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Quero lhe dizer cantando

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Quero lhe dizer cantando (1968) - Reinaldo Rayol e Renato Correia

Quero lhe dizer cantando
Tudo o que eu estou sofrendo
Quero lhe dizer chorando
Que aos poucos vou morrendo

Pois sem você não sou ninguém
E eu canto pra esquecer
O que sinto por você, meu bem

Vou dizer que eu choro
E o seu amor eu não imploro
Quero lhe dizer sorrindo
Sabendo que eu estou mentindo

Pois sem você não sou ninguém
E eu canto pra esquecer
O que sinto por você, meu bem

Meu coração está chorando
Pporque não tenho você
Pra disfarçar vou cantando
Sabendo que jamais vou lhe esquecer

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Pressentimento

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Pressentimento (samba, 1968) - Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho

Ai! ardido peito
quem irá entender o teu segredo?
quem ira pousar em teu destino?
e depois morrer do teu amor?

Ai! mas quem virá?
me pergunto a toda hora
e a resposta é o silêncio
que atravessa a madrugada

Vem meu novo amor
vou deixar a casa aberta
já escuto os teus passos
procurando meu abrigo

Vem, que o sol raiou
os jardins estão florindo
tudo faz pressentimento
que este é o tempo ansiado
de se ter felicidade.

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Perto dos olhos, longe do coração (1968) - Dori Edson e Marcos Roberto
INTRODUÇÃO:  A#  A  Dm

Dm Gm
Porque que toda vez que eu falo com você
C F
Você parece que não quer prestar nem atenção
Dm Gm
Porque meu bem você não aprendeu ainda a ver
C F A
Quem em meus olhos têm amor e muita emoção,
Dm C
Ah! Muita emoção

F C
Então eu choro,
F A
Esta solidão
Bis Dm
Você perto dos meus olhos
A# A Dm C (A# A Dm)
E tão longe do meu coração


Dm Gm
Eu hei de conseguir o teu amor por toda a vida
C F
Só que o caminho eu não sei minha querida
Dm Gm
Eu tenho que fingir que é amizade pra te ver
C F A
Embora as vezes sinta que você vai perceber
Dm C
Hum, você vai perceber


F C
Então eu choro...

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Parabéns, querida

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Parabéns, querida (1968) - Roberto Correia e Sílvio Son
Introdução: E

E B7
Parabéns pra você
Em
Nesta data... Querida
Em Am
Está fazendo um ano que nos separamos
B7
E até hoje eu nem sei por que brigamos
Em C B7
Só sei que este amor me traz tanta saudade
Em Am
Querida, eu já fiz tudo pra esquecer aquele dia
B7
Pois nunca mais eu consegui ter alegria
Em
Que me trouxesse um pouco de felicidade
Am Em
Um ano se passou, você nem se lembrou
B7 Em
Que o nosso amor foi grande até demais
Am Em
Não devo mais pensar, mas não posso evitar
F#7 B7 Em B7
Eu longe de você não tenho paz
E Em
Parabéns pra você
Em
Nesta data... Querida

Solo: Em Am B7 Em C B7

Em Am
Querida, eu já fiz tudo pra esquecer aquele dia...

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Nem vem que não tem

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Nem vem que não tem (1968) - Carlos Imperial

Ahahahahahaha!
-"Vamos voltar a pilantragem.
Xá comigo, uma musiquinha
Prá machucar os corações"

Nem vem que não tem
Nem vem de garfo
Que hoje é dia de sopa
Esquenta o ferro
Passa a minha roupa
Eu nesse embalo
Vou botar prá quebrar
Sacudim, sacundá
Sacundim, gundim, gundá!...

Nem vem que não tem
Nem vem de escada
Que o incêndio é no porão
Tira o tamanco
Tem sinteco no chão
Eu nesse embalo
Vou botar prá quebrar
Sacudim, sacundá
Sacundim, gundim, gundá!...

Nem vem!
Numa casa de caboclo
Já disseram um é pouco
Dois é bom, três é demais
Nem vem!
Guarda teu lugar na fila
Todo homem que vacila

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Lindonéia

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Lindonéia (1968) - Caetano Veloso

Na frente do espelho
Sem que ninguém a visse
Miss
Linda, feia
Lindonéia desaparecida

Despedaçados
Atropelados
Cachorros mortos nas ruas
Policiais vigiando
O sol batendo nas frutas
Sangrando
Oh, meu amor
A solidão vai me matar de dor

Lindonéia, cor parda
Fruta na feira
Lindonéia solteira
Lindonéia, domingo
Segunda-feira

Lindonéia desaparecida
Na igreja, no andor
Lindonéia desaparecida
Na preguiça, no progresso
Lindonéia desaparecida
Nas paradas de sucesso
Ah, meu amor
A solidão vai me matar de dor

No avesso do espelho
Mas desaparecida
Ela aparece na fotografia
Do outro lado da vida
Despedaçados, atropelados
Cachorros mortos nas ruas
Policiais vigiando
O sol batendo nas frutas
Sangrando

Oh, meu amor
A solidão vai me matar de dor
Vai me matar
Vai me matar de dor

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Eu tenho um amor melhor que o seu (1968) - Roberto Carlos

Todo o amor que eu lhe dei você nem ligou,
Todo o bem que eu lhe fiz você se esqueceu!
Você não vai ter alguém melhor do que eu
E eu já tenho um amor melhor que o seu!

Eu nem quero lembrar que você existe,
Quando penso em você até fico triste!
Você um dia eu amei, mas não sei porque,
Agora tenho um amor melhor que você!

Você não soube querer o quanto eu lhe quis
E agindo assim você só me fez infeliz!
Um grande amor não soube compreender,
Porém meu bem resolvi deixar de sofrer!

Você não soube querer o quanto eu lhe quis
E agindo assim você só me fez infeliz!
Um grande amor não soube compreender,
Porém meu bem resolvi deixar de sofrer!

Eu nem quero lembrar o quanto eu lhe amei,
Pois assim eu me lembro do que eu passei!
Você não vai ter alguém melhor do que eu
E eu já tenho um amor melhor que o seu!

E eu já tenho um amor melhor que o seu!
E eu já tenho um amor melhor que o seu!

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Até quarta-feira

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Até quarta-feira (marcha/carnaval, 1968) - Paulo Sette e H. Silva

Lá, lá, lá, lá, la, lá,
Lá, lá, lá, lá, la, lá,
Lá, lá, lá, lá, la, lá, lá, la, lá.
(bis)

Este não ano vai ser,
Igual aquele que passou,
Eu não brinquei,
Você também não brincou,
Aquela fantasia,
Que eu comprei ficou guardada,
E a sua também, ficou pendurada

Mas este ano está combinado,
Nós vamos brincar separados.
(bis)

Se acaso meu bloco,
Encontrar o seu,
Não tem problema,
Ninguém morreu,
São três dias de folia e brincadeira,
Você pra lá e eu pra cá,
Até quarta feira.

Lá, lá, lá, lá, la, lá,
Lá, lá, lá, lá, la, lá,
Lá, lá, lá, lá, la, lá, lá, la, lá.

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Amor de carnaval

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Amor de carnaval (samba/carnaval, 1968) - Zé Keti

Vamos brincar
Oba, oba, oba, meu bem
Não quero o teu beijo agora, meu amor
Se nos teus olhos tu me vês qual uma flor
Consola teu coração

Oba, oba, oba, meu bem, me dê a mão
Vamos pro meio do salão
A lua lá no céu é artificial
Porque é carnaval
Papai, mamãe não quer que eu namore pra casar
Ainda é cedo
Amor de carnaval desaparece na fumaça
Saudade é coisa que dá e passa

Oba, oba, oba, meu bem
Não quero o teu beijo agora, meu amor
Se nos teus olhos tu me vês qual uma flor
Consola o teu coração

Oba, oba, oba, meu bem, me dê a mão
Vamos pro meio do salão
A lua lá no céu é artificial
Porque é carnaval
Porque é carnaval.

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A rã

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A rã (The Frog, 1968) - João Donato e Caetano Veloso
       Dm7
Coro de cor
G7/D
Sombra de som de cor
Dm7
De mal me quer
G7/D
De mal me quer
Dm7
De bem de bem me diz
G7/D
De me dizendo assim
Dm7
Serei feliz
G7/D
Serei feliz de flor
Dm7
De flor em flor
G7/D
De samba em samba em som
Dm7
De vai e vem
G7/D
De verde verde ver
Fm7
Pé de capim
Bb7(9) E7
Bico de pena pio de bem-te-vi
A7 F7M
Amanhecendo sim perto de mim
Fm7 E7
Perto da claridade da manhã
A7 D7
A grama a lama tudo é minha irmã
G7/D A7M
A rama o sapo o salto de uma

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Pára Pedro

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Pára Pedro (rancheira, 1967) - João Mendes e José Portela Delavy
Introdução: E B7 E

B7 E
Era um baile lá na serra na fazenda da ramada
B7 E
Foi por lá que um tal de Pedro se chegou de madrugada
B7 E
Só escutei um zum-zum mas não sabia de nada
B7 E
Só ouvia a mulher gritando este Pedro é uma parada

B7 E
(Pára Pedro, Pedro pára, pára, Pedro, Pedro pára
B7 E
Pedro para, para Pedro pára Pedro, Pedro pára)
B7 E
Era o Pedro lá num canto beliscando as namorada

(Pára Pedro, Pedro pára, pára, Pedro, Pedro pára
B7 E
Pedro para, para Pedro pára Pedro, Pedro pára)
B7 E
Quando foi lá pelas tantas que a farra estava animada
B7 E
Apagaram o lampião e a bagunça foi formada
B7 E
As véias se revoltaram Pedroca não é de nada
B7 E
E o Pedro brigou com as véias e deu uma peleia danada

(Pára Pedro, Pedro pára, pára, Pedro, Pedro pára
B7 E
Pedro para, para Pedro pára Pedro, Pedro pára)

B7 E
Fazia cosca nas véia e as véia davam risada
(Pára Pedro, Pedro pára, pára, Pedro, Pedro pára

