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Manuel Esperón

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Manuel Esperón, músico, argumentista e ator, nasceu na Cidade do México, México, em três de agosto de 1911. Realizou estudos de desenho, pintura e escultura na Academia de San Carlos, e de música na Escola Superior de Música do Instituto Nacional de Belas Artes.
Começou sua vida profissional acompanhando cantores como Juan Arvizu e como pianista de cinema mudo (musicando os filmes do Cine Mina). Foi diretor artístico de várias estações de rádio, e assim conheceu cantores famosos como Pedro Infante e Jorge Negrete.
Com a colaboração de Ernesto Cortázar como letrista, Esperón compôs uma grande quantidade de canções famosas, entre elas Ay Jalisco no te rajes, Amor con amor se paga, Cocula, Traigo un amor; e com Pedro de Urdimalas, Amorcito corazón, canções que foram ouvidas em uma infinidade de filmes mexicanos.
Seu trabalho no cinema começou com as canções La mujer del puerto de Arcady Boytler (1933). Desde então, seu nome tem estado ligado a mais de 500 filmes em que participou como músico; além do que, foi também um ator esporádico.
Veja também: Agustín Lara / Altemar Dutra / Armando Manzanero / Bolero, O / Bolero, A história do / Bolero, Cifras e letras de / Canções Latinas, Cifras / Gregorio Barrios / Lucho Gatica / Luis Miguel / Mario Clavell / Rafael Hernández / Roberto Yanés / Trío los Panchos / Trio Yrakitan.
Fonte: Academia Mexicana de Artes y Ciencia Cinematograficas

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Ernesto Cortázar

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Ernesto Cortázar, compositor, nasceu em 10 de dezembro de 1897, em Tampico, Tamaulipas, México e faleceu em 1953. Desde sua infância foi atraído pela arte e jovem ainda teve a oportunidade de dar forma as suas inquietudes ao integrar-se no grupo Los Trovadores Tamaulipecos com Lorenzo Barcelata, José Agustín Ramírez e Carlos Peña, percorrendo grande parte do país e EUA.
Pouco depois se separou do grupo para buscar novos horizontes. Conheceu Manuel Esperón e com ele formou uma inesquecível dupla de compositores, já que ambos trabalharam incansavelmente, Esperón como músico e Cortázar como letrista, surgindo numerosas canções de essência regional e nacionalista que encontraram em Jorge Negrete o seu melhor intérprete.
A maioria de suas canções foi utilizada no cinema, desenvolvendo-se nesta área como argumentista. A ele se devem as letras de canções famosas como A la orilla del mar, El corrido villista, Cuando tú me quieras, La palomita, Espejito, Ay Jalisco no te rajes, No volveré, Cocula, Esos altos de Jalisco, El queretano, Que lindo es Michoacán, Tampico, El toro coquito, Arandas, Así se quiere en Jalisco, Que te cuesta, para mencionar algumas.
Quando presidente da Sociedade de Autores e Compositores do México, morreu em um acidente automobilístico em 30 de novembro de 1953, em Lagos de Moreno, Jalisco, ao viajar a Guadalajara para presidir um congresso.
Veja também: Agustín Lara / Altemar Dutra / Armando Manzanero / Bolero, O / Bolero, A história do / Bolero, Cifras e letras de / Canções Latinas, Cifras / Gregorio Barrios / Lucho Gatica / Luis Miguel / Mario Clavell / Rafael Hernández / Roberto Yanés / Trío los Panchos / Trio Yrakitan.
Fonte:Durango Net

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Adrian Flores Albán

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Adrian Flores Albán, compositor, nasceu em Bellavista, Sullana, Peru, em 08 de setembro de 1926. Filho de dom José Eusebio Flores e de dona Felicita Albán, desde muito moço gostava de cantar e tocar violão.
Compôs a famosa valsa Alma, corazón y vida. Conta-nos: “Nessa época tive um amor impossível, uma garota muito linda, da alta classe, a que dediquei e cantei uma melodia na qual, dada minha humildade franciscana, não poderia ser outra senão minha Alma, Corazón y Vida”.
Flores Albán tem muitos temas “criollos” como "Que viva Sullana", "Como una visión", "Recordando Sullana". Alguns destes temas tem sido sucesso em outros países.
Veja também: Agustín Lara / Altemar Dutra / Armando Manzanero / Bolero, O / Bolero, A história do / Bolero, Cifras e letras de / Canções Latinas, Cifras / Gregorio Barrios / Lucho Gatica / Luis Miguel / Mario Clavell / Rafael Hernández / Roberto Yanés / Trío los Panchos / Trio Yrakitan.
Fonte: Documental Piura

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Luis Kalaff

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Luis Kalaff, compositor e violonista, nasceu em Pimentel, província de Duarte, República Dominicana, em 10/11/1916. É o compositor dominicano mais produtivo de todos os tempos, com mais mil composições.
Primeiro foi carpinteiro em sua terra natal, depois trabalhou como peão na construção do Hotel Jaraguá ganhando 60 centavos diários por uma jornada de 12 horas. Atualmente vive itinerante metade do ano em seu país e a outra metade em Nova York aos seus 89 anos.
Seus boleros mais conhecidos são Amor sin esperanzas, Mi gloria, Acuérdate de mí, Olvídate de mi, Cuando vuelvas conmigo, Demasiado corazón, Aunque me cueste la vida, Corazón de Acero, El que robó tu amor, Porque no tengo dinero.
Veja também: Agustín Lara / Altemar Dutra / Armando Manzanero / Bolero, O / Bolero, A história do / Bolero, Cifras e letras de / Canções Latinas, Cifras / Gregorio Barrios / Lucho Gatica / Luis Miguel / Mario Clavell / Rafael Hernández / Roberto Yanés / Trío los Panchos / Trio Yrakitan.
Fonte: Hoy Digital - El bolero en RD obra monumental

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Pepe Sánchez

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Pepe Sánchez, compositor e violonista, nasceu em Santiago de Cuba, Cuba, em 19 de março de 1856 e faleceu em 3 de janeiro de 1918. José "Pepe" Sánchez é considerado o criador do bolero cubano, expressão da canção trovadoresca da Ilha.
Foi maestro dos cantores dessa cidade oriental, em especial de Sindo Garay, a quem conheceu desde menino e pôs em suas mãos um violão pela primeira vez. Não teve estudos regulares de música, mas era autodidata e tinha grande intuição e sensibilidade para com a mesma.
Muitas de suas canções eram conhecidas na Santiago de Cuba do final do século XIX e começo do século XX, e algumas delas, que não estavam escritas, foram resgatadas por seus alunos e admiradores. Sua voz de barítono se escutava em muitas serenatas da cidade cubana, acompanhado por seu violão, que manejava com habilidade, a mesma com que cortava e costurava trajes para sua clientela como alfaiate.
Era freqüentador de todas as óperas e zarzuelas que se apresentavam em Santiago. Integrou o Quinteto de Trovadores no começo do século XX. Entre suas obras se destacam Me entristeces, mujer (Tristezas), Pobre artista, Rosa I, Rosa II, Rosa III, De profundis, Elvira, Cuando la expresión de tu canto, Cuba, mi patria querida, Caridad, Adán y Eva, Esperanza, Redondilla, Angeles e Naturaleza, assim como Himno a Maceo.
Veja também: Agustín Lara / Altemar Dutra / Armando Manzanero / Bolero, O / Bolero, A história do / Bolero, Cifras e letras de / Canções Latinas, Cifras / Gregorio Barrios / Lucho Gatica / Luis Miguel / Mario Clavell / Rafael Hernández / Roberto Yanés / Trío los Panchos / Trio Yrakitan.
Fonte: SonCubano


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Ricardo López Méndez

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Ricardo López Méndez, compositor e poeta, nasceu em Izamal, Yucatán, México, em sete de fevereiro de 1903 e faleceu em 28 de dezembro de 1989. Filho de Don Juan López e Dona Francisca Méndez. Residiu até os 23 anos de idade em Mérida, Yucatán, e depois na Cidade do México.
Sua carreira como compositor se iniciou em Mérida, Yucatán. Sua primeira obra foi Languidece una Estrellita. Foi também publicitário, locutor, radialista e escritor. Suas obras musicais mais importantes foram Amor, amor, amor, Mar e Nunca.
Compôs em co-autoria letras para os maestros Gabriel Ruíz, Gonzalo Curiel, Guty Cárdenas, Ricardo Palmerín e Esparza Oteo.
Veja também: Agustín Lara / Altemar Dutra / Armando Manzanero / Bolero, O / Bolero, A história do / Bolero, Cifras e letras de / Canções Latinas, Cifras / Gregorio Barrios / Lucho Gatica / Luis Miguel / Mario Clavell / Rafael Hernández / Roberto Yanés / Trío los Panchos / Trio Yrakitan.
Fonte: Sociedad de Autores y Compositores de Música (SACM) - México.

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Pedro Flores

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Pedro Flores, compositor, nasceu em Naguabo, Porto Rico, em nove de março de 1894 e faleceu em julho de 1979. Foi um dos expoentes máximos do bolero e da guaracha na história musical do continente americano.
Ao longo da vida nossas penas e dores são amenizadas com algumas de suas imortais melodias, já presas a nossa forma de amar e sentir. Quem não tem buscado conforto a seus pesares na sua romântica inspiração Bajo un palmar? Que mãe não revive a esperança inútil de ver partir o seu filho para a guerra aos primeiros acordes de Despedida? Qual homem que não teve um Amor perdido, apaixonado por uma Linda? E quem não estremece de patriotismo ao escutar o hino Sin bandera na voz do "Inquieto Anacobero" Daniel Santos?
A vida do compositor porto-riquenho Pedro Flores foi sempre uma luta campal junto à dor, "única amiga e companheira na trajetória inacreditável de minha existência", ao falar de suas próprias lembranças. Nasceu sob o signo de Peixes, em nove de março de 1894, na humilde vila pesqueira de Naguabo, ao amparo de uma família extremamente pobre. Seus pais, Julián e Eulalia Córdova, lutavam para sustentar 12 filhos durante os anos difíceis do transpasse colonial.
Aos nove anos ficou órfão de pai e começou a trabalhar em diferentes ofícios para ajudar a família, ganhando alguns reais que entregava a sua mãe. Quando menino se destacou por suas habilidades no esporte, particularmente no beisebol amador, onde representou a sua escola em Fajardo a troco de uma bolsa de estudos. Foi, também, um destacado cronista esportivo no jornal "El Tiempo", lá pelos anos 20.
Cursou estudos primários em seu povoado natal, até completar o sétimo grau. Posteriormente se mudou para Fajardo para prosseguir seus estudos orientados para o ensino da língua inglesa. Depois de se formar professor escolar da Universidade de Porto Rico, aos 16 anos, dedicou-se ao ingrato ofício do magistério nas áreas rurais de Yabucoa, Humacao e Gurabo. Cumprida sua missão escolar em 1918, por vontade própria, ocupou o cargo de administrador na Central Esperanza em Vieques, mas no ano seguinte foi convocado para servir nas forças armadas do exército norte-americano. Ali serviu como oficial no Regimento de Infantaria.
Aos 24 anos, depois de licenciar-se, começou a trabalhar em diferentes ofícios alheios à sua sensibilidade artística, como inspetor de trens, cobrador de impostos e secretário da Junta de San Juan. Dois anos mais tarde, procurando abrir seus horizontes, embarcou para Nova York, onde trabalhou como operário cavando o túnel da Oitava Avenida. Depois foi pintor de paredes, funcionário do metrô da cidade, e empregado do correio até 1928, quando conheceu um patrício que já se destacava na música com o Trio Borinquen, "El Cumbanchero" Rafael Hernández.
Assim começou a acompanhar Rafael em suas apresentações com o Trio Borinquen. Aos 34 anos e sem conhecimento musical algum, a exceção de três notas mal tocadas no violão, decidiu formar um grupo para competir com Hernández, cujos temas eram fundamentalmente românticos. Assim nasceu o Trio Galón para apresentar-se em locais onde atuava o Trio Borinquen, e que, por causa disto e de fofocas, iniciou-se certa rivalidade entre esses dois grupos, que depois foi diminuindo. Recorda Don Pedro, que a conseqüência desses boatos levou Rafael a acusá-lo de invejoso.
Pedro Flores formou seu primeiro Quarteto Flores com Pedro Marcano, Ramón Quirós, Davilita, Yayito y Pellín, e a partir de 1930 registra suas primeiras gravações, entre elas "Adelita", "Nieves", "Contigo", "Palomita", "Azucena", "En secreto" e "El retrato". De quarteto passou a sexteto e posteriormente a orquestra, sem deixar de se chamar Quarteto Flores. Além dos mencionados, passaram pelo grupo Cándido Vicenty, Plácido Acevedo, Antonio Machín, Diosa Costelo, Panchito Reset e Johnny Rodríguez, entre outros.
Devido a problemas com a casa editora, Don Pedro abandonou o ambiente musical e mudou-se para o México, onde então, tinha sucesso seu compatriota Rafael Hernández. Também viveu muitos anos em Cuba. Mas não teve a mesma sorte e permaneceu um tempo longe das atividades artísticas.
Quando regressou para Nova York voltou a organizar o Quarteto sob a direção musical do músico e compositor Moncho Usera, com Doroteo Santiago e o barítono Chencho Moraza na parte vocal. Também formaram parte a 'Gorda de Oro', Myrta Silva e Clarisa Perea. Só faltava um cantor à altura de Panchito Reset, que abandonara seu grupo para unir-se ao Cuarteto Caney, e o encontrou na inconfundível voz de Daniel Santos.
Entre seus sucessos figuram Perdón, Obsesión, Irresistible, Bajo un palmar, Despedida, Amor perdido, Margie, Esperanza inútil, Querube, e outras canções popularizadas por Daniel Santos, Don Pedro Vargas e Benny Moré, Virginia López, Marco Antonio Muñiz e a Rondalla Tapatía, Bobby Capó e a Orquestra Zarzosa, entre outros.
O Maestro morreu em 13 de julho de 1979 e seus restos descansam no antigo cemitério Santa Maria Magdalena de Pazzis no Velho San Juan.
(texto parcial de Josean Ramos, traduzido do espanhol)
Veja também: Agustín Lara / Altemar Dutra / Armando Manzanero / Bolero, O / Bolero, A história do / Bolero, Cifras e letras de / Canções Latinas, Cifras / Gregorio Barrios / Lucho Gatica / Luis Miguel / Mario Clavell / Rafael Hernández / Roberto Yanés / Trío los Panchos / Trio Yrakitan.
Fonte: Fundación Nacional para la Cultura Popular - San Juan, Puerto Rico

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Noel Estrada

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Noel Estrada (Noel Estrada Suárez), compositor, nasceu em Isabela, Porto Rico, em 4 de junho de 1918 e faleceu em 1º de dezembro de 1979. Embora o compositor tenha nascido no povoado de Isabela, criou-se em San Juan, cidade que lhe deu renome através da mais conhecida de suas obras, a canção En mi viejo San Juan.
A famosa composição foi escrita por Estrada como resposta a um pedido que fizera seu irmão que se encontrava destacado no Panamá com o exército durante a Segunda Guerra Mundial. Este lhe pediu para escrever uma canção para amenizar a saudade que ele e seus companheiros sentiam pela sua pátria. Um dia olhando o mar de uma sacada em San Juan, Estrada transformou em canção os sentimentos dos porto-riquenhos ausentes.
En mi viejo San Juan foi gravada pela primeira vez em 1943 pelo Trio Vegabajeño para depois ser regravada em muitas versões e interpretações nas vozes de Libertad Lamarque, Marco Antonio Muñiz, Ginamaría Hidalgo, Felipe Pirela y Javier Solís, entre outros. É precisamente a Javier Solís, cantor mexicano, que Noel Estrada responsabiliza a internacionalização do tema, que junto à Verde luz e Preciosa, é considerada como um dos hinos de Porto Rico.
O compositor porto-riquenho teve nesta melodia sua máxima criação, mas este não foi o seu único sucesso. Na Espanha e América Latina composições como El amor del jibarito e Llévame a ver a Jesús foram difundidas pelas ondas do rádio com sucesso.
De 600 composições feitas por Estrada em todos os gêneros musicais, somente se conhecem algumas dezenas. Entre elas se encontram Pobre amor, Pedacito de Borinquen, Lo nuestro terminó, gravada por Pérez de Córdova, Amor del alma, Sería una locura, Flor de jibarita, Cuba en la lejanía, Mi romántico San Juan (primeiro lugar no Festival do Compositor Porto-Riquenho em 1964), Viva la amistad (segundo lugar no Festival Internacional da Canção e Voz de Porto Rico em 1976), Rumor de llanto e Romance del cafetal.
Em 1966 foi declarado filho adotivo de San Juan e lhe foi entregue a chave da cidade. O governo espanhol lhe condecorou com a Cruz de Cavaleiro da Ordem de Isabel A Católica em 1972. Cinco anos mais tarde lhe foi rendido uma grande homenagem para arrecadar fundos no Coliseu Roberto Clemente na qual participaram figuras como Julio Iglesias, Wilkins, Ednita Nazario e Ruth Fernández.
Mesmo gozando de amplo reconhecimento no campo musical, Noel Estrada profissionalmente se desempenhou como chefe de protocolo e etiqueta do Departamento de Estado durante 35 anos. Também contava com um bacharelato em Administração de Empresas pela Universidade de Porto Rico.
(texto parcial de Clarissa Santiago Toro, traduzido do espanhol)
Veja também: Agustín Lara / Altemar Dutra / Armando Manzanero / Bolero, O / Bolero, A história do / Bolero, Cifras e letras de / Canções Latinas, Cifras / Gregorio Barrios / Lucho Gatica / Luis Miguel / Mario Clavell / Rafael Hernández / Roberto Yanés / Trío los Panchos / Trio Yrakitan.
Fonte: Fundación Nacional para la Cultura Popular - San Juan, Puerto Rico

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Orlando De La Rosa

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Orlando De La Rosa, compositor e pianista, nasceu em Havana, Cuba, em 15 de abril de 1919 e faleceu em 15 de novembro de 1957. Iniciou seus estudos de piano aos nove anos de idade com sua mãe. Aprendeu lições de solfejo com um professor denominado "Pachencho". Foi neto materno do notável dançarino Raimundo Valenzuela.
Realizou estudos de bacharelato no Instituto de Havana. Acompanhou diversos cantores e participou da orquestra de Ernesto Lecuona em seus concertos com diversos pianistas. Fundou um reconhecido quarteto vocal (com várias trocas entre os integrantes em seus 15 anos de trajetória até 1955) que em 1948 fez turnês pelos EUA.
Trabalhou em muitos meios de comunicação, como rádio, TV, cabarés, gravação de vários discos, filmes (que musicou) assim como na tarefa de acompanhar cantores, no que sua saúde se ressentiu muito. Foi do grupo de pianistas-compositores que na década de 40 dotaram o cancioneiro cubano de grande quantidade de excelentes obras.
Seu primeiro bolero foi Ya sé que es mentira (1940) ao que se seguiram Vieja Luna, Cansancio, Tu llegada, No vale la pena, Mi corazón es para ti, Nuestras vidas, La canción de mis canciones, No vayas a pensar, Anoche hablé con la luna, La mazucamba (rumba desaforada), Te lo ruego, no me abandones, Esto es felicidad (com Bobby Collazo), e outras.
Veja também: Agustín Lara / Altemar Dutra / Armando Manzanero / Bolero, O / Bolero, A história do / Bolero, Cifras e letras de / Canções Latinas, Cifras / Gregorio Barrios / Lucho Gatica / Luis Miguel / Mario Clavell / Rafael Hernández / Roberto Yanés / Trío los Panchos / Trio Yrakitan.
Fonte: SonCubano

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Miguel Matamoros

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Miguel Matamoros, compositor, violonista e diretor, nasceu em Santiago de Cuba, Cuba, em oito de maio de 1894 e faleceu em 15 de abril de 1971. De origem humilde, teve que trabalhar em diversas profissões para ajudar sua mãe, Nieve Matamoros.
Em Santiago, no início do século XX, foi carpinteiro, pintor de paredes e chofer. Seu pai Marcelino Verdecia, com que teve pouca relação, era marinheiro e aficionado em cantar "reginas" ou quartetos sonoros. Aprendeu violão e trabalhou em festas e serenatas por toda a cidade.
Em 1912 realizou sua primeira atuação profissional no Teatro Heredia de Santiago de Cuba. Em 1920 já era um compositor e cantor conhecido em toda a cidade. Em uma de suas festas de aniversário, em oito de maio de 1925, formou com Siro Rodríguez e Rafael Cueto, o Trío Matamoros.
Em 1928 fez suas primeiras gravações em Nova York para a etiqueta Victor, que tiveram um sucesso sem precedentes. Fez turnês por diferentes países da América e Europa, em uma intensa atividade que duraram 35 anos. Sua viagem ao México com o conjunto Matamoros em 1945 serviu de plataforma para o lançamento de Beny Moré.
Retirou-se da vida musical em 1960 e residiu por uns tempos em Regla, junto a sua única filha Seve Matamoros e sua esposa Juana María Casas, "La Mariposa" da qual se divorciou e foi residir em Santiago de Cuba com um antigo amor de juventude, Mercedes, "la santiaguera de mi amor", casado com ela até sua morte.
Em seu vasto catálogo de obras, destacam-se boleros e sons como Juramento, Lágrimas negras, Olvido, El que siembra su maíz, Reclamo místico, Mariposita de primavera, Mientes, Mamá, son de la loma, Que te están mirando, Alegre conga, El paralítico, ¿Quién tiró la bomba?, Tu boca e outros temas inesquecíveis.
Veja também: Agustín Lara / Altemar Dutra / Armando Manzanero / Bolero, O / Bolero, A história do / Bolero, Cifras e letras de / Canções Latinas, Cifras / Gregorio Barrios / Lucho Gatica / Luis Miguel / Mario Clavell / Rafael Hernández / Roberto Yanés / Trío los Panchos / Trio Yrakitan.
Fonte: SonCubano

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Mario Alvarez

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Mario Alvarez, compositor e pianista, nasceu em Güines, Cuba, em 19 de março de 1911 e faleceu em Havana em 25 de Junho de 1970. Fixou-se na capital cubana nos anos 20. Ingressou depois na universidade e formou-se em Direito.
Na década de 30 integrou a Orquestra Siboney de Julio Brito. Era muito amigo de Laureano Suárez, Suaritos, em cuja emissora colaborou com gravações de artistas mexicanos (muitos dos quais seus amigos e que haviam gravado suas obras) com exclusividade.
Em 1935 viajou para a Cidade do México como pianista em companhia de Ernesto Lecuona e resolveu estabelecer-se por ali, com freqüentes viagens para a ilha cubana, onde ficou ao final até falecer.
No México trabalhou em edições musicais e teve sua própria editora. Entre seus boleros mais conhecidos, de um catálogo de cerca de 600 obras, se encontram Rumbo perdido, Vuélveme a querer, Sabor de engaño, Tú no mereces, Ansias, Luna de plata, Temor sublime, Y eres culpable, Rumbo perdido, Aprende a olvidar, Estás mintiendo, Tarde o temprano e No esperes.
Na discografia de Diaz Ayala encontramos uma outra informação: em 1940 o maestro Ernesto Lecuona estava numa turnê com sua companhia pelo país asteca e seu pianista-acompanhante, Alvarez, resolve permanecer neste país, onde vive o resto de seus dias, compondo belíssimos boleros como Vuélveme a querer.
Segundo outra fonte, que dá seu segundo sobrenome como Jiménez, o compositor nasceu em Havana em 19 de março de 1898, chegou a dominar onze instrumentos e em meados da década de 30 se integrou a Orquestra Siboney do maestro Brito, viajando ao México com Lecuona em 1935 onde ficou. Seu primeiro trabalho foi com a orquestra de Rafael de Paz, e em 1939 se dedicou ao aspecto editorial da música chegando a ter sua própria editora. Compôs cerca de 600 canções e faleceu no México em 10 de Agosto de 1988.
Veja também: Agustín Lara / Altemar Dutra / Armando Manzanero / Bolero, O / Bolero, A história do / Bolero, Cifras e letras de / Canções Latinas, Cifras / Gregorio Barrios / Lucho Gatica / Luis Miguel / Mario Clavell / Rafael Hernández / Roberto Yanés / Trío los Panchos / Trio Yrakitan.
Fonte: SonCubano

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Margarita Lecuona

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Margarita Lecuona, cantora e compositora, nasceu em Havana, Cuba, em 18 de abril de 1910 e faleceu em Nova Jersey, EUA, em 1981. Teve uma infância de muitas viagens, por seu pai ser diplomata.

Já adolescente regressa e se estabelece em Havana e faz seus estudos regulares. Começa a estudar música, primeiro com a professora Clara Romero, que lhe ensina o manejo do violão.

Suas primeiras composições datam de 1930. Escreve Tabú, inspirado em um antigo escravo, muito velho, que conheceu desde menina, escutando seus contos. O trovador Guyún dá a conhecer essa composição, popularizando-a. Quando a gravam com a orquestra de Rosa e Antonio Machín em Nova York, em 1934, e a orquestra Lecuona Cubans Boys na Europa, em 1935, rapidamente se converte numa compositora internacional.

Igual se sucede com Babalú da mesma inspiração litúrgica afrocubana e com o mesmo sabor exótico, gravada pela orquestra Casino de la Playa, cantando Miguelito Valdés.

Morou na Argentina e fez apresentações em vários países, com atuações em um trio como cantora solista. Radicou-se nos EUA em 1960. Compôs mais de 300 obras, entre as que se destacam, os boleros Eclipse, De nada vale, Tú lo eres todo, Bienvenido, Cariño bueno, Por eso no debes En confianza, Otoño e Mi último amor, e as guarachas Contentura e Mi muñeco.

