sexta-feira, novembro 05, 2010

Vamos brincar de amor

Ruy de Almeida
Vamos brincar de amor (valsa, 1951) - Ruy de Almeida

Título da música: Vamos brincar de amor ;/ Gênero musical: Valsa / Intérprete(s): Almeida, Rui de / Compositor(es): Almeida, Rui de / Gravadora: Todamérica / Número do Álbum: 5076 / Data de Gravação: 00/1951 / Data de Lançamento: 00/1951 / Lado: lado A / Rotações: Disco 78 rpm:


Eu quando era criança
Muito brincava e sorria
Tendo em você a esperança
De uma constante alegria
Eu sinto grande saudade
Do seu riso angelical
Quando eu falei com vaidade
Numa festa de Natal:


"Vamos brincar de papai e mamãe
Você vai ser mamãe, eu vou ser o papai"


E nesta alegria de raro esplendor
Brincava com a gente
O brinquedo do amor


"Vamos brincar de papai e mamãe
Você vai ser mamãe, eu vou ser o papai"


E nesta alegria de raro esplendor
Brincava com a gente
O brinquedo do amor...

Nunca mais

Ruy de Almeida
Nunca mais (bolero, 1953 ) - Ruy de Almeida

Título da música: Nunca mais / Gênero musical: Bolero / Intérprete(s): Almeida, Rui de / Compositor(es): Almeida, Rui de / Acompanhamento: Orquestra / Gravadora Todamérica / Número do Álbum: 5331 / Data de Gravação: 25/06/0019 / Data de Lançamento: 08/1953 / Lado: lado B / Rotações: Disco 78 rpm:


Tantas vezes procurei sorrir
Tantas vezes procurei fingir
Mas agora confessar-te-ei
Em você jamais acreditei...

Nunca mais você encontrará
Quem lhe faça
O que eu lhe fiz, querida

Nunca mais você compreenderá
Porque esse grande amor
Foi para mim
A própria vida

Nunca mais você esquecerá
A razão de afastar-me
De uma vez

Nunca mais voltarei
Com este adeus
Pois levarei contigo
Eternamente, os sonhos meus!

Moraes Neto

Moraes Neto (Feliciano Constantino de Moraes Neto), cantor, nasceu em 23/3/1918, no município de Machado, Minas Gerais, e faleceu em 24/11/2009, em Curitiba, Paraná.

Proveniente de uma família de músicos, seu avô, Feliciano Constantino de Moraes, era maestro, condecorado pelo imperador D. Pedro II, no Rio de Janeiro, cidade onde atuava . A mãe, Augusta de Moraes Anoni, tocava piano e acompanhava os artistas que aportavam para se apresentar no Teatro de Machado. O pai era comerciante.

Em 1936, aos 18 anos de idade, foi para Belo Horizonte a convite de Israel Pinheiro, tendo sido aprovado em teste que lhe possibilitou atuar na Rádio Inconfidência, vínculo que manteve por três anos. Em seguida, convidado a apresentar-se na Ceará Rádio Clube (PRF-9) de Fortaleza, manteve-se na cidade durante todo o ano de 1940.

No ano seguinte, ingressou na Tupi, do Rio de Janeiro, onde se firmou, conquistando a admiração de Ary Barroso, que o chamava de Boi, por "não saber a força que tinha" como cantor. Ary preparou então duas músicas para seu disco de estréia: a marcha Chula-ô e o samba Isto aqui, o que é? (Sandália de prata), numa gravação com orquestra comandada pelo maestro Fon-Fon, ambas para o carnaval de 1942.

Gravou oito discos na Odeon, caracterizando-se sempre pelo bom gosto na escolha de seu repertório. Ainda em 1942, participou do famoso filme Tudo é verdade (It's All True), de Orson Welles. Cantou nos estúdios da Cinédia três músicas: Carinhoso (com Odete Amaral no contracanto), Alô, alô, América e Escravos de Jó, substituindo Francisco Alves.

No mesmo ano, gravou o samba Brasil novo, de Saint-Clair Sena  e Alcir Pires Vermelho e a valsa Alma dos violinos, de Lamartine Babo e Alcir Pires Vermelho. Na mesma época, engajado no esforço de guerra gravou o dobrado Pelo Brasil! Pela vitória, de Humberto Teixeira e Caio Lemos.

