domingo, maio 23, 2010

Codó

Codó (Clodoaldo Brito), instrumentista e compositor, nasceu em Cairu BA em 18/09/1913, e faleceu em Niterói RJ em 26/11/1984. Pescador quando criança, seu primeiro violão foi construído com tábuas de caixotes, tendo aprendido a tocar pelo método prático de Canhoto.

Em 1930 estreou como compositor com Minha primeira valsa. Trinta e três anos depois, gravou seu primeiro LP, incluindo 12 músicas suas, pela etiqueta Polydor. Lançou outros cinco LPs com solos de violão e canções, algumas vezes acompanhado por conjuntos rítmicos.

O jovem Clodoaldo era pescador, como seu pai, no arraial do Cairu, lugar de nome lindo perto de Salvador: Cairu de salinas das Margaridas.Com tábuas de caixote construiu seu primeiro violão. E conseguiu mais dinheiro tocando para turistas do que manejando redes e remos. Largou o mar, ficou com o violão.

Parece sina: morreu como se tivesse tocando, mas para turistas, gente que ouve, da um dinheiro, esquece e vai embora para sempre. Porque nós, brasileiros, nunca aplaudimos Codó o tanto que ele merecia, com aquele seu jeito diferente e “errado” de mexer nas cordas do violão” (depoimento de Maurício Kubrusly, 1983).

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha; Codó - Clodoaldo Brito.

Walter Alfaiate

Walter Alfaiate (Walter Nunes de Abreu), compositor e cantor, nasceu no Rio de Janeiro-RJ em 07/06/1930, falecendo na mesma cidade em 27/02/2010. Foi ritmista desde os 14 anos e alfaiate desde os 13, quando passou a trabalhar numa alfaiataria do bairro de Botafogo. Estabeleceu-se como alfaiate há mais de 20 anos na Galeria Ritz, em Copacabana.

Começou a compor aos 14 anos para os blocos de bairro, como o Foliões de Botafogo e o São Clemente, passando a pertencer à linhagem do “samba de Botafogo”, como Mauro Duarte, Micau, Miúdo, Adélcio Carvalho e Vavá.

Nos anos de 1960, participou de rodas de samba no Teatro Opinião, e de vários grupos de samba, com o nome de Walter Nunes — Os Autênticos (1966-1968), Reais do Samba (1968) e Samba Fofo (1971) —, nos quais cantava e tocava tamborim.

Na década de 1970, foi descoberto por Paulinho da Viola, que gravou três músicas suas: Coração oprimido (com Zorba), em 1971, A.M.O.R. amor (com Mauro Duarte), no LP Zumbido, de 1979, e Cuidado, teu orgulho te mata (com Mauro Duarte), em 1981, e com quem dividiu um show no Teatro Clara Nunes, em 1993, sob o título de Paulinho da Viola, Walter Alfaiate e os sambas de Botafogo.

Foi crooner da boate Bolero, na Avenida Atlântica, quando se tornou conhecido como Walter Sacode, porque seu grande êxito como cantor era o samba Sacode Carola (Hélio Nascimento e Alfredo Marques).

Em 1982 foi para o G.R.E.S. da Portela, levado por Mauro Duarte. Em 1994 participou do CD Resgate, de Cristina, e em 1996 dos CDs Flamengo — 100 anos de Estácio e Aldir Blanc —50 anos, este lançado em 1997.

Suas músicas foram gravadas por outros cantores, como João Nogueira e Elza Soares.

Obras

A.M.O.R. amor (c/Mauro Duarte), 1981; Bate-boca (c/Mauro Duarte), s.d.; Coração oprimido (c/Zorba), s.d.; Cuidado, teu orgulho te mata (c/Mauro Duarte), s.d.; Sorri de mim (c/Mauro Duarte), s.d.

CD

Aldir Blanc — 50 anos, 1997, Alma Produções 001.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

segunda-feira, maio 17, 2010

Meire Pavão


Meire Pavão (Antônia Maria Pavão), cantora, nasceu em Taubaté-SP, em 02/06/1948, e faleceu em 31/12/2008. Flha do professor de violão, pesquisador de folclore e compositor Teotônio Pavão, iniciou a carreira no conjunto vocal Alvorada, criado e dirigido por seu pai.

Em 1963 gravou com o Conjunto Alvorada as músicas Paraná e Cidade sorriso, ambas de Teotônio Pavão. Em 1964 gravou o primeiro disco solo, um compacto simples com O que é que eu faço do latim?, versão de Teotônio Pavão para a música Che me ne faccio del latino, de Bertolazzi e Beretta.

No mesmo ano apresentou-se com sucesso em programas de TV no Rio de Janeiro. Se tornou uma das principais vocalistas da primeira geração do rock brasileiro. Consolidou seu sucesso em 1965 com a gravação de Bim Bom (Downtown) (Tony Hatch - versão de Paulo Queirós), versão em português de um sucesso da cantora inglesa Petula Clark.

