domingo, fevereiro 07, 2010

Não tenho culpa de ser triste



Não tenho culpa de ser triste (1973) - Nelson Ned

Meus amigos, quase sempre,
Me perguntam porque é que eu sou tão triste.
Eles já não acreditam
Que um jovem como eu ainda existe.
Realmente, é um contraste
Ver alguém na minha idade tão sozinho.
Indo a todos os lugares,
Com os olhos tão perdidos no caminho!
Talvez eu seja um jovem
mais romântico que existe,
Mas eu não tenho culpa de ser triste!
Talvez eu seja um jovem
mais romântico que existe,
Mas eu não tenho culpa de ser triste!
Minhas roupas coloridas
E ainda o meu cabelo tão comprido,
São imagens diferentes
Do meu verdadeiro 'eu' tão escondido!
Toda a minha juventude,
pouco a pouco envelheceu com a saudade,
Que eu persigo como louco
No meu carro em alta velocidade!
Talvez eu seja um jovem
mais romântico que existe,
Mas eu não tenho culpa de ser triste!
Talvez eu seja um jovem
mais romântico que existe,
Mas eu não tenho culpa de ser triste!
E assim vou compensando
A tristeza de viver a sua ausência,
Nestas roupas coloridas
Para dar um jeito alegre na aparência,
Mas, por mais que eu disfarce,
Nada é mais triste que a minha alegria,
E o jeito é ir vivendo
Na esperança de você voltar um dia!
Talvez eu seja um jovem
mais romântico que existe,
Mas eu não tenho culpa de ser triste!
Talvez eu seja um jovem
mais romântico que existe,
Mas eu não tenho culpa de ser triste!




Matita Perê



Matita Perê (1973) - Tom Jobim e Paulo César Pinheiro
Intro: Em7  E4(add9)  x 2

G#m7                  G#4(add9)
No jardim das rosas
G#m7
De sonho e medo
G#4(add9)            G#m7
Pelos canteiros de espinhos e flores
G#4(add9)       G#m7
Lá,    quero ver você
G#4(add9)     G#m7 G#4(add9)             E(add9)
Olerê,                 Olará,               você me pegar

G#m7                  G#4(add9) x 2

Gm7            G4(add9)              Gm7
Madrugada fria de estranho sonho
G4(add9)
Acordou João, cachorro latia
Gm7                  G4(add9)
João abriu a porta
Gm7            G4(add9)
O sonho existia

F#m7             F#4(add9)
Que João fugisse
F#m7
Que João partisse
F#4(add9)           F#m7
Que João sumisse do mundo
F#4(add9)                  F#m7  F#4(add9)
De nem Deus achar, Ierê

Fm7            F4(add9)            Fm7
Manhã noiteira de força viagem
F4(add9)               Fm7
Leva em dianteira um dia de vantagem
F4(add9)                Fm7
Folha de palmeira apaga a passagem
F4(add9)        Fm7    F4(add9)         E7(13 9)
O chão, na palma da mão, o chão,         o chão


E manhã redonda de pedras altas
Bbm7(b5)
Cruzou fronteira de servidão
Fm7(11)      Bbm7   Bb4(add9)
Olerê, quero    ver
Dm7
Olerê



Bbm7                  Bb4(add9)          Bbm7
E por maus caminhos de toda sorte
Bb4(add9)                Bbm7
Buscando a vida, encontrando a morte
Bb4(add9)             Bbm7
Pela meia rosa do quadrante Norte
Bb4(add9)           Bbm7 Bb4(add9)  Bbm7
João,                   João

G#m7              G#4(add9)         G#m7
Um tal de Chico chamado Antônio
G#4(add9)               G#m7
Num cavalo baio que era um burro velho
G#4(add9)         G#m7
Que na barra fria já cruzado o rio
G#4(add9)            G#m7
Lá vinha Matias cujo o nome é Pedro
G#4(add9)        G#m7
Aliás Horácio, vulgo Simão
G#4(add9)      G#dim
Lá um chamado Tião
Gm7  G4(add9) x 2
Chamado João

F7 4(9)    Em7   E4(add9)  Em7 E4(add9)

