA NA
Dm7
NA NA NA NA NA NA NA NA
Em7
NA NA NA NA NA NA
A4/7 A7 :
NA NA NA NA NA NA NA NA.


Dm7 G7
She's my girl
C7+ Am7
When the sun goes down
Dm7 G7
When the moon comes up
C7+ A :
When the light is off.


Dm7 G7
She's my woman
C7+ Am7
When I need a woman
Dm7 G7
When my body is asking
Gm A A/G F#7/11+ :
We can love.__


F7+ Em7
OOH!____ We've got everything we need [WE NEED]
Dm7
We share everything we have
F/G C7+
We have sadness and happiness
A4/7 A7 :
Oh! Darling.


F7+ Em7
OOH!____ We cry and laugh everytime [EVERYTIME]
Dm7
We love all the love we feel
F/G Bb/C :
And we feel all the love we make.


C7+
NA NA NA NA NA NA
Dm7 :
NA NA NA NA NA NA NA NA
Em7 Ebm7:
NA NA NA NA NA NA NANA__
Dm7 :
NA NA NA NA NA NA

C7+
NA NA NA NA NA NA \
Dm7 :
NA NA NA NA NA NA NA NA :
C7+ \ Repeat 2 Times
NA NA NA NA NA NA /
Dm7 : : and FADE OUT.
NA NA NA NA NA NA NA NA /

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Feelings

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Morris Albert



Tom: Em

Introdução: Am Am7+ Am7 D7/9 Dm C7+ E7


Am Am7+
Feelings
Am7 D7/9
nothing more than feelings
Dm G
trying to forget my
C7+ Bm7/5- E7
feelings of love
Am Am7+
Teardrops
Am7 D7/9
Rolling down on my face
Dm G
trying to forget my
C7+ A
feelings of love



F G/F
Feelings
Em7 A
oh, oh, for all my life I'll feel it
Dm G
I wish I've never met you girl
C7+ A
you'll never come again



F G/F Em7 A
Feelings__ wo, oh, oh feelings
Dm G
wo, oh, oh feel you
Bm E7 E
Again in my_arms



Am Am7+
Feelings
Am7 D7/9
feelings like I've never lost you
Dm G
And feelings like I've never have you
C7+ A F
again in my heart



F G/F
Feelings
Em7 A
oh, oh, for all my life I'll feel it
Dm G
I wish I've never met you girl
C7+ A
you'll never come again



F G/F Em7 A
Feelings__ oh, oh, oh feelings
Dm G
oh, oh, oh feel you
Bm E7 E
Again in my_arms
Am Am7+

Feelings
Am7 D7/9
feelings like I've never lost you
Dm G
And feelings like I've never have you
C7+ A F
again in my life



F G/F Em7 A
Feelings__ wo, oh, oh feelings
Dm G
wo, oh, oh feel you
Bm E7 E
Again in my_arms

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César Ladeira

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César Ladeira (César Rocha Brito Lacerda), locutor e produtor de rádio, nasceu em 01/12/1910, Campinas, São Paulo, e faleceu em 08/09/1969. Era aluno da faculdade de Direito quando, em 1931, ficou seduzido pelo rádio, que começava a tomar um impulso extraordinário em todo o Brasil, e estreou como locutor na Rádio Record.

Sua fama transpôs as fronteiras do estado de São Paulo e espalhou-se por todo o país em 1932, durante a Revolução Constitucionalista, quando sempre à meia-noite, transmitia com entusiasmo as idéias do movimento.

Em 1933, chegava ao Rio de Janeiro para assinar contrato na Rádio Mayrink Veiga, como locutor e diretor artístico. Deu novo ritmo à programação da emissora, dividindo-a em horários definidos e especializados, e um epíteto consagrador a cada artista do seu elenco, como “pequena notável”, para Carmen Miranda; “o cantor que dispensa adjetivos”, para Carlos Galhardo; e “o cantor das mil e uma fãs”, para Ciro Monteiro.

Despertou o gosto dos ouvintes para a crônica vibrante, o editorial e o comentário e difundiu programas literário-musicais de fim de noite, estimulando a cultura e colocando a Mayrink Veiga na preferência dos ouvintes.

Locutor mais imitado do rádio brasileiro, em 1948 transferiu-se para a Rádio Nacional, onde apresentou com grande sucesso o programa Seu criado, obrigado, ao lado de Dayse Lúcidi, durante dez anos, e a Crônica da cidade, por 20 anos.

Marido da atriz Renata Fronzi, César Ladeira participou ainda de alguns filmes brasileiros e criou a Empresa Brasileira de Comédias Musicais, produzindo o Café Concerto, espetáculo de luxo encenado nas boates cariocas Casablanca e Acapulco. Em 1967, apresentava-se em teatros de comédia na extinta TV Tupi do Rio.

Fontes: Nomes que Fizeram a História do Rádio; VIP - 1 de dezembro.

