sexta-feira, dezembro 30, 2011

Todo menino é um rei

Todo menino é um rei (1978) - Nelson Rufino e Zé Luís - Intérprete: Roberto Ribeiro
Tom: F  
Introdução: F  Bb  C7  F  Bb  C7  F  
 
 C7                 F   Bb 
Todo menino é um rei....
               C7          F
    eu também já fui rei 
      Bb  C7         F
Mas quá.....despertei                   
C7                 F   Bb 
Todo menino é um rei....
                C7          F   
     eu também já fui rei   
      Bb  C7         F
Mas quá.....despertei   
       
 C7              F
....Por cima do mar....da ilusão
         C7
Eu naveguei.....só em vão
           F                     C7
Não encontrei, o amor que eu sonhei
           Bb          F
Nos meus tempos de menino
         Bb ^ ^ C7      F
Porém menino, sonha demais
   Bb              F
Menino sonha com coisas
              Bb ^  ^  ^ C7    F
Que a gente cresce e não vê jamais

Refrão

   C7            F                         Bb
A vida que eu sonhei, no tempo que eu era só
                    C7                    F
Nada mais do que menino, menino pensando só
                        F7              Bb
No reino do amanhã, na deusa do amor maior
     C7             F          Bb              C7
Nas caminhadas sem pedras, no gomo sem ter um nó..

Refrão

Sufoco

Sufoco (1978) - Chico da Silva e Antônio José - Interpretação: Alcione
Am         
Não sei se vou aturar,    
       Bm5-/7   E7     Am
   esses seus abusos
Am/G               Dm   G7
Não sei se vou suportar 
               C     Gm C7
   os seus absurdos
     A7    Dm    G7       C
Você vai embora, por aí afora
F7+           Bm5-/7      E7          A7       
Distribuindo sonhos, os carinhos que você me prometeu
          Dm     G7       C
Você me desama, depois reclama
F7+             Bm5-/7    E7
Quando os seus desejos já bem cansados
     A              Bm7  E7
Desagradam os meus

      A              A#º                  Bm7   
Não posso mais alimentar a esse amor tão louco, que sufoco
   E7                                    A
Eu sei que tenho mil razões até para deixar de lhe amar
                C#m7   Cº    Bm7 
Não, mas eu não quero agir assim meu louco amor
    E7                           A  A#º   Bm7  E7
Eu tenho mil razões para lhe perdoar por amar
    A              A#º                   Bm7
Não posso mais alimentar a esse amor tão louco, que sufoco
   E7                                    A
Eu sei que tenho mil razões até para deixar de lhe amar
                C#m7   Cº    Bm7
Não, mas eu não quero agir assim meu louco amor
    E7                            A
Eu tenho mil razões para lhe perdoa

Sossego

Sossego (1978) - Tim Maia
C7
Ora bolas, não me amole
Com esse papo, de emprego
C7
Não está vendo, não estou nessa
O que eu quero?
Sossego, eu quero sossego

C7
O que eu quero? Sossego (4x)

C7
Ora bolas, não me amole
Com esse papo, de emprego
C7
Não está vendo, não estou nessa
O que eu quero?
Sossego

C7
O que eu quero? Sossego (19x)

quinta-feira, dezembro 29, 2011

Quem dá mais

Quem dá mais (1978) - Beto Suryan - Interpretação: Antônio Marcos

Eu quero me ver em 1996
Pois eu quero saber como vão ser as coisas por lá
Eu preciso me ver em 1996
E dizer sim ou não aos processos de vida de lá
Outro dia eu sonhei que estava numa arena gigante
Era eu o mais raro objeto vendido em leilão
Gargalhadas soavam por toda essa arena mercante
E eu era um palhaço sem graça vendido em leilão

E eu olhava tudo calado
E eu levava fé nessa mão
E eu ouvia os preços gritados
E eu calava o meu coração
(2x)

Quem dá mais por um cara que ousou acreditar nos seus
Quem dá mais por um homem que insiste na palavra Deus
Quem dá mais por um louco que discorda do computador
Quem dá mais por um velho ultrapassado que ainda crê no amor

Fui vendido afinal como tudo no grande mercado
Mas meu medo acabou quando alguém me tocando falou:
Este povo um dia já foi por meu pai perdoado
E eu também fui vendido, pregado e nada mudou


Que pena

Peninha
Que pena (1978) - Peninha e Roberto Livi
Cm 
Você entrou no meu mundo 
D7+                              G7+ 
E pensou que era dona da situação 
Bbm7                  C7+ 
E esqueceu que no amor 
                                   Fm7 
Ganha sempre quem fala com o coração  
G7+                   Ab    
Você deixou seu passado 
G7+                            Cm 
Fechar o caminho que ia se abrir 
Ab                   G7 
Ah! meu amor, que pena  

Cm 
Você perdeu com o tempo 
D7+                      G7+ 
Aquela maneira de me enganar 
Bbm7                  C7+ 
Trocou o velho carinho 
                                 Fm7 
Por coisas que eu não consigo cantar 
G7+                   Ab    
Hoje eu tenho certeza 
G7+                             C7+ 
Que nós caminhamos pra lugar nenhum 
Ab            G7+      
Ah! meu amor, que pena  
Fm                           Fm7                
Pena de ver nosso mundo caindo 
Cm                             Cm7 
Pena de ver nosso mundo sumindo 
Ab                   G7+      C7 
É, meu amor, que pena 
Fm                            Fm7 
Pena de ver tanto amor fracassar 
Cm                         Cm7 
Pena da pena que você me dá 
Ab            G7+      
Ah, meu amor, que pena 

Proposta amorosa

Proposta amorosa (1978) - Monarco - Intérprete: Roberto Ribeiro

"... Olha aí meu irmãozinho Monarco...
Esperei quase dez anos pra chegar uma
oportunidade pra gravar
uma melodia pra você Malandro
... Escuta aí..."

Por que viestes com proposta amorosa ???
Eu que vivia num perfeito mar de rosas
Só conhecí falsidade em lugar de carinho
No meio das flores
Quisestes levar-me ao monte de espinhos
Não conseguistes um intento mesquinho

O bom artista
Juro por Deus não é tolo
Na saudade dei o bolo
Ela vinha quase certa me encontrar

Hoje vou trilhando meu caminho
Muito embora sozinho
Pra ninguém me ver chorar

Se eu chorasse
E a saudade me encontrasse
Seria bem envolvido
como um simples amador

Mas matéria de amor
Eu conheço na palma da mão
Sei também que essa tal de saudade
Tortura demais um pobre coração.


Perigosa

Perigosa (1978)Rita Lee, Roberto de Carvalho e Nelson Mota

Eu sei que eu sou bonita e gostosa
E sei que você me olha e me quer
Eu sou uma fera de pele macia
Cuidado, garoto, eu sou perigosa

Eu tenho um veneno no doce da boca
Eu tenho um demônio guardado no peito
Eu tenho uma faca no brilho dos olhos
Eu tenho uma louca, dentro de mim

Eu sei que eu sou bonita e gostosa
E sei que você me olha e me quer
Eu sou uma fera de pele macia
Cuidado, garoto, eu sou perigosa

Eu posso te dar um pouco de fogo
Eu posso prender,você é meu escravo
Eu faço você feliz e sem medo
Eu fazer você ficar louco

Muito louco,
Muito louco, muito louco
Dentro de mim

Eu sei que eu sou bonita e gostosa
E sei que você me olha e me quer
Eu sou uma fera de pele macia
Cuidado, garoto, eu sou perigosa

Eu posso te dar um pouco de fogo
Eu posso prender,você é meu escravo
Eu faço você feliz e sem medo
Eu fazer você ficar louco

Muito louco,
Muito louco, muito louco
Dentro de mim

terça-feira, dezembro 27, 2011

Mundo bom

Mundo bom (samba, 1978) - Agepê e Canário

Ê eta mundo velho e bom
Bonito, colorido e boa-praça
Atrás do lado feio
Há coisas lindas pra se ver
Quero ver.