Em7                E7 4                   Ebm7
Recebendo aviso entortou caminho
Eb7 4                   Ebm7
De Nor-Nordeste pra Norte-Norte
Eb7 4                  Ebm7
Na meia vida de adiadas mortes
Eb7 4              Ebm7  Eb7 4
Um estranho chamado João

Gm7                    G4(add9)
No clarão das águas
Gm7
No deserto negro
G4(add9)
A perder mais nada
Gm7
Corajoso medo
G4(add9)               Gm7   G4(add9)
Lá        quero ver você

F#m7              F#4(add9)               F#m7
Por sete caminhos de setenta sortes
F#4(add9)              F#m7
Setecentas vidas e sete mil mortes
F#4(add9)            F#m7         F#4(add9)
Esse um,                  João,           João
D7(13 9)
E deu dia claro

E deu noite escura
G#m7(b5)
E deu meia-noite no coração
D#7(11)      G#m7
Olerê, quero ver
G#4(add9)          Cm7 C4(add9)
Olerê

Am7                A4(add9)
Passa sete serras
Am7
Passa cana brava
A4(add9)
No brejo das almas
Am7
Tudo terminava
A4(add9)                Am7
No caminho velho onde a lama trava
A4(add9)                          Am7
Lá                no todo-fim-é-bom
A4(add9)               F(add9)     Am7  A4(add9) Am7  A4(add9)
Se acabou João

G#m7 G#4(add9) x 2

G#m7                     G#4(add9)
No Jardim das rosas
G#m7
De sonho e medo
G#4(add9)
No clarão das águas
G#m7
No deserto negro
G#4(add9)            G#m7
Lá,         quero ver você
G#4(add9)          G#m7
Lerê,                   lará
G#4(add9)        E(add9)
Você me pegar

G#m7 G#4(add9) x 2

Em7 E4(add9) 
 
 

Eu bebo sim



Eu bebo sim (1973) - Luís Antônio e João Violão - Interpretação: Elizeth Cardoso
     E
Eu bebo sim
E7        A
Estou vivendo
B7          
Tem gente que não bebe
E             B7
Está morrendo (Eu bebo sim) (x2)

E                              A
Tem gente que já tá com o pé na cova
B7
Não bebeu e isso prova
E
Que a bebida não faz mal
E7                         A
Uma pro santo, desce o choro, a saideira
B7
Desce toda a prateleira
E             B7
Diz que a vida tá legal (Eu bebo sim)

(refrão)

E                     A
Tem gente que detesta um pileque
B7
Diz que é coisa de moleque
E
Cafajeste ou coisa assim
E7                           A
Mas essa gente, quando está com a cara cheia
B7
Vira chave de cadeia
E             B7
Esvazia o botequim (Eu bebo sim)

(refrão) 
 
 
 

Cristo, quem é você?



Cristo, quem é você? (1973) - Odair José e Silva Santos  

Na sexta feira santa eu lhe procurei
Fui na sua casa mas não te encontrei
Saindo pela rua falei com tanta gente
E dentro desse povo você estava presente

Minha mãe dizia: "filho, pode esperar
Ele um dia volta e o mundo vai salvar"
Aonde você foi?
Cadê a sua cruz?

Venha me dizer
Quem é você, Jesus? (2X)

Outro dia eu vi um velho pedindo ajuda
Encontrei no meu caminho
Uma criança cega e surda
Todo mundo fala que o amor é importante
Mas ninguém faz nada
Pra ajudar seu semelhante

Minha mãe dizia: "filho, pode esperar
Ele um dia volta e o mundo vai salvar"
Aonde você foi?
Cadê a sua cruz?

Venha me dizer
Quem é você, Jesus? (2X)

Abra essa porta que lá já vem Jesus
Homem cansado com o peso da cruz (2X)


A desconhecida



Fernando Mendes
A desconhecida (1973) - Fernando Mendes e Banana (José Alves Filho)
Intro: D  D7+  D7  B7  Em  Em7+
       Em/D  A/C#  A4  A7

