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Eu te amo meu Brasil

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Eu te amo meu Brasil (marcha, 1970) - Dom (Eustáquio Gomes de Farias)

Escola...
Marche...
As praias do brasil ensolaradas
Lá lá lá lá...

O chão onde país se elevou
A mão de Deus abençoou
Mulher que nasce aqui
Tem muito mais amor

O Céu do meu Brasil tem mais estrelas
O sol do meu país, mais esplendor
A mão de Deus abençoou
Em terras brasileiras vou plantar amor

Eu te amo, meu Brasil, eu te amo
Meu coração é verde, amarelo, branco, azul-anil
Eu te amo, meu Brasil, eu te amo
Ninguém segura a juventude do Brasil

As tardes do Brasil são mais douradas
Mulatas brotam cheias de calor
A mão de Deus abençoou
Eu vou ficar aqui, porque existe amor

No carnaval, os gringos querem vê-las
Num colossal desfile multicor
A mão de Deus abençoou
Em terras brasileiras vou plantar amor

Adoro meu Brasil de madrugada, lá, lá, lá, lá.
Nas horas que eu estou com meu amor,lá,lá,lá,lá.
A mão de Deus abençoou.
A minha amada vai comigo aonde eu for.

As noites do Brasil tem mais beleza, lá, lá, lá, lá.
A hora chora de tristeza e dor, lá, lá, lá, lá.
Porque a natureza sopra e ela vai-se embora enquanto eu planto amor.

Eu te amo meu Brasil, eu te amo.
Meu coração é verde, amarelo, branco, azul anil.
Eu te amo meu Brasil, eu te amo.

Ninguém segura a juventude do Brasil. 2 x

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Andorinha

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Andorinha (marcha/carnaval, 1941) - Haroldo Barbosa e Herivelto Martins

Andorinha
Teu verão está longe
Longe está o meu amor
Eu canto, eu choro
E a saudade me traz
Andorinha
Bailarina serena
A saudade de alguém que partiu
Como andorinha que fugiu

Bailarina serena que traça no espaço
Uma doce esperança
Esperança brejeira que traz
A saudade primeira
De alguém que partiu
Andorinha feliz
Que o destino não quis
Devo me conformar
Sou andorinha ferida na estrada da vida
Não posso voar

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Boca negra

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Boca negra (marcha/carnaval, 1949) - Antônio Almeida e Alberto Ribeiro

Boca-Negra deixou a maloca
Saiu da toca
E veio ao Rio passear
Chegou, olhou, provou mas não gostou
Seu Carioca, pra maloca eu vou voltar

[2x]

Lá na minha tribo é bem melhor do que aqui
Vivo cantando o Guarani
Trá-lá-lá-lá-lá
Pra viver assim de tanga
Eu vivo lá!

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Can-can no carnaval

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Can-can no carnaval (marcha/carnaval, 1966) - Carlos Cruz e Haroldo Barbosa

Tem francesinha, no salão
Tem francesinha, no cordão
Ela é um sonho de mulher
Vem do Folie Berger.

Ulá, lá, tre biam
Maestro ataca o Can-Can
Ulá, lá, tre biam
Maestro ataca o Can-Can.

(bis)

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Catarina

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Catarina (marcha/carnaval, 1940) - Roberto Martins e Osvaldo Santiago

Eu fiz com a Catarina
Um negócio da China
Vendi meu bangalô
Que herdei do meu avô
Ó Catarina! Ó Catarina!
Se moro nele é porque você chamou

Catarina me deu jantar
Catarina me deu amor
Catarina não quer que eu pense em trabalhar
Catarina já prometeu
Que será novamente meu
O bangalô que ela veio me comprar

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Choro do bebê

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Choro do bebê (marcha/carnaval, 1955) - Maria Gomes e Eratóstenes Frazão

Casamento é bom
É, é, é
Mas o que chateia
É o choro do bebe.

(bis)

Dandá-dandá
Dandá pra ganhar tem tem
Ai, que belezinha
Que gracinha de neném
Dandá-dandá
Dandá pra ganhar tem tem
Ele chora ele grita
Ele apita como trem.

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Cidade brinquedo

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Cidade brinquedo (marcha/carnaval, 1939) - Silvino Neto e Plínio Bretas

O Cristo Redentor é uma medalha pequenina
No rosário imenso da colina
Bonecas delicadas, quase todas moreninhas
Alegram tuas ruas, qual um bando de andorinhas

Rio, és pequeno para os olhos meus
Olhos que veneram os encantos teus
Adoro o teu céu da cor anil
És cidade brinquedo
No bazar do meu Brasil.

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Coitado do Abdala

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Coitado do Abdala (marcha/carnaval, 1954) - Haroldo Lobo e Milton de Oliveira

Rala, rala, rala
Coitado do Abdala.

(bis)

Sobe e desce o morro
Carregando a sua mala
Chega o fim do mês
Ninguém paga o Abdala.

Pra comprar fiado
Todo o mundo quer comprar
Mas no fim do mês
Como é duro de cobrar. ( oi )

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Colibri

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Colibri (marcha/carnaval, 1937) - Ary Barroso

Assim como o colibri - i, i, i, i, i,
Que vai de flor em flor - ô, ô, ô, ô,
Pelo meu jardim
Você também vai
De amor em amor
Não sobra nem um tiquinho pra mim

Pelo amor de seu amor
O meu coração
Tem sofrido em vão
Agora posso acreditar
Que o seu maior prazer
É me ver penar.

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Desfolhei a margarida

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Desfolhei a margarida (marcha/carnaval, 1961) - Elzo Augusto e J. Saccomani

Desfolhei a Margarida
Pra ver se meu bem me quer
Desfolhei a Margarida
Margarida, mal me quer.

Ai... Margarida
Margarida meu amor
Ai... Margarida
Quero ser teu beija-flor.

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Israel

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Israel (marcha/carnaval, 1973) - João Roberto Kelly e Rachel

Israel,
Israel,
Uma canção, uma lágrima,
Israel.

Um violinista no telhado,
Tocando a canção que vem do céu,
Meu sentimento, minha saudade,
Israel....

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Marcha do tambor

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Marcha do tambor (marcha/carnaval, 1954) - Hianto de Almeida, Jurandyr Prates e Evaldo Rui

Zé Pequeno
Era um soldado de morte
Batia na mulher
E no tambor.

Era pequeno
Mas sempre deu sorte
Com mulher
Com mulher
De qualquer cor.

Desfilando em parada
Pequenino enganador
Todo mundo se espantava
Com o tamanho do tambor.

Tão pequenino
Com um tambor tão grande
Tão pequenino
Com um tambor tão grande
Tão pequenino
Com um tambor tão grande....

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Marcha do Kung-Fu

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Marcha do Kung-Fu (marcha/carnaval, 1975) - Brasinha

Kung, Kung, Kung, Kung-Fu
Chinês valente
Homem pra chuchu
Kung, Kung, Kung, Kung-Fu
Quando ele briga
Pula mais que um Canguru
A sua filosofia
É fazer o bem a quem puder
O Kung só está errado
Porque não é ligado em mulher.

Kung, Kung, Kung, Kung-Fu
Chinês valente
Homem pra chuchu
Kung, Kung, Kung, Kung-Fu
Quando ele briga
Pula mais que um Canguru
A sua filosofia
É fazer o bem a quem puder
O Kung só está errado
Porque não é ligado em mulher...

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Não faz marola

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Não faz marola (marcha/carnaval, 1958) - Antônio Almeida e José Batista

Ê, ê
Ê, á
Não faz marola
Pra canoa não virar.

Ê, ê
Ê, á
Não faz marola
Pra canoa não virar.

Marinheiro, marinheiro
Toma cuidado com o mar
A vida é tão boa
Viaja na proa
Não faz marola
Pra canoa não virar...

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O doutor não gosta

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"Na década de 50, houve, no Rio, um delegado arbitrário – com isso quero dizer que ele fugindo à regra, era muito arbitrário, brutal mesmo – que tinha como uma das suas atitudes mais gratas agredir prostitutas, espancando-as com requinte de crueldade. Metido a moralista, baixou norma que era proibido rapazes dirigirem gracejos às moças. Dirigir piada, como se dizia na época. Por aquela época foi instituído o princípio que para ser delegado era exigido o diploma de bacharel em direito, por essa via, doutor era sinônimo de delegado.

Ora, todos sabemos, que há gracejos e gracejos. Alguns envaidecem as mulheres outros são grosseiros; outros ainda são de um mau gosto a toda prova. Entretanto, comportamento humano não se combate com leis, mas com educação, porém o doutor Padilha – esse era seu nome – queria educar a população na pancada. Suas arbitrariedades foram toleradas por algum tempo pelas autoridades que lhe eram superiores, até que ele caiu no ridículo, como essa marchinha de carnaval..."

O doutor não gosta (marcha/carnaval, 1952) - Risadinha

Não se pode mais mexer
Com uma mulher
O Doutor não gosta
O Doutor não quer
A cadeia para o inconveniente
Mas será gozado
Se a mulher mexer com a gente.

Que branco bonito
Que morenão
Que preto frajola
Que mulatão
Desse jeito, minha gente
É um chuá
O homem ir passando
E a mulher assoviar (assovio!).


Fonte: Valença Agora Online - Notícias

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O soro e os velhinhos

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O soro e os velhinhos (marcha/carnaval, 1950) - Haroldo Lobo e Milton de Oliveira

Quá, quá, quá, quá
O sôro, vai ser um maná
Os velhos, velhinhos
Vão ser outra vez brotinhos.

(bis)

Tem velhos assim na fila
Doidinhos pro soro chegar
Cansados e aposentados
Querendo outra vez brilhar.

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O velho gagá

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0 velho gagá (marcha, 1961) - Jackson do Pandeiro

O velho gagá já deu o que tinha que dar
O velho gagá já deu o que tinha que dar

(bis)

O velho gagá gagueja
No baile do Municipal
Quando arranja um broto
Que parece uma pimenta
O velho se arrebenta
E noutro dia passa mal....

O velho gagá já deu o que tinha que dar
O velho gagá já deu o que tinha que dar

(bis)

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Pescador

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Pescador (marcha/carnaval, 1953) - Haroldo Lobo e Milton de Oliveira

Domingo é dia, de pescaria, oi
Lá vou eu, de caniço e samburá
Maré tá cheia
Fico na areia
Porque na areia dá mais peixe, que no mar.

(bis)

Todo bom pescador, ama o sol
Todo bom pescador, pesca em pé
Não precisa pescar de anzol
É só com os olhos, feito, jacaré... é.

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Pó-de-mico

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Pó-de-mico (marcha/carnaval, 1963) - Haroldo Lobo e Milton de Oliveira

Vem cá seu guarda
Bota pra fora este moço
Que está no salão brincando
Com pó de mico no bolso

Vem cá seu guarda
Bota pra fora este moço
Que está no salão brincando
Com pó de mico no bolso

Foi ele
Foi ele sim
Foi ele quem jogou o pó em mim
Foi ele
Foi ele sim
Foi ele quem jogou o pó em mim

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Twist no carnaval

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Twist no carnaval (marcha/carnaval, 1963) - João de Barro e Jota Jr

Twist, twist,
tu fostes ao Municipal
Twist, twist,
twist no carnaval

Todo mundo no twist
é vapt, vupt, vapt
A moçada não resiste
é vapt, vupt, vapt
que rififi, que futebol
quem se remexe
é minhoca no anzol.

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Zum zum

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Zum-zum (marcha/carnaval, 1951) - Paulo Soledade e Fernando Lobo

Oi zum, zum, zum, zum, zum, zum, zum
Tá faltando um

[bis]

Bateu asa, foi embora, não apareceu
Nos vamos sair sem ele
Foi a ordem que ele deu

Oi zum, zum, zum, zum, zum, zum, zum
Tá faltando um

[bis]

Ele que era o porta-estandarte
E que fazia alaúza e zum-zum
Hoje o bloco sai mais triste sem ele
Tá faltando um

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Boi da cara preta

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Em 1959 os jornais noticiam que a ingestão de carne bovina, onde foi usado algum tipo de hormônio, pode influenciar na masculinidade dos "machões". Paquito, Romeu Gentil e José Gomes fazem sucesso no Carnaval deste ano, numa vitoriosa interpretação de Jackson do Pandeiro.

Boi da cara preta (marcha/carnaval, 1959) - Paquito, Romeu Gentil e José Gomes

Olha o boi da cara preta
Olha o boi da cara preta
(Menino)

Olha o boi da cara preta
Olha o boi da cara preta

Coitado do Valdemar
Tá dando o que falar
Comeu carne de boi e falou fino
E deu pra se rebolar
(Que azar!)

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Aladim

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Aladim (marcha/carnaval, 1951) - Herivelto Martins e Raul Sampaio

Muita gente não conhece o Aladim
E sua lâmpada maravilhosa
Dessas lâmpadas que não se encontram em armazém
Que só ele tem
Só ele e mais ninguém

Ò egoísta oriental
Eu sou um Aladim de carnaval
Tenho uma lâmpada de funileiro
Porém lhe falta o gênio feiticeiro

Aladim, Aladim
Vem trazer esse tesouro para mim
Em troca eu lhe darei no outro carnaval
Um cabrocha, um pandeiro e um tamborim.

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A índia vai ter neném

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A índia vai ter neném (marcha/carnaval, 1964) - Haroldo Lobo e Milton de Oliveira

A índia vai ter neném!
Mais um, mais um
Mais um que vem! (bis)

Depois que vem o "baby",
Chefe pinta "baby" de urucum,
E fica a tribo toda só na boca:
Mais um, mais um, mais um!

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A água lava tudo

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A água lava tudo (marcha/carnaval, 1955) - Jorge Gonçalves, Paquito e Romeu Gentil

Você notou
Que eu estou tão diferente
Você notou
Que eu estou tão diferente

A água lava lava lava tudo
A água só não lava
A língua dessa gente

Já vieram me contar
Que lhe viram por aí
Em lugar tão diferente

A água lava lava lava tudo
A água só não lava
A língua dessa gente.

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Cacareco é o maior

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A eleição do rinoceronte Cacareco para vereador em São Paulo, gesto que se tornou assunto em todas as rodas ao longo de todo o país, ensejou que Risadinha e José Roy compusessem a marchinha Cacareco, que, na voz do próprio Risadinha (1921 - 1976), se transformou em um dos sucessos desse carnaval.

Cacareco é o maior (marcha/carnaval, 1960) - Risadinha José Roy

Ca-ca-ca-ca-re-co
Cacareco, Cacareco é o maior
Ca-ca-ca-ca-re-co
Cacareco de ninguém tem dó

Eu encontrei o Cacareco
Tomando chope com salsicha e rabanada
Mas lá no bloco da vitória ele gritava
Aqui, Gerarda, aqui, Gerarda.

Fontes: Década de 50: Carnaval dos Cômicos; Carnaval - Escuta Isso!.

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A dança do funiculí

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A dança do funiculí (marcha/carnaval, 1941) - Benedito Lacerda e Herivelto Martins

Passei um Carnaval em Veneza
Com muitas saudades daqui
Tentei cantar a Tirolesa
A Jardineira, mas não consegui

O povo de lá só cantava
A sua canção popular
E eu vendo que nada arranjava
Entrei no cordão e comecei a cantar assim:

Iamo, iamo, iamo, iamo, iamo
Iamo, iamo, iamo, iamo, iá
Funiculí, funiculá
Funiculí, funiculá
Atacaram a Tarantela
E não quiseram mais parar!

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Ai, morena

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Ai, morena (marcha/carnaval, 1951) - Herivelto Martins e Benedito Lacerda

Ai, morena
Seria o meu maior prazer
Passar o Carnaval contigo
Beijar a tua boca e depois morrer

Morena nem queira saber
Se um dia isso acontecer
Serás uma rainha, mais rainha do que és
E o Rei Momo beijará teus pés!

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Ali Babá

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Ali Babá (marcha, 1938) - Roberto Roberti e Arlindo Marques Júnior

Ali, Ali Babá
Ali, Ali Babá
Ali Babá e seus quarenta ladrões
Formaram um bloco, iaiá
Formaram um bloco, iaiá
Para dançar uma quadrilha nos salões

Achei a chave, a chave do tesouro
Que há muito tempo eu vivo a cobiçar
É só dizer baixinho ao teu ouvido
Abre-te Sésamo que eu quero entrar.

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Telefone

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Telefone (samba bossa, 1964), Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli
Agostinho dos Santos

Tuém tuém, ocupado pela décima vez
Tuém, telefono e não consigo falar
Tuém tuém, tô ouvindo há mais de um mês
Tuém, já começa quando eu penso em discar


Eu já estou desconfiado
Que ela deu meu telefone pra mim


Tuém tuém, e dizer que a vida inteira esperei
Tuém, que dei duro e me matei pra encontrar
Tuém tuém, toda lista quase que eu decorei
Tuém, dia e noite não parei de discar


E só vendo com que jeito
Pedia pra eu ligar


Tuém tuém, não entendo mais nada
Pra que que eu fui topar?
Trim trim, não me diga que agora atendeu
Será que eu, eu consegui agora encontrar
A moça atendeu
"Alô"

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Minha história de amor

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Minha história de amor (rock, 1964) - José Messias

Minha história de amor
Eu não posso nem contar
Se eu contar você vai rir
E eu sei que vou chorar

Minha história de amor
Eu não posso nem contar
Se eu contar você vai rir
E eu sei que vou chorar

Ela falava, que não me amava
Ela dizia, que não me queria
Eu penava, eu sofria
Eu chorava ela sorria
Mesmo assim eu insistia!....

