sexta-feira, junho 24, 2011

Ai que vontade

Beto Sem Braço
Ai que vontade (samba/carnaval, 1978) - Beto Sem Braço e Dão


Ai que vontade de meter a cara no mundo!
Ai que vontade / Meter a cara no mundo
E nunca mais aparecer

Ai que vontade de meter a cara no mundo!
Ai que vontade / Meter a cara no mundo
E nunca mais aparecer
(Ai, meus senhores e senhoras!)

Meus senhores e senhoras
Me desculpem mas eu vou embora
Para um lugar que eu nunca vi
Quero afastar do meu peito
Essa paixão que me devora
Na mesa de um grande amor
Não há um homem que não chora!

Ai que vontade de meter a cara no mundo!
Ai que vontade / Meter a cara no mundo
E nunca mais aparecer

Ai que vontade de meter a cara no mundo!
Ai que vontade / Meter a cara no mundo
E nunca mais aparecer 

A primeira vez

A primeira vez (1978) - Roberto Carlos e Erasmo Carlos

INTRO: : Bm7 E7 Bm7 E7 A7+  2x 

  A7+ 
Quando nós nos conhecemos, 
                       Bm7        E7  Bm7  E7 
num segundo percebemos que em nós dois 
Bm7           Bm7/A E/G#     E7         A7+ 
tanta coisa poderia existir daquele dia pra depois 
A7                      
A impressão que eu sentia 
                             D7+ 
    era que te conhecia há muito tempo atrás 
A7+             Bm7   E7    Bm7  E7 
A primeira vez que eu vi você 
A7 
A primeira vez... 
      
     INTRO 

A7+                         
Por aquele nosso encontro 
                                  Bm7   E7  Bm7 E7 
    eu não sei por quanto tempo eu esperei 
Bm7      Bm7/A         E7/G#           E7      A7+ 
O lugar aonde fomos e até mesmo o que falamos, eu guardei 
A7                                             D7+ 
Era fim de madrugada, a chuva fina na calçada, eu te segurei 
A7+            Bm7      E7      Bm7 E7 
A primeira vez que eu beijei você 
A7+ 
A primeira vez... 

A7+                         
Outras vezes nós nos vimos 
                            Bm7   E7 Bm7 E7 
   e em cada vez sentimos que o amor 
Bm7     Bm7/A        E7/G#
Se excedia em cada beijo 
                            E7+      A7+ 
   e nos abraços o desejo explodia em nós 
A7  
numa noite inesquecível, controlar foi impossível, 
D7+ 
tudo aquilo em nós 
A7+            Bm7 E7       Bm7 E7 
A primeira vez o amor se fez 
A7+ 
A primeira vez. 
      
     INTRO  -- F7 -- 

Bb7+                  
Acordávamos sorrindo, 
                             Cm7   F7  Cm7 F7 
  cada vez era mais lindo o amanhecer 
Cm7         Cm7/Bb  F7/A
Era tanta poesia    
                     F7         Bb7+ 
  transbordando em nossos dias que eu nem posso crer 
Bb7                        
que naquele dois amantes, 
                               Eb7+         Ab7 
  tanto amor não foi bastante pra evitar o fim 
Bb7+         G7/5-  G7 Cm7 Dm7           Eb7+  F4/7  F7 
você disse adeus,         tudo terminou, 
Bb7+           G7/5-  G7 
na primeira vez... 
Cm7    F7         Cm7   F7 
Você disse adeus, tudo terminou, 
Bb7+ 
na primeira vez... 
Cm7    F7         Cm7   F7 
Você disse adeus, tudo terminou, 
Bb7+ 
na primeira vez... 

quinta-feira, junho 23, 2011

A noite vai chegar

Lady Zu
A noite vai chegar  (1978) - Paulinho Camargo

A noite vai chegar
Meu pensamento está tão longe
Eu sei que vou sonhar
Momentos de um mundo distante

A noite vai chegar
Meu pensamento está tão longe
Eu sei que vou sonhar
Momentos de um mundo distante

Em minha vida eu sempre quis ser feliz
Mas o destino é quem diz
o que vai me acontecer

Em minha vida só desejei ter você
Sempre ao meu lado dizendo
Que sem mim não pode viver

A noite vai chegar
Meu pensamento está tão longe
Eu sei que vou sonhar
Momentos de um mundo distante

A noite vai chegar
Meu pensamento está tão longe
Eu sei que vou sonhar
Momentos de um mundo distante
Hey, hey, hey

Já não consigo
Mais esperar tanto assim
Quero que fique comigo
Vou lhe dar tudo de mim

Venha sem medo
Diga o que pensa e o quer
Diga que a vida é mais vida
Se eu for a sua mulher


segunda-feira, junho 20, 2011

Por que te amo?


Por que te amo? (1974) - Celso Ricardi e José Roberto

Por ti meu bem experimento estranho sentimento
Doce amargo ao mesmo tempo
De ti eu sinto um jogo surdo
Sorris mas teu olhar é mudo
Mas de amor sou cego
Por temer a solidão me entrego
Nos teus braços a me perguntar

Por que te amo?
Não sei dizer
Mas eu te amo eu sei
Sinto em meu ser

Porém contigo amor eu sinto em mim
Teu paraíso é dor e teu inferno é paz
Tu és pra mim meu bem um trauma que acorrentou minha alma
Eu sofro teu silêncio mas contigo tudo em mim se acalma

Por que te amo?
Não sei dizer
Mas eu te amo
Te amo e é pra valer

Teu rosto é sempre um mistério
Não sei se ris ou vês a sério
Meu amor tão cego
E o dilúvio em mim quando eu me entrego
Nos teus braços a te perguntar

Por que te amo?
Não sei dizer
Mas eu te amo eu sei
E é pra valer

Tu és pra mim meu bem um trauma que acorrentou minha alma
Eu sofro teu silêncio mas contigo tudo em mim se acalma
Por quanto tempo eu vou me perguntar

Por que te amo?
Não sei dizer
Mas eu te amo eu sei
Te amo e é pra valer



Teimosa


Teimosa (1974) - Antônio Carlos e Jocafi

Paia ba da paia paiá pa
Paia ba da paiá, paiá pa
Paia ba da paiá, paiá pa

Nas peripécias do amor teimosa
As maluquices que eu fiz teimosa
Os argumentos que eu dei pifaram
E as previsões que eu lancei falharam

Quando se trata de amor, teimosa.
Tem que saber perdoar teimosa
Mas se quer infernizar meu sossego

Juro por Deus peço arrego
Juro por Deus peço arrego
Juro por Deus peço arrego
Juro por Deus peço arrego


No silêncio da madrugada



No silêncio da madrugada (1974) - Luiz Ayrão

A7M          D7/9        A7M
Aproveitou o silêncio da madrugada
                  F#7  Bm7
E sem dizer nada, catou
          F#5        Bm7
Os seus farrapos do roupeiro
               E7/9        A7M
Pegou todo o dinheiro e arribou
     D7/9          A7M
Falsamente aproveitou
    D7/9      A7M
O silêncio da madrugada
         A7
Como uma ladra
                 D7M
Realmente ela roubou
              Dm7
Todos os meus planos
C#m7         F#7
Todos esses anos
       Bm7         E7/9     A7M
Que em vão meu coração.... amou
  Bm         E7/9      A7M
Pegou meu violão seresteiro
                      Bm          E7/9        A7M
Que eu custei o ano inteiro pra pagar a prestação
A7     D7M                 Dm7        C#m7
mas também pra que que eu quero uma viola
   F#7       Bm7      E7/9          A7M
Se ela foi embora e levou a inspiração
       E7/9
Aproveitou ... 
 
