sábado, outubro 01, 2011

Tuca

Tuca (Valenza Zagni da Silva), cantora e compositora, nasceu em 17/10/1944, em São Paulo, SP, e faleceu em 8/5/1978, na mesma cidade. Presença marcante nos festivais da MPB, tão contantes na década de 1960, formou-se em música erudita em 1957, pelo Conservatório Paulista, começando a compor nesse mesmo ano. Fez parte do Grupo de Música Popular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo.

Em 1962 teve, pela primeira vez, uma canção de sua autoria registrada em disco, com a gravação de sua música Homem de verdade, pela cantora Ana Lúcia. Sua primeira apresentação profissional foi no programa "Primeira audição", produzido por João Leão e Horácio Berlinck para a TV Record (SP).

Participou, ainda na década de 1960, dos seguintes festivais: Festival Nacional de Música Popular da TV Excelsior (SP), interpretando com Airto Moreira a música Porta estandarte, de Geraldo Vandré e Fernando Lona, classificada em 1º lugar e premiada com o Berimbau de Ouro (1966); I Festival Internacional da Canção da TV Rio (RJ), apresentando Cavaleiro, de sua autoria e Geraldo Vandré, classificada em 2º lugar na fase nacional do festival (1966); O Brasil canta no Rio, interpretando, com a soprano Stella Maris, a canção de sua autoria Paixão segundo o amor, classificada em 3º lugar; e III Festival Internacional da Canção da TV Globo, apresentando a canção Mestre sala, de Reginaldo Bessa e Ester Bessa (1968).

Seu primeiro disco, Eu, Tuca, lançado pela Chantecler, com composições de sua autoria, introduziu a viola caipira nas orquestrações.

Convidada pelo Itamaraty, participou, ao lado de Gilberto Gil e do Jongo Trio, da Semana de Arte Brasileira, realizada na África. De volta ao Brasil, apresentou-se com Miéle e Ronaldo Bôscoli no Rui Bar Bossa (RJ), com o show "Uma noite perdida". Ainda com Miéle, inaugurou a boate Blow Up (SP) e apresentou-se na casa noturna Sucata (RJ).

Em 1969, viajou para a Europa, fixando residência em Paris durante seis anos. Fez turnês por vários países como Espanha, Itália e Holanda.

Voltou para o Brasil em 1975, para o lançamento de seu LP Drácula, I love you, gravado na França.

Em 1977, produziu um quadro com Fafá de Belém para o especial de Milton Nascimento realizado na TV Bandeirantes (SP) por Roberto de Oliveira.

Morreu no ano seguinte, aos 34 anos, em função de uma parada cardíaca provocada por sucessivos regimes de emagrecimento.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.

Jorge Costa

Jorge Costa, compositor, nasceu no Estado de Alagoas em 1922 (não consegui o dia e o mês) e viveu parte de sua juventude em Recife, Pernambuco.

Filho de família humilde, sem nenhuma formação profissional, depois de servir ao Exército Brasileiro, durante a Segunda Guerra Mundial, iniciou a sua trajetória para o sucesso.

Com sua vocação musical batendo mais forte, sempre dividiu seu tempo para se aproximar do mundo que o consagraria, principalmente quando no Rio, morando no Morro da Mangueira e se aproximando dos bambas da Verde e Rosa, como Nelson Cavaquinho, passando a integrar a Ala de compositores.

Em São Paulo, passa a participar de programas de Calouros em rádio e tv e a cantar em Boates, que eram os grandes templos da MPB. Reconhecido, passa a viver somente da música e para a música, com centenas de gravações de renomados artistas e orquestras.

Autor de muito vários sambas de sucesso: Triste madrugada, Baile do risca faca, Maria Simplicidade, Lar sem pão, Brigamos e muitos outros, Jorge Costa teve suas músicas gravadas por diversos cantores famosos tais como: Ângela Maria, Jair Rodrigues, Germano Mathias, Benito Di Paula, Noite Ilustrada, Beth Carvalho, Demônios da Garoa entre outros.

Sua carreira como cantor foi pequena. Gravou apenas dois LPs, que se tornaram raridade: Samba Sem Mentira (1968) e Jorge Costa e Seus Sambas (1973).

Jorge Costa morreu em 1995 e ainda hoje é pouco lembrado no mundo do samba.

Fontes: Escola do Samba; Dabliú Discos; Diário da Música; Vermute com Amendoim.

Olmir Stocker

Olmir Stoker, mais conhecido como Alemão, guitarrrista e compositor, nasceu em Taquari, Rio Grande do Sul, em 17/06/1936. Em Porto Alegre, trabalhou na rádio gaúcha e acompanhou na guitarra diversos artistas na tevê, com especial destaque para Elis Regina.

Fez parte do quinteto de Breno Sauer com quem gravou seis álbuns e excursionou pelo Brasil. Em São Paulo, começou a trabalhar com Roberto Carlos e Wanderléia.