B7 E
Pedro para, para Pedro pára Pedro, Pedro pára)

B7 E
Pedro foi dançar um chote com uma véia apaixonada
B7 E
Surgiu o velho da véia e a coisa foi complicada
B7 E
Pedro correu pelos fundos e entrou numa porta errada
B7 E
E as moças levaram um susto e gritavam desesperadas

B7
Velha grudada no Pedro e velho no Pedro agarrado

(Pára Pedro, Pedro pára, pára, Pedro, Pedro pára
B7 E
Pedro para, para Pedro pára Pedro, Pedro pára)

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Palmas no portão

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Palmas no portão (samba, 1967) - Valter Dionísio e D’Acri Luís

Ôôôôô
Há mais de uma semana
Que eu não vejo meu amor
Há mais de uma semana
Que eu não vejo meu amor

De madrugada, bateram palmas no portão
Não era o dono do meu pobre coração
Por isso é que eu chorei
Sentindo a mesma dor
Há mais de uma semana
Que eu não vejo o meu amor

Ôôôôô
Há mais de uma semana
Que eu não vejo meu amor
Há mais de uma semana
Que eu não vejo meu amor

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Não presto mas eu te amo (jovem guarda, 1967) - Roberto Carlos
Introdução: E  B7  E  B7

E A E
Se você brigar novamente eu vou me embora
B7 Em
Mas ouça bem o que eu digo agora:
Am Em
Eu não presto, mas eu te amo
B7 E B7 E B7
Eu não presto, mas eu te amo
E A E
Minha vida foi sempre assim, mas pode mudar
B7 Em
Se você quiser vou modificar
Am Em
Eu não presto, mas eu te amo
B7 E B7 E B7
Eu não presto, mas eu te amo
E A E
No meu carro fujo de tudo sempre correndo
B7 Em
Só vou parar você me querendo
Am Em
Eu não presto, mas eu te amo
B7 E B7 E B7
Eu não presto, mas eu te amo

Solo: E A E B7 Em Am Em B7 E B7 E B7

E A E
Todo mundo diz que eu tenho a vida agitada
B7 Em
Que eu sou playboy e não valho nada
Am Em
Eu não presto, mas eu te amo
B7 E B7 E B7
Eu não presto, mas eu te amo
E A E
Que eu não sou capaz de amar ninguém de verdade
B7 Em
E que eu só penso em minha vaidade
Am Em
Eu não presto, mas eu te amo
B7 E B7 E B7
Eu não presto, mas eu te amo
E A E
Eles vão meu bem condenar-me em cada gesto
B7 Em
E vão falar também que eu não presto
Am Em
Eu não presto, mas eu te amo
B7 E B7 E B7
Eu não presto, mas eu te amo
E A E
Acontece que já não é o que estão falando
B7 Em
Pois ninguém sabe que eu estou amando
Am Em
Eu não presto, mas eu te amo
B7 E B7
Eu não presto, mas eu te amo
E B7
Mas eu te amo
E B7
Mas eu te amo
E
Mas eu te amo.

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Mancada

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Mancada (1967) - Gilberto Gil
Tom: G7+
Intro: G D/F# Em9 A7 D7 G D5+/F# D/F# Am4/7 Ab5-/7 G7+

G7+ C#m5-/7
O dinheiro que eu lhe dei
F#5+/7 Bm7
Pro tamborim
E7/9- Am7 D7/9- G7+
Não vá gastar depois jogar a culpa em mim
C#m5-/7
O dinheiro que eu lhe dei
F#5+/7 Bm7
Não é meu não
E7/9- Am7 D7/9- G7+ (Am4/7 Ab5-/7 G7+)
É da escola por favor não mete a mão
Dm
Você lembra muito bem
G6/9- C#m5-/7
No outro carnaval
F#5+/7 Bm7 F#m5-/7
Você chorou porque não pode desfilar
B7 Em Em7+ Em7
A fantasia que eu mandei você comprar
Em7+ A7 G/B Ab/C
Não ficou pronta porque o dinheiro
A/C# C/D F/G
Que eu lhe dei pra costurar
G7/9-
Você, hum, hum
C7+/9
Eu nem vou dizer
G7+
Pra não lhe envergonhar

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Lunik 9

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Lunik 9 (1967) - Gilberto Gil
 D7+        Em7         F#m7      D5+/7
Poetas, seresteiros, namorados, correi
Gm7 C7 F7+ A#7+
É chegada a hora de escrever e cantar
Em7 A5+/7 Dm7
Talvez as derradeiras noites de luar
D#m7
Momento histórico, simples resultado
do desenvolvimento da ciência viva
F7+
Afirmação do homem normal,
G Dm7
gradativa sobre o universo natural
Cm7 F7/9-
Sei lá que mais
A#7+ Am7 D7
Ah, sim! Os místicos também
Gm7
profetizando em tudo o fim do mundo
C7
E em tudo o início dos tempos do além
Cm7 F7/9
Em cada consciência, em todos os confins
A#7+ Fm7 A#m Fm7
Da nova guerra ouvem-se os clarins
A#m Fm7 A#m
Guerra diferente das tradicionais,
C7 F7/9
guerra de astronautas nos espaços siderais
G# C#
E tudo isso em meio às discussões,
A# D#
muitos palpites, mil opiniões
F7 G7
Um fato só já existe que ninguém pode negar,
7, 6, 5, 4, 3, 2, 1, já!
C7+ Gm7 C7+ Gm7 C7+
E lá se foi o homem conquistar os mundos lá se foi
Gm7 C7+ Gm7 C7 F
Lá se foi buscando a esperança que aqui já se foi
Fm7 Em7
Nos jornais, manchetes, sensação,
D#7+ Dm7
reportagens, fotos, conclusão:
G7/9- C7+ Am7
A lua foi alcançada afinal, muito bem,
Dm7 G7/9- C7
confesso que estou contente também
F#º Em7 D#7+
A mim me resta disso tudo uma tristeza só
Dm7 G7/9- Em7 A7 Dm7
Talvez não tenha mais luar pra clarear minha canção
G7/9 Em7 A7
O que será do verso sem luar?
Am7 D7 G7/9 Gm7 C6/7
O que será do mar, da flor, do violão?
F#º Fm7 Em7 D#7+
Tenho pensado tanto, mas nem sei
D7+ Em7 F#m7 D5+/7
Poetas, seresteiros, namorados, correi
Gm7 C7 F7+ A#7+
É chegada a hora de escrever e cantar
Em7 A7 G Dm7
Talvez as derradeiras noites de luar

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Linda mascarada

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Linda mascarada (marcha-rancho, 1967) - João Roberto Kelly e David Nasser

Vem, ó linda mascarada
Vem teus olhos são de minha amada
Vem, ó linda mascarada
Vem teus olhos são de minha amada.


Vem, faz de conta que o teu amor
Tem a vida exata de uma flor
Vem, faz eterna a madrugada
Com um só minuto do teu beijo
Vem, já é mais noite em nossas noites
Quero amanhecer entre os teus braços...


Vem, ó minha linda mascarada
Que uma noite não é nada.

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Não posso controlar meu pensamento

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Não posso controlar meu pensamento (jovem guarda, 1967) - Cláudio Fontana e Robert Livi
Introdução: ( Em )

Em Am Em
É triste compreender que não te posso amar
Am Em
Existe uma aliança a nos separar
G C B7
E esta insistência em meu olhar
Em
É um tormento
C B7 Em
Mas não posso controlar meu pensamento
Am Em
Não devo alimentar mais esta ilusão
Am Em
De um dia ser o dono do teu coração
G C B7
E toda vez que penso em te esquecer
Em
É um tormento
C B7 Em
Não posso controlar meu pensamento
Am D7 G Em
Me afastarei de ti, meu bem, eu prometo
Am B7 Em
Meu coração te faz este juramento
C B7 Em
Mas não posso controlar meu pensamento
C B7 Em
Não posso controlar meu pensamento
C B7 Em
Mas não posso controlar meu pensamento.

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Adeus ingrata

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Adeus ingrata (jovem guarda, 1970) - Geraldo Nunes
Intro: D  A  E7  A  D  A  D  E7  A

A Bm
Hoje à noite partirei
E7 A
Pretendo nunca mais lhe ver
Bm
Desde o dia em que lhe encontrei
E7 A
Minha vida é um eterno sofrer
D A E7 A
Adeus ingrata, adeus ingrata
D A
Adeus ingrata
D E7 A
Não é preciso nem lhe escrever
A Bm
Amanhã estarei longe daqui
E7 A
Outras garotas irei conhecer
Bm
Um novo sol há de brilhar pra mim
D7 A
Não quero nem lembrar de você
D A E7 A
Adeus ingrata, adeus ingrata
D A
Adeus ingrata
D E7 A
Não é preciso nem lhe escrever

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Fábio Júnior

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fabio junior

Fábio Júnior (Flávio Airosa Correia Galvão), cantor, compositor e ator, nasceu em 21/11/1953 em São Paulo, SP. Oriundo do bairro do Brooklin, sua mãe era professora de piano e seu pai, motorista de taxi. Ainda adolescente, começou a trabalhar, junto com os irmãos, numa banca de jornal que o pai, então tinha, para ajudar a família. Nessa época, entregava revistas e jornais na casa dos fregueses.

Seu primeiro emprego, depois da banca do pai, foi numa loja de departamentos na seção de crediários e depois fez transporte escolar. Esses empregos serviam somente para seu sustento, mas o sonho de se tornar cantor sempre o acompanhou e nada lhe dava mais prazer do que as conversas na cozinha com o “véio” Galva, como se refere a seu pai, e os acordes que eles tocavam no primeiro violão, presente do pai. A música sempre foi sua grande paixão.

