sábado, janeiro 20, 2018

O Morro - Agostinho dos Santos


O Morro (samba-canção, 1954) - Billy Blanco e Tom Jobim - Interpretação: Agostinho dos Santos

LP Agostinho dos Santos - Inimitável / Título da música: O Morro / Billy Blanco (Compositor) / Tom Jobim (Compositor) / Agostinho dos Santos (Intérprete) / Gravadora: RGE / Ano: 1959 / Nº Álbum: XRLP 5057 / Lado B / Faixa 3 / Gênero musical: Samba-canção.



Morro
Eu conheço a tua história
Um passado que é só glória
Mesmo sem orquestração
Morro
Da desforra e da intriga
Até mesmo numa briga
Vais buscar inspiração
Morro
Se na roupa és mal-vestido
Deus te fez o escolhido
Pra fazer samba melhor
O morro
Bem distante do pó da cidade
Onde samba é Brasil de verdade
E o progresso ainda não corrompeu
O morro
Onde o dono de todo barraco
É forte no samba
O samba é seu fraco
E o samba é tão bom
Que a cidade esqueceu
Rio de Janeiro
Que eu sempre hei de amar

Estatuto de boite - Dolores Duran


Estatuto de Boite (samba, 1957) - Billy Blanco - Intérprete: Dolores Duran

LP Dolores Duran ‎– Canta Para Você Dançar / Título da música: Estatuto de Boite (Boate) / Billy Blanco (Compositor) / Dolores Duran (Intérprete) / Gravadora: Copacabana / Ano: 1957 / Nº Álbum: CLP-11011 / Lado B / Faixa 7 / Gênero musical: Samba.


Tom: C

Intro: Cmaj7 D#dim7 Dm7 G7

   Cmaj7(9)       D#dim7   Dm7
Gafieira de gente bem, é boate,
       G7                Dm7       G7   Cmaj7 Dm7 G7
Onde a noite esconde a bobagem que acontece,
        C              Em7  A7   Dm7  G7
Onde o whysky lava qualquer disparate,
    Dm7            G7              C6  D#dim7 Dm7
Amanhã, um sal de fruta a gente esquece.

G7 Cmaj7          D#dim7  Dm7
Gafieira de gente bem, é boate,
      G7                Dm7       G7   Cmaj7 Dm7 G7
Onde a noite esconde a bobagem que acontece,
        C              Em7  A7   Dm7  G7
Onde o whysky lava qualquer disparate,
    Dm7            G7              C6  Em7
Amanhã, um sal de fruta a gente esquece.

  A7      Dm7   G7
Vamos com calma,
           Cmaj7 C6
Olha o respeito,
          F#m7
Cuida do corpo,
         B7               Em   A7
Que a alma, não tem mais jeito,
      Dm        D#dim7
O estatuto não prevê,
            C
Mas eu lhe digo,
         Am7           Dm7
Traga a sua mulher de casa,
            G7        Cmaj7
E deixa em paz a do amigo.

(Instrumental)

 Dm7   G7
Vamos com calma,
           Cmaj7 C6
Olha o respeito,
          F#m7
Cuida do corpo,
         B7               Em   A7
Que a alma, não tem mais jeito,
      Dm        D#dim7
O estatuto não prevê,
            C
Mas eu lhe digo,
         Am7           Dm7
Traga a sua mulher de casa,
            G7        Cmaj7
E deixa em paz a do amigo.

Encontro com a saudade - Hebe Camargo


Encontro Com a Saudade (samba-canção, 1960) - Nilo Queiroz e Billy Blanco - Intérprete: Hebe Camargo

LP Hebe Camargo - Sou Eu / Título da música: Encontro Com A Saudade / Billy Blanco (Compositor) / Nilo Queiroz (Compositor) / Hebe Camargo (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1960 / Nº Álbum: MOFB 3174 / Lado A / Faixa 5 / Gênero musical: Samba-canção.



