sábado, fevereiro 07, 2009

Só o ôme




Só o ôme (samba, 1968) - Edenor Rodriguez - Intérprete: Noriel Vilela
Tom: F  

Intro: F   Gm7  C7/9 (4 vezes)

F               Gm7             C7/9
   Ah mô fio do jeito que suncê tá
                F
Só o ôme é que pode ti ajudá
             Gm7             C7/9
Ah mô fio do jeito que suncê tá
               F
Só o ôme é que pode ti ajudá


                  Gm7        C7/9
Suncê compra um garrafa de marafo
              F
Marafo que eu vai dizê o nome
             Gm7         C7/9
Meia noite suncê na incruziada
              F
Distampa a garrafa e chama o ôme
             Gm7        C7/9
O galo vai cantá suncê escuta
              F
Rêia tudo no chão que tá na hora
             Gm7        C7/9
E se guáda notuno vem chegando
             F
Suncê óia pa ele que ele vai andando


             Gm7            C7/9
Ah mô fio do jeito que suncê tá
               F
Só o ôme é que pode ti ajudá
             Gm7            C7/9
Ah mô fio do jeito que suncê tá
               F
Só o ôme é que pode ti ajudá


             Gm7            C7/9
Eu estou ensinando isso a suncê
                  F
Mas suncê num tem sido muito bão
             Gm7      C7/9
Tem sido mau fio mau marido
          F
Inda puxa saco di patrão
                Gm7         C7/9
Fez candonga di cumpanheiro seu
             F
Ele botou feitiço em suncê
           Gm7        C7/9
Agora só o ôme à meia noite
               F
É que seu caso pode resolvê


Letra

Ah mô fio do jeito que suncê tá
Só o ôme é que pode ti ajudá
Ah mô fio do jeito que suncê tá
Só o ôme é que pode ti ajudá

Suncê compra um garrafa de marafo
Marafo que eu vai dizê o nome
Meia noite suncê na incruziada
Distampa a garrafa e chama o ôme
O galo vai cantá suncê escuta
Rêia tudo no chão que tá na hora
E se guáda noturno vem chegando
Suncê óia pa ele que ele vai andando

Ah mô fio do jeito que suncê tá
Só o ôme é que pode ti ajudá
Ah mô fio do jeito que suncê tá
Só o ôme é que pode ti ajudá

Eu estou ensinando isso a suncê
Mas suncê num tem sido muito bão
Tem sido mau fio mau marido
Inda puxa saco di patrão
Fez candonga di cumpanheiro seu
Ele botou feitiço em suncê
Agora só o ôme à meia noite
É que seu caso pode resolvê 


Segura esse samba, ogunhê




Osvaldo Nunes
Segura esse samba, ogunhê (samba, 1968) - Osvaldo Nunes

Segura esse samba num deixa cair
O samba é duro e estou aí, ogunhê, ogunhê
Oi, segura esse samba num deixa cair
O samba é duro e estou aí, ogunhê, ogunhê

Veja que samba maneiro (ogunhê)
Ouça nossa batucada (ogunhê)
Veja que samba maneiro (ogunhê)
Ouça nossa batucada (ogunhê)

E diz: no pé sapateia crioulo
Oi bamboleia as cadeiras mulata
E diz: no pé sapateia crioulo
Bamboleia as cadeiras mulata

Oi, Segura esse samba num deixa cair
O samba é duro e estou aí, ogunhê, ogunhê
Oi, segura esse samba num deixa cair
O samba é duro e estou aí, ogunhê, ogunhê

Veja que samba maneiro (ogunhê)
Ouça nossa batucada (ogunhê)
Veja que samba maneiro (ogunhê)
Ouça nossa batucada (ogunhê)

E diz: no pé sapateia crioulo
Oi bamboleia as cadeiras mulata
E diz: no pé sapateia crioulo
Bamboleia as cadeiras mulata

Segura esse samba num deixa cair
O samba é duro e estou aí, ogunhê, ogunhê
Oi, segura esse samba num deixa cair
O samba é duro e estou aí, ogunhê, ogunhê

Veja que samba maneiro (ogunhê)
Ouça nossa batucada (ogunhê)
Veja que samba maneiro (ogunhê)
Ouça nossa batucada (ogunhê)

E diz: no pé sapateia crioulo
Oi bamboleia as cadeiras mulata
E diz: no pé sapateia crioulo
Bamboleia as cadeiras mulata 


Se você voltar



Paulo Sérgio
Se você voltar (1968) - Nenéo  /   Interpretação: Paulo Sérgio

Estou sozinho sem saber por onde ando
Não sei dizer nem mesmo agora onde estou
Se me perguntam porque ando assim tão triste
Se é dor que estou sentindo por alguém que me deixou

Não sei dizer nem onde vi felicidade
Só sei dizer que a dor que sinto agora é por amar
Eu que sempre desejei viver sorrindo
E agora a dor que estou sentindo
Não me deixa lhe encontrar

Só sei dizer que cada dia que se passa
Os meus olhos rasos d’água
Te procuram sem cessar
E te encontrando sentirão felicidade
Vão saber que nada é triste
E que o amor ainda existe
Se você para mim voltar


quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Quarteto Novo


Quarteto Novo é um conjunto instrumental que foi formado em 1966 na cidade de São Paulo. Originalmente Trio Novo, integrado por Theo de Barros (contrabaixo e violão), Heraldo do Monte (viola e guitarra) e Airto Moreira (bateria).