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Zé Carioca

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Zé Carioca (José do Patrocínio Oliveira), instrumentista, nasceu em Jundiaí SP em 11/02/1904 e faleceu em Los Angeles, Estados Unidos, em 22/12/1987. Já tocava cavaquinho, como amador, na época em que trabalhava como classificador de cobras no Instituto Butantã, de São Paulo SP.

Em 1929 foi convidado para tocar num programa regional, na estréia da Rádio Educadora Paulista (depois Gazeta), uma das primeiras emissoras brasileiras. Com o surgimento da Rádio Cruzeiro do Sul, em 1931, passou a atuar na Orquestra Columbia, dirigida por Gaó, trocando o cavaquinho pelo banjo, o que lhe valeu o apelido de Zezinho do Banjo.

No ano seguinte, César Ladeira levou-o para o Rio de Janeiro, para trabalhar na Rádio Mayrjnk Veiga, onde tocou ao lado de Nelson Souto, Pixinguinha, Garoto, Nelson Boi, Gastão Bueno Lobo e Britinho. Logo depois, acompanhou César Ladeira, quando este se tornou diretor artístico do Cassino da Urca.

Ali conheceu Carmen Miranda e, em 1939, foi para os EUA com a orquestra de Romeu Silva, na qual tocava violão, para cumprir temporada de seis meses no pavilhão brasileiro da Feira Mundial, em New York, participando do filme Serenata tropical, de Irving Cummings. No ano seguinte, apresentou-se. no pavilhão brasileiro da Feira de San Francisco.

Em 1941 assinou contrato com a Twentieth Century Fox e participou, ao lado do Bando da Lua e Carmen Miranda dos filmes Uma noite no Rio, de Irving Cummings, e Aconteceu em Havana, de Walter Lang, entre outros. Na Fox também dublou desenhos animados e conheceu Walt Disney, que, inspirado em sua figura, criou o Zé Carioca, personagem-símbolo do malandro brasileiro no desenho animado de longa metragem Você já foi a Bahia?.

Nos últimos anos, tocou no restaurante Marquis Martoni, em Hollywood. vivendo seis meses nos EUA e seis no Brasil, em São Paulo.

Centenário de nascimento

"No dia onze de fevereiro de 2004 será comemorado o centenário de nascimento de José Patrocínio de Oliveira, natural de Jundiaí, SP. Trabalhava no Instituto Butantã como classificador de cobras (mais tarde ele seria classificado como um dos “cobras” da nossa música) ao mesmo tempo que consolidava seu prestígio como instrumentista.

Freqüentador de rodas onde figuravam os nomes de Américo Jacomino (Canhoto), João Sampaio e Armando Neves, passa a ser conhecido por Zezinho, que era do banjo, cavaquinho, bandolim, violão e dos outros instrumentos que viria a dominar, como o violão tenor e a guitarra havaiana.

No período de 17/02 a 04/03/1928 foi confiado ao prestigiado violonista Canhoto a tarefa de organizar uma Orquestra Típica de instrumentos de cordas, constituída pelos melhores músicos de São Paulo, para se apresentar no suntuoso Salão de Automóveis da General Motors, evento este realizado no Cine Odeon que ficava a Rua da Consolação No 42.

Além de Canhoto, Os nomes de Zezinho, Mota, Carlinhos, Armandinho Neves e João Sampaio eram os de maior destaque. Participava também desta Orquestra um menino franzino de apenas doze anos, empunhando orgulhoso o seu banjo. Este menino era Aníbal Augusto Sardinha( Garoto), que tinha agora em Zezinho seu novo ídolo e mestre. Este foi, ainda que involuntariamente, o grande propulsor da vitoriosa carreira de Garoto que, numa entrevista, confessou: “Devo meu progresso ao Zezinho, pois queria tocar sempre melhor do que ele...”.

Entre 1929 e 1931, pela gravadora Columbia, Zezinho participa em cerca de cento e vinte gravações (Infelizmente não é possível obter o número exato em função da inexistência das fichas técnicas) tocando seus instrumentos ao lado de nomes como João Pernambuco (10), Paraguassú (10), Jaime Redondo (8), Januário de Oliveira (19), Batista Jr (9) e sua filha Dircinha Batista (2), Eurístenes Pires (4), Stefana de Macedo (12), Jararaca (19), Lila Dias (4) e Elsie Houston (13) dentre outros.

Acompanhou ao violão (como segundo violão) a João Pernambuco em boa parte dos registros de sua obra como em “Interrogando”, “Reboliço” e “Sonhos de magia”. Com Stefana de Macedo participou como acompanhante do lançamento de diversas composições de Amélia Brandão Nery que seria conhecida mais tarde por Tia Amélia.

Quase ao mesmo tempo entra em cena uma orquestra com uma sonoridade diferente: “A presença do violino de Ernesto Trepiccioni e do acordeon de José Rieli dava um som romântico a esta orquestra, a rigor menos uma orquestra do que um conjunto instrumental...”, diria Ary Vasconcelos em seu História e inventário do choro.