Em 1965 lançou compacto simples com Cansei de lhe pedir e A mesma praia, o mesmo mar, pela Chantecler. No mesmo ano lançou o LP Rainha da Juventude, como passou a ser chamada.

Cantou e gravou várias vezes com o irmão, Albert Pavão, tendo viajado com este no mesmo ano para os EUA, onde gravaram um compacto pelo selo Roulette com as músicas Piqued head e The river of jerere, na verdade versões para o inglês de Cabeça inchada, de Hervé Cordovil e De papo pro ar, de Joubert de Carvalho e Olegário Mariano.

Em 1966 estreou na RCA com o compacto simples Família buscapé e Robertinho, meu bem, e teve êxito também com História da menina boazinha (Teotônio Pavão - Albert Pavão). No mesmo ano gravou pela Polydor Depois que a banda passou.

Em 1967 lançou pela RCA o seu segundo LP. No mesmo período atuou na TV Tupi do Rio de Janeiro no programa O riso mora ao lado. No mesmo canal, apresentou ao lado do cantor Wanderley Cardoso o programa musical A grande parada.

Em 1969 afastou-se da vida artística, realizando o último show na Cervejaria Urso Branco. Voltou a cantar exporadicamente entre 1974 e 1982 participando de gravações de discos infantis.

Meire Pavão morreu em 2008, vítima de insuficiência respiratória decorrente de um câncer.

Fonte: Cantoras do Brasil.

domingo, maio 16, 2010

Joelma

Joelma (Joelma Giro), cantora, nasceu em Cachoeiro de Itapemirim ES, em 19/9/1945. Em 1946 sua família mudou-se para Duque de Caxias RJ, onde morou até 1966. Apresentava-se no programa radiofônico Clube do Guri, em Duque de Caxias, cantando músicas de Ângela Maria, Agnaldo Rayol e Joselito.

Em 1953 foi ouvida pela Rainha do Rádio Emilinha Borba, que a levou ao programa Papel Carbono, de Renato Murce, na Rádio Nacional, do Rio de Janeiro. Aos 14 anos integrou caravanas de artistas que percorriam o Brasil, cantando e fazendo sketches, ao lado de Domício Costa. Abandonando o magistério em sua cidade, passou a dedicar-se à carreira artística.

Em 1965 alcançou grande sucesso com a gravação de Não digas nada (Rossini Pinto e Fernando Costa). Ainda nesse ano recebeu os troféus Os Melhores do Disco e Rio Hit-Parade. Foi, então, contratada pela Continental, onde gravou músicas em castelhano.

Em 1966 gravou na Continental o LP Joelma, com Onde estás (Pascal e Paul Mauriat, versão de Carlos Vidal) e Não te quero mais (Chauby, versão de Gláucia Prado). Dois anos depois lançou pela Chantecler o LP Joelma muito mais, com Silêncio (Sérgio Odilon) e Tem que ser ele (Gilbert Bécaud, versão de Nazareno de Brito).

De 1969 é o LP Casatschok, pela mesma gravadora, com a faixa-título (Rubaschkin, versão de Fred Jorge) e Aqueles tempos (Raskin, versão de Fred Jorge). Em 1970 lançou novo LP pela Continental, do qual se destacam Todo mundo vê (Gervásio) e Alguém me disse (Jair Amorim e Evaldo Gouveia).

No ano seguinte lançou pela Continental outro LP, com Te quero... te quero (Algueró, versão de Sebastião F. Da Silva) e Não existe nada além de nós (Neneo e Fernando César). Dois anos depois, outro LP Joelma, pela mesma gravadora, com Como te direi (Sancho, versão de Nazareno de Brito) e Sozinha outra vez (Sullivan, versão de Nazareno de Brito).

Cantora muito popular, apresentou-se diversas vezes no exterior.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

Marina


Marina (Marina Correia Lima), compositora e cantora, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 17/9/1955. Tendo residido nos Estados Unidos dos sete aos dezoito anos, aí iniciou sua carreira musical, tocando violão.

Sua primeira composição gravada foi Meu doce amor, lançada por Gal Costa em 1977, no LP Caras e bocas; Maria Bethânia quis gravar Alma caiada em seu LP Mel, mas a canção foi censurada por causa do verso “eu não me enquadro na lei”.

Em 1979 foi contratada pela gravadora WEA e lançou seu primeiro LP, Simples como fogo. Após outros três discos na WEA — Olhos felizes (1980), Certos acordes (1981) e Desta vida, desta arte (1982) —, incluindo destaques como Nosso estranho amor (Caetano Veloso), mudou para a gravadora Polygram e obteve grande êxito com os LPs Fullgás (1984), Marina (1985), Todas (1985), Todas ao vivo (1986), Virgem (1987), Próxima parada (1989) e Marina Lima (1991), que incluem sucessos da cantora como Fullgás, Pra começar (ambas com seu irmão Antônio Cícero), Eu te amo você (Kiko Zambianchi), Nada por mim (Herbert Viana e Paula Toller), À francesa (com Antônio Cícero) e Uma noite e ½.

