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quarta-feira, fevereiro 14, 2018

Que bate fundo é esse - Anjos do Inferno

Bide
Que Bate Fundo é Esse (samba, 1940) - Bide e Marçal - Intérprete: Anjos do Inferno

Disco 78 rpm / Título da música: Que Bate Fundo É Esse / Alcebíades Barcelos "Bide" (Compositor) / Armando "Marçal" (Compositor) / Anjos do Inferno (Intérprete) / Gravadora: Columbia, 1941 / Nº Álbum: 55.300-a / Lado A / Gênero musical: Samba.


Intro: D7  G  D7  G  D7  G  D7  G  C  Cm  G  Em  Am D7  G
 
             D7         D7/9/E  D7/F#
Que bate-fundo é este daqui
        D7/9/E     G
Que você vive a fazer
Mas isto assim não pode ser
                               D7
Vejo-lhe sempre zangada, mal-humorada
                G7
Maldizendo o que vê
 
Chego em casa cansado
              G7/B
E não posso dormir
         C        Cm
Com o falatório seu
                  G
E todo dia um lê-lê-lê
                    D7
E não me explica por que
                     G
Que bate-fundo, meu Deus
 
(Que bate-fundo é este, que bate-fundo é este)
 
                    D7
Que bate-fundo é este daqui (...)
 
B7                                              Em
Eu não posso mais suportar esta vida, isto não é viver
 
A vida assim não dá prazer
                E7                        Am
Procurei o céu e foi no inferno que fui me meter
 
Mas isto assim não pode ser
                                        Em
Você se lamenta e vem todo dia com a sua manhã
               C     
Diz que não tem sorte 
                     B7           Em    Em7M   Em7
e que a desgraça é que lhe acompanha
                                 D7
Que bate-fundo é este daqui (...)

Anjos do Inferno - Biografia


Anjos do Inferno - Conjunto vocal e instrumental organizado no Rio de Janrio/RJ em dezembro de 1934, teve sua fase de maior popularidade, como sexteto, na primeira década de 1940.


Liderado pelo carioca Oto Alves Borges (Rio de Janeiro 1913—), que atuava como crooner, incluía inicialmente os violonista Moacir Bittencourt e Filipe Brasil, os irmãos Antonio Barbosa (pandeiro) e José Barbosa (violão tenor), além de Milton Campos, um dos primeiros instrumentistas brasileiros a utilizar o pistom nasal (imitação do som de pistom comprimindo as fossas nasais).

O grupo, cujo nome foi escolhido numa alusão a orquestra de estúdio Diabos do Céu, de grande renome na época, sob a direção de Pixinguinha, estreou profissionalmente nas rádios Cajuti e Cruzeiro do Sul, gravando pela primeira vez, na Columbia, o disco Morena complicada (Kid Pepe) e Amei demais (Kid Pepe e Siqueira Filho), sem no entanto alcançar repercussão.

Em 1936 Oto Borges desligou-se do grupo para retomar suas atividades de funcionário público, sendo substituído pelo cantor Léo Vilar. Recém-chegado de uma excursão pelos EUA, como integrante da orquestra de Jonas Silva, o carioca Léo Vilar cujo verdadeiro nome era Antônio Fuína (1914—1969) — assumiu a liderança do conjunto, que ainda em 1936 passou a apresentar-se no Cassino Icaraí e na Rádio Mayrink Veiga, gravando na Columbia Maria foi à fonte (Kid Pepe).

Em 1938 Milton Campos e os irmãos Barbosa foram substituídos por Alberto Paz (Rio de Janeiro 1920—) (pandeiro), Aluísio Ferreira (morto no Rio de Janeiro em 1980) (violão tenor) e Harry Vasco de Almeida (pistom nasal). Com essa formação estreou na Rádio Tupi e exibiu-se no Cassino da Urca, alcançando seu primeiro grande êxito com o lançamento do samba-canção Bahia, oi!... Bahia (Vicente Paiva e Augusto Mesquita), gravado na Columbia em dezembro de 1939, para o carnaval do ano seguinte.

