quarta-feira, dezembro 31, 2008

Nunca mais brigarei contigo



Nunca mais brigarei contigo (bolero, 1965) - Elias Soares e Sebastião Rodrigues - Intérprete: Roberto Müller 

Pergunte a quem quizer
Como eu vivo chorando
E sempre lamentando
O mal que te causei
Se um dia tu voltares
Encontrarás abrigo
Que nunca, nunca mais
Eu brigarei contigo.

Vem, a saudade está me matando
Ansioso eu estou te esperando
Podes crer no que digo
Vem, desta vez viveremos em paz
Eu te juro por Deus, nunca mais
Eu brigarei contigo....


Não me esquecerás



Carlos Alberto
Não me esquecerás (bolero, 1965) - Oto Borges - Interpretação de Carlos Alberto

Tu não me esquecerás
Eu sei que tu me amas
Eu não te esquecerei
Porque também te quero

Seguirei os teus passos
Os meus passos seguirás
Eu serei tua sombra
Minha sombra tu serás

De que vale, queimar tuas cartas
Rasgar teus retratos
Procurar noutra boca o teu beijo
Que louca ilusão

Assim como tu não te afastas
Do meu pensamento
Eu também viverei
Pra sempre, no teu coração


Minhas madrugadas



Paulinho da Viola
Minhas madrugadas (samba, 1965) - Paulinho da Viola e Candeia - Interpretação: Elizeth Cardoso

Vou pelas minhas madrugadas a cantar
Esquecer o que passou
Trago a face marcada
Cada ruga no meu rosto
Simboliza um desgosto

Quero encontrar em vão o que perdi
Só resta saudade
Não tenho paz
E a mocidade
Que não volta mais

Quantos lábios beijei
Quantas mãos afaguei
Só restou saudade no meu coração
Hoje fitando o espelho
Eu vi meus olhos vermelhos
Compreendi que a vida
Que eu vivi foi ilusão


Mascarada

Zé Kéti
Amores de carnaval sempre renderam boas histórias. E boas histórias podem render bons sambas quando os compositores são Zé Kéti e Elton Medeiros. Foram esses dois cariocas que deram letra e música a uma "namorada" que Zé Kéti encontrou em um carnaval, mas só foi ver seu rosto três anos depois. O resultado foi o samba "Mascarada", de música de Elton Medeiros e letra dos dois.

A história completa é a seguinte. Era dia de carnaval e Zé Kéti, um cara muito boa praça, foi desfilar no Bloco das Piranhas. O esquema do bloco era simples e muitíssimo difundido no carnaval: homens que se vestiam de mulher.

Mas Zé Kéti, que de acordo com Elton, era um sedutor, conseguiu descolar uma moça. Sim, uma moça que desfilava no Bloco das Piranhas. Não deu outra. Sumiu com ela durante todo o carnaval.

Ao voltar ao convívio social revelou que ela não tinha tirado a máscara nem por um segundo sequer.

O mistério continuou no ano seguinte. Zé já sabia onde encontrar a moça mascarada e ela lá estava. As noites de amor se repetiram e o segredo sobre a identidade da pequena também. Apenas no terceiro ano é que a mulher deixou que Zé Kéti tirasse a máscara dela. Daí surgiu um dos maiores sucessos dos dois sambistas: Mascarada.

Tempos depois, Elton Medeiros se encontrou com Zé que estava acompanhado de "uma bonita senhora", como definiu Elton. Zé então revelou: "Elton, essa aqui que é a mascarada". Mesmo assim não deu muito tempo para que ele trocasse algumas frases com ela: "Ele não ficou com ela muito tempo do meu lado. Foi embora", contou rindo. (fonte: Vermute com Amendoim - A mascarada de Zé Keti)



Mascarada (samba, 1965) - Zé Keti e Elton Medeiros

Vejo agora esse teu lindo olhar
Olhar que eu sonhei
E sonhei conquistar
E que num dia afinal conquistei, enfim

Findou-se o carnaval
E só nos carnavais
Encontrava-me sem
Encontrar este teu lindo olhar, porque

O poeta era eu
Cujas rimas eram compostas
Na esperança de que
Tirasses essa máscara
Que sempre me fez mal
Mal que findou só
Depois do carnaval



Malvadeza Durão



Malvadeza Durão (samba, 1965) - Zé Keti

Mais um malandro fechou
O paletó
Eu tive dó, eu tive dó !
Quatro velas acesas
Em cima de uma mesa
Uma subscrição
Para ser enterrado :

Morreu Malvadeza Durão
Valente mas muito considerado
Morreu Malvadeza Durão
Valente mas muito considerado !