D               A/C#
 Numa tarde tão linda de sol
G/B          A7
 Ela me apareceu
D                A/C#
 Com sorriso tão triste e o olhar
             G/B    A7
      tão profundo, já sofreu
D                F#m
 Suas mãos tão pequenas e frias
Em            A7
 Sua voz tropeçava também
D              F#m
 E falava da infância de lágrimas
Em             A7
 Nunca teve ninguém
      D
Nunca teve amor
       F#m
Não sentiu calor por
       Em        A7
     alguém, o o o
      D            F#m
Nem sequer ouviu palavra carinho
    G          A7
Seu ninho não existiu
D       A/C#                    G/B
 Sinceramente, eu chorei de tristeza
      A7
      ao ouvir
      D                 A/C#
Tanta coisa que a vida oferece
             G/B  A7
E a agente padece sem querer
D          F#m
 Depois de tudo que eu vi
Em                   A7
 Eu não consigo esquecer
D              F#m
 Ela me disse adeus e se foi
Em               A7
 Nem seu nome eu sei dizer
D            F#m
 De onde ela veio, pra onde
          Em       A7
      ela vai, o o o
D            F#m
 De onde ela veio, pra onde
          G   A7    D
      ela vai,  não sei dizer

Solo: A/C#  G/B  A7  D  A/C#  G/B  A7

      D
Nunca teve amor
       F#m
Não sentiu calor por
       Em    A7
     alguém
      D              F#m
Nem sequer ouviu a palavra carinho
    Em        A7
Seu ninho não existiu
D       A/C#                    G/B
 Sinceramente, eu chorei de tristeza
      A7
      ao ouvir
      D                   A/C#
Tanta coisa que a vida oferece
           G/B  A7
E agente padece sem querer
D          F#m
 Depois de tudo que eu vi
Em                   A7
 Eu não consigo esquecer
D              F#m
 Ela me disse adeus e se foi
Em               A7
 Nem seu nome eu sei dizer
D            F#m
 De onde ela veio, pra onde
          Em       A7
      ela vai, o o o
D            F#m
 De onde ela veio, pra onde
          G   A7    D
      ela vai,  não sei dizer
             F#m
(De onde ela veio, pra onde
         Em    A7
     ela vai)
    D
Não sei dizer
             F#m
(De onde ela veio, pra onde
         Em    A7
     ela vai)
    D
Não sei dizer
             F#m
(De onde ela veio, pra onde
         Em    A7
     ela vai)
    D
Não sei dizer
 
 

Você é linda (Roberto Carlos)



Você é linda (1972) - Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Tom: G

Intro 4x: G  G7M

      Am7    D7        Am7        D7
Você veio sorrindo não sei bem de onde
    G         G7M      G       G7M     Am7   D7  Am7
Um jeito tão puro de quem no futuro espera
     D7          G    G7M G G7M
O sorriso de alguém

      Am7         D7        Am7       D7
Seu vestido sem curvas seu sonho guardando
    G      G7M       G           G7M     Am7  D7   Am7
Eu fico pensando no dia em que o sonho vier
     D7        G7M  G#º
Sua vida enfeitar

     Am7          D7        Am7        D7
Não sei quem você é nem de onde você vem
   G7M                                  Am7 D7  Am7
Só sei que você é tão linda esperando neném
  D7         G   G7M G G7M
Esperando neném

   Am7     D7         Am7        D7
Espero que tenha sido com muito amor
   G        G7M       G        G7M            Am7    D7  Am7 D7
E seja quem for há de achar também você tão linda
            G7M  G#º
Esperando neném

        Am7        D7           Am7   D7
Seus desejos serão todos satisfeitos
     G            G7M            G  G7M Am7
Importante é que você saiba esperar
           D7        Am7        D7
Sua voz ensaia a canção que um dia
        G7M
Muitas vezes com ternura vai cantar
      Am7     D7       Am7       D7
Você vive pensando que nome vai ter
    G7M
O amor que do seu próprio amor vai nascer
   Am7   D7   Am7      D7        G7M
E esse amor você nos braços vai ter

     Am7          D7        Am7        D7
Não sei quem você é nem de onde você vem
   G7M                                  Am7 D7  Am7
Só sei que você é tão linda esperando neném
  D7         G   G7M G G7M
Esperando neném
   Am7     D7         Am7        D7
Espero que tenha sido com muito amor
   G        G7M       G        G7M            Am7    D7  Am7 D7
E seja quem for há de achar também você tão linda
            G7M  G#º
Esperando neném

(Solo)