Como artistas exclusivos dessa gravadora lançaram, em 1940 e 1941, diversos discos de grande sucesso, entre os quais os sambas Helena, Helena (Secundino e Antônio Almeida), Que bate fundo é esse? (Bide e Armando Marçal), Brasil pandeiro (Assis Valente), Você já foi à Bahia?, Requebre que eu dou um doce (ambos de Dorival Caymmi) e a batucada Nega do cabelo duro (Rubens Soares e David Nasser).

Em 1942, com a saída de Alberto Paz, Moacir Bittencourt e Filipe Brasil, entraram para o conjunto Hélio Verri (pandeiro), Roberto Medeiros, conhecido como Paciência (violão), e Walter Pinheiro (violão). No mesmo ano Renato Batista, irmão da cantora Marília Batista, substituiu durante alguns meses o violonista Walter Pinheiro.

Em 1944 participaram do filme Abacaxi azul, de J. Rui. No mesmo ano transferiram-se par a Victor, e entre os maiores êxitos gravados nesse selo estao o samba Bolinha de papel (Geraldo Pereira) e a marcha O cordão dos puxa-sacos (Eratóstenes Frazão e Roberto Martins).

Em 1946, com o pandeirista Russinho (Jose Ferreira Soares) substituindo Hélio Verri, o conjunto excursionou pela Argentina e de lá seguiu para o México, em cuja capital permaneceu de 1947 a 1951, atuando em shows e clubes noturnos e participando de onze filmes mexicanos, oito dos quais ao lado de Ninon Sevilla, grande estrela da época. Durante esse período, em 1948, Aluísio Ferreira, Walter Pinheiro, Harry Vasco de Almeida e Russinho transferiram-se para os EUA, passando a integrar o conjunto Bando da Lua.

Para substituí-los, Léo Vilar convidou os ex-integrantes do conjunto Os Namorados, o violonista Nanai (Arnaldo Humberto de Medeiros, Rio de Janeiro 1923-São Paulo SP 1990), o violão-tenor Chicão (Francisco Guimarães Coimbra), que também tocava tanta e participava do grupo Quitandinha Serenaders, e o pandeirista e cantor Miltinho, que mais tarde faria carreira individual como intérprete. Com esses novos elementos, o conjunto viajou pelos E.U.A., apresentando-se em Los Angeles ao lado de Carmen Miranda, e durante dois anos manteve na cidade do México um programa radiofônico intitulado Coisas e Aspectos do Brasil.

Em 1951, depois de uma tournée pelo Chile e Argentina, retornaram ao Brasil, contratados pela Rádio Jornal do Comércio, de Recife/PE. Nos dois anos seguintes atuaram no Rio de Janeiro e em São Paulo SP, apresentando-se nas rádios Tupi, Excelsior e Nacional, e realizando temporadas nas boates Monte Carlo e Óasis.

Desfeito o grupo em 1953, por problemas financeiros, o conjunto reapareceria em 1959 novamente liderado por Léo Vilar — que atuava como crooner e ritmista e mais o violonista Gaúcho, o pandeirista Miguel Ângelo, e o ritmista Paulo César no tantã. Durante seis meses apresentaram-se como atração da revista De Cabral a JK, de Max Nunes, J. Maia e José Mauro, encenada no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro.

Finalmente, em 1967, os membros antigos do sexteto de Léo Vilar, Walter Pinheiro, Aluísio Ferreira, Roberto Medeiros, Harry Vasco de Almeida e Russinho reuniram se para tocar as segundas-feiras no Arena Clube de Arte, no Rio de Janeiro, realizando uma série de shows em que relembravam os velhos tempos, contando a história de seu conjunto e de outros de sua época.

Apesar das numerosas alterações em toda a sua longa existência de aproximadamente 30 anos de atividades no Brasil e no exterior, constituíram-se num dos conjuntos vocais mais facilmente identificáveis, em parte pela utilização do pistom nasal.

