segunda-feira, dezembro 26, 2011

Guerreira

Guerreira (samba, 1978) - João Nogueira e Paulo César Pinheiro
F        C7       F        C7   F
Se vocês querem saber quem eu sou
         D7    Gm     C7
Eu sou a tal mineira
Gm         C7       Gm       C7  Gm
Filha de Angola, de Ketu e Nagô
           Bº    F
Não sou de brincadeira
Am7/5- D7         Am7/5-
Canto  pelos sete cantos
D7          Am7/5-
Não temo quebrantos
          D7      Gm
Porque eu sou guerreira
Bb                    Bº
Dentro do samba eu nasci
      Am           D7
Me criei, me converti
                Gm  C7         Am7/5-  D7
E ninguém vai tomar a minha bandeira
Bb                    Bº
Dentro do samba eu nasci
      Am           D7
Me criei, me converti
                Gm  C7         F
E ninguém vai tomar a minha bandeira
Gm                      C7
Bole com o samba que eu caio
              F
E balanço o balaio
No som dos tantãs
  Am7/5-
Rebolo que deito e que rolo
                   F#º
E me embalo e me embolo
            Bb
Nos balangandãs
                        Bº
Bambeia de lá que eu bambeio
           Am
Nesse bamboleio
                   D7
Que eu sou bam-bam-bam
      Gm                 C7
Que o samba não tem cambalacho
                 Am7/5-
E vai de cima em baixo
               D7
Pra quem é seu fã
       Bb                 Bº
Que eu sambo pela noite inteira
 Am             D7
Até amanhã de manhã
Gm                G#º
Sou a mineira guerreira
C7        C/Bb       F
Filha de Ogum com Iansã.

Gosto de maçã

Gosto de maçã (1978)Wando
Intro: Gm D7/A Gm/Bb Cm7 

  Gm               D7/4 
O vento tocava meu rosto
                        Gm
   no sol de final de verão
                       D7/4
Nas mãos uma rosa vermelha
                    Gm
Na boca um gosto de maçã
                    D7/4
Na pele um bronze bonito
                    Gm
No peito a saudade total
                           D7/4
Do amor que deixou num sorriso
                      G
Um adeus com gosto de sal, ai!
D7/A           Gm/Bb
Doeu, ai! - Doeu, aí!
D7/A           Gm/Bb
Doeu, ai! - Doeu, aí!
  Cm7                 Gm
Doeu, ai, ai, ai! - Doeu !
D7/A          Gm/Bb
Doeu, ai! - Doeu, aí!
  D7/A         Gm/Bb
Doeu, ai! - Doeu, aí!
  Cm7                  Gm
Doeu, ai, ai, ai! - - Doeu 
                    D7/A
Coarção agitava no peito
                         Gm
No ventre a vontade explodia
                    D7/A                   Gm
Girava no meu pensamento o pecado do amor tão divino
                   D7/A                      Gm
Deitado na areia macia sentindo o meu corpo tão só
                     D7/A                          Gm
Chorei procurando no céu uma estrela que tivesse o dó, ai!
D7/A           Gm/Bb
Doeu, ai! - Doeu, aí!
D7/A           Gm/Bb
Doeu, ai! - Doeu, aí!
  Cm7                 Gm
Doeu, ai, ai, ai! - Doeu !
D7/A          Gm/Bb
Doeu, ai! - Doeu, aí!
  D7/A         Gm/Bb
Doeu, ai! - Doeu, aí!

Eu pecador


Eu pecador (1978) - Agnaldo Timóteo (Gravado em 1976)

Senhor, eu sou pecador
E venho confessar porque pequei
Senhor, foi tudo por amor
Foi tudo por loucura
Mas eu gostei

Senhor, não pude suportar
A estranha sensação de experimentar
Um amor por Vós concebido
Um amor proibido pela vossa lei

senhor, eu sou um pecador
Pois esse meu amor
Está me enlouquecendo
Senhor,depois de se provar
É difícil parar
De se amar com perigo

Senhor, imploro o seu perdão
Pois pequei por amor
Sem saber que era errado
Senhor,eu sou um pecador
Sou um frequentador
Da esquina do pecado.