Mudando-se em 1993 para a gravadora EMI, gravou os discos O chamado (1993), Abrigo (1995) e Registros à meia voz (1996), no qual regravou sucessos seus e de outros artistas, como Fullgás, Nem luxo nem lixo (Rita Lee) e Para um amor no Recife (Paulinho da Viola).

Participou de Rei, disco-tributo a Roberto Carlos por vários artistas (Sony, 1994), interpretando Por isso eu corro demais.

CDs

O chamado, 1993, EMI 370 8283032; Abrigo, 1995, EMI 368 8362352; Registros à meia voz, 1996, EMI 364 8550442.

Algumas músicas

Cena de cinema
Charme do mundo
Eu te amo você

Fullgás
Nada por mim

Nosso estranho amor
Por isso eu corro demais


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

sexta-feira, maio 14, 2010

Marinês

Marinês (Inês Caetano de Oliveira), cantora, nasceu em São Vicente Férrer, PE, em 16/11/1935, e faleceu no Recife, PE, em 14/05/2007. Seu pai, filho de índios Ariús, era seresteiro e a mãe foi cantora de igreja.

Aos 10 anos de idade começou a participar de programas de calouros, tendo chegado a competir num deles, com o também ainda menino Genival Lacerda. Foi casada com o sanfoneiro e produtor Abdias, com quem se casou aos 14 anos.

Depois de premiada com um sabonete numa retreta de rua, espécie de concurso de calouros ao ar livre, no bairro da Liberdade, onde morava, resolveu inscrever-se num programa de calouros na rádio local e, para fugir da vigilância dos pais, acrescentou o Maria ao seu nome. Ao ser anunciada no concurso, o locutor acabou por chamá-la de Marinês, e ela, gostando, adotou o nome artístico.

Em 1949 formou com o marido Abdias o Casal da Alegria. Em seguida, o casal juntou-se ao zabumbeiro Cacau e formou um trio. Este trio, no começo dos anos 50, passou a atuar como a Patrulha de Choque do Rei do Baião, especializada em realizar apresentações nas praças das cidades onde Luiz Gonzaga iria tocar, interpretando músicas do seu repertório, anunciando sua chegada nas cidades do interior do Nordeste, num trabalho feito espontaneamente.

Seu encontro com o Rei do Baião deu-se na cidade de Propriá, em Sergipe, apresentados pelo prefeito da cidade, Pedro Chaves. Na mesma noite do dia em que se conheceram, fizeram um show juntos. Com o apoio de Luiz Gonzaga, que lhe ensinou o xaxado, a carreira de Marinês ganhou impulso, sendo então batizada de A Rainha do Xaxado.

Gravou seu primeiro disco em 1956, lançado no ano seguinte pela Sinter, apresentando-se como Marinês e sua Gente. Gravou na ocasião, a quadrilha Quadrilha é bom, de Zé Dantas e o xaxado Quero ver xaxar, de João do Vale, Antonio Correia e Leopoldo Silveira Junior.

Em 1957, gravou dois grandes sucessos, os xotes Peba na pimenta, de João do Vale, José Batista e Adelino Rivera e Pisa na fulô, de João do Vale, Ernesto Pires e Silveira Jr., que foram posteriormente regravados por inúmeros artistas. No mesmo ano, lançou o xaxado Xaxado da Paraíba, de Reinaldo Costa e Juvenal Lopes e o xote O arraiá do Tibiri, de João do Vale e Silveira Jr. Ainda nessa época, a convite de Luiz Gonzaga, vão para o Rio de Janeiro, onde se apresentaram no programa Caleidoscópio, na Rádio Tupi.

Em 1958, gravou de Rosil Cavalcanti os baiões Aquarela nordestina e Saudade de Campina Grande. Gravou ainda, de Gordurinha e Wilson de Morais, o baião Perigo de morte. No mesmo ano participou do filme Rico ri à toa, de Roberto Faria. Em 1959, gravou de Antônio Barros e Silveira Jr. o baião Velho ditado e o xote Marieta.

Em 1960, gravou da mesma dupla o baião Mais um pau-de-arara e o chótis Balanço da saudade. No mesmo ano, transferiu-se para a RCA Victor, onde lançou, de Reinaldo Costa e Juvenal Lopes, o xote Viúva nova e, de Onildo Almeida, o xaxado História de Lampeão. Gravou ainda, de Zé Dantas e Joaquim Lima, a polca Chegou São João. No mesmo ano recebeu o troféu Euterpe no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, como a melhor cantora regional.