CD: Samba da minha terra (c/Bando da Lua, Grupo X Quatro Ases e Um Curinga), 1991, Revivendo CD-019


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

terça-feira, junho 25, 2013

Léo Vilar


Léo Vilar (Antonio Fuína), cantor e compositor, filho de pais italianos, nasceu na Rua da Conceição no Rio de Janeiro, RJ, em 17/11/1914, falecendo em 1968. Em 1920, ingressou na Escola Afonso Pena na qual fez o curso primário. Em 1925, mudou-se para o bairro do Encantado e ingressou no Colégio Pedro II e lá concluiu o curso Ginasial.

Em 1930, fez uma prova nos estúdios da antiga Columbia cantando Eu dava tudo, uma parceria sua com Nicola Bruni. Ao fim do teste, foi convidado por Valdo Abreu para cantar na Rádio Mayrink Veiga, onde estreou e foi contratado, permanecendo nessa emissora por quatro anos, se apresentando acompanhado pelo pianista Aluísio Silva Araújo com quem veio a constituir uma famosa dupla e com quem ganhou um concurso instituído por A Hora, como a melhor dupla do rádio. No ano seguinte, foi convidado por Benedito Lacerda para ser "crooner" de seu regional, "Gente do Morro", para substituir Moreira da Silva.

Em 1933, gravou seu primeiro disco, na Colúmbia com os sambas Foi bom, de Benedito Lacerda e Osvaldo Silva e Não devo amar, de Benedito Lacerda, V. Batista e Nelson Gomes, com acompanhamento do grupo Gente do Morro, de Benedito Lacerda. No mesmo ano, gravou com Arnaldo Amaral, com acompanhamento de Pixinguinha e sua orquestra, os sambas Se passar da hora, de Osvaldo Vasques e Boaventura dos Santos e Rindo e chorando, de Osvaldo Vasques e Buci Moreira. Também no mesmo ano, gravou em dueto com Noel Rosa o samba Devo esquecer, de Gilberto Martins, também com acompanhamento de Pixinguinha e sua orquestra.

Em 1934, tinha com Gilberto Martins um sonho em comum: viajar. E resolveram ir inicialmente a Salvador, na Bahia, onde pretendiam apresentar-se cantando em dupla: ele cantando e batendo o ritmo, Gilberto Martins tocando violão e fazendo a segunda voz. Acreditavam que na Bahia houvesse algum ambiente radiofônico, mas não havia nada. As estações de rádio só funcionavam à base de discos, as orquestras tocavam sem crooner. Passaram três dias dormindo nos bancos das praças, até serem levados por um amigo carioca, conhecido do rancho Tenentes do Diabo que os levou ao Cassino dos Tenentes, na Praça Castro Alves, para ver se conseguiam alguma coisa.

Segundo Ary Vasconcelos, foram recebidos pelo diretor da orquestra, Jonas Silva: " - dublê de fotógrafo e diretor de orquestra -, explicou-lhes que na Bahia não se usavam cantores em orquestra, mesmo porque não havia verba.... Mas, pelas 2 horas da manhã, Machado insistiu em que eles cantassem. Jonas deu permissão e o sucesso foi surpreendente. Na mesma hora e diante dos assistentes em delírio, Léo foi contratado para crooner da orquestra. Durante três meses, Leo ficou cantando só no Cassino. Enquanto isso, Gilberto organizava um programa de rádio que revolucionou a radiofonia baiana.

Em 1936, Gilberto e Léo eram donos da Rádio Clube da Bahia, tendo descoberto Demerval Costa Lima, Dorival Caymmi e outros. Já então Léo era ídolo na Boa Terra, cantando em rádio, cassinos e fazendo bailes em Salvador e Recife". Ainda em 1934, gravou a marcha Minha rainha. De J. Miranda e Ivan Lopes com acompanhamento de Pixinguinha e sua orquestra.

Em 1936, voltou ao Rio de Janeiro, onde encontrou um conjunto, que já se apresentava há dois anos no rádio: os Anjos do Inferno, o qual passou a dirigir e onde atuou como vocalista em lugar de Oto Borges. O novo "Anjos do Inferno" estreou na Rádio Cruzeiro do Sul e se apresentou no Cassino Icaraí, em Niterói, obtendo bastante sucesso. Nesse mesmo ano o conjunto foi contratado pela Rádio Mayrink Veiga, onde permaneceu por dois anos.

