terça-feira, novembro 30, 2010

Levanta-me meu amor

Nelson Gonçalves
Levanta-me meu amor (samba-canção, 1961) - Adelino Moreira

Título da música: Levanta-me meu amor / Gênero musical: Samba canção / Intérprete: Nelson Gonçalves / Compositor: Moreira, Adelino / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 802376 / Data de Gravação 00/1961 / Data de Lançamento 00/1961 / Lado A/ Disco 78 rpm


Numa casa estilo antigo / Num recanto encantador
Com o vento vadio / Cantando a cantiga
Singela do amor / Eu fui feliz contigo

Tu não eras minha escrava / Mas eu era o teu senhor
Hoje vivo amargurado / Infeliz acorrentado
Aos grilhões / De um falso amor

Levanta-me! / Meu amor, caí no abismo
Vejo agora o realismo / Do teu sincero amor
Ajuda-me! / Pois se eu ficar com ela
Serei sempre escravo dela / E contigo
Serei senhor!

Levanta-me! / Meu amor, caí no abismo
Vejo agora o realismo / Do teu sincero amor
Ajuda-me! / Pois se eu ficar com ela
Serei sempre escravo dela / E contigo
Serei senhor!

Noite da saudade

Noite de saudade (samba-canção, 1961) -  Adelino Moreira

Título da música: Noite de saudade / Gênero musical: Samba canção / Intérprete: Nelson Gonçalves / Compositor: Moreira, Adelino / Gravadora: Rca victor / Número do Álbum: 802341 / Data de Gravação: 00/1961 / Data de Lançamento 00/1961 /Lado B / Disco 78 rpm:


Venho fugindo de uma grande dor
Abram caminho, deixem-me passar
Quero afogar o amargo desta dor
Nos lisos copos daquele bar

Não me perguntem porque estou sofrendo
Devo calar, o mal que pratiquei
Se me perguntam acabo respondendo
E confessando que abdiquei quanto amei

Se eu contasse minha história, meus amigos
Vocês diriam que em meu drama fui vilão
Que não me bastavam mil castigos
E o que o meu crime vive à margem do perdão

Ofendi e judiei do seu carinho
Atingi as fronteiras da maldade
Deixem-me passar / Quero beber sozinho
Na minhas noites tristes / Na minha noite de saudade...

Moço

Moço (samba-canção, 1961) - Adelino Moreira

Título da música: Moço / Gênero musical: Samba canção / Intérprete: Nelson Gonçalves / Compositor: Moreira, Adelino / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 802341 / Data de Gravação 00/1961 / Data de Lançamento 00/1961 / Lado A / Disco 78 rpm


Moço,
Passe por outro caminho
Pois por aqui meu benzinho
Passou e vai regressar
Dois olhos brilhando mais que dois astros
Dois pés deixando dois rastros
Que ninguém deve apagar

Moço,
Passou cantando, tão bela
Que a brisa que veio com ela
Tocou a relva em flor
E as flores que circundam o caminho
Fizeram coro baixinho
Na mesma trova de amor

Moço,
Todo meu ser agoniza
Quando, de leve, ela pisa
A terra quente do chão
Parece que eu tenho dentro do peito
Um longo caminho estreito
Bem verde, um coração

Moço,
Às vezes tenho desejo
De surpreendê-la num beijo
Para ver se ela me quer...
Reflito e o meu desejo fraqueja
Temendo que ela seja
Um anjo feito mulher...

Timidez

Nelson Gonçalves
Timidez(samba, 1961) - Adelino Moreira

Título da música: Timidez / Gênero musical: Samba / Intérprete: Nelson Gonçalves / Compositor: Moreira, Adelino / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 802299 / Data de Gravação 00/1961 / Data de Lançamento 00/1961 / Lado B / Disco 78 rpm


Há muito tempo que eu / Estou amando você
Porém me falta coragem / Pra declarar-me porque
Você é tão retraída / E eu retraído sou
Por isso nenhum de nós / Ainda se declarou

Há muito tempo que eu / Estou amando você
Porém me falta coragem / Pra declarar-me porque
Você é tão retraída / E eu retraído sou
Por isso nenhum de nós / Ainda se declarou

No dia em que eu perder a timidez
Direi ao seu ouvido de uma vez
Não há pintor que retrate
O seu encanto, porque
A natureza gastou
O quanto tinha de belo em você

No dia em que eu perder a timidez
Direi ao seu ouvido de uma vez
Não há pintor que retrate
O seu encanto, porque
A natureza gastou
O quanto tinha de belo em você

Há muito tempo que eu / Estou amando você
Porém me falta coragem / Pra declarar-me porque
Você é tão retraída / E eu retraído sou
Por isso nenhum de nós / Ainda se declarou

Meu perfil

Nelson Gonçalves
Meu perfil (samba-canção, 1960) - Nelson Gonçalves e Adelino Moreira

Título da música: Meu perfil / Gênero musical: Samba canção / Intérprete: Gonçalves, Nelson / Compositores: Moreira, Adelino - Gonçalves, Nelson / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 802173 / Data de Gravação 00/1960 / Data de Lançamento 00/1960 / Lado A / Disco 78 rpm:


Minhas frases sem lirismo
São despidas de cinismo
Sem a ilusão da cor
Falo a língua da verdade
E sem a vulgaridade
Das velhas frases de amor

Sou assim, amante bruto
Que decide num minuto
E sabe aquilo que quer
Incapaz de uma frase colorida
Mas capaz de amar na vida
Uma única mulher

Se os teus sonhos são os sonhos
De uma volúvel coquete
Que anda em busca de um valete
De olhar e rosto bonito
Não sou eu, não tenho esse predicado
De ser príncipe encantado
Nem esse amor admito

Mas se ao contrário, procuras
Quem te abrace num abraço
Quem domine o teu cansaço
E que ame com desatino
Vem, ò meu querido amor!
Vem para ficar comigo
Que terás meu abraço
Leme do teu destino!

Nosso amor

Nelson Gonçalves
Nosso amor (samba, 1959) - Nelson Gonçalves e Adelino Moreira

Título da música: Nosso amor / Gênero musical: Samba / Intérprete: Gonçalves, Nelson / Compositor: Moreira, Adelino - Gonçalves, Nelson / Acompanhamento Conjunto / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 802137 / Data de Gravação 05/10/1959 / Data de Lançamento 12/1959 / Lado A / Disco 78 rpm:


Amor, o nosso amor / Sublime amor
Infeliz, morreu / Teve a vida breve
Igual à flor / Que você me deu

Amor, o nosso amor / Sublime amor
Infeliz, morreu / Teve a vida breve
Igual à flor / Que você me deu

Viveu com a esperança / Que a gente alcança
Cedo demais / Morreu como a ilusão e a desilusão
De um amor que é traído / Tão cedo desfaz!