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O menino das laranjas

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O menino das laranjas (canção, 1964) - Theo de Barros

Menino que vai pra feira
Vender sua laranja até se acabar
É filho de mãe solteira
Cuja ignorância tem que sustentar

É madrugada, vai sentindo frio
Porque se o cesto não voltar vazio
A mãe já arranja um outro pra laranja
Esse filho vai ter que apanhar

Compra laranja, doutor,
Ainda dou uma de quebra pro senhor!
Compra laranja, laranja, laranja, doutor,
Ainda dou uma de quebra pro senhor!

Lá, no morro, o mundo acorda cedo
E é só trabalhar
Comida é muito pouca e muito a roupa
Que a cidade manda pra lavar

E já madrugada, ele, menino, vem pra feira
Tentando encontrar
Um pouco pra comer, viver até crescer
E a vida melhorar

Compra laranja doutor,
Ainda dou uma de quebra pro senhor!
Compra laranja, laranja, laranja, doutor,
Ainda dou uma de quebra pro senhor!

É madrugada, vai sentindo frio
Porque se o cesto não voltar vazio
A mãe já arranja um outro pra laranja
Esse filho vai ter que apanhar

Compra laranja, doutor,
Ainda dou uma de quebra pro senhor!
Compra laranja, laranja, laranja, doutor,
Ainda dou uma de quebra pro senhor!

Lá, no morro, a gente acorda cedo
E é só trabalhar
Comida é muito pouca e muito a roupa
Que a cidade manda pra lavar

E já madrugada, ele, menino, vem pra feira
Tentando encontrar
Um pouco pra comer, viver até crescer
E a vida melhorar

Compra laranja, doutor,
Ainda dou uma de quebra pro senhor!
Compra laranja, laranja, laranja, doutor,
Ainda dou uma de quebra pro senhor!

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Nanã

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Nanã (canção, 1964) - Moacir Santos e Mário Teles

Esta noite, quando eu vi Nanã
Vi a minha deusa ao luar
Toda noite eu olhei Nanã
A coisa mais linda de se olhar
Que felicidade achar, enfim
Essa deusa vinda só pra mim, Nã...
E agora eu só sei dizer
Tada a minha vida é Nanã
É Nanã, é Nanã, é Nanã, é Nanã

Nesta noite dos delírios meus
Vi nascer um outro amanhã
Veio o dia com um novo sol
Sol da luz que vem de Nanã
Adorar Nanã é ser feliz
Tenho a paz, o amor e tudo o que eu quis
E agora eu só sei dizer
Toda a minha vida é Nanã
É Nanã, é Nanã, é Nanã, é Nanã

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Marcha da cegonha

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Marcha da cegonha (marcha/carnaval, 1964) - José Messias

Quem vai querer
Dona Cegonha tem boneca pra vender
Quem vai querer
Dona Cegonha tem boneca pra vender

Dona Cegonha / É camarada
Vende boneca / Financiada
Pra facilitar a quem comprar
Quem quiser / Tem nove meses pra pagar!

Quem vai querer
Dona Cegonha tem boneca pra vender
Quem vai querer
Dona Cegonha tem boneca pra vender

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Lado a lado

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Lado a lado (bolero, 1964) - Jerônimo Bragança e Nóbrega de Souza

Somos dois caminhos paralelos
Vamos pela vida lado a lado
Doidos que nós somos
Loucos que nós fomos
Nem sei qual é de nós mais desgraçado

Lado a lado meu amor mas tão longe
Como é grande a distância entre nós
O que foi que se passou
Entre nós dois que nos separou
Porque foi que os meus ideais morreram
Assim dentro de mim

Ombro a ombro tanta vez mas tão longe
Indiferença entre nós quem diria
Custa a crer que tanto amor
Tão profundo amor tenha acabado
E nós ambos sem amor lado a lado

Fomos no passado um só destino
Somos um amor desencontrado
Doidos que nós somos
Loucos que nós fomos
Não sei qual é de nós mais desgraçado

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Beijo gelado

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Beijo gelado (bolero, 1964) - Rubens Machado

Já não sinto em teus braços
O mesmo calor / Já não sinto
Em teus lábios / O mesmo sabor

Tua voz / Já não tem a mesma ternura
Teu olhar indiferente / Me tortura
Teu carinho onde está
O teu carinho de outrora

Se já não me queres amor
Por favor / Manda-me embora
Não, / Eu não quero
Viver ao teu lado
E nem quero / Teu beijo gelado

Destruístes os sonhos meus
Vai, segue o teu caminho
Dá a outro o teu carinho
Sejas feliz / Adeus

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Amigo, palavra fácil

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Amigo, palavra fácil (samba, 1964) - Jorge de Castro e Verinha Falcão

Amigo, palavra fácil de pronunciar
Amigo, coisa difícil de se encontrar
Até que me faz lembrar a citação usada
Venha a nós, e ao vosso reino, nada!

(bis)

Quando se procura, ele então se esconde
Quando se precisa, se vê que não tem
Quando chamo, ninguém me responde
Quando olho, não vejo ninguém!

(bis)

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Triste e abandonado

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Triste e abandonado (balada, 1963) - Hélio Justo e Erly Muniz

Abandonado, tão sozinho
Sinto a falta de alguém
Na escuridão do meu caminho
Sigo triste, sem ninguém!

Abandonado, tão sozinho
Sinto a falta de alguém
Na escuridão do meu caminho
Sigo triste, sem ninguém!

No longo caminho da vida
O eu pensamento é só teu
Trago no peito a esperança
Que teu amor seja meu!

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Tem bobo pra tudo

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Tem bobo pra tudo (samba, 1963) - Manoel Brigadeiro e João Correia da Silva

Quem não sabe tocar violão, nem pistom, toca surdo,
Sempre agrada porque nesse mundo tem bobo pra tudo .

Camelô na conversa ele vende algodão por veludo,
Não tem bronca porque nesse mundo tem bobo pra tudo.

A mulher que é bonita consegue o que quer, não me iludo,
E concordo porque nesse mundo tem bobo pra tudo.

Todo mal do sabido é pensar que não é enganado,
Quantas vezes também como bobo já fui apontado.

Tem alguém que é bobo de alguém, apesar do estudo,
Está provado porque nesse mundo tem bobo pra tudo....

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Sonhar contigo

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Sonhar contigo (bolero, 1963) - Adilson Ramos e Armelindo Leandro

Sonhar contigo
Por toda a vida
Sonhar contigo
Meu amor, minha querida.

Viver pensando, em ti somente
Viver amando, ser só teu eternamente.

Este é o meu maior desejo
Tomar tuas mãos
Calar tua voz
Num longo beijo
E ter-te sempre
Bem junto a mim
Viver amando, ser só teu, até o fim.

(bisa a 3ª)

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Piedosa mentira

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Piedosa mentira (tango, 1963) - Adelino Moreira

Eu suspiro por ti,
Como crente suspira,
Pela palavra sagrada,
Eu anseio por ti,
Como o preso que anseia,
A liberdade sonhada,
Sou doente sem cura,
Que a medicina ilude,
Mas a verdade transpira,
Sou enfermo de amor,
Iludido por ti,
Com piedosa mentira,
Sou assim, como o céu sem azul,
Uma igreja, tristonha, sem luz,
Como crente, agora descrente,
No inferno, a chamar, por Jesus,
Sou desejo, fugindo a teu beijo,
Qual o demônio, fugindo da cruz.

Sou faminto de amor, que rejeita,
A esmola do amor, piedade,
Como um triste, que amar não aceita,
Se o amor não exprime a verdade,
Por isso,
Na procissão da dor,
O meu andor, é o mais triste, andor....

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Eu agora sou feliz

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Eu agora sou feliz (samba/carnaval, 1963) - Mestre Gato e Jamelão
Jamelão

Eu agora sou feliz
Eu agora vivo em paz
Me abandona por favor
Porque eu tenho um novo amor
E eu não lhe quero mais

Esquece que você já me pertenceu
Que já foi você meu querido amor
Aquela velha amizade nossa já morreu
E agora quem não quer você sou eu
Eu agora sou feliz

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Enigma

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Enigma (samba-canção, 1963) - Adelino Moreira

Quis conter-me, mas não pude
Revoltado com a atitude
Dessa gente original
Que pensa ser incomum
E julga todos por um
E prega sem ter moral.


Insensatos pregadores
Esses cruéis detratores
Agem quase sempre assim
São imbecis personagens
Molares das engrenagens
Que vão rouba-la de mim.

Nas suas opiniões
Eu tenho dois corações
Cada qual amando mais
Diz alguém mais entendido
Que eu tenho um só, dividido
Em duas partes iguais.


Não os temo e nem me assusto
Mesmo sabendo que o justo
Às vezes paga pelo pecador
Pois quem não deve não medra
Atire a primeira pedra
Quem não errou por amor.

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Deixa

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Deixa (samba, 1963) - Baden Powell e Vinícius de Moraes
Am7
Deixa
F7M G7 C7M Gm7 C7
Fale quem quiser falar meu bem
F7M
Deixa
Dm7 E7 Am7
Deixa o coração falar também
F7M Am7
Porque ele tem razão demais quando se queixa
Em7
Então a gente
B7 Em7 E7 Am7
Deixa, deixa , deixa ,deixa
F7M G7 C7M Gm7 C7
Ninguem vive mais do que uma vez
F7M
Deixa
Dm7 E7 Am7
Diz que sim pra não dizer talvez
B7
Deixa
E7 Am7
A paixão também existe
F#°
Deixa
E7 Am7
Não me deixes ficar triste

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Chica da Silva

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Chica da Silva (samba-enredo/carnaval, 1963) - Anescar e Noel Rosa de Oliveira
Monsueto

Apesar... de não possuir grande beleza
Chica da Silva surgiu no seio da mais alta nobreza
O contratador, João Fernandes de Oliveira
A comprou para ser sua companheira
E a mulata, que era escrava
Sentiu forte transformação
Trocando o gemido da senzala
Pela fidalguia do salão
Com a influencia e poder do seu amor
Que superou a barreira da cor
Francisca da Silva do cativeiro zombou
No arraial do Tijuco
Lá no estado de Minas
Hoje lendária cidade
Seu lindo nome é Diamantina
Onde viveu a Chica, que manda
Deslumbrando a sociedade
Com orgulho e capricho da mulata
Importante majestosa invejada
Para que a vida lhe tornasse mais bela
João Fernandes de Oliveira
Mandou construir um vasto lago
E uma belíssima galera
E uma riquíssima liteira
Para conduzi-la
Quando ia assistir à missa na capela

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Baby, meu bem

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Baby, meu bem (rock, 1963) - Hélio Justo e Tito Santos

 D F#m    Bm
Baby meu bem
G
Sorria para mim
A7 F#m A7
Assim que eu sou feliz
D F#m Bm
Baby também
G A7 D D7
Não deixe nosso amor ser infeliz
G F#m
Ainda somos jovens sei
G F#m
O tempo passará vais ver
E7 A7 D7
Com ele nosso amor aumentará
G F#m
A vida sorrirá então
G F#m
Os sonhos realidade são
E7 A7
Se temos um amor no coração
D F#m Bm
Baby faz bem
G
Trazer no coração
A7 D Bm
Um bem
G
Trazer no coração
A7 G A D Bm G A D
Um bem

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Vou ter um troço

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Vou ter um troço (marcha/carnaval, 1962) - Provenzano, O. Lopes e Jackson do Pandeiro

Garota você é uma gostosura
Foi proibida
Pela censura

Garota você é uma gostosura
Foi proibida
Pela censura

Sai de perto de mim
Olhar pra você eu não posso
Me segura que eu vou ter um troço
Me segura que eu vou ter um troço
Me segura que eu vou ter um troço
Me segura que eu vou ter um troço

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Tu és o maior amor da minha vida (bolero, 1962) - Silvinho e De Carvalho
Silvinho

Tu és o maior amor da minha vida
Tu és uma estrela guiando meus passos
Nas horas tristes
Nas horas mortas minha querida
Tu és o maior amor da minha vida
(2 vezes)

Enquanto existir lá no céu
Uma estrela brilhando
E o sol do infinito teu rosto queimando
Tu serás a luz a iluminar o meu caminho
Tu serás querida o maior amor da minha vida
(repete falado)

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Se a vida parasse

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Se a vida parasse (bolero, 1962) - Romeu Nunes e Milton Nunes

Se a vida parasse
Num instante sem fim
Se você voltasse
De novo pra mim
Meu mundo seria
Eterno sonhar
Meu peito teria
Mais calor para lhe dar

Quem dera eu pudesse
Prende-la em meu braços
Esquecer meus fracassos
Viver só de amor
Feliz eu seria
Com você a meu lado
Se a vida parasse
Voltando ao passado.

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Pouca duração

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Pouca duração (samba, 1962) - Pacífico Mascarenhas

D7M

Ebº Em7 A7 D7M
Es- ta canção terá pouca duração
Dbm7 F#7
Como o nosso amor
B7M
Que tão cedo acabou
Bm7 Fm6/5+ A7M Db6
Pode compará-la também com uma flor
Bm7 Fm6/5+ Em7 A7
Que desabrochou mas não durou secou

Em7 A7 D7M
Por isso a canção só terá esta parte
Dbm7 F#7 B7M
A outra existirá na imaginação
Bm7 Fm6/5+
Vamos combinar
A7M Dbm6
Eu termino a canção
Bm7 Fm6/5+
Se você voltar
Em6 F#7/5+
Mas só se você voltar
Bm7 Fm6/5+
Se você voltar
A7M
Para o meu coração.

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Poema

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Poema (bolero, 1962) - Fernando Dias

Poema, é noite escura de amargura
Poema, é a luz que brilha lá no céu
Poema, é ter saudade de alguém
Que a gente quer, e que não vem

Poema, é o cantar de um passarinho
Que vive ao léu, perdeu seu ninho
É a esperança de encontrar
Poema, é a solidão da madrugada
É um ébrio triste na calçada
Querendo a lua namorar

(bisa a 2ª)

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Oba

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Oba (samba/carnaval, 1962) - Osvaldo Nunes

Olha a rapaziada (oba)
Vem dizendo no pé (oba)
As cabrochas gingando (oba)
Como tem mulher (oba)
Todo mundo presente (oba)
Olha a empolgação (oba)
Esse é o Bafo da Onça
Que eu trago guardado no meu coração
Eu vou, eu vou, eu vou

Essa onda que eu vou
Olha a onda iaiá
É o Bafo da Onça que acabou de chegar
Essa onda que eu vou
Olha a onda iaiá
É o Bafo da Onça que acabou de chegar

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Não me perguntes

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Não me perguntes (samba-canção, 1962) - Adelino Moreira
Ângela Maria

Não me perguntes quem fui eu no meu passado
Se pontilharam minha vida de amargor
Se te ofertei meu coração apaixonado
Cabe a ti ver se é sincero o meu amor

Não me perguntes se no amor tive apogeu
Se fui cruel, se sofri, se fiz sofrer
Se fui cruel, teu amor me converteu
Na mais fiel e doce amante, podes crer

Eu também não perguntarei se alguém deixou
Alguma vez teu coração amargurado
Desfrutarei o que o presente me ofertou
Sem perguntar se outra existiu no teu passado

Eu também não indagarei dos teus fracassos
Devo esquecer o teu viver de outrora
Não, não interessa se algum dia outros braços
Te abraçaram como eu te abraço agora

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Meu querido lindo

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Meu querido lindo (cha-cha-chá, 1962) - Moacir Franco e Canarinho
Moacir Franco

Esta vida é engraçada
Engraçada como o quê
Pra fazer uma piada
Basta só você querer

Ai, eu vou contar
O que houve ao me casar
Ai, ele vai contar
O que houve ao se casar

Na igreja nós entramos
Fomos logo pro altar
O sacerdote após o ato
Foi a noiva a desejar

E o mentor é que um dos filhos
(?)
E se alegre bendizendo
Distraída ela responde:
-Igualmente, reverendo

Ai, essa foi boa
Que mancada da patroa
Ai, essa foi boa
Que mancada da patroa

Ai, ai, outra mancada
É o meu filho, querem ver?
Quando no domingo
Levei ele a matinê

Lá na tela apareceu
Um mocinho que é um estouro
Expliquei pra meu filhinho:
-Esse é o afamado Zorro...

(-Que bacana, né, papai?)

Mas em seguida quase morro
Quando ele me perguntou:
-E quem que tá montado no Zorro?

-Meu querido lindo!

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Malena

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Malena (rock, 1962) - Fernando Costa e Rossini Pinto

Malena,
Eu sou um sofredor!
Oh! Oh! Oh! Malena
Eu quero o teu amor!
Não posso mais sofrer,
Oh! Oh! Oh! Malena,
Sem ti não sei viver

Eu vivo triste
Amargurado, assim
No mundo não existe
Quem sofra igual a mim!

Malena,
Não quero mais chorar!
Oh! Oh! Oh! Malena,
Eu choro por te amar

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Garota solitária

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Garota solitária (cha-cha-chá, 1962) - Adelino Moreira

Esta noite eu chorei tanto
Sozinha sem um bem
Por amor todo mundo chora
Um amor todo mundo tem
Eu, porém, vivo sozinha
Muito triste sem ninguém

Será que eu sou feia?
Não é, não senhor
Então eu sou linda?
Você é um amor.

Respondam, então, por que razão
Eu vivo só, sem ter um bem.
Você tem o destino da lua
Que a todos encanta
E não é de ninguém.

Ai, eu tenho o destino da lua,
A todos encanto,
E não sou de ninguém....

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Garota de Saint-Tropez

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Garota de Saint-Tropez (marcha/carnaval, 1962) - João de Barro e Jota júnior

Ulalá! Ulalá!
Você é mais você
Com o umbiguinho de fora,
Garota de Saint-Tropez!

(bis)

Laranja da Bahia
Tem o umbiguinho de fora.
Por que é que você, Maria
Escondeu o seu até agora?