Em seguida, se juntou ao saxofonista Casé e Hermeto Pascoal na banda “Brasilian Octopus”. Participou de importantes festivais e turnês, no Japão, Canadá, Estados Unidos da América, Espanha, França, Itália e Suíça.

Membro efetivo da Associação Internacional de Guitarras; leciona no Centro de Estudos Musicais CEM) – antiga ULM (Universidade Livre de Música). Acompanhou vários artistas (mais de noventa), entre eles, Gregório Barrios, Ângela Maria, Nelson Ned, Simone, Lanny Gordin, Jonas Sant´Anna, e outros. Participou de diversos grupos musicais, como o renomado Medusa.

Compositor de mais de 1500 canções, tem como uma de suas canções O caderninho, primeiramente interpretado por Erasmo Carlos, porém atingindo mais de trinta e seis interpretações diferentes por outros renomados cantores.

Já em carreira solo, gravou em 1981 o seu primeiro disco, Longe dos olhos perto do coração, vendendo aproximadamente trinta mil cópias. Em 1987 gravou com uma formação em quarteto Alemão bem brasileiro e, em 1990, Só sabor.

É autor do projeto que leva informações às escolas primárias, para melhoria da cultura musical brasileira; entre outros.

Participou de importantes eventos como o Free Jazz Festival em São Paulo, onde também tocou Horace Silver e Max Roach; Montreal´s Festival (1988 e 1989);e The Week of People´s Sound at the Town hall em Nova Iorque (1989), sendo um dos músicos mais aplaudidos pela platéia norte-americana.

Em 1992, os músicos Alemão e Zezo Ribeiro formaram um duo, gravando Música Viva e Brasil Geral, trabalho que o levou a participar de eventos como Internacional Meething of Guitars em Buenos Aires, de 1993; Brasil Embassies Concerts, de 1993, no Uruguai, Argentina, Chile e Espanha, e do Internacional Festival of Guitars no Chile (1993 e 1994). Em 1995 gravaram “De A a Z”, impulsionando ainda mais sua carreira. Em turnê pela Europa, participou do Jazz Club´s na Espanha, França, Alemanha, Dinamarca e Suécia (1994). Executou concertos no Teatro Municipal de Córdoba na Espanha e no Teatro do Conservatório Nacional de Perpignan na França.

Apresentou-se também no III Festival Internacional de Guitarras em Buenos Aires (1995) na Argentina, convidado pelo organizador do evento Juan Falu (sobrinho de Eduardo Falu), membro da Associação Internacional de Guitarras; e em Guitarras Del Mundo em Quito no Equador (1996). Com o “DUO”, o músico Alemão já se apresentou em mais de 23 países, passando pelos cinco continentes em mais de 160 concertos, tendo se apresentado inclusive no Festival de Jazz de Montreal, tocando suas próprias composições nos ritmos brasileiros (samba, xaxado, baião, choro, valsa e vários outros) com jazz.

No Brasil, suas apresentações são constantes em conceituados espaços culturais como o Memorial da América Latina; SESCs e Expo Musics.

Fonte: Wikipédia.

Geraldo Nunes

Geraldo Nunes, cantor e compositor, nasceu em Teófilo Otoni, Minas Gerais, em 1932. Em 1960 gravou seu primeiro disco, pela gravadora Chantecler, com a toada Lenço vermeio, de Nino Ferraz e Caetano Somma e o xaxado Fazenda véia, de Tatá Sales e Chacrinha.

Em 1962 gravou pela Continental, de sua autoria e Coronel Narcizinho o rasqueado As três Marias e de Elias Soares a toada Nordeste sangrento. Em 1964, Luiz Gonzaga gravou de sua autoria o baião Viva o Zé Arigó. Em 1965 teve a composição Minha serenata, parceria com João Silva, gravada por Wanderley Cardoso na Copacabana.

Em 1968, Wanderley Cardoso gravou Bobo do baile, parceria dos dois e Eu não sou ioiô, parceria com Cláudio Fontana. Em 1971 Eduardo Araújo gravou A canção do povo de Deus, pela Odeon.

Em 1989, compôs com João Silva Faça isso não, gravado por Luiz Gonzaga.

Como cantor um de seus sucessos foi "A véia debaixo da cama", de J. Andrade, gravada nos anos de 1970. Gravou pela Candem os LPs "Na onda do sucesso" volumes I e II. Seus maiores sucessos como compositor foram "O bom rapaz" e "Meu amor brigou comigo", gravadas por Wanderley Cardoso os anos 1960, no auge da Jovem Guarda.

Em 1999 teve a música "A véia debaixo da cama" relançada no CD "A discoteca do Chacrinha", pela Universal Music. Em 2001, o sanfoneiro Renato Leite gravou "Mentira cabeluda", parceria com Joca de Castro.

