quinta-feira, abril 16, 2009

É de lei




É de lei (1970) - Baden Powell e Paulo César Pinheiro - Interpretação: Os Cantores da Lapinha

É de lei, é de lei
E dentro da roda fiquei
É de lei, é de lei
Amarraram o filho, então sou rei

Quem vacilou tem
Tem, tem que dançar
Você vacilou
Eu tô vendo o barco afundar
Adeus, adeus
Vai que já voltei

É de lei, é de lei
E dentro da roda fiquei
É de lei, é de lei
Amarraram o filho, então sou rei

Palavra de rei
Não pode faltar
Galo me avisou
Quem ajoelhou vai rezar
Cai, deitei
Mas me levantei
Toma lá o teu e dá cá o meu que é de lei

É de lei, é de lei
E dentro da roda fiquei
É de lei, é de lei
Amarraram o filho, então sou rei

Não deixa cair
A colher de cal
Tempo que foi bom
Vai virar um bom temporal
Você jogou
Mas também joguei
Toma lá o teu e dá cá o meu que é de lei

É de lei, é de lei
E dentro da roda fiquei
É de lei, é de lei
Amarraram o filho, então sou rei

Procurei demais
Mas foi tudo em vão
Então resolvi cancelar a procuração
Não vai chiar
Pois eu não chiei
Toma lá o teu e dá cá o meu que é de lei

É de lei, é de lei
E dentro da roda fiquei
É de lei, é de lei
Amarraram o filho, então sou rei



Cento e vinte, 150, 200 kms p/hora



Cento e vinte, 150, 200 kms p/hora (1970) - Roberto Carlos e Erasmo Carlos

As coisas estão passando mais depressa
O ponteiro marca 120
O tempo diminui
As árvores passam como vultos
A vida passa, o tempo passa
Estou a 130
As imagens se confundem
Estou fugindo de mim mesmo
Fugindo do passado, do meu mundo assombrado
De tristeza, de incerteza
Estou a 140
Fugindo de você
Eu vou voando pela vida sem querer chegar
Nada vai mudar meu rumo nem me fazer voltar
Vivo, fugindo, sem destino algum
Sigo caminhos que me levam a lugar nenhum

O ponteiro marca 150
Tudo passa ainda mais depressa
O amor, a felicidade
O vento afasta uma lágrima
Que começa a rolar no meu rosto
Estou a 160
Vou acender os faróis, já é noite
Agora são as luzes que passam por mim
Sinto um vazio imenso
Estou só na escuridão
A 180
Estou fugindo de você

Eu vou sem saber pra onde nem quando vou parar
Não, não deixo marcas no caminho pra não saber voltar
Às vezes sinto que o mundo se esqueceu de mim
Não, não sei por quanto tempo ainda eu vou viver assim

O ponteiro agora marca 190
Por um momento tive a sensação
De ver você a meu lado
O banco está vazio
Estou só a 200 por hora
Vou parar de pensar em você
Pra prestar atenção na estrada

Vou sem saber pra onde nem quando vou parar
Não, não deixo marcas no caminho pra não saber voltar
Às vezes, às vezes sinto que o mundo se esqueceu de mim
Não, não sei por quanto tempo ainda eu vou viver assim

Eu vou, vou voando pela vida
Sem querer chegar



Assim na terra como no céu



Assim na terra como no céu (1970) - Roberto Menescal e Paulinho Tapajós - Intérprete: Maysa

Num dia igual
A qualquer um
Eu despertei de dentro enfim
Se fez manhã
No meu viver
Se fez igual
A terra e o céu
Amanheceu onde eu segui
Me despedi
Dos rumos onde eu andei
E eu quis ser mais
Bem mais que eu sou
Janela aberta
Os meus sonhos libertei 


Socorro, nosso amor está morrendo



Socorro, nosso amor está morrendo (1969) - Fábio - Intérprete: Wanderley Cardoso

Estou vendo nosso amor
Chegar ao fim
Estou vendo, mas não quero acreditar
Estou vendo nossos sonhos
Se apagando
Pouco a pouco vão sumindo
No silêncio de nós dois.