Em 1943, gravou acompanhado ao acordeom por Antenógenes Silva a canção Luar do sertão, de Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco. No mesmo ano, voltou a gravar duas músicas de Ary Barroso, a marcha Quem cabras não tem... e o samba Madrugada. No mesmo ano, gravou de Lupicínio Rodrigues, a quem conheceu em Porto Alegre e de quem se tornou amigo, o samba Eu é que não presto.

Em 1944, gravou as primeiras composições de Jair Amorim em parceria com José Maria de Abreu, a valsa Adeus, amor e o fox-canção Bisarei esta canção. Em 1945, gravou a valsa Sonhando, de Joyce, com versão de Paulo Roberto e o fox Hei de encontrar-te algum dia, de Steiner e Washington, com versão de Mário Mendes.

Em 1949, passou a atuar na Rádio Nacional, regressando posteriormente à Tupi. Transferiu-se para a Argentina, onde atuou em várias rádios e casas noturnas, sempre acompanhado pelo violonista Paulinho de Pinho. Ao regressar, fixou-se em Curitiba, onde continuou cantando.

Discografia

(1945) Sonhando / Hei de encontrar-te algum dia, Odeon, 78; (1944) Adeus, amor / Bisarei esta canção, Odeon, 78; (1943) Luar do sertão, Odeon, 78; (1943) Quem cabras não tem... / Madrugada, Odeon, 78; (1943) Eu é que não presto / Quando a saudade vier, Odeon, 78; (1942) Chula- ô / Isto aqui é que é; Odeon, 78; (1942) Brasil novo / Alma dos violinos, Odeon, 78; (1942) Pelo Brasil pela vitória / Canção do estudante, Odeon, 78.

Moraes Neto revive valsas num espetáculo de Gersinho

(Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 13 de julho de 1990).

Há algum tempo, Leon Barg estava em seu escritório quando teve a melhor surpresa ao receber um visitante inesperado: - "Boa tarde, meu nome é Moraes Neto!" Leon quase se assustou. Afinal, há muito desejava estabelecer um contato com o veterano cantor de rádio, mas não esperava, jamais, uma visita pessoal. Surpresa que aumentou quando ele anunciou: - "É que agora estou morando em Curitiba e não poderia deixar de procurá-lo para cumprimentá-lo pelo seu trabalho na "Revivendo".

Coincidentemente, Leon já estava com uma fita preparada para ser encaminhada ao técnico Airton Pisco, com 7 das músicas que Moraes Neto gravou na Odeon, entre fevereiro de 1942 a junho de 1945. A coincidência de Moraes estar em Curitiba, apenas alegrou Leon Barg, que decidiu incluir suas gravações num álbum com Francisco Alves (1898-1952) e que recebeu o nome de "Quando a Saudade Vier", volume 53 da série "Revivendo".

Quem também adorou conhecer Moraes Neto, na verdade Feliciano Constantino de Moraes Neto, mineiro de Machado, 72 anos completados no dia 23 de março último, em esplêndida forma física, foi Alceu Schwab. É que o nosso organizado pesquisador não só lembrava-se da voz equilibrada e romântica de Moraes Neto em programas das rádios Tupi, Nacional e Jornal do Brasil, como, em suas pesquisas para estabelecer a cronologia dos artistas que se apresentaram no Cassino Ahú, havia verificado que por várias vezes ele ali havia atuado. Só que desconhecia maiores dados a seu respeito. Simpático, comunicativo, gozando hoje uma merecida aposentadoria - o que o levou a se fixar em Curitiba, já que aqui reside seu único filho, Mauro Moraes Neto, continua cantando. Só que em círculos familiares, sem pretensões profissionais.

Foi necessário que Gersinho Bertinez, que vem procurando recuperar o Teatro do Paiol, conhecesse Moraes Neto e, entusiasmado com sua obra, sua plena forma e simpatia, o convidasse para participar de um espetáculo musical, ao seu lado, de Fernandinho de uma música especialmente convidada, a clarinetista curitibana Solamy de Oliveira, integrante da Sinfônica da Bahia. Tendo como título o nome da belíssima valsa de Luiz Antônio Schiavo e Cardoso Silva, que Moraes Neto gravou em 2 de maio de 1943, na Odeon, "Quando a Saudade Vier", este espetáculo terá apenas duas apresentações (amanhã e domingo, 21h, ingressos a Cr$ 200,00) no asfixiante Teatro Universitário (galeria Júlio Moreira).

