segunda-feira, abril 28, 2008

Gilda

Sílvio Caldas
Gilda (samba/carnaval, 1947) - Mário Lago e Erasmo Silva

Disco 78 rpm / Título da música: Gilda / Autoria: Silva, Erasmo (Compositor) / Lago, Mário, 1911-2001 (Compositor) / Sílvio Caldas (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1946 / Nº Álbum 15730 / Lado B / Gênero musical: Samba


Nunca houve mulher
Igual a Gilda!
Oh, Gilda, meu bem
Não me faça esperar
Não, não
Ela sai, esquece de voltar
E quando volta
Não dá confiança de se explicar!

Não sabe pedir desculpa
Não sabe pedir perdão
Tem certeza que tem um lace
Que eu tenho um bom coração
Eu só me zango de boca
De raiva não sei guardar
Quando ela sai eu pergunto:
À que horas vai voltar?
Não vai demorar?

quinta-feira, abril 24, 2008

Fim de semana em Paquetá

Nuno Roland
Fim de semana em Paquetá (samba-canção, 1947) - João de Barro e Alberto Ribeiro

Disco 78 rpm / Título: Fim de semana em Paquetá / Autoria: Ribeiro, Alberto, 1902-1971 (Compositor) / João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Nuno Roland, 1913-1975 (Intérprete) / Orquestra de Cordas (Acompanhante) / Patané, Eduardo (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1947 / Nº Álbum 15787 / Lado B


Esquece por momentos teus cuidados
E passa o teu domingo em Paquetá
Aonde vão casais de namorados
Buscar a paz, que a natureza dá.

O povo invade a barca e lentamente
A velha barca deixa o velho cais
Fim de semana que transforma a gente
Em bando alegre de colegiais

Em Paquetá se há lua cheia
Faz renda de luz por sobre o mar
A alma da gente se incendeia
E a ternura sobre a areia
E romances ao luar

E, quando rompe a madrugada
Da mais feiticeira das manhãs
Agarradinhos, descuidados
Ainda dormem namorados
Sob um céu de flamboyant....

Coitadinho do papai

Marlene
Coitadinho do papai (marcha/carnaval, 1947) - Henrique de Almeida e M. Garcez

Disco 78 rpm / Título da música: Coitadinho do papai / Autoria: Almeida, Henrique de, 1917-1985 (Compositor) / Garcez, M (Compositor) / Marlene (Intérprete) / Vocalistas Tropicais (Intérprete) / Raul, 1874-1953 (Acompanhante) / Regional (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 05/12/1946 / Nº Álbum 12757 / Lado A / Lançamento: Fevereiro/1947 / Gênero musical: Marcha


Mamãe quer saber
Onde é que o velho vai
Pode até chover
Que toda noite o velho sai

Papai diz que vai
Lá prá companhia
Que tem reunião de diretoria
Mamãe desconfia
Mas, não sabe onde ele vai
Se um dia ela descobre
Coitadinho do papai !

Cidade do interior

Aracy de Almeida
Cidade do interior (samba-canção, 1947) - Marino Pinto e Mário Rossi

Disco 78 rpm / Título da música: Cidade do interior / Autoria: Pinto, Marino (Compositor) / Rossi, Mário, 1911-1981 (Compositor) / Araci de Almeida, 1914-1988 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1947 / Nº Álbum 12767 / Lado A / Gênero musical: Samba


Cidade do interior
Tem a sua estação de trem
Um clube, a matriz, um jardim
E um baile mensal, familiar
Tem um cinema modesto
E um pequeno jornal
Que sai todo domingo
E quando é feriado nacional


Cidade do interior
Tem um grupo escolar também
E um rio que passa cantando
Espelhando o luar
E o ideal
Que todos tem no interior
É crescer e casar
Para saber o que é o amor.

Boogie-woogie do rato

Denis Brean
Boogie-woogie do rato (boogie-woogie, 1947) - Denis Brean

Disco 78 rpm / Título: Boogie-woogie do rato / Autoria: Brean, Denis (Compositor) / Joel e Gaúcho (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1946 / Álbum 12766 / Lado A / Lanç.: 1947 / Gênero: Boogie woogie


Tá dando rato, muito rato e que rato que está dando
no meu boogie e que sopa para um gato
Eu não sabia que havia tanto rato no meu samba
mas agora ante o fato, o rato é mato
Mas tem um rato que agradece e é muito grato
Se encontra um boogie-woogie, boogie-woogie como prato
Mas tem um rato que agradece e é muito grato
Se encontra um boogie-woogie, boogie-woogie como prato

Veja, veja, veja minha gente
Um rato pretender patente num processo de roer
Deixa todos esses ratos no meu samba
E não se importe com a muamba que isso é meio de viver

Se o nosso samba tem cadência, o boogie-woogie
tem influência pois os dois são irmãos da mesma cor
E o que interessa, ora essa é que o povo
consagrou as duas danças como sendo do amor
Por isso mesmo todo mundo quer dançar o boogie-woogie
sem "castigo" pois é ritmo amigo
E tudo mais só é conversa, e a resposta é "Nem te ligo!"

segunda-feira, abril 21, 2008

Anda, Luzia

Anda Luzia (marcha/carnaval, 1947) - João de Barro

Disco 78 rpm / Título da música: Anda Luzia! / Autoria: João de Barro, 1907-2006 (Compositor) / Sílvio Caldas (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1946 / Nº Álbum 15730 / Lado A / Gênero musical: Marcha