     Am7          D7        Am7        D7
Não sei quem você é nem de onde você vem
   G7M                                  Am7 D7  Am7
Só sei que você é tão linda esperando neném
  D7         G   G7M G G7M
Esperando neném
   Am7     D7         Am7        D7
Espero que tenha sido com muito amor
   G        G7M       G        G7M            Am7    D7  Am7 D7
E seja quem for há de achar também você tão linda
            G7M  G#º
Esperando neném
     Am7  D7 Am7
Tão linda
    D7       G7M  G#º
Esperando neném
   Am7
Todinha
     D7          Am7
Tão linda, tão linda
    G        G7M
Esperando neném
 
 

Por Deus eu juro



Por Deus eu juro (1972) - Cláudia Barroso

Por Deus eu juro ainda te amo
Mas meu orgulho ainda é maior
Você feriu meu coração
Você zombou da minha dor
Você matou minha ilusão
Agora pede o meu perdão

Eu sei que vou sofrer
Mas pra você não volto, não!
Eu sei que vou penar
Mas pra você não volto, não! 


Por amor



Por amor (1972) - Roberto Carlos e Erasmo Carlos
G                           D/F#
Eu ouvi dizer que você falou
Dm/F                             E
Que está pensando em voltar prá mim
Am           Am/G             D/F#        D
E se entristece ao saber como eu estou
G              D/F#
Mas você precisa saber que eu
Dm/F                               E
Ainda tenho um pouco de orgulho em mim
Am             Am/G         D/F#          D 
E, embora quase morto eu tenho aquele  amor
C                              Em
Mas eu não vou deixar você me ver assim
Bm  Em                            Bm     
Minha vida se modificou, do que eu era, nada mais eu sou
Am
Eu me perdi
Em           Bm
E,  no submundo onde estou 
Em          Bm               Am               Am/G
Sobrevivo sem saber se vou, ainda crer no amor
D/F#       D
Mesmo sem ter você
G                               D/F#
Mas, se um dia, se um dia você voltar
Dm/F                    E
Então eu vou ter chance de me levantar
Am                  Am/G      D/F#        D
Pois só você me pode estender a mão
C                                      Em
Mas, se não for amor, me deixe aqui no chão
Bm                  Em
Me deixe aqui no chão. 
 
 

Oriente



Oriente (1972) - Gilberto Gil
      A6
Se oriente, rapaz
Em7  Bbm6  A7 D7 G#7    D/F# G E7 A
Pela   constelação    do Cruzeiro do  Sul
A6
Se oriente, rapaz
Em7  Bbm6  A7 D7 G#7 G7  
Pela constatação de que
C7   F           G
A aranha Vive do que tece
D                 A A6 A7
Vê se não se esquece
Em7  Bbm6 A7  D7   
Pela simples razão
G#7 G7 C7     E7   
De que tudo merece    
B7      E7
Consideração

A
Considere, rapaz
Em7  Bbm6  A7 D7 G#7 G7 D/F# G E7 A
A possibilidade       de ir pro Japão
Em7  Bbm6  A7 D7  G#7 G7 D/F#  E7 A
Num cargueiro   do Lloyd lavando o porão
Em7  Bbm6   A7 D7 G#7  G7 C7     F          G
Pela    curiosidade     de ver onde o sol se esconde
D7        A      A6 A7
Vê se compreende
Em7  Bbm6  A7 D7 G#7 G7  C7     E7
Pela    simples razão de  que tudo depende
B7        E7  A4/7  A7 
De determinação

D7
Determine, rapaz
F           E7       Eb7       D7
Onde vai ser seu curso de pós-graduação
D7
Se oriente, rapaz
F7     E7          Eb7      D7  Bm7  Bb5-/7
Pela rotação da Terra em torno do Sol
A6/7 
Sorridente, rapaz
Em7  Bbm6 A7 D7  G#7 G7 D/F#  G  E7  A
Pela   continuidade   do  sonho de     Adão  
 
 

Mangueira, minha madrinha querida

Mangueira, minha madrinha querida (Tengo-tengo) (carnaval, 1972), Zuzuca - Intérprete: Jair Rodrigues

Tengo-Tengo
Santo Antônio, Chalé (bis)
Minha gente, é muito samba no pé!