Mesmo considerando que no Paiol, a partir de hoje, acontece a temporada (aliás, mal promovida) da gaúcha Adriana Calcanhoto, é de se lamentar que uma produção tendo a participação de um artista como Moraes Neto seja relegada a um espaço pouco apropriado. Ao contrário, uma homenagem que se deveria estender ao próprio produtor Leon Barg (a exemplo do que Valêncio Xavier, o competente diretor do Museu da Imagem e do Som soube fazer há meses), o trabalho do editor da "Revivendo" mereceria um reconhecimento local maior, que hoje obtém repercussão nacional.

Talvez o temor de que não houvesse público para lotar o Paiol, tivesse influído na escolha do TUC para as duas apresentações de "Quando a Saudade Vier" - e levado o sempre educado e gentil Gersinho a aceitar este espaço. De qualquer forma, a promoção mereceria melhor tratamento.

Sobre Moraes Neto, é bom lembrar, também conta Abel Cardoso Júnior, na contracapa de seu LP na "Revivendo", que nascido numa família de 10 irmãos, ele ganhou o nome Feliciano em homenagem ao avô Feliciano Constantino de Moraes, maestro, condecorado, no Rio, onde atuava, pelo imperador Pedro II. Sua mãe, Augusta de Moraes Anoni tocava piano e acompanhava os artistas que se apresentavam no teatro na cidade de Machado. Só seu pai, comerciante, não se dedicava à música.

Em 1936, com 18 anos, Moraes Neto, a convite de Israel Pinheiro, foi para Belo Horizonte, onde, depois de aprovado no teste, atuou na Rádio Inconfidência durante três anos. Veio um convite para cantar alguns dias na Ceará Rádio Clube (PRF-9), de Fortaleza, que se estendeu por todo o ano de 1940. Em 1941, foi para a Tupi no Rio de Janeiro, onde começou sua amizade com Ary Barroso, que o chamava de "Boi", por "não saber a força que tinha" como cantor.

Para o seu disco de estréia - feito em dezembro de 1941 - Ary lhe deu duas músicas: a marcha "Chula-Ô" e "Isto aqui o que É", ambas para o carnaval de 42. A segunda se tornaria um grande sucesso, merecendo, anos depois, gravações de Gilberto Gil e João Gilberto. Mesmo não sendo uma música propriamente carnavalesca, "Isto aqui o que É" (mais um samba-exaltação ao Rio de Janeiro), ganhou muito com o arranjo marcante do maestro Fon-Fon (Otaviano Romero Fontana, Alagoas - 1908/Atenas, Grécia, 1951).

Embora tenha gravado pouco, Moraes Neto foi o primeiro a registrar "Adeus Amor" e "Bisarei esta Canção", de Jair Amorim. De Lupicínio Rodrigues (1914-1974) lançou "Eu é que não Preciso" e se tornou grande amigo do compositor gaúcho, de quem recebeu algumas composições que permanecem inéditas. Moraes também conheceu Orson Welles (1915-1985): quando o diretor de "Cidadão Kane" esteve no Brasil, em 1942, ele esteve em algumas filmagens de "It's all True". Participaria de três músicas - "Carinhoso" (com Odete Amaral no contracanto), "Alô, Alô, América" e "Escravos de Jó" (em substituição a Francisco Alves, que havia pedido um cachê muito alto: Moraes, como substituto, recebeu 20 mil contos). Infelizmente, Welles nunca pôde concluir o filme e a esperança de Moraes Neto é que entre os negativos encontrados há 3 anos, nos antigos depósitos da RKO, em Hollywood, possa estar esta seqüência.

Passando por vários prefixos (Tupi, Nacional, Jornal do Brasil), com o seu casamento com Marina Fraga Moraes, sua vida sofreu algumas modificações. Sua esposa, diplomata, foi trabalhar na embaixada do Brasil em Buenos Aires, onde o casal residiu entre 1975/82. 