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Fonte: SonCubano

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Luis Marquetti

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Luis Marquetti, compositor, nasceu em Alquizar, Cuba, em 24 de agosto de 1901 e faleceu em 30 de julho de 1991. Graduou-se na Escola Normal de Maestros, onde fez alguns estudos musicais.
Foi maestro durante quase toda sua vida em seu povoado natal. Na década de 40 se destacou como compositor e conseguiu colocar suas canções nas melhores vozes da América hispânica.
Entre seus sucessos destacam-se os boleros Plazos traicioneros, Allí donde tú sabes, Amor qué malo eres, Deuda (1945), Amor de cobre, Un pedazo de pan, Entre espumas, Me robaste la vida, Llevarás la marca, Cita en el platanal e A ti madrecita (sua primeira composição em 1941).
Veja também: Agustín Lara / Altemar Dutra / Armando Manzanero / Bolero, O / Bolero, A história do / Bolero, Cifras e letras de / Canções Latinas, Cifras / Gregorio Barrios / Lucho Gatica / Luis Miguel / Mario Clavell / Rafael Hernández / Roberto Yanés / Trío los Panchos / Trio Yrakitan.
Fonte: SonCubano

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Lorenzo Barcelata

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Lorenzo Barcelata (Lorenzo Barcelata Castro), compositor e ator, nasceu em 30 de julho de 1898 em Tlalixcoyan, Veracruz, México. Morreu na Cidade do México em 13 de julho de 1943. Desde muito pequeno se viu atraído pela música e assim iniciou seus estudos com o violão. Aos 14 anos compôs a canção “Arroyito”, mas a canção que lhe deu fama foi “Lirio azul de la montana”, com letra de Luis Rosado Vega em 1925.

Em 1926 com Manuel Esperón e Ernesto Cortázar, formou o grupo Tlalixcoyano. Trabalhou ao lado de Augusto Medina, Víctor Monreal e Andrés Cortés Castillo, com quem formou um quarteto que em 1926 se chamou “Los ruiseñores tampiqueños. Posteriormente, o grupo trocou de nome e de integrantes, e se fizeram chamar “Los trovadores Tamaulipecos”, formado, então por Barcelata, Ernesto Cortázar, Alberto Caballero, Antonio García Planes e Andrés Cortés Castillo. Juntos tiveram enorme sucesso nas cidades de Veracruz, Tamaulipas, Yucatán, em Cuba e nos EUA.

Em 1930, foi designado como diretor da Rádio XETA e posteriormente da XEFO, do Partido Nacional Revolucionário. Nessa época sua canção María Elena alcançou fama internacional, que foi tema musical do filme homônimo dirigida por Raphael J. Sevilla em 1935. Seu sucesso lhe permitiu realizar uma turnê por todo o continente americano. De regresso à Cidade do México, assinou um contrato com a emissora Rádio Mil, onde desenvolveu novos valores para a música mexicana.

A maioria de suas composições se encontra em discos de gravadoras tanto mexicanas como estrangeiras, principalmente dos EUA e algumas de suas canções são María Elena, Por ti aprendí a querer, La bamba, El coconito, El cuerudo, La palomita, El toro coquito e Jalisco nunca pierde.

Em 1938, Ernesto Cortázar e Lorenzo Barcelata criaram a Companhia Produtora de Cine Produções Barcelata-Cortázar, com o que gravaram La reina del rio.

O trabalho de Barcelata no cinema aparece em filmes como La zandunga (Fernando de Fuentes, 1937), Jalisco nunca pierde (Chano Urueta, 1937), Allá en el rancho grande (Fernando de Fuentes, 1936), María Elena (Raphael J. Sevilla, 1935), Bajo el cielo de México (Fernando de Fuentes, 1937), Almas encontradas (Raphael J. Sevilla, 1933), Enemigos (Chano Urueta 1933), Tiburón (Ramón Peón, 1933) e Una vida por otra (John H. Auer / Fernando de Fuentes, 1932).

Foi ator em alguns filmes antes mencionados e em Tierra brava (René Cardona, 1938), ¡Ora Ponciano! (Gabriel Soria, 1936) e Mano a mano (Dir. Arcady Boytler / Ramón Peón, 1932).

Veja também: Agustín Lara / Altemar Dutra / Armando Manzanero / Bolero, O / Bolero, A história do / Bolero, Cifras e letras de / Canções Latinas, Cifras / Gregorio Barrios / Lucho Gatica / Luis Miguel / Mario Clavell / Rafael Hernández / Roberto Yanés / Trío los Panchos / Trio Yrakitan.

Fonte:BARCELATA Castro, Lorenzo

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Julio Brito

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Julio Brito, compositor e diretor de orquestra, nasceu em Havana, Cuba, em 21 de Janeiro de 1908 e faleceu em 30 de julho de 1968. Foi aluno do maestro Pedro Sanjuán. Em 1924 integrou a orquestra de Don Aspiazu como saxofonista, e posteriormente se dedicou a tocar drum, violão e vibrafone.
Em 1931 compôs Ilusión china, com a qual obteve alguma popularidade. Esteve entre os primeiros artistas que trabalharam em programas musicais da rádio cubana. Entre suas obras se encontram Trigueñita, Oye mi guitarra, Flor de ausencia, Mira que eres linda, Serenata guajira, Si yo pudiera hablarte e seu sucesso internacional de 1937 El amor de mi bohío.
A maior parte de seu trabalho em músicas esteve no de dirigir orquestras. Musicou filmes como Tam Tam e Embrujo antillano. Em 1946 foi presidente da Sociedade de Autores de Cuba.
Veja também: Agustín Lara / Altemar Dutra / Armando Manzanero / Bolero, O / Bolero, A história do / Bolero, Cifras e letras de / Canções Latinas, Cifras / Gregorio Barrios / Lucho Gatica / Luis Miguel / Mario Clavell / Rafael Hernández / Roberto Yanés / Trío los Panchos / Trio Yrakitan.
Fonte: SonCubano

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María Grever

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María Grever (1885-1951), compositora, segundo alguns, nasceu em León, Guanajuato, México, em 16 de agosto de 1885, mas alguns historiadores não aceitam essa versão. Segundo eles a compositora nasceu em águas internacionais no ano de 1884.
Seu nome de solteira era María Joaquina de la Portilla y Torres. Estudou no Colégio do Sagrado Coração e desde menina recebeu educação musical. Aos quatro fez sua primeira composição com versos escritos por ela mesma.
Emigrou para a Europa (Espanha) com seus pais; foi quando teve oportunidade de viajar para a França. Então estudou com Claude Debussy e com Franz Lenhard em Paris; este último lhe sugeriu não se sujeitar às técnicas musicais para poder conservar sua espontaneidade. Quando voltou ao México ingressou na escola de canto de sua tia Cuca Torres. Viajou a Nova York em 1916 onde se casou com Léon Grever.
Seu primeiro sucesso como compositora foi Júrame, cantada por José Mojica, quando ela ainda não era conhecida. A Paramount a contratou em 1920 para compor musicas para vários de seus filmes com temas hispano-americanos. Em 1941 se encarregou dos arranjos da comédia musical Viva O'Brien que foi apresentado na Broadway. Foi autora de um método chamado “Aprenda Ud”: Espanhol por meio da música, que posibilitava cantores norte-americanos darem recitais de música hispânica sem saber falar espanhol.
Paralítica, regressou ao México em 1949 e recebeu a Medalha ao Mérito Civil e a Medalha do Coração do México; foi convidada para trabalhar na Rádio XEW onde fez 14 apresentações; relatou sua vida no rádio e escreveu um livro autobiográfico que serviu de base para o filme “Cuando me vaya” (1953), protagonizada por Libertad Lamarque. O tenor Nicolás Urcelay, Néstor Mesta Chaires e Alfonso Ortiz Tirado, figuraram entre seus principais intérpretes, sem deixar de mencionar, também, Antonio Aguilar, Alberto Ángel "El Cuervo", Chucho Avellanet, "Bola de Nieve" e até o Grupo La Pandilla.
Compôs em torno de 860 canções como Así, Volveré, Para qué recordar, , Yo canto para ti, Te quiero dijiste (Muñequita linda), Bésame, Tipitín, A una ola, Tú, tú y tú, Amor, amor, México canta, Cuando me vaya, Cuando vuelva a tu lado, De dónde, Lamento gitano, Alma mía (Si yo encontrara una alma), Tulipán, Mi burro y yo, En la noche, Por qué, Amor latino, Atardecer en España, Por si no te vuelvo a ver, etc.
Esta insigne compositora faleceu em Nova York em 15 de dezembro de 1951 e, por vontade sua, seus restos foram transladados para o México.
Veja também: Agustín Lara / Altemar Dutra / Armando Manzanero / Bolero, O / Bolero, A história do / Bolero, Cifras e letras de / Canções Latinas, Cifras / Gregorio Barrios / Lucho Gatica / Luis Miguel / Mario Clavell / Rafael Hernández / Roberto Yanés / Trío los Panchos / Trio Yrakitan.
Fonte: Canciones - Así (María Grever)

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Elena Burke

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Elena Burke (Romana Burgues), cantora, nasceu em Havana, Cuba, em 28 de fevereiro de 1928 e faleceu em junho de 2002. Em 1941 estreou em programa de calouros na CMQ Rádio.

Profissionalizou-se como cantora em 1942 com atuações nas emissoras Mil Diez, Cadena Roja, COCO e Rádio Progreso, assim como nos cabarés Sans Souci e Zombie.

Em 1945 se apresentou nos teatros Encanto, Alcázar, América, Riviera y Fausto, todos de Havana. Viajou ao México e a Jamaica, como cantora da produção de "Las Mulatas de Fuego". Quando regressou a Cuba integrou os cuartetos Facundo Rivero, Orlando de la Rosa y D'Aida. Com eles fez turnês pelos EUA, Canadá, Venezuela e México.

Esteve por vários anos e se destacou no Quarteto D'Aida, que deixou em 1958 para fazer carreira de solista. Foi acompanhada pelo violinista Froilán Amézaga e também por notáveis pianistas como Frank Domínguez, Meme Solís e Enriqueta Almanza.

Foi uma intérprete singular das canções do “feeling”. Viajou praticamente por toda a Europa e América. Em 1964 participou por Cuba no Festival de Cannes. A partir de 1962 manteve, por muitos anos, um programa na rádio chamado "A solas contigo". Gravou numerosos LPs. Participou de dois filmes cubanos: "Llanto de luna" e "Nosotros la música". Deu recitais por todo o país, e atuou constantemente em rádio, televisão e teatro.

Foi uma das cantoras mais regulares e mais populares da música cubana. Ao final de sua vida, com AIDS, continuou se apresentando em alguns programas.
Veja também: Agustín Lara / Altemar Dutra / Armando Manzanero / Bolero, O / Bolero, A história do / Bolero, Cifras e letras de / Canções Latinas, Cifras / Gregorio Barrios / Lucho Gatica / Luis Miguel / Mario Clavell / Rafael Hernández / Roberto Yanés / Trío los Panchos / Trio Yrakitan.
Fonte: SonCubano

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Isolina Carrillo

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Isolina Carrillo, compositora e pianista, nasceu em Havana, Cuba, em 1907. Na década de 40 suas canções alcançaram popularidade. Trabalhou muitos anos como pianista-acompanhante, criadora de repertórios e diretora de coros, nos anos 50 e posteriormente, a partir de 1959, igualmente na televisão.
Entre suas composições mais importantes se encontram Canción sin amor, Sombra que besa, Increíble e sua internacional Dos gardenias, composta no final da década de 40, e que é o nome, há muitos anos, de um centro noturno dedicado ao bolero em Havana.
Veja também: Agustín Lara / Altemar Dutra / Armando Manzanero / Bolero, O / Bolero, A história do / Bolero, Cifras e letras de / Canções Latinas, Cifras / Gregorio Barrios / Lucho Gatica / Luis Miguel / Mario Clavell / Rafael Hernández / Roberto Yanés / Trío los Panchos / Trio Yrakitan.
Fonte: SonCubano

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Daniel Santos

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Daniel Santos, compositor e cantor, nasceu em 5/2/1916 em Santurce de Acuario, Porto Rico, e faleceu em 27/11/1992. Uma das mais enigmáticas personagens da música popular latino-americana Daniel Santos, "El Inquieto Anacobero", era filho de Don Rosendo de los Santos, carpinteiro, e María Betancur, costureira.
Passou sua infância em um bairro de Santurce, conhecido como Trastalleres. Ali viveu seus primeiros anos com suas três irmãs Sara, Rosalilia e Lucy. Aos cinco anos aprendeu o abecedário com a maestrina do bairro conhecida como Dona Ana, e aos sete iniciou sua educação formal na escola pública de Las Palmitas, na Rua Aguacate.
Ao concluir o terceiro grau foi para a Escola Rafael Cordero, na Parada 15 de Santurce, mas não pode se matricular porque a situação econômica em seu lugar era desesperadora tendo, inclusive, que trabalhar como engraxate para ajudar a família. Nessa época sua família mudou-se para a cidade dos arranha-céus, onde Daniel teve que voltar a estudar no primeiro grau já que não sabia falar inglês e conseguiu completar seu segundo ano de escola superior, onde já cantava no coro.
Aos 14 anos abandonou o lugar devido ao pouco que ganhava seu pai, mudando-se para um quartinho por três dólares semanais e iniciou sua vida de “Inquieto Anacobero”. Um dia, enquanto se banhava, começou a cantar as únicas canções que sabia de memória: uma guaracha de Rafael Hernández e Te quiero dijiste, de María Grever. Estava na mais profunda de sua inspiração quando ouviu que batiam em sua porta. Era um dos integrantes do Trio Lírico, um conjunto musical que tocava em bailes, batizados e outras atividades.
Terminou seu banho e se reuniu com o resto dos integrantes, que lhe convidaram a participar em várias apresentações do conjunto. Assim se fez profissional e cobrava um dólar para interpretar canções várias vezes. Logo aumentaram para um peso e meio para cantar aos sábados no Borinquen Social Club de Nova York. Passou, então, a alternar entre o Trio Lírico e o Conjunto Yumurí, até 1938, quando teve um encontro histórico com o compositor Pedro Flores.
Neste ano estava trabalhando em um pequeno cabaré chamado Los Chilenos, onde cantava nos finais de semana por dez dólares e toda bebida que pudesse tomar. Depois foi cantar no Cuban Casino, um cabaré latino localizado na Oitava Avenida. Ali tocavam a orquestra do maestro Augusto Cohen, que alternava com o conjunto Escalera, uma artista espanhola de nome Consuelo Moreno, e um casal de bailarinos mexicanos. Daniel Santos cantava com as duas orquestras, passava-se por mestre de cerimônias, fazia o espetáculo, e quando faltava algum integrante, também o substituía. Por tudo isso ganhava a quantia de 17 dólares semanais.
Uma noite chegou ao cabaré o maestro don Pedro Flores que escutou Daniel interpretar várias canções, entre elas seu bolero Amor perdido. Ao concluir, o compositor lhe convidou para sentar-se à sua mesa que compartilhava com várias personagens e disse-lhe que tinha gostado muito da sua forma de cantar e o convidou para ensaiar com seu grupo Quarteto Flores, em Manhattan.
Com o Quarteto de Pedro Flores gravou muitas das canções que o fariam famoso, entre elas, Tú serás mía, Irresistible, Esperanza inútil, Perdón, Mayoral, Venganza, Amor, Olga, Yo no sé nada, Hay que saber perder, La número 100, Bella mujer, Margie, Prisionero del mar, El último adiós, Borracho no vale, Bella mujer, Guaracha amorosa, e muitas outras.
Em 1941, período da Segunda Guerra Mundial, Daniel gravou o disco mais popular de Don Pedro Flores, Despedida. No ano seguinte substituiu Miguelito Valdés na orquestra de Xavier Cugat e pouco depois abandonou o Hotel Waldorf Astoria para cumprir o serviço militar obrigatório com o exército norte-americano.
Por essa época começou a cobrar consciência nacionalista e se identifica com o pensamento do maestro Don Pedro Albizu Campos, ideais que lhe trazem problemas com o FBI e com o Departamento de Estado norte-americano cada vez que viajava. Mais tarde, recordando as atrocidades da guerra, gravou vários discos com canções de protesto contra esse mesmo exército que utiliza as praias de sua pátria para exercícios militares.
Essa vida de “Inquieto Anacobero” que lhe levou ao cárcere várias vezes começou em Cuba no final de 1946, quando Bobby Capó o apresentou ao Guajiro Amado Trinidad e este lhe contratou para trabalhar durante oito dias no programa "Bodas de Prata Portagás" na RHC Cadena Azul de Rádio, onde se apresentavam os melhores artistas da época. Ali sempre iniciava seu programa com a canção "Anacobero" do pianista porto-riquenho Andrés Tallada. O locutor Luis Villarder sempre o apresentava: “Com vocês Daniel Santos e o tema Anacobero”. Um dia Daniel surpreendeu a audiência no estúdio ao vestir-se com traje de “chuchero” e entrar no estúdio dançando.
Quando o locutor foi anunciar se equivocou e disse: “Com vocês o Anacobero Daniel Santos". A partir desse dia se transformou em "El Anacobero", que na língua ñáñigo significa diabinho. O de 'Inquieto' é por causa da intensa vida de boêmio impenitente que haveria de levá-lo a várias prisões.
Esteve viajando entre Cuba e Nova York durante uns 15 anos, até escutar que Fidel estava recrutando meninos para adestrá-los na milícia, e nunca mais retornou a Cuba. Durante esses anos lhe ocorreram coisas que inspiraram muitas de suas 400 composições, entre elas, "El columpio de la vida", "Patricia", "Amnistía", "El preso", "El que canta" y "Bello mar". Foi também o autor da canção "Sierra Maestra", hino do Movimento 26 de Julho, com a qual Fidel Castro iniciava a transmissão da Rádio Rebelde lá da Sierra Maestra.
Além de grande cantor e compositor, Daniel Santos se deu a conhecer pela vida desordenada que sempre viveu, entre bebidas, mulheres e brigas de rua que lhe fizeram cumprir penas em várias prisões da América Latina, entre elas de Cuba, Equador e República Dominicana. Mesmo assim, muitos países do continente americano o disputavam, chegando ao extremo de confundir sua verdadeira nacionalidade.
Durante seus últimos anos seguiu se apresentando em turnês e concertos nos EUA e América Latina, onde o público lotava os salões para ver o seu ídolo, a lenda do bolero e da guaracha, e escutar suas inumeráveis anedotas e aventuras.
Daniel Santos teve doze filhos e viveu seus últimos anos em Ocala, Flórida, junto a sua duodécima esposa, Ana Rivera, onde morreu em 27 de novembro de 1992, vítima de um ataque cardíaco.
(texto parcial de Josean Ramos, traduzido do espanhol)
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Fonte: Fundación Nacional para la Cultura Popular - San Juan, Puerto Rico.

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Bobby Capó

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Bobby Capó (Félix Manuel Rodríguez Capó), compositor, cantor, diretor de televisão e funcionário público, nasceu em Coamo, Porto Rico, em 1/1/1922, e faleceu em 18/12/1989. Ao terminar seus estudos na escola superior mudou-se para San Juan para tentar a sorte no mundo da música, onde participou do programa de calouros de Rafael Quiñones Vidal, no qual foi aprovado.
Sua fama internacional começou quando outro artista porto-riquenho, Pedro Ortiz Dávila (Davilita), abandonou o quarteto Victoria que dirigia Rafael Hernández e Bobby o substituiu.
Depois de sua saída do quarteto Victoria, Capó adotou Nova York como sua residência e base de operações. Em plena década de 40, converteu-se num ídolo em Cuba, e sua fama transcendeu rapidamente pelo mundo hispânico.
Tomou parte da orquestra do reconhecido músico Xavier Cougat, mas foram suas gravações como solista que lhe deram fama internacional. Considerado um dos pioneiros entre os cantores-autores hispânicos, entre suas composições destacam-se: Piel canela, El negro bembón, El bardo, Luna de miel en Puerto Rico, Sin fe, Triángulo e María Luisa. A saudade pelo seu lar nativo lhe inspirou clássicos como: Soñando con Puerto Rico e também lhe levou a fazer denúncias com canções como Despierta borincano.
Seu domínio de gêneros musicais foi impressionante. Sua composição Llorando me dormí tem sido reconhecida como a primeira balada escrita por um porto-riquenho. Esta transcendeu internacionalmente em meio da invasão da Nova Onda na década de 60. Por esses anos a sua composição Jacqueline, dedicada a então primeira-dama dos EUA, Jacqueline Kennedy Bouvier, causou controvérsias no México.
No começo da década de 70, Bobby trabalhou na Oficina de Porto Rico em Nova York, na Divisão de Migração e finalmente na Junta de Libertad Bajo Palabra.

Fonte: Fundación Nacional para la Cultura Popular - San Juan, Puerto Rico.

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Alvaro Carrillo

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Alvaro Carrillo (Alvaro Carrillo Alarcón) nasceu em Cacahuatepec, Oaxaca, México, em 2 de dezembro de 1921, seus pais eram Jesús Carrillo e Teodora Alarcón. Passou sua juventude na terra natal, trabalhando na propriedade de seus pais.

Em 1940 ingressou na Escola Nacional de Agricultura em Chapingo, onde teve a oportunidade de ler um pouco de literatura que lhe estimulou a compor suas primeiras canções, surgindo assim "Celia".

Alvaro Carrillo contava que, com seus companheiros de estudos, levava serenata para as jovens, nos povoados vizinhos de sua escola, trocando o nome da canção conforme a mocinha. Entre estudos, atividades agrícolas e inquietudes próprias de sua idade levou uma vida cheia de alegrias e de satisfação.

Em 1945 formou-se engenheiro agrônomo e abandonou a escola para radicar-se na Cidade do México, onde trabalhou na Comisión del Maiz.

Com passar do tempo fez amizade com Antonio Pérez Mesa, que integrava o Trío Los Duendes e lhe deu sua canção Amor mío para ser gravada e sua popularidade logo lhe chegou, motivo pelo qual trocou a engenharia pela música.

Cabe fazer menção que Yoshiro Hiroishi, cantor de fama entre o público japonês, gravou Sabor a mí, canção com que Alvaro Carrillo obteve o triunfo definitivo. Foi assim que quando Yoshiro Hiroishi visiou a Cidade do México, localizou nosso compositor que atuava numa casa noturna da cidade, vestiu-se com indumentária tradicional japonesa, foi ao local antes mencionado e se apresentou com sua guitarra e cantou Sabor a mí com muito sucesso.

Esta canção deu a volta ao mundo, foi gravada no México, França, Bélgica, Grécia, Áustria, Inglaterra, Itália, Holanda, Espanha, Estados Unidos, etc.
Algumas canções de sua autoria que constam no site: Amor mío, Cachito, Eso, La mentira, Sabor a mí e Sabrá Dios.

Sua última atuação pública foi na Cardini Internacional de Ciudad Juárez, Chihuahua. Compôs mais de 300 canções e trabalhou em vários programas de rádio, televisão, teatro de revista e casas noturnas durante 15 anos. Entre seus principais intérpretes temos Pepe Jara, Trío Los Santos, Trío Los Duendes e Linda Arce.

Faleceu de forma trágica em 3 de abril de 1969 e foi velado junto com sua esposa Ana María Inchaústegui no Teatro de los Compositores, para logo ser sepultado no Panteón Jardín da Cidade do México.
Veja também: Agustín Lara / Altemar Dutra / Armando Manzanero / Bolero, O / Bolero, A história do / Bolero, Cifras e letras de / Canções Latinas, Cifras / Gregorio Barrios / Lucho Gatica / Luis Miguel / Mario Clavell / Rafael Hernández / Roberto Yanés / Trío los Panchos / Trio Yrakitan.
Fonte: Alvaro Carrillo - Oaxaca Mio

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Ernesto Lecuona

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Ernesto Lecuona (Ernesto Lecuona Casado), compositor e pianista nasceu em Guanabacoa, Cuba, em 7 de Agosto de 1896 e faleceu nas Ilhas Canárias, em 29 de Novembro de 1963. Iniciou estudos de piano com sua irmã Ernestina e os continuou, depois, com Peyrellade, Saavedra, Nin e Hubert de Blanck.
Aos cinco anos de idade chamava a atenção por sua habilidade ao piano e, na época, deu um concerto no Círculo Hispano. Aos onze anos começou a trabalhar como pianista de filmes mudos no Cine Fedora, em Havana, e aos doze compôs suas primeiras obras.
Ao terminar seus estudos no Conservatorio Nacional obteve por unanimidade o primeiro prêmio e medalha de ouro de seu curso (1913). Dotado com qualidades excepcionais, fez aportes a pianística nacional cubana no uso de ritmos.
Foi o formador de orquestras e de inumeráveis artistas, a quem apoiou como amigos. Como concertista, visitou muitos países da América e Europa. Seu catálogo musical possui mais de 600 obras, que abarcam grande quantidade de gêneros musicais. Escreveu para o teatro obras inesquecíveis "El Sombrero de Yarey", "Rosa la China", "Lola Cruz", "María La O", "El Cafetal","El Batey", "La Tierra de Venus" e "Nina Rita".
Entre suas canções brilham Siboney, Eclipse, Damisela encantadora, Noche azul, Siempre en mi corazón, Recordar, Como arrullo de palmas, Tus ojos azules, Se fue e Mariposa. Ademais, 70 danças para piano nas quais se destacam: Ahí viene el chino, Danza Negra, La Comparsa, La Malagueña e Danza Lucumí.
Desde os primeiros discos de 78 rpm até o long play os numerosos discos que gravou se difundiram pelo mundo, com uma mensagem básica: talento e "cubanía".
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Fonte: SonCubano

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Gabriel Ruiz

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Gabriel Ruiz (Gabriel Ruiz Galindo), filho de Rosalío Ruiz e Aurelia Galindo, nasceu em 18 de março de 1908 em Guadalajara, Jalisco, México, para ser parte de uma família de 18 irmãos. Alguns historiadores afirmam que foi em 1912. Faleceu em 1998.

Artista desde a juventude, sua dedicação ao piano o fez abandonar os estudos de medicina, quando já havia cursado dois anos. A partir dessa decisão, dedicou-se plenamente ao estudo da música, sob a tutela do maestro Jesús Estrada.

Abandonou Guadalajara com o objetivo de se superar, e na Cidade do México conseguiu uma bolsa de estudos oferecida pela Secretaria de Educação Pública para estudar no Conservatório de Música, onde foi aluno do maestro Salvador Ordóñez Ochoa.

Ao terminar seus estudos em 1934, apresentou-se em público no Teatro Arbeu, tocando, sob a regência do maestro Carlos Chávez, um concerto de Francis Poulenc. Através de la XEW, Gabriel Ruiz fez conhecer sua música, e esse feito lhe abriu as portas da popularidade.