Esta orquestra, complementada por Gaó (Odmar Amaral Gurgel) ao piano; Atílio Grany na flauta; Petit (Hudson Gaia) ao violão; Jonas Aragão no sax alto e Zezinho no bandolim é a Orquestra Colbaz que gravou na Columbia entre 1930 e 1932 cerca de vinte e seis músicas entre choros e valsas. A ampliação desta orquestra dá origem a famosa Orquestra Columbia, ainda sob a direção de Gaó.

1931 é o ano do grande concurso de música promovido pelo jornal “A Gazeta”, concurso este que motivou uma intensa participação da população de São Paulo (capital) que escolhia seus músicos favoritos, divididos por categorias, através de voto direto. Na categoria banjo, Zezinho obteve expressiva votação (117 323 votos), obtendo o primeiro lugar (nesta categoria Garoto ficou em sexto, com 9 746 votos).

Outros vencedores foram Gaó (piano), Alberto Marino na categoria violino (Trepiccione ficou em segundo e Nestor Amaral em quinto), Larosa Sobrinho (violão), Nabor Pires Camargo (clarinete) e Cárdia (bandolim).

César Ladeira, já no Rio de Janeiro e atuando na rádio Mayrink Veiga, atuava como um embaixador da musica paulistana, trazendo para a então capital da república os novos valores lá revelados. Desta forma aqui chegou Zezinho em 1933, passando logo a integrar o famoso regional da Mayrink.

Em 1936 é a vez de César Ladeira buscar uma turma da pesada; Aimoré, Garoto, Nestor Amaral e Laurindo Almeida. Estes três últimos participaram junto a Zezinho de uma grande aventura: Uma viagem a Europa a bordo no navio Cuiabá. Fizeram escala nos estados mais importantes do nordeste brasileiro antes de partir rumo a Lisboa, Porto, Amsterdam, Berlim e Paris onde por três meses divulgaram a nossa música. Em Paris não puderam desembarcar com os instrumentos musicais devido a alguma lei protecionista.

Assistiram então extasiados a uma apresentação do diabólico duo Stephan Grapelli (violino) e Django Reinhart (violão). Algo novo estava acontecendo ali em termos musicais e eles jamais seriam os mesmos após esta experiência, especialmente Garoto, que acabou por incorporar o fraseado de Django!

Voltam a Mayrink e depois de um breve retorno a São Paulo onde atua junto a Armandinho Neves e Antonio Rago no Regional da Record, Zezinho passa a integrar a Orquestra de Romeu Silva (muito bem reportado por Daniella Thompson) partindo então para os Estados Unidos em 1939 onde iriam se apresentar por seis meses na Feira Internacional de Nova Iorque. Zezinho reencontra seu amigo Garoto quando este, já famoso com seu violão tenor ( foi inclusive chamado de “homem dos dedos de ouro”), lá esteve com Carmen Miranda e o Bando da Lua.

A partir de 1940, Zezinho fixa residência em Los Angeles, já contratado pela Fox. Em 1941, Walt Disney com o papel de “embaixador da boa vizinhança” viaja pela América latina a pretexto de buscar inspiração para a criação de novos personagens. No Brasil, os cartunistas Luis Sá e J. Carlos ajudaram Disney a desenvolver a figura e a personalidade do papagaio “Zé Carioca”, “ personagem concebido para ser a síntese dos laços de amizade entre os estados Unidos e o Brasil”, em acordo com Sidney Ferreira Leite em seu excelente artigo publicado no Estadão em 01/12/2001.

Um problema persistiu por muito tempo: quem iria falar pelo papagaio? Por obra do acaso, Disney estava no mesmo estúdio que Zezinho pelos idos de 1943 e ao ouvi-lo falar percebeu na maneira gingada, malemolente, a voz ideal para o seu papagaio! Nasceu assim o Zé Carioca e o Zezinho, que passaria a usar o mesmo nome do papagaio, era o responsável por sua voz em inúmeros filmes como “Alô amigos” e “Você já foi a Bahia?”.

Este fato rendeu uma fortuna considerável ao Zezinho, que sempre se manteve ligado a musica, como integrante do Bando da Lua e com seu próprio grupo. Infelizmente acabou estigmatizado por conta de sua ligação com Disney (política da boa vizinhança) e com Carmen Miranda.

A casa de Zezinho, de acordo com seu amigo João Cancio de Povoa Filho, era um verdadeiro consulado brasileiro, não faltando ajuda a qualquer músico brasileiro que por lá se aventurasse. Que o diga o nosso violinista Fafá Lemos!

Com a morte de Carmen Miranda terminou o Bando da Lua, nesta altura completamente modificado em relação a sua formação original. Aloísio de Oliveira voltou ao Brasil onde desempenharia importante papel no marketing da Bossa nova e Zezinho lá ficou, com o fardo de seu apelido(Zé Carioca).

Nos seus últimos anos de vida passava seis meses em LA e os outros seis em São Paulo.Faleceu em22/12/1987 em Los Angeles."