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Esta noite ou nunca

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Esta noite ou nunca (samba-canção, 1962) - Adelino Moreira

Esta noite ou nunca, meu amor,
Amanhã será tarde demais,
Colhe nos meus lábios uma flor,
Beija-me com beijos sensuais.

Fica nos meus braços esta noite,
E os mais lindos sonhos sonharás,
Esta noite ou nunca, meu amor,
Amanhã será tarde demais.

Meu interior está em brasa,
Queima com loucura, com afã,
Mata o desejo que me abrasa,
Ou brasas serão cinzas amanhã.

Sou uma fogueira crepitando,
Vesúvio de lavas colossais,
Esta noite ou nunca, meu amor,
Amanhã será tarde demais....

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Amor em cha-cha-chá

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Amor em cha-cha-chá (cha-cha-chá, 1962) - Fernando Costa e Rossini Pinto
Fernando Costa

É sublime o amor
Amado com fervor
É tão sublime o amor
Cheio de calor
É tão sublime o amor
Que a gente faz feliz

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Amor

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Amor (tango, 1962) - Antenógenes Silva e Ernâni Campos
Rinaldo Calheiros
e Silvana

Amor
Tratamento de bem querer
Feliz
De quem consegue amar alguém
Ama
Que o amor é um hino
Vive
Que amar é viver
E não esquece
Que o coração também fenece
Pois não vicejado da flor
Sem o orvalho do amor...

Sofri
Mas mesmo assim eu fui feliz
Chorei
E bendisse a minha dor
Hoje
Que não sinto e nem choro
Sofro
Por viver sem amor

E na saudade
É que encontro o lenitivo
De não chorar aquela dor
De não sofrer por amor

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Solidão

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Solidão (samba-canção, 1961) - Adelino Moreira

Não, não quero mais o seu amor
Chega de amar, chega de dor
E de esperar em vão

Quando desperto
E vejo o leito vazio
Eu sinto frio no coração

Não, não quero mais ficar sozinha
Já Estou cansada de esperar
Acalentanto a promessa
De que um dia
Você vem para ficar

Quem não tem direito ao amor
Não deve amar
Para não sofrer
Pa não chorar

Veja meus Deus
A triste sorte minha
Na solidão do quarto
Eu beijo o seu retrato
E vou dormir sozinha

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Só vou de mulher

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Só vou de mulher (samba, 1961), Luiz Reis e Haroldo Barbosa
Ivon Curi

Eu acredito que pescaria
seja o esporte ideal
descansa o espírito
e sossega um homem temperamental
mas se quiserem estragar minha alegria
é só me carregar pra pescaria.

Ai, ai, eu não sou de mar
bota mulher nesta pesca
me convida eu vou até pescar. (bis)

Eu admiro uma parada
e um desfile militar
forças armadas, coloridas
e os tambores a rufar
mas se quiserem estragar meu feriado
é só me carregar pra ver soldado.

Ai, ai, ai meu capitão
bota mulher na parada
e me chama pra empurrar canhão. (bis)

Já me disseram que o Flamengo
é o grande dos dez mais
agita as massas e provoca
emoções sensacionais
mas se quiserem estragar meu amanhã
é só me carregar para o Maracanã.

Ai, ai, não sou de berrar
bota mulher no Flamengo
me convida eu vou até jogar. (bis)

Só vou de mulher
só vou de mulher...

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Seria tão diferente

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Seria tão diferente (samba-canção, 1961) - Adelino Moreira e Tônio Luna
Núbia Lafayette

Seria tão diferente
Se a gente que a gente gosta
Gostasse um pouco da gente
Seria tão diferente
Se a gente que a gente gosta
Sentisse o que a gente sente
Se tudo o que a gente sente
A gente que a gente gosta
Sentisse assim de repente
Seria tão diferente.

Se quando a gente chorasse
Chorasse só de contente
Se a gente que a gente amasse
Amasse um pouquinho a gente
Seria tão diferente
Seria tão diferente.

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Rancho das flores

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Rancho das flores (marcha-rancho, 1961) - Letra de Vinícius de Moraes e música de J. S. Bach (Jesus, alegria dos homens)
Luiz Cláudio

Entre as prendas com que a natureza
Alegrou este mundo onde há tanta tristeza
A beleza das flores realça em primeiro lugar
É um milagre do aroma florido
Mais lindo que todas as graças do céu
E até mesmo do mar
Olhem bem para a rosa
Não há mais formosa
É flor dos amantes
É rosa-mulher
Que em perfume e em nobreza
Vem antes do cravo
E do lírio e da Hortência
E da dália e do bom crisântemo
E até mesmo do puro e gentil malmequer
E reparem no cravo o escravo da rosa
Que é flor mais cheirosa
De enfeite sutil
E no lírio que causa o delírio da rosa
O martírio da alma da rosa
Que é a flor mais vaidosa e mais prosa
Entre as flores do nosso Brasil
Abram alas pra dália garbosa
Da cor mais vistosa
Do grande jardim da existência das flores
Tão cheias de cores gentis
E também para a Hortência inocente
A flor mais contente
No azul do seu corpo macio e feliz
Satisfeita da vida
Vem a margarida
Que é a flor preferida dos que tem paixão
E agora é a vez da papoula vermelha
A que dá tanto mel pras abelhas
E alegra este mundo tão triste
No amor que é o meu coração
E agora que temos o bom crisântemo
Seu nome cantemos em verso e em prosa
Porém que não tem a beleza da rosa
Que uma rosa não é só uma flor
Uma rosa é uma rosa, é uma rosa
É a mulher rescendendo de amor

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Quero morrer no carnaval (samba/carnaval, 1961) - Luís Antônio e Eurico Campos
Linda Batista

Quero morrer no Carnaval,
Na Avenida Central,
Sambando,
O povo na rua cantando
O derradeiro samba
Que eu fizer chorando.

Quero morrer fantasiado de palhaço
Que sempre fui sem ter vestido a fantasia.
Eu, que vivia ouvindo risos de fracasso,
Quero morrer ouvindo risos de alegria!

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Poema das mãos

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Poema das mãos (samba-canção, 1961) - Luís Antônio

Nas minhas mãos a despedida
Nas tuas mãos, a minha vida
Nas tuas mãos, deixei meus sonhos
Nas tuas mãos deixei bondade

Alegre sonho
Ficou tristonho
Nas tuas mãos, virou saudade
Nas minhas mãos, o teu perfume
Nas minhas mãos o teu cabelo
O meu ciúme
O meu queixume
Nas minhas mãos, um triste apelo

As tuas mãos, estão mais frias
Estão vazias, de meus beijos
As minhas mãos, talvez não sintas
Estão famintas de desejos!

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Perdoa-me pelo bem que te quero (bolero, 1961) - Valdir Machado

Perdoa-me
Pelo bem que eu te quero
Perdoa-me
Se te faço infeliz
O destino te jogou, em meu caminho
Tu és a flor
E eu o espinho, ferindo
O teu coração.

Perdoa-me
Pelo mal que eu te faço
Perdoa-me
Por te querer junto a mim.

Perdoa este ser apaixonado
Este ser desesperado
Porque a vida quis assim
Perdoa este ser apaixonado
Este ser desesperado
Porque a vida quis assim.

Recitando ( ela )

"Perdoar-te, porque ?
Se és a luz que orienta nesta vida, os meus passos,
perdoar-te porque ?
Se a felicidade nasce do calor amigo dos teus braços !
Como, como eu poderia um dia te julgar culpado ?
Em minhas preces, eu agradeço a Deus
a ventura imensa de sempre, sempre te haver amado."

Cantando (Ele)

Perdoa-me
Pelo mal que eu te faço
Perdoa-me
Por te querer junto a mim.

Perdoa este ser apaixonado
Este ser desesperado
Porque a vida quis assim
Perdoa este ser apaixonado
Este ser desesperado
Porque a vida quis assim....

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Perdão para dois

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Perdão para dois (balada, 1961) - Palmeira e Alfredo Corletto
Cauby Peixoto

Santa Maria
Mãe de Jesus
Aqui estou
Aos pés da cruz
Venho pedir
Tua benção
E também o teu perdão !

Se ela pecou
Foi por amor
Eu também sou
Um pecador
Se nosso amor
Não pode ser
De amor quero morrer !

O mundo é contra nós
A Lei de Deus também
Mas a primeira pedra
Não atirou ninguém
Por isso Virgem Santa
Te peço com fervor
Perdão para nós dois
Perdão pro nosso amor !

O mundo é contra nós
A Lei de Deus também
Mas a primeira pedra
Não atirou ninguém
Por isso Virgem Santa
Te peço com fervor
Perdão para nós dois
Perdão pro nosso amor !

Por isso Virgem Santa
Te peço com fervor
Perdão para nós dois
Perdão pro nosso amor !

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Onde estarás

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Onde estarás (bolero, 1961) - Evaldo Gouveia e Jair Amorim
Anísio Silva

Onde estarás?
Nesta hora, onde estarás
Em que coração
Qual o novo amor
Quem tu beijarás?

Pobre de mim
Sempre, sempre a me perguntar
Que carinhos tens?
Em que braços estás?
Quando voltarás?

Dizem aí
Que é inútil esperar
Que junto de ti
Alguém há de estar
Respondo que não
Sem mágoa ou rancor
Pois meu coração
Está onde estás, amor!

Dizem aí
Que é inútil esperar
Que junto de ti
Alguém há de estar
Respondo que não
Sem mágoa ou rancor
Pois meu coração
Está onde estás, amor !

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Ninguém chora por mim

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Ninguém chora por mim (bolero, 1961) - Evaldo Gouveia e Jair Amorim

           Gm                  Cm
Mas se um dia eu tiver que chorar
F Gm
Ninguém chora por mim

Hoje a notícia correu
G7 Cm
Vieram logo me dizer

Mas a verdade é que eu
D7 Gm
Já estava farto de saber.

G7
Um comentário é fatal
Cm
A um grande amor que chega ao fim
E7
E quem sou eu afinal
A7
Para mudar coisas assim.

Dm
Os meus problemas são meus
A7
Deixem comigo a solução

Os meus fracassos a Deus
Dm
É que eu revelo quantos são.

Gm
Um conselho é tão fácil de dar
Dm
Qualquer um cita exemplos no fim
Gm Cm
Mas se um dia eu tiver que chorar
F Gm
Ninguém chora por mim

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Maria Chiquinha

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Maria Chiquinha (canção cômica, 1961) - Guilherme Figueiredo e Geysa Bôscoli

Quê que ocê foi faze no mato
Maria Chiquinha ?
Quê que ocê foi faze no mato...
-Eu precisava cortá lenha
Genaro meu bem
Eu precisava cortá lenha...

Quem é que tava lá com ocê
Maria Chiquinha ?
Quem é que tava lá com ocê...
-Era a fia de Sá Dona
Genaro, meu bem
Era a fia de Sá Dona...

Eu nunca vi muié de culote
Maria Chiquinha
Eu nunca vi muié de culote...
-Era as saias dela amarradas nas pernas
Genaro meu bem
Era as saias dela amarradas nas pernas...

Eu nunca vi muié de bigode
Maria Chiquinha
Eu nunca vi muié de bigode...
-Ela tava comendo jamelão
Genaro meu bem
Ela tava comendo jamelão...

No mês de setembro, não dá jamelão
Maria Chiquinha
No mês de setembro, não dá jamelão...
-Foi uns que deu fora de tempo
Genaro meu bem
Foi uns que deu fora de tempo...

Então vai buscá uns, que eu quero vê
Maria Chiquinha
Então vai buscá uns, que eu quero vê...
-Os passarinho, comero tudo
Genaro meu bem
Os passarinho, comero tudo...

Então eu vô, te cortá a cabeça
Maria Chiquinha
Então eu vô, te cortá a cabeça...
-Que é que ocê vai fazê do resto
Genaro meu bem ?
Que é que ocê vai fazê do resto....

O resto ?
Pode deixá que eu aporveito !

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Eu já fiz tudo

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Eu já fiz tudo (bolero, 1961) - Romeu Nunes e Almeida Serra

Já fiz tudo que era possível
Um homem fazer
Já te dei meu amor sem limite
Pra não te perder


Já chorei todo o pranto que um homem
Tem para chorar
Eu já fiz tudo, eu já fiz tudo
Já fiz tudo e vi que é inútil
Querer te prender


E assim, só me resta na vida
Tentar te esquecer
Mas lembrarás que um dia
Eu tentei te prender
Que eu fiz tudo que era possível
Um homem fazer
Pra não te perder......

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Boato

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Boato (samba, 1961) João Roberto Kelly
Elza Soares

Você foi o boato só agora eu sei
Em que acreditei
Andou de boca em boca no meu coração
Até que um dia desmentiu minha ilusão
Você foi a mentira que deixou saudade
Todo boato tem um fundo de verdade

(bis)

Haja o que houver, custe o que custar
Hoje de você eu quero paz
Sei que vou chorar todo o meu sofrer
Boato só o tempo desfaz
Você foi a mentira que deixou saudade
Todo boato tem um fundo de verdade.

(bis)

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A lua é dos namorados

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A lua é dos namorados (marcha/carnaval, 1961) - Klécius Caldas, Brasinha e Armando Cavalcanti
Ângela Maria

Todos êles estão errados
A lua é dos namorados
Lua que no céu flutua
Lua que nos dá luar

Lua , oh lua
Lua , oh lua
Querem te passar pra trás
Lua , oh lua
Querem te roubar a paz
Lua , oh lua
Não deixa ninguém te pisar

Lua que no céu flutua
Lua que nos dá luar
Lua,oh lua
Não deixa ninguém te pisar
Todos eles estão errados
A lua é dos namorados

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Sua Majestade o Neném

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Sua Majestade o neném (balada, 1960) - Klécius Caldas e Armando Cavalcanti

Silêncio, ele está dormindo
Vejam como é lindo
Sua Majestade, o neném
A casa já tem novo dono
Novo rei, no trono
Sua Majestade, o neném.

Parece com o papai
Com a mamãe também
Parece com a vovó ? Não !
Não parece com ninguém !
Ele, é ele só
Sua Majestade, o neném.

Parece com o papai
Com a mamãe também
Parece com a vovó ? Não !
Não parece com ninguém !
Ele, é ele só
Sua Majestade, o neném....

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Mambo da Cantareira

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Mambo da cantareira (mambo, 1960) - Barbosa da Silva e Eloíde Warthoi
Gordurinha

Só vendo como é que dói só
Vendo mesmo como é que dói
Trabalhar em madureira, viajar na cantareira
E morar em niterói

Ê, cantareira, ê, cantareira,
Ê, cantareira vou aprender a nadar
Ê, cantareira, ê, cantareira
É cantareira, eu não quero me afogar

De tanto viajar já tô ficando bambo
Já tô com o corpo mole de canseira
Por isso agora resolvi cantar o mambo
Vamos cantar o mambo cantareira

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Leva-me contigo

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Leva-me contigo (samba-canção, 1960) - Dolores Duran

Ai, leva-me contigo
Pela noite eterna, da tua amargura
Deixa que eu te ofereça
Todo este carinho
Toda esta ternura

Não me deixe chorar novamente
No tormento desta solidão
Não me deixe, entre todas as coisas
Que foram tão nossas
Dá-me tua mão.

Ai, leva-me contigo
E perde a minha vida, quando te perderes
Deixa que eu te de meus olhos
Para que tu chores, sempre que sofreres

Segue o teu sonho impossível
Não tentes fugir
O que eu quero é ficar a teu lado
E te amar sempre, sempre
Sem nada pedir !

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Fechei a porta

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Fechei a porta (samba/carnaval, 1960) - Sebastião Mota e Ferreira dos Santos
Jamelão

Eu não quero mais amar
pra não sofrer ingratidão
depois do que eu passei
fechei a porta do meu coração

Eu não quero mais amar
pra não sofrer ingratidão
depois do que eu passei
fechei a porta do meu coração

Eu dei pra ela todo o carinho
e no entanto acabei sozinho

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Fantoche

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Fantoche (samba-canção, 1960) - Adelino Moreira
Nelson Gonçalves

Quanto mais longe dos teus olhos, meu amor
Mais me atordoa o calor desta paixão
Estava certo em sua frase o inventor
"Longe dos olhos e perto do coração"
É na distância que dói mais a dor do amor
E se esse amor não foi apenas amizade
A gente chora a nossa mágoa, a nossa dor
Num labirinto de tristeza e de saudade.

Tenho em meus olhos a visão da tua imagem
Sou um fantoche que a solidão apavora
Tento abraçar o teu vulto e é só miragem
Me atormentando, dia e noite a toda hora
De ti distante, vivo triste e a meditar
Nos separamos, mas não posso compreender
Porque razão choraste tanto, ao me deixar
Porque razão eu chorei tanto, ao te perder...

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Doidivana

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Doidivana (samba-canção, 1960) - Adelino Moreira
Nelson Gonçalves

Doidivana das noites vadias
Sendo a razão dos meus dias
Quando tu quiseres
Faz um gesto, um aceno, e eu darei
Este amor, que neguei
A tantas mulheres.

Doidivana, apesar de tudo
O tempo passa e eu não mudo
Ainda te quero bem
Tu és doida, doida que só vendo
E eu te querendo
Sou doido também.

Doidivana, quem me calunia
Não sabe a agonia
Que passo e passei
Não ouviu tua voz quente e rouca
Nem beijou a tua boca
Que eu tanto beijei.

Doidivana, carícia suprema
Só me condena
Quem não gostou de alguém
Tu és doida, és doida varrida
E eu te amando na vida
Sou doido também!

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Cheiro de saudade

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Cheiro de saudade (samba, 1960) - Djalma Ferreira e Luís Antônio
Maysa

É aquele cheiro de saudade
Que me traz você a cada instante
Folhas de saudade
Mortas pelo chão
É o outono em fim, no coração.