Em noite linda
Em noite bela
Viemos à avenida
Desfilar em passarela
O batizado será lembrado
Pelo Salgueiro de agora
Alô Laurindo, alô Viola
Alô Mangueira de Cartola

Tengo-Tengo
Santo Antônio, Chalé (bis)
Minha gente, é muito samba no pé!

Ô ô ô, oh meu Senhor
Foi Mangueira (bis)
Estação Primeira
Que me batizou

Ilu-Ayê (Terra da Vida)



Ilu-Ayê (samba-enredo / carnaval, 1972) - Cabana e Norival Reis - Intérprete: Clara Nunes

Ilu-Ayê, Ilu-Ayê, Odara
Negro cantava na nação nagô
Ilu-Ayê, Ilu-Ayê, Odara
Negro cantava na nação nagô

Depois chorou lamento de senzala
Tão longe estava de sua Ilu-Ayê
Tempo passou, ôô
E no terreirão da casa-grande
Negro diz tudo que pode dizer

É samba, é batuque, é reza
É dança, é ladainha
Negro joga capoeira
E faz louvação à rainha

Hoje
Negro é terra, negro é vida
Na mutação do tempo
Desfilando na avenida
Negro é sensacional
É toda a festa do povo
É o dono do carnaval 

Das duzentas pra lá



No início da década de 70, o governo assinou um decreto estendendo para 200 milhas o limite do mar territorial brasileiro. Comemorando a medida, em 1972 João Nogueira faria letra e música de Das duzentas pra lá, que festejava: Esse mar é meu / leva seu barco pra lá desse mar/ tem rede verde-e-amarela/ no azul desse mar.

Em seu livro, Paulo Cesar de Araújo classifica a música como uma canção adesista: "Algumas pessoas podem não enxergar assim, só porque foi o João Nogueira - um cara do samba, da raiz, da MPB - quem gravou a música. Mas me pareceu uma patriotada dele. Se por exemplo os seus autores fossem Dom e Ravel, Das duzentas pra lá seria adjetivada de ufanista e eles seriam crucificados."

O aumento da faixa de mar territorial foi bem-recebido por praticamente todos os setores da sociedade brasileira, o que, segundo Paulo Cesar de Araújo, reflete o clima ufanista daqueles tempos. João Nogueira, que morreu há dois anos, foi figura atuante no processo de redemocratização do país, participando a partir da década de 80 de campanhas de partidos progressistas, como o PDT de Leonel Brizola.

Das duzentas pra lá (samba, 1972) - João Nogueira

Esse mar é meu
Leva seu barco pra lá desse mar
Esse mar é meu
Leva seu barco pra lá

Vá jogar a sua rede das 200 para lá
Pescador dos olhos verdes
Vá pescar em outro lugar

Esse mar é meu
Leva seu barco pra lá desse mar
Esse mar é meu
Leva seu barco pra lá

E o barquinho vai
O nome de cabocleira
Vai puxando a sua rede
Da vontade de cantar
Tem rede amarela e verde
No verde azul desse mar

Esse mar é meu
Leva seu barco pra lá desse mar
Esse mar é meu
Leva seu barco pra lá

Obrigado seu Doutor pelo acontecimento
Vai ter peixe camarão
Lagosta que só Deus dá
Pego bem a sua idéia
Peixe é bom pro pensamento
E a partir desse momento
Meu povo vai pensar

Esse mar é meu
Leva seu barco pra lá desse mar
Esse mar é meu
Leva seu barco pra lá



Alô, alô, taí Carmen Miranda



Alô, alô, taí Carmen Miranda (carnaval, 1972) - Wilson Diabo, Heitor Rocha e Maneco

Uma pequena notável
Cantou muito samba
É motivo de carnaval
Pandeiro, camisa listrada
Tornou a baiana internacional
Seu nome corria chão
Na boca de toda gente

Que grilo é esse?
Vou embarcar nessa onda (bis)
É o Império Serrano que canta
Dando uma de Carmem Miranda

Cai, cai, cai, cai
Quem mandou escorregar (bis)
Cai, cai, cai, cai
É melhor se levantar, oi


Casa e comida



Núbia Lafayette
Casa e comida (1972) - Rossini Pinto / Interpretação: Núbia Lafayette


Desculpe, meu amor, o que eu lhe digo
Mas meu bem, não é comigo, que você deve lamentar
Você nunca foi um bom marido
Não cumprindo o prometido que jurou aos pés do altar

É triste confessar, mas é preciso
Você não teve juízo em dizer que não me quis
Perdoa, meu amor, não sou fingida
Não é só casa e comida, que faz a mulher feliz

Noites, quantas noites, eu passava
Por você abandonada, a chorar na solidão
E quando eu reclamava, você ria
Me dizendo que ficava, no escritório, no serão.