(por Jorge Carvalho de Mello)

Aurora Miranda e Zé Carioca no longa-metragem Você já foi à Bahia?.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira; Zé Carioca (samba & choro).

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Romeu Silva

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Romeu Silva, regente, instrumentista e compositor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 11/02/1893 e faleceu na mesma cida em 01/05/1958. Funcionário dos Correios em 1911, tocava saxofone na orquestra do rancho Ameno Resedá, da quaí foi um dos primeiros integrantes.

Naquele ano atuou ainda na orquestra da Sociedade Dançante Carnavalesca Ninho do Amor, dirigida por Álvaro Sandim, o mesmo maestro que depois foi diretor de harmonia e líder da orquestra do Rancho Flor do Abacate, onde Romeu Silva tocou em 1913.

Dez anos depois integrava um conjunto do maestro Eduardo Souto, que deixou para formar sua própria orquestra, o Jazz-Band Sul-Americano, depois chamado Jazz-Band Sul-Americano Romeu Silva, tocando em festas, cabarés e na sala de espera do Cine Palais.

Gravou seu primeiro disco por volta de 1924, um 76 rpm de gravação mecânica da Odeon, com os maxixes Tênis Clube de Petrópolis (Sílvio de Sousa) e Lolote estrilando (Mário Silva). Por essa época começou a compor maxixes, dois dos quais foram gravados em 1925 com sua orquestra, na Odeon, Fubá e Dor de cabeça.

No mesmo ano obteve do ministro do Exterior Félix Pacheco uma verba para excursionar pela Europa com seu grupo musical, fazendo divulgação do Brasil. Assim, tocou samba, maxixe e frevo durante vários anos em Portugal, Espanha, França, Bélgica, Suíça, Alemanha, Inglaterra e Itália. No exterior ainda, gravou alguns discos com a famosa cantora Josephine Bake, entre os quais La petite tonkinoise (Vincent Scotts).

Retornando ao Brasil, ficou pouco tempo, seguindo em 1932 para Los Angeles, EUA, acompanhando uma delegação de atletas brasileiros aos Jogos Olímpicos, com a Brazilian Olympic Eand.

Três anos depois, voltou ao país, trazendo vários músicos estrangeiros para sua orquestra, entre os quais o crooner Louis Cole e o sax-alto e clarineta Booker Pittman, contando ainda com Fernando (guitarra), Mário Silva (trompete) e All Pratt (sax-alto), além de Valfrido Silva (baterista). Atuava em cafés, cinemas, teatros e nos cassinos Atlântico e Urca, tendo, pouco depois, acompanhado Carmen Miranda em excursão à Argentina.

Em 1939, foi para os EUA para atuar no Pavilhão Brasileiro da Feira Mundial de New York, levando entre outros Vadico (piano), Zacarias (sax-alto e clarineta), Fernando (guitarra e crooner), Zé Carioca (violão) e Sut (bateria). No ano seguinte, participou de um festival de música brasileira no Museu de Arte Moderna, de New York.

Retornando ao Brasil em fins de 1940, tocou no Cassino da Urca durante seis anos, até seu fechamento. A orquestra foi então desfeita, e ele passou a viver de um emprego no funcionalismo público municipal.

São de sua autoria: Alvinitente, marcha-rancho, 1922; Cousas da moda, maxixe, 1925; Dor de cabeça, maxixe, 1925; Fubá, maxixe, 1925; Glorinha, xótis, 1927; Se papai souber, maxixe-samba, 1927; Tricolor, maxixe, 1927.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora / PubliFolha.

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Raul Silva

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Raul Silva, instrumentista e compositor, nasceu em São Paulo SP (29/09/1889) e faleceu no Rio de Janeiro RJ (28/03/1938). Atuou nas décadas de 1920 e 1930, período que correspondeu à transição entre a fase mecânica de gravação que se encerrou em 1927, sendo sucedida pela fase elétrica de gravação.

Seus grandes sucessos foram: Saí, Cartola (Cartolinha), samba, interpretado por Fernando com acompanhamento do Jazz-Band-Sul-Americano Romeu Silva, em 1924; Lágrimas de amor, tango-canção, gravado por Vicente Celestino, 1925; Você quebrou, marcha, gravada por Francisco Alves, 1927; Venenoso, choro, gravado por Benedito Lacerda, 1935; Juriti---clique para ouvir amostra da música, choro, gravado por Benedito Lacerda, 1936; Meu sabiá, choro, gravado por Benedito Lacerda, 1938; Canarinho, choro, gravado por Benedito Lacerda, 1939. Era flautista.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira -Art Editora / PubliFolha; Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

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Marisa Monte

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Marisa Monte (Marisa de Azevedo Monte), cantora e compositora, nasceu em 01 de julho de 1967 no Rio de Janeiro RJ. Estudou piano na infância, aos nove anos ganhou de aniversario uma bateria, e aprendeu violão. Na adolescência, estudou canto lírico e participou de uma montagem do musical Rocky Horror Show, encenada por alunos de teatro do Colégio Andrews, com direção de Miguel Falabella.

