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sábado, janeiro 20, 2018

O Morro - Agostinho dos Santos


O Morro (samba-canção, 1954) - Billy Blanco e Tom Jobim - Interpretação: Agostinho dos Santos

LP Agostinho dos Santos - Inimitável / Título da música: O Morro / Billy Blanco (Compositor) / Tom Jobim (Compositor) / Agostinho dos Santos (Intérprete) / Gravadora: RGE / Ano: 1959 / Nº Álbum: XRLP 5057 / Lado B / Faixa 3 / Gênero musical: Samba-canção.



Morro
Eu conheço a tua história
Um passado que é só glória
Mesmo sem orquestração
Morro
Da desforra e da intriga
Até mesmo numa briga
Vais buscar inspiração
Morro
Se na roupa és mal-vestido
Deus te fez o escolhido
Pra fazer samba melhor
O morro
Bem distante do pó da cidade
Onde samba é Brasil de verdade
E o progresso ainda não corrompeu
O morro
Onde o dono de todo barraco
É forte no samba
O samba é seu fraco
E o samba é tão bom
Que a cidade esqueceu
Rio de Janeiro
Que eu sempre hei de amar

quinta-feira, dezembro 21, 2017

terça-feira, dezembro 05, 2017

Elizeth Cardoso - Canção do amor demais


Canção Do Amor Demais (1958) - Tom Jobim e Vinícius de Moraes - Interpretação: Elizeth Cardoso

LP Canção Do Amor Demais / Título da música: Canção do Amor Demais / Vinícius de Moraes (Compositor) / Tom Jobim (Compositor) / Elizeth Cardoso (Intérprete) / Gravadora: Festa / Ano: 1958 / Nº Álbum: LDV 6002 / Lado B / Faixa 7 / Gênero musical: Canção / MPB / Obs.: Arranjos e Regência: Tom Jobim. Gravado no Estúdio da Odeon (três canais), no Rio de Janeiro, em janeiro de 1958.


Tom: Em

 Em       F#7     B7            Em     
Quero chorar  porque te amei demais  
         F#7 
Quero morrer 
  B7               E7(4)                   
porque me deste a vida  
E7        Am7           A#º           Bm7 
Oh! meu amor será que nunca hei de ter paz 
          A#º                     
Será que tudo que há em mim  
                Am7               F#7 
Só quer sentir saudade  E já nem sei 
   B7            Em      
o que vai ser de mim  
        F#7       B7            E7(4) E7 
Tudo me diz  que amar será meu fim   
       Am7            A#º       
Que desespero traz o amor  
         Em/B                  C 
Eu nem sabia      o que era o amor  
         F#m7(b5)       Cm6            Em 
Agora sei             porque não sou feliz 
Letra:

Quero chorar porque te amei demais
Quero morrer porque me deste a vida

Oh, meu amor, será que nunca hei de ter paz
Será que tudo que há em mim
Só quer sentir saudade

E já nem sei o que vai ser de mim
Tudo me diz que amar será meu fim

Que desespero traz o amor!
Eu nem sabia o que era o amor
Agora sei porque não sou feliz

domingo, abril 28, 2013

O massacre da "Sabiá"

Chico Buarque e Tom Jobim
Não há brasileiro, vivo ou morto, que não tenha uma vizinha gorda e, além de gorda, patusca como uma viúva machadiana. Dirão os idiotas da objetividade que vizinha é a que mora ao lado, ou defronte, ou ali na esquina ou, ainda, na mesma rua. O caso não me parece tão simples. O que eu chamo de vizinha é, antes de mais nada, um certo tipo físico, uma certa e generosa adiposidade. Dizia-me um amigo, a propósito de não sei de quem:

— "Gorda como uma vizinha".

Aí está dito tudo. E se tiver varizes, melhor. Ah, esquecia-me das brotoejas. É preciso que desponte, no seu decote, uma constelação de brotoejas. Assim é, fisicamente, a vizinha. Do ponto de vista de caráter, sentimentos e modos tem de ser patusca. Imaginem uma víbora gaiata — é a vizinha, como a imaginava o nosso Machado de Assis.

Se, por acaso, mora ao lado uma senhora esguia, de lindas maneiras e nobres sentimentos — estejamos certos de um equívoco, de uma fraude ou de uma confusão de endereço. Reside a dois passos, mas é a falsa vizinha, a antivizinha, sem nada de machadiano.

Fiz esta breve introdução para concluir: — tenho, na minha rua, uma senhora que é a vizinha perfeita, irretocável. Está sempre na janela. Eis aí um costume típico. Como se sabe, a janela foi a televisão das gerações passadas. Hoje, tudo mudou. Há pessoas que passam anos e não usam a janela nem para cuspir. Resumindo: — a janela só existe e sobrevive nas letras do Chico Buarque de Holanda.

Mas onde é que eu estava? Ah, na vizinha gorda, a quem chamam de "Moby Dick", a baleia. E a santa senhora, instalada no seu primeiro andar, toma conta de tudo e de todos. Vê quem chega, quem parte, quem namora e quem prevarica.

Ontem, ao sair de casa, quem vejo eu? A vizinha.

Quase atravessei a rua. Mas já a vizinha crispava no meu braço a sua mão pequena e voraz de gorda. Não tive outro remédio senão parar. Agrediu-me com a pergunta:

— "O que me diz do Festival?".

Não me lembro se disse "Gostei" ou "Não gostei". Agora me lembro. Minha resposta foi exatamente esta:

— "Mais ou menos".

Só. Por coincidência, também ela achara "mais ou menos". Vendo, ali, uma similitude de gosto, de sentimentos, vibrou a vizinha. Conversamos uns quinze minutos. E, por fim, quando me despedi, ela fez mistério, fez suspense. Disse, sem desfitar-me:

— "Nada como um dia depois do outro".

