domingo, novembro 28, 2010

A fruta é boa

Marlene
A fruta é boa (marcha, 1955) - Arnô Provenzano, Otolindo Lopes e Fausto Guimarães

Título da música: A fruta é boa / Gênero musical: Marcha / Intérprete: Marlene / Compositores: Provenzano, Arno - Guimarães, Fausto - Lopes, Otolindo / Acompanhamento Coro / Orquestra / Gravadora Sinter / Número do Álbum 448 / Data de Lançamento 1955-1955 / Lado A / Disco 78 rpm


A fruta é boa / Tem vitamina
Engorda velho / Broto e menina
A fruta é boa / Tem vitamina
Engorda velho / Broto e menina

Espreme, espreme, espreme / Laranja e tangerina
Oi mexe, mexe e mexe / Pra fazer a vitamina
Espreme, espreme, espreme / Laranja e tangerina
Oi mexe, mexe e mexe / Pra fazer a vitamina

A fruta é boa / Tem vitamina
Engorda velho / Broto e menina
A fruta é boa / Tem vitamina
Engorda velho / Broto e menina

A fruta é boa / Tem vitamina
Engorda velho / Broto e menina
A fruta é boa / Tem vitamina
Engorda velho / Broto e menina

Espreme, espreme, espreme / Laranja e tangerina
Oi mexe, mexe e mexe / Pra fazer a vitamina
Espreme, espreme, espreme / Laranja e tangerina
Oi mexe, mexe e mexe / Pra fazer a vitamina

Quantos manetas

Gilberto Alves
Quantos manetas (marcha, 1957) - Otolindo Lopes e Arnô Provenzano

Título da música: Quantos manetas / Gênero musical: Marcha / Intérprete: Gilberto Alves / Compositores: Provenzano, Arno - Lopes, Otolindo / Acompanhamento Coro / Orquestra / Gravadora Copacabana / Número do Álbum 5710 / Data de Lançamento 01/1957 / Lado B / Disco 78 rpm (mas olha aí, ah, ah, ah... é o Brasil de hoje):


Isso assim tá muito bom
Deixa falar quem quiser
Tem cofap, tem cadilac
Tem boate e tem mulher

Isso assim tá muito bom
Deixa falar quem quiser
Tem cofap, tem cadilac
Tem boate e tem mulher

Uísque sobrando
Já faturei de outras marretas
Mas, se cortasse a mão
De quem rouba
Quantos e quantos manetas!

Isso assim tá muito bom
Deixa falar quem quiser
Tem cofap, tem cadilac
Tem boate e tem mulher

Uísque sobrando
Já faturei de outras marretas
Mas, se cortasse a mão
De quem rouba
Quantos e quantos manetas!

Quem vive de vento

Dircinha Batista
Quem vive de vento (marcha, 1958) - Arnô Provenzano, William Duba e Otolindo Lopes

Disco 78 rpm / Título da música: Quem vive de vento / Autoria: Provenzano, Arnô (Compositor) / Lopes, Otolindo (Compositor) / Duba, William (Compositor) / Dircinha Batista, 1922-1999 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 18/09/1957 / Nº Álbum 801890 / Lado B / Lançamento: 01/1958 / Gênero musical: Marcha /

Mulher de toda parte / Seja o tipo que ela for
Precisa ter um protetor / Que importa se o tipo
É feio ou careca / O bolo recheado
É o que interessa!

Mulher de toda parte / Seja o tipo que ela for
Precisa ter um protetor / Que importa se o tipo
É feio ou careca / O bolo recheado
É o que interessa!

Sem carta
Ninguém é Romeu
Quem vive de vento
É pneu

Vai vigarista

Gilberto Alves
Vai vigarista (marcha, 1956) - Arnô Provenzano e Otolindo Lopes

Título da música: Vai vigarista / Gênero musical: Marcha / Intérprete: Gilberto Alves / Compositores: Provenzano, Arno - Lopes, Otolindo / Gravadora Copacabana / Número do Álbum 5510 / Data de Gravação 00/1955 / Data de Lançamento 00/1956 / Lado B / Disco 78 rpm:


Vai vigarista / Boa viagem!
Vai vigarista / Boa viagem!
Amor não é negócio
Pra ninguém querer vantagem

Vai vigarista / Boa viagem!
Vai vigarista / Boa viagem!
Amor não é negócio
Pra ninguém querer vantagem

Um grande amor não tem preço
Pra quem tem boa formação
Eu vi você, tenho pena
Ò cabeça de camarão!

Vai vigarista / Boa viagem!
Vai vigarista / Boa viagem!
Amor não é negócio
Pra ninguém querer vantagem

Vai vigarista / Boa viagem!
Vai vigarista / Boa viagem!
Amor não é negócio
Pra ninguém querer vantagem

Um grande amor não tem preço
Pra quem tem boa formação
Eu vi você, tenho pena
Ò cabeça de camarão!