Socorro nosso amor está morrendo ] bis

Esse amor que é tão grande
Que eu te dei na primavera
Padeceu de longa espera
Vai morrer nesta canção.
E então me desespero
Grito e o mundo não responde
Pois é tarde, muito tarde
Nosso amor está morrendo.

Socorro nosso amor está morrendo ] bis


Sentinela



Sentinela (1969) - Milton Nascimento e Fernando Brant

Tom: C
  

Intro: (Em Em/D)

(Em Em/D)           Bm
Morte, vela, sentinela sou
          C          G/B            Am
Do corpo desse meu irmão que já se vai
        Am                      Bm
Revejo nessa hora tudo o que ocorreu
              Em
Memória não morrerá
(Em Em/D)           Bm
Vulto negro em meu rumo vem
          C         G/B           F7+
Mostrar a sua dor plantada nesse chão
                     Am             Bm
Seu rosto brilha em reza, brilha em faca e flor
           Em
Histórias vem me contar
Am                  Bm
Longe, longe, ouço essa voz
             Em
Que o tempo não vai levar
Ebm7/9                  C/D
Precisa gritar sua força ê irmão
Bb/C
Sobreviver, a morte inda não vai chegar
                       Bbm7
Se a gente na hora de unir os caminhos num só
                   Am7
Não fugir nem se desviar
Ebm7/9                 C/D
Precisa amar sua amiga ê irmão
Bb/C
E relembrar que o mundo só vai se curvar
                                    Bbm7 
Quando o amor que em seu corpo já nasceu
                                       (Em Am Cm Dm Am Cm Dm)
Liberdade buscar na mulher que você encontar
C#m7/9
Morte, vela, sentinela sou
    A7+                      F#m7
Do corpo desse meu irmão que já se foi
                              G#m7
Revejo nessa hora tudo que aprendi
  B/C#
Memória não morrerá
 F#m7               G#m7
Longe, longe, ouço essa voz
             B/C#
Que o tempo não vai levar
 
 

Não vou ficar



Não vou ficar (1969) - Tim Maia - Intérprete: Roberto Carlos

Há muito tempo eu vivi calado, mas agora resolvi falar
Chegou a hora, tem que ser agora,
com você não posso mais ficar
Não vou ficar, não
Não posso mais ficar, não, não, não

Toda verdade deve ser falada
e não vale nada se enganar
Não tem mais jeito tudo está desfeito
e com você não posso mais ficar
Não vou ficar, não
Não posso mais ficar, não, não, não

Pensando bem
Não vale a pena
Ficar tentando em vão
O nosso amor não tem mais condição, não

Por isso resolvi agora
te deixar de fora do meu coração
Com você não dá mais certo
e ficar sozinho é minha solução
É solução, sim
Não tem mais condição, não, não, não


Mustang cor de sangue



Mustang cor de sangue (1969) - Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle

Intr.: C / Eb / Ab / G / C / Eb / Ab / G /
C / Eb / Ab / G / C / Eb / Ab / G /
C / Eb / Ab / G / C / Eb / Ab / G /

C7M(9)       Am7(9)     Dm7(9) G7(4/9/13)G7(9/13) C7M(9)
A questão    social     in------dus------trial
F7M(9)         Bm7(9)  /       E7(4/9)   E7(b9)   Am7
Não permi-----te, não quer     Que eu         ande     a pé
D7(9)          Dm7  / G7(9)    C    /  Eb / Ab / G /
Na vitri---ne um Mustang   cor   de sangue

C7M(9)      Am7(9)      Dm7(9)  G7(4/9/13) G7(9/13) C7M(9)
Tenho um no----vo ideal     se--------xu--------al
F7M(9)     Bm7(9)  /   E7(4/9)    E7(b9)  Am7
Abando----no a mulher   Vir-------gem no      altar
D7(9)   Dm7   G7(9)    C   Eb Ab  G4  G  C(add9)
Amo em ferro e sangue um  Mustang     Cor de san----gue

D/C           G/B        C/Bb                F/A / /
No farol vejo seu olhar Minha mão  toca a direção
Fm/Ab              C/G / Am7 /
No painel   eu vejo seu amor
D7(4/9)       D7(9)           G7(4/9) / / G7(9)
E  o meu cor----po inva--de o interior               Hum...