Dancin’ Days


Dancin’ Days (1978) - Nelson Mota e Rubens Queiroz
Tom: A   

Intro:A E/Ab F#m E D C#m Bm C#m D E

A                      F
Abra suas asas, solte suas feras
            D    E            A    E
Caia na gandaia, entre nessa festa
             A                 F
E leve com você seu sonho mais louco
                   D    E             A     E
Eu quero ver seu corpo lindo, leve e solto
            A    E/Ab  F#m       E          
A gente às vezes sente, sofre, dança
 D            C#m  Bm C#m D E        
Sem querer dançar
         A    E/Ab  F#m 
A nossa festa vale tudo                                          
 E          D       C#m   Bm    E
Vale ser alguém como eu, como você
              A              F
Abra suas asas, solte suas feras
            D   E            A     E
Caia na gandaia, entre nessa festa
             A                   F
E leve com você seu sonho mais louco
                   D    E             A     E
Eu quero ver seu corpo lindo, leve e solto
            A    E/Ab  F#m       E          
A gente às vezes sente, sofre, dança
 D            C#m  Bm C#m D E        
Sem querer dançar
         A    E/Ab  F#m 
A nossa festa vale tudo  
 E          D       C#m   Bm    E
Vale ser alguém como eu, como você
(Segurar no A)
Dance bem, dance mal
Dance sem parar
Dance bem, dance até
Sem saber dançar
E
(Segurar no A)
Dance bem, dance mal
Dance sem parar
Dance bem, dance até
Sem saber dançar
E          A               F
Abra suas asas, solte suas feras
            D     E            A      E
Caia na gandaia, entre nessa festa
             A                 F
E leve com você seu sonho mais louco
                   D    E             A     E
Eu quero ver seu corpo lindo, leve e solto
 

            A    E/Ab  F#m       E          
A gente às vezes sente, sofre, dança
 D            C#m  D E        
Sem querer dançar
         A    E/Ab  F#m 
A nossa festa vale tudo                                      
 E          D       C#m   Bm  D E
Vale ser alguém como eu, como você
            A    E/Ab  F#m       E          
A gente às vezes sente, sofre, dança
 D            C#m  D E        
Sem querer dançar
         A    E/Ab  F#m 
A nossa festa vale tudo                                      
 E          D       C#m   Bm  D E
Vale ser alguém como eu, como você
(Segurar no A)
Dance bem, dance mal
Dance sem parar
Dance bem, dance até
Sem saber dançar
E
(Segurar no A)
Dance bem, dance mal
Dance sem parar
Dance bem, dance até
Sem saber dançar

Assobiar e chupar cana

Assobiar e chupar cana (samba, 1978) - Benito Di Paula

E   F#m   G#m 
Seria muito bom 
  G#7         C#m 
Seria muito legal 
      A         B7  E 
Se cantor ou compositor 
             B7                    E 
Pudesse ser ator ou jogador de futebol 
    A                B7 
Nem tudo pode ser perfeito 
    A         B7    E 
Nem tudo pode ser bacana 
      F#m    B7      E        C#m 
Quero ver um cara sentar numa praça 
  F#m      B7     E 
Assobiar e chupar cana 
          F#m     E 
A taça do mundo é nossa 
         B7                E 
Com brasileiro não há quem possa 

Cláudia Telles

Cláudia Telles (Cláudia Telles de Mello Mattos), cantora e compositora, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 26/08/1957. Filha do violonista Candinho e de uma das precursoras da bossa nova, a cantora Sylvia Telles, ainda menina, foi convidada pela mãe para subir ao palco do Teatro Santa Rosa (RJ) no último show da temporada do espetáculo "Reencontro", que reuniu Sylvia Telles, Edu Lobo, Tamba Trio e Quinteto Villa-Lobos, para cantar Arrastão (de Edu Lobo e Vinícius de Moraes).

Cláudia iniciou sua carreira fazendo coro para artistas famosos em suas gravações, entre eles The Fevers, Roberto Carlos, José Augusto, Gilberto Gil, Jerry Adriani, Jorge Ben, Belchior, SimoneRita Lee, Fafá de Belém, entre vários outros. Sua chance de "brilhar" veio, entretanto, quando uma amiga do Trio Esperança, Regina, precisou se afastar do grupo por causa da gravidez, Cláudia a substituiu em gravações e shows, ganhando experiência de público. Daí para frente ela se dedicaria completamente à arte musical.