Mesmo sem pretender fazer carreira profissional, Moraes atuou em rádios e casas noturnas na capital argentina, acompanhado do violonista Paulinho de Pinho. Hoje radicado em Curitiba, discreto, só agora sua importância começa ser revelada. Suas duas apresentações, como convidado, no show "Quando a Saudade Vier", neste fim de semana, é apenas um trailer para um espetáculo maior, que ele - e a "Revivendo" merecem. LEGENDA FOTO - Moraes Neto, 72 anos, um famoso cantor de rádio nos anos 40, apresenta-se amanhã e domingo no TUC.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira; Gazeta do Povo - Obituário; Tablóide digital: Moraes Neto revive...; Bibliografia Crítica: AZEVEDO, M. A . de (NIREZ) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982.

Ari Monteiro

Ari Monteiro (Rio de Janeiro, RJ, 20/12/1905), compositor,  produziu sambas, fox, rojão, forró, boleros, xotes e outros ritmos musicais, e teve mais de 100 composições foram gravadas por diferentes intérpretes, entre os quais, Luiz Gonzaga, Ivon Curi, Araci de Almeida, Demônios da Garoa, Ari Lobo, Gerson Filho, Ciro Monteiro e Jackson do Pandeiro.

Seu principal parceiro foi Irani de Oliveira, com quem compôs entre outras, a marcha Imigrante, o samba Creio em São Paulo, gravados por Lolita Rios, a valsa Aleluia gravada por Sandra Helena, o samba Vai saudade... gravado por Léo Villar e o samba Padroeiro do Brasil, gravada por Sandra Helena.

Em 1946, Orlando Silva gravou seu fox-canção Não me deixe sozinho , parceria com Roberto Martins.  No ano seguinte, compôs com Luiz Gonzaga o samba Meu pandeiro, gravado pelo próprio Gonzaga na Victor. Em 1950, Araci Costa gravou pela Todamérica a marcha "Também tenho", parceria com Peterpan.

Em 1951, compôs com Roberto Martins o Maxixe do beijo e o samba Se você me adora, gravados por Araci Costa na Todamérica e Gilberto Alves gravou a valsa Cosme e Damião (parceria com Roberto Martins). No ano seguinte, os Anjos do Inferno gravaram pela Copacabana os sambas Vem cá xodó, parceria com Hianto de Almeida e Vai saudade..., com Irani de Oliveira e, Jorge Goulart gravou também pela Copacabana o samba-canção Menina Maria, parceria com João Crisóstomo e Alfredo Borba.

Em 1953, Ataulfo Alves gravou o samba Conceição e Roberto Paiva gravou o samba Sombras do passado, parceria com Raimundo Olavo. Jamelão, em 1954, gravou pela Sinter o samba Sem teu amor, parceria dos dois e Hélio Chaves e Lolita Rios gravaram pela Copacabana o samba De braços abertos, parceria com Roberto Martins.

Em 1955, Odete Amaral gravou o samba-canção Noites longas, parceria com Souza Rabelo e o samba Espada de São Jorge, parceria com Antonio Rabelo. Em 1956, compôs com Maruim o baião Saudade da boa terra, gravado no mesmo ano por Luiz Gonzaga e Dora Lopes gravou pela Continental o samba-canção Tanto faz, parceria com Luís Antônio.

Em 1957, Odete Amaral gravou os sambas Dedo de Deus, parceria com Raul Marques e Vieram me contar, com Umberto Silva. No ano seguinte, Bob Nelson  gravou pela Polydor o xote Um vaqueiro na cidade, Emilinha Borba pela Columbia o samba Resolve. No mesmo período, Jackson do Pandeiro gravou o baião Tum-tum-tum, parceria com Cristóvão de Alencar e, Abdias gravou Roedeira dor do amor.

Em 1959, teve diversas composições gravadas por diferentes intérpretes entre as quais, Obrigado São Jorge, samba, por Jair Alves, A vida é bela, fox parceria com Bruno Marnet, por Neusa Maria, Me ajude doutor, baião em parceria com Elias Ramos, por Valter Damasceno, o maracatu Sertanejo do Norte, parceria com João do Vale, gravado por Luiz Gonzaga e o rojão Mariana, feito com Barbosa da Silva e gravado por Ari Lobo.