Viveu com a esperança / Que a gente alcança
Cedo demais / Morreu como a ilusão e a desilusão
De um amor que é traído / Tão cedo desfaz!

Amor, o nosso amor / Sublime amor
Infeliz, morreu / Teve a vida breve
Igual à flor / Que você me deu

Amor, o nosso amor / Sublime amor
Infeliz, morreu / Teve a vida breve
Igual à flor / Que você me deu

A devota e o pecador

A devota e o pecador (samba-canção, 1959) - Adelino Moreira

Disco 78 rpm / Título da música: A devota e o pecador / Autoria: Moreira, Adelino (Compositor) / Carlos Galhardo, 1913-1985 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1959 / Nº Álbum 802111 / Lado A / Lançamento: 1959 / Gênero musical: Samba canção /

Ela vai todo santo dia / Linda filha de Maria
Fortalecer sua crença / Ela é santa e eu pecador
Mas cego por seu amor / Eu nem vejo a diferença

Para que ela me veja / Fico na porta da igreja
À qualquer hora do dia / Se é pecado à Deus eu peço perdão
Mas ao vê-la em contrição / Invejo a Virgem Maria

Mãos postas e olhar sereno / Ela fita o nazareno
E eu sinto o meu desejo / Quando ela beija contrita
As pontas da sua fita / Na minha boca o seu beijo

Se ela perguntar um dia / A Virgem Santa Maria
Se o meu amor lhe convém / E a Virgem disser que sim
Serei até ter meu fim / Um mariano também!

Meu triste long-play

Nelson Gonçalves
Meu triste long-play (samba-canção, 1959) - Adelino Moreira

Título da música: Meu triste long-play / Gênero musical: Samba canção / Intérprete: Nelson Gonçalves / Compositor: Moreira, Adelino / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 802099 / Data de Gravação 00/1959 / Data de Lançamento 00/1959 / Lado A / Disco 78 rpm:


Abra a sua janela / Deixe entrar o luar
Acenda a luz do abajur / Deixe a penumbra reinar
Ponha em tudo o perfume / Divinize o ambiente
Conserve na sua lembrança / O seu amor ausente

Ligue a sua eletrola / Vista o seu negligê
Deite-se, acabe o cigarro / Que eu no cinzeiro deixei
Quero sentir que você / Na maciez do seu ninho
Dormiu ouvindo bem baixinho / O meu triste long play

Ligue a sua eletrola / Vista o seu negligê
Deite-se, acabe o cigarro / Que eu no cinzeiro deixei
Quero sentir que você / Na maciez do seu ninho
Dormiu ouvindo bem baixinho / O meu triste long play

Fim de estrada

Calor Galhardo
Fim de Estrada (samba, 1958) - Adelino Moreira

Disco 78 rpm / Título da música: Fim de estrada / Autoria: Moreira, Adelino (Compositor) / Carlos Galhardo, 1913-1985 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1958 / Nº Álbum 801991 / Lado A / Lançamento: 1958 / Gênero musical: Samba /

Estou chegando ao fim da minha estrada
Sem nada pra deixar quando partir
No mundo quem não segue em linha reta
Não vive a vida, vegeta
De algum calço no porvir

Cansei de andar aos trancos e barrancos
E quero finalmente descansar
E antes que despontem os meus cabelos brancos
Eu vou a minha vida transformar

Para isso é necessário
Que você diga que sim
Para isso é necessário
Que você goste de mim
Eu deponho em sua mãos
Este resto de destino
Pois estando nos seus braços
Eu me sinto pequenino

Para isso é necessário
Que você diga que sim
Para isso é necessário
Que você goste de mim
Eu deponho em sua mãos
Este resto de destino
Pois estando nos seus braços
Eu me sinto pequenino

Estou chegando ao fim da minha estrada
Sem nada pra deixar quando partir
No mundo quem não segue em linha reta
Não vive a vida, vegeta
De algum calço no porvir

Cansei de andar aos trancos e barrancos
E quero finalmente descansar
E antes que despontem os meus cabelos brancos
Eu vou a minha vida transformar

Regresso

Carlos Gonzaga
Regresso (samba-canção, 1958) - Adelino Moreira

Título da música: Regresso / Gênero musical: Samba canção / Intérprete: Gonzaga, Carlos / Compositor: Moreira, Adelino / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 801932 / Data de Gravação 00/1958 / Data de Lançamento 00/1958 / Lado B / Disco 78 rpm:


Trago o meu cabelo grisalho / Tingido pelo orvalho
Das noites frias sem lua / Volto à residência modesta
Que deixei pela seresta / E os prazeres da rua

Venho cansado e desiludido / E ainda mais convencido
Que a ventura da vida / É um lar à transbordar de esperança
O sorriso de uma criança / E o carinho da mulher querida!

Se você já foi boêmio / Diga-me qual foi o prêmio
Que ganhou na boêmia / Que eu direi sem embaraço:
Ganhei tristeza e cansaço / Nas minhas noites de orgia

Se você já foi boêmio / Diga-me qual foi o prêmio
Que ganhou na boêmia / Que eu direi sem embaraço:
Ganhei tristeza e cansaço / Nas minhas noites de orgia

Silêncio da seresta

Silêncio da seresta (samba-canção, 1958) - Adelino Moreira

Título da música: Silêncio da seresta / Gênero musical: Samba canção / Intérprete: Nelson Gonçalves / Compositor: Moreira, Adelino / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 801908 / Data de Gravação 00/1957 / Data de Lançamento 00/1958 / Lado B / Disco 78 rpm:


Vai longe o tempo / Em que se a noite era de prata
Violões em serenata / Enchiam o céu de amor
E a morena / Da janela ou do balcão
Se gostava da canção / Sorria ao trovador

Hoje a morena / Vive em copacabana
E todo bairro engalana / Lá de um décimo andar
Vai quando é noite / À boate ou ao cinema
E nem se lembra, que pena / Da existência do luar

Antigamente, à luz fosca / De um lampeão
Uma trova, uma canção / Era o quanto bastava
Pois a morena / Relembrando o amor primeiro
Abraçava o travesseiro / E docemente sonhava

Mas hoje o som / De um plangente violão
Não transpassa o edredon / Que o seu corpo acaricia
E que fazer / Não pode haver retrocesso
Ante a força do progresso / Meu violão silencia.