Em 1961, gravou os cocos Gírias do Norte, de Jacinto Silva e Onildo Almeida e Cadê o Peba, de Zé Dantas. No mesmo ano, gravou a moda de roda Marinheiro, de motivo popular com arranjos de Onildo Almeida e o coco de roda No terreiro da Usina, de Zé Dantas. Gravou ainda o LP Outra vez Marinês, que lhe rendeu um segundo troféu Euterpe, além de ter obtido o prêmio de melhor vendagem.

Em 1962, gravou, de Onildo Almeida, as modas de roda Siriri, sirirá e Meu beija-flor. No mesmo ano, gravou de João do Vale e José Batista o xote Xote de Pirira e de João do Vale e Oscar Moss o coco Gavião.

Em 1963, gravou as modas de roda Balanceio da usina, de Abdias Filho e João do Vale, e Pisei no liro, de Juvenal Lopes. No mesmo ano, gravou, de João do Vale e B. de Aquino, o xote Xote melubico e o baião Macaco véio.

Em 1984 apresentou-se em diversos shows em teatros da periferia do Rio de Janeiro dentro do projeto Pixinguinha, além de fazer participações especiais em discos do conjunto The Fevers e de Zé Ramalho.

Em 1986, lançou o LP Marinês e sua Gente - Tô chegando, com a participação especial de Gilberto Gil, Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Jorge de Altinho. Com Luiz Gonzaga, interpretou Tá virando emprego, de Luiz Gonzaga e João Silva, com Dominguinhos, Agarradinho, de Michael Sullivan e Paulo Massadas, com Gilberto Gil, Doida por uma folia, do próprio Gil e Quatro cravos, de Jarbas Mariz e Cátia de França, e com Jorge de Altinho, Jeito manhoso, de Nando Cordel.

Em 1987, gravou pela RCA Victor o LP Balaio de paixão, interpretando, entre outras, as composições Tô doida pra provar do teu amor, de Nando Cordel, Fulô da goiabeira, de Anastácia e Liane, Novinho no leite, de Nando Cordel e Feitiço, de Jorge de Altinho.

Em 1988 estreou na Continental com o disco Feito com amor, onde regravou sucessos dedicados à festas juninas. Recebeu discos de ouro com A dama do Nordeste e Bate coração.

Gravou diversas músicas consideradas apimentadas e que mexeram com a moral da época, como Peba na pimenta e Pisa na fulô, de João do Vale, Cadarço de sapato, Xote da Pipira e Viúva nova, entre outras. Devido a essas gravações, chegou a ter problemas com os meios católicos do país, tendo ocorrido casos de padres que durante as missas pediam aos fiéis para não comprarem seus discos, como foi o caso de Peba na pimenta.

Com a separação do marido e produtor Abdias, ficou alguns anos sem gravar; ainda sim, lançou cerca de 30 discos, entre 78 rpm, LPs e CDs. Dentre os seus LPs, estão Nordeste valente, Balaiando e Cantando pra valer.

Em 1995, lançou o CD Marinês cidadã do mundo. Ainda nos anos 1990, participou do disco de forró lançado por Raimundo Fagner. Em 1998, com produção da cantora Elba Ramalho, lançou pela BMG o CD Marinês e sua Gente, contando com a participação de importantes nomes da Música Popular Brasileira contemporânea, quase todos do Nordeste. Uma das faixas de destaque é o dueto com Alceu Valença em Pelas ruas que andei, do cantor e compositor pernambucano.

No mesmo ano, a Copacabana/EMI lançou uma coletânea de seus sucessos remasterizados na série Raízes Nordestinas. Foi a primeira mulher a formar um grupo de forró. Em 2000 teve CD lançado pela BMG dentro da série Eu só quero um forró, no qual contou com as participações especiais de Gilberto Gil na música Quatro cravos e Alceu Valença em Pelas ruas que andei.

Faleceu em 2007, vítima de um acidente vascular cerebral que foi acometida um mês antes de sua morte.

Fonte: Cantoras do Brasil.

Lílian knapp

Lílian Knapp (Sílvia Lílian Barrie Knapp), cantora, compositora e modelo, nasceu no Rio de Janeiro em 30/3/1948. Ao lado de Leno, era a metade da dupla Leno e Lílian, um dos diversos grupos atuantes durante a Jovem Guarda.

Os dois conquistaram as rádios, em 1966, com Pobre menina (Hang on Sloopy) (Bert Russell - Wes Farrell - versão de Leno), Devolva-me (Lílian e Renato Barros) e Eu não sabia que você existia (Renato Barros - Tony).

Em 1967 estouraram mais uma vez com Coisinha estúpida (Something stupid) (Carson Parks - versão de Leno). A dupla se desfez em 1968, mas Lilian continuou a fazer sucesso, ganhando três discos de ouro com seus trabalhos solos.

