domingo, janeiro 06, 2008

Iolanda Osório

Iolanda Osório, cantora, teve uma curta carreira fonográfica no começo da década de 1930 apresentando ainda em Cassinos e Rádios. Estreou em disco em 1930 gravando pela Brunswick com o Grupo Desafiadores do Norte o samba Chô arara, de João Miranda. No segundo disco cantou com o mesmo grupo o samba Dona Toínha, de João Miranda.

Em seguida, gravou a embolada Aí baiano e o samba Devagá cá mesa, de João Miranda e a toada O peso do pesado, de João Frazão, também com o grupo Desafiadores do Norte.

Em seu primeiro disco solo gravou o samba-fox A terra dos navá, de Henrique Vogeler e o samba Sinarzinho de Ioiô, de Henrique Vogeler e Rocha com acompanhamento da Orquestra Brunswick sob direção de Henrique Vogeler. Com a mesma orquestra gravou ainda nesse ano os sambas Orgulhosa, de João da Gente e Até quebrar, de Chernovia Leão. Com o grupo Desafiadores do Norte gravou o samba Jandira, de Romualdo Miranda. Ainda nesse ano, registrou os sambas Chorei, de Benedito Lacerda e Ingratidão, de Jaci Pereira e Benedito Lacerda e a marcha Eu quero casar, de Lamartine Babo.

Lançou em 1931 os sambas Gaivota do amor, de Caninha e Desconfiado, de Altamiro Godinho; os maxixes Sonho brasileiro, de Bonfiglio de Oliveira e Lamartine Babo e Larga o osso, de F. Correia da Silva e as marchas Oh Iaiá! e Eu só gosto de você, da dupla Artur Castro e A . Henriques. Ainda nesse ano, lançou o choro-canção Meus ciúmes, de Sinhô; as marchas Os moços de hoje, de Lamartine Babo e J. Machado e Boa roupa, de Pedro Cabral e Dan Málio Carneiro e o samba Me deixa em paz, de Loló Uerba.

Ainda em 1931, gravou um disco pela Odeon com a marcha Não vá embora, de Júlio Casado e M. Campos e o samba Tudo virou, de A . R. de Jesus com acompanhamento da Orquestra Copacabana do Cassino Copacabana. Em 1932, transferiu-se para a gravadora Columbia e lançou em seu primeiro disco no selo as músicas Mulher bonita e Enferrujado cujos autores não apareceram no selo do disco. Gravou também as marchas Arrastão, de Vitor Hugo de Albuquerque e Marcha ortográfica, de Jorge P. Nóbrega. Ainda nesse ano, gravou o tango Por que razão?, de Alfredo Gama e a marcha Paquita meu bem!..., do mesmo autor e registrada em dueto com o cantor Ildefonso Norat.

Gravou 18 discos com 33 músicas pelas gravadoras Odeon, Columbia e Brunswick registrando músicas de compositores como Henrique Vogeler, João da Gente, Lamartine Babo, Benedito Lacerda; Bonfíglio de Oliveira e João Miranda.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.