 
 

Maracatu atômico


Maracatu atômico (1974) -  Jorge Mautner e Nelson Jacobina
Tom: E  

E      F#m B  E
Manamaué aué aé
E      F#m B  E
Manamaué aué aé
E      F#m B  E
Manamaué aué aé
E      F#m B  E
Manamaué aué aé
Am              G     F     Am          E7
O bico do beija-flor, beija-flor, beija-flor
  Am          G     F       Am  E7
E toda fauna flora grita de amo_or
       A                 G#
Quem segura o porta-estandarte
      F#          F
tem a arte, tem a arte
    A            F#m
E aqui passa com raça
    Bm5-/7              A   E
eletrônico o maracatu atômico

E      F#m B  E
Manamaué aué aê
E      F#m B  E
Manamaué aué aê
E      F#m B  E
Manamaué aué aé
E      F#m B  E
Manamauê auê aé
Am               G   F     Am          E7
Atrás do arranha-céu tem o céu, tem o céu
  Am               G   F     Am  E7
E depois tem outro céu sem estre_las
    A             G#
Em cima do guarda-chuva
      F#           F
tem a chuva, tem a chuva
    A             F#m
Que tem gotas tão lindas que
          Bm5-/7     A E
até dá vontade de comê-las

(E     F#m B  E)
Manamaué aué aé
Manamaué aué aé
Manamauê aué aé
Manamaué aué aé
Am               G    F     Am          E7
No meio do couve-flor tem a flor, tem a flor
      Am            G    F      Am  E7
Que além de ser uma flor tem sabo_or
  A             G#
Dentro do porta-luvas
      F#           F
tem a luva, tem a luva
       A             F#m
Que alguém de unhas negras
         Bm5-/7    A      E
e tão afiadas esqueceu de por

(E     F#m B  E)
Manamaué aué aé
Manamaué aué aé
Manamaué aué aé
Manamaué aué aé
Aaaaé
Maracatu atômico
Aaaaé
Maracatu atômico
Am               G    F     Am          E7
No fundo do pára-raio tem o raio, tem o raio
    Am            G       F     Am E7
Que caiu da nuvem negra do tempora_al
 A             G#
Todo quadro-negro
       F#           F
é todo negro é todo negro
     A              F#m
Eu escrevo seu nome nele só
         Bm5-/7       A E
pra demonstrar o meu apego

(E     F#m B  E)
Manamaué aué aé
Manamaué aué aé
Manamaué aué aé
Manamaué aué aé
  Am             G     F     Am           E7
O bico do beijar flor, beija-flor, beijar flor
  Am         G     F        Am E7
E toda fauna flora gata de amo_or
     A              G#
Quem segura o porta estandarte
      F#          F
tem a arte, tem a arte
     A           F#m
E aqui passa com raça
   Bm5-/7               A  E
eletrônico o maracatu atômico
(E     F#m B  E)
Manamaué aué aé
 
 

Eu quero apenas carinho



Eu quero apenas carinho (1974) - José Augusto, Miguel, Marcelo e Salim

Intro: Bm  Em  Bm  Em  Bm
Bm
    Na minha vida tudo está mudado
                            Em
Depois do dia que eu amei você
                              F#
Tentei criar pra mim um novo mundo
                           Bm
E todas as tristezas esquecer
Não sei porque os outros não entendem
   B7                     Em
E acham tão errado nosso amor
                           Bm
Será porque ainda sou tão jovem 
     F#                 B      F#
Não tenho o direito de amar
    B
Eu quero apenas carinho
                    C#m
O sol brilhando pra mim
                        F#
Não quero viver mais sozinho
                         B    F#
Porque tudo está contra mim
    B
Eu quero apenas carinho
                     C#m
O sol brilhando pra mim
                       F#
Não quero viver mais sozinho
                        Bm
Porque tudo está contra mim
Solo: Bm  Em  Bm  Em  Bm
Hoje eu ainda não sou nada
                              Em
Não tenho muito pra lhe oferecer
                              F#
Mas de uma coisa eu tenho certeza
                          Bm
Sei que algum dia vou vencer
Dizem que vivendo é que se aprende
    B7                     Em
Eu junto de você vou aprender
                                Bm
E vou mostrar assim ao mundo inteiro
   F#                              B    F#
O quanto vale a pena te um grande amor
    B
Eu quero apenas carinho
                     C#m
O sol brilhando pra mim
                       F#
Não quero viver mais sozinho
                        B      F#
Porque tudo está contra mim
    B
Eu quero apenas carinho
                     C#m
O sol brilhando pra mim
                       F#
Não quero viver mais sozinho
                        B
Porque tudo está contra mim


domingo, junho 19, 2011

Sorte tem quem acredita nela

Sorte tem quem acredita nela (1977) - Fernando Mendes

Intro: G C G D7

       C
Não adianta um pé de coelho
             G
No bolso traseiro
    C
Nem mesmo a tal ferradura
                   G
Suspensa atrás da porta
          C
Ou um astral bem maior que
                    G     Em
o da noite passada,
           D7   C
Pois toda sorte tem quem
    G  
Acredita nela
          C
Não é preciso dizer  
                G  
Que dará recompensa
    C
Não faça isso há muitos que 
           G
Gostam de criticar
   C
Esperam a sorte sentados sem sair
      G  Em
Do lugar
           D7   C
Mas toda sorte tem quem
    G  
Acredita nela

-Refrão-
       C
Não adianta ir a igreja rezar 
  D7          Bm  Em
E fazer tudo errado
   Am                  D7
Você quer a frente das coisas
            G   G7      
Olhando de lado
  C                    D7
O céu que te cobre não cobra
           Bm Em 
A luz da manhã
   Am                  D7 
Desperte pra vida, acredite,
            G   Introd. 
A sorte é irmã

Refavela

Refavela (1977) - Gilberto Gil

Iaiá, kiriê
Kiriê, iaiá

A refavela / Revela aquela
Que desce o morro e vem transar
O ambiente / Efervescente
De uma cidade a cintilar

A refavela / Revela o salto
Que o preto pobre tenta dar
Quando se arranca / Do seu barraco
Prum bloco do BNH

A refavela, a refavela, ó
Como é tão bela, como é tão bela, ó

A refavela / Revela a escola
De samba paradoxal / Brasileirinho
Pelo sotaque
Mas de língua internacional

A refavela / Revela o passo
Com que caminha a geração
Do black jovem / Do black-Rio
Da nova dança no salão

Iaiá, kiriê
Kiriê, iaiá

A refavela / Revela o choque
Entre a favela-inferno e o céu
Baby-blue-rock / Sobre a cabeça
De um povo-chocolate-e-mel

A refavela / Revela o sonho
De minha alma, meu coração
De minha gente / Minha semente
Preta Maria, Zé, João

A refavela, a refavela, ó
Como é tão bela, como é tão bela, ó

A refavela / Alegoria
Elegia, alegria e dor
Rico brinquedo / De samba-enredo
Sobre medo, segredo e amor

A refavela / Batuque puro
De samba duro de marfim
Marfim da costa / De uma Nigéria
Miséria, roupa de cetim

Iaiá, kiriê
Kiriê, iáiá.


Perdoa

Perdoa (samba, 1977) - Paulinho da Viola

Meu bem, perdoa
Perdoa meu coração pecador
Você sabe que jamais eu viverei
Sem o seu amor

Ando comprado fiado
Porque meu dinheiro não dá
Imagine se eu fosse casado
Com mais de seis filhos para sustentar

Nunca me deram moleza
E posso dizer que sou trabalhador
Fiz um trato com você
Quando fui receber você não me pagou
Mas ora meu bem

Meu bem, perdoa
Perdoa meu coração pecador
Você sabe que jamais eu viverei
Sem o seu amor

Chama o dono dessa casa
Que eu quero dizer como é o meu nome
Diga um verso bem bonito
Ele vai responder pra matar minha fome

Eu como dono da casa
Não sou obrigado a servir nem banana
Se quiser saber meu nome
É o tal que não como há mais de uma semana
Mas ora meu bem

Meu bem, perdoa
Perdoa meu coração pecador
Você sabe que jamais eu viverei
Sem o seu amor

Chama o dono da quitanda
Que vive sonhando deitado na rede
Diga um verso bem bonito
Ele vai responder pra matar minha sede

O dono dessa quitanda
Não é obrigado a vender pra ninguém
Pode pegar a viola que hoje é Domingo
E cerveja não tem
Mas ora meu bem...