Vendeu 500 mil cópias de Como se fosse meu irmão (1975), música que foi incluída na trilha sonora do longametragem Pixote. Em 1979 atingiu cerca de um milhão de discos vendidos do disco Lílian, ancorada pelo sucesso de Eu sou rebelde (Soy Rebelde) (M. Alejandro - versão de Paulo Coelho). O sucesssso seguinte foi Uma música lenta (Ed Wilson e Robert Livi), que ficou na casa das 850 mil cópias, em 1980.

Ancorada nesses sucessos, a cantora percorreu todo o Brasil e chegou a cantar na Argentina, Chile e Colômbia. Em seguida se especializou em ser cantora de estúdio, fazendo backing vocals para gravações de vários cantores, como Gal Costa, além de ter músicas gravadas por Sandra de Sá, José Augusto, Sandy e Júnior e Zezé di Camargo e Luciano.

Esporadicamente, reúne-se a Leno em shows comemorativos sobre a Jovem Guarda. Lançou mais dois discos solo, Lilian (1992) e Lilian Knapp (2001). No ano de 2000, sua canção Devolva-me foi reagravada com imenso sucesso pela cantora Adriana Calcanhotto.

Em 2002 Lilian relançou o Cd de 2001 com outro nome (Lilian Barrie) e com uma música inédita, Enrosca, de Gastão Lamounier. No decorrer de sua carreira, Lílian trocou algumas vezes seu nome artístico, tendo seu nome grafado nas capas de seus discos como Lílian, Lílian Knapp e Lílian Barrie. Atualmente se apresenta como integrante do grupo de rock Kinna, ao lado de Luís Sérgio Carlini e Cadu Nolla.

Fonte: Cantoras do Brasil.

sexta-feira, maio 07, 2010

Luely Figueiró


Luely Figueiró, cantora, atriz e escritora, nasceu em Porto Alegre-RS, no dia 26 de setembro de 1935. Iniciou a carreira no princípio da década de 1950, e integrou o elenco da Rádio Gaúcha e foi considerada como uma das melhores intérpretes do sul do país.

Tornou-se uma das pioneiras na gravação de compositores que conheceriam a consagração na década de 1960 como Tom Jobim, Carlos Lyra, Ronaldo Bôscoli, Newton Mendonça e Sérgio Ricardo. Foi contratada pela gravadora Continental lançando o primeiro disco em 1957 com acompanhamento de Rafael Puglielli e sua orquestra registrando o tango "Yasmin de Santa Mônica", de Haletz, Warner e Huberto, e o bolero "Quero-te assim", de Miguel Prado e Sancristobal, ambos com versões de Carlos Américo.

No mesmo ano, e também com acompanhamento da orquestra de Rafael Puglielli gravou o samba-canção Nasce uma pobre menina, de Alberto Ribeiro e Alcir Pires Vermelho, a valsa-campeira Quero...quero..., de Luiz Carlos Barbosa Lessa, e os slow Marcelino, de Savona e Giacobeti, com versão de Edson Borges, e Marcelino pão e vinho, de Pablo Sorozabal com versão de Ribeiro Filho, estas últimas, da trilha sonora de conhecido filme da época. Também em 1957, atuou no filme Casei-me com um xavante, com direção de Alfredo Palácios.

Em 1958, gravou a toada Gauchinha bem querer, e a valsa Olha-me, diga-me!, composições de Tito Madi, e o calipso Melodie d'amour, de Salvador e Lanjean, com versão de Milton Cristofani, e o fox-trot Till (Até...), de Sigman e Denvers, com versão de Osvaldo Santiago.

Em 1959, gravou os xotes Xotis do Netinho, de Vitor Dagô e Poly, e Estou ficando louca, de sua autoria e Guaraci Ribeiro. Nesse ano, gravou com a orquestra de Rafael Puglielli os sambas-canção Não quero, não posso, não devo, de Dirce Moraes, e Eu não sei, de Lúcio Alves. Gravou também os sambas-canção O relógio da saudade, de Sérgio Ricardo, e
O que é amar, de Johnny Alf, além dos sambas A felicidade e O nosso amor, da dupla Tom Jobim e Vinícius de Moraes.

Em 1960, gravou os sambas-canção
Meditação, de Tom Jobim e Newton Mendonça, Fim de noite, de Chico Feitosa e Ronaldo Bôscoli, Poema azul, de Sérgio Ricardo, e Se é tarde, me perdoa, de Ronaldo Bôscoli e Carlos Lira.

Em 1961, gravou pela RCA Victor com acompanhamento de orquestra a toada Amor ruim, de Sérgio Ricardo, e o samba-canção Chuva que passa, de Durval Ferreira, Maurício e Bebeto.