C7M(9)       Am7(9)     Dm7(9)  G7(4/9/13)  G7(9/13) C7M(9)
A questão  social   in----------dus------trial
F7M(9)       Bm7(9) /  E7(4/9)   E7(b9)  Am7
Não permi----te que eu      Se-------ja fi------el
D7(9)          Dm7  / G7(9)    C    /  Eb / Ab / G /
Na vitri---ne um Corcel    cor   de mel

C / Eb / Ab / G / C / Eb / Ab / G / C / Eb / Ab / G
/ C / Eb / Ab / G / C7M / Am7 / Dm7 / G7 / C7M / F7M
/ Bm7 / E7 / Am7 / D7(9) / Dm7 / G7 /
C / Eb / Ab / G / C / /

D/C           G/B        C/Bb                F/A / /
No farol vejo seu olhar Minha mão  toca a direção
Fm/Ab              C/G / Am7 /
No painel   eu vejo seu amor
D7(4/9)    D7(9)         G7(4/9) / G7(9)   /   /
E o meu cor---po inva---de o interior               Hum...

C7M(9)       Am7(9)   Dm7(9) G7(4/9/13)  G7(9/13)   C7M(9)
A questão  social  in-------dus------trial
F7M(9)       Bm7(9) /  E7(4/9)   E7(b9)  Am7
Não permi----te que eu      Se-------ja fi------el
D7(9)    Dm7   G7(9) C     Eb  Ab G4 G  C  Eb Ab G4  G  C
Na vitrine um Corcel  cor  de mel    Meu Corcel    cor de mel
Eb / Ab / G4  G  C  / Eb / Ab / G / C Eb Ab G C  Eb Ab G  C
Meu Corcel
 
 

Meia-volta (Ana Cristina)



Antonio Adolfo
Meia-volta (Ana Cristina) (1969) - Antônio Adolfo e Tibério Gaspar

Pelo olhar de Ana Cristina
já passaram tantas dores
que seus olhos de menina
já nem sonham mais
Mas seu jeito de tristinha
pode logo se acabar
se souber dar meia-volta
pra tristeza terminar

Vira, volta, vira a vida,
pelas voltas da alegria
E quem sabe Ana Cristina
pode então cantar

la la la la la la

Só quem der a meia-volta,
volta e meia vai canta

la la la la la la...

Mas seu jeito de tristinha
pode logo se acabar
se souber dar meia-volta
pra tristeza terminar

Vira, volta, vira a vida,
pelas voltas da alegria
E quem sabe Ana Cristina
pode então cantar

la la la la la la

Só quem der a meia-volta,
volta e meia vai canta

la la la la la la...


Juliana



Antonio Adolfo
Juliana (1969) - Antônio Adolfo e Tibério Gaspar - Interpretação: A Brazuca

Num fim de tarde, meio de dezembro
Ainda me lembro e posso até contar
O sol caia dentro do horizonte
Juliana viu o amor chegar

A lua nova perto da ribeira
Trançava esteiras sobre os araças
Entrando em relva seu corpo moreno
Juliana viu o amor chegar

Botão de rosa perfumosa e linda
tão menina ainda a desabrochar
Pelos canteiros do amor primeiro
foi chegada a hora do seu despertar

E a poesia então fez moradia
na roseira vida que se abria em par
Entre suspiros junto à ribeira
Juliana viu o amor chegar

