domingo, outubro 19, 2008

José Briamonte


José Briamonte, regente, nasceu em São Paulo SP, em 23/9/1931. Formado em piano pelo Conservatório Dramático e Musical de São Paulo em 1956, estudou depois harmonia, contraponto, instrumentação e regência na Escola Livre de Música.

Ainda em 1956, atuou com a Orquestra de Luís César, no Dancing Maravilhoso, em São Paulo. Em 1959 integrou o Conjunto Vadico e Odilon. Em 1963, tocando órgão, participou pela primeira vez de uma gravação, um 78 rpm, pela RGE, que incluía Nós e o mar (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli) e Só saudades (Tom Jobim).

Em 1966 e 1967 atuou nos conjuntos Sansa Trio, com o qual se apresentou no Restaurante Baiúca e gravou dois LPs, e Som Beco, com o qual tocou no restaurante O Beco e gravou um LP.

Em 1967 fez o arranjo para Eu e a brisa (Johnny Alf), interpretado por Márcia no III FMPB, da TV Record, de São Paulo. A partir desse ano, como arranjador, participou de vários festivais e de gravações de inúmeros conjuntos, cantores e compositores, entre os quais Márcia, Toquinho e Vinícius de Moraes, Jorge Ben Jor e Tom Zé.

Para a TV Globo, compôs o tema da novela Pigmaleão 70. Como acompanhante, participou de shows de diversos cantores, como Johnny Alf (1968), Dick Farney (1969) e Maysa (1971).

Em 1975 atuou como regente em Brasileiro profissão esperança, peça musical de Paulo Pontes levada no Teatro Aquarius, em São Paulo, sob direção de Bibi Ferreira. Gravou em 1982 Momentos românticos, pela RCA.

Em 1984, inaugurou o Teatro Scala, Rio de Janeiro RJ. Entre 1985 e 1990, trabalhou como compositor, diretor musical e regente no Paladium, em São Paulo. Dedicou-se a shows personalizados para grandes empresas a partir do início dos anos de 1990.

Entre suas composições eruditas, destacam-se Amolador de facas (1989), poema sinfônico, e Concerto n° 1 em sol maior para piano e orquestra (1992).

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

Americano do Brasil

Americano do Brasil (Antônio Americano do Brasil), historiador e folclorista, nasceu na cidade de Bonfim-GO, hoje Silvânia (28/08/1892) e faleceu em Santa Luzia-GO (20/04/1932). Era filho legítimo do professor Antônio Eusébio de Abreu e de dona Elisa de Abreu.

Formou-se em 1917, pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Em 1919 deixou o cargo de secretário do Interior e Justiça em Goiás, ingressando no Corpo Médico do Exército, tendo sido promovido a capitão em 1922.

Voltou a exercer a secretaria estadual do Interior e Justiça, e mais tarde a da Fazenda, em Goiás, e em 1920 foi eleito deputado federal. Morreu assassinado em 1932. Como folclorista compendiou versos, desafios, abecês, danças tradicionais etc. Usou do psendônimo João Goiás.

Goiano de rara cultura

"Desde os bancos escolares, ou seja, no Colégio Bonfinense, fundado e dirigido pelo seu pai, revelou formoso talento, que tanto brilhou e tanto honrou à terra goiana. Foi aluno do Colégio Morel, do Rio de Janeiro; diplomou-se em medicina, mas era jornalista dotado de puríssimo estilo.

Sua pena foi das mais notáveis. Como orador, tinha a palavra fluente e irresistível, como um Padre Antônio Vieira. Como parlamentar, seus discursos ficaram célebres na Câmara Federal. Sua vida caracterizou-se por trabalho intenso, de mais de quatro lustros, num labor constante, que lhe assegurou o direito à auréola que circunda o seu nome. Foi um espírito primorosamente culto e relevantíssima é sua folha de serviço à terra goiana.

Foi um goiano de rara cultura, dotado de um talento fulgurante, tendo se dedicado integral e desinteressadamente ao serviço de seu Estado, revelando-lhe suas riquezas econômicas, o espírito de sua gente, e elevando-o sempre com segurança e brilhantismo .

Foi Secretário de Interior e Justiça do governo do desembargador João Alves de Castro, deixando nesta importante pasta política traços indeléveis de sua cultura e invulgar capacidade de trabalho.

Como médico, exerceu a nobre profissão com zelo, proficiência e grande desprendimento monetário.Foi político, poeta, historiador, jornalista e escritor dos mais privilegiados, em tudo deixando traços firmes e de sua brilhante mentalidade.