É talvez que é tempo de saudade
Trago o peito tão carregadinho
Sofro de verdade

Fruto da saudade
Sem o teu carinho...

Quem semeia vento
Colhe tempestade
Quem plantar amor
Colhe saudade...

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Carinho e amor

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Carinho e amor (samba, 1960) - Tito Madi

Se você quer voltar
Você quem manda amor
Nem tudo está perdido
Em nossa vida

Se eu choro por você
Você também por mim
Por que sofrer assim
Por que chorar assim

Se quer me devolver
Toda a alegria
Esqueça este orgulho
Que nos mata

E volte, por favor
Venha correndo
Que estarei para lhe dar
Carinho e muito amor.

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A canção dos seus olhos (samba-canção, 1960) - Pernambuco e Antônio Maria
Elizeth Cardoso

Ai, você foi embora, era hora de ir
Depois quem sabe que tristeza haveria
Ai, foi bom separar os meus sonhos dos seus
No meu olhar, o poder do seu olhar

Ai, não faz mal a distâcia
Ai, não faz mal a saudade
Hoje é melhor eu saber
Que você não sofreu
Se eu sofri não faz mal

Ai, nasceu no sofrimento
Na esperança e no amor
Nasceu de mim
A canção dos seus olhos

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Vai ver que é

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Vai ver que é (marcha/carnaval, 1959) - Carvalhinho e Paulo Gracindo
Araci de Almeida
e Joel de Almeida

Se veste de baiana
Pra fingir que é mulher
Vai ver que é
Vai ver que é

No baile do teatro
Ele diz que é Salomé
Vai ver que é
Vai ver que é

Cuidado minha gente
Com esse tipo de rapaz
................
................
Nervosinho bate o pé
Vai ver que é
Vai ver que é

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Recado

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Recado (samba, 1959) - Luís Antônio e Djalma Ferreira
Maysa

Você, errou quando olhou, pra mim
Uma esperança, fez nascer, em mim
Depois levou, pra tão longe de nós
Seu olhar no meu, a sua voz

Você deixou, sem querer deixar
Uma saudade, enorme em seu lugar
Depois nós dois
Cada qual a mercê do seu destino
Você sem mim, eu sem você!

Saudade, meu moleque de recado
Não diga que eu me encontro nesse estado

Você deixou, sem querer deixar
Uma saudade, enorme em seu lugar
Depois nós dois
Cada qual a mercê do seu destino
Você sem mim, eu sem você!

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O samba é bom assim

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O samba é bom assim (samba, 1959) - Norival Reis e Hélio Nascimento
Jamelão

Pra mim, pra mim
O samba é bom
Quando é cantado assim
Pra mim

( repete )

Ai, eu vou me embora
O que me dão para levar
Levo penas e saudades
No caminho, vou chorar

Dou-lhe tapa, dou-lhe murro, estouro
Não faça cara de choro
Pra ninguém chorar
Te dou uma surra
Te jogo no mato
Pros bichinhos lhe apanhar

Mas pra mim
Eu fui batizado
Na Matriz de Cascadura
Quem é bom, já nasce feito
Quem é bom não se mistura
Pra mim, pra mim.

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O nosso olhar

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O nosso olhar (samba-canção, 1959) - Sérgio Ricardo

Introdução: Em5-/7 Edim Dm7/9 G7/13-
Em5-/7 Edim Dm7/9 G7/13-

Em5-/7 Edim A7
Viu, quanta coisa linda
A7/9- Dm7
Você e eu sentimos
Bm5-/7 E7/13- Am9
Sob este luar dentro do silêncio
F7M Eb7/9+ D7/9+
Que a noite fazia pelo nosso amor
Em5-/7 Edim A7
Viu, como nossos olhos
A7/9- Dm7
Foram se entregando
Bm5-/7 E7/13- Am9
E se integraram na linguagem pura
F7M Eb7/9+ D7/9+ D6/9 Gm6 C7/9 C7/9-
Que os olhos ditam pelo coração
F7M D7/9 G7/5+ F7M Em6
Viu, como o mundo inteiro ficou pequeno
Am7 Gm7 A7/9 Dm7/9
E em nossas mãos virou veneno
G7/13 Fm6 G7 C4/7/9 C7/9- Gm7/9 A7/9
Que a noite bebeu pelo nosso amor
Dm7 Dm5-/7 Bb7/11+ Bb/Ab C7M
Viu, como basta pouco para amar-se muito
Am7 Gm6 A7/9- Dm7/9
Um luar bonito, uma noite quieta
G4/7/9 Fm7 C6
E o olhar tão puro, desse nosso olhar

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Levanta Mangueira

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Levanta Mangueira (samba/carnaval, 1959) - Luís Antônio

Levanta Mangueira
A poeira do chão
Samba do coração

(bis)

Mostra a sandália de prata da mulata
A voz da cuíca do tamborim
Mostra que o samba nasceu em Mangueira
Sim

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Idéias erradas

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Idéias erradas (samba, 1959) - Ribamar e Dolores Duran

Não faça idéias erradas de mim
Só porque eu quero você tanto assim
Eu gosto de você mas não esqueço
De tudo quanto valho e mereço

Não pense que se você me deixar
A dor será capaz de me matar
De um verdadeiro amor não se aproveita
E não se faz senão aquilo que merece
Depois ele se vai, a gente aceita
A gente bebe, a gente chora, mas esquece.

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Ho-ba-la-lá

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Ho-ba-la-lá (bolero, 1959) - João Gilberto
Intro: Ebm9 G#7 Ebm9 G#7 Ebm9 G#7 Ebm9 G#7


Ebm9 G#7 Aº Bbm7 Gº Eº
E amor, O hó-bá-lá-lá,
Ebm7 G#7/9 Ebm6 C#6 Eº Ebm7 Fº
hó-bá-lá-lá uma canção,
Ebm9 G#7 Aº Bbm7 Gº Eº
Quem ouvir o hó-bá-lá-lá,
Ebm7 G#7/9 Ebm6 C#7/4 C#7
Terra feliz o coração
F#m7 B7/9 F#m6 Emaj7 Gº
O amor encontrara ouvindo esta cançao
F#m7 B7/9 F#m6 Fm7 E7
alguem compreendera seu coração
Ebm9 G#7 Aº Bbm7 Gº
Vem ouvir, O hó-bá-lá-lá,
Eº Ebm7 G#7/9 Ebm6 C#6
hó-bá-lá-lá uma cançao
Ebm9 G#7 Aº Bbm7 Gº Eº
E amor, O hó-bá-lá-lá,
Ebm7 G#7/9 Ebm6 C#6 Eº Ebm7 Fº
hó-bá-lá-lá uma canção,
Ebm9 G#7 Aº Bbm7 Gº
Quem ouvir o hó-bá-lá-lá,
Eº Ebm7 G#7/9 Ebm6 C#7/4 C#7
Terra feliz o coração
F#m7 B7/9 F#m6 Emaj7 Gº
O amor encontrara ouvindo esta canção
F#m7 B7/9 F#m6 Fm7 E7
alguem compreendera seu coração
Ebm9 G#7 Aº Bbm7 Gº Eº
Vem ouvir, O hó-bá-lá-lá,
Ebm7 G#7/9 Ebm6 Eb7
hó-bá-lá-lá esta cançao bá-lá-lá hó-bá-lá-lá
Dmaj7 Eb7 G#7/9 Ebm6
hó-bá-lá-lá hó-bá-lá-lá, hó-bá-lá-lá,
C#6
hó-bá-lá-lá, hó-bá-lá-lá, hó-bá-lá-lá

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E daí?

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E daí? (bossa nova, 1959) - Miguel Gustavo
Isaura Garcia

Proibiram que eu te amasse
Proibiram que eu te visse
Proibiram que eu saísse
Ou perguntasse a alguém por ti

Proíbam muito mais
Preguem avisos
Fechem portas
Ponham guizos
Nosso amor perguntará:
E daí, e daí?

Daí, por mais cruel desilusão
Eu continuo a te adorar
Ninguém pode parar meu coração

Proibiram que eu te amasse
Proibiram que eu te visse
Proibiram que eu saísse
Ou perguntasse a alguém por ti

Proíbam muito mais
Preguem avisos
Fechem portas
Ponham guizos
Nosso amor perguntará:
E daí, e daí?

Daí, por mais cruel desilusão
Eu continuo a te adorar
Ninguém pode parar meu coração

Que é teu, todinho teu
Somente teu, todinho teu
Somente teu

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Chora Doutor

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Chora Doutor (samba/carnaval, 1959) - J. Piedade, Orlando Gazzaneo e J. Campos

Chora doutor
Chora
Eu sei que o medo
De ficar pobre
Lhe apavora.

O senhor tem palacete
Pra morar
Mais eu tenho
Um barracão e um amor
Ai, ai, ai, doutor
Eu só não quero
Ter a vida do senhor.
( chora doutor )

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Baiano burro nasce morto (baião, 1959), Gordurinha
Gordurinha

O pau que nasce torto
Não tem jeito morre torto
Baiano burro garanto que nasce morto

Sou da Bahia comigo não tem horário
Não sou otário e você pode zombar
Sou cabra macho, sou baiano toda hora
Meio dia, duas hora, quatro e meia o que é que há
Cabeça grande é sinal de inteligência
Eu agradeço a providência ter nascido lá

Salve a Bahia, ioio
Salve a Bahia, iaia
Sou cabra macho, sou baiano toda hora
Meio dia, duas hora, quatro e meia o que é que há
Cabeça grande é sinal de inteligência
Eu agradeço a providência ter nascido lá

O pau que nasce torto
Não tem jeito morre torto
Baiano burro garanto que nasce morto

Salve a Bahia, ioio
Salve a Bahia, iaia
Sou cabra macho, sou baiano toda hora
Meio dia, duas hora, quatro e meia o que é que há
Cabeça grande é sinal de inteligência
Eu agradeço a providência ter nascido lá

O Castro Alves poeta colosso
Sujeito moço, mas soube o que fez
A Marta Rocha violão baiano
Foi mostrar pro americano que a Bahia

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Vendedor de caranguejo

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Vendedor de caranguejo (coco, 1958) - Gordurinha

Caranguejo uçá
Olha o gordo guaiamum
Quem quiser comprar a mim
Cada corda de dez
Eu dou mais um

Eu dou mais um
Eu dou mais um
Cada corda de dez
Eu dou mais um

Caranguejo uçá
Caranguejo uçá
Apanho ele na lama
E trago no meu caçuá (2x)

Eu perdi a mocidade
Com os pé sujo de lama
Eu fiquei anarfabeto
Mas meus fio criô fama

Pelo gosto dos menino
Pelo gosto da mulé
Eu já ia descansá
Não sujava mais os pé

Os bichinho tão criado
Sastisfiz o meu desejo
Eu podia descansá
Mas continuo vendendo caranguejo

Caranguejo uçá
Caranguejo uçá
Apanho ele na lama
E trago no meu caçuá

Tem caranguejo
Tem gordo guaiamum
Cada corda de dez
Eu dou mais um

Caranguejo uçá
Caranguejo uçá
Apanho ele na lama
E trago no meu caçuá

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Os rouxinóis

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Os rouxinóis (marcha-rancho/carnaval, 1958) - Lamartine Babo
Rouxinóis de Paquetá

Os rouxinóis entre as flores procuram seus amores
É lindo o cântico das aves
As melodias se renovam tão suaves
Salve os rouxinóis!

Surgem orquestras nos arrebóis
Sustenidos são feridos e se ouvem à meia voz os bemóis
Porque os rouxinóis foram buscar Amor-perfeito
E no canteiro já desfeito da Amizade
Só encontraram Saudade

Sem sonhos os rouxinóis se vêem a sós tristonhos
E se consolam com as sutis cigarras
Cigarras sutis cada qual mais feliz
Pois cantam, cantam, cantam, depois se desencantam
Cantar até morrer é o seu infinito prazer

Estão nos arrebóis os rouxinóis silentes
Descrentes de seus amores pelas lindas flores
Nesta canção, pensando bem
O amor dos rouxinóis é o nosso amor também

Sem sonhos os rouxinóis se vêem a sós tristonhos
E se consolam com as sutis cigarras
Cigarras sutis cada qual mais feliz
Estão nos arrebóis os rouxinóis silentes
Descrentes de seus amores pelas lindas flores

Nesta canção, pensando bem
O amor dos rouxinóis é o nosso amor também
É o nosso amor também
É o nosso amor também
É o nosso amor também
É o nosso amor também.

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Olhe-me, diga-me

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Olhe-me, diga-me (valsa, 1958) - Tito Madi

Olhe-me, diga-me, por favor
Se ainda em seu pensamento
Vive o nosso amor
Embora muito tarde
Só queria saber
Se hoje como ontem
É só meu, seu bem querer
Querer

Olhe-me, diga-me, por favor
Mesmo que morto
O sonho meu
Viverei para esse amor
Diga uma palavra apenas
Pra fazer meu coração feliz
Olhe-me, diga-me
Mas você não diz.

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O apito no samba

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O apito no samba (samba, 1958) - Luiz Bandeira e Luís Antônio
Vocalistas Modernos

Se você
No samba de "gente bem"
Não vai encontrar ninguém
Apitando um apito no samba
É porque
O samba que vai nascer
Só vai mesmo acontecer
Quando houver um apito no samba
Venha ver, squindô, squindô

No terreiro
Que é para ver
O que é o squindô verdadeiro
E, então
Você me dará razão
Chegando a esta conclusão
Que é preciso um apito no samba

Que bonito é um tamborim a batucar
Que bonito é um corpo de mulher sambar
Suas saias vão correndo pelo chão
Seus pés que são o ritmo que nasce
Cresce, vibra (Ah!)

Viva o apito no samba
E então você me dará razão
Chegando a esta conclusão
Que é preciso um apito no samba...

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Madureira chorou

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Zaquia Jorge teve morte trágica, na praia da Barra da Tijuca, quando tomava banho de mar em companhia de várias outras artistas. Era comum as vedetes se bronzearem 'al natural' na Barra, por ser uma praia deserta na época. A edição do jornal O Globo de 23 de abril de 1957 assim noticiou a morte de Zaquia Jorge:

"Rapidamente, a notícia foi propagada, e grande número de atores da Companhia da Revista Zaquia Jorge e de outras empresas chegou ao local. Em poucos instantes as brancas areias da praia foram pisadas por centenas de pés, já que também foi grande o número de curiosos que acorreu.

Quando um guarda-vidas retirou, do perau em que caíra, o corpo da vedete, Celeste Aída, uma das que a acompanhavam, abraçou-se ao cadáver, chorando copiosamente. Celeste Aída vira a amiga desaparecer e tudo fizera para salvá-la, não o conseguindo porque era muito fundo o perau. Enquanto ela se esforçava, os dois homens que integravam o grupo e que estavam longe aproximaram-se. Na areia, muito assustadas, cinco girls assistiam à luta de Celeste Aída, sem poder ajudá-la.

Afinal, cansada e desanimada, Celeste Aída voltou às areias, Zaquia Jorge desaparecera e, quando foi encontrada, já estava quase sem vida. Morreu pouco depois..."

"Foi sepultada no Cemitério de São Francisco Xavier, pranteada por artistas e populares, que a reverenciaram como a pioneira do teatro suburbano carioca. Das 6h às 16h30m de ontem, mais de 4.000 pessoas afluíram ao Teatro de Madureira, em cujo palco ficou exposto o corpo da artista. Com a platéia e os balcões apinhados, o ambiente fazia lembrar um grande dia de récita. Contudo, a emoção do público era intensa, guardando os presentes muito respeito.

Joel de Almeida
No palco, no alto, por cima do caixão de Zaquia Jorge, havia um grande quadro de São Jorge. A artista morrera na véspera do dia consagrado ao santo. Ontem fazia cinco anos que inaugurara seu teatro, com a peça Trem de luxo, de Válter Pinto e Freire Júnior. Sobre uma fileira de dez cadeiras havia dezenas de coroas entre elas, do Teatro Santana (São Paulo), do Corpo de Bombeiros, das escolas de samba Sampaio e Império Serrano, de inúmeras entidades e figuras da arte e de outros setores. O povo humilde do subúrbio formou filas, subindo ao palco para dar seu último adeus a Zaquia Jorge..." Em sua homenagem foi composta a música "Madureira chorou", um samba de sucesso no carnaval de 1958.

Madureira chorou (samba, 1958) - Carvalhinho e Julio Monteiro (marido de Zaquia)

Madureira chorou,
Madureira, chorou de dor,
Quando a voz do destino,
Obedecendo ao divino,
A sua estrela chamou.

Gente modesta,
Gente boa do subúrbio,
Que só comete distúrbio,
Se alguém os menosprezar,
Aquela gente,
Que mora na Zona Norte,
Até hoje, chora a morte,
Da estrela do lugar.


Fonte: Matéria publicada no jornal O Globo - 23 de abril de 1957

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Fanzoca de rádio

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Fanzoca de Rádio (marcha/carnaval, 1958) - Miguel Gustavo
Carequinha

Ela é fan da Emilinha
Não sai do César de Alencar
Grita o nome do Cauby
E depois de desmaiar
Pega a Revista do Rádio
E começa a se abanar.
(bis)

É uma faixa aqui, outra faixa ali
O dia inteirinho ela não quer nada
Enquanto isso na minha casa
Ninguém arranja uma empregada!

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Eu chorarei amanhã

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Eu chorarei amanhã (samba/carnaval, 1958) - Raul Sampaio e Ivo Santos
Orlando Silva

Eu chorarei amanhã
Hoje eu não posso chorar
Eu chorarei amanhã
Hoje eu não posso chorar

Um dia é pra gente sofrer
O outro é pra desabafar
Eu chorarei amanhã
Hoje o que eu quero é sambar.