Eu quero rebolar

Risadinha
Eu quero rebolar (marcha, 1954) - Otolindo Lopes e Arnô Provenzano

Título da música: Eu quero rebolar / Gênero musical: Marcha / Intérprete: Risadinha / Compositores: Provenzano, Arno - Lopes, Otolindo / Acompanhamento Orquestra /Gravadora Odeon / Número do Álbum 13577 / Data de Gravação 27/10/1953 / Data de Lançamento 01/1954 / Lado lado A / Disco 78 rpm:


Bate o bumbo, bate o bumbo
Deixa o bumbo rebentar
Eu quero é viver por lá
Deixa o circo pegar fogo
Deixa o feijão aumentar
Eu quero é viver por lá

Bate o bumbo, bate o bumbo
Deixa o bumbo rebentar
Eu quero é viver por lá
Deixa o circo pegar fogo
Deixa o feijão aumentar
Eu quero é viver por lá

O pagode está redondo
É aqui que eu vou sambar
Quem fica parado é poste
Eu quero é me rebolar

Bate o bumbo, bate o bumbo
Deixa o bumbo rebentar
Eu quero é viver por lá
Deixa o circo pegar fogo
Deixa o feijão aumentar
Eu quero é viver por lá

Bate o bumbo, bate o bumbo
Deixa o bumbo rebentar
Eu quero é viver por lá
Deixa o circo pegar fogo
Deixa o feijão aumentar
Eu quero é viver por lá

O pagode está redondo
É aqui que eu vou sambar
Quem fica parado é poste
Eu quero é me rebolar

Nasceu pra sofrer

Odete Amaral
Nasceu pra sofrer (samba, 1954) - Oldemar Magalhães, Arnô Provenzano e Isaías Ferreira

Título da música: Nasceu pra sofrer / Gênero musical: Samba / Intérprete: Odete Amaral / Compositores: Provenzano, Arno - Ferreira, Isaias - Magalhães, Oldemar  / Gravadora Odeon / Número do Álbum 13580 / Data de Gravação 00/1953 / Data de Lançamento 00/1954 / Lado A / Acervo Humberto Franceschi / Disco 78 rpm


Com muito amor / Te dei um lar
Fiz tudo / Pra você não errar
Mas, infelizmente / A vida é assim
Agora só resta esperar / O fim
Outros amores / Você pode arranjar
Só o meu viverá...

Com muito amor / Te dei um lar
Fiz tudo / Pra você não errar
Mas, infelizmente / A vida é assim
Agora só resta esperar / O fim
Outros amores / Você pode arranjar
Só o meu viverá...

Retirei todos os espinhos
Deixei tanto afeto
Pra você passar
Fiz tudo
Pra mudar o seu viver
Infelizmente, você nasceu
Pra sofrer

Com muito amor / Te dei um lar
Fiz tudo / Pra você não errar
Mas, infelizmente / A vida é assim
Agora só resta esperar / O fim
Outros amores / Você pode arranjar
Só o meu viverá...

A felicidade é sua

Risadinha
A felicidade é sua (samba, 1953) - Otolindo Lopes e Arnô Provenzano

Título da música: A felicidade é sua / Gênero musical: Samba / Intérprete: Risadinha / Compositores: Provenzano, Arno - Lopes, Otolindo / Acompanhamento Regional / Gravadora Odeon / Número do Álbum 13455 / Data de Gravação 04/09/1952 / Data de Lançamento 06/1953 / Lado A / Disco 78 rpm (muito ruído na gravação):


A vida então pra você
Que tem tudo que quer
Tem dinheiro e saúde
Sabe lá que modelo(?) mulher
Não compra no crediário
A felicidade é sua
Parece que você nasceu
Com a cara virada pra lua

A vida então pra você
Que tem tudo que quer
Tem dinheiro e saúde
Sabe lá que modelo(?) mulher
Não compra no crediário
A felicidade é sua
Parece que você nasceu
Com a cara virada pra lua

Há muita diferença
Do seu palacete para o meu barracão
Minha mulher... (?)
Pra não morrer de inanição
A sua mulher tem de tudo
A felicidade é sua
Parece que você nasceu
Com a cara virada pra lua

Fiquei atravessado

Vocalistas Tropicais
Fiquei atravessado (marcha, 1953) - Arnô Provenzano e Otolindo Lopes

Título da música: Fiquei atravessado / Gênero musical: Marcha / Intérprete: Vocalistas Tropicais / Compositores: Provenzano, Arno - Lopes, Otolindo / Gravadora Odeon / Número do Álbum 13371 / Data de Gravação 00/1952 / Data de Lançamento 00/1953 / Lado A / Disco 78 rpm:


A mulher de hoje em dia
Já não quer usar mais nada
É um tal de saia curta
E vestido decotado
Até eu que era direito
Já fiquei atravessado

A mulher de hoje em dia
Já não quer usar mais nada
É um tal de saia curta
E vestido decotado
Até eu que era direito
Já fiquei atravessado

