terça-feira, março 10, 2009

Bloco de Sujo



Os compositores Luiz Reis e Luís Antônio são os autores do samba “Bloco de Sujo”, cuja letra expressa as manifestações populares típicas do carnaval de rua, onde o improviso e a desorganização são a tônica: o grupo de foliões com fantasias improvisadas, ou mesmo de roupa comum, reúnem-se ao som de instrumentos também improvisados e desfilam pelas ruas da cidade, cantando e dançando.

 Alguns blocos de sujo satirizam a política nacional com faixas e cartazes, sempre em tom de ironia e deboche, com a marca do humor brasileiro.

As Gatas gravaram esse samba, em 1969, após terem vencido o Concurso de Músicas de Carnaval, no ano anterior, na TV Tupi, promovido pelo Conselho Superior de MPB do Museu da Imagem e do Som.

Bloco de Sujo (samba/carnaval, 1969) - Luiz Reis e Luís Antônio - Intérprete: As Gatas

Olha o bloco de sujo / Que não tem fantasia
Mas que traz alegria / Para o povo sambar
Olha o bloco de sujo / Vai batendo na lata
Alegria barata / Carnaval é pular.

Olha o bloco de sujo / Que não tem fantasia
Mas que traz alegria / Para o povo sambar
Olha o bloco de sujo / Vai batendo na lata
Alegria barata / Carnaval é pular.

Plác, plac, plac / Bate a lata
Plac, plac, plac / Bate a lata
Plac, plac, plac / Se não tem tamborim!
 

Plac, plac, plac / Bate a lata
Plac, plac, plac / Bate a lata
Plac, plac, plac / Carnaval é assim!


 

Bahia de todos os deuses



Carnaval 1969: Salgueiro desfilando
"Bahia de todos os deuses" foi o samba-enredo que deu o título do Carnaval do Rio de Janeiro para o Salgueiro no ano de 1969. Seus compositores foram Bala e Manuel Rosa. Foi reeditado pela Tradição em 2006 e mais tarde seria reeditado pela Viradouro em 2009, mas pelo fato do regulamento daquele ano proibir as reedições, não pode ser apresentado. Foi interpretado originalmente pelos cantores Jair Rodrigues e Elza Soares.

Bahia de todos os deuses (samba-enredo/carnaval, 1969 ) - Bala e Manoel Rosa

Bahia, os meus olhos estão brilhando,
Meu coração palpitando
De tanta felicidade.
És a rainha da beleza universal,
Minha querida Bahia,
Muito antes do Império
Foste a primeira capital.

Preto Velho Benedito já dizia
Felicidade também mora na Bahia,
Tua história, tua glória
Teu nome é tradição,
Bahia do velho mercado
Subida da Conceição.
És tão rica em minerais,
Tens cacau, tens carnaúba,
Famoso jacarandá,
Terra abençoada pelos deuses,
E o petróleo a jorrar

Nega baiana,
Tabuleiro de quindim,
Todo dia ela está
Na igreja do Bonfim, oi
Na ladeira tem, tem capoeira,
Zum, zum, zum,
Zum, zum, zum,
Capoeira mata um ! 


Avenida iluminada



Newton Teixeira
Avenida iluminada (marcha-rancho, 1969) - Newton Teixeira e Brasinha

Eu vinha pela madrugada,
Pela avenida toda iluminada,
Amanhã, os ranchos vão passar,
E o meu amor, vai desfilar,
Já vejo o meu amor sorrindo,
Ganhando aplausos, da multidão,
Sem saber que estão rolando,
As lágrimas, do meu coração,
Sem saber que estão rolando,
As lágrimas, do meu coração.

Eu vinha pela madrugada,
Pela avenida toda iluminada,
Amanhã, os ranchos vão passar,
E o meu amor, vai desfilar,
Já vejo o meu amor sorrindo,
Ganhando aplausos, da multidão,
Sem saber que estão rolando,
As lágrimas, do meu coração,
Sem saber que estão rolando,
As lágrimas, do meu coração....


Voltei



Osvaldo Nunes
Voltei (samba/carnaval, 1968) - Osvaldo Nunes, Denis Lobo e Celso de Castro

Voltei,
Aqui é meu lugar,
Minha emoção é grande,
A saudade era maior,
E voltei pra ficar.

Voltei,
Aqui é meu lugar,
Minha emoção é grande,
A saudade era maior,
E voltei pra ficar.

Meu bem,
Como dói a solidão,
Senti falta do teu beijo,
Quase morro de desejo,
Fiz até esta canção,
Ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô.

Meu bem,
Como dói a solidão,
Senti falta do teu beijo,
Quase morro de desejo,
Fiz até esta canção,
Ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô....


Tempos idos




Carlos Cachaça
Tempos idos (samba, 1968) - Cartola e Carlos Cachaça

Tempos idos, nunca esquecidos
Trazem saudades ao recordar
É com tristeza que relembro
Coisas remotas que não vem mais
Uma escola na Praça Onze
Testemunha ocular
E perto dela uma balança
Onde os malandros iam sambar

Depois aos poucos o nosso samba
Sem sentirmos se aprimorou
Pelos salões da sociedade
Sem cerimônia ele entrou
Já não pertence mais à praça
Já não é samba de terreiro
Vitorioso, ele partiu para o estrangeiro.

E muito bem representado por inspiração
De geniais artistas
O nosso samba, humilde samba
Foi de conquistas em conquistas
Conseguiu penetrar no Municipal
Depois de percorrer todo o universo
Com a mesma roupagem que saiu daqui
Exibiu-se pra Duquesa de Kent
No Itamaratí.