Suas canções foram interpretadas primeiro por Gloria Luis e José Luis Caballero, para depois ficarem consagradas nas vozes de Amalia Mendoza, Alfonso Ortiz Tirado, Pedro Infante, Pedro Vargas, Avelina Landín, Irmãs Aguila, Salvador García e Hugo Avendaño.

Alcançou fama mundial, quando em 1945 realizou para Hollywood a música para o filme Mexicana, e a partir de então estudou no Conservatório de Paris até 1947, para logo aproveitar seus conhecimentos como docente do Instituto Nacional de Belas Artes.

Uma das homenagens mais importantes que recebeu, fora o reconhecimento do público por suas canções, foi o que organizou em 1967 o INBA, quando dirigiu a Sinfônica Nacional na interpretação de suas principais melodias, entre elas: Desesperadamente, Entre tú y yo, La cita, Un minuto, Grito prisionero, ¡Viva el amor!.

A nível mundial seus méritos artísticos foram reconhecidos quando ganhou medalha de ouro outorgada pela Broadcast Music e B&I de Nova York, em três ocasiões por haver chegado a um milhão de execuções nos EUA de seus temas Amor, amor, amor, Mar e La parranda.

No México
, por decreto do governo de Jalisco, lhe foi conferido a medalha José Clemente Orozco, em 1978; uma rua do porto de Mazatlán foi batizada com seu nome e foi aclamado como "filho predileto" pelas suas melodias Mazatlán e Noche de Mazatlán. Em 1980 foi merecedor do prêmio Jalisco. Em 1989, Prêmio Nacional de Tradições e Artes Populares compartilhado com Manuel Esperón e Consuelo Velázquez.

Obras de Gabriel Ruiz que constam no site: Amor, amor, amor, Condición, Desesperadamente, Despierta, Lo quiso Dios, Mar, Noche, Sin motivo, Tentación, Tu nombre, Usted.

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Fontes: Sociedad de Autores y Compositores de Música (SACM) - México; El Fonógrafo - Biografias - Red Radio Universidade de Guadalajara; MPB CIFRANTIGA - Boleros Inesquecíveis.

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Osvaldo Farrés

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Osvaldo Farrés

Osvaldo Farrés, compositor, nasceu em Quemado de Guines, Cuba, em 13 de janeiro de 1902, e faleceu em Nova Jersey, EUA, em 22 de dezembro de 1985. Foi um conhecido animador de um programa de rádio (e depois chegou na televisão) chamado "Bar melódico de Osvaldo Farrés", pelo qual passaram os mais importantes artistas cubanos dos anos 50. Não sabia escrever música, nem tocava nenhum instrumento, era um jovem inexperiente nesse ramo.

Em Havana foi carteiro, estofador, decorador, vidraceiro e pintor de paisagens. Destacou-se, contudo, como publicitário e, entre outras coisas, dirigiu a promoção da cerveja "Polar".

Seus boleros foram interpretados por grandes nomes como Nat King Cole, Doris Day, Bing Crosby, Johnny Mathis, Maurice Chevalier, Plácido Domingo, Edith Piaff, Katina Ranieri, Pedro Vargas, Toña La Negra, Lucho Gatica, Olga Guillot e Sarita Montiel.
Passou residir nos EUA em 1962. Muitas de suas obras alcançaram popularidade em Cuba e no exterior, com versões de cantores latinos e, mesmo, norte-americanos.
Entre elas Toda una vida, No me vayas a engañar, Acaríciame, No, no y no, Piensa bien lo que me dices, Acércate más, Quizás, quizás, quizás, Estás equivocada, Para que sufras, Tres palabras, En el mar e Mis cinco hijos (guaracha).
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Fonte: SonCubano

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Bienvenido Granda

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Bienvenido Granda (Bienvenido Rosendo Granda Aguilera), cantor, nasceu em Havana, Cuba, em 30 de agosto de 1915 e faleceu na Cidade do México, México, em 9 de julho de 1983. Orfão de pai desde os seis anos de idade, desde criança mostrou afinidade pelos ritmos cubanos e os tangos, que cantava nos ônibus.
Começou pouco a pouco a consolidar sua carreira e atuou em emissoras de rádio dos anos 40 e 50, como CMQ, RHC Cadena Azul, Rádio Cadena Suaritos e Rádio Progreso. Um momento importante em sua vida foi o seu ingresso a Sonora Matancera, em 1940. Com este grupo permaneceu durante muitos anos como cantor, até 1954, e posteriormente passou a cantar como solista.
Apresentou-se na Colômbia e outros países, até fixar residência na Cidade do México, México. Interpretou vários gêneros musicias cubanos e do Caribe, cultivando especialmente o bolero com um original estilo e timbre pessoal.
Era conhecido pelo apelido de "El bigote que canta". Entre suas composições se destacam Todo el mundo canta e México (guaguancós); Pasión extraña, Perfume de gardenia, En la orilla del mar, Angustia, Oración de amor e Ten piedad (boleros).
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Fonte: SonCubano

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Arsenio Rodríguez

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Arsenio Rodríguez (Arsenio Travieso Scull), compositor, nasceu em Güira de Macurijes, Matanzas, Cuba, em 30 de agosto de 1911, e faleceu em Los Angeles, EUA, em 1972. Desde muito cedo começou a se dedicar à música. Perdeu a visão aos treze anos de idade, e por esta condição, quando já músico muito popular, ganhou o apelido de "O cego maravilhoso".
Em 1930, aproximadamente, mudou-se para Havana onde conheceu os artistas (soneros) da capital cubana. Iniciou, nessa época como "tresero" no Sexteto Boston, e posteriormente formou parte da Bellamar.
Em 1940 fundou seu conjunto de sons, que obteve uma extraordinária popularidade. Durante a década de 40 obteve fama entre os dançarinos que visitavam cada domingo os jardins de fábrica de cerveja "La Tropical".
Nos anos 50 viajou para Nova York onde formou um grupo, já que em Havana havia ficado seu conjunto, que passou a ser dirigido pelo trompetista Félix Chapottín. Autor dos conhecidos "sones" El Guayo de Catalina, Bruca Manigüá, Güira de Macurijes, Fuego en el 23, Laborí, Vacuno, Lo dicen todas; e dos boleros, entre outros, En su partir, Camagüey, Nos estamos alejando, Acerca el oído e La vida es un sueño.
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Fonte: SonCubano

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Gonzalo Roig

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Gonzalo Roig, compositor e diretor de orquestra e banda, nasceu em Havana, Cuba, em 20 de julho de 1890 e faleceu em 13 de junho de 1970. Em 1902 iniciou estudos de piano, teoria e solfejo na Asociación de Dependientes del Comercio de La Habana, com Agustín Martín Mullor e posteriormente com Gaspar Agüero Barreras. Tomou lições de violino com Vicente Alvarez. Depois realizou estudos superiores de música no Conservatório Carnicer.
Em 1907 integrou como pianista um trio que se apresentava no Cine Monte Carlo. Desta maneira iniciava sua carreira profissional e nesse ano, ainda, compôs uma canção para voz e piano intitulada "La voz del infortunio".
Em 1909 começou a se apresentar como violinista no Teatro Martí. Em 1911 fez estudos de contrabaixo de maneira autodidata. O tenor Mariano Meléndez lançou então seu bolero Quiéreme mucho, que resultaria na sua mais conhecida obra, que vendeu a um editor por 5 pesos.
Em 1917 viajou ao México, e trabalhou na companhia de María Guerrero. Regressou a Cuba nesse mesmo ano. Foi fundador e diretor, em 1922, junto a Ernesto Lecuena, César Pérez Sentenat e outros renomados músicos, da Orquestra Sinfônica de Havana, que realizou um importante trabalho na divulgação de compositores cubanos. É considerado, com justiça, o pioneiro do “sinfonismo” em Cuba.
Em 1927 foi diretor da Escola e da Banda Municipal de Música de Havana (depois Banda Nacional de Concertos). Este cargo ele manteve até sua morte. Seu trabalho a frente da Banda foi fundamental e importante, já que escreveu uma enorme quantidade de adaptações de obras de autores estrangeiros e cubanos, o que repercutiu em uma nova sonoridade que tanto peso teve na formação de executantes e no desenvolvimento da música cubana desde o século XIX. Como mostra disso, está o feito de que a banda acompanhou a diversos cantores, o que não havia sucedido antes em toda a história musical cubana.
En 1929 criou a Orquestra Ignacio Cervantes e em 1930 recebeu convite da União Pan-americana para conduzir uma série de concertos nos EUA. Realizou então uma uma bem-sucedida turnê como diretor de bandas de música norteamericanas, como U.S. Army Band, U.S. Soldier's Home Military Band, U. S. Marine Band e U. S. Navy Band, e desta maneira conseguiu difundir internacionalmente a exuberância rítmica cubana.
Em 1931 organizou com Agustín Rodríguez uma companhia de teatro vernáculo no Teatro Martí, com apresentações que duraram mais de cinco anos. Em 1932 lançou Cecilia Valdés, universalmente considerada como a opereta cubana mais importante do teatro lírico nacional.
Em 1936 integrou a Academia Nacional de Artes e Letras, e seu discurso de ingresso, que foi contestado por Sánchez de Fuentes, saiu publicado na revista dessa instituição como "Anotações históricas sobre nossas bandas militares e orquestras".
En 1938 fundou e foi diretor de concerto da Ópera Nacional. Nesse mesmo ano fez a música do filme "Sucedió en La Habana", lançado em 1939. Durante toda sua vida se ocupou de gestões sindicais em prol dos músicos, e foi fundador da Sociedade de Autores Cubanos, da Federação Nacional de Autores de Cuba, da União Nacional de Autores de Cuba e da Sociedade Nacional de Autores de Cuba.
Escreveu alguns ensaios e artigos sobre música. Entre suas obras mais representativas se encontram, além da opereta Cecilia Valdés e da canção Quiéreme mucho, já citadas, Soledad, Amalia Batista, Mosaico cubano, Fantasía cubana, Hoy son día de reyes, e outras mais.
Veja também: Agustín Lara / Altemar Dutra / Armando Manzanero / Bolero, O / Bolero, A história do / Bolero, Cifras e letras de / Canções Latinas, Cifras / Gregorio Barrios / Lucho Gatica / Luis Miguel / Mario Clavell / Rafael Hernández / Roberto Yanés / Trío los Panchos / Trio Yrakitan.
Fonte: SonCubano

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Bobby Collazo

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Bobby Collazo (Roberto Collazo Peña), compositor e pianista nasceu em Marianao, Cuba, em 2 de Novembr0 de 1916 e faleceu em Nova York, em 9 de novembro de 1980. Cursou estudos musicais em sua cidade natal, e mesmo estudando Direito, se inclinou de maneira definitiva pela música.
Compôs seu primeiro bolero en 1938, intitulado Retornarás. Em 1940 surge seu primeiro sucesso com Rumba Matunga, obra interpretada pela cantora Aurora Lincheta que obteve o segundo prêmio em um concurso promovido pela emissora RHC Cadena Azul.
Viajou ao México em 1947 junto com Julio Gutiérrez e permaneceu algum tempo nesse país. No momento da volta compõe sua mais famosa canção, em que estreou Pedro Vargas: La última noche que pasé contigo.
Viaja a Santo Domingo de regresso a Cuba. Participou de concertos organizados pelo maestro Ernesto Lecuona, entre eles um que teve grande repercussão, com oito pianistas de primeira como ele: Julio Gutiérrez, Orlando de la Rosa, Juan Bruno Tarraza, Mario Fernández Porta, Felo Bergaza, Humberto Suárez e Fernando Mulens. Fundou trios, como o Antilano, e quartetos vocais.
Em 1952 se radica em Nova York, com visitas freqüentes a Cuba. Nesses anos escreve canções que se convertem em sucessos inesquecíveis, como Vivir de los recuerdos, Tenía que ser así, Tan lejos y sin embargo te quiero, Qué te has creído, La última noche que pasé contigo, Lejanía, Luna de varadero, Esto es felicidad (com Orlando de la Rosa) e Nostalgia habanera. Compõe também a rumba Serenata mulata.
Seus intérpretes foram os mais destacados de Cuba e América Latina. Publicou um livro: "La última noche que pase contigo", onde faz uma resenha da vida musical cubana entre 1920 e 1960, década por década.
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Fonte: SonCubano

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Nilo Menéndez

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Nilo Menéndez, compositor, pianista e diretor de orquestra, nasceu em Matanzas, Cuba, em 26 de setembro de 1902 e faleceu em Los Angeles, EUA, em 15 de setembro de 1987.
Estudou música em seu povoado natal e em sua adolescência, trabalhou como pianista no Cine Velasco em filmes mudos. No fim da década de 20 viaja a Nova York, onde faz amizade com o músico espanhol José Lacalle, que lhe consegue emprego na gravadora Columbia.
Em 1929 compõe sua famosa canção Aquellos ojos verdes, com letra de Adolfo Utrera, e dedicada a irmã deste, Conchita, do qual era vizinho. Esta obra foi gravada por Ernesto Lecuona (em cuja companhia havia atuado antes) e interpretada pelo próprio Utrera. Suas primeiras gravações foram feitas em 1925.
Trabalhou com a orquestra de Xavier Cugat e foi pianista acompanhante do cantor mexicano Tito Guízar. Musicou várias filmes nos Estados Unidos. Em 1990 suas cinzas foram transladadas para Havana pela sobrinha do músico, Perla Negrete.
Entre suas obras, além da citada Aquellos ojos verdes, se encontram Su mamá tuvo la culpa (foxtrot); Julieta (danzón); Viniste del cielo, El chicharronero (pregón); Negra soy (rumba bembé); e Bajú fiesta, entre outras.
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Adolfo Utrera

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Adolfo Utrera, compositor e poeta, nasceu em Havana, Cuba, em 28 de maio de 1901 e faleceu em Nova York, em 3 de dezembro de 1931. Foi o mais velho de dez irmãos e desde cedo teve que enfrentar a vida, pois seu pai morreu em 1922.

Tomou aulas de canto em Havana e depois com uma professora chilena em Nova York. De dezembro de 1926 a novembro de 1931, gravou 126 discos pela etiqueta Columbia, sem contar outras gravações com diferentes artistas.

Entre elas está o histórico Aquellos ojos verdes, canção escrita pelo próprio, com música de Nilo Menéndez. Adolfo era poeta e a dedicou aos olhos de sua irmã mais nova Conchita, que passava a temporada naquela época em Nova York com ele.

Por razões desconhecidas, se suicidou, acabando assim uma promissora carreira. Conchita gravou algumas canções como intérprete (1929-30) mas dedicou-se mais a poesia.

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Pedro Junco

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Pedro Junco, compositor e pianista, nasceu no povoado de Pinar del Río, Cuba, em 22 de fevereiro de 1920 e faleceu em Havana, em 24 de abril de 1943. Iniciou muito jovem seus estudos e atividades musicais em seu povoado natal. Morreu jovem vítima da tuberculose.
Compôs mais de trinta obras musicais entre as quais se destacam Ya te lo dije, Soy como soy, asssim como seu famoso bolero Nosotros, lançado por seu autor no Festival de Canción Cubana de 1942, e que foi um sucesso internacional.
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Fonte: SonCubano

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José Antonio Méndez

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José Antonio Méndez, compositor, violonista e cantor nasceu em Havana, Cuba, em 21 de junho de 1927, e faleceu em junho de 1988. Iniciou em 1940 seu aprendizado para violão e composições musicais.
Ainda como estudante universitário estreou sua primeira composição em uma festa no Instituto de La Habana. Fez depois várias apresentações na emissora Mil Diez. Nessa época formou o grupo musical Loquibambia. Foi, também, um dos fundadores do grupo do feeling.
Em 1947 sua canção La gloria eres tú foi gravada por Toña la Negra, e foi um sucesso estrondoso que o autor escutou pela primeira vez na vitrola do Lucero Bar, onde freqüentava, e por querer ouvi-la várias vezes, gastou todo o dinheiro que levava, motivo pelo qual tivera que regressar a pé para sua "casita en los Pinos", muito distante do bar.
Em 1949 viajou para o México e atuou com sucesso em casas noturnas e emissoras de rádio. Gravou cinco discos nesse país, que considerava sua segunda pátria. Em 1959 voltou para Cuba, e continuou sua carreira com apresentações em teatros, rádio, TV, gravações de novos discos e viagens por diversos países da América Latina e Europa.
Homem sensível, sempre amável, passava as noites de Havana em locais como El Pico Blanco del hotel Saint John, onde atuou por anos junto a César Portillo de la Luz. Morreu em conseqüência de um acidente, em plena celebração do Festival "Boleros de Oro", quando se dirigia a pé até seu local de trabalho no Pico Blanco.
Entre seus boleros se encontram La gloria eres tú, Novia mía, Quiéreme y verás, Ayer la vi llorar, Si me comprendieras, Sufre más, Soy tan felíz, Me faltabas tú, Decídete, Tú, mi adoración, Por nuestra cobardía, Mi mejor canción, Ese sentimiento que se llama amor e Cemento, ladrillo y arena.
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Frank Domínguez

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Frank Domínguez, compositor e pianista nasceu em Matanzas, Cuba, em 1927. Iniciou suas atividades como compositor na década de cinqüenta, época em que era estudante universitário. Realizou sua primeira apresentação pública na televisão, durante um programa para artistas amadores.
Trabalhou como pianista-acompanhante em diversas casas noturnas de Havana. Integrou-se a um grupo junto com César Portillo de la Luz na qual acompanhou diversas vozes cubanas como Elena Burke.
Autor de famosos boleros como Refúgiate en mí, Tú me acostumbraste, Pedacito de cielo, Luna sobre Matanzas, Me recordarás, Si tú quisieras, Imágenes, El hombre que me gusta a mi, La dulce razón.
Suas canções tiveram grande difusão em Cuba e no exterior sendo gravadas por muitos cantores cubanos e estrangeiros. Na década de 80 radicou-se em Mérida, México, onde continuou a compor.
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Fonte: SonCubano

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César Portillo De La Luz, compositor, cantor e violonista nasceu em Havana, Cuba, em 31 de outubro de 1922. Começou como cantor amador aos 19 anos de idade. Mais tarde foi também pintor de paredes.

Em 1946 iniciou profissionalmente suas atividades artísticas com apresentações na Rádio Lavín e na emissora Mil Diez, onde por um tempo, tinha um programa próprio de canções.

Em 1956 passou a trabalhar no cabaré Sans Souci a frente de um pequeno grupo integrado pelo pianista Frank Domínguez, Alfredo León (no contrabaixo), Gastón Laserie (na bateria), e o trompetista Luis Ortellado. Posteriormente atuou nos cabarés Karachi, Chateau Piscina, Gato Tuerto e St. John. No "Pico Blanco" se apresentou por alguns anos junto com José Antonio Méndez.

Algumas de suas canções foram utilizadas em trilhas sonoras de filmes. Realizou recitais e conferências em diferentes centros culturais cubanos e estrangeiros sobre o surgimento e desenvolvimento da canção cubana, em especial temas relacionados com o movimento feeling, de que foi um dos fundadores.

Manteve na Rádio Progreso, por alguns anos, um programa chamado "Cita a las Cinco", onde interpretava obras suas e de outros autores. Sua música foi gravada por orquestras e cantores de diferentes países. Entre os seus primeiros intérpretes esteve o Conjunto Casino, no final da década de 40, e posteriormente os mais importantes conjuntos e cantores do continente.

Entre suas obras encontramos títulos como Ave de paso, Contigo en la distancia, Noche cubana, Nuestra canción, Delirio, Canto a Rita Montaner, Perdido amor, Sabrosón, Realidad y fantasía, Canción de un festival, La hora de todos, Al hombre nuevo, Amor es eso, Canción de los Juanés, Son al son e outras composições que revelam sua genialidade.

Com o ressurgimento do bolero na década de 80 do século XX, suas obras voltaram a ser gravadas por importantes figuras internacionais como Plácido Domingo, Luis Miguel, Caetano Veloso e a Orquestra Sinfônica de Londres.
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Fonte: SonCubano

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A história da Rádio Nacional

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Emissora de Rádio criada no Rio de Janeiro em 1936 a partir da compra da Rádio Philips, por 50 contos de réis. Seu primeiro prefixo, "Luar do sertão", de João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense, era tocado em vibrafone por Luciano Perrone e em seguida um locutor anunciava o prefixo da emissora: PRE-8. Nesse ano mesmo, começou a apresentar pequenas cenas de rádio-teatro intercalados com números musicais.
Foi nos anos 1940 e 1950 a principal emissora do país e verdadeiro símbolo da chamada "Era do Rádio". Em 1937, foi inaugurado o "Teatro em Casa" para a irradiação de peças completas, semanalmente. Sua programação ao vivo passou depois a ser retransmitida para todo o país, o que a tornou uma pioneira na integração cultural do país.
Seus programas de auditório, radionovelas, programas humorísticos e musicais marcaram a História do Rádio no Brasil. Foi líder de audiência praticamente desde a fundação até que o aparecimento da TV ditasse novos rumos para a comunicação no país.
Seus programas eram transmitidos diretamente dos muitos estúdios específicos, inclusive do auditório da Rádio, todos localizados nos três últimos andares do edifício "A Noite", Praça Mauá, 7, Rio de Janeiro.
Se seus programas de humor, suas radionovelas, seus programas noticiários e os esportivos viraram modelo para muitas outras Rádios do país, foi fundamental também para o desenvolvimento da música popular brasileira. Os primeiro nomes de cantores a formar seu casting foram Sonia Carvalho, Elisinha Coelho, Silvinha Melo, Orlando Silva, Nuno Roland, Aracy de Almeida e Marília Batista.
Segundo depoimento do radialista e compositor Haroldo Barbosa ao pesquisador Luis Carlos Saroldi, "Nos primeiros anos, a Rádio Nacional apresentava uma estrutura muito simples: uma seção artística e uma seção administrativa, nada mais que isso. A emissora contava com menos de 30 pessoas para cantar, executar músicas, contabilizar e realizar outras tarefas menores".
As rádionovelas da emissora marcaram época a partir da primeira transmitida em 1941, "Em busca da felicidade", que durou três anos, até "O direito de nascer", que chegou a mudar hábitos das pessoas que tinham compromisso marcado com as transmissões dessa radionovela, posteriormente adaptada para a televisão.
Até meados da década de 1950, o Rádio-Teatro Nacional irradiou 861 novelas, as mais ouvidas do rádio brasileiro, segundo as mais seguras pesquisas de audiência. Pode-se observar que a música popular brasileira foi uma antes e outra depois da Nacional, que se transformou numa verdadeira criadora de ídolos através da realização de concursos como "A Rainha do Rádio", que consagrou diversas cantoras, como Emilinha Borba, Marlene, Dalva de Oliveira e Ângela Maria.
Um dos cantores que ficou marcado como símbolo dessa era foi Cauby Peixoto, que enchia o auditória da Rádio em suas apresentações. Em 1936, Linda Batista foi eleita a primeira "Rainha do Rádio", permanecendo no posto por doze anos. Em 1938, Almirante estreou o primeiro programa de montagem, ou montado, que foi "Curiosidades musicais", sob o patrocínio dos produtos Eucalol. O mesmo artista lançou no mesmo ano o primeiro programa de brincadeiras de auditório, o "Caixa de perguntas".
Outro programa de destaque na emissora surgido no mesmo período foi "Instantâneos sonoros brasileiros", produzido por José Mauro com direção musical de Radamés Gnattali, regente da orquestra.
Em 1939, Lamartine Babo passou a apresentar o programa "Vida pitoresca e musical dos compositores". Em 1940, a Rádio Nacional passou a fazer parte do Patrimônio Nacional, a partir de decreto assinado pelo presidente Getúlio Vargas, sendo então, dirigida por Gilberto de Andrade, que tratou de dar uma nova cara à programação da Rádio, no que muito foi auxiliado pelo radialista José Mauro, irmão do cineasta Humberto Mauro.
No ano seguinte, passou a ser apresentado o noticioso "Reporter Esso", marco do jornalismo radiofônico e que passaria a ter como apresentador três anos depois o locutor Heron Domingues. O prefixo do "Reporter Esso" foi escrito pelo maestro Carioca e executado por Luciano Perrone na bateria, Carioca no trombone e Francisco Sergio e Marino Pissiani nos pistons.
A Rádio Nacional foi a primeira emissora do Brasil a organizar uma redação própria para noticiários, com a rotina de um grande jornal diário impresso. A emissora da Praça Mauá possuía construiu uma divisão de rádio-jornalismo com mais de uma dezena de redatores, secretários de redação, rádio- repórteres, informantes e outros auxiliares, além de uma sessão de divulgação e uma sessão de esportes completa, e um boletim de notícias em idioma estrangeiro, que cobria todo o continente.
Em 18 de abril de 1942, foram inaugurados os novos estúdios da Rádio Nacional, no vigésimo primeiro andar do edifício "A Noite". Com 486 lugares, as novas instalações traziam inovações como o piso flutuante sobre molas especiais do palco sinfônico.
Ainda em 1942, Almirante estreou o programa "A história do Rio pela música". Nesse ano iniciou-se uma publicação semanal com a programação da emissora e cuja capa na maioria das vezes estampava a foto de cantores ou cantoras ligados à emissora. Também nesse ano, as ondas curtas da PRE-8 passaram a ser ouvidas em vários países.
Em 1943, a programação da emissora tomou impulso com a estréia do programa "Um milhão de melodias", patrocinado pelo refrigerante Coca-Cola, que estava sendo lançado no Brasil. Para esse programa foi criada a Orquestra Brasileira, com direção de Radamés Gnatalli. O repertório do programa apresentava duas músicas brasileiras atuais, duas antigas e três músicas estrangeiras de grande sucesso.
A Orquestra Brasileira de Radamés Gnatalli era formada pela mescla de grandes músicos como Luciano Perrone na bateria, vibrafone e tímpano, Chiquinho no Acordeão, Vidal no contrabaixo, Garoto e Bola Sete nos violões, José Meneses no cavaquinho, além dos músicos da velha guarda do samba carioca como João da Baiana no pandeiro, Bide no ganzá e Heitor dos Prazeres tocando prato e faca e caixeta.Também para atuar no programa foram criados os Trios Melodia e As Três Marias.
Nesse ano, estreou com grande sucesso o programa "Trem da alegria", apresentado pelo Trio de Osso, formado por Heber de Bóscoli, Yara Sales e Lamartine Babo. Entre as muitas inovações surgidas na Rádio Nacional e que influiram no próprio desenvolvimento da música popular brasileira estão os arranjos para pequenos conjuntos, trios e quartetos de Radamés Gnattali e os acompanhamentos rítmicos do baterista Luciano Perrone que causaram uma pequena revolução no samba orquestrado feito até então.