Nos anos 1960, junto com os irmãos formou um conjunto que tocava no programa do Ed Carlos, a Mini-Guarda, no auge da Jovem Guarda. O nome do grupo era “Os Namorados”, depois passou a se chamar Bossa 4 e finalmente Arco-Íris. Com o grupo chegou a se apresentar no programa do Chacrinha como calouros. Com o fim da Mini-Guarda, começou a se descobrir ator. Aos 13 anos passou a fazer teleteatro ao lado de Cacilda Becker e na TV Cultura, atuou no episódio “Um pássaro em meu ombro”, ao lado de Etty Frazer e Paulo Autran. Porém, eram pequenos papéis e por isso mesmo Fábio nunca deixou de cantar e compor.

No início da década de 70, apresentou-se como cantor mirim no programa “Mini-guarda”, da TV Bandeirantes de São Paulo, cantando sucessos da Jovem Guarda. Participou, também, do programa Hallelluyah, ao lado de Sílvio Brito, na TV Tupi da capital paulista. Nos anos de 1974 e 1975, passou a gravar discos em inglês com o nome artístico de Mark Davis.

Tendo começado como cantor, estourou como ator, inicialmente em discretas participações em novelas na TV Globo, como “O feijão e o sonho”, de 1969 (aos 16 anos), depois em 1976, já com o pseudônimo de Fábio Jr., para não ser confundido com o ator Flávio Correia, passou a atuar como ator em novelas como “Pai Herói, de 1976, “Nina”, de 1977, até tornar-se sucesso nacional com o seriado “Ciranda, cirandinha”, de 1978 e a novela “Cabocla”, de 1979.

Nesse ano marcou presença no cinema nacional com sua interpretação no filme “Bye Bye Brasil”, de Cacá Diegues. Seu primeiro sucesso foi Pai, composição própria, gravada no LP de 1979 e incluída na trilha sonora da novela “Pai Herói”.

Em 1980, obteria o seu segundo êxito como cantor e compositor com a música Vinte e poucos anos. Firmado como cantor romântico, fez sucesso também com Eu me rendo, de sua autoria e lançada em 1981, e O que é que há, em parceria com Sérgio Sá, lançada no ano seguinte. Por essa época, gravou o clipe Busca, com Roberto Carlos e apresentou-se no programa do Chacrinha cantando Seu melhor amigo. Fiel ao seu estilo romântico manteve-se em atuação ao longo da década de 1990, sempre com sucesso.

Em 1995, consagrou o sucesso Alma gêmea, de Peninha, emocionando o público ao cantá-lo no programa de fim de ano da TV Globo, comandado por Roberto Carlos. Em 1996, no programa de fim de ano do apresentador Fausto Silva, o Faustão, voltou a emocionar a platéia com esse sucesso.

Em 1997, seu CD Ao vivo, traria nova gravação para Alma gêmea e Pai, também regravou, com êxito Esses moços (Pobres moços), de Lupicínio Rodrigues, e, em 1998, Café da manhã, da dupla Roberto Carlos e Erasmo Carlos.

Em 1999, lançou um CD especial de natal, intitulado Contador de estrelas, cujas músicas, na sua maioria, são parcerias suas com Marinho Marcos, irmão do falecido cantor Antonio Marcos. No ano seguinte, teve o seu sucesso Vinte e poucos anos, regravado pelo grupo de rock Raimundos. Além da Som Livre gravou também na CBS e na BMG. Por essa época, manteve um programa semanal de variedades, na TV Record de São Paulo.

Em 2001, a Som Livre relançou em CD três de seus discos do final dos anos 1970 e início dos anos 1980, trazendo sucessos como Pai herói, Quero colo, Vinte e poucos anos e O que é que há?.

Em 2002 gravou seu primeiro trabalho acústico, no qual interpretou, entre outras, a clássica Pai, além de inéditas como Em cada amanhecer, Minha outra metade, Coração dividido e Seu melhor amigo. Na ocasião, correu o país apresentando o repertório do disco. Em 2002, recebeu o Prêmio Tim como melhor cantor popular.

Na primeira metade de 2003, lançou seu 21º disco Fábio Jr. Ao Vivo, CD duplo ao vivo, com releituras de seus maiores sucessos em versões voz e violão, em que se destacam Coração dividido, Enrosca e a consagrada Pai. O disco foi apresentado em show no ATL Hall, no Rio de Janeiro. Nesse período, participou do programa “Ensaio geral”, apresentado no canal Multishow, falando de sua vida e carreira. Nesse mesmo ano, lançou seu primeiro DVD, com destaque para Minha outra metade.

Em 2004, o artista, entre diversos shows e apresentações na TV, apresentou show, com casa lotada no Claro Hall. Em 2005, voltou ao topo das paradas de sucesso com a música Alma gêmea, de Peninha, tema da novela homônima da TV Globo, de grande audiência. Em novembro do mesmo ano, a Sony&BMG lançou a caixa Mais de vinte e poucos anos, incluindo um DVD de um show do cantor em 2003 e 5 CDs do cantor, 3 de sucessos, um de raridades e um em espanhol.

Em menos de três meses, a gravadora comemorou a marca de oito mil caixas vendidas, tendo em vista que o luxuoso pacote não saiu a um preço popular. Na caixa, a presença de sucessos notórios da carreira de Fábio, passando por inéditas e raridades como gravações da época em que ele usava o pseudônimo de Mark Davis e de quando cantava em grupos como o Uncle Jack ou Os Namorados.

Em fevereiro de 2006, o cantor estreou o show Mais de 20 e poucos anos, com 2 noites de casa lotada no Claro Hall, (RJ), num total de cerca de seis mil pessoas.

Fábio Júnior é pai da também atriz Cleo Pires, fruto do casamento de Glória Pires. É também pai de Krizia, Tainá e Filipe Galvão, frutos do seu casamento com Cristina Karthalian. Teve um casamento relâmpago com a atriz Patrícia de Sabrit que só durou 3 meses.

Casou-se pela sexta vez no dia 1 de setembro de 2007 com a modelo Mari Alexandre.

Fontes: Dicionário da MPB; DSL MUSIC: Fábio Júnior; Wikipédia.

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Alma gêmea

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Fábio Júnior

Alma gêmea (canção, 1995) - Peninha
Intro: C Am F Dm Fm7 G7



 C7+                         
Por você eu tenho feito e faço tudo que eu puder
F7+ C/E Dm7 Dm/C
Pra que a vida seja mais alegre do que era antes
G7 G#o
Tem algumas coisas que acontecem
Am7
que é você quem tem que resolver
F Dm7
Acho graça quando às vezes, louca,
G7
você perde a pose e diz foi sem querer
C7+
Quantas vezes no seu canto em silêncio
você busca o meu olhar
F7+ C/E Dm7
E me fala sem palavras que me ama tudo bem,
Dm/C
tá tudo certo
G7
De repente você põe a mão
G#o Am7 F
por dentro e arranca o mal pela raiz
C Am7 Dm7 G7 C G7
Você sabe como me fazer feliz
C Dm7
Carne e unha, alma gêmea, bate coração,
G7
as metades da laranja
C Gm7
Dois amantes, dois irmãos duas
C7 F
forças que se atraem sonho lindo
Ab C Am7 Dm7 G7 C G7
De viver, estou morrendo de vontade de você



Solo: C Am7 F Dm7 Em7 F7 G7 Am7 F Ab G7

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Seu melhor amigo

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Seu melhor amigo (canção, 1983) - Fábio Júnior
Intro: E  F#/E  A/E  E  B/D#  C#m  C#m/B F#/A#  F#  A  A/G E

E       F#/E  A/E                E  B/D#  C#m            F#
Olha menina mostra o seu pensamento dentro dessa cabeça
A7+ F#m B7
eu sei que tem um universo
E F#/E A/E E B/D# C#m C#m/B F#/A#
Sinta menina tudo que eu ofereço uma canção bonita e
Am7 D7/9 E
o meu amor sincero

B       A/B         E         C#m  G#m       A         E
Não prometo e nem peço nada mais quero é ter você comigo
E4 E B A/B E B/D# C#4/7 C#7
Seu sorriso nosso amor e nossa paz
F#m B A C#m A7+ F#m A/B E
Serei seu melhor amigo Serei seu melhor amigo

SOLO: E  F#/E  A/E  E  B/D#  C#m  C#m/B  F#/A#  F#  A  A/G E

E F#/E A/E E B/D# C#m F#
Venha menina vamos viver um sonho eu quero o seu sorriso
A7+ F#m B7
brilhando o tempo todo
E F#/E A/E E B/D# C#m C#m/B F#/A#
Você é linda como uma flor do campo minha menina
Am7 D7/9 E
eu te amo

REPETE REFRÃO

A7 F#m A/B E
Serei seu melhor amigo


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O que é que há

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O que é que há (canção, 1983) - Fábio Júnior e Sérgio Sá
INTRO: Em  C/E  Bm7  Am7/9  C/D 

G        
O que é que há
C/G G G/B C
o que é que está se passando com essa cabeça
F C G C/G
O que é que há
G G/B
o que é que está me faltando pra que
C G/B
eu te conheça melhor pra que eu
Am7 D7
te receba sem choque pra que
Am7 D7
eu te perceba no toque das mãos
G C D C
em teu coração...
G C/G G
O que é que há
G/B
porque que há tanto tempo você não
C F C G
procura o meu ombro
Porque será porque será que esse
G/B C
fogo não queima o que tem pra queimar
G/B Am
que a gente não ama o
D7
que tem para se amar
Am7
que o sol ta se pondo e a gente não
D7 G F G
larga essa angústia do olhar



C             D7        
Telefona não deixa que eu fuja
Em Em/D
me ocupa os espaços vazios
C D7
Me arranca dessa ansiedade
Em
me acolhe e me acalma em teus
C
braços macios, macios



G         
O que é que há
C/G G G/B
o que é que ta se passando com a minha
C F C G
cabeça O que é que há


SOLO: G G/B C G/B Am7 C/D D7 G F G
REPETE REFRÃO

G              C  D  C  G
O que é que há O que é que há

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Eu me rendo

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Eu me rendo (canção, 1981) - Fábio Júnior e Sérgio Sá
Intro: Dm7 G7 Bb7 A7

