quarta-feira, janeiro 30, 2008

Trapo de gente

Orlando Silva

Trapo de gente (samba-canção, 1953) - Ary Barroso

Aconteceu
Justamente o que mais eu temia
Apesar do trabalho
Que me deu sua educação
Fui buscá-la, na triste miséria
De um barracão
Para as noites boêmias
De Copacabana
Este mundo de sonhos
E desilusão
Mas, incapaz de entender
Este prisma da vida
Procurou disfarçar na bebida
A mais torpe e cruel traição
Saia comigo
Bebia comigo
Depois
Se entregava a um amigo
Trapo de gente
Sem alma e sem coração

Pela primeira vez

Noel Rosa
Pela primeira vez (samba, 1936) - - Noel Rosa e Cristóvão de Alencar

Disco 78 rpm / Título: Pela primeira vez / Autoria: Alencar, Cristovão de, 1910-1983 (Compositor) / Rosa, Noel, 1910-1937 (Compositor) / Orlando Silva (Intérprete) / Regional RCA Victor (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 1936 / Álbum 34061 / Lado A / Gênero: Samba /

Pela primeira vez na vida
sou obrigado a confessar que amo alguém
Chorei quando ela deu a despedida
Ela me vendo a chorar chorou tambem
Meu Deus,faça de mim o que quiser
mas não me faça perder o amor dessa mulher

Na estação na hora de partir o trem
ela me vendo chorar chorou também
Depois fiquei olhando a janela
até sumir numa esquina o lenço dela

Se meu amor nao regressar irei também
á estação na hora de partir o trem
E nunca mais assisto a uma partida
pra nao lembrar mais aquela despedida

Obrigado, Maria

Orlando Silva
Obrigado, Maria (samba-canção, 1954) - - Herivelto Martins e Mário Rossi - Interpretação de Orlando Silva

Obrigado, Maria
Pelo bem que me fizeste chegando
Obrigado, Maria
Pelo bem que me fazes partindo

Sinto-me bem porque fico cantando
Sinto-me bem porque partes sorrindo
Obrigado, Maria
É o que mais é lindo

Obrigado, Maria
Pelo mal que podias fazer
E não fizeste
Obrigado Maria
Pelas horas de amor e de prazer
Que tu me deste

Não me importa que leves contigo
Toda minha alegria
O que desejo é que sejas feliz
Obrigado, Maria!

Não e sim

Altamiro Carrilho
Orlando Silva

Não... e sim (samba, 1954) - Altamiro Carrilho e Armando Nunes

Quando alguém me pergunta
Se ainda trago você dentro do coração
Digo que não, digo que não, que não e não

Quando alguém me pergunta
Se ainda seria capaz de te dar meu perdão
Digo que não, digo que não, digo não

Mas o que ninguém sabe
É que eu gostaria que você voltasse
Tão feliz eu seria
Se esse amor recomeçasse

Se você quisesse viver
Novamente juntinho de mim
Eu diria que sim, eu diria que sim,
eu diria que sim...

De que vale a vida sem amor

Leonel Azevedo
De que vale a vida sem amor (valsa, 1954) - Leonel Azevedo, J. Cascata e Sá Róris

Gravação original: disco 78 rpm / Título da música: De que vale a vida sem amor / Autoria: Cascata, J, 1912-1961 (Compositor) / Azevedo, Leonel (Compositor) / Sá Róris (Compositor) / Orlando Silva (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Copacabana, 1954 / Nº Álbum 5254 / Lado A / Gênero musical: Valsa /

No céu azul da minha louca fantasia
Ergui castelos de ilusões e de venturas
Cheios de esplendor

Em ânsias transportei minh'alma
Aos pés do eterno criador
Pedindo em doce prece
Para abençoar o meu sincero amor

Sonhando assim viver
Com isso longe do mundo
Sem ter no coração o espinho
De um pesar negro e profundo

Fugindo da realidade
Dessa vida cheia de amargor
Eu que sempre na vida
Fui um sonhador

Porém, o vendaval cruel
Do meu destino
Em breve destruiu
Meu sonho peregrino

E hoje sou a imagem triste
De um passado de recordação
De tudo nada mais existe
Só restam mágoas no meu coração

Ó Deus fazei cessar o meu tormento
Fazendo reviver meu sonho lindo, encantador
Pois eu tenho dentro d'alma
A luz do firmamento
E de que vale a vida sem amor....