sábado, agosto 31, 2013

Amor sincero


Silvinho
Amor sincero (bolero, 1963) - Silvinho e Roberto Muniz

Se eu te quero e tu me queres
E se teu amor é sincero
Por que brigamos tanto?

Este teu ciúme louco
Que me mata pouco a pouco
Meu Deus, será meu fim...

Por ti eu vivo chorando
Por ti eu vivo sofrendo
Essa dor que vive em mim

Se eu te quero e tu me queres
E se teu amor é sincero
Por que sofro tanto assim?...

Senhor! Tenha de mim compaixão
E me dê mais compreensão
E para ela, o teu perdão

Senhor! Ela não sabe o que faz
Mas meu amor é sincero
Por isso eu sofro demais...


Renato Guimarães

Renato Guimarães (Renato Diniz Guimarães), cantor, nasceu em 23/04/1939 no Rio de Janeiro, RJ, e faleceu na mesma cidade, em 1964. Intérprete do gênero romântico, fez muito sucesso com sua voz potente interpretando boleros, sambas-canções e baladas - foi para não ser confundido com ele que o cantor Nilton Guimarães mudou o nome para Nilton César (não confundir, também, com outro cantor que atende ora por Renato Guimarães, ora Renato Gabbiani).

No ano de 1960 gravou o fox-mambo Show na Cinelândia, de Zé Keti e Gilson Santomauro e os boleros Se Deus quiser, de Luiz Mergulhão e Flora Matos e Ninguém é de ninguém, de Luiz Mergulhão, Toso Gomes e Umberto Silva.

Mudou-se para São Paulo em final de 1961, quando gravou a Marcha das fontes, de Rubens Machado e Aderaldo Monteiro. No mesmo ano gravou o rock "Hey, Sheriff", de B. Kaye, D. Hill e E. Lee, com versão de Juvenal Fernandes e a guarânia Teus olhinhos, de Lúcio Cardim.

No ano seguinte gravou o samba canção Deus perdoa, de Lucio Cardim.

Em 1963 gravou os boleros Quem depois de mim, de Hervé Cordovil e David Nasser e Nasci para te amar, de Fernando Dias. No ano seguinte gravou Batuque do amor, de Mário Albanese e Heitor Carrilho e o bolero Amor sincero, de Nízio e Sebastião Aurélio.

Seu maior sucesso foi o bolero Poema, de Fernando Dias. Infelizmente, Guimarães faleceu ainda jovem.

Renato casou-se e teve uma linda menina, Cláudia Renata. Comprou a boite Saint Germain, lá pelos lados do Aeroporto de Congonhas, e gostava de colecionar bebidas.

Discografia


1960 Show na Cinelândia/Se Deus quiser • Chantecler • 78
1960 Outra noite/Ninguém é de ninguém • Chantecler • 78
1960 Trono azul/Tarde demais • Chantecler • 78
1961 Marcha das fontes • Chantecler • 78
1961 Hey, Sheriff/Teus olhinhos • Chantecler • 78
1962 Poema/Deus perdoa • Chantecler • 78
1962 Ausência/Antes e agora • Chantecler • 78
1963 Quem depois de mim/Nasci para te amar • Chantecler • 78
1963 Coisas de amor/Poema da solidão • Chantecler • 78
1964 Batuque do amor/Amor sincero • Chantecler • 78

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Fonte: Arquivo do Rock Brasileiro.

Palavras de amor



Alcides Gerardi
Palavras de amor (bolero, 1962) - Paulo Borges - Intérprete: Alcides Gerardi

Quantas vezes
Naqueles tempos idos
Eu dizia com todo fervor
Palavras de amor

E agora
que estamos separados
Eu não posso dizer nunca mais
Palavras de amor

Eu vivo pedindo e chorando
Por você
O sonho que eu tenho na vida
É você

E agora
Depois de tanto tempo
Eu queria dizer outra vez
Palavras de Amor

Eu vivo pedindo e chorando
Por você
O sonho que eu tenho na vida
É você

E agora
Depois de tanto tempo
Eu queria dizer outra vez
Palavras de Amor



Ninguém gostou de alguém como eu gosto de ti



Orlando Dias
Ninguém gostou de alguém como eu gosto de ti (bolero, 1962) - Waldir Machado - Interpretação: Orlando Dias

Ninguém gostou de alguém
Como eu gosto de ti
Ninguém sofreu por alguém
Como eu por ti sofri

Amores eu já tive
Amei por distração
Amar como eu te amo
É alucinação

Por mais que eu beije
A tua boca linda
Por mais que tu me beijes
Eu quero mais ainda

Se o tempo passa
Aumenta esta paixão
Amar é bom, amar demais
Maltrata o coração

Ninguém me abraça, como tu
Ninguém me beija, como tu
Ninguém me fala, como tu
Ninguém, ninguém, ninguém...


domingo, agosto 25, 2013

A poesia de Catulo

Catulo da Paixão Cearense, denominado "o poeta popular do Brasil", recebeu todas as glórias, todas as honras e uma adoração popular enorme ainda em vida. Isso porque usou e abusou de toda a sonoridade que o sotaque nordestino lhe proporcionou e soube colocar em versos simples onde era o lugar de por versos simples.