Obra
A canção do povo de Deus; Arrependimento (c/ Paulo Márcio); Bobo do baile (c/ Wanderley Cardoso); Caso de emergência (c/ Antônio Queiroz); Eu não sou ioiô (c/ Cláudio Fontana); Faça isso não (c/ João Silva); Mentira cabeluda (c/ Joca de Castro);  Meu amor brigou comigo; Minas lágrimas (c/ Arnoldo); Minha serenata (c/ João Silva); O amor nasce de um beijo; O bom rapaz;   Viva o Zé Arigó.

Fontes: Wikipedia; Dicionário Cravo Albin da MPB.

Sérgio Dias

Sérgio Dias, produtor e guitarrista, nasceu em São Paulo SP, em 01/12/1950. Ligado à música desde a infância, formou ainda a adolescente o grupo Os Mutantes, uma das bandas seminais do rock brasileiro, ao lado do irmão Arnaldo Batista e de Rita Lee.

Em 1980, desfeito o grupo, Sérgio partiu para os Estados Unidos, convidado pelo produtor Eddie Offord para gravar seu primeiro disco solo, "Sergio Dias". Morou em Nova York por mais de dez anos, sempre atuando como guitarrista e chegando a tocar ao lado de figuras como Gil Evans, John McLaughlin, Eumir Deodato, Airto Moreira e Flora Purim.

Em 1990 gravou "Mato Grosso" ao lado do guitarrista inglês Phil Manzanera, e no ano seguinte lançou internacionalmente um novo disco, "Mind Over Matter", que saiu no Brasil pela Natasha. Em 1994 é a vez de "Song of The Leopard", que começou a ser gravado numa viagem à África do Sul.

Voltou a morar no Brasil no começo da década de 1990, radicando-se em Araras (RJ), onde montou um estúdio caseiro. Mesmo assim continuou indo com freqüência aos Estados Unidos.

Em 1993 foi eleito por 25 guitarristas brasileiros como o melhor em seu instrumento, e participou de festivais como o Nescafé & Blues (1996), além de shows individuais em casas noturnas.

Em 2000 lançou "Estação da Luz" pelo seu próprio selo, Lotus Music.

Discografia

Estação da Luz - Lotus Music - 2000; Song of the Leopard - Black Sun (USA) - 1997; Mind Over Matter - Expression Records (Inglaterra)/Natasha Records - 1991; Mato Grosso - Phil Manzanera & Sérgio Dias - Black Sun (USA) - 1990; Sérgio Dias - CBS - 1980.

Fonte: Cliquemusic

Cecéu

Cecéu (Mary Maciel Ribeiro), cantora e compositora, nasceu em 02 de Abril de 1950 na cidade de Campina Grande, na Paraíba. É filha de Severino Lourenço Ribeiro e Maria Maciel Ribeiro. Morou 10 anos no Rio de Janeiro, radicando-se depois em São Paulo. É casada com o compositor Antônio Barros.

Quando menina acompanhava o pai comerciante ao centro da cidade e lá fazia questão de comprar a Revista do Rádio. "Desde muito pequena eu era encantada por rádio. Lembro de uma festinha de aniversário que fui e estava tocando Iracema, dos Demônios da Garoa, na radiola.

A música é triste, conta a história de uma moça que é atropelada a poucos dias do casamento. Aquilo me sensibilizou tanto que não consegui aproveitar a festa com as outras crianças. Eu tinha só sete anos e fui tocada pela música".

A influência de Cecéu sempre foi a música romântica. "Gosto de músicas que falam de sentimento, de coração. Todo mundo tem um coração, não é mesmo?". Apaixonada por programas de rádio, ela conta que sua infância foi marcada por cantores que não combinavam com sua faixa etária como Ângela Maria, Cauby Peixoto, Emilinha Borba e o rei do bolero Anísio Silva. "Minha mãe tentava me convencer que aquelas não eram músicas para criança, mas nem adiantava.

Conheceu Luiz Gonzaga  nos anos de 1970, quando fazia gravações na CBS com os Três do Nordeste e Marinês. Ficou amiga do Rei do Baião e sempre que este ia à Campina Grande, costumavam dividir o mesmo palco.

Em 1982 o cantor Ney Matogrosso gravou com enorme sucesso Por debaixo dos panos. No mesmo ano a cantora Elba Ramalho obteve sucesso espetacular com o xote Bate coração, gravado ao vivo no Festival de Montreux na Suiça.

Em 1985, teve seu Forró nº 1", gravado por Luiz Gonzaga no LP Sanfoneiro macho. No mesmo ano Jorge de Altinho gravou Nem que pare o coração, que deu nome ao disco  Beijo na boca.