Meu bem, perdoa
Perdoa meu coração pecador
Você sabe que jamais eu viverei
Sem o seu amor

Falado:

Esse partido é em homenagem à Velha-Guarda da Portela.
Sr. Armando Santos, Alberto Lonato,
Manacé, falecido Ventura, falecido João da Gente,
Santinho, Casquinha.

Meu bem, perdoa
Perdoa meu coração pecador
Você sabe que jamais eu viverei
Sem o seu amor


Perdido na noite

Perdido na noite (1977) - Agnaldo Timóteo

Estou perdido / Na noite de muitos
Sempre a procura / Da mesma ilusão
Estou perdido na noite / E sozinho
Pelos caminhos sombrios / Eu vou

Estou perdido / Como tantos perdidos
Que nao se encontram / Sem saber a razão
E como tantos perdidos / Eu sei
Que é necessário / Encontrar alguém

Somos amantes, do amor liberdade,
Somos amados por isso também,
E se buscamos uma cara-metade,
Como metade nos buscam também,
Estou perdido,
Estamos perdidos,
Mas a esperança ainda é real,
Pois quando menos se espera aparece,
Uma promessa de amor ideal,

Somos amantes do amor liberdade,
Somos amados, por isso também,
E se buscamos uma cara-metade,
Como metade, nos buscam também,
Estou perdido, estamos perdidos,
Pois a esperança ainda é real,
pois quando menos se espera aparece,
Uma promessa de amor ideal


Oi, compadre

Oi, compadre (samba, 1977) -  Martinho da Vila

Oh, compadre
Mete o dedo na viola (2x)

Se segura no cavaco,
porque tem remandiola.

Oh, compadre
Solta o bicho e se escora
Pois o velho gavião,
ja está com as unhas de fora, compadre...

Oh, compadre
Mete o dedo na viola (3x)

Canta samba dos quilombos,
quilombeta e quilombola.
Meu compadre,
mete o dedo na viola.
Já tem mente alienada,
e nego pisando na bola.

Oh, compadre
Mete o dedo na viola (3x)

Oh, compadre
Vascaíno não se engana
Temos que ser mais fiéis
do que a fiel corintiana.

Oh, compadre
Mete o dedo na viola
Calangueia no quilombo
Canta samba na escola
Brasileiro tá cansado
de cocada e mariola.
Abre o olho, meu compadre
Porque tem remandiola.
Atrás de um som inocente
Tem um fraque, uma cartola, eu já disse...

Oh, compadre
Mete o dedo na viola (6x)


Morte de um poeta

Alcione
Morte de um poeta (samba, 1977) - Totonho e Paulo Resende

Fm 
Silêncio 
           F7      A#m                    
Morreu um poeta no morro 
           C7         Fm 
Num velho barraco sem forro 
                C#7    C7 
Tem cheiro do choro no ar 
     Fm             F7       A#m 
Mas choro que tem bandolim e viola 
          C7          Fm 
Pois ele falou lá na escola 
                 C#7   C7 
Que o samba não pode parar 
 G#                          A#m 
Por isso meu povo no seu desalento 
                      C7 
Começa a cantar samba lento 
                      Fm 
Que é jeito da gente rezar 
    A#m     D#7    G# 
E dizer que a dor doeu 
        C7      Fm 
Que o poeta adormeceu 
        A#m  D#7 G# 
Como um pássaro cantor 
        C7         Fm 
Quando vem no entardecer 
      C#7   C7    Fm 
Acho que nem é morrer  

  Fm   
Silêncio 
            F7      A#m 
Mais um cavaquinho vadio 
            C7      Fm 
Ficou sem acordes, vazio 
            C#7        C7 
Deixado num canto de um bar 
G#                            A#m 
Mas dizem poeta que morre é semente 

                       C7 
De samba que vem de repente 
                     Fm          F7 
E nasce se a gente cantar 
   A#m      D#7    G#7 
E dizer que a dor doeu 
       C7         Fm 
Que o poeta adormeceu 
        A#m  D#7  G# 
Como um pássaro cantor 
      C7           Fm 
Quando vem no entardecer 
      C#7  C7     Fm 
Acho que nem é morrer 

sexta-feira, junho 17, 2011

Menina dos cabelos longos


Menina dos cabelos longos (samba, 1977) - Agepê e Canário

Introd. C Dm F F#º C A7 Dm G7 C G7 

   C 
   E E E.............................. 
              A7       Dm  
   Menina de cabelos longos quero te levar pra longe 
                G7                   C 
   No primeiro bonde a gente pode partir 
                   G7 
   E............Menina 
   C 
   E E E.............................. 
             A7       Dm 
   Menina de cabelos longos quero te levar pra longe 
               G7                     C 
   No primeiro bonde a gente pode partir 
                C 
   Quem sabe indo pro Recife ou então Sergipe 
        Em          Ebm    Dm                 G7 
   A gente compra um jipe lá ou direto pra Bahia 
                         C  G7 
   Que eu tenho uma tia lá 
   

     C                   A7         Dm 
Pra só comer, beber, dormir e não pagar 
Pra comer, beber, dormir, 
Pra comer, beber, dormir 
                      G7         C    G7    C 
Pra comer, beber, dormir e não pagar
 
   C 
   E E E ............................... 
              A7       Dm 
   Menina de cabelos longos quero te levar pra longe 
      G7                              C 
   No primeiro bonde a gente pode partir 
   G7                          C 
   Eu sei que no nordeste tem cabra da peste 
                                       G7 
   No norte tem faca faca de corte e calor                    
   Mas eu vou cheio de bala 
                      G7              C 
   um três oitão na mala e um ventilador 

   E menina que vida boa a gente vai levar 
   Melhor que vida de rainha 
   e rei melhor que tudo que se imaginar 
   E menina que vida boa a gente vai levar
   Melhor que vida de rainha 
   e rei melhor que tudo que se  imaginar 

   Mas pra só 
        C                  A7          Dm 
   Pra só comer, beber, dormir e não pagar 
    
   Pra comer, beber, dormir ,  Pra comer, beber, dormir  
                        G7          C      G7      C 
   Pra comer, beber, dormir e não pagar 

Liberdade

Ivone Lara
Liberdade (samba, 1977) - Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho

Liberdade desfrutei
Conheci quando na minha mocidade
A ternura de um amor sem falsidade
E confiante sempre na felicidade
E eu cantava, sentia tudo que sonhei
Mas depois suspreendeu-me a solidão
Foi o fim da ilusão

E agora esta desilusão
Existe uma lesão que vive em mim
Tudo que é feliz não tem direito a eternidade
Porque sempre chega a vez
De entrar em cena, a saudade
Às sombras desta recordação
Um gesto de perdão que eu não fiz
O remorso traz aquela triste melodia
Que me faz infeliz


Jura secreta

Sueli Costa
Jura secreta (1977) - Sueli Costa e Abel Silva

G G5+ 
 
G        G5+         G     G5+ 
Só uma coisa me entristece 
G             D/F#            E  D/F# G° E/G# 
O beijo de amor que eu não roubei 
Am         Am/G         D/F#  C/E 
A jura secreta que não fiz 
D4/7        D7                G  G5+ 
O beijo de amor que eu não causei. 
 
G             G5+        G  G5+ 
Nada do que posso me alucina 
G       D/F#            E D/F# G° E/G# 
Tanto quanto o que não fiz 
Am           Am/G        D/F#  C/E 
Nada do que quero me suprime 
D7                               G   B4/7 B7 
De que por não saber e ainda não quiz. 
 