Dm7 G7
Onde é que foi parar aquela menina
Dm7 F7
que me cantava quase toda noite
Bb7 G7
Jogando aos ventos palavras, olhares sorrisos e pernas
Bb7
Telefonemas de duplo sentido,
Bo F Dm7
que me deixaram com calo no ouvido
G7
E aquele jeito assim de respirar
A7
a fim de me afogar de paixão e desejo
Dm7 G7
Fiz o possível pra não dar bandeira,
Dm7 F7
até pensei que não era comigo
Bb7
Mas você foi mais e mais
G7
se chegando e apertando o cerco
Bb7 Bo C7
Usando todas as armas que sabe usar uma mulher
F A7 Dm7 F7
Pois então vem, completa agora seu feitiço

Bb Dm7 G7
Vem, não faz essa cara de quem não tem nada com isso

C7 F Bb
Vem, para com esse papo: o que é que eu fiz?
F C7 F Bb7
Faça o que quiser eu me rendo mas me faça feliz
F Bb13 C13
Faço o que quiser eu me rendo mas me faça

(Introdução) Dm7 G7 Dm7 F7 Bb7 G7 Bb7 Bo F Dm7 G7 A7

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Vinte e poucos anos

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Vinte e pouco anos (canção, 1980) - Fábio Júnior
Intro: G G/B C C/D G G/B C C/D

G D C
Você já sabe me conhece muito bem,
G D C
eu sou capaz de ir vou muito mais além
G D C C/D
Do que você imagina
G D C
Eu não desisto assim tão fácil meu amor,
G D
das coisas que eu quero fazer
C
e ainda não fiz
G B7 Em Em/D
Na vida tudo tem seu preço seu valor
C D7 G
e eu só quero dessa vida é ser feliz
G7/B
Eu não abro mão
C D
Nem por você, nem por ninguém,
G B7
eu me desfaço dos meus planos
C
Quero saber bem mais
D7 G G7
que os meus vinte e poucos anos
C D7
Nem por você nem por ninguém,
G B7
eu me desfaço dos meus planos
C D7 Em Em/D
Quero saber bem mais que os meus vinte e poucos anos
G D C
Tem gente ainda me esperando pra contar,
G D C
as novidades que eu já canso de saber
G B7 Em Em/D
Eu sei também que tem gente me enganando ,
C D G
mas que bobagem já é tempo pra crescer
G7/B
Eu não abro mão

Refrão

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Saveiros

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Saveiros (canção, 1966) - Dori Caymmi e Nelson Mota

Nem bem a noite terminou
Vão os saveiros para o mar
Levam no dia que amanhece
As mesmas esperanças
Do dia que passou.

Quantos partiram de manhã
Quem sabe quantos vão voltar
Só quando o sol descansar
E se os ventos deixarem
Os barcos vão chegar
Quantas histórias pra contar

Em cada vela que aparece
Um canto de alegria
De quem venceu o mar

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Roda

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Roda (1966) - Gilberto Gil e João Augusto
Bm7     Em7 Amaj7       Bm7       Em7
Meu povo preste atencão na roda que eu te fiz
A7 Dmaj7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Quero mostrar a quem vem aquilo que o povo diz

Bm7 Em7 Amaj7 Bm7 Em7
Posso falar pois eu sei eu tiro os outros por mim
A7 Dmaj7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Quando almoço não janto e quando canto é assim

Em7 Am6 G7 C6(9)
Agora vou divertir agora vou começar
Bm7 E Am7 Bm7 E Am7
Quero ver quem vai sa- ir quero ver quem vai fi- car
Dm7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Não é obrigado a me ouvir quem não quiser escu- tar
Bm7 Em7 Amaj7 Bm7 Em7
Quem tem dinheiro no mundo quando mais tem quer ganhar
A7 Dmaj7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7
E a gente que não tem nada fica pior do que está

Bm7 Em7 Amaj7 Bm7
Seu moço tenha vergonha acabe a descaração
A7 Dmaj7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Deixe o dinhero do pobre e roube outro ladrão

Em7 Am6 G7 C6(9)
Agora vou divertir agora vou prosseguir
Bm7 E Am7 Bm7 E Am7
Quero ver quem vai fi- car quero ver quem vai sa- ir
Dm7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Não é obrigado a escutar quem não quiser me ou- vir
Bm7 E Amaj7 Bm7
Se morre o rico e o pobre enterre o rico
Em7 A7 Dmaj7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
E eu quero ver quem que separa o pó do rico do meu
Bm7 Em7 Amaj7 Bm7 Em7
Se lá embaixo há igualdade aqui em cima há de haver
A7 Dmaj7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Quem quer ser mais do que é um dia há de sofrer

Em7 Am6 G7 C6(9)
Agora vou divertir agora vou prosseguir
Bm7 E Am7 Bm7 E Am7
Quero ver quem vai fi- car quero ver quem vai sa- ir
Dm7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Não é obrigado a escutar quem não quiser me ou- vir

Bm7 Em7 Amaj7 Bm7 Em7
Seu moço tenha cuidado com sua exploração
A7 Dmaj7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Se não lhe dou de presente a sua cova no chão
Bm7 Em7 Amaj7 Bm7 Em7
Quero ver quem vai dizer quero ver quem vai mentir
Dmaj7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E
Quero ver quem vai negar aquilo que eu disse aqui

Em7 Am6 G7 C6(9)
Agora vou divertir agora vou terminar
Bm7 E Am7 Bm7 E Am7
Quero ver quem vai sa- ir quero ver quem vai fi- car
Dm7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Não é obrigado a me ouvir quem não quiser escu- tar

Bm7 Em7 Amaj7 Bm7 Em7
Agora vou terminar agora vou discorrer
A7 Dmaj7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Quem sabe tudo e diz logo fica sem nada di- zer
Bm7 Em7 Amaj7 Bm7 Em7
Quero ver quem vai voltar quero ver quem vai fugir
A7 Dmaj7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
Quero ver quem vai ficar quero ver quem vai trair
Bm7 Em7 Amaj7 Bm7 Em7
Por isso eu fecho essa roda a roda que eu te fiz
A7 Bm7 G7 Cmaj7 Fmaj7 Bm7 E Amaj7
A roda que é do povo, onde se diz o que diz ...

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Porta estandarte

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Porta estandarte (samba, 1966) - Geraldo Vandré e Fernando Lona
Intro: Em7/9 C#m5-/7

Em Am D
Olha que a vida tão linda se perde em tristezas assim
Am F Em
Desce o teu rancho cantando essa tua esperança sem fim
Am D
Deixa que a tua certeza se faça do povo a canção
Am
Pra que teu povo cantando teu canto
F Em
Ele não seja em vão
C B7 E7
Eu vou levando a minha vida enfim
Am D G B7
Cantando e canto sim
Em C B7 E7
E não cantava se não fosse assim
Am D G E7
Levando pra quem me ouvir
Am B7 Em
Certezas e esperanças pra trocar
Bm5-/7 E7 Am
Por dores e tristezas que bem sei
Bm5-/7 E7 Am
Um dia ainda vão findar
A#°
Um dia que vem vindo
Em
E que eu vivo pra cantar
C B7
Na avenida girando, estandarte na mão
Em
Pra anunciar

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Pede passagem

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Pede passagem (samba, 1966) - Sidney Miller

Chegou a hora da escola de samba sair
Deixar morrendo no asfalto uma dor que não quis
Quem não soube o que é ter alegria na vida
Tem toda avenida pra ser muito feliz

Vai, arrasta a felicidade pela rua
Esquece a quarta-feira e continua
Vivendo, chegando
Traz unido o povo, cantando com vontade
Levante em teu estandarte uma verdade
Seu coração

Vai, balança a bandeira colorida
Pede passagem pra viver a vida

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O cavaleiro

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O cavaleiro (canção, 1966) Geraldo Vandré e Tuca

Bem no fundo do coração
Guardo há tempos um cavaleiro
Que ainda vou mandar pro norte
Vestido de boiadeiro

A caatinga é o seu lugar
Sua andança pra voltar
Esperança suas armas
Injustiças pra guerrear

Mas meu cavaleiro
Não vai se descuidar
Quem sai de uma seca brava
No mar pode se afogar

E há um mundo inteiro
Que espera ouvir falar
De um bravo cavaleiro
Que bem soube se guardar

Para um dia lá no sertão
E no mar e em teu coração
Sertanejo ou jangadeiro
Trazer paz para o Norte inteiro

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O carango

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O carango (jovem guarda, 1966) - Nonato Buzar e Carlos Imperial

Copacaba carro zarpar
Todo lubrificado
Prá não enguiçar
Roda talalarga genial
Botando minha banca
Muito natural
Simbora...1 2 3

Camisa verde claro, calça santropê
E dominando com o carango
Todo mundo vê
Ninguém sabo o duro que dei

Prá ter fon fon
Trabalhei, trabalhei (2x)

Depois das seis
Tem que acender farol
Garota de menor não pode ser sem sol..ahhh
Barra da Tijuca ja michou
A onda agora é
Deixa cair no levador
Simbora...1 2 3

Garota mini saia essa onda é bem
E todo mundo no carango
Não sobrou ninguém
Ninguém sabo o duro que dei

Prá ter fon fon
Trabalhei, trabalhei (2x)

Mas em São Paulo eu boto prá quebrar
Ah! Eu pego o meu carango
E vou pro Guarujá
Paro o carro frente pro mar
Barra limpa bonequinha
Chega mais prá cá
Simbora...1 2 3

Capota levantada prá ninguém nos ver
Um abraço, e um beijinho
Isso é que é viver
Ninguém sabe o duro que dei

Prá ter fon fon
Trabalhei, trabalhei (2x)

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Miúcha

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Miúcha

Miúcha (Heloísa Maria Buarque de Hollanda), cantora, nasceu no Rio de Janeiro em 30/11/1937 e mudou-se para São Paulo aos oito anos de idade, com a família. O pai, Sergio Buarque de Hollanda, era amigo de músicos e gostava de promover saraus e noitadas musicais. Dorival Caymmi e Vinícius de Moraes eram alguns que apareciam com freqüência.