Em 1985 permaneceu dez meses na Itália para estudar canto, mas desistiu do gênero lírico e passou a cantar musica brasileira na noite, acompanhada de amigos. Nessa época, em Veneza, foi ouvida por Nelson Mota, que seria o diretor de Tudo veludo, seu show de estréia no JazzMania, no Rio de Janeiro, em 1987. O sucesso foi imediato, de público e de crítica. Antes mesmo de gravar seu primeiro disco, foi considerada uma das mais promissoras vozes da musica popular brasileira.

Em 1988 lançou seu primeiro disco, MM ao vivo, pela EMI. O segundo, Mais (1991), marcou sua estréia como compositora e foi bem recebido nos EUA, Japão, Europa e América Latina, impulsionando sua carreira internacional. O disco Verde, anil, amarelo, azul, cor-de-rosa e carvão, lançado em 1994, teve a participação de Gilberto Gil, Paulinho da Viola, Carlinhos Brown, Nando Reis (Titãs), Laurie Anderson e Naná Vasconcelos.

Em 1996 lançou Barulhinho bom (Uma viagem musical), com dois CDs (um ao vivo) e um vídeo em que aparece com Os Novos Baianos, Arnaldo Antunes e Pastoras da Portela, entre outros.

Com várias tournées de sucesso no Brasil e no exterior, desde 1994 teve seus discos lançados mundialmente pela gravadora EMI. Entre suas composições se destacam: Ainda lembro, Ao meu redor e Aonde você mora? (as três com Nando Reis); Beija eu (com Arnaldo Antunes e Arto Lindsay); e E.C.T. e Na estrada (ambas com Nando Reis e Carlinhos Brown).

Cifras e letras de Marisa Monte:

A alma e a matéria , A menina dança, Abololô , Água também é mar, Ainda lembro, Amor I love you, Ando meio desligado , Ao meu redor, Beija eu, Bem leve, Bem que se quis, Chocolate, Chuva no brejo, Cinco minutos, Comida, Dança da solidão, De noite na cama, Diariamente, E.C.T., Ensaboa, Eu sei (Na mira), Gentileza, Gotas de luar, Lenda das sereias, Magamalabares, Maria de verdade, Mustapha, Na estrada, Não é fácil, Não vá embora, Negro gato, O céu, O que me importa, O xote das meninas, Palavras ao vento, Para ver as meninas, Perdão você, Preciso me encontrar, Rosa, Sou seu sabiá, Tema de amor, Tempos modernos, Três letrinhas, Tudo pela metade, Um branco, um xis, um zero, Volte para o seu lar.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora / PubliFolha.

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Volte para o seu lar

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Marisa Monte

Volte para o seu lar - Arnaldo Antunes


Aqui nessa casa ninguém quer a sua boa educação.

Nos dias que tem comida, comemos comida com a mão.
E quando a polícia, a doença, a distância ou alguma discussão
Nos separam de um irmão,
Sentimos que nunca acaba de caber mais dor no coração.
Mas não choramos à toa,
Não choramos à toa.

Aqui nessa tribo ninguém quer a sua catequização.
Falamos a sua língua mas não entendemos seu sermão.
Nós rimos alto, bebemos e falamos palavrão
Mas não sorrimos à toa.
Não sorrimos à toa.

Aqui nesse barco ninguém quer a sua orientação.
Não temos perspectiva, mas o vento nos dá a direção.
A vida que vai à deriva é a nossa condução.
Mas não seguimos à toa.
Não seguimos à toa.

Volte para o seu lar,
Volte para lá

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Marisa Monte

Um branco, um xis, um zero - Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Pepeu Gomes

Você partiu e me deixou
Sem lamentar o que passou
Sem me apegar ao que apagou
E acabou
Não me lembro bem da sua cara
Qual a cor dos olhos
Já nem sei
Só o cheiro do seu cheiro
Não que me deixar mais em paz
Nos ares dos lugares
Onde passo e onde nunca estás
Você partiu e não voltou
Eu já esqueci o que me falou
Se prometeu ou se jurou
Seu amor
Já não me recordo mais seu nome
Quais os outros nomes
Que te dei
Só o cheiro do seu cheiro
Não consegue ser tão fugaz
Nas pessoas, peles, colos
Sexo, boca, onde nunca estas
Você partiu e foi melhor
E eu já me esqueci de cor
Do som, do ar, do tom, da voz
E de nós
Já passei um pano
Um branco, um zero, um xis
Um traço, um tempo, já passei
Só o cheiro do seu cheiro
Não consigo deixar para trás
Impregnado o dia inteiro
Nessa roupa que não tiro mais

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Tudo pela metade

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Marisa Monte

Tudo pela metade - Marisa Monte e Nando Reis


Eu admiro o que não presta
Eu escravizo quem eu gosto
Eu não entendo.
Eu trago o lixo para dentro
Eu abro a porta para estranhos
Eu cumprimento.
Eu quero aquilo que não tenho
Eu tenho tanto a fazer
Eu faço tudo pela metade.
Eu não não percebo.
Eu falo muito palavrão.
Eu falo muito mal.
Eu falo muito.
Eu falo mesmo.
Eu falo sem saber o que estou falando.
Eu falo muito bem.
Eu minto