Gira mundo, vai girando
Roda mundo vai rodando,
Roda gira, gira roda,
Me leva pra qualquer lugar
No eixo do meu dia-a-dia
Te deixo me fazer cantar. (bis)

Tem gente que não entende
Que a vida é feita de açúcar e sal,
De chuva e sol
Quem sabe arrancar o veneno
Do peito e sair satisfeito por aí,
Faz da vida um carnaval.


Meu primeiro amor

José Augusto
Meu primeiro amor (1978) - José Augusto, Miguel e Paulo Coelho
Introdução: Gm  Dm  A#  A7  Dm  A7  Dm  A7 
 
 Dm                   Gm 
 Foi numa festa outro dia 
 C                         F 
 Que eu te encontrei a dançar 
 Dm                Gm                  
 Namoradinha de infância 
 A7                 Dm 
 Sonhos da beira do mar 
                     Gm 
 Você me olhou de repente 
  C                     F 
 Fingiu que tinha esquecido 
 Dm                     Gm 
 E com um sorriso sem graça 
 A7                  Dm 
 Me apresentou ao marido 
      Gm 
 E o resto da noite 
    Dm 
 Dançou pra valer 
         A7 
 Se teus olhos me olharam 
     Dm 
 Fingiram não ver 
         Gm 
 No meu canto eu fiquei 
          Dm 
 Entre o riso e a dor 
 A#             A7      Dm  A7  Dm  A7 
 Lembrando do primeiro amor 
 Dm                  Gm 
 Pra me beijar precisava 
 C                   F 
 Ficar na ponta dos pés 
 Dm                  Gm 
 Eu tinha então oito anos 
 A7                     Dm 
 Mas te menti, que eram dez 
                   Gm 
 Lembro você orgulhosa 
 C                   F 
 Da minha calça comprida 
  Dm                   Gm 
 Vínhamos juntos da escola 
 A7                    Dm 
 Sem qualquer medo da vida 
      Gm 
 E o resto da noite 
    Dm 
 Dançou pra valer 
         A7 
 Se teus olhos me olharam 
     Dm 
 Fingiram não ver 
         Gm 
 No meu canto eu fiquei 
          Dm 
 Entre o riso e a dor 
 A#             A7      Dm  A7  Dm  A7 
 Lembrando do primeiro amor 
 Dm               Gm 
 Sábado tinha dinheiro 
 C                  F 
 Pra te levar ao cinema 
 Dm               Gm 
 Onde com medo pegava 
  A7              Dm 
 Tua mãozinha pequena 
                      Gm 
 Nossos castelos de areia 
  C                 F 
 Sonhos perdidos no ar 
 Dm               Gm 
 Jogo de bola de meia 
       A7             Dm 
 E um refrigerante no bar 
      Gm 
 E o resto da noite 
    Dm 
 Dançou pra valer 
         A7 
 Se teus olhos me olharam 
     Dm 
 Fingiram não ver 
         Gm 
 No meu canto eu fiquei 
          Dm 
 Entre o riso e a dor 
 A#             A7      Dm 
 Lembrando do primeiro amor. 

Mais uma vez

Mais uma vez (1978) - Mariozinho Rocha, Renato Correia e Paulo Sérgio Valle - Intérprete: Marizinha.

Acordo tarde, quase ao meio dia
Saio pra rua, quase sonhando ainda
Esfrego os olhos para ver melhor você.
Mais uma vez, você me fez feliz.

Sinto no corpo tua presença ainda
Minha vontade é de te ver agora
Pra te falar as coisas que eu não consegui
Mais uma vez, eu sei te fiz feliz.

Quando algum amigo perguntar por mim
Diga que eu estou apaixonada
E se algum amigo duvidar de mim
Simplesmente não responda nada.

Canto baixinho a mesma melodia
Esse é meu mundo real ou fantasia
Estou amando e nem sei dizer por quê!
Mais uma vez a gente foi feliz...


segunda-feira, dezembro 26, 2011

Guerreira

Guerreira (samba, 1978) - João Nogueira e Paulo César Pinheiro
F        C7       F        C7   F
Se vocês querem saber quem eu sou
         D7    Gm     C7
Eu sou a tal mineira
Gm         C7       Gm       C7  Gm
Filha de Angola, de Ketu e Nagô
           Bº    F
Não sou de brincadeira
Am7/5- D7         Am7/5-
Canto  pelos sete cantos
D7          Am7/5-
Não temo quebrantos
          D7      Gm
Porque eu sou guerreira
Bb                    Bº
Dentro do samba eu nasci
      Am           D7
Me criei, me converti
                Gm  C7         Am7/5-  D7
E ninguém vai tomar a minha bandeira
Bb                    Bº
Dentro do samba eu nasci
      Am           D7
Me criei, me converti
                Gm  C7         F
E ninguém vai tomar a minha bandeira
Gm                      C7
Bole com o samba que eu caio
              F
E balanço o balaio
No som dos tantãs
  Am7/5-
Rebolo que deito e que rolo
                   F#º
E me embalo e me embolo
            Bb
Nos balangandãs
                        Bº
Bambeia de lá que eu bambeio
           Am
Nesse bamboleio
                   D7
Que eu sou bam-bam-bam
      Gm                 C7
Que o samba não tem cambalacho
                 Am7/5-
E vai de cima em baixo
               D7
Pra quem é seu fã
       Bb                 Bº
Que eu sambo pela noite inteira
 Am             D7
Até amanhã de manhã
Gm                G#º
Sou a mineira guerreira
C7        C/Bb       F
Filha de Ogum com Iansã.

Gosto de maçã

Gosto de maçã (1978)Wando
Intro: Gm D7/A Gm/Bb Cm7 

  Gm               D7/4 
O vento tocava meu rosto
                        Gm
   no sol de final de verão
                       D7/4
Nas mãos uma rosa vermelha
                    Gm
Na boca um gosto de maçã
                    D7/4
Na pele um bronze bonito
                    Gm
No peito a saudade total
                           D7/4
Do amor que deixou num sorriso
                      G
Um adeus com gosto de sal, ai!
D7/A           Gm/Bb
Doeu, ai! - Doeu, aí!
D7/A           Gm/Bb
Doeu, ai! - Doeu, aí!
  Cm7                 Gm
Doeu, ai, ai, ai! - Doeu !
D7/A          Gm/Bb
Doeu, ai! - Doeu, aí!
  D7/A         Gm/Bb
Doeu, ai! - Doeu, aí!
  Cm7                  Gm
Doeu, ai, ai, ai! - - Doeu 
                    D7/A
Coarção agitava no peito
                         Gm
No ventre a vontade explodia
                    D7/A                   Gm
Girava no meu pensamento o pecado do amor tão divino
                   D7/A                      Gm
Deitado na areia macia sentindo o meu corpo tão só
                     D7/A                          Gm
Chorei procurando no céu uma estrela que tivesse o dó, ai!
D7/A           Gm/Bb
Doeu, ai! - Doeu, aí!
D7/A           Gm/Bb
Doeu, ai! - Doeu, aí!
  Cm7                 Gm
Doeu, ai, ai, ai! - Doeu !
D7/A          Gm/Bb
Doeu, ai! - Doeu, aí!
  D7/A         Gm/Bb
Doeu, ai! - Doeu, aí!