Em 1986, outra de suas composições, Engabelando, em parceria com Bella Maria foi gravada por Luiz Gonzaga, que em 1987, gravaria Zé Budega e em 1988, Moela e coração, de sua parceria com Zé Mocó e Cajueiro velho. Ainda em 1986, a cantora Marinês, em seu LP Tô chegando, gravou Vida acomodada, Jorge de Altinho gravou Na cama, no chão e Não lhe solto mais e Dominguinhos, no LP Gostoso demais, gravou Chameguinho.

Em 1987, a mesma Marinês gravou Forró pé de chinelo, Chamego na farinha e Balaio de paixão, que deu nome ao disco e Jorge de Altinho gravou Calor de verão, que também deu nome ao seu disco daquele ano e Xodó beleza.

Em 1989, em seu último disco, o Rei do Baião gravou de sua autoria, as composições Coração molim, Na lagoa do amor e Baião agrário, esta em parceria com Maranguape. O trio de forró Os Três do Nordeste fez sucesso com suas composições Prá virar lobisomem, Por debaixo dos panos, Da boca pra fora, Forró casamenteiro e Amor sobrando.

Em 1990, o sanfoneiro Sivuca gravou em seu LP Um pé no asfalto, outro na buraqueira, sua composição Forró da gente.

Em 1994 teve a composição Esse Brasil é meu, parceria com Antônio Barros, gravada por Dominguinhos. Em 1998, a cantora Elba Ramalho gravou o forró Chameguinho. No mesmo ano, Marinês e Elymar Santos gravaram ao vivo a composição Bate coração.

Em 1999, Flávio José gravou Bebê chorão e banda Mastruz com Leite gravou seu Forró nº 1, pela BMG. No mesmo ano, teve a música Menino de colo gravada pelo cantor brega Falcão no CD 500 anos de chifre - O brega do brega.

Em 2000, lançou pelo selo CPC-Umes/Eldorado, o CD Forró nº 1, junto com o marido Antônio Barros. Um de seus grandes sucesso foi o baião Paraí-ba, gravado por Messias Holanda e regravado em 2000 por Zé Ramalho no CD duplo Nação nordestina.

Obras

A procura de forró, Amor com café, Amor sobrando, Baião agrário (c/ Maranguape), Balaio de paixão, Bate coração, Bebê chorão, Beijo na boca, Cajueiro velho, Calor de verão, Chamego na farinha, Chameguinho, Coisa linda (c/ Antônio Barros), Como eu sou (c/ Antônio Barros), Coração molim, Da boca prá fora, Energia (c/ Zé Mocó), Engabelando (c/ Bella Maria), Esse Brasil é meu (c/ Antônio Barros), Fogo na paia (c/ Antônio Barros), Forró casamenteiro, Forró da gente, Forró nº 1, Forró pé de chinelo, Menino de colo, Moela e coração (c/ Zé Mocó), Na cama, no chão, Na lagoa do amor, Não lhe solto mais, Né mentira não, Nem que pare o coração, Ninguém desata esse nó, O neném, O pavio e o lampião (c/ Antônio Barros), Paraí-ba, Por debaixo dos panos, Por essa paixão, Pra tu e eu (c/ Antônio Barros), Pra virar lobisomen, Pra você gostar, Vida acomodada, Xodó beleza.


Fontes: O Norte On Line; Sai do Sofá; Dicionário Cravo Albin da MPB.

A impressão musical no Brasil - Última Parte

Rua Henrique Martins - Manaus, Amazonas - 1901/1902.
Belém - Vicente Sales, em artigo publicado na Revista Brasileira de Cultura, nr. 12 (1972), estudou, de forma exaustiva, as “Editoras de música no Pará”, sendo fonte das informações aqui fornecidas.

Deve-se a Carlos Wiegandt, de nacionalidade alemã, a introdução da litografia na capital paraense. Em 1871 abriu oficina que se incumbia, entre outros trabalhos, de gravar também música. O estabelecimento progrediu rapidamente, tornando-se dos mais importantes no Estado.

Outra oficina, contemporânea de Wiegandt, foi a Imprensa Musical de Francisco Costa Júnior, na Travessa Sete de Setembro, mas imprimindo em muito menor escala.

M. J. da Costa e Silva, estabelecido desde cerca de 1860, na Rua dos Mercadores, 458B, começou a publicar música por volta de 1869, mantendo-se até o final do século, foi editor de Henrique Eulálio Gurjão, Clemente Ferreira Júnior e outros compositores paraenses; as peças eram em geral impressas na Alemanha, com chapas numeradas (C.&S. ..).

Em 1886, José Mendes Leite inaugurava Loja na Rua da Imperatriz (depois Rua Quinze de Novembro), 18, e por volta de 1895 já tinha casa editora. Como seu colega Costa e Silva, mandava imprimir em Leipzig, obras de compositores conterrâneos, chegando a publicar, na primeira década deste século, quase duas centenas de peças, todas numeradas (J.M.L. ...). Com o falecimento de Mendes Leite, seu genro, Abílio Antônio da Fonseca, conhecido fabricante de instrumentos de corda, constituiu nova firma, dando à casa o nome de Empório Musical, Travessa Sete de Setembro, 7, loja essa que até hoje se mantém ativa com o filho, Ernâni Leite da Fonseca. Continuou publicando, mas as peças passaram a ser impressas em São Paulo, algumas com chapas numeradas (A. ... F.).

