segunda-feira, outubro 28, 2013

Verde e amarelo

Verde e amarelo (1985) - Roberto Carlos e Erasmo Carlos - Intérprete: Roberto Carlos
Tom: F#

Intr.: F# Abm F# C#7 
 
F# 
Verde e amarelo, verde e amarelo (coro) 
Boto fé, não me iludo 
Nessa estrada ponho o pé, vou com tudo 
                                              c#7 
Terra firme, livre, tudo o que eu quis do meu país 
Onde eu vou vejo a raça 
Forte no sorriso da massa 
                                     F# 
A força desse grito que diz: "É meu país" 
Verde e amarelo (coro) 
Sou daqui, sei da garra 
De quem encara o peso da barra 
                                   C#7 
Vestindo essa camisa feliz do meu país 
Tudo bom, tudo belo 
Tudo azul e branco, verde e amarelo 
                                  F# 
Toda a natureza condiz com o meu país 
Verde e amarelo, verde e amarelo (coro) 
Abm              B    C#7             Ebm 
Só quem leva no peito esse amor, esse jeito 
      B                    F#    C#7 
Sabe bem o que é ser brasileiro 
Sabe o que é: 
F# 
Verde e amarelo, verde e amarelo (coro) 
Verde e amarelo, verde e amarelo (coro) 
Verde e amarelo, verde e amarelo (coro) 
Verde e amarelo, verde e amarelo (coro) 
Bom no pé, deita e rola 
Ele é mesmo bom de samba e de bola 
                                       C#7 
Que beleza de mulher que se vê no meu país 
É Brasil, é brasuca 
Esse cara bom de papo e de cuca 
                                     F# 
Tiro o meu chapéu, peço bis pro meu país 
Verde e amarelo, verde e amarelo (coro) 
Verde e amarelo (coro) 
 
Boto fé, não me iludo 
Nessa estrada ponho o pé, vou com tudo 
                                        C#7 
Terra firme, tudo o que eu quis é o meu país 
É Brasil, é brasuca 
Esse cara bom de papo e de cuca 
                                     F# 
Tiro o meu chapéu, peço bis pro meu país 
Verde e amarelo, verde e amarelo (coro) 
Verde e amarelo (coro)... 
É a camisa que eu visto 
Azul e branco também 
É Brasil, é brasuca 
Boto fé, não me iludo 
Nessa estrada ponho pé, vou com tudo... 

Uni, duni, te

O grupo musical infantil Trem da Alegria começou em 1984, apenas com Luciano Nassyn e Patrícia Marx, então, ex-participantes do 1º Festival Internacional da Criança exibido pelo SBT, no qual Patrícia levou o segundo lugar e Luciano o quarto. Convidados por Michael Sullivan e Paulo Massadas, a dupla gravou o disco "Clube da Criança" com Xuxa e Carequinha, além de várias participações especiais. .

Em 1985, já formavam um trio incluindo Juninho Bill, e finalmente o Trem da Alegria lançou seu primeiro LP, com muitas participações especiais e dois sucessos estrondosos: "Dona Felicidade" (com Lucinha Lins) e "Uni, Duni, Tê" (com The Fevers), contando com as participações especiais de Gal Costa, Xuxa, Carequinha, Pelé e o grupo Menudo. Este LP vendeu mais de 450 mil cópias (Fonte: Wikipédia).

Uni, duni, te (1985) - Michael Sullivan e Paulo Massadas - Intérpretes: Trem da Alegria e The Fevers
Tom: Dm   

Dm  
Eu quis saber da minha estrela-guia 
        Bb                    Dm 
Onde andaria meu sonho encantado 
Fada madrinha, vara de condão 
           Bb                  Dm  
Esse meu coração sonhando acordado 
F  
Vai nos levar pra um mundo de magia 
           C7                    F  
Onde a fantasia vai entrar na dança 
 Dm  
E quando o brilho do amor chegar 
                 Bb 
Eu quero é mais brincar 
              Dm       C7 
Melhor é ser criança 

(Refrão)  2x 
|F                               C7 
|Uni, Duni, Duni, Tê, Ô Ô Ô Ô, Salamê Minguê Ô Ô Ô Ô 
|Dm 
|Um Sorvete Colorê 
|     C7 
|Sonho Encantado Onde Está Você 

Dm 
A Carruagem Vai Seguir Viagem 
            Bb                     Dm 
E O Trem Da Alegria Vai Pedir Passagem 
Na Direção Do Amor Que Eu Preciso  
       Bb                  Dm C7 
Do Meu Paraíso, Doce Paisagem 
F  
Vai Nos Levar Pra Um Mundo De Magia 
       C7                        F  
Onde A Fantasia Vai Entrar Na Dança 
Dm  
E Quando O Brilho Do Amor Chegar 
                 Bb  
Eu Quero É Mais Brincar 
                  Dm C7 
Melhor É Ser Criança 

:Repete Refrão 2x 

Um desejo só não basta

Um desejo só não basta (1985) - Francisco Casaverde e Fausto Nilo - Intérprete: Simone
Tom: G

   G             G5+   G6
De repente você revelou 
            G7
    minha cor de rosa
C               C5+    C6  
Você pensa que tudo passou, 
          C7
    mas você não passa
F         Fm        C        Am
Você me abraça e eu sou carinhosa
Cm             D4/7      D7
Não vai ser fácil me deixar.
G              G5+     G6       G7
Estou fora de mim, por aí com você por dentro.
C               C5+       C6         C7
Vou ao centro do que você vê, mas se lê no vento.
F        Fm       C      Am
Nesse momento eu sou venenosa,
  D4/7 D7 Bb7+ G          C   Bb
Você não vai me esquecer agora.
Am                   Em7/9
Não pense mais, foi a minha intuição.
Dm7          G7          C6/9      Bb
Nunca se desvenda um coração assim.
Am                    Em7/9
Olhe pra mim, sobram cinco palavras:
Dm7        G7     C
Um desejo só não basta.

Tudo pode mudar

Tudo pode mudar (1985) - Joe Euthanasia e Ronaldo Santhos - Intérprete: Metrô
Tom: C

Intro: C Am Em D

C
Nada ultrapassa
Am                Em D
a velocidade do amor
C                Am
Venha de onde vier
           Em D
seja como for
C            Am
Subtamente o tempo
         Em D
parece parar
C                Am
Nada acontece distante 
         Em D
do seu olhar
  Eb
E eu aqui sozinha
                   D
esperando você chegar
   Eb
enquanto o digital do relógio
         D
parece avisar
C
que no balanço
       Am
das horas
            D  Eb
tudo pode mudar
C
e no balanço
      Am
das horas
             D  Eb
tudo pode mudar
Eu acho que
         C
ele não vem
Não,não,não,não
         C
ele não vem,não
            D  
Não,não,não,não
               F  C  Am  Em  D
ou será que virá ?
            
C
Volto para casa
Am                    Em D
fazendo prapaças pra dor
C                Am
Seja oque Deus quiser
           Em D
seja o que for
 C            Am
Me ligo na televisão
             Em D
pro tempo passar
C                Am
Mas todos os anúncios afirmam 
            Em D
que é bom amar
     Eb
E dentro do meu peito 
não tem jeito         
        D
bate paixão          
    Eb
São dez              
pra ficar louca      
daqui a pouco        
        D
posso pirar          
 C
e no balanço          
      Am
das horas            
            D  Eb
tudo pode mudar      
 C
e no balanço         
       Am
das horas             
            D  Eb
tudo pode mudar       
Eu acho que          
        C
ele não vem          
Não,não,não,não       
         C
ele não vem,não       
             D
Não,não,não,não       
              F
ou será que virá ?    
C  Am  Em  D
Será ?

Seu nome

Seu nome (1985) - Piska e Biafra - Intérprete: Biafra
Tom: A

Intro: A D A Bm7 F#m Bm Em7 A7

 D7+            Em7
Quando escuto a sua voz
D7+          Em7
Estremeço me dá um nó
Bm7      F#m       Bm  A
Sinto o tempo me tocar
Bm7       F#m        Bm       E
Como um beijo que ficou no ar
        G F#m Em7 A7
Foi bom
 D7+       Em7
Como posso te esquecer
D7+               Em7
Se o teu cheiro está em mim
Bm7  F#m        Bm  A
Invadindo sem querer
Bm7   F#m           Bm       E
Tudo passa e eu só sei dizer
    D    Bm   Em7   A7
Seu nome, seu nome
 D                  A
Tudo aquilo que senti
Em                     A7
Não dá mais pra se apagar
D             Bm7          F#m             Em7
Fecho os olhos não  te esqueço deito e amanheço
                A7
Como é bom lembrar

 D                  A
Tudo aquilo que senti
Em                     A7
Não dá mais pra se apagar
D             Bm7          F#m             Em7
Fecho os olhos não  te esqueço deito e amanheço
                A7
Como é bom lembrar
    D    Bm   Em7   A7
Seu nome, seu nome

Sem pecado e sem juízo

Sem pecado e sem juízo (1985) - Pepeu Gomes e Baby Consuelo
Tom: Dm

Introdução:  ( Dm Dm7+ Dm7 G/B) 

Dm          Dm7+  Dm7            G/B    
Dia após dia     começo a encontrar 
Gm7           C7/9         F7+ 
Mais de mil maneiras de amar 

 Dm          Dm7+  Dm7               G/B 
Aqui nessa cidade o pôr do sol e a paisagem 
Gm7          C7/9       F7+      G/A A7    
Vem beijar luar doar felicidade 

D    F#m7    Em7            A4     A7 
Tudo azul  Adão e Eva  e o para....iso 
D    F#m7    Em7       A4     A7 
Tudo azul sem pecado e sem juízo  

D    F#m7   Em7           A4       A7 
Tudo azul Adão e Eva e o para......íso 
D    F#m7    Em7       A4     A7    Am7    
Tudo azul sem pecado e sem juízo 

       G#7      G7+              C7/9 
E todo dia livre dois passarinhos cantar 
         F#m7  Fº       Em  A4 
Pra esse amor   super star sempre com 

D    F#m7   Em7           A4       A7 
Tudo azul Adão e Eva e o para......íso 
D    F#m7    Em7       A4     A7    Am7    
Tudo azul sem pecado e sem juízo 

       G#7      G7+              C7/9 
E todo dia livre dois passarinhos cantar 
         F#m7  Fº      Em  A       Bb 
Pra esse amor   super star sempre feliz 
      Dm 
Feliz 

Revoluções por minuto

"Revoluções por Minuto" foi o primeiro álbum da banda de rock RPM, lançado em maio de 1985. Foi considerado pela revista "Rolling Stone" um dos cem maiores discos da música brasileira. As faixas "Louras Geladas" e "Revoluções por Minuto" já haviam sido lançadas em um EP em 1984.