Meu desejo

Nelson Gonçalves
Meu desejo (samba-canção, 1957) - Adelino Moreira

Título da música: Meu desejo / Gênero musical: Choro / Intérprete: Nelson Gonçalves / Compositor: Moreira, Adelino / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 801751 / Data de Gravação 00/1956 / Data de Lançamento 00/1957 / Lado A / Disco 78 rpm:


Tenho desejo de a vê-la em pranto
Magoá-la tanto com a minha ira
Quero-a em soluços venha rastejando
Chorando e gritando:
-Tudo foi mentira!

Tenho desejo de a maltratar
Vê-la chorar sua ingratidão
Tenho desejo de agarrar-me à ela
Chorar com ela sem lhe dar perdão

Tenho desejos de ofendê-la e magoa-la
Feri-la tanto na presença de outra gente
E ela ofendida, triste sem fala
Seja impotente para dizer:
-Sou inocente...

No meu acesso só desejo castigá-la
Espezinhá-la dando vazão ao meu desejo
Mas, entretanto, tudo que almejo
É enlaçá-la e sufocá-la num só beijo!

Profeta

Nelson Gonçalves
Profeta (samba-canção, 1954) -  Adelino Moreira e Nelson Gonçalves

Título da música: Profeta / Gênero musical: Samba canção / Intérprete: Gonçalves, Nelson / Compositores: Moreira, Adelino - Gonçalves, Nelson / Acompanhamento Conjunto / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 801284 / Data de Gravação 24/03/1954 / Data de Lançamento 06/1954 / Lado A / Disco 78 rpm:


Mesmo não sendo profeta
Eu previ o teu fracasso
A tua jornada incerta
Acompanhei passo a passo
Eu te mostrei na hora certa
A tua trilha ruim
Mesmo não sendo profeta
Profetizei o teu fim

Conselhos foram brinquedos
Pro teu coração devasso
E hoje eu conto nos dedos
Os degraus do teu fracasso
Quanto estiveres cansada
Das madrugadas da rua
Sobe os degraus desta escada
Que esta casa ainda é tua...

segunda-feira, novembro 29, 2010

Funga-funga

Marlene
Funga-Funga (marcha, 1954) - Adelino Moreira e José Gonçalves (Zé da Zilda)

Título da música: Funga-funga / Gênero musical: Marcha / Intérprete: Marlene / Compositores: Moreira, Adelino - Gonçalves, José / Gravadora Continental / Número do Álbum 16891 / Data de Gravação 00/1954 / Data de Lançamento 00/1954 / Lado B / Disco 78 rpm:


No baile do clube do Funga-funga
Jogaram um negócio no salão
E as damas espirravam feito gato
E os homens fungavam feito um leão

No baile do clube do Funga-funga
Jogaram um negócio no salão
E as damas espirravam feito gato
E os homens fungavam feito um leão

Oi, funga-funga-funga, oi
Todo mundo a fungar
Funga-funga-funga
Até o baile acabar

Funga-funga-funga, oi
Todo mundo a fungar
Funga-funga-funga
Até o baile acabar

No baile do clube do Funga-funga
Jogaram um negócio no salão
E as damas espirravam feito gato
E os homens fungavam feito um leão

Funga-funga-funga, oi
Todo mundo a fungar
Funga-funga-funga
Até o baile acabar

Manicure

Nelson Gonçalves
Manicure (samba-canção, 1953) - Adelino Moreira

Título da música: Manicure / Gênero musical: Samba canção / Intérprete: Nelson Gonçalves / Compositor: Moreira, Adelino / Gravadora: Rca victor / Número do Álbum 801173 / Data de Gravação 00/1953 / Data de Lançamento 00/1953 / Lado B / Disco 78 rpm:


Ò formosa manicure
Existe quem me censure
Por tanto assim lhe adorar
É que ninguém imagina
Quanto você é divina
Nessa beleza sem par

Eu fico louco, enciumado
Se um freguês mais ousado
Exalta os encantos seus
Quase me ponho a chorar
Quando lhe vejo pegar
Uns dedos que não são meus

Ò manicure querida
Venha você, minha vida
Quando lhe estendi a mão
Somente agora é que eu sei
Que quando a mão eu lhe dei
Dei também meu coração!

Ò manicure querida
Venha você, minha vida
Quando lhe estendi a mão
Somente agora é que eu sei
Que quando a mão eu lhe dei
Dei também meu coração!

Olha o côco Sinhá

Zé da Zilda - 1946
Olha o côco Sinhá (samba, 1954) - J. Reis, Zé da Zilda (José Gonçalves) e Adelino Moreira

Título da música: Olha o coco Sinhá / Gênero musical: Samba / Intérpretes: Zé da Zilda e Zilda do Zé / Compositores: Moreira, Adelino - Reis, J - Gonçalves, José / Gravadora Odeon / Número do Álbum 13588 / Data de Gravação 00/1953 / Data de Lançamento 00/1954 / Lado A / Disco 78 rpm:


Olha a cal / Olha a cal
Olha o côco, Sinhá!
Olha a a cal / Que qui tá?
Olha o côco, Sinhá!

Olha a cal / Olha a cal
Olha o côco, Sinhá!
Olha a a cal / Que qui tá?
Olha o côco, Sinhá!

Bota água nessa cal
Deixa a cal se desmanchar
Bota cinza nesse côco
Deixa o côco madurar

Olha a cal / Olha a cal
Olha o côco, Sinhá!
Olha a a cal / Que qui tá?
Olha o côco, Sinhá!

Olha a cal / Olha a cal
Olha o côco, Sinhá!
Olha a a cal / Que qui tá?
Olha o côco, Sinhá!

Bota água nessa cal
Deixa a cal se desmanchar
Bota cinza nesse côco
Deixa o côco madurar

Olha a cal / Olha a cal
Olha o côco, Sinhá!
Olha a a cal / Que qui tá?
Olha o côco, Sinhá!

Nego da calça amarela

Zilda do Zé
Nego da calça amarela (bambu, 1952) - Adelino Moreira, O. Silva e Zé da Zilda

Título da música: Nego da calça amarela / Gênero musical: Bambu / Intérpretes: Zé da Zilda e Zilda do Zé / Compositores: Moreira, Adelino - Silva, O - Zé / Acompanhamento Regional / Gravadora Odeon / Número do Álbum 13335 / Data de Gravação 23/07/1952 / Data de Lançamento 10/1952 / Lado A / Disco 78 rpm:


Nego da calça amarela / Onde tu foi passeá?
Nego tu vem banzeiro / Que nem pode si aprumá?
Nego da calça amarela / Onde tu foi passeá?
Nego tu vem banzeiro / Que nem pode si aprumá?