Anda, Luzia
Pega um pandeiro e cai no carnaval
Anda, Luzia
Que essa tristeza lhe faz muito mal

(bis)

Apronta a tua fantasia
Alegra o teu olhar profundo
A vida dura só um dia, Luzia,
E não se leva nada desse mundo

Alô xerife

Alô xerife (marcha, 1947) - Pedro Paraguaçu e José Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Alô xerife / Autoria: Batista, José, 1913-1968 (Compositor) / Paraguassú, Pedro (Compositor) / Bob Nelson, 1918-2009 (Intérprete) / Seus Rancheiros (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1946 / Nº Álbum 800468 / Lado A / Gênero musical: Marcha


Alô, alô boy, xerife
Eu preciso do auxílio do senhor
Alô, alô boy, xerife
Uma quadrilha quer roubar o meu amor!

(bis)

Não é que eu tenha medo de bandido
Apenas eu não quero é confusão
Enquanto eu for pegando um a um
Seu xerife, por favor
Mete os gajos na prisão...

domingo, abril 20, 2008

Vou sambar em Madureira

Jorge Veiga
Vou sambar em Madureira (samba/carnaval, 1946) - Haroldo Lobo e Milton de Oliveira

Disco 78 rpm / Título: Vou sambar em Madureira / Autoria: Lobo, Haroldo (Compositor) / Oliveira, Milton de, 1919-1986 (Compositor) / Jorge Veiga (Intérprete) / Lacerda, Benedito (Acompanhante) / Grande Conjunto (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1945 / Nº Álbum 15490 / Lado B / Gênero: Samba


Se ela for sambar em Madureira
Eu também vou
Ai, ai, ai, Madalena meu amor
Topo qualquer samba
Seja ele onde for
Mas só vou se a Madalena for.

No largo de Madureira
Só não samba quem não quer
De domingo a terça-feira
Todos brincam prá xuxu
Não precisa ter dinheiro
Só precisa um pandeiro
Pra sambar em Madureira
Vem gente até de Bangu.

Promessa

Promessa (samba/carnaval, 1946) - Jaime de Carvalho (Coló)

Disco 78 rpm / Título da música: Promessa / Autoria: Carvalho, Jaime de (Compositor) / Joel de Almeida, 1913-1993 (Intérprete) / Grande Escola de Samba (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1946 / Nº Álbum 12692 / Lado A / Gênero musical: Samba


Foi uma promessa que eu fiz
Ainda não pude guardar
Foi uma promessa que eu fiz
Ainda não pude guardar

Ai, ai, meu Deus
(Ai, ai, meu Deus)
Eu já tenho a quem culpar
Foi, foi aquela mulher
Que conseguiu destruir meu lar

Ela destruiu meu lar
Aquela ingrata mulher
Ela foi culpada
Aquela mulher para mim
Não vale nada!

O que se leva dessa vida

Ciro Monteiro
O que se leva dessa vida (samba, 1946) - Pedro Caetano

Disco 78 rpm / Título da música: O que se leva dessa vida / Autoria: Caetano, Pedro (Compositor) / Ciro Monteiro (Intérprete) / Lacerda, Benedito, 1903-1958 (Acompanhante) / Regional (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 21/03/1946 / Nº Álbum 800406 / Lado B / Lançamento: Maio/1946 / Gênero musical: Samba choro


O que se leva dessa vida
O que se come, que se bebe
Que se brinca, ai, ai
O que se leva dessa vida
O que se come, que se bebe
Que se brinca, ai, ai

Ai, como sofre o usurário que tem tanto
Que não sabe o que fazer
Como trafega o coitadinho
Que se mata sem ganhar nem pra comer

Eu nada tive, o que tenho nesta vida
São as ruas pra andar
Mas meu consolo é que essa gente
Que tem tudo
Pro caixão não vai levar

No boteco do José


No boteco do José (marcha/carnaval, 1946) - Wilson Batista e Augusto Garcez

Disco 78 rpm / Título da música: No boteco do José / Autoria: Garcez, Augusto (Compositor) / Batista, Wilson, 1913-1968 (Compositor) / Linda Batista, 1919-1988 (Intérprete) / Lacerda, Benedito, 1903-1958 (Acompanhante) / Regional (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 21/09/1945 / Nº Álbum 800348 / Gênero musical: Marcha


Vamos lá
Que hoje é de graça
No boteco do José
Entra homem, entra menino
Entra velho, entra mulher
É só dizer que é vascaíno
Que ali tudo lelé


Solta foguete até de madrugada
Canta-se o fado bebendo a champanhada

Segunda-feira só abre por insistência
Quando o Vasco é campeão
Seu José vai à falência!


Vamos lá
Que hoje é de graça
No boteco do José
Entra homem, entra menino
Entra velho, entra mulher
É só dizer que é vascaíno
Que ali tudo lelé

Não me deixe sozinho

Orlando Silva
Não me deixe sozinho (fox-canção, 1946) - Roberto Martins e Ari Monteiro

Disco 78 rpm / Título da música: Não me deixe sozinho / Autoria: Monteiro, Ari (Compositor) / Martins, Roberto (Compositor) / Orlando Silva (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1946 / Nº Álbum 12720 / Lado A / Lançamento:1946 / Gênero musical: Fox


Não me deixe sozinho
Senão fracassarei
Se chegar esse dia
Ai, meu Deus, eu não sei!