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Engole ele paletó

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Engole ele paletó (samba/carnaval, 1958) - J. Audi

Engole ele
Engole ele, paletó
Engole ele, paletó
Que o dono dele era maior.

Paletó de gente pobre
Não tem tamanho nem cor
No verão é guarda-chuva
No inverno é cobertor.

Gente rica quando morre
Papai do céu quem levou
Gente pobre quando morre
Foi bebida quem matou.

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Sucedeu assim

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Sucedeu assim (samba-canção, 1957) - Tom Jobim e Marino Pinto

Assim,
Começou assim
Uma coisa sem graça
Coisa boba que passa
Que ninguém percebeu

Assim,
Depois ficou assim
Quiz fazer um carinho,
Receber um carinho,
E você percebeu

Fez-se uma pausa no tempo
Cessou todo meu pensamento
E como acontece uma flor
Também acontece o amor

Assim,
Sucedeu assim,
E foi tão de repente
Que a cabeça da gente
Virou só coração
Não poderia supor
Que o amor nos pudesse prender,
Abriu-se em meu peito um vulcão
E nasceu a paixão

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Porque brilham os teus olhos (bolero, 1957) - Fernando César
Francisco Carlos

Passo o tempo a meditar
Ansioso por saber
Quantos peixes tem o mar
Se a luz do teu olhar
É sinal de bem querer.

Quantas velas tem o luar
Tu não sabes me dizer
Eu gostaria de saber
O que há em teu olhar.

Quantos peixes tem o mar
(meu amor)
Tu não podes me dizer
Quantas velas tem o luar
Tu jamais irá saber
E ninguém irá contar.

Mas sobre a luz, que brilha em teu olhar
Mesmo mentindo, podias responder
Meus olhos brilham sem querer
Meus olhos brilham por te amar.

Eu gostaria de saber, o que há em teu olhar
Quantos peixes tem o mar
(meu amor)
Tu não podes me dizer
Quantas velas tem o luar
Tu jamais irá saber
E ninguém irá contar.

Mas sobre a luz, que brilha em teu olhar
Mesmo mentindo, podias responder
Meus olhos brilham sem querer
Meus olhos brilham por te amar....

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Barbosa Júnior

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Barbosa Júnior (Arthur Barbosa Júnior), radialista, cantor e humorista, nasceu no Rio de Janeiro-RJ em 17 de maio de 189... Seu apelido era “Tutu”. Teve seis irmãos e desde pequeno tomava parte em espetáculos organizados em sua casa.

Também foi ator (teatro e cinema) e compositor. Era irmão do cantor e compositor Luís Barbosa (Rio de Janeiro, 07/07/1910 - 08/10/1938) e do compositor Paulo Barbosa (Rio de Janeiro, 29/04/1900 - 04/12/1955) .

Na década de 20 estreou no teatro, levado pelas mãos de Aprígio de Oliveira, seu 1º personagem foi um “pau d’água”. Depois trabalhou nas companhias de Jayme Costa, Iracema Alencar, Leopoldo Froes, entre outras.

Em 1933, o locutor César Ladeira convidou-o para fazer programas na Rádio Mayrink Veiga, lá foi “Tutú”... permaneceu ali alguns anos e em 1941 foi para a Rádio Nacional. Alcançou muito sucesso principalmente como humorista de rádio.

Na Mayrink teve o famoso programa infantil “Picolino”. Barbosa (ou Brabosa, como chamava a si próprio) criou uma linguagem original: quecatrai (um quê que atrai), dequeoquê (de que cor que é) e o longo “heeeeim!” característico. Sua grande parceira em programas foi a grande atriz Ismênia dos Santos. Barbosa era engraçadíssimo, talentoso e muito querido pelo público.

Trabalhou em vários filmes e também em programas de TV. Estreou em disco gravando pela Odeon em 1934 a marcha Dona Helena (Ary Barroso e Nássara) e o intermezzo Cavalhada franciscana (Ary Barroso).

Era considerado um dos melhores amigos de Carmen Miranda no meio artístico, a tal ponto que, na volta da Pequena Notável ao Rio em 1954, ele foi um dos primeiros a encontrá-la e a saudá-la. Lançou as seguintes canções com Carmen: Casaquinho de tricô (Paulo Barbosa), Quem é? (Custódio Mesquita e Joraci Camargo), Que baixo (Milton Amaral), A Pensão da Dona Stella (Paulo Barbosa e Osvaldo Santiago), Blague-blague (G. Filho e J. de Araújo) e Ginga-ginga.

Faleceu no Rio de Janeiro em março de 1965, aos 67 anos, sendo enterrado no Cemitério S. João Batista.

Discografia

• Dona Helena/Cavalhada franciscana (1934) Odeon 78
• Da discussão nasce a luz/Uma bebedeira (1935) Odeon 78
• Repinica/Mulher vampiro (1935) Odeon 78
• Professora na roça/Festa de São João (1936) Odeon 78
• Que baixo/Seu Virgulino (1939) Odeon 78
• Tenor de banheiro/as pupilas do seu Bocage (1939) Columbia 78
• Hino da alegria/Foi você (1940) Victor 78
• Chiquita/Macaco quando se coça quer chumbo (1940) Columbia 78
• Eu vou de beijoqueiro/O pierrô chorou.. (1941) Odeon 78
• Carangola xuxu/Aconteceu comigo (1943) Columbia 78

Fonte: Comunidade BARBOSA JÚNIOR - Orkut.

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Dorinha Freitas

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Dorinha Freitas (Maria Auxiliadora Freitas Galvão), cantora, nasceu em 1937 na cidade de Lorena, SP. Efetuou seus estudos em sua cidade natal onde cursou a Escola Normal.

Em 1956, em uma visita ao Rio de Janeiro, inscreveu-se quase por brincadeira no programa de calouros da Rádio Tupi dirigido pelo locutor Aérton Perlingeiro e acabou tirando o primeiro lugar. A vitória lhe valeu um contrato de quatro meses com a Rádio Tupi.

Em seguida, assinou contrato com a gravadora RGE e lançou seu primeiro disco no qual fez sucesso com o samba Fracasso, de Fernando César e Nazareno de Brito. No mesmo disco estava o bolero Espérame en el cielo, de F. L. Vidol. Em seguida, gravou o bolero Ciúmes, de Renato de Oliveira e Fernando César, e o samba As paredes tem ouvido, de Nazareno de Brito e Newton Ramalho.

Ainda em 1958, gravou o slow Hey there, de R. Adler e J. Ross, e o samba É luxo só, de Ary Barroso e Luiz Peixoto. No final do mesmo ano, gravou os sambas Samba, chamego e zum-zum, de Nazareno de Brito e Luiz Cláudio de Castro, e Lamento, de Djalma Ferreira e Luís Antônio, que seria seu maior sucesso. Atuou durante algum tempo no "Dancing Avenida".

Em 1959, assinou contrato de exclusividade com o programa César de Alencar o que lhe rendeu diversas viagens pelo interior do Brasil. No mesmo ano, gravou o samba-canção Neste mesmo lugar, de Armando Cavalcanti e Klécius Caldas, o samba Você é a saudade, de Armando Nunes e Geraldo Serafim, e Sofro, de Nelson Alves e Verinha Falcão, e o bolero A noite e a prece, de Evaldo Gouveia e Almeida Rego.

Ainda em 1959, partcipou do LP Constelação de ouro RGE em LP lançado pela gravadora RGE com interpretações de astros da gravadora como Agostinho dos Santos, Roberto Luna, Leny Eversong, Germano Mathias e Elza Laranjeira, entre outros, interpretando seu grande sucesso Lamento.

Em 1960, realizou com êxito uma temporada na boate Chicote, em São Paulo. Em 1961, gravou o bolero Porque tinha de ser, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, o samba Que fazer? de Jaime Florence e Jorge Santos, e os sambas-canção Rival, de Raul Sampaio e Benil Santos, com o qual obteve bastante êxito, e Só acredito em você, de Heitor dos Prazeres.

Ainda nesse ano, lançou o LP A voz de Dorinha Freitas no qual interpretou as músicas Porque tinha de ser, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, Que fazer?, de Jaime Florence "Meira" e Jota Santos, Trevas (Noite sem luz), de Almeida Rego, Lamento, de Djalma Ferreira e Luis Antônio, Ocultei, de Ary Barroso, Vento vadio, de Hianto de Almeida e Evaldo Rui, Devolvi, de Adelino Moreira, o clássico Ave Maria do morro, de Herivelto Martins, Sofro, de Vera Falcão e Nelson Alves, A vida me ensinou, de Fernando César, Nunca mais" de Vera Falcão e Voltaire França, e Descendo o morro, de Billy Blanco e Tom Jobim.

Ainda em 1961, participou do LP Boleros e guarânias lançado pela RGE com a participação de nomes como Maysa, Raul Sampaio, Dupla Ouro e Prata, Roberto Luna, Trio Cristal e Agostinho dos Santos, entre outros. Nesse disco foi incluída sua interpretação para Porque tinha de ser, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes.

Em 1962, lançou os sambas-choro Decisão, de Antônio Cirino e Carlos Marques, e , de Leonel Azevedo e Adelmo Lima. Ainda nesse ano, ingressou na gravadora Continental e gravou o bolero Corações vazios, de Oto Borges, e o samba Gente da noite, clássico do compositor gaúcho Túlio Piva. Nessas duas últimas músicas foi acompanhada pela orquestra dirigida pelo maestro Radamés Gnattali. Em 1963, gravou o samba-canção Orgulho, de Almeida Rego e Iran de Oliveira, e o tango Sonho desfeito, de Leonel Azevedo e Adelmo Lima.

Em 1965, já na gravadora Copacabana, gravou em conjunto com o cantor David de Castro o LP Dois corações - Dorinha Freitas e David de Castro no qual interpretou em dueto com David de Castro as músicas "Bonequinha linda (Te quiero dijiste)", de María Grever e C. Pasquale, com versão de Haroldo Barbosa, Sempre minha (Till the end of time), de L. W. Gilbert e H. Akst, e versão de Nazareno de Brito, Dois corações, de Herivelto Martins e Waldemar Gomes, Doce mistério da vida (Ah sweet mistery of life), de R. J. Young e V. Herbert, em versão de Alberto Ribeiro, Ouvindo-te, de Vicente Celestino, Sétimo céu (Seventh heaven), de L. Pollack e S. D. Mitchell, com versão de Amilcar Cerri, "Sempre no meu coração (Always in my heart)", de Ernesto Lecuona, e versão de Mário Mendes, e Verão no Brasil (Brazilian summer), de M. Vaughn e N. Bourget, em versão de Caetano Zamma, além das interpretações solo de Vai com Deus, de Luiz Bandeira e Silvio César, e Até você, de Armando Nunes.

Ainda em 1965, sua interpretação do bolero Vai com Deus, de Luis Bandeira e Sílvio César foi incluída no LP Maiores em boleros - VOL. 3, enquanto o dueto feito com David de Castro na música Ouvindo-te foi incluído no LP 14 maiorais Nº 7.

Em 2000, sua interpretação para Porque tinha de ser, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, foi incluída na série Raros compassos de três CDs lançada pelo selo Revivendo com gravações raras de Tom Jobim. Uma das melhores vozes da fase final da chamada Era do Rádio, gravou mais de dez discos pelas gravadoras RGE, Continental e Copacabana, sendo sua obra ainda não devidamente estudada e resgatada.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

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Orlando Dias

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Orlando Dias (José Adauto Michiles), cantor, nasceu no Recife PE em 1/8/1923. O avô, poeta e violonista, ensinou-lhe os primeiros rudimentos musicais. Em 1938 tentou um programa de calouros, mas foi gongado; repetiu a experiência, com sucesso, na Rádio Clube de Pernambuco.
Influenciado por Orlando Silva imitava-o, quando se mudou para o Rio de Janeiro, chegando a ser contratado pela Rádio Mayrink Veiga. Mas a fama ainda não veio dessa vez: quatro anos depois, voltou a Recife, casou- se e enviuvou, decidindo arriscar novamente o Rio de Janeiro em 1950.
Em 1958, definiu estilo próprio de cantar: primeiro, o lenço branco acenado para o público, depois, a interpretação carregada de sentimentalismo, a mímica teatral e desmedida, intercalada de versos declamados “para desafogar a emoção” pela perda da esposa; finalmente, as roupas em desalinho, o cantor de joelhos, terminava o número.
Atingiu o auge da carreira e popularidade no início da década de 1960, tendo gravado na Odeon em 1963 o LP Se a vida fosse um sonho bom, faixa-título de Valdir Machado, autor de outro destaque, Beija-me pela última vez.
Dois anos depois, lançou para o Carnaval o samba Saravá (Zilda Gonçalves e Jorge Silva). De 1966 é o LP O ator na canção, com Sonho de amor (com Arsênio de Carvalho) e Uma esmola (Ramírez, versão de Pedro Lopes), pela Odeon. Em 1968s saiu O atual, LP com Amor desesperado (Dino Ramos, versão de Romeu Nunes) e Perdoa-me (Manzareno, versão de Rubem Carneiro), pela mesma etiqueta.
Em 1973 gravou o LP O cantor mais popular do Brasil, com Leva-me contigo (de sua autoria) e Tu partiste (Pedrinho), ainda pela Odeon. Apresentou-se na França, Países Baixos e Itália. Em 1997 regravou alguns de seus maiores sucessos no CD Vinte super sucessos.
CD
Vinte super sucessos, 1997, Polydisc 470.263.

O "brega-romântico"

Até o final dos anos cinqüenta, havia em nossa música popular cantores ecléticos, que gravavam para todos os gostos, dos mais refinados aos menos exigentes. Foi nessa ocasião que começaram a surgir os primeiros especialistas num tipo de música popularesca, de sentimentalismo exagerado que, tempos depois, passou a ser rotulada de brega-romântico.

Entre eles salientou-se a figura do pernambucano José Adauto Michiles, que com o nome artístico de Orlando Dias tornou-se um dos mais populares cantores bregas de sua geração. Com voz, físico e postura cênica ideais para o gênero — canto emocionado, mímica espalhafatosa, roupas em desalinho —, Orlando apresentava-se em toda parte, vendendo aos milhares discos em que interpretava composições como Tenho ciúme de tudo — “Sou louco por ti / eu sofro por ti / te amo em segredo (...) Tenho ciúme do sol, do luar, do mar / tenho ciúme de tudo” — e num rompante: “tenho ciúme até da roupa que tu vestes...”.

Um dos quinze ou vinte boleros que Valdir Rocha fez para o seu repertório, Tenho ciúme de tudo era o carro-chefe de Orlando Dias em 1961.

Fontes: A Canção no Tempo - Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

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Carlos Alberto

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Carlos Alberto (Nuno Soares), cantor, nasceu em Astolfo Dutra, Minas Gerais. Aos 9 anos foi para Petrópolis-RJ e aos 18 para Três Rios-RJ. Em Três Rios começou a cantar em bailes sendo até croone de um grupo. Lá se casou, e em 1963 veio para o Rio de Janeiro pelas mãos do amigo Maurício Farah.

No mesmo ano gravou seu primeiro LP onde cantava o sucesso Sabe Deus, versão do bolero Sabrá Dios, de Alvaro Carrillo. Possui mais de 60 LPs gravados e tem orgulho de dizer que o primeiro disco vende até hoje. Chamado de o Rei do Bolero na década de 1960, é apontado como o cantor que mais gravou boleros no Brasil.

Lançou em 1965 , pela CBS o LP Carlos Alberto canta para enamorados com acompanhamento da orquestra de Alexandre Gnattali, interpretando entre outras, as músicas Raiva de ti, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim, O nosso amor está morrendo, de Raul Sampaio e Benil Santos, Não sei não, de Othon Russo e Niquinho, Pense em mim", de Antônio Maria, e Tu me abandonastes, de Nuno Soares, Wilson Mussauer e José Silva, além de versões de Clóvis Mello para os boleros Cinzas, de Wello Rivas, Tu, onde estás, de Gabriel Ruiz e Ricardo López Méndez, e Menos que nada, de Chucho Martinez.

Em 1971, lançou LP pela CBS, que trazia seu nome como título e que teve direção artística de Rossini Pinto apresentando como principal destaque a canção Rasguei o teu retrato, de Cândido das Neves, e incluiu ainda músicas como Só fiquei com o seu adeus, de Odair José, Perdoa-me, de Rossini Pinto e Álvaro Menezes, Melhor sorrir do que chorar, de Othon Russo e Niquinho, e Eu sou a solidão, de Toso Gomes e Antonio Correia.

No ano seguinte, passou a gravar pela Continental e lançou LP no qual interpretou Vingança, de Lupicínio Rodrigues, O amor só tem tristeza pra me dar e Eu só conheço a palavra perdoar, de Chico Xavier e Tito Mendes, Amor livre, de Pepe Ávila, e Razão de nossas vidas, de Renato de Oliveira e Ivan Reis.

Em 1977, gravou pela Som Livre o LP Esta casa foi nossa, música título de Roberto Livi com versão de Célio Roberto, e que contou com arranjos e regências de Walter Branco e Orlando Silveira, incluindo ainda as músicas Recusa, de Herivelto Martins, Encruzilhada, Corre trem, Você é diferente e Basta, de Nuno Soares, Confiança traída, de Waltel Branco e João Melo, Meu pecado, de Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins, e Tango, de Chico Anysio e e Raymond.

Em 1979, voltou a gravar pela CBS e gravou LP com arranjos e regência do maestro Pachequinho no qual interpretou O que fizestes com as flores, Nem se despediu de mim, A única solução e Conclusão, de Nuno Soares, Instantes, de Alemão e Elzo Augusto, Disfarces, de Ivan Cardoso, Castelo de amor, de Nenzico, Creone e Barrerito, além do clássico tango Mano a mano, de José Razzano, Carlos Gardel, Esteban Flores e G. Ghiaroni, entre outras.