Onde esse nego passa / Todo mundo dá por ela
Só se vê dizendo: / Óia o nego da calça amarela!

Óia o nego da calça amarela!
Óia o nego da calça amarela!
Óia o nego da calça amarela!
Óia o nego da calça amarela!

Esse nego andô bebendo!
Ele ainda tá banzeiro!
Esse nego andô brigando
Ele ainda tá banzeiro!
Esse nego andô caindo!
Ele ainda tá banzeiro, tá!

Inda tá banzeiro, tá!
Inda tá banzeiro, tá!
Inda tá banzeiro, tá!
Inda tá banzeiro, tá!

Esse nego andô bebendo!
Ele ainda tá banzeiro!
Esse nego andô brigando
Ele ainda tá banzeiro!
Esse nego andô caindo!
Ele ainda tá banzeiro, tá!

Inda tá banzeiro, tá!
Inda tá banzeiro, tá!
Inda tá banzeiro, tá!
Inda tá banzeiro, tá!

Nego da calça amarela / Onde tu foi passeá?
Nego tu vem banzeiro / Que nem pode si aprumá?
Nego da calça amarela / Onde tu foi passeá?
Nego tu vem banzero / Que nem pode si aprumá?

Onde esse nego passa / Todo mundo dá por ela
Só se vê dizendo: / Óia o nego da calça amarela!

Óia o nego da calça amarela!
Óia o nego da calça amarela!
Óia o nego da calça amarela!
Óia o nego da calça amarela!

Esse nego andô bebendo!
Ele ainda tá banzeiro!
Esse nego andô brigando
Ele ainda tá banzeiro!
Esse nego andô caindo!
Ele ainda tá banzeiro, tá!

Inda tá banzeiro, tá!
Inda tá banzeiro, tá!
Inda tá banzeiro, tá!
Inda tá banzeiro, tá!

Quem tem

Nelson Gonçalves
Quem tem (choro, 1952) - Adelino Moreira e Nelson Gonçalves

Título da música: Quem tem / Gênero musical: Choro / Intérprete: Gonçalves, Nelson / Compositores: Moreira, Adelino - Gonçalves, Nelson / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 800964 / Data de Gravação 00/1952 / Data de Lançamento 00/1952 / Lado B / Disco 78 rpm:


Quem tem / Um sorriso de santa
A face morena / Lábios de veludo
Quem tem muita graça / No andar
A boca pequena / Que me nega tudo
Quem tem / Um corpinho delgado
Um beijo molhado / E na face um sorriso
Quem tem / Tudo isso é você
E você meu amor / É tudo que preciso!

Quem tem / Na doçura do olhar
O verde do mar / E não sabe o que quer
Quem tem / No beijar a carícia
E também a malícia / De toda a mulher
É você / Na expressão da verdade
Meu sonho de amor / Minha felicidade!

Quem tem / Um sorriso de santa
A face morena / Lábios de veludo
Quem tem muita graça / No andar
A boca pequena / Que me nega tudo
Quem tem / Um corpinho delgado
Um beijo molhado / E na face um sorriso
Quem tem / Tudo isso é você
E você meu amor / É tudo que preciso!

Quem tem / Na doçura do olhar
O verde do mar / E não sabe o que quer
Quem tem / No beijar a carícia
E também a malícia / De toda a mulher
É você / Na expressão da verdade
Meu sonho de amor / Minha felicidade!

Saudade resto de amor

Araci de Almeida
Saudade resto de amor (samba, 1953) - Adelino Moreira e Norival Reis

Título da música: Saudade resto de amor / Gênero musical: Samba / Intérprete: Araci de Almeida / Compositores: Moreira, Adelino - Reis, Norival / Gravadora Continental / Número do Álbum 16695 / Data de Gravação 00/1952 / Data de Lançamento 00/1953 / Lado A / Disco 78 rpm:


Saudade resto de amor
De alguém que tanto eu amei
Amei e perdi
Perdi mas não chorei

Hoje você vive a lamentar
Seu triste fim
Hoje a saudade também dá
Cabo de mim
Vamos sentindo a mesma dor
Saudade resto de amor

Saudade resto de amor
De alguém que tanto eu amei
Amei e perdi
Perdi mas não chorei

Hoje você vive a lamentar
Seu triste fim
Hoje a saudade também dá
Cabo de mim
Vamos sentindo a mesma dor
Saudade resto de amor

Não fujas

Não fujas (fado, 1945) - Carlos Campos

Adelino Moreira
Adelino Moreira  (28/3/1918 Porto, Portugal - 7/5/2002 Rio de Janeiro, RJ) antes de virar compositor era cantor de fados. Aos 20 anos, começou a aprender bandolim, passando logo após à guitarra portuguesa. Seu pai era o patrocinador do programa "Seleções portuguesas" apresentado pela Rádio Clube do Brasil, dirigido pelo maestro Carlos Campos, seu professor de guitarra e compositor de fados.

Título da música: Não fujas / Gênero musical: Fado / Intérprete: Moreira, Adelino / Compositor: Campos, Carlos / Gravadora : Continental / Número do Álbum: 15334 / Data de Gravação: 1944-1945 / Data de Lançamento: 00/1945 / Lado B / Disco 78 rpm:


Não fujas / Não é preciso
Não desvies o olhar
Quando me vês já na rua
Não fujas / Não é preciso
Não desvies o olhar
Quando me vês já na rua

Ao menos mostra um sorriso
Ò minha alma a suspirar
Por um pouquinho da tua
Ao menos mostra um sorriso
Ò minha alma a suspirar
Por um pouquinho da tua

Não procedas mais assim
Porque o amor ocultar
É sempre amor disfarçado
Não procedas mais assim
Porque o amor ocultar
É sempre amor disfarçado

Sempre que passes por mim
Não deixes de me falar
E olhar não é pecado
Sempre que passes por mim
Não deixes de me falar
E olhar não é pecado

Quando passas a fugir
Desse modo, contrafeito
E ar comprometedor
Quando passas a fugir
Desse modo, contrafeito
E ar comprometedor

Tu bem que tentas fingir
Mas eu sinto que o teu peito
Me pede um pouco de amor
Tu bem que tentas fingir
Mas eu sinto que o teu peito
Me pede um pouco de amor

Sonho

Sonho (fado, 1945) - Carlos Campos

Adelino Moreira
Adelino Moreira de Castro (28/3/1918 Porto, Portugal - 7/5/2002 Rio de Janeiro, RJ) veio para o Brasil quando tinha um ano de idade. Aos 20 anos, começou a aprender bandolim, passando logo após à guitarra portuguesa. Seu pai era o patrocinador do programa "Seleções portuguesas" apresentado pela Rádio Clube do Brasil, dirigido pelo maestro Carlos Campos, seu professor de guitarra.