Miúcha começou a tocar violão e cantar com os seis irmãos, influenciada pelo repertório da casa, que passava por Ataulfo Alves, Ismael Silva, Lupicínio Rodrigues e Noel Rosa.

Na década de 60 conseguiu uma bolsa para estudar História da Arte em Paris. Durante umas férias viajou com amigos para a Itália e Grécia, e lá começou a cantar e tocar em todos os lugares por onde passavam.

Com a experiência, de volta a Paris, passou a se apresentar no bar "La Candelaria", onde se apresentava também a chilena Violeta Parra. Graças a Violeta conheceu João Gilberto, com quem acabou se mudando para Nova York e casando. Foi em Nova York sua estréia em disco: The Best of Two Worlds, com João Gilberto e Stan Getz, gravado em 1975.

No mesmo ano, excursionou com Getz, e juntos participaram do Festival de Jazz de Newport. Ainda em 1975 fez sua primeira gravação ao lado de Tom Jobim, cantando na faixa Bôto, do LP Urubu.

Com Tom Jobim gravou dois discos, Miúcha e Antônio Carlos Jobim (1977) e Miúcha e Tom Jobim (1979), em que lançou alguns dos maiores sucessos de sua carreira: Maninha (composta pelo irmão Chico Buarque em homenagem a ela), Pela luz dos olhos teus (Vinicius), Vai levando (Chico Buarque e Caetano Veloso), Samba do avião, Falando de amor (ambas de Tom Jobim) e Dinheiro em penca (Tom Jobim e Cacaso), que serviria de inspiração para o irmão Chico criar a música Paratodos, título de seu disco em 1993.

Em 1977 participou do famoso show no Canecão ao lado de Vinicius, Toquinho e Tom, que rendeu um disco histórico. O espetáculo ficou em cartaz no Rio por quase um ano, seguindo depois para outras cidades na América do Sul e Europa.

Depois disso Miúcha manteve uma carreira bem-sucedida, gravando discos e excursionando com freqüência pelas Américas, Europa e Japão. Seu disco mais recente, Rosa amarela (1999), foi lançado primeiro no Japão, e inclui clássicos como Doce de coco (Jacob do Bandolim) e composições recentes, como Assentamento (Chico Buarque).

Fontes: Brasil Memórias; Wikipédia; CliqueMusic.

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Dalton Vogeler

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Dalton Vogeler (Dalton Vogeler Gomes), instrumentista e compositor, nasceu no Rio de Janeiro em 12/1/1926 e faleceu na mesma cidade em 8/12/2008. Iniciou-se na música com o avô, o maestro e compositor Henrique Vogeler, e como pai, o violinista e violista Carlos Vogeler Gomes. Estudou ainda com Romeu Malta, Davi Paiva e Antônio Leopardi.

Em 1946 organizou o Quinteto de Dalton, que começou atuando na Rádio Clube do Brasil e, em 1949, passou para a Rádio Tupi, onde ficou até 1950. A partir desse ano, atuou como saxofonista e contrabaixista em várias orquestras, entre as quais, a de Waldir Calmon, a de Djalma Ferreira e a de Steve Bernard. Como integrante do Conjunto de Waldir Azevedo excursionou pela América do Sul e América Central.

Estreou como compositor em 1959 com Balada triste (com Esdras Silva), inicialmente gravada por Ângela Maria (Copacabana) e depois por Agostinho dos Santos (RGE), que fez muto sucesso.

A partir de 1960 dedicou-se à producão de discos. Em 1963 começou a trabalhar na organização de caravanas de divulgação da música brasileira no exterior.

De 1964 a 1967 foi o primeiro secretário da Ordem dos Músicos do Brasil e, de 1970 a 1973, ensinou industrialização e comercialização da música, no Instituto Villa-Lobos.

Faleceu vítima de enfarte, com 82 anos, em 8 de dezembro 2008.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileria - Art Editora e publiFolha; G1 - Edição Rio de Janeiro - NOTÍCIAS.

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Louvação

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Louvação (canção, 1966) - Gilberto Gil e Torquato Neto

Vou fazer a louvação - louvação, louvação
Do que deve ser louvado - ser louvado, ser louvado
Meu povo, preste atenção - atenção, atenção
Repare se estou errado
Louvando o que bem merece
Deixo o que é ruim de lado

E louvo, pra começar
Da vida o que é bem maior
Louvo a esperança da gente
Na vida, pra ser melhor
Quem espera sempre alcança
Três vezes salve a esperança!

Louvo quem espera sabendo
Que pra melhor esperar
Procede bem quem não pára
De sempre mais trabalhar
Que só espera sentado
Quem se acha conformado

Vou fazendo a louvação - louvação, louvação
Do que deve ser louvado - ser louvado, ser louvado
Quem 'tiver me escutando - atenção, atenção
Que me escute com cuidado
Louvando o que bem merece
Deixo o que é ruim de lado

Louvo agora e louvo sempre
O que grande sempre é
Louvo a força do homem
E a beleza da mulher
Louvo a paz pra haver na terra
Louvo o amor que espanta a guerra

Louvo a amizade do amigo
Que comigo há de morrer
Louvo a vida merecida
De quem morre pra viver
Louvo a luta repetida
Da vida pra não morrer

Vou fazendo a louvação - louvação, louvação
Do que deve ser louvado - ser louvado, ser louvado
De todos peço atenção - atenção, atenção
Falo de peito lavado
Louvando o que bem merece
Deixo o que é ruim de lado

Louvo a casa onde se mora
De junto da companheira
Louvo o jardim que se planta
Pra ver crescer a roseira
Louvo a canção que se canta
Pra chamar a primavera

Louvo quem canta e não canta
Porque não sabe cantar
Mas que cantará na certa
Quando enfim se apresentar
O dia certo e preciso
De toda a gente cantar

E assim fiz a louvação - louvação, louvação
Do que vi pra ser louvado - ser louvado, ser louvado
Se me ouviram com atenção - atenção, atenção
Saberão se estive errado
Louvando o que bem merece
Deixando o ruim de lado

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Guarânia da saudade

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Guarânia da saudade (guarânia, 1966) - Luís Vieira

Esta saudade que é de ti me alucina
Me desespera esta saudade me tortura
Silenciosa, esta ausência tua me ensina
A ler no livro dessa solidão
Minha amargura

Quero que voltes
Como volta a primavera
e nos teus olhos
Tragas todos os encantos que são teus

Quando voltares, não digas nada
Vai entrando
Que te esperando
Estarão também
Todos os beijos meus

Não demores muito
Não demores nada
Venhas ligeirinho
Sejas camarada...

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Eu te agradeço

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Eu te agradeço (canção, 1966) - Sílvio César

Eu te agradeço
Pelos teus olhos
Por tuas mãos
Por tudo em ti.

Eu te agradeço
Porque nascestes
Da solidão
Em que vivi.

Eu te agradeço
Por tudo enfim
Porque exististes
E és assim

E se deixares
Que eu te ame
Eu te darei, tudo de mim...

E se deixares
Que eu te ame
Eu te darei, tudo de mim...

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Dia das rosas

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Dia das rosas (canção, 1966) - Luiz Bonfá e Maria Helena Toledo

Hoje é dia das rosas
Que enfeitam formosas
Amores se unindo
Num lindo jardim
Porque o berço da flor
Vem do encanto de nós
Que nascemos de nós
E vivemos de amor

Ah! que tristeza viver sem amor
Ah! que certeza do amor
Nossas mãos, mãos tao sozinhas
Não sabem o que querem
Porque nao procuram saber de você

Rogo em nome das flores
Irmãs dos jardins
Eu proclamo voce
A rainha de nós
E em todas as cores
Você foi capaz
De trazer pra essa gente
Um mundo de paz

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Devo tudo a você

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Devo tudo a você (rock, 1966) - Renato Barros

Se agora eu sinto a tristeza
Mais longe de mim
Se a alegria
No meu coração não tem mais fim
Já consigo até sonhar, e a vida
Quero mais viver
Tudo isso
Meu amor querida
Devo a você
Não tinha ninguém
Nem acreditava no amor
Ainda bem, você chegou
Feliz agora eu sou.

Se agora eu sinto a tristeza
Mais longe de mim
Se a alegria
No meu coração não tem mais fim
Já consigo até sonhar, e a vida
Quero mais viver
Tudo isso
Meu amor querida
Devo a você
Não tinha ninguém
Nem acreditava no amor
Ainda bem, você chegou
Feliz agora eu sou.

Não tinha ninguém
Nem acreditava no amor
Ainda bem, você chegou
Feliz agora eu sou.

Já consigo até sonhar, e a vida
Quero mais viver
Tudo isso
Meu amor querida
Devo a você....

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Torquato Neto

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Torquato Neto nasceu em Teresina, Piauí, em 1944. Mudou-se para Salvador, Bahia, aos 16 anos, onde conheceu Gilberto Gil , Caetano Veloso e foi assistente no filme Barravento, de Glauber Rocha.

Mudou-se mais tarde para o Rio de Janeiro. Conheceu os poetas Décio Pignatari e Augusto de Campos, o artista visual Hélio Oiticica e o cineasta Ivan Cardoso, com os quais colaboraria e manteria um diálogo crítico.

Torquato foi parte do grupo de artistas envolvidos com a Tropicália, assim como defendeu em seus artigos polêmicos outros movimentos atuantes na década de 60, como a Poesia Concreta e o Cinema Marginal, em especial o de Rogério Sganzerla, Júlio Bressane e Ivan Cardoso.

Um poeta desconhecido-muito-conhecido, através das letras de muitas canções famosas, os poemas de Torquato Neto seriam reunidos por Wally Salomão no volume "Os Últimos Dias de Paupéria", na década de 80. Em 2005, a Editora Rocco lançou os dois volumes de sua "Torquatália".

Torquato Neto cometeu suicídio aos 28 anos, no Rio de Janeiro, em 1972.

Fonte: modo de usar & co - Torquato Neto (1944 - 1972)

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Um par de alianças

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Trio Yrakitan

Um par de alianças (bolero, 1965) - Leonel Cruz e Gentil Gilberto

O tempo vai passar
E eu hei de esquecer você
Não quero aliança
Não quero lembrança
Para não sofrer.