Linda Batista. Estréia na Rádio Nacional em 1937. Arquivo Brício de Abreu.

Foi Luciano Perrone quem sugeriu a Radamés Gnatalli a utilização dos metais, até então com funções exclusivamente melódicas, como mais um elemento de função rítmica na interpretação dos sambas gravados.
Na década de 1940, pelo menos três dos maiores cantores brasileiros eram contratados da Rádio Nacional: Francisco Alves, Sílvio Caldas e Orlando Silva. Ainda em 1943, estreou na Rádio Nacional o sanfoneiro Luiz Gonzaga que inspirado no sanfoneiro Pedro Raimundo que se vestia com trajes típicos do sul, resolveu vestir-se com trajes típicos do nordeste e dessa forma passou a divulgar a música e a cultura nordestinas.
Em 1946, um dos maiores sucessos musicais foi o samba-canção "Fracasso", de Mário Lago gravado por Francisco Alves e tema extraído da radionovela com o mesmo título. Nesse ano, a Rádio Nacional inovou na forma de transmitir partidas de futebol, adotando o chamado "sistema duplo", que dividia o campo de jogo em dois setores, cada qual com um locutor acompanhando de preferência o ataque de cada um dos times. O "sistema duplo" foi inspirado no então moderno método de arbitragem em trio, com os bandeirinhas colocados em ângulos opostos.
A década de 1950 ficou marcada pela acirrada competição pelo título de "Rainha do Rádio" que envolveu em disputas memoráveis cantoras como Emilinha Borba, Marlene e Ângela Maria. Nessa década, os programas de auditório da emissora tornaram-se tão concorridos que era cobrado ingresso até para assistir os programas em pé.

Auditório da Rádio Nacional
Outra disputa musical que marcou época no Rio de Janeiro, tendo a Rádio Nacional como centro, era a da divulgação de marchas e sambas carnavalescos, dos quais um dos muitos destaques foi o cantor e compositor Blecaute, sempre presente aos programas de auditório da Rádio.
Nesse período fizeram parte o "cast" da emissora artistas que marcaram a música popular brasileira como: Orlando Silva, Ataulfo Alves, Carlos Galhardo, Linda Batista, Luiz Gonzaga, Carmen Costa, Nelson Gonçalves, Nuno Roland, Paulo Tapajós, Albertinho Fortuna, Carmélia Alves, Luiz Vieira, Zezé Gonzaga, Gilberto Milfont, Heleninha Costa, Ademilde Fonseca, Bidu Reis, Nora Ney, Jorge Goulart, Neuza Maria, Adelaide Chiozzo, Jorge Fernandes, Dolores Duran, Lenita Bruno, Carminha Mascarenhas, Violeta Cavalcânti, Vera Lúcia, etc.
Em 1948, Dircinha Batista foi eleita "Rainha do Rádio" substituindo a irmã Linda Batista. No ano seguinte, teve início a eletrizante disputa pelo título de "Rainha o Rádio" entre as cantoras Emilinha Borba e Marlene. Esta última, foi eleita no ano seguinte com o apoio da Companhia Antártica Paulista, que lançava o Guaraná Caçula e fez dela sua garota propaganda, tendo o total de 529.982 votos. Marlene repetiu o feito no ano seguinte.
Em 1952 e 1953, a Rainha foi Mary Gonçalves. Por volta de 1950 foi criado na emissora o Departamento de Música Brasileira, que obteve um de seus maiores êxitos no ano seguinte no programa "Cancioneiro Rayol" com a série "No mundo do baião", apresentada pelo radialista Paulo Roberto.
A chefia do Departamento de Música Brasileira foi entregue inicialmente ao compositor Humberto Teixeira. Outro programa musical ligado ao departamento de Música Brasileira e que fez muito sucesso foi "Lira de Xopotó", apresentado pelo radialista Paulo Roberto e que incentivava as bandas do interior que apresentavam músicas com arranjos do maestro Lírio Panicali.
Igualmente Programa marcante dessa época foi "Música em surdina", criado por Paulo Tapajós e apresentado em estúdio no final da noite por Chiquinho, no acordeom, Garoto, ao violão e Fafá Lemos ao violino, interpretando um repertório eclético e que deu ensejo ao sugimento do Trio Surdina.
O violinista Garoto por sinal, foi um dos artistas que se destacou na Rádio Nacional nos anos 1950, quando passou por diferentes grupos nos seus dez anos de permanência na programação. Atuou na Orquestra Brasileira de Radamés Gnattali e pelo Bossa Clube ao lado de Luis Bittencourt, Luis Bonfá, Valzinho, Bide, Sebastião Gomes e Hanestaldo.
Ainda na década de 1950, destacaram-se os programas "Sua excelência a música" e "Quando os maestros se encontram". Esse último reunia cinco arranjadores da emissora, quase sempre os maestros Alexandre Gnattali, Lírio Panicali, Alberto Lazzoli, Léo Peracchi e Alceo Bocchino. Ainda no começo da década houve a tentativa frustada de criar o selo Nacional para gravação de discos que ficou apenas no primeiro, com Manezinho Araújo gravando o baião "Torei o pau", de Luiz Bandeira e a marcha "Um cheirinho só", de Manezinho Araújo e Armando Rosas.
Destacaram-se também nessa década inúmeros programas mistos como "Coisas do Arco da Velha", de Floriano Faissal; "Gente que brilha" e "Nada além de 2 minutos", de Paulo Roberto; "Clube das donas de casa", de Lourival Marques; "Grande espetáculo Brahma", de Mario Meira Guimarães; "Hoje tem espetáculo", de Paulo Gracindo; "Música e beleza", de Roberto Faissal; "Nova História do Rio pela música" e "Recolhendo o folclore", de Almirante; "Passatempo Gessy", de Jota Rui; "Rádiosemana", de Hélio do Soveral; "Roteiro 21", de Dinarte Armando; "Seu criador Superflit", de Lourival Marques e "Todos cantam sua terra", de Dias Gomes.
Entre os programas de Rádio-teatro merecem citação, "A vida que a gente leva" e "Boa tarde, madame", com Lucia Helena; "Consultório sentimental", com Helena Sangirardi; "Divertimentos Brankiol", com Ary Picaluga; "Edifício Balança mas não cai", com Paulo Gracindo; "Grande Teatro De Milus", com Dias Gomes; "Jararaca e Ratinho", com Joe Lester; "Marlene meu bem", com Mário Lago; "Os grandes amores da História", com Saint Clair Lopes; "Sabe da última?", com Rui Amaral e "Tancredo e Trancado", com Ghiaroni.
Em 1951, Paulo Tapajós criou o programa "A turma do sereno", de grande sucesso e no qual um repertório de serestas era apresentado por Abel Ferreira no clarinete, Irany Pinto no violino, João de Deus na flauta, Sandoval Dias no clarone, Waldemar de Melo no cavaquinho e Carlos Lentini e Rubem Bergman nos violões.
Segundo as palavras de Paulo Tapajós, o programa "Turma do sereno ocupava apenas um cavaquinho, uma flauta, um clarinete, um clarone e um violino, além dos cantores e outros solistas convidados. A "Turma do sereno" era o reencontro da música com a rua mal iluminada pelo lampião a gás, era o momento em que a gente imaginava que numa esquina de rua encontravam-se os velhos amigos para fazer choro, para cantar valsas e modinhas; era a oportunidade da gente tirar dos velhos baús alguns xotes, maxixes, polcas, já um tanto amarelados".
Nos anos de 1953 e 1954, a cantora Emilinha Borba foi eleita "Rainha do Rádio". Nos dois anos seguinte, a consagrada foi Ângela Maria que chegou a obter o total de 1.464.996 votos. Em 1955, o radialista Almirante retornou à Rádio Nacional e criou os programas "A nova história do Rio pela música" e "Recolhendo o folclore". Por essa época, Renato Murce apresentou o programa "Alma do sertão", um dos maiores sucessos entre os programas sertanejos.
Em 1959, o cantor e compositor Zé Praxédi passou a apresentar diariamente o programa "Alvorada sertaneja". Um dos mais famosos programas da década de 1950 foi o "Programa César de Alencar", que comemorou os dez anos no ar com um show para 20 mil pessoas no Maracanãzinho.
Outros programas com animadores ficaram também célebres, como os de Paulo Gracindo e Manoel Barcelos. Outro destaque de sua história, foi o estúdio para rádio novelas e seriados diversos , como "Gerônimo, o herói do sertão" e "O Sombra", onde os truques de sonoplastia ficaram célebres especialmente os truques do sonotecnico Edmo do Valle.
Entre os programas de auditório apresentados na Rádio na década de 1950 podemos destacar: "Alegria, meus senhores" e "Este mundo é uma bola", apresentados por Fernando Lobo; "Alô, memória", "Dr. Infezulino" e "Enquanto o mundo gira", apresentados por Paulo Gracindo; "Ganha tempo Duchen", "O Cartaz da Semana" e "Parada dos Maiorais", com Hélio do Soveral; "Nas asas da canção", com Dinarte Armando; "Qualquer semelhança é mera coincidência", com Waldir Buentes; "Papel Carbono", Renato Murce e "Placar musical", com Nestor de Holanda Cavalcânti.
Entre os programas musicais também merecem destaque, " A canção da lembrança", com Lourival Marques; "Audições Cauby Peixoto", apresentado por Mário Lago; "Audições Orlando Silva", com Ghiaroni; "Cancioneiro Royal", com Paulo Tapajós; "Cancioneiro romântico", com Rui Amaral; "Carrossel musical", com Ouranice Franco; "Clube do samba" e "Pelas estradas do mundo", com Fernando Lobo; "Fama e popularidade", com Oswaldo Elias; "Festivais G. E.", com Leo Peracchi; "Festivais de gaitas", com Cahuê Filho; "Horário dos cartazes", com Almeida Rego e "Preferências musicais", com Dinarte Armando.
Dentre seus muitos locutores famosos está César Ladeira, uma das vozes de excelência de toda a história do Rádio no Brasil, especialmente lembrado com o programa "A crônica da cidade".
O declínio da Rádio, que se iniciara com a inauguração da televisão acentuou-se de forma definitiva com o Golpe militar de 1964 que afastou 67 profissionais e colocou sob investigação mais 81.
Em 1972, os arquivos sonoros e partituras utilizadas em programas da Rádio foram doados ao Museu da Imagem e do Som, MIS. Durante as décadas de 1980 e 1990 o declínio da Rádio se acentuou devido à falta de investimentos e à concorrência cada vez maior da televisão e também das Rádios FM.
A emissora foi perdendo audiência e deixando de disputar os primeiros lugares na preferência do público. Manteve no entanto durante esse tempo diversos programas tradicionais da emissora apresentados por radialistas como Dayse Lucide, Gerdal dos Santos e outros que ainda arrastavam atrás de si a audiêencia de ouvintes fiéis e saudosos dos tempos de glória da emissora.
A partir de junho de 2003, passou a estar sob a direção de Cristiano Menezes, que iniciou um plano de revitalização da PRE - 8. Em 2004, foi assinado um convênio entre a Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro e a Petrobras, que acertou a digitalização de todo o acervo de partituras da Rádio. Entre as obras estão raridades dos maestros Radamés Gnattali e Guerra-Peixe.
Nesse ano, a Rádio saiu do ar por 15 dias para passar por reformas que incluem a troca de transmissores e instalação de novos estúdios no antigo prédio da Praça Mauá, no Rio de Janeiro. Além disso, a Rádio Nacional passará a ser a primeira Rádio Digital AM. Tudo dentro de um plano de revitalização da Rádio. O famoso auditório da Rádio será reformado e terá sua capacidade reduzida de 500 para 150 lugares e voltará a abrigar shows.
Entre os novos programas estão previstos, o "Homenagem Nacional", no qual um sexteto permanente acompanhará a homenagem a um grande nome da história da música popular brasileira, com um astro atual interpretando sucessos do artista homenageado.
Programa-se ainda o "Memória Nacional", que deverá ser apresentando ao vivo, reunindo nomes como Cauby Peixoto, Marlene, Emilinha, Carmélia Alves, Carminha Mascarenhas e Adelaide Chiozzo, que foram sucessos nos anos de ouro da Rádio Nacional. Ela ficou conhecida como "A escola do Rádio", o que por si só dá o tamanho de sua importância histórica.
Fonte: MemóriA do Rádio.com

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Valfrido Silva

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Valfrido Silva (Valfrido Pereira da Silva), compositor e instrumentista nasceu no Rio de Janeiro/RJ -12/8/1904 e faleceu em Niterói/RJ - 6/1/1972. Aos seis anos de idade, mudou-se para Niterói, onde fez o curso primário na Escola Pública D. Pórcia e o secundário no Colégio Salesiano Santa Rosa.
Aos 16 anos, abandonou a escola, limitando-se a fazer curso de datilografia, na Escola Remington, e de noções de contabilidade e comércio, na Escola Royal, de Niterói. Ainda com 16 anos, em 1920, começou a estudar bateria com Carlos Eckardt, especializando-se com Augusto Lima, ambos chefes de orquestra em Niterói.
No ano seguinte, participou da orquestra de Eckardt, que acompanhava revistas e operetas e fazia fundo musical para filmes mudos no Cine Royal. Por essa época, em dupla com o pianista Gadé, acompanhava bailes de fim-de-semana dos ranchos carnavalescos Mimoso Manacá, Reinado da Folia e outros. Atuou nas orquestras de Eckardt e Augusto Lima até 1927, quando passou a trabalhar no Cassino Assírio, no Rio de Janeiro, depois no cabaré Beira-Mar, no Dancing Avenida e, finalmente, na Orquestra do Cassino Atlântico.
Em 1932 passou a integrar o Grupo da Guarda Velha e os Diabos do Céu, conjuntos de estúdio da Victor, com os quais participou de várias gravações, como de Linda morena (Lamartine Babo), O teu cabelo não nega (Irmãos Valença e Lamartine Babo), A tua vida é um segredo (Lamartine Babo), Ride palhaço (Lamartine Babo), e outras.
Nessa época estreou como compositor, fazendo músicas para blocos carnavalescos: No dia em que meu amor morreu. Ainda em 1932, teve sua primeira música gravada, Jurei me vingar (letra de André Filho), por Sílvio Caldas, na Victor. Em fins desse ano, Mário Reis gravou sua composição Vai haver barulho no chatô, cuja segunda parte foi feita por Noel Rosa.
Também em 1932 iniciou parceria com Gadé: compuseram o samba-choro Amor em excesso, gravado no mesmo ano por Almirante, na Victor; fizeram grande sucesso em 1935 com Estão batendo, gravada por Joel e Gaúcho, e Vou me casar no Uruguai, gravada por Almirante. Gadé tornou-se então seu parceiro mais constante, e a dupla conta 48 composições, entre sambas e marchinhas.
De 1935 a 1939, integrou a orquestra de Romeu Silva como baterista. Ainda em 1935, compôs o samba-choro O tic-tac do meu coração (com Alcir Pires Vermelho), gravado por Carmen Miranda e por ela cantado no filme norte-americano Minha secretária brasileira, 1942.
De 1944 a 1948, apresentou-se como baterista da Companhia Walter Pinto, no Teatro Recreio. Em 1949, excursionou pela Venezuela com a Companhia Derci Gonçalves. Pouco tempo depois, passou a trabalhar com o Trio de Ouro e como maestro Vicente Paiva, com os quais viajou durante três meses pelo Brasil.
Em 1952 foi para Portugal com a Companhia Folclórica Brasileira, ao lado de José Vasconcelos e Carlos Galhardo. Voltou depois de seis meses e passou a trabalhar com a Companhia César Ladeira e Renata Fronzi, na peça Brasil, 3000. Em seguida atuou como integrante eventual de orquestras, tocando em bailes e shows.
Em 1956 gravou, na Musidisc, com Gadé ao piano, o LP Gafieira, em que relembram os grandes sucessos da dupla.
Obras: Em cima da hora (c/Russo do Pandeiro), samba, 1940; Estão batendo (c/Gadé), samba, 1935; No arranha-céu da vida (c/Alcir Pires Vermelho), valsa, 1936; Que barulho é esse? (c/Gadé), samba, 1936; O tique-taque do meu coração (c/Alcir Pires Vermelho), samba, 1935; Vai cavar a nota (c/Gadé), samba, 1933; Vai haver barulho no chatô (c/Noel Rosa), samba, 1932; Velho enferrujado (c/Gadé), choro, 1950; Vou me casar no Uruguai (c/Gadé), choro, 1935.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora PubliFolha

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Gadé

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Gadé (Osvaldo Chaves Ribeiro), compositor e pianista, nasceu em Niterói/RJ em 23/7/1904 e faleceu em 27/10/1969. Cursou o primário em Niterói, e dos 16 aos 20 anos fez curso comercial. Seu insrumento era o piano, que aprendeu a tocar de ouvido.
Em 1924, foi contratado para trabalhar em navios do Lóide Brasileiro, como pianista de orquestra. Em 1926 deixou o Lóide e foi para a Rádio Sociedade, do Rio de Janeiro RJ, onde permaneceu por cerca de seis meses, atuando em seguida nas rádios cariocas Ipanema, Clube do Brasil, Mayrink Veiga, Tupi e Nacional.
Com Valfrido Silva, seu parceiro em inúmeras músicas, compôs o samba Vai cavar a nota (1932), gravado por Francisco Alves. A dupla, considerada uma das principais responsáveis pela fixação do samba-choro, teve como primeiro sucesso Amor em excesso, composto também em 1932, mas gravado apenas em 1936 por Almirante.
Vários sambas-choros da dupla, em geral bem-humorados, obtiveram grande êxito, entre os quais: Estão batendo, gravada por Joel e Gaúcho, Roseira branca, gravada por Carmen Miranda, e Vou me casar no Uruguai, gravada por Almirante, todas de 1935, quando também compôs, em parceria com Almanir Grego, a canção Beijo mascarado, gravada por João Petra.
No ano seguinte, junto com Herivelto Martins e Dalva de Oliveira, participou da inauguração da Rádio Inconfidência Mineira, de Belo Horizonte MG, e teve seu samba-choro Faustina gravado com sucesso por Almirante.
Em 1941, tornou-se funcionário público, passando a trabalhar no Ministério de Viação e Obras Públicas como auxiliar de desenhista. Dedicava-se também a fazer caricaturas nas horas vagas, o que levou Lamartine Babo a chamá-lo de La Fontaine do rádio. Gravou um LP de dez polegadas na Musidisc, o Gafieira, em que tocava piano ao lado de seu parceiro Valfrido Silva, na bateria.
Obras: Estão batendo (c/Valfrido Silva), samba-choro, 1935; Faustina, samba-choro, 1936; Que barulho é esse? (c/Valfrido Silva), samba-choro, 1936; Roseira branca (c/Valfrido Silva), samba-choro, 1936; Vou me casar no Uruguai (c/Valfrido Silva), samba-choro, 1935.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora PubliFolha

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Jackson do Pandeiro

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Primeiro grande artista paraibano, surgido em plena era do rádio, Jackson do Pandeiro nasceu José Gomes Filho em Alagoa Grande no dia 31 de agosto de 1919, filho de José Gomes e de Flora Maria da Conceição.
Cantava no interior da Paraíba desde sua adolescência e fez algumas duplas antes de sagrar-se como artista solo. Ainda como Jack do Pandeiro, montou primeiramente uma dupla com Zé Lacerda em Campina Grande.
Em 1947, às vésperas de começar a ganhar popularidade nas rádios locais, e de ser rebatizado artisticamente como Jackson do Pandeiro, formou a dupla Café com Leite com Rosil Cavalcanti em João Pessoa. A dupla durou apenas um ano, mas a amizade e a parceria refletiriam no início da carreira solo de Jackson.
Sebastiana fez sucesso no Carnaval de 1953 e Jackson foi contratado pela Rádio Jornal do Commercio, ganhando - já aos 34 anos de idade - uma notoriedade nacional que acabou despertando o interesse das gravadoras. É nessa época que conhece Luiz Gonzaga, que imediatamente propõe encaminhá-lo à diretoria da RCA (atual BMG Ariola) no Rio de Janeiro, mas Jackson - recém-casado com a cantora pernambucana Almira Castilho - acaba preferindo a Copacabana (atual EMI Music), por esta ter um escritório no Nordeste.
O cantor utiliza o estúdio da rádio para gravar dez faixas para a gravadora, que antes do Natal de 1953 colocou nas lojas um 78 rpm com Forró em Limoeiro e Sebastiana. Há 50 anos, começava o sucesso nacional de Jackson do Pandeiro, cujo primeiro disco ultrapassaria as 50 mil cópias vendidas antes do Carnaval de 1954.
Com a boa vendagem, Jackson é então contratado pela Copacabana por dois anos. Assustado com o sucesso, isola-se no Nordeste e, somente após o sucesso do segundo 78 rpm, 1 x 1 e A mulher do Aníbal, resolve visitar o Sudeste - mas de navio, já que tinha pavor da idéia de sequer embarcar num avião. Após três dias a bordo do lendário Vera Cruz, Jackson do Pandeiro e Almira Castilho chegaram ao Rio de Janeiro em 18 de abril de 1954.
A mídia encanta-se com os dois, que - apesar de já desfrutando de uma vida mais confortável - não abriam mão de residir no Nordeste. Passam alguns meses viajando, enquanto a gravadora fecha o restante do ano lançando mais 78 rpm´s - com as outras seis faixas gravadas inicialmente. Vou Gargalhar, lançada para o Carnaval de 1955, faz enorme sucesso e beira as 50 mil cópias vendidas em poucas semanas.
Somente depois do carnaval, Jackson entra finalmente em estúdio para novas gravações e Forró em Caruaru é lançada enquanto o artista negocia a liberação de seu contrato de exclusividade com a rádio nordestina, para com isso poder trabalhar melhor a mídia nacional.
Durante a passagem pelo Recife, Jackson e Almira acabam sendo agredidos fisicamente durante uma festa e resolvem finalmente mudar-se para o Rio de Janeiro. Estabelecem-se na Glória, a poucos minutos do centro do Rio, e Jackson lança seu primeiro LP de 10 polegadas, que rende diversas aparições na televisão e convites para participações em filmes.
Um segundo álbum de 8 faixas é lançado em 1956, trazendo pela primeira vez uma foto de Jackson e Almira na capa. Mesclando com sabedoria temas carnavalescos, juninos e até natalinos, os discos passariam a animar qualquer ocasião. Jackson faz enorme sucesso no eixo Rio-São Paulo e também em Minas Gerais, numa época em que O canto da ema não parava de tocar e já garantia seu posto como um dos grandes sucessos do artista.
Após lançar um terceiro LP em 1957, ao final de quatro anos de contrato com a Copacabana, Jackson anuncia sua decisão de assinar com a Columbia (atual Sony Music) - por onde passaria a lançar discos em 1958, tão logo a Copacabana terminasse de lançar o material recentemente gravado.
Jackson gravaria na nova gravadora por apenas dois anos, e a partir de 1960 desenvolveria uma carreira de cinco anos pela Philips (atual Universal) - onde efetivamente gravou diversos LPs e compactos. Nos anos 60 ainda gravou pela Continental e pela Cantagalo, e durante os anos 70 participou de diversos projetos.
Jackson do Pandeiro faleceu aos 63 anos no Hospital de Base de Brasília no dia 10 de julho de 1982, em decorrência de um coma diabético. Outros sucessos: Chiclete com banana, Falsa patroa e Cantiga do sapo.
Sua biografia “Jackson do Pandeiro, O Rei do Ritmo”, escrita por Fernando Moura e Antônio Vicente e lançada pela Editora 34 em 2001, é referência obrigatória. (Marcelo Fróes - Janeiro, 2004)

Jackson do Pandeiro

Fonte: EMI MUSIC

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Falsa patroa

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Jackson do Pandeiro
A7+          G#º F#7                  Bm7
Doutor delegado, eu não tive culpa
E7/9 E7/9- A7+
Foi a sua criada que me convidou
C#m7 Cº Bm7
Dizendo que o apartamento era dela
E7/9 E7/9- A7+
Me pegou pelo braço para jantar com ela
A7+ G#º F#7
O senhor compreende
Bm7
A cabrocha é boa
D7/9 A7+ Bm7 E7/9 A7+
Eu fiquei iludido pensando que ela fosse a patroa
F#7 Bm7 E7/9 A7+
Eu quero ir embora doutor, estou muito aflito
F#7 Bm7 E7/9 A7+
Não me sinto bem dentro do distrito
F#7 Bm7 E7/9 A7+ F#7
Passe um sabão nela doutor, dê isso por acabado
Bm7 Gº F#7
Eu sei, se houver processo eu serei condenado
Bm7
Que vergonha ver meu nome no jornal
D7/9 A7+ Bm7 E7/9 A7+
Sou de boa família e não quero deixar minha gente mal

(breque: doutor delegado, doutor,
pelas cinco chagas de nada, doutor,
pelo leite de mamão,
deixe eu ir embora, nego veio).

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Cantiga do sapo

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Cantiga do sapo - Jackson do Pandeiro e Buco do Pandeiro
Int.: (C7/9 G) Am7 D7/9 G

C7/9 G
Olha o sapo, está cantando na lagoa
D7/9 G
Sua toada improvisada em dez pés (2x)

- Tião
Dm7
- Oi!

- Fostes?
G
- Fui!

- Comprastes?
Dm7
- Comprei!