Em 1948, voltou a Portugal, gravando canções brasileiras. Lá, participou como cantor da revista Os vareiros. Retornando ao Brasil, no início dos anos 1950, abandonou a carreira de cantor, intensificando sua atividade de compositor.

Título da música: Sonho / Gênero musical: Fado / Intérprete: Adelino Moreira  / Compositor: Campos, Carlos / Gravadora Continental / Número do Álbum 15334 / Data de Gravação 1944-1945 / Data de Lançamento 00/1945 / Lado A / Disco 78 rpm:

Ofensa

Adelino Moreira
Ofensa (samba-canção, 1958) - Adelino Moreira

Título da música: Ofensa / Gênero musical: Samba canção / Intérprete: Machado, Dilson / Compositor: Moreira, Adelino / Acompanhamento Conjunto / Gravadora Polydor / Número do Álbum 279 / Data de Gravação 18/08/1958 / Lado B / Disco 78 rpm:


Quando vi positivado
O seu erro, meu amigo
Investi alucinado
Para lhe dar castigo
Então levantei meu braço
Pra ferir o rosto seu
Mas cingi-o num abraço
E beijei quem me ofendeu

É que os olhos da criatura
Tão cheios de formosura
Inspiravam tal doçura
Tanto carinho e perdão
Que até me lembrou Jesus
Quando pregado na cruz
Cheio de graça e de luz
Perdoar o bom ladrão

domingo, novembro 28, 2010

A fruta é boa

Marlene
A fruta é boa (marcha, 1955) - Arnô Provenzano, Otolindo Lopes e Fausto Guimarães

Título da música: A fruta é boa / Gênero musical: Marcha / Intérprete: Marlene / Compositores: Provenzano, Arno - Guimarães, Fausto - Lopes, Otolindo / Acompanhamento Coro / Orquestra / Gravadora Sinter / Número do Álbum 448 / Data de Lançamento 1955-1955 / Lado A / Disco 78 rpm


A fruta é boa / Tem vitamina
Engorda velho / Broto e menina
A fruta é boa / Tem vitamina
Engorda velho / Broto e menina

Espreme, espreme, espreme / Laranja e tangerina
Oi mexe, mexe e mexe / Pra fazer a vitamina
Espreme, espreme, espreme / Laranja e tangerina
Oi mexe, mexe e mexe / Pra fazer a vitamina

A fruta é boa / Tem vitamina
Engorda velho / Broto e menina
A fruta é boa / Tem vitamina
Engorda velho / Broto e menina

A fruta é boa / Tem vitamina
Engorda velho / Broto e menina
A fruta é boa / Tem vitamina
Engorda velho / Broto e menina

Espreme, espreme, espreme / Laranja e tangerina
Oi mexe, mexe e mexe / Pra fazer a vitamina
Espreme, espreme, espreme / Laranja e tangerina
Oi mexe, mexe e mexe / Pra fazer a vitamina

Quantos manetas

Gilberto Alves
Quantos manetas (marcha, 1957) - Otolindo Lopes e Arnô Provenzano

Título da música: Quantos manetas / Gênero musical: Marcha / Intérprete: Gilberto Alves / Compositores: Provenzano, Arno - Lopes, Otolindo / Acompanhamento Coro / Orquestra / Gravadora Copacabana / Número do Álbum 5710 / Data de Lançamento 01/1957 / Lado B / Disco 78 rpm (mas olha aí, ah, ah, ah... é o Brasil de hoje):


Isso assim tá muito bom
Deixa falar quem quiser
Tem cofap, tem cadilac
Tem boate e tem mulher

Isso assim tá muito bom
Deixa falar quem quiser
Tem cofap, tem cadilac
Tem boate e tem mulher

Uísque sobrando
Já faturei de outras marretas
Mas, se cortasse a mão
De quem rouba
Quantos e quantos manetas!

Isso assim tá muito bom
Deixa falar quem quiser
Tem cofap, tem cadilac
Tem boate e tem mulher

Uísque sobrando
Já faturei de outras marretas
Mas, se cortasse a mão
De quem rouba
Quantos e quantos manetas!

Quem vive de vento

Dircinha Batista
Quem vive de vento (marcha, 1958) - Arnô Provenzano, William Duba e Otolindo Lopes

Disco 78 rpm / Título da música: Quem vive de vento / Autoria: Provenzano, Arnô (Compositor) / Lopes, Otolindo (Compositor) / Duba, William (Compositor) / Dircinha Batista, 1922-1999 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 18/09/1957 / Nº Álbum 801890 / Lado B / Lançamento: 01/1958 / Gênero musical: Marcha /

Mulher de toda parte / Seja o tipo que ela for
Precisa ter um protetor / Que importa se o tipo
É feio ou careca / O bolo recheado
É o que interessa!

Mulher de toda parte / Seja o tipo que ela for
Precisa ter um protetor / Que importa se o tipo
É feio ou careca / O bolo recheado
É o que interessa!

Sem carta
Ninguém é Romeu
Quem vive de vento
É pneu

Vai vigarista

Gilberto Alves
Vai vigarista (marcha, 1956) - Arnô Provenzano e Otolindo Lopes

Título da música: Vai vigarista / Gênero musical: Marcha / Intérprete: Gilberto Alves / Compositores: Provenzano, Arno - Lopes, Otolindo / Gravadora Copacabana / Número do Álbum 5510 / Data de Gravação 00/1955 / Data de Lançamento 00/1956 / Lado B / Disco 78 rpm:


Vai vigarista / Boa viagem!
Vai vigarista / Boa viagem!
Amor não é negócio
Pra ninguém querer vantagem

Vai vigarista / Boa viagem!
Vai vigarista / Boa viagem!
Amor não é negócio
Pra ninguém querer vantagem

Um grande amor não tem preço
Pra quem tem boa formação
Eu vi você, tenho pena
Ò cabeça de camarão!

Vai vigarista / Boa viagem!
Vai vigarista / Boa viagem!
Amor não é negócio
Pra ninguém querer vantagem

Vai vigarista / Boa viagem!
Vai vigarista / Boa viagem!
Amor não é negócio
Pra ninguém querer vantagem

Um grande amor não tem preço
Pra quem tem boa formação
Eu vi você, tenho pena
Ò cabeça de camarão!

