quarta-feira, novembro 08, 2006

Sílvio Salema

O cantor e musicólogo Sílvio Salema (Sílvio Salema Garção Ribeiro), nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 30/10/1901 faleceu na mesma cidade em 29/10/1976.

Iniciou carreira como cantor em 1928, gravando na Parlophon a canção Benzinho do coração (Ari Kerner), e o tango Quando me beijas (Pedro Cabral), além do fado-tango Guitarrada (Eduardo Souto).

No ano seguinte gravou na Parlophon o tango Por um beijo do tempo (Pedro Cabral), a valsa Olhar de fogo (Plínio Brito), Modinha brasileira (De Chocolat) e, na Victor, o samba Virou boba (Sinhô), a valsa-canção Voz solitária (João Martins), o samba Rosa, meu amor (Rogério Guimarães e Dudu Filho) e a toada Quando as frô pega nascê (Josué de Barros e Rogério Guimarães).

Em 1930 gravou, na Victor, a marcha Eu sou é ulio (Freitinhas) e a valsa Inconstante (Edmundo Henriques). Gravou, em 1932, Onde está o meu amor (Capiba e J. Coelho Filho) e Valsa verde (Capiba e Ferreira dos Santos).

Dedicado à música brasileira nos aspectos popular, coral e sobretudo folclórico, tornou-se estudioso e pesquisador, chegando a escrever uma tese sobre a origem do samba, arquivada na Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro.

Destacou-se também como professor, ensaiador e regente de canto orfeônico, tendo ao lado de Heitor Villa-Lobos incentivado o canto orfeônico escolar. Foi também autor de canções escolares como Carneirinho de algodão (com Villa-Lobos) e Soldadinhos (com Narbal Fontes).