Em                  A4/7 A7 
Só uma palavra me devora 
Em                            A4/7 A7 
Aquela que o meu coração não diz 
C            G/B  Am               Am/G 
Só o que me cega, o que me faz infeliz 
D/F#  C/E      D4/7     D7     G  B4/7 B7 
E o brilho do olhar que não sofri. 
Em                  A4/7 A7 
Só uma palavra me devora 
Em                            A4/7 A7 
Aquela que o meu coração não diz 
C            G/B  Am               Am/G 
Só o que me cega, o que me faz infeliz 
D/F#  C/E      D4/7     D7     G  G5+ G 
E o brilho do olhar que não sofri.

quinta-feira, junho 16, 2011

Comentário

Comentário (samba-canção, 1952) - Dário de Souza e Nóbrega de Macedo

Título da música: Comentário / Gênero musical: Samba canção / Intérprete: Nelson Gonçalves / Compositores: Souza, Dário de - Macedo, Nóbrega de / Acompanhamento Orquestra / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 800864 / Data Gravação 16/01/1952 / Data Lançamento 04/1952 / Lado B / Disco 78 rpm.



Esse que passa por aí, senhores
Já foi boêmio também
Já teve muitos amores
Hoje vive sem ninguém

Às vezes fico pensando:
O destino quando quer
Um homem se derrotando
Por causa de uma mulher

Esse que vive sozinho
Sem ter um carinho
Com amor qualquer
Ele perdeu a saúde,
Perdeu os amigos e a própria mulher

Esse que vive chorando,
Sozinho falando
Parece ninguém
Mas esse que passa por aí, senhores
Já foi boêmio também

quarta-feira, junho 15, 2011

Certinha

Certinha (samba, 1960) - David Nasser e Nelson Gonçalves

Título da música: Certinha / Gênero musical: Samba / Intérprete: Gonçalves, Nelson / Compositores: Nasser, David - Gonçalves, Nelson / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 802210 / Data de Gravação 00/1960 / Data de Lançamento 00/1960 / Lado B / Disco 78 rpm.



A forma que você foi feita,
Deus pôs fora já se vê.
Pois não pode haver no mundo,
Outra igualzinha a você.

Deus fez você tão certinha,
Que eu me pergunto porquê.
As outras são tão diferentes,
Quando eu estou com você.

Seu o corpo é um manjar dos céus,
E caminhando é perfeita.
Se parece uma sereia,
Quando na areia se deita.

Em tudo ela é tão certinha,
Ela é uma jóia bem feita.
E se eu sou o dono dela meu Deus,
Prá que eu quero a receita.

Casamento é loteria

Casamento é loteria (marcha, 1956) - Armando Cavalcanti e Klécius Caldas

Título da música: Casamento é loteria / Gênero musical: Marcha / Intérprete: Nelson Gonçalves / Compositores: Cavalcanti, Armando - Caldas, Klécius / Acompanhamento Coro / Orquestra / Gravadora Rca victor / Número do Álbum: 801714 / Data de Gravação: 21/09/1956 / Data de Lançamento: 01/1957 / Lado A / Disco 78 rpm.


Casamento é loteria
Pra quê, pra quê que eu vou casar?
Solteiro e sem dinheiro
Farreei o ano inteiro
Casado só tem conta pra pagar!

Casamento é loteria
Pra quê, pra quê que eu vou casar
Solteiro e sem dinheiro
Farreei o ano inteiro
Casado só tem conta pra pagar!

O meu pai sempre dizia
Pra filharada estudar
Casamento é loteria
Pra quê, pra quê que eu vou casar? (refrão)

Brinquei com o amor

Brinquei com o amor (samba, 1953) - Bide e Sebastião Gomes

Título da música: Brinquei com o amor / Gênero musical: Samba / Intérprete: Nelson Gonçalves / Compositores: Bide e Gomes, Sebastião / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 801182 / Gravação 00/1953 / Lançamento 00/1953 / Lado B / Disco 78 rpm.


Zombei das mulheres / Brinquei com o amor
Longe de pensar / Que ainda ia ser um sofredor
Um dia amei, / me apaixonei
Apaixonado estou / Só por castigo
Por certo alguém / Que hoje não vive comigo

Mas o que eu hoje padeço
E juro por Deus que mereço
Porque fui muito ruim
Eu já zombei das mulheres
Hoje elas zombam de mim...

Já fiz mulheres chorar
E por mim sofrer horrores
Nelas não acredita
Zombava de seus amores
Hoje em dia estou pagando
Tudo que fiz de ruim
Zombei tanto das mulheres
Que hoje elas zombam de mim...

Ave-Maria no morro

Ave Maria do morro (samba, 1950) - Herivelto Martins

Título da música: Ave maria no morro / Gênero musical: Samba canção / Intérprete: Nelson Gonçalves / Compositor: Martins, Herivelto / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 800647 / Gravação 00/1950 /  Lançamento 00/1950 / Lado A / Disco 78 rpm.



Barracão / De zinco / Sem telhado
Sem pintura lá no morro / Barracão é bangalô

Lá não existe / Felicidade / De arranha-céu
Pois quem mora lá no morro
Já vive pertinho do céu

Tem alvorada / Tem passarada / Ao alvorecer
Sinfonia de pardais / Anunciando o anoitecer

E o morro inteiro / No fim do dia
Reza uma prece / À ave maria
E o morro inteiro / No fim do dia
Reza uma prece / À ave maria

Ave maria / Ave

terça-feira, junho 14, 2011

Ilha de Maré

Ilha de Maré (samba, 1977) - Valmir Lima e Lupa

Tom: G  

(G Em Am D)
Ah, eu vim de Ilha de Maré minha senhora
Prá fazer samba na lavagem do Bonfim
Saltei na rampa do mercado e segui na direção
Cortejo armado na Igreja da Conceição
Aí de carroça andei, comadre,
Aí de carroça andei, compadre

Ah, quando eu cheguei no Bonfim minha senhora
Da carroça enfeitada eu saltei
Com água, flores e perfume
a escada da colina eu lavei
Aí foi que eu sambei, compadre
Aí foi que eu sambei, comadre...
Aí foi que eu sambei, compadre
Aí foi que eu sambei, comadre...

Foi assim

Paulo André
Foi assim (1977) - Paulo André e Ruy Barata

Tom: D#

Intro.: ( Fm7 Bb7 Eb7+ Cm Cm/Bb
                Ab7+ D7 G7 ) C7 
 
Cm 
  Foi assim 
                 Ab7+ 
Como um resto de sol no mar 
                Fm 
Como a brisa na préamar 
Fm/Eb           Dm7 G7/9- G7 
Nós chegamos ao fim 
 
Cm 
Foi assim 
                   Ab7+ 
Quando a flor ao luar se deu 
                   Fm 
Quando o mundo era quase meu 
Fm/Eb           Dm7 G7/9- 
Tu te fostes de mim 
 
Cm7/9 
Volta meu bem, murmurei 
                   Ab7+ 
Volta meu bem, repeti 
Fm                     Ab7+  Gm 
Não há canção nos teus olhos 
Fm           Fm/Eb  Dm7  G7/9- 
Nem há manhã nesse adeus 
 
(Repete do início) 
 
Cm           Cm/Bb D/F#   Gm     F#7/5- 
Horas, dias, meses se   passando 
Ebm7      Ab7          Db7+       Bbm7 
E nesse passar, uma ilusão guardei 
Fm7        Bb7        Eb7+ 
Ver-te novamente na varanda 
Bb/D   Cm       Cm/Bb  Ab7+ 
A voz sumida em quase  pranto 
       Fm    Fm/Eb        Dm7  G7/9 
A me dizer, meu    bem, voltei! 
 