Eu quero rebolar

Risadinha
Eu quero rebolar (marcha, 1954) - Otolindo Lopes e Arnô Provenzano

Título da música: Eu quero rebolar / Gênero musical: Marcha / Intérprete: Risadinha / Compositores: Provenzano, Arno - Lopes, Otolindo / Acompanhamento Orquestra /Gravadora Odeon / Número do Álbum 13577 / Data de Gravação 27/10/1953 / Data de Lançamento 01/1954 / Lado lado A / Disco 78 rpm:


Bate o bumbo, bate o bumbo
Deixa o bumbo rebentar
Eu quero é viver por lá
Deixa o circo pegar fogo
Deixa o feijão aumentar
Eu quero é viver por lá

Bate o bumbo, bate o bumbo
Deixa o bumbo rebentar
Eu quero é viver por lá
Deixa o circo pegar fogo
Deixa o feijão aumentar
Eu quero é viver por lá

O pagode está redondo
É aqui que eu vou sambar
Quem fica parado é poste
Eu quero é me rebolar

Bate o bumbo, bate o bumbo
Deixa o bumbo rebentar
Eu quero é viver por lá
Deixa o circo pegar fogo
Deixa o feijão aumentar
Eu quero é viver por lá

Bate o bumbo, bate o bumbo
Deixa o bumbo rebentar
Eu quero é viver por lá
Deixa o circo pegar fogo
Deixa o feijão aumentar
Eu quero é viver por lá

O pagode está redondo
É aqui que eu vou sambar
Quem fica parado é poste
Eu quero é me rebolar

Nasceu pra sofrer

Odete Amaral
Nasceu pra sofrer (samba, 1954) - Oldemar Magalhães, Arnô Provenzano e Isaías Ferreira

Título da música: Nasceu pra sofrer / Gênero musical: Samba / Intérprete: Odete Amaral / Compositores: Provenzano, Arno - Ferreira, Isaias - Magalhães, Oldemar  / Gravadora Odeon / Número do Álbum 13580 / Data de Gravação 00/1953 / Data de Lançamento 00/1954 / Lado A / Acervo Humberto Franceschi / Disco 78 rpm


Com muito amor / Te dei um lar
Fiz tudo / Pra você não errar
Mas, infelizmente / A vida é assim
Agora só resta esperar / O fim
Outros amores / Você pode arranjar
Só o meu viverá...

Com muito amor / Te dei um lar
Fiz tudo / Pra você não errar
Mas, infelizmente / A vida é assim
Agora só resta esperar / O fim
Outros amores / Você pode arranjar
Só o meu viverá...

Retirei todos os espinhos
Deixei tanto afeto
Pra você passar
Fiz tudo
Pra mudar o seu viver
Infelizmente, você nasceu
Pra sofrer

Com muito amor / Te dei um lar
Fiz tudo / Pra você não errar
Mas, infelizmente / A vida é assim
Agora só resta esperar / O fim
Outros amores / Você pode arranjar
Só o meu viverá...

A felicidade é sua

Risadinha
A felicidade é sua (samba, 1953) - Otolindo Lopes e Arnô Provenzano

Título da música: A felicidade é sua / Gênero musical: Samba / Intérprete: Risadinha / Compositores: Provenzano, Arno - Lopes, Otolindo / Acompanhamento Regional / Gravadora Odeon / Número do Álbum 13455 / Data de Gravação 04/09/1952 / Data de Lançamento 06/1953 / Lado A / Disco 78 rpm (muito ruído na gravação):


A vida então pra você
Que tem tudo que quer
Tem dinheiro e saúde
Sabe lá que modelo(?) mulher
Não compra no crediário
A felicidade é sua
Parece que você nasceu
Com a cara virada pra lua

A vida então pra você
Que tem tudo que quer
Tem dinheiro e saúde
Sabe lá que modelo(?) mulher
Não compra no crediário
A felicidade é sua
Parece que você nasceu
Com a cara virada pra lua

Há muita diferença
Do seu palacete para o meu barracão
Minha mulher... (?)
Pra não morrer de inanição
A sua mulher tem de tudo
A felicidade é sua
Parece que você nasceu
Com a cara virada pra lua

Fiquei atravessado

Vocalistas Tropicais
Fiquei atravessado (marcha, 1953) - Arnô Provenzano e Otolindo Lopes

Título da música: Fiquei atravessado / Gênero musical: Marcha / Intérprete: Vocalistas Tropicais / Compositores: Provenzano, Arno - Lopes, Otolindo / Gravadora Odeon / Número do Álbum 13371 / Data de Gravação 00/1952 / Data de Lançamento 00/1953 / Lado A / Disco 78 rpm:


A mulher de hoje em dia
Já não quer usar mais nada
É um tal de saia curta
E vestido decotado
Até eu que era direito
Já fiquei atravessado

A mulher de hoje em dia
Já não quer usar mais nada
É um tal de saia curta
E vestido decotado
Até eu que era direito
Já fiquei atravessado

Na praia é um sucesso
Acredite, meu senhor
É preciso usar binóculo
Para se enxergar o maiô
No cinema é uma gracinha
O senhor nem faz idéia
Tem nudismo lá na tela
E tem bumbum lá na platéia

A mulher de hoje em dia
Já não quer usar mais nada
É um tal de saia curta
E vestido decotado
Até eu que era direito
Já fiquei atravessado

A mulher de hoje em dia
Já não quer usar mais nada
É um tal de saia curta
E vestido decotado
Até eu que era direito
Já fiquei atravessado

Marcha do mudo

Risadinha
Marcha do mudo (marcha, 1953) - Otolindo Lopes e Arnô Provenzano

Título da música Marcha do mudo / Gênero musical: Marcha / Intérprete: Risadinha / Compositores: Provenzano, Arno - Lopes, Otolindo / Gravadora Odeon / Número do Álbum 13386 / Data de Gravação 00/1952 / Data de Lançamento 00/1953 / Lado A / Disco 78 rpm


Que coisa louca
Até parece um absurdo
É ver um mudo
Conquistar uma mulher
Um um é é
Um um é eeé
Ela não fala
Mas sabemos que ele quer

Que coisa louca
Até parece um absurdo
É ver um mudo
Conquistar uma mulher
Um um é é
Um um é eeé
Ela não fala
Mas sabemos que ele quer

Palavra, que tenho medo
Quando vejo um mudo fazer:
Um um é é
Um um ah ah
Mas que perigo
Se o mudo pudesse falar

Que coisa louca
Até parece um absurdo
É ver um mudo
Conquistar uma mulher
Um um é é
Um um é eeé
Ela não fala
Mas sabemos que ele quer