Tinha faro. Sabia ouvir, como ninguém mais, o rumor de nossa terra. A foto ao lado é uma de suas últimas, extraída da Revista "O Malho". Abaixo algumas obras do nosso querido "Catullo Cearense":

Ai de mim!
Ao luar
Até as flores mentem
Caboca bunita
Caboca di Caxangá
Choro e poesia (Ontem ao luar)
Clélia (Ao desfraldar da vela)
Fechei meu jardim
Flor amorosa
Flor do mal
Iara (Rasga o coração)
Luar do sertão
Não vê-la mais (Só para moer)
O fadário (Medrosa)
O meu ideal
Os boêmios
Os olhos dela
Palma do martírio
Quando ela passa
Recorda-te de mim
Sertaneja
Sorrir dormindo
Talento e formosura
Templo ideal
Terna saudade (Por um beijo)
Três estrelinhas (O que tu és)
Tu passaste por este jardim
U poeta do sertão
Vai ò meu amor, ao campo santo

24 de outubro

Gastão Formenti 1930
Dia 24 de outubro o presidente Washington Luís foi deposto pela junta militar que assumiu o poder no Rio de Janeiro, transferindo-o depois para Getúlio Vargas. É considerado o dia da vitória da Revolução de 30. Os “florianos”, que rimam com “soberanos”, devem ser os herdeiros de Floriano Peixoto, que consolidou a República, enfrentando encarniçada oposição da elite rural.

24 de outubro (hino, 1930) - Catulo da Paixão Cearense e Henrique Vogeler

Disco 78 rpm / Título da música: 24 de outubro / Autoria: Cearense, Catulo da Paixão, 1863-1946 (Compositor) / Vogeler, Henrique (Compositor) / Gastão Formenti (Intérprete) / Orquestra Brusnwick (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Brunswick, 1930 / Nº Álbum 10124 / Gênero musical: Hino /

Cantemos um hino à Glória,
Pais e filhos de leões,
Que os pampas estão cantando
Abraçados com os sertões.

Vinde a nós, bravos Getulios,
Destemidos Florianos,
Vós, Juarezes soberanos,
Generais triunfadores.
Mas trazeis na vossa frente,
Conduzindo a cavalgada,
A liberdade montada
Num corcel cheio de flores.

Derribado o despotismo
Expulsai num grande exemplo
Esses vendilhões do templo
Da República altaneira
Até que venham de joelhos
Pedir-nos perdão um dia
Rezando uma Ave Maria
Aos pés de nossa bandeira

Vinde a nós, bravos Getulios,
Destemidos Florianos,
Vós, Juarezes soberanos,
Generais triunfadores.
Mas trazeis na vossa frente,
Conduzindo a cavalgada,
A liberdade montada
Num corcel cheio de flores.

De arma em punho, brasileiros,
Nesse ardoroso momento,
Ergamos o pensamento
Como quem reza uma missa,
Suplicando a Deus de joelhos
Que o Brasil reerguente
Seja o berço florescente
Do amor, da paz e justiça.


______________________________________________________________________ Fonte: Franklin Martins - Conexão Política - 24 de outubro

sábado, agosto 24, 2013

Quando a Violeta se casou



Carmen Barbosa - 1939
Quando a Violeta se casou (marcha, 1940) - João de Barro, Alcir Pires Vermelho e Alberto Ribeiro

Disco 78 rpm / Título da música: Quando a Violeta se casou / Autoria: Ribeiro, Alberto, 1902-1971 (Compositor) / Pires Vermelho, Alcyr, 1906-1994 (Compositor) / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Carmen Barbosa (Intérprete) / Fon-Fon, 1908-1951 (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Columbia, 1939 / Nº Álbum 55186 / Lado A / Gênero musical: Marcha /

Quando a Violeta se casou
Gostou, gostou
Conseguiu aquilo que sonhou...
Gostou, gostou.