Aquilo ficou na minha cabeça. "Nada como um dia depois do outro." Só uma vizinha gorda diria isso. Sim, a frase era um achado de vizinha gorda, patusca e cheia de varizes. Mas como ia dizendo: — despedi-me e, em seguida, apanhei o táxi. Vim para a cidade ressoante do "Nada como um dia depois do outro". E, então, pensei no Festival.

Em São Paulo, quando se escolheu a música paulista, os fanáticos de Vandré promoviam uma apoteose para o seu ídolo e, ao mesmo tempo, massacravam a música de Caetano Veloso. E não só a massacravam, como também massacravam o autor. Se vocês assistiram ao teipe da Paulista, hão de se lembrar. Pela primeira vez viu-se uma pobre canção linchada. A canção, digo eu, e respectivo autor.

E mais: — enquanto Caetano Veloso queria cantar, a platéia — sapateando como uma espanhola — fazia um coro feroz, unânime e obsceno. Mas o artista deu-lhe o bravo troco. Chamou os jovens ululantes de "imbecis", "analfabetos", "débeis mentais" etc. etc. E disse tanto que a obscenidade emudeceu. O comportamento de tal platéia — e toda ela "festiva" — foi de uma indignidade inédita.

Vejam como cabe, aqui, o "Nada como um dia depois do outro" da minha vizinha. No Rio, novamente, apoteose para Vandré e vaia para "Sabiá". Em São Paulo, porém, o "Proibido" foi realmente proibido pela platéia, e saiu do Festival. Aqui, o vaiadíssimo "Sabiá" ganhou e vai representar o Brasil.

Mas o que ainda me assombra é o poder de promoção da "festiva". O povo acha graça e vamos e venhamos: — o simples nome de "festiva" é um apelo ao ridículo. Realmente, há o ridículo, sem prejuízo, todavia, do gênio promocional das esquerdas. O leitor não tem noção do que sejam os bastidores da glória, do sucesso, da consagração. Hoje, só se é poeta, romancista, sociólogo, crítico, cineasta, se as esquerdas o permitirem. Cabe então a pergunta: — e por quê? Vejamos.

Porque a "festiva" infiltrou-se nas redações, nas rádios, nas TVs. Há um escritor que não escreve, não lê, não pensa? Outro que é cineasta inédito? E outro ainda um romancista que não fez, nem fará jamais um romance? Como desfilam em passeatas e xingam os Estados Unidos — são grandes sociólogos, cineastas, romancistas e poetas. E há o caso de Gilberto Freyre.

As esquerdas o abominam. Por que, não se sabe, ou, por outra, sabe-se perfeitamente. Gilberto Freyre é um homem livre. Pensa, vejam vocês e pasmem: — pensa. Pois bem. Até outro dia era, na vida intelectual do Brasil, uma presença enorme, obrigatória, obsessiva. Lembro-me de que, certa vez, as grandes figuras literárias do Brasil propunham que ele fosse o nosso candidato ao prêmio Nobel. E, súbito, desaba sobre o seu nome e sua obra um vil silêncio. É solidamente ignorado pelos nossos jornais. Não há mais notícia, nem reportagem, nem crônica, nem artigo sobre Gilberto Freyre. Acabou? Morreu? Deixou de pensar, ler, escrever? Não, mil vezes não.

Simplesmente, não aceitou a pressão das esquerdas. E estas, que têm a posse de todos os meios de promoção, não falam em Gilberto Freyre, negam-lhe uma notícia de duas linhas ou uma vaga referência. Bem. Volto ao Festival.

Vejam vocês: — a "festiva", com o seu horror ao risco, não deu um tiro em 31 de março, não matou um passarinho em 1º de abril. E nem vai mover uma palha ou tirar uma cadeira do lugar. Mas só se tem talento com a sua licença. E, domingo, no Maracanãzinho, as esquerdas caíram do cavalo. Esperavam o primeiro prêmio para Vandré e quem ganhou foi "Sabiá". Entre parênteses, não nego o talento de Vandré. Sua "Marselhesa" nada tem de "Marselhesa" e, pelo contrário, soa como berceuse e o próprio autor a canta como tal.

Mas, berceuse ou "Marselhesa", há talento. E o resultado doeu na "festiva". Logo, com aquela sua coragem sem risco, saiu pelas redações, rádios e TVs. O nosso Vandré teve uma imprensa que nem Rui, nem o barão do Rio Branco, nem Santos Dumont mereceram. Mas era pouco. A glória impressa era pouco. E que fizeram elas, as esquerdas? Vejam que golpe bem imaginado. Na terça-feira, em jornais, rádios e TVs, largaram a bomba:

— Tom e Chico iam renunciar.

Nada descreve o meu espanto. O prêmio, se não me engano, é de 25 milhões. Vinte e cinco milhões — o brasileiro não é assim. Mesmo o nosso milionário não é assim. Um dia, o Walther Moreira Salles ganhou um prêmio menor no "Seu Talão". Pois meteu-se na fila e foi buscar o dinheiro. Por que, e a troco de que, Tom e Chico iam enfiar no bolso de Vandré os 25 milhões? O Chico não está presente. E, se o Tom aceitasse a coação sentimental e realmente idiota, estaria merecendo um urgente tratamento psiquiátrico.

Sim, e nós o amarraríamos num pé de mesa e lhe daríamos água numa cuia de queijo Palmira.