Eu pecador


Eu pecador (1978) - Agnaldo Timóteo (Gravado em 1976)

Senhor, eu sou pecador
E venho confessar porque pequei
Senhor, foi tudo por amor
Foi tudo por loucura
Mas eu gostei

Senhor, não pude suportar
A estranha sensação de experimentar
Um amor por Vós concebido
Um amor proibido pela vossa lei

senhor, eu sou um pecador
Pois esse meu amor
Está me enlouquecendo
Senhor,depois de se provar
É difícil parar
De se amar com perigo

Senhor, imploro o seu perdão
Pois pequei por amor
Sem saber que era errado
Senhor,eu sou um pecador
Sou um frequentador
Da esquina do pecado.

Dancin’ Days


Dancin’ Days (1978) - Nelson Mota e Rubens Queiroz
Tom: A   

Intro:A E/Ab F#m E D C#m Bm C#m D E

A                      F
Abra suas asas, solte suas feras
            D    E            A    E
Caia na gandaia, entre nessa festa
             A                 F
E leve com você seu sonho mais louco
                   D    E             A     E
Eu quero ver seu corpo lindo, leve e solto
            A    E/Ab  F#m       E          
A gente às vezes sente, sofre, dança
 D            C#m  Bm C#m D E        
Sem querer dançar
         A    E/Ab  F#m 
A nossa festa vale tudo                                          
 E          D       C#m   Bm    E
Vale ser alguém como eu, como você
              A              F
Abra suas asas, solte suas feras
            D   E            A     E
Caia na gandaia, entre nessa festa
             A                   F
E leve com você seu sonho mais louco
                   D    E             A     E
Eu quero ver seu corpo lindo, leve e solto
            A    E/Ab  F#m       E          
A gente às vezes sente, sofre, dança
 D            C#m  Bm C#m D E        
Sem querer dançar
         A    E/Ab  F#m 
A nossa festa vale tudo  
 E          D       C#m   Bm    E
Vale ser alguém como eu, como você
(Segurar no A)
Dance bem, dance mal
Dance sem parar
Dance bem, dance até
Sem saber dançar
E
(Segurar no A)
Dance bem, dance mal
Dance sem parar
Dance bem, dance até
Sem saber dançar
E          A               F
Abra suas asas, solte suas feras
            D     E            A      E
Caia na gandaia, entre nessa festa
             A                 F
E leve com você seu sonho mais louco
                   D    E             A     E
Eu quero ver seu corpo lindo, leve e solto
 

            A    E/Ab  F#m       E          
A gente às vezes sente, sofre, dança
 D            C#m  D E        
Sem querer dançar
         A    E/Ab  F#m 
A nossa festa vale tudo                                      
 E          D       C#m   Bm  D E
Vale ser alguém como eu, como você
            A    E/Ab  F#m       E          
A gente às vezes sente, sofre, dança
 D            C#m  D E        
Sem querer dançar
         A    E/Ab  F#m 
A nossa festa vale tudo                                      
 E          D       C#m   Bm  D E
Vale ser alguém como eu, como você
(Segurar no A)
Dance bem, dance mal
Dance sem parar
Dance bem, dance até
Sem saber dançar
E
(Segurar no A)
Dance bem, dance mal
Dance sem parar
Dance bem, dance até
Sem saber dançar

Assobiar e chupar cana

Assobiar e chupar cana (samba, 1978) - Benito Di Paula

E   F#m   G#m 
Seria muito bom 
  G#7         C#m 
Seria muito legal 
      A         B7  E 
Se cantor ou compositor 
             B7                    E 
Pudesse ser ator ou jogador de futebol 
    A                B7 
Nem tudo pode ser perfeito 
    A         B7    E 
Nem tudo pode ser bacana 
      F#m    B7      E        C#m 
Quero ver um cara sentar numa praça 
  F#m      B7     E 
Assobiar e chupar cana 
          F#m     E 
A taça do mundo é nossa 
         B7                E 
Com brasileiro não há quem possa 

Cláudia Telles

Cláudia Telles (Cláudia Telles de Mello Mattos), cantora e compositora, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 26/08/1957. Filha do violonista Candinho e de uma das precursoras da bossa nova, a cantora Sylvia Telles, ainda menina, foi convidada pela mãe para subir ao palco do Teatro Santa Rosa (RJ) no último show da temporada do espetáculo "Reencontro", que reuniu Sylvia Telles, Edu Lobo, Tamba Trio e Quinteto Villa-Lobos, para cantar Arrastão (de Edu Lobo e Vinícius de Moraes).

Cláudia iniciou sua carreira fazendo coro para artistas famosos em suas gravações, entre eles The Fevers, Roberto Carlos, José Augusto, Gilberto Gil, Jerry Adriani, Jorge Ben, Belchior, SimoneRita Lee, Fafá de Belém, entre vários outros. Sua chance de "brilhar" veio, entretanto, quando uma amiga do Trio Esperança, Regina, precisou se afastar do grupo por causa da gravidez, Cláudia a substituiu em gravações e shows, ganhando experiência de público. Daí para frente ela se dedicaria completamente à arte musical.

Além das gravações em estúdio, foi crooner do conjunto de Chiquinho do Acordeon, um dos mais conceituados da época, durante um ano. Saiu quando Walter D'Ávila Filho, ao escutar uma música nova de seu parceiro e também produtor na época da CBS (hoje Sony Music) Mauro Motta, se lembrou dela e de sua voz - um pouco parecida com a da mãe, mas com um timbre metálico, diferente das vozes que havia no mercado e deu-lhe, a título de experiência a “tal” música para gravar. O sucesso foi estrondoso.

A música logo passou aos primeiros lugares das paradas. Todos queriam saber de quem era aquela voz suave e vieram os diversos convites para programas de televisão. O público jovem se identificou imediatamente com aquela menina de cabelos escorridos, tímida, que lhes derramava versos de amor. Fim de tarde foi um dos grandes sucessos daquele ano de 1976 e agora menina-mulher, amadurecida pelo tempo e pelas circunstâncias, conhecia a fama. Foram vendidas mais de 500 mil cópias do compacto simples, o que lhe valeu o primeiro disco de ouro da carreira, oportunidades para excursionar e também para gravar a música em inglês e espanhol.

Aos 19 anos, Cláudia se projetava nos mesmos caminhos antes trilhados com incomparável êxito pela mãe. Passou então a ser requisitada para shows, cantando do samba ao bolero. Mas sua paixão era a Bossa Nova, chegando a ser considerada a mais perfeita intérprete de Dindi, uma das muitas músicas que havia feito de sua mãe uma celebridade e unanimidade nacional, ultrapassando as fronteiras do Brasil.

No seu primeiro LP, em 1977, Cláudia regrava Dindi, de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira, grande sucesso na voz de sua mãe, e faz mais dois grandes sucessos, Eu preciso te esquecer e Aprenda a amar.

Cláudia nunca escondeu de ninguém o prazer que sentiu ao gravar Dindi, um dos grandes sucessos de Sylvinha Telles: "Foi uma forma de homenageá-la". A homenagem foi além, veio em forma de batalha. A mesma batalha empreendida por Sylvinha para mostrar o que queria e do que era capaz, apenas com uma diferença: a dura comparação do seu trabalho com o da mãe, a eterna luta para provar que chegou onde quis sem nunca contar apenas com o fato de ser mais uma filha da mãe famosa.

Quatro anos após o sucesso de Fim de tarde, em entrevista à revista O Cruzeiro, contou do seu desejo de resgatar à memória os sucessos da Bossa Nova. Seria um tributo a sua mãe e ao maior movimento da história da música brasileira. Entrou em contato com sua gravadora e discutiram esta possibilidade. A idéia, entretanto, nunca saiu da gaveta, deixando seu sonho adormecido por algum tempo.