Agora você tenha paciência,
Eu lhe peço, por clemência,
Deixe em paz meu coração.
Repito o que todo mundo diz:
Não é só casa e comida, que faz a mulher feliz.

Noites, quantas noites, eu passava
Por você abandonada, a chorar na solidão
E quando eu reclamava, você ria
Me dizendo que ficava, no escritório, no serão.

Agora você tenha paciência,
Eu lhe peço, por clemência,
Deixe em paz meu coração.
Repito o que todo mundo diz:
Não é só casa e comida, que faz a mulher feliz. 




sábado, fevereiro 06, 2010

Boêmio 72



O nosso grande Nelson Gonçalves, infelizmente adepto das drogas desde 1966, mas já quase curado neste ano de 1972, ganha um incentivo de seu grande parceiro musical e amigo Adelino Moreira.

É o tal do "comportado" boêmio do ano de 1972, que volta pra casa, dorme cedo, acorda cedo, só bebe nos fins de semana... o termo "morou?" já fica assim tipo "é uma mora, bicho" do rei Roberto Carlos, tão amado como o nosso Nelson...

Boêmio 72 (1972) - Adelino Moreira

Boêmio, sou boêmio diferente
Que as sete sai pro batente
E noite vem pro jantar
Não deixo meu trabalho pra depois
Sou boêmio setenta e dois

Quem quiser pode imitar
Não faço apologia ao botequim
E só bebo umas e outras
Quando a coisa está pra mim
Mudei e mudei para melhor
Não é qualquer ré menor

Das cordas de uma viola
Que me faz perder a trilha
Que me faz mudar o rumo
Viola e amor
Eu tenho em casa pra consumo
Resumo:

Agora minha transa é diferente
Tenho amor e muita paz
Podes crer sou muito gente
Mas o mesmo visionário
Somando estrelas na mão
Sempre na minha com aquela curtição
Morou?
Bom mesmo, é ser boêmio como sou.



Besta é tu



Besta é tu (1972) - Pepeu Gomes, Luiz Galvão e Moraes Moreira
E                   B7
Besta é tu! Besta é tu!
E
Besta é tu! Besta é tu!
B7
Besta é tu! Besta é tu!
E
Besta é tu! Besta é tu!
B7
Besta é tu! Besta é tu!

Besta é tu!
E
Não viver nesse mundo
B7
Besta é tu! Besta é tu!

Besta é tu!
E
Se não há outro mundo...
B7
Porque não viver?
E
Não viver esse mundo
B7
Porque não viver?
E
Se não há outro mundo
B7
Porque não viver?
E
Não viver outro mundo...

E                E7/9
E prá ter outro mundo
A7M A6
É preci-necessário
G#m7   C#7/9
Viver! Viver contanto
F#m7          B7/9
Em qualquer coisa
Am7  D7/9       G7M G6
Olha só, olha o sol
Am7    D7/9   Bm5-/7 E7
O maraca domingo
Am7   D7/9   G7M G6
O perigo na rua...
Am7    D7/9     Bm7 E7/9
O brinquedo menino
Am7          D7/9
A morena do Rio
G7M              G6
Pela morena eu passo o ano
Am7
Olhando o Rio
D7/9
Eu não posso
Bm7      E7/9
Com um simples requebro
Am7             D7/9
Eu me passo, me quebro
Dm7 G7
Entrego o ouro...
C7M
Mas isso é só
Am7        F#m7    B7
Porque ela se derrete toda
F#m7         Dm7 G7
Só porque eu sou baiano
C7M
Mas isso é só
Am7        F#m7    B7
Porque ela se derrete toda
F#m7          E
Só porque eu sou baiano
B7
Besta é tu! Besta é tu!