Em 1986, lançou pela gravadora CID o LP Música e romance no qual registrou clássicos do repertório romântico como Ronda, de Paulo Vanzolini, Negue, de Adelino Moreira e Enzo de Almeida Passos, Nervos de aço, Nunca, e Loucura, de Lupicínio Rodrigues, Quem há de dizer, de Lupicínio Rodrigues e Alcides Gonçalves, A noite do meu bem, de Dolores Duran, Minha rainha, de Rita Ribeiro e Lourenço Cavalcante, e Quase, de Mirabeau e J. Gonçalves, além do clássico tango Caminito, de J. D. Filiberto e G. G. Peñaloza.

Entre seus grandes sucessos estão os boleros Sabe Deus, Ansiedade (Ansiedad) e Atrasa esse relógio (El reloj).

Em 2000, lançou pela gravadora CID o CD Minha rainha e outros sucessos com música título de Rita Ribeiro que incluiu ainda sucessos como Ronda, de Paulo Vanzolini, Negue, de Adelino Moreira e Enzo de Almeida Passos, Nervos de aço, de Lupucínio Rodrigues, A noite do meu bem, de Dolores Duran, Talismã, de Michel Sullivan e Paulo Massadas, e Memórias, de Leonardo, entre outras.

Em 2006, apresentou-se no programa Sílvio Santos interpretando a canção Talismã, sucesso da dupla Leandro e Leonardo. Reside atualmente em três lugares: Simão Pereira-MG, Petrópolis-RJ e Rio de janeiro, mas não se esquece de sua cidade natal nem de Três Rios que o acolheu com muito carinho e deu a ele o título de "Cidadão Três Rios". Morando em Petrópolis, em 2005, continuou fazendo shows pelo Brasil.

Fonte: Comunidade Carlos Alberto - Orkut.

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Silvinho

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Silvinho

Silvinho (Sílvio Lima), compositor, cantor e instrumentista, nasceu em Petrópolis-RJ, em 05/12/1931. Em 1946 fez sua primeira música, Assim como as flores morrem.

De 1950 a 1960, atuou como cantor nos conjuntos Os Trovadores, Os Vocalistas, Trio Quitandinha e Conjunto Harmonia, entre outros.

Em 1959, gravou sua primeira composição Quem é?, depois interpretada também por Gregorio Barrios e por Bienvenido Granda. Em 1963 fez sucesso com a gravação de Esta noite eu queria que o mundo acabasse.

Atuou como cantor na Rádio Nacional, e em várias emissoras de rádio e televisão do Rio de Janeiro e de São Paulo. Realizou excursões à Argentina, Uruguai, Chile e México. Foi premiado diversas vezes em sua carreira.

Obras

Assim como as flores morrem, 1946; Esta noite eu queria que o mundo acabasse, 1963; Quem é?, 1959.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

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Paulo Gracindo

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Paulo Gracindo (Pelópidas Guimarães Brandão Gracindo), famoso artista do rádio, teatro, cinema e televisão do país, nasceu em 16 de junho de 1911, na cidade do Rio de Janeiro. Filho de Demócrito Gracindo, que era político e que faleceu em 1928. Foi criado por sua mãe e guardou pela vida afora a educação, os modos, a nobreza de seu lar. Estudou direito, mas desde cedo quis ser ator.

Foi um dos últimos representantes da geração de intérpretes que surgiu nas novelas de rádio dos anos 40. Com uma carreira invejável, coroada de grandes sucessos, ídolo de seus colegas, costumava ser citado por eles como um dos poucos entre os chamados atores de sustentação que conseguiu colocar seu talento acima do charme dos galãs.

Gracindo foi para o Rio de Janeiro e iniciou a carreira teatral com a Companhia de Alda Garrido, tendo também integrado o elenco das principais companhias da época, como as de Procópio Ferreira, Elza Gomes e Dulcina. Ingressou na Tupi, como rádio-ator, passando em seguida para a Nacional. Foi levado pelas mãos de Olavo de Barros, diretor de teatro que também trabalhava na emissora. Interpretou personagens famosos, mas acabou conquistando o sucesso como animador de programas de auditório na década de 40.

Como essa atividade lhe rendesse bem financeiramente, Gracindo ficou anos afastado do teatro. Seguiram-se as novelas, tendo atuado no papel de Albertinho Limonta, herói do dramalhão mexicano O Direito de Nascer, considerado o maior êxito no gênero. Gracindo projetou-se ao lado de Brandão Filho num quadro humorístico que divertiu duas gerações, primeiro no rádio e depois no vídeo, o Primo Rico, que ridicularizava a vida do Primo Pobre.

Com a chegada da televisão, Gracindo levou seu programa de auditório para a TV Rio. Em 1968, transferia-se para a Rede Globo, passando a participar das telenovelas de Glória Madagan. Na emissora, foi o astro de diversas novelas, entre elas, O Bem Amado, onde personificou o prefeito Odorico Paraguaçú e chegou a atingir 70 pontos no Ibope em 1973. Em 1980, o personagem de Dias Gomes era ressuscitado e dava origem a um seriado. Nessa época, Gracindo foi o apresentador do programa 8 ou 800, ao lado de Silvia Falkenbourg.

Ainda pela Rede Globo, fez também as telenovelas A Próxima Atração, Sinal de Alerta (no papel de Tião Borges), Os Ossos do Barão (1973), O Casarão (no papel de um artista apaixonado, ao lado de Yara Cortes), Gabriela (1975, como o coronel Ramiro Bastos) e Roque Santeiro. Suas últimas aparições na TV foi na minissérie Agosto e no especial O Besouro e a Rosa, ambos em 1993.

Gracindo dedicou-se também ao cinema, com o surgimento das companhias Atlântida e Cinédia, atuando em O Meu Dia Chegará, Estrela da Manhã, João Ninguém (1937), Está Tudo Aí (1938), Anastácio (1939), Onde Estás, Felicidade? (1939), A Falecida (1965, de Leon Hirszman), Terra em Transe (1967, de Glauber Rocha), Tudo Bem (1978) e Amor Bandido (1978, de Bruno Barreto).

No teatro, trabalhou em Linhas Cruzadas, Frank Sinatra 4815, ao lado do filho em O Jogo do Crime e com Clara Nunes em Brasileiro, Profissão Esperança. Gracindo Jr. dirigiu o pai nas seguintes montagens teatrais: Paulo Gracindo - O Bem Amado (biografia teatralizada da vida do ator), Num Lago Dourado (1992) e A História é uma História (de Millor Fernandes, em 1994).

Paulo Gracindo faleceu aos 84 anos, em 4 de setembro de 1995.

Fontes: cinetvbrasil - PauloGracindo; Wikipédia - Paulo Gracindo; netsaber - Biografia de Paulo Gracindo.

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Grande Otelo

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Grande Otelo (Sebastião Bernardes de Sousa Prata), ator, cantor e compositor, nasceu em Uberlândia MG (18/10/1915) e faleceu em Paris, França (26/11/1993). Aos oito anos, exibia-se na calçada dos hotéis da cidade natal, para hóspedes e curiosos.

Por volta de 1925, com a companhia da atriz Iara Isabel, foi para o Rio de Janeiro, estreando na peça O tesouro da Serra Morena, no Circo Serrano. Nessa ocasião foi adotado pela atriz, casada com o maestro e professor Fellipo Aléssio. Na casa do professor, em São Paulo SP, acompanhava Abigail (outra filha adotiva do casal) nas aulas de canto e, assim, aprendeu noções de música e canto.

Em 1926, ainda como Pequeno Otelo, foi a sensação da Companhia Negra de Revistas. Estudou no Liceu Coração de Jesus, em São Paulo, mas preferiu voltar à vida artística, indo cantar na Rádio Educadora Paulista. Conheceu então Jardel Jércolis, ator e empresário, que mudou seu nome artístico para Grande Otelo. Com ele realizou uma excursão ao Sul do Brasil.

Em 1935 voltou ao Rio de Janeiro, para trabalhar na peça Goal. No ano seguinte, ainda com a companhia de Jardel Jércolis, fez temporada em Portugal, Espanha, Argentina e Uruguai. O ano que marcou realmente o início do sucesso em sua carreira artística foi 1937, quando trabalhou na peça Maravilhosa, no Teatro Carlos Gomes.

Apesar de haver estreado no cinema em 1935, fazendo uma ponta no filme Noites cariocas, de Enrique Cadimano, somente começou a ser notado em 1937, quando trabalhou em João Ninguém, de Mesquitinha. Desse ano até 1946 figurou com destaque em shows de teatro no Brasil, Uruguai e Argentina, além do Cassino da Urca, no Rio de Janeiro, onde era atração, tendo cantado com Carmen Miranda em 1940.

Em 1943 participou do filme de estréia da Atlântida — Moleque Tião, de José Carlos Burle —, ao lado de Custódio Mesquita. Junto com Oscarito, trabalhou em muitas comédias musicais de sucesso, entre as quais Tristezas não pagam dívidas (1944), de José Carlos Burle e J. Rui; Este mundo é um pandeiro (1947), Carnaval no fogo (1949) e Aviso aos navegantes (1950), todas de Watson Macedo; Barnabé, tu és meu (1952), de José Carlos Burle; e Matar ou correr (1954), de Eurides Ramos.

Em 1940 teve pela primeira vez uma composição gravada, Vou pra orgia (com Secundino), interpretada pelo parceiro. No mesmo ano fez parceria com Herivelto Martins no samba Praça Onze, que alcançou grande sucesso e venceu o concurso de Carnaval da prefeitura do Rio de Janeiro, em 1942. Lançada originalmente pelo Trio de Ouro, recebeu depois inúmeras gravações, no Brasil e no exterior. Com Herivelto Martins, compôs ainda, entre outras, Bom dia Avenida e Fala, Claudionor.

Nas décadas de 1940 e 1950, foi, ao lado de Oscarito, um dos maiores nomes do teatro de revistas — na Companhia Walter Pinto — e de shows em boates, produzidos por Carlos Machado.

Em 1955 trabalhou no filme Rio 40 graus, de Nelson Pereira dos Santos, e, em 1969, recebeu o Prêmio Molière pela atuação no filme Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade. Em 1973 desempenhou o papel de Sancho Pança na peça O Homem de la Mancha, direção de Flávio Rangel, ao lado de Bibi Ferreira e Paulo Autran.

Em 1989 participou das filmagens de A paz é dourada (direção de Noilton Nunes), filme inspirado na viagem de Euclides da Cunha à Amazônia, mas que ficou inabado. Em 1993 publicou o livro de versos Bom-dia, manhã (Topbooks, Rio de Janeiro), que recebeu prefácios de Antônio Olinto e Jorge Amado.

No mesmo ano faleceu de parada cardíaca ao desembarcar em Paris, onde fora a convite do governo francês para participar do Le Festival des Trois Continents, em Nantes, em que seria homenageado.

Como ator, deixou pronto o filme ainda inédito Histórias dos anos 80, dirigido por Roberto Moura. Deixou também projeto de outro filme, Elite Club, sobre as gafieiras cariocas na década de 1930.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

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Sônia Delfino

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Sônia Delfino (Sonia de Campos Veras), cantora, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 23/11/1942. Sobrinha de Ademilde Fonseca cantava bossa nova e também rock-and-roll, sendo uma das primeiras cantoras brasileiras desse gênero, contemporânea e concorrente carioca da paulista Celly Campello.

Cantou em público pela primeira vez aos oito anos, participando de um concurso radiofônico infantil na cidade de Natal RN. Iniciou a carreira profissional no programa Clube do Guri, da TV Tupi, do Rio de Janeiro.

De 1960 a 1962, apresentou um programa de televisão — Alô, Brotos! — também na Tupi, ao lado do cantor Sérgio Murilo. Gravou seu primeiro disco aos 13 anos, para a Copacabana, o 78 rpm Uma valsa para mamãe (Emmanuel Jitay). Lançou a versão Sino de Belém para a canção natalina Jingle Bells, com o coral do Clube do Guri.

Seus maiores sucessos são o folkrock Bimbombey (Hugo Peretti, Luigi Creatore e Mack David), o twist Diga que me ama (Make Believe Baby, de Ben Weisman e E. Lewis, versão de Luís Bittencourt; Philips, 1960) e a bossa nova Bolinha de sabão (Orlandivo; Philips, 1963).

Gravou na Philips três LPs, Sônia Delfino canta para a mocidade (1960), Alô, brotos! (1962) e Alô, brotos!, vol. 2 (1964), além de vários compactos para a Copacabana e RGE. Considerada por muitos a sucessora natural de Celly Campelo, que abandonara a carreira artística em 1962, Sônia preferiu trocar o pop-rock por um repertório mais adulto, incluindo a bossa nova.

Participou como atriz em dois filmes: Tudo legal, de Vítor Lima, em 1960, e Um candango na Belacap, de Roberto Farias, em 1961.

Afastou-se do meio artístico ao se casar em 1970, retornando em 1986. Participou do projeto de três CDs O amor, o sorriso e a flor (Albatroz, 1998), produzido por Roberto Menescal para comemorar os 40 anos da bossa nova.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha; Cantoras: Sônia Delfino.

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Cláudia Moreno

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Cláudia Moreno (Aldina Soares Barroso), cantora, nasceu em 31 de outubro de 1932, na cidade de Cabo Frio, Estado do Rio de Janeiro. Destacou nas décadas de 1950 e 1960. Nos idos de 50, tornou-se a grande estrela Cláudia Moreno ou Morena.

Fez parte da geração de ouro da Música Popular Brasileira, iniciando sua carreira na TV Tupi do Rio de Janeiro, ao lado de cartazes como João Gilberto, Tito Madi, Elisete Cardoso e Lúcio Alves, permanecendo nas Emissoras Associadas no período compreendido entre 1951 e 1961.

No cinema, estrelou com Jece Valadão o polêmico e premiado filme Rio, 40 Graus onde, interpretando o samba A voz do morro, lançou nada mais nada menos que o compositor Zé Keti.

Claúdia Moreno também estrelou, nas boates do Copacabana Palace, Night and Day e Plaza, no Rio de Janeiro, os grandes shows de Carlos Machado, Caribé da Rocha e Haroldo Costa, dos quais também faziam parte astros e estrelas do porte de Ataulfo Alves, Marisa Gata Mansa, Lana Bittencourt, Grande Otelo, dentre outros.

A renomada cantora foi uma das pioneiras a levar a música brasileira para o exterior quando em 1952, viajou para a Venezuela acompanhada do conjunto de Waldir Azevedo, tendo sido posteriormente contratada pela Televisa Canal 2 de Caracas, permanecendo lá durante um ano quando se apresentou cantando, não só por toda a Venezuela, como também pelo Caribe.

Cláudia Moreno sempre teve cuidado na escolha de seu repertório, gravando, além de Zé Keti, nomes como Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Ary Barroso, Mário Lago, Toquinho e uma infinidade de grandes autores, no entanto suas músicas de maior destaque no cenário artístico foram o clássico Ronda, de Paulo Vanzolini, e a versão Sozinha na praia (Perdonáme), de Júnior e Zé Fortuna.

O mais recente trabalho da artista teve a produção do cantor e compositor Belchior e se entitulou Cláudia Moreno Cantando o Amor, nele pode-se ouvir, além dos grandes mestres da MPB tradicionalmente gravados pela cantora, alguns compositores da nova geração.

Hoje Cláudia Moreno continua cantando e reside no interior do estado de São Paulo.

Fonte: Wikipédia.

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Cinderela

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O nome da cantora Cinderela é Luiza Trevisan Ela nasceu no interior paulista, na cidade de Bebedouro, num dia 19 de dezembro. Começou a cantar num programa de calouros, na Rádio Clube de Ribeirão Preto.

Realizou em seguida uma série de shows para o deputado Dauro Cavallaro, e pedia sempre a todos: "Quero ir pra capital paulista". E o deputado realizou sua vontade. Cinderela e sua mãe mudaram-se para São Paulo. Era o ano de 1951. E a moça foi cantar na Rádio Tupi de São Paulo. Passou depois para a Rádio Bandeirantes, Piratininga e Rádio Record. Aí passou para a TV Record.

Ela cantava e dançava, pois era muito bonita e graciosa. Passou a brilhar nas noites paulistanas e foi no restaurante do Hotel Excelsior que conheceu Leo Albano, que lhe deu o apelido de Cinderela.

Em 1952 assinou contrato com a Rádio Bandeirantes. Cantava em várias boates, como o Arpege, o Hotel Esplanada,o Lord. Fixou-se depois na TV Paulista, onde ficou vários anos e era também teleatriz e foi também locutora.

Gravou seu primeiro disco em 1954, pela Copacabana Discos. Seu maior sucesso aconteceu em 1958, quando gravou pela RGE, You are my destiny. Depois Cinderela foi contratada pela Companhia de Revistas de Juan Daniel e após excursionar pelo Brasil, foi para Buenos Aires. Houve problemas na excursão, por desorganização do grupo e Cinderela voltou ao Brasil, indo novamente pra TV Paulista.

Voltou outra vez às boates da época e em 1956 foi contratada pela TV Record. Participou do filme: Vou te contá,e gravou musicas de carnaval. Em 1959 fez excursão para Punta Del Este e, quando voltou, gravou discos para a RGE, RCA, Eco-Som, Ceme, California.

Sua carreira ia bem, quando ela se casou, em 1962 e abandonou tudo. E hoje, aquela que um dia foi uma verdadeira Cinderela, vive feliz, ao lado de seu marido Ary, numa pacata cidade mineira.

Informações complementares: Biografia realizada com apoio da pesquisadora Thais Matarazzo.