As duas faixas foram gravadas com o auxílio de uma caixa de ritmos, já que Charles Gavin (na época, baterista da banda), abandonou o RPM para substituir André Jung nos Titãs, onde tocou por 25 anos. O álbum foi o responsável pelo enorme prestígio do grupo em todo país, pelos sucessos das canções "Olhar 43", "Louras Geladas" , "Rádio Pirata" e "A Cruz e a Espada" (Fonte: Wikipédia).



Revoluções por minuto (1985) - Paulo Ricardo e Luís Schiavon - Intérprete: RPM
Tom: Dm

Intro.: Dm C Dm C

Dm
Sinais de vida num país vizinho
Eu já não ando mais sozinho
C
Toca o telefone,
                       Dm
Chega um telegrama enfim
Ouvimos qualquer coisa de Brasília
Rumores falam em guerrilha
C
Foto no jornal, cadeia nacional
Dm C Dm C
OOOU.

Dm
Viola o canto engenou do caboclo
Caiu o Santo do pau oco
C
Foge pro riacho,
                      Dm
Foge que eu te acho sim
Fulano se atirou da ponte aérea
Não aguentou fila de espera
C
Apertar o sinto
                  Dm C Dm C
Preparar pra decolar
(solo)

Dm
Nos chegar os gritos da ilha do norte
Ensaios pra dança da morte
C
Tem disco pirata
                    Dm
Tem vídeo cassete até
Agora a China bebe Coca-cola
Aqui na esquina cheiram cola
C
Bio degradantes
                Dm  C Dm  C
Aromatizantes tem  

Olhar 43




Olhar 43 (1985) - Paulo Ricardo e Luís Schiavon - Intérprete: RPM
Tom: A  

Intr: B  F#  A  E ( D )

D
Seu corpo é fruto proibido
            Bm
É a chave de todo pecado
                       A
E da libido, prum garoto introvertido
G          A        D
Como eu, é pura perdição

É um lago negro o seu olhar
            Bm
É água turva de beber,

se envenenar
               A         G
Nas suas curvas derrapar, sair

da estrada
A                       D
    Eb morrer no mar, (no mar)
Introdução
    D
É perigoso o seu sorriso, é um
          Bm
Sorriso assim jocoso
                    A
Impreciso, diria misterioso,
    G       A          D
Indecifrável riso de mulher

Não sei se é caça ou caçador,
                   Bm
Se é Diana ou Afrodite

Ou se é Brigite,

             A                G
Stephanie de Mônaco, aqui estou
  A               D
Inteiro ao seu dispor....(princesa)
E            C#m  A
   Pobre de mim,   invento
B       E          B
rimas assim pra você
     C#m    A     D
E um outro vem em cima
                      B
E você nem pra me escutar
     D
Pois acabou, não vou rimar

coisa nenhuma
Bm
Agora vai como sair
          A
Eu já não nem quero mais saber
   G           A          D
Se vai caber ou vão me censurar

(o que será?)
D
E pra você eu deixo apenas
           Bm
Meu olhar 43

Aquele assim meio de lado
A
Já saindo
             A        D
Indo embora, louco por você

domingo, outubro 27, 2013

O pobre

O pobre (1985) - Leo Jaime e Herbert Viana - Intérprete: Leo Jaime
Tom: A  

Intro: (A F#m) 
  
REFRÃO 
  
A                 F#m 
 Ela não gosta de mim 
A                    F#m 
 Mas é porque eu sou pobre 
  
Gm G#m                             C#m 
      O mundo ainda vai acabar por falta de verba  
Cm Bm                              
      Mas se tudo voltar a existir 
          D              Dm 
 Só quero que não seja a mesma novela  
   A   
 Yeah! yeah! 
  F#m        A F#m 
 Yeah! yeah! 
Gm G#m                            C#m 
      Até arranjei um emprego pra melhorar meu sex-appeal 
Cm Bm                              
      até banho de loja 
     D                 Dm 
 Passei do seu lado e você não me viu 
   A  
 Yeah! yeah! 
  F#m        A F#m 
 Yeah! yeah!  
  
REFRÃO 
             D   
 Tô com uma mão na frente 
   Dm  
 E outra atrás 
            A  
 E já faz tempo que eu estou 
     F#m 
 Pra te dizer 
             B  
 Tô com uma mão na frente 
   Dm               A    F#m 
 E outra atrás de você 
      A   F#m 
 De você 
Gm G#m                       C#m 
      Eu sou, mas não tenho é uma boa companhia  
Cm Bm                              
      Por tudo que você quiser 
         D              Dm 
 O que você sonhar, seu pai financia  
   A  
 Yeah! yeah! 
  F#m        A F#m 
 Yeah! yeah! 
  
REFRÃO 
             D                  (A F#m) 
 Tô com uma mão... até ...de você  
 
É... Pensando bem  
Se eu fosse mulher  
O que que eu ia querer com um cara duro que nem eu  
De mais a mais ela não me dá atenção
É porque eu não tenho grana  
Porque se eu tivesse ela dava Ah! dava 
             D                  (A F#m) 
 Tô com uma mão... até ...de você

Nem morta




Nem morta (1985) - Michael Sullivan e Paulo Massadas - Intérprete: Alcione
Tom: Bb

Intro: Cm7 F7 Bb7+ Cm7 F7 Bb7+ Gm7 F4/7

                    Bb7+  
Eu só fico em teus braços 
                  Bº                     Cm7
porque não tenho forças pra tentar ir a luta
                  F/A    
Eu só sigo o teus passos 
                    F7                   Bb7+   F4/7
pois não sei te deixar e esse ideia me assusta

               Bb7+     
Eu só faço o que mandas 
                 Bº                     Cm7
pelo amor que é cego que me castra e domina
                F/A   
Eu só digo o que dizes 
                  F7             Dm7/5-   Bb7
foi assim que aprendi a se tua menina


             Eb7+                 F/Eb
Pra você falo tudo no fim de cada noite
                Dm7                  G7
Te exponho o meu dia, mas que tola ironia
              Cm7                   F7                Fm7  Bb7
Pois você fica mudo, nesse mundo só teu cheio de fantasias
             Eb7+                       F/Eb
Eu só deito contigo porque quando me abraças
               Dm7                    G7
Nada disso me importa, coração abre a porta
                    Cm7                    Gb6
Sempre que eu me pergunto quando vou te deixar
      F7         Bb7+   Cm/Bb Dm7 Ebm7 F4/7 Bb7+ F4/7
Me respondo nem morta
REPETE ESTROFE II

Malandro sou eu

Malandro sou eu (1985) - Arlindo Cruz, Sombrinha e Franco - Intérprete: Beth Carvalho
Tom: A#
  

      F               Dm 
Segura teu santo, seu moço 
                C7/9 A7 
Teu santo é de barro 
         Dm                         Cm F7 
Que sarro dei volta no mundo voltei pra ficar 
        Bb            Fº 
Eu vim lá do fundo do poço 
                F             D7 
Não posso dar mole pra não afundar 
           F7/13     F7/13-      
Quem marca bobeira engole poeira 
        Gm            C7 
E rasteira até pode levar 
    F                          Dm 
Malandro que sou, eu não vou vacilar 
C7/9                    A7/13- 
Sou o que sou ninguém vai me mudar 
C#5+           Dm 
E que tentou teve que rebolar 
      Cm   F7/13  F7/13- 
Sem conseguir 
   Bm7/5-      D#7/9    
Escorregando daqui e dali 
     Am           D7     G7 
Malandreando eu vim e venci 
        C7                     F                
E no sufoco da vida foi onde aprendi 
         F7 
(por isso que eu vou) 
 Bm7/5-    D#7/9   Am7 
Vou, eu vou por ai 
 Dº         Gm7       G7      Cm  F7/13- 
Sempre por ai, esse mundo é meu 
  B7/5-     Fº   Am7   D7          G7 
E onde quer que eu vá em qualquer lugar 
    C7       F 
Malandro sou eu


Malandro Rife

Malandro Rife (samba, 1985) - Otacílio e Ari do Cavaco - Intérprete: Bezerra da Silva

Malandro é malandro mesmo
Malandro é malandro mesmo
Malandro é malandro mesmo
E o otário é otário mesmo