Em 1938, remodelou o conjunto, tirando os irmãos Antônio e José Barbosa, substituindo-os por Alberto Paes (pandeiro) e Aluísio Ferreira (violão-tenor), e fazendo entrar Harry Vasco de Almeida (pistão), no lugar de Milton Campos. Com essa nova formação, os Anjos estrearam na Rádio Tupi onde ficaram por nove anos. Paralelamente a sua atuação no Anjos do Inferno continuou gravando solo.

Em 1941, gravou o samba Bangalô e barracão, de João de Barro e Alcir Pires Vermelho acompanhado pelo Conjunto Regional de Benedito Lacerda. No mesmo ano, gravou com Beatriz Costa a marcha Não te cases Beatriz, de Antônio Almeida, Alberto Ribeiro e Arlindo Marques Júnior, com acompanahemto de Benedito Lacerda e seu conjunto regional. Em 1942, gravou também com acompanhamento de Benedito Lacerda e seu regional os choros Acabou-se o que era doce, de Antônio Almeida e Alberto Ribeiro e Casal feliz, de Antônio Almeida.

Em 1952, ingressou na gravadora Copacabana e lançou o samba Vai saudade!..., de Irani de Oliveira e Ari Monteiro e a batucada Baile de rico, de Roberto Martins e Arnaldo Passos.

Em 1953, por problemas financeiros, já que as excursões, fonte principal da renda do grupo, estavam prejudicadas pela ascensão astronômica dos preços das passagens de avião, foi obrigado a dissolver o conjunto Anjos do Inferno. Nesse mesmo ano, transferiu-se para São Paulo, alugando um apartamento na Avenida São João.

Ainda no mesmo ano, gravou a batucada Linda Dolores, de Hernâni Castanheira e Chacrinha, a Marcha da viúva, de Peterpan e Afonso Teixeira, os sambas Cozinheiro forçado, de Altamiro Carrilho e Irani de Oliveira e Se não fosse a fé, de Horondino Silva e Pelado e o samba canção Quando a lua se escondeu, de Gilberto Martins.

Em 1955, gravou o samba choro Seu Osório, de Aloísio Silva Araújo e Roberto Martins e o baião Gozador, de João Grimaldi e Roberto Medeiros. No mesmo ano, gravou na Continental com o cantor e compositor baiano Gordurinha a marcha Soldado da rainha, de Gordurinha e João Grimaldi e o samba Sonhei com você, de Roberto Martins e Mário Vieira.

Em 1956, voltou a gravar com Gordurinha, desta vez os cocos São Paulo x Rio e Faroleiro, ambos de Gordurinha e João Grimaldi.

Em 1957, voltou ao Rio de Janeiro. Dois anos mais tarde atuou na peça De Cabral a JK, de Max Nunes, J. Maia e José Mauro, no Teatro João Caetano, quando reorganizou momentaneamente o conjunto Anjos do Inferno. Ficaram seis meses em cartaz, atuando também como atores. Nesse ano, foi trabalhar no Departamento Artístico da editora musical Cembra. Foi diretor da Magissom, fábrica de discos situada em São Paulo.

Em 1968, procurou o diretor do Museu da Imagem e do Som, Ricardo Cravo Albin, dizendo-se em sérias dificuldades financeiras. Por essa razão, o diretor do MIS realizou um espetáculo beneficente no Teatro Aurimar Rocha para arrecadar-lhe fundos. Morreu pobre e praticamente esquecido.