- Pagaste?
G
- Paguei!
Am7
- Me diz quanto foi?
D7/9 G
- Foi quinhentos réis
C7/9 G
Mas como é bom morar lá na roça
D7/9 G
Numa palhoça na beira do rio
G7 C7/9
A chuva cai e o sapo fica contente
Am7 D7/9 G
Que até alegra a gente com seu desafio

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Orora analfabeta

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Orora analfabeta - Gordurinha

Eu arrumei uma dona boa lá em Cascadura
Que boa criatura mas não sabe ler
E nem tão pouco escrever
Ela é bonitona, bem feita de corpo
É cheia da nota
Mas escreve gato com "j"
E escreve saudade com "c"
Ela disse outro dia que estava doente
Sofrendo do "estambo"
Levei um tombo... Cai durinho pra trás
Isso assim já e demais
Ela fala "aribu", "arioprano" e "motocicreta".
Diz que adora feijoada "compreta".
Ela é errada demais!
Viu uma letra "O" bordada na blusa
Eu disse é agora
Perguntei seu nome ela disse Orora
E sou filha do Arineu
Mas o azar é todo meu

Meio Termo
Eu quero você meu bem
Eu quero você com o jeito que voce tem
Sem pintura, sem vaidade
Sem orgulho, sem chiquê
Sem malícia e sem maldade
Do jeito que é
Sem brigar com a vizinhança
Sem ligar para a society
Mas sem ir pra gafieira

Meio termo é melhor
Nem alto demais
Nem querer Copacabana
Nem viver lá em Gramacho
Nem querer pegar estrelas
Nem pegar em bruxaria
Nem vagar durante a noite
Nem dormir durante o dia

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Baiano não é palhaço

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Baiano não é palhaço - Gordurinha

Sou filho da Bahia com muita alegria
Não interessa se o relógio já deu meio dia
Não falo fino nem ando me rebolando
Mas tem gente falando que eu não sou legal
Não faço ponto lá na Praça Tiradentes
Mesmo assim tem muita gente que ainda fala mal
Não pinto as unhas, nem falo com vedete
Mas estão pintando o sete, isto é uma verdade.
Quando o relógio está marcando meio dia
Quem é filho da Bahia tem que ouvir piada

Ai, ai, ai, ô, ô
Vou repetir que o Brasil
Foi descoberto na Bahia
E o resto é interior

Quando ligo a televisão
Têm sempre um palhaço pra meter o aço
Armando a lona, fabricando um picadeiro
E o baiano o dia inteiro bancando o palhaço
Até parece que estou n'outro país
Vê que piada infeliz inventaram agora:
"Ajude a manter a casa limpa
Matando um baiano por hora"

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Chiclete com banana

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Radicado no Rio desde 1952, o cantor e compositor baiano Gordurinha (Waldeck Artur de Macedo) teve sua primeira oportunidade artística ao gravar em dupla com Léo Vilar duas músicas para o carnaval de 56. O sucesso, porém, só aconteceria um pouco adiante com “Vendedor de Caranguejo” (1958), “Súplica Cearense” (1960) e principalmente com a gravação de “Chiclete com Banana” por Jackson do Pandeiro em 1959.

Um sacudido sambabop (embora na letra declare-se “samba-rock”), a composição propõe uma divertida troca de influências entre as músicas brasileira e americana: “Eu só boto be-bop no meu samba / quando o Tio Sam tocar um tamborim / quando ele pegar num pandeiro e num zabumba / quando ele aprender que o samba não é rumba / aí eu vou misturar Miami com Copacabana / chiclete eu misturo com banana / e o meu samba vai ficar assim...”.

Jackson do Pandeiro
Além de inspirar um espetáculo de Augusto Boal, “Chiclete com Banana” deu nome a uma bem-sucedida banda baiana e às tiras de quadrinhos do cartunista Angeli. Em 1972, voltou a fazer sucesso ao ser incluída por Gilberto Gil no disco que marcou o seu retorno do exílio londrino. Assinada a princípio somente por Gordurinha, é em algumas gravações apresentada com o nome de José Gomes como co-autor e em outras com o de Almira Castilho.

Chiclete com banana (samba, 1959) - Gordurinha e Almira Castilho
Intro:

34 35/25/28/17/15/10

Bm7 E7/9- / A7/13 A7/5+ / G7/13 G7/5+

34 35/25/28/17/15/10

Bm7 E7/9- / Am7 / A7/13 / G / Eb7/9+ D7/9+

G E7/9- A7/13

Eu só ponho bib-bop no meu samba

A7/5+ Am7 D7/9 G

Quando o Tio Sam tocar o tamborim

E7/9- A7/13

Quando ele pegar no pandeiro e no zabumba

D7/9 G7 G7 F#7 F7 E7

Quando ele aprender que o samba não é rum-ba-a

A7 D7/9 G

Aí eu vou misturar, Miami com Copacabana

E7/9- A7/13

Chicletes eu misturo com banana

D7/9 G

Eu o meu samba vai ficar assim

Gb G // C7/9 // Bm7 / E7/9
    

Am7 D7/9 G

Eu quero ver a grande confusão

Gb G // C7/9 // Bm7 / E7/9

Am7 D7/9 G

Olha aí o samba-rock meu irmão

G^G#º Am7^A#º

É, mas em compensação

E7/9- A7

Eu quero ver o Boogie-woogie

D7/9 Dm7/9 G7/13

De pandeiro e violão

C7+ C#º G6 E7/9-

Quero ver o Tio Sam de frigideira,

A7 D7/9 Dm7/9 G7/13

numa batucada brasileira

C7+ C#º G6 E7/9-

Quero ver o Tio Sam de frigideira,

A7 D7/9 Dm7/9 G7/13

numa batucada brasileira

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Gordurinha

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Gordurinha
Fossem os curiosos tentar adivinhar-lhe o físico pelo apelido e Gordurinha seria até hoje mais um enigma na história da música popular brasileira. Magro na juventude, Waldeck Artur de Macedo, nascido no bairro da Saúde, em Salvador, no dia 10 de agosto de 1922, ganhou seu apelido em 1938, quando já trabalhava na Rádio Sociedade da Bahia.

Do seu repúdio à colonização americana, epitomizada pela goma sde mascar nasceu o bebop-samba, Chiclete com banana , em parceria com Almira Castilho, que acabou por pronunciar o tropicalismo ao sugerir antropofagicamente na letra: 'só boto bebop no meu samba quando o Tio Sam pegar no tamborim, quando ele entender que o samba não é rumba'.

Ele mesmo chegou a gravar, como que a tirar um sarro um rock entitulado Tô doido para ficar maluco.

Mas não foi só de glória e reconhecimento tardio a vida deste que, ao lado do Trio Nordestino, iria se transformar no baluarte do forró na Bahia. Sua estréia no mundo da música se deu em 1938, quando fez parte do conjunto vocal "Caídos do céu" que se apresentava na Rádio Sociedade da Bahia, fazendo logo depois par cômico com o compositor Dulphe Cruz. Logo se destacou pelo seu dom de humorista e pelo sarcasmo que iria ser disseminado em suas letras anos mais tarde.

Em 1942, cansado de tentar conciliar estudo e sessões de rádio, tomou a decisão se debateu com um dilema conhecido de muitos: medicina ou carreira artística? Como seus discípulos Zé Ramalho e Fred Dantas, Gordurinha caiu fora desse estória de clinicar. Largou a Faculdade de Medicina e seguiu sua sina de cigarra.

Os passos iniciais seriam dados numa Companhia Teatral. Caiu na estrada, mambembeando e povoando de música e pantomimas outras plagas.

Seu próximo passo seria um contrato na Rádio Jornal de Comércio, em Recife, em 1951. Depois, o jovem compositor, humorista e intérprete Gordurinha passaria pela rádio Tamandaré onde conheceu o poeta Ascenso Ferreira, figura folclórica do Recife, Jackson do Pandeiro e Genival Lacerda. Estes dois últimos gravariam em primeira mão várias das suas composições.

Em 1952 partiu para o Rio de Janeiro onde penou sofrendo gozações preconceituosas. Sublimando estes pormenores, conseguiu trabalhar nos programas Varandão da Casa Grande, na Rádio Nacional, e Café sem Concerto as Radios Tupi e Nacional, duas das maiores do país, sempre fazendo tipos humorísticos. Ficou neste circuito até que almejou um sonho que já alimentava desde os magros dias do Recife: um contrato na mais importante mídia do Brasil na época que era a Rádio Nacional.

Meu enxoval, um samba-coco em parceria com Jackson do Pandeiro seria um dos carros chefes do dis-co ‘forró do Jackson’, de 61. Outro que se daria bem com uma composição do baiano seria o forrozeiro paraense Ary Lobo (mais um dos artistas que o Brasil insiste em esquecer) que prenunciou o Mangue beat ao cantar:

‘Caranguejo-uçá, caranguejo-uçá/ A apanho ele na lama/ E boto no meu caçuá/ Caranguejo bem gordo é gaiamum/ Cada corda de 10 eu dou mais um. Vendedor de caranguejo seria gravado por Clara Nunes, em 74, e por Gilberto Gil no seu ‘Quanta’, de 1997. Outros sucessos foram Baiano não é palhaço que fala do seu orgulho de ser baiano, Súplica cearense e Baiano burro nasce morto.

Gordurinha faleceu em Nova Iguaçú/RJ em 16/1/1969 e seria homenageado na década de 70 com Gilberto Gil, que regravou Chiclete com Banana e Vendedor de Caranguejo no Quanta. O cantor carioca Jards Macalé, também o homenageria com a regravação de Orora analfabeta, no seu 2º LP, ‘Aprendendo a nadar’, de 1974. Elba Ramalho, que em entrevista à revista Showbizz , elogiou sua divisão de versos, se rendeu ao talento do mestre ao dar sua versão de Pau-de-arara é a vovozinha, no seu CD Flor da Paraíba, de 1998.

A última homenagem recebida foi o lançamento do CD A Confraria do Gordurinha, em rememoração aos 30 anos sem o artista. Contando com participação de Gilberto Gil, Confraria da Basófia, Marta Millani e texto do pesquisador Roberto Torres, o CD têm 14 faixas e foi lançado em 1999.
Fonte: Agenda do samba & choro - Gordurinha

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João Pacífico

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"Se um dia vocês virem as folhas amarelas, não reparem, foi a saudade quem pintou" (João Pacífico, 05/08/1909-30/12/1998).
Desde 1923 um grupo de oficiais e alguns civis conspiravam contra o governo de Artur Bernardes. Embora estendida por todo o país, a conspiração concentrava-se em São Paulo e era liderada pelo general Isidoro Dias Lopes, pelo major Miguel Costa, além de João Cabanas e Joaquim Távora, contando com o apoio da Força Pública Estadual.
Na madrugada de 5 de julho de 1924, São Paulo caiu nas mãos dos revoltosos. Três dias depois, o Presidente do Estado de São Paulo, Carlos de Campos, entregou a cidade ao comando revolucionário. Tomado de surpresa, o governo federal mobilizou suas forças (14 mil legalistas contra 3.500 revoltosos) e bombardeou a cidade às cegas, atingindo residências particulares e civis assustados.
Foi nesse clima, em plena revolução paulista de 1924 que um sujeito chamado João Pacífico, então funcionário da Companhia Paulista de Estrada de Ferro, desembarcou na cidade de São Paulo.
Naquela época, esse neto de escravos que havia nascido numa fazenda perto de Cordeirópolis, cursado o grupo escolar em Limeira, jamais pensaria um dia virar cidadão paulistano, receber discos de ouro e compôr mais de 1.200 músicas, além de ser um dos maiores compositores da música sertaneja do Brasil. Pois a revolução de 1924, já é coisa do passado.
Entretanto, o início da profissionalização de João Pacífico, só iria ocorrer 10 anos depois, em 1934, quando começa a trabalhar na Rádio Cruzeiro do Sul, "que não tinha programa de auditório, mas tinha um dos mais competentes estúdios do país".
Seu ingresso na rádio foi resultado de um encontro entre o futuro compositor e o príncipe dos poetas, Guilherme de Almeida no carro-restaurante de um dos trens da Paulista: "Eu declamei uma poesia minha para ele, que gostou e me deu um cartão para eu me apresentar na Cruzeiro do Sul. Na rádio, Guilherme me apresentou ao Raul Torres. Então começou a minha vida sertaneja."
Pacífico hoje é um bem sucedido moleque (no sentido carinhoso do termo), de 74 anos, morando numa gostosa casa em São Paulo. Ao lembrar do começo de sua carreira, dá uma sonora gargalhada e fala que quando veio para São Paulo em 1924 continuou o trabalho na Companhia Paulista e depois foi trabalhar na Sociedade Harmonia de Tênis, "eu fui prá lá indicado por um amigo, e fiquei por onze anos, pois a rádio era só bico. Só sai do Harmonia porque um dos diretores do clube que também era diretor do Banco Ítalo-Belga me levou para trabalhar com ele. No banco eu fiquei 38 anos, até me aposentar. Aliás, tenho duas aposentadorias: bancário e compositor. Uma com 38 anos de trabalho e outra com 45".
Voltando a falar de sua "vida sertaneja", João Pacífico conta que sua primeira música gravada foi uma embolada. Isso porque na época – no final da década de 1920 – quem começasse tinha que começar mesmo com embolada, pois era o que as gravadoras queriam lançar. A embolada foi gravada por Raul Torres e Aurora Miranda, saiu pelo selo Odeon, e foi feita em homenagem a um amigo de Pacífico que morava em Campinas.
Foi assim que Seu João Nogueira virou nome de música com o seguinte estribilho: "Seu João Nogueira/ O que é essa mariquinha / eu vou soltar meu galo / prá prender a sua galinha". "Mas depois de falar em galo e galinha", diz, "eu passei para o romance, para a tragédia. A primeira música minha que ficou realmente conhecida foi Chico Mulato (Na volta daquela estrada/ bem em frente de uma encruzilhada/ todo ano a gente via/ lá no meio do terreiro/ a imagem do padroeiro/ São João da Freguesia/ do lado tinha a fogueira/ e ao redor, a noite inteira/ tinha caboclo violeiro/ tinha a tal de Terezinha/ cabocla bem bonitinha, sambava neste terreiro...).
Com essa música, eu comecei aquelas histórias de declamar e depois cantar, pois minhas letras dão sempre metro e meio de verso e os intérpretes tinham dificuldades em colocar isso tudo num 78 RPM".
João Pacífico conta que uma vez Mister Evans, chairman da Colúmbia no Brasil, mandou cortar um pouco a orquestração, apertar um pouquinho, imprimir um pouco mais depressa, enfim, mandou dar um jeito para que a música coubesse todinha em um lado do 78 RPM, mas "o interessante é que ele gostou, e mandou me avisar que quando fizesse outras músicas, fizesse daquele jeito de – e capricha no sotaque – falar e cantar. Segui o conselho e logo em seguida não só fiz com o proseado e canto, mas fiz a minha primeira vítima em música: matei a personagem."
A música é a hoje clássica Cabocla Tereza, gravada em 1936. A primeira gravação de Cabocla Tereza foi feita pelo Raul Torres (proseado) e Florêncio (parte cantada), é até hoje ainda gravada. Sem dúvida alguma, é uma das composições mais conhecidas de Pacífico. A história de um sujeito que, enciumado, possessivo, acaba matando a amada porque ela "felicidade não quis". Esta é uma das músicas mais conhecidas do cancioneiro nacional.
Composta cerca de quatro anos antes da data de gravação, Cabocla Tereza se encaixa perfeitamente na argumentação que João Pacífico dá à aceitação das suas músicas. Para ele, o caboclo gosta de história completa, gosta de música que tem começo, meio e fim, gosta dessa coisa de folhetim, de história como se fosse notícia de jornal.
"O caboclo é muito simples nisso, ele gosta muito que uma música conte uma história, uma história com a qual ele se identifique. Eu percebi isso quase que sem querer, apenas sentindo a aceitação do público pela minha música", conta Pacífico.
Existe um questão que intriga o compositor com relação a esta música: "Olha, quase todas as duplas do país já gravaram músicas minhas e, ainda hoje, chega gente aqui em casa e fala: "Seu João, a gente queria gravar Cabocla Tereza", e eu respondo: mas a Cabocla Tereza já tá velha, já teve enfarte. Tem tanta coisa nova por ai, mas não, eles insistem e eu tenho que deixar."
Velha, enfartada ou não, o fato é que esta música virou roteiro e depois filme. Filme que deu chances para que João Pacífico pudesse utilizar suas qualidades de compositor num trabalho, para ele, até então inédito, aliás, dois: trabalhar sob encomenda e fazer uma trilha para cinema.
Para isso o compositor assistiu ao copião e depois sentou – era um início de noite – numa austera mesa de jacarandá que existe em sua sala de visitas. Quando começou a amanhecer o dia, o trabalho estava feito: cada trecho – para ele - importante do filme tinha uma música que se encaixava com o clima. Pacífico aproveita a deixa do filme e reclama que a Chantecler, gravadora que lançou o disco, só lhe deu um que foi devidamente roubado.
Depois de Cabocla Tereza, o grande sucesso de João Pacífico foi com a música Pingo d'água, composta em 1944 na cidade paulista de Barretos, "numa época em que o sertão paulista estava amargando uma seca de sete meses, o gado já definhando e boa parte dele estava até morrendo.
Safra de café então – faz um gesto largo –, nem pensar mais. Mas o pior é que – e disso eu me lembro bem – o disco saiu no dia 5 de agosto de 1944. No mesmo dia, eu cantei a música no Programa Minerva da rádio Record que, na época era um colosso. Uma semana depois, choveu até dizer chega. Quase que viro milagreiro".
João aproveita o mote das chuvas e lembra que em 1960 fez uma música sobre a seca do nordeste, "mas logo em seguida foi um tal de chover tanto que chegou até a morrer gente. O Orós no Ceará, encheu, deu aqueles problemas todos, e felizmente a gravadora que ia lançar a música, a RCA, segurou o disco. Só agora em outubro de 1993 é que eu voltei a cantar a música no programa Som Brasil do Rolando Boldrin".
Mas Pingo d’água também foi um sucesso e, contrariando a regra do compositor, ela não tinha proseado: - "Eu fiz promessa/ prá que Deus mandasse chuva/ que molhasse a minha roça/ e vingasse a plantação...".
Falando sobre sua temática sertaneja, João Pacífico, sem grandes artifícios justifica-se – "afinal é mais fácil falar vançeis do que vocês, concorda?" – e, em seguida, diz que naturalmente influiu muito o fato de ter nascido em fazenda em pleno sertão paulista e as imagens da fazenda que ele guardou. Lembra ainda da figura de sua mãe que lhe contava e cantava muitas coisas, "e isso entrou em mim de um jeito muito forte e ficou, pois, escrever sobre sertão ou sobre fazenda hoje em dia e aqui no asfalto, não é muito fácil não.
Claro que de vez em quando eu faço alguma poesia diferente, mas a minha temática mesmo é a sertaneja. Eu gosto disso, pois as letras tem enredo, contam histórias, não tem aquilo que hoje em dia é normal e muito usado, que é um tal de põe ela na cama, tira versos, eu não gosto disso não".
Outra coisa peculiar dentro desta temática toda é o "processo de parto" de uma música: às vezes João tem o título, e sai o verso melódico junto com o poema, então "é só perseguir que vai saindo tudo junto, música e letra", diz. Naturalmente que o compositor depois burila, lapida, e sempre, conforme ele gosta de frisar, "sai metro e meio de verso", mas claro que tem sempre uma exceção. Pacífico fez a sua menor letra, que para ele conta toda sua vida. Esta menor letra tem "dois versinhos" e se chama Fiozinho d’água.
Cenas, fotos e lembranças são a matéria-prima que o poeta retira para o seu trabalho. Isso tudo em um movimento ininterrupto. Aquilo que aos olhos normais passa desapercebido, para o poeta adquire métrica, ritmo e melodia. Um exemplo disso é o poema/música chamado Goteira.
João conta que um dia estava sozinho em casa e chovia. No fundo do quintal, uma calha jogava água sobre uma lata abandonada. Foi o suficiente para nascer esta composição: - Aquela noite chovia que Deus dava/ aquela chuva que varou a noite a noite inteira/ no meu telhado uma telha se quebrava/ pre’u ouvir a sinfonia da goteira/ e uma lata enferrujada, coitadinha/ tão esquecida lá num canto onde eu dormia/ talvez a chuva vendo a pobre tão sozinha/ veio alentar/ cantando aquela melodia/ Veja seu moço/ eu também passei por isso/ fiquei igual aquela lata esquecida/ com a tristeza/ assumi um compromisso/ depois senti que a solidão/ não era vida/ e então pedi a Deus que me ajudasse/ e que voltasse minha doce companheira/ e no meu rancho outra telha se quebrasse/ pois tive inveja/ do carinho da goteira.
Embora defenda com unhas e dentes os valores da temática com que vem trabalhando há 53 anos, João não é sectário e muito menos revanchista, quer sobre novas tendências existentes dentro do mesmo filão que faz parte, quer sobre outras tendências musicais.
Sobre as novas tendências musicais dentro da música sertaneja, Pacífico vê até com certa satisfação as novas correntes, "pois vejo evolução, inclusive no que diz respeito à orquestração e instrumentação utilizadas nas músicas; vejo também que existe cada vez mais interesse dos jovens pela música sertaneja, bem como uma aceitação cada vez maior em todos os setores por esta mesma música.
Veja o meu caso por exemplo, hoje a minha música chegou até no salões quando eu faço shows em faculdades, os alunos conhecem a minha música. Agora eu só tenho medo – ressalta – que tanto ânimo assim acabe machucando a melodia, não que fique feio, mas é que descaracteriza. Tanto é que eu nunca fiz nada para o Milionário e José Rico. Agora Tonico e Tinoco, por exemplo, já gravaram quase todo o meu repertório".
Sobre outras tendências musicais Pacífico diz que quando surgiram ritmos como o charleston e o twist "eu ficava debaixo da ponte. Quando a moda passava, eu saía debaixo da ponte e fazia uma toada. O mesmo aconteceu com outros ritmos, mas, nestes períodos de hibernação, eu sempre continuei compondo, daí quando o pessoal cansa destes modismos todos, eu surjo e avanço".
Assim é esse homem, contador de belas histórias, apreciador de uma boa cachaça de alambique – tem um tonel invejável em sua sala de visitas – e poeta que conta as coisas de um modo simples e verdadeiramente belo, para um povo também simples, mas que nunca deve ser subestimado, construiu sua vida.
Sem segredos, este é o melhor lema para um molecão que está em sua melhor forma hoje, aos 74 anos, e cada vez mais com coisas belas para contar e cantar. (Extraído de DEFESA DA CULTURA NACIONAL, nº 3, 1984, não constando o nome do autor da matéria)
Fonte: Jangada Brasil de fevereiro de 1999.

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Patrício Teixeira

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Patrício Teixeira, cantor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 17/3/1893 e faleceu em 9/10/1972. Por volta de 1918, fez suas primeiras gravações, na Odeon, passando depois a gravar pela Parlophon, Columbia e Victor.
Companheiro de grandes chorões, como Pixinguinha, Donga, Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco, sua discografia é bastante extensa, incluindo um repertório variado de modinhas, sambas de partido-alto, emboladas, toadas sertanejas e composições carnavalescas.
A partir de 1926 dedicou-se ao ensino de canções brasileiras acompanhadas ao violão, tendo sido professor de mais de uma geração de “senhorinhas” da elite carioca. Em 1927 gravou Casinha pequenina (domínio público) e Caboca bunita (Catulo da Paixão Cearense).
Com a Orquestra dos Oito Batutas, gravou, em 1928, pela Odeon, o samba de Pixinguinha Pé de mulata e, nesse mesmo ano, excursionou pelo Brasil com Pixinguinha e Donga. No ano seguinte, lançou em disco Odeon Trepa no coqueiro (Ari Kerner) e Gavião calçudo (Pixinguinha).
Nas décadas seguintes gravou outros sucessos: em 1930, pela Odeon, o samba Xoxô (Luperce Miranda); em 1932, pela Odeon, Cabide de molambo (João da Baiana); em 1933, pela Victor, Tenho uma nega (Benedito Lacerda e Osvaldo Vasques); em 1937, pela Victor, Não tenho lágrimas e Sabiá laranjeira (ambas de Max Bulhões e Milton de Oliveira); em 1938, pela Victor, Desengano (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira); em 1941, pela Victor, Sete horas da manhã (Ciro de Sousa) e O bonde do horário já passou (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira); e, em 1956, pela RCA Victor a canção Azulão (Hekel Tavares e Luiz Peixoto).
Entre seus alunos destacam- se Olga Praguer Coelho, Linda Batista, Aurora Miranda e Nara Leão. Passou seus últimos dias numa chácara, no bairro carioca da Gávea, de propriedade do amigo Osvaldo Rizzo, e em cujo jardim existe um busto de bronze em sua homenagem.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.

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Francisco Carlos

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Francisco Carlos (Francisco Rodrigues Filho), cantor, nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 5/4/1928 e faleceu em 19/8/2003. Passou a infância em Recife/PE, retornando ao Rio de Janeiro quando tinha 11 anos, onde completou seus estudos, diplomando-se em pintura pela Escola Nacional de Belas Artes.
Quando estudante, apresentou-se no Programa Casé, da Rádio Mayrink Veiga, sendo contratado como cantor profissional, em 1946, pela Rádio Tamoio, de onde se transferiu para a Rádio Globo.
Gravou seu primeiro disco em 1950 na Victor, a marcha carnavalesca Meu brotinho (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga), de grande sucesso, e o samba Me deixa em paz, dos mesmos autores. Naquele ano ainda, participou de dois filmes, Aviso aos navegantes, de Watson Macedo, e Não é nada disso, de José Carlos Burle.
Contratado pela Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, foi eleito o melhor cantor do ano em 1953, ultrapassando Francisco Alves na votação dos ouvintes. Participou dos filmes Carnaval Atlântida (direção de José Carlos Burle, 1952), Colégio de brotos (1956), Garotas e samba (1957) e Esse milhão é meu (1958), os três dirigidos por Carlos Manga.
Em 1958 foi eleito Rei do Rádio, recebendo o apelido de El Broto. Seu slogan era o Cantor Namorado do Brasil. Em 1962 viajou pela Europa com a V Caravana da UBC e, a partir da década de 70, deixou a carreira musical para se dedicar à pintira de estilo acadêmico.