"O importante não é fazer coisas grandes, mas saber ser grande nas coisas que se pode fazer", foi graças a esta mentalidade que Cláudia conseguiu ultrapassar inúmeras barreiras, muitas vezes impostas pelo próprio mercado fonográfico.

Obra

Aprenda a amar (c/ Walter D’Ávila), É preciso tentar (c/ Casinho Terra), Foi bom te conhecer, Meu valor, Nossa farsa (c/ Alceu Maia), Pra sempre (c/ Lincoln Olivetti e Ronaldo), Sem ter você (c/ Lincoln Olivetti), Simplesmente amo, Só de você (c/Mauro Motta), Tente reviver, Tristezas de ontem (c/ Peninha).

Discografia - Álbuns

"Claudia Telles" (1977, CBS/Sony Music)
"Miragem" (1978, CBS/Sony Music)
"Eu quero ser igual a todo mundo" (1979, CBS/Sony Music)
"Solidão pra que" (1988, RGE)
"Claudia Telles interpreta Nelson Cavaquinho e Cartola" (1995, CID)
"Por causa de você" (1997, CID)
"Chega de Saudade - Tributo a Vinicius de Moraes" (2000, CID)
"Sambas e Bossas" (2002, CID)
"Tributo a Tom Jobim" (2004, CID)
"Quem sabe você" (2009, Lua Music)

Discografia - Compactos

"Fim de Tarde" (1976, CBS/Sony Music)
"Eu Preciso Te Esquecer" (1977, CBS/Sony Music)
"Aprenda a amar" (1977, CBS/Sony Music)
"Por eu não saber" (1978, CBS/Sony Music)
"Eu voltei" (1980, CBS/Sony Music)
"Tanto amor" (1982, Lança Discos)

Fonte: Wikipédia.

domingo, dezembro 25, 2011

Aprenda a amar

Cláudia Telles
Aprenda a amar (1978) - Cláudia Telles e Walter D'Ávila Filho

Não queira ficar só
Sorria e me dê a mão
Aprenda que o amor
Só pode fazer bem para o teu coração
Existe um lugar
Aonde você pode encontrar o amor
É fácil de achar
É só você olhar pra dentro e ver...
Pare um pouco e pense
Você é gente
E não faz mal amar
Só é preciso saber começar...


segunda-feira, dezembro 19, 2011

José Augusto


José Augusto (José Augusto Cougil), cantor e compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 16 de Agosto de 1953. Filho único de Sofhia Cimillo Cougil e Augusto Cougil Novoa, aos 8 anos começou a estudar piano, harmonia e solfejo no conservatório nacional de música do Rio de Janeiro. Logo depois ganha um piano de presente do pai para praticar em casa. Com 12 anos ganhou o primeiro violão, e aprende a tocar o básico.

Aos 14 anos participou do festival de música de Santa Teresa quando recebeu o seu primeiro prêmio como melhor interprete do festival. Dos 14 aos 17, fez testes em quase todas as gravadoras do Brasil sendo reprovado em todas, até que conseguiu uma nova chance com o produtor Renato Correia, integrante do grupo Golden Boys tendo assim a oportunidade de cantar com a orquestra do maestro Gaya, sendo aprovado e pronto para gravar seu primeiro disco.

A carreira do cantor e compositor começou em 1972, quando ele levou uma fita de suas músicas na então gravadora EMI.

O produtor de discos Renato Correia, logo percebeu o talento de José Augusto, e imediatamente recomendou sua contratação. Em 1972 teve sua primeira composição gravada por Cauby Peixoto. No mesmo ano gravou um compacto simples como teste.

Em 1973 gravou o seu primeiro disco oficial onde fez sucesso com as músicas De que vale ter tudo na vida e Eu quero apenas carinho que permanecem até hoje na memória dos seus fãs. Logo em seguida ele lançou a sua carreira internacional com a música Luzes da Ribalta (Candilejas), onde se consagrou com prêmios e sucessos alcançando a marca de cinco milhões de produtos vendidos, no México, Espanha, Argentina, Peru, Colômbia, Costa Rica, Equador, Venezuela e grande parte latina dos Estados Unidos.

Mesmo se dedicado ao mercado latino, Augusto continuou lançando discos no Brasil e compondo para vários artistas; Alcione, Simone, Chitãozinho e Xororó, Fafá de Belém entre muitos outros. E assim, em 1985 surgiu mais um hit, a música Fantasias, que rompeu o bloqueio das rádios Fm no Brasil que na época não divulgavam os artistas populares. Augusto ainda fechou a década com uma série de sucessos Sábado, De igual pra igual, Chuvas de verão, Eu e você, Fui eu, Só você, Amantes entre outras.

Consagrado no mercado latino e no cenário nacional, José Augusto abre a década com mais um hit, a música Agüenta coração (Tema da novela Barriga de aluguel da Rede Globo). Devido ao sucesso da trama também no exterior, o cantor grava a canção em espanhol e em italiano. O artista permanece durante meses na parada latina americana da revista Billboard e recebe pela primeira vez o Prêmio "Aplauso" na categoria de melhor cantor latino.

Depois de um ano e meio no primeiro lugar nas rádios do Brasil, ele volta a emplacar mais um sucesso do mesmo disco, a música Sonho por sonho.

A década é marcada por vários sucessos e convidados. Xuxa participou do tema de abertura da novela Sonho meu da Rede Globo, autoria de José Augusto & Carlos Colla. Com a diva da música americana Dionne Warwick, José Augusto cantou Quase um sonho. Outras canções que marcaram a década foram; A noite mais linda (Tema da novela O mapa da mina), Bate coração (Tema da novela De corpo & Alma), Te amo (Tema da novela Torre de Babel), Por eu ter me machucado (Tema da novela A indomada), A minha história também gravada em espanhol e executada até hoje no Brasil e nos países Latinos.Em 2001, a música A minha história ganhou uma regravação na voz dos irmãos catarinenses Marlon & Maicon. Já em 2006, Aguenta coração foi regravada pela dupla Hugo & Tiago,que havia saído do reality show Fama dois anos antes.

Paralelamente a agenda de shows no Brasil, José Augusto segue fazendo shows em Portugal, Porto Rico e Angola.

Em 2001, José Augusto lança um projeto especial pela Abril Music De Volta Para o Interior. O projeto relembra grandes sucessos da música regional; Beijinho doce, Menino da porteira, Vida de viajante além da música Indiferença regravada por ele.

De 2002 a 2005, afastado do cenário musical, resolve se dedicar as composições até que em 2006 com a Música Cuba ele retorna com a sua turnê pelo exterior e decide morar em Miami até o final de 2007 quando retornou ao Brasil para gravar o CD-DVD Agüenta coração Ao vivo.