Discografia


Não devo amar/Foi bom (1933) Columbia 78
Se passar da hora/Rindo e chorando (1933) Columbia 78
Devo esquecer (1933) Columbia 78
Minha rainha (1934) Columbia 78
Bangalô e barracão (1941) Columbia 78
Não te cases Beatriz (1941) Columbia 78
Acabou-se o que era doce/Casal feliz (1942) Columbia 78
Vai saudade!.../Baile de rico (1952) Copacabana 78
Linda Dolores/Marcha da viúva (1953) Copacabana 78
Cozinheiro forçado/Quando a lua se escondeu (1953) Copacabana 78
Veneno da perdição/Se não fosse a fé (1953) Copacabana 78
Seu Osório/Gozador (1955) Copacabana 78
Soldado da rainha/Sonhei com você (1955) Continental 78
São Paulo x Rio/Faroleiro (1956) Continental 78

______________________________________________________________________
Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; musicapopular.org;

sábado, novembro 27, 2010

Amaralina

Anjos do Inferno
Amaralina (samba, 1951) - Alberto Costa e Oldemar Magalhães

Título da música: Amaralina / Gênero musical: Samba / Intérprete: Anjos do Inferno / Compositores: Alberto Costa e Oldemar Magalhães / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 800751 / Data de Gravação 00/1951 / Data de Lançamento 00/1951 / Lado B / Disco 78 rpm:


Quem foi à Bahia
Que não conheceu Amaralina,
Não sabe que lindo sonho
perdeu, menina.

Se não viu os pescadores
Darem presente à Mãe D'água
Vai ter sua vida
Carregadinha de mágoa.

Não viu as morenas dizerem:
Como é bom sonhar,
A sombra desses coqueiros
Vendo jangadas ao mar.

E de noite a lua cheia
Prateando tudo, tudo
E as morenas exibindo
Suas tranças de veludo...

quinta-feira, novembro 25, 2010

Você já foi a São Paulo?

Você já foi a São Paulo? (samba, 1944) - Jorge de Castro e Wilson Batista

Título da música: Você já foi a São Paulo? / Gênero musical: Samba / Intérprete: Anjos do Inferno / Compositores: Castro, Jorge de - Batista, Wilson / Gravadora Continental / Número do Álbum 15184 / Data de Gravação 00/1944 / Data de Lançamento 00/1944 / Lado B / Disco 78 rpm:


Se você nunca foi a São Paulo / Deve ir
Se você nunca foi a São Paulo / Deve ir

Ver o Grito do Ipiranga
Ver o Salto do Ipu
Ver o Diamante Negro
Lá no majestoso Pacaembu!

Se você nunca foi a São Paulo / Deve ir
Se você nunca foi a São Paulo / Deve ir

Em São Paulo tem feijão
Em São Paulo tem café
Venha para ser um fã
Da morena lá do Largo da Sé!

Se você nunca foi a São Paulo / Deve ir
Se você nunca foi a São Paulo / Deve ir

É a terra da garoa
É a terra do algodão
Venha no primeiro trem
Que eu vou lhe esperar na estação!

Se você nunca foi a São Paulo / Deve ir
Se você nunca foi a São Paulo / Deve ir

quarta-feira, novembro 24, 2010

Eu não sabia

Anjos do Inferno
Eu não sabia (samba, 1943) - Jorge de Castro e Ataulfo Alves

Título da música: Eu não sabia / Gênero musical: Samba / Intérprete: Anjos do Inferno / Compositores: Alves, Ataulfo - Castro, Jorge de / Gravadora Columbia / Número do Álbum 55448 / Data de Gravação 00/1943 / Data de Lançamento 00/1943 / Lado B / Disco 78 rpm:


Juro que sou inocente / Eu não sabia
Que esta mulher lhe pertencia
Além de tudo / Foi um simples cumprimento
Não há razão / Pra tanto aborrecimento

Juro que sou inocente / Eu não sabia
Que esta mulher lhe pertencia
Além de tudo / Foi um simples cumprimento
Não há razão / Pra tanto aborrecimento

Escute aqui / Ouça bem, meu camarada
Mulher séria não enxerga / Não fala
E nem ouve nada / Dessa maneira
Você vai fazer asneira / Pela sua companheira
Que, afinal / Não é tão boa assim
Meu grande amigo / Tenha mais calma
E vai dormir...

domingo, outubro 19, 2008

Vagalume

Vagalume (marcha/carnaval, 1954) - Vitor Simon e Fernando Martins - Intérprete: Anjos do Inferno

Disco 78 rpm / Título da música: Vagalume / Martins, Fernando (Compositor) / Simon, Victor (Compositor) / Anjos do Inferno (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Copacabana, 1953-1954 / Nº Álbum 5184 / Gênero musical: Marcha.