O conjunto foi criado para acompanhar o cantor e compositor Geraldo Vandré em apresentações e gravações. Classificada Disparada (Geraldo Vandré e Theo de Barros) para o II FMPB, da TV Record, de São Paulo, o Trio Novo, encarregado de acompanhar o cantor Jair Rodrigues na música, teve sua formação alterada, pois, por força de contrato com a Rhodia, estavam impedidos de participar do festival. O trio se apresentou então com Aires (viola), Manini (bateria) e Edgar Gianullo (violão).

Com entrada do flautista Hermeto Pascoal, o trio passou a Quarteto Novo, e participou dos programas de televisão que Geraldo Vandré comoandou em São Paulo, na TV Record e na TV Bandeirantes.

Em 1967, com músicas de Geraldo Vandré e dos seus integrantes, o conjunto gravou na Odeon o LP Quarteto Novo, importante experiência de estilização de ritmos nordestinos. Nesse mesmo ano o quarteto acompanhou Edu Lobo e Marília Medalha na apresentação de Ponteio (Edu Lobo e Capinam), que venceu o III FMPB.

O conjunto se dissolveu em 1969, e o LP foi reeditado em 1973.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora

Durval Ferreira

Durval Ferreira (Durval Inácio Ferreira), instrumentista, arranjador e compositor, nasceu no Rio de Janeiro em 26/1/1935, e faleceu na mesma cidade em 17/6/2007. Começou a aprender violão com a mãe, que tocava bandolim, e desde então interessou-se por música, estudando sozinho.

Mais tarde se aperfeiçoaria no contato com músicos como João Donato, Luís Eça, Johnny Alf, Cannonball Adderley, Herbie Mann, Tom Jobim e outros.

Em 1958 fez sua primeira composição, Sambop (com Maurício Einhorn) gravada dois anos depois por Claudete Soares no LP Nova geração em ritmo de samba (Copacabana). Em 1959 apresentou-se pela primeira vez em público no festival de bossa nova realizado no Liceu Franco-Brasileiro, do Rio de Janeiro, e em seguida em espetáculo da Faculdade de Arquitetura; nessa época, organizou seu primeiro conjunto e acompanhou a cantora Leny Andrade.

Em 1962 integrou o conjunto de Ed Lincoln e, como guitarrista, tocou no Sexteto Bossa Rio, de Sérgio Mendes, durante o Festival de Bossa Nova, do Carnegie Hall, de Nova Iorque, EUA. Três anos depois foi violonista do conjunto Tamba Trio em gravações, participando ainda do conjunto Os Gatos, com o qual gravou o LP Aquele som dos Gatos (Philips), e, em 1966, Os Gatos (Philips),incluindo sua composição E nada mais (com Lula Freire).

Compôs a trilha sonora de Estranho triângulo, direção de Pedro Camargo, e participou, em 1968, do III FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro, com a música Rua d'Aurora (com Fátima Gaspar e Tibério Gaspar).

Tem inúmeras composições gravadas por artistas brasileiros e norte-americanos, destacando-se Batida diferente (com Maurício Einhorn), gravada por Roberto Menescal e seu Conjunto, na Elenco, pelo Tamba Trio, na Philips, e com várias outras gravações no Brasil e exterior; Tristeza de nós dois (com Maurício Einhorn e Bebeto), gravada em 1962 pelo conjunto de Sérgio Mendes e também com inúmeras gravações: Estamos aí (com Maurício Einhorn e Regina Werneck), 1963, gravada por Leny Andrade, na Odeon; Nuvem, com o mesmo parceiro, gravada pelo conjunto Os Gatos, de Eumir Deodato, na Philips.

Sua composição com Maurício Einhorn e Hélio Mateus, Avião, foi uma das últimas gravações do cantor Agostinho dos Santos, antes de sua morte em acidente aéreo.

Participou, como jurado, do III e IV FIC, produziu as vinhetas da Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, sozinho (FM) e em parceria com Orlandivo (AM). Foi diretor artístico da CID.

Fontes: CliqueMusic; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

A polêmica

Polêmica

Episódios do folclore musical brasileiro: a polêmica entre Noel Rosa e Wilson Batista.

Na época, Wilson Batista era um jovem e talentoso sambista, porém um sambista desconhecido, que sonhava com a fama e apostava que a conseguiria. Ele acabou entrando para história como um dos grandes compositores sambistas da década de 40.

Mas, naquele ano de 1934, ele ainda se apresentava em lugares obscuros do interior do Rio de Janeiro. A polêmica com Noel Rosa foi, portanto, um jeito de aparecer para o grande público.