Discografia no Brasil

José Augusto - (1972) A Ventania
José Augusto - (1973) De Que Vale Ter Tudo Na Vida
José Augusto - (1974) Palavras, Palavras
José Augusto - (1976) Não Tem Problema
José Augusto - (1977) Meu Primeiro Amor
José Augusto - (1978) Doce Engano
José Augusto - (1979) Me Esqueci de Viver
José Augusto - (1980) Hey
José Augusto - (1981) Querer e Perder
José Augusto - (1982) Santa Teresa
José Augusto - (1983) Vivências
José Augusto - (1984) Sem Preconceito
José Augusto - (1985) Amantes
José Augusto - (1986) Fantasia
José Augusto - (1987) Sábado
José Augusto - (1988) Fui eu
José Augusto - (1990) Agüenta Coração
José Augusto - (1992) Querer é Poder
José Augusto - (1994) Longe de Tudo
José Augusto - (1995) Corpo e Coração
José Augusto - (1996) Nosso Amor é Assim
José Augusto - (1997) Por Eu Ter Me Machucado
José Augusto - (1999) Minha Vida (Acústico)
José Augusto - (1999) José Augusto Ao Vivo
José Augusto - (2000) Prisioneiro
José Augusto - (2001) De Volta Pro Interior
José Augusto - (2008) Agüenta Coração Ao Vivo (CD e DVD)

Fonte: Wikipédia.

sábado, dezembro 17, 2011

Vanessa da Mata


Vanessa da Mata (Vanessa Sigiane da Mata Ferreira), cantora e compositora, nasceu em 10 de fevereiro de 1976, em Alto Garças, Mato Grosso, uma pequena cidade a 400 quilômetros de Cuiabá, cercada de rios e cachoeiras. Possui ascendência, através da avó materna, de índios Xavantes.

Ouviu de tudo na infância. De Luiz Gonzaga a Tom Jobim, de Milton Nascimento a Orlando Silva. Ouviu também ritmos regionais, como o carimbó, dos discos trazidos das viagens de um tio à Amazônia. Ouviu samba, música caipira e até música brega italiana, sons que chegavam pelas ondas da rádio AM.

Em 1990, aos 14 anos, Vanessa se mudou para Uberlândia, em Minas Gerais, cidade a mil e duzentos quilômetros de distância de Alto Garças. Foi para lá sozinha, morar em um pensionato: se preparava, então, para prestar vestibular em medicina. Mas já sabia o queria: cantar. Aos 15, começou a se apresentar em bares locais.

Em 1992, foi para São Paulo, onde começou a cantar na Shalla-Ball, uma banda feminina de reggae. Três anos depois, com 19 anos, excursionou com a banda jamaicana Black Uhuru. Em seguida, fez parte do grupo de ritmos regionais Mafuá. Neste período, ainda dividia seu tempo entre as carreiras de jogadora de basquete e de modelo.

Em 1997, com 21 anos, conheceu Chico César: com ele, compôs A força que nunca seca. A música foi gravada por Maria Bethânia, que a colocou como título de seu disco de 1999. A gravação concorreu ao Grammy Latino e também foi gravada no CD de Chico, Mama Mundi. O Brasil descobria uma grande compositora. Bethânia voltou a gravar Vanessa: O Canto de Dona Sinhá esteve no CD Maricotinha – com participação de Caetano Veloso - e em sua versão ao vivo. Já Viagem foi gravada por Daniela Mercury em Sol da Liberdade. Com Ana Carolina compôs Me Sento na Rua, do CD Ana Rita Joana Iracema e Carolina (2001).

A voz e a presença de Vanessa começavam também a chamar atenção. Fez participações em shows de Milton Nascimento, Bethânia e nas últimas apresentações de Baden Powell: estava pronta para estrear em carreira solo.

Em 2002, aos 26 anos, Vanessa lançou seu primeiro CD, Vanessa da Mata, pela Sony – que teve produção conjunta de Liminha, Jaques Morelenbaum, Luiz Brasil, Dadi e Kassin. Entre os sucessos deste disco estão Nossa Canção (trilha sonora da novela Celebridade), Não me Deixe só - que estourou nas pistas com remix de Ramilson Maia - e Onde Ir (trilha da novela Esperança).

O segundo disco, Essa Boneca Tem Manual, foi lançado em 2004 pela Sony e teve produção de Liminha, com quem também dividiu as composições. Além de suas próprias canções – como Ai, Ai, Ai... (tema da novela Belíssima), Ainda Bem (tema da novela Pé na Jaca) e Não Chore, Homem - Vanessa regravou Eu Sou Neguinha de Caetano Veloso (versão que integrou a trilha da novela A Lua me Disse) e História de Uma Gata de Saltimbancos de Chico Buarque. Com Ai, Ai, Ai..., música nacional mais executada nas rádios em 2006 e Música, o álbum chegou a Disco de Platina.

Sim, o terceiro disco, lançado em 28 de maio de 2007, foi produzido por Mario Caldato e Kassin. O álbum foi gravado entre a Jamaica e o Brasil. Das 13 faixas, cinco têm a participação de Sly & Robbie, dois ícones da música jamaicana. Sim é definido, pelo seu título, como "uma resposta positiva à vida, uma resposta de luta". E conta com participações de Ben Harper, João Donato, Wilson das Neves, Don Chacal e um time da nova geração da música brasileira, como o baterista Pupillo (Nação Zumbi) e os guitarristas Fernando Catatau (Cidadão Instigado), Pedro Sá e Davi Moraes, entre outros. O ano de 2007 também foi marcado pela união de Vanessa e o cantor internacional Ben Harper, com o lançamento de Boa Sorte/Good Luck, que foi um dos grandes sucessos da cantora.

A música foi lançada, a princípio nas rádios, com sua versão original e depois com sua versão Remix, que garantiu a autenticidade da cantora.

Em 2008, a música Amado, do mesmo álbum, foi o tema principal da novela da Rede Globo, A Favorita. No mesmo ano, recebe uma indicação ao Grammy Latino, o prêmio mais importante do meio musical, sendo em uma categoria: Melhor Álbum de Pop Contemporâneo Brasileiro por Sim - que ganhou o prêmio.

Já em Maio de 2009, Vanessa lançou um álbum ao vivo em comemoração ao seus 6 anos de sucesso, o CD/DVD Multishow ao Vivo Vanessa da Mata. Sendo assim, para promover o álbum, a canção Vermelho foi lançada nas rádios.

O Tal Casal é o primeiro single do novo álbum de Vanessa da Mata, Bicicletas, Bolos e Outras Alegrias, lançado em 13 de outubro de 2010.

Fonte: Wikipédia.

quinta-feira, dezembro 15, 2011

Fernando Mendes

Luiz Fernando (Luiz Fernando Mendes Ferreira), compositor e cantor popular, nasceu na cidade de Conselheiro Pena, Minas Gerais, em 07/05/1950. Estreiou na TV no Programa do Chacrinha.

A carreira de Fernando começou concomitantemente à de José Augusto, com quem compôs e gravou algumas canções. Seu primeiro sucesso foi gravado em 1973: a música A desconhecida, de sua autoria, regravada pelo funkeiro Mister Mu, no início dos anos 90.

Além de Cadeira de rodas, A desconhecida - que vendeu mais de um milhão de cópias e foi executada nas rádios de todo o país - e Você não me ensinou a te esquecer, Fernando Mendes também teve uma música na novela da TV Globo Duas Vidas de 1976: Sorte tem quem acredita nela, com arranjo de Hugo Bellard.

Mas a "volta" de Fernando Mendes ao cenário musical foi a regravação de Você não me ensinou a te esquecer, por Caetano Veloso para a trilha sonora do filme Lisbela e o Prisioneiro. A regravação rendeu uma redescoberta do compositor e cantor mineiro, que teve uma coletânea lançada pela Som Livre.

Em 1974, teve uma música censurada pela ditadura militar chamada Meu pequeno amigo, que fazia referência ao caso Carlinhos, um seqüestro de grande repercussão na época e não elucidado até hoje.

Entre os prêmios que ganhou, está um disco de ouro e o prêmio Villa Lobos de disco mais vendido de 1979 com a música Você não me ensinou a te esquecer, com arranjo de Hugo Bellard.

Fez shows no Brasil e no exterior e participou de variados programas de televisão. Atualmente continua compondo e se apresentando nos palcos brasileiros.

