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Tico-tico na rumba

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Tico-tico na rumba (rumba, 1947) - Peterpan e Haroldo Barbosa
Emilinha Borba

Eu fui a Cuba só pra passear
E numa festa pedi pra tocar
O tico-tico à la brasileira
E o cubano ficou cantando
A noite inteira:

El tico-tico (tico-tico lá)
Yo quiero bailar (tico-tico lá)
El tico-tico (tico-tico lá)
Yo quiero bailar (tico-tico lá)
El tico-tico (tico-tico lá)
Yo quiero bailar (tico-tico lá)

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Se queres saber

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Se queres saber (samba-canção, 1947) - Peterpan
Emilinha Borba

Se queres saber
Se eu te amo ainda
Procura entender
A minha mágoa infinda
Olha bem nos meus olhos
Quando eu falo contigo
E vê quanta coisa
Eles dizem que eu não digo

O olhar de quem ama diz
O que o coração não quer
Nunca mais eu serei feliz
Enquanto vida eu tiver

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Sá Mariquinha

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Sá Mariquinha (rancheira, 1947) - Luís Assunção e Evenor Pontes
4 Ases e Um Coringa

A saudade que se guarda
Das coisas da vida
Que a gente gozou
Pode inté arrelembrar
Tanta coisa véia
Que já se passou.

Quanto mais passado o tempo,
Mais amor me lembro,
Mais saudade tenho.
Mó de a gente recordar
Os amor querido
Que a gente que tem.

Sá Mariquinha
Maroquinha tinha
Sua véia casinha
Dos tempo de amor
E a ventania
De riba da serra
Pegou com a casinha
E escangaiou.

Ai, ai!
Sá Mariquinha, isso não é brinquedo
Me diga se saudade mata,
Se saudade mata
Eu já tô com medo!
(bis)

Minha pobre Mariquinha
Em sua casinha tinha
Um pé de jatobá
Onde a sabiá sobia
Toda tarde vinha
Pra mó de cantar.

E o riacho lá da serra
Que vinha por terra
Arrodeando a porta.
Ah, quanta saudade morta!
Ninguém dá jeito,
O jeito é calar.

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Recordações de um romance

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Recordações de um romance (samba, 1947) - Bartolomeu Silva e C. Silva
Heleninha Costa

Amor, se correm lágrimas nos olhos teus
Estás pagando as aflições e tormentos meus
Diga por que voltas carpindo a dor
Implorando perdão ao seu amado Senhor

Jamais esquecerei nosso romance, amor
E faço entregas para Deus
Das pétalas colhidas pela minha dor
É natural sofrer quem ama
É banal quem vê em chama
Para reflorir um grande amor!

E peço gentilmente a minha liberdade
Na vida encontrei o amor e a infelicidade
Viver uma vida pensar
É um vale de lágrimas a transportar
Sem ter, sem ter, meu amor
Onde pousar...

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Quem foi

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Quem foi (samba-canção, 1947) - Nestor de Holanda e Jorge Tavares
Araci de Almeida

Quem foi ?
Quem foi que andou dizendo
Que eu vivo sempre sofrendo
Que eu vivo sempre chorando
Não teve razão
Quem me fez esta maldade
Que eu vivo sofrendo, é verdade
Mas sofro sorrindo e cantando.

O pranto para mim não existe
Não choro quando estou triste
Sorrio sempre na dor
Não dou valor ao coração
Não ligo a uma ingratidão
Não choro por um amor !

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Prêmio de consolação

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Prêmio de consolação (samba, 1947) - Jaime Florence e Augusto Mesquita

Isaura Garcia

Eu, agradeço a visita, que você me fez
Mas por favor, vá-se embora
Ou volte de uma vez
Prefiro a realidade da separação
A ter migalhas de amor
Por prêmio de consolação
Assim, é que eu não posso mais continuar
Me diga se você quer, ou não voltar.

De que vale a cena da visita
Se vem logo o fim da fita
Meu amor vai me deixar
Se é pra consolar-me tão soment,
Peço encarecidamente
Não me torne a visitar.

Assim, é que eu não posso mais continuar
Me diga se você quer, ou não voltar....

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Pecado original

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Pecado Original (samba-canção, 1947) - Roberto Martins e Ari Monteiro
Carlos Galhardo

Vendo-te assim, quem diria
Que da lama, eu um dia
Tirei-te por compaixão
Era grande o teu sofrer
Pois não tinhas pra comer
Nem um pedaço de pão.

Com amor, dei-te o meu nome
Quando matei tua fome
Tua alma de mim sorriu
Tens um sorriso que mata
És a mulher mais ingrata
Que este mundo produziu.

Nosso amor tu destruíste
Novamente preferiste
A escada do mal descer
Mulher, lamento o teu fado
Nasceste para o pecado
E nele às de morrer

Anda, o teu destino te chama
Não podes deixar a lama
Onde brota a flor do mal
Segue o teu destino rude
Não tens direito à virtude
Do pecado original !

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Palhaço

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Palhaço (samba/carnaval, 1947) - Herivelto Martins e Benedito Lacerda
Francisco Alves

Eu assisti de camarote
O teu fracasso
Palhaço, palhaço!
Quem gargalha demais
Sem pensar no que faz
Quase nunca termina em paz.

(bis)

No livro de registro desta vida
Numa página perdida
O teu nome há de ficar
Registram-se os fracassos
Esquecem-se os palhaços
E o mundo continua a gargalhar...

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Odalisca

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Odalisca (marcha/carnaval, 1947) - Haroldo Lobo e Geraldo Gomes
Nelson Gonçalves

Vem, odalisca, pro meu harém!
Vem, vem, vem!
Faço o que você quiser
Pelas barbas de Maomé
Não olho mais
Pra outra mulher!
(Bis)

Que o grande Alá
Guarde bem você,
Ó jóia oriental!
Juro, se eu lhe perder,
Não brinco esse Carnaval!

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O periquito da madame

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O periquito da madame (marcha-carnaval, 1947) - Nestor de Holanda, Carvalhinho e Teixeira

O periquito da madame come milho,
Come arroz,
Come feijão,
Mas quase sempre,
O periquito da madame, coitadinho,
Sofre indigestão!
4 Ases e Um Coringa

Eu trato bem
O periquito da madame,
Tenho cuidado com a sua refeição.
Não compreendo por que é
Que o tal bichinho,
Coitadinho,
Sofre indigestão!

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Marcha dos gafanhotos

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Marcha dos gafanhotos (marcha/carnaval, 1947) - Roberto Martins e Frazão
Albertinho Fortuna

Gafanhoto deu na minha roça
Comeu, comeu toda a minha plantação
Xô gafanhoto, xô, xô…
Deixa um pé de agrião pro meu pulmão

Gafanhoto isso não se faz
Deixa a minha roça em paz
Gafanhoto isso não se faz
Deixa a minha roça em paz

Minha verdura
Gafanhoto comeu
A rapadura
Gafanhoto comeu

Não há mais nabo nem quiabo
Que diabo, não há couve
O que que houve, gafanhoto comeu!

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