[3/10/1968]
_____________________________________________________________________
A Cabra Vadia: novas confissões / Nelson Rodrigues; seleção de Ruy Castro. — São Paulo:  Companhia das Letras, 1995.

sexta-feira, setembro 28, 2012

Mara Abrantes

Mara Abrantes (Mara Dyrce Abrantes da Silva Santos), cantora, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 31/05/1934, estando radicada em Portugal desde 1958. Mara cresceu no seio de uma família de instrumentistas ligados a diferentes bandas das forças armadas brasileiras, incluindo o seu pai.

No ensino primário freqüentou as aulas de Educação Musical e integrou, como solista, o Coro do Ministério da Educação. Durante o internato do curso para professora primária recebeu formação artística no Teatro de Preparação de Estudantes.

Aos 16 anos ganhou um concurso na TV Tupi de procura de novos talentos, intitulado "A Hora dos Calouros" e concebido por Ary Barroso, tendo nesta altura adotado o nome artístico de Mara Abrantes. Esta vitória permitiu-lhe obter pequenos papéis na TV.

Começou por atuar como cantora no restaurante "A Cantina do Cesar", de propriedade do radialista César de Alencar. Outro espaço noturno onde atuou foi o "Estúdio do Teo", onde conheceu Tom Jobim em início de carreira e de quem interpretou diversos temas. Foi levada para a Rádio Nacional do Rio de Janeiro pelo maestro Napoleão Tavares.

Atuou em rádios e teatros cariocas, em especial na década de 1950. A Revista do Rádio considerou-a "A escurinha nota dez", em virtude de seus predicados físicos, nos quais ressaltava a cor negra, uma pequena altura e formas esculturais.

Além de ser convidada regularmente como atração para Teatro de Revista, entre 1952 e 1956 foi atriz em cinco filmes, incluindo "A dupla do barulho" (1953) de Carlos Manga.

Em 1954, gravou um disco de 78 rpm com os temas "Sal e pimenta" (letra de Francisco Anísio e música de Hianto de Almeida) e "Um tiquinho mais" (composta por Newton Ramalho e Nazareno de Brito), lançado pela editora Mocambo, tendo esta última canção sido censurada. A proibição da canção pelo governo brasileiro recebeu a atenção da mídia e dos críticos, tendo projetado a carreira da cantora além do circuito da vida noturna carioca.

Em 1958 foi atuar em Portugal, por um período de 3 meses mas acabou por ficar. Gravou vários discos para a Valentim de Carvalho. Colaborou também com o Thilo's Combo.

Em 1967 gravou uma versão de "Natal Feliz" na editora Alvorada. Lança o EP "Sentimental Demais" gravado com o Conjunto Shegundo Galarza. Na editora Marfer gravou um EP com os temas "Quem É Homem Não Chora", "Máscara Negra", "Disparada" e "Maria do Maranhão". Gravou com a Orquestra Marfer, dirigida por Ferrer Trindade, alguns dos temas do Festival RTP da Canção de 1968.

Em 1979 obteve grande sucesso com o single "Os Amantes" que atingiu o disco de prata. A seguir foi editado o disco "Horóscopo" conhecido pelo refrão "Diga em que mês e que ano você nasceu".

Em 1980 cantou "Amor, amor à portuguesa" da banda sonora da novela "Moita Carrasco" do programa "Eu Show Nico" de Nicolau Breyner.

Em 1981 lançou uma versão de "Guerra dos Meninos" de Roberto Carlos com a participação da sua filha Magda Teresa e do Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras. Gravou também uma versão de "Tudo Pára" em 1983.

A compilação "Melhor dos Melhores", lançada pela Movieplay, incluiu os seguintes temas: Os Amantes, Um jeito Estúpido de te amar, Horóscopo, Quem é homem não chora, Serenata negra, Samba magoado, Mas é fado, Moço, Máscara negra, Guerra dos meninos, Meu filho, Um resto de azul, Na boca do povo, Fecho a janela, Café da manhã, Que pena, Vem flor e "Amor, amor à portuguesa".

Fonte: Wikipédia.

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Tom Jobim: biografia e obra

Tom fez parte do núcleo embrionário da bossa. Tempos de bom gosto e poesia na música... e agora?


Tom Jobim (Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim), compositor, instrumentista, regente e arranjador, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 25/1/1927, e faleceu em Nova York, Estados Unidos, em 08/12/1994. Nascido no bairro da Tijuca, na Zona Norte, ainda criança foi morar em Ipanema.

domingo, fevereiro 07, 2010

Matita Perê


Matita Perê (1973) - Tom Jobim e Paulo César Pinheiro - Intérprete: Tom Jobim

LP Matita Perê / Título da música: Matita Perê / Paulo César Pinheiro (Compositor) / Tom Jobim (Compositor) / tom Jobim (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1973 / Nº Álbum: 6349 071 / Lado A / Faixa 3 / Gênero musical: Canção / Folclore / MPB.


Intro: Em7  E4(add9)  x 2

G#m7                  G#4(add9)
No jardim das rosas
G#m7
De sonho e medo
G#4(add9)            G#m7
Pelos canteiros de espinhos e flores
G#4(add9)       G#m7
Lá,    quero ver você
G#4(add9)     G#m7 G#4(add9)             E(add9)
Olerê,                 Olará,               você me pegar

G#m7                  G#4(add9) x 2

Gm7            G4(add9)              Gm7
Madrugada fria de estranho sonho
G4(add9)
Acordou João, cachorro latia
Gm7                  G4(add9)
João abriu a porta
Gm7            G4(add9)
O sonho existia

F#m7             F#4(add9)
Que João fugisse
F#m7
Que João partisse
F#4(add9)           F#m7
Que João sumisse do mundo
F#4(add9)                  F#m7  F#4(add9)
De nem Deus achar, Ierê