Rio de Janeiro
Cidade que nos seduz
De dia falta água
De noite falta luz.

(bis)

Abro o chuveiro
Não cai nem um pingo
Desde segunda
Até Domingo.

Eu vou pro mato
Ai, pro mato eu vou
Vou buscar um vaga-lume
Pra dar luz no meu chatô.

quinta-feira, agosto 28, 2008

Nega

Nega (samba, 1949) - Valdemar Gomes e Afonso Teixeira - Interpretação: Anjos do Inferno

Disco 78 rpm / Título da música: Nega / Afonso Teixeira (Compositor) / Valdemar Gomes (Compositor) / Anjos do Inferno (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 25/04/1949 / Lançamento: 07/1949 / Nº do Álbum: 80-0597 / Nº da Matriz: S-078871-1 / Gênero musical: Samba


Nega
Não despreza o teu nego
Não me deixa tão sozinho
Do contrário
Eu vou morrer de dor

Nega
Se tu não tens compaixão
Vou mandar fazer despacho
Pra conseguir teu coração.

Eu não vou me conformar
Se tu não me aceitar
Eu não...

Há muito tempo
Tu devias entender
Que tu és a razão do meu viver...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quarta-feira, março 26, 2008

Acontece que eu sou baiano

Anjos do Inferno
Acontece que eu sou baiano (samba, 1944) - Dorival Caymmi - Intérprete: Anjos do Inferno

Disco 78 rpm / Título: Acontece que eu sou baiano / Dorival Caymmi, 1914-2008 (Compositor) / Anjos do Inferno (Intérprete) / Gravadora: Continental / Gravação: 26/12/1943 / Lançamento: 01/1944 / Nº do Álbum: 15101 / Nº da Matriz: 674-1 / Gênero musical: Samba


Acontece que eu sou baiano
Acontece que ela não é
Mas tem um requebrado pro lado
Minha Nossa Senhora
Meu Senhor São José
Tem um requebrado pro lado
Minha Nossa Senhora
E ninguém sabe o que é

Há tanta mulher no mundo
Só não casa quem não quer
Porque é que eu vim de longe
Pra gostar dessa mulher?


Essa que tem um requebrado pro lado
Minha Nossa Senhora
Meu Senhor São José
Essa que tem um requebrado pro lado
Minha Nossa Senhora
E ninguém sabe o que é!

Já plantei na minha porta
Um pézinho de guiné
Já chamei um pai-de-santo
Pra benzê essa mulher!



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Roberta

Roberta (marcha/carnaval, 1943) - Roberto Martins, Roberto Roberti e Mário Rossi - Interpretação: Anjos do Inferno

Disco 78 rpm / Título da música: Roberta / Mário Rossi, 1911-1981 (Compositor) / Roberto Martins (Compositor) / Roberto Roberti (Compositor) / Anjos do Inferno (Intérprete) / Gravadora: Columbia / Gravação: 17/12/1942 / Lançamento: 01/1943 / Nº do Álbum: 55396 / Nº da Matriz: 590-1 / Gênero: Marcha


Alô, alô, Roberta
Perdi a chave, deixa a porta aberta
Alô, alô, Roberta
Perdi a chave, deixa a porta aberta

Não vá fazer como da vez passada
Telefonei, e não valeu de nada
Eu hoje vou chegar
Cansado do serão
Guarda pra mim
Uns pastéis de camarão.
(Que bom!)