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Três letrinhas

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Marisa Monte

Intro:
F# G#7/F# / Bm/F# / F#7M /
F#7M / G#7/F# / Bm/F# / F#7M / F#7M


F# G#7
Sim, são três letrinhas
G#m7
Todas bonitinhas
C#7(9) F#7M
Fáceis de dizer

G#m7 A#m7
Ditas por você
D#m7
Nesse seu sim, assim
G#7
Outras três também

Representam não
G#m7 C#7
Que não fica bem no seu coração

F# G#7
Sim, são três letrinhas
G#m7
Todas bonitinhas
C#7(9) F#7M
Fáceis de dizer
G#m7 A#m7
Ditas por você
D#m7
Nesse seu sim, assim
G#7
Outras três também
Representam não
G#m7 C#7 D#m7
Que não fica bem no seu coração

G#7 G#m7
É minha canção resto de oração
C#7 F#
Que fugiu da igreja
E7 D#7
Não quis mais do vinho
G#m7
Foi tomar cerveja
A#7
Voltou ao jardim

D#m7 B
E tá esperando gente
C# F#
Que só disse sim
D#m7 B
E tá esperando gente
C# F#
Que só disse sim
D#m7 B
E tá esperando gente
C# F#
Que só disse sim
D#m7 B
E tá esperando gente
C# F#
Que só disse sim

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Tempos modernos

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Marisa Monte

Tempos modernos - Lulu Santos


Am C G D
Eu vejo a vida melhor no futuro
Am C G D
Eu vejo isso por cima do muro
C Em Am C G
de hipocrisia que insiste em nos rodear
Am C G D
Eu vejo a vida mais farta e clara
Am C G D
Repleta de toda a satisfação
C Em
Que se tem direito
Am C G
Do firmamento ao chão
Am C G D
Eu quero crer no amor numa boa
Am C G D
E que isso valha prá qualquer pessoa
C Em Am C G
Que realizar a força que tem uma paixão
Am C G D
Eu vejo um novo começo de era
Am C G D
De gente fina, elegante e sincera
C Em Am C G
Com habilidade pra dizer mais sim do que não
F
Hoje o tempo voa amor
Am
Escorre pelas mãos
G
Mesmo sem se sentir
F
E não há tempo que volte amor
Am
Vamos viver tudo o que há prá viver
G
Vamos no permitir

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Para ver as meninas

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Marisa Monte

Para ver as meninas - Paulinho da Viola

Intr.: Gm A7 Am7(B5) D7 Gm Am7(B5)


D7 Gm Bb7 A7
Silêncio por favor

Enquanto esqueço um pouco
Am7(B5) D7 Gm
a dor no peito

Não diga nada
G7 Cm
sobre meus defeitos
Eb/F F7
E não me lembro mais
Bb
quem me deixou assim

Hoje eu quero apenas
Cm
Uma pausa de mil compassos
E6/F
Para ver as meninas
F7 Bb
E nada mais nos braços
Ab7 Gm
Só este amor
Gm/F Eb7 D7
assim descontraído
Gm D7 Gm
Quem sabe de tudo não fale
F/A Bb
Quem não sabe nada se cale
E/B Cm D7
Se for preciso eu repito
Gm G7 Cm
Porque hoje eu vou fazer
D7 Gm
Ao meu jeito eu vou fazer
Am7(B5) D7 Gm
Um samba sobre o infinito

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Palavras ao vento

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Marisa Monte

Palavras ao vento - Marisa Monte e Moraes Moreira

Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança
Em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras momento
Palavras, palavras
Palavras, palavras
Palavras ao vento

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O que me importa

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Marisa Monte

O que me importa - Cury


C
O que me importa
D7
seu carinho agora
Fm
Se é muito tarde
C
para amar você
C
O que me importa
D7
se você me adora
Fm
Se já não há razão
C
para lhe querer
Gm C7
O que me importa
F
ver você sofrer assim
Fm
Se quando eu lhe quis
C
você nem mesmo soube
Dm Em Dm G7
dar amor
C
O que me importa
D7
ver você chorando
Fm
Se tantas vezes
C
eu chorei também
C
O que me importa
D7
sua voz chamando
Fm
Se pra você jamais
C
eu fui alguém
Gm C7
O que me importa
F
essa tristeza em seu olhar
Fm
Se o meu olhar
C
tem mais tristezas
Dm
pra chorar
Em DM G7
que o seu
C
O que me importa
D7
ver você tão triste
Fm
Se triste fui
C
e você nem ligou
Gm C7
O que me importa
F
o seu carinho agora
C
Se para mim
C Am F G Ab Bb C
a vida terminou