Na praia é um sucesso
Acredite, meu senhor
É preciso usar binóculo
Para se enxergar o maiô
No cinema é uma gracinha
O senhor nem faz idéia
Tem nudismo lá na tela
E tem bumbum lá na platéia

A mulher de hoje em dia
Já não quer usar mais nada
É um tal de saia curta
E vestido decotado
Até eu que era direito
Já fiquei atravessado

A mulher de hoje em dia
Já não quer usar mais nada
É um tal de saia curta
E vestido decotado
Até eu que era direito
Já fiquei atravessado

Marcha do mudo

Risadinha
Marcha do mudo (marcha, 1953) - Otolindo Lopes e Arnô Provenzano

Título da música Marcha do mudo / Gênero musical: Marcha / Intérprete: Risadinha / Compositores: Provenzano, Arno - Lopes, Otolindo / Gravadora Odeon / Número do Álbum 13386 / Data de Gravação 00/1952 / Data de Lançamento 00/1953 / Lado A / Disco 78 rpm


Que coisa louca
Até parece um absurdo
É ver um mudo
Conquistar uma mulher
Um um é é
Um um é eeé
Ela não fala
Mas sabemos que ele quer

Que coisa louca
Até parece um absurdo
É ver um mudo
Conquistar uma mulher
Um um é é
Um um é eeé
Ela não fala
Mas sabemos que ele quer

Palavra, que tenho medo
Quando vejo um mudo fazer:
Um um é é
Um um ah ah
Mas que perigo
Se o mudo pudesse falar

Que coisa louca
Até parece um absurdo
É ver um mudo
Conquistar uma mulher
Um um é é
Um um é eeé
Ela não fala
Mas sabemos que ele quer

Aviso prévio

Risadinha
Aviso prévio (samba, 1952) - Otolindo Lopes e Arnô Provenzano

Título da música: Aviso prévio / Gênero musical: Samba / Intérprete: Risadinha / Compositores: Provenzano, Arno - Lopes, Otolindo / Gravadora Odeon / Número do Álbum 13292 / Data de Gravação 00/1952 / Data de Lançamento 00/1952 / Lado A / Disco 78 rpm


Eu vou dar quinze dias
De aviso prévio à minha mulher
E ela pode ir ao ministério
Se quiser
Só pensa em grandeza
Tem mania de rica
Está pensando que eu sou
Couro de cuíca

Eu vou dar quinze dias
De aviso prévio à minha mulher
E ela pode ir ao ministério
Se quiser
Só pensa em grandeza
Tem mania de rica
Está pensando que eu sou
Couro de cuíca

Eu estico o meu dinheiro
Pra baronesa esbanjar
Eu dou duro no trabalho
Ela não quer trabalhar
Vive só me conversando
De conversa estou cansado
Ela tem que dar no pé
Pois quem vive de conversa
É advogado

Eu vou dar quinze dias
De aviso prévio à minha mulher
E ela pode ir ao ministério
Se quiser
Só pensa em grandeza
Tem mania de rica
Está pensando que eu sou
Couro de cuíca

Medalha dourada

Jorge Veiga
Medalha dourada (samba, 1950) - Otolindo Lopes e Arnô Provenzano

Título da música: Medalha dourada / Gênero musical: Samba / Intérprete: Jorge Veiga / Compositores: Provenzano, Arno - Lopes, Otolindo / Acompanhamento Conjunto - Geraldo Medeiros / Gravadora Continental / Número do Álbum 16173 / Data de Gravação 1949-1950 / Data de Lançamento 04/1950 / Lado B / Disco 78 rpm:


Ai, eu quisera ter a sua medalha doirada
Que vive dependurada no seu pescoço mimoso
Ai, quem me dera ser a franja do seu vestido
Que cobre esse corpinho tão formoso

Ai, eu quisera ter a sua medalha doirada
Que vive dependurada no seu pescoço mimoso
Ai, quem me dera ser a franja do seu vestido
Que cobre esse corpinho tão formoso

Por me querer tanto, tanto
Me desprezas tanto assim
Não sei porque foges de mim
Enquanto você vaidosa (?) e não me vê
Eu fico maluquinho por você

Traga mais um chope

Gilberto Alves
Traga mais um chope (samba, 1948) - Otolindo Lopes e Arnô Provenzano

Título da música: Traga mais um chope / Gênero musical: Samba / Intérprete: Gilberto Alves / Compositores: Provenzano, Arno - Lopes, Otolindo / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 800564 / Data de Gravação 00/1947 / Data de Lançamento 00/1948 / Lado B / Disco 78 rpm:


Garçom, traga mais um chope
Eu hoje quero beber até cair no chão
Encontrei nos braços do meu amigo leal
A mulher que eu fiz o bem
E me pagou com o mal
Não quero opinião
Eu hoje quero beber até cair no chão

Garçom, traga mais um chope
Eu hoje quero beber até cair no chão
Encontrei nos braços do meu amigo leal
A mulher que eu fiz o bem
E me pagou com o mal
Não quero opinião
Eu hoje quero beber até cair no chão

