quinta-feira, maio 26, 2011

Sonhar com rei dá leão

Neguinho da Beija-Flor
Sonhar com rei dá leão (samba-enredo/carnaval, 1976) - Neguinho da Beija-Flor

Sonhar com anjo é borboleta
Sem contemplação
Sonhar com rei dá leão
Mas nesta festa de real valor, não erre não
O palpite certo é Beija-flor (Beija-flor)
Cantando e lembrando em cores
Meu Rio querido, dos jogos de flores
Quando o Barão de Drummond criou
Um jardim repleto de animais

Então lançou...
Um sorteio popular
E para ganhar
Vinte mil réis com dez tostões
O povo começou a imaginar...
Buscando... no belo reino dos sonhos
Inspiração para um dia acertar

Sonhar com filharada... é o coelhinho
Com gente teimosa, na cabeça dá burrinho
E com rapaz todo enfeitado
O resultado pessoal... É pavão ou é veado

Desta brincadeira
Quem tomou conta em Madureira
Foi Natal, o bom Natal
Consagrando sua Escola
Na tradição do Carnaval
Sua alma hoje é águia branca
Envolta no azul de um véu

Saudado pela majestade, o samba
E sua brejeira corte
Que lhe vê no céu


Promessa ao Gantois

Patrícia Costa
Promessa ao Gantois (1976) - Mateus e Dadinho

Eu fui ao Gantois pagar promessa só
Levei de Oru maior um adê pra aiê-iê-ô
Eu fui ao Gantois pagar promessa só
Levei de Oru maior um adê pra aiê-iê-ô

Dona Leoá, minha prece é verdadeira,
desce e vem me abençoar
Dona Leoá, minha prece é verdadeira,
desce e vem me abençoar

Oh!, meu Deus como é lindo
O céu se abre e mãe Oxum vem surgindo
Oh!, meu Deus como é lindo
O céu se abre e mãe Oxum vem surgindo


Os seus botões

Os seus botões (1976) - Roberto Carlos e Erasmo Carlos

Tom: A# 
  
Gm7     Cm7     F7     Bb7M
Os  botões da blusa que voce usava 
         Am7(b5)    D7            Gm7
E meio confusa              desabotoava
        Cm7    F7            Bb7M
Iam pouco a pouco me deixando ver
          Am7(b5)      D7
No meio de tudo
             Gm
Um pouco de voce
               Cm7     F7
Nos lençois macios 
           Bb7M
Amantes se dão
                Am7(b5)     D7 
Travesseiros soltos
               Gm
Roupas pelo chão
                   Cm7       F7
Braços que se abraçam
              Bb7M
Bocas que murmuram 
             Eb7M
Palavras de amor 
               D7
Enquanto se procuram
             Cm7 
Chovia lá fora
   F7       Bb7M   Gm7                  Am7(b5)  D7
E a capa pendurada           assistia a tudo 
             Gm
E não dizia nada
      Cm7     F7         Bb7M   Gm7 
E aquela blusa que voce usava
             Am7(b5)
Num canto qualquer
   D7         Gm7
Tranquila esperava

O surdo

Alcione
O surdo (samba, 1976) - Totonho e Paulinho Resende

Tom: G 
  
B7                     Em            
 Amigo, que ironia desta vida 
                  Am
 Você chora na avenida 
        B7                Em
 Pro meu povo se alegrar 
 Em        D7                  
 Eu bato forte em você 
           B7            Em
 E aqui dentro do peito uma dor 

 Me destrói                             
                Am
 Mas você me entende 
             B7                 Em  B7
 E diz que pancada de amor não dói 
    
 Em              Am
 Meu surdo parece absurdo 
               D7
 Mas você me escuta
                  B7            Em  B7
 Bem mais que os amigos lá do bar
     Em
 Não deixa que a dor 
              Am
 Mais lhe machuque 
                  D7
 Pois pelo seu batuque 
                  B7                     Em  B7
 Eu dou fim ao meu pranto e começo a cantar 
      Em                      Am
 Meu surdo bato forte no seu couro 
                     D7
 Só escuto este teu choro 
                B7              Em                 
 Que os aplausos vêm pra consolar 

REFRÃO:
 B7                     Em            
 Amigo, que ironia desta vida 
                 Am
 Você chora na avenida 
        B7                Em
 Pro meu povo se alegrar 
 Em        D7        
 Eu bato forte em você 
          B7              Em
 E aqui dentro do peito uma dor 

