quinta-feira, março 08, 2007

Mamãe passou açúcar em mim


Mamãe passou açúcar em mim (jovem guarda, 1966) - Carlos Imperial - Intérprete: Wilson Simonal

LP Vou Deixar Cair ... / Título da música: Mamãe passou açúcar em mim / Carlos Imperial (Compositor) / Wilson Simonal (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1966 / Álbum: MOFB 3470 / Lado B / Faixa 3 / Gênero musical: Canção.


Tom: D

Intro: C7 D7  Bm E A7 D7 G G7
       C7 D7 Bm E A7 D7 G D7

(G G6 G7 G6)
Ahh, deixa comigo!

           G   D7         G   E                               
Eu sei que tenho muitas garotas
A7     D7            G
Todas gamadinhas por mim
  G7   C7
E todo dia é uma agonia
                                D7/A
Não posso mais andar na rua é o fim...

         G  D7         G    E
Eu era neném não tinha talco
  A7        D7         G        D
Mamãe passou açúcar em mim...

             G    D7        G     E
Sei de muito broto que anda louco
    A7      D7        G
Pra dar uma bitoca em mim
  G7    C7
E na verdade na minha idade
                            D7/A
Eu nunca vi ter tanto broto assim...

         G  D7         G    E
Eu era neném não tinha talco
  A7        D7         G        
Mamãe passou açúcar em mim...

(C7 D7  Bm E A7 D7 G G7 
C7 D7 Bm E A7 D7 G D7)
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!

Wilson Simonal


Wilson Simonal (Wilson Simonal de Castro), cantor, nasceu em 26 de fevereiro de 1939 no Rio de Janeiro. Descobriu sua vocação artística enquanto prestava o serviço militar obrigatório.

Como muito dos grandes artistas, começou a carreira nos palcos de bares e boates da noite carioca, cantando rock, predominantemente em inglês. Foi o compositor e produtor Carlos Imperial que o descobriu e o levou ao seu programa de televisão, além de ajudá-lo a gravar seu disco de estréia, lançado em 1963, com um forte acento bossanovista.

Em pouco tempo Simonal se tornaria um dos principais artistas da época, emplacando inúmeros hits, como Meu limão, meu limoeiro, Mamãe passou açúcar em mim, Vesti azul e Sá Marina.

Até hoje não provada, Simonal recebeu a acusação de ter relações com o regime militar e ter, inclusive, denunciado colegas de profissão, fato que atrapalhou bastante sua carreira.

Por conta da fama de “traidor”, foi esquecido durante as décadas de 80 e 90, até ser relembrado com a coletânea “A Bossa de Wilson Simonal”. Morreu em junho de 2000.


Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora; MusicalMPB - Wilson Simonal.

quarta-feira, março 07, 2007

Jaime Ovalle

Jaime Ovalle (Jaime Rojas de Aragón y Ovalle), compositor e poeta, nasceu em Belém PA em 5/8/1894 e faleceu no Rio de Janeiro RJ em 9/9/1955. Influenciado pela irmã, que estudava piano e bandolim com Eduardo Pierantoni, dedicou-se a esses instrumentos e, sempre como autodidata, mais tarde aprendeu violino e violão.

Ainda jovem, transferiu-se para o Rio de Janeiro, relacionando-se ali com intelectuais e músicos. Poeta, conhecedor da música popular brasileira e violonista de choros e serestas, foi freqüentador assíduo da casa de Heitor Villa-Lobos. Nomeado por concurso para a Fazenda Nacional, ocupou cargos em New York, EUA, e Londres, Inglaterra, onde escreveu grande parte de sua obra.

Regressando ao Rio de Janeiro, por volta de 1937 publicou, por conta própria, toda a sua obra musical, na Casa Artur Napoleão. Nunca realizou a apresentação pública dessas composições, mas exibiu-as em audição privada em casa do poeta Augusto Frederico Schmidt (1906—1 965), na interpretação do pianista Mário Neves.

Suas canções Azulão e Modinha, ambas com versos de seu grande amigo Manuel Bandeira, são consideradas suas obras mais importantes.

Membro fundador da Academia Brasileira de Música, teve sua obra apresentada formalmente pela primeira vez, em 1959, no programa Música e Músicos do Brasil, da Rádio MEC em palestra de Andrade Murici, ilustrada pelo soprano Gelsa Ribeiro da Costa e pela pianista Ana Cândida.

Não publicou livros, deixando uma obra inédita, The Foolish Bird (O pássaro tolo), poemas escritos em inglês.

Obras

Música orquestral: Pedro Álvares Cabral, opus 16, poema sinfônico, s.d.; Música de câmara: Dois improvisos, p/três clarinetas, s.d.; Música instrumental: Desafio, opus 6, n 2, p/plano, s.d.; Dois retratos: n° 1 — Manuel Bandeira; o 2— Maria do Carmo, opus 14, p/piano, s.d.; Noturno, opus 25, p/piano, s.d.; Scherzo, opus 9, n° 2, p/piano, s.d.; Música vocal: Azulão, opus 21, p/canto e piano, s. d.; Berimbau, opus 4, p/canto e piano, s.d.; Modinha, opus 5, p/canto e piano, s.d.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.