E Juliana então se fez mulher
E Juliana viu o amor chegar

Botão de rosa perfumosa e linda
tão menina ainda a desabrochar
Pelos canteiros do amor primeiro
foi chegada a hora do seu despertar

E a poesia então fez moradia
na roseira vida que se abria em par
Entre suspiros junto à ribeira
Juliana viu o amor chegar

E Juliana então se fez mulher
E Juliana viu o amor chegar
E Juliana então se fez mulher
E Juliana viu o amor chegar


Iaiá do Cais Dourado



Iaiá do Cais Dourado (samba-enredo/carnaval, 1969) - Martinho da Vila e Rodolfo de Souza

No cais dourado da velha Bahia
Onde estava o capoeira
A Iaiá também se via
Juntos na feira ou na romaria
No banho de cachoeira
E também na pescaria

Dançavam juntos
Em todo fandango e festinha
E no reisado
Contra mestre e pastorinha

Cantavam, iaiaralaiá, iaiá
Nas festas do alto do Cantuá
Mas loucamente

A Iaiá do cais dourado trocou seu amor
Ardente por um moço requintado
E foi-se embora
Passear de barco à vela
Desfilando em carruagem
Já não era mais aquela

E o capoeira
Que era valente chorou

Até que um dia a mulata
Lá no cais apareceu
Ao ver o seu capoeira
Pra ele logo correu

Pediu guarida
Mas o capoeira não deu
Desesperada
Caiu no mundo a vagar
E o capoeira
Caiu no mundo a vagar
Ficou com o seu povo a cantar...
Laiá, iaiá, iaiá iaiá
Laiá, iaiá, iaiá iaiá 


Casaco marrom



Casaco Marrom (1969) - Renato Correa, Danilo Caymmi e G. Guarabyra - Intérprete: Evinha

Eu vou voltar aos velhos tempos de mim
Vestir de novo o meu casaco marrom
Tomar a mão da alegria e sair
Bye bye, Cecy "nous allons"
Copacabana está dizendo que sim
Botou a brisa à minha disposição
A bomba "H" quer explodir no jardim
Matar a flor em botão
Eu digo que não
Olhando a menina
De meia estação
Alô coração,
Alô coração, alô coração
Eu vou voltar aos velhos tempos de mim
Vestir de novo o meu casaco marrom


Zé Fortuna

Zé Fortuna (José Fortuna), compositor e cantor, (Itápolis SP ?/1923-São Paulo SP 10/11/1993), compôs sua primeira música, Quinze a sete, aos 11 anos de idade, em homenagem à vitória de seu time de futebol.

A primeira composição gravada foi Moda das flores, em 1944, na Victor, interpretada pelo trio Os Três Batutas do Sertão, formado por Raul Torres, Florêncio e Rielli. No ano seguinte, o mesmo trio gravou outra composição sua, Moda de oito cores.

Em 1947, formou com seu irmão Euclides Fortuna (Itápolis 1928-) a dupla Zé Fortuna e Pitangueira. Vieram então para São Paulo, fazendo amizade com o sanfoneiro Juventus Merenda, com quem formaram um trio, no qual Merenda permaneceu pouco tempo. Com a saída de Merenda e a entrada do acordeonista Coqueirinho, adotaram o nome de Os Maracanãs, trio que atuou na Rádio São Paulo, passando em 1948 para a Rádio Record.

No ano seguinte, a dupla estreou em disco, gravando na Elite Lágrimas de mãe e o corrido Rancheiro triste (sua autoria). Em 1950 saiu pela Mocambo seu primeiro LP, destacando-se Lágrimas de mãe.

Em 1953, a dupla passou para a Rádio Piratininga. Com a acordeonista Rosinha, o trio Os Maracanãs teve grande destaque no programa Terra, Sempre Terra, atuando em várias estações, entre as quais as rádios Bandeirantes (1958), Tupi (1962), Nove de Julho (1964) e Nacional (1965), firmando nesta última seu prestígio, com a entrada do sanfoneiro Zé do Fole, e aí permanecendo até 1973.