É você quem aplaude
E chora a minha derrota
Eu não sou nenhum santo
E você, no entanto
É a minha devota

Não me deixe sozinho
Senão fracassarei...

Geremoabo

Joubert de Carvalho
Geremoabo (canção, 1946) - Joubert de Carvalho

Disco 78 rpm / Título: Geremoabo / Autoria: Carvalho, Joubert de (Compositor) / Gaó (Intérprete) / Gilberto Milfont (Intérprete) / Orquestra de Concerto (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 22/05/1946 / Nº Álbum 800434 / Lado A / Gênero: Canção


Vem rompendo a madrugada
Chico Gato destemido
Faz o cerco na calada
Procurando o boi valente
Foi chamado o corredor
Pra uma luta frente a frente

Chico Gato nesse dia
Prometeu a Ana Maria

No mais pura comovente
Sem temer nem mesmo a morte
De trazer pegado à unha
Esse boi alice e forte

Geremoabo
Que tem o rio Irapiranga
Pra molhar a terra seca do lugar
Geremoabo, jura eleitor
É a minha terra
É o meu amor!

Geremoabo
Que tem Maria
Pra um caboclo apaixonar
Por causa dela se matar
Geremoabo, jura eleitor
Aí deixei
O meu amor!

E tomada a posição
Chico Gato espera a hora
Pra arrancada estonteante
Eis que o boi que vive alerta
Rompe o cerco num instante
Pra escapar da pega certa

Desde aí Geremoabo
Conta a história desse boi
Corredor de triste sorte
Que no abismo se jogou
Não foi preso
Teve a morte que o vaqueiro acompanhou...

Geremoabo, que tem o rio....

Espanhola

Nelson Gonçalves
Espanhola (marcha/carnaval, 1946) - Benedito Lacerda e Haroldo Lobo

Disco 78 rpm / Título: Espanhola / Autoria: Lacerda, Benedito, 1903-1958 (Compositor) / Lobo, Haroldo (Compositor) / Nelson Gonçalves, 1919-1998 (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Victor, 22/11/1945 / Álbum 800378 / Lado A / Lançamento: 02/1946 / Gênero: Marcha


Espanhola
Eu quero, quero, quero
Ver você sambar
Joga fora a castanhola
Que eu te dou um pandeiro
Pra brincar.

Não sou toureiro
Não pego touro à unha
Não fui à Catalunha
Mas já vi você dançar
Espanhola você dança muito bem
Mas eu quero, quero
Quero ver você sambar.

sábado, abril 12, 2008

Edredon vermelho

Isaura Garcia
Edredon vermelho (samba, 1946) - Herivelto Martins

Disco 78 rpm / Título da música: Edredon vermelho / Autoria: Martins, Herivelto (Compositor) / Isaura Garcia (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1945 / Nº Álbum 800387 / Lado B / Lançamento: 1946 / Gênero musical: Samba canção


Meu edredon vermelho,
Brilha que nem espelho,
Reflete o rosto teu,
Quando tu sentas na cama,
Suja os tapetes de lama,
Mas não faz mal, digo eu.

E quando tu vais embora,
Parece que tudo chora,
Sentindo falta talvez,
Traze alegria contigo,
Volta a falar comigo,
Senta-te a cama outra vez.

Teu retrato,
Lá no meu criado-mudo,
É testemunha de tudo,
Que entre nós, se passou,
Teu retrato,
Fica as vezes tão sisudo,
Porque não compreende tudo,
Porque alguém não voltou.

Meu edredon vermelho,
Brilha que nem espelho,
Reflete o rosto teu,
Quando tu sentas na cama,
Suja os tapetes de lama,
Mas não faz mal, digo eu.

E quando tu vais embora,
Parece que tudo chora,
Sentindo falta talvez,
Traze alegria contigo,
Volta a falar comigo,
Senta-te a cama outra vez.

Cortando pano

Luiz Gonzaga
Cortando pano (mazurca, 1946) - Luiz Gonzaga , Miguel Lima e J. Portela

Disco 78 rpm: Título da música: Cortando pano / Autoria: Portela, J (Compositor) / Gonzaga, Luiz (Compositor) / Gonzaga, Luiz (Intérprete) / Regional (Acompanhante) / Imprenta[S.l.]: Victor, 06/09/1945 / Nº Álbum 800344 / Lado B / Lançamento: Novembro/1945 / Gênero musical: Mazurca


Errei no corte, seu Zé Mariano
Peço desculpas pelo meu engano
Sou alfaiate do primeiro ano
Pego na tesoura e vou cortando o pano

Ai, ai
Que vida ingrata o alfaiate tem
Quando ele erra estraga o pano todo
Quando ele acerta a roupa não convém

Fiz um terno pro José meu mano
Só ficou curto porque houve engano
Sou alfaiate do primeiro ano
Pego na tesoura e vou cortando o pano

Ai, ai
Que vida ingrata o alfaiate tem
Quando ele erra estraga o pano todo
Quando ele acerta a roupa não convém

Se chegar seu mano ?
- Vou cortando o pano
Se houver engano ?
- Vou cortando o pano
Vai cortando o pano ?
- Vou cortando o pano
Vai cortando o pano ?
- Vou cortando o pano