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O céu

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Marisa Monte

O céu - Marisa Monte e Nando Reis



Intr.: G F/G

G F/G G F/G
O céu vai tão longe está perto
C D7 G
o céu fica em cima do teto
C D7 C
o céu tem as quatro estações
D7 C D7 G F/G
escurece de noite, amanhece com o sol
G F/G G F/G
O céu serve a todos
C D7 G F/G
o céu ninguém pode pegar
C D7 C
o céu cobre a terra e a lua
D7 C D7 G F G
entra dentro do quarto, rua do avião
F A G/A A G/A
Dentro do universo mora o céu
A G/A A G/A
O céu pára-quedas e saltos
D E7 A G/A
o céu vai do chão para o alto
D7(9) G7(13) C7(9)
o céu sem começo nem fim
F7(13) E7 A
para sempre serei seu fã

Olhai pro céu, olhai pro chão

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Não vá embora

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Marisa Monte

Não vá embora - Marisa Monte e Arnaldo Antunes


Intr.: Em Am Em Am


Em
E no meio de tanta gente
Am
eu encontrei você
Em
Entre tanta gente chata
Am
sem nenhuma graça

Você veio

E eu que pensava
G
que não ia me apaixonar
Am
Nunca mais
G
Na vida
Em
Eu podia ficar feio
Am
só perdido
Em
Mas com você
Am
eu fico mais bonito

Mais esperto

E podia estar tudo agora
G
dando errado para mim
Am
Mas com você
G
Dá certo
Am
Por isso não vá embora
Am
Por isso não me deixe nunca,
G
nunca mais
Am
Por isso não vá,
G
não vá embora
Am
Por isso não me deixe,
Em
não me deixe mais
Em
Eu podia estar sofrendo
Am
caído por aí
Em
Mas com você
Am
eu fico mais feliz

Mais desperto

Eu podia estar agora
G
sem você
Am
Mas eu não quero
G
Não quero

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Mustapha

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Marisa Monte

Mustapha - Marisa Monte e Nando Reis



A7+ D7/9 A7+ D7/9
Mustapha está por dentro
A7+ D7/9 A7+ D7/9
Mustapha falou e disse
A7+ D7/9 A7+ D7/9 A7+ D7/9
Mustapha ha quanto tempo
G7+ C7/9 G7+ D7/9 G7+ D7/9 G7+ D7/9
O que que se acha Mustapha... Mustapha
G7+ D7/9 G7+ D7/9
Conhece o cara Mustapha
G7+ A#º/F# G7+ C7/9 A#º/F#
Aquele abraço...
G7+ C7/9 G7+ C7/9 G7+ C7/9
Se você visse Mustapha... Mustapha
G7+ C7/9 G7+ C7/9
Em grande estilo... Mustapha
A7+ D7/9 A7+ D7/9 A7+ D7/9
Talvez viesse, Mustapha via satélite
G7+ C7/9
Seja bem vindo,
F7/9 Bb7 A7+
Agora câmbio Mustapha, câmbio

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Lenda das sereias

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Marisa Monte

Lenda das sereias - Vicente, Dionel e Veloso


F#
Oguntê, Marabô
G#m
Caiala, e Sobá
C#7
Oloxum, Ynaê
F#
Janaina e, Yemanjá
O mar misterioso mar
G#m
Que vem do horizonte
C#7
É o berço das sereias
F#
Lendário e fascinante


Olha o canto da sereia
lalaó, oquê, ialoá
Em noite de lua cheia
Ouço a sereia cantar
E o luar sorrindo
Então se encanta
Com a doce melodia
Os madrigais vão despertar
Ela mora no mar
Ela brinca na areia
No balanço das ondas
A paz ela semeia
E quem é?
Oguntê, Marabô
Caiala, e Sobá
Oloxum, Ynaê
Janaina, e Yemanjá
Olha o canto da sereia
lalaó, oquê, ialoà
Em noite de lua cheia
Ouço a sereia cantar

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Gentileza

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Marisa Monte



Intr.: C F G F C C F/C C

C F
Apagaram tudo
C
Pintaram tudo de cinza
C F
A palavra no muro
C
Ficou coberta de tinta
F
Apagaram tudo
C
Pintaram tudo de cinza
G F
Só ficou no muro
C F/C C
Tristeza e tinta fresca
G C
Pelas ruas da cidade
F/C C G
Merecemos ler as letras
F C F/C C
E as palavras de Gentileza
F
Por isso eu pergunto
C
A vocês no mundo
G
Se é mais inteligente
F C
O livro ou a sabedoria
F
O mundo é uma escola
C
A vida é o circo
G
Amor palavra que liberta
F C F/C C
Já dizia o profeta

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Eu sei (Na mira)

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Marisa Monte


Intr.: Am7 D7/9 Gm7 C7/9

Am7 D7/9
Um dia eu vou estar à toa
Gm7 C7/9
E você vai estar na mira
Am7
Eu sei que você sabe
D7/9
Que eu sei que você sabe
Gm7 C7/9
Que é difícil de dizer
Am7
O meu coração
D7/9
É um músculo involuntário
Gm7 C7/9
E ele pulsa por você
Am7 D7/9
Um dia eu vou estar contigo
Gm7 C7/9
E você vai estar na minha
Bb7+ C7/9
Enquanto eu vou andando o mundo gira
Bb7+ Am7 D7/9
E nos espera numa boa
Gm7 C7/9
Eu sei, eu sei
F7+ Am7
Eu sei