O Bazar Ideal, de L. Santos & Cia., na Travessa de São Mateus (hoje Padre Eutíquio), 4, vendia artigos diversos e imprimiu também na Alemanha quase uma centena de peças com chapas numeradas (Bazar Ideal).

A Livraria Universal, de Tavares Cardoso & Cia., já funcionando em 1868, só começou a publicar músicas no começo do século XX obras de autores paraenses, mandadas imprimir em Leipzig, com chapas numeradas (L.U. ...).

Data da última década do século passado a Livraria Bittencourt, de R. L. Bittencourt & Cia., Rua 15 de Novembro, 15. Como a maioria, publicou principalmente obras de compositores paraenses, sendo as peças impressas em Leipzig e, mais tarde, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Por volta de 1903, já apresentava, na contracapa de suas edições, um Catálogo das obras publicadas pela casa, período de maior produtividade. Alguns anos depois, a firma passou para Bernardino Leite Bittencourt, filho do fundador (nas somente a indicação de Liv. Bittencourt), sempre no mesmo endereço, até quase meados deste século.

Manaus - João Donizetti Gondim, pertencente a conhecida família de músicos cearenses, abriu em Manaus, por volta de 1917, a Casa Editora Donizettí, na Rua Henrique Martins, 6. Publicou até cerca de 1930 principalmente música de salão, inclusive obras suas e de seu irmão Francisco. As peças eram impressas em São Paulo.

Salvador - Várias oficinas litográficas de Salvador imprimiam música em fins do século passado, entre elas Litografia de M. I. D’Araújo, Litografia Jourdan &Wirz, Litografia Moura (Rua do Julião, 13) e a Tipografia de Camilo de Lélis Masson & Cia. (Rua de Santa Bárbara, 3), que publicou em 1863 o Compêndio breve de música teórica, de Manuel Antônio Justo.

A Loja Leão, de Jesuíno Sobrinho & Cia., instalada inicialmente na Praça do Comércio, 39, mudou-se cerca de 1921 para a Rua Conselheiro Dantas, 12, e publicou também música de salão durante toda a década de 1920, mandando imprimir em São Paulo.

Fortaleza - A Casa Editora Ceará Musical, propriedade do professor de música Antônio Mouta, publicou muita música de dança, por volta de 1920, impressa em São Paulo.

Belo Horizonte - Destacam-se o Estabelecimento Musical Carlos Gomes, de Luís Cantagalli, na Avenida Afonso Pena, 769, e, nessa mesma avenida nr. 791, a Casa Faria, ambas publicando música de salão impressa em São Paulo. Na Rua Espírito Santo, 477, há a Casa das Músicas, de Manuel Evaristo de Paula Xavier.

Curitiba - As Edições Attilio D’Aló, na Rua Marechal Floriano Peixoto, publicaram algumas peças de salão entre 1918 e 1921. Hertel Irmãos, na Praça Municipal, 9, tiveram uma produção bem maior, desde cerca de 1919 até 1927.

Porto Alegre - Mariano Mariante & Irmão, estabelecidos na Rua dos Andradas, 465, publicaram também alguma música, entre 1919 e 1927, sempre impressa em São Paulo.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - São Paulo - 2a. Edição - 1998.

Niltinho Tristeza

Niltinho Tristeza
Niltinho Tristeza (Nilton de Souza), compositor e cantor, nasceu na Rua Real Grandeza, bairro de Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, em 15/10/1936. Fez parte da ala de compositores do bloco carnavalesco Foliões de Botafogo. A partir de 1971 passou a integrar a Ala de Compositores da Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense.

Seu primeiro sucesso nacional foi a composição Tristeza, feita em parceria com Haroldo Lobo e gravada inicialmente pelo cantor Ary Cordovil. Sucesso que o próprio parceiro Haroldo Lobo, que levara a música para o cantor, não chegou a presenciar, pois havia falecido duas semanas antes da gravação.

A música, segundo o próprio Niltinho, havia sido composta para o bloco carnavalesco Foliões de Botafogo no ano de 1963 e tinha uma letra caudalosa (18 versos) e um pouco diferente da que seria regravada várias vezes. Segundo o próprio compositor Niltinho, o letrista Haroldo Lobo sugeriu que a letra fosse diminuída e vários versos alterados, ficando apenas com oito versos. De imediato, ele entrou na parceria em 1965.