Cm        Cm/Bb     D/F#   Gm   F#7/5- 
Hoje esta ilusão se fez em nada 
Ebm7      Ab7          Db7+     Bbm7 
E a te beijar, outra mulher eu vi 
Fm7        Bb7        Eb7+ 
Vi no seu olhar envenenado 
Bb/D     Cm      Cm/Bb Ab7+ 
O mesmo olhar do meu passado 
          Fm       Fm/Eb   Dm7  G7/9 
E soube então, que te perdi

Desencontro de primavera


Desencontro de primavera (1977) - Hermes Aquino

Tom-Gm

Introd:Cm7 F/A Gm Eb7 D7 Gm D7

Gm                 D7            Gm 
Uma andorinha, no céu, passou e disse
                   G7             Cm       
Que o amor que eu tinha foi-se embora
 F7                             Bb
Ai, desacerto que cruza nossas vidas tão normais
Eb7
É solidão que já vem,
    D7
É alegria que vai
Gm
Uma tristeza que corta a alma da gente
 G7                        Cm
Antes que a primavera se decida
 G7              
À por as flores nos campos,
                 Bb
E o verde nas folhas,
       Eb7
Com banhos de mar
                 D7
Realidade é uma sombra 
                Gm
E eu começo a sonhar

- Refrão -
Cm       F/A          Gm
Ah! a solidão é uma canoa
                         Eb
Navega o corpo e a alma voa
                      D7
Além do céu, além do mar
Cm        F/A              Gm
Ah! No pensamento a gente voa,
                            Eb
Qualquer problema é coisa à toa,
D7                     Gm 
Fica tão fácil de se amar...
 Gm                D7              Gm
Eu me recordo dos beijos,rosto  e tudo
 G7                          Cm     
E dos amores que praticamos juntos
 F7       
O sal do corpo esquecido
                 Bb               Eb7       
Nas noites tão doces de beijos e bar
                    D7                    Gm
O sol por sobre a cidade e o vento vai passar
   Eb7              D7                     Gm
O sol por sobre a cidade e o vento vai passar

segunda-feira, junho 13, 2011

Coleção


Coleção (canção, 1977) - Cassiano e Paulo Zdanowski
Tom: G
  
intro: G7M C/D Em7 Cm6 Bm7 E7 Am7 D7 Gm7 C/D

 G7M                    Em7                   Am7   D7
Sei que você gosta de brincar de amores
   Am7        D7    Bm   E7  Am7  D7
Mas oh, comigo não       (comigo não)
G7M
Sei também que você...
Em7                         Am7 F#m B7
Eu não sei       mais nada.
     Em7 Dm7 G7  C7M
Um dia você vai ouvir
    Bm7     Em7        Cm6
De alguém o que ouvi de ti
     Em7    Cm6       Em7         Dm7    G7
Então irá pensar como eu sonhei em vão
    C7M  Bm7
Não vá ou vá
  Em7       Cm6
Você é quem quer
Bm7         E7   Am7 D7     G7M
Quer saber? Eu amo     você

(solo) ( Gm7 C/D Em7 Cm6 Bm7 E7 Am7 D7 Gm7 C/D  E7 )

 A7M                                  F#m7      Bm7  G#m7  C#7
Sei também que você... eu não sei mais nada.
F#m7   Em7  A7  D7M
Um dia você vai ouvir
    C#m7          F#m7      Dm6
De alguém o que ouvi de ti
      F#m  Dm6      F#m7        Em7    A7
Então irá pensar como eu sonhei em vão
   D7M     C#m7
Não vá ou vá
  F#m7            Dm6
Você é quem quer
         C#m7 F#7    Bm7  E7
Quer saber?    Eu amo...
         C#m7 F#7    Bm7  E7
Quer saber?     Eu amo...
         C#m7 F#7    Bm7  E7  D
Quer saber?      Eu amo
     A7M   A
Você

Conto até dez

Luiz Ayrão
Conto até dez (samba, 1977) - Luiz Ayrão

Hoje eu conto até dez, pra não errar onde errei
Um, dois, três, quatro, cinco, seis,
Sete, oito, nove, no dez já me acalmei
Mas hoje, hoje eu conto até dez,
pra não errar onde errei
Um, dois, três, quatro, cinco, seis,
Sete, oito, nove, no dez já me acalmei

Um, eu era um, sem amor, sem prazer nenhum,
Dois, eu virei dois, quando eu a encontrei depois,
Três, viramos três e quatro
quando crianças enfeitaram nosso quarto
Mas cinco já era demais,
era um rival para perturbar a minha paz

Por isso hoje, hoje eu conto até dez
pra não errar onde errei
Um, dois, três, quatro, cinco, seis,
Sete, oito, nove, no dez já me acalmei
Mas hoje, hoje eu conto até dez
pra não errar onde errei
Seis, seis vezes disparei,
onde foi que eu atingi nem sei

Sete,sete jurados com razão
me condenaram a oito longos anos de prisão
Nove, nove anos se passaram do revés
Que me deu a experiência,
que amor não vale a penitência

Hoje eu conto até dez, pra não errar onde errei
Um, dois, três, quatro, cinco, seis,
Sete, oito, nove, no dez já me acalmei
Mas hoje, hoje eu conto até dez,
pra não errar onde errei
Um, dois, três, quatro, cinco, seis,
Sete, oito, nove, no dez já me acalmei


Carro de boi

Milton Nascimento
Carro de boi (1977) - Maurício Tapajós e Cacaso

Que vontade eu tenho de sair
Num carro de boi ir por aí
Estrada de terra que
Só me leva, só me leva
Nunca mais me traz

Que vontade de não mais voltar
Quantas coisas eu vou conhecer
Pés no chão e os olhos vão
Procurar, onde foi
Que eu me perdi

Num carro de boi ir por aí
Ir numa viagem que só traz
Barro, pedra, pó e nunca mais


Barra pesada


Barra pesada (Melô da Baixada - samba, 1977) - Dicró e José Paulo

Tom: C
  
Intr.: C   Cm   G   E7   A7    D7   G 
       C   Cm   G   E7   A7    D7   G    
       D7 

Refrão -------------
  
              G          E7               Am    E7    Am 
No lugar onde moro até ladrão tem medo de ir, 
              D7                          G           D7 
Eta lugar perigoso, igual aquele eu nunca vi (é isso ae!) 

--------------------
  

  G        E7      Am               D7               G 
Ladrão não anda de noite porque tem medo de ser assaltado, 
                  Dm   G7             C 
Já viraram o camburão, eta lugar carregado, 
                          Cm                 G 
Um cara foi assaltado por quatro sujeitos barbudos, 
  E7                  A7        D7             G           D7 
Levaram o dinheiro do cara e o anel com dedo e tudo (eta lugar!) 

G       D7     G       E7            Am     
Gente parece piada mas é perigoso de fato, 
     E7       Am            D7                       G 
A bandeira lá do meu lugar, tem o retrato de um gato, 
                 Dm          G7        C 
O motorista de entrega, está bobo até agora, 
                       G      E7 Am  D7   G           D7 
Roubaram o pneu do seu carro, à  60  Km à hora (eta lugar!) 

G      Em     Am           D7           G 
E na semana passada veja o que me aconteceu, 
                  Dm         G7             C  
O dente do cara doeu, ele mandou arrancar o meu, 
                               D7            G  
O vizinho que foi receber, o auxílio a natalidade, 
   E7                  A7          
Chegou um malandro e tomou dizendo 
    D7              G           D7 
  que era o pai de verdade (eta lugar!)

Arrombou a festa

Rita Lee
Arrombou a festa (1977) - Rita Lee e Paulo Coelho

Tom: G
Intr.: G

 G
Ai, ai, meu Deus, o que foi que aconteceu
      A        C     Cm   G    D
Com a música popular brasileira?
G 
Todos falam sério, todos eles levam a sério
      A        C         Cm      G
Mas esse sério me parece brincadeira 

   C
Benito lá de Paula com o amigo Charlie Brown
  D
Revivem nesses tempos o velho e chato Simonal
   C
Martinho vem da Vila lá do fundo do quintal
    D
Tornando diferente aquela coisa sempre igual

   C
Um tal de Raul Seixas vem de disco voador 
    D
E Gil vai refazendo seu xodó com muito amor
  C
Dez anos e Roberto não mudou de profissão
     D
Na festa de arromba ainda está com seu carrão

Parei pra pesquisar
 
 G
Ai, ai, meu Deus, o que foi que aconteceu
      A        C     Cm   G    D
Com a música popular brasileira?
G 
Todos falam sério, todos eles levam a sério
      A        C         Cm      G
Mas esse sério me parece brincadeira 