O malandro de primeira
Sempre foi considerado
Em qualquer bocada que ele chega
Ele é muito bem chegado
E quando tá caído não reclama
Sofre calado e não chora
Não bota culpa em ninguém
E nem joga conversa fora

Quem fala mal do malandro
Só pode ser por ciúme ou despeito
Malandro é um cara bacana
Homem de moral e de respeito
O defeito do malandro
É gostar de dinheiro, amizade e mulher
Malandro tem cabeça feita
Malandro sabe o que quer

Quando o bom malandro é rife
Comanda bonito a sua transação
Não faz covardia com os trabalhadores
E àqueles mais pobres ele da leite e pão
Quando pinta um safado no seu morro
Assaltando operário botando pra frente
Ele mesmo arrepia o tremendo canalha
E depois enterra como indigente

Louras geladas

Louras geladas (1985) - Paulo Ricardo e Luís Schiavon - Intérprete: RPM
Tom: Am

Intro: Am Dm Am F6 

Só tem homem feio aí! 
Am          Dm              Am          F6 
Disfarça e faz que nem me viu, não me ouviu te chamar 
Am       Dm            Am                 F6 
Desfaz assim de mim que nem se faz com qualquer um 
        Am 
Agora eu sei 
            F               Am               F 
Passei por cada papel e rastejei, tentando entrar no seu céu 
          Am 
Agora eu sei, sei, sei 
            F              Am             F 
Passei por cada papel me embriaguei e acordei num bordel 
Am          Dm         Am         F6 
Já sei que um é pouco, dois é bom, três é demais 
Am        Dm        Am          F6 
E eu fico louco de ciúmes de um outro rapaz 
          Am                F             Am 
Agora eu sei... passei por cada papel e rastejei 
           F                       Am 
Tentando entrar no seu céu agora eu sei, sei, sei 
           F               Am        F 
Passei por cada papel me embriaguei e acordei num bordel 
E         Am   E             Am 
  Na madrugada,  na mesa do bar 
E          Am     D         E 
  Loiras geladas vêm me consolar 
 Am        Dm              Am            F6 
Qualquer mulher é sempre assim vocês são todas iguais 
Am      Dm              Am               F6 
Nos enlouquecem então se esquecem já não querem mais 
         Am                 F         Am 
Agora eu sei... passei por cada papel e rastejei 
          F                        Am 
Tentando entrar no teu céu, agora eu sei, sei, sei 
            F            Am           F 
Passei por cada papel me embriaguei e acordei num bordel 
Mas, muito mais 
E        Am    E             Am 
  Na madrugada,  na mesa do bar 
E          Am     D        E 
  Louras geladas vêm me consolar 
Am          Dm              Am 
Passei por cada papel e rastejei 
    Am            Dm               Am      F 
Passei por cada papel me embriaguei e acordei num bordel

sábado, outubro 26, 2013

Insensível

Insensível (1985) - Sérgio Britto - Intérprete: Titãs
Tom: E  

Introducão: E B/D# C#m7 F#m7 B7 (E A7+)

Solo inicial

e|--------------------------------------
B|---5-4-5-4---5-4-2---5-4-5-4---5-7-9--
G|--------------------------------------
D|--------------------------------------
A|--------------------------------------
E|--------------------------------------

 E      A7+     E
  Até‚ parece loucura
      A7+      E   A7+ E A7+ 
  Não sei explicar
 F#m7              B7
  é a verdade mais pura
                 (E A7+)
  Eu não consigo amar
      A7+       E
  Meu bem me desculpe
      A7+       E   A7+ E A7+
  Nao quis te ferir
F#m7             B7
  Mas dizer a verdade
                  (E A7+)
  é melhor que mentir

(Refrão)
[       E     A7+      E
[  Insensível,   insensível,
[       A7+
[  você diz
[       F#m7  B7 
[  Impossível   fazer você
[  (E A7+)
[  feliz
[       F#m7   B7
[  Insensível,
[       E      B/D#
[  Insensível,
[       C#m7
[  Você diz,
[       F#m7  B4/7
[  Impossível
[               (E A7+)
[  Fazer você feliz

 E           A7+    E       
  As vezes você esquece
           A7+         E  A7+ E A7+
  O que eu finjo esquecer
 F#m7             B7
  Mas pra mim  difícil
                   (E A7+)
  Não consigo entender
 E      A7+      E     A7+     E      A7+ E A7+
  Entre outras pessoas  tão natural
 F#m7                B7
  Por que ser  que comigo
                (E A7+)
  Não pode ser igual

Refrão

          E  A7+
  Não fui eu,
            E           A7+
  Não foi você quem escolheu
  F#m7          B7
  viver neste mundo
        (E A7+)
  Tão frio

  repete: refrão
 E           A7+     E  A7+   
  As vezes você esquece
 E          A7+       C#m7  B7 A7+
  O que eu finjo esquecer


Eu te amo você

Marina
Eu te amo você (1985) - Kiko Zambianchi - Intérprete: Marina Lima
Tom: G  

 G           D/F#    Bm
Acho que eu não sei não
C          D7    Em
Eu não queria dizer
 G     D/F#     Bm
Tô perdendo a razão
 C             D7     Em Bm
Quando a gente se vê
                   C
Mas tudo é tão difícil
                    D7             Em
Que eu não vejo a hora disso terminar
Bm                 C               D7
E virar só uma canção na minha guitarra

(refrão)
Em           C
Eu te amo você
       D                  G
Já não dá prá esconder essa paixão

         D/F#   Bm   C          D7   Em
Eu queria te ver sentindo esse lance
 G          D/F#    Bm  C     D7   Em  Bm
Tirando os pés do chão típico romance
                  C                  D7
Mas tudo é tão difícil que era mais fácil
                Em
Tentarmos esquecer
Bm                    C             D7
E virar mais uma ilusão nessa madrugada

(refrão)

                  C
Mas não quero te ver
       G/B        Am          G
Me roubando o prazer da solidão
      Em               C
Eu te amo eu te amo você
        G/B    Am          G
Não precisa dizer o mesmo não
 Em               C
Mas não quero me ver
       G/B        Am         G
Te roubando o prazer da solidão

Chora coração

Chora coração (1985) - Wando e Pedrinho Medeiros
Tom :D

    D             G    
Um amor quando se vai, 
         F#         Bm
deixa a marca da paixão 
       G     A     D
feito cio de uma loba
        G    A    D   
Feito uivo de um cão, 
      G      A     D   
é feitiço que não sai, 
 G         A    D
dilacera o coração
  F#                 Bm   
É um nó que não desmancha,
  G           A     D     D7
 é viver sem ter razão

G    A7     D D7 
Chora, coração,  
 G      A  D
chora coração, 
    D7           G    
passarinho na gaiola, 
       A           D 
feito gente na prisão 

    D           G        F#           Bm           
É um jeito de querer é pecado sem perdão,
    G   A     D              G   A        D
é espinho que só dói quando põe o pé no chão
       G   A       D           G    A    D    
É o galho que se dobra sob o corte do facão, 
   F#               Bm           G   A     D
é o mar que sai dos olhos pra banhar a solidão

Cheia de charme

Cheia de charme (1985) - Guilherme Arantes
Tom: D

Intro: G G/A A Em/B Bm A/B Em/B Bm

D              F#m         Bm
Quando a vi, logo ali tão perto
 Em          A           D4   D         G
Tão ao meu alcance, tão distante, tão real
            Em  F#7  Bm D/F# G A
Tão bom perfume, sei lá
 D       F#m           Bm
Investi tudo naquele olhar
 Em        A        D4  D     G
Tantas palavras num breve sussurar
 Em                  A          D  D/F#
Paixão assim não acontece todo dia
 G    Em   D/A  D/F#  Em     D/A  D/F#
Cheia de charme, um desejo enorme
 G     A   Bm  D/F#
De se aventurar
 G    Em   D/A  D/F#  Em     D/A  D/F#
Cheia de charme, um desejo enorme
 G   A    Bm  D/F# G A D A Bm
De revolucionar
D         F#m            Bm
Me perdi entre os seus cabelos
Em        A               D4   D     G
Pela sua pele, nos seus lábios tão macios
            Em  F#7  Bm D/F# G A
Tão bom perfume, sei lá

sexta-feira, outubro 25, 2013

Torei o pau

Jamelão
O baião "Torei o pau", de Luiz Bandeira, foi gravado na Odeon pelo cantor Jamelão, em 02/04/1951 e lançado em maio seguinte, disco 13125-A, matriz 8930. Foi também gravado por Manezinho Araújo, no selo Nacional, vinculado à rádio carioca de mesmo nome.

Essa melodia tem a sua história, conforme nos informa o Jornal Estado de Goiás: é a confissão de um namorado anapolino, que fugiu com a filha de importante coronel nos idos de 1950.

Quando o sogro “carinhosamente armado” perguntou aonde ele havia escondido a sua filha, acabou confessando: “Torei o Pau, / Eu mesmo fiz a gamela (antiga embarcação pluvial), / eu mesmo roubei a moça, / eu mesmo casei com ela!” (alusão ao sucesso desse baião naquela época).

O "Romeu" quase baleado acabou confessando para o importante sogro, que desatou a rir, concluindo, que o mesmo havia navegado com a sua filha, pelo mais belo rio daquela época, o Rialma, no município de mesmo nome, na BR-153, a Belém-Brasília. (Fontes: Samuel Machado Filho - Youtube; Jornal Estado de Goiás - Observatório).