O tempo vai passar
E eu hei de esquecer você
Não quero aliança
Não quero lembrança
Para não sofrer.

Eu não sei o que fazer
Com esse par de aliança
Ela vai casar com outro
Não vou guardar de lembrança
Vou vender por qualquer preço
A prova deste falso amor
Depois me confesso a Deus
A minha grande dor.

O tempo vai passar
E eu hei de esquecer você
Não quero aliança
Não quero lembrança,
Para não sofrer.

Eu bem sei que não devo
Desejá-la nesta hora
Ouço o sino alí tocando
E assim minh'alma chora
Tu casaste na igreja
Onde um dia confessou
Para sempre me amar
E que era meu, somente meu
O teu amor.

O tempo vai passar
E eu hei de esquecer você
Não quero aliança
Não quero lembrança
Para não sofrer....

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Terra de ninguém

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Terra de ninguém (canção, 1965) - Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle

Segue nessa marcha triste
Seu caminho aflito
Leva só saudade
E a injustiça que só lhe foi feita
Desde que nasceu
Pelo mundo inteiro
Que nada lhe deu

Anda, teu caminho é longo
Cheio de incerteza
Tudo é só pobreza
Tudo é só tristeza
Tudo é terra morta
Onde a terra é boa
O senhor é dono
Não deixa passar.

Para no final da tarde
Tomba já cansado
Cai um nordestino
Reza uma oração
Prá voltar um dia
E criar coragem
Prá poder lutar
Pelo que é seu.

Mas...
O dia vai chegar
Que o mundo vai saber
Não se vive sem se dar
Quem trabalha é que tem
Direito de viver
Pois a terra é de ninguém

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Sinfonia da mata

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Sinfonia da mata (samba-canção, 1965) - Adelino Moreira

Tenho a viola, que retiro da parede
Quando é noitinha, pra pontear
Tenho a gaiola, meu canário e uma rede
Sempre esticadinha, pra meu bem sonhar.

Quando a lua vem surgindo, cor de prata
Ilumina meu pedaço de torrão
Meu ranchinho, aqui no meio da mata
Não precisa, nem que acenda lampião.

Sinfonia do riacho e da cascata
Minha viola, completa a orquestração.

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Duerme negrito

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Mercedes Sosa - Alfredo Zitarrosa

Duerme negrito (domínio público recolhida pelo argentino Atahualpa Yupanqui)

Duerme, duerme, negrito
Que tu mama está en el campo, negrito
Duerme, duerme, mobila
Que tu mama está en el campo, mobila

Te va traer codornices
Para ti.
Te va a traer rica fruta
Para ti
Te va a traer carne de cerdo
Para ti.
Te va a traer muchas cosas
Para ti.

Y si el negro no se duerme
Viene el diablo blanco
Y zas le come la patita
Chacapumba, chacapumba, apumba, chacapumba.

Duerme, duerme, negrito
Que tu mama está en el campo,
Negrito

Trabajando
Trabajando duramente, (Trabajando sí)
Trabajando e va de luto, (Trabajando sí)
Trabajando e no le pagan, (Trabajando sí)
Trabajando e va tosiendo, (Trabajando sí)

Para el negrito, chiquitito
Para el negrito si
Trabajando sí, trabajando sí

Duerme, duerme, negrito
Que tu mama está en el campo
Negrito, negrito, negrito.

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A cabeça

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Nadinho da Ilha

A cabeça (samba) - Paulinho de Castro

Perdi na linha do trem,
A minha cabeça decepada
E compreendi, meu amor,
Que a minha cabeça não valia nada. (bis)

Minha cabeça gritava, rolava
Meu Deus, que horror
Desesperada ela gritava
Me chame o doutor

Ao lado um corpo morria de rir
Ninguém se mete
Por q está tudo legal
Esta cabeça é que sempre foi o meu mal.(bis)

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Canção do pescador

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Canção do pescador (canção) - Newton Mendonça

Lá onde a praia termina
mora um homem cansado da vida
queimado do sol...

E quando chega a tardinha
ele senta pertinho do mar
canta a triste canção:
bate onda na beira da praia
bate onda no meu coração
que foi moço e sonhou tantas vezes
e em noites de lua fez tanta canção.

Minha vida está perto do fim
tudo é triste, é triste pra mim
meus cabelos ja têm a cor do mar
quando é noite de lua eu não posso
sonhar

E quando o dia amanhece
o orvalho da noite a areia da praia
molhou
e quem passa por lá diz que a noite
chorou
pelo pescador.

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Nadinho da Ilha

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Nadinho da Ilha (Aguinaldo Caldeira), nascido em 11/06/34, é um homenzarrão de 1,90m de altura e um intérprete da linhagem dos cantores negros de voz encorpada, como Jamelão, Abílio Martins e Monsueto Menezes, com quem, aliás, já foi diversas vezes comparado, graças à impressionante semelhança física. Cantor e compositor, consegue brincar e usar sua voz, indo da nota mais alta a mais baixa com muita facilidade.

Iniciou na música muito cedo, sob influência familiar, já que seu tio, Nilo Chagas, foi integrante do famoso Trio de Ouro, ao lado de Herivelto Martins e Dalva de Oliveira. Criado no Morro do Borel, no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, Nadinho começou na música aos 12 anos, através do mítico compositor Geraldo Pereira, que o levou para tocar tamborim em seu programa de rádio. O contato com os sambas sincopados de Geraldo ajudou-o a desenvolver um apurado senso rítmico.

Ainda jovem, atuou como cantor no grupo de Heitor dos Prazeres, ao lado de nomes ilustres do samba como Mestre Marçal. Logo em seguida, ingressou na ala de compositores da Unidos da Tijuca. Antes de viver de música, Nadinho trabalhou também como soldador elétrico e serralheiro na White Martins.

Além do vozeirão intenso, Nadinho da Ilha teve outras qualidades que o tornaram um artista completo, como eloqüência, presença de palco marcante, elegância e suingue, além de uma maneira muito particular e bem humorada de interpretar o samba. Graças a estas várias performances, logo foi convidado para fazer trabalhos como ator e humorista no teatro e na televisão.

Nos anos 70, atuou no programa Buzina do Chacrinha. Como ator, esteve nos espetáculos teatrais “Deus lhe pague”, de Procópio Ferreira, e “Ópera do malandro”, de Chico Buarque. Na televisão, participou do programa “Tem criança no samba”, de Augusto Cesar Vannucci, com Chico Anísio e Agildo Ribeiro, e do humorístico “Balança mas não cai”. No cinema, atuou no filme “Loucuras cariocas”, de Carlos Imperial.

Em sua discografia, Nadinho da Ilha possui dez compactos e onze LPs gravados e diversas participações em discos e shows de bambas como Monarco, Beth Carvalho, Dona Ivone Lara, Delcio Carvalho, entre muitos outros. Em 1977, com produção do mago do violão afro João de Aquino, Nadinho grava a obra-prima “Cabeça feita”, elogiadíssimo trabalho relançado em CD em 2003, na série Odeon 100 anos de música no Brasil.

No carnaval, pôs sua voz num disco de samba enredo pela primeira vez em 1980, ao gravar o samba “Delmiro Gouveia”, pela sua escola do coração Unidos da Tijuca. Na avenida, o mesmo samba foi defendido por Neguinho da Beija-Flor e a escola se tornou campeã do Grupo 1B, conquistando o direito de desfilar pelo Grupo Especial no ano seguinte. Em 1984, também pelo Grupo 1B só que desta vez pela Lins Imperial, gravou o samba “Só vale quem tem dinheiro”.

Aos poucos, inexplicavelmente, Nadinho da Ilha foi se afastando da música e suas gravações tornam-se bissextas. Em 1999, com produção de Henrique Cazes, grava o CD “O Samba bem humorado de Nadinho da Ilha” (RGE), com arranjos de Paulão 7 Cordas e Henrique Cazes. No repertorio, clássicos e inéditos de Geraldo Pereira, Ismael Silva, e um samba feito especialmente para o disco por Aldir Blanc “Volante de contenção”. No mesmo ano, interpreta junto com a cantora Maria Carolina, a parte cantada no livro com CD “Mestre Pixinguinha para Crianças”, organizado por Carlos Alberto Rabaça e produzido por Henrique Cazes.

Em 2005, Nadinho da Ilha presta uma homenagem a seu mentor Geraldo Pereira ao lançar o CD “Meu amigo Geraldo Pereira”. Apesar de ter sofrido de problemas de saúde, o artista continua fazendo shows.