C 
O Odair José é o terror das empregadas
   D
Distribuindo beijos, arranjando namoradas 
  C
Até o Chico Anísio já bateu pra tu batê
       D
Pois faturar em música é mais fácil que entender
   C
Celly Campello quase foi parar na rua
     D
Pois esperavam dela mais que um banho de lua
    C
E o mano Caetano tá pra lá do Teerã
   D
De olho no sucesso da boutique da irmã

  G 
Bilú, bilú, fafá, faró, faró, tetéia
  A      C     Cm      G
Severina e o filho da véia
   A     C       Cm         G
A música popular brasileira
  A      C   Cm
A música popular

G 
Sou a garota papo firme que o Roberto falou 
   A      C   Cm
Da música popular
G
O tico-tico nu, o tico-tico cu, o tico-tico pá rá rá rá
A      C   Cm
Música popular
G
Olha que coisa mais linda, mais cheia de... 
A      C   Cm
Música popular
         G
Mamãe eu quero, mamãe eu quero
                 A      C       Cm     G
Mamãe eu quero a música popular brasilera
  G   D      G
Pega, mata e come!

domingo, junho 12, 2011

Radinho de pilha

Radinho de pilha - Genival Lacerda

Tom: C
  

Intro: C   G   C    G7   C   G   C    G7   C 
 
C                         G      
Fui pra cidade do Rio de Janeiro, 
                                    C 
trabalhei o ano inteiro e fiz até cerão, 
                                G 
A vida do Paraíba nao foi brincadeira, 
                                     C 
De servente, de pedreiro pra ganhar o pão 
 
C                         G        
Fiz economia, deixei de fumar,
                                          C      
comprei um rádio de pilha e mandei pro meu bem 
                               G 
Fiquei muito revoltado quando regressei, 
                                          C 
O radio que eu dei pra ela, ela doou pra alguém 
 
 
Mas ela deu o rádio, 
           G                                    C 
Ela deu o rádio e nem me disse nada, ela deu o rádio 
                             G             
Ela deu sim, foi pra fazer pirraça, mas ela deu de graça,  
                   C 
O rádio que eu comprei, e lhe presenteei,  2x 

 
                          G 
Eu sou honesto, sou trabalhador,  
                                    C 
Mas nao gosto de deboche com a minha cara 
                                  G 
Nao vou enfeitar boneca pros outros brincar 
                                        C 
Ninguém vai pintar o sete com esse pau de arara 
                         G 
Eu nao tolero tanto desaforo,  
                                   C 
Tem mulher que só aprende quando o coro desce 
                                         G 
Pra gente ficar de pazes vou lhe dar uma foba, 
                                            C 
Pois o radio que eu comprei, todo mundo já conhece

De quem é esse jegue?

Genival Lacerda
De quem é esse jegue? - Celio Roberto e Bráulio de Castro

Tom: D

(intro)
         D          A7           D   
Eu vou contar uma história pra vocês 
                               A
Que um dia aconteceu na minha vida
                A4/7/9         A    A4/7/9
A história de um jegue muito bravo      
      A/G       A7        D  G/D
Que me deixou num beco sem saída
      D             A4/7/9     D   
Eu vinha vindo para casa descansar 
                                   A
E o jegue tava no portão quis me pegar
                   A4/7/9          A
Quando me viu foi murchando as orelhas
                      A7           D
Mostrando os dentes começou a relinchar
                  D   
De quem é esse jegue 
               A                     G    A7
De quem é esse jegue De quem é esse jegue
                 D
...ele quer me morder
                  D  
De quem é esse jegue 
                 A                   G      A7
De quem é esse jegue De quem é esse jegue
                 D
...tirem ele daqui
            D                     
Quem tava dentro não podia mais sair 
                                A
Quem tava fora não podia mais entrar
        A4/7/9 A/G        A7           A/G    A7            D
É que o jegue  que estava ali  Minha jumenta queria conquistar
      D         A4/7/9    D                           A
Eu vi então um dueto de relincho E os dois sairam a galopar
     A4/7/9       A/G            A7
Dei um suspiro e cheguei a conclusão
                       G/B       D     G/D    D
Que os animais têm o direito de amar  (repete refrão)

sexta-feira, junho 10, 2011

Amor perfeito

Nelson Gonçalves
Amor perfeito (samba, 1951) - José Batista e Paulo Tapajós
Interpretação: Nelson Gonçalves



Amor perfeito / Eu encontrei afinal
Não tem defeito / E no mundo
Não existe outro igual

Amor perfeito / Eu encontrei afinal
Não tem defeito / E no mundo
Não existe outro igual

Depois de tanto tempo procurar
Eu encontrei o verdadeiro amor
Que encheu de alegria meu peito
E que me fez sonhador
Graças a Deus
Encontrei o amor perfeito
Graças a Deus!

Amor perfeito / Eu encontrei afinal
Não tem defeito / E no mundo
Não existe outro igual

Amor perfeito / Eu encontrei afinal
Não tem defeito / E no mundo
Não existe outro igual

Depois de tanto tempo procurar
Eu encontrei o verdadeiro amor
Que encheu de alegria meu peito
E que me fez sonhador
Graças a Deus
Encontrei o amor perfeito
Graças a Deus!

Amarga confissão

Nelson Gonçalves
Amarga confissão (tango, 1956) - David Nasser e Herivelto Martins

Disco 78 rpm - Título da música: Amarga confissão - Autoria: Nasser, David, 1917-1980 (Compositor) - Martins, Herivelto (Compositor) - Nelson Gonçalves, 1919-1998 (Intérprete) - Orquestra (Acompanhante) - Rca victor, 16/03/1956 - Gênero musical: Tango - Nº Álbum 801655 - Lançamento: Setembro 1956 - Lado A.




Amigo, eu venho debruçar-me no teu ombro
Pra fazer a confissão do meu fracasso
Para dizer que esse covarde não tem força
De voltar contra o seu peito o próprio braço

Amigo, eu venho não em busca de consolo
Nem de apoio moral pra minha dor
Venho apenas, meu irmão, meu camarada
Para dizer que roubei o seu amor

Quero dizer-te, meu irmão, meu camarada
Que lutamos contra tudo ferozmente
Que tentamos esmagar os corações
Mas que o amor foi bem mais forte, infelizmente

Um assassino que mata a sangue frio
Um ladrão que assalta à mão armada
Talvez não sinta no peito esse remorso
E essa vergonha na face retratada

Amigo, nunca mais me estenda a mão
Que não merece por mim ser apertada
Nem essa mulher merece o teu perdão
Esquece que existimos, camarada

quarta-feira, junho 01, 2011

Gracia do Salgueiro

Gracia do Salgueiro (Graciano Campos), compositor, cantor e percussionista, nasceu em Além Paraíba, Minas Gerais, em 19 de junho de 1927 e é autor de canções como 1800 colinas, Cortina do meu lar, Cuidado com a minha viola, Pagode do Gago, Dedo na viola, Pandeiro e viola, Presença de Noel (em parceria com Martinho da Vila), entre outras.

Gracia compôs a sua primeira música, Cortina do meu lar (gravada pela cantora Ademilde Fonseca), em 1958, mesmo ano em que ingressou na Ala dos Compositores da escola de samba carioca Acadêmicos do Salgueiro, na qual compôs seu primeiro samba-enredo. Ao longo da década de 1960, apresentava-se em programas de televisão e em clubes do Rio de Janeiro.

Em 1974, Gracia participou do LP Olé do Partido Alto (com vários artistas, como Catoni, Wilson Moreira, Edson Menezes e Ary do Cavaco, entre outros), no qual interpretou Zé Trocado, composta em parceria com Roberto Nunes. Ainda naquele mesmo ano, a cantora Beth Carvalho incluiu 1800 Colinas - canção de autoria de Gracia - no LP Pra Seu Governo. Graças ao sucesso desse samba, um dos primeiros da carreira da cantora, ela foi convidada a fazer uma turnê pela França, onde o disco seria também editado. 

No ano seguinte, mais duas canções do sambista foram gravadas: Jorginho do Império incluiu Na beira do mar, no LP Viagem encantada, e Beth interpretou Pandeiro e Viola, que deu título ao disco da cantora de 1975.