 Me destrói                             
                Am
 Mas você me entende 
             B7                 Em  B7
 E diz que pancada de amor não dói 
    
     Em                          Am
 Meu surdo, velho amigo e companheiro 
                    D7
 Da avenida e de terreiro, 
       B7                     Em   B7
 De rodas de samba e de solidão 
     Em                         Am
 Não deixe que eu vencido de cansaço 
                     D7
 Me descuide desse abraço 
                 B7                       Em                                   
 E desfaça o compasso do passo do meu coração 

O progresso

O progresso (1976) - Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Tom: D  

D                 A7              D       D7 
  Eu queria poder afagar uma fera terrível 
         G                 A7  
  Eu queria poder transformar 
                         D     D7 
      tanta coisa impossível 
         G               A7 
Eu queria dizer tanta coisa 
     F#m                Bm 
que pudesse fazer eu ficar bem comigo 
         G             E7               A7  A7/5+ 
  Eu queria poder abraçar meu maior inimigo 
  
  D                         A7                D    D7 
  Eu queria não ver tantas nuvens escuras nos ares 
        G                   A7                   D     D7 
  Navegar sem achar tantas manchas de óleo nos mares 
          G             A7                  F#m            Bm 
  E as baleias desaparecendo por falta de escrúpulos comerciais 
        G            E7               A7  A7/5+ 
  Eu queria ser civilizado como os animais 

                 G               A7 
          lá lá lá ...lá lá   lá lá lá 
  Refrão:        F#m             Bm 
          lá lá lá   lá lá   lá lá lá 
                 G             A7              D 
          eu queria ser civilizado como os animais

                          A7                D    D7 
  Eu queria não ver todo o verde da terra morrendo 
        G                  A7             D    D7 
  E das águas dos rios os peixes desaparecendo 
      G                   A7              
  Eu queria gritar que esse tal de ouro negro 

         F#m                 Bm    

não passa de um negro veneno 
       G                 E7                A7   A7/5+ 
  E sabemos que por tudo isso vivemos bem menos 
  
          D                    A7                  D    D7 
  Eu não posso aceitar certas coisas que eu não entendo 
       G                   A7                D     D7 
  O comércio das armas de guerra da morte vivendo 
         G                A7 

Eu queria falar de alegria 

              F#m                 Bm 

ao invés de tristeza mas não sou capaz 
       G                E7               A7  A7/5+ 
  Eu queria ser civilizado como os animais
 
                 G               A7 
          Lá lá lá ...lá lá   lá lá lá 
  Refrão:       F#m             Bm 
          Lá lá lá   lá lá   lá lá lá 
                 G             A7              D    D7 
          Eu queria ser civilizado como os animais
 
           G           A7 
  Não sou contra o progresso 
       F#m           Bm 
  Mas apelo pro bom senso 
     G                   A7                     D   
  Um erro não conserta o outro isso é o que eu penso

Moça bonita

Evaldo Gouveia
Moça bonita (1976) - Evaldo Gouveia e Jair Amorim

Uma rosa cor de sangue
Senti-la em sua mão
Um sorriso que nas sombras
Não diz nem sim, nem não
Põe na boca uma cigarrilha
E mais se acende o olhar
Que conhece o bem e o mal
De quem quiser amar

De vermelho e negro
O vestido a noite
O mistério traz
De colar de cor de brinco dourado
A promessa faz
Se é preciso ir
Você pode ir
Peça o que quiser
Mais cuidado amigo
Ela é bonita
Ela é mulher

E no canto da rua
Zombando, zombando, zombando está
Ela é moça bonita
Girando, girando, girando lá

Oi girando lároie
Oi girando lároie
Oi girando lároie
Oi girando lároie

Mineira

Oh! Mineira linda!
Mineira (samba, 1976) - João Nogueira e Paulo César Pinheiro

Clara,
Abre o pano do passado,
Tira a preta do cerrado,
Pôe rei congo no congá.
Anda, canta um samba verdadeiro,
Faz o que mandou o mineiro,
Oh! mineira.

Samba que samba no bole que bole,
Oi, morena do balaio mole,
Se embala do som dos tantãs.
Quebra no balacochê do cavaco
E rebola no balacubaco;
Se embola dos balagandãs.
Mexe no meio que eu sambo do lado.
Vem naquele bamboleado
Que eu também sou bam, bam, bam.

Vai, cai no samba cai
E o samba vai até de manhã.
Vai cai no samba cai
E o samba vai até de manhã.
Ô saravá mineira guerreira
Que é filha de Ogum com Iansã.