Sai daqui Germano
Está me perturbando
Sou alfaiate do primeiro ano
Mas faço roupa pra qualquer fulano
Só não acerto quando há engano
Se Deus ajuda...pelo sistema norte-americano
Sou alfaiate do primeiro ano
Pego na tesoura e vou cortando pano

Se chegar seu mano ?
- Vou cortando o pano
Se houver engano ?
- Vou cortando o pano
Vai cortando o pano ?
- Vou cortando o pano
Vai cortando o pano ?
- Vou cortando o pano

Até hoje não voltou

Geraldo Pereira
Até hoje não voltou (samba, 1946) - Geraldo Pereira e J. Portela

Disco 78 rpm / Título da música: Até hoje não voltou / Autoria: Pereira, Geraldo (Compositor) / Portela, J (Compositor) / Ciro Monteiro (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1946 / Nº Álbum 800437 / Lado B / Lançamento: 1946 / Gênero musical: Samba


Eu fui buscar uma mulher na roça
Que não gostasse de samba
E nem gostasse de troça
Uma semana depois que aqui chegou
Mandou esticar os cabelos
E as unhas dos pés pintou
Foi dançar na gafieira
E até hoje não voltou

Ela não tinha um vestido
Um sapato que se apresentasse
Eu comprei
Chegou toda errada
Falar não sabia
Fui eu que ensinei

Perdi tanto tempo
Gastei meu dinheiro
Fui tão longe à toa
Mas vi que sou muito infeliz
É melhor eu viver sem patroa...

A valsa do vaqueiro

A valsa do vaqueiro (valsa, 1946) - Vitor Simon

Disco 78 rpm Título da música: A valsa do vaqueiro / Autoria: Simon, Victor (Compositor) / Bob Nelson, 1918-2009 (Intérprete) / Seus Rancheiros (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1946 / Nº Álbum 800414 / Lado B / Gênero musical: Valsa


A valsa do vaqueiro
É a melodia do oeste
A valsa do vaqueiro
É a canção do faroeste

Quem canta esta valsa
São os valentes vaqueiros
E os humildes rancheiros
Dorolei tirolei ti...

Cantem todos e dancem também
A valsa do vaqueiro
Quem não canta para o seu bem
A valsa do vaqueiro

terça-feira, abril 08, 2008

Ari Sanches

Ari Sanches (Ariovaldo Sanches Lopes), cantor, nasceu em 16/06/1944 no tradicional bairro da Mooca, em São Paulo, onde poucos anos depois iniciou sua carreira, influenciado pela colônia italiana residente na região. Do tradicional bairro paulista ao reduto dos melhores cantores da época foi um pulo.

Em 1965, durante uma apresentação no Restaurante Fasano, em São Paulo, Ari conheceu Roberto Carlos, ídolo da Jovem Guarda que já despontava com grandes sucessos. A empatia entre os dois foi imediata e Roberto convidou Ari para participar, na semana seguinte, da estréia do primeiro programa da Jovem Guarda na Rede Record.

Todos os participantes do programa recebiam uma denominação criativa do Rei: Wanderléia era a ternurinha, Erasmo Carlos, o tremendão, e Ari ficou conhecido como a "granada romântica" porque, como contratado do Programa Jovem Guarda, interpretava com grande estilo as música italianas que faziam sucesso na época, simultaneamente ao movimento dos Beatles, rock e bossa nova. Nessa fase, gravou 6 LPs e vários compactos.

Com o término da Jovem Guarda, Ari Sanches e outros conhecidos cantores da época foram levados por Silvio Santos, ainda na Rede Globo, para o programa Os Galãs Cantam e Dançam aos Domingos 1970 a 1973.

A carreira ainda lhe reservava surpresas. Em 1974, Ari foi contratado por um grupo de empresários para atuar internacionalmente. Foram 12 anos viajando, especialmente para países da Europa, e diversas apresentações em navios.

Até hoje, Ari viaja freqüentemente, tem seu trabalho respeitado e seus shows fazem muito sucesso em outros países.

Em 1986 voltou a trabalhar com Silvio Santos no programa Qual é a Música. Logo depois, em 1989, Ari montou seu próprio grupo musical - a Banda 4ª Dimensão - e, com o formato Baile Show, passou a realizar diversas apresentações por todo o país.

Bento Mossurunga

Bento Mossurunga (Bento João de Albuquerque Mossurunga), regente, compositor e instrumentista, nasceu em Castro - PR, em 06/05/1879, e faleceu em Curitiba - PR, em 23/10/1970. Filho do tabelião João Bernardes de Albuquerque Mossurunga e de Graciliana Reis de Albuquerque Mossurunga, nasceu entre músicos (o pai e o irmão tocavam violão e viola, e as irmãs, órgão) e desde pequeno aprendeu a tocar violinha sertaneja. Cresceu em contato com violeiros populares, com a música produzida numa colônia de negros libertos que ficava perto de sua casa e com a música de bandas.

Tendo-se iniciado no piano com o ourives Manuel Cristino dos Santos, e em violino, teoria e solfejo com o italiano Augusto Mainardi, em 1895 foi para Curitiba, onde continuou os estudos com Adolfo Corradi, no Conservatório de Belas Artes. Na capital paranaense, além de trabalhar numa loja de chapéus e de estudar, freqüentava o Grêmio Musical Carlos Gomes, tendo convivido com os compositores e músicos da época. Depois de haver voltado a Castro em 1897, retornou a Curitiba em 1902, para retomar os estudos musicais; durante esse período lecionou piano e apresentou-se num café-concerto.