Em 2000, suas gravações dos sambas-canção O nosso amor e A felicidade, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes foram relançadas na série de três Cds Raros compassos com as primeiras gravações de obras de Tom Jobim relançadas pelo selo Revivendo.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB

Menina veneno

O inglês Ritchie (Richard David Court), filho de um militar, morou em vários lugares do mundo. Até que, em 1972, conheceu em Londres um grupo de músicos brasileiros, entre eles o baixista e produtor musical Liminha, que o convenceram a vir para o país.

Naquela década, formou com Lobão, Lulu Santos, Luiz Simas e Fernando Gama a banda Vímana, que chegou a gravar um compacto para depois se desfazer e lançar seus integrantes em vitoriosas carreiras-solo.

"Menina Veneno" chegou às rádios brasileiras em 14 de fevereiro de 1983. A faixa, produzida por Liminha, que também toca o baixo e a guitarra, se transformou num extraordinário sucesso, apresentando ao pop-rock nacional uma nova estética e deflagrando a improvável popularidade deste talentoso gringo. Lançada a princípio em compacto simples, essa música puxou o sucesso comercial de "Voo de Coração", primeiro disco solo do cantor, que vendeu mais de um milhão de cópias naquele ano a bordo também de outros hits como "A Vida Tem Dessas Coisas", "Pelo Interfone" e "Casanova". (Fonte: pugaman77, no Youtube)

Menina Veneno (1983) - Ritchie e Bernardo Vilhena
(intro) ( E  F#  Abm  E  F#  Ebm )

E      F#          Abm     E  F#    Ebm
Meia-noite no meu quarto ela vai subir
E      F#          Abm     E   F#      Abm
Ouço passos na escada, vejo a porta abrir
A        F#         Abm     E    F#     Ebm
O abajur cor de carne, o lençol azul
E         F#          Abm   E   F#   Abm
Cortinas de seda, o seu corpo nu

(parte 1)
A        E                 B                   F#
Menina veneno, o mundo é pequeno demais prá nós dois
C#m                   Abm            F#        F7   F#7
em toda cama que eu durmo só dá você, só da voçê ieie

E      F#       Abm     E   F#        Ebm
Seus olhos verdes no espelho brilham para mim
E      F#     Abm        E   F#          Abm
Seu corpo inteiro é um prazer do princípio ao fim
A        F#     Abm      E    F#         Ebm
Sozinho no meu quarto eu acordo sem você
E       F#      Abm      E    F#      Abm
Fico falando prás paredes até anoitecer

(parte 2)
A          E             B              F#
Menina veneno, você tem um jeito sereno de ser
C#m                 Abm              F#      F7     F#7      Ab7
Toda noite no meu quarto vem me entorpecer, me entorpecer heieieeee

(intro)

(repete 1)
E            F#       Abm      E    F#    Ebm
Meia-noite no meu quarto ela vai surgir
E          F#        Abm      E   F#       Abm
Eu ouço passos na escada, eu vejo a porta abrir
A       F#         Abm     E     F#       Ebm
Você vem não sei de onde, eu sei, vem me amar
E     F#          Abm       E     F#       Abm
Eu não sei qual o seu nome mas nem preciso chamar

(repete 2)

E   F#     Abm    E F#     Abm
Menina veneno, menina veneno (3x)

Ritchie

Ritchie (Richard David Court), cantor e compositor, nasceu em Beckenham, no condado de Kent, ao Sul da Inglaterra, em 06/05/1952. Foi um dos mais bem-sucedidos do pop-rock brasileiro da década de 1980.

No início dos anos de 1970, tocava flauta em vários grupos ingleses, como o Everyone Involved, quando Rita Lee, Lucinha Turnbull e Liminha, de passagem por Londres, convidaram-no a vir morar no Brasil; aceitou, e por pouco não entrou para os Mutantes.

Radicado em São Paulo, durante a década de 1970 integrou grupos como Scaladácida (ao lado de Sérgio Caifa, Fábio Gasparini e Azael Rodrigues), Soma, Barca do Sol e Vímana (com Lulu Santos, Lobão e outros). Mas só em 1983 veio a ser nacionalmente conhecido, quando gravou uma fita com 17 músicas em parceria com o poeta Bernardo Vilhena e despertou o interesse da gravadora CBS, que o contratou.

Seu primeiro LP, Vôo de coração, emplacou vários grandes sucessos, como Menina veneno, Pelo interfone, Pra conversar e Casanova. O sucesso durou apenas dois anos, mas continua gravando e se apresentando em shows. Em 1995, Menina veneno foi regravada com êxito por Zezé di Camargo e Luciano.

Fontes: Wikipédia; Enciclopédia da Música Brasileira.

Risadinha

Risadinha (Francisco Ferraz Neto), compositor e cantor, nasceu em São Paulo SP, em 18/3/1921, faleceu no Rio de Janeiro RJ, em 3/6/1976. Estudou em escolas públicas e, sem nunca ter aprendido música, começou a compor em 1935.