Pois ganhou bangalô
Onde o mar vai cantar.
No quintal, roseiral, todo em flor,
Ai que amor.

E nesse vai e vem
Ganhou neném também.
Qüem, qüem, qüem, qüem, qüem...


quarta-feira, agosto 21, 2013

Incerteza


Incerteza (tango, 1958) - Eduardo Patané e Di Veras - Intérprete: Ivete Siqueira (RCA Victor, 1957)




Sou tão feliz por teu amor
Sempre a sorrir, sempre a sonhar
Mas, se um dia o teu amor morrer
Tudo pode acontecer

Só em pensar em te perder
Chego a chorar, chego a sofrer
A tristeza envolve o coração
Tem a nostalgia, adeus alegria
Em meu coração

Mas eu não posso descrer do amor
Desse amor que é meu, só meu
No prazer e na dor...
Mas eu não posso descrer do amor
Desse amor que é meu, só meu
No prazer e na dor...

Só em pensar em te perder
Chego a chorar, chego a sofrer
A tristeza envolve o coração
Tem a nostalgia, adeus alegria
Em meu coração!

sábado, agosto 17, 2013

Brumas

Lúcio Alves
Em 1948, Lúcio Alves lançou sua primeira gravação solo pela Continental, o bolero Tres palabras, de Osvaldo Farrés, vertido para o português por Aloysio de Oliveira com o título de "Solidão". No mesmo ano, acompanhou o Anjos do Inferno em uma turnê que passou por Cuba, México e Estados Unidos, onde se apresentaram com o nome de "Hell's Angels". Em 1949, de volta ao Rio, lançou de sua autoria o bolero Bruma, um dos sucessos do ano e, de Dorival Caymmi, o samba Nunca mais. (Fonte: Folha On Line Ilustrada - Lúcio Alves).

Brumas (bolero, 1949) - Lúcio Alves - Interpretação de Lúcio Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Brumas / Autoria: Alves, Lúcio (Compositor) / Alves, Lúcio (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1949 / Nº Álbum: 16032 / Lado A / Data de lançamento: 1949 / Gênero musical: Bolero / Gravação indisponível.

Na bruma de teus olhos castanhos
Pequeninos, estranhos
Sentinelas do amor
O perfume que vem da sua boca
Uma carícia louca
Sinto ainda o sabor.

Com essa aventura louca
Eu vivo sonhando
Teu nome em minha boca
Eu vou murmurando...

Na bruma de teus olhos castanhos
Pequeninos, estranhos
Sentinelas do amor.

Com essa aventura louca
Eu vivo sonhando
Teu nome em minha boca
Eu vou murmurando...

Na bruma de teus olhos castanhos
Pequeninos, estranhos
Sentinelas do amor!

segunda-feira, agosto 12, 2013

Aline (versão)

Aline (versão) - Christophe - Interpretação de Agnaldo Timóteo
Introdução: C  E  F  G7 
 
 C                       E
 Ontem retornei  /   A areia
              F                     G7
 Branca e ardente / E em vão, te esperei                 
            C                  E 
 Ouvi teu riso  / Que era um guizo  
        F                      G7
 Que um onda / Trouxe aos meus pés
  
          C       E      F            G7 
 E eu chamei, chamei / Aline, estou aqui  
          C       E           F          G7 
 E eu chorei, chorei  /   Um mar, só por ti 

  C                                E 
 Risquei na areia /  O teu rosto lindo 
             F                   G7 
 Sempre sorrindo /  Talvez, de mim 
   C                       E 
 A onda mansa  /  Tudo apagou 
            F                     G7 
 Mesmo a esperança /  De te encontrar 

          C       E      F            G7 
 E eu chamei, chamei / Aline, estou aqui  
          C       E           F          G7 
 E eu chorei, chorei  /   Um mar, só por ti 

          C                      E  
 Segui ouvindo /   Um sino ao longe 
           F                   G7 
 Que anunciava  /  Outro amanhecer  

          C       E      F            G7 
 E eu chamei, chamei / Aline, estou aqui  
          C       E           F          G7 
 E eu chorei, chorei  /   Um mar, só por ti 
          C       E       F            G7 
 E eu chamei, chamei /  Aline, estou aqui... 

quinta-feira, agosto 01, 2013

Quando a mulher não quer

Canninha - 1928
Samba do carnaval de 1930, assinado por José Luiz de Moraes, o Caninha (1883-1961) com letra dele e de João do Morro, este último não creditado no selo original. O disco saiu pela Odeon um mês antes da folia, em janeiro - 10536-A, matriz 3152 - (Samuel Machado Filho - Youtube)

Quando a mulher não quer (samba, 1930) - Caninha - Interpretação de Francisco Alves.