Torei o pau (baião, 1951) - Luiz Bandeira - Interpretação: Jamelão



Torei o pau
Eu mesmo fiz a gamela
Eu mesmo roubei a moça
Eu mesmo casei com ela.
(bis)

Pra toda parte aonde eu vou Maria vai
Ela sem eu, ela se veste, mas não sai
Já faz dez ano que nós temo esse xodó
Só podemos viver junto
Que nós dois num corpo só...
(torei o pau)

Torei o pau
Eu mesmo fiz a gamela
Eu mesmo roubei a moça
Eu mesmo casei com ela.
(bis)

Roubei a moça

Confissão de um namorado anapolino, que fugiu com a filha de importante coronel nos idos de 1950/60. Quando o sogro “carinhosamente armado” perguntou aonde ele havia escondido a sua filha, acabou confessando: “Torei o Pau, / Eu mesmo fiz a gamela (antiga embarcação pluvial), / eu mesmo roubei a moça, / eu mesmo casei com ela!”, que se tornou marchinha de carnaval. .

O "Romeu" quase baleado acabou confessando para o importante sogro, que desatou a rir, concluindo, que o mesmo havia navegado com a sua filha, pelo mais belo rio daquela época, o Rialma, no município de mesmo nome, na BR-153, a Belém-Brasília.

Em 1975 Jackson do Pandeiro fez um arranjo sobre a música de Luiz Bandeira, "Torei o pau", como se segue abaixo:

Roubei a moça (1975) - Arranjo de José Gomes Filho - Interpretação: Jackson do Pandeiro (Lp “A Tuba da ‘Muié’ – Jackson do Pandeiro e Seu Conjunto”, Alvorada/Chantecler, 210407111 / 1975)



O pau rolou, caiu
Lá na mata ninguém viu

(coro repete)

Torei o pau
Eu mesmo fiz a gamela
Eu mesmo roubei a moça
Eu mesmo casei com ela

(coro repete)



Fontes: Jornal Estado de Goiás - Observatório; Discografia - Sesc SP; Jackson do Pandeiro - Cronologia de Vida e Obra; Forró em Vinil.

Amigo do sol, amigo da lua

Amigo do sol, amigo da lua (1985) - Benito Di Paula e M. Brandão Carneiro
Tom: F  

(intro)  F  Bb  F  A7  Dm  ( Gm  C )

(verso 1)
  F     Bb          F  
E eu criança presa em
        A7           Dm
   brinquedos de trapaças
   Gm               C
Quase sem história pra contar
   F   Bb           F       A7         Dm
Você criança tão liberta me tire dessa peça,
    Gm                C
E assim ter história pra contar

(verso 2)
   Dm                                          Am
Estrela que brilha em meu peito e me leva pro céu
                                 F
Em cantos cantigas canções de ninar
            A7                Dm
Me deixa no galho no galho da lua
              Bb               C
No charme do sol pra me despertar

   Dm                                          Am
Estrela que brilha em meu peito e me leva pro céu
                                 F
Em cantos cantigas canções de ninar
            A7                Dm
Me deixa no galho no galho da lua
              Bb               C
No charme do sol pra me despertar

(refrão)
 F           A7
Vem amigo nadar nos rios
Dm             C
Vem amigo plantar mais lírios
    Bb                C               F   Bb  F  C7
No vale no mato e no mundo vamos brincar

 F           A7
Vem amigo nadar nos rios
Dm             C
Vem amigo plantar mais lírios
    Bb                C               F   Bb  F  C7
No vale no mato e no mundo vamos brincar

segunda-feira, outubro 21, 2013

O Carnaval de 1907

Ilustração da revista "O Malho" de fevereiro de 1907 sobre o Carnaval carioca da época.

No desfile carnavalesco do Rio de Janeiro de 1907, um padeiro, um senhor ferido e, — imaginem só — a baiana heroica de As laranjas da Sabina, não são poupados aqui na grande confusão da Avenida Central. Imaginem os desfiles sem o batuque de um samba, sem o ritmo de uma marchinha lamartinesca, porque era 1907! Zé-pereiras, o "Abre-alas" de nossa Chiquinha, polcas, dobrados, até fados, animavam esses desfiles das sociedades cariocas de renome, como os Fenianos, Democráticos e Tenentes do Diabo... Segue o diálogo da charge do "Malho" na graphia, digo, grafia, original do português da época:
— Ahi vem o Club da Tijuca !!!
— Vivam os tijucanos ! Viva !
A bahiana: — Viva o diabo que carregue ocês ! Cruzes !
O padeiro: — Lá se foram as laranjas da Sabina !
             Lá se vai o meu pão por agua abaixo !
Um ferido: — A pão e agua fiquei eu e a madama !...


Fonte: Revista "O Malho", de 16/02/1907.

domingo, outubro 20, 2013

Voo de coração

"Voo de Coração" é o primeiro álbum do cantor Ritchie lançado em 1983 pela gravadora Epic Records. Produzido por Vinyl, este álbum foi um grande sucesso, vendendo mais de 700 mil cópias. Possui grandes sucessos como "Voo de Coração", "Menina Veneno" e "A Vida tem Dessas Coisas". Este disco teve a participação dos músicos Lulu Santos, Liminha, Lobão e Steve Hackett.

Em dezembro de 2008 foi lançada a Edição Comemorativa de 25 Anos. Esta versão foi remasterizada a partir das fitas originais, e traz quatro faixas bônus. Três delas são das sessões originais de 1983, "Baby meu Bem (Te Amo), originalmente o Lado B do primeiro compacto; "Mi Niña Veneno" (versão em espanhol do hit, "Menina Veneno") e "The Letter" (com a letra original, em inglês). A quarta faixa bônus é uma regravação acústica de "Voo de Coração", feita em 2008 com participação de Paulinho Moska (Fonte: Wikipédia).

Voo de coração (1984) - Ritchie e Bernardo Vilhena
Tom: C
  
Tom : G

Int : G Am7 G/B D4/7 ( 2x )

G      A7      Cm/Eb      G/D    Am/C  Am5-/7    G  A#°
No canto da sala o seu holograma você parece sorrir
G       A7      Cm/Eb         G/D        Am/C
Você me pisca o olho, você me manda um beijo
         Am5-/7      G
Parece estar mesmo aqui
      D                    C     G
Mas eu só, no apartamento, escrevendo
 Am7         G/D        D4/7     D7
Memórias no velho computador
G       A7      Cm/Eb          G/D
Nas asas do tempo, vertigem do momento
Am/C      Am5-/7      G  B7
Vou de coração, meu amor

Em   B/D#    Dm6        A/C#     Cm6
Um mistério e um sorriso vão revelar
     G              Am7   Cm6
As histórias que um belo dia
  G                 A7  Cm/Eb       G/D
Cantarão o nosso momento, nesse apartamento
Am/C      Am5-/7     G    Am7        Cm6   G
Vou de coração, meu amor, vou de coração

Repete estrofe 2

Am7     Cm6         G
Vou de coração, meu amor
G      Am7    G/B  D4/7
Coração, coração


Transas e caretas

Transas e caretas (1984) - Michael Sullivan, Miguel e Paulo Massadas - Intérprete: Trio Los Angeles
Tom: C  

Intr: C Am F G7 

C             Am          
Sha la la la, sha la la la, 
  F             G7 
sha la la la, sha la la la 
 C               
Ponha o pé na rua
                              Am 
e descubra que o futuro esta perto 
 Dm              
Siga o seu robô,
                             G7 
tome cuidado quando vai programar 
C        
Entre nessa nave, aperte o cinto 
                   Am 
A sorte vai ser lançada 
 Dm                                             G7 
A felicidade é uma estrela e você tem que alcançar 
           Em                        Am 
Quando a magia do amor, que vai do espaço ao seu redor 
           D7                        F            G7 
É como um raio a disparar, num alvo fácil de acertar 
 C                    Am         Em 
Quem quizer brincar, pode se queimar 
   F             Dm           F           G7 
É sempre assim, até o fim, e nunca vai mudar 
 C                  Am          Em 
Chega de sonhar, o bem é pra valer 
      F                Dm 
Quem vai ganhar, quem vai perder 
   F             G7 
O tempo vai mostrar 
C            Am            F             G7 
Sha la la la, sha la la la, sha la la la, sha la la la 
C 
Ponha o pé...



Sonho de Ícaro

Sonho de Ícaro (1984) - Piska e Cláudio Rabelo - Intérprete: Biafra
Tom: C  

Intro.: C  C/E  F G/B

C      C/E         F  G/B           C
Voar voar, subir subir  ir por onde for
        C/E       F   G    G#°     Am
Descer até o céu cair ou mudar de cor
     Am/G  F7M        Am/E  Dm
Anjos de   gás, asas de ilusão
           Dm/C  G/B            C   C/E  F  G/B
E um sonho au----daz feito um balão

C       C/E           F   G/B         C
Luar, no ar eu sou assim brilho do farol
        C/E         F   G      G#°   Am
Além do mais amargo fim simplesmente sol
     Am/G  F           C/E  Dm
Rock do    bom ou quem sabe jazz
    Dm/C  G/B              C    C7M/B  C7/Bb
Som sobre som bem mais bem mais...

