Tom: G
Intro: Em D - 4x
Em D
Era noite na enseada, fazia calor
Em D
Havia barcos e navios, sob um céu sem cor
Em D
Corremos pelo convés, pra da cabine constatar
Em D
Que os mares são escuros pr´um farol iluminar
Em D
Em D
Mas ficamos excitados, em poder viajar
Em D
Não importa o destino, serve pra qualquer lugar
Em D
Pra algum ponto perdido, em algum canto do mundo
Em
Desafiar o oceano e a ira de Netuno
refrao G D Em
Tudo isso um dia acaba pra de novo começar
G D Em
Nos somos moldados a Ferro e Fogo
Em D - 2x
Em D
Com lunetas lá na proa, enxergar novos amores
Em D
E trancar lá no porão, nosso medo e nossas dores
Em D
Saber onde fica a tal terra prometida
Em
Que vai nos dar o pão e curar nossas feridas
Todos a bordo, o comandante gritou
Suspender a âncora, a viagem começou
D
Somos bravos, somos fortes, nada pode nos parar
Em
Nem o vento, nem a chuva, nem os segredos do mar
refrao;
Em D
Venceremos os romanos e os seus galeões
Em
Seu poder e sua glória, jogar aos tubarões
Em D
O vinho pra beber, o vento pra impulsionar
Singrar os sete mares e nunca mais votar
Em
Mas um dia a calmaria aos poucos se fez perceber
Com seu silêncio traiçoeiro não nos deixou mover
Em D
Então as nuvens se uniram e o céu escureceu
E o que a gente não queria de repente, aconteceu
refrao;
Solo : Em D Em D
Em
Lá no alto mar a tempestade desabou
Em D
Entre raios e trovões o nosso sonho afundou
Em
E nada mais restou, além daquele desejo insano
D
De com apenas nossos braços cruzar o oceano
Em D
É cada um por si, fique preparado
Em
Estamos tão famintos e boiamos esgotados
G D Em
Mas quase afogando, o desejo não termina
G D Em
Pois navegar a esmo, talvez seja a nossa sina
refrao:
solo final: Em D - 4x
domingo, dezembro 12, 2010
A ferro e fogo
Camisa de Vênus
Camisa de Vênus
Camisa de Vênus - Grupo baiano de punk-rock, formado em 1982 por Marcelo Drummond Nova (Salvador BA 1951—), vocal; Gustavo Adolfo de Sousa Mullen (Salvador 1952—), guitarra; Robério Santana (Salvador 1951—), contrabaixo; Aldo Pereira Machado (Salvador 1960—), bateria; e Karl Franz I-iummel, guitarra.
Segundo Marcelo Nova, o nome da banda foi escolhido por designar algo “incômodo e desagradável como o som do grupo”. Estrearam em maio de 1982 com um show na Casa dos Festejos, em Salvador; no mesmo ano, gravaram seu primeiro disco, um compacto independente com Meu primo Zé (Marcelo e Karl) e Controle total (versão de Complete Control, do grupo inglês The Clash).
Mudando-se para o Rio de Janeiro, foram contratados pela gravadora Som Livre e, em 1983, gravaram seu primeiro LP, Camisa de Vênus, que incluiu sucessos como Beth morreu (Marcelo e Robério), além de um arranjo em estilo punk-rock para Negue (Adelino Moreira e Enzo de Almeida Passos). Como a gravadora exigisse que adotassem outro nome para a banda, deixaram a Som Livre.
Contratados pela RGE, lançaram os LPs Batalhões de estranhos (1985), com Eu não matei Joana D'Arc (Marcelo e Gustavo) e Viva! (1986), gravado ao vivo no Clube Caiçara, em Santos SP.
Em 1986 mudaram para a gravadora WEA e lançaram Correndo o risco, em que se destacam as faixas Simca Chambord (Marcelo, Gustavo, Karl e Miguel Cordeiro) e Só o fim (baseada em Gimme Shelter, dos Rolling Stones); e Duplo sentido (1987), LP duplo com participação de Raul Seixas na faixa Muita estrela, pouca constelação (Raul e Marcelo).
O grupo se desfez em seguida. Marcelo Nova seguiu carreira solo, gravando um disco em dupla com Raul Seixas, A panela do diabo (1989, WEA) e dois com seu novo grupo, A Envergadura Moral: Marcelo Nova & A Envergadura Moral (1988, WEA) e Blackout (1991, Continental).