Fontes: samba-choro/artistas/Nadinho da Ilha;Nadinho da Ilha

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Rosa de ouro

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Rosa de ouro, (samba, 1965) - Elton Medeiros, Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho
    Cm              F7         Bb      Gm
Ela tem uma rosa de ouro nos cabelos
Cm F7 Bb Gm
E outras mais tão graciosas
Cm F7 Bb Gm
Ela tem outras rosas que são os meus desvelos
Cm F7 Bbº Bb Gm
E seu olhar faz de mim um cravo ciumento
Cm F7 Bb Gm
Em seu jardim de rosas


Cm F7 Bb Gm Cm F7
Rosa de ouro, que tesouro
Bb G7
Ter essa rosa plantada em meu peito
Cm F7 Bb Gm Cm
Rosa de ouro, que tesouro
F7 Bb Gm
Ter essa rosa plantada no fundo do peito


Cm F7 Bb Gm
Esta rosa de ouro que eu trago nos cabelos
Cm F7 Bb Gm
E outras mais tão graciosas
Cm F7 Bb Gm
Floresceu no lindo jardim dos meus desvelos
Cm F7 Bbº Bb Gm
Brotou em meu coração e cravos ciumentos
Cm F7 Bb Gm
Querem colher - o quê? - a rosa


Cm F7 Bb Gm Cm F7
Rosa de ouro, singela
Bb G7
Quero ofertar esta rosa tão bela
Cm F7 Bb Gm Cm
Rosa de ouro, singela
F7 Bb Gm
Quero ofertar a você esta rosa tão bela
Cm F7 Bb
Quero ofertar a você esta rosa tão bela

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Reza

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Reza (canção, 1965) - Edu Lobo e Rui Guerra

Introdução: Dm7 G7/13 Dm7 G7/13 Dm7 G7/13



Dm7 G7/13
Por amor andei já
Dm7 G7/13
Tanto chão e mar
Gm7 C7/9 D/F# Dm/F
Senhor, já nem sei


Dm7 G7/13
Se o amor não é mais
Dm7 G7/13
Bastante prá vencer
Gm7 C7/9
Eu já sei o que vou fazer
Dm/F F6
Meu Senhor uma oração
Bm7/b5 Bb7M Am7 Dm7 G7/13
Vou cantar para ver se vai valer



Dm7 G7/13 Dm7 G7/13
Laia, ladaia, sabatana, Ave Maria,
Dm7 G7/13 Dm7 G7/13
Laia, ladaia, sabatana, Ave Maria



Fm7 Bb7 Fm7 Bb7 Fm7 Bb7 Fm7 Bb7
Ó meu santo defensor traga o meu amor
Dm7 G7/13 Dm7 G7/13
Laia, ladaia, sabatana, Ave Maria,
Dm7 G7/13 Dm7 G7/13
Laia, ladaia, sabatana, Ave Maria



Fm7 Bb7 Fm7 Bb7 Fm7 Bb7 Fm7
Se é fraca a oração mil vezes cantarei
Dm7 G7/13 Dm7 G7/13
Laia, ladaia, sabatana, Ave Maria,
Dm7 G7/13 Dm7 G7/13
Laia, ladaia, sabatana, Ave Maria

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Rancho da Praça Onze

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Rancho da Praça Onze (marcha-rancho, 1965) - João Roberto Kelly e Chico Anísio

Esta, é a Praça Onze tão querida
Do carnaval a própria vida
Tudo é sempre carnaval
Vamos ver desta praça, a poesia
E sempre em tom de alegria
Fazê-la internacional.

A praça existe
Alegre ou triste
Em nossa imaginação
A praça é nossa
E como é nossa
No Rio quatrocentão.

Este é o meu rio boa praça
Tantas praças que ele tem
Vamos da Zona Norte à Zona Sul
Deixar a vida toda azul
Mostrar na vida o que faz bem
Praça Onze, Praça Onze !

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Os cinco bailes da história do Rio (samba-enredo, 1965) Silas de Oliveira, Bacalhau e Dona Ivone Lara

Lara...
Carnaval
Doce ilusão
Dê-me um pouco de magia
De perfume e fantasia
E também de sedução
Quero sentir nas asas do infinito
Minha imaginação
Eu e meu amigo orfeu
Sedentos de orgia e desvario
Cantaremos em sonho
Cinco bailes na história do rio
Quando a cidade completava vinte anos de existência
Nosso povo dançou
Em seguida era promovida a capital
A corte festejou
Iluminado estava o salão

Na noite da coroação
Ali
No esplendor da alegria
A burguesia
Fez sua aclamação
Vibrando de emoção
Que luxo, a riqueza
Imperou com imponência
A beleza fez presença
Condecorando a independência
Ao erguer a minha taça
Com euforia
Brindei aquela linda valsa
Já no amanhecer do dia
A suntuosidade me acenava
E alegremente sorria
Algo acontecia
Era o fim da monarquia

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joao penca

João Penca é um trio vocal e os Miquinhos são os músicos que acompanham o trio, de formação variada, um dos mais importantes na retomada do rockabilly, o rock-and-roll mais básico e dançante, anos de 1980, e também um dos pioneiros da renovação deste mesmo estilo com letras bem-humoradas e irreverentes.

O ggrupo formou-se em 1981 com Bob Gallo (Marcelo Ferreira Knudsen, Rio de Janeiro 1959-), Avelar Love (Luís Carlos de Avellar Júnior, Rio de Janeiro 1958-) e Leo Jaime, vocais, Selvagem Big Abreu (Sérgio Ricardo Abreu, Rio de Janeiro 1960-), violão e guitarra.

Participaram de dois LPs de Eduardo Dusek, Cantando no banheiro (Polygram, 1982) e Brega-chique (Polygram, 1984); o primeiro incluiu Rock da cachorra, de Leo Jaime, que se tornou um dos maiores sucessos de 1983.

Neste mesmo ano , o grupo gravou seu único disco, Os maiores sucessos de João Penca e seus Miquinhos Amestrados, pelo selo Ariola/Polygram, e Leo Jaime deixou o grupo para seguir carreira solo.

Outro sucesso do grupo foi Suga suga (1991), imcluída na novela Vamp, da TV Globo.

Fonte: Enciclopédia da Música Popular -Art Editora e PubliFolha.

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Leo Jaime

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Leo Jaime (Leonardo Jaime), cantor, nasceu em Goiânia (GO), em 23 de abril de 1960. Iniciou a carreira em 1981, cantando no irreverente conjunto carioca de rock João Penca e seus Miquinhos Amestrados.

Ainda com o conjunto, participou do LP Cantando no Banheiro, de Eduardo Dusek, cujo maior sucesso foi sua composição Rock da cachorra. Foi ele, que indicou um rapaz de classe média carioca chamado Cazuza ao Barão Vermelho.

No ano de 1983 deixou o grupo para seguir carreira solo. No ano seguinte, assinou com a CBS e lançou seu primeiro LP Phodas C, cujo produtor foi o português Johnny Galvão. Duas faixas do disco foram censuradas: Ora bolas e Sônia, esta última versão de Léo para Sunny, sucesso de Chris Montez.

No ano de 1985 gravou o LP Sessão da Tarde, do qual se destacou o sucesso A fórmula do amor. Outro destaque foi a faixa Solange, versão para So lonely, do grupo pop inglês The Police. A canção era dedicada à censora Solange Hernandez, que havia cortado canções de seu disco anterior.

Participou também do disco de estréia do Ultraje a Rigor, Nós vamos invadir a sua praia e ainda em 1985, trabalhou nos filmes "Rock estrela", de Leal Rodrigues, e "Sete Vampiras", de Ivan Cardoso, atuando em ambos como ator e participando das trilhas sonoras. No ano seguinte lançou, também pela CBS, o disco Vida difícil.

Em 1988 lança o álbum Direto do meu coração pro seu, que incluia a canção tema da novela Bambolê da Globo, Conquistador barato, um dos seus maiores hits. Nesse mesmo ano participa atuando na novela Bebê a bordo da Rede Globo.

Passa anos sem gravar novo disco, por conta da gravadora Warner que também não o liberava. A pendenga termina em 1995 com a gravação do disco Todo Amor, do qual se destacou a faixa Preciso dizer que te amo.

Em 2001, como ator, fez parte do elenco do musical "Victor ou Victória", ao lado de Marília Pera, permanecendo em cartaz até o ano de 2002.

No ano de 2005 lançou o CD Rock Estrela, no qual incluiu Rock estrela, Gatinha manhosa (Roberto e Erasmo), Preciso dizer que te amo (Dá, Bebel Gilberto e Cazuza), Marcianita (tema da novela Começar de Novo, da Rede Globo), a versão Sônia e A lua e eu (Cassiano e Paulo Zdan).

Neste mesmo ano, ao lado de Ritche, Paulo Ricardo, Kid Vinil e Leoni, apresentou o show "Geração 80", no Claro Hall, no Rio de Janeiro. O show também passou por Fortaleza, Rio Branco e São Paulo, onde lotou o DirecTV Hall, seguindo até o ano de 2007.

Fonte: Léo Jaime - Biografias - Scalla FM 96,5

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Índio do Cavaquinho

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Índio do Cavaquinho (Edinaldo Vieira Lima), instrumentista, nasceu na cidade de Mata Grande, Alagoas, no dia 20 de junho de 1924. Aos oito anos de idade ganhou um cavaquinho de seu pai e iniciou os estudos como autodidata. Na sua adolescência atuou profissionalmente como músico de banda e integrante de grupos vocais.

Em 1945, Índio se mudou para o Rio de Janeiro, onde foi apresentado a grandes figuras da música brasileira como Orlando Silva, Synval Silva, Geraldo Pereira, Ciro Monteiro, Ataulfo Alves e outros.

Trabalhou durante um ano no regional de Cesar Moreno até constituir seu próprio conjunto que contava com Arthur Duarte (violão de 7 cordas), Lincoln (violão) e Luna (pandeiro). Com este regional atuou em várias estações de rádio e gravou seu primeiro disco no selo ''Star'', em 1950.

Em 1952, convidado por Dante Santoro, ingressou na Rádio Nacional onde permaneceu até 1974. Em 1954, foi contratado pela Columbia onde gravou oito discos 78 rpm. Em 1955 gravou dois Lps na Polidor e um no selo Albatroz.

Faleceu em 13 de maio de 2003.

Fontes: samba-choro/Noticias/arquivo; Acari Records

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Esterzinha de Souza

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Esterzinha de Souza (Maria de Souza Pereira), cantora, nasceu em 29/1/1930, em São Paulo, SP. No dia 26 de janeiro de 1950 ganhou um concurso no programa de calouros, produzido por Rebello Júnior e apresentado por Aloísio Silva Araújo, na Rádio Bandeirantes. Foi contratada por seis meses na emissora.

No mesmo ano os dois saíram da Bandeirantes e a levaram para a Rádio Cultura, onde fez parte da equipe de programas criados por eles. Permaneceu na emissora até 1952. Nesse meio tempo, no dia 30 de julho de l950, entrou na Boate Excelsior, como crooner da orquestra de Raul de Barros, onde conheceu o então pianista Cyro Pereira, por quem se apaixonou e com quem está casada há 48 anos.

No dia 1º de abril de 1952, foi contratada pela Rádio Record, permanecendo até 1961 e onde participava dos melhores programas, como: “Só para Mulheres”; “O clube abre as Cinco”; “O maestro veste a música”, produzido por Almirante, o maior nome do rádio da época. Participava ainda de “Dorival Caymi Show”; “A história das Malocas”, tendo gravado um LP com o mesmo nome.