Fm7            F4(add9)            Fm7
Manhã noiteira de força viagem
F4(add9)               Fm7
Leva em dianteira um dia de vantagem
F4(add9)                Fm7
Folha de palmeira apaga a passagem
F4(add9)        Fm7    F4(add9)         E7(13 9)
O chão, na palma da mão, o chão,         o chão


E manhã redonda de pedras altas
Bbm7(b5)
Cruzou fronteira de servidão
Fm7(11)      Bbm7   Bb4(add9)
Olerê, quero    ver
Dm7
Olerê

Bbm7                  Bb4(add9)          Bbm7
E por maus caminhos de toda sorte
Bb4(add9)                Bbm7
Buscando a vida, encontrando a morte
Bb4(add9)             Bbm7
Pela meia rosa do quadrante Norte
Bb4(add9)           Bbm7 Bb4(add9)  Bbm7
João,                   João

G#m7              G#4(add9)         G#m7
Um tal de Chico chamado Antônio
G#4(add9)               G#m7
Num cavalo baio que era um burro velho
G#4(add9)         G#m7
Que na barra fria já cruzado o rio
G#4(add9)            G#m7
Lá vinha Matias cujo o nome é Pedro
G#4(add9)        G#m7
Aliás Horácio, vulgo Simão
G#4(add9)      G#dim
Lá um chamado Tião
Gm7  G4(add9) x 2
Chamado João

F7 4(9)    Em7   E4(add9)  Em7 E4(add9)

Em7                E7 4                   Ebm7
Recebendo aviso entortou caminho
Eb7 4                   Ebm7
De Nor-Nordeste pra Norte-Norte
Eb7 4                  Ebm7
Na meia vida de adiadas mortes
Eb7 4              Ebm7  Eb7 4
Um estranho chamado João

Gm7                    G4(add9)
No clarão das águas
Gm7
No deserto negro
G4(add9)
A perder mais nada
Gm7
Corajoso medo
G4(add9)               Gm7   G4(add9)
Lá        quero ver você

F#m7              F#4(add9)               F#m7
Por sete caminhos de setenta sortes
F#4(add9)              F#m7
Setecentas vidas e sete mil mortes
F#4(add9)            F#m7         F#4(add9)
Esse um,                  João,           João
D7(13 9)
E deu dia claro

E deu noite escura
G#m7(b5)
E deu meia-noite no coração
D#7(11)      G#m7
Olerê, quero ver
G#4(add9)          Cm7 C4(add9)
Olerê

Am7                A4(add9)
Passa sete serras
Am7
Passa cana brava
A4(add9)
No brejo das almas
Am7
Tudo terminava
A4(add9)                Am7
No caminho velho onde a lama trava
A4(add9)                          Am7
Lá                no todo-fim-é-bom
A4(add9)               F(add9)     Am7  A4(add9) Am7  A4(add9)
Se acabou João

G#m7 G#4(add9) x 2

G#m7                     G#4(add9)
No Jardim das rosas
G#m7
De sonho e medo
G#4(add9)
No clarão das águas
G#m7
No deserto negro
G#4(add9)            G#m7
Lá,         quero ver você
G#4(add9)          G#m7
Lerê,                   lará
G#4(add9)        E(add9)
Você me pegar

G#m7 G#4(add9) x 2

Em7 E4(add9)

segunda-feira, novembro 03, 2008

Sucedeu assim



Sucedeu assim (samba-canção, 1957) - Tom Jobim e Marino Pinto - Interpretação: Sylvia Telles

Disco LP 10" 33 1/3 rpm / Título da música: Sucedeu assim / Jobim, Antônio Carlos (Compositor) / Pinto, Marino (Compositor) / Telles, Silvia (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1957 / Nº Álbum MOB-3076 / Gênero musical: Samba-canção.


Tom: C 
[Intro]  Dm7 A7(9-)
 
Dm7    A7(9-)           Dm7   G7(9)
Assim        Começou assim
                Dm7
Uma coisa sem graça
                G7(9)
Coisa boba que passa
                  Em     Dm7   A7
Que ninguém percebeu não
      Dm7   A7(9-)
Assim...
               Dm7   G7(9)
Depois ficou assim
                 Dm7
Quis fazer um carinho
               G7(9)
Receber um carinho
             E7   F7  E7
E você percebeu

F7M                  F#m11
Fez-se uma pausa no tempo
   C/G                 Am7
Cessou todo o meu pensamento
    D7
E como acontece uma flor
    E9-/G
Também acontece o amor
    Dm7 A7(9-)           Dm7   G7(9)
Assim,         sucedeu assim...

                Dm7
E foi tão de repente
                 G7(9)
Que a cabeça da gente
            E7   F7   E7
Vira só coração
F7M           F#m11
Não poderia supor
       C/G                 Am7
Que o amor nos pudesse prender
   Dm7                     E9-/G
Abriu-se em meu peito um vulcão
             E5/C
E nasceu a paixão 

segunda-feira, abril 17, 2006

Chega de saudade

Tom Jobim
Embora considerada o marco zero da bossa nova, “Chega de Saudade” não é na opinião de Tom Jobim uma composição bossa nova. Em depoimento ao jornalista Tárik de Souza (para o livro Tons sobre Tom), ele esclareceu:

“Minha mãe criou uma menina, que também se chamava Nilza (nome da mãe do Tom) e me pediu para comprar um método de violão para ela, que tinha boa voz. Comprei o método do Canhoto que trazia (...) aquele sistema antigo (de acordes) primeira, segunda, terceira. (...)

Fui obrigado a explicar para ela naquele método (...) e acabei me envolvendo com aquela seqüência de acordes, completamente fáceis. Inventei uma sucessão de acordes, que é a coisa mais clássica do mundo, e botei ali uma melodia.