F            C/E           F/Eb
O que sai de mim feito prazer
Bb/D         Bbm/Db           F/C
De querer sentir o que eu não posso ter
F            C/E           F/Eb
O que faz de mim ser o que sou
Bb/D        Bbm/Db      G/B
É gostar de ir por onde ninguém for

   Bb   C   Dm  Dm/C      Bb   C    G/B
Do alto coração      mais alto coração

C        C/E         F   G/B          C
Viver viver e não fingir esconder no olhar
          C/E           F   G    G#°  Am
Pedir não mais que permitir jogos de azar
Am/G    F           Am/E  Dm
Fauno lunar sombras no  porão
          Dm/C  G/B        C   C/E  F  G/B
E um show vul---gar todo verão

C         C/E         F     G/B        C
Fugir meu bem pra ser feliz só no pólo sul
          C/E        F    G      G#°  Am
Não vou mudar do meu país nem vestir azul
       Am/G  F         Am/E   Dm
Faça o si----nal cante uma canção
     Dm/C  G/B             C   C7M/B  C7/Bb
Sentimen---tal em qualquer tom

F          C/E         F/Eb
Repetir o amor já satisfaz
Bb/D         Bbm/Db      F/C
Dentro do bombom há um licor a mais
F            C/E          F/Eb
E até que um dia chegue emfim
Bb/D         Bbm/Db          G/B
Em que o sol derreta a cera até o fim

   Bb   C   Dm  Dm/C      Bb   C    G/B
Do alto coração      mais alto coração

( Solo sob hamonia 1ªparte )

C  C/E  F  G/B   C  C/E  F   G   G#°  Am

       Am/G  F         Am/E   Dm
Faça o si----nal cante uma canção
     Dm/C  G/B             C   C7M/B  C7/Bb
Sentimen---tal em qualquer tom

F          C/E         F/Eb
Repetir o amor já satisfaz
Bb/D         Bbm/Db      F/C
Dentro do bombom há um licor a mais
F            C/E          F/Eb
E até que um dia chegue emfim
Bb/D         Bbm/Db          G/B
Em que o sol derreta a cera até o fim

   Bb   C   Dm  Dm/C      Bb   C   G/B
Do alto coração      mais alto coração
   Bb   C   Dm  Dm/C      Bb   C   Dm7
Do alto coração      mais alto coração


Só você

Só você (1984) - Vinícius Cantuária
Tom: C  

Intro: Am G F (2x)
      
Am       G         F 
Demorei muito pra te encontrar
  Am            G    F 
Agora eu quero só você
Am         G        F 
Seu jeito todo especial de ser 
Am          G     F 
Fico louco por você
C            G     Am                F 
Te abraço e sinto coisas que eu não sei dizer 
C         G    Am  F 
Só sinto por você 
C         G    Am        F 
Meu pensamento voa de encontro ao teu 
C           G     Am  F 
Será que é sonho meu
Am         G           F 
Estava cansado de me preocupar
Am            G      F 
Quantas vezes eu dancei
Am         G            F 
E quantas vezes que eu só fiquei
Am  G      F 
Chorei chorei
C          G       Am         F 
Agora eu quero ir fundo lá na emoção 
C          G   Am  F 
Mexer teu coração
C         G   Am         F  
Saltar comigo alto todo mundo ver 
C         G   Am  F 
Eu quero só você...


sábado, outubro 19, 2013

Recado (Meu namorado)

Recado (Meu namorado) (1984) - Renato Teixeira - Intérprete: Joanna

Mandei um recado
Pro meu namorado
Nos classificados
De um grande jornal
Pedindo pra ele
Que um dia apareça
Antes que eu me esqueça
E melhore o astral

Meu namorado é um sujeito ocupado
Não manda notícias
Nem dá um sinal
Eu ando meio com medo
Que um dia ainda ache
A tristeza normal

Pensei num caminho
Que fosse seguro
Num bom casamento
Na vida do lar
Eu sou do subúrbio
E sei que o destino
Prá nós é bem simples
Não vai variar

Meu namorado...

O tempo me dado
Pra andar nessa terra
É um tempo de guerra
Um tempo cruel
Até os amores
São tão mal cuidados
Que acabam virando
Uma coisa banal

Meu namorado...

Lindo lago do amor

Lindo lago do amor (1984) - Gonzaguinha
Tom: D  

Intro: Bm7  F#m7  Em7  A7  D7M  C#m7(b5)
       F#7(b13)   Bm7  G#m7(b5)  G7/5-       

Bm7                     F#m7
E bem que viu o bem-te-vi
      Em7 A7   D7M
A sabiá sabia já
     C#m7(b5) F#7(b13)             Bm7
A lua             só             olhou pro sol
      G#m7(b5)    G7/5-
A chuva     abençoou
Bm7                     F#m7
O vento diz que ele é feliz
     Em7   A7  D7M
A águia quis  saber
C#m7(b5)    F#7(b13)         Bm7
Porque,       pourqué,   porquois será
   G#m7(b5)  G7/5-
O sapo      entregou
Bm7                  F#m7
Ele tomou um banho d'água fresca
     Em7  A7       D7M F#m7
No lindo lago do amor
    Bm7           F#m7
Maravilhosamente clara água
    Em7    F#m7       C#m7 Am7
No lindo lago do amor

Inútil

Inútil (1984) - Roger (Roger Rocha Moreira) - Intérprete: Ultraje a Rigor
Tom: G

Em                       G
A gente não sabemos escolher presidente
Em                         G
A gente não sabemos tomar conta da gente
Em                          G
A gente não sabemos nem escovar os dente
Em                           G
Tem gringo pensando que nóis é indigente

Refrão:
Em G   Em G
Inútil
Em    G    Em    G
A gente somos inútil

Em                     G
A gente faz carro e não sabe guiar
Em                          G
A gente faz trilho e não tem trem prá botar
Em                        G
A gente faz filho e não consegue criar
Em                        G
A gente pede grana e não consegue pagar

Refrão:
Em G   Em G
Inútil
Em    G    Em    G
A gente somos inútil

Em                         G
A gente faz música e não consegue gravar
Em                            G
A gente escreve livro e não consegue publicar
Em                           G
A gente escreve peça e não consegue encenar
Em                        G
A gente joga bola e não consegue ganhar

Refrão:
Em G   Em G
Inútil
Em    G    Em    G
A gente somos inútil


Fullgás

Fullgás (1984) - Marina Lima e Antônio Cícero
Tom: D  

Intro: Bm  Bm7+  Bm7  Bm7+

Bm          Bm7+      Bm7 Bm7+
Meu mundo você é quem faz
Bm     Bm7+    Em Em7M Em7
Música letra e dança
                   F#7
Tudo em você é fullgás
                 Bm
Tudo você é quem lança
       F#7
Lança mais e mais
Bm          Bm7+      Bm7 Bm7+
Só vou te contar um segredo
Bm     Bm7+    Em Em7M Em7
Nada de mau nos alcança
                   F#7
Pois tendo você meu brinquedo
                  G7+   A6 B
Nada machuca nem cansa

       B       B7/4 B7
Então venha me dizer o que será
 F#m7 B7/13 E7M
Da minha vida sem você
Em7             Db/Eb   G#7 C#7/9
Noites de frio, dia não há
     G        F#
E um mundo estranho pra me segurar

    B      B7/4 B7
Então onde quer que você vá, é lá
      E7M
Que eu vou estar amor esperto
A9              Bm Bm7+ Bm7 Bm7+
Tão bom te amar
Bm          Bm7+      Bm7 Bm7+
E tudo de lindo que eu faço
Bm     Bm7+    Em Em7M Em7
Vem com você vem feliz
                   F#7
Você me abre seus braços
                   G Em
E a gente faz um país
                   F#7
Você me abre seus braços
                     G7+  A6  B7/4 B7
E a gente faz um país


Fogueira

Na contramão dos teclados eletrônicos que comandaram o início dos anos 1980 na MPB, eis que Maria Bethânia evoca suas origens interioranas e grava um disco “acústico” dez anos antes disso virar modismo em nossa música. O som do disco, puro, não trazia sequer bateria em suas 11 faixas. Mas há que se dizer que a sofisticação era nítida na intenção de todo o álbum, com músicas em geral inéditas e de teor intimista, cunhadas por Moraes Moreira, Gonzaguinha, Gil, Caetano, Roberto Mendes, entre outros.

A atmosfera variava, entremeando ventos baianos – precisamente, santo-amarenses –, africanos e lusitanos, que sopravam como brisa para sua sensibilidade de intérprete, avessa às pressões do mercado. O maior sucesso deste LP foi a balada "Fogueira", de Ângela Rô-Rô. As demais ficaram no coração dos fãs e no seu também, que sempre considerou este o seu melhor disco (Fonte: Rodrigo Faour).