Quando faleceu, seus restos mortais foram transladados do cemitério da cidade de Santa Luzia, hoje Luziânia, para o de Bonfim, hoje Silvânia, em 10 de julho de 1938. O nome do saudoso Americano do Brasil, como intelectual goiano, transpôs as fronteiras de nossa terra, ocupando lugar de relevo quando o jornal “La Nacion”, de Buenos Aires, quis associar-se ao Brasil nos festejos comemorativos de nossa independência, convidando escritores brasileiros para colaborar nessa grandiosa obra de confraternização.

Assim, entre os trabalhos publicados naquela edição especial do jornal portenho, a monografia que Americano do Brasil escreveu sobre Goiás foi uma síntese magnífica de nossa história. É um repositório de informações seguras e preciosas sobre a nossa terra" (Fonte: José Ferreira de Souza Lobo, “Goianos ilustres”, ed. Oriente, p. 23-24).

Obras

A Doutrina Endocrinológica: (1917) Tese de doutorado da Faculdade de Medicina da Praia Vermelha no Rio de Janeiro – RJ; No Convívio com as Traças: (1920) Em polêmica com o tenente Marco Antônio Félix de Sousa, por questão genealógica, nasce à obra que esclarece os laços de sangue do general Joaquim Xavier Curado com Francisco Soares de Bulhões, irmãos uterinos; Questão de Limite Goiás – Pará: (1920) Estudo que refuta a coerência do delegado do Pará, Dr. Palma Diniz, no Congresso de Limites Interestaduais; Pela Terra Goiana: (1922) discursos; 05. Pela Terra Goiana II: (1923) discursos; Puericultura e A Cultura Nacional: (1923); Cunha Matos em Goiás (1823 – 1826): (1924) Memória – Escritos entregue ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro; Cancioneiro de Trovas do Brasil Central: (1925) editado por Monteiro Lobato. Este livro foi motivado por uma palestra assistida na Biblioteca Nacional, proferida por João Ribeiro sobre o sentimento folclorístico brasileiro; Súmula de História de Goiás: (1931) Trabalhou na adaptação da História de Goiás ao programa da Escola Normal que lhe foi mandado, nascendo a obra, que foi oferecida ao Estado sem nenhuma remuneração. Esta obra foi editada em 1932, após a sua morte; Nos Rosais do Silêncio: (1947) poemas; Romanceiro Trovas Populares: (1979) edição crítica de Basileu Toledo França; Mil Trovas Luzianas; Goiás – Província; Pela História de Goiás: (1980) A editora da UFG lança a obra com crônicas históricas de sua lavra, selecionadas pelo escritor Humberto Crispim Borges.

Fontes: Antonio Americano do Brasil - Poesia dos Brasil - Goiás; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e publiFolha.

sábado, outubro 18, 2008

Vera Brasil

Vera Brasil (Vera Lelot), compositora, cantora e instrumentista, nasceu São Paulo SP, em 07/05/1932. Filha do compositor e violonista Sivan Castelo Neto, iniciou-se no violão aos 16 anos e, mais tarde, estudou canto e música com Miguel Arquerons.

Sua primeira composição gravada foi o samba-canção Três palavras (com Sivan Castelo Neto), lançado em 1954 por Mário Martins, em disco Copacabana. A música O menino desce o morro (com De Rosa) fez sucesso em diversas gravações, salientando-se a de Miriam Ribeiro, pela Philips, e a de Geraldo Cunha, pela Chantecler, ambas em 1958.

A partir de 1960 participou de diversos festivais de música popular, no Brasil e em outros países da América do Sul. Em 1965, no 1º Festival Nacional da MPB, da TV Excelsior, de São Paulo, obteve o terceiro lugar com Eu só queria ser (letra de Miriam Ribeiro), cantada por Claudete Soares.

No ano seguinte, no FNMPB da mesma emissora, alcançou o segundo lugar com Inaê (com Maricene Costa), interpretada por Nilson. Estreou como cantora em 1964, com o LP da gravadora Farroupilha Tema do boneco de palha, que é também o título de uma de suas mais conhecidas composições, feita em parceria com o pai. Desde então passou a apresentar-se em shows e televisão, excursionando por Portugal em 1967.

Em 1968 foi responsável pela direção musical do espetáculo Musicanossa, apresentado no Teatro de Arena, em São Paulo.

Em 1983 criou, juntamente com a cantora Márcia e a pianista Maria Eugênia Pacheco de Brito, a Escola Play — Centro Audiovisual de Música. Suas composições foram gravadas por vários intérpretes, entre eles Elisete Cardoso, Simone e Maysa.

Obras

Eu só queria ser (c/Miriam Ribeiro), samba, 1965; O menino desce o morro (c/De Rosa), samba, 1958; Tema do boneco de palha (c/Sivan Castelo Neto), samba, 1961.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.