Não é por amor que eu vou beber
Não senhor
Pelo contrário
O meu caso é diferente
Existiam tantos pra ela escolher
E o meu amigo
É que foi o seu pretendente
Mas para falar a verdade
Foi melhor errar agora
Do que mais tarde

Errar é banal

Linda Batista
Errar é banal (samba, 1946) - Erasmo Silva e Arnô Provenzano

Título da música: Errar é banal / Gênero musical: Samba / Intérprete: Linda Batista / Compositores: Provenzano, Arno - Silva, Erasmo / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 800422 / Data de Gravação 00/1946 / Data de Lançamento 00/1946 / Lado B / Disco 78 rpm:


O errar na vida / É uma coisa tão banal
Persistir no erro / É que não é natural
Persistindo assim / Você não tem termina bem
Não há ninguém neste mundo / Que faça algum mal
E não pague também

O errar na vida / É uma coisa tão banal
Persistir no erro / É que não é natural
Persistindo assim / Você não tem termina bem
Não há ninguém neste mundo / Que faça algum mal
E não pague também

Quem espera alcança / Eu não canso de esperar
Quem procura encontra / Você vai encontrar
Alguém que lhe maltrate / E lhe trate com desdém
Não há ninguém neste mundo / Que faça algum mal
E não pague também

Arnô Provenzano

Arnô Provenzano (Circa 1920 - Rio de Janeiro, RJ), compositor, gravou sua primeira música, o samba Resignação (com Geraldo Pereira), em 1943, interpretado por Odete Amaral. Três anos depois, compôs o samba Errar é banal (com Erasmo Silva), lançado por Linda Batista na gravadora Victor.

Em 1950, Elizeth Cardoso gravou pela Todamérica o samba A mentira acaba, parceria com Ruy de Almeida; Ivan de Alencar registrou, também na Todamérica, a batucada E ê rapaziada, com Otolindo Lopes e Oldemar Magalhães, e o cantor Jorge Veiga lançou pela Continental o samba Medalha dourada, com Otolindo Lopes. No ano seguinte, duas parcerias com Otolindo Lopes foram gravadas na Odeon pelo sambista Risadinha: O doutor não gosta e Você já foi.

Em 1952, Risadinha gravou os sambas Aviso prévio, e A felicidade é sua, e a Marcha do mudo, todas com Otolindo Lopes, também na Odeon. Ainda pela Odeon, os Vocalistas Tropicais lançaram a marcha Fiquei atravessado, com Otolindo Lopes. Visando o carnaval de 1954, Risadinha gravou em outubro de 1953 a marcha Eu quero rebolar, com Otolindo Lopes, enquanto Odete Amaral registrou o samba Nasceu pra sofrer, com Isaías Ferreira e Oldemar Magalhães. Também nesse ano, os Vocalistas Tropicais gravaram pela Continental a marcha Amor de rica, com Almeidinha, Oldemar Magalhães e Otolindo Lopes. 

Em 1954, fez com Gildo Pinheiro e J. Reis, o samba Vida incerta lançado por Osvaldo Silva na gravadora Copacabana, e com Otolindo Lopes, o samba Café Nice, falando do famoso café onde se reuniam compositores e cantores no centro do Rio de Janeiro, gravado com sucesso por Risadinha na Odeon. Ainda no mesmo ano, mais duas marchas com Otolindo Lopes foram gravadas na Odeon: Casado fala pouco, por Risadinha, e Miss crioula, por Odete Amaral. 

Em 1955, fez sucesso no carnaval com a marcha Napoleão boa boca, parceria com Otolindo Lopes e Oldemar Magalhães, gravada por Blecaute na Copacabana. No mesmo ano, a cantora Marlene gravou pela Sinter a marcha A fruta é boa, com Otolindo Lopes e Fausto Guimarães, e o sambista Roberto Silva lançou pela Copacabana o baião Está uma gracinha, com Otolindo Lopes e Oldemar Magalhães. 

Em 1956, fez sucesso no carnaval com a marcha Vai vigarista, parceria com Otolindo Lopes, gravada por Gilberto Alves na Copacabana. Teve ainda a marcha Cão que ladra não morde, com Otolindo Lopes e Oldemar Magalhães, gravada por Marlene em disco da RCA Victor. 

No ano seguinte, a marcha Não te mete nisso, com Otolindo Lopes e William Duba, foi gravada por Vera Lúcia pela Continental; a marcha Quantos manetas, com Otolindo Lopes foi lançada por Gilberto Alves pela Copacabana, e a marcha Quem vive de vento, com William Duba e Otolindo Lopes, foi registrada por Dircinha Batista pela RCA Victor. Ainda em 1957, foram gravadas na Todamérica duas marchas, parcerias com Otolindo Lopes e Fausto Guimarães: Quem perdeu foi ela, por Ari Cordovil, e Pistão e trombone, por Ivete Garcia. No carnaval paulista desse ano, a gravação da qual mais discos se vendeu foi a marcha Ela foi fundada, (com Otolindo Lopes e Oldemar Magalhães) gravada por Dircinha Batistal. 

