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sábado, setembro 01, 2018

Trapo de gente - Linda Batista

Linda Batista
Trapo de Gente (samba-canção, 1953) - Ary Barroso - Interpretação: Linda Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Trapo de Gente / Ary Barroso (Compositor) / Linda Batista (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Nº Álbum: 80-1080 / Ano: 1953 / Lado A / Gênero musical: Samba-canção.



Aconteceu
Justamente o que mais eu temia
Apesar do trabalho
Que me deu sua educação
Fui buscá-la, na triste miséria
De um barracão
Para as noites boêmias
De Copacabana
Este mundo de sonhos
E desilusão

Mas, incapaz de entender
Este prisma da vida
Procurou disfarçar na bebida
A mais torpe e cruel traição
Saia comigo
Bebia comigo
Depois
Se entregava a um amigo
Trapo de gente
Sem alma e sem coração

segunda-feira, fevereiro 05, 2018

Foi assim - Linda Batista

Lupicínio Rodrigues
Após o sucesso de "Vingança", Linda Batista repetiu a dose com outro samba-canção do mestre gaúcho Lupicínio Rodrigues, este "Foi assim", gravação RCA Victor de 20 de fevereiro de 1952 lançada em abril seguinte, disco 80-0881-A, matriz S-093193.O acompanhamento também é o mesmo de 'Vingança", a cargo do violinista Fafá Lemos e seu conjunto. Houve também regravações por Jamelão (1963) e Maria Bethânia (Fonte: Samuel Machado Filho - Youtube).

Foi Assim (samba-canção, 1963) - Lupicínio Rodrigues - Intérprete: Linda Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Foi Assim / Rodrigues, Lupicínio, 1914-1974 (Compositor) / Batista, Linda, 1919-1988 (Intérprete) / Conjunto (Acompanhante) / Fafá Lemos (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 20/02/1952 / Nº Álbum 800881 / Lado A / Lançamento: Abril/1952 / Gênero musical: Samba canção


Introdução: A 

          Bm7           C#m7      Cdim    Bm7  E7 
Foi assim,   eu tinha alguém que comigo morava 
                                A7M 
Mas tinha um defeito que brigava  
    Em7        A7     D7M 
Embora com razão,ou sem razão 
               Ebdim             C#m7 
Encontrei um dia uma pessoa diferente 
    F#m7                Bm7 
Que me tratava carinhosamente  
  F#7/9-                   B7/13 
Dizendo resolver minha questão 
B7/13- E7/13-     A7M  Bm 
Mas     não foi assim,  
    C#m7        Cdim          Bm7  E7 
Troquei essa pessoa que eu morava 
                               A7  
Por essa criatura que eu julgava 
    Em7         A7           D7M 
Pudesse compreender todo meu eu 
        Ebdim                                      C#m7 
Mas no fim fiquei na mesma coisa em que estava 
     F#m7                    Bm7 
Porque a criatura que eu sonhava  
      E7                   A7M  G#m7  C#7 
Não fez aquilo que me prometeu 
      F#m                      C#7 
Não sei se é meu destino, não sei se meu azar 
        D                C#7 
Mas tenho que viver brigando 
F#7                 Bm7 
Todos no mundo encontram seu par 
     B7/13  B7      E7   C#7 
Porque só eu vivo trocando  
      F#m7             C#7 
Se deixo alguém por falta e carinho 
       D                    C#7 
Por brigas e outras coisas mais 
 F#7      B7/13              F#m        C#7    F#m 
Quem aparece no meu caminho tem os defeitos iguais

sábado, janeiro 20, 2018

Prece de um sambista - Linda Batista

Billy Blanco
Prece de Um Sambista (samba, 1952) - Billy Blanco - Intérprete: Linda Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Prece De Um Sambista / Billy Blanco (Compositor) / Linda Batista (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1952 / Nº Álbum: 80-1058 / Lado B / Gênero musical: Samba.



Quando morre um sambista,
No céu é motivo de festa,
Pois os anjos, que são da seresta,
Se alegram também,
E no meio de tanta alegria,
Todo o céu, se transforma em terreiro,
Os clarins, dão lugar ao pandeiro,
Que marca a chegada de alguém,
O Noel, que nosso santo do samba,
E chegou lá primeiro,
É o chefe do santo terreiro,
De Nosso Senhor,
Imploro a Deus,
Conservai-me um sambista decente,
Para merecer algum dia,
Sambar com esta gente,
De tanto valor !

segunda-feira, abril 07, 2014

Linda Batista para os fãs do rádio

"Nem sempre os nomes correspondem as pessoas. Deve haver muito Gentil grosseiro e neurastênico, muito Pacífico belicoso, muito Leão covarde, muita Bela feia.