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Floriano Belham

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Floriano Belham (Floriano da Costa Belham), cantor, nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 3/2/1913 e faleceu em 20/9/1999. Atuava numa festa escolar quando o empresário Armando Alvim levou-o para cantar em sessões teatrais com Francisco Alves, Patrício Teixeira, Augusto Calheiros e outros.
Durante dois anos apresentou-se em espetáculos teatrais, até que começou a gravar na Victor em 1930. Por ser de estatura pequena, magro e ter voz infantil, passava por ter menos idade, saindo nos selos dos discos “menino Floriano Belham”. No disco de estréia, gravou as canções Canção do ceguinho (Cândido das Neves) e Mamãezinha está dormindo (André Filho), esta com grande sucesso.
Em 1931, no disco seguinte, gravou as canções Sinhá (Caninha) e Cinzas de amor (Cândido das Neves). Nesse ano, lançou o fox-canção A carícia de um beijo (Joubert de Carvalho e Olegário Mariano), a canção Quando a noite desce (Roberto Borges e André Filho) e o choro Minha cabocla, de sua autoria. Foi contratado do Programa Casé e conviveu com os artistas da época.
Voltou a gravar em 1935, lançando o primeiro sucesso nacional de Ataulfo Alves, o samba-canção Saudades do meu barracão, a pedido dele, e, no outro lado, o samba-canção Morena que dorme na rede (Roberto Martins e Valfrido Silva). Nesse ano, gravou também as valsas-canções Vestido de lágrimas e Soluços (ambas de Sílvio Caldas e Orestes Barbosa).
Deixou a carreira em 1938, tendo gravado oito discos em 78 rpm com 16 músicas, o ultimo em 1936. CDs: Ataulfo Alves vol. 1, 1995, Revivendo RVCD 086; Carnaval vol. 17, 1995, Revivendo RVCD 097.

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Fon-Fon

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Fon-Fon (Otaviano Romero Monteiro), regente, arranjador, instrumentista e compositor nasceu em Santa Luzia do Norte/AL em 31/01/1908 e faleceu em Atenas/Grécia em 10/08/1951. Iniciou as atividades musicais aos dez anos, tocando piano numa zabumba em sua cidade.
Foi para Recife/PE estudar no Colégio Batista, mas, logo depois, abandonou a escola e voltou para Santa Luzia do Norte, onde recebeu convite para trabalhar no interior do Estado de São Paulo. Quando chegou a São Paulo/SP, resolveu permanecer na capital, mas, sem carteira de reservista, e, portanto, sem possibilidades de conseguir emprego, ingressou no Batalhão de Polícia, pensando em participar da banda (o que não foi possível porque não sabia ler música). Voltou para sua terra e, em seguida, foi para Maceió/AL, onde passou a trabalhar como correntista em um escritório. Nessa época, começou a estudar música.
Em 1927, transferiu-se para o Rio de Janeiro/RJ, para servir no 2º Regimento de Infantaria. Com o mestre de frevo Garrafinha, contramestre da banda do regimento, aperfeiçoou seus conhecimentos musicais, estudando saxofone. O apelido foi-lhe dado pelo clarinetista Dedé, companheiro de regimento, porque, quando tocava saxofone, não tirava os agudos com clareza e o som saia sempre parecido com fon-fon.

Por essa época, começou a tocar em "dancings". Numa festa em que Dedé faltou, substituiu-o na clarineta, interpretando, com muito sucesso, You Are Meantfor Me. Em 1930, deixou o Exército e passou a atuar em diversos conjuntos, e com um deles fez uma viagem à Argentina, onde permaneceu por um ano. De volta ao Brasil, ingressou na Orquestra de Romeu Silva e, posteriormente, na de Silvio Sousa.
Em 1935, por motivo de doença, afastou-se das atividades musicais, retomadas em 1939, quando começou a ensaiar sua própria orquestra. Nessa primeira tentativa, não teve êxito. Mais tarde, reuniu novos músicos, com os quais passou a atuar no Cassino Assírio, tendo o maestro Radamés Gnattali como arranjador.
Com o mesmo estilo das orquestras de danças norte-americanas que faziam grande sucesso na época, como as de Benny Goodman, Tommy Dorsey e Artie Shaw, a Orquestra de Fon-Fon alcançou muito êxito entre a elite carioca, freqüentadora do cassino. Em 1941, com sua orquestra, excursionou por Buenos Aires, Argentina, onde se apresentou na Radio Splendid.
De 1942 a 1947, no Brasil, o grupo fez o acompanhamento em dezenas de gravações, na Odeon, para os maiores cantores da época. Gravou poucos discos instrumentais, entre os quais o famoso choro Murmurando (de sua autoria e Mário Rossi), em 1946, na Odeon.
Em 1947, Fon-Fon e sua Orquestra foram para Paris, França, a convite do Club des Champs Elysées, permanecendo na Europa até 1951, e apresentando-se em diversos países, inclusive a Grécia, onde morreu.
Foi no exterior que a orquestra gravou seu único LP, na etiqueta London, não editado no Brasil. Foi o primeiro chefe de orquestra uma banda com naipes de saxofone e metais (trombones e trompetes), com uma sonoridade característica e identificável, contribuindo também para o sucesso de diversos cantores importantes que acompanhou. (fonte: Collector's)

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Ericsson Martha

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Ericsson Martha, cantor, estreou em discos em 1943, quando gravou pela Columbia, com acompanhamento de Benedito Araújo e seu conjunto regional, o samba O "X" da questão e a marcha Alto lá, seu João!, ambas de Humberto Teixeira e Carlos Barroso.

Em 1945, na Continental, gravou com acompanhamento de Benedito Lacerda e seu conjunto regional, a valsa Nininha, de Benedito Lacerda e Mário Rossi e o samba Manchete de estrelas, de Benedito Lacerda e Orestes Barbosa. Em seguida, gravou com acompanhamento de orquestra as valsas Morena e Primavera, de Irene de Almeida e Valter de Almeida.

No mesmo ano, trasferiu-se para a gravadora Victor e gravou a marcha-hino Paz e o samba Brasil, ambas de Benedito Lacerda e Aldo Cabral, que seguiam o espírito patriótico daqueles tempos de guerra. Em seguida, gravou dois sambas Pedro da Conceição, de Benedito Lacerda e Eratóstenes Frazão e Não quero, de Benedito Lacerda e Aldo Cabral, com acompanhamento de Benedito Lacerda e seu conjunto regional.

Em 1946, gravou um último disco na Victor com os choros Minha prece, de René Bittencourt e Luiz Bittencourt, e Amoroso, de Garoto e Luiz Bittencourt, com acompanhamento de Garoto e seu conjunto.Em seguida, transferiu-se para a Continental e gravou com acompanhamento de Napoleão Tavares e Seus Soldados Musicais, os sambas História do Brasil, de Lauro Maia e Mendonça de Souza e Onde trabalha o seringueiro, de Mendonça de Souza.

Em 1948, transferiu-se para o selo Star, futura Copacabana, e gravou com acompanhamento de Raul de Barros e Sua Orquestra os sambas Meia-noite, de Humberto Paiva e Sebastião Cirino, além de Nós somos de lá, de Lauro Maia.

Em 1950, ingressou na Todamérica e em seu primeiro disco na nova gravadora lançou com acompanhamento de orquestra a marcha Falsa colombina e o samba Lá vem ela, ambas de Saint-Clair Sena. No ano seguinte, gravou de Armando Braga e Amauri Silva, com acompanhamento de Sebastião Cirino e sua orquestra, os sambas Humilhação e Oceano de pranto. Também em 1951, gravou com acompanhamento de orquestra os sambas Hino ao samba e Samba do adeus, de autoria da dupla José Maria de Abreu e Jair Amorim. Gravou também o samba Rosa maliciosa, de Sebastião Cirino e Rogério Nascimento.

Em 1952, gravou o samba No alto da serra, de Paulo Barbosa e Alberto Ribeiro, e o bolero Réstea de luz, de Amauri Silva e Almeida Filho.Gravou em 1953 os sambas Como bebe esse rapaz, de Rui de Almeida, Guido Medina e Orlando Trindade, e Vou beber, de Paulo Marques, Ailce Chaves e Sávio Barcelos.

Em 1954, gravou um último disco na Todamérica com a canção Mama, de Cherubini e Bixio, com versão de Guido Medina e a toada-baião Ave Maria do sertão, de Conde e Pádua Muniz.

Em 1955, contratado pela Odeon, gravou a valsa Quando a mulher erra, de Cicognini, Weston e Cahn, com versão de Júlio Nagib, e o samba Gesto covarde, de Henrique Gonçalez.
Em 1956, gravou o fox Esperando você , de Zareth e North, com versão de Haroldo Barbosa, e a valsa Bodas de Prata, de Roberto Martins e Mário Rossi, com acompanhamento de Osvaldo Borba e sua orquestra. No final dos anos 1950, já em fim de carreira e sem maiores oportunidades, gravou um disco pelo selo Araribóia com a valsa Uma alegria sem fim e o fox Estrela vazia, de L. V. Mota (fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB).

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Ave Maria do sertão

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Ave Maria do sertão (toada, 1954) - Pádua, Muniz Conde e Mathias da Cruz

Quando a tarde declina / Veste a campina / Seu manto de terra
Tudo é beleza / Sorri a natureza / No verde da mata.


Regressa da roça / Pra sua paioça / De pé no chão
A cabocla bonita / Traz a paz infinita / Em sua oração.

Ave-Maria / Do meu sertão
Temas de amor / Pro meu coração.

Acordes divinos / Vibram nos sinos / Da capelinha
Violas, violões / Soluçam paixões / Numa tendinha.

Canta a passarada / Na beira da estrada / Em doce harmonia

Gorjeios de prece / Como quem oferece / A Virgem Maria.

Ave-Maria / Do meu sertão
Ave-Maria / Do meu sertão
Dai paz e amor / Pro meu coração....

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Babilônia maravilhosa

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Blitz
Tom: E
Intro: E A A(B) 4x


E A A(B) E A A(B)
Hoje acordei nem li o jornal my brother
E A A(B) E A A(B)
Eu te liguei pra dizer nada
E A A(B) E A A(B)
Já é verão e a cidade ferve my brother
E A A(B) E A A(B)
Andar no Rio com sol na cara


F#m B7 E C#7
Falida ferida cidade, Babilônia maravilhosa
F#m B7 D7 C#7
Côco pelas praias da princesinha do mar
F#m B7 C D E B7
E em câmera lenta eu e você fazendo amor


E A A(B) E
Vem vem dançar que a música não vai parar
A B7 E A
Não Não, vem dance dance dance
A(B) E A(B) E A B7
o sonho não pode acabar

E A A(B) E A A(B)
Rio cidade do arrepio essa é nossa casa my brother
E A A(B) E A A(B)
Tem futebol, porrada no Maraca
E A A(B) E A
Nossos heróis estão em maus lençóis my brother
A(B) E A(B) E A A(B)
Andar no rio dessa navalha


Repetir 2

E A A(B)
Rio caótico e agonizante de antibiótico e anabolizante
E A
A tua piada é uma desgraça corre tanto perigo
A(B)
Quando a tua vidraça
E
No chiclete da criança um grito alucinado
A A(B)
E um punhal cravado na esperança
E A
Recuperar as esquinas de antes te levarei
A(B)
a um céu de diamantes


Repetir 2

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Mais uma de amor

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Blitz
Tom: F
Intro: G (C F C G)

C F
Perdi meu amor
C G
No paraíso
C F
Dou tudo que eu tenho
C G
Por um aviso

Am F
Seja sob sol
Am F
Ou debaixo de chuva
G C
Minha alma geme por você

Refrão:
F
Geme geme uh! uh!
C
Por você
G
Geme geme ah!
C
Por você

G C F
Não durmo de noite
C G
Arrasto correntes
C F
Sozinho na cama
C G
Trincando os dentes

Am F
Seja sob sol
Am F
Ou debaixo de chuva
G C
Minha alma geme por você

F
Geme geme uh! uh!
C
Por você
G
Geme geme ah!
C
Por você


Am Em
Vocês podem estar pensando
Dm
Ela foi embora
Am
Mas está quase voltando

Não demora
Em
Ou ela foi pra muito longe
Dm
Felicidade
Am G (C F C G)
Onde estás que não respondes

Am F
Seja sob sol
Am F
Ou debaixo de chuva
G C
Minha alma geme por você

F
Geme geme uh! uh!
C
Por você
G
Geme geme ah!
C
Por você

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A Blitz começou meio por acaso, em fevereiro de 81, quando o ator Evandro Mesquita formou às pressas uma banda para tocar num barzinho recém-inaugurado. Em julho do ano seguinte, modificada com a entrada das cantoras Márcia Bulcão e Fernanda Abreu e a substituição de alguns músicos — passou de seis para sete componentes —, lançou o seu primeiro disco, um compacto-simples que apresentava “Você Não Soube Me Amar”.

Feita havia algum tempo para a peça “A Incrível História de Nemias Demutcha”, do grupo Banduendes, a canção explodiu imediatamente como o grande sucesso de 82, abrindo as portas da mídia para o rock brasileiro. Apropriada ao jeito performático do conjunto, “Você Não Soube Me Amar” é uma composição pop, de letra coloquial e irreverente, mais falada do que cantada (“Você não soube me amar / você não soube me amar / todo mundo dizia que a gente se parecia / cheio de tal e coisa e coisa e tal / e realmente a gente era / a gente era um casal sensacional/você não soube me amar...”), e que tem uma melodia de qualidade um pouco acima da média das canções do gênero.

Com um repertório que nunca se afastou do estilo do sucesso inicial, a Blitz durou três elepês e muitos shows, dissolvendo-se em 86, para voltar por algum tempo anos depois. Deixou como marca de sua popularidade, além das músicas, alguns bordões incorporados ao linguajar da época como “0K, você venceu” (de “Você Não Soube Me Amar”) e “calma Betty, calma” (de “Betty Frígida”) (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Você não soube me amar (1982) - Evandro Mesquita, R. Barreto, Zeca Mendigo e Guto

Tom: Am7
Intro: (Am7 Gm7) 4x


Am7 Gm7
Sabe essas noites que você sai caminhando sozinho

De madrugada com a mão no bolso
Am7 Gm7 Am7 Gm7
Na rua

Am7 Gm7
E você fica pensando naquela menina

Você fica torcendo e querendo que ela tivesse
Am7 Gm7 Am7 Gm7
Na sua

G F
Aí finalmente você encontra o broto
G F G F
Que felicidade (que felicidade)
G F G F
Você convida ela pra sentar (muito obrigada)
G F G F
Garçom uma cerveja (Só tem chope)
G F G F
Desce dois desce mais
G F G F
Amor pede mais uma porção de batata frita
G F G F
OK você venceu batata frita

G F G F
Ai blá blá blá blá blá blá blá blá blá
G F
Ti ti ti ti ti ti ti ti ti
G F
Você diz pra ela
G F
Tá tudo muito bom (bom)
G F
Tá tudo muito bem (bem)
G F
Mas realmente
G F
Mas realmente
G F G F
Eu preferia que você estivesse
D C Bb D7
Nu...a

Refrão:
G C/G
Você não soube me amar
Cm/G C F G
Você não soube me amar
G A7/G
Você não soube me amar
Cm/G G F C
Você não soube me amar

Em D C
Todo mundo dizia
Bm Am
Que a gente se parecia
Bm C D
Cheio de tal coisa e coisa e tal
Em D C
E realmente a gente era
Bm Am
A gente era um casal
Bm C D
Um casal sensacional ...refrão

Em D C
No começo tudo era lindo
Em Am
Tudo divino era maravilhoso
Bm C D Em
Até debaixo d'água nosso amor era mais gostoso
D C Bm Am
Mas de repente a gente enlouqueceu
Bm C
Eu dizia que era ela
D
Ela dizia que era eu ...refrão

G F G F
Amor que que'cê tem
G F
Cê ta tão nervoso
G F
Nada nada nada nada nada nada

Em D C Bm Am
Foi besteira usar essa tática
Bm C D Em
Dessa maneira assim dramática (eu tava nervoso)
D C Bm Am
O nosso amor era uma orquestra sinfônica (eu sei)
Bm C D
E o nosso beijo uma bomba atômica

G C/G
Você não soube me amar
Cm/G C F G
Você não soube me amar
G A7/G
Você não soube me amar
Cm/G G
É foi isso que ela me disse
F C G
Oh! baby não!

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Weekend

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Blitz

Weekend (1983) - Evandro Mesquita e Ricardo Barreto
Tom: Gm7
Introdução: Gm7

Alô alô ativo ouvinte
Você que está ligado na minha
Na sua na nossa Rádio Atividade
E pra você que vai viajar
O tempo é bom
D7/9+
Sujeito a amores impossíveis no final do período
  Gm7         Gm5+ Gm7    Gm5+    Gm7
Dia após dia durante se...manas
Cm7 Dm7 Gm7 Gm5+ Gm7
Fiquei esperando pra te ver
Gm5+ Gm7 Gm5+ Gm7
Há mais de um mês que eu espero uma chance
Cm7 Dm7 Gm7 Gm5+ Gm7
De me encontrar com você
Cm7 Dm7 Gm7 Gm5+ Gm7
Seu cabelo eletrizado
Cm7 Dm7 Gm7 Gm5+ Gm7
Sua boca de mel
Cm7 Dm7 Gm7 Gm5+ Gm7
Não sei se veio da terra
Cm7 D7/9+
Ou se desceu do céu
Refrão:
Gm7
Eu quero passar
Cm7 Dm7 Gm7 Cm7
Um weekend com você (eu também)
Dm7 Gm7
Um weekend com você
Cm7
Eu só quero passar
Dm7 Gm7 Gm5+ Gm7
Um weekend com você
Gm5+ Gm7 Gm5+ Gm7
Estrada de terra estrada de asfalto estrada de luz
Cm7 Dm7 Gm
Um weekend com você
Gm7 Gm5+ Gm7 Gm5+ Gm7
Estrada de terra estrada de asfalto estrada de luz
     Cm7               Dm7  Gm7
Primeiro passou um cavalo
Cm7 Dm7 Gm7
Depois eu vi dois bois
Cm7 Dm7 Gm
Um ônibus acendeu o farol
Cm7 Dm7 Gm7 Gm5+ Gm7
Eu liguei o rádio ela abriu a blusa ela me deu um beijo
Cm7 D7/9+
Parei pra esticar (Amor olha ali uma lanchonete)
Gm7
Xixi café chiclete ...refrão
    Cm7         Dm7  Gm7
Patrulha Rodoviária a quinhentos metros
Cm7 Dm7 Gm7
Patrulha Rodoviária a duzentos metros
Cm7 Dm7 Gm7
Eu desliguei o rádio ela abriu o vidro escureceu
Cm7 D7/9+
O guarda mandou parar (que chato)
Gm7
Blitz documentos (só temos instrumentos)
  Aí rapaz o que'cê faz?
  Tá vindo de onde tá indo pra onde?
  O que você tem nessa bolsa?
  E você aí meu irmão o que que'cê diz?
  Repete repete repete
  Tudo bem pode ir viajandão heim!
  Branco esperto
  Gm7
Quero passar
Cm7 Dm7 Gm7
Um weekend com você
Cm7 Dm7
Estrada de terra estrada de asfalto estrada de luz
Gm7
Quero passar
Cm7 Dm7 Gm7
Um weekend com você

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Blitz
Tom: G
Introdução: G7

Aí bicharada, é festa no paraíso,
Cada macaco no seu galho,
Quero ver dançar!
    G           G7
Adão vivia em paz
C/G Cm/G
Andava nu pelo paraíso
G G7
Se dava bem com os animais
C/G Cm/G
E tinha tudo o que era preciso
  Aí ele disse
Em G
Me dá (Deus me dá)
Em
O paraíso é pouco
Eb G
Eu quero um broto e só você pode dar
                        G7
Adão era "assim" com Deus
C/G Cm/G
E tinha tudo o que queria
G G7
O mar o fogo o ar a terra
C/G Cm/G
Só não tinha uma companhia
  Aí ele disse
Em G
Me dá (Deus me dá)
Em
Eu já não sou mais garoto
Eb G
Eu quero um broto e só você pode dar

Vou comer maçã vou comer maçã
  Aí o céu se abriu e a terra estremeceu
  Você não se chama Eva e nem tampouco Adão sou eu
     Em          G
Me dá (Deus me dá)
Em
Quero amor no almoço
Eb G
E maçã no jantar
                 G7
O tempo foi passando
C/G Cm/G
E a vida era uma beleza
G G7
Adão trazia a comida
C/G Cm/G
E Eva botava a mesa
G G7
Só porque um dia Eva sorriu
C/G Cm/G
Para o macaco Mandril
G G7
Adão montou numa zebra
C/G Cm/G
E se mandou pro Brasil
Em G
Me dá (Adão me dá)
Em
Adão segure sua cobra
Eb G
Que eu tô com maçã de sobra pra dar
Em G
Me dá (Eva me dá)
Em
Quero comer de novo
Eb G
Já cansei de ovo com guaraná
  Vou comer maçã vou comer maçã
  Vem comer maçã vou comer maçã

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Dali de Salvador

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Blitz
Tom: A
Introdução: F#m E F#m E
  A   E     F#m  E
Visual do litoral
A E F#m E
Surreal que lindo
A E F#m E
Oi oi oi que bom dançar
A E F#m E
Vem dançar comigo
Refrão:
A E F#m E
Oi oi oi oi oi que lindo bis
A E F#m E
Vem Vem Vem dançar comigo
  Bm7
Que bonito ver o entardecer
  Que bonito ver o sol se pôr
E
De Salvador
D E
Dali de Salvador
D E F#m
De lá de lá de cima do mar
E F#m
De cima do mar
E F#m
De cima do mar
E F#m E
De cima do mar
  A   E     F#m  E                E    F#m  E
Visual do litoral... até ...dançar comigo ...refrão
  D9              E
Agora anoiteceu
D9 E
Agora a noite é sua
D9 E F#m E
E a gente pode dançar no meio da rua
D9 E
Dance e se lance
D9 E
Essa é a sua chance
D9 E F#m E
De ser um superstar um astro na rua
  F#m                        E
Há uma coisa boa sobre música
F#m E
É que quando a gente dança
F#m E
Nunca sente dor ...refrão
  Bm7                  E       F#m E
Que bonito... até ...cima do mar
  A   E     F#m  E                E    F#m  E
Visual do litoral... até ...dançar comigo
     A          E        F#m
O mar quando quebra na praia
E A E F#m E
É bonito é bonito
A E F#m
O mar quando quebra na praia
E A E F#m E
Poluído poluído

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Egotrip

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Blitz

Egotrip (1984) - Evandro Mesquita, A. Pedro, R. Barreto e Patrícia Travassos
Tom: F
Introdução: (C G C G Am)2x
 F                  G                         F
Um indivíduo alto magro vestindo um terno azul
G
(Quem vem lá quem será?)
F G F
Desceu de um coletivo às quatro e meia de manhã
G
(Olha lá quem será?)
F G F G
Atravessou a rua assoviando uma canção
F G
Só uma suspeita silhueta na escuridão
Am G C
Tem um cara na esquina
G Am
O que ele tem na mão?
G C
Tem um cara na esquina
G Am
Qual será sua intenção?
   F                           G
Não foi difícil entral no edifício mil e três
F G
Da avenida Copacabana bloco cinco posto seis
F G
O porteiro disse que ouviu o vento soprar
F G
E alguma coisa estranha vindo lá do nono andar
Am G C
Tem um cara na escada
G Am
O que ele tem na mão?
G C
Tem um cara na escada
G Am
Qual será sua intenção?
 Dm       Am
Quem é? (Sou eu)
Dm Am
Quem é? (Sou eu princesa, o Batata)
Dm Am
Batata, a essa hora
Dm Am
Ah! desculpe princesa mas tinha que ser agora
Am7 Am6 Am
Ai deixa pelo menos eu vestir alguma coisa
  Hum! você tá linda
C G
Sabe o que é princesa
C G Am
Hoje eu encontrei a pessoa que eu procuro (Jura)
C G C
Bom se isso te satisfaz eu juro eu juro
C G Am
disse que juro (Oh! Batata)
F G
Uma pessoa que eu quisesse comigo vinte e cinco
  horas por dia
F G
Uma pessoa que me entendesse que eu pudesse confiar
F G
Oh Batatinha eu eu sinto isso também
F
E essa pessoa princesa (diz diz)
G
Essa pessoa (diz)
C
Sou eu!
        G          C      
Eu te amo eu me adoro bis
G Am
Eu não consigo te ver sem mim
   F                       G
Hei! vamos ver o sol nascer ali na praça
F G
Você faz café ou quer que eu faça
F G
Ah! já não sei mais se eu quero que você vá
  ou que você fique
F G C
Nem sei que eu quero aturar sua egotrip porque (refrão)
 Dm                                    Am
Ninguém entendeu quando o dia amanheceu
Dm Am Dm
Os dois pelados na Praça da Bandeira cantando
  o samba da Mangueira
Am
Quando chegaram os camburões
Dm Am
Saíram assoviando o hino da República dos Camarões
  Dm       Am            Dm
Eu te amo eu me adoro bis
Am
Eu não consigo te ver sem mim

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Quem te põe

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Blitz
Tom: Am
Intro: Am D Am G D (2x)
    Am        D C        Am        D C
Eu moro longe não tenho carro
Am D C AM D C
Nem telefone tô desempregado
Am D C Am D C
O meu dinheiro alguém levou
Am D C Am D C
E o meu saldo tá devedor
   D                    C
Às vezes não consigo falar
D C
Às vezes esqueço ate meu nome
D C
Às vezes passo o dia com fome
D C
Quem me pára na rua são os "home"
Am
Quem tem põe -
G D 4x
Quem não tem tem que tirar -
 Am            D C
Com quem eu falo
Am D C Am D C
Alguem me diz como é que eu vivo
Am G D
No meu país
Am D C Am D C
E o meu prazer alguém levou
Am D C Am D C
Eu sinto falta do nosso amor
E F
Olho pro mar ele fica revolto
D E
Sou sangue ruim sou bicho solto

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Volta ao mundo

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Blitz
Tom: E
E
Estive aqui pensando, uma maneira de acabar,
De acabar com essa paz,
A
Com essa paz insurportável
Que temos vivido
E
Aí eu fico mudo
B7
Eu sei eu não me iludo
A
Mais um dia ainda me mudo
E B7
“Prum” país oriental
E
È um povo amarelinho, só come com dois pauzinhos
A
Tem os “óios”puxadinhos mas são valentes pra cachorro
E
Tái o Kung Fu e o mestre Fu Manchu
B7 A
Arroz “cololido”,camarões empanados
E B7
E salve o broto do bambu
E
Perguntei ao Kung Fu
Quem vence o Fla-Flu
Me mandou tomar no cu
A
E ainda disse invocado
Estou cansado de cinema
E
Vou morar em Ipanema
B7
Pois tive uns contatos
A
Dos tais imediatos
E B7
Com uma nega de Bangu
E
Fiquei invocado com aquele gafanhoto
Careca  meio escroto
A
E me mandei daquelas bandas
E
Das bandas do oriente azeite não é meu parente
B7
Larguei o ping-pong
A
Vesti o meu sarongue
E B7
Um mês com King-Kong na África
E
Por terra,por mar, pelo ar
Eu e meu amigo Júlio
A
Eu disse Júlio Tal do Verne
Dando a volta ao mundo
E B7 A
78 dias, 79 dias no 80 quero estar...
E B7
Quero estar no Rio Voei!
E
Voei pro Havaí
Conheci uma havaiana
Que se chamava Ana
A
E digo a gata era uma onda
Parecia Jane Fonda
E
Tinha algo da Gioconda
B7
Sorria enigmática
A
Sabia matemática
E B7
Noves fora nada absurdo
E
Por terra por mar pelo ar
Eu e meu amigo Júlio
A
Eu disse Júlio tal do Verne
Dando a volta ao mundo
E B7 A
78 dias, 79 dias no 80 quero estar...
E
Quero estar no Rio, cheguei

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Vai, vai, love

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Blitz
Tom: Am
Intro: Am D Am G D (3X)
Am D C Am C D (2X)
Am                     C     D     Am C D
Era de noite eu não sabia o que fazer
Am C D Am C D
Naquelq hora não sabia qual era
Am C
Meu bem me perguntou (2X)
Am D
O que é que eu acho
Am C Am D
Da gente ir ate o baixo
Am C
Eu disse que não era bom
Am D
Baixo Leblon todo dia vicia
Am C
E você perde a classe vadia
Am D
Desvaloriza o passe maninha
Am C Am D C Am C D
Ai ui o ou ou
Am G
Vai que eu já vou
Am G
Vem que eu já fui
Am C Am D C Am C D
Ai ui o ou ou
Am D C
B Vai vai love
I Am D C
S Vai vai love
Am7
Estar alegre ou estar triste
Com você ou com tudo que existe 
Estar alegre ou estar triste
Depende de Deus depende de mim    (2x)
Am Am7M Am7 Am6
Caia nessa água venha se molhar (2X)

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Blitz

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Blitz
Blitz - Septeto que traçou os caminhos do rock brasileiro nos anos 80, foi formado no Rio de Janeiro em 1980. Em 1982 sai o primeiro compacto, Você Não Soube Me Amar, um sucesso estrondoso, logo seguido pelo LP As Aventuras da Blitz.
Com um rock leve, letras bem-humoradas e performance teatral no palco, a Blitz tocou no Rock In Rio de 1985, se apresentou por todo o Brasil e no exterior e consolidou-se como fenômeno de massa. Lançaram produtos como revistas em quadrinhos e álbum de figurinha, em parte devido à sua grande popularidade entre as crianças.
Depois do terceiro LP a banda se desfez, em 1986, voltando a se reunir ocasionalmente para shows ou eventos. Fernanda Abreu seguiu uma bem-sucedida carreira solo e Evandro Mesquita se firmou como ator.
Em 1995 a EMI lançou Blitz ao Vivo e dois anos depois alguns ex-integrantes se reuniram e gravaram o CD Línguas.
Seus integrantes eram: Evandro Mesquita, guitarra e voz; Fernanda Abreu, backing vocal; Marcia Bulcão, backing vocal; Ricardo Barreto, guitarra; Antônio Pedro Fortuna, baixo; William Forghieri, teclados; Lobão, substitído por Jubá, bateria (fonte: Cliquemusic).
Algumas músicas cifradas:
A dois passos do paraíso, A verdadeira história de Adão e Eva, Babilônia maravilhosa, Biquini de bolinha amarelinha, Dali de Salvador, Egotrip, Mais uma de amor, Quem te põe, Vai, vai, love, Você não soube me amar, Volta ao mundo, Weekend.

