quarta-feira, janeiro 09, 2008

Do you like samba?

Ciro Aguiar

Do you like samba? (1973) - Marcelo Duran

Do you like samba?
I love too
If you love também samba
I love you

Pra poder cantar meu samba
Eu já estou com a perna bamba
De tanto esperar
Pra você me entender
Até inglês fui aprender
Pra me comunicar

Do you like samba?
I love too
If you love também samba
I love you

Eu conheço muita gente
Que querendo ser pra frente
Bota a cara para quebrar
Compra disco brasileiro
Pensando que é estrangeiro
E vai pra casa esnobar.

Do you like samba?
I love too
If you love também samba
I love you

Tem um tal de cash box
Que é um cara não me toques
Que faz a programação
Vejo a semana inteira
Uma novela brasileira
E não vi tocar sambão


Do you like samba?
I love too
If you love também samba
I love you

Ciro Aguiar


Ciro Aguiar (Ciro Mendes de Aguiar), cantor e compositor, nasceu em Salvador BA, em 09/12/1942. Estudou canto com Mariah Costa, no Instituto de Música de Salvador, e ainda adolescente apresentava-se interpretando músicas de Hekel Tavares e Dorival Caymmi.

Em 1961, depois de abandonar a Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende RJ, ingressou na Rádio Mayrink Veiga, do Rio de Janeiro RJ, onde se apresentou no programa Hoje é Dia de Rock, enquanto esperava ser contratado por uma gravadora. Trabalhou ainda como bancário e professor de violão.

Em novembro de 1963 assinou contrato com a RCA, gravando sua composição Itaparica. Lançou mais dois discos pela RCA e, em seguida, transferiu-se para a Continental, onde gravou dois LPs e alguns compactos.

Em 1970 estudou no Instituto Villa-Lobos, participando do seu coral, e no ano seguinte cantou no VI FIC, da TV Globo, Rio de Janeiro. Em 1972 atuou na ópera-rock Jesus Cristo superstar e gravou na Philips sua composição Asfalto falsificado, que fez algum sucesso. Transferiu-se para o Instituto Musical de São Paulo SP, onde concluiu o curso de educação artística em 1975.

Seu maior sucesso foi Do you like samba?, de 1973, satirizando o modismo de gravar pop-rock brasileiro em inglês. No início da década de 1990 foi lançada uma coletânea de suas primeiras gravações, o LP Ciro Aguiar — seus sucessos da Jovem Guarda. Em 1995 lançou disco novo: Ciro Aguiar no rocksamba.

O sambalanço de Cyro Aguiar

Ele surgiu na Jovem Guarda e depois, nos anos 70, tornou-se um dos precursores do então nascente samba-rock ao gravar faixas como "Rei do Maracatu" (Gilberto Gil/Jorge Ben Jor) e "Do You Like Samba" (Marcelo Duran), que até hoje animam os bailes.

É para mostrar que continua com seu sambalanço em dia que Cyro Aguiar acaba de lançar o CD "Me Ilumina", produzido por ele e Johny Marangoni, e com distribuição pela Zaid Records. No repertório, grandes clássicos do ritmo como "Dezesseis Toneladas" (Merle Mervis/Roberto Neves) e o pout-pourri com "Pensamento Verde" (Branca di Neve), "Meu Guarda Chuva" (Jorge Ben Jor) e "Deixa de Banca" (Nino Ferrer/Jean Poker/Eduardo Araújo).

Nas rádios, Cyro já começa a trabalhar a faixa-título, de sua autoria. No CD, ele ainda conta com as participações especiais dos grupos Sampa Crew na clássica "Carinhoso" (Pixinguinha) e Atitude 4 na inédita "Duas Asas", composta por ele próprio. Outros participantes ilustres que também deram seu aval ao disco foram o grupo Farufyno, o cantor Leandro Lehart e o radialista Wagner Mendes.

Depois do show de lançamento que fez no último dia 23 de junho, no Espaço Santa Clara, em São Paulo, acompanhado da banda Atitude 4, Cyro prossegue com o trabalho de divulgação do disco, com shows já agendados neste mês em Jandira, Bauru e Limeira, e no dia 10 de agosto no Carioca Club, em São Paulo. (Por Márcio Furuno)

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha; Notícias.

Tuzé de Abreu

Alberto José Simões de Abreu, nasceu em Salvador, Bahia, no dia 21 de fevereiro de 1948. Graduado em música (flauta) pela Universidade Federal da Bahia, e em medicina pela Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública, é músico desde os 14 anos.