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, março 25, 2008

Cinco horas da manhã

Anjos do Inferno

Cinco horas da manhã (samba/carnaval, 1943) - Ary Barroso - Interpretação: Anjos do Inferno

Disco 78 rpm / Título da música: Cinco horas da manhã / Ary Barroso (Compositor) / Anjos do Inferno (Intérprete) / Gravadora: Columbia / Gravação: 05/01/1943 / Lançamento: 01/1943 / Nº do Álbum: 55399 / Nº da matriz: 596-2 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: Nirez, José Ramos Tinhorão, Humberto Franceschi



São cinco horas da manhã
O sol já vem raiando
Maria tá em casa me esperando
Eu vou-me embora
É hora do corpo descansar
Sou boêmio,
Mas não quero me acabar


Maria, minha boa companheira
Não dorme enquanto eu não chego
Sou boêmio
E Maria reconhece
Por isso não me aborrece
É hora
Vou-me embora



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Vatapá

Dorival Caymmi
Vatapá (samba, 1942) - Dorival Caymmi - Intérprete: Anjos do Inferno

Disco 78 rpm / Título da música: Vatapá / Dorival Caymmi, 1914-2008 (Compositor) / Anjos do Inferno (Intérprete) / Gravadora: Columbia / Gravação: 04/09/1942 / Lançamento: 10/1942 / Nº do Álbum: 55380 / Nº da Matriz: 557-1 / Gênero musical: Samba receita / Coleções de origem: Nirez, Humberto Franceschi, Claudio Jorge Barros


Quem quiser vatapá, ô
Que procure fazer
Primeiro o fubá
Depois o dendê
Procure uma nêga baiana, ô
Que saiba mexer
Que saiba mexer
Que saiba mexer

Bota castanha de caju
Um bocadinho mais

Pimenta malagueta
Um bocadinho mais
Amendoim, camarão, rala um coco
Na hora de machucar
Sal com gengibre e cebola, iaiá
Na hora de temperar

Não para de mexer, ô
Que é pra não embolar
Panela no fogo
Não deixa queimar
Com qualquer dez mil réis e uma nêga ô
Se faz um vatapá
Se faz um vatapá
Que bom vatapá



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, março 22, 2008

Dolores

Anjos do Inferno
Dolores (samba/carnaval, 1942) - Alberto Ribeiro , Arlindo Marques Jr. e Marino Pinto - Intérprete: Anjos do Inferno

Disco 78 rpm / Título da música: Dolores / Alberto Ribeiro, 1902-1971 (Compositor) / Arlindo Marques Júnior (Compositor) / Marino Pinto (Compositor) / Anjos do Inferno (Intérprete) / Gravadora: Columbia / Gravação: 10/12/1941 / Lançamento: 01/1942 / Nº do Álbum: 55314 / Nº da Matriz: 484-2 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: Robespierre Martins Teixeira, Nirez, José Ramos Tinhorão, Humberto Franceschi


Aiai... aiai..., Dolores!

Foi ela o maior dos meus amores
Aiai... aiai..., Dolores
Razão do meu prazer, de minhas dores
Aiai... aiai..., Dolores
Eu com ela tive espinhos, tive flores

Aiai... aiai..., Dolores

Dei o meu sorriso à Leonor
Dei o meu olhar à minha atriz
À nenhuma delas dei amor
Com nenhuma delas fui feliz
Porque existe alguém
Que é o maior dos meus amores

Aiai... aiai...., Dolores!


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, março 20, 2008

Chô-chô

Anjos do Inferno
Chô-chô (samba, 1941) - Antônio Almeida e Ciro de Souza - Interpretação: Anjos do Inferno

Disco 78 rpm / Título: Chô, chô... / Antônio Almeida (Compositor) / Ciro de Souza (Compositor) / Anjos do Inferno (Intérprete) / Gravadora: Columbia / Gravação: 26/02/1941 / Lançamento: 04/1941 / Nº do Álbum: 55267 / Nº da Matriz: 377-2 / Gênero: Samba / Coleções de origem: Robespierre Martins Teixeira, Nirez, José Ramos Tinhorão, Humberto Franceschi


Chô, chô, dique dim
Chô, chô, dique dim
Chô, chô, dique dim, chô, chô
Bate asas passarinho
Vai contar ao meu amor
Que você me viu tristonho
Quase a soluçar de dor


