sexta-feira, julho 13, 2007

Araci Costa

Araci Costa (Araci Cortes Costa de Almeida), cantora, nasceu no Rio de Janeiro (3/12/1932-id.29/10/1976). Quando criança trabalhou em circo, e em 1948 inscreveu-se no Concurso A Procura de uma Lady Crooner, promoção da Rádio Clube do Brasil para a orquestra de Napoleão Tavares.

Dois meses depois, venceu o programa de calouros Papel Carbono, de Renato Murce, e obteve contrato com a Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, de onde saiu no ano seguinte para integrar o quadro da Rádio Guanabara. Algum tempo depois foi levada por Haroldo Barbosa para a Rádio Tupi carioca.

Seu primeiro disco data de 1950, quando gravou pela Todamérica os baiões Oba lá lá (Xerém e Guará) e Rio Vermelho (Guará e José Batista). Um de seus maiores sucessos foi a marchinha de Peterpan e José Batista Papai me disse, do Carnaval de 1952. No ano seguinte viajou pela Argentina e Uruguai com a orquestra do maestro Carioca e depois, pelos EUA. com a orquestra de Ary Barroso.

Em 1955 foi eleita A Melhor Cantora das Associadas. Em 1960, com o sucesso do samba Favela amarela (Jota Júnior e Oldemar Magalhães), foi eleita Rainha do Carnaval.


Fonte: Enciclopédia da música brasileira: erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Editora, 2000.

quinta-feira, julho 12, 2007

Anastácia


Anastácia (Lucinete Ferreira), cantora e compositora, nasceu no Recife, PE, em 30/5/1941. Seu interesse pela música surgiu muito cedo, aos sete anos de idade. Nessa época, acompanhava um cantador de cocos no bairro Macaxeira, onde ela vivia.


Iniciou a carreira no ano de 1954, cantando na Rádio Jornal do Comércio no Recife. Interpretava canções do sul do país, principalmente sucessos de Celly Campello. Em 1960, transferiu-se para São Paulo, onde passou a cantar gêneros nordestinos.

Fez shows pelo interior paulista, participando da "Caravana do peru que fala", com Sílvio Santos. Em seguida apresentou-se com a dupla nordestina Venâncio e Corumba. Ganhou nessa época o nome artístico de Anastácia, dado pelo produtor, cantor e compositor Palmeira, então diretor da gravadora Chantecler.

Gravou em 1960 seu primeiro disco, um compacto com as músicas Noivado longo, de Max Nunes, Chuleado, A Dica do Deca e Forró fiá, todas de Venâncio e Corumbá. Em 1961 gravou o primeiro LP pela Chantecler.

Em 1963, o cantor Noite Ilustrada gravou a primeira composição de Anastácia, Conselho de amigo, feita em parceria com Italúcia. Passou, em seguida, para a gravadora Continental onde gravou quatro LPs, que obtiveram sucesso especialmente no Nordeste.

Em meados da década de 60, conheceu o cantor Dominguinhos num programa de Luiz Gonzaga na extinta TV Continental no Rio de Janeiro, com quem se casou e fez parceria musical. Com Dominguinhos participou de uma caravana artística com o "Rei do baião".

Em 1969, participou com Dominguinhos do Festival de Música Regional Nordestina, promovido pela TV Bandeirantes, com as composições Um mundo de amor, que não foi classificada e De amor eu morrerei, que chegou em segundo lugar, as duas defendidas pela cantora nordestina Marinês. Com Dominguinhos compôs mais de 50 músicas.

Em 1969, lançou pela RCA Victor o disco Caminho da roça, com a participação de Luiz Gonzaga nas faixas Minha gente, eu vou me embora, de Antônio Barros e Feira do pobre, de Onildo Almeida.

Em 1970, lançou o LP Canto do sabiá, apenas com composições próprias. No mesmo ano, gravou duas composições, De amor eu morrerei e Um mundo de amor, no LP Festival nordestino, ambas de sua autoria e Dominguinhos. Em 1971, lançou o LP Torrão de ouro.

Em 1973, Gilberto Gil gravou sua composição Eu só quero um xodó, parceria com Dominguinhos, em gravação clássica. Essa música recebeu mais de 20 regravações. O mesmo Gilberto Gil gravou com sucesso a canção Tenho sede, regravando-a em 1994 no disco Unplugged.

Em 1974, teve duas de suas músicas gravadas por duas das maiores cantoras brasileiras, Gal Costa, que regravou De amor eu morrerei e Ângela Maria que gravou Amor que não presta não serve pra mim.

Anastácia gravou cerca de 30 discos, constituindo-se numa das maiores nomes do forró. Outros intérpretes que gravaram composições suas foram Nana Caymmi, Cláudia Barroso, Jane Duboc, Doris Monteiro, José Augusto, Ângela Maria e outros, além dos internacionais Paul Murriat, Timy Thomas e Ornela Vanoni.

Aniceto do Império

Carioca do Estácio, Aniceto de Menezes e Silva Junior (11/3/1912-19/7/1993) começou a freqüentar os ambientes do samba, jongo e partido alto aos 16 anos, tendo travado amizade com Paulo da Portela, Xangô da Mangueira, Alberto Lonato e outros bambas.

Freqüentador da agremiação Prazer da Serrinha, foi fundador da escola de samba Império Serrano, em 1947, ao lado de Antonio Fuleiro, Molequinho, Mocorongo e outros. Entretanto, nunca fez parte da Ala dos Compositores da escola, por não gostar de compor sambas-enredo.

Destacou-se no estilo partido-alto, firmando-se como um dos grandes partideiros da história, sem economizar nas construções gramaticais rebuscadas e no vocabulário pouco usual. Por causa deste talento, era o orador oficial da escola. Grande conhecedor do jongo, gênero disseminado na região da Serrinha, dominava a ciência de outras manifestações musicais-religiosas da tradição africana, como o caxambu.

Em 1977 gravou o disco O Partido Alto de Aniceto & Campolino (MIS) ao lado de Nilton Campolino, produzido por Elton Medeiros, com nove composições de sua autoria. Considerado pelos sambistas como um dos últimos mestres do partido-alto de raiz, tinha mais de 600 composições catalogadas, mas poucas foram gravadas.

Seu único disco individual saiu em 1984 pela CID, Partido Alto Nota 10, com participações de sambistas famosos como Martinho da Vila, Dona Ivone Lara, Roberto Ribeiro, João Nogueira, Zezé Motta e Clementina de Jesus.

Já idoso e reverenciado como referência para os mais jovens, apresentava-se ao lado de outros representantes do partido-alto, como Wilson Moreira e Nei Lopes.

Fonte: CliqueMusic.