Teve duas composições (com Otolindo Lopes e Oldemar Magalhães) gravadas pelas irmãs Batista em 1958 pela RCA Victor: o samba Uma grande dor, na voz de Linda Batista, e a marcha Papai é camarada, na voz de Dircinha Batista. 

Em 1962, teve a marcha Vou ter um troço, com Otolindo Lopes e Jackson do Pandeiro, gravado pela Continental pelo harpista Papi Galan. No mesmo ano, as marchas Vou ter um troço e Tô com a macaca, com Jackson do Pandeiro e Otolindo Lopes, foram gravadas na Philips por Jackson do Pandeiro. 

Em 1963, sua marcha Atchim (Deus te ajude), com Otolindo Lopes e Oldemar Magalhães, foi registrada por Heleninha Costa na gravadora Chantecler. No mesmo período, a marcha Segura o homem, com Flora Matos e Otolindo Lopes, foi gravada por Luiz Vanderley, a marcha Pau de arara enxuto, com Otolindo Lopes e José Batista, foi registrado pelo comediante Valter D'Ávila, a marcha Mete a mão no bolso, com Flora Matos, recebeu registro de Sandra Helena, e a marcha Com você eu fico, com José Batista e Otolindo Lopes, foi lançada por Orlando Gil, as quatro pela pequena gravadora Albatroz. 

Em 1976, o samba-canção Resignação, com Geraldo Pereira, foi regravado por Cristina Buarque no LP Prato e faca, da RCA Victor. Em 1983, esse samba foi incluído no LP Geraldo Pereira - Pedrinho Rodrigues e Bebel Gilberto, lançado pela Funarte em homenagem a Geraldo Pereira. Em 1997, sua composição A mentira acaba, com Rui de Almeida, foi relançada em CD lançado pela RGE em homenagem à cantora Elizeth Cardoso. 

No ano seguinte, o samba Resignação foi incluído no disco Chico Buarque de Mangueira lançado por Chico Buarque. O samba Medalha dourada foi relançado em 2001 pelo selo Revivendo no CD Testamento dos sambistas que reuniu gravações de Moreira da Silva, Jorge Veiga e Caco Velho. 

Já o samba Miss crioula na voz de Odete Amaral foi relançado no CD Carnaval - Sua História, Sua Glória, volume 22 editado pela Revivendo no mesmo ano. Em 2002, a marcha Tô com a macaca, com Otolindo Lopes e Jackson do Pandeiro, foi regravada por Silvério Pessoa no disco independenete Batidas Urbanas - Projeto Micróbio do Frevo.

Obra

A felicidade é sua (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes), A fruta é boa (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes e Fausto Guimarães), A mentira acaba (Arnô Provenzano / Rui de Almeida), Amor de rica (Arnô Provenzano / Almeidinha, Oldemar Magalhães e Otolindo Lopes), Atchim (Deus te ajude) (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes e Oldemar Magalhães), Aviso prévio (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes), Café Nice (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes), Cão que ladra não morde (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes e Oldemar Magalhães), Casado fala pouco (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes), Com você eu fico (Arnô Provenzano / José Batista e Otolindo Lopes), Ê, ê rapaziada (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes e Oldemar Magalhães), Ela foi fundada (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes e Oldemar Magalhães), Eu, hein, boi? (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes), Errar é banal (Arnô Provenzano / Erasmo Silva), Está uma gracinha (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes e Oldemar Magalhães), Eu quero rebolar (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes), Fiquei atravessado (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes), Marcha do mudo (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes), Medalha dourada (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes), Mete a mão no bolso (Arnô Provenzano / Flora Matos), Meu bom Alá (Arnô Provenzano / Oldemar Magalhães), Miss crioula (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes), Não te mete nisso (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes e William Duba), Napoleão boa boca (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes e Oldemar Magalhães), Nasceu pra sofrer (Arnô Provenzano / Isaias Ferreira e Oldemar Magalhães), O doutor não gosta (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes), Papai é camarada (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes e Oldemar Magalhães), Pau de arara enxuto (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes e José Batista), Pistão e trombone (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes e Fausto Guimarães), Quantos manetas (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes), Quem perdeu foi ela (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes e Fausto Guimarães), Quem vive de vento (Arnô Provenzano / William Duba e Otolindo Lopes), Resignação (Arnô Provenzano / Geraldo Pereira), Segura o homem (Arnô Provenzano / Flora Matos e Otolindo Lopes), Tô com a macaca (Arnô Provenzano / Jackson do Pandeiro e Otolindo Lopes), Uma grande dor (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes e Oldemar Magalhães), Vai, vigarista (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes), Vida incerta (Arnô Provenzano / Gildo Pinheiro e J. Reis), Você já foi (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes), Vou ter um troço (Arnô Provenzano / Otolindo Lopes e Jackson do Pandeiro).