Mais tarde, Vinícius colocou a letra. De certa forma, sentindo a novidade da bossa nova, do João Gilberto e daquele meio em que a gente vivia, talvez Vinicius tenha sido levado a intitular a música ‘Chega de Saudade’. (...) Esse título é engraçado porque a música tem algo de saudade desde a introdução. Lembra aquelas introduções de conjuntos de violão e cavaquinho, tipo regional. (...).

Na segunda parte, passa para maior (modo maior). Acontecem todas aquelas modulações clássicas que você encontra na música antiga. Isso cria um absurdo: o ‘Chega de saudade’ já é uma saudade jogando fora a saudade!”.

Realmente, a bossa nova de “Chega de Saudade” está quase toda na harmonia, nos acordes alterados, pouco utilizados por nossos músicos da época, e na nova batida de violão executada por João Gilberto. A novidade rítmica fica muito clara, especialmente sob os versos “dentro dos meus braços os abraços / hão de ser milhões de abraços / apertado assim...”, com o violão indo na contramão da forma institucionalizada de se tocar samba. Aliás, a inovação já está presente na gravação de Elizeth Cardoso, a primeira de “Chega de Saudade”, feita para o elepê Canção do amor demais, que tem a participação de João Gilberto como violonista.

Esse disco, lançado pela pequena marca Festa, do produtor Irineu Garcia, é considerado por Tom Jobim (em depoimento a Zuza Homem de Mello, em outubro de 68) “um marco, um ponto de fissão, de quebra com o passado”. No dia 10.7.58, seis meses depois da gravação da Elizeth, aconteceu a do João, naturalmente repetindo a mesma batida de violão e apresentando o seu estilo bossa nova de cantar.

Este disco histórico, que traz na outra face o baiãozinho “Bim-Bom” (classificado no selo como samba), provocaria a pitoresca e mal-humorada reação de Álvaro Ramos, gerente das Lojas Assunção, quebrando o disco, indignado com o que o Rio lhe mandava. Atribuída no anedotário da bossa nova a Osvaldo Gurzoni, diretor de vendas da Odeon em São Paulo (que também não gostara do disco), a verdadeira identidade do autor da façanha (Ramos) seria revelada por Ruy Castro no livro Chega de saudade. Esse episódio aconteceu em São Paulo, em agosto de 58, às vésperas do lançamento do disco de 78 rotações, que precedeu em alguns meses o elepê homônimo (Fonte: A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Vol.2 - 1958-1985).

Chega de saudade (bossa nova, 1958) - Tom Jobim e Vinícius de Moraes - Interpretação: João Gilberto

LP Chega De Saudade / Título da música: Chega de Saudade / Tom Jobim (Compositor) / Vinícius de Moraes (Compositor) / João Gilberto (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1959 / Nº Álbum: MOFB 3073 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba / Bossa Nova.

Dm7           Bº           Bbm6
Vai minha tristeza e diz a ela
        Dm7          A7
Que sem ela não pode ser
Dm7     E7   Am7             Bb7
Diz-lhe numa prece que ela regresse
              A7           A7/5+
Porque eu não posso mais sofrer
Dm7         Bº
Chega de saudade,
       Bbm6           Am6        D7/9-
A realidade é que sem ela não há paz,
         Gm7     A7     Dm7
Não há beleza, é só tristeza
                       Bº
e a melancolia que não sai de mim
    Bbm6            Dm7   Em7  A7
Não sai de mim, não sai

D7+           E7
Mas se ela voltar, se ela voltar,
          G/A   A7          D7+
Qua coisa linda,  que coisa louca
                 Fº         Em7
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
             E7                         Bbm6  A7
Do que os beijinhos que eu darei na sua bo .. ca

D7+             E7         F#7
Dentro dos meus braços os abraços
       Bm7   Bbm7       Am7
hão de ser milhões de abraços
D9  G7+           Gm7           F#m7
Apertado assim, calado assim, colado assim
 Fº          E7         A7             F#7
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
            B7/5+           E7
Que é prá acabar com esse negócio
     A7           D7+/9
de você viver sem mim

domingo, abril 09, 2006

Tom Jobim


A soma do grande talento com a formação musical erudita fizeram de Antônio Carlos Jobim mais que um compositor brasileiro reconhecido internacionalmente. Pianista, maestro e arranjador, compôs canções ao mesmo tempo sofisticadas e acessíveis ao gosto popular. Ao lado de João Gilberto e Vinícius de Moraes, foi um dos criadores da bossa nova.


Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, também conhecido como Tom Jobim, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 25 de janeiro de 1927. Desde a infância viveu em Ipanema e já tocava violão quando, aos 13 anos, interessou-se pelo piano. Foi aluno de Lúcia Branco, uma das melhores professoras de música da cidade em sua época, e, a partir de 1941, do alemão Hans-Joachim Koellreutter, mestre de muitos compositores eruditos brasileiros.

Em 1946 iniciou o curso de arquitetura, mas abandonou a carreira para dedicar-se à música. Tocou em casas noturnas e no estúdio da gravadora Continental, onde também foi arranjador e conviveu de perto com o maestro e compositor Radamés Gnatalli.

Seu primeiro sucesso como compositor foi uma parceria com Billy Blanco, Teresa da praia, gravada em 1954 por Lúcio Alves e Dick Farney. Dois anos depois, Vinícius de Moraes pediu a Tom para musicar sua peça Orfeu da Conceição, logo depois adaptada para o cinema pelo francês Marcel Camus. Nasceram assim clássicos da música popular brasileira, como Se todos fossem iguais a você e A felicidade, esta última composta para o filme.