No caso de Linda Batista, porém, o nome não contradiz a pessoa: ainda de ser como de nome, inspira-nos um plágio ao soneto de Magalhães de Azeredo sobre Fra Angélico.

Filha de um ventríloquo, o conhecido artista de "vaudeville" Baptista Júnior, ela e sua irmã Dircinha Batista, são as bonecas mais inteligentes que aquele artista já apresentou ao público.

Uma e outra dispensam cordéis. Agem por sua própria inspiração, com autonomia, e não somente falam, como também cantam. E cantando bem.

Daí Linda Batista vir escravizando legiões de fãs de Belém ao Rio, na sua excursão vitoriosa. Rainha do rádio carioca, seu mandato termina no próximo carnaval. Mas, de qualquer maneira, Linda Batista ficará reinando ainda ..."


Fonte: CARIOCA, 26/12/1936 (texto atualizado).

domingo, janeiro 05, 2014

Linda Batista, a rainha do Rádio

"Naquela tarde, sua Majestade, o rei Momo, presidindo o baile dos artistas de rádio, promovido pela Rádio Tupy, a bordo do iate "O Laranja", em que reinou o maior entusiasmo, elegeram rainha do rádio a jovem cantora Linda Baptista, que figura no medalhão acima." (texto adaptado da CARIOCA, de 22/2/1936).

Essa jovem talentosa, cantora e futura compositora, chamava-se, na verdade, Florinda Grandino de Oliveira. Nasceu em São Paulo, SP, em 14/6/1919. Filha do ventríloquo e humorista Baptista Júnior (João Batista de Oliveira) e irmã da cantora Dircinha Batista, sua família já residia no Rio de Janeiro, no bairro do Catete.

Em 1936, por um atraso de Dircinha, substituiu-a, estreando como cantora no programa que Francisco Alves fazia na Rádio Cajuti, interpretando Malandro, de Claudionor Cruz. Obteve sucesso, sendo convidada para outras apresentações nessa emissora.


Fonte: CARIOCA.

domingo, julho 07, 2013

Baptista Júnior

Baptista Júnior alcançou em nossos meios artísticos, grande prestígio e admiração. Especialmente no ambiente da ribalta a popularidade que desfrutou esse grande artista foi quase sem precedente. Iniciou sua difícil arte de fazer rir nos palcos de São Paulo, de onde o seu nome propagou-se com rapidez pelo Brasil inteiro. Foi considerado o maior ventríloquo do Brasil, conquistando em diversos concursos medalhas e diplomas de honra.


João Baptista de Oliveira Júnior, cantor, ventríloquo, comediante e compositor, nasceu em São Paulo, SP, em 15/01/1894, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 24/5/1943. Pai das cantoras Linda e Dircinha Batista, era casado com D. Emília Grandino de Oliveira, de tradicional família paulista e conhecida no meio artístico como D. Neném, com quem teve três filhas. Transferiu-se com a família para o Rio de Janeiro na década de 1920, em busca de melhores condições de trabalho, morando no bairro carioca do Catete.

Trabalhou como comediante, ventríloquo (imitava mais de 22 vozes sem abrir os lábios) e cançonetista. Conseguia a atuar com 18 bonecos e fazer as vozes para todos. Atuou no rádio, teatro e cinema e foi autor de várias cançonetas, cenas cômicas, lundus, valsas e sambas, muitos deles gravados pela Odeon e Columbia.

Gravou mais de 25 discos nos anos 1920 e 1930. Começou fazendo um tipo caipira. Seu primeiro disco foi Quadrilha do pé espaiado e o lundu Porque me enganou, numa fase em que a indústria de discos dava muita ênfase nas gravações de cômicos e cançonetistas, como Bahiano, Eduardo das Neves e outros.

Em 1928 gravou pela Odeon o samba Um adeus por despedida, de José Francisco de Freitas, além da cançoneta Chic-chic e a marcha Não vai chorar, de sua autoria.

Em 1929, foi contratado pela Columbia, estreando com uma série de três discos, que incluíam entre outras composições de sua autoria, a valsa Convencida, a toada Chuvinha e a cançoneta Futebol, uma das pioneiras a tratar do assunto. Nesse mesmo período, gravou diversas composições com motivos sertanejos como a prosa sertaneja Ó de casa e a canção sertaneja Mágoas de carreiro, ambas de sua autoria.