Na Record teve um programa exclusivamente seu, e cantou com as grandes orquestras da época , com os maestros: Gabriel Migliori, Hervé Cordovil, Zico Mazagão , Luís César, Cyro Pereira. Foi premiada várias vezes, como “A melhor cantora da semana”. Além dos troféus: "Gente que brilha”, e outros.

Na Companhia Cinematográfica Vera Cruz dublou vários filmes: “O Cangaceiro”; “A Morte Comanda o Cangaço”e todos os filmes de Mazzaroppi. Cantou num filme pela Record, de nome: “Carnaval em Lá Maior”.

Gravou vários 78 rotações, com músicas de carnaval e dois LPs. Viajou por todo o Brasil fazendo shows, e cantou ao lado dos maiores cantores do país. De temperamento meigo e delicado, Esterzinha de Souza sempre foi muito querida por todos os seus colegas.

Fonte: netsaber - Biografia de Esterzinha de Souza; Dicionário Cravo Albin da MPB.

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Canário e Passarinho

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A dupla sertaneja Canário e Passarinho era formada pelos irmãos Antônio Bérgamo, o Canário (Altinópolis SP 1934-) e Pedro Bérgamo, o Passarinho (Altinópolis SP 1936-). Trabalharam inicialmente na lavoura, cantando em festas na escola.

Em 1959, com o nome de Canário e Canarinho, participaram das eliminatórias do segundo torneio Roda de Violeiros, na Rádio Clube de Orlândia SP, obtendo sucesso.

Viajaram depois para São Paulo - onde Canarinho adotou o nome de Passarinho -, começando a trabalhar como faxineiros de hotel, participando em seguida do prograama Alvorada Cabocla, de Nhô Zé, na Rádio Nacional.

Em 1961, a dupla foi aprovada num teste da Chantecler, gravando seu primeiro disco, Adeus (Aparecido Ferreira e Canário) e Romaria trágica (Anacleto Rosas Júnior).

Dois anos depois, a dupla gravou seu primeiro LP na Continental, destacando-se Gaiola de ouro (da dupla) e Eu, ela e o garçom (José Ferreira e Canário).

Em 1967, o LP Cantando para o Brasil (Chantecler) trouxe Folclore brasileiro, Filho de Maria e Vida de artista, entre outras. No ano seguinte, o LP Caneta de ouro (Chantecler), incluiu Mulher do Juca e Dois italianos.

O LP de 1970 foi Canário e Passarinho, prá frente (Chantecler), com Herói vencido e Vá embora tristeza. Em 1981 veio o LP Arapuca (Chantecler), com Moreninha do Paraná e Não amo ninguém.

Já gravaram 8 discos 78 rpm, 9 compactos duplos, 39 LPs e 2 CDs de relançamentos, além de participações em LPs e CDs mistos. Por um período, gravavam seus programas, em estúdio próprio e enviavam para rádios de diferentes pontos do País.

A dupla, que se consolidou como um dos grandes nomes da música sertaneja "de raiz", se mantém até hoje, mas apenas para eventos especiais.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e publiFolha.

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Francisco Mignone

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Francisco Mignone, maestro e instrumentista, nasceu em São Paulo, em 3 de setembro de 1897. Filho do flautista italiano Alferio Mignone, professor de música e integrante da Orquestra do Teatro Municipal, iniciou com ele seus estudos musicais.

Aos dez anos começou a estudar piano com Sílvio Motto. Nesta época, usando o codinome Chico Bororó, já era um conhecido seresteiro, compondo e tocando em rodas de choro nas esquinas dos bairros paulistas do Brás, Bexiga, Barrafunda.

A partir dos 13 anos começou a tocar em bailes e festas particulares como pianista condutor de pequenas orquestras.

Em 1913, matriculou-se nas aulas de piano, flauta e composição do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. Neste mesmo ano foi premiado em concurso de composição com a valsa Manon e o tango Não se impressione. No ano seguinte obteve nova premiação com o Romance em lá maior. No Conservatório conheceu Mário de Andrade, seu colega de estudos musicais e futuro parceiro.

Logo após sua formatura, em 1917, Mignone apresentou duas peças musicais que já demonstravam seu interesse por temas nacionais: a Suíte Campestre e o poema sinfônico Caramuru. O sucesso da apresentação lhe rendeu uma bolsa de estudos na Europa, oferecida pelo governo paulista.

Depois de muito refletir, decidiu ir para Milão, referência mundial para os músicos na época. Sob a orientação de Vicenzo Ferroni, escreveu sua primeira ópera, O contratador de diamantes, baseada na obra de Afonso Arinos. Congada, peça orquestral desta ópera, foi regida em primeira audição por Richard Strauss e executada pela Orquestra Filarmônica de Viena, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1923.

O sucesso de sua primeira ópera o incentivou a escrever L'Innocente, composta sobre libreto italiano e regida por Emil Cooper no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Entre 1927 e 1928 viajou pela Espanha, onde compôs canções como Las Mujeres son las Moscas, El Clavellito en tus Lindos Cabellos e Porque Lloras, Morenita?.

Em 1929, voltando definitivamente ao Brasil, compôs a 1a. Fantasia Brasileira para piano e orquestra. Em 1933, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde, no ano seguinte, assumiu a cadeira de regência do Instituto Nacional de Música. Ministrou aulas durante 35 anos na atual Escola de Música, onde deu aulas para Eleazar de Carvalho, Henrique Morelenbaun e Mário Tavares.

Neste período, compôs uma de suas melhores obras a primeira do ciclo negro Maracatu de Chico Rei, um bailado afro-brasileiro inspirado em episódios da construção, por negros libertos, da Igreja de Nossa Senhora do Rosário em Vila Rica.

"A verdadeira e melhor expressão musical de Mignone reside na orquestra.Nesse campo, nenhum brasileiro lhe pode ser comparado." (Mário de Andrade).

Os bailados Maracatu e Leilão, e os poemas negros Batucajé e Babalorixá integram o ciclo de músicas com acento afro-brasileiro que Mário de Andrade chamava de "fase negra".

Em 1939 compôs Quadros Amazônicos, obra que causou muita polêmica, sendo o quadro Iara censurado no governo de Getúlio Vargas.

Neste mesmo inspirado ano iniciou outra de suas melhores composições, a suíte sinfônica Festa das Igrejas, com sugestão inicial de Mário de Andrade, que, segundo Vasco Mariz, "representa certamente o clímax da criação musical de Francisco Mignone, não somente pela riqueza e pureza de inspiração como também pela qualidade dos recursos musicais ali empregados, confirmando sua reputação de compositor e instrumentador".

Considerado o "rei da valsa" por Manuel Bandeira , Mignone compôs muitas obras para piano solo, destacando-se os Seis Prelúdios, as Lendas Sertanejas, as 12 Valsas-Choro, as 12 Valsas Brasileiras e as famosas 12 Valsas de Esquina. Gostava muito de compor valsas, sendo que várias delas foram gravadas com sua esposa, Maria Josephina, que até hoje divulga sua obra. Para piano e orquestra compôs as Fantasias Brasileiras e o Concerto.

Mignone compôs várias canções com base em poemas de autores brasileiros consagrados, como No meio do caminho, de Carlos Drummond de Andrade e A estrela, Anjo da Guarda, Berimbau, Solar do Desamado, Pousa a mão na minha testa, em parceria com Manuel Bandeira,

Com Mário de Andrade, amigo desde a adolescência, criou obras de cunho social, como O Café e Sinfonia do Trabalho, além de musicar, após a morte do escritor, seus poemas Rudá, Rudá e Cantiga do ai.

Mignone musicou também a Coleção Poema das Cinco Canções, de Mário Quintana, e o Pequeno Oratório de Santa Clara, de Cecília Meireles.

A pintura de Cândido Portinari exerceu grande fascínio sobre Mignone, que inspirou-se em sua obra O espantalho para compor uma canção.

Mignone incursionou também pelo cinema, escrevendo músicas para os filmes Menina-moça e Caiçara de Alberto Cavalcanti, e Sob o céu da Bahia, de Remani.

Faleceu a 18 de fevereiro de 1986.

Fontes: Viva Brazil - Francisco Mignone; CDMS.

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Artur Castro Budd

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Artur Castro Budd (circa 1880 Salvador, BA - circa 1930 Rio de Janeiro, RJ), cantor, era filho de um dentista inglês que se casou com uma moça da família Castro Cafezeiro. Tinha uma irmã também cantora, que parece não ter deixado qualquer registro fonográfico.

Apresentava-se ao público como Artur Castro e também como Artur Budd. Fez carreira no teatro musicado e gravou discos na Columbia americana (A concha e a virgem), e na Phoenix (Adeus que te parto, Rasga o coração); em discos Gaúcho de Porto Alegre gravou as modinhas Lembra-te ó virgem , Despedida do tropeiro, Na casa branca da serra, Ao luar, Flor do céu, Mulher celeste, Findou-se tudo , a barcarola Gondoleiro do amor, o fado Lágrimas de mãe e a cançoneta Terra amada.

Por volta de 1913, junto a outros artistas, dentre os quais Josué de Barros, foi convidado pelo dançarino-empresário Duque para apresentar-se no cabaré que este pretendia abrir em Paris. A idéia não foi à frente, mas estimulados por Duque, Artur e Josué resolvem tentar a sorte na Europa.

Não tendo conseguido contrato em Paris, seguiram para Lisboa , onde se apresentaram com sucesso. Na ocasião, foram convidados a gravar para a fábrica alemã Bekka, viajando para Berlim, onde fizeram 140 discos de música brasileira, que viriam a ser as primeiras gravações feitas por artistas brasileiros na Europa.

Voltou ao Brasil por volta de 1915. Entre os anos de 1926-1927, fez gravações para a Odeon registrando a modinha A ceguinha e o maxixe Cristo nasceu na Bahia, entre outros.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB

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