Fogueira (1984) - Ângela Rô Rô - Intérprete: Maria Bethânia
Tom: C  

C            C°                C       C°
Por que queimar minha fogueira e destruir a companheira
G7         F/A         G/B   C G7/C C
Porque sangrar o meu amor assim?
A7/E                          Dm/A
Não penses ter a vida inteira para esconder teu coração
G7                           C                      C7
Mais breve que o tempo passa vem num galope meu perdão
C°          C/G                  G7      C
Deixa eu cantar aquela velha história, amor
C°         C                 G7     C C°
Deixa eu penar a liberdade está na dor
C         C°             C        C°
Porque temer a tua fêmea se a possuis como ninguém
G7     F/A     G/B     C         G7/C C
A cada bem do mal do amor em mim?
A7/E                          Dm/A
Não penses ter a vida inteira para roubar meu coração
G7                         C           C7
Pois cada vez é a primeira do teu, também serás ladrão
C°          C                   G7       C
Deixa eu cantar aquela velha história, amor
C°          C       G7             C C°
Deixa eu penar a liberdade está na dor
C         C°                   C       C°
Eu vivo a vida, a vida inteira a descobrir o que é o amor
G7       F/A    G/B   C        G7/C C
Leve pulsar do sol a me queimar
A7/E                          Dm/A
Não penso ter a vida inteira para guiar meu coração
G7                              C       C7
Eu sei que a vida é passageira mas o amor que eu tenho, não!
C°        C/G               G7      C
Quero ofertar a minha outra face à dor
C°          C/G               G7     C C° C
Deixa eu sonhar com tua outra face amor


Eu sou free

Eu sou free (1984) - Patrícia Travassos e Ruban - Intérprete: Sempre Livre
Tom: D  

       D                 A 
Só estudei em escola experimental 
    D                       F# 
Meu pai era surfista profissional 
      Bm         A            G 
Minha mãe fazia mapa astral legal 
      Em                  A
Minha mãe fazia mapa astral
           A               D 
Passei a infância em Cochabamba 
             F#                   Bm 
Transando muamba, driblando a alfândega 
           F#             Bm 
Não sou do tipo que faz comício 
                     G     A 
Tenho horror a compromisso
     D            A/C#           Bm 
Você pode fazer o que quiser comigo 
       G    A 
Eu não ligo 
     D            A/C#          Bm 
Você pode fazer o que quiser comigo 
       G   A
Eu não ligo
       D 
Eu sou free (eu sou free) 
       F# 
Sempre free (sempre free) 
       Bm          G  A 
Eu sou free demais 
       D 
Eu sou free (free) 
       F# 
Sempre free (sempre free) 
      Bm          G   A 
Eu sou free demais
      G 
Mas você não tem muita chance 
       D 
Não me venha com romance 
       Em           A 
Porque eu sou free 
     D       F#  Bm  G  A 
Free lancer 
     D       F#  Bm  G  A    D 
Free lancer


Do jeito que a gente gosta

Do jeito que a gente gosta (1984) - Severo e Jaguar - Intérprete: Elba Ramalho
Tom: A

Intro: A  E7  A  E7

           A
Cai, cai moreno
                   E7
No fuá que ainda é cedo

Sanfoneiro,empurre o dedo
                   A
Bote o fole pra chorar
                                 E7
Nessa pisada, eu vou até cair de costa

O forró tá animado
                     A
Do jeito que a gente gosta
         C#7
Bumba a zabumba
    F#m7                     C#m7
Zabumbeiro, oi! Bum... Bum... Bá
   D               A
Castiga de lá sanfoneiro
                  B7             E7
Que eu quero ver a paia da cana voar
    C#7     F#m7     C#m7
Vem amor que hoje eu sou
    D                      A
Seu dengo... Seu xodó, meu nego
                B7                E7
Repara... Que chamego, vamos chamegar!

A        C#7
Bumba a zabumba
    F#m7                     C#m7
Zabumbeiro, oi! Bum... Bum... Bá
   D               A
Castiga de lá sanfoneiro
                   B7             E7
Que eu quero ver a paia da cana voar
    C#7     F#m7    C#m7
Vem amor que hoje eu sou
    D                      A
Seu dengo... Seu xodó, meu nego
                 D           E7   A
Repara... Que chamego, vamos chamegar!


sexta-feira, outubro 18, 2013

Cartaz

Cartaz (1984) - Francisco Casaverde e Fausto Nilo - Interpretação: Fagner
  C        Am       D         C     G 
Eu sonhei com você eu quero me deitar 
   Am         C       D 
Numa tarde assim namorar  
                 C        Am          D           C    G 
Entre o azul do céu e o verde do mar tanta coisa há  
     Am        D        G 
Amanhã tudo pode acontecer  
   Am           C         D 
Hoje a nossa vida é pequena  
Amanhã tudo pode anoitecer   
      G         Am            D 
Se você vem comigo eu não choro mais   
           C         Am      D        C    G 
O que eu quero dizer o teu sorriso atrai  
       Am       C       D 
Entre as coisas mais lindas  
         C       Am        D      C  
Você me dá prazer você me dá cartaz 
      G       Am       C       D 
 e tudo que eu preciso 


Caprichoso

Caprichoso (1984) - Nelson Ned



Eu sei que o amor quando é grande assusta
E eu sei que amar muitas vezes nos custa
Por isso eu não tenho pressa estou preparado
Eu sou caprichoso mais nunca um bobo enganado

E eu quando amo não brinco, eu amo
Se você não gosta de mim não reclamo
Eu sou caprichoso não mudo nem por um segundo
E eu vou te dar o maior amor deste mundo

Veja bem, não me rendo eu sou caprichoso
Veja bem, eu não nego sou muito orgulhoso
E eu não tenho pressa você vai gostar de mim (2 vezes)

Amanhã ou depois
Ate lá tenha calma meu bem
Eu te amo por nos dois

E eu quando amo não brinco, eu amo
Se você não gosta de mim não reclamo
Eu sou caprichoso não mudo nem por um segundo
E eu vou te dar o maior amor deste mundo

Veja bem, não me rendo eu sou caprichoso
Veja bem, eu não nego sou muito orgulhoso
E eu não tenho pressa você vai gostar de mim (2 vezes)

Amanhã ou depois
Ate lá tenha calma meu bem
Eu te amo por nos dois

Brega-chique (O vento levou Black)

Brega-chique (O vento levou Black) (1984) - Eduardo Dusek e Luís Carlos Góes



Foi trabalhar recomendada pra dois gringos
Logo assim que chegou do interior
Era um casal tipo metido a grã-fino
Mas o salário era tipo um horror
A tal da madame
Tinha a mania esquisitona de bater
Lhe baixava a porrada
Quando a coisa tava errada
Não queria nem saber

Doméstica!
Ela era...
Doméstica!
Sem carteira assinada
Só caía em cilada
Era empregada...
Doméstica!

Nunca notou a quantidade de giletes
Não reparou a mesa espelhada do salão
Não perguntou o que que era um papelote
"Baixou os homi" e ela entrou no camburão
Na delegacia
Sua patroa americana ameaçou
Lembra que eu sou uma milionária
Eu fungava de gripada
Não seja otária, por favor

Doméstica!
Traficante disfarçada de...
Doméstica!
Era manchete nos jornais
O casal lhe deu pra trás
Sujando brabo pra...
Doméstica!

No presídio, aprendeu com as "companheira"
A se dar bem, a descolar como ninguém
Ficou famosa no ambiente carcerário
Como a mulata que nasceu pra ser alguém
Pois não é que a...

Doméstica!
Conseguiu uma prisão...
Doméstica!
Saiu por bom comportamento
Mas jurou nesse momento
Vingar a raça das...
Domésticas!

Então alguém lhe aconselhou logo de cara
Dá um passeio e vê se arranja algum barão
Porque melhor que interior ou que uma cela
É ter turista e faturar no calçadão
Até que um dia
Um Mercedinho prateado buzinou
Era um loiro alemão
Que lhe abriu a porta do carro
E lhe tacou um bofetão

Doméstica!
Virou uma baronesa...
Doméstica!
Mesmo com as taras do barão
Segurou a situação
Levando uma vida...
Doméstica!

Realizada em sua mansão em Stuttgart
Ouvindo Mozart e Beethoven de montão
Com um pivete mulatinho pela casa
Que era herdeiro e de olho azul como o barão
Precisou de uma babá
Botou um anúncio bilíngue no jornal
Seu mordomo abriu a porta
Pruma loira meio brega
Uma yankee de quintal

Doméstica!
Era a americana de...
Doméstica!
A nega deu uma gargalhada
Disse agora to vingada
Tu vai ser minha...
Doméstica!

Doméstica!
Era a americana de...
Doméstica!
A nega deu uma gargalhada
Disse agora to vingada
Tu vai ser minha...
Doméstica!

Bernardo Vilhena

Bernardo Vilhena (Bernardo Torres de Vilhena), poeta e letrista, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 10/01/1949. Fundador e editor das revistas Ponte e Malasarte, pertenceu ao grupo de poeta Nuven Cigana, do qual também participavam Chacal, Ronaldo Bastos, Guilherme Mandaro, Charles, Ronaldo Santos, entre outros. Trabalhou como redator de publicidade e publicou em 1975 O rapto da vida, participando, mais tarde, da  antologia 26 Poetas Hoje (Heloísa Buarque de Hollanda, Editora Labor, em 1976) e publicou o livro  Atualidades Atlânticas (Poesias) em 1979 pela Nuven Cigana.

Foi incluído no livro Retrato de Época/Poesia Marginal Anos 70 (Carlos Alberto Messeder Pereira/ MEC Funarte) e em 1982 no livro Poesia Jovem Anos 70 (Literatura Comentada/ Abril Cultural). Fundou a gravadora Regata na década de 1990 pela qual lançou vários artistas, entre eles a cantora Paula Lima.

No início da década de 1980, Lulu Santos (assinando Luís Maurício) gravou em compacto simples Gosto de batom, parceria com Lulu Santos e Pedro Fortuna. No ano de 1983 Ritchie incluiu diversas parcerias de ambos no LP Voo de coração, que emplacou vários sucessos, entre os quais Pelo interfone, Pra conversar, Casanova e, principalmente, Menina veneno, uma das músicas mais tocadas nos meios de comunicação no ano de 1983, e que posteriormente seria regravada com sucesso pela dupla Zezé di Camargo e Luciano. O compacto com Menina veneno vendeu 500 mil cópias e o disco, no qual ela também estava incluída, 700 mil cópias.