Em 1930, gravou as cenas cômicas Casamento na roça; Hotel dos viajantes e Na quitanda. No mesmo ano, gravou de Sátiro de Melo o cateretê Rela coco e a embolada Sacode a saia, caboca!. No mesmo ano, sua filha Dircinha Batista, então com oito anos de idade, iniciou-se na vida artísitca lançando um disco com duas composições de sua autoria, Borboleta azul e a a canção Dircinha.

Em 1931, gravou as canções cômicas Reflexos de um concurso de beleza e Apuros do chorão no dentista, de sua autoria. Nesse mesmo ano, participou do primeiro filme sonoro nacional, o Coisas nossas, produzido por Wallace Downey.

Em 1934, gravou na Odeon de sua autoria a cena cômica Infantilidade e a embolada Sururu.

Em 1936, retornou para a Columbia onde lançou mais dois discos com, entre outras, a Quadrilha da família chorão.

Teve importante papel na introdução de suas filhas, Linda e Dircinha, na carreira artística.

Batista Júnior e seus bonecos, com suas filhas Linda e Dircinha (Revista da Semana, de 17/4/1937)


Obra


A aldeiazinha, A boiada, A feira, A minha vida é viajar, A roseira, Adeus Momo, Agonizando, Apuros do chorão no dentista, Borboleta azul, Casamento na roça, Chic-chic, Chuvinha, Ciganinha, Convencida, El adios final, El collar, Futebol, Geraldo aviador, Hotel dos viajantes, Infantilidade, Infeliz nos amores, Jaboti, jatobá, Linda loira, Linda morena, Mágoas de carreiro, Marcha dos caixeiros viajantes, Me quieres matar, Miss Brasil, Monólogo caipira, Na delegacia, Na quitanda, Não estou embriagado, Não vai chorar, O barbeiro do arrabalde, O chorão, Ó de casa!, O professor de canto, O relógio carrilon, P. R. C...bola, Pai João, Passadas as eleições, Pinta meu bem, Porque sonhar?, Problemas dos empregados, Quadrilha da família Chorão, Quadrilha do pé espaiado, Reflexos do concurso de beleza, Rugidos da mata virgem, Saudades da minha infância, Sogra versus genro, Sonhei, Sururu, Te conheço Simplício, Trem Cruzeiro, Uma festa de São João na roça, Vancê já foi, Vasco X Corintians, Visita de um caipira paulista.

Playlist














Discografia


1918 Monólogo caipira • Phoenix • 78
1918 Visita de um caipira paulista • Phoenix • 78
1921 Quadrilha do pé espaiado • Odeon • 78
1921 Porque me enganou • Odeon • 78
1921 Linda morena • Odeon • 78
1921 Linda loira • Odeon • 78
1921 O espelho e a mulher • Odeon • 78
1921 A gauchada • Odeon • 78
1921 A roseira • Odeon • 78
1921 Porque sonhar? • Odeon • 78
1928 Independência/Um adeus por despedida • Odeon • 78
1928 Chic-chic/Não vai chorar • Odeon • 78
1928 Jaboti, jatobá/Borboleta azul • Odeon • 78
1929 Convencida/Saudades de minha infância • Columbia • 78
1929 O relógio carrilon/Pinta, meu bem • Columbia • 78
1929 Futebol/Chuvinha • Columbia • 78
1929 Me quieres matar/A feira • Columbia • 78
1929 El collar/El adios final • Columbia • 78
1929 Constantinopla/Adeus Momo • Columbia • 78
1929 Não estou embriagado/Ó de casa! • Columbia • 78
1929 Mágoas de carreiro/Uma festa de São João na roça • Columbia • 78
1929 Infeliz nos amores/Ciganinha • Columbia • 78
1929 Vancê já foi/Miss Brasil • Columbia • 78
1929 Vasco x Corinthians/A aldeiazinha • Columbia • 78
1929 Problemas dos empregados/Sonhei • Columbia • 78
1929 Sogra versus genro/Linda morena • Columbia • 78
1930 Na quitanda/Rugidos da mata virgem • Columbia • 78
1930 Casamento na roça/Hotel dos viajantes • Columbia • 78
1930 Pai João/Quadrilha do pé espaiado • Columbia • 78
1930 Linda loira/Passadas as eleições • Columbia • 78
1930 O chorão/Agonizando • Columbia • 78
1930 Te conheço Simplício/Trem Cruzeiro • Columbia • 78
1930 O professor de canto/Marcha dos caixeiros viajantes • Columbia • 78
1930 Rela coco/Sacode a saia, caboca! • Columbia • 78
1931 Reflexos do concurso de beleza/Apuros do chorão dentista • Columbia • 78
1931 A boiada/O barbeiro do arrabalde • Columbia • 78
1934 Infantilidade/Sururu • Odeon • 78
1936 Quadrilha da família chorão/P.R.C...bola • Columbia • 78
1936 A minha vida é viajar/Na delegacia • Columbia • 78

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Fontes: Revista da Semana, de 17/04/1937; Dicionário Cravo Albin da MPB; officinadosradios.blogspot.com.

quarta-feira, junho 26, 2013

Chiquinho Sales

Chiquinho Sales -1935
Chiquinho Sales (Francisco Sales), nascido em 29/09/1909, foi considerado um dos compositores e humoristas mais inspirados pela dupla Alvarenga e Ranchinho, que sempre lhe solicitava músicas para integrar seu repertório, bem como pela cantora Linda Batista, que lhe pedia músicas para encenar no Cassino da Urca.

Assim comentava a revista O Malho de 28/11/1935: "Chiquinho Salles é um humorista de inegável valor: compõe e canta paródias, emboladas tece comentários humorísticos sobre as coisas da atualidades. Imita o português, italiano, francês, inglês, sírio, japonês e até... velhas corocas. Chiquinho Salles pertence ao cast da PRP-5, Rádio Atlântica de Santos, onde o cognominaram "O Humanista Filósofo". Foi companheiro do conhecido e apreciado humorista Plínio Ferraz."

Em 1939, gravou com Alvarenga e Ranchinho a moda-de-viola A mulher e o rádio e a tarantela Casamento de Miguelina, ambas de sua autoria e Alvarenga e Ranchinho. Nesse ano, sua moda-de-viola Musga estrangeira, com Alvarenga e Ranchinho, foi gravada por esta mesma dupla.

Em 1940, obteve grande sucesso com a valsa Romance de uma caveira, lançada por Alvarenga e Ranchinho, também parceiros na composição da música. No mesmo ano, compôs com e mesma dupla, as modas-de-viola Moda dos poetas; Moda dos cantores e Modas dos ispique, e a valsa Leonor, gravadas pela dupla.

Em 1941, teve os sambas-choro Meu bamba, com Luiz Peixoto e Eu fui à Europa, este, um grande sucesso, gravados por Linda Batista na Victor.

Em 1942, teve mais quatro composições gravadas por Linda Batista, os sambas "Salve a batucada"; Namorado ciumento e Mau costume, parcerias com Buci Moreira e Carlos Souza, e o choro A vida é isto.

Também nesse ano, as modas-de-viola Moda do casamento e Fado da loucura, e a marcha Vamos arrastá o pé, parcerias com Alvarenga, foram gravadas pela dupla Alvarenga e Ranchinho, além do samba Minha jangada, com Vicente Paiva, gravado na Victor por  Leo Albano.

Em 1943, o corrido Ai que rico, com Alvarenga, foi lançado por Alvarenga e Ranchinho embora tivesse sido gravado três anos antes. Ainda nesse ano, seu samba Da Central a Belém, foi lançado por Linda Batista na Victor.

Em 1944, fez com Alvarenga as modas-de-viola Homem pesado e Moda dos dotô, gravadas pela dupla Alvarenga e Ranchinho, e com Vicente Paiva fez o samba Oração ao Bonfim, gravada por Francisco Alves.

No ano seguinte, a embolada Quem será o homem e o Desafio de perguntas, com Alvarenga, foram lançadas por Alvarenga e Ranchinho, e a valsa Tu, com Lincoln Ernesto, foi gravada na Continental por Fernando Borel.

Em 1946, a rancheira Essa "porka" é minha, com Alvarenga, foi gravada pela dupla Alvarenga e Ranchinho e pela cantora Linda Batista.

Teve mais de vinte músicas gravadas, a maior parte delas pela dupla Alvarenga e Ranchinho.

Playlist





Obra


A mulher e o rádio (c/ Alvarenga e Ranchinho), A vida é isto, Ai que rico (c/ Alvarenga), Casamento de Miguelina (c/ Alvarenga e Ranchinho), Da Central a Belém, Desafio de perguntas (c/ Alvarenga), Essa "porka" é minha (c/ Alvarenga), Eu fui à Europa, Fado da loucura (c/ Alvarenga), Homem pesado (c/ Alvarenga), Leonor (c/ Alvarenga e Ranchinho), Mau costume (c/ Buci Moreira e Carlos Souza), Meu bamba (c/ Luiz Peixoto), Minha jangada (c/ Vicente Paiva), Moda do casamento (c/ Alvarenga), Moda dos cantores (c/ Alvarenga e Ranchinho), Moda dos dotô (c/ Alvarenga), Moda dos ispique (c/ Alvarenga e Ranchinho), Moda dos poetas (c/ Alvarenga e Ranchinho), Musga estrangeira (c/ Alvarenga e Ranchinho), Namorado ciumento, Oração ao Bonfim (c/ Vicente Paiva), Quem será o homem (c/ Alvarenga), Romance de uma caveira (c/ Alvarenga e Ranchinho), Salve a batucada (c/ Buci Moreira e Carlos Souza), Tu (c/ Lincoln Ernesto), Vamos arrastá o pé (c/ Alvarenga).

Discografia


1939 A mulher e o rádio/Casamento de Miguelina • Odeon • 78

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Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Revista "O Malho".

sexta-feira, junho 21, 2013

O dom da família Batista

Batista Júnior e seus bonecos, com suas filhas Linda e Dircinha (Revista da Semana, de 17/4/1937)
“É difícil encontrar-se no meio artístico, qualquer que seja elementos da mesma família que se destaquem igualmente, sem que um, seja ofuscado pela fama do outro, do mais antigo. Há, não resta dúvida, exceções. Na América do Norte, a família Barrymore tem obtido grande sucesso, enquanto que aqui, no Brasil, a família Batista já se tornou famosa.

O primeiro nome a aparecer foi o de Batista Júnior, figura que alcançou nos nossos meios artísticos, grande prestígio e admiração. Especialmente no ambiente da ribalta a popularidade que desfrutou esse grande artista foi quase sem precedente. Iniciou sua difícil arte de fazer rir nos palcos de São Paulo, de onde o seu nome propagou-se com rapidez pelo Brasil inteiro. Considerado o maior ventríloquo do Brasil, conquistou em diversos concursos medalhas e diplomas de honra.

O seu nome cresceu... e sua fama espalhou-se com extraordinária facilidade, mesmo além fronteiras. Recebeu então convite para levar até os palcos argentinos e uruguaios, os seus já famosos bonecos falantes. E nestas duas repúblicas amigas, como em outros países sul-americanos os seus triunfos se sucederam. Voltando ao Brasil, percorreu quase todos os Estados colhendo os mais calorosos aplausos.

Pelo cenário radiofônico sua passagem foi também das mais brilhantes. Mesmo como compositor musical o seu nome obteve sucesso. Aliás, o primeiro disco gravado por Dircinha Batista, com apenas oito anos, foi a valsa de sua autoria: “Borboleta Azul”.  Sua última atuação no rádio deu-se na Nacional. Em princípios quase de 1943 quando preparava nova série de espetáculos radiofônicos faleceu. Legando, porém à Dircinha e Linda o seu nome e fibra de grande artista que foi.

Dircinha Batista, embora mais moça, é mais antiga no meio radiofônico do que Linda. Sua primeira atuação perante um microfone deu-se na Rádio Educadora Paulista. Mas seu primeiro contrato foi firmado com o Rádio Clube do Brasil, aos onze anos. E a garotaque fora a princesinha do rádio foi lançando uma série enorme de sucessos: “Pirata da areia”, “Periquitinho verde”, “Tirolesa”, “Upa, upa”, “Eu gosto de samba”, “Bem-te-vi”, “Música maestro” etc.

Como o do pai, seu nome projetou-se além fronteiras, culminando com uma temporada de relevo em Buenos Aires. Cantando com especialidade o samba e a marchinha brasileira, Dircinha interpreta com destaque o bolero mexicano, o tango portenho, dolente e nostálgico, as canções cubanas, e as próprias valsas brasileiras. Também no cinema nacional a “linda” Batista, tem emprestado o seu concurso, já tendo trabalhado em diversos filmes, entre os quais o famoso “Futebol em família”, tendo por gala Arnaldo Amaral.

O terceiro nome desta família em que o valor artístico pontificou é o de Linda Batista. Como Dircinha, foi levada ao microfone pela mão de Batista Junior.

Atuando, de início, em diversas estações simultaneamente o seu nome foi logo se tornando conhecido. Seu primeiro grande sucesso foi a marchinha “Bis Maestro”, sendo até hoje, um dos seus discos, que obteve maior venda. Em 1936, foi eleita pela primeira vez “rainha do rádio”, e desde então nunca mais perdeu o posto supremo. Seu primeiro contrato de exclusividade foi firmado com a Rádio Nacional, onde permaneceu durante alguns anos, transferindo-se no ano passado para a PRG3 Tupi do Rio.

Não só no rádio, mas também nos principais cassinos da cidade, de Belo Horizonte e de São Paulo, atuando ao lado de Grande Otelo, Linda Batista tem conquistado os mais frementes aplausos. No cinema o seu último grande sucesso foi conquistado em "Não adianta chorar", onde interpretou suas últimas grandes criações carnavalescas.

Como vêem os prezados leitores, três nomes da mesma família que obtiveram igual sucesso. "A força revolucionária da nossa música", Dircinha Batista e a "Rainha do Rádio", Linda Batista, são legítimas continuadoras dos sucessos de Batista júnior, sucessos que levaram aos grandes centros da América do Sul, o nome glorioso do Brasil artístico.”

(Reportagem de Batira Brasil)

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Fontes: Revista da Semana de Abril/1937; A Cena Muda de 06/03/1945.

domingo, novembro 28, 2010

Errar é banal

Linda Batista
Errar é banal (samba, 1946) - Erasmo Silva e Arnô Provenzano

Título da música: Errar é banal / Gênero musical: Samba / Intérprete: Linda Batista / Compositores: Provenzano, Arno - Silva, Erasmo / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 800422 / Data de Gravação 00/1946 / Data de Lançamento 00/1946 / Lado B / Disco 78 rpm:


O errar na vida / É uma coisa tão banal
Persistir no erro / É que não é natural
Persistindo assim / Você não tem termina bem
Não há ninguém neste mundo / Que faça algum mal
E não pague também

O errar na vida / É uma coisa tão banal
Persistir no erro / É que não é natural
Persistindo assim / Você não tem termina bem
Não há ninguém neste mundo / Que faça algum mal
E não pague também

Quem espera alcança / Eu não canso de esperar
Quem procura encontra / Você vai encontrar
Alguém que lhe maltrate / E lhe trate com desdém
Não há ninguém neste mundo / Que faça algum mal
E não pague também

Uma grande dor

Linda Batista
Uma grande dor (samba, 1959) -  Oldemar Magalhães, Otolindo Lopes e Arnô Provenzano

Título da música: Uma grande dor / Gênero musical: Samba / Intérprete: Linda Batista / Compositores: Provenzano, Arno - Magalhães, Oldemar - Lopes, Otolindo / Acompanhamento Coro / Orquestra / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 802019 / Data de Gravação 08/10/1958 / Data de Lançamento 01/1959 / Lado B / Disco 78 rpm:


Só quem perdeu um grande amor
É que pode avaliar
Uma grande dor
Uma grande dor

Só quem perdeu um grande amor
É que pode avaliar
Uma grande dor
Uma grande dor

Sofro
Pelo muito que eu chorei
Pra que serve essa vida
Que eu perdi
A quem tanto eu amei

Só quem perdeu um grande amor
É que pode avaliar
Uma grande dor
Uma grande dor

Só quem perdeu um grande amor
É que pode avaliar
Uma grande dor
Uma grande dor

Sofro
Pelo muito que eu chorei
Pra que serve essa vida
Que eu perdi
A quem tanto eu amei

sexta-feira, novembro 26, 2010

Quem gosta de passado é museu

Linda Rodrigues
Quem gosta de passado é museu (samba, 1964) - Jorge de Castro e Florinda de Oliveira

Título da música: Quem gosta de passado é museu / Gênero musical: Samba / Intérprete: Linda Batista / Compositores: Oliveira, Florinda de - Castro, Jorge de / Gravadora Mocambo / Número do Álbum 15542 / Data de Lançamento 01/1964 / Lado A / Disco 78 rpm:


Não vou chorar o que perdi
Nem reclamar o que foi meu
Todo mundo sabe
Quem gosta de passado é museu

Não vou chorar o que perdi
Nem reclamar o que foi meu
Todo mundo sabe
Quem gosta de passado é museu

Meus amigos me abandonaram
Meu grande amor também
Já me esqueceu
Não quero reportar
O que o meu coração sofreu
Quem gosta de passado é museu

Qual é o caso

Linda Batista
Qual é o caso (samba, 1958) - Erasmo Silva e Jorge de Castro

Título da música: Qual é o caso / Gênero musical: Samba / Intérprete: Linda Batista / Compositores: Silva, Erasmo - Castro, Jorge de / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 801888 / Data de Gravação 00/1957 / Data de Lançamento 00/1958 / Lado B / Disco 78 rpm:


Qual é o caso
Deixe eu bater meu tamborim
O patrão me dispensou
Agora a escola vai por mim

Qual é o caso
Deixe eu bater meu tamborim
O patrão me dispensou
Agora a escola vai por mim

A bateria está completa
Pra fazer a marcação
Agora castigue no apito
Pra turma fazer evolução

Qual é o caso
Deixe eu bater meu tamborim
O patrão me dispensou
Agora a escola vai por mim

A bateria está completa
Pra fazer a marcação
Agora castigue no apito
Pra turma fazer evolução

terça-feira, novembro 23, 2010

Perdão Senhor

Linda Batista
Perdão Senhor (samba, 1950) -  J. Piedade e W. Goulart

Título da música: Perdão senhor / Gênero musical: Samba / Intérprete: Linda Batista / Compositores: Piedade, J - Goulart, W / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 800637 / Data de Gravação 00/1949 / Data de Lançamento 00/1950 / Lado B / Disco 78 rpm:


Perdão, Senhor! / Perdão, Senhor!
Se eu pequei / Porque arranjei um novo amor
Perdão, Senhor! / Perdão, Senhor!
Se eu pequei / Porque arranjei um novo amor

Não fui feliz / Nem por um dia
Pois em meu lar / Só existiu
Fantasia, ai, ai, ai...

Perdão, Senhor! / Perdão, Senhor!
Se eu pequei / Porque arranjei um novo amor
Perdão, Senhor! / Perdão, Senhor!
Se eu pequei / Porque arranjei um novo amor

Não fui feliz / Nem por um dia
Pois em meu lar / Só existiu
Fantasia, ai, ai, ai...

Papai não quer

Linda Batista
Papai não quer (marcha, 1950)- J. Piedade e W. Goulart

Título da música: Papai não quer / Gênero musical: Marcha / Intérprete: Linda Batista / Compositores: J. Piedade e W. Goulart / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 800637 / Data de Gravação 00/1949 / Data de Lançamento 00/1950 / Lado A / Disco 78 rpm:


O Dedé nasceu para chorar
Acho que é perfeita pra chupar
Mamadeira é feita pra mamar
Mamãe eu quero
Eu quero me acabar!

Mamãe, mamãe
Eu quero me casar
Papai, papai
Papai não quer deixar
Disse que eu sou menor
E que a vida assim
É melhor!

A mão de piche

Linda Batista
A mão de piche (marcha, 1950) - Donga e J. Piedade

Título da música: A mão de piche / Gênero musical: Marcha / Intérprete: Linda Batista / Compositores: Donga - Piedade, J / Gravadora Rca victor / Número do Álbum 800632 / Data de Gravação 00/1949 / Data de Lançamento 1950-1950 / Lado B / Disco 78 rpm:


A mão de piche / A mão de pau
Qual é a mão que fica?
A mão do bem / A mão do mal
Tinta é tinta e é bom material

A mão de piche / A mão de pau
Qual é a mão que fica?
A mão do bem / A mão do mal
Tinta é tinta e é bom material!

Até no carnaval / Com a tinta
O pintor fez uma pinta / Na cabrocha
Houve a transformação / Do piche com o sal
E nasceu essa cabrocha infernal!

A mão de piche / A mão de pau
Qual é a mão que fica?
A mão do bem / A mão do mal
Tinta é tinta e é bom material!

Até no carnaval / Com a tinta
O pintor fez uma pinta / Na cabrocha
Houve a transformação / Do piche com o sal
E nasceu essa cabrocha infernal!

Macaco quer banana

Linda Batista
Macaco quer banana (marcha, 1940) -  J. Piedade e Sá Roris

Título da música: Macaco quer banana / Gênero musical: Marcha / Intérprete: Linda Batista / Compositores: Piedade, J - Sá Roris / Gravadora Odeon / Número do Álbum 11813 / Data de Gravação 00/1939 / Data de Lançamento 00/1940 / Lado A / Disco 78 rpm:


Macaco quando pula / Porque quer banana
(banana, oie, banana) / Menino quando chora
Porque quer mamar / Você não é macaco
Nem menino pra pular (oie)

Você quer apanhar / Você quer apanhar
(você quer apanhar) / (você quer apanhar)

Macaco quando pula / Porque quer banana
(banana, oie, banana) / Menino quando chora
Porque quer mamar / Você não é macaco
Nem menino pra pular (oie)