Em 1905, sua valsa Bela morena foi publicada pela revista carioca O Malho. Transferiu-se então para o Rio de Janeiro RJ, onde a princípio atuou como violinista no teatro de variedades Guarda Velha. Em 1907 ingressou no I.N.M. tendo estudado com Frederico Nascimento (harmonia), Francisco Braga (contraponto, composição e fuga) e Ernesto Ronchini (violino). Nessa época integrou, como primeiro violino, a orquestra do Centro Musical, regida por Francisco Braga.

Iniciou carreira de regente ao ingressar, em 1916, na companhia do Teatro São José, inicialmente como auxiliar do maestro José Nunes e, depois, com a morte deste, como diretor do teatro, a convite da Empresa Pascoal Segreto. De 1918 a 1922, supervisionou ensaios, fez instrumentações e musicou operetas, revistas e burletas, embora algumas passassem como de autoria de compositores conhecidos. Musicou peças de Luiz Peixoto, Cardoso de Meneses, Viriato Correia, Gastão Tojeiro, etc. Desempenhou depois a função de regente em diversos teatros cariocas, como o Lírico, o Apolo, o Carlos Gomes e o Recreio Dramático.

A 21 de setembro de 1924 casou com Belosina Lima. Em 1930, de volta a Curitiba, passou a dirigir um curso de música e a trabalhar na Sociedade Musical Renascença, além de haver fundado a Sociedade Orquestral Paranaense.

Sempre produzindo para o teatro musicado e compondo hinos, canções e obras para orquestra, em 1946 organizou, com um grupo de estudantes e músicos, a Orquestra Estudantil de Concertos, que em 1958 se transformaria na Orquestra Sinfônica da Universidade do Paraná.

Em 1947, seu Hino do Paraná (1903) tornou-se o hino oficial do Estado. Professor, lecionou canto orfeônico no Colégio Estadual do Paraná e instrumentação na Escola de Música e Belas Artes do Paraná.

Sua obra popular, que inclui numerosos sambas, tangos, choros, marchas carnavalescas, valsas, mazurcas, etc., perdeu-se em grande parte. Musicou, entre outras, as seguintes peças: Reco-reco, de Carlos Bittencourt e Cardoso de Meneses, 1921; Olelê olalá, de Carlos Bittencourt e Cardoso de Meneses (em colaboração com Freire Júnior), 1922; Segura o boi, de Carlos Bittencourt e Cardoso de Meneses, 1921; Meu bem, não chora!, de Carlos Bittencourt e Cardoso de Meneses (em colaboração com Assis Pacheco), 1922; Florzinha, opereta de Ivete Ribeiro (em colaboração com Henrique Vogeler), 1927; Gato, baeta, carapicu, revista de Cardoso de Meneses (em colaboração com Bernardo Vivas), 1920; Boas falas, revista de Bastos Tigre, 1927.

Obras

Música orquestral: Bucólica paranaense, s.d.; Dezenove de Dezembro, hino militar, 1904; Guaicará, s.d.; Hino do Paraná, 1903; Ingrata, mazurca, 1904; Marcha da cidade de Curitiba, s.d.; Ondas do Iapó, s.d.; Pintassilgo dos pinheirais, s.d.; Rincão, s.d.; Sapecada, s.d.
Música instrumental: Doce reminiscência, para piano, s.d.; Fantasia romântica, para violino e piano, s.d.; Serenata, para piano, s.d.; Serenata rústica, para celo e piano, s.d.
Música vocal: Bandeira do Brasil, para quatro vozes, s.d.; Berceuse, para canto e piano, s.d.; Canções paranaenses, para canto e piano, s.d.; Luar no mato, para canto e piano, s.d.; Nosso Brasil, para canto e piano, s.d.; , para canto e piano, s.d.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira: Popular, Erudita e Folclórica, 2ª edição revista e atualizada, página 524, São Paulo - SP, Art Editora e Publifolha, 1998.

Hermes Aquino

Hermes Aquino (Hermes de Aquino), cantor e compositor, nasceu em Rio Grande-RS, em 21/5/1949. Sua composição Nuvem passageira, lançada em 1977, fez tanto sucesso que muitos costumam pensar que sua carreira resume-se somente a ela. Na verdade, ele tem outros sucessos, embora de menor porte, como Desencontro de Primavera (1977) e Santa Maria (1978).

Sua carreira já vinha de dez anos antes, inclusive como raro representante gaúcho do tropicalismo: Você Gosta?, parceria sua com Tom Zé, foi gravada por este e pelo grupo Liverpool em 1969, e Planador, parceria com sua prima Laís Marques, está nos únicos álbuns do Liverpool e do grupo carioca Os Brazões. Além disso, Sala de Espera, parceria com Laís Marques (e defendida por esta no Quarto Festival Internacional da Canção, em 1969), foi regravada pelo grupo O Bando.