Quando da inauguração de Brasília, em 1960, sua música Sob o céu de Brasília foi eleita hino inaugural da cidade.

Em 1968, a dupla lançou, pela Chantecler, Zé Fortuna e Pitangueira - O sol e a lua, e, em 1972, pela CBS, a toada Beijo da morte (com Osvaldo Audi) e Selo de sangue (da dupla), além das composições cômicas Corre-corre e Moça gorda (marcha), de sua autoria, sendo dessa gravadora o maior sucesso da dupla, Paineira velha (sua autoria). No ano seguinte, transferiram-se para a Rádio Record, acompanhados pelo sanfoneiro Castelinho, indo para a Rádio Gazeta dois anos depois.

Em 1973 lançaram dois LPs, um pela etiqueta Inspiração, com a valsa Retalhos de amor (sua autoria) e A venda do Serafim (da dupla), e outro pela Chantecler, destacando-se Mais um fio só e O trenzinho da vida (ambas de sua autoria).

Gravaram ainda obras românticas e sentimentais na Continental, como Três batidas na porteira (da dupla), e o cateretê A cruz da salvação e a guarânia Lembrança (ambas de sua autoria), esta considerada sua mais bela composição.

Outros sucessos seus foram as guarânias Índia, gravada originalmente por Cascatinha e Inhana, Anahy, Solidão e Minha terra distante. Com Paraíso, um de seus principais parceiros, compôs O ipê e o prisioneiro, Avenida boiadeira, Atalho e Raízes do amor, entre outras.

Autor de 42 peças teatrais, montou a Companhia Teatral Maracanã, com a qual percorreu inúmeras cidades do Brasil e da América do Sul, interpretando suas criações. Também publicou livretos de cordel e livretos com suas letras. Encerrou a companhia de teatro em 1975, e, a partir desse ano, passou a compor em parceria com Carlos César e a participar dos festivais de música da Rádio Record, vencendo em 1979, com Riozinho, e, em 1981, com O vai e vem do carreiro.

Em 1979, a Secretaria do Trabalho do Estado de São Paulo oficializou o Hino do trabalhador brasileiro (com Carlos César). Foi radialista durante toda a vida artística, tendo apresentado seu Programa José Fortuna em quase todas as rádios de São Paulo.

Foi regravado por inúmeros intérpretes, entre os quais Maria Betânia, Gal Costa, Caetano Veloso, Nara Leão, Ângela Maria, Tonico e Tinoco, Milionário e José Rico, Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo. Compôs e gravou cerca de 2 mil músicas, deixando cerca de outras 900 inéditas.

CD

Zé Fortuna e Pitangueira, 1994, Continental 997338-2.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

Trio Parada Dura


Trio sertanejo. Foi criado pelo cantor, compositor e instrumentista Mangabinha (Carlos Alberto Mangabinha Ribeiro - Corinto, MG - 1942) em 1973 e contou inicialmente com as participações de Delmir e Delmon. Com essa formação inicial, o trio durou dois anos e lançou três discos pela gravadora Chororó.

Em 1975, o trio sofreu alteração em sua formação com as saídas de Delmir e Delmon e com as entradas do cantor e violeiro Barrerito (Élcio Neves Borge - São Fidélis, RJ - 1942 - Belo Horizonte, MG - 1998) e de Benzito. No mesmo ano lançaram o LP Castelo de amor.

Em 1976, lançaram o LP Mineiro não perde o trem. Até 1987, o Trio gravou cerca de 10 discos pelas gravadoras Chororó e Copacabana. Nesse período foram sucesso nas vozes do Trio as composições Bobeou a gente pimba, As andorinhas, Soca pilão, Uma vez por mês e Panela velha, entre outras.

Em 1982, o Trio sofreu um acidente de avião que deixou paralítico o componente Barrerito, que acabou por deixar o grupo, sendo substituído pelo irmão Parrerito.