Fontes: www.projetovip.net; Wikipédia.

terça-feira, dezembro 13, 2011

Abel Cardoso Júnior

Abel Cardoso Júnior, pesquisador, professor, crítico, escritor e musicólogo, nasceu em Guarantã, cidade do noroeste paulista, em 28/11/1938, e faleceu em Sorocaba, SP, em 16/11/2003. Residindo em Sorocaba desde 1945, exerceu atividades no magistério primário, licenciando-se em Pedagogia e chegando a diretor de escola estadual (1968-1988), cargo em que se aposentou.

Membro da Academia Sorocabana de Letras e do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba, colaborou também no Jornal dos Professores do Centro do Professorado Paulista (CPP).

Na área da música popular, publicou cerca de 200 artigos na imprensa de Sorocaba e redigiu cerca de 150 contracapas e encartes de discos, a maioria para o selo Revivendo. Foi colaborador na publicação da discografia de Carmen Miranda, Gastão Formenti, Aurora Miranda, Orlando Silva e Francisco Alves.

Publicou ainda o livro Carmen Miranda, a cantora do Brasil (1978, 436 págs.), o folheto de Cornélio Pires - Primeiro produtor independente de discos do Brasil (1986, 21 págs.) e a parte de pesquisa do catálogo do espetáculo "Raros e inéditos" (Sesc Pompéia, São Paulo, 1995, 40 págs.), além de Francisco Alves - As mil canções do Rei da Voz (Revivendo, 1998, 500 págs.), edição comemorativa do centenário do Rei da Voz e dos 10 anos da Revivendo Músicas.

Fonte: Colégio Brasileiro de Genealogia - Patronos.

Abdon Milanez

Abdon Milanez (Abdon Felinto Milanez), compositor, pianista e teatrólogo, nasceu no município de Areias, PB, em 10/8/1858, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, RJ, em 01/04/1927. Como músico, escreveu peças como Heróis à força, Barbeirinho de Sevilha, A chave do inferno, Bico de papagaio, Fada azul, La reine du tango, Mosca azul, Dama de espada e outras operetas de beleza melódica e realce dramático.

Descendente de família ilustre do Brejo paraibano, com ascendência luso-italiana, e de grande prestígio político, Abdon logo cedo se transferiu para o Rio de Janeiro, tendo cursado Medicina na Faculdade de Medicina e Engenharia na Escola Politécnica, formando-se como engenheiro civil em 1880. Não fez estudos regulares de música, tendo-se iniciado no piano tardiamente. Em sua fase de estudante, compôs polcas e valsas, publicadas pela Casa Bevilacqua.

Iniciou sua carreira artística como compositor teatral. Escrevia operetas e revistas representadas com sucesso nos teatros Sant'Ana, Lucinda, Apolo, Fênix etc. Sua primeira obra, a opereta Donzela Teodora, com libreto de Arthur Azevedo, estreou em março de 1886 no Teatro Sant'Ana. Musicou ainda as peças A loteria do amor, de Coelho Neto, O bico do papagaio, de Eduardo Garrido, e A chave do inferno, de Castro Lopes, todas com muito sucesso.

Embora não possuísse formação tradicional como compositor, escreveu a ópera Primizie, em um ato, com libreto de Heitor Malagutti, que estreou em 1904, no Rio de Janeiro, tendo sido novamente encenada em 1921, no Teatro Municipal. Compôs ainda o Hino da abolição, a Marcha da imprensa, para orquestra e coros, e ainda músicas sacras-missas, te-déums, ladainhas, etc, que eram geralmente executadas na igreja da Cruz dos Militares.

Em 1916, substituiu o compositor Alberto Nepomuceno na direção da Escola Nacional de Música, cargo que exerceu até aposentar-se em 1922. Em sua gestão, foi terminada a construção do prédio da Rua do Passeio, tendo sido inaugurado em 1922 o Salão Leopoldo Miguez, uma das mais importantes salas de concertos do país, conhecida pela excelência de sua acústica. Inspirado na Sala Gaveau de Paris, seu interior é decorado com afrescos de Antônio Parreiras e Carlos Oswald.

Em 1923, assumiu a direção o Prof. Alfredo Fertin de Vasconcelos, que criou a orquestra do Instituto, cujo principal regente em seus primeiros anos foi o Maestro Francisco Braga.Além de partituras para operetas e revistas, compôs marchas, valsas, quadrilhas, lundus, entre outros gêneros populares.

Em 1927, ano de sua morte, o barítono Roberto Vilmar gravou para a Odeon seu tango canção Ai!.

Obras

A chave do inferno, A loteria do amor, A princesa flor, Ai!, Comeu!, Donzela Teodora, Herói à força, Hino da abolição, Hino do Estado da Paraíba (música), Marcha da imprensa, Mosca azul, O bico do papagaio, Primizie e Zé-povinho.

Bibliografia: Marcondes, Marcos Antônio. Enciclopédia da Música popular brasileira: erudita, folclórica e popular. 2a. edição. São Paulo: Art Editora/Publifolha, 1999.

Fonte: Enciclopédia Nordeste.

segunda-feira, dezembro 05, 2011

José Augusto

José Augusto, cantor e compositor de estilo romântico, nasceu em Aracaju, Sergipe, em 1936, e iniciou carreira artística com apenas 13 anos de idade, em 1949, cantando na Radio Difusora de Sergipe, na sua cidade natal. É homônimo do cantor José Augusto que faria sucesso nos anos 1980 e 1990.

Em 1960, gravou seu primeiro disco, pela gravadora Carnaval, interpretando a marcha Florisbela Saint-Tropez, de Marino Pinto e Eratóstenes Frazão, e o samba Saudade bateu na porta, de Ciro Pinto e Casper.

Contratado pela gravadora Chantecler no começo de 1962, lançou o primeiro disco por essa gravadora, com acompanhamento de regional, interpretando a canção Minha mãezinha, de sua autoria, e o samba-canção Cantando pra não chorar, de Teddy Vieira e Élcio Alvarez. Em seguida, gravou com acompanhamento de orquestra e coro com regência do maestro Élcio Alvarez o bolero Ninguém faz falta, de Élcio Alvarez e Sérgio Morais, e com acompanhamento de Miranda e Seu Regional, o samba-canção Minha saudade, de sua autoria.

No mesmo ano, registrou pela gravadora Califórnia a marcha Se meu apartamento falasse, de Osvaldo França, Antoninho Lopes e J. Nunes, com acompanhamento de Arruda e sua orquestra, em disco que trazia no lado B o cantor Batista de Souza interpretando uma marcha.

Em 1963, gravou mais três discos em 78 rpm pela Chantecler. No primeiro com acompanhamento da Orquestra Chantecler, sob a regência do maestro Élcio Alvarez, registrou o rasqueado Engano do carteiro, uma das primeiras composições gravadas de Léo Canhoto, que anos depois se celebraria nacionalmente na dupla sertaneja  Leo Canhoto e Robertinho, e o samba Até amanhã, de Nilo Silva e Mário Aguinaldo. No segundo disco, com acompanhamento de Miranda e Seu Conjunto, gravou o bolero Tudo de mim, da dupla Evaldo Gouveia e Jair Amorim, e o samba-canção E o tempo passou, de Herivelto Martins e David Nasser. Finalmente, no terceiro disco, com acompanhamento de orquestra regida por Francisco Morais interpretou a Guarânia da noite triste, de J. Garcia e Francisco Lacerda, e o bolero Tortura, de Orlando Brito e Sebastião F. da Silva.

Em 1964, gravou com orquestra regida por Francisco Morais os boleros Angústia da solidão, de sua autoria, Traição, de Osmeth Said Duck, e Beijo gelado, de Rubens Machado, e o rasqueado Amor proibido, de Sebastião do Rojão e Hélio de Araújo. Nos anos seguintes lançou os LPs Um novo ídolo, Preciso de alguém, Momento feliz, e Prece de um rapaz apaixonado.