Em 1960, Ivon Curi gravou a chegança Forró do beliscão, parceria com João do Vale e Leôncio, Araci de Almeida gravou o samba Mulher de boêmio, parceria com Alcebíades Nogueira e Bruno Marnet gravou o samba O samba do Genaro, parceria dos dois.

Em 1961, os Demônios da Garoa gravaram o samba Não emplaca 61, parceria com Monsueto. No mesmo ano, compôs com Gerson Filho o forró Roedeira, gravado pelo próprio sanfoneiro alagoano Gerson Filho. No ano seguinte, Ari Lobo gravou o bolero Pedido a São Jorge, Ciro Monteiro gravou Pelo cano, com Noaci Marcenas e Zé Trindade gravou Hoje à noite tem, com João Silva.

Em 1963, compôs com João do Vale e José Ferreira a toada Quem encosta em Deus não cai. Em 1964, compôs com Júlio Ricardo a toada Rainha do mundo, gravada por Luiz Gonzaga.

Em 1975, teve o samba Rugas, parceria com Augusto Garcez e Nelson Cavaquinho regravado pelo cantor Luís Cláudio no LP Reportagem, lançado pela gravadora Odeon. Em 1979, a cantora Waleska gravou o samba-canção Um de nós dois, com Arnaldo Moreira e Anselmo Peixoto no LP Palavras amigas lançado pela gravadora Copacabana.

Obra

27 de setembro (c/ Irani de Oliveira), A colombina de Portugal (c/ Aristides Chaves), A padroeira do Brasil (c/ Irani de Oliveira), A vida é bela (c/ Bruno Marnet), Aleluia (c/ Irani de Oliveira), Amargura (c/ Genival Macedo), Amor de hoje, Apertadinho (c/ Airão Reis), As coisas boas do Norte (c/ Orlando Trindade), Baião do pachá (c/ Irani de Oliveira), Boa demais (c/ Castro Perret), Bossa nova, (c/ Roberto Martins), Cadê Zazá, Canta vagabundo, Carioca 58 (c/ Bruno Marnet e Bill Farr), Carta pra Quinô (c/ Carrapeta), Conceição (c/ Ataulfo Alves), Condução a jato (c/ Antonio Rebelo e Luiz Augusto), Confusão no baile (c/ Antônio Bento), Conversa fiada (c/ Adolfo Macedo e Maginot), Creio em São Paulo (c/ Irani de Oliveira), De braços abertos (c/ Roberto Martins), Dedo de Deus (c/ Raul Marques), Deixa a gente sambar (c/ Hilarião João Batista Filho), Depois das dez (c/ Valter Tourinho), Espada de São Jorge (c/ Ari Rabelo), Estou com São Jorge (c/ Irani de Oliveira), Eu quero ver (c/ Ruy Rey), Festa do papai (c/ Irani de Oliveira), Folha de papel (c/ Paulo Marques e Sávio Barcelos), Forró do beliscão (c/ João do Vale e Leôncio), Forró no marruá (c/ Luiz Guimarães), Garota do balcão (c/ Genival Macedo), Hoje à noite tem (c/ João Silva), Imigrante (c/ Irani de Oliveira), Juntinho de você (c/ Raul Marques), Lavita é bela (c/ Bruno Marnet e Bill Farr), Linda (c/ Alventino Cavalcânti), Lua-de-mel (c/ Bruno Marnet), Mais uma do Barnabé (c/ Castro Vargas), Mané Gardino (c/ Elias Soares), Marcha do bambolê (c/ Miguel Lima e Arino Nunes), Marcha do beijo (c/ Irani de Oliveira), Mariana (c/ Barbosa Silva), Maxixe do beijo (c/ Roberto Martins), Me ajude, doutor (c/ Elias Ramos), Menina Maria (c/ João Crisóstomo e Alfredo Borba), Mentes (c/ Augusto Mesquita), Meu nêgo, Meu pandeiro (c/ Luiz Gonzaga), Meu sentido era na bela (c/ João do Vale), Minha esposa (c/ Irani de Oliveira), Momo quer saber (c/ Hilarião João Batista Filho), Morena da ilha (c/ Irani de Oliveira), Mulher de boêmio (c/ Alcebíades Nogueira), Mundo enganador (c/ João Silva), Não é covardia (c/ Raul Marques), Não emplaca 61 (c/ Monsueto Meneses), Não me deixe sozinho (c/ Roberto Martins),  Não sou bobo (c/ Nanai e L. Machado), Noites longas (c/ Souza Rabelo), O baile do Zé (c/ João Silva), O disco da Páscoa (c/ Irani de Oliveira), O mesmo lar (c/ Luís Antônio), O roque errou (c/ Mara Silva), O samba do Genaro (c/ Bruno Marnet), O sertanejo do Norte (c/ João do Vale), Obrigado, São Jorge, Os cabelos de Maria (c/ Osmar Navarro), Padroeira do Brasil, Panelada de bochecha (c/ R. Evangelista), Pedido a São Jorge, Pelo cano (c/ Noaci Marcenas), Piano de bar (c/ Dora Lopes), Quem encosta em Deus não cai (c/ João do Vale e José Ferreira), Rainha do mundo (c/ Julio Ricardo), Repórter amigo (c/ Ari Rebelo), Resolve, Rico é gente bem (c/ Rebelo e J. Pupp), Rock do vovô (c/ Bruno Marnet), Roedeira (c/ Gerson Filho), Roedeira dor do amor (c/ Abdias), Roquefu (c/ Silvio mendonça), Rosário de amargura (c/ Luiz Vanderley), Samba do passado, São João na fazenda (c/ Silveira Junior), Saudade (c/ Ari Rebelo), Saudade da boa terra (c/ Maruim), Se você me adora (c/ Roberto Martins), Se você quiser (c/ Luiz Carlos), Sem teu amor (c/ Jamelão), Show da Central (c/ J. Batista e Paulo Gesta), Só para mulheres (c/ Wilson Batista), Sombra do passado (c/ Raimundo Olavo), Também tenho (c/ Peterpan), Tanto faz (c/ Luís Antônio), Timidez, Tum-tum-tum (c/ Cristóvão de Alencar), Um de nós dois (c/ Arnaldo Moreira e Anselmo Peixoto), Um vaqueiro na cidade (c/ Peterpan), Vai saudade... (c/ Irani de Oliveira), Vem cá, xodó (c/ Hianto de Almeida), Vieram me contar (c/ Umberto Silva).