Disco 78 rpm / Título da música: Quando a mulher não quer / Autoria: Morais, José Luiz de (Compositor) / Alves, Francisco (Intérprete) / Caninha, 1883-1961 (Compositor) / Orquestra Pan American (Acompanhante) / Bountman, Simon, ca1900-1977 (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1930 / Nº Álbum 10536 / Gênero musical: Samba /

Quando a mulher não quer
O homem não deve teimar
Quando a mulher não quer
O homem não deve teimar.

Quando o homem se governa
Grita na rua ou em casa
Não rejeita uma baderna
E pega firme na brasa.

Se o sujeito é malandro
Namora mas não se casa
Remexe num fogareiro
E não se queima na brasa.

Formiga, pra se perder
Fica louca, cria asa
Só conhece o que é prazer
O Cabra que engole brasa.

Não adianta teimar
Mulher séria, fica em casa
Quem não se quiser queimar
Não deve pegar na brasa...

O que é nosso

Canninha - 1928
O que é nosso (samba, 1927) - Caninha - Interpretação de Francisco Alves

Disco 76 rpm / Título da música: O que é nosso / Autoria: Caninha, 1883-1961 (Compositor) / Alves, Francisco (Intérprete) / Orquestra Jazz Band Pan American do Cassino de Copacabana (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, Dezembro/1925-Julho/1927 / Álbum 123270 / Gênero: Samba /

Todo mundo nesta terra
É feliz, arranja o cobre
Só aquele que aqui nasce
Toda a vida há de ser pobre

Eu sou brasileiro
Com isto eu posso
Por isso é que canto
Só o que é nosso

Cá no país do cruzeiro
Só se trata de gastar
O povo finge que é rico
E vive sempre a apitar

Quem ganha dois, gasta quatro
E pede seis emprestado
Desgraça pouca é bobagem
Assim lá diz o ditado

Nega no fogão

Canninha - 1928
Nega no fogão (samba, 1928) - Caninha - Interpretação de Francisco Alves

Disco 78 rpm / Título da música: Nega no fogão / Caninha, 1883-1961 (Compositor) / Alves, Francisco (Intérprete) / Caninha, 1883-1961 (Acompanhante) / Grupo (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1928 / Álbum 10098 /

Olha essa nega
Que trabalha no fogão
Por causa dela
Empenhei meu coração

Ai, amor
Ai, amor
Ai, amor
Ai, amor

Nega danada
Não me venha aperrear
Por tua causa
Já quiseram me matar

Por tua causa
Já quiseram me matar
Eu sou capaz
De qualquer dia te rifar

Já quebrou

Canninha - 1928
A marchinha "Já quebrou", do compositor Caninha (José Luís de Morais - Rio de Janeiro 1883-1961), registra a quebradeira geral que marca a economia brasileira durante o governo Washington Luís, mas ainda alimenta esperanças de que a mudança da mil-réis pelo cruzeiro, prometida pelo presidente, poderia resolver o problema. Mas a reforma monetária não se realizou e os problemas econômicos só se agravaram.



Já quebrou (marcha, 1928) - Caninha - Interpretação de Frederico Rocha

Já quebrou
Quebrou, eh, tudo agora
Está quebrada e não se pode consertar
O Zé Povo que tudo paga
Já nem sabe como se adoentar.

Vai quebrar, oi, vai quebrar
Sai da linha que te podes machucar

Anda tudo em quebradeira
As reformas não nos deixam sossegar
Todos dizem com certeza
O cruzeiro é que nos vai salvar

Vai quebrar, oi, vai quebrar...   

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Fonte: Franklin Martins - Conexão Política.

É batucada

Canninha - 1928
É batucada (samba, 1933) - Caninha e Visconde de Bicohyba - Interpretação de Murilo Caldas

Disco 78 rpm / Título da música: É batucada / Autoria: Caninha, 1883-1961 (Compositor) / Bicoiba, Visconde (Compositor) / Caldas, Murilo (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Columbia, 1932-1933 / Nº Álbum 22194 / Gênero musical: Samba /

Samba de morro, não é samba
É batucada, é batucada
Samba de morro, não é samba
É batucada, é batucada

Para quem sabe a história é diferente
Só tira samba malandro que tem patente
Para quem sabe a história é diferente
Só tira samba malandro que tem patente

Nossas morenas vão pro samba bonitinhas
Vão de sandália e saiote de preguinha
Nossas morenas vão pro samba bonitinhas
Vão de sandália e saiote de preguinha