Vai dizer àquela ingrata
Que eu vivo na solidão
Que é enorme a saudade
Dentro do meu coração
Nossa casa abandonada
Já não tem o esplendor
Daqueles dias felizes
Em que viveu nosso amor...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, fevereiro 23, 2008

Sarambá

Sarambá (samba, 1930) - J. Thomaz e Duque (Antônio Lopes de Amorim Diniz) - Interpretação: J. Thomaz

Disco 78 rpm / Titulo da música: Sarambá / Duque (Compositor) / J. Thomaz (Compositor) / J. Thomaz (Intérprete) / Orquestra Brunswick e Coro (Acomp.) / Gravadora: Brunswick / Nº do Álbum: Brunswick 10000 / Nº da Matriz: 23 / Lançamento: Dezembro/1929 / Gênero musical: Samba / Coleções: Nirez, José Ramos Tinhorão, Humberto Franceschi



Interpretação do grupo Anjos do Inferno em disco Victor, lançado em 1945:

Disco 78 rpm / Título da música: Sarambá / Duque (Compositor) / J. Thomaz (Compositor) / Anjos do Inferno (Intérprete) / Gravadora: Victor / Nº do Álbum: 80-0318 / Nº da Matriz: S-078210-1 / Gravação: 27/06/1945 / Lançamento: Setembro/1945 / Gênero musical: Samba


Olha o sarambá
Ô tia
Olha o sarambá
Olha o sarambá
Ò nega
Olha o sarambá

Olha o sarambá
Ô tia
Olha o sarambá


Olha o sarambá
Ô nega
Olha o sarambá

Mon samba se dance toujours encadence
Petit pas par-ci, petit pas par-la
Il faute de l'aisance, beaucoup d'elegance
Le corps se balance, dançant le samba
Ô tia

Olha o sarambá
Ô tia
Olha o sarambá
Olha o sarambá
Ô nega
Olha o sarambá



Fonte: Discografia Brasileira - IMS.

quarta-feira, novembro 15, 2006

Sarambá

Sarambá (samba, 1922) - J. Tomás / Versos em francês de Duque - Interpretação: Anjos do Inferno

Disco 78 rpm / Título da música: Sarambá / Duque (Compositor) / Thomaz, J (Compositor) / Anjos do Inferno (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Victor, 27/06/1945 / Nº Álbum: 800318 / Gênero musical: Samba.



Olha o sarambá ô tia / Olha o sarambá
Olha o sarambá ô nega / Olha o sarambá
Olha o sarambá ô tia / Olha o sarambá
Olha o sarambá ô nega / Olha o sarambá

Mon samba se dance toujours encadence
Petit pas par-ci, petit pas par-la
Il faute de l'aisance, beaucoup d'elegance
Le corps se balance, dançant le samba (ô tia)

Olha o sarambá ô tia / Olha o sarambá
Olha o sarambá ô nega / Olha o sarambá
Olha o sarambá ô tia / Olha o sarambá
Olha o sarambá ô nega / Olha o sarambá

Mon samba se dance toujours encadence
Petit pas par-ci, petit pas par-la
Il faute de l'aisance, beaucoup d'elegance
Le corps se balance, dançant le samba (ô tia)


Outra versão:

Mon samba se dance toujours encadence
Petit pas par-ci, petit pas par-la
Il faute de l'aisance, beaucoup d'elegance
Le corps se balance, dançant le samba
Vamos sarambá ô nega, vamos sarambá

Fui fazer meu samba na mesa do meu botequim
Depois de umas e outras, o samba ficou assim
Fui fazer meu samba na mesa do meu botequim
Depois de umas e outras, o samba ficou assim:

Estrambonático, palipopético, cibalenítico, Estapafúrdio,
Protopológico, antropofágico, presolopépico, calotolético,
Carambolâmbolo, posolométrico, pratofilônica, protopolágico,
Canekalônica,

É isso aí, é isso aí
Ninguém entendeu nada, eu também não entendi.