Nos anos seguintes, Beth Carvalho gravou Se você quiser e Cuidado com a minha viola. Outras duas cantoras interpretaram sambas de Gracia. Em 1978, Janaína gravou O tema é o dinheiro e Elizeth Cardoso regravou 1800 colinas - este, o maior sucesso do compositor.

Em 1986, participou, junto com os sambistas Aluísio Machado e David Correa, do álbum Pique Brasileiro, na qual foi incluída Pagode do Gago, grande sucesso de Gracia. A mesma canção foi incluída no único disco-solo da carreira do compositor, Gracia do Salgueiro, daquele mesmo ano.

No ano de 1997, o cantor Fabiano interpretou gravou Presença de Noel, parceria de Gracia com Martinho da Vila.

Com a participação da cantora Zélia Duncan, Beth Carvalho regravou o sucesso 1800 Colinas para o álbum Casa de Samba 4, de 2000. A mesma Beth incluiu esse samba no DVD Beth Carvalho - A Madrinha do Samba, gravado em 2004. Também naquele ano, a cantora Tereza Gama lançou o CD Aos mestres com carinho, no qual interpretou Dedo na Viola.

Fonte: Wikipedia - A Enciclopédia Livre.

Luiz Américo


Luiz Américo (Américo Francisco Filho), cantor e compositor, nasceu na cidade de Santos, SP, em 22 de agosto de 1946. Começou cantando desde menino e foi no concurso de calouros do Sílvio Santos que "Américo Francisco", como era conhecido, despontou para o cenário nacional, ganhando todas as provas do concurso.

Surgiram convites de grandes gravadoras e aí já como Luiz Américo conseguiu seu primeiro sucesso, Desafio, mais conhecida como "Cuca cheia de cachaça" e daí em diante foram vários, Camisa dez, Filho da véia, Carta de alforria, Casa cheia, O gás acabou, Na hora da sede, entre tantos outros.

Foram oito discos de ouro e suas músicas executadas em todas as rádios do Brasil e exterior e imagem marcada pelo seu boné em todos os programas de TV da época, sem dúvida um dos maiores ídolos da geração da década de 1970 / 1980.

Seu maior sucesso foi a canção Camisa 10, que teve uma grande repercussão por falar da Seleção Brasileira de Futebol de 1974, que depois de se tornar tri-campeã no México, atravessava um período de altos e baixos para disputar a Copa da Alemanha de 1974. Vendeu milhares de cópias. Recebeu prêmios no Brasil e no exterior.

Hoje ele é dono de uma casa noturna chamada "Lucky Scope" no Guarujá, e seus filhos cantores no Grupo Feitiço (banda de samba) montaram uma casa de samba em sua homenagem com o nome de Typographia Brasil em Santos, onde o cantor se apresenta até hoje.

Seus sucessos já foram gravados por Clementina de Jesus, Ângela Maria, Alcione, Sílvio Caldas, Wilson Simonal e estão sendo re-gravados por cantores da atualidade como Zélia Duncan, Zeca Baleiro, Marcelo D2 entre outros. 

Viva o grande Luiz Américo que fez parte de minha vida, mesmo na tristeza, num jogo Brasil x Holanda, em que ele desabafa num bom humor: "desculpe seu Zagalo / mexe nesse time / que tá muito fraco...". Pensei que era carioca e hoje me deparo que é de Santos. E tomara que seja do Santos FC também, atual bicampeão paulista de futebol.

Fonte: Wikipedia - A Enciclopédia Livre; O autor do blog, que vivenciou essa época.

Pacífico Mascarenhas

Pacífico Mascarenhas, compositor, nasceu em Belo Horizonte, MG, em 21 de maio de 1935. Iniciou a carreira artística quando começou a realizar serenatas com um grupo de amigos na cidade.

Em 1958, gravou seu primeiro disco e em 64 gravou o disco do Quarteto Sambacana. Nesse mesmo ano inventou um processo para acompanhamento de violão que ficava na contracapa do disco. Era uma tabela de acordes com as letras. Registrou a patente desse processo no Departamento Nacional de Propriedade Industrial (DNPI).

Foi graças ao sucesso do Quarteto Sambacana que conheceu o Milton Nascimento também em 1964, quando recebeu em sua casa a visita de alguns músicos de Três Pontas. Como achou que o Milton Nascimento cantava muito bem, convidou-o a participar das serenatas que realizava em Belo Horizonte e também decidiu levá-lo ao Rio de Janeiro para apresentá-lo a alguns representantes de gravadoras. Com esse contato com o Milton conheceu os outros membros do Clube da Esquina, como o Marilton Borges e o Márcio Borges.

As obras de Pacífico Mascarenhas são especialmente bossa-novistas, o que estabeleceu uma ponte considerável entre Rio de Janeiro e Minas Gerais nos anos 1960, sendo que a partir daí, o músico mineiro foi gravado por uma série de artistas famosos, de Luiz Eça a Kliff Korman e recentemente Jorge Cutello da Argentina.

Algumas obras

Aladim, Tom da canção, O vento que soprou, Até você voltar, Era um dia assim, Estrela caindo, Eu e você, Sem me olhar, Fui olhar pra você, Mesmo céu, Você é muito mais, Tarde azul, Apareceu na tarde, O navio e você, Hino da Turma da Savassi, Pouca duração (1962), Olhos feiticeiros e Ônibus colegial.

Fonte: Wikipedia; Museu Clube da Esquina.

Osvaldo Nunes

Osvaldo Nunes, compositor e cantor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 02/12/1930, e faleceu na mesma cidade, em 18/06/91. Órfão de pai e mãe, foi criado por instituições de amparo ao menor. Aos 13 anos fugiu e passou algum tempo vivendo na marginalidade no bairro boêmio da Lapa. Chegou a ser preso. Depois foi vendedor de balas, engraxate, camelô e artista de rua.

Mais tarde começou a freqüentar rodas de samba e blocos de carnaval quando sentiu que tinha inspiração para compor músicas e talento para cantar. Nunca se afastou do bairro da Lapa onde chegou a conhecer Madame Satã.

Quando deixou a marginalidade, Oswaldo Nunes fez sua primeira composição aos vinte anos, que foi o samba Real melodia. Em 1951, seu samba Vidas iguais, com Ciro de Souza, e o samba-canção Estranho, com Cabeção foram gravados por Leny Eversong na Continental. Em 1955, o samba-canção Aquele quarto, com Aníbal Campos foi gravado por Dalva de Andrade na Continental.

Em 1962, gravou seu primeiro disco, pelo selo pernambucano Mocambo com os sambas Lar vazio e Agradecimento, ambos de sua autoria. No mesmo ano, gravou o twist Vem amor, parceria com Lino Roberto, e o samba Fim, de Lino Roberto. Ainda nesse ano, e também pela Mocambo, juntamente com o Bloco Carnavalesco Bafo da Onça gravou aquele que seria seu maior sucesso, a batucada Oba, que continuou a embalar os desfiles do bloco nas décadas seguintes e que se tornou o hino oficial do Bloco Bafo da Onça.

Ainda em 1962, embalado pelo sucesso de Ôba lançou pela Mocambo/Rozenblit um LP com o mesmo título no qual gravou composições próprias como Alô meu bem, Chorei… chorei…, Lar vazio, e Nunca mais, esta última, parceria com Ruy Borges, além de Volta por cima, de Paulo Vanzolini, Diário de amor, de Senô, Gosto de você de graça e Zé da Conceição, de João Roberto Kelly , Oito mulheres, de José Batista, Faço um iê iê iê, de Luiz Reis e Haroldo Barbosa, e Fim, de Lino Roberto.

Em 1963, gravou os sambas Zé da Conceição, de João Roberto Kelly, e Alô! Meu bem, de sua autoria. Nesse ano, seu Samba do saci, com Lino Roberto, foi gravado por Clóvis Pereira em interpretação de órgão, e os sambas Chorei, chorei e Samba do saci foram registrados pelo Bloco Carnavalesco Bafo da Onça.