Fonte: Pró-TV - Associção dos Pioneiros, Incentivadores da TV Brasileira

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Dircinha Costa

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Dircinha Costa (Maria José Pereira da Silva), cantora, nasceu em Bauru, SP, em 26/8/1930. Começou a cantar com apenas oito anos de idade apresentado-se ao microfone da PRG-8 Rádio Bauru. Ficou conhecida como "A voz de romance da Paulicéia".

Por volta de 1940, mudou-se para São Paulo com a família e começou a se apresentar em programas de calouros. Em 1942, tirou o primeiro lugar num desses programas e foi convidada para um teste na Rádio Cruzeiro do Sul pela qual foi logo contratada e na qual permaneceu por seis meses ingressando em seguida na Rádio Record na qual atuou até 1947.

Afastou-se do Rádio durante três anos e retornou aos microfones em 1950, ingressando na Rádio Bandeirantes de São Paulo. Estreou em disco pela gravadora Columbia em 1954, quando registrou a marcha Bravo Manolo, de Geraldo Blota, Mário Pretextato dos Santos e Firmo Jordão, e o samba Pequei, de Victor Simon, Liz Monteiro e João Simon. Em seguida, gravou o samba-canção Pescadô, de Renato de Oliveira e Osvaldo Molles, e o baião Baião triste, de Dorival Chaves.

No mesmo período, gravou em dueto com o cantor Mário Gil o dobrado Bandinha do Eldorado, de Renato de Oliveira e Osvaldo Molles. Ainda no mesmo ano, gravou a valsa É o amore, de J. Brooks e H. Warren, com versão de Haroldo Barbosa, e o baião Chegadinho, chegadinho, de Elpídio dos Santos.

Em 27 de agosto de 1954 uma propaganda no jornal Estado de Minas informava: "Uma grande artista de São Paulo amanhã e domingo no auditório da Rádio Guarani: Dircinha Costa, a voz de romance da Paulicéia". Pouco depois dessa apresentação, gravou os fox Neurastênico, de Betinho e seu Conjunto e Nazareno de Brito, grande sucesso na época, e A luz da lua prateada, de E. Madden e G. Edwards, com versão de Ferreira Gomes.

Em 1954, era considerada uma das principais estrelas da Rádio Bandeirantes apresentando-se nos programas Beco da felicidade e Marco zero", apresentados por Osvaldo Molles, e Carrosel dos bairros apresentado por Júlio Rosemberg.

Em 1955, gravou os fox Como isso é bom, de H. Spina e versão de Edson Borges, Deixa-me ir amor, de Hill e Carson, em versão de Lauro Miller, Refúgio", de Newton Ramalho e Nazareno de Brito, e É pecado mentir, de B. Meyhew, em versão de Alberto Almeida, e os sambas Até segunda-feira, de Paulo Rogério, e Chega pra cá, de Edson Borges.

No mesmo ano, lançou seu primeiro LP, que trazia seu nome como título. Em 1956, era considerada uma das principais estrelas da Rádio Bandeirantes de São Paulo juntamente com o cantor João Dias, o conjunto Titulares do Ritmo, e a orquestra de Sylvio Mazzuca. Nesse ano, gravou o fox Eu quero é casar, de Nazareno de Brito e Luiz Cláudio de Castro, e o baião Sempre o papai, de Miguel Gustavo, música essa lançada especialmente para os festejos do Dia dos pais.

Nessa época, era uma das mais requisitadas cantoras paulistas, tendo ainda percorrido quase todo o Brasil. No Rio de Janeiro, apresentou-se nos programas César de Alencar, Carlos Henrique e Vesperal do Chacrinha.

Em 1957, gravou mais dois fox, uma especialidade em seu repertório, Rapaz acanhado, de Silvio Mazzuca, e Chocolate quente, de Mizzy e Drake, em versão de Edson Borges. Ainda nesse ano, lançou o LP Dircinha Costa canta para você.

Para o ano de 1958, gravou o samba Bamboleio de Iaiá, de Rubi, e a rumba Ama-me sempre, de G. Lynes e B. Guthrie, com versão de Júlio Nagib. No ano seguinte, em seu último disco na Columbia, gravou o fox Vedete, de Gig e versão de Fernando César, e o samba Isto é o amor, de Getúlio Macedo e Lourival Faissal.

Em 1960, foi contratada pela gravadora Copacabana na qual estreou interpretando com acompanhamento da orquestra de Renato de Oliveira o samba Por pouco pouco, de Raul Duarte, e o fox Oô lá lá, de Dixon, Jones e Smith com versão de Paulo Rogério.

Dois anos depois, gravou com a orquestra de Hector Lagna Fietta o samba-canção A vida é um jardim, de Mário Gil, e o Tango italiano, de Malgoni, Pallesi e Beretta e versão de Romeu Nunes.

Em 1963, gravou o clássico Odeon, de Ernesto Nazareth, que em forma de maxixe recebeu letra de Ubaldo Maurício, e o fox Esta noite não dormi, de Mazzorihi, Tuminelli e Joluz. Em 1964, gravou os sambas Samba do ba-da-tu-blim" de José Bezerra e Pepe, e Se saudade matasse, de David Nasser e J. Roberto, o beguine Guitarras à noite, de A. Algueiró, G. Moreau e J. Gosa, e versão de Serafim Costa Almeida, a marcha Playboy de setenta, de Sílvio Curval e Arsênio Hipólito.

Gravou dezessete discos de 78 rpm pelas gravadoras Columbia e Copacabana além de alguns LPs. Com o advento da bossa nova e da jovem guarda, sua carreira entrou em declínio. Seus maiores sucessos foram É o amore, de J. Brooks e H. Warren, com versão de Haroldo Barbosa, e os fox Neurastênico, de Betinho e Nazareno de Brito, e Como isso é bom, de H. Spina e versão de Edson Borges.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

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Juanita Cavalcanti

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A cantora Juanita Cavalcanti atuou com certo destaque na década de 1950, pelas ondas da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Foi uma das mais requisitadas para interpretar boleros e música latina em geral, então em grande moda e quase constantemente nas paradas de sucesso e, também, figurava entre as mais preferidas pelos grandes maestros nos programas noturnos da da emissora.

Em 1952, gravou pela Continental o baião Meu limão, meu limoeiro, do folclore brasileiro, com arranjos de Carolina Pereira e o samba Lamento de uma raça, de Manuel Coelho e Alfredo Godinho. No mesmo ano, gravou de Mário Albuquerque o samba Noite de carnaval, e de Mário Vieira e Guilherme Leite, a toada-baião Oi-lê, oi-lá.

Em 1953, gravou a buleria A lua enamorada, de Villajos, Durango e Bolaños, com versão de Juracy Rago, e o samba Tortura sem par, de Ricardo Rangel e Lupicínio Rodrigues. No mesmo ano, gravou o samba João Valentão, do compositor baiano Dorival Caymmi, e o baião Vaidoso, de Poli e Juracy Rago.

São de 1954 as gravações do baião Acordei cansado, de Euclides da Cunha e Arlindo Pinto, e do samba Esta indecisão, de Cláudio Passos e Juracy Rago. Em 1955, gravou as marchas Tanaka, de Beduíno e Moacir Braga, Pombinha branca, de J. M. Alves e Reinaldo Santos, e o bolero Confesso, de Scorza Neto, e pela Todamérica, a marcha Pau d'água, de Juracy Rago, e o samba O samba não pode parar, de João de Barro e Alcir Pires Vermelho.

Em 1956, gravou o rojão Chapa 13, de Rubem Melo, e o samba-choro Não convém, de Antônio Rago e João Pacífico.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

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Márcia

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Márcia (Márcia Elisabeth Raimundo Barbosa), cantora, nasceu em São Paulo SP em 25/11/1943. Começou a cantar como crooner na Orquestra de Erlon Chaves, atuando em bailes e clubes.

Por intermédio de Erlon Chaves e Kalil Filho, foi contratada pela TV Tupi, em 1958. Dois anos depois, mudou-se para Porto Alegre RS, passando a trabalhar na Rádio Farroupilha e na TV Piratini. Entre 1960 e 1963, ganhou diversos prêmios de melhor cantora dados pelas emissoras de rádio e televisão.

De volta a São Paulo, participou de várias apresentações em boates, teatros e televisões e, em 1965, recebeu o prêmio Berimbau de Ouro, em uma das fases eliminatórias do 1º Festival Nacional da MPB, da TV Excelsior, em Guarujá SP, defendendo Miss Biquini (Silvio Mazzuca).

Dois anos depois, participou do 3° Festival da MPB, da TV Record, de São Paulo, com a música Eu e a brisa (Johnny Alf) que, embora desclassificada, tornou-se mais tarde um de seus maiores sucessos. Gravou essa música num dos três LPs do Festival e, em 1968, lançou seu primeiro LP —Eu e a brisa — pela Philips, cantando, entre outras, Pra machucar meu coração (Ary Barroso) e Aula de matemática (Tom Jobim e Marino Pinto), além da canção-título.

Gravou seu segundo LP Márcia, pela Philips, em 1969, incluindo cinco composições de Johnny Alf.

No ano seguinte, a Philips lançou novo LP, Márcia volume II, e em seguida passou para a Odeon, gravando um compacto duplo com E lá se vão meus anéis (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro), Minha (Francis Hime e Rui Guerra), Eu e o crepúsculo (Johnny Alf) e Té amanhã (Baden Powell e Paulo César Pinheiro). Em seguida, saiu pela Odeon seu LP Rimas, em que cantou entre outras, Ilustre visita (Noel Rosa) e Fez bobagem (Assis Valente).

Com Baden Powell e Vinícius de Moraes, fez uma temporada em Portugal, em 1972, apresentando-se em boates e teatros. Dois anos mais tarde, participou com Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro do show O Importante é que a nossa emoção sobreviva, que ficou em cartaz por longo período no Teatro Oficina, em São Paulo.

CD

Tudo o que mais nos uniu: Eduardo Gudin, Márcia e Paulo César Pinheiro, 1996, Velas 11V198.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

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Julie Joy

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Julie Joy (Beatriz da Silva Araújo), cantora e atriz, nasceu em 30/9/1930. Na infância estudou no Colégio Brasileiro de São Cristovão, morou em Copacabana, e depois mudou-se para Teresópolis-RJ. Começou a carreira de cantora interpretando músicas norte americanas cantando em inglês e posteriormente passou a interpretar músicas brasileiras.

Em 1956, foi contratada pela gravadora Sinter e lançou seu primeiro disco interpretando o fox-trot Verão em Veneza, de Icini e Ribeiro Filho, e o samba Finge gostar, de Jaime Florence e Chico Anísio. Por essa época também passou a fazer parte do cast da Rádio Nacional, onde cantava, preferencialmente em inglês, alguns sucessos da época.

Em 1957, gravou com acompanhamento de Britinho e sua orquestra o xote Amor é bom de dar, de Bruno Marnet e Roberto Faissal, e a Valsa do 1º filho, de Luiz de França e Ari Rabelo. No mesmo ano, foi contratada pela gravadora Columbia e lançou disco acompanhada pela orquestra de Renato de Oliveira interpretando o beguine Sombras, de Lavello, J. Mercer e Arierpe, e o bolero Tinha que ser, de Fernando César. Também em 1957, foi escolhida em votação popular a "Rainha do Rádio" com 319.430 votos. Além de se apresentar em programas de Rádio, cantou também na TV Tupi.

Foi coroada "Rainha do Rádio" de 1958, ano em que atuou no filme E o bicho não deu..., dirigido por J. B. Tanko e que contou no elenco com as presenças de Ankito e Grande Otelo num enredo escrito por Sérgio Porto, o popular Stanislaw Ponte Preta. Neste filme, além de cantar, foi também atriz, quando exibiu bons recursos de cena. Também nesse ano, lançou disco com o bolero Podes voltar, de Othon Russo e Nazareno de Brito, e a valsa ...E a chuva parou, de Ribamar, Esdras Silva e Vitor Freire.

Em 1960, gravou com acompanhamento da orquestra e coro de Bob Rose os fox Você não tem razão, de Bartel, Burns e Magio, e Quero sonhar, de J. Gluck Jr e F. Tobias, ambos em versões de Renato Corte Real. Retirou-se progressivamente da cena, a partir do final dos anos 1960.

Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Comunidade Julie Joy - Orkut.

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Aérton Perlingeiro

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Aérton Perlingeiro nasceu na cidade de Macaé, no estado do Rio de Janeiro, em 1921 Algumas de suas biografias citam a cidade de Miracema,como de seu nascimento. Ele foi um apresentador de rádio e TV do Brasil, e por décadas teve muito prestígio.

Começou sua carreira artística em 1943 , na Rádio Transmissora, no Rio. Sempre como apresentador e locutor, transferiu-se para a Rádio Tupi,para a Fluminense e para a Rádio Clube. No ano de 1956, foi para a televisão. Em São Paulo, o colega Ayrton Rodrigues criou o programa "Almoço com as Estrelas". E o mesmo fez Aérton Perlingeiro no Rio de Janeiro. Ambos os programas foram um sucesso. E tinham o mesmo formato. Uma mesa grande, para um almoço rápido e vários cantores, atores e personalidades nacionais eram entrevistados.

No Rio, Aérton era o mestre de cerimônias, além de ser também o produtor . Naquele tempo era assim e por isso tanto ele, como Ayrton em São Paulo , tinham muito trabalho. Mas tinham também muita fama e muita estima, por parte de toda a classe artística, que desejava muito aparecer nesses programas.

Tanto o de São Paulo, como o do Rio, iam ao ar na hora do almoço de sábado. E ficavam no ar por várias horas. O programa do Rio chamava-se: "Aérton Perlingeiro Show". E existiu desde 1956, até 1980. Quase 30 anos no ar. Só terminando, quando a emissora faliu e saiu do ar. O programa de Aérton teve 2204 edições. Tinha alguns quadros e o que era dedicado ao samba, era apresentado por Jorge Perlingeiro, filho de Aérton.

Aérton foi um recordista da televisão brasileira. Personalidade muito querida pela classe artística, foi um grande incentivador dos cantores populares e do teatro brasileiro. No seu programa, marcavam presença gente importante como, Fernanda Montenegro, Fábio Jr, Sidney Magal e o proprietário das Emissoras Associadas, Assis Chateaubriand.

Criou o troféu "O Velho Capitão", busto de bronze representando a figura de Assis Chateaubriand. Esse troféu foi entregue para mais de 300 personalidades, dentre os quais as cantoras Maysa, Elis Regina e Elizeth Cardoso e o próprio Chateaubriand, que foi pessoalmente receber o prêmio no programa, três meses antes de morrer.

Homem do rádio e da televisão, Aérton foi incansável na promoção da arte, principalmente música e teatro. E ele ficou no primeiro lugar no IBOPE, por 23 anos. Sofria de forte bonquite. Veio a a falecer em 1996, na cidade do Rio de Janeiro.

Fonte: Pró-TV - Associação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da TV Brasileira

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Alda Perdigão

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Alda Perdigão nasceu em 19 de setembro de 1934. Desde garota gostava de cantar. Em 1950, ano em que foi fundada a Televisão TUPI, ganhou o 1º lugar no concurso: “A Mais Bela Voz Juvenil de São Paulo”. Estava com apenas 16 anos, mas sua voz já tinha uma potência inigualável. Esse prêmio lhe valeu um contrato profissional como cantora.

Mas ficou pouco na TV Tupi, pois em fins de 1951 e começo de 1952, foi com vários colegas , comandados por Demerval Costalima, que era o Diretor Geral das Emissoras Associadas para as Organizações Victor Costa – TV Paulista. E ali ficou desde o desembargue do material para a montagem da emissora até 1958, quando foi contratada pela TV Record.

Atuou por dois ano, e depois passou a free-lancer. Isso permitiu que ela viajasse por todo o país, e estivesse presente na inauguração de várias emissoras em outros estados. Teve um programa exclusivamente dela, de 30 minutos na TV Cultura de São Paulo.

Cantora de grande potência vocal e forte personalidade em cena, Alda Perdigão fez sempre muito sucesso, onde quer que se apresentasse. Foi casada por duas vezes, sendo que a segunda foi com o Durval Emmerich, quando Alda decidiu exercer apenas a função de esposa e mãe. Durval Emmerich veio a falecer para a grande tristeza de Alda, que por vezes se apresenta nos eventos da PRÓ-TV, de onde é associada.

Fonte: netsaber - Biografia de Alda Perdigão

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Canarinho

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Canarinho (Aluísio Ferreira Gomes), ator, cantor e compositor, nasceu em Salvador BA em 29/12/1927. Iniciou a carreira por volta de 1949, em Salvador, atuando como crooner em boates, orquestras e dancings, e cantando na Rádio Excelsior.

No Rio de Janeiro a partir de 1940, participou de vários programas de calouros, e de 1953 a 1955 atuou com as orquestras de Lima Filho e do maestro Cipó. Transferindo-se para São Paulo SP em 1955, inicialmente apresentou-se como cantor em rádio, boates e televisão, passando depois a trabalhar como comediante, ator, produtor e apresentador radiofônico.

Sua primeira composição gravada foi Morrendo de amor (com Maximino Parisi), cantada por Antônio Martins, em 1957. Lançou diversas composições carnavalescas, em parceria com A. Brumatti, Maximino Parisi ou Sebastião Ferreira da Silva.

Biografia de Canarinho, para o Museu da Televisão Brasileira

O nome do ator Canarinho é Aloísio Ferreira Gomes. Ele nasceu em Salvador, em 1927. Seu pai chamava-se Gonçalo Gomes. A mãe, Luzia Ferreira Gomes. Eram pobres. O pai morreu assassinado e a mãe faleceu, quando Canarinho tinha 12 anos. Com essa idade, o garoto já era um adulto, cuidava de suas próprias roupas, fazia comida, pagava o aluguel, tinha de se sustentar.