Tom Jobim foi diretor artístico da gravadora Odeon até 1958, ano em que Elizeth Cardoso gravou várias de suas canções com Vinícius no disco Canção do amor demais, marco na história da música no Brasil. Em 1959, com o lançamento do disco Chega de saudade, de João Gilberto, Tom ficou conhecido como um dos principais compositores da bossa nova. As faixas de maior sucesso do disco foram, além da canção-título, Desafinado (1958) e Samba de uma nota só (1960), compostas com Newton Mendonça e que se tomaram a base da sólida carreira internacional do "maestro da bossa nova", introdutor de arranjos que renovaram as estruturas tradicionais da música popular brasileira.

Em novembro de 1962, Tom apresentou-se no Festival de Bossa Nova, no Carnegie Hall, em Nova York, com outros músicos brasileiros. No ano seguinte gravou um disco com o saxofonista Stan Getz e, em 1967, com Frank Sinatra. Em 1968, Sabiá, de Tom e Chico Buarque, venceu o Festival Internacional da Canção.

Nas décadas seguintes, Tom teve canções interpretadas por grandes nomes como Ella Fitzgerald e Elis Regina, musicou filmes e produções para televisão. Tom teve muitos parceiros musicais, entre os quais Dolores Duran (Por causa de você) e Aloysio de Oliveira (Dindi), mas a parceria com Vinícius foi das mais prolíficas e gerou sucessos como Chega de saudade (1958), Eu sei que vou te amar (1958) e Ela é carioca (1963), além de Garota de Ipanema, que chegou a figurar entre as dez canções mais executadas em todo o mundo. Também compôs sozinho alguns clássicos e na maioria deles revela seu amor ao Rio de Janeiro, como em Corcovado (1960), Samba do avião (1963) e Lígia (1973).

Letrista e compositor refinado, autor de inúmeras canções inspiradas na natureza, como Wave (1969), Águas de março (1972) e Passarim, a partir de Urubu, de 1976, Tom Jobim passou a fazer arranjos mais complexos, repletos de efeitos orquestrais. Da década de 1980 em diante, os temas de suas composições voltaram-se cada vez mais para a riqueza da natureza brasileira. Antônio Carlos Jobim morreu em 8 de dezembro de 1994, em Nova York.