Fontes: Arnô Provenzano (http://www.musicapopular.org/arno-provenzano); Dicionário Cravo Albin da MPB.

Napoleão boa boca

Otávio Henrique de Oliveira
Napoleão boa boca (marcha, 1955) - Arnô Provenzano, Oldemar Magalhães e Otolindo Lopes

Em 1955, fez sucesso no carnaval a marcha "Napoleão boa boca", composta pelo trio Otolindo Lopes - Oldemar Magalhães - Arno Provenzano, gravada por Blecaute na Copacabana e escolhida por um júri reunido no Teatro João Caetano como um das dez mais populares marchas do carnaval daquele ano.

Eu sou Napoleão
O boa boca
Eu não dou sopa
Sou louco por mulher
O que cai na rede é peixe
Topo tudo que vier.

Eu sou Napoleão
O boa boca
Eu não dou sopa
Sou louco por mulher
O que cai na rede é peixe
Topo tudo que vier.

Quando eu passo
Com uma Loura
Ou crioula
Todos ficam a falar
É onda
Não durmo de touca
Eu sou Napoleão
Modéstia a parte
O boa boca...

Nunca me verás

Carlos Galhardo
Nunca me verás (bolero, 1960) - Zilá Fonseca e Oldemar Magalhães

Disco 78 rpm / Título: Nunca me verás / Autoria: Magalhães, Oldemar (Compositor) / Fonseca, Zilá (Compositor) / Carlos Galhardo, 1913-1985 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1960 / Nº Álbum 802244 / Lado B / Gênero: Bolero /

Se um dia me deixares
Tu nunca me verás
No teu caminho
De mim não saberás
Nem falta sentirás
Do meu carinho

Seguirei meu destino
Serei um peregrino
Jamais me lembrarei
Do teu amor
Esquecerei, confesso
O teu amor perverso
Que só me trouxe dor

Eu te prometo, juro
Que jamais, no futuro
Procurarei por ti
Tu nunca me verás
Tu nunca me verás jamais

Seguirei meu destino
Serei um peregrino
Jamais me lembrarei
Do teu amor
Esquecerei, confesso
O teu amor perverso
Que só me trouxe dor

Eu te prometo, juro
Que jamais, no futuro
Procurarei por ti
Tu nunca me verás
Tu nunca me verás jamais

Uma grande dor

Linda Batista
Uma grande dor (samba, 1959) -  Oldemar Magalhães, Otolindo Lopes e Arnô Provenzano

Título da música: Uma grande dor / Gênero musical: Samba / Intérprete: Linda Batista / Compositores: Provenzano, Arno - Magalhães, Oldemar - Lopes, Otolindo / Acompanhamento Coro / Orquestra / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 802019 / Data de Gravação 08/10/1958 / Data de Lançamento 01/1959 / Lado B / Disco 78 rpm:


Só quem perdeu um grande amor
É que pode avaliar
Uma grande dor
Uma grande dor

Só quem perdeu um grande amor
É que pode avaliar
Uma grande dor
Uma grande dor

Sofro
Pelo muito que eu chorei
Pra que serve essa vida
Que eu perdi
A quem tanto eu amei

Só quem perdeu um grande amor
É que pode avaliar
Uma grande dor
Uma grande dor

Só quem perdeu um grande amor
É que pode avaliar
Uma grande dor
Uma grande dor

Sofro
Pelo muito que eu chorei
Pra que serve essa vida
Que eu perdi
A quem tanto eu amei

Favela amarela

Aracy Costa
Favela amarela (samba, 1959) - Oldemar Magalhães e Jota Júnior

Título da música: Favela amarela / Gênero musical: Samba / Intérprete: Araci Costa / Compositores: Jota Júnior - Magalhães, Oldemar / Gravadora Continental / Número do Álbum 17753 / Data de Gravação 1958-1959 / Data de Lançamento 00/1959 / Lado B / Disco 78 rpm


Favela amarela / Ironia da vida
Quem tem a favela / Façam aquarela
Da miséria colorida (Favela amarela!)

Favela amarela / Ironia da vida
Quem tem a favela / Façam aquarela
Da miséria colorida

Vamos ter / No melhoramento
A dor como tema de ornamento
Procure compreender, seu doutor
A felicidade não tem cor
(Não tem, não senhor!)

Favela amarela / Ironia da vida
Quem tem a favela / Façam aquarela
Da miséria colorida (Favela amarela!)

Vamos ter / No melhoramento
A dor como tema de ornamento
Procure compreender, seu doutor
A felicidade não tem cor
(Não tem, não senhor!)