Você chegou assim como o sol da manhã
Me iluminando, só veio dar bom dia
E foi ficando
E agora não tem jeito de partir
Meu bem como vai ser
Se um dia este amor chegar ao fim
Eu que me acostumei tanto a você
E ter você já faz parte de mim
Acho bom eu até combinar
Encontro com a saudade de você
Saudade faz parte também do amor

Lágrima flor - Wilson Simonal


Lágrima Flor (1963) - Billy Blanco - Intérprete: Wilson Simonal

LP Tem "Algo Mais" / Título da música: Lágrima Flor / Billy Blanco (Compositor) / Wilson Simonal (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1963 / Nº Álbum: MOFB 3370 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Canção / MPB.


Em                 B7         Em 
Na vida há sempre um pedaço de saudade 
                          F 
Escondido num vulto de mulher 
    G                 D         Em    F#m    B7 
Ninguém consegue escolher felicida....de 
   Em             B7              Em     B7 
Porém aquela é a dor que a gente quer 
 Em         Em7+  
Deixa pra lá 
                  Em7         Em6     
Deixa assim com está para ver 
               F 
Para ver como fica este amor 
 Dm                Em           B7 
Que não teve um momento de paz 
 Em             Em7+ 
Chora que é bom 
                  Em7         Em6 
Mas não deixa ninguém perceber 
                F 
Pois a lágrima feita de amor 
 Dm             Em               B7 
Vira flor, pelo bem que ela faz 
 Em          Em7+ 
Lágrima flor 
                   Em7             Em6 
Flor que morre, perfuma quem corta 
                   F 
E prossegue, enfeitando já morta, 
 Dm                   B7 
Mesmo a quem não lhe quer 
 Em        Em7+ 
Ela diz não 
                 Em7                Em6 
Mas depois vem o bom do amor e o talvez 
      F               Dm           Em 
E amanhã diz que sim, como toda mulher. 

Rio do meu amor - Wilson Simonal


Rio do Meu Amor (samba, 1965) - Billy Blanco - Intérprete: Wilson Simonal

LP Wilson Simonal / Título da música: Rio do Meu Amor / Billy Blanco (Compositor) / Wilson Simonal (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1965 / Nº Álbum: MOFB 3419 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba.



Rio,
Estácio no passado fez este presente,
E deu abençoado três vezes à gente,
Pois Deus é africano, índio e português,
Como o babalaô, como o padre e o pajé,
A macumba, a crendice, a missa e a fé,
Teu bonito até mesmo com chuva cresceu,
Foi surgindo, todo lindo se fez.

Rio
De Pedro que primeiro foi compositor,
Foi grande seresteiro imenso imperador,
Amigo do chalaça,
Que a história faça mas não diz,
Era o dono das francesas lá da Ouvidor,
De marquesas balançou o coração,
Da tristeza de partir partiu feliz,
Por saber que inaugurou meu filme ouviu,
Como a capital do amor deste pais.

Rio,
De Vasco e Botafogo, América e Bangu,
Maracanã vibrando em dia de Fla-Flu,
Do bonde que a saudade ornamentando praça,
Do tostão que era bom como a Lapa já foi,
Da boneca dourada que passa, que engana,
Enfeitando calçada de Copacabana,
Ipanema, Leblon e Arpoador.

Rio,
Do grande carnaval, do 1º de abril,
Da Vila que desceu, do dólar que caiu,
De São Judas Tadeu,
São Jorge e Cosme Damião.

Rio,
de São Sebastião que é de janeiro,
Redentor que Paulo VI iluminou,
Rio de Deus que é brasileiro e do lugar,
Rio do bicho que não deu mas ia dá,
Festival de anedotas, luz e cor,
Foi aqui que descobri que a vida é,
E encontrei o meu amor,
Rio, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,
Rio de Janeiro, Brasil, Brasil....

Pistom de gafieira - Sílvio Caldas


Pistom de Gafieira (samba, 1958) - Billy Blanco - Interpretação: Sílvio Caldas

LP Cabelos Brancos / Título da música: Pistom de Gafieira / Billy Blanco (Compositor) / Sílvio Caldas (Intérprete) / Gravadora: Columbia / Ano: 1958 / Nº Álbum: Columbia / Lado B / Faixa 4 / Gênero musical: Samba.