Em 1969, foi lançado o LP Os grandes sucessos de José Augusto no qual estão presentes músicas como Minha mãezinha, Beijo gelado, Angustia da solidão, e Falta de classe.

Gravando principalmente na Chantecler, teve como maiores sucessos as músicas Minha mãezinha e Angústia da solidão, ambas de sua autoria.

Obra

Angústia da solidão; Minha mãezinha; Minha saudade.

Discografia

(1960) Florisbela Saint-Tropez/Saudade bateu na porta • Carnaval • 78
(1962) Minha mãezinha/Cantando pra não chorar • Chantecler • 78
(1962) Ninguém faz falta/Minha saudade • Chantecler • 78
(1962) Se meu apartamento falasse • Califórnia • 78
(1963) Engano do carteiro/Até amanhã • Chantecler • 78
(1963) Tudo de mim/E o tempo passou • Chantecler • 78
(1963) Guarânia da noite triste/Tortura • Chantecler • 78
(1964) Angústia da solidão/Traição • Chantecler • 78
(1964) Beijo gelado/Amor proibido • Chantecler • 78
(1965) Um novo ídolo • Chantecler • LP
(1966) José Augusto • Chantecler • LP
(1967) Preciso de alguém • Chantecler • LP
(1968) Momento feliz • Chantecler • LP
(1969) Prece de um rapaz apaixonado • Chantecler • LP
(1969) Os grandes sucessos de José Augusto • Chantecler • LP

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.  

sábado, dezembro 03, 2011

Walter Levita

Walter Levita, cantor e compositor, nasceu em 1920 na Bahia. Iniciou a carreira cantando músicas românticas, mas se especializaria depois no repertório carnavalesco, tendo participado de mais de 20 coletâneas do gênero, além de lançar outros 16 discos pelas gravadoras Copacabana, Continental e Odeon.

Os críticos o apontam como seus maiores sucessos Índio quer apito e A Maria tá, até hoje lembradas em antologias carnavalescas.

Estreou em discos em 1952 na gravadora Star lançando o baião Vamô misturá, de sua autoria e Mary Monteiro, cantado em dueto com Maria Celeste, e o samba Dilema, de Ataulfo Alves e Aldo Cabral.

No mesmo ano, teve o samba Uma mulher é pouco, com Ernâni Seve, gravado na RCA Victor por Francisco Carlos, e na Copacabana o samba-canção Disfarce, com Mary Monteiro, registrado pelo cantor Hélio Chaves.

Em 1953, foi contratado pela Odeon e gravou com acompanhamento de orquestra os xaxados Xaxado não é baião, de sua autoria e Rodrigues Filho, e Não me condenes, de Altamiro Carrilho e Armando Nunes. Em seguida, gravou também com acompanhamento de orquestra o fox Chora, de Kolman e Lourival Faissal, e o samba-canção Não devemos fingir, de José Batista e Jorge Faraj.

No ano seguinte, gravou o bolero Sinceridade, de G. Perez e Ghiaroni, e a toada Meu erro, meu castigo, de Orlando Trindade e José Batista. Gravou, com acompanhamento de orquestra e coro em 1955, a marcha Montanha russa, de Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti, e o samba-canção Falam tanto de mim, de Alcir Pires Vermelho e Ivon Curi.

Em seguida, gravou com acompanhamento de conjunto coral e orquestra de Severino Filho a toada Vento malvado, de Orlando Trindade e José Batista, e o samba-canção Drama conjugal, de Armando Nunes e Cícero Nunes.

Para o carnaval de 1956, lançou com acompanhamento de orquestra e coro o samba Eu sou a fonte, de Monsueto Menezes, Geraldo Queiróz e José Batista, que foi incluida também no LP Carnaval!... Carnaval!... da gravadora Odeon, e a marcha Cabeça prateada, de Aldacir Louro, Edgard Cavalcânti e Anísio Bichara.

Nesse ano, fez sucesso com o samba Favela, de Roberto Martins e Valdemar Silva. Gravou ainda, já visando o carnaval do ano seguinte, os sambas Até você chorou e Comissário Valdemar, ambos de Haroldo Lobo e Raul Sampaio.

Em 1960, gravou pela Continental com acompanhamento de orquestra carnavalesca as marchas Vaca de presépio e Índio quer apito, ambas de autoria da dupla Haroldo Lobo e Milton de Oliveira. Esta última foi um grande sucesso na época, e mesmo posteriormente, além de incluída no LP Carnaval de 1961, que a gravadora Continental lançou com diversos artistas.

Ainda em 1960, gravou pela Discobras a marcha A Maria tá, com a qual se tornou campeão do carnaval, e o samba Primeiro amor, ambas de Haroldo Lobo, Milton de Oliveira e Jair Noronha.

Em 1961,gravou na Continental a marcha Nega do Congo, de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, e o samba Incerteza, de Jorge Martins, José Garcia e Maragogipe. No mesmo ano, lançou pela gravadora Copacabana o bolero Até sempre, de Mário Clavel e Teixeira Filho, e o samba Vai, tristeza, de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira.

No ano seguinte, suas interpretações para as marchas Garota que vai pra lua, de João de Barro e Jota Júnior, e Metade homem, metade mulher, de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, foram incluídas no LP Carnaval de 1963 produzido pela gravadora Continental com a participação de vários artistas.

Em 1963, gravou as marchas Espanhola, de Renato Mendonça e Jairo Simões, e Espeta o vudu, de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, e os sambas Tindô-le-lê, de sua autoria e Renato Mendonça, e Ora meu bem, de Henrique de Almeida e Carlos Marques.

Em 1964, participou de duas coletâneas destinadas ao carnaval: no LP Carnaval de ontem e de hoje do selo Audience com a marcha A Maria tá, de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, e do LP Carnaval RIO/65 da Continental para o qual gravou especialmente as marchas Stripe-tease, de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, e Vaca malhadinha, de sua autoria e Fernando Noronha.

Em 1966, participou dos dois volumes da série Carnaval RCA 1967 da RCA Camden, lançados para o carnaval do ano seguinte. Gravando para o volume 1 a marcha Quando vira a maré, de sua autoria, Aloísio Vinagre e João Laurindo, e para o volume dois a marcha Bananeira, de Rutinaldo e Milton de Oliveira.

Participou no ano de 1967, da coletânea Carnaval de verdade 1968 volumes 1 e 2 da gravadora Philips, que reuniu entre outros os nomes de Orlando Silva, Blecaute, Marlene, Dircinha Batista, e Zé Keti. Para o volume 1 gravou a marcha Deixa o coração cantar, de Luiz Bonfá e Maria Helena Toledo, e para o volume 2 registrou a marcha Felicidade, de Francis Hime e Vinícius de Moraes.

Em 1968, participou de nova coletânea, sempre gravada no segundo semestre do ano, visando o carnaval do ano seguinte. Assim, pela RCA Candem gravou a marcha Adão ficou tantã (Marcha da pílula anticoncepcional), de Antônio Almeida.

Em 1969, Walter Levita participou do LP Festival de carnaval da Polydor registrando as marchas A lua conquistada, de Milton de Oliveira e Roberto Jorge, que glosava com a chegada do homem à lua, e Bela napolitana, de Milton de Oliveira e Élton Menezes.

Em 1970, gravou as marchas Um dois três (O que é que faz com ele), de Moacir Paulo e Fernando Noronha, e Benvenuta garota enxuta, de Milton de Oliveira, para o LP Carnaval 1971 da Entré/CBS.