Em 1966 sua composição Tristeza foi regravada com sucesso por Elizeth Cardoso no LP Muito Elizeth, pela Discos Copacabana. Neste mesmo ano, a dupla Elis Regina e Jair Rodrigues no disco Dois na bossa, regravou a composição.

Um de seus muitos sucessos foi o samba-enredo Barra de ouro, barra de rio, barra de saia (c/ Zé Catimba), de 1971, composto para a Imperatriz Leopoldinense, com o qual a escola classificou-se em 7º lugar do Grupo 1 no desfile daquele ano.

Em 1975, a dupla Toquinho e Vinícius de Moraes regravou Tristeza no disco O poeta e o violão. No ano de 1979 no LP Se o caminho é meu, Paulinho Mocidade  interpetou de sua autoria A onda do mar levou, parceria com Nonô.

Em 1988, Regina do Santo lançou, pela gravadora Hórus (Espanha), o disco Meu carnaval - Disco de samba. Neste LP interpretou de sua autoria  Tristeza. No ano seguinte, o samba-enredo Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós, composta em parceria com Preto Jóia, Vicentino e Jurandir, colocou a Imperatriz Leopoldinense em primeiro lugar do Grupo 1. Nesse mesmo ano a composição foi regravada por Dominguinhos do Estácio no LP Gosto de festa, lançado pela RGE.

Em 2001, ao lado de Nei Lopes, Nelson Sargento, Dona Ivone Lara, Baianinho, Luiz Grande, Casquinha, Zé Luiz, Nilton Campolino, Jair do Cavaquinho, Elton Medeiros, Monarco, Jurandir da Mangueira e Aluízio Machado, participou do show Meninos do Rio, apresentado no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano, foi lançado o CD homônimo, pelo selo Carioca Discos.

No ano 2002 a gravadora Universal Music lançou o CD duplo 20 Anos de saudade, de Elis Regina. Neste disco foram compiladas gravações pouco divulgadas da cantora, entre elas, Tristeza, gravada anteriormente pela dupla Elis Regina e Jair Rodrigues no disco Dois na bossa.

Em 2003, ao lado de Noca da Portela, Darcy da Mangueira e Roberto Serrão, foi um dos convidados de Leandro Fregonesi no Bar e Café Cultural Sacrilégio, na Lapa, centro boêmio do Rio de Janeiro.

Em 2010 foi homenageado no Crico Voador, na Lapa, no festival "Samba de Quadra", quando apresentou seus grandes sucessos, apresentado pelo crítica Haroldo Costa.

Sua composição mais famosa Tristeza contabiliza mais de 586 intérpretes diferentes por todo o mundo, entre os quais Simonal, Elizeth Cardoso, Ary Cordovil, Elis Regina, Jair Rodrigues, Paul Mauriat, Sérgio Mendes, Julio Iglesias e Maysa, entre muitos outros. Tem mais de 150 músicas gravadas.

Obras

A onda do mar levou (c/ Nonô), Barra de ouro, barra de rio, barra de saia (Zé Catimba), Chinelo novo (c/ João Nogueira),  Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós (c/ Preto Jóia, Vicentino e Jurandir), Tristeza (c/ Haroldo Lobo)

Fontes: Dr. Zem; Dicionário Cravo Albin da MPB.

Ficarás

Nelson Gonçalves
Ficarás (samba-canção, 1952) - Mário Lago

Disco 78 rpm / Título da música: Ficarás / Autoria: Lago, Mário, 1911-2001 (Compositor) / Nelson Gonçalves, 1919-1998 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1952 / Nº Álbum 800883 / Lado A / Lançamento: 1952 / Gênero musical: Samba canção /

Podes agora dizer, que chegamos ao fim,
Podes agora jurar, que não voltas nunca mais,
Um grande amor como o nosso não acaba assim,
Podes partir, não voltar...
Mas aqui ficarás, Ficarás.
Neste gosto de batom,
Que vais deixar nos lábios meus,
Ficarás... Ficarás...
Ficarás na impressão que tem meus dedos,
Que ainda apertam os dedos teus,
Ficarás... Ficarás...
Ficarás no perfume envolvente, 

que tu deixas depois de passar,
Ficarás, Na saudade impertinente,
Que vai ficar no teu lugar, Ficarás...
Ficarás na lembrança,
Que não podes levar,
Ficarás nesta eterna lembrança,
De verte voltar...

Fala por mim violão

Nelson Gonçalves
Fala por mim violão (samba, 1951) - Luiz de França

Título da música: Fala por mim violão / Autoria: França, Luiz de (Compositor) / Nelson Gonçalves, 1919-1998 (Intérprete) / Regional (Acompanhante) / Rca victor, 1951 / Gênero musical: Samba / Nº Álbum: 800759 / Dt. lançamento: 1951 / Lado lado B / Disco 78 rpm.