Mamãe, eu levei bomba

Dircinha Batista
Mamãe, eu levei bomba (marcha, 1958) - Oldemar Magalhães e Jota Júnior

Disco 78 rpm / Título da música: Mamãe, eu levei bomba / Autoria: Jota Júnior (Compositor) / Magalhães, Oldemar (Compositor) / Dircinha Batista, 1922-1999 (Intérprete) / Coro (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta[S.l.]: RCA Victor, 18/09/1957 / Nº Álbum 801899 / Lado A / Lançamento: 01/1958 / Gênero musical: Marcha /

Mamãe, mamãe / Mamãe, eu levei bomba
Mamãe eu levei bomba / Pela primeira vez
Filhinha, filhinha / Filhinha queridinha
Foi francês? / Foi português?
Nem sei, mamãe / Nem sei
A prova foi tão dura, mamãe
Que eu naufraguei!

Mamãe, mamãe / Mamãe, eu levei bomba
Mamãe eu levei bomba / Pela primeira vez
Filhinha, filhinha / Filhinha queridinha
Foi francês? / Foi português?
Nem sei, mamãe / Nem sei
A prova foi tão dura, mamãe
Que eu naufraguei!

Agora
Não adianta chorar
O remédio é estudar...

Mamãe, mamãe / Mamãe, eu levei bomba
Mamãe eu levei bomba / Pela primeira vez
Filhinha, filhinha / Filhinha queridinha
Foi francês? / Foi português?
Nem sei, mamãe / Nem sei
A prova foi tão dura, mamãe
Que eu naufraguei!

Mão de gato

Virgínia Lane
Mão de gato (marcha, 1957) - José Roberto e Oldemar Magalhães

Título da música: Mão de gato / Gênero musical: Marcha / Intérprete: Virgínia Lane / Compositores: Roberto, José - Magalhães, Oldemar / Acompanhamento Coro / Orquestra / Gravadora Todamérica / Número do Álbum 5731 / Data de Gravação 03/10/1957 / Lado A / Disco 78 rpm:


Você zombou de mim
Fez de mim gato e sapato
O homem que é homem
É um homem não é rato
Agora quer voltar
Eu renovo o seu contrato
Mas é naquela base, meu amor
Na mão de gato, o tô tô
Na mão de gato, o tô tô
Na mão de gato, o tô tô
Na mão de gato, o tô tô
Na mão de gato

Você zombou de mim
Fez de mim gato e sapato
O homem que é homem
É um homem não é rato
Agora quer voltar
Eu renovo o seu contrato
Mas é naquela base, meu amor
Na mão de gato, o tô tô
Na mão de gato, o tô tô
Na mão de gato, o tô tô
Na mão de gato, o tô tô
Na mão de gato

Miau, miau, miau, miau
Mão de gato com você
Miau, miau, miau, miau
Até o dia amanhecer

Miau, miau, miau, miau
Mão de gato com você
Miau, miau, miau, miau
Até o dia amanhecer

Você zombou de mim
Fez de mim gato e sapato
O homem que é homem
É um homem não é rato
Agora quer voltar
Eu renovo o seu contrato
Mas é naquela base, meu amor
Na mão de gato, o tô tô
Na mão de gato, o tô tô
Na mão de gato, o tô tô
Na mão de gato, o tô tô
Na mão de gato

Topada

Dircinha Batista
Topada (samba, 1958) - Oldemar Magalhães e Jota Júnior

Disco 78 rpm / Título: Topada / Autoria: Jota Júnior (Compositor) / Magalhães, Oldemar (Compositor) / Dircinha Batista, 1922-1999 (Intérprete) / Coro (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 25/09/1957 / Nº Álbum 801890 / Lado A / Lançamento: 01/1958 / Gênero: Samba /

É quando a vida / Está difícil de viver
Quando a panela / Está vazia no fogão
É quando água / Sai pingando na torneira
Eu peço a Deus / Pela sua proteção
Laiá / Não há de ser nada
Quem bota pobre pra frente / É topada!
(Laiá / Não há de ser nada
Quem bota pobre pra frente / É topada!)

É quando a vida / Está difícil de viver
Quando a panela / Está vazia no fogão
É quando água / Sai pingando na torneira
Eu peço a Deus / Pela sua proteção
Laiá / Não há de ser nada
Quem bota pobre pra frente / É topada!
Laiá / Não há de ser nada
Quem bota pobre pra frente / É topada!

Lanterna na mão

Mara Silva
Lanterna na mão (marcha, 1957) - Arno Provenzano, Otolindo Lopes e Oldemar Magalhães

Título da música: Lanterna na mão / Gênero musical: Marcha / Intérprete: Mara Silva / Compositores: Provenzano, Arno - Magalhães, Oldemar - Lopes, Otolindo / Acompanhamento: Morais, Guio de / Orquestra / Gravadora Continental / Número do Álbum 17379 / Data de Gravação 1956-1957 / Data de Lançamento 01/1957 / Lado A / Disco 78 rpm:


Desde o início do mundo
Que essa vida tem sido uma labuta
Quanto mais o tempo passa
É só promessa
É só conversa que se escuta

Desde o início do mundo
Que essa vida tem sido uma labuta
Quanto mais o tempo passa
É só promessa
É só conversa que se escuta

O feijão vai abaixar
O salário vai aumentar
Diógenes é que estava com a razão
E não achou um homem
Nem de lanterna na mão