Em 1972, participou do LP Carnaval de vanguarda, da Premier/RGE, interpretando a marcha Boneca de Alode, de Milton de Oliveira.

No mesmo ano, voltou a gravar um disco solo interpretando canções românticas: o LP Uma seresta na fossa, do selo Itamaraty/CID, no qual cantou as músicas Inimigo ciúme, de Umberto Silva e O. Trindade, A serenata que ela não ouviu, de Jacobina e Taba, Fracasso, de Mário Lago, Chão de estrelas, de Silvio Caldas e Orestes Barbosa, entre outras.

Em 1976, num momento em que as músicas carnavalescas já se encontravam em pleno declínio voltou a participar de uma coletânea do gênero no LP Carnaval 76 da Musicolor/Continental, para o qual interpretou a marcha Brinca com o meu coração, de Cid Magalhães e Milton de Oliveira. Três anos depois, cantou as marchas Não é disco voador, de Dozinho e Cláudio Paraíba, e O burro sou eu, de Cláudio Paraíba, para o LP Gandaia carnaval de 1980, uma gravação independente.

Obra

Cobra que não anda (c/ Zé Trindade), Disfarce (c/ Mary Monteiro), Quando vira a maré (c/ Aloísio Vinagre e João Laurindo), Tindô-le-lê (c/ Renato Mendonça), Uma mulher é pouco (c/ Ernâni Seve), Vaca malhadinha (c/ Fernando Noronha), Vamô misturá (c/ Mary Monteiro), Xaxado não é baião (c/ Rodrigues Filho).

Fontes: Diário da Música; Dicionário Cravo Albin da MPB.

Deborah Blando

Deborah Blando (Deborah Salvatrice Blando), compositora e cantora, nasceu em Sant'Ágata de Militello, uma pequena cidade da Sicília, Itália, em 03 de março de 1969. Filha de pai italiano e mãe brasileira, desde muito pequena gostava de cantar, tendo-se apresentado com apenas dois anos no "Festival Zecchino d'Oro".

Aos cinco anos, transferiu-se com a família para Florianópolis (SC) e começou a cantar em corais infantis locais.

Quando completou 11 anos, já era a solista do coral As Meninas do Sul e se apresentava interpretando sucessos da música italiana. Com isso, foi contratada por uma empresa italiana para gravar um disco para ser distribuído promocionalmente com o pseudônimo de Giovanna.

Surgiu para o grande público após ter sido convidada por Oswaldo Montenegro no início dos anos 80 para integrar o elenco do musical "Os Menestréis". Com ele ainda trabalhou no espetáculo "Dança dos signos", em 1983.

No ano de 1989, foi apresentada à cantora norte-americana Cyndi Lauper, na ocasião de sua turnê pelo Brasil, e ao seu empresário, David Wolff. Este a convidou para trabalhar com ele na Sony dos EUA. Dois anos depois, lançou o CD A different story, cujo sucesso Boy why do you wanna make me blue foi executado mundialmente na propaganda da diet Coke.

No ano de 1994, o disco foi relançado numa edição especial com as faixas bônus A maçã e um cover do grupo inglês de rock The Kinks, You really got me em dueto com Gordon Grody. Ainda no mesmo ano, trabalhou para a Coca-Cola outra vez, gravando O descobridor dos Sete Mares, antigo sucesso na voz de  Tim Maia, que fez parte de um cassete promocional distribuído nas praias brasileiras naquele verão.

No ano seguinte, lançou o disco Suave suave, com o grupo alemão de tecno B-Tribe, cujos sucessos foram Nanita e Que mala vida, sucessos nas pistas de dança européias. Logo depois assinou com a Virgin Records e, em 1996, gravou o CD Unicamente. O disco, produzido por Patrick Leonard, produtor de Madonna, e David Foster, produtor de Michael Jackson, foi lançado apenas no Brasil e lhe rendeu um disco de ouro. Os destaques do CD foram a faixa-título e a faixa Gata.

Em 1998 lançou,mais um CD: Deborah Blando, com o sucesso Somente o sol, versão em português da canção I'm not in love, que foi tema de abertura da novela Corpo dourado da Rede Globo. No ano seguinte, participou do evento filantrópico "Criança esperança", também na Rede Globo, interpretando junto com o grupo Fat Family o sucesso de Raul Seixas e Paulo Coelho Eu nasci há 10 mil anos atrás.

Discografia

(1991) A different story • Sony • CD
(1994) Suave, suave • Sony • CD
(1996) Unicamente • Virgin Records • CD
(1998) Debora Blando • Virgin Records • CD

Fontes: Por Onde Canta?; Dicionário Cravo Albin da MPB.

Mário Augusto

Mário Augusto, na boate "Chez Carlos", em Montevidéu, (Uruguai), no dia 21/05/1964.

Mário Augusto (Mário Augusto dos Santos), cantor e compositor, nasceu na década de 1930 em Jundiaí, São Paulo. Artista eclético, gravou diversos rocks, twists e baladas no final dos anos 1950 e início dos anos 1960. Estreou em discos na Odeon em 1958 com o rock calipso Claudette, de Roy Orbison em versão de Fred Jorge e o samba canção Não sei, de sua autoria.

Em 1959 gravou o rock balada Grande amor, de Mário Vieira e Armando Castro. Em 1960 passou a gravar na Copacabana, a começar pelo rock Dia triste, de Don Gibson e Oiram Santos. No mesmo ano gravou o rock mambo Adão e Eva, de Paul Anka em versão de Oiram Santos. Em 1960 gravou a marcha Desfolhei a margarida, sucesso no Carnaval do ano seguinte.

Em 1961 gravou o beguine Sempre no meu coração, de Ernesto Lecuona e Mário Mendes e o calipso Porque, de Rubinho e Paulo Valério. Em 1962 gravou O twist é bom, de Baby Santiago e o cha cha cha Tu me desprezas, de Oscar Macedo. No ano seguinte gravou as marchas Adão sem Eva, de Oiram Santos e José Saccomani e O cravo e a rosa, de Elzo Augusto e Oiram Santos.

Em 1964 gravou a marcha Tô gamado, de José Sacomani e Oiram Santos e o samba Pedrinha de gelo, de Elzo Augusto e Oiram Santos.

Obras

Nana nenê; Não sei.

Discografia
 
(1958) Torero / Eu sou culpado • Odeon • 78
(1958) Não sei / Claudette • Odeon • 78
(1959) Canção do hula-pula / Grande amor • Odeon • 78
(1959) Piove / Il sono, il vento • Odeon • 78
(1959) Eu sem você / Trem do amor • Odeon • 78
(1960) Dia triste / Nana nenê • Copacabana • 78
(1960) Adão e Eva / Sou de pouca fala • Copacabana • 78
(1960) Tenha pena de mim / Desfolhei a margarida • Copacabana • 78
(1961) Sempre no meu coração / Porque • Copacabana • 78
(1961) Colcutá / Plantei amor • Copacabana • 78
(1961) O amor de Terezinha/Viajando com meu amor • Copacabana • 78
(1961) História de amor / Pedra no caminho • Copacabana • 78
(1962) O twist é bom / Tu me desprezas • Copacabana • 78
(1962) Cidinha / Andeio • Copacabana • 78
(1963) Adão sem Eva / O cravo e a rosa • Copacabana • 78
(1963) Caraboo / Vendaval do amor • Copacabana • 78
(1963) Conflitos emocionais / É você quem pensa • Copacabana • 78
(1964) Tô gamado/Pedrinha de gelo • Copacabana • 78

Fontes: Index-of-mp3-m.blogspot.com; Músicas de Carnaval (cesargravier.zip.net); Dicionário Cravo Albin da MPB.