Em 1986, Cláudio Zoli gravou seu primeiro LP solo, disco no qual incluiu Na chuva, parceria de ambos. No ano seguinte Lobão incluiu várias parcerias de ambos no LP Vida bandida, entre as quais: Esse mundo que eu vivo, Chorando no campo, Nem bem, nem mal e a faixa-título Vida bandida.

No ano de 1988 Cazuza gravou Vida louca vida, (c/ Lobão) no disco ao vivo O tempo não pára. Nesse mesmo ano Cláudio Zoli gravou Criminoso sutil (c/ Cláudio Zoli e Ronaldo Santos).

Em 1991, no disco Fetiche, Cláudio Zoli incluiu "Dinheiro", parceria de ambos.

No ano de 1999, no CD Férias, Cláudio Zoli registrou várias parcerias de ambos:  Houve, Na rede, Vivo nesse mundo, Quando a cidade dormir, Sem dizer adeus, Vida, viração, Zoli show, Pista vazia e Juro por mim, essa última contando também com o parceiro Lucas.

Em 2001 Paula Lima gravou Perdão talvez (c/ Ed Motta e Paula Lima) em seu CD de estreia: É isso aí, pelo Selo Regata.

No ano de 2002, Mario Adnet lançou no Mistura Fina o disco Rio carioca, CD no qual constam duas parceria de ambos: A dona do lugar e Moças do mar. Neste mesmo ano seu parceiro Ritchie lançou o CD Autofidelidade, disco no qual incluiu  Jardim de guerra e Sede de viver, as duas parceria de ambos, esta última, também com versão em inglês, batizada com o nome Running for our lives.

Obra

A dona do lugar (c/ Mario Adnet), Amar até morrer (c/ Cláudio Zoli), Amor demais (c/ Cláudio Zoli), Baby lonest (c/ Cazuza e Ledusha), Baile nessa onda (c/ Cláudio Zoli), Casanova (c/ Ritchie), Chorando no campo (c/ Lobão), Crianças (c/ Cláudio Zoli), Criminoso sutil (c/ Cláudio Zoli e Ronaldo Santos), Da natureza dos lobos (c/ Lobão), Dinheiro (c/ Cláudio Zoli), Esse mundo que eu vivo (c/ Lobão), Flor do futuro (c/ Cláudio Zoli), Gosto de batom (c/ Lulu Santos e Pedro Fortuna), Houve (c/ Cláudio Zoli), Jardim de guerra (c/ Ritchie), Juro por mim (c/ Cláudio Zoli e Lucas), Livre pra viver (c/ Cláudio Zoli), Menina veneno (c/ Ritchie), Moças do mar (c/ Mario Adnet), Na chuva (c/ Cláudio Zoli), Na rede (c/ Cláudio Zoli), Nem bem, nem mal (c/ Lobão), Perdão talvez (c/ Ed Motta e Paula Lima), Pista vazia (c/ Cláudio Zoli), Pra conversar (c/ Ritchie), Quando a cidade dormir (c/ Cláudio Zoli), Quero te amar (c/ Cláudio Zoli e Paulo Zdan), Running for our lives (c/ Ritchie), Sede de viver (c/ Ritchie), Sem dizer adeus (c/ Cláudio Zoli), Sem explicação (c/ Cláudio Zoli), Sem limite (c/ Cláudio Zoli), Show business (c/ Cláudio Zoli), Tudo veludo (c/ Lobão), Último beijo (c/ Cláudio Zoli), Um aviso (c/ Cláudio Zoli), Vida bandida (c/ Lobão), Vida, louca vida (c/ Lobão), Vida, viração (c/ Cláudio Zoli), Vivo nesse mundo (c/ Cláudio Zoli), Zoli show (c/ Cláudio Zoli).

Meio bossa nova e rock’n’roll

Parceiro de Lobão e Mario Adnet, o poeta, produtor e curador Bernardo Vilhena lança série de shows com novos artistas e prepara reedição de sua obra com direito a livro inédito

(Por Leonardo Lichote)

Bernardo Vilhena começou a escrever poesia na garagem vazia da casa de uma namorada, na Praça Nossa Senhora da Paz. No espaço, ela construíra uma espécie de bunker pop – era 1967, ele tinha 18 anos – com mesinha com máquina de escrever e pôsteres de rockstars pelas paredes. No ambiente classicamente moldado para o nascimento de um power trio de garotos tocando rock, Bernardo criava seus primeiros poemas. Românticos. O deslocamento daquele personagem naquele local, mais tarde se veria, era ilusório. Ali, o poeta dava início a uma trajetória que passaria pelo revolucionário coletivo de poesia Nuvem Cigana, pelo rock brasileiro da década de 1980, pelo pensamento em torno da arte contemporânea, pelas mudanças que a tecnologia digital trouxe ao mundo da música. Naquela máquina de escrever, ele fazia seu power trio solo – que, nada ortodoxo, se permitia incursões pela bossa nova.

- Sou de Ipanema, ouço rock desde sempre, assim como bossa nova. Sempre associei essa coisas do peace & love, do flower power, a “O amor, o sorriso e a flor” – conta o poeta, autor de hits como “Vida bandida” (com Lobão) e “Menina veneno” (com Ritchie). – O tipo de música que faço hoje com Mario Adnet (compositor herdeiro da tradição da bossa nova e da MPB mais clássica) é o que sempre sonhei fazer.

Um garoto romântico e bossanovista que se tornou rocker, depois voltou à bossa… A trajetória linear não se encaixa na biografia de Bernardo – que compôs até uma ópera com o maestro Silvio Barbato, “O cientista”, sobre Oswaldo Cruz. Sua poesia urbana e contemporânea, em poemas, canções e mesmo em atividades como produtor ou curador, contempla um tudo-ao-mesmo-tempo-agora “meio bossa nova e rock’n'roll”, como cantou outro poeta de sua geração. Seu agora, portanto, inclui a reedição de seus livros pela Azougue (num volume único que trará ainda o livro inédito “Prazer e compulsão”), outro projeto pela editora (“Vou ser entrevistado para falar sobre algumas coisas que vivi e que penso”), a ideia de erguer “contêineres de poesia” sensoriais e viajar com eles, o Copa Fest (festival de música instrumental pelo qual já passaram artistas como Hermeto Pascoal e Marcos Valle) e a série de shows Live PA, que ocupa o CCBB de Brasília ao longo do mês de maio (estará em São Paulo em agosto e no Rio em 2012) com atrações como Moreno Veloso & Nina Becker, Pedro Sá e & Jonas Sá e China & Silvia Machete – duplas reunidas no palco com um computador fazendo o meio de campo entre elas.

- Tenho um poema em que falo do “espetáculo das novas gerações”. Minha geração era aquela, dos 1970, 1980. Fico extremamente feliz de ser um espectador agora – diz Bernardo, que atuou junto aos novos em outros momentos, como ao fundar a gravadora Regata, pela qual lançou Seu Jorge e Paula Lima no início dos anos 2000, e ao se tornar o principal parceiro de Max de Castro no importante CD de estreia do compositor, “Samba raro”.

Poesia fora da estante

Bernardo remonta à adolescência para falar do Live PA:

- Fiz um curso na IBM em 1966 e comecei a me interessar por computador, li livros que já falavam em transporte de informação. Ia fazer faculdade de Letras, mas disse a meu pai: “Não vou para a faculdade, está rolando uma revolução e quero estar nela.” Hoje, a tecnologia, mais que a distribuição ou a gravação, mudou a forma de se fazer música, com a troca de arquivos, a composição que já é feita com o arranjo do computador… Queria levar isso para o palco.

Ao abandonar a ideia da faculdade, Bernardo se lançou nas artes gráficas, virou frequentador assíduo do Museu de Arte Moderna e cruzou interesses com artistas plásticos, como Cildo Meireles, Carlos Vergara e Rubens Gerchman – o poeta foi um dos editores da histórica revista “Malasartes”, que marcou época ao refletir de forma livre e irreverente sobre a arte contemporânea. E foi pelas artes gráficas que ele chegou a colegas que formariam com a ele a Nuvem Cigana, em 1975.

- Eu estava para publicar o “América” (seu terceiro livro) e precisava de ajuda com a parte gráfica. Vergara me indicou o Bernardo – lembra o poeta Chacal. – Ele me levou a uma gráfica em São Cristóvão para ver orçamento e tal. Começamos a conversar, ele falou que fazia poesia e me mostrou “Vida bandida”. Rolou uma empatia imediata. Ele tinha a mesma gíria, a mesma vivência da gente. Essa coisa urbana, meio delinquente, a vivência da Zona Sul, uma crônica de um segmento da cidade mais pop, ligado a drogas, noite, arte, boemia. A vida bandida.

Chacal convidou-o para o grupo de poetas que se encontrava em Santa Teresa. Sairia dali a Nuvem Cigana – que, além de Bernardo e Chacal, reunia nomes como Ronaldo Bastos, Charles Peixoto e Pedro Cascardo. Ao levar a poesia para as ruas do Rio dos anos 1970, sobretudo com os encontros conhecidos como Artimanhas – que reunia personagens como os integrantes do Asdrúbal Trouxe o Trombone e o dramaturgo Vicente Pereira (um dos fundadores dos besteirol) -, o grupo plantou sementes para fenômenos como o rock 80.

- Dois caras fundamentais para mim foram Ferreira Gullar, com seu trabalho no Teatro Opinião, e Vinícius de Moraes, pela bossa nova. Eram artistas que estavam tirando a poesia da estante, um pelo teatro, outro pela música – lembra Bernardo.