Jardim de ilusões
(com Rubens Santos) foi sua primeira composição. Depois de ter trabalhado durante dez anos em circos, boates e teatros paulistas, fez sua estréia na Rádio Cosmos, em São Paulo, passando, em 1938, para a Rádio Cruzeiro do Sul.

Em 1945 transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde se apresentou na Rádio Mayrink Veiga e depois na Nacional, destacando-se como cantor e compositor de Carnaval.

Gravou seu primeiro disco pela Odeon, em 1950, cantando Faran-fan-fan (O. Silva e Olegário Lima) e o choro Lar vazio (Wilson Batista e Nóbrega Macedo). Especializou-se no samba de breque, tornande-se um dos melhores intérpretes do gênero, e durante mais de dez anos marcou sua presença nos Carnavais, sempre com músicas de sucesso.

Lançou, para o Carnaval de 1953, Se eu errei (com Humberto de Carvalho e Edu Rocha), composição que teve cerca de 20 regravações; em 1956 destacou-se com Saco de papel (com Haroldo Lobo) e Vou botar pra jambrar (com Jarbas Reis). Nesse mesmo ano, gravou seu primeiro LP pela Continental — Na batida do samba, canta Risadinha com Vadico e sua orquestra — e participou do filme Vou te contá, de Alfredo Palácios.

Para o Carnaval de 1960 fez Cacareco é o maior (com José Roy), que ele mesmo gravou com sucesso; para o de 1963, Cadê Brigitte (com José Roy); para o de 1964, Deixa meu pranto (com Ivo Santos), Quem me vê sorrir (com Ivo Santos) e Garota bossa nova.

Ainda na década de 1960, lançou outro LP pela Continental, De Cabral a Brasília, e, em 1975, um ano antes de morrer, recebeu o título de cidadão carioca, da Câmara dos Deputados do Estado do Rio de Janeiro. Como compositor usava o pseudônimo de Francisco Neto.

Obras

Cacareco é o maior (c/José Roy), 1960; Cadê Brigitte (com José Roy), 1963; Deixa meu pranto (c/ivo Santos), 1964; Jardim de ilusões (c/Rubens Santos), 1935; Saco de papel (c/Haroldo Lobo), 1956; Se eu errei (c/Humberto de Carvalho e Edu Rocha), 1953.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

Zininho

Cláudio Alvim Barbosa, o poeta e compositor Zininho, nasceu em Biguaçu-SC, em 8 de maio de 1929, e faleceu em Florianópolis-SC, em 5 de setembro de 1998.

Nascido na localidade de Três Riachos, durante a infância viveu no Largo 13 de Maio (atual Praça Tancredo Neves), tendo o antigo casario da rua Menino Deus e o Hospital de Caridade como vizinhos. Sua adolescência foi no continente, no balneário do Estreito.

Desde jovem, foi atraído por atividades radiofônicas e ainda criança, gostava de cantarolar as marchinhas de carnaval que ouvia no rádio e, aos oito anos, fez sua estréia cantando no palco do Teatro da UBRO, incentivado pelo ator Waldir Brazil.

Trabalhou nas rádios Diário da Manhã e Guarujá, onde fez de tudo um pouco: cantor, rádio-ator, sonoplasta, técnico de som e produtor.

Foi nesta época de ouro do rádio, nas décadas de 1940 a 1960, que compôs mais de cem músicas, de marchinha a samba-canção. Destacam-se A Rosa e o Jasmim, Quem é que não chora, Princesinha da Ilha e o Rancho de amor a Ilha, escolhido em 1965, através de um concurso, como hino oficial do município de Florianópolis.

Depois da manifestação de um enfisema, Zininho recolheu-se em seu apartamento, no bairro continental do Abraão. Sucumbiu à moléstia em 5 de setembro de 1998.

Algumas obras
* A Margarida e o Mal-me-quer * A Rosa e o Jasmim * Deixa a porta aberta * Desespero * É tão tarde * Eu sou assim * Falta de você * Homenagem à Princesa* Insônia * Jardim dos meus amores * Largo 13 de Maio * Magia do Morro * Miramar * Num cantinho qualquer * O que seria de mim * Pra que negar * Preconceito Racial * Princesinha da Ilha * Quem é que não chora * Rancho de Amor à Ilha * Saudade, meu bem, saudade * Se o amor é isso * Viva a Natureza * Você há de pagar.

Fonte: Wikipédia; Banco Cultural.

sábado, maio 01, 2010

Ochelsis Laureano

Ochelcis Aguiar Laureano (foto) foi violeiro, compositor e cantor. Nasceu em 01 de maio de 1909 em Rio Acima, pertencente ainda a Sorocaba, onde hoje é a cidade de Votorantim-SP. Faleceu em 16 de janeiro de 1996.