Em 1991, lançaram LP pela Chantecler, com destaque para as composições Palavra de honra, de Ronaldo Adriano, Benedito Seviero e Rosa Quadros, Trovão azul", de Alcino Alves, Rossi e Mangabinha, Não aceito seu adeus, de Ronaldo Adriano e Mangabinha, "Tá comigo tá com Deus", de José Fortuna, Paraíso e Creone e Filho do sertão, de Ronaldo Adriano e Mangabinha, entre outros.

O grupo permaneceu atuando até 1992, quando se desfez. Em 1997, o Trio retomou as atividades com uma nova formação.

Em 1999, lançaram o CD Trio Parada Dura pela gravadora Atração Fonográfica, com destaque para as composições Toda noite eu dava uma, Golpe da gemedeira e a regravação de As andorinhas. No mesmo ano, a gravadora EMI lançou dentro da série Raízes sertanejas um CD com 20 sucessos do Trio.

Zeca da Casa Verde

Zeca da Casa Verde (José Francisco da Silva), compositor e cantor, nasceu em São Paulo SP 23/4/1927 e faleceu na mesma cidade em 19/8/1994. Por 1940 começou a participar, como passista, da Primeira Escola de Samba de São Paulo, no morro das Perdizes. Em 1945, com o amigo Mário Lima de Sousa, formou a dupla Silva e Sousa, que, durante alguns anos, foi contratada da Rádio América.

No início da década de 1950, com o ingresso da cantora Alzirinha Silva, passaram a se apresentar como Trio Aquarela. Em 1952, foi um dos reorganizadores do Grêmio Recreativo Mocidade Camisa Verde e Branco. Por essa época, compôs sua primeira música, o samba A primeira mulher que me ensinou a viver.

Ficou algum tempo afastado da escola, mas, em 1971, incentivado por Geraldo Filme (da escola de samba Paulistano da Glória), começou a fazer sambas-enredo para a escola Morro da Casa Verde, passando a integrar sua ala de compositores. O primeiro foi Brasil, samba e flores (1971), vencedor na escola e campeão do segundo grupo na avenida.

Ainda em 1971, estreou em disco como autor e cantor, gravando Quem canta samba, no LP Balbina de Iansã, que reunia músicas da peça do mesmo nome (de Plínio Marcos) e da qual participara como ator em 1970, no Teatro São Pedro. Também em 1971, integrando o grupo Os Batuqueiros, que era formado por Geraldo Filme e Toniquinho (do Império do Cambuci), atuou no espetáculo Os pagodeiros, de Plínio Marcos, levado no Teatro de Arena.

Em 1972 compôs o samba-enredo O Brasil recebe o mundo de braços abertos, gravado pelo conjunto Batucajés, no LP Cento e cinqüenta anos de Independência, da Tapecar. Ainda em 1972, atuou como intérprete, tanto de composições suas como de outros, no espetáculo Humor grosso e maldito das quebradas do Mundaréu, de Plínio Marcos, realizado no Teatro Brasileiro de Comédia. No ano seguinte, fez o samba-enredo Brasil de paz e amor, vencedor em sua escola.

Em 1974 compôs Redenção, samba-enredo classificado em primeiro lugar na escola Morro da Casa Verde. Nesse mesmo ano, seu samba-enredo Cante e conte os quatro cantos do Brasil venceu o concurso da escola de samba Rosas de Ouro, que foi a campeã do segundo grupo, e ele passou a integrar sua ala de compositores. Esse samba foi gravado, ainda em 1974, pelo autor, em compacto da RCA Victor, que incluía o seu samba Maior amor do mundo.

No ano seguinte, compôs o samba-enredo Rua Guilherme de Almeida, vencedor na escola e gravado pelo autor num compacto da RCA Victor, que lançava também o seu samba Venha comigo.

Em 1976 compôs Sete cidades, com o qual a escola foi vice-campeã; no ano seguinte compôs Poeta de Miraí, ano em que a Rosas de Ouro ficou em 4º lugar e, em 1978, compôs o samba-enredo Salamanca do Jaraú (novamente 4º lugar); Jair Rodrigues gravou essas duas músicas.