No rock, ele tem a oportunidade maior de tirar a poesia da estante e levá-la para a rua, que ele sabia ser maior que a Zona Sul, após morar no Jacaré por quatro anos da adolescência:

- Ia aos bailes do clube Magnatas (no Rocha) ver Ed Lincoln, essas coisas. Tinha um ônibus, o 25, que hoje é o 474, que era a minha vida: Jacaré-Ipanema.

Entre as duas pontas, fez canções extremamente radiofônicas, mas cheias de referências.

- Ninguém falava dessas citações, e eu também nunca achei importante chamar a atenção, porque a canção popular não depende disso, não trabalha nessa lógica – defende Bernardo. – “Menina veneno” cita um trabalho de Regina Vater, naquele verso “Em toda cama que eu durmo, só da você”. A obra era uma série de postais com camas de diversas cidades do mundo (a série “Camas around the world”). “Dinheiro”, com Cláudio Zoli, se refere ao “Zero dollar”, de Cildo Meireles.

Ritchie louva exatamente a camadas na poesia do parceiro:

- A primeira leitura de algo seu é simples. Mas se você mergulha na palavra descobre mil brincadeiras, muita riqueza. “Menina veneno” pode ser lido como uma cena de breguice enorme, mas por outro lado é baseada num arquétipo junguiano. Há versos como “Do princípio ao sim”, que muita gente canta como “ao fim”, ou “Perdi a condição”, que muitos pensam que é “condução” (em “A vida tem dessas coisas”). E sem deixar de ser assumidamente música pop. É Borges muito pop.

Parceiro no mesmo período, Lobão é bem mais econômico ao falar de Bernardo, com quem assinou “Vida bandida” e “Chorando no campo”, entre outras. Por e-mail, o cantor respondeu de forma seca:

- Não tenho nada a declarar sobre o assunto.

Bernardo – que diz não ter lido a biografia de Lobão, da qual é personagem – comenta:

- Não sei qual é o problema dele. De qualquer forma, é uma pessoa que representa uma parte pequena da minha história. Não li seu livro e não vou ler, não costumo ler biografias. Já tenho que reler tantos livros, não vou ler coisas da minha vida contadas sei lá como.

Num momento de longa conversa sobre sua história e seus projetos, ele faz a citação que soa como conclusão – da polêmica e de todo o resto:

- Como dizia Borges, o passado é algo tão difícil de se decifrar quanto o futuro.


Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; O Globo – Segundo Caderno, 21/5/2011.

sábado, outubro 12, 2013

Fausto Nilo

Fausto Nilo (Fausto Nilo Costa Júnior), poeta, letrista e arquiteto, nasceu em Quixeramobim, CE, em 5 de abril de 1944. Conhece música desde pequeno já que participava, ao lado dos sete irmãos, de reuniões promovidas por seu avô, seu Fausto, amigo do Cego Aderaldo e de outros repentistas.

Aos 11, mudou-se para Fortaleza e aos 20 anos ingressou na Faculdade de Arquitetura. Lá fez amizade com o cantor e compositor Fagner, primeiro a musicar um de seus poemas, e outros jovens compositores, como Rodger Rogério, Teti, Petrúcio Maia e Ricardo Bezerra, que passariam a ser conhecidos como "o pessoal do Ceará".

Em 1971, por problemas políticos, mudou-se para Brasília, onde passou a trabalhar como professor e a escrever suas primeiras letras para músicas de amigos. A primeira foi Fim do Mundo (com Fagner), gravada por Marília Medalha em 1972.

Em 1977, já no Rio de Janeiro, formou parceria com Moraes Moreira, formando uma parceria inspirada que rendeu sucessos na voz do parceiro (Alto-falante, Meninas do Brasil", Coisa acesa, Bateu no paladar, Santa Fé - tema de abertura da novela Roque Santeiro).

Obteve grandes sucessos nas vozes de Gal Costa (Bloco do prazer, com Moraes Moreira), Simone (Pão e poesia, com Moraes Moreira, Pequenino cão, com Caio Sílvio, Um desejo só não basta, com Francisco Casaverde, Você é real, com Piska), Fagner (Cartaz, com Francisco Casaverde, Lua no Leblon, com Lisieux Costa), Amelinha (Pedaço de canção, com Moraes Moreira, Flor da paisagem, com Robertinho do Recife), Ney Matogrosso (Retrato marrom, com Rodger Rogério), A Cor do Som (Zanzibar e Zero, ambas com Armandinho), Lulu Santos (Tudo com você, com o próprio), Pepeu Gomes (A Lua e o mar e Eu também quero beijar, ambas com o próprio e Moraes Moreira, sendo que a última também regravada pelo Cidade Negra - e Mil e uma noites de amor, com Pepeu e Baby Consuelo), Nara Leão (Amor nas estrelas, com Roberto de Carvalho), Geraldo Azevedo (Dona da minha cabeça, Você se lembra, ambas com o próprio), Elba Ramalho (Chorando e cantando, com Geraldo Azevedo), Dominguinhos (Pedras que cantam, com o próprio) e muitos outros.

Algumas músicas cifradas

Dona da minha cabeça
Espinha de bacalhau
Eu também quero beijar
Palavra de amor
Pedras que cantam
Pequenino cão
Periga ser
Verão violento
Zanzibar

Obra

Além da última estrela (c/ Dominguinhos), Amor nas estrelas (c/ Roberto de Carvalho), Astro vagabundo (c/ Fagner), Bloco do prazer (c/ Moraes Moreira), Calma violência (c/ Fagner), Canhoteiro (c/ Zeca Baleiro e Celso Borges), Cartaz (c/ Francisco Casaverde), Casa tudo azul (c/ Dominguinhos), Chorando e cantando (c/ Geraldo Azevedo), Coisa acesa (c/ Moraes Moreira), Companheira de alta luz (c/ Zé Ramalho), De noite e de dia (c/ Moraes Moreira), Dezembros (c/ Fagner), Dona da minha cabeça (c/ Geraldo Azevedo), Dorothy Lamour (c/ Petrúcio Maia), Espinha de bacalhau (c/ Severino Araújo), Esquina do Brasil (c/ Evaldo Gouveia), Eu também quero beijar (c/ Pepeu Gomes), Flor da paisagem (c/ Robertinho do Recife), Hoje amanhã (c/ Geraldo Azevedo), Horas azuis (c/ Fagner), Jardim dos animais (c/ Fagner), Letras negras (c/ Geraldo Azevedo), Lua do Leblon (c/ Lisieux Costa), Meninas do Brasil (c/ Moraes Moreira), Ninguém é melhor que você (c/ Dominguinhos), O tempo e o lugar (c/ Sueli Costa), O vinho (c/ Fagner), Palavras e silêncios (c/ Zeca Baleiro), Pão e poesia (c/ Moraes Moreira), Paroara (c/ Chico Buarque e Fagner), Pequenino cão (c/ Caio Sílvio), Periga ser (c/ Robertinho do Recife), Quatro prantos (c/ Luis Nonato), Retrato marrom (c/ Rodger Rogério), Retrovisor (c/ Fagner), Rosa da China (c/ Fagner), Três irmãos (adaptação), Tudo blue (c/ Pepeu Gomes), Tudo com você (c/ Lulu Santos), Um desejo só não basta (c/ Francisco Casaverde), Verão violento (c/ Marcos Valle), Vida boa (c/ Armandinho), Você se lembra? (c/ Geraldo Azevedo), Zanzibar (c/ Armandinho).



Fontes: Cliquemusic; Wikipédia.

Quem me dera

Quem me dera (1983) - Gilliard e Celso Ferreira
Tom: E  

  E           B7          E
Quem me dera falar pra você
                       B7
Tudo isso que tenho vontade
    A                          B7
Que seus olhos têm o brilho do sol
    A            B7      E     B7
O seu corpo, a magia do mar
     E      B7         E
Quando sinto sua presença
     B
Não dá pra entender
    A                          F#7
O carisma em você é tão grande
             B7
Que me faz tremer
   E          B7          E
Quem me dera falar pra você
                       B7
Tudo isso que tenho vontade
     A                          B7
Que seus olhos têm o brilho do sol
    A            B7      E   B7
O seu corpo, a magia do mar
                A
Onde encaro você frente a frente
   B                            E
Os seus olhos sempre querem dizer
    F#7                       B
O que eu não descubro no momento
      B7                          E
Talvez esteja escrito dentro de você
                A
Eu não sei por que
    B7                         E  
Alguém foi me apresentar pra você
            C#m
Não sei por que
       A         B7                     E 
Daí então, eu não consigo mais te esquecer
                A
Eu não sei por que
    B7                          E  
Alguém foi me apresentar pra você
            C#m
Não sei por que
       A         B7                     E 
Daí então, eu não consigo mais te esquecer
         E   B7          E
Quem me dera falar pra você
                         B7
Tudo isso que tenho vontade
     A                          B7
Que seus olhos têm o brilho do sol
    A            B7      E  B7
O seu corpo, a magia do mar
            A
Onde encaro você frente a frente
  B                            E
Os seus olhos sempre querem dizer
      F#7                     B
O que eu não descubro no momento
     B7                          E
Talvez esteja escrito dentro de você
                A
Eu não sei por que
     B7                         E  
Alguém foi me apresentar pra você
            C#m
Nao sei por que
       A         B7                     E 
Daí então, eu não consigo mais te esquecer
                A
Eu não sei por que
   B7                           E  
Alguém foi me apresentar pra você
            C#m
Nao sei por que
     A           B7                     E 
Daí então, eu não consigo mais te esquecer
          E   B7          E
Quem me dera falar pra você
          E   B7          E
Quem me dera falar pra você