C                A7         Dm    Dm/C
Na gafieira segue o baile calmamente
           G7                    C     G7
Com muita gente dando volta no salão
          C                           G
Tudo vai bem, mas eis porém que de repente
        D7                           G7
Um pé subiu e alguém de cara foi ao chão 

             C         A7          Dm   Dm/C
Não é que o Doca, um crioulo comportado
       G7                  C      C7
Ficou tarado quando viu a Dagmar
      F                 Fm          C
Toda soltinha dentro de um vestido saco
          A7            D7
Tendo ao lado um cara fraco
       G7             C
E foi tirá-la pra dançar 

       C7                   F
O moço era faixa preta simplesmente
         G7                  C
E fez o Doca rebolar sem bambolê
                                       G
A porta fecha enquanto o duro vai não vai
                    D7                          G7
Quem está fora não entra  / Quem está dentro não sai

          C             A7         Dm
Mas a orquestra sempre toma  providência
         G7                    C     C7
Tocando alto pra polícia não manjar
          F         Fm          C
E nessa altura como parte da rotina
   A7               D7            G7         C
O piston tira a surdina e põe as coisas no lugar.

A banca do distinto - Dolores Duran


A Banca do Distinto (samba, 1959) - Billy Blanco - Intérprete: Dolores Duran

Compacto duplo EP 45 rpm / Dolores Duran No Michel De São Paulo / Título da música: A Banca do Distinto / Billy Blanco (Compositor) / Dolores Duran (Intérprete) / Gravadora: Copacabana / Ano: 1959 / Nº Álbum: CEP-4568 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba / Obs.: Embora o título sugira, não foi gravado ao vivo.


Intr.: A7+ D/E A7+ G7+ A7+ G#m7
       C#7/9 F#m7 E7+ D7+ D/E

D/E            Bm7                E7/9
Não fala com pobre, não dá mão a preto
                A7+
Não carrega embrulho
               Bm7
Pra que tanta pose, doutor
E7/9            A7+
Pra que esse orgulho
Bb/C C7/9     Bm7              E7/9
A bruxa que é cega esbarra na gente
            A7+
E a vida estanca
               Bm7
O enfarte lhe pega, doutor
E7/9          A7+
E acaba essa banca
Eb7/9         D7+                 G#5+/7
A vaidade é assim, põe o bobo no alto
              G7/13
E retira a escada
              F#5+/7            Bm7/9
Mas fica por perto esperando sentada
      F7/9         E7/9              F#/G#
Mais cedo ou mais tarde ele acaba no chão
A7+             D7+              D#°            A7+
Mais alto o coqueiro, maior é o tombo do coco afinal
                F#7/13       F#5+/7 Bm7/9
Todo mundo é igual quando a vida termina
              E7/9           A7+
Com terra em cima e na horizontal

Pano legal - Dolores Duran

Billy Blanco
Pano Legal (samba, 1956) - Billy Blanco - Intérprete: Dolores Duran

Disco 78 rpm / Título da música: Pano Legal / Billy Blanco (Compositor) / Dolores Duran (Intérprete) / Gravadora: Copacabana / Ano: 1956 / Nº Álbum: 5.654 / Lado B / Gênero musical: Samba.



Certo dia, fui a favela,
A um samba diferente,
Entre a gente da gravata e do plastrom, ai, ai,
Bebida servida em taça,
Champanha em vez de cachaça,
Mesmo assim, o samba lá é bom.

Certo dia, fui a favela,
A um samba diferente,
Entre a gente da gravata e do plastrom, ai, ai,
Bebida servida em taça,
Champanha em vez de cachaça,
Mesmo assim, o samba lá é bom.

Eu vi uma grã-fina, rebolando, sambado,
Não sabia que as distintas eram assim,
Se eu soubesse também, como era o ambiente, decente,
Jogava um pano legal, por cima de mim.