Além das gravações em estúdio, foi crooner do conjunto de Chiquinho do Acordeon, um dos mais conceituados da época, durante um ano. Saiu quando Walter D'Ávila Filho, ao escutar uma música nova de seu parceiro e também produtor na época da CBS (hoje Sony Music) Mauro Motta, se lembrou dela e de sua voz - um pouco parecida com a da mãe, mas com um timbre metálico, diferente das vozes que havia no mercado e deu-lhe, a título de experiência a “tal” música para gravar. O sucesso foi estrondoso.

A música logo passou aos primeiros lugares das paradas. Todos queriam saber de quem era aquela voz suave e vieram os diversos convites para programas de televisão. O público jovem se identificou imediatamente com aquela menina de cabelos escorridos, tímida, que lhes derramava versos de amor. Fim de tarde foi um dos grandes sucessos daquele ano de 1976 e agora menina-mulher, amadurecida pelo tempo e pelas circunstâncias, conhecia a fama. Foram vendidas mais de 500 mil cópias do compacto simples, o que lhe valeu o primeiro disco de ouro da carreira, oportunidades para excursionar e também para gravar a música em inglês e espanhol.

Aos 19 anos, Cláudia se projetava nos mesmos caminhos antes trilhados com incomparável êxito pela mãe. Passou então a ser requisitada para shows, cantando do samba ao bolero. Mas sua paixão era a Bossa Nova, chegando a ser considerada a mais perfeita intérprete de Dindi, uma das muitas músicas que havia feito de sua mãe uma celebridade e unanimidade nacional, ultrapassando as fronteiras do Brasil.

No seu primeiro LP, em 1977, Cláudia regrava Dindi, de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira, grande sucesso na voz de sua mãe, e faz mais dois grandes sucessos, Eu preciso te esquecer e Aprenda a amar.

Cláudia nunca escondeu de ninguém o prazer que sentiu ao gravar Dindi, um dos grandes sucessos de Sylvinha Telles: "Foi uma forma de homenageá-la". A homenagem foi além, veio em forma de batalha. A mesma batalha empreendida por Sylvinha para mostrar o que queria e do que era capaz, apenas com uma diferença: a dura comparação do seu trabalho com o da mãe, a eterna luta para provar que chegou onde quis sem nunca contar apenas com o fato de ser mais uma filha da mãe famosa.

Quatro anos após o sucesso de Fim de tarde, em entrevista à revista O Cruzeiro, contou do seu desejo de resgatar à memória os sucessos da Bossa Nova. Seria um tributo a sua mãe e ao maior movimento da história da música brasileira. Entrou em contato com sua gravadora e discutiram esta possibilidade. A idéia, entretanto, nunca saiu da gaveta, deixando seu sonho adormecido por algum tempo.

"O importante não é fazer coisas grandes, mas saber ser grande nas coisas que se pode fazer", foi graças a esta mentalidade que Cláudia conseguiu ultrapassar inúmeras barreiras, muitas vezes impostas pelo próprio mercado fonográfico.

Obra

Aprenda a amar (c/ Walter D’Ávila), É preciso tentar (c/ Casinho Terra), Foi bom te conhecer, Meu valor, Nossa farsa (c/ Alceu Maia), Pra sempre (c/ Lincoln Olivetti e Ronaldo), Sem ter você (c/ Lincoln Olivetti), Simplesmente amo, Só de você (c/Mauro Motta), Tente reviver, Tristezas de ontem (c/ Peninha).

Discografia - Álbuns

"Claudia Telles" (1977, CBS/Sony Music)
"Miragem" (1978, CBS/Sony Music)
"Eu quero ser igual a todo mundo" (1979, CBS/Sony Music)
"Solidão pra que" (1988, RGE)
"Claudia Telles interpreta Nelson Cavaquinho e Cartola" (1995, CID)
"Por causa de você" (1997, CID)
"Chega de Saudade - Tributo a Vinicius de Moraes" (2000, CID)
"Sambas e Bossas" (2002, CID)
"Tributo a Tom Jobim" (2004, CID)
"Quem sabe você" (2009, Lua Music)

Discografia - Compactos

"Fim de Tarde" (1976, CBS/Sony Music)
"Eu Preciso Te Esquecer" (1977, CBS/Sony Music)
"Aprenda a amar" (1977, CBS/Sony Music)
"Por eu não saber" (1978, CBS/Sony Music)
"Eu voltei" (1980, CBS/Sony Music)
"Tanto amor" (1982, Lança Discos)

Fonte: Wikipédia.