Foi um dos mais destacados compositores da música caipira de raiz do início do Século XX, tendo feito parte das Caravanas de Cornélio Pires no início dos anos 30, e tendo sido artista na Era do Rádio brasileiro, do final dos Anos 20 até os Anos 50, tendo aí brilhado como compositor, como violeiro, e como intérprete musical, constituindo parcerias famosas nos programas sertanejos das rádios de São Paulo e do Rio de Janeiro:

Formou as duplas “Irmãos Laureano” (com seu irmão João Aguiar Laureano, o Joãozinho), “Laureano e Soares” (com seu cunhado Álvaro Soares, o Soarinho), “Laureano e Mariano” (com Mariano da Silva, pai do músico Caçulinha), “Laureano e Cap. Furtado” (com Ariovaldo Pires, famoso compositor, sobrinho de Cornélio Pires), e os trios “Laureano, Mariano e Serrinha” (com Antenor Serra, autor do sucesso “Chitãozinho e chororó”, com Athos de Campos), “Laureano, Cap. Furtado e Nhá Zefa” (foto: Laureano também fez parte do "Quarteto da Saudade" juntamente com Serrinha, Mariano e Arnaldo Meirelles).

Sobre a vida de compositor, destaca-se sua criatividade múltipla que, para além da música caipira e da poesia, levou-o, também, a compor músicas sacras, fazer regência de coral e lecionar música, lembrando que Ochelsis fez estudos musicais e de regência coral na Escola Nacional de Música do Rio de Janeiro, com Heitor Villa-Lobos. Destaque para o poema “Capim Teimoso”, “Lenço Preto” e “O barranco”, para suas músicas caipiras “Marvada pinga (Moda da pinga)” ( o maior sucesso de Inezita Barroso), “Roseira branca”, “O balão subiu”, “A caçada”, “É mió num casá” e “Meu sertão.

A famosa viola do compositor, com seu nome gravado, e o disco original da primeira gravação de seu maior sucesso musical a “Marvada Pinga”, de 1939, com a dupla Laureano e Mariano encontra-se em poder de sua filha Gláucia Laureano Gomes.

Algumas composições de Laureano

· A Bandeira Do Caboclo (Laureano - Ariowaldo Pires)
· ABC Do Prisineiro (Laureano)
· A Caçada (Laureano)
· A Madrugada (Laureano)
· A Morte Do Manuelzinho (Laureano)
· A Mulher E O Relógio (Laureano)
· Agricultura Hoje Tem Seu Lugar (Laureano - Ariowaldo Pires)
· Amanhecer No Sertão (Laureano - Ariowaldo Pires)
· Cana-Verde Em Desafio (Laureano - Ariowaldo Pires - Nhá Zefa)
· Cantando No Rádio (Laureano)
· Casamento (Laureano - Soares)
· Casamento Internacional (Laureano)
· Casamento Perdido (Laureano)
· Casando À Bessa (Laureano)
· Chuva de Pedra (Laureano)
· Como Nasceu o Cururu (Laureano - Ariowaldo Pires)
· Crise (Laureano)
· Deixei De Ser Carreiro (Mariano - Laureano)
· Desafio (Laureano - Soares)
· Desafio Disparatado (Laureano - Ariowaldo Pires)
· Destinos Iguais (Laureano - Ariowaldo Pires)
· Em Redor Do Mundo (Irmãos Laureano - Ariowaldo Pires)
· Ensinando A Muié (Laureano)
· Fim De Um Valentão (Laureano)
· Meu Casamento (Laureano)
· Meu Jardim (Laureano)
· Minha Profissão (Laureano)
· Minhas Aventuras (Laureano)
· Moda Da Pinga (Ochelsis Laureano - Raul Torres)
· Moda Das Meias (Irmãos Laureano - Ariowaldo Pires)
· Moda Do Ceguinho (Laureano)
· Moda Do Pito (Laureano)
· Moda Dos Tecelões (Laureano)
· Muié Sapeca (Laureano)
· No Mundo Da Lua (Laureano)
· O Balão Subiu (Laureano)
· O Cavalo E O Boi (Laureano)
· O Cravo (Laureano)
· O Crime Do Restaurante Chinês (Laureano)
· O Diabo E O Mundo (Laureano)
· O Jogo Do Truco (Laureano)
· O Que Eu Vejo (Laureano)
· O Sonho Do Matuto (Laureano - Ariowaldo Pires)
· Patrões E Operários (Laureano)
· Repicando A Viola (Laureano)
· Revolta De São Paulo (Laureano)
· Roseira Branca (Laureano)
· Saudades de Sorocaba (Laureano)
· Situação Dos Homens (Laureano)
· Uma Carta Atrapalhada (Laureano)
· Um Retrato (Laureano)
· Valentia de Voluntário (Laureano)

Fonte: biografia e fotos gentilmente enviadas por Nicc Nilson