O primeiro sucesso de Hermes como intérprete foi Flash, outra parceria com Laís, e com que participou do mesmo Quarto Festival Internacional da Canção. Morando em São Paulo, SP, desde a segunda metade dos anos 1960, Hermes só conseguiu gravar seu primeiro LP, Desencontro de Primavera em 1977, pelo selo Tapecar; no ano seguinte, mudou-se para a gravadora Capitol, que lançou seu segundo LP, Santa Maria.

Mas Hermes desentendeu-se com a gravadora a ponto de voltar a seu Estado natal, onde vive até hoje como produtor de jingles.

Fonte: Arquivo do Rock

Márcio Greyck

Márcio Greyck (Márcio Pereira Leite), cantor e compositor, nasceu em 30/08/1947 em Belo Horizonte MG. Aprendeu, de ouvido, a tocar violão, guitarra, baixo, bateria e piano. Iniciou carreira profissional em 1967, através do disc-jockey Dirceu Pereira, que o levou para gravar na Polydor.

A primeira composição, Venha sorrindo (1967), foi também a primeira gravada por ele, ainda em 1967, ano em que lançou um LP com seu nome, cuja faixa de destaque era Minha menina (Eleanor Rigby, de Lennon e McCartney, versão de Antônio Carlos Wallace).

De 1967 a 1968, foi contratado da TV Tupi de São Paulo, na qual comandava o programa O Mundo é dos Jovens.

Entre seus sucessos como compositor destacam-se: Impossível acreditar que perdi você (com Cobel, 1972), regravada com êxito por Fábio Júnior, em 1997, para a trilha da novela A indomada, da TV Globo; e Vivendo por viver (com Cobel), na interpretação de Zezé di Camargo e Luciano, também em 1997.

Como cantor, teve êxito com duas músicas do pop italiano: em 1972, O mais importante é o verdadeiro amor (Tanta voglia di lei, do grupo I Pooh) e, em 1973, Infinito (L’lnfinito, de Giancarlo Bigazzi e Toto Savio), ambas em versão de Fernando Adour.

Grava seus discos na CBS e tem como principais parceiros Cobel (seu irmão), Fernando Adour e Antônio Carlos Wallace.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira -Art Editora e PubliFolha.

Tagarela

Roberto Paiva
Tagarela (marcha/carnaval, 1945) - Roberto Martins e Eratóstenes Frazão

Disco 78 rpm / Título da música: Tagarela / Autoria: Frazão, E (Compositor) / Martins, Roberto (Compositor) / Roberto Paiva (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1944 / Álbum 800250 / Lado A / Lançamento: 1945 / Gênero musical: Marcha


Fala , fala , fala
Tagarela
Que eu vou fingindo que não é comigo
Fala que eu não dou trela
Fala Tagarela que eu nem te ligo

O cão que ladra não morde ninguém
Deves saber muito bem
Nem precisa de mordaça
Ladra o cão e a carruagem passa.

Prece à lua

Gilberto Alves
Prece à lua (valsa, 1945) - Alcebíades Barcelos e Armando Marçal

Disco 78 rpm / Título: Prece à lua / Autoria: Marçal, Armando (Compositor) / Bide, 1902-1975 (Compositor) / Gilberto Alves (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1945 / Nº Álbum 12561 / Lado A / Gênero: Valsa


Lua, deusa da natura
Ouve a minha prece
Protetora dos amantes
Porque me esqueces

Fixo a imensidão
E a tua luz comparo à ela
Vejo o brilho das estrelas
Lembro os olhos dela


Eu quis tornar realidade
Os sonhos e quimera
Transformar o inverno infindo
Em linda primavera

A flor da minha ilusão
Murchou após o florescer
Deixando somente amargor
Em volta em meu viver

segunda-feira, abril 07, 2008

Senhor da floresta

Augusto Calheiros
Senhor da floresta (samba, 1945) - René Bittencourt

Disco 78 rpm / Título: Senhor da floresta / Autoria: Bittencourt, René (Compositor) / Augusto Calheiros, 1891-1956 (Intérprete) / Lacerda, Benedito, 1903-1958 (Acompanhante) / Regional (Acompanhante) / Imprenta[S.l.]: RCA Victor, 03/04/1945 / Nº Álbum 800279 / Lado A / Lançamento: Maio/1945 / Gênero: Samba


Senhor da floresta
Um índio guerreiro da raça Tupi
Vivia pescando, sentado na margem do rio Chuí
Seus olhos rasgados
No entanto fitavam ao longe uma taba
Na qual habitava, a filha formosa de um morubixaba.

Um dia encontraram
Senhor da floresta do rio Chuí
Crivado de flechas
De longe atiradas por outro Tupi

E a filha formosa do morubixaba, quando anoiteceu
Correu, subindo a montanha
E no fundo do abismo, desapareceu.

Naquele momento
Alguém viu no espaço, à luz do luar
Senhor da floresta
De braços abertos, risonho a falar:

Ó virgem guerreira
Ó virgem mais pura que a luz da manhã
Iremos agora, unir nossas almas aos pés de Tupã!

domingo, abril 06, 2008

Que rei sou eu?

Francisco Alves
Que rei sou eu? (samba/carnaval, 1945) - Herivelto Martins e Valdemar Ressurreição

Disco 78 rpm / Título da música: Que rei sou eu? / Autoria: Martins, Herivelto (Compositor) / Ressurreição, Valdemar (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Abel (Acompanhante) / Cruz, Claudionor (Acompanhante) / Conjunto (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 13/11/1944 / Nº Álbum 12537 / Gênero: Samba


Que rei sou eu
Sem reinado e sem coroa
Sem castelo e sem rainha
Afinal que rei sou eu?
(bis)

O meu reinado
É pequeno e é restrito
Só mando no meu distrito
Por que o rei de lá morreu

Não tenho criado de libré
Carruagem sem mordomo
E ninguém beija meus pés!