Fala por mim violão
E diz a ela, por favor
Que ainda é dela o meu amor
Que a ela ainda pertence
O meu coração

Quem pede está sujeito
À humilhação
Mas se ela voltar
Eu aceito qualquer condição
Sem ela eu não posso prosseguir

A saudade cruel
Não me deixa resistir
Fala por mim violão, por favor
E diz a ela pra voltar
Pro meu amor

Estrelas na lama

Nelson Gonçalves
Estrelas na lama (tango, 1956) - Herivelto Martins

Título da música: Estrelas na lama / Autoria: Martins, Herivelto (Compositor) / Nelson Gonçalves, 1919-1998 (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Rca victor, 1956 / Gênero musical: Tango / Nº Álbum: 801623 / Dt. lançamento: 1956 / Lado B / Disco 78 rpm.



Quando as luzes da ribalta se acendiam 
Mil mulheres lá no palco apareciam 
Cada uma de beleza sem igual
Porém, a um sinal do diretor
Imponente no cenário multicor
Como deusa, ela surgia divinal

O maestro se empolgava, 
A platéia delirava 
E a estrela, soberana, dominava
Cada noite era um sucesso, 
Cada dia um novo amor 
Que a estrela transformava em sofredor 

Hoje, hoje, como tantas fracassadas 
Vive à beira das calçadas 
Estendendo a sua mão 
E aquela mesma gente 
Que a aplaudia alegremente
Nega um pedaço de pão 

Pede, chora, relembrando seu passado 
Tanta glória, tanta fama 
Seu consolo é saber que as estrelas lá no céu 
Também refletem na lama

Esta noite me embriago

Nelson Gonçalves
Esta noite me embriago (Esta noche me emborracho - tango, 1955) - E. S. Discépolo / Versão de Lourival Faissal

Título da música: Esta noite me embriago / Autoria: Discepolo (Compositor) / Faissal, Lourival, 1922- (Compositor) / Nelson Gonçalves, 1919-1998 (Intérprete) / : Rca victor, 1955 / Gênero musical: Tango / Nº Álbum: 801517 / Dt. lançamento: 1955 / Lado B / Disco 78 rpm.



Tom:  D 

	    
   D        D5+          D6 
 Triste, sozinha, desprezada, 
    D5+          D 
 A vi esta madrugada 
   D5+           A7   A7/4 
 Sair de um cabaré 
   A7        Em7         A7 
 Fraca, mostrando que a sorte, 
        Em7         A7 
 Destruiu todo seu porte 
   Em7        D   D5+  D6 
 Sem lhe dar vez, 
   D        D5+        D6 
 Magra, vestida sem aprumo, 
   D5+         B7             Em   Em7M   Em7 
 A exibir sem rumo,    sua nudez, 
    A7              A7/4   D 
 Parecia  um quadro sem valor, 
      B7          Em       A7          D   D5+   D6 
 Mostrando sem pudor, seu corpo sem calor 
  A7              A7/4      D  B7            Em 
 Eu que a tudo sempre resisti, ao vê-la assim, fugi, 
      A7     D   F#7 
 Pra não chorar. 
 
       Bm               Bm7M  Bm7 
 E pensar que há alguns anos, 
  F#7          Bm   Bm7M  Bm7 
 foi minha loucura, 
   D                     A7  A7/4  A7 
 Que levou-me até a traição, 
           D    D5+   D6 
 Sua formosura 
 F#7                    Bm                    F#7 
 Isso que hoje é um cascalho, foi a doce criatura, 
                        Bm 
 Que me fez chorar de amor, 
 A7                  A7/4       A7            A7/4 
 E perdi honra e nobreza, envolvido em tal beleza 
         A7        D     F#7 
 Me fiz mau e pecador, 
       Bm               Bm7M   Bm7 
 E fiquei sem um amigo 
      A7            D   D5+   D6 
 Que vive só e sem fé, 
 Em              Bm 
 Que me teve de joelhos 
       Bm/A               F#7 
 Sem moral,  feito um mendigo, 
            Bm  A7 
 Quando se foi. 
 
  D         D5+         D6 
(Nunca, pensei que a veria 
     D5+         D 
 Perdida, abandonada 
  D5+               A7   A7/4 
 Como hoje a encontrei. 
  A7          Em7         A7 
 Veja, se não é pra suicidar-se, 
         Em7          A7 
 Que por esse trapo inútil, 
  Em7        D   D5+  D6 
 Seja o que sou... 
  D        D5+            D6 
 Fôra, vingança cruel do tempo, 
     D5+             B7 
 Que nos faz ver desfeito, 
            Em  Em7M  Em7 
 O que se amou,) 
  
      A7              A7/4   D 
 Esse encontro me fez tanto mal, 
      B7            Em 
 Que só por me lembrar 
     A7          D   D5+   D6 
 Me sinto envenenar, 
   A7              A7/4      D   B7 
 Esta noite eu me embriago sim, 
           Em 
 Eu bebo até o fim, 
      A7     D   A7   D 
 Pra não pensar... 