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Volta pra mim

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Roupa Nova
           G6     D          Gm6/D
Amanheci sozinho, na cama um vazio
D Bm Em A4
Meu coração que se foi, sem dizer se voltava depois
D D/F# G Gm6
Sofrimento meu, não vou aguentar
D/A G/A D G/D A
Se a mulher que eu nasci pra viver, não me quer mais
D G6/D D Gm6/D
Sempre depois das brigas nós nos amamos muito
D Bm Em G/A
Dia e noite a sós, o universo era pouco pra nós
D D/F# G Gm6
O que aconteceu, pra você partir assim
D/A G/A D
Se te fiz algo errado perdão, volta pra mim
Bb F C G
Essa paixão é meu mundo, um sentimento profundo
D A7 E
Sonho acordado um segundo que você vai ligar
C G D A
O telefone que toca, eu digo alô sem resposta
C G A4 A
Mas não desliga escuta o que eu vou te falar
D A/C# Bm D/F# G
Eu te amo e vou gritar pra todo mundo ouvir
D Bm A4 A
Ter você é meu desejo de viver
D A/C# Bm D/F# G
Sou menino e teu amor é que me faz crescer
D/A A4 D G A
E me entrego corpo e alma pra você
D G6/D D Gm6/D
Sempre depois das brigas nós nos amamos
muito

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Você no coração

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Roupa Nova
Intro: : F Am : Bb7+ C C#º : Dm Dm/C : Bb Bb/C : F4 F :


Bb Am Gm7 Am Bb
Não sei porque insisto tanto assim em te querer
Am Gm7
Se sei que você brinca com as minhas emoções
Cm Cm/Bb F
Enquanto estou aqui a ponto de enlouquecer
Cm Cm/Bb F
Parece que isso tudo não é nada pra você


Bb Am Gm7 Am Bb
Por que será que não consigo mesmo te deixar
Am Gm7
São laços e abraços que não querem desatar
Cm Cm/Bb F
Que sedução é essa que me faz viver assim
Cm Cm/Bb F F#º
Perdido de paixão por quem não quer saber de mim


Gm7 C7/9 F7+ Dm7
Se fosse apenas corpo eu deixaria como está
Gm7 C7/9 F7+
Mas é que eu gosto tanto de você
Bbm7 Db/Eb Ab Fm
Tivesse a alma livre como um pássaro a voar
Bbm Bbm/Ab C4 C
Ainda deixaria me prender


F Am7
Te amo, te espero, você é que eu quero
Bb C
Está dentro de mim
F Am
São beijos, desejos, loucura sem cura
Bb C C#º
E vai ser sempre assim
Dm7 Dm7/C Bb Bb/C
Você no coração


Intro 2: : F Am : Bb7+ Bb/C : F4 F :


Bb Am Gm7 Am Bb
Não sei porque insisto tanto assim em te querer
Am Gm7
Se sei que você brinca com as minhas emoções

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Vira de lado

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Roupa Nova
 A
Vira de lado
B
Que esse lado eu não quero mais
D
Vê se troca o disco,
A G D
Coisa que há muito tempo você não faz
A
Troca de lado,
B
Que esse lado eu não quero mais
D
Vem dançar comigo,
A C D
Coisa que há muito tempo você não faz


A
Hey, girl
C
Hey, gay
B
Ou vira, ou vai virar
Bb A C D
Ou vira ou vai dançar na maior
A
Hey, girl
C
Hey, gay
B
Ou vira, ou vai virar
Bb A
Ou vira ou vai dançar na moral


A
Vira de lado
B
Eu só tô querendo variar
D
Eu tenho certeza que, pedindo
A G D
Você não vai me desapontar
A
Troca de lado
B
Há quanto tempo eu te falo, eu te peço
D
Quem sabe o outro lado
A C D
Pode vir a ser um grande sucesso...


A
Hey, girl
C
Hey, gay
B
Ou vira, ou vai virar
Bb A C D
Ou vira ou vai dançar na maior
A
Hey, girl
C
Hey, gay
B
Ou vira, ou vai virar
Bb
Ou vira ou vai dançar na moral


SOLO EM: (B A/B)4x C F A


A
Hey, girl
C
Hey, gay
B
Ou vira, ou vai virar
Bb A C D
Ou vira ou vai dançar na maior
A
Hey, girl
C
Hey, gay
B
Ou vira, ou vai virar
Bb A C D
Ou vira ou vai dançar na moral

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Vício

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Roupa Nova
Intr.: F   F/A   Dm   G7   C


Am
É como um vício
G4/7 G7 F
Você vem me procurar como faz
E4/7 E7
desde o início cada vez que quer voltar
Am G4/7
É como um cio no calor da minha cama
F E4/7 E7
Você jura que me ama e me pede pra ficar
Dm F/G Am
Logo agora que eu quase esqueci
Dm F/G E4/7
Que eu me acostumei a viver só
E7
Sempre só
F F/A
Não, de novo não
Dm G7
Não quero abrir de novo as portas pra você
C
Do meu coração, eu juro que não
F F/A
Não, de novo não
Dm G7
Não vou deixar essa loucura me levar
C
Morrer de paixão, eu juro que não
Am G4/7 G7
É como um prêmio pela minha devoção
F E4/7 E7
Você toma o meu carinho pra vencer a solidão
Am G4/7 G7
É como sempre outra vez vai me deixar
F E4/7 E7
Um segundo de delírio uma vida pra esperar


Am G4/7 G7
É como um vício, uma forma de prisão
F
Eu fui seu desde o início
E4/7 E7 Am
Me perdi nessa paixão, ah, não!
F F/A
Não, de novo, não
Dm G7
Não quero abrir de novo as portas pra você
C
Do meu coração, eu juro que não
F F/A
Não, de novo, não
Dm G7
Não vou deixar essa loucura me levar
C
Morrer de paixão, eu juro que não
F F/A
Não, de novo, não
Dm G7
Não quero abrir de novo as portas pra você
C
Do meu coração, eu juro que não
F F/A
Não, de novo, não
Dm G7
Não vou deixar essa loucura me levar
C
Morrer de paixão
Eu juro que não

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Viagem (Roupa Nova)

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Roupa Nova
F#m
Há tanto tempo que eu
C#/E#
deixei você
A/E B/D#
Fui chorando de saudade
D A/C# F#m7
Mesmo longe não me conformei
B7/D# B7
pode crer
E4.7 E7
Eu viajei contra a vontade
F#m
O teu amor chamou e
C#/E#
eu regressei
A/E B/D#
Todo amor é infinito
D A/C# F#m7
Noite e dia no meu coração
B/D# B7
Trouxe a luz
E4.7 E7
Do nosso instante mais bonito
A A/C# E/D
Na escuridão o teu olhar
D A/C#
Me iluminava
Bm D
E minha estrela-guia era
E4.7 E7
O teu riso
C#m7 F#m7 D/E
Coisas do passado são alegres
E7 A7+/E
Quando lembram novamente
F#m7 E4.7
As pessoas que se amam
A A/C# E/D
Em cada solidão vencida
D A/C#
Eu desejava
Bm D
O reencontro com teu
E4.7 E7
Corpo abrigo
C#m7 F#m7
Ah! Minha adorada
D/E E7
Viajei tantos espaços
A7+/E F#m7 E4.7
Pra você caber assim no meu abraço...
A9
Te amo!

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Um sonho a dois

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Roupa Nova
Introd.: C7+ G4 (2x)

C7+
Ele sabe, o jeito de agradar
Dm7
Um sorriso brincando no olhar
Em7
Me fascina com seu jeito de ser
Dm7 G4 G7 C7+
Ele é tudo enfim que eu preciso ter

Ela passa, e o tempo faz parar
Dm7
Quando fala é música no ar
Em7
Me conquista, querendo não querer
Dm7 G4 G7 C C7
Ela é tudo, enfim, que eu preciso ter

F7+ G
Quando bater na porta deixa entrar
F7+ G
Pra te ganhar de norte a sul
Dm7/9 Em7 Am7
No mundo da lua, tudo vai ficar
D7/4 D G4 G
Descobrir que o amor é azul

Dm7 G7
Quando a gente gosta, o amor é um caso sério
Em7 Am7
E tem lá seus mistérios pra mostrar
Dm7 G7 C9 A
Mas você divide, na metade, um desejo no olhar
Dm7 G7
Quando a gente gosta, vale a pena qualquer coisa
Em7 Am
Vale tudo num cantinho pra ficar
Fm G
Um sorriso pra te convencer
C7+/9
Na luz do luar

Shananana...Shanananana...
Dm7 Em7
Shananana...Shananana...

Shananana...Shanananana...
Dm7 G4 G7 C7+
Ele é tudo que faz bem ao coração

Ela sabe que brinca nos meus sonhos
Dm7
Todo o tempo nos versos que componho
Em7
Ele sabe que estou em suas mãos
Dm7 G4 G7 C C7
Ele é tudo que faz bem ao coração

F7+ G
Quando bater na porta deixa entrar...

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Um pouco de amor

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Roupa Nova
A    E/G#      F#m
Já é hora de você
F# Bm
Acordar que o mundo lá fora
E A
Não cansa de sonhar
E
Olha que lindo !...
A E/G# F#m
É a vida livre
F# Bm
E hoje mais do que nunca
Dm A
É preciso acreditar
D G
Que ainda existe
D G
No coração das pessoas
Bm D
Apesar de tanta loucura
E A
Um pouco de amor...

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Um caso louco

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Roupa Nova
Intr.: F#m E F#m D E F#m E D


A
Eu disfarço e nem sempre consigo evitar
F#m
Que estou perto de enlouquecer
D E
Quando olho seus olhos nos meus
A E
Acaba o mundo e nem notei
A
Esse estado em que fico

Não sei explicar
F#m
Sinto frio e começo a tremer
D E
Acho que é uma doida paixão
A
Ou sofro de tensão


F#m C#m
Mas na hora do papo rolar
D A
Não consigo dizer
Bm D
Frases que tenho ensaiado
E
Muitas noites sem dormir
F#m C#m
Você fica com histórias de amor
D A
Só pra me provocar
Bm D
Perco a vergonha, ataco você
E
Dá um jeito e sai


F#m E
Eu sei que vai pintar um caso louco
F#m D E
O muito é ter você um pouco
F#m E
Pra pintar um caso louco
F#m D
O muito é ter você um pouco


A
Esse estado em que fico

Não sei explicar
F#m
Sinto frio e começo a tremer
D E
Acho que é uma doida paixão
A E
Ou sofro de tensão


Solo em: A F#m D E



F#m C#m
Mas na hora do papo rolar
D A
Não consigo dizer
Bm D
Frases que tenho ensaiado
E
Muitas noites sem dormir
F#m C#m
Você fica com histórias de amor
D A
Só pra me provocar
Bm D
Perco a vergonha, ataco você
E
Dá um jeito e sai


F#m E
Eu sei que vai pintar um caso louco
F#m D E
O muito é ter você um pouco
F#m E
Pra pintar um caso louco
F#m D E
O muito é ter você um pouco(Repete)

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Roupa Nova
Introd.: Bb F G# D# 2x


Bb F
Hoje eu vi o amor me deixar
G# D#
Vi o fim do nosso tempo chegar
Bb F
Hoje um coração se fechou
G# D#
E no mundo inteiro a vida parou
Cm Gm G#
Quem chora por mim?
Cm Bb/D D#
Quem lembra de mim?
Cm Gm G#
Quem chora por mim?
Cm Bb/D D# F
Quem sabe do fim?


Bb F
Brilham as estrelas no céu
G# D#
Revelando o meu vazio de luz
Bb F
Pássaros calados de dor
G# D#
Acompanham meu silêncio de amor
Cm Gm G#
Quem chora por mim?
Cm Bb/D D#
Quem lembra de mim?
Cm Gm G#
Quem chora por mim?
Cm Bb/D D# F
Quem sabe do fim?


Bb Dm
Vai, meu canto, vai!
D# Bb F
Pede pro mundo voltar a girar!
G#
Chama o luar,
Cm
Fala pro mar!
F Bb F
Ela disse que não vai mais voltar!
Bb Dm
Vai, meu canto, vai!
D# Bb F
Pede pro Sol não deixar de brilhar!
G# Cm
Acorda o amor, Antes do fim!
F (Bb F G# D#)2x
Ela nunca vai voltar pra mim


Bb F
Hoje eu sei que a vida levou

(Sei que a vida levou)
G# D#
Suas últimas palavras de amor

(As palavras de...)


Cm Gm G#
Quem chora por mim?
Cm Bb/D D#
Quem lembra de mim?
Cm Gm G#
Quem chora por mim?
Cm Bb/D D# G
Quem sabe do fim?


C Em
Vai, meu canto, vai!
F C G
Pede pro mundo voltar a girar!
Bb
Chama o luar,
Dm
Fala pro mar!
G C G
Ela disse que não vai mais voltar!
C Em
Vai, meu canto, vai!
F C G
Pede pro Sol não deixar de brilhar!
Bb Dm
Acorda o amor, Antes do fim!
G C G#
Ela nunca vai voltar pra mim


C# Fm
Vai, meu canto, vai!
F# C# G#
Pede pro mundo voltar a girar!
B
Chama o luar,
D#m
Fala pro mar!
G# C# G#
Ela disse que não vai mais voltar!
C# Fm
Vai, meu canto, vai!
F# C# G#
Pede pro Sol não deixar de brilhar!
B D#m
Acorda o amor, Antes do fim!
G# C# G#
Ela nunca vai voltar pra mim (repete)

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Tímida

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Roupa Nova
Introdução: F#m D7+ Bm D E7

A D4 D D4 D
Lábios com sabor de hortelã
Bm D
Olhos cor de céu
(D/F#) E7 D/F# E/G#
Pele de maçã

A
Sonho de mulher
D4 D D4 D
Se descobrir
Bm D
Vive uma ilusão
(D/F#) E7
Que ainda não sentiu

F#m
O primeiro amor chegou
D7+
Uma nova luz brilhou
B4.7 B7 E7
Ela se encontrou nesse sonho meu

A D4 D D4 D
Tímida... um beijo tímido ao luar
A D4 D D4 D
Mágica... a simples mágica de amar
Bm D
Se despiu da fantasia
E7
Se vestiu de amor
A D4 D D4 D
Tímida... um beijo tímido ao luar
A D4 D D4 D
Mágica... a simples mágica de amar
Bm D
Se despiu da fantasia
E7 A D A D4 D A D A D4 D
Me vestiu o sonho desse amor

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Tempo de paz

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Roupa Nova
Introd.: E A B A F#m G#m C#m E A B A F#m G#m A


C#m B A
Venho pra reacender
E/G# F#m E B
E fazer viver nosso amor outra vez
C#m B A
Juntos sempre fomos um
E/G# F#m B E
E motivo algum deve estar entre nós
G# C#m
Gestos e palavras ferem demais
G# C#m
Deixe o coração falar
F# B G#m
Quem já semeou amor uma vez
C#m F# B
Sabe aonde deve regar


E A B C#m
Sonho, vim roubar um beijo
A E A B
Beijo que sempre foi meu
C#m A B E
Sonho, cheio de desejo
A B E A B
Juntos, você e eu


E A B C#m
Sonho, vim roubar um beijo
A E A B
Beijo que sempre foi meu
C#m A B E
Sonho, cheio de desejo
A B intr.
Juntos, você e eu


C#m B A
Venho pra regenerar
E/G# F#m E B
O que se quebrou e tentar outra vez
C#m B A
Tanta água já correu
E/G# F#m B E
Escapou da mão e ninguém aprendeu
G# C#m
Laços de carinho a vida apagou
G# C#m
Eu nem te conheço mais
F# B G#m
Todo mundo espera tanto de nós
C#m F# B
Olha que é tempo de paz


E A B C#m
Sonho, vim roubar um beijo
A E A B
Beijo que sempre foi meu
C#m A B E
Sonho, cheio de desejo
A B E A B
Juntos, você e eu


E A B C#m
Sonho, vim roubar um beijo
A E A B
Beijo que sempre foi meu
C#m A B E
Sonho, cheio de desejo
A B (C#m B A)4x F#m G#m A B
Juntos, você e eu

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Tão seu

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Roupa Nova
Introd.: C F G C C F F G C 2x (C)


C
Sinto sua falta
D7/C
Não posso esperar tanto tempo assim
Dm7/C
O nosso amor é novo
Fm/C C
É o velho amor, ainda e sempre
C
Não diga que não vem me ver
D7/C
De noite eu quero descansar
Dm7/C
Ir ao cinema com você
Fm/C C
Um filme à toa no Pathé
C
Que culpa a gente tem de ser feliz
D7/C
Que culpa a gente tem, meu bem
Dm7/C Em
O mundo bem diante do nariz
Dm C E
Feliz aqui e não além


A E/G# F#m D
Me sinto só, me sinto só, me sinto tão seu
A E/G# F#m D
Me sinto tão, me sinto só e sou teu (2x)
C F G C C F F G C F G C C F F G

C#
Faço tanta coisa
D#7/C#
Pensando no momento de te ver
D#m7/C#
A minha casa sem você é triste
F#m/C# C#
A espera arde sem me aquecer
C#
Não diga que você não volta
D#7/C#
Eu não vou conseguir dormir
D#m7/C# Fm
À noite eu quero descansar
D#m C# F
Sair à toa por aí


Bb F/A Gm D#
Me sinto só, me sinto só, me sinto tão seu
Bb F/A Gm D# (C#)
Me sinto tão, me sinto só e sou teu (2x)


D
Sinto sua falta
E7/D
Não posso esperar tanto tempo assim
Em7/D
O nosso amor é novo
Gm/D D
É o velho amor, ainda e sempre
D E7/D
Que culpa a gente tem de ser feliz


Eu digo, eles ou nós dois
Em7/D F#m
O mundo bem diante do nariz
Em D F#
Feliz agora e não depois


B F#/A# G#m E
Me sinto só, me sinto só, me sinto tão seu
B F#/A# G#m E
Me sinto tão, me sinto só e sou teu (2x)

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Tão rica

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Roupa Nova
Introd.: Fm G# D# 2x


G# C4 C
Pistas me levam a suspeita
C4 C Fm4 Fm
De que você rejeita
G# C# D#
Meu modo de pensar no futuro
G# C4 C
Sinto que gosto do seu jeito
C4 C Fm4 Fm
E juro que respeito
G# C# D#
Teu grilo de me achar inseguro


Fm C# Dm5-/7
Como artista, minha vida são canções
Fm Bbm C4 C
Que ilustram aventuras de amor impossíveis
Fm C# Dm5-/7
Entre nós as diferenças são reais
Fm Bbm
E por certo não agradam aos teus pais
C4 C
Vem comigo


Fm G# D#
Vem... Thuru, thuru
Fm G# D#
Ô, ô vem... Thuru, thuru


G# C4 C
Rica você tem tudo em cima
C4 C Fm4 Fm
Mas fora da rotina
G# C#
Sou eu quem te seduz
D#
Como um mito
G# C4 C
Livre de todas as fronteiras
C4 C Fm4 Fm
Te quero verdadeira
G# C#
Felicidade é luz
D#
Vem comigo


Fm C# Dm5-/7
Como artista, minha vida são canções...

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Sonho

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Roupa Nova
Intro: C#m B/C# A7+/C# B/C#


C#m B/C#
Leve feito o vento vem
A7+/C# B/C#
Já quase de manhã
C#m B/C#
Quase não acreditei
A7+/C# B/C#
Nesse so ... nho
C#m B/C#
Pude atê sentir você
A7+/C# B/C#
Chegando pelo ar
A7+ B/A
E entrando em mim
E/G#
Devagar
F#m7 G#m7
Deusa da beleza e cor
C#m B/C# A7+/C#
Feita pro amor
A7+/C# B/C# C#m7 G#m7 F#m7
Que ... ro ter você de manhã
C#m7 G#m7 F#m7
Quero ver você na manhã
C#m7 G#m7 F#m7
E sentir o amor desse sonho
C#m7 G#m7
Minha deusa da beleza e cor
A7+ A/B
Quero amar você
C#m B/C#
Cada movimento seu
A7+/C# B/C#
Foi fonte de prazer
C#m B/C#
Nunca vou me esquecer
A7+/C# B/C#
Desse so ... nho
C#m B/C#
Pude até sentir você
A7+/C# B/C#
Fugindo pelo ar
A7+ B/A
Me deixando assim
E/G#
Sem dormir
F#m7 G#m7
Deusa da beleza e cor
C#m7 B/C# A7+/C#
Quero o seu amor

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Show de rock'n roll

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Roupa Nova
Tom: C 

Ela só se liga em astrologia e guerra nuclear
Am C
E eu em chopinho no bar
Ela vive sempre estudando pra poder passar
Am
E eu na areia do mar
F G
Viver prá ela é algo assim transcedental
F G
Prá mim é o maior carnaval
C Am
Um show de rock'n roll, ô, ô, ô
C Am, C
Um show de rock'n roll
Ela nunca fuma e só come rango natural
Am C
E eu pimenta e sal
Ela é viciada em ocultismo e coisas do astral
Am
Prá mim é tudo normal
F G
Ela fala sempre disco voador
F G
E eu só quero mesmo é saber
C Am
De show de rock'n roll, ô, ô, ô
C Am
De show de rock'n roll
C F G
Mas na hora do calor
F C F G
Ela me chama meu amor
F C F G
E eu respondo meu amor
F C F, G
No fim a gente só dá certo
C F G
Mas na hora do calor
F C F G
Ela me chama de meu bem
F C F G
Me faz sonhar no vai-e-vem
F C F, G
E o nosso caso é um sucesso

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Sexo frágil

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Roupa Nova
Introd.: (G Em C D)


G Em C D
Ter que lutar pra conseguir
G Em C D
A todo tempo sem ter tempo a perder
G Em C D
Artista eu sou ou seja o que for
G
Essa vida é um palco
Em C D
É o maior teatro com cenas de humor


G
Mais vai adiantar
C D
Se tudo mudar pra nós
G/B C D
Talvez se alguém ajudar
G
Seremos um só
C D
Ligados no mesmo fim
G/B C D
Te amar, me amar e se amar


G Em C D
Se mascarar pra convencer
G Em C D
Ser sexo frágil é muito mais que dizer
G Em C D
Pouco me importa que gosto tem
G Em
Meio que anormal um tanto imoral
C D
Quero ir mais além


G
Mais vai adiantar
C D
Se tudo mudar pra nós
G/B C D
Talvez se alguém ajudar
G
Seremos um só
C D
Ligados no mesmo fim
G/B C D
Te amar, me amar e se amar


SOLO: E C (D)


Ter que lutar...