Gravou pra o carnaval de 1965, o do quarto centenário do Rio de Janeiro, as marchas A Dança da Pulga, de sua autoria e Pernambuco, e Saudações ao Rei Momo, de sua autoria. Nesse ano, fez grande sucesso com a marcha Na onda do berimbau, de sua autoria.

No carnaval de 1967, fez sucesso com a marcha Mãe-ê, de sua autoria. Destacou-se no ano seguinte com a marcha Voltei, e em 1969, com a marcha Levanta a cabeça. Na segunda metade da década de 1960, apresentou-se em shows acompanhado do grupo The Pop’s, com o qual gravou em 1969 o LP Tá tudo aí no qual interpretou as músicas Tá tudo aí, Você deixa, Tamanqueiro, Dendeca, Doce canção, Chorei chorei, e Canto da sereia, todas de sua autoria, além de Outro amor de carnaval, com Raul Borges e Humberto de Carvalho, Cascata, com A. Marcilac, e Mulher de malandro, com Celso Castro.

Em 1970, obteve o segundo lugar no IV Festival de Músicas de Carnaval com o samba Não me deixes, de sua autoria em parceria com Milton de Oliveira e Helton Menezes. No mesmo festival, foi finalista com o samba A escola vai descer, com Aristóteles II.

Em 1971, sagrou-se tricampeão do Concurso Oficial de músicas de carnaval da Guanabara promovido pela Secretaria de Turismo da Guanabara, TV Tupi e jornais O Dia e A Notícia, com o samba Saberás, parceria com R. Gerardi. No mesmo ano, lançou pela CBS o LP Você me chamou, no qual cantou, apenas de sua autoria, a faixa Real Melodia.

Em 1978, já pela RCA Victor, lançou o LP Ai, que vontade, no qual interpretou as músicas Êh viola, de Joel Menezes e Noca da Portela, Dança do bole bole, de João Roberto Kelly, Ai, que vontade, de Dão e Beto Sem Braço, Se você me quer, de Anézio, Vou tomar um porre, de Jurandir Bringela e Paulinho da Mocidade, O dono da justiça, de Marco Polo e Genaro da Bahia, e Se você quiser voltar, de Gerson Alves e Jorginho Pessanha, além de composições suas como Tem tem, com Celso Castro, A dança do jongo, com Geraldo Martins, Tim tim tim ô lê lê, com Zé Pretinho da Bahia, Dendê na Portela, com Hilton Veneno, e O que é que eu faço.

O cantor de tanto ritmo, excelente voz e também grande compositor, era um homossexual assumido. Não dava bandeira, tinha cara de mau, era valente e adotava uma postura de cabra macho. Muitas vezes quebrou o pau lá pelo bairro boêmio onde sempre viveu. Dizem as más línguas da Lapa, que uma das últimas surras que ele deu foi no cantor Agnaldo Timóteo.

Em 18/06/91, aos 60 anos, foi assassinado enquanto dormia no seu apartamento na Lapa, provavelmente por um dos garotos de programa aos quais recorria rotineiramente. Onze anos depois, a Justiça deu a sentença do espólio do cantor. Em testamento, o sambista deixou um apartamento e todos os seus direitos autorais para o Retiro dos Artistas, no Rio.

Fonte: Besta Fubana - Homenagem a Oswaldo Nunes e ao Bafo da Onça; Memória da MPB - Osvaldo Nunes.

Ribamar

Ribamar (José Ribamar Pereira da Silva), compositor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 9/12/1919, e faleceu na mesma cidade, em 6/9/1987. Irmão do compositor Esdras Pereira da Silva, aos sete anos de idade começou a estudar piano com sua avó. Trabalhou no funcionalismo público.

Iniciou sua carreira de músico profissional em 1950, acompanhando Dolores Duran. Ainda nesse ano, venceu o concurso para escolha de um pianista de música popular na Rádio Nacional.

Em 1952 teve sua primeira composição gravada, o bolero Duas vidas, com Esdras Pereira da Silva, na voz de Fernando Barreto. Atuou como violinista de Fafá Lemos e com outros grupos, formando em 1953 seu próprio conjunto, tocando acordeom e piano em casas noturnas do Rio de Janeiro. Entre outras Rádios, trabalhou na Rádio Mundial (RJ).

Em 1955, acompanhou Tito Madi em apresentações nas boates do Beco das Garrafas no Rio de Janeiro formando com ele um dos mais populares duos das noites cariocas. Em 1956, teve o samba-canção Abandonado, com Esdras Silva e W. Barros, gravado por Helena de Lima no LP Dentro da noite, lançado pela Continental.

Em 1958, teve samba-canção Pela rua, com Dolores Duran, lançado por Alaíde Costa em disco RCA Victor. Nessa época, iniciou uma fértil parceria com Dolores Duran, com quem atuou como pianista, destacando-se os sambas-canções Quem sou eu, Idéias erradas, Se eu tiver, Pela rua e Ternura antiga, parceria póstuma sobre versos de Dolores Duran, que tinha morrido meses antes, música também
classificada em 2º lugar no Festival das Dez Mais Lindas Canções de Amor, na TV Rio, em interpretação de Lucienne Franco.

Em 1959, teve o samba Idéias erradas, com Dolores Duran, gravado pelo Trio Yrakitan na Odeon e por Carlos Galhardo na RCA Victor, e o samba-canção Quem sou eu?, também com Dolores Duran, gravado por Neusa Maria na RCA Victor. Nesse ano, o samba-canção Pela rua, com Dolores Duran, foi regravado por Tito Madi na Continental.

Em 1960, seu samba-canção Pela rua, com Dolores Duran, foi gravado por Elizeth Cardoso no LP A meiga Elizeth da gravadora Copacabana. Nesse ano, seu maior sucesso, o samba-canção Ternura antiga, com Dolores Duran foi lançado por Luciene Franco na Copacabana. Teve ainda no mesmo ano, a balada Teu nome, com Osmar Navarro gravada por Francisco Carlos na RCA Victor.

Em 1961, o samba O que é que eu faço, com Dolores Duran, foi gravado por Isaura Garcia no LP A pedida é samba da Odeon, e Ternura antiga foi regravado na Copacabana por Paulo Alencar e sua orquestra. Ainda nesse ano, Leny Andrade regravou na Mocambo, o samba-canção Quem sou eu?.

Em 1963, Helena de Lima gravou a canção Que fez você, com Orlando Henrique, no LP Quando a saudade chegar, da RGE. No mesmo ano, fez a direção artística do LP As grandes escolas de samba com orquestra e coro com gravações dos sambas enredo Chica da Silva, Rio dos vice reis, Mestre Valentim, Relíquias da Bahia, Palmares, Tristeza no carnaval, Mauá e suas realizações, Vem do morro e Toda prosa.

Em 1969, teve o samba-canção Eu te amo, com Nunes e Romeu, gravado por Helena de Lima no LP Uma noite no Drink, da RCA Victor. Em 1972, o samba-canção E a chuva parou, com Esdras Silva e Victor Freire, foi gravado por Tito Madi no LP A fossa - volume 2 do selo London/Odeon. No ano seguinte, no volume 3 da série A fossa Tito Madi regravou o samba-canção Se eu tiver, com Dolores Duran. 

Em 1978, seu samba-canção Teu nome, com Osmar Navarro foi regravado por Carlos Galhardo no LP Parabéns a mim por ter você da EMI-Odeon. Em 1981, teve o samba-canção Ternura antiga, com Dolores Duran regravado por Tito Madi no LP Tito Madi na intimidade - Ao vivo no Inverno & Verão da Continental.

Teve canções gravadas por Carlos José, Tito Madi, Trio Iraquitã, Carlos Galhardo, Helena de Lima, Elizeth Cardoiso e Neusa Maria, entre outros. Deixou gravados cinco LPs em diferentes gravadoras: Colúmbia, Philips, Musidisc, Equipe e RCA, entre os quais, Ribamar ao piano e Dançando com Ribamar, pela Columbia e Ribamar e seu piano, pela Philips.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.