Algumas músicas














































































Obra completa

Acho que sim (c/Billy Blanco), samba, 1961; Adeus (c/Robert Mazoier), 1964; Água de beber (c/Vinícius de Morais), 1961; Águas de março, 1972; Ai quem me dera (c/Marino Pinto), 1981; Un altro addio (c/Vinícius de Morais e Sérgio Bardotti), 1991; Amor em paz, 1960; Amor sem adeus (c/Luís Bonfá), 1960; O amor só traz tristeza (c/Vinícius de Morais), s.d.; Ana Luiza, 1973; Andam dizendo (c/Vinícius de Morais), 1962; Andorinha, 1970; Ângela, 1970; Anos dourados (c/Chico Buarque), 1986; Antigua, 1967; Arpoador (dBilly Blanco), 1954, Arquitetura de morar, 1976; Ataque dos jagunços, 1983; Aula de matemática (c/Marino Pinto), 1958; Bangzália (c/Chico Buarque), 1985; O barbinha branca (c/Luis Bonfá), 1956; Bate-boca (c/Chico Buarque), 1997; Batidinha, 1967; Batucada, s.d.; Bebei, 1987; Berceuse (c/Robert Mazoier), 1964; Blusa vermelha (Red Blouse), 1967; Bonita, 1964; Borzeguim, 1981; Boto (c/Jararaca), 1976; Brasília, sinfonia da alvorada (c/Vinícius de Morais), 1961; Brazilian, s.d.; Brigas (Podes voltar) (c/Newton Mendonça), 1958; Brigas nunca mais (c/Vinícius de Morais), 1959; A cachorrinha (c/Vinícius de Morais), s.d.; Cai a tarde, 1959; Cala meu amor, 1958; Caminho da mata, 1983; Caminho de pedra (c/Vinícius de Morais), 1958; Caminhos cruzados (c/Newton Mendonça), 1958; Caminhos sem fim (c/Vinícius de Morais), s.d.; Canção da eterna despedida (c/Vinícius de Morais), 1959; Canção de amor e paz(c/Vinícius de Morais), 1967; Canção do amor demais (c/Vinícius de Morais), 1958; Canção em modo menor (Coração em prece) (c/Vinícius de Morais), 1962; Canta, canta mais (c/Vinícius de Morais), 1959; Canto da Bahia (dRobert Mazoier), 1964; Captam Bacardi, 1967; Caribe, 1970; Carta do Tom (c/Chico Buarque, Toquinho e Vinícius de Morais), s.d.; Casório, 1983; Cavaleiro monge (c/Fernando Pessoa), 1985; Um certo Capitão Rodrigo (c/Ronaldo Bastos), 1985; Chanson pour Micheile, 1985; Chansong, 1987; Chega de saudade (c/Vinícius de Morais), 1958; A chegada dos candangos (Vinícius de Morais), 1961; Chegada dos retirantes, 1983; Children’s game, 1970; Chora, coração (c/Vinícius de Morais), 1973; Choro, 1970; Choro complicado, s.d.; Choro em lá maior, s.d.; Chovendo na roseira, 1971; A chuva caiu (c/Luís Bonfá), 1956; Cidadão da Gávea (c/Vinícius de Morais), 1980; Coffee deiight, 1958; Coisas do dia (Sete horas) (c/Billy Blanco), samba, 1954; Copacabana (c/Billy Blanco), 1954; Coral (c/Vinícius de Morais), 1961; Corcovado, 1960; Correnteza, 1973; Crônica da casa assassinada, 1973; Dax rides, s.d.; De você, eu gosto (c/Aluísio de Oliveira), 1959; Dedinho de prosa (Tiquinho de amor), s.d.; Demais (c/Aluísio de Oliveira), 1959; Derradeira primavera (c/Vinícius de Morais), 1962; Desafinado (c/Newton Mendonça), 1958; Descendo o morro (c/Billy Blanco), 1954; Deus e o diabo na terra do sol, 1970; O dia que você gostar de mim, 1986; Diálogo, 1967; Dindi (c/Aluísio de Oliveira), 1959; Dinheiro em penca (c/Cacaso), 1979; Discussão (c/Newton Mendonça), 1958; Domingo azul do mar (c/Newton Mendonça), s.d.; Domingo sincopado, 1956; Double Rainbow(c/Gene Lees), 1974; The Dreamer, s.d.; E o amor já chegou (c/Paulo Soledade), s.d.; É preciso dizer adeus (c/Vinícius de Morais), 1958; Ela é carioca (c/Vinícius de Morais), 1963; Engano (c/Luís Bonfá), 1964; Entre a cruz e a caldeirinha, s.d.; Espelho das águas, 1981; Esperança perdida (c/Billy Blanco), 1955; Esquecendo você, 1959; Estamos aí (c/Chico Buarque), 1977; Este seu olhar, 1959; Estrada branca (c/Vinícius de Morais), 1958; Estrada do sol (c/Dolores Duran), 1958; Eu e o meu amor (c/Vinícius de Morais), 1956; Eu não existo sem você (c/Vinícius de Morais), 1957; Eu preciso de você (C/Aluisio de Oliveira), 1959; Eu quero (C/Billy Blanco), s.d.; Eu sei que vou te amar (c/Vinícius de Morais), 1959; Eu te amo (c/Chico Buarque), 1980; Exaltação ao amor (c/Vinícius de Morais), s.d.; Fala, meu amor (c/Vinícius de Morais), 1967; Falando de amor, 1979; O fantasminha Pluft, s.d.; Favela (c/Vinícius de Morais), 1963; Faz uma semana (c/João Stockler), 1953; A felicidade (c/Vinícius de Morais), 1959; Fim de romance (c/Alcides de Sousa Fernandes), s.d.; Flor do mato, 1981; Foi a noite (c/Newton Mendonça), 1956; Foi você (c/Alcides de Sousa Fernandes), s.d.; Forever Green (c/Paulo Jobim), 1994; Fotografia, 1959; Frase perdida (c/Marino Pinto), 1957; Frevo (c/Vinícius de Morais), 1959; Frevo de Orfeu (c/Vinícius de Morais), 1996; Gabriela, 1987; Garota de Ipanema (c/Vinícius de Morais), 1960; Garoto, 1959; Gracioso, 1959; O grande amor (c/Vinícius de Morais), 1960; Hino ao sol (c/Billy Blanco), 1954; O homem (c/Vinícius Morais), 1961; lf You Ever Come to Me (c/Ray Gilbert), 1967; Ilhéus (c/Vinícius de Morais), 1983; Imagina (c/Chico Buarque), 1983; Impossível (c/Alcides Fernandes), s.d.; Incerteza (c/Newton Mendonça) 1953; Insensatez (cNinícius de Morais), 1960; Inútil paisagem (c/Aluísio de Oliveira), 1963; Io ao che ti amero (c/Vinícius de Morais e Sergio Bardotti), 1991; Isto eu não faço, 1960; I Was Just One More for You (c/Billy Blanco e Ray Gilbert), 1994; Janelas abertas (c/Vinícius de Morais), 1958; Jangada de vela, s.d.; O jardim abandonado, 1973; Lamento (c/Vinícius de Morais), 1964; Lamento no morro (c/Vinícius de Morais) 1956; Lá no meu sertão tem um riacho, s.d.; Latin Manhattan, 1958; Latino (c/Mïchael Frank), s.d.; Lenda (em memória de Jorge Jobim), s.d.; Lígia, 1972; El lobo (God and the Devil in the Land of the Sun), 1970; Longe é