Tuzé de Abreu faz parte da história da música baiana desde os anos 60 atuando como saxofonista, flautista, compositor, cantor e diretor musical. Como instrumentista trabalhou com os Doces Bárbaros (1976), tendo antes e depois trabalhado com cada um deles individualmente, mais tempo com Caetano Veloso. Único músico a gravar dois discos de Walter Smetak, tocando com ele em várias apresentações.

Foi o primeiro saxofonista solo em trio elétrico. Tocou durante oito anos em orquestra de baile, tendo tocado vários carnavais em clubes. Realizou excursão internacional com o grupo de choro “Os ingênuos”. Participou do evento “Bahia de Todos os Sambas”, em Roma (1983), tendo atuado como músico em vários grupos, e como diretor musical do saudoso Batatinha.

Foi músico e diretor musical do Balé Brasileiro da Bahia, excursionando duas vezes pela Europa. Realizou turnês de promoção turística com grupos variados, principalmente o “Quarto Crescente”, viajando mais de 20 vezes entre Europa, África e Américas. Tocou e atuou, como diretor, no grupo musical que se apresentou na Ópera de Estocolmo quando dos 50 anos da Rainha Sílvia.

Tocou e gravou com muitos artistas como: Isaac Karabichewsky, Carlinhos Brown, Rosinha de Valença, João Donato, Moraes Moreira, Luís Melodia, Cauby Peixoto, Chico Buarque, Armandinho, Paulo Moura, Nara Leão, Elomar Figueira, Os Doces Bárbaros, Gereba, entre outros.

Como compositor, tem canções gravadas por Elza Soares, Caetano Veloso, Gal Costa, Amelinha, Fagner, Rogério Duarte (como violonista e parceiro), Jussara Silveira, Greice Carvalho, Gereba e outros.

Compôs a trilha do filme “A Lenda de Ubirajara” de André Luís Oliveira, primeiro prêmio de trilha do extinto festival de Lages, Santa Catarina. Sua canção “Meteorango Kid” inspirou André Luís Oliveira, que fez o filme homônimo, famoso na contra-cultura baiana.

Compôs a trilha de “Tenda dos Milagres' de Nelson Pereira dos Santos, no qual faz uma ponta como ator. Faz também ponta como ator e participa na trilha de “O Cinema Falado” de Caetano Veloso, cantando uma das faixas do disco de Walter Smetak.

Em setembro de 2001 lançou o CD Tuzé de Abreu, patrocinado pela Copene e Faz Cultura, para distribuição restrita, agora licenciado pelo selo Maiaga para lançamento nacional.

Marcos Uzel
Correio da Bahia / Capa Folha da Bahia 13.09.01

Fernanda Abreu

Fernanda Abreu (Fernanda Sampaio de Lacerda), cantora e compositora, nasceu em 08/09/1961 e foi criada em uma família de classe média alta da Zona Sul do Rio de Janeiro. Teve uma infância e adolescência típicas até o início da década de 80, quando entrou como backing vocal para a Blitz.

Em pouco tempo a banda tornou-se o maior fenômeno do pop-rock brasileiro da década, com três discos gravados e turnês pelo Brasil e exterior. Com o fim da Blitz em 1986 começou a investir na carreira solo, tendo aulas de violão e canto e trabalhando em shows e músicas ao lado de Fausto Fawcett, Laufer e Sergio Mekler.

Em 1989 montou uma banda de funk para tocar repertório de disco music, que deu o tom para o primeiro disco solo, SLA Radical Dance Disco Club, lançado no ano seguinte. "SLA" emplacou A noite (com Luiz Stein/ Laufer). Com o CD SLA2 - Be Sample foi uma das primeiras artistas a divulgar o amplo uso de samplers como recurso de composição. Desse disco, destacou-se a faixa Rio 40 Graus (com Fausto Fawcett/ Laufer).

A partir daí sua carreira solo decolou, confirmando o sucesso com o CD Da Lata, que, sem perder o caráter dançante, abandona um pouco a dance music e se concentra mais no funk-soul e em ritmos brasileiros. São desse álbum as músicas Veneno da lata (com Will Mowat), Garota sangue bom (com F. Fawcett) e Brasil É o país do suíngue (com F. Fawcett/ Laufer/ Hermano Vianna).

Em 2004, a funkeira Fernanda Abreu resgata em seu CD Na paz elementos do samba carioca e investe em parcerias com Martinho da Vila e Jorge Ben Jor. O álbum, produzido pela cantora em parceria com Rodrigo Campello, apresenta o single Eu vou torcer e está sendo lançado pelo novo selo Garota Sangue Bom, da própria Fernanda.

Fonte: CliqueMusic.