Meu sangue azul
Nada tem de realeza
O samba é minha nobreza
Afinal que rei sou eu?

Que rei sou eu
Um falso rei?

quinta-feira, abril 03, 2008

Penerô xerem

Penerô xerem (chamego, 1945) - Miguel Lima e Luiz Gonzaga

Disco 78 rpm / Título da música: Penerô xerém / Autoria: Gonzaga, Luiz (Compositor) / Lima, Miguel (Compositor) / Gonzaga, Luiz (Intérprete) / Regional (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 13/06/1945 / Nº Álbum 800306 / Lado A / Lançamento: Agosto/1945 / Gênero musical: Chamego


Oi pisa o milho
Penerô xerem
Oii!

Oi pisa o milho
Penerô xerem
Oi pisa o milho
Penerô xerem
Eu não vou criar galinha
Pra dá pinto pra ninguém

Na minha terra dá de tudo que plantar
O Brasil dá tanta coisa que eu nem
posso decorar
Dona Chiquinha bota o milho pra pilar
Pro angú, pra canjiquinha, pro xerem, pro mugunzá
Só passa fome quem não sabe trabalhar
Essa vida é muito boa pra quem sabe aproveitar
Pego na peneira, me dá na saculejada
De um lado fica o xerem de outro sai o fubá
Saculeja, saculeja, saculeja
Penerô xerem
Saculeja, saculeja, saculeja já

Penerô xerem

Oi pisa o milho
Penerô xerem
Oi pisa o milho
Penerô xerem
Eu não vou criar galinha
Pra dá pinto pra ninguém

Na minha terra dá de tudo que plantar
O Brasil dá tanta coisa que eu nem
posso decorar
Dona Chiquinha bota o milho pra pilar
Pro angú, pra canjiquinha, pro xerem, pro mugunzá
Só passa fome quem não sabe trabalhar
Essa vida é muito boa pra quem sabe aproveitar
Pego na peneira, me dá na saculejada
De um lado fica o xerem de outro sai o fubá
Saculeja, saculeja, saculeja
Penerô xerem
Saculeja, saculeja, saculeja

Oi pisa o milho
Penerô xerem
Oi pisa o milho
Penerô xerem
Eu não vou criar galinha
Pra dá pinto pra ninguém

Penerô xerem
Penerô xerem
Penerô xerem

Não diga a minha residência

Carlos Galhardo
Não diga a minha residência (samba, 1945) - Bide e Armando Marçal

Disco 78 rpm / Título da música: Não diga a minha residência / Autoria: Marçal, Armando (Compositor) / Bide, 1902-1975 (Compositor) / Carlos Galhardo, 1913-1985 (Intérprete) / Regional (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 30/08/1944 / Nº Álbum 800226 / Dt. lançamento: Novembro/1944 / Lado A / Gênero musical: Samba


Pelo amor de Deus
Não diga a ela minha residência
Eu quero até
Que ela ignore a minha existência
Se você é amigo meu
Não diga onde eu moro
Pelo amor de Deus.


Faça o favor, se a encontrar
Meu endereço, não revelar
Ela tem prazer em ver
Os sofrimentos meus
Não diga onde eu moro
Pelo amor de Deus...

Meus amores

Nelson Gonçalves
Meus amores (samba, 1945) - Antônio Almeida

Disco 78 rpm / Título da música: Meus amores / Autoria: Almeida, Antônio (Compositor) / Nelson Gonçalves, 1919-1998 (Intérprete) / Lacerda, Benedito, 1903-1958 (Acompanhante) / Regional (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1945 / Nº Álbum 800295 / Lado A / Lançamento: 1945 / Gênero musical: Samba


Amei Lalá, amei Lelé, amei Lili
Por todas três eu chorei
Por todas três eu sofri
E já cansado de sofrer e de chorar
Então jurei
Nunca mais, nunca mais a ninguém hei de amar

Mas o amor é traiçoeiro
Não avisa quando vem
E de novo eu amei
E de novo eu chorei por alguém
Porém, por Nosso Senhor eu juro
Desta vez é no duro
Eu não quero mais ninguém

Não quero, não quero não
Não pretendo mais amar
Porque o meu coração já cansou de palpitar
Nunca mais hei de quebrar
O juramento que fiz
Nunca mais eu hei de amar
Pois pretendo ser feliz

quarta-feira, abril 02, 2008

Haja Carnaval ou não

Francisco Alves
Haja Carnaval ou não (marcha/carnaval, 1945) - Pedro Caetano e Claudionor Cruz

Disco 78 rpm / Título da música: Haja carnaval ou não / Autoria: Cruz, Claudionor (Compositor) / Caetano, Pedro (Compositor) / Francisco Alves (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1944 / Nº Álbum 12550


Haja carnaval ou não
Eu vou cantar!
Sem um tamborim na mão
Não hei de ficar!


Deixemos de ares tristonhos
Devemos buscar distração
No riso, na dança e na graça
Da turma que passa puxando o cordão
Alegria gente!
Cantar pra frente.