o céu, sd.; Luar e batucada (c/Newton Mendonça), 1957; Luciana (c/Vinícius de Morais), 1958; Luísa, 1981; Mágoa (c/Marino Pinto), 1958; O mar (c/Billy Blanco), 1954; Maria da Graça (c/Vinícius de Morais), 1958; Maria e dia (c/Paulo Jobim e Ronaldo Bastos), 1981; Maria orgulhosa, s.d.; Marina del rey, 1980; Matei-me no trabalho (c/Billy Blanco), 1954; Matita perê (c/Paulo Cesar Pinheiro), 1973; Meditação (c/Newton Mendonça), 1959; Meninos, eu vi (c/Chico Buarque), 1983; Meu amigo Radamés, 1994; Meu mundo é você (c/Aloísio de Oliveira) 1983; Milagre de Maria (c/Robert Mazoier), 1964; Milagre e palhaços, 1973; Modinha (c/Vinícius de Morais), 1958; Mojave, 1967; A montanha (c/Billy Blanco), 1954; Monólogo de Orfeu (c/Vinícius de Morais), 1956; Moonlight Daiquiri, 1958; O morro (c/Billy Blanco), 1954; O morro não tem vez (c/Vinícius de Morais), 1963; Morte de Orfeu (Macumba) (c/Vinícius de Morais), 1956; Mulher sempre mulher (c/Vinícius de Morais), 1956; Na hora do adeus (c/Vinícius de Morais), 1960; Nas horas mortas (c/Billy Bianco), s.d.; Na solidão da noite, ad. ; Não devo sonhar (c/Helena Jobim), 1956; Não fui só eu (c/Paulo Soledade), s.d.; Noites do Rio (c/Billy Blanco), 1954; Um nome de mulher (c/Vinícius de Morais), 1957; No More Blues (c/Vinícius de Morais e Jessei Hendricks), 1962; O nosso amor (c/Vinícius de Morais), 1959; Nuvens douradas, 1973; O que tinha de ser (c/Vinícius de Morais), 1959; O que vai ser de mim, 1955; Oficina, 1980; Olha, Maria (Amparo) (c/Chico Buarque e Vinícius de Morais), 1970; Olha pro céu (Longe é o céu), 1960; Onde andará o amor? (c/Vinícius de Morais), s.d.; Orfeu da Conceição (Overture) (c/Vinícius de Morais), 1956; Origens, 1983; Outra vez, 1954; Para não sofrer, 1963; Passarim, 1985; Pato preto, 1989; Paulo vôo livre (A lenda dos homens- asa), 1995; Pé grande (Sonho desfeito) (c/Armando Cavalcanti e Paulo Soledade), 1956; Pelos caminhos da vida (c/Vinícius de Morais), 1959; Pensando em você, 1953; Pensando na vida, 1983; O pequeno príncipe, 1957; Perdido nos teus olhos (c/Newton Mendonça), 1959; Piano na Mangueira (c/Chico Buarque), 1992; Pista de grama, s.d.; O planalto deserto (c/Vinícius de Morais), 1961; Pois é (Dedicação) (c/Chico Buarque), 1970; Pollo game, s.d.; Por causa de você (c/Dolores Durán), 1957; Por onde andará o amor (Quem numa tarde triste andou procurando), s.d.; Por toda a minha vida (c/Vinícius de Morais), 1959; Porto das caixas, s.d.; Pra fora, s.d.; Pra mode chatear, 1984; Pra não sofrer, 1963; Praia branca (c/Vinícius de Morais), 1958; As praias desertas, 1958; Preciso de você, s.d.; Promessas (c/Newton Mendonça), 1983; Pulando carniça, 1983; Quando o amor é o amor, s.d.; Quando é noite de luar (c/Newton Mendonça), s.d.; Que é que vai ser de mim, 1954; Quebra pedra (Stone Flower), 1970; A queda, 1967; Querida, 1991; Radamés y Pelé, 1994; Rancho nas nuvens, 1973; Remember, 1970; Retrato em branco e preto (c/Chico Buarque), 1968; O rio da minha aldeia (c/Fernando Pessoa), 1985; Rio de Janeiro (c/Billy Blanco), 1955; Rockanália, 1970; Rodrigo, meu capitão (c/Ronaldo Bastos), 1985; Sabiá (c/Chico Buarque), 1968; Samba Belo Horizonte (c/Vinícius de Morais), s.d.; O samba de amanhã (c/Billy Blanco), 1954; Samba de Maria Luísa, 1994; Samba de uma nota só (c/Newton Mendonça), 1959; Samba do avião, 1962; Samba do grande amor (c/Chico Buarque), 1983; Samba levanta poeira, s.d.; Samba não é brinquedo (d/Luís Bonfá), 1956; Samba para Ari e Caymmi, s.d.; Samba torto (c/Aluísio de Oliveira), 1960; Sambinha bossa nova, 1970; São Paulo, s.d.; Saudade (Vai, conta a ela toda a verdade), s.d.; Saudade do Brasil, 1974; Se é por falta de adeus (c/Dolores Durán), 1955; Se todos fossem iguais a você (c/Vinícius de Morais), 1957, Sem você (c/Vinícius de Morais), 1959; Senhora Dona Bibiana (c/Ronaldo Bastos), 1985; Sinfonia do Rio de Janeiro (c/Billy Bianco), 1954; Só danço samba (c/Vinícius de Morais), 1962; Só em teus braços, 1959; Só saudade (c/Newton Mendonça), 1956; Só tinha de ser com você (c/Aluísio de Oliveira), 1964; Sol, sal, céu (c/Billy Bianco), s.d.; Solidão (c/Alcides Fernandes), 1954; Somewhere in the Hills (c/Ray Gilbert), 1994; Soneto da separação (c/Vinícius de Morais), 1959; Sonho desfeito (c/Marino Pinto), 1956; Spanish Varanda, 1980; Sucedeu assim (c/Marino Pinto), 1957; Sue Ann, 1970; Surfboard, 1964, Takatanga, 1970; Tema de amor de Gabriela, 1980; Tema Jazz, 1970; Tema novo, s.d.; Tema para Ana, 1995; Tempo de amar (c/Paulo Soledade), só.; Tempo do mar, 1973; Teresa da praia (c/Billy Blanco), 1954; Teresa, meu amor, 1970; Teu castigo (c/Newton Mendonça), 1956; This Happy Madness (c/Vinícius de Morais e Ray Gilbert), 1971; Tide, 1970; Toda tristeza guardo comigo, sd.; O trabalho e a construção (c/Vinícius de Morais), 1961; Treck, 1970; Trem de ferro (c/Manoel Bandeira), 1986; Trem para Cordisburgo, 1973; Triste, 1967; Turma do funil (c/Chico Buarque), 1979; Two Kites, 1980; A valsa, s.d.; Valsa das rosas, s.d.; Valsa do amor de nós dois (c/Vinícius de Morais), 1962; Valsa do Porto das Caixas, 1964; Valsa romântica, s.d.; Velho riacho, 1962; Vem viver ao meu lado (c/Alcides de Sousa Fernandes), 1956; Vida bela (c/Vinícius de Morais), 1958; A violeira (c/Chico Buarque), 1983; Vivo sonhando, 1963; Você pra mim foi um sonho (c/Newton Mendonça), s.d., Você vai ver (c/Ana Jobim), 1980; Wave (Vou te contar), 1960; Zíngaro, 1965; Zona Sul (c/Billy Blanco), 1954.

Veja também:





























Fontes: MPB Compositores - Editora Globo; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.