Antônio Barros

Antônio Barros (Antônio Barros Silva), cantor, compositor e poeta, nasceu em 11/3/1930, no pequeno Município de Queimadas de Campina Grande, Paraíba. Casado com a compositora e cantora Cecéu, fixou residência em São Paulo.

Nos anos 1960 morou no Rio de Janeiro e tocou triângulo no regional de Luiz Gonzaga, na casa de quem morou na Ilha do Governador. Trabalhou como contrabaixista no navio Ana Neri, que fazia cruzeiros turísticos pelo litoral brasileiro.

Em 1970, numa dessas viagens compôs Procurando tu, a partir de lembranças da infância e entregou a música para gravação pelo Trio Nordestino. Aceitou a parceria de J. Luna disc-jóquei baiano que ajudou a divulgar a música no nordeste, tornando-se um dos sucessos daquele ano e regravada por ele mesmo, Ivon Curi e Jackson do Pandeiro, entre outros. Outros de seus sucessos gravados pelo Trio Nordestino foram, Corte o bolo, Cuidado com as coisas, É madrugada e Faz tempo não lhe vejo.

Em 1974 teve a música Vou ver Luiza, parceria com Lindolfo Barbosa gravada por Bastinho Calixto pela EMI. Um dos muitos grupos que gravaram suas composições e obteve sucesso foi o trio Os Três do Nordeste, que alcançou as paradas de sucesso com É proibido cochilar, Forró do poeirão, Forró de tamanco e Homem com H.

Em 1981 teve a música Estrela de ouro, com José Batista gravada por Luiz Gonzaga e Gonzaguinha e Quebra pote, pelo Trio Mossoró, na gravadora Copacabana. No mesmo ano conheceu outro grande sucesso, Homem com H, composta anos antes para a novela O bem amado e gravada dessa vez por Ney Matogrosso e tornando-se um dos grandes sucesso do ano.Também no mesmo ano, Zé Piata gravou na Copacabana o forró Procurando tu, parceria com J. Luna.

Em 1982 obteve outro grande sucesso com o xote Bate coração, parceria com a mulher Cecéu e gravada ao vivo no ano anterior por Elba Ramalho no festival de Montreux na Suiça.

Em 1983 Dominguinhos gravou É madrugada. Em 1985 o mesmo Dominguinhos gravou Forró do quem quer, parceria com Oseinha. Em 1986 Luiz Gonzaga gravou Forró da matadeira e em 1988, com participação de Carmélia Alves, Vamos ajuntar os troços.

Em 1992 Dominguinhos gravou Coisa linda, parceria com Cecéu. Em 1996 teve gravada Com você na cabeça, com Cecéu, por Jorge de Altinho. Em 2001 Flávio José gravou O que a gente faz.

Compôs mais de 700 músicas ao longo da carreira. Em 2004, É proibido cochilar, de sua autoria foi incluída no segundo CD do grupo Cabruêra, ganhando nova leitura. Nesse ano, as músicas Xaxado bossa nova e Já faz um tempo não lhe vejo foram gravadas pelo Trio Nordestino no CD Baú do Trio Nordestino 2.

Em 2005, teve o xote Já faz tempo não lhe vejo gravado pelo sanfoneiro Waldonis, no CD Anjo querubim, lançado pela Kuarup Discos. Em 2007, teve a música Procurando tu, com J. Luna, gravada pelo cantor e compositor Kojak do Forró, no álbum ao vivo O afilhado do rei do ritmo Jackson do Pandeiro. O CD/DVD, de lançamento independente, produzido por Kleber Matos, foi uma homenagem ao cantor e compositor Jackson do Pandeiro.

Obras

Açúcar na café Bate coração (c/ Cecéu), Burra namoradeira, Coisa linda (c/ Cecéu), Com você na cabeça (c/ Cecéu), Como eu sou (c/ Cecéu), Coração em festa, Corte o bolo, Cuidado com as coisas, É madrugada, É proibido cochilar, Esse Brasil é meu (c/ Cecéu), Estrela de ouro (c/ José Batista), Fogo na "paia" (c/ Cecéu), Forró da maiadeira, Forró de tamanco, Forró do poeirão, Forró do quem quer (c/ Oseinha), Homem com "H", Já faz tempo não lhe vejo, Ninguém pode com você, O pavio e o lampião (c/ Cecéu), O que a gente faz, Pra eu e tu (c/ Cecéu), Procurando tu (c/ J. Luna), Quadrilha do Manoel, Quebra pote, Saudade que dói, Só voltarei amanhã, Vamos ajuntar os troços, Vou ver Luiza (c/ Lindolfo Barbosa), Xaxado bossa nova, Xote do bêbado.

Fontes: Site do compositor Antônio Barros; Dicionário Cravo Albin da MPB.