Desde o início do mundo
Que essa vida tem sido uma labuta
Quanto mais o tempo passa
É só promessa
É só conversa que se escuta

Ela foi fundada

Dircinha Batista
Ela foi fundada (marcha, 1956) - Oldemar Magalhães, Otolindo Lopes e Arnô Provenzano

Disco 78 rpm / Título da música: Ela foi fundada / Autoria: Provenzano, Arnô (Compositor) / Magalhães, Oldemar (Compositor) / Lopes, Otolindo (Compositor) / Dircinha Batista, 1922-1999 (Intérprete) / Coro (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1956 / Nº Álbum 801692 / Lado B / Gênero musical: Marcha /

Conheço uma dona / Que se diz soçaite
Que passa dos sessenta / Não sai dos trinta e dois
Coitada, está cansada / De ficar no espelho
Tapando seus buracos / Com creme, pó-de-arroz
Ela foi fundada / Em 1882 !

Conheço uma dona / Que se diz soçaite
Que passa dos sessenta / Não sai dos trinta e dois
Coitada, está cansada / De ficar no espelho
Tapando seus buracos / Com creme, pó-de-arroz
Ela foi fundada / Em 1882 !

Ela foi fundada / Em 1882 !

Conheço uma dona / Que se diz soçaite
Que passa dos sessenta / Não sai dos trinta e dois
Coitada, está cansada / De ficar no espelho
Tapando seus buracos / Com creme, pó-de-arroz
Ela foi fundada / Em 1882 !

Vitrola antiga

Sônia Delfino
Vitrola antiga (samba, 1956) - Emanoel Gitahy e Oldemar Magalhães

Título da música: Vitrola antiga / Gênero musical: Choro / Intérprete: Sônia Delfino / Compositores: Gitahy, Emanoel - Magalhães, Oldemar / Gravadora Copacabana / Número do Álbum 5639 / Data de Gravação 00/1955 / Data de Lançamento 00/1956 / Lado B / Disco 78 rpm


Minha vizinha / Uma senhora idosa
Tem uma vitrola / Do tempo do onça
Que deixa a gente / Pra lá de nervosa
Quando toca um disco / Na tal geringonça
Pois quase sempre / Um disco arranhado
A tal vizinha / Quer ouvir tocar
E a tal vitrola / vitrola fanhosa
Som de lata velha / Passa a nos guiar

Não há quem possa / Suportar calada
O dia inteiro / Sem se amofinar
Eu qualquer dia / Pego aquela droga
Quebro tudo e jogo fora / Só pra descansar
Eu qualquer dia / Pego aquela droga
Quebro tudo e jogo fora / Só pra descansar

Minha vizinha / Uma senhora idosa
Tem uma vitrola / Do tempo do onça
Que deixa a gente / Pra lá de nervosa
Quando toca um disco / Na tal geringonça
Pois quase sempre / Um disco arranhado
A tal vizinha / Quer ouvir tocar
E a tal vitrola / vitrola fanhosa
Som de lata velha / Passa a nos guiar

Não há quem possa / Suportar calada
O dia inteiro / Sem se amofinar
Eu qualquer dia / Pego aquela droga
Quebro tudo e jogo fora / Só pra descansar
Eu qualquer dia / Pego aquela droga
Quebro tudo e jogo fora / Só pra descansar

Falsa granfina

Moreira da Silva
Falsa granfina (samba, 1953) - Oldemar Magalhães e Alberto Costa

Disco 78 rpm / Título da música: Falsa granfina / Autoria: Costa, Alberto (Compositor) / Magalhães, Oldemar (Compositor) / Moreira da Silva (Intérprete) / Astor (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1953 / Nº Álbum 16806 / Lado B / Gênero musical: Samba /

Moça granfina de Copacabana
Que vem à cidade no final de semana
Trazendo no passo um andar diferente
Pisando macio, mexendo com a gente

Moça granfina como é divertido
Você nesse traje de seda banal
Dizer para gente que não sai da praia
Mas sempre a encontro num trem da Central

Você faz distúrbio no velho subúrbio
Mostrando as anquinhas de modo fatal
Meu doce de côco, voce não me engana
Em Copacabana não há coisa igual

Na Praia Morena a gente tem pena
De ver açucenas querendo trocar
A alvura da pele pela cor trigueira
Que é mais brasileira e convida a sonhar

Você faz distúrbio no velho subúrbio
Mostrando as anquinhas de modo fatal
Meu doce de côco, voce não me engana
Em Copacabana não há coisa igual

Na Praia Morena a gente tem pena
De ver açucenas querendo trocar
A alvura da pele pela cor trigueira
Que é mais brasileira e convida a sonhar

Moça granfina de Copacabana
Que vem à cidade no final de semana
Trazendo no passo um andar diferente
Pisando macio, mexendo com a gente

Moça granfina como é divertido
Você nesse traje de seda banal
Dizer para gente que não sai da praia
Mas sempre a encontro num trem da Central