Aviso prévio

Risadinha
Aviso prévio (samba, 1952) - Otolindo Lopes e Arnô Provenzano

Título da música: Aviso prévio / Gênero musical: Samba / Intérprete: Risadinha / Compositores: Provenzano, Arno - Lopes, Otolindo / Gravadora Odeon / Número do Álbum 13292 / Data de Gravação 00/1952 / Data de Lançamento 00/1952 / Lado A / Disco 78 rpm


Eu vou dar quinze dias
De aviso prévio à minha mulher
E ela pode ir ao ministério
Se quiser
Só pensa em grandeza
Tem mania de rica
Está pensando que eu sou
Couro de cuíca

Eu vou dar quinze dias
De aviso prévio à minha mulher
E ela pode ir ao ministério
Se quiser
Só pensa em grandeza
Tem mania de rica
Está pensando que eu sou
Couro de cuíca

Eu estico o meu dinheiro
Pra baronesa esbanjar
Eu dou duro no trabalho
Ela não quer trabalhar
Vive só me conversando
De conversa estou cansado
Ela tem que dar no pé
Pois quem vive de conversa
É advogado

Eu vou dar quinze dias
De aviso prévio à minha mulher
E ela pode ir ao ministério
Se quiser
Só pensa em grandeza
Tem mania de rica
Está pensando que eu sou
Couro de cuíca

Medalha dourada

Jorge Veiga
Medalha dourada (samba, 1950) - Otolindo Lopes e Arnô Provenzano

Título da música: Medalha dourada / Gênero musical: Samba / Intérprete: Jorge Veiga / Compositores: Provenzano, Arno - Lopes, Otolindo / Acompanhamento Conjunto - Geraldo Medeiros / Gravadora Continental / Número do Álbum 16173 / Data de Gravação 1949-1950 / Data de Lançamento 04/1950 / Lado B / Disco 78 rpm:


Ai, eu quisera ter a sua medalha doirada
Que vive dependurada no seu pescoço mimoso
Ai, quem me dera ser a franja do seu vestido
Que cobre esse corpinho tão formoso

Ai, eu quisera ter a sua medalha doirada
Que vive dependurada no seu pescoço mimoso
Ai, quem me dera ser a franja do seu vestido
Que cobre esse corpinho tão formoso

Por me querer tanto, tanto
Me desprezas tanto assim
Não sei porque foges de mim
Enquanto você vaidosa (?) e não me vê
Eu fico maluquinho por você

Traga mais um chope

Gilberto Alves
Traga mais um chope (samba, 1948) - Otolindo Lopes e Arnô Provenzano

Título da música: Traga mais um chope / Gênero musical: Samba / Intérprete: Gilberto Alves / Compositores: Provenzano, Arno - Lopes, Otolindo / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 800564 / Data de Gravação 00/1947 / Data de Lançamento 00/1948 / Lado B / Disco 78 rpm:


Garçom, traga mais um chope
Eu hoje quero beber até cair no chão
Encontrei nos braços do meu amigo leal
A mulher que eu fiz o bem
E me pagou com o mal
Não quero opinião
Eu hoje quero beber até cair no chão

Garçom, traga mais um chope
Eu hoje quero beber até cair no chão
Encontrei nos braços do meu amigo leal
A mulher que eu fiz o bem
E me pagou com o mal
Não quero opinião
Eu hoje quero beber até cair no chão

Não é por amor que eu vou beber
Não senhor
Pelo contrário
O meu caso é diferente
Existiam tantos pra ela escolher
E o meu amigo
É que foi o seu pretendente
Mas para falar a verdade
Foi melhor errar agora
Do que mais tarde

Errar é banal

Linda Batista
Errar é banal (samba, 1946) - Erasmo Silva e Arnô Provenzano

Título da música: Errar é banal / Gênero musical: Samba / Intérprete: Linda Batista / Compositores: Provenzano, Arno - Silva, Erasmo / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 800422 / Data de Gravação 00/1946 / Data de Lançamento 00/1946 / Lado B / Disco 78 rpm:


O errar na vida / É uma coisa tão banal
Persistir no erro / É que não é natural
Persistindo assim / Você não tem termina bem
Não há ninguém neste mundo / Que faça algum mal
E não pague também

O errar na vida / É uma coisa tão banal
Persistir no erro / É que não é natural
Persistindo assim / Você não tem termina bem
Não há ninguém neste mundo / Que faça algum mal
E não pague também

Quem espera alcança / Eu não canso de esperar
Quem procura encontra / Você vai encontrar
Alguém que lhe maltrate / E lhe trate com desdém
Não há ninguém neste mundo / Que faça algum mal
E não pague também

Arnô Provenzano

Arnô Provenzano (Circa 1920 - Rio de Janeiro, RJ), compositor, gravou sua primeira música, o samba Resignação (com Geraldo Pereira), em 1943, interpretado por Odete Amaral. Três anos depois, compôs o samba Errar é banal (com Erasmo Silva), lançado por Linda Batista na gravadora Victor.

Em 1950, Elizeth Cardoso gravou pela Todamérica o samba A mentira acaba, parceria com Ruy de Almeida; Ivan de Alencar registrou, também na Todamérica, a batucada E ê rapaziada, com Otolindo Lopes e Oldemar Magalhães, e o cantor Jorge Veiga lançou pela Continental o samba Medalha dourada, com Otolindo Lopes. No ano seguinte, duas parcerias com Otolindo Lopes foram gravadas na Odeon pelo sambista Risadinha: O doutor não gosta e Você já foi.

Em 1952, Risadinha gravou os sambas Aviso prévio, e A felicidade é sua, e a Marcha do mudo, todas com Otolindo Lopes, também na Odeon. Ainda pela Odeon, os Vocalistas Tropicais lançaram a marcha Fiquei atravessado, com Otolindo Lopes. Visando o carnaval de 1954, Risadinha gravou em outubro de 1953 a marcha Eu quero rebolar, com Otolindo Lopes, enquanto Odete Amaral registrou o samba Nasceu pra sofrer, com Isaías Ferreira e Oldemar Magalhães. Também nesse ano, os Vocalistas Tropicais gravaram pela Continental a marcha Amor de rica, com Almeidinha, Oldemar Magalhães e Otolindo Lopes. 

Em 1954, fez com Gildo Pinheiro e J. Reis, o samba Vida incerta lançado por Osvaldo Silva na gravadora Copacabana, e com Otolindo Lopes, o samba Café Nice, falando do famoso café onde se reuniam compositores e cantores no centro do Rio de Janeiro, gravado com sucesso por Risadinha na Odeon. Ainda no mesmo ano, mais duas marchas com Otolindo Lopes foram gravadas na Odeon: Casado fala pouco, por Risadinha, e Miss crioula, por Odete Amaral. 