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Diariamente

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Marisa Monte

Diariamente - Nando Reis



E E6
Para calar a boca: Rícino

Pra lavar a roupa: Omo
F#/E E
Para viagem longa: Jato
A
Para difíceis contas: Calculadora
E
Para o pneu na lona: Jacaré

Para a pantalona: Nesga
F#/E E
Para pular a onda: Litoral
A
Para lápis ter ponta: Apontador
E
Para o Pará e o Amazonas: Látex

Para parar na pamplona: Assis
F#/E E
Para trazer à tona: Homem - Rã
E A
Para a melhor azeitona: Ibéria
E
Para o presente da noiva: Marzipã

Para Adidas o Conga: Nacional
F#/E
Para o outono a folha: Exclusão
E A
Para embaixo da sombra: Guarda -Sol
E
Para todas as coisas: Dicionário

Para que fiquem prontas: Paciência
F#/E E
Para dormir a fronha: Madrigal
A
Para brincar na gangorra: Dois
E
Para fazer uma toca: Bobs
E
Para beber uma coca: Drops
E
Para ferver uma sopa: Graus
E A
Para a luz lá na roça: 220 volts
E
Para vigias em ronda: Café

Para limpar a lousa: Apagador
F#/E
Para o beijo da moça Paladar
E A
Para uma voz muito rouca: Hortelã
E
Para a cor roxa: Ataúde

Para a galocha: Verlon
F#/E E
Para ser moda: Melancia
A
Para abrir a rosa: Temporada
E
Para aumentar a vitrola: Sábado

Para a cama de mola: Hóspede
F#/E E
Para trancar bem a porta: Cadeado
A
Para que serve a calota: Volkswagen
E
Para quem não acorda: Balde

Para a letra torta: Pauta
F#/E
Para parecer mais nova: Avon
E A
Para os dias de prova: Amnésia
E
Pra estourar a pipoca: Barulho

Para quem se afoga: Isopor
F#/E E
Para levar na escola: Condução
A
Para os dias de folga: Namorado
E
Para o automóvel que capota: Guincho

Para fechar uma aposta: Paraninfo
F#/E
Para quem se comporta: Brinde
E A
Para a mulher que aborta: Repouso

Para saber a resposta: Vide - o - Verso

Para escolher a compota: Jundiaí
F#/E E
Para a menina que engorda: Hipofagim
A
Para a comida das orcas: Krill
E
Para o telefone que toca:

Para a água lá na poça

Para a mesa que vai ser posta
A E
Para você o que você gosta: Diariamente

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Chuva no brejo

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Marisa Monte

Chuva no brejo - Moraes Moreira


A D C#m Bm
Olha como a chuva cai
E7 A
E molha a folha aqui na telha
A C#m Bm
Faz um som assim
E7 A
Um barulhinho bom
A C#m Bm
Faz um som assim
E7 A
Um barulhinho bom
A D
Água nova
C#m Bm
Vida veio ver-te
E7 A
Voa passarinho
A C#m Bm
No teu canto canta
E7 A
Antiga cantiga
A C#m Bm
No teu canto canta
E7 A
Antiga cantiga

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A menina dança

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Marisa Monte



G Bbº7
Quando eu cheguei tudo, tudo
Am Bm
Tudo estava virado
E7 Am
Apenas viro me viro
D7 G D7
Mas eu mesma viro os olhinhos
G Bbº7
Só entro no jogo porque
Am Bm
Estou mesmo depois
E7 Am
Depois de esgotar
D7 Bm E7
O tempo regulamentar
Am
De um lado o olho desaforo
D7 Bm E7
Que diz me nariz arrebitado
A7
Que não levo para casa
D7 Bm
Mas se você vem perto eu vou lá
E7
Eu vou lá
Bm E7
No canto do cisco
C#m
No canto do olho
F#7
A menina dança
Bm E7
E dentro da menina
C#m F#7
Ainda dança
Bm E7
E se você fecha o olho
C#m F#7
A menina ainda dança
Bm E7
Dentro da menina
C#m F#7
Ainda dança
Bm E7
Até o sol raiar
Am D7
Até o sol raiar
Bm E7 Am
Até dentro de você nascer

D7
Nascer o que há

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A alma e a matéria

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Marisa Monte



Intro : D7


G7M G6 G°
Procuro nas coisas vagas cie eên ciii ia
Am7 D7/C G7M G6
Eu movo dezenas de músculos para sorrir
Dm7 G7 C7M C6
Nos poros a contrair, nas pétalas do jasmim
Em7 A7 Am7 D7
Com a brisa que vem roçar da outra margem do mar

G7M G6 F#7
Procuro