Fica doido varrido

Sílvio Caldas
Fica doido varrido (samba/carnaval, 1945) - Benedito Lacerda e Eratóstenes Frazão

Disco 78 rpm / Título da música: Fica doido varrido / Autoria: Lacerda, Benedito, 1903-1958 (Compositor) / Frazão, E (Compositor) / Sílvio Caldas (Intérprete) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 03/11/1944 / Nº Álbum 800247 / Lado B / Lançamento: Janeiro/1945 / Gênero musical: Samba


Fica doido varrido, quem quer
Se meter a entender a mulher!

Comprei um barracão lá na favela
Pra ela morar
Botei o barracão no nome dela
E tudo comprei, pra enfeitar nosso lar
Ela pedia a Deus do céu
Pra morar num arranha-céu...

Dei-lhe o apartamento que queria
Mas hoje, é de cortar o coração!
A pobrezinha, chora, chora, noite e dia
Pedindo pra voltar ao nosso humilde barracão.

Fica doido varrido, quem quer
Se meter a entender a mulher!

Disse-me-disse

Carlos Galhardo
Disse-me-disse (samba, 1945) - Pedro Caetano e Claudionor Cruz

Disco 78 rpm / Título da música: Disse me disse / Autoria: Cruz, Claudionor (Compositor) / Caetano, Pedro (Compositor) / Carlos Galhardo, 1913-1985 (Intérprete) / Regional (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Victor, 30/08/1944 / Nº Álbum 800226 / Lado B / Lançamento: Novembro/1944 / Gênero musical: Samba


Chega
Eu já sei o que vens me dizer
Chega
Eu não quero saber
Se ela é falsa
Deixa a tristeza comigo
Quem fala dela
Não pode ser meu amigo


Disse-me-disse
É sempre uma fonte de dor
Acreditar em tolices
É matar um amor
Sou feliz, muito feliz
Porque não ligo
Quem fala dela
Não pode ser meu amigo.

Coitado do Edgar

Linda Batista
Coitado do Edgar (samba/carnaval, 1945) - Haroldo Lobo e Benedito Lacerda

Disco 78 rpm / Título: Coitado do Edgar / Autoria: Lacerda, Benedito, 1903-1958 (Compositor) / Lobo, Haroldo (Compositor) / Linda Batista, 1919-1988 (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1944 / Nº Álbum 800248 / Lado A / Lançamento: 1945 / Gênero: Samba


Edgar chorou
Quando viu a Rosa
Gingando toda prosa
Numa linda baiana
Que ele não deu
Coitado do Edgar (x2)

Chorou de dar pena
Chamou Madalena
Entregou o pandeiro
E desapareceu
Coitado do Edgar (x2)

Madalena disse que Edgar
Não tem razão
Aquela baiana
Não foi ninguém que lhe deu
Rosa trabalhou o dia inteiro
E fez serão
Não sei por que
Edgar se aborreceu

Cabo Laurindo

Wilson Batista
Mais um samba com Laurindo, personagem fictício a que vários compositores recorreram frequentemente entre 1943 e 1946 para dar seu recado. Wilson Batista fez tantas músicas com ele que não o suportava mais. Chegou a planejar sua morte num crime passional, embora não tenha chegado a concretizar o assassinato.

Cabo Laurindo (samba, 1945) - Wilson Batista e Haroldo Lobo

Disco 78 rpm / Título da música: Cabo Laurindo / Autoria: Lobo, Haroldo (Compositor) / Batista, Wilson, 1913-1968 (Compositor) / Jorge Veiga (Intérprete) / Lacerda, Benedito, 1903-1958 (Acompanhante) / Conjunto (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1945 / Nº Álbum 15381 / Lado B / Gênero musical: Samba


Laurindo voltou,
Coberto de gloria.
Trazendo garboso no peito
A cruz da vitória.

Mas Salgueiro, Mangueira, Estácio e Matriz estão aqui
Para homenagear o bravo cabo Laurindo.
As duas divisas que ele ganhou, mereceu.
Conheço os princípios que Laurindo sempre defendeu.

Amigo da verdade,
Defensor da igualdade,
Dizem que lá no morro vai haver transformação.
Camarada Laurindo,
Estamos a sua disposição!



Fonte: Músicas sobre a FEB

Brigamos outra vez

Orlando Silva
Brigamos outra vez (fox-canção, 1945) - José Maria de Abreu e Jair Amorim

Disco 78 rpm / Título da música: Brigamos outra vez / Autoria: Amorim, Jair (Compositor) / Abreu, José Maria de, 1911-1966 (Compositor) / Orlando Silva (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1945 / Nº Álbum 12621 / Lado B / Gênero musical: Fox


Brigamos outra vez
Já nada mais existe novamente
Brigamos outra vez
Meu sonho foi-se embora de repente

É triste, doloroso, confessar
Que sem a mínima razão
Sofre o coração
As brigas
Vem de intrigas
De quem sofre o mais ridículo rancor
Pelo nosso amor

Brigamos outra vez
Dois sonhos outra vez desmoronaram
Brigamos outra vez
Dois lábios novamente separados

Eu sei que o teu orgulho
Novamente é que nos faz
Viver assim brigando
Por motivos tão banais

Brigamos outra vez
Dos dois
Não sei quem sofre mais!...