Em 1994, o grupo voltou a se reunir, com Marcelo Nova, Karl Hummel e Robério Santana ao lado do guitarrista Luís Sérgio Carlini, o tecladista Carlos Alberto Calazans e o baterista Franklin Paolillo (estes dois também integrantes da banda A Envergadura Moral). Nessa segunda fase, o grupo lançou dois CDs Camisa de Vênus ao vivo — plugado! (1996, Polygram) e Quem é você? (1997, Polygram).
CD
Duplo sentido, 1997, Warner 063019711-2.
Algumas músicas:
______________________________________________________________________ Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
Algumas músicas:
______________________________________________________________________ Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
Nabor Pires Camargo
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| Nabor P. Carmargo - circa 1945 |
Nabor Pires Camargo, instrumentista e compositor, nasceu em Indaiatuba, SP, em 9/2/1902, e faleceu em Mococa, SP, em 3/10/1996. Importante clarinetista, começou na música com nove anos, praticando às escondidas na clarineta de um irmão.
Depois estudou com músico que chegara a Indaiatuba para formar uma banda de crianças, da qual participou. Com 19 anos, mudou-se para São Paulo SP, estudando no Conservatório Dramático e Musical. Trabalhou acompanhando os filmes em cinemas da cidade.
Compondo desde criança, no final da década de 1920 fez um contrato com os Irmãos Vitale, com a duração de 28 meses, de editar uma música por mês, e iniciou com Triste separação. Gravou pela primeira vez na gravadora paulista Brasilphone, em 1927: os sambas No meu sertão, cantado por Pilé, e Lágrima de caboclo, por A. Longo. No mesmo ano, na gravadora Imperador, Artur Castro gravou seu samba O cavanhaque do bode e o maxixe Mamãe me leva.
O cinema sonoro, inaugurado em São Paulo em 1929, provocou a dispensa de vários músicos, restando-lhe tocar em orquestras patrocinadas pelos mecenas da arte. Ainda em 1929, na recém-inaugurada Columbia, gravou com João Cibella sua valsa Rosa, rosa (com Dicas) e, com João Gentiluomo, o samba Caboclo saudoso.
Obteve o segundo prêmio no concurso promovido pela Associação Nacional dos Negociantes e Editores de Música, com a canção Por que te dei meu coração, gravada em 1930 por Jorge Fernandes, na Parlophon.
Em 1931, Arnaldo Pescuma gravou, na Columbia, seu samba Foi castigo. Nesse ano, solando sua clarineta, lançou pela Victor sua mais famosa composição, a valsa-choro Caindo das nuvens, com o choro Matando saudades no outro lado do disco. Por essa época, os Irmãos Vitale começaram a editar os álbuns Choros do Nabor, para o estudo de clarineta, flauta, saxofone e violino. Até 1946 foram dez álbuns, cada qual com dez choros.
Em 1934 gravou na Columbia, de sua autoria, Venenoso e Cavando a vida, choros, e as valsas Último amor e Luar de minha terra, esta com o Sexteto Camargo.
Em 1935 ingressou como segundo clarinetista na Orquestra Sinfônica Municipal e, um ano depois, passou a primeiro clarinetista, aposentando-se em 1967.
Tocou sob a regência de Villa-Lobos, Sousa Lima, Eleazar de Carvalho, Arturo Toscanini (1867—1957) e Igor Stravinsky (1882—1971), entre outros. Seu samba Vá carregar piano ganhou o primeiro prêmio da categoria no concurso carnavalesco da prefeitura paulistana, em 1936, sendo gravado na Victor por Januário de Oliveira e Arnaldo Amaral. Nesse ano, gravou na clarineta, pela Columbia, sua valsa Implorando o teu amor e seu choro Soluçando. Lecionou clarineta, saxofone e piano.
Em 1948, por encomenda dos Irmãos Vitale, preparou um Método para clarineta, aprovado e recomendado pelo Conservatório de São Paulo, que se tornou o mais vendido no Brasil e continua em catálogo.
Pela Continental, em 1964, lançou seu único LP, Velha guarda, acompanhado por Caçulinha (acordeom), Poli (violão) e Outros. O disco foi reeditado em 1988 porSilva & Penna Foto e Vídeo, de Indaiatuba.
Em 1974 foi oficializado o seu Hino indaiatubano, que havia composto em 1930. Sua última obra foi a peça-bailado Ara erê uçu (Grande dia de festa), com texto de Cleonice Mattioli Camargo, sua esposa, sobre a formação do povo de sua terra, onde foi encenada.
CDs
Carnaval vol. 5, 1991, Revivendo RVCD 023; Carnaval vol. 6, 1991, Revivendo RVCD
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
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