Em 1955, fez sucesso no carnaval com a marcha Napoleão boa boca, parceria com Otolindo Lopes e Oldemar Magalhães, gravada por Blecaute na Copacabana. No mesmo ano, a cantora Marlene gravou pela Sinter a marcha A fruta é boa, com Otolindo Lopes e Fausto Guimarães, e o sambista Roberto Silva lançou pela Copacabana o baião Está uma gracinha, com Otolindo Lopes e Oldemar Magalhães. 

Em 1956, fez sucesso no carnaval com a marcha Vai vigarista, parceria com Otolindo Lopes, gravada por Gilberto Alves na Copacabana. Teve ainda a marcha Cão que ladra não morde, com Otolindo Lopes e Oldemar Magalhães, gravada por Marlene em disco da RCA Victor. 

No ano seguinte, a marcha Não te mete nisso, com Otolindo Lopes e William Duba, foi gravada por Vera Lúcia pela Continental; a marcha Quantos manetas, com Otolindo Lopes foi lançada por Gilberto Alves pela Copacabana, e a marcha Quem vive de vento, com William Duba e Otolindo Lopes, foi registrada por Dircinha Batista pela RCA Victor. Ainda em 1957, foram gravadas na Todamérica duas marchas, parcerias com Otolindo Lopes e Fausto Guimarães: Quem perdeu foi ela, por Ari Cordovil, e Pistão e trombone, por Ivete Garcia. No carnaval paulista desse ano, a gravação da qual mais discos se vendeu foi a marcha Ela foi fundada, (com Otolindo Lopes e Oldemar Magalhães) gravada por Dircinha Batistal. 

Teve duas composições (com Otolindo Lopes e Oldemar Magalhães) gravadas pelas irmãs Batista em 1958 pela RCA Victor: o samba Uma grande dor, na voz de Linda Batista, e a marcha Papai é camarada, na voz de Dircinha Batista. 

Em 1962, teve a marcha Vou ter um troço, com Otolindo Lopes e Jackson do Pandeiro, gravado pela Continental pelo harpista Papi Galan. No mesmo ano, as marchas Vou ter um troço e Tô com a macaca, com Jackson do Pandeiro e Otolindo Lopes, foram gravadas na Philips por Jackson do Pandeiro. 

Em 1963, sua marcha Atchim (Deus te ajude), com Otolindo Lopes e Oldemar Magalhães, foi registrada por Heleninha Costa na gravadora Chantecler. No mesmo período, a marcha Segura o homem, com Flora Matos e Otolindo Lopes, foi gravada por Luiz Vanderley, a marcha Pau de arara enxuto, com Otolindo Lopes e José Batista, foi registrado pelo comediante Valter D'Ávila, a marcha Mete a mão no bolso, com Flora Matos, recebeu registro de Sandra Helena, e a marcha Com você eu fico, com José Batista e Otolindo Lopes, foi lançada por Orlando Gil, as quatro pela pequena gravadora Albatroz. 

Em 1976, o samba-canção Resignação, com Geraldo Pereira, foi regravado por Cristina Buarque no LP Prato e faca, da RCA Victor. Em 1983, esse samba foi incluído no LP Geraldo Pereira - Pedrinho Rodrigues e Bebel Gilberto, lançado pela Funarte em homenagem a Geraldo Pereira. Em 1997, sua composição A mentira acaba, com Rui de Almeida, foi relançada em CD lançado pela RGE em homenagem à cantora Elizeth Cardoso. 

No ano seguinte, o samba Resignação foi incluído no disco Chico Buarque de Mangueira lançado por Chico Buarque. O samba Medalha dourada foi relançado em 2001 pelo selo Revivendo no CD Testamento dos sambistas que reuniu gravações de Moreira da Silva, Jorge Veiga e Caco Velho. 

Já o samba Miss crioula na voz de Odete Amaral foi relançado no CD Carnaval - Sua História, Sua Glória, volume 22 editado pela Revivendo no mesmo ano. Em 2002, a marcha Tô com a macaca, com Otolindo Lopes e Jackson do Pandeiro, foi regravada por Silvério Pessoa no disco independenete Batidas Urbanas - Projeto Micróbio do Frevo.

Obra

A felicidade é sua (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes), A fruta é boa (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes e Fausto Guimarães), A mentira acaba (Arnô Provenzano / Rui de Almeida), Amor de rica (Arnô Provenzano / Almeidinha, Oldemar Magalhães e Otolindo Lopes), Atchim (Deus te ajude) (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes e Oldemar Magalhães), Aviso prévio (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes), Café Nice (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes), Cão que ladra não morde (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes e Oldemar Magalhães), Casado fala pouco (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes), Com você eu fico (Arnô Provenzano / José Batista e Otolindo Lopes), Ê, ê rapaziada (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes e Oldemar Magalhães), Ela foi fundada (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes e Oldemar Magalhães), Eu, hein, boi? (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes), Errar é banal (Arnô Provenzano / Erasmo Silva), Está uma gracinha (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes e Oldemar Magalhães), Eu quero rebolar (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes), Fiquei atravessado (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes), Marcha do mudo (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes), Medalha dourada (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes), Mete a mão no bolso (Arnô Provenzano / Flora Matos), Meu bom Alá (Arnô Provenzano / Oldemar Magalhães), Miss crioula (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes), Não te mete nisso (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes e William Duba), Napoleão boa boca (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes e Oldemar Magalhães), Nasceu pra sofrer (Arnô Provenzano / Isaias Ferreira e Oldemar Magalhães), O doutor não gosta (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes), Papai é camarada (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes e Oldemar Magalhães), Pau de arara enxuto (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes e José Batista), Pistão e trombone (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes e Fausto Guimarães), Quantos manetas (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes), Quem perdeu foi ela (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes e Fausto Guimarães), Quem vive de vento (Arnô Provenzano / William Duba e Otolindo Lopes), Resignação (Arnô Provenzano / Geraldo Pereira), Segura o homem (Arnô Provenzano / Flora Matos e Otolindo Lopes), Tô com a macaca (Arnô Provenzano / Jackson do Pandeiro e Otolindo Lopes), Uma grande dor (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes e Oldemar Magalhães), Vai, vigarista (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes), Vida incerta (Arnô Provenzano / Gildo Pinheiro e J. Reis), Você já foi (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes), Vou ter um troço (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes e Jackson do Pandeiro).

Fontes: Arnô Provenzano (http://www.musicapopular.org/arno-provenzano); Dicionário Cravo Albin da MPB.