Em 1981 participou do Carnaval da cidade de Tupã SP, tendo criado o enredo e o samba com o tema No mundo da imaginação. Apresentou-se com vários elementos de sua escola em shows e em programas de televisão, em São Paulo.

Obras

Brasil de paz e amor, samba-enredo, 1973; O Brasil recebe o mundo de braços abertos, samba-enredo, 1972; Cante e conte os quatro cantos do Brasil, samba-enredo, 1974; Maior amor do mundo, samba, 1974; Poeta de Miraí, samba-enredo, 1977; Redenção, samba-enredo, 1974; Rua Guilherme de Almeida, samba-enredo, 1975; Salamanca do Jaraú, samba-enredo, 1978; Sete cidades, samba-enredo, 1976; Venha comigo, samba, 1975.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira: erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Ed., 1977. 3p.

Zé Rodrix


Zé Rodrix (José Rodrigues Trindade), compositor, instrumentista e cantor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 25/11/1947, e faleceu em São Paulo, em 22/5/2009. Iniciou-se em música com o pai, mestre-de-banda em Rio de Contas BA. De 1953 a 1963 estudou teoria, solfejo e acordeom no Conservatório Musical do Rio de Janeiro e harmonia e contraponto na E.N.M.U.B. Toca piano, órgão, acordeom, flauta, sax-alto, trompete e ocarina.

Descoberto e incentivado por Aloysio de Oliveira, em junho de 1966 organizou com Ricardo Sá, David Tygel e Maurício Mendonça, o quarteto vocal Momento-4, tornando-se, então, profissional. Nesse mesmo ano, escreveu a primeira composição, o maxixe Glória, gravado em setembro de 1966 em compacto duplo da Philips, pelo Momento-4.

Com o conjunto, apresentou-se no III FMPB, da TV Record, de São Paulo SP, em 1967, acompanhando Edu Lobo, Marília Medalha e Quarteto Novo em Ponteio (Edu Lobo e Capinam). Em outubro de 1968, após a gravação de um LP para a Philips, o grupo se desfez.

De dezembro de 1969 a julho de 1971, integrou o conjunto Som Imaginário, com o qual, além de shows e gravações individuais, acompanhou Gal Costa, no show Deixa sangrar (1971), e Milton Nascimento, em shows e no LP Milton (Odeon).

Em 1971 obteve sucesso com seu rock-rural Casa no campo (com Tavito), classificado em primeiro lugar no Festival de Juiz de Fora MG e gravado por Elis Regina. Em dezembro desse ano, passou a integrar o trio Sá, Rodrix e Guarabira, com o qual gravou, na Odeon, os LPs Passado, presente, futuro e Terra, cujo maior sucesso foi Hoje ainda é dia de rock, de sua autoria.

Em fins de 1973, desligou-se do trio e gravou LP solo, Primeiro acto (Odeon), lançando, no ano seguinte, outro LP, Quem sabe, sabe; quem não sabe, não precisa saber, acompanhado por seu novo conjunto Agência de Mágicos. Ainda em 1973, obteve sucesso com O espigão e Corrida do ouro, temas de novelas da TV Globo.

Em 1974 apresentou-se em show no Teatro Bandeirantes, de São Paulo. Em 1982 tornou-se membro do grupo satírico-musical Joelho de Porco. Produziu vários jingles, à frente do estúdio de gravações e produções A Voz do Brasil, em sociedade com Tico Terpins.

Em 1994 voltou a reunir-se com Sá e Guarabira, participando de um LP da dupla, gravado na Eldorado. Também realizou trabalhos para cinema e teatro.

Obras

Casa no campo (c/Tavito), 1971; Corrida do ouro, 1973; O espigão, 1973; Hoje ainda é dia de rock, 1972.

CD

Primeiro acto, 1997, Savalla EMP 001.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira: erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Ed., 1977. 3p.