Céu estrelado, lua prateada
Muitos sambas, grandes batucadas
O morro estava em festa
Quando alguém caiu
Com a mão no coração e sorriu
Morreu Malvadeza Durão
O criminoso ninguém viu !



Joga a chave, meu amor



J. Roberto Kelly
Joga a chave, meu amor (marcha/carnaval, 1965) - João Roberto Kelly e J. Rui - Interpretação: Jorge Goulart

Iê, iê, iê, iê, iê, iê, iê, iê
Iê, iê, iê, iê, iê, iê, iê, iê

Joga a chave meu amor
Não chateia por favor (bis)

Tô bebendo por aí
Tô sonhando com você

Iê, iê, iê, iê, iê, iê, iê, iê
Iê, iê, iê, iê, iê, iê, iê, iê




Folhas no ar



Elton Medeiros
Folhas no ar (samba, 1965) - Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho

Vou buscar aquilo que foi meu
E que no mundo se perdeu
Qual folhas que o vento soltou no ar
Ter a mesma paz de antigamente
Sair cantando por cantar
Qualquer canção sob qualquer luar


Vou buscar aquele amor tão meu
Sair andando a perguntar
Qual o caminho por onde ele foi
E por onde for irei também
Até o coração achar
Que simplesmente não achou


E aí então vou entender
Que ao buscar eu me perdi
De tudo aquilo que eu sou 


Acender as velas



Acender as velas (samba, 1965) - Zé Keti

Acender as velas
Já é profissão
Quando não tem samba
Tem desilusão.

É mais um coração
Que deixa de bater
Um anjo vai pro céu
Deus me perdoe
Mas vou dizer.

O doutor chegou tarde demais
Porque no morro
Não tem automóvel pra subir
Não tem telefone pra chamar
Não tem beleza pra se ver
E a gente morre, sem querer morrer... 


Rock da cachorra

Eduardo Dusek
Rock da Cachorra (rock, 1982) - Leo Jaime

Tom: G  

G
Baptuba, uap baptuba
C7
Baptuba, uap baptuba
G         D7     C7      G
Baptuba, uau uau uau uau uau

G
Baptuba, uap baptuba
C7
Baptuba, uap baptuba
G         D7     C7      G
Baptuba, uau uau uau uau uau

G                        C7         G
Troque seu cachorro por uma criança pobre 
(Baptuba, uap baptuba)
G                  C7                   G
Sem parente, sem carinho, sem ramo, sem cobre 
(Baptuba, uap baptuba)
D7                       C7               G
Deixe na história de sua vida uma notícia nobre

G
Troque seu cachorro (uauuu)
C7
Troque seu cachorro (uauuu)
G                       D7          G
Troque seu cachorro por uma criança pobre

G
Tem muita gente por aí que está querendo levar uma vida de cão
     C7                                           G
Eu conheço um garotinho que queria ter nascido pastor-alemão
D7                    C7                  G
Esse é o rock de despedida pra minha cachorrinha 
chamada "sua-mãe"

G
É pra Sua-mãe, é pra Sua-mãe
C7             G
É pra Sua-mãe, é pra Sua-mãe
D7                    C7                     G
Esse é o rock de despedida pra cachorra "Sua-mãe"

G
Seja mais humano, seja menos canino
C7                                              G
Dê güarita pro cachorro, mas também dê pro menino
D7                      C7              G
Senão um dia desse você vai amanhecer latindo, 
uau, uau, uau

G                       C7          G
Troque seu cachorro por uma criança pobre 
(Baptuba, uap baptuba)
G                  C7                   G
Sem parente, sem carinho, sem ramo, sem cobre 
(Baptuba, uap baptuba)
D7                       C7               G
Deixe na história de sua vida uma notícia nobre

G                       C7          G
Troque seu cachorro por uma criança pobre 
(Baptuba, uap baptuba)
G                  C7                   G
Sem parente, sem carinho, sem ramo, sem cobre 
(Baptuba, uap baptuba)
D7                       C7               G
Deixe na história de sua vida uma notícia nobre

G
Baptuba, uap baptuba
C7
Baptuba, uap baptuba
G        D7      C7      G
Baptuba, uau uau uau uau uau

G
Baptuba, uap baptuba
C7
Baptuba, uap baptuba
G        D7      C7      G
Baptuba, uau uau uau uau uau