Eu vi uma grã-fina, rebolando, sambado,
Não sabia que as distintas eram assim,
Se eu soubesse também, como era o ambiente, decente,
Jogava um pano legal, por cima de mim....

Prece de um sambista - Linda Batista

Billy Blanco
Prece de Um Sambista (samba, 1952) - Billy Blanco - Intérprete: Linda Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Prece De Um Sambista / Billy Blanco (Compositor) / Linda Batista (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1952 / Nº Álbum: 80-1058 / Lado B / Gênero musical: Samba.



Quando morre um sambista,
No céu é motivo de festa,
Pois os anjos, que são da seresta,
Se alegram também,
E no meio de tanta alegria,
Todo o céu, se transforma em terreiro,
Os clarins, dão lugar ao pandeiro,
Que marca a chegada de alguém,
O Noel, que nosso santo do samba,
E chegou lá primeiro,
É o chefe do santo terreiro,
De Nosso Senhor,
Imploro a Deus,
Conservai-me um sambista decente,
Para merecer algum dia,
Sambar com esta gente,
De tanto valor !

Dolores Duran - Letras, cifras e canções


Que é que eu faço - Isaura Garcia

Samba da parceria José Ribamar – Dolores Duran, cuja primeira gravação apareceu somente dois anos após a morte da compositora de “A noite do meu bem” (1961), na voz de Isaura Garcia, integrando o LP “A pedida é samba” que podemos ouvir abaixo. Em junho de 1962, saiu pela gravadora Chantecler o registro de Leila Silva, disco 78-0612-B, matriz C8P-1224, incluído também no LP “Novamente Leila”, do ano seguinte (Extraído de Samuel Machado Filho).

O que é que eu faço (samba, 1962) - Ribamar e Dolores Duran - Interpretação: Isaura Garcia

LP A Pedida é Samba / Título da música: Que é que eu faço / Dolores Duran (Compositora) / José Ribamar (Compositor) / Isaura Garcia (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1961 / Álbum: MOFB 3237 / Lado B / Faixa 2 / Gênero musical: Samba.



Se não é amor
Por que é que eu sinto esta vontade de chorar
Se não é amor
Por que é que eu sinto
Esta saudade sem parar
Se não é amor
Por que só tu vens alegrar o meu viver
Com velhas palavras
Lindas palavras que só tu sabes dizer

Se não é amor
Por que é que eu tinha
De escrever essa canção
Se não é amor
Por que é que eu fico
Assim feliz quando te abraço
Mas se for amor, responde coração
Responde meu amor que é que eu faço

Não me culpe - Dolores Duran


Não me Culpe (samba-canção, 1958) - Dolores Duran - Intérprete: Dolores Duran

LP Dolores Duran Canta para Você Dançar Nº 2 / Título da música: Não Me Culpe / Gravadora: Copacabana / Ano: 1958 / Nº Álbum: CLP-11039 / Lado A / Faixa 4 / Gênero musical: Samba-canção.


Tom: Eb

Introdução: Fm6 Bb7 Eb Fm Bb7 Eb Bb7 

       Fm7 
Não me culpe  
       C7/9-          Fm7    Bb7 
Se eu ficar meio sem graça 
     Eb       Bb7           Eb 
Toda vez que você passa por mim 
         G7 
Não me culpe 
           D7        G7     C7 
Se os meus olhos o seguirem 
       Fm7                      Bb7 
Mesmo quando você nem olhar pra mim 
          Fm7         C7/9-           Fm7  Bb7 
É que eu tenho muito amor, muita saudade 
          Eb           Ab          D7/A  G7  C7 
E essas coisas custam muito pra passar 
       Fm7    
Não me culpe, não 
Bb7      Eb 
Pois vai ser assim 
     Fm7       Bb7           Gm7 C7/9- 
Toda vez que você passar por mim 
       Fm7    
Não me culpe, não 
Bb7      Eb 
Pois vai ser assim 
     Fm7       Bb7           Eb   Abm  Eb 
Toda vez que você passar por mim