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha; Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira; Bibliografia Crítica: AZEVEDO, M. A . de (NIREZ) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982. CARDOSO, Sylvio Tullio. Dicionário Biográfico da música Popular. Rio de Janeiro: Edição do autor, 1965. MARCONDES, Marcos Antônio. (ED).

Padroeiro do Brasil

Padroeiro do Brasil (samba, 1955) - Ari Monteiro e Irani de Oliveira

Em toda casa tem um quadro de São Jorge
Em toda casa onde o santo é protetor
Num barracão, num bangalô de gente nobre
Há sempre um quadro desse santo salvador

Quem é devoto é só fazer uma oração
Que o guerreiro sempre atende
Dando a sua proteção

Por isso mesmo não devemos esquecer
A grande data dia 23 de abril
Vamos cantar com alegria e prazer
Porque São Jorge é o padroeiro do Brasil!


Título da música: Padroeiro do Brasil / Gênero musical: Samba / Intérprete: Chaves, Hélio / Compositor(es): Monteiro, Ari - Oliveira, Irany de / Gravadora Copacabana / Número do Álbum: 5409 / Data de Gravação: 1954-1955 / Data de Lançamento: 00/1955 / Lado: lado A / Rotações: Disco 78 rpm:


Tum-tum-tum

Jackson do Pandeiro
Tum-tum-tum (baião, 1958) - Ari Monteiro e Cristóvão de Alencar

Gravação original: disco 78 rpm / Título: Tum tum tum / Autoria: Monteiro, Ari (Compositor) / Alencar, Cristovão de, 1910-1983 (Compositor) / Jackson do Pandeiro (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Columbia, 1958 / Nº Álbum 11062 / Lado A / Gênero musical: Baião /

No tempo que eu era só
E não tinha amor nenhum
Meu coração batia mansinho:
Tum... tum... tum...
(coro repete)

Depois veio você
O meu amor número um
E o meu coração
Pôs-se a bater
Tum-tum-tum, tum-tum-tum...