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Ser mais feliz

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Roupa Nova
Introd.: B D#m E Em B


B
Quem será você?
D#m
Pra que direção
E Em
Você apontou
B
Seu coração?
B
Será que você não vê
D#m
Que pode ir mais além?
E G#m
E ser alguém
F#
Você é livre pra ser


B D#m E G
Mais, mais, bem mais
B
Do que é agora


B
Cê pode enganar
D#m
Você pode esconder
E Em
Mas pra mudar
B
Vai ter que aprender
B
Que não é assim não
D#m
Que se tem o que se quer da vida
E G#m
E o que vai fazer
F#
Quando perceber


Que poderia ter

B D#m E G
Mais, mais, bem mais
B D#m E G C
Mais, mais, bem mais


C
E quando você entender
Em
Ou você se aceitar
F Am
E acreditar
G
Em todos os seus desejos


Aí você será

C Em F G#
Mais, mais, bem mais
C
Uou, do que é agora... Bem mais
C Em F G#
Mais, mais, bem mais
C
Uou, do que é agora

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Sensual

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Roupa Nova
Intro: ( D7+   G/A )  2 vezes


D7+ G/A D7+ G/A
Nada a dizer antes de sentir
D7+ G/A
Ter ou não ter
Bm7 B4/7 B7
Repetir
G7+ C7/9
Olhar assim
D7+/A
Como quem não quer
Bm7
Ouvir um sim
Em7
E querer mais
G/A A/B Ab7/11+
Dividir pra valer
G7+ C7/9
Chegar bem fundo
D7+/A
E ser natural
Bm7
Ser sensual
Em7
Mais do que o normal
G/A D7+ G/A D7+ G/A
Refletir você
D7+ G/A D7+ G/A
Nada a dizer antes de provar
D7+ G/A
Todo prazer
Bm7 B4/7 B7
Recordar
G7+ C7/9
Chegar ao fim
D7+/A
Ir um pouco mais
Bm7
Correr atrás
Em7
Já que tanto faz
G/A A/B Ab7/11+
Ser ou não pra valer
G7+ C7/9
Chegar bem fundo
D7+/A
E ser natural
Bm7
Ser sensual
Em7
Mais do que o normal
G/A B7+ F#4/7 B7+ F#4/7 B7+ F#4/7 G/A A7
Refletir você

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Seguindo no trem azul

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Roupa Nova
  C            Em7
Confessar, sem medo de mentir
Dm7 F G7
Que em você, encontrei inspiração
C
Para escrever
Em7
Você é pessoa que nem eu
Dm7
Que sente amor
F G7
Mas não sabe muito bem
C
Como vai dizer
F C
Te dou meu coração
F/G G F/C C
Queria dar o mundo
F G/C C
Luar do meu sertão
Dm7 G4 G7 C
Seguindo no trem azul
C Em7
Toda vez que for assoviar
Dm7
A cor do trem
F
E da cor que alguém
G7 C
Fizer e você sonhar
Em7
Não faz mal não ser compositor
Dm7
Se o amor valeu
F G7
Eu empresto um verso meu
C
Pra você dizer
F C
Só me dará prazer
F/G G F/C C
Se viajar contigo
F G/C C
Até nascer o sol
Dm7 G4 G7 C
Seguindo no trem azul
C Em7
Vai lembrar de um cara como eu
Dm7
Que sente amor
F G7
Mas não sabe muito bem
C
Como vai dizer


F C
Só me dará prazer
F/G G F/C C
Se viajar contigo
F G/C C
Até nascer o sol
Dm7 G4 G7 C
Seguindo no trem azul


SOLO: Db Fm7 Ebm7 Gb Ab Db

Gb Db
Te dou meu coração
Gb/Ab Ab Gb/Db Db
Queria dar o mun...do
Gb Ab/Db Db
Luar do meu sertão
Ebm7 Ab4 Ab7 Db
Seguindo no trem azul

Gb Db
Só me dará prazer
Gb/Ab Ab Gb/Db Db
Se via...jar conti...go
Gb Ab/Db Db
Até nascer o sol
Ebm7 Ab4 Ab7 C
Seguindo no trem a...zul

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Sapato velho

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Roupa Nova

Sapato velho (1981) - Mu, Cláudio Nucci e Paulinho Tapajós
Intro.: A D/A E/A D7M C#m7 Bm7 A D/A E/A D7M C#m7 Bm7 A


A D/A E/A D7M C#m7 Bm7 A G#° F#m7
Você lembra, lembra da--que--le tempo eu ti---nha
F#m7 B/A G#m7 C#m7
Estrelas no olhos um jeito de herói
F#m7 D7M C#m7 Bm7 A
Era mais forte e ve--loz
G#° F#m7 Dm/F A D/A E/A D/A
Que qualquer mocinho de cowboy


A D/A E/A D7M C#m7 Bm7 A G#° F#m7
Você lembra, lembra eu cos--tu--mava andar bem
F#m7 B/A G#m7 C#m7
Mais de mil léguas prá poder buscar
F#m7 D7M C#m7 Bm7 A
flores de mai-o a---zuis
G#° F#m7 Dm/F A E7(4/9) A A7(4/9)
E os seus cabelos enfei-tar



D7M E/D C#m7 F#m7
Água da fonte cansei de beber
B Gb/Bb G#m7 F#7 Eb Bb7(4/9) Eb Eb7(4/9)
Prá não en---ve--lhecer
G#7M A#/G# Gm7 Cm7
Como quisesse roubar da manhã
F C/E Dm7 C A D/A A
um lin-do pôr de sol
D7M C#m7 Bm7 A G#° F#m7 F#m7 B/A
Ho--je não co-lho mais as flores de maio
G#m7 C#m7 Bbm7 Ebm7
Nem sou mais veloz como os heróis


Bm7 E7(4/9) A D/A E/A D7M C#m7
É talvez eu seja simplesmente como
Bm7 A G#° F#m7
um sa--pa-to ve---lho
F#m7 B/A G#m7 C#m7
Mas ainda sirvo, se você quiser
F#m7 D7M C#m7 Bm7 A
basta você me cal-çar
G#° F#m7 Dm/F A D/A E/A D/A A
Que eu aqueço o frio dos seus pés

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Sábado

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Roupa Nova
 D               G
Sábado eu vou à festa
D G
Vou levar meu violão
A G/B A/C# D
Vou cantando uma canção
G A
Que eu decorei
D G
Sábado eu vou à festa
D G
Numa nuvem de algodão
A G/B A/C# D G A
E entre estrelas vou abrir meu coração
D G D
E vou encher de vagalumes teu cabelo,
G A
Respirar o ar do céu, vou
D G D
Eu quero o céu e vou com guizos nos sapatos
G A B A
Minha roupa em farrapos coloridos vou rasgar
Bm E
E vou dançar entre os cristais azuis do tempo e esquecer
A
A terra longe, longe, longe
A G/B A/C# Em
A se perder

D D5+
Sábado eu vou... Sábado eu vou
E/D A
Sábado eu vou
D D5+
Sábado eu vou... Sábado eu vou
E/D A
Sábado eu vou


SOLO : E C#m E A B A/C# B/D# E A B D7 G C/G G C/G D E A


Bm E
E vou dançar entre os cristais azuis do tempo e esquecer
A
A terra longe, longe, longe
A G/B A/C# Em
A se perder


D D5+
Sábado eu vou... Sábado eu vou
E/D A
Sábado eu vou
D D5+
Sábado eu vou... Sábado eu vou
E/D A SOLO
Sábado eu vou

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Romântico demais

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Roupa Nova

Romântico demais - Kiko e Ricardo Feghali
Intro: D A/D G/D A/C# D F#m Em F#m G A G/B A4 A


D F#m G
Como posso te esquecer
Em A4.7
Se tudo aqui me faz lembrar você
D F#m G
Nesse quarto a solidão
E/G# E7
De um pobre coração
F#4.7 F#7
Que não entendeu o adeus
Bm F#4.7
Quero você outra vez
Bm F#4.7
E não aceito o fim
Em A4.7 A7 D
Diz, por favor, que vai voltar pra mim
A/D G A7 D
Teu corpo é o mar reflete o luar
F#m7 Em A4.7 D
O amanhecer do meu despertar
A/D G A7 D
Calor do sol que vem de você
F#m7 Em A4.7 D
O nosso amor, razão de viver
D F#m G
Meus amigos vão falar
Em A4.7
Achar que sou romântico demais
D F#m G
Gosto de poder gostar
E/G# E7 F#4.7 F#7
O que importa é ter você pra sempre
Bm F#4.7
Quero você outra vez
Bm F#4.7
E não aceito o fim
Em A4.7 A7 D
Diz, por favor, que vai voltar pra mim


A/D G A7 D
Teu corpo é o mar reflete o luar
F#m7 Em A4.7 D
O amanhecer do meu despertar
A/D G A7 D
Calor do sol que vem de você
F#m7 Em
O nosso amor,
A4.7 Bb F/A Gm7 C7 F Bb Bm5-.7 A A/C#
razão de viver

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Romance mutante

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Roupa Nova
(F#)
Aqui na terra tudo bem
Mas tô brigando com meu bem
Quebraram o muro de Berlim
Ela me diz não tô afim
E lá no leste europeu
Um mundo novo começou
A perestroika aconteceu
Mas não chegou pro nosso amor
G#m C#
Nosso amor só conheceu ditadura
G#m C#
Nosso regime a dois de auto-censura
D#m B
Uma cortina de ferro entre nós
(Capitalismo selvagem pra nós)
G# C#
Sempre que ficamos a sós
Sempre que te vejo feroz)


F# D#m B C#
A A A A Você tão distante
F# D#m B C#
A A A A Romance Mutante


(F#)
Aqui na terra tudo bem
Tem marajá dizendo amém
Botaram gente pra correr
Você nem corre pra me ver
O nosso leite derramou
O que era doce se acabou
E coisa assim jamais se viu
Cortaram as tetas do Brasil

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Razão de viver

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Roupa Nova
           A   E/A            Em/A  D/A       
Lá no final, há um lugar
Dm/A A Dm/F E4/7 E7
Ondas de puro amor Vão nos envolver
D/F# G C/E F / D/F# G C/E F
Feito mar.

A G
Sem você eu me sinto só Incapaz de plantar
D Dm/F A Dm/A
A semente do amor Em jardins sem vida
A G
Com você não preciso mais Inventar minha paz
D Dm/F A E/G#
Vou ligando o teu ser Ao melhor de mim

F#m G E/G# A
Meu espelho real Alma gêmea moldada em prata
G D/F# E4 E
No meu desejo eu te invento com emoção.
 
A E/A
Me dê a mão, cante a canção
Em/A D/A
Faz a sublime roda do amor girar
Dm/A A
Segue a voz do coração
Dm/F E
E ensina o mundo a se amar.
A E/A
Lá no final há um lugar
Em/A D/A
Ondas de puro amor Vão nos envolver
Dm/A A
Segue a voz do coração
Dm/F E
E ensina o mundo se amar
D/F# G C/E F D/F# G C F7
Outra vez

A G
Pra você eu espero ser Uma voz, uma luz
D Dm/F A Dm/A
Um momento de paz Pra velar seu sono
A G
De você eu vou receber A razão,de viver
D Dm/F A __ E/G#
Teu contato vital Me mantém feliz

F#m G E/G# A
Seu mistério maior Meu segredo revelação
G D/F# E4 E
Linhas extremas se encontram Com emoção.

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Quando bate uma saudade

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Roupa Nova
 A                         D
Quando bate uma saudade assim
A E
Não há nada que eu possa fazer
A D
A não ser buscar dentro de mim
A E
Forças pra poder lhe escrever
Bm E
E explicar o inexplicável
Bm E
E enxergar o invisível
Bm E A
Compreender a força desse amor
F#m F#m7+ F#m7 F#m6
Tanta coisa eu quero lhe dizer
F#m F#m7+ E
Vou criar um mundo pra nós dois
Bm E
Vou descrever o indescritível
Bm E
E lhe dizer como é incrível
Bm E A E
Viver a plenitude desse amor


A F#m
Longe de mim... (Longe de mim)
D E
Mas sempre no meu coração
A F#m
Amor assim... (Amor assim)
D G
É muito mais que uma paixão
E A F#m
Longe de mim... (Longe de mim)
D E
Mas sempre no meu coração
A A5+
Amor assim.. (Amor assim)
D G E A D F#m G
Mesmo distante é como a luz na escuridão


A D
Quando bate uma saudade, meu bem
A E
Faço da saudade uma canção
Bm E
Pra descrever o indescritível
Bm E
E repetir como é incrível
Bm E A D G A
Viver a plenitude desse amor


F#m F#m7+ F#m7 F#m6
Tanta coisa eu quero lhe dizer
F# F#m7+ E
Vou criar um mundo pra nós dois
Bm E
Vou explicar o inexplicável
Bm E
E enxergar o invisível
Bm E A
Compreender a força desse amor


A F#m
Longe de mim... (Longe de mim)
D E
Mas sempre no meu coração
A F#m
Amor assim... (Amor assim)
D G
É muito mais que uma paixão
E A F#m
Longe de mim... (Longe de mim)
D E
Mas sempre no meu coração
A A5+
Amor assim.. (Amor assim)
D G E A D G A
Mesmo distante é como a luz na escuridão

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Pode chamar

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Roupa Nova
Introd.: E4 E E4 E

E B/D#
Você não vai ficar... Aconteceu!
D C# D E
Eu pedi pra esse dia não chegar
F#m F#m7+
Depois que me deixar você vai descobrir
A B
O que a vida faz pra magoar um coração
E B/D#
Fique um pouquinho só... Me dê a mão
D C# D E
Ninguém mais vai saber te proteger
F#m F#m7+
O mundo que te dei eu mesmo imaginei
A B B4 B
Afastei o mal... Pintei um céu pra te envolver

E
Mas pode chamar
G#
Eu te espero nos sonhos
A B A
Que eu nunca deixei de sonhar
E
Pode chamar
B
Se, quando ouvir uma canção
C#m B A
Lembrar de mim
B
E ainda quiser voltar (2x)

E B/D#
É... Então não vai ficar... Aconteceu!
D C# D E
Só não peça pra eu ver você sair

SOLO: F#m D B E D C D E C D E4 E E4 E

E B/D#
Fique um pouquinho mais... Me dê a mão
D C# D E
Tente ouvir uma última lição
F#m
Cuidado com o que faz
F#m7+
Lá fora não há paz
A B B4 B
É preciso mais que acreditar no coração

E
Mas pode chamar
G#
Eu te espero nos sonhos
A B A
Que eu nunca deixei de sonhar
E
Pode chamar
B
Se, quando ouvir uma canção
C#m B A
Lembrar de mim
B
E ainda quiser voltar (2x)

E G#
Pode chamar... (Pode chamar...)
A B A
Que eu sempre sonhei pra você... uou...uou...
E
Pode chamar
B
Se, quando ouvir...

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Roupa Nova
B                       F#/B
Você tem o tempo que quiser
E/B
De você aceito o que vier
B
Menos solidão
B F#/B
Me promete tudo outra vez
E/B
Na esperança louca de um talvez
B
Me basta a ilusão
C#m F#7 D#m
Só te peço o brilho de um luar
G#m7 C#m E
Eu só quero um sonho pra sonhar
B
Um lugar pra mim
C#m F#7 D#m
Eu só quero um tema pra viver
G#m7 A E/G#
Versos de um poema pra dizer
F#4.7 F#7
Que eu um te aceito assim
D A
O que eu sei é que jamais vou
te esquecer
G A7
Eu me agarro nessas fantasias
D G A
pra sobreviver
D A
Eu não sei se estou vivendo de emoção
Em G
Mas invento você todo dia pro
F#4.7 F#7
meu coração
C#m E
Deixe saudade e nada mais
B
Por que é que os corações não são iguais
C#m
Diga que um dia vai voltar
E
Pra que eu passe minha vida
F#4.7
Inteira me enganando
C#m E
Deixe saudade e nada mais
B
Por que é que os corações não são iguais
C#m
Diga que um dia vai voltar
E
Pra que eu passe minha vida
F#7 B
Inteira te esperando

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O último trem

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Roupa Nova
Introd.: A (A G)


(A)
Esse trem que pra minha terra agora vai partir
É o ultimo da linha que pra lá irá seguir
(D)
E dentro dele tenho que estar, tenho que estar
(A)
Pois não posso mais ficar aqui sozinho como estou
Minha terra é pequenina, porém lá existe amor
(D)
E tenho alguém a me esperar, a me esperar
E A
E eu morro se esse trem eu não pegar


(A)
Na cidade eu não me acostumo, faça o que fizer
Mas na minha terra só não é feliz quem não quiser
(D)
Se o trem partir eu vou a pé eu vou a pé
(A)
Pois não posso mais ficar aqui sozinho como estou
Minha terra é pequenina, porém lá existe amor
(D)
E tenho alguém a me esperar, a me esperar
E A
E eu morro se esse trem eu não pegar


Deixo tudo pra seguir no trem
E eu vou no trem também
Vem comigo que eu vou mais além
E eu vou no trem também
Todo o tempo que eu perder faz mal
E eu vou no trem também
Já é hora de encontrar meu bem
Bb E
E eu vou no trem também

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O sonho acabou

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Roupa Nova
A                    E
Se uma voz não responde,
F#m C#m
a quem jurou, tanto amor
Bm C#m F#m
quer dizer que está perto do fim
Bm E
o ser de vidro se quebrou


A E
Se quem jurou, hoje vive
F#m C#m
de se lembrar que sonhou
Bm C#m F#m
não quer ver que o sonho acabou
Bm E A A7
é hora de se acordar


Refrão

D A
Na vida tudo muda, não tem volta
Bm E A A7
revolta ver meu bem se ausentar
C#m F#m
Eu não posso entender
C#m F#m
Eu não quero entender
Bm E
o nosso amor se acabar


A E
Meu coração, na verdade
F#m C#m
se esqueceu de parar... (solo)
Bm C#m F#m Bm E A

Refrão

A E
Meu coração, na verdade
F#m C#m
se esqueceu de parar
Bm C#m F#m
não quis ver que o tempo passou
Bm E A
tem medo de dizer Good bye
Bm C#m F#m
não quer ver que o sonho acabou
Bm E
tem medo de dizer
A E D E A
Good bye aaaa - aaaa - aaaa - aaaa

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O passeio de um anjo

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Roupa Nova
Introd.: C4 F


A
Entre espanto e desejo
Dm F
Percebi você entrar
Bb Bbm F Em Dm
Quem poderia imaginar?
G C
Anjos também querem passear!
F A Dm
Por escadas e vitrines
F
Entre lojas e cafés
Bb Bbm
Fui te seguindo assim
F m Dm
Simples mortal!
G C F
Anjos tem um charme especial


Bbm Eb
Foi navegando por ali
G# Eb/G Fm
Sobre um mar de olhares de amor
Bbm Eb
Foi aquecendo corações
G# Bb/D C
Até sumir na onda de calor


F Dm Gm C
Quero ter você toda só pra mim
Am Dm Gm C
Meu sinal de luz... Sedução
F F/A Bb Bbm
Cada beijo um céu... Nuvens de amor
F Bb/F F
Vem, meu anjo, de corpo e coração

SOLO.: F A Dm F Bb Bbm/C# F F/A Dm Gm C

F A
Perto da porta do cinema
Dm F
Acenou e disse; alô!
Bb Bbm
Fui me entregando assim
F Em Dm
Firme fatal
G C F
Anjos ganham sempre no final!


Bbm Eb
Foi navegando por ali
G# Eb/G Fm
Sobre um mar de olhares de amor
Bbm Eb
Foi aquecendo corações
G# Bb/D C
Até sumir na onda de calor


F Dm Gm C
Quero ter você toda só pra mim
Am Dm Gm C
Meu sinal de luz... Sedução
F F/A Bb Bbm
Cada beijo um céu... Nuvens de amor
F Bb/F F
Vem, meu anjo, de corpo e coração

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Nossa história

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Roupa Nova
Intr.: C Am F F/G C Am F G G#º


Am G F
Hoje eu venho outra vez
G C
Meu lugar é sempre aqui
F G
Desde que me apaixonei
G#º Am
Quando ouvi você cantar
G F
Num segundo a sua voz
G C
Conseguiu me descobrir
F G
E veio em minha direção
G#º Am
Em palavras de paixão


Dm C
Cada verso foi pra mim
G
Uma recordação
C F
O meu segredo revelado sem pudor
C
Minhas cartas de amor
D/C
Lidas numa canção
G
Pra qualquer um ouvir

Agora eu sei


C
É lindo, amor !
G/B
Ouvir, amor !
Am
Cante muito mais !
Dm F G
Quem ama sempre canta assim !
Em Am Dm
Quem sabe unindo o som da nossa voz
F
Bem no fundo em nós
G
Você vai voltar e perdoar
C
É lindo, amor !
G/B
Ouvir, amor !
Am
Cante muito mais !
Dm F G
Quem ama sempre canta assim !
Em Am Dm
Quem sabe unindo o som da nossa voz
F G
Você pode enfim
C Am F G
Voltar pra mim


Am G F
Era fácil perceber
G C
A emoção te dominar
F G
Sentia medo e mesmo assim
G#º Am
Não podia mais calar


Dm C
Cada verso foi pra mim
G
Uma recordação
C F
O meu segredo revelado sem pudor
C
Minhas cartas de amor
D/C
Lidas numa canção
G
Pra qualquer um ouvir

Agora eu sei


C
É lindo, amor !
G/B
Ouvir, amor !
Am
Cante muito mais !
Dm F G
Quem ama sempre canta assim !
Em Am Dm
Quem sabe unindo o som da nossa voz
F
Bem no fundo em nós
G
Você vai voltar e perdoar
C
É lindo, amor !
G/B
Ouvir, amor !
Am
Cante muito mais !
Dm F G
Quem ama sempre canta assim !
Em Am Dm
Quem sabe unindo o som da nossa voz
F G
Você pode enfim
C
Voltar pra mim


SOLO: G# D# Bb F G# D# F G


C
É lindo, amor !
G/B
Ouvir, amor...

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Não dá

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Roupa Nova
Intro: ( F  Am7  Gm7  Bbm7  Eb7 )  2 vezes


Bb7+ C/Bb
Não quis ficar aqui sozinho
Bb7+ C/Bb
Pensei em te telefonar
Am7 D7/9- Gm7
Faz frio nesse apartamento
Bbm7 Eb7 F7+
E sem você não dá
Am7 Gm7
Não dá, Não dá
Bbm7 Eb7 F7+
Baby sem você não dá
Bb7+ C/Bb
Lá fora é chuva na janela
Bb7+ C/Bb
Cá dentro é chuva no olhar
Am7 D7/9- Gm7
Faz frio nessa cama quente
Bbm7 Eb7 F7+
E sem você não dá
Am7 Gm7
Não dá, não dá
Bbm7 Eb7 F7+
Baby sem você não dá
Am7 Gm7 Bbm7 Eb7
Não dá, não dá
Bb7+
A gente pensa
Am7 D7/9-
Que não tem nada a perder
Bb7+
Aí se lembra
Bm5-/7 E7 Am7
Que amar faz parte de viver
D7/9-
Você se engana
Gm7 Am7 Bbm7 Eb7 Am7 D7/9-
Pensando que tudo vai melhorar
Gm7 Bb/C F7+
Mas baby sem você não dá

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Na dor e no prazer

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Roupa Nova
Introd.: Fm Bbm Dm C F C Dm Bb Gm C

F C
Não adianta nem dizer
Dm
Pra eu tentar te esquecer
Bb
Porque você já está em tudo
Gm C F
Está na dor e no prazer, tente entender
C
Que mesmo que você me deixe
Dm
Igual um peixe fora d'água
Bb
E mesmo que você me afogue
Gm C
Em desilusão e mágoa
Gm Am Bb
Eu vou seguir seus passos à distância feito um espião
C C/Bb Am
E vou fingir que tudo não passou de uma desatenção
Dm Gm
E que você ainda me ama como eu te amarei
Bb C
E até o fim de tudo ao teu lado eu sempre estarei

F Gm Am
Ah! Por quê? Por quê?
Bb C F
Não consigo viver longe de você
Gm Am
Por quê? Por quê?
Bb C F
Eu dependo, eu preciso de você

F C
E mesmo que você me humilhe
Dm
E pise no meu coração
Bb
Ainda sim eu não me importo
Gm C F
Eu não suporto é viver sem teu amor
C
Mesmo que você me ofenda
Dm
Que não me ouça e não entenda
Bb Gm
Não adianta, pois o meu amor é cego
C
E já não vê
Gm Am Bb
E tem a paciência de esperar passar a tempestade
C C/Bb Am
E tem a inocência de buscar a tal cumplicidade
Dm Gm
E vive eterna adolescência e cultiva essa saudade
Bb C
De momentos mais românticos, felizes de verdade

SOLO: F C Dm Bb G C

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Muito mais

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Roupa Nova
Intro: D9 Bm7 G9 F#m7 Bm7 Em7 G/A A7/9- D9 D9 

G/A D7+/A
Melhor acreditar, pra sentir um grande amor
G/A A7 D7 Em7 D/F#
O medo de arriscar, deixa uma dúvida no ar
G7+ G#º F#m B7/9-
E quando te encontrar, entregar meu coração
Em7 G/A
Ficar feliz em ser o teu herói

Gm/Bb D7+/A
A lágrima que cai dessa chuva de emoção
G/A A7 D7 Em7 D/F#
Quem sabe enlouquecer só de te ver como isso é bom
G7+ G#º F#m7 B7/9-
Vontade de te amar, bela rotina de viver
Em7 D/F# G9 G/A D
Me faz cada vez mais querer você

Gm7 C7/9- F7+ Dm
E se eu me machucar, valeu à pena
Gm7 C7/9- F7+ Dm
Não vou me arrepender deixa eu tentar
Gm7 C7/9- F7+ Dm Dm/C
E custe o que custar, o sonho acontecer

Bb7 A7
Não quero nem pensar em te perder

D Bm7 G
Muito mais, eu tenho prá te dar
A A/G D/F# Em G/A
Escravo desse amor, hoje eu sei o que é amar
D D7+/F# G G#º
E depois, se tudo está escrito pra nóis dois
D D/F# G G/A D
Agora e sempre traz mais, muito mais.

Gm7 D7+
Um toque das suas mãos, o sorriso desse olhar
Em7 A7 D7 Em7 D/F#
O sol vem me envolver se passo o tempo com você
G7+ G#º F#m B7/9-
E tento perceber se teu carinho é todo meu
Em7 D/F# G9 G/A D
Não vem mais uma vez dizer adeus
E seu me machucar...

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