Noel já era um sambista conhecido e, na medida que respondia aos ataques de Wilson, mais este último ficava na boca do povo. Mas ataque de sambista é feito em verso e batuque. A polêmica entre os dois foi mais um desafio.

Noel havia composto Rapaz folgado, uma crítica velada à música Lenço no pescoço, de Wilson. Ele deu o troco e fez o samba Mocinho da Vila, criação fraca na letra e na melodia, que dava alfinetadas em Noel e em seu bairro. Noel ignorou (por enquanto, Wilson 2 x Noel 1).

A segunda provocação veio melhor. Um bom samba, Conversa fiada, que satiriza Feitiço da Vila, grande sucesso de Noel. Já não dava para ignorar (Wilson 3 x Noel 2, ainda no primeiro tempo).

Noel respondeu. E a resposta foi definitiva. Ele compôs Palpite infeliz, que já nasceu obra-prima e encerrou a disputa (placar final: Noel 4 x Wilson 3, porque obra-prima vale dois gols... pelo menos na MPB).

Fonte: MPB Compositores - Noel Rosa - Ed. Globo.

Cláudio Fontana



O cantor e compositor Cláudio Fontana nasceu em São Luís do Maranhão, em 14 de junho de 1945. Desde pequeno sempre gostou de cantar e freqüentava programas de auditório das rádios de São Luís do Maranhão. Depois de ganhar alguns concursos para cantor, passou a apresentar um programa de televisão pela TV Difusora - Canal 4, chamado "Bar de Melodias", onde dividia a apresentação com o locutor da época (1963/64), Leonor Filho e "Nonato e Seu Conjunto". Nessa oportunidade, cantava bossa nova e sucessos populares da época.

Em 31 de dezembro de 1965, partiu para o Rio de Janeiro com o sonho de conquistar todo o Brasil, cantando e compondo. Lá, conheceu e mostrou seu trabalho para pessoas do meio artístico da época, como: Carlos Imperial (descobridor de Roberto Carlos), Wilton Franco (produtor musical na TV Excelsior - Rio), Sr. Barros, assessor artístico de Cauby Peixoto e Osmar Navarro.

Mas foi o empresário Genival Melo, que numa tarde de sábado de 1967, no Programa “Festa do Bolinha" - apresentado por Jair Taumaturgo (TV Rio - Canal 13 ) - , que ao escutar as músicas Não posso controlar meu pensamento e Doce de coco (ambas com Robert Livi), quem lhe deu a primeira grande oportunidade, gravando esta música com o cantor Wanderley Cardoso, seu contratado na época. Estas canções alcançariam os primeiros lugares da parada de sucesso daquele ano, sendo então o pontapé inicial das canções que Cláudio Fontana gravaria daí para frente com muitos cantores.

Em 1968 foi para São Paulo, onde gravou seus dois primeiros discos pela Gravadora Copacabana. Mas foi em 1970 que estourou em todo o Brasil com a música de autoria de Geraldo Nunes, chamada Adeus ingrata. Além de mais de 100 mil cópias vendidas, ganhou também o Troféu Chico Viola, da TV Record, entregue pelas mãos do grande comunicador Kalil Filho. Com o sucesso desta música, chegou ainda a participar duas vezes do programa Jovem Guarda de Roberto Carlos.

Sua carreira acabava de "decolar" e seu empresário formava um novo trio de cantores populares de sucesso, viajando por todo o Brasil: Nelson Ned, Antonio Marcos e Cláudio Fontana. A consolidação do sucesso como cantor de Cláudio Fontana se deu, entretanto, quando passou a fazer parte do quadro de maior sucesso do comunicador Sílvio Santos na TV Globo, “Os galãs cantam e dançam aos domingos”, ao lado de outros cantores como: Paulo Sérgio, Antonio Marcos, Wanderley Cardoso, Tony Angely, Ari Sanches, Djalma Lúcio, Jerry Adriani, Arthurzinho e Paulo Henrique, entre outros.

Nas décadas de 70 e 80, fez muitos sucessos como compositor, além de participar de Festivais Internacionais, como por exemplo: o Festival Internacional de La Canción, de Piriápolis, no Uruguai, onde participou diversas vezes. A primeira vez foi com a canção Se Jesus fosse um homem de cor, defendida pelo cantor, hoje ator Tony Tornado, em 1973.

Em 1975, mais uma vez participava como autor e de parceria com Antonio Marcos, com a canção Amor pela primeira vez, defendida pelo cantor Cláudio Roberto, conseguindo o quarto lugar. Em 1976, a cantora Sonia Maia, colocaria a canção Vamos caminhar juntos em primeiro lugar, indo assim parar nas mãos do compositor o troféu do XI Festival Internacional de La Canción de Costa a Costa. No I Festival da Canção do Panamá (1976), com a canção Que seas feliz defendida e interpretada pela cantora brasileira Carmen Silva, Cláudio Fontana conseguiu a terceira colocação.

Foi líder do Grupo Chocolate ao lado da esposa e dos dois filhos. Atualmente continua compondo, residindo no bairro do Brooklin, na cidade de São Paulo.