Desde pequeno gostava de música e de arte. Tocava violão e cavaquinho. E cantava bem. Era chamado de "o pequeno Orlando Silva". Durante a Segunda Guerra Mundial, trabalhou com os norte-americanos, nas bases navais e aéreas de Aratu e Ipitanga, na Bahia.

Aos 17 anos resolveu ser artista. "Um artista", disse-lhe um amigo fazendo piada: "Um artista precisa ser louro, alto e lindo, e de olhos verdes". Ao que ele respondeu: "Os que me assistirem, vão me ver: louro, alto, lindo e de olhos verdes".

Ali o garoto passou a cantar em night-clubs, cabarés, boates e bailes. Fez muito sucesso no Rio de Janeiro, cantando em casas noturnas. Cantava tangos e encantava. Mas seu encantamento era tanto, que as mulheres chegavam a brigar por ele. Foi por isso, diz ele, que resolveu mudar de cidade."Ou elas se matavam, ou elas me matavam", diz ele brincando.

Em 1955, chegou a São Paulo, e cantou com o Russo do Pandeiro, ex-integrante do Bando da Lua, na Rádio Nacional.Foi aí que conheceu Kalil Filho, que o levou para a TV Paulista. Logo fez a "Praça da Alegria", de Manoel de Nóbrega. Nóbrega não apenas o admirou, como se tornou um grande amigo, um pai. Canarinho passou a participar de todos os programas humorísticos. Fez: "Folias do Golias"; "Balança mas não cai"; e vários outros programas.

Tornou-se comediante importante. Mas o garoto era inteligente e atirado. Não apenas participava como ator, mas era diretor e redator de vários programas. Foi o responsável por :"Brincadeira tem hora";" Programa Show Canarinho"; "Samba e Etc"; "Domingo é Dia", e outros.

Criou a grande campanha beneficente: "Faça Uma Criança Sorrir" e também a: "Quanto Vale Uma Criança". Fez novelas , como:"Mãe", "O Homem que veio do Céu"; "Antonio Maria"; "Paixão Proibida"; "O Homem que Sonhava Colorido";"Meu Pedacinho e Chão"; "Jerônimo, o Herói do Sertão". E mais tarde, já na Rede Globo de Televisão, fez: "Sinhá Moça". Fez também vários filmes, como:"O Dia que o Santo Pecou"; "O Bacalhau", "Costinha, o Rei da Selva"; " Pequeno Polegar contra o Dragão Vermelho"; "No Tempo da Vaselina"; "Seduzida para Morrer"; ;"Supertio Maneco"; Na Rede Globo fez ainda : "O Sítio do Pica-pau Amarelo".

Com o falecimento de Manoel de Nóbrega, que deixou não só Canarinho, mas toda a classe muito triste, passou a participar do programa: "A Praça é Nossa" de Carlos Alberto de Nóbrega, fazendo o quadro "Canarinho ao Telefone".

Sempre alegre, ele está na mídia do Brasil até hoje, numa das carreiras mais longas, dentre todos os seus colegas Cantor., compositor, comediante, redator, diretor, ele é , acima de tudo, um grande ser humano, capaz de encantar a todos, mas principalmente as crianças, que o amam, o adoram , a quem ele não deixa de beijar, onde quer que as encontre.

Fontes: Pró-TV - Associação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da TV Brasileira; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

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Lolita Rodrigues

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O verdadeiro nome de Lolita Rodrigues é Silvia Gonçalves Rodrigues Leite. Filha, neta, bisneta e tataraneta de espanhóis, o pai Issac e a mãe Izolina, eram imigrantes, bastante simples, de família muito unida.

Lolita nasceu muito linda, como linda também era sua mãe, no dia 10 de março de 1929, em Santos, onde os pais, ao chegarem da Espanha, ficaram trabalhando. Depois vieram para a capital paulista. Lolita, que estava acostumada a ouvir os familiares cantarem músicas espanholas, cantava também.

Foi assim que ela chegou à Rádio Record, e cantou em hora de calouro. Ganhou o prêmio e voltava todo mês e ganhava todo mês. Murillo Antunes Alves gostou dela, mas resolveu levá-la à Rádio Bandeirantes. Era o ano de 1944, e foi ali que Lolita (ainda Silvia) conseguiu seu primeiro contrato. Daí passou para a Rádio Cultura e depois para a Rádio Tupi. Já era Lolita e já fazia sucesso. Ganhou prêmios “Roquete Pinto”, como a “Melhor Cantora Internacional”, por duas vezes.

Foi quando inauguraram a Televisão Tupi - 1950. E Lolita Rodrigues e cantou o hino especialmente composto para a ocasião: O Hino da Televisão Brasileira, com música do maestro Marcelo Tupinambá e letra do poeta Guilherme de Almeida. Grande orquestra, coral e a mocinha Lolita cantando.

Seu sonho, porém, era ser atriz. E como fosse cada vez mais bonita, com sua tez morena e seus olhos verdes, não foi difícil. Seu primeiro papel foi como “Esmeralda”, a cigana, no TV de Vanguarda: “Corcunda de Notre Dame”, que foi um sucesso. Lolita cantava, dançava e representava. Além de tocar castanholas.

Foi nessa época que conheceu Airton Rodrigues, que era secretário de Assis Chateaubriand, e que estava fazendo trabalhos também na televisão. Lolita, que era normalista, não levou muito à sério o namoro que, porém, terminou em casamento, do qual nasceu uma filha, Silvia, hoje médica em S.Paulo.

Airton e Lolita, aos poucos, foram se tornando uma dupla, que veio a fazer muito sucesso. Airton lançou e manteve no ar, por muitos anos, os programas: “Almoço com as Estrelas” e “Clube dos Artistas”, na TV Tupi de São Paulo. No começo, o próprio diretor artístico, Cassiano Gabus Mendes, estranhou: “O que ? Vão por gente comendo, diante das câmeras de televisão ?” . Mas assim foi. E foi sucesso.

Aquilo durou muitos anos. Lolita e Airton eram amados, prestigiados, imitados. Fizeram nome e sucesso. E faziam de tudo. Eram uma equipe completa, só os dois. Mas um dia.... o casal se separou. Após 31 anos casada, Lolita ficou bastante abalada, embora não tivesse deixado de trabalhar um dia sequer.

No começo ao lado do ex-marido e depois em sua carreira solo. Foi contratada por outras emissoras, como TV Record, TVS, TV Globo. Agora Lolita voltou com carga total a ser atriz, embora tenha tido também participação na TV Manchete como apresentadora.

Fez novelas como: “Sassaricando”, “Despedida de Solteiro”, “A Viagem”, e várias na TVS e TV Record. Uma carreira cheia, sempre repleta de atividades, sendo que por várias capitais do Brasil.

Lolita diz que se não está trabalhando, sente-se “morta”. Atuar é sua vida. Mas continua muito ligada aos amigos e aos familiares, que preza, ajuda, e estima, acima de tudo. Lolita Rodrigues, uma mulher de sentimentos simples, que se diz muito feliz, e que um dia foi chamada de: “La Salerosa”.
Fonte: Biografia de Lolita Rodrigues ao Museu da TV Brasileira, em 25/03/99

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Pedro Celestino

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Pedro Celestino, cantor e compositor, era o irmão mais novo de Vicente Celestino. Em 1928, fez sua estréia em disco gravando pela Odeon o samba Gosto de apanhá, de Duque e o maxixe Viva a Penha, de Tuiú. No mesmo ano, lançou o tango Caboquinha, de Alfredo Gama e o motivo popular Peixinhos do mar.

Em 1929, gravou a canção O guasca, de Zeca Ivo e o fado-toada A vida é um inferno onde as mulheres são os demônios, de Zeca Ivo e Lamartine Babo e ainda o coco Campineiro, de J. B. Silva, o conhecido Sinhô.

Em 1931, participou da opereta As pastorinhas, juntamente com Araci Cortes, apresentada no Teatro Recreio, no Rio de Janeiro.

Ficou mais de 10 anos sem gravar, retornando em 1941, quando lançou a valsa Pertinho do céu, de Vicente Paiva e Ariovaldo Pires e a canção História de circo, de Edgard Barroso e Paulo Mac Dowell.

Em 1947, gravou de sua autoria, Adolar e J. Francisco de Freitas a canção Confissão e, de Átila Yorio e Alberto Oliveira, a toada-canção O vagabundo.

Em 1948, foram gravadas a valsa Supremo adeus, de Belmácio Godinho e Benedito Costa e a canção Desespero, de René Bittencourt. São de 1953 as gravações, pela Todamérica do bolero Alma cigana, de René Bittencourt e do tango Guitarra de marfim, de Arlindo Pinto e J. M. Alves. No mesmo ano, gravou a toada-canção Olhos criminosos, de René Bittencourt e a canção Rua da saudade, de Arnaldo Pescuma.

Foi por essa época que Pedro Celestino apareceu na TV Tupi de São Paulo e, ao lado de Tersina Sarraceni fez uma temporada de operetas. Isso foi muito importante para a TV Tupi, pois eram encenadas operetas famosas, com grandes interpretes e grandes cantores.

Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Pró-TV - Associação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da TV Brasileira.

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Raul Gil

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Raul Gil é filho de imigrantes espanhóis. Nascido no bairro do Ipiranga, capital paulista, começou a trabalhar muito cedo, para ajudar os pais. Foi feirante, vendedor de pastéis, frutas e azeitonas; foi metalúrgico, na fábrica Fundição Brasil e Termomecânica. Também trabalhou na empresa Transporte Londrino e Rodoviária Santa Fé.

Mas desde os 8 anos tinha paixão pela carreira artística e foi levado pelos irmãos para assistir ao programa de rádio: "Clube do Papai Noel" e ele ficou encantado. Anos mais tarde Raul Gil resolveu enfrentar um programa de calouros. Foi rejeitado 17 vezes. Mesmo assim não desistiu.

Foi, porém, convidado para cantar nos Calouros Toddy, que era apresentado por Hebe Camargo e foi vitorioso. Começou então sua carreira de vitórias cantando em em vários locais: parques de diversão, circos, festas, etc. Passou a fazer parte de um grupo de artistas, entre os quais: Adoniran Barbosa, Maria Tereza e outros, que eram destaque na época. Participou da Caravana do Peru, dirigida por Silvio Santos.

Ele já estava casado e precisava trabalhar. Em 8 de dezembro de 1960 foi convidado por Sônia Ribeiro para cantar em seu programa. E em 11 de dezembro nasceu sua primeira filha, Nancy. Foi nesse mesmo dia que se iniciou como cantor profissional, no programa de Geraldo Blota: "Alegria dos Bairros".

Na época começou a cantar boleros por influência dos pais, pois era o gênero musical na moda nessa ocasião. E assim ele gravou 8 discos de 78 rotações, 3 Lps e 2 cds, todos com boleros. E percebeu só então que gostava também do humor e tinha facilidade em imitar artistas. Imitava convincentemente os cantores: Gregorio Barrios, Vicente Celestino, Cauby Peixoto e o humorista Mazzaropi. E foi assim que virou apresentador de programas, somando essas suas características.

Em 1967 José Vasconcelos, que era apresentador de um programa na TV Excelsior, desistiu do programa em cima da hora. Chamaram Raul, que fazia uma boate nas proximidades e ele aceitou. Começou assim sua carreira, que dura até hoje.

Estreou a seguir, o programa: "Raul Gil Room", pela TV Excelsior. Passou depois para as emissoras: Bandeirantes, Tupi, SBT, Record. Em verdade todas o disputavam, pois seus programas sempre deram grande audiência.

Na década de 90 foi para a TV Record e revelou vários talentos nacionais, tais como: Sidney Magal, Grechen, Cristian e Ralf, Só pra Contrariar, Katinguelê, Mara Maravilha, Gera Samba, Ultraje a Rigor, Titãs e muitos outros.

Fonte: Adaptado do site Pró-TV: Associação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da TV Brasileira.

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Tom Zé

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Tom Zé (Antônio José Santana Martins), compositor, cantor e arranjador, nasceu em Irará BA, em 11/10/1936. Estudou música na UFBA, em Salvador BA. Cursou composição e estrutura com Ernst Widmer; história da música com H. J. Koellreuter; contraponto com Yulo Brandão; violoncelo com Piero Bastianelli e Walter Smetak; harmonia com Mary Oliveira; instrumentação com Lindembergue Cardoso; orquestração com Sérgio Magnani.

Em 1964 participou dos shows Nós, por exemplo e Velha bossa nova e nova bossa velha, que reuniram pela primeira vez os integrantes do tropicalismo — movimento do qual foi um dos fundadores: Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia.

Em 1965, em São Paulo, ao lado do mesmo grupo, participou como ator e cantor do espetáculo Arena canta Bahia, dirigido por Augusto Boal, que incluía sua música Cachorro do inglês (com Chico de Assis). No mesmo ano, gravou na RGE sua composição Maria do colégio da Bahia.

Em 1968, participou do LP Tropicália ou Panis et circensis, da Philips, com a faixa Parque industrial (sua autoria) e gravou na Rozemblit seu primeiro LP individual. Ainda em 1968, obteve o primeiro lugar no IV FMPB, da TV Record, de São Paulo, com São São Paulo meu amor e o quarto lugar e prêmio de melhor letra com 2001 (com Rita Lee).

Em 1970 lançou o LP Tom Zé, pela RGE. Em 1972, pela Continental, lançou o LP Tom Zé, relançado em 1984 com o tftulo Se o caso é chorar. Em 1973 gravou o LP Todos os olhos, também na Continental.

Sua produção inovadora, que incorpora formas brasileiras tradicionais e recursos da música erudita contemporânea, afastou-o do grande consumo de massa. Ainda assim, continuou gravando.

Lançou em 1976, na Continental, o LP Estudando o samba. Trabalhou na agência de publicidade DPZ, em 1977, e, no ano seguinte, gravou o LP Correio da Estação do Brás, sempre pela Continental. Apresentou show homônimo no Teatro da FGV, utilizando instrumentos experimentais de sua criação, realizando depois concerto com esses instrumentos no Teatro Municipal, de São Paulo. Em 1984 gravou o LP Nave Maria, agora pela RGE.

Desenvolveu carreira internacional a partir de 1989, quando foi descoberto pelo músico norte-americano David Byrne (ex-Talking Heads), que fez dele o primeiro contratado de sua gravadora nova-iorquina Luaka Bop.

Em 1991, nos EUA, o disco The best of Tom Zé foi o terceiro do ano na votação dos críticos e o quarto na votação do público, em concurso da revista Down Beat. Em 1992 gravou, pela Luaka Bop, The Hips of Tradition, e participou do festival de jazz de Zurique, Suíça.

A partir de 1992, fez várias tournées pela Europa e EUA, recebendo elogios da crítica especializada. Em 1993, foi o primeiro e único músico brasileiro a apresentar-se no MoMa (Museu de Arte Moderna de Nova York), e o primeiro e único compositor da América Latina a apresentar-se no Walker Art Center, de Minneapolis, EUA. Em 1995 e 1996 apresentou-se, com seu grupo ou sozinho, em shows nas capitais e grandes cidades do Brasil.

Em 1997 voltou ao Brasil, com grande sucesso, e criou, para balé do Grupo Corpo, a trilha sonora Parabelo, em parceria com José Miguel Wisnik, recebendo, no mesmo ano, prêmio da APCA por essa obra. Participou também das comemorações dos 30 anos do Tropicalismo.

Como ator, atuou, no espetáculo Rock Horror Show, direção de Rubens Correia (1975), e no filme Sábado, de Ugo Giorgetti (1994), entre outros.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

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Tony Tornado

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Tony Tornado chama-se Antônio Viana Gomes. Ele nasceu em Mirante de Paranapanema, interior de São Paulo, em 26 de maio de 1930. Mudou-se para o Rio de Janeiro aos 11 anos, depois de perder o pai. Trabalhou como engraxate, vendedor de balas e outros pequenos serviços até a maioridade, quando entrou para o serviço militar como pára-quedista.

Iniciou-se na sua carreira musical como cantor de rock'n'roll, com o pseudônimo Tony Checker, no programa "Hoje É Dia de Rock", da Rádio Mayrink Veiga. Depois integrou o grupo de música e dança Brasiliana, e com ele excursionou pelo exterior, passando dez anos fora do Brasil.

Morou por três anos em Nova York, onde travou contato com o movimento negro e conheceu Tim Maia. Chegou a ser preso uma vez, no Brasil, por fazer o gesto típico do grupo negro americano Panteras Negras. De volta ao país, trabalhou no conjunto de Ed Lincoln e foi crooner da boate New Hollyday, no Rio, onde foi descoberto pelo compositor Tibério Gaspar.

Tibério e Antônio Adolfo confiaram a Tornado, acompanhado pelo Trio Ternura, a interpretação de sua composição BR-3 no V Festival Internacional da Canção, em 1970. A música conseguiu obter um sucesso avassalador. Outro grande êxito foi Podes crer, amizade.

Paralelamente desenvolveu carreira como ator, principalmente a partir da década de 70, quando estreou na minissérie "Jerônimo", em 1972, na TV Tupi. E daí conseguiu prestígio nacional. Participou de várias novelas na TV Tupi e depois na TV Globo.

Tony Tornado é um dos mais importantes atores negros do país, e destaca-se pela luta no movimento pela maior participação de artistas negros nas artes em geral. Também participou de filmes brasileiros, como "Chão Bruto"; "Pixote, A Lei do Mais Fraco" "Os Trapalhões e o Mágico de Oroz"; "O Rei e o Rio"; "Vai Trabalhar, Vagabundo"; "Casseta e Planeta- A Taça do Mundo é Nossa"; "Redentor".

O ator e cantor Tony Tornado foi casado , na década de 70, com a atriz Arlete Salles.

Fonte: Tony Tornado: Pró-TV - Asociação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da TV Brasileira

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