Conheço um chimpanzé / Que é uma perdição
Parece que foi gente / Noutra encarnação
Quando vê você / Mesmo não sei porque
Meu consolo é você / Meu consolo é você
(meu consolo é você) / (meu consolo é você)

sexta-feira, novembro 21, 2008

O soro e os velhinhos

Linda Batista
O soro e os velhinhos (marcha/carnaval, 1950) - Haroldo Lobo e Milton de Oliveira - Intérprete: Linda Batista

Disco 78 rpm / Título da música: O soro e os velhinhos / Haroldo Lobo (Compositor) / Milton de Oliveira, 1919-1986 (Compositor) / Linda Batista, 1919-1988 (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 12/10/1949 / Lançamento: 01/1950 / Nº do álbum: 80-0631 / Nº da matriz: S-078950 / Gênero musical: Marcha


Quá, quá, quá, quá
O sôro, vai ser um maná
Os velhos, velhinhos
Vão ser outra vez brotinhos.

(bis)

Tem velhos assim na fila
Doidinhos pro soro chegar
Cansados e aposentados
Querendo outra vez brilhar.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

domingo, novembro 09, 2008

Quero morrer no carnaval

Linda Batista
Quero morrer no carnaval (samba/carnaval, 1961) - Luís Antônio e Eurico Campos - Intérprete: Linda Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Quero morrer no carnaval / Luís Antônio (Compositor) / Eurico Campos (Compositor) / Linda Batista (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1961 / Álbum 80-2276 / Lado A / Gênero musical: Samba.



Quero morrer no Carnaval,
Na Avenida Central,
Sambando,
O povo na rua cantando
O derradeiro samba
Que eu fizer chorando.

Quero morrer fantasiado de palhaço
Que sempre fui sem ter vestido a fantasia.
Eu, que vivia ouvindo risos de fracasso,
Quero morrer ouvindo risos de alegria!

sexta-feira, julho 18, 2008

Enlouqueci

Enlouqueci (samba/carnaval, 1948) - Luís Soberano, Valdomiro Pereira e João Vale - Intérprete: Linda Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Enlouqueci / João Vale (Compositor) / Luiz Soberano, 1920-1981 (Compositor) / Valmomiro Pereira (Compositor) / Linda Batista, 1919-1988 (Intérprete) / Regional (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Gravação: 16/10/1947 / Lançamento: 12/1947 / Nº do Álbum: 80-0559 / Nº da Matriz: S-078798-1 / Gênero musical: Samba



Sinto uma dor no meu peito
Só você poderia dar jeito
Sinto uma dor no meu peito
Só você poderia dar jeito

Enlouqueci
Desde que te vi
Enlouqueci
Desde que te vi

No amor
Não tem
Como consolar

Minha vida é tão vazia
Estou cansado de sofrer
Não posso mais amar

Sinto uma dor no meu peito
Só você poderia dar jeito
Sinto uma dor no meu peito
Só você poderia dar jeito

Enlouqueci
Desde que te vi
Enlouqueci
Desde que te vi

Meu amor
Não tem
Como consolar
Minha vida é tão vazia
Estou cansado de sofrer
Não posso mais amar

Sinto uma dor no meu peito
Só você poderia dar jeito
Sinto uma dor no meu peito
Só você poderia dar jeito



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

domingo, abril 20, 2008

No boteco do José


No boteco do José (marcha/carnaval, 1946) - Wilson Batista e Augusto Garcez - Intérprete: Linda Batista

Disco 78 rpm / Título da música: No boteco do José / Augusto Garcez (Compositor) / Wilson Batista, 1913-1968 (Compositor) / Linda Batista, 1919-1988 (Intérprete) / Benedito Lacerda [1903-1958] e Seu Regional (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 21/09/1945 / Lançamento: 11/1945 / Nº do Álbum: 80-0348 / Nº da Matriz: S-078294-2 / Gênero musical: Marcha


Vamos lá
Que hoje é de graça
No boteco do José
Entra homem, entra menino
Entra velho, entra mulher
É só dizer que é vascaíno
Que ali tudo lelé


Solta foguete até de madrugada
Canta-se o fado bebendo a champanhada

Segunda-feira só abre por insistência
Quando o Vasco é campeão
Seu José vai à falência!


Vamos lá
Que hoje é de graça
No boteco do José
Entra homem, entra menino
Entra velho, entra mulher
É só dizer que é vascaíno
Que ali tudo lelé



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.