sábado, dezembro 09, 2006

Mas que nada

Na própria letra de “Mas Que Nada”, Jorge Ben afirma que seu samba é um “misto de maracatu” (“Este samba que é misto de maracatu / é samba de preto velho / samba de preto tu”). Com efeito, “Mas Que Nada” e as outras composições de seu elepê de estréia, Samba esquema novo — que vendeu cem mil cópias em dois meses —, são um misto de samba e maracatu, com melodias e harmonias simplórias, quase primitivas, concentrando-se a ênfase no ritmo, que ele comanda com seu violão percussivo.

Complementam o estilo as letras também muito simples, cheias de palavras inventadas, de função apenas rítmica, que o compositor canta com voz personalíssima, absolutamente adequada ao repertório.

“Mas Que Nada” tornou-se conhecida no exterior pela versão americanizada de Sérgio Mendes e seu grupo Brasil 66, ao qual faltava exatamente o forte de Ben, ou seja, o balanço. Sem ser antigo nem moderno, mas exibindo influências de rock e bossa nova, Jorge Ben teve no início de carreira trânsito livre nos programas de maior sucesso na tevê como “O Fino da Bossa” e “Jovem Guarda”. Já na terceira década de atividade, ele mudaria o nome para Jorge Ben Jor (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).



Mas que nada (samba, 1963) - Jorge Ben Jor
intro: Gm7 Cm7 F7
(Gm7 Cm7 F7)
Oh.............O Ariá raiou oba oba oba
Gm7                D7(#9)
Mas que nada sai da minha frente
Gm7
Que eu quero passar
D7(#9)               Gm7
Pois o samba está animado
D7(#9)    Gm7
O que eu quero é sambar
Cm7        F7          Gm7
Este samba que é misto de maracatu
Cm7
É samba de preto velho
F7          Gm7 
Samba de preto tú
Gm7      D7(#9)                Gm7 
Mas que nada    um samba como este tão legal
D7(#9)